quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
BNDES aprova financiamento de R$ 407,7 mi para LLX
Os recursos devem ser utilizados para adquirir equipamentos nacionais, como carregadores de navios, empilhadeiras, viradores de vagão e correias transportadoras, para o projeto Porto Sudeste. O financiamento foi aprovado no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (BNDES-PSI), com taxas de juros fixas de 4,5% ao ano.
Localizado no município de Itaguaí (RJ), o Porto Sudeste está sendo desenvolvido como um terminal portuário privativo de uso misto, com profundidade de 20 metros e retroárea de 52 alqueires (ha), com capacidade inicial para movimentar 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Segundo a LLX, o porto deverá escoar a produção da MMX Mineração e Metálicos em Minas Gerais e de outros produtores de minério de diversas áreas do Quadrilátero Ferrífero mineiro.
Ações da Japan Airlines despencam 24% por temores de falência
Um fundo de recuperação do governo disse aos maiores credores da JAL estar propenso a um procedimento de falência como parte de um pacote de auxílio para a maior companhia aérea da Ásia em receita, segundo disseram à Reuters fontes com conhecimento da questão.
Uma falência pode limar o valor das ações da JAL e desencadear grandes perdas para os credores.
As ações caíram 24 por cento, a 67 ienes, reduzindo o valor de mercado da empresa a cerca de 2 bilhões de dólares.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Conheça os planos de Líbano Barroso, o novo presidente da TAM
Líbano Barroso foi confirmado, nesta segunda-feira (28/12), como o novo presidente da TAM. O executivo, que ingressou na companhia em 2004, vinha ocupando interinamente o cargo desde a saída de seu antecessor, David Barioni, no início de outubro. Em comunicado, a presidente do conselho de administração, Maria Cláudia Amaro, destacou a experiência de Barroso na área financeira - até ser promovido, o executivo era vice-presidente de Finanças - e o seu foco em custos.
Mas Barroso não deve se restringir apenas ao controle de planilhas. Alinhado aos planos da família Amaro de diversificar as operações, Barroso afirma que pretende transformar a TAM "em um grupo ligado aos negócios da aviação", tendo a TAM, como eixo. Conforme antecipou o Portal EXAME, nos próximos anos, algumas unidades de negócios devem ser desmembradas, tornando-se empresas autônomas. Na lista, estão a Multiplus, gestora do programa de fidelidade para a qual a TAM já pediu o registro de companhia aberta junto à Comissão de Valores Mobiliários; o Centro de Manutenção de São Carlos; e a operadora de turismo. Veja, a seguir, os principais trechos da entrevista de Barroso ao Portal EXAME:
Portal EXAME - A TAM prepara-se para diversificar bastante sua atuação nos próximos anos. Como se dará esse processo?
Líbano Barroso - Nosso objetivo é criar um grupo de negócios de aviação. É claro que a espinha dorsal será sempre a empresa de transporte de passageiros. Mas tudo o que gravita em torno da aviação e complemente nossos negócios é interessante. Já pedimos o registro de companhia aberta para a Multiplus. Também queremos explorar melhor o potencial de negócios do Centro de Manutenção de São Carlos. O centro já possui certificações para prestar serviços para aeronaves Airbus, Fokker e Boeing 767. Também estamos buscando ampliar a certificação para todos os modelos da Boeing. Somos certificados para atender companhias européias e americanas. Além disso, queremos desenvolver mais a TAM Viagens, nossa operadora de turismo. Temos ainda a área de transporte de carga.
Portal EXAME - E a participação na privatização de aeroportos?
Barroso - Esse é um negócio que deve ficar na alçada dos controladores, por meio da TEP [a holding dos Amaro que reúne seus investimentos]. Já os demais negócios serão desmembrados e passarão a ser empresas controladas pela TAM.
Portal EXAME - Quando o Centro de Manutenção vai se tornar uma empresa autônoma?
Barroso - Ele já trabalha com orçamento e gestão próprios há mais de um ano. A eventual separação da companhia não tem uma data definida, mas é um passo natural. Assim, o centro poderá atrair tanto investidores estratégico-operacionais, quanto financeiros.
Portal EXAME - Isso quer dizer que, depois de virar uma nova empresa, parte do centro pode ser vendida a um sócio, ou a empresa pode abrir capital?
Barroso – Sim, são as opções que estudamos.
Portal EXAME - Quanto o centro de manutenção gera de receitas para a TAM?
Barroso - Nós ainda não divulgamos esse número. Mas o centro já começa a ter uma receita importante com a venda de serviços para terceiros. Já atendemos companhias como a LAN Chile e a Ocean Air. Talvez comecemos a divulgar esse número neste ano.
Portal EXAME - A TAM Viagens já é uma empresa autônoma. Quais são os planos para ela?
Barroso - Contamos com 67 lojas. Nos próximos três anos, queremos atingir 200 lojas. Nossa intenção é crescer bastante nessa área. Com isso, pretendemos atingir um porte capaz também de atrair investidores. Nosso modelo de expansão é via representações. Das unidades existentes, só quatro são lojas próprias.
Portal EXAME - A TAM, deu entrada no pedido de registro de companhia aberta para a Multiplus. Qual será o papel da nova empresa?
Barroso - Estamos em período de silêncio sobre esse assunto. Não podemos nos manifestar sobre a Multiplus mais do que os comunicados que enviamos publicamente à CVM.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
OGX pode dobrar de valor na bolsa, diz Empiricus
Para empresa independente de análise, petroleira de Eike Batista ainda é negociada com grande desconto em relação a seus pares.
Com uma valorização de 80% até a semana passada, o Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, destaca-se entre os principais pregões do mundo. Diante da forte alta, porém, os investidores começam a se perguntar se ainda há boas oportunidades de negócios na bolsa. Para a empresa de análise independente Empiricus, restam poucos papéis com potencial de dobrar de valor nos próximos meses. Um deles é a OGX, do empresário Eike Batista. Para os analistas da Empiricus, as ações ordinárias da companhia (OGXP3, com direito a voto) têm potencial para subir mais de 100%, mesmo sem considerar o crescimento via aquisições ou compra de áreas para exploração nos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
As boas notícias são a principal força para a valorização da companhia de Eike. Recentemente a OGX informou que concluiu a perfuração de um poço em um bloco na Bacia de Campos onde a participação da petrolífera é total. A estimativa é de que o poço contenha um volume de óleo recuperável para todos os reservatórios entre 1 e 2 bilhões de barris.Diante dos resultados favoráveis das perfurações, cresce a expectativa por um aumento do potencial das reservas, possivelmente para algo em torno de 8,2 bilhões de barris. Os números, que ampliam as perspectivas de crescimento, também contribuem para a diminuição da percepção de risco sobre a empresa. Os analistas da Empiricus lembram ainda que a recente divisão dos papéis (ou split, no jargão do mercado) na proporção de 1 para 100 deu maior dispersão acionária à companhia, aumentando a liquidez das ações.
Múltiplos
De acordo com a Empiricus, atualmente as ações da OGX são negociadas na Bovespa com um desconto bastante grande em relação à média internacional do setor petróleo. Baseada em um relatório da consultoria D&M, a Empiricus estima que os papéis da empresa brasileira são negociados a 4,5 dólares por barril considerando-se uma reserva estimada de 6,7 bilhões de barris. Se a estimativa subir para 8,2 bilhões de barris, a relação cai para 3,7 dólares por barril na Bovespa. Como comparação, a Empiricus lembra que, recentemente, a gigante americana Exxon comprou da Tullow Oil reservas de 1,5 bilhão de barris na costa da África por 8 dólares por barril.
A diferença é compreensível, dado o perfil pré-operacional da empresa, conferindo maior risco de execução, e o prazo dos fluxos de caixa esperados (colocados apenas no futuro) diz o relatório dos analistas. Entretanto, à medida que o risco de execução diminui e a empresa entra em fase operacional, boa parte do desconto deve desaparecer, impulsionando a valorização das ações.
Além da questão do risco, outro ponto levantado pela consultoria para explicar os múltiplos baixos da OGX é o subdimensionamento da taxa de sucesso da campanha exploratória da empresa. Para os analistas, o avanço tecnológico recente da empresa e o bom conhecimento que seus técnicos têm da costa brasileira ainda não foram incorporados às estimativas de extração.
OGX pode dobrar de valor na bolsa, diz Empiricus
Para empresa independente de análise, petroleira de Eike Batista ainda é negociada com grande desconto em relação a seus pares.
Com uma valorização de 80% até a semana passada, o Ibovespa, principal indicador da bolsa de valores brasileira, destaca-se entre os principais pregões do mundo. Diante da forte alta, porém, os investidores começam a se perguntar se ainda há boas oportunidades de negócios na bolsa. Para a empresa de análise independente Empiricus, restam poucos papéis com potencial de dobrar de valor nos próximos meses. Um deles é a OGX, do empresário Eike Batista. Para os analistas da Empiricus, as ações ordinárias da companhia (OGXP3, com direito a voto) têm potencial para subir mais de 100%, mesmo sem considerar o crescimento via aquisições ou compra de áreas para exploração nos leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
As boas notícias são a principal força para a valorização da companhia de Eike. Recentemente a OGX informou que concluiu a perfuração de um poço em um bloco na Bacia de Campos onde a participação da petrolífera é total. A estimativa é de que o poço contenha um volume de óleo recuperável para todos os reservatórios entre 1 e 2 bilhões de barris.
