CPFL, Cesp e Cemig ganham mais com corte na Selic, diz corretora
Para analista do Santander, juro menor vai reduzir o peso da dívida nas empresas mais alavancadas
| 13.03.2009 | 15h25
Portal EXAME -
Em sua última reunião nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária) optou por cortar a taxa básica de juro brasileira em 1,5 ponto percentual para conter o desaquecimento econômico. Para analistas, com o forte desaquecimento da economia, ainda há espaço de sobra para o BC continuar a cortar a Selic.
Esse movimento vai beneficiar as empresas do setor de energia, em especial a CPFL, a Cesp e a Cemig, segundo análise da corretora Santander - que trabalha de forma independente do banco.
"Acreditamos que companhias do setor de serviços públicos com alta alavancagem e/ou maior porcentagem da dívida indexada ao CDI devem ser as principais favorecidas", afirmou a corretora.
As empresas que possuem uma maior exposição de sua dívida às taxas de CDI se beneficiariam com o ciclo de redução da Selic esperado ao longo do ano, já que isso resultaria em gastos financeiros menores para as companhias.
André Gaeta, analista da corretora Santander, acredita que, com a redução dos juros, os encargos financeiros terão menor impacto sobre o caixa das empresas.
Além disso, as companhias do setor que reajustam seus preços principalmente de acordo com a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) também podem se favorecer com os cortes nos juros, com destaque para a AES Tietê. Uma Selic menor incentiva a economia, mas também pode levar à aceleração inflacionária.
"Levando em consideração composição da dívida e alavancagem, destacaríamos CPFL, Cesp e Cemig como as empresas de serviço mais prováveis para se beneficiarem com o atual ciclo de flexibilização monetária", afirmou a corretora.
segunda-feira, 16 de março de 2009
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