Diante dos resultados favoráveis das perfurações, cresce a expectativa por um aumento do potencial das reservas, possivelmente para algo em torno de 8,2 bilhões de barris. Os números, que ampliam as perspectivas de crescimento, também contribuem para a diminuição da percepção de risco sobre a empresa. Os analistas da Empiricus lembram ainda que a recente divisão dos papéis (ou split, no jargão do mercado) na proporção de 1 para 100 deu maior dispersão acionária à companhia, aumentando a liquidez das ações.
Múltiplos
De acordo com a Empiricus, atualmente as ações da OGX são negociadas na Bovespa com um desconto bastante grande em relação à média internacional do setor petróleo. Baseada em um relatório da consultoria D&M, a Empiricus estima que os papéis da empresa brasileira são negociados a 4,5 dólares por barril considerando-se uma reserva estimada de 6,7 bilhões de barris. Se a estimativa subir para 8,2 bilhões de barris, a relação cai para 3,7 dólares por barril na Bovespa. Como comparação, a Empiricus lembra que, recentemente, a gigante americana Exxon comprou da Tullow Oil reservas de 1,5 bilhão de barris na costa da África por 8 dólares por barril.
A diferença é compreensível, dado o perfil pré-operacional da empresa, conferindo maior risco de execução, e o prazo dos fluxos de caixa esperados (colocados apenas no futuro) diz o relatório dos analistas. Entretanto, à medida que o risco de execução diminui e a empresa entra em fase operacional, boa parte do desconto deve desaparecer, impulsionando a valorização das ações.
Além da questão do risco, outro ponto levantado pela consultoria para explicar os múltiplos baixos da OGX é o subdimensionamento da taxa de sucesso da campanha exploratória da empresa. Para os analistas, o avanço tecnológico recente da empresa e o bom conhecimento que seus técnicos têm da costa brasileira ainda não foram incorporados às estimativas de extração.
Amil anuncia OPA para comprar 100% das ações da Medial Saúde
Por meio do BTG Pactual, a Amil esta ofertando R$ 17,2066 por ação ordinária da Medial, sendo que o preço esta sejeito a ajuste até o dia da liquidação. O leilão será marcado para o dia 28 de janeiro de 2010, às 14h00.
Procedimento
Segundo a empresa, todos os acionistas da Medial que desejarem vender duas ações à AMil deverão manifestar a intenção através de sua corretora ou individialmente, se for corretor, até as 18h00 do dia 27 de janeiro.
A Amil3 ja possui desde 1° de dezembro 100% das ações da Medial Participações, que possui, por sua vez, 49,5% de ativos da Medial Saúde. Alem disso, a Amil também adquiriu 1,695 milhão de ações ordinarias da Medial Saude, que equivalem a 2,43% de participação direta na empresa. Dessa forma, a empresa detém uma participação direta e indireta de 51,9345% no capital socila da Medial Saude.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Petrobras compra por R$ 150 mi parte da usina Total
A Petrobras comprou 40,4% das ações da usina mineira Total Agroindústria Canavieira, por R$ 150 milhões. A aquisição, divulgada pela estatal em nota esta tarde, foi feita pela sua subsidiária integral, Petrobras, Biocombustível. Havia pelo menos três meses em que rumores no setor indicavam a possibilidade de uma negociação deste tipo ocorrer, e a própria companhia já havia anunciado que até o final do ano ainda poderia ser divulgado negócio deste tipo.
Segundo a Petrobras, a Total possui uma usina de etanol localizada no município de Bambuí, no Estado de Minas Gerais, com capacidade instalada de produção de 100 mil metros cúbicos de etanol hidratado por ano.
A parceria viabilizará a ampliação da usina para uma capacidade total de 203 mil metros cúbicos por ano, com um excedente de energia elétrica para comercialização de 38,5 Megawatts, gerada pelo aproveitamento do bagaço de cana-de-açúcar.
OGX: poço OGX-2A tem até 2 bilhões de barris de óleo
O poço OGX-2A localiza-se no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos. A OGX detém 100% de participação neste bloco. A perfuração atingiu uma profundidade de 3.550 metros. Foram encontrados indícios de hidrocarbonetos em cinco diferentes reservatórios. "O poço OGX-2A nos permitiu confirmar o vasto potencial petrolífero da parte sul da bacia de Campos e acreditamos que esta região se tornará um importante polo produtor de petróleo no Brasil", comentou o diretor-geral da OGX, Paulo Mendonça, na nota.
A sonda Ocean Ambassador, usada na perfuração deste poço, será deslocada para a próxima locação situada no bloco BM-C-43, águas rasas da parte sul da bacia de Campos. O início da perfuração deste poço está previsto para os últimos dias de dezembro de 2009.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
A BM&F venceu a Bovespa
Tudo isso ocorreu. Ainda assim, a BM&F Bovespa, companhia que emergiu desse processo, surpreende.
O que mais chama a atenção é o fato de a empresa ter muito mais a cara da BM&F do que da Bovespa - apesar de a bolsa de valores ser a maior e responder por cerca de 60% das receitas geradas pelas duas. A nova empresa não é apenas presidida por um executivo egresso da BM&F, Edemir Pinto. Um levantamento feito por EXAME mostra que, das 32 diretorias, incluindo o escalão executivo, só oito são comandadas por profissionais vindos da Bovespa. Os outros postos são ocupados por gente da BM&F e por executivos que, sob a supervisão de Edemir, foram contratados no mercado.
Mais do que uma dança de cadeiras, as mudanças na cúpula ditaram o rumo da reestruturação operacional que ocorreu na nova companhia desde a fusão. Com Edemir à frente, a integração entre as equipes das duas bolsas ocorreu a toque de caixa. Antes de o anúncio da fusão ter completado seis meses, 400 funcionários - um quarto do total de empregados das duas bolsas - já haviam sido demitidos. Mais 200 saíram no início de 2009, em razão da crise internacional. "Essa segunda leva de demissões não estava nos planos, mas o volume de negócios estava caindo muito, então tivemos de agir", disse Edemir a EXAME. Segundo ele, com a melhora do mercado nos últimos meses, a empresa repôs essas duas centenas de vagas. Na reestruturação, ele foi o único dos quatro principais executivos da Bovespa e da BM&F que continuou com um cargo executivo na nova companhia - saíram os ex-presidentes das duas bolsas, Raymundo Magliano Filho e Manoel Felix Cintra Neto, e Gilberto Mifano, que era superintendente-geral da Bovespa, foi presidente do conselho da BM&F Bovespa e hoje é consultor do conselho da bolsa.
"Todos nós colocamos os cargos à disposição, para facilitar a integração", diz Edemir. Executivos próximos dizem que, se não tivesse sido escolhido presidente da nova bolsa, Edemir provavelmente teria saído da empresa, algo que os bancos e as grandes corretoras ligadas à BM&F trabalharam para evitar.
Paralelamente ao ajuste de equipes, a bolsa também reviu a estratégia de marketing voltada aos investidores individuais. Pela primeira vez, foi fixada uma meta objetiva para essa área: a de aumentar para 5 milhões, em cinco anos, o total de pessoas que compram ações diretamente. Se isso ocorrer, a base de acionistas da Bovespa terá sido multiplicada por 10 - uma expansão bem maior da que ocorreu nos últimos cinco anos, quando o total de pessoas físicas presentes no mercado de ações passou de 155 000 para pouco mais de 555 000.
O foco da BM&F Bovespa para popularizar o mercado está em iniciativas de longo alcance, que consigam atingir milhares de investidores de uma só vez. Foi criado um programa de educação financeira em parceria com a TV Cultura, de São Paulo, e está sendo negociada com o governo a inclusão de uma disciplina de finanças no currículo das escolas.
Além disso, o campeonato de investimentos que a bolsa promove para alunos do ensino médio - que já teve mais de 8 000 participantes - será ampliado. O desenho básico da competição será mantido: depois de assistir a palestras sobre o mercado, os estudantes simulam investimentos em ações e os que tiverem os maiores lucros ganham créditos para aplicar em clubes de investimento. A diferença será no alcance.
Hoje, o evento ocorre na sede da Bovespa, em São Paulo, e por isso só participam escolas paulistas. A ideia é migrar todo o conteúdo do programa para o site e incluir alunos de outros estados. Antes da fusão, a Bovespa investia mais em visitas in loco para promover o mercado. A grande vedete de marketing da bolsa era o Bovespa Vai Até Você, que ficou famoso por levar estandes da bolsa a praias, cidades turísticas, fábricas e eventos pelo país. "Esse programa foi um sucesso porque desmistificou a bolsa. Mas ele não tinha uma meta clara de crescimento. Precisamos ir além", diz Edemir. O Bovespa Vai Até Você foi mantido, mas perdeu espaço: o total anual de visitas caiu de uma média de 120 para 70.
Na transição de empresa sem fins lucrativos para companhia aberta, a bolsa travou uma batalha com as corretoras para reajustar tarifas - houve até uma ação no Ministério Público contra a medida. As corretoras argumentavam que não poderiam repassar a alta dos preços aos clientes em razão da crise externa, que havia afastado os investidores do mercado. A BM&F Bovespa cedeu em parte - manteve o reajuste, mas decidiu escalonar sua aplicação. Além disso, a bolsa estendeu às corretoras que operam com ações uma série de exigências que já valiam para a bolsa de futuros.
Até julho de 2010, todos os profissionais das corretoras da Bovespa farão uma prova na bolsa para obter a autorização para trabalhar no mercado - medida já adotada na BM&F desde 2007. Fora isso, as corretoras precisarão montar uma espécie de escritório emergencial, com computadores que possam ser usados para atender os clientes caso haja alguma pane no escritório central. Esse conjunto de novas regras está sendo chamado de Novo Mercado das corretoras - numa referência ao segmento da Bovespa que reúne as empresas abertas com melhor governança. "A diferença é que, para nós, a adesão é obrigatória. Quem não se adaptar não vai poder operar", diz Fernando de Marsillac Fontes, diretor da corretora Petra.
A avaliação geral de executivos de mercado - mesmo das corretoras - é que as mudanças feitas desde a fusão foram para melhor. "Os acionistas estão contentes, diz Federico Rey-Marino, analista da corretora americana Raymond James. Internamente, no entanto, a transformação foi conturbada. Foi um processo dolorido, apesar de necessário. A cultura dessa nova empresa ainda está sendo formada", diz Gilberto Mifano, que chegou a ser cotado para ocupar o cargo de Edemir.
Um ponto espinhoso foi a definição da marca. O projeto ficou a cargo da agência Cauduro, que já havia trabalhado para a BM&F, e a ideia inicial era que surgisse um nome novo para a bolsa - Brazil Exchange foi uma das alternativas consideradas. "Descartamos porque é nacionalista demais. Além disso, combinar os nomes das duas bolsas ajudou a amansar os egos de funcionários e clientes", diz Marco Aurélio Rezende, diretor da Cauduro. Tudo indica que essa seja uma solução provisória.
Dentro da própria bolsa, o nome BM&F Bovespa é visto como longo demais e sem nenhum apelo internacional - e o crescimento no exterior é um dos principais projetos da bolsa para os próximos anos. Estão sendo negociadas parcerias operacionais com a bolsa americana Nasdaq, a terceira maior do mundo em valor de mercado de empresas listadas, e com bolsas na América Latina. Quando fala sobre isso, Edemir gosta de citar o exemplo do frigorífico JBS-Friboi. "Em menos de três anos, o Friboi virou uma empresa aberta, fez aquisições importantes e se tornou a maior produtora de carnes do mundo", disse ele. "Talvez não façamos tudo tão rápido, mas queremos ser um grande campeão global."
Embraer entrega Super Tucanos à República Dominicana
A Embraer entregou as duas primeiras aeronaves Super Tucano, de um total de oito, para o governo da República Dominicana. Segundo comunicado da fabricante de aviões, as unidades serão operadas pela força aérea do país em missões de segurança interna, vigilância de fronteiras e combate ao narcotráfico.
O mesmo modelo de avião foi adquirido pelas Forças Aéreas da Colômbia (FAC), do Chile (FACH) e do Equador (FAE).
A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu 83 unidades do Super Tucano e outras 25 unidades já foram entregues à FAC. No total, 172 unidades da aeronave foram vendidas para sete clientes, acrescenta a companhia.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Positivo anuncia aquisição da empresa detentora da marca Kennex por R$ 5,5 milhões
A operação realizada entre a Positivo e a Boreo ainda prevê um aumento de capital da segunda em R$ 6,5 milhões, que pretende reverter o patrimônio líquido negativo da empresa.
A aquisição efetivada pela Positivo evidencia planos de consolidação de sua liderança no mercado de varejo brasileiro, setor no qual a Kenner possui ampla atuação.
Posição no mercadoApós este último negócio com a Kennex, a Positivo passar a ter produtos fabricados por um total de quatro marcas, sendo que três delas são de propriedade da empresa.
Em comunicado, a Positivo ainda ressalta que este é um momento bom para a economia brasileira e que tem perspectivas otimistas em relação às vendas no setor de varejo do país.
TAM deixará de ser só uma empresa aérea com IPO do Multiplus e novos negócios
Assessorada pelo banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, família Amaro começa a diversificar os investimentos.
Ao promover a abertura de capital da Multiplus, empresa que gerencia o seu programa de fidelidade, a TAM dá os primeiros passos para deixar de ser apenas uma companhia aérea. Para quem a conhece por dentro, o pedido protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta semana reflete um plano mais amplo da família Amaro - o de apostar em novos negócios, sejam eles controlados pela TAM, ou diretamente subordinados à TEP, holding que reúne os ativos dos herdeiros do Comandante Rolim. Depois da Multiplus, o próximo candidato ao IPO seria o Centro de Manutenção de São Carlos (SP), que seria transformado em uma nova empresa para ir a mercado. Em paralelo, os Amaro também desejam participar da operação de aeroportos se o governo decidir privatizá-los.
A TAM. foi a pioneira dos programas de milhagem no Brasil, ao lançar o seu em 1994. A primeira vez em que a empresa cogitou transformá-lo em um negócio com vida própria foi em 2005. Naquele ano, os executivos da companhia foram a campo para promover o roadshow de abertura de capital da própria TAM. Nos encontros, os investidores estrangeiros indagavam se a aérea seguiria os passos da Air Canada. Em 1984, a canadense havia lançado o seu programa de fidelidade, o Aeroplan. Dezoito anos depois, a Aeroplan tornou-se uma companhia independente. Com uma política de aquisições agressiva, a empresa diversificou seu portfólio e se transformou em uma gestora de programas de fidelidade no Canadá, Inglaterra e Golfo Pérsico, em áreas que vão de bens de consumo a serviços financeiros. A Aeroplan realizou seu IPO em 2005 e hoje tem cerca de 5 milhões de clientes e 69% das ações em circulação.
A direção da TAM gostou da idéia, mas avaliou que, na época, seu programa de fidelidade ainda não tinha porte suficiente para se tornar uma empresa autônoma. Em 2005, por exemplo, a empresa faturou 85 milhões de reais com o programa TAM Fidelidade - o antecessor do Multiplus, lançado em maio deste ano. "Era preciso encorpar o programa", afirma uma fonte que acompanha de perto a empresa. A paciência deu resultado. Com o avanço do mercado brasileiro de aviação, a expansão da TAM em rotas internacionais e o maior número de parcerias, o TAM Fidelidade encerrou 2008 com uma receita de 528 milhões de reais. O crescimento continua neste ano. Até o terceiro trimestre últimos dados disponíveis a receita gerada pelo Cartão Fidelidade é de 522,330 milhões de reais, o que representa um salto de 55% sobre o mesmo período do ano passado.
Novo tripulante
O Multiplus nasceu como uma divisão da TAM para programas de fidelidade. Mas, desde a sua criação, a diretoria da empresa admitia que a unidade de negócios fora concebida para andar sozinha quando fosse o momento oportuno. A gestão do Multiplus já era, na prática, tocada como uma empresa autônoma. A TAM, aguardava apenas o melhor momento para levá-la a mercado.
Embora as raízes do projeto datem de quatro anos atrás, quem conhece intimamente a TAM. afirma que o IPO da Multiplus é o primeiro fruto concreto da parceria entre a família Amaro e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Esteves foi contratado pela família em meados do ano para assessorar na gestão do portfólio de investimentos da TEP, a holding que reúne seus ativos. Sendo a TAM a parte mais importante do patrimônio dos Amaro, o contrato já estabelecia que Esteves também participaria do conselho da aérea.
Foi assim que Esteves assumiu um assento na empresa. Trazê-lo para a TAM era estratégico para os Amaro. "Esteves é muito bem relacionado e será o responsável por atrair investidores para os outros projetos da família", afirma uma fonte bastante próxima da companhia. Não é por acaso que o líder do IPO da Multiplus é o BTG Pactual. O principal parceiro de Esteves no conselho da TAM é o seu ex-presidente, Marcos Bologna. Enquanto Esteves contribui com a sua visão de financista, Bologna oferece sua experiência como operador de uma empresa aérea além de também falar a língua do mercado, já que foi o responsável pela abertura de capital da TAM.
Noticia retirada do site: http://portalexame.abril.com.br/negocios/tam-deixara-ser-so-empresa-aerea-ipo-multiplus-novos-negocios-520872.html
Clique no link acima para ver a noticia completa.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
CSN oferece US$ 5,55 bi pela portuguesa Cimpor
A CSN, pretende financiar a aquisição da Cimpor por meio de uma conjugação de recursos financeiros já disponíveis e outros a serem obtidos através de financiamentos junto a bancos de primeira linha, informou a CSN. em nota. No documento, a CSN ressalta que a conclusão da oferta está condicionada à aceitação por parte de acionistas detentores de pelo menos 50% mais uma das ações representativas do capital da Cimpor e à obtenção das aprovações regulatórias e concorrenciais necessárias, entre outras condições e pressupostos. A empresa não deu prazo para a conclusão do processo.
Segundo a CSN, a compra da Cimpor possibilitaria uma maior diversificação de produtos, mercados e localização geográfica de ativos. Também ampliaria a presença da CSN no segmento de cimento. A siderúrgica inaugurou este ano, em Volta Redonda (RJ), sua primeira fábrica de cimentos, que usa como insumo resíduos da produção de aço de sua siderúrgica. A capacidade da unidade será de 2,3 milhões de toneladas por ano a partir de 2011.
A Cimpor está presente em 13 países. De acordo com o documento, atualmente a fabricante está entre as dez maiores produtoras mundiais de cimento em valor de mercado, ocupa no Brasil a terceira posição em vendas e a quarta posição em produção de cimento. A CSN já está presente no mercado português por meio de sua controlada Lusosider, fabricante de aços planos relaminados a frio com capacidade instalada de aproximadamente de 550 mil toneladas anuais.
Empresas de Eike têm forte valorização em um ano
A trajetória ascendente das empresas na Bolsa contrasta com o escasso resultado operacional. Até o momento, apenas quatro operações não financeiras dão receita: 51% de uma termelétrica no Amapá, que gera tímidos 23 megawatts (o equivalente ao consumo de Boituva, no interior de São Paulo); uma pedreira no Rio de Janeiro, com receita de R$ 300 mil em todo o terceiro trimestre; e duas unidades de mineração: em Corumbá (MS) e Serra Azul (MG), com produção de 8,7 milhões de toneladas de minério de ferro por ano (menos de 4% da produção da gigante Vale projetada para este ano).
No Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já foram aprovados empréstimos de mais de R$ 3,7 bilhões para as empresas do grupo, sendo que R$ 1 bilhão na última semana, para uma termelétrica a carvão no Maranhão. Outros R$ 1,4 bilhão foram destinados à termelétrica de Pecém; R$ 1,3 bilhão para a LLX Minas e R$ 13,4 milhões para a MMX. Além disso, o BNDESPar tem participação de 6% na LLX e de 2,61% na MPX.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Empresa de Sam Zell vai investir mais no Brasil
Ainda assim, o plano é aumentar a presença aqui. Foi o que me disse há pouco Thomas McDonald, diretor executivo de estratégia da Equity International, que esteve no Brasil para fechar o negócio da BFRE (e, ontem, chegou a se reunir com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em Brasília). Segundo ele, a holding vai lançar seu quinto fundo de investimentos no início de 2010, que terá 500 milhões para aplicar. “Ao menos um negócio será fechado no Brasil, mas um é muito pouco”, disse ele. “O Brasil é o melhor lugar para se investir hoje.”
O que torna o país tão atrativo, na visão do executivo, é uma combinação de fatores macroeconômicos favoráveis, como o crescimento da classe média, a queda dos juros e o aumento do crédito. “Estudamos o Brasil há anos. A BFRE, especificamente, acompanhamos de perto por dez anos antes de decidir comprar parte da empresa. E isso é porque temos um objetivo de longo prazo aqui”, diz. “Uma das coisas que Henrique Meirelles nos mostrou na reunião de ontem foi o número de que 30 milhões de pessoas saíram da pobreza nos últimos cinco anos. Isso é impressionante”, contou, em meio a elogios sobre o presidente do BC, que conheceu nesta viagem.
McDonald não disse quais segmentos do mercado estão na mira da Equity agora. Mas contou que já olhou redes de hotéis que querem aumentar a presença no país ou se instalar aqui. “As Olimpíadas e a Copa só deixaram mais evidente o fato de que faltam hotéis de padrão internacional de três e quatro estrelas no Brasil”, disse.
Para o executivo, o melhor jeito de aproveitar a valorização imobiliária que deve ocorrer com a Copa e as Olimpíadas será lançar empreendimentos em regiões que forem receber melhorias em infra-estrutura - como estações de metrô ou revitalizações.
Hoje, McDonald não vê excessos nos preços dos imóveis ou no ritmo de lançamentos de empreendimentos. “Não há indícios de altas artificiais de preço ou de compras especulativas”, diz. Há cerca de dois anos, porém, na época da seqüência de IPOs de construtoras e incorporadoras, ele diz que chegou a ficar preocupado. “Os preços dos terrenos subiram demais, muito acima da inflação, e descolaram da realidade. Tantro foi assim que várias empresas tiveram problemas e acabaram sendo vendidas ou se fundindo com outras.” Para o executivo, ainda há espaço para mais consolidação no mercado. “Podemos e queremos comprar outras empresas aqui.”
Sobre o pacote do governo para a baixa renda - batizado de “Minha Casa, Minha Vida” -, McDonald diz que só será possível ter uma ideia do andamento das iniciativas em 2010. “Neste ano, foram criadas as bases do programa, e isso foi muito positivo. Mas, como se diz, o diabo está nos detalhes. Um ponto crucial que ainda precisa ficar mais claro é se a Caixa Econômica conseguirá atender à nova demanda de projetos”, diz.
S&P eleva ratings da AmBev e mantém perspectiva estável
A classificação da cervejaria passou de BBB para BBB+ na escala global.
A agência de classificação de risco Satandard & Poor´s (S&P) elevou os ratings da cervejaria AmBev de BBB para BBB+, na escala global, e reafirmou os ratings brAAA na escala nacional, e também a emissão de debêntures. Segundo a S&P, a perspectiva dos ratings de crédito corporativo em ambas as escalas é estável. Os motivos para o aumento da classificação devem-se à melhora nas vendas e rentabilidade neste ano, à tendência de crescimento econômico e à Copa do Mundo de 2010 que deve sustentar os resultados positivos da companhia.
"A elevação nos ratings reflete a capacidade da AmBev para preservar e ainda melhorar suas margens, apesar dos desafios enfrentados em seus principais mercados durante 2009, resultando em métricas de crédito mais fortes do que as esperadas", afirmou a S&P, em comunicado.
A avaliação da agência é baseada na projeção de que o forte volume de vendas no Brasil vai continuar nos próximos meses e de que a empresa conseguirá arcar com políticas financeiras prudentes, mantendo o atual nível de alavancagem baixo e a distribuição de dividendos limitada ao fluxo de caixa livre.
No entanto, a agência de risco afirmou, em comunicado, que uma ação de rating positiva é pouco provável a menos que aconteçam melhoras significativas nos riscos-país que afetem os negócios da AmBev em seus principais mercados latino-americanos.
Além disso, para a S&P, possíveis pressões negativas nos ratings poderão derivar de um desempenho operacional mais fraco do que o esperado nos mercados argentino e brasileiro, levando à deterioração significativa nos indicadores de cobertura do fluxo de caixa da empresa.
Ainda segundo a S&P, a expectativa é de que a AmBev encerre 2009 com uma geração interna de caixa sobre sua dívida total em torno de 90%, ante um índice de 74% registrado em 2008.
"Nossos ratings da AmBev refletem seu histórico de resultados consistentemente fortes ao longo dos ciclos econômicos; sua relativa diversificação geográfica; e os seus sólidos indicadores financeiros, como proteção do fluxo de caixa, apesar da potencial volatilidade e desafios econômicos nas operações da América Latina", afirmou S&P, em comunicado.
Liquidez
Em setembro de 2009, a empresa dispunha de uma posição de caixa, considerada forte pelos analistas, de 2,2 bilhões de dólares, contra vencimentos de curto prazo de 521 milhões de dólares. O volume de vencimentos de dívidas nos próximos anos é moderado, com maior concentração em 2011 e 2013, quando há vencimentos de títulos de 500 milhões de dólares em cada ano.
A agência espera que a cervejaria apresente cerca de 3 bilhões de dólares anuais de fluxo de caixa operacional livre (FOCF) para serem distribuídos aos acionistas.
"Embora a AmBev mantenha uma política de distribuição de dividendos agressiva, esperamos que se limite aos seus fluxos de caixa excedentes gerados ao longo do ano, e que a empresa mantenha um nível de alavancagem baixo", ressaltou a S&P, em relatório.
Presidente da COP-15 renuncia
"Com tantos chefes de Estado e de governo chegando (a Copenhague) para dar suas posições, é adequado que o primeiro-ministro dinamarquês passe a presidir" a conferência, declarou Connie Hedegaard, por meio de nota. A expectativa é de que a conferência climática termine na sexta-feira, quando líderes mundiais se reunirão na tentativa de fechar um acordo capaz de suceder o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
Policiais usaram hoje cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo para reprimir manifestantes que pretendiam invadir o centro de convenções onde ocorre a COP-15. Pelo menos 230 manifestantes foram detidos nos choques ocorridos hoje, disse Per Larsen, porta-voz da polícia dinamarquesa. Imagens exibidas pela televisão mostravam um homem sendo retirado de cima de uma viatura de polícia e atingido por um agente com um cassetete.
Não há informações sobre quantas pessoas ficaram feridas durante a repressão ao protesto. Centenas de manifestantes participaram da tentativa de ocupação. Eles diziam querer invadir o local da conferência e transformá-lo em uma "assembleia popular". As informações são da Dow Jones.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Segundo outlet de luxo do Brasil será construído no Rio Grande do Sul
O sucesso do primeiro shopping brasileiro de desconto para grifes de luxo, o Outlet Premium São Paulo, atraiu a atenção de investidores de outras regiões do país. Fruto de uma parceira entre a General Shoppings e a Senpar, dona do terreno, o empreendimento foi construído no município de Itupeva, a 72 quilômetros de São Paulo. Desde a inauguração, em junho, as vendas estão 60% maiores que o previsto - em algumas lojas, o desempenho chega a ser 150% superior. Durante os finais de semana, as lojas mais procuradas chegam a organizar filas de consumidores ávidos por produtos de marca com desconto. O resultado animou outro grupo de investidores a entrar no mercado de outlets de luxo. A construtora paulista São José e a gaúcha Cisplan preparam-se para erguer um projeto semelhante em Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre.
O projeto, ainda sem nome, se encontra na fase de aprovação das licenças e será implantado num terreno às margens da rodovia BR-116, que corta o Brasil de norte a sul. Cerca de 4 milhões de pessoas vivem num raio de 70 quilômetros do novo centro de compras. O lugar é considerado estratégico pelos investidores porque está no meio do caminho entre Porto Alegre e a região serrana do estado um tradicional pólo de atração turística, com cidades como Gramado, Canela e Bento Gonçalves. Além disso, trata-se de uma área com boa concentração de consumidores de alta renda.
O PIB per capita dessa região é de quase 20.000 reais, bem acima da média brasileira, afirma André Costa, diretor da consultoria Jones Lang LaSalle, responsável pelo desenvolvimento do projeto e que também participou da criação do outlet de Itupeva.Assim como o outlet paulista, o objetivo é oferecer artigos de luxo por preços bem mais em conta. Para as grifes, trata-se de um modo de escoar produtos que já saíram da coleção sem precisar recorrer às liquidações nas lojas de shoppings tradicionais - onde os custos de manutenção de um ponto-de-venda são maiores e, por isso, vender artigos com grandes descontos gera prejuízo. O outlet paulista foi construído ao ar livre (o que permite economias com luz e ar-condicionado). O terreno não se encontra em área central de uma grande cidade, onde seria preciso desalojar - e ter de indenizar - muita gente. Está localizado às margens da rodovia dos Bandeirantes, entre São Paulo e Campinas e ao lado dos parques Hopi Hari e Wetn Wild, por onde passam milhares de pessoas todos os dias. Além disso, foi capaz de atrair uma clientela que, geralmente, não visitaria uma loja da rede em um shopping convencional. Para os consumidores, a vantagem é bastante óbvia - comprar artigos de marcas sofisticadas sem sangrar o orçamento.
Sotaque local
O projeto encontra-se na fase de aprovação das licenças. Os investidores pretendem iniciar as obras em abril, a tempo de inaugurá-lo antes das festas natalinas de 2010. Com 25.000 metros quadrados de área bruta locável e capacidade para 120 lojas (incluindo a praça de alimentação), o empreendimento será maior que o de Itupeva, com seus 18.000 metros quadrados e 93 lojas. O investimento é estimado entre 60 milhões e 70 milhões de reais. A construtora São José é o sócio majoritário do projeto.Os empreendedores também pretendem dar uma cor local ao projeto, recorrendo a referência da cultura regional. Uma das opções é criar uma área para as vinícolas locais.
Outra é construir a praça de alimentação com características da arquitetura alemã. Numa segunda etapa, o projeto poderá ganhar uma nova edificação, onde seriam instaladas lojas de fabricantes locais de móveis de alto padrão.No outlet paulista, os consumidores podem encontrar marcas baladas como Diesel, Armani, Hugo Boss, Ricardo Almeida e Calvin Klein. Embora o shopping gaúcho e o paulista pertençam a investidores diferentes, as grandes marcas internacionais instaladas em Itupeva são um alvo do empreendimento de Novo Hamburgo. De acordo com Costa, da Jones Lang LaSalle, até o momento 30 marcas presentes em Itupeva já manifestaram intenção de locar espaços no novo outlet.
Noticia retirada do site: http://portalexame.abril.com.br/negocios/outlet-luxo-brasil-sera-construido-rio-grande-sul-519903.html
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TIM anuncia conclusão da compra da Intelig
“A Intelig vai ser a grande alternativa aos monopolistas de mercado, como era o plano inicial da empresa”, disse Luca Luciani, presidente da TIM. A operadora celular quer triplicar a receita da Intelig em três anos, passando de R$ 700 milhões em 2009 para R$ 2,1 bilhões. Segundo Luciani, a Intelig tem uma receita baixa atualmente em comparação com seu potencial e aos seus concorrentes de mercado porque ficou seis anos sem receber investimentos.
A TIM espera concluir a integração da Intelig num prazo de 100 dias. O executivo afirmou que a compra da Intelig permitirá à TIM avançar no segmento de transmissão de dados, que demanda uma infraestrutura fixa, como a Intelig oferece. “A Intelig tem 500 mil quilômetros de fibras ópticas no País”, disse. O uso da estrutura da Intelig reduzirá o aluguel de circuitos por parte da TIM, gerando sinergias de R$ 250 milhões ao ano. A empresa projeta um retorno do investimento em menos de três anos.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Banco do Brasil confirma rumores de negociações com Banco Patagônia
“Todavia, até o momento, não se tem qualquer decisão a respeito de possível parceria”, esclareceu o banco brasileiro. Segundo a Agência Estado, representantes das duas instituições vêm desenvolvendo negociações já há diversos meses.
Frente à forte concorrência do setor bancário brasileiro, o Banco do Brasil frequentemente marca presença no noticiário com novas aquisições. Em julho deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou o fortalecimento do BB e sua transformação em uma “multinacional financeira”.
Mercado argentinoCaso as negociações sejam bem-sucedidas e a compra do Patagonia seja concluída, o BB ultrapassaria o Itaú Unibanco no mercado argentino.
O rival do BB já possui expressiva participação em mercados financeiros na Argentina, Chile e Uruguai, segundo o analista da Austing Rating, Luis Miguel Santacreu.
Por que investir em ações por meio de clubes
Menos impostos, planejamento de herança, autonomia de gestão e intenso aprendizado são as vantagens de montar um grupo de investimentos, dizem especialistas.
A ideia de administrar dinheiro em conjunto soa mal aos ouvidos de muita gente. É bastante comum, por exemplo, ouvir impropérios contra os sócios de pessoas cujo negócio próprio naufragou. Por isso, há aqueles quem hesitam na hora de pensar em montar um clube de investimento, que nada mais é do que uma sociedade para abarcar as aplicações financeiras de um grupo de pessoas.
Porém, segundo especialistas do mercado de capitais, basta ter um pouco de organização e disciplina para que o relacionamento e a gestão caminhem harmoniosamente. Fazer negócios entre amigos, familiares ou pessoas que tenham objetivos financeiros semelhantes pode ser um grande aprendizado para os que querem se aventurar no mercado de ações. "É ótimo para quem está começando porque os investidores passam a estudar mais o mercado e trocam muita informação", afirma Thiago Arnold, consultor de investimento da Geração Futuro, a maior corretora de clubes de investimentos do Brasil, com 280 grupos registrados.
Os clubes podem ser compostos por, no mínimo, três pessoas e, no máximo, 150. Em geral, a própria corretora cuida da parte burocrática, como organizar toda a documentação, registros e recolhimento de impostos. Para que o clube tenha chances de ter uma rentabilidade satisfatória, é indicado pelos especialistas começar com um aporte inicial entre 100.000 e 200.000 reais - embora existam corretoras que aceitem abrir um clube com menos de 5.000 reais.
A administração fica a critério do cliente, podendo ser gerido pelo clube (sob a égide de um representante oficial), por um gestor contratado ou até em forma de parceria com uma instituição financeira. É nesta autonomia de decisão que está uma das grandes vantagens do investidor de um clube quando comparado a um fundo de investimentos, segundo o consultor de investimentos Marc Olichon.
"O cotista pode determinar como quer a composição de sua carteira, colocando uma porcentagem em blue chips (ações das maiores empresas da bolsa), outra em small caps (ações de segunda e terceira linha), derivativos, entre outros", diz Olichon. Entretanto, diferente dos fundos, onde não há limite para aplicação, nos clubes, um cotista não pode deter mais do que 40% do patrimônio total. Isso acontece para manter o equilíbrio da carteira de ações do grupo.
Vantagem tributária É consenso entre os gestores de mercado de que o principal benefício tributário dos clubes refere-se aos cotistas que investem mais de 66% de sua carteira em ações. Nesse caso, o Imposto de Renda (IR) só é cobrado no momento do resgate do capital, por uma alíquota de 15% sobre o rendimento da aplicação. Essa é uma grande vantagem em relação aos fundos de investimentos, que pagam IR semestralmente, numa operação conhecida como "come-cotas". Como os clubes só pagarão o IR na data do resgate, o dinheiro continua aplicado - e pode render bons lucros e dividendos.
No entanto, caso as aplicações em ações do clube fiquem abaixo dos 66% do patrimônio, a tributação é exatamente igual à dos fundos. A alíquota vai de 22,5% a 15%, dependendo do tempo de aplicação. O gestor de investimentos pessoa física Valdinei Gotardi explica, no entanto, que se o investidor deseja reduzir o percentual de recursos aplicados em renda variável porque acredita na queda da bolsa, há maneiras de fazer isso sem abrir mão do benefício tributário. O gestor pode, por exemplo, montar posições no mercado futuro, por meio de opções, para travar possíveis perdas na Bovespa - mantendo mais de 66% do patrimônio em renda variável.
Os clubes de investimentos familiares também podem trazer vantagens na hora de transmitir a herança. Gotardi explica que se um pai for o representante do clube e quiser assegurar a herança de seus filhos, ele pode ir repassando o patrimônio, em vida, para as cotas dos herdeiros sem pagar o IR de 4% sobre o valor de mercado do patrimônio. No entanto, no caso de mudança de titularidade do clube de investimento, os cotistas terão de arcar com os custos do inventário. Clubes no Brasil As aplicações em bolsa por meio de clubes têm crescido exponencialmente. Nos últimos dez anos, o número de registros na Bovespa passou de 180 clubes para os atuais 2.904, um crescimento equivalente a 1.513%. Somente neste ano, o aumento foi de 120%. Atualmente, o acumulado total do patrimônio líquido dos clubes é de 12,75 bilhões de reais.
De acordo com José Alberto Filho, professor de educação financeira da BM&FBovespa, essa alta incidência dos clubes ocorre por dois fatores fundamentais. Primeiramente, é fruto do intenso trabalho da BM&FBovespa, desde 2002, no sentido de popularizar a bolsa de valores. E, além disso, é reflexo da favorável conjuntura econômica brasileira, principalmente em relação à queda de juros.
O professor também recomenda esse tipo de investimento para quem é iniciante no mercado financeiro. "A participação em um clube acontece de forma bastante didática. Muitas vezes, ele pode ser um passo para que a pessoa, mais para frente, faça uma 'carreira solo'. Depois de formar uma massa crítica, muitos passam a operar sozinhos no home broker", diz Alberto Filho.
Noticia retirada do site: http://portalexame.abril.com.br/economia/investir-acoes-meio-clubes-519644.html
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Dubai recebe US$ 10 bi de Abu Dhabi para pagar dívidas
O dinheiro será destinado à companhia estatal de investimentos Dubai World, que havia pedido a credores um prazo maior para pagar suas dívidas em consequência de dificuldades financeiras.Segundo um comunicado do Supremo Comitê Fiscal de Dubai, parte do dinheiro - US$ 4,1 bilhões - será usada pela Nakheel, o braço de desenvolvimento imobiliário da Dubai World, para pagar títulos islâmicos que vencem nesta segunda-feira.
O restante será usado para honrar compromissos da Dubai World até o fim de abril de 2010."Estamos aqui hoje para reconfortar os investidores, credores financeiros e comerciais, empregados e nossos cidadãos de que nosso governo agirá todo o tempo dentro dos princípios de mercado e as práticas de negócios internacionalmente aceitas", afirmou em comunicado o presidente do comitê, xeque Ahmed bin Saaed al-Maktoum.
O anúncio foi recebido com surpresa por investidores, que não estavam certos de que o rico emirado de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos e exportador de petróleo, fosse ajudar Dubai, o vizinho menor.Após a notícia, os mercados asiáticos reverteram perdas, e o dólar e o euro subiram em relação ao iene.No dia 25 de novembro, o governo de Dubai pediu a credores o congelamento do pagamento de US$ 26 bilhões das dívidas da Dubai World.
O anúncio espalhou temores sobre a capacidade dos governos de honrar dívidas soberanas e reforçou as preocupações com a possibilidade de calotes.Além de sacudir os mercados, a indefinição em relação às dívidas de Dubai também arranhou a imagem de pujança do emirado, que tem pouco petróleo e aposta no seu perfil de centro de negócios e turismo.Nesta segunda-feira, o Supremo Comitê Fiscal de Dubai também anunciou a implementação de uma nova lei de falências.
"A lei estará disponível caso a Dubai World e suas subsidiárias não consigam alcançar uma reestruturação aceitável de suas obrigações remanescentes", afirmou o xeque al-Maktoum
Chineses viajam ao Brasil para estreitar laços com a Vale.
Segundo a publicação, representantes da Indústria e Associação do Aço da China viajaram ao Brasil na semana passada para estreitar laços com a Vale, a número um mundial da produção de ferro.
"Compartilham a preocupação com a concorrência entre Austrália e Brasil", afirmou uma fonte chinesa ao Financial Review."Para a Vale, o mercado agora é a China, em conequência do que aconteceu na Europa", completou a mesma fonte, em uma referência à crise financeira mundial.
"Se opõem à cooperação entre Rio e BHP porque se os australianos crescerem, monopolizarão o mercado", disse.BHP e Rio, os dois maiores consórcios de mineração do mundo, assinaram um acordo para coordenar as amplas operações no setor de minério de ferro no oeste da Austrália.
A meta é obter uma economia de 10 bilhões de dólares.O jornal australiano destaca que o governo da China e a Vale pensam em levar adiante uma ação conjunta para tentar influenciar a comissão europeia que regulamenta a concorrência no setor, e que ainda precisa aprovar a aliança entre Rio e BHP.
O Financial Review informa que Rio e BHP começarão a negociar os preços do minério de ferro para 2010 com a China, depois do fracasso das negociações neste ano.As relações entre a Rio Tinto e o governo da China ficaram abaladas depois da prisão em julho de três funcionários da empresa em território chinês, incluindo um com passaporte australiano, por suposta espionagem.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Como o Pão de Açúcar vai evitar surpresas com a Casas Bahia
Dispensar a auditoria prévia de uma empresa que se pretende comprar é um movimento ousado no mundo dos negócios. Equivale à pessoa que compra um carro sem antes verificar se seus documentos estão regulares, se há multas a pagar ou se o motor precisa de reparos. Nesses casos, assumir a direção - seja da empresa, seja do veículo - pode conduzir a grandes desastres. Mas para acelerar a compra da Casas Bahia, o empresário Abilio Diniz, dono do Pão de Açúcar, fez exatamente isso - pulou a fase da due dilligence, a auditoria prévia realizada em uma companhia, antes da assinatura dos contratos. Como, por coincidência, a consultoria Ernst & Young já audita tanto o balanço da empresa da família Klein, quanto da sua própria, Abilio e os Klein concordaram em autorizar a troca de informações sobre a saúde financeira de seus negócios. Mas, quem entende de contabilidade sabe que os balanços não dizem tudo. Não mostram, por exemplo, se as lojas estão com problemas ou se uma controlada tem passivos que podem estourar no colo do novo controlador a qualquer momento. Por isso, a operação foi desenhada para blindar o Pão de Açúcar de qualquer surpresa futura.
"A compra da Casas Bahia foi feita um pouco no escuro, porque só agora se saberá mesmo o que tem lá", afirma uma fonte que participou das negociações. "Por isso, Abilio precisou se cercar de alguns cuidados". O principal deles foi garantir que eventuais problemas da antiga gestão não o afetem. Para tanto, o contrato obriga que a família Klein mantenha aberta a antiga Casas Bahia. por, pelo menos, dez anos. A empresa original continuará com o mesmo CNPJ e contará com patrimônio e fonte regular de receita.
O patrimônio será composto pelos imóveis onde hoje estão instaladas as lojas da rede, pelos jatinhos e hangares, pela participação de 75% que os Klein detêm na fabricante de móveis Bartira, e por parte da carteira de recebíveis de crédito. Já as receitas virão, primeiro, dos aluguéis pagos para ocupar os imóveis - cerca de 128 milhões de reais por ano. O contrato de locação é de dez anos, renovável por mais dez. A segunda fonte será a própria carteira de crédito. Para a "nova Casas Bahia", criada pelos Klein para compor a fusão com a Globex (controladora do Ponto Frio), foram transferidos apenas os ativos operacionais (carteira de crédito, funcionários, estoques, etc).
Embraer faz acordo de até US$ 2,2 bi para financiamento na China
A Embraer anunciou no final da quinta-feira que assinou um memorando de entendimento com a chinesa CDB Leasing para financiamento e leasing de aeronaves que pode alcançar até US$ 2,2 bilhões nos próximos três anos.
O acordo tem como objetivo aumentar oportunidades de aquisição de aeronaves da Embraer dentro da China e no exterior, focado no desenvolvimento da aviação regional na China, informou a Embraer em comunicado.A CDB Leasing é a maior companhia financeira de leasing mantida pelo China Development Bank, e uma das mais importantes instituições internacionais de financiamento de aviação, afirma a fabricante brasileira de aviões.
O acordo permite à CDB Leasing oferecer financiamento a companhias aéreas e também pode permitir à instituição considerar a compra direta de aeronaves da Embraer para leasing. "Em qualquer um dos casos, a Embraer indicará possíveis clientes para o CDB Leasing", informa a empresa brasileira.
Na quarta-feira (9) o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) informou que ampliará em 2010 pelo segundo ano seguido sua participação no financiamento de vendas de aviões pela Embraer.
Para o próximo ano o presidente-executivo da empresa, Frederico Curado, calcula que o BNDES financiará cerca de 60% dos aviões que forem entregues a clientes no segmento de aviação comercial. Com base nas projeções de receita para o ano que vem --de pouco menos de US$ 5 bilhões, sendo três quintos disso com aviões civis--, chega-se a um total de quase US$ 1,8 bilhão em desembolsos pelo BNDES a clientes da Embraer nos próximos 12 meses.
Curado disse que 2010 será um ano tão ou mais difícil que 2009 para as fabricantes de aviões, com a demanda por novas aeronaves ainda fraca sob efeito da crise econômica global do final de 2008.
"O mercado continua deprimido. As companhias aéreas estão perdendo dinheiro este ano e vão perder no ano que vem. Os sinais de recuperação no exterior são relativamente frágeis", afirmou.''No front interno, no entanto, a receita da Embraer com as vendas no Brasil vai atingir cifra inédita de R$ 500 milhões, representando cerca de 10% do faturamento total da companhia projetado para 2009.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
América Latina tem rápida recuperação com liderança do Brasil
A recuperação econômica na América Latina será mais rápida que o previsto, afirmou a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CepalL), que antecipou para 2010 uma expansão regional de 4,1%, liderada pelo Brasil."
A recuperação das economias da América Latina e do Caribe da crise internaiconal será mais rápida que o previsto há alguns meses", afirmou a Cepal, organismo subordinado à ONU, ao entregar em Santiago seu balanço anual das economias latino-americanas."O pior da crise ficou para trás", afirmou a secretária-geral do organismo, a mexicana Alicia Bárcena.
"Os motores do crescimento se acenderam novamente, mas não sabemos até quando o combustível vai durar". acrescentou, ao apresentar o relatório em entrevista à imprensa.A Cepal disse que "ainda há dúvidas sobre se esta retomda vai ser duradoura", devido ao fato de o cenário externo gerar incerteza e poder afetar as expectativas de crescimento da região.
O Brasil, a maior economia da região, liderará o crescimento regional no próximo ano, com uma expansão de 5,5%, seguido do Peru e Uruguai (5,0%) e Bolívia, Chile e Panamá (4,5%).A Argentina se expandirá 4,0%, enquanto que o México registrará 3,5%, como a Costa Rica e República Dominicana.
Mantega: PIB deve crescer 8% no quarto trimestre
Mantega projetou também uma taxa de crescimento média de 5% "ou mais" entre 2009 e 2014. Segundo ele, esse crescimento mostra a consolidação do novo ciclo econômico para o País, mais consistente e robusto do que no passado. Segundo ele, entre 1998 e 2002, o crescimento era "incipiente", com taxa média de 1,7% e, entre 2003 e 2008, o quadro melhorou com uma taxa média de 4,2%. Na avaliação do ministro, se não fosse a crise financeira internacional, o crescimento do país já estaria num ritmo maior.
Mantega disse que a indústria tem dado demonstrações de forte recuperação e também tem havido recuperação dos investimentos. Segundo ele, a produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) voltou a funcionar em ritmo acelerado. Ele disse ainda que o crescimento econômico está agora retomando com mais força, consolidando um novo patamar de desenvolvimento. Segundo Mantega, o crescimento atual mostra uma mudança qualitativa em que se permite, pelas suas características, um crescimento que gera mais emprego por causa da importância do setor de serviço, da agricultura, principalmente a familiar, e da construção civil, setores que são grandes geradores de emprego.
Ele disse que, certamente, haverá um "boom" da construção civil. Ele destacou que esse padrão de crescimento permitiu que, em pleno ano de crise econômica, o Brasil conseguisse gerar, entre janeiro e outubro, mais de 1,1 milhão de empregos. "Algo que não aconteceu em nenhum lugar do mundo. Talvez na China", disse. Mantega previu que os empregos continuarão a ser criados em 2010. "A matriz da nossa economia é mais gerencial de empregos", disse.
Massa salarial
O ministro da Fazenda disse que a massa salarial vem crescendo ano a ano e deve ter expansão de 6% em 2010. Segundo ele, esse é um dado importante que evidencia o fato de a economia brasileira estar sendo puxada pelo mercado interno. Mantega afirmou que a tendência do crédito é de continuar se expandindo e avalia que há espaço para que isso ocorra, pois a relação crédito/PIB no Brasil é mais baixa que em outros países.
O ministro afirmou ainda que, a despeito de a demanda interna ser o motor do crescimento do País, o novo ciclo de expansão será puxado pelos investimentos. Ele estima que os investimentos devem crescer 15% no ano que vem em relação a 2009 e essa trajetória deve se manter nos anos seguintes. Ele prevê que a taxa de investimento será de 18% do PIB em 2010 e deve chegar à casa de 19% em 2011.
Ele destacou que a sustentação dos investimentos é fato, garantido por uma série de programas liderados pelo governo que já estão em curso, como os investimentos em infraestrutura e logística, no programa "Minha Casa, Minha Vida", no pré-sal, além da Copa do Mundo em 2014, as Olimpíadas em 2016 e o Trem de Alta Velocidade. "O ciclo de crescimento puxado pelos investimentos já é praticamente uma realidade", disse o ministro.
Mantega também afirmou que o papel do mercado de capitais no financiamento desses investimentos é importante, destacou que a Bolsa brasileira foi a que mais subiu este ano e reafirmou a necessidade de se evitar uma bolha no mercado acionário, garantido que este tenha crescimento sustentado.
Vale investe R$ 80 mi na aquisição de 37% da Tecnored
A nova tecnologia dispensa a necessidade de unidades de coqueria e sinterização e tem como principais características a utilização de minério de ferro e carvão em forma de finos, design modular, alta eficiência energética. Além disso, permite uma flexibilidade operacional ao tornar mais fácil desligar e reiniciar o forno.
A empresa informou que se associou ao projeto com o intuito de apoiar o desenvolvimento desta tecnologia nacional, que, caso se viabilize, pode se transformar em vetor de atração de projetos siderúrgicos para o Brasil, contribuindo para o aumento de vendas de minério de ferro, bem como para o desenvolvimento do parque siderúrgico nacional. O sucesso dessa tecnologia permitirá agregar valor até o estágio de ferro-gusa, enriquecendo o portfólio de produtos da Vale. para seus clientes do segmento de siderurgia.
Neeleman tentou se associar a TAM e Gol
Diante das dificuldades, Neeleman procurou tanto a TAM quanto a Gol, separadamente, propondo uma fusão. O americano oferecia a Azul e, principalmente, sua capacidade de gestão para assumir a empresa resultante de uma possível fusão. Em troca, ficaria com uma participação minoritária. Apesar da experiência de Neeleman no mercado de aviação, seus resultados no Brasil não animaram nem TAM, nem Gol, que recusaram a proposta.
A Azul não confirma as conversas. Mas no mercado comenta-se que a empresa busca uma saída no mercado. Sem espaço para operar em Congonhas, o principal aeroporto brasileiro, já teria ficado claro para Neeleman que a Azul não conseguirá incomodar as líderes do mercado.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
O guru do Brasil
Às 6 e meia da manhã de 27 de janeiro de 2009, cerca de 15 membros dos conselhos de administração da AmBev e da ABInBev se encontraram no saguão de um hotel a poucas quadras da sede da AmBev, na zona sul de São Paulo. Vestidos com calça jeans e camiseta, eles estavam prontos para um ritual repetido após as reuniões de conselho desde os tempos da antiga Brahma -- acompanhar a rota dos vendedores de cerveja. Antes de ir para a rua, todos assistiram à reunião de cerca de 40 minutos realizada pela equipe de vendas. Ali eles repassam as metas para o dia. Uma barulhenta batucada de tambores sempre soa para indicar a hora de sair. Durante quase 2 horas, cada um dos conselheiros acompanhou um vendedor pelo trânsito habitualmente caótico de São Paulo até chegar a bares e restaurantes espalhados pela cidade. O encontro foi um dos primeiros após a compra da americana Anheuser-Busch pela belgo-brasileira InBev, em novembro de 2008. Embora aparentemente despretensiosa, a rotina pretende aproximá-los de um aspecto fundamental da cultura da AmBev, cumprida à risca do presidente do conselho de administração até o vendedor -- o management by walking around (conhecido como mbwa). Ou, em bom português, "gastar sola de sapato". Para a cúpula da empresa, esse é o melhor jeito de conhecer de verdade aquela que é a razão de ser de qualquer negócio -- o bom e velho mercado.
Para alguns dos participantes, tratava-se de algo novo -- quase inusitado. Mas para nenhum deles, além dos próprios controladores da ABInBev -- Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Hermann Telles --, essas reuniões são tão rotineiras como para o consultor Vicente Falconi. Ele foi o primeiro forasteiro a compor o conselho da antiga Brahma, nos anos 90, participou das primeiras visitas a rotas e desde então cumpre o ritual de forma religiosa. Aos 69 anos, mais do que um veterano do conselho de administração da AmBev, ele é uma eminência parda por trás da cultura de eficiência da empresa. Ao lado das inúmeras referências que a AmBev incorporou a seu DNA, como a meritocracia do Goldman Sachs e o mbwa de Sam Walton, fundador do Walmart, existe a aparentemente inabalável obsessão pelo método gerencial desse senhor de cerca de 1,70 metro, cabelos brancos e jeito de vovô. A maior manifestação disso está no fato de que hoje cada um dos 120 000 funcionários da ABInBev no mundo tem metas -- calculadas e checadas com uma disciplina de inspiração declaradamente nipônica, sob influência de Falconi. "Trouxemos a meritocracia para a AmBev, mas devemos a Falconi o método e a disciplina para colocá-la em prática", afirma Telles.
Não há atualmente outro consultor brasileiro com o mesmo grau de influência que Falconi em grandes empresas do país. Ao longo de quase três décadas de carreira, ele vem oferecendo algo que seus clientes desejam com avidez cada vez maior -- gestão. Falconi não orbita pelo glamour da estratégia. Sua promessa é ajudar as companhias a executar melhor aquilo que devem fazer. Apenas isso. Falconi e seus consultores não são pensadores. São operários. A consultoria que fundou ao lado do também ex-professor de metalurgia da Universidade Federal de Minas Gerais José Martins de Godoy -- o Instituto de Desenvolvimento Gerencial, mais conhecido apenas como INDG -- coordena hoje uma rede de quase 800 consultores e 450 clientes dentro e fora do Brasil entre grandes empresas e governos. É um exército que propaga conceitos de eficiência e melhoria contínua em empresas tão diferentes como o grupo ABC, de Nizan Guanaes, e a fabricante de papel e celulose Suzano, além dos governos dos estados de Alagoas e do Rio de Janeiro. A síntese de sua teoria está em seu novo livro, O Verdadeiro Poder, que chega às livrarias em dezembro e ao qual EXAME teve acesso antecipado (veja quadro ao lado). Seu prestígio se torna evidente na lista de "revisores" que coassinam a obra. São 14 empresários, como Carlos Alberto Sicupira, acionista da ABInBev; Fersen Lambranho, copresidente da GP Investimentos; Pedro Moreira Salles, presidente do conselho de administração do Itaú Unibanco; e Jorge Gerdau, presidente do conselho de administração da Gerdau. (Segundo Telles, uma tradução para o inglês deverá chegar às mãos dos 500 principais executivos da ABInBev no final deste ano.)
A princípio, pode surpreender como Falconi transformou algo sem charme aparente numa metodologia que desperta o interesse de tanta gente. Seus clientes o procuram para montar uma rotina de estabelecer, distribuir e cobrar metas. Uma analogia comum entre eles é que, após incorporado ao dia a dia, o método gerencial se torna tão corriqueiro como escovar os dentes. Muitos dos iniciados se referem a ele, com um tom quase maçônico, apenas como "o método". Sua essência pode ser resumida na sigla PDCA, do inglês plan-do-check-act ("planeje, execute, confira e corrija"). Na origem, trata-se do que os americanos Joseph Juran e William Edwards Deming, considerados papas da qualidade total, pregaram nos anos 50 para reerguer a indústria japonesa no pós-guerra. "É uma metodologia absolutamente simples mas extraordinária em sua eficácia", afirma Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco.
Falconi e Godoy eram professores de metalurgia quando começaram a ouvir sobre métodos gerenciais aplicados no Japão, nos anos 80. Na época, os dois prestavam consultoria pela Fundação Christiano Ottoni, ligada à UFMG, para aumentar a produtividade de metalúrgicas e siderúrgicas. Por meio de um convênio patrocinado pelo governo brasileiro junto ao Juse (Sindicato Japonês de Cientistas e Engenheiros), ambos fizeram dezenas de visitas a empresas japonesas para aprender princípios do conceito da qualidade total e também receber delegações de executivos japoneses no país. O aprendizado de um tema praticamente inexplorado no Brasil lhes permitiu ampliar a gama de clientes do escritório de Belo Horizonte. (Um dos primeiros fora do eixo mineiro foi Jorge Gerdau, de quem Falconi logo se tornou amigo.) Desde o início, Godoy e Falconi dividiram entre si as tarefas. "Enquanto passei a me dedicar ao dia a dia da consultoria, Falconi se tornou coordenador técnico, com envolvimento mais direto com clientes", afirma Godoy, presidente do INDG.
O primeiro contato com os controladores da antiga Brahma foi quase uma casualidade. No início dos anos 90, quando presidia a companhia, Marcel Hermann Telles procurou a então ministra Dorothea Werneck para obter um aumento nos preços -- até então tabelados pelo governo. "Ela perguntou por que, em vez de só subir preços, eu não procurava os professores da Fundação Christiano Ottoni para investir em produtividade", afirma Telles. "Nunca tinha ouvido falar deles, mas decidi ir até lá." O encontro, porém, não resultou numa empatia imediata. "Uma das maiores dificuldades que Falconi teve no começo na Brahma foi lidar comigo e com o Magim (Magim Rodriguez na época diretor de marketing da empresa). Nós éramos atiradores, e ele propunha primeiro a análise da situação para só depois partir para a ação", afirma Telles.
A adoção do método transformou a empresa quando chegou a todos os níveis da organização -- e não apenas à área industrial. Ao longo dos anos 90, dezenas de diretores da antiga Brahma, inclusive o então diretor de marketing, Magim Rodriguez, chegaram a visitar o Japão para se aprofundar nas técnicas difundidas por Falconi e Godoy. No Brasil, outras centenas de executivos aprenderam em sala de aula o ciclo do PDCA e outros termos a princípio pouco amigáveis, como "gerenciamento por diretrizes", que mais tarde se tornou base para a formação e o desdobramento de metas da companhia. "No começo, eu pensava: O pau está comendo lá fora e eu aqui perdendo tempo ", diz Juan Vergara, executivo da AmBev entre 1996 e 2007 (seu cargo mais recente foi diretor de marketing) e atual sócio da Galícia Investimentos. "Nada foi mais convincente para que todos aceitassem o modelo do que os resultados. Com o tempo, planejar metas com disciplina virou algo corriqueiro, que ninguém mais pensava antes de fazer." Em abril de 1997, Falconi passou a integrar o conselho da empresa. Em 2003, a AmBev já era conhecida como a cervejaria com os custos mais baixos no mundo.
Os primeiros anos de trabalho com a Brahma representaram, na verdade, um período de intenso aprendizado mútuo. "Sem essa experiência, não teria compreendido tão rapidamente a importância do viés financeiro. Hoje, todas as propostas do INDG possuem um objetivo ligado a um indicador financeiro", afirma Falconi. "Estou convencido de que as métricas financeiras são as principais não só para empresas mas também para governos e até igrejas."
A influência visceral entre as duas partes só aconteceu graças à convivência decorrente do estilo "mão na massa" da consultoria. No INDG, ninguém é especialista em setores. Todos entendem de aplicar o método gerencial. Para isso, acompanham até mesmo reuniões internas para cobrar resultados dos executivos das empresas clientes. Todos são estimulados a criar dentro das organizações o que Falconi chama de "cultura de enfrentamento". "Em situações extremas, essa cultura significa apontar o dedo para quem não entregou o resultado", diz o consultor Marconi Rocha, que passou parte dos últimos quatro anos disseminando a versão em cirílico do PDCA em operações da ABInBev na Rússia.
Noticia retirada do site: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0957/gestao/guru-brasil-514764.html?page=3
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EBX vai investir R$ 9 bilhões no RJ em três anos
O diretor financeiro da EBX, Leonardo Moretzsohn, anunciou hoje investimentos de R$ 9 bilhões no Rio de Janeiro nos próximos três anos. A OGX, empresa de petróleo do grupo, prevê R$ 4,1 bilhões em investimentos. Já a LLX vai investir R$ 4,9 bilhões em seus dois grandes projetos: o Porto do Açu e o Porto Sudeste.
Outros R$ 500 milhões serão investidos até 2012 em outros negócios do grupo EBX no Estado, na área de saúde e entretenimento. Moretzsohn, que participou hoje do prêmio Barão de Mauá de Cultura, da Associação Comercial do Rio Janeiro, não deu detalhes sobre os projetos da EBX.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
A megalópole do consumo
Uma pesquisa mostra que, nos próximos 15 anos, São Paulo se consolidará como um dos principais centros consumidores do mundo e terá uma população com renda média e alta maior que Londres e Paris.
Costuma ser sombrio o futuro das grandes cidades na imaginação humana. A Metropolis do cineasta Fritz Lang escraviza os trabalhadores e os obriga a viver no subterrâneo. Em Blade Runner, a Los Angeles concebida por Ridley Scott é um inferno escuro onde humanos e androides lutam pela vida. Já a Gotham City dos quadrinhos abriga tantos bandidos que nem Batman é capaz de pacificá-la. Felizmente, as coisas não parecem tão más na vida real -- especialmente para São Paulo, principal megalópole brasileira. A região metropolitana de São Paulo é hoje a quinta maior aglomeração humana do planeta -- atrás de Tóquio, Nova York, Cidade do México e Mumbai. São 19,4 milhões de pessoas que vivem na capital paulista e em outras 38 cidades que acabaram fundindo suas fronteiras e formaram o coração econômico do país. A boa notícia é que São Paulo, em vez de dar sinais de exaustão, mostra-se como um dos campos mais férteis do mundo em oportunidades de negócios. A conclusão é de um estudo da consultoria inglesa PricewaterhouseCoopers, obtido com exclusividade por EXAME, que projetou a população e a renda de algumas das principais metrópoles do mundo para o ano de 2025. Pelas contas da PwC, São Paulo ganhará 2,1 milhões de habitantes nos próximos 15 anos e atingirá a cifra de 21,4 milhões de pessoas. No mesmo período, a região vai praticamente dobrar o PIB para 782 bilhões de dólares em paridade de poder de compra, o que a colocará na posição de sexta metrópole mais rica do mundo -- quatro colocações acima da atual.
O mais importante é a maneira como essa riqueza deve se distribuir. Na perspectiva dos consultores da PricewaterhouseCoopers está o substancial aumento do número de pessoas com renda per capita acima de 4 500 reais por mês, a faixa mais alta analisada na pesquisa. A consultoria estima que São Paulo tenha atualmente 4,5 milhões de pessoas nessa categoria. Em 2025, serão 9,5 milhões de habitantes na mesma situação. São Paulo contará, então, com mais gente com esse potencial de consumo do que Paris e Londres, duas das mais ricas e sofisticadas capitais do mundo. É claro que a maior cidade brasileira continuará tendo mais pobres que Paris -- que, estatisticamente, já não tem população de baixa renda, situação atual de 22% dos paulistanos. De qualquer forma, se as projeções da PwC se confirmarem, os próximos anos serão marcados por uma intensa mobilidade social na região.
Do ponto de vista do consumo, as transformações devem ter impactos brutais. "A classe média vai se fortalecer, com a vantagem de que o maior crescimento será exatamente nas faixas de renda mais altas", afirma a economista e coordenadora do estudo Yael Selfin, da PwC, em Londres. "Apesar das cidades chinesas e indianas estarem hoje em maior evidência, São Paulo deve oferecer melhores oportunidades para as empresas que trabalham com produtos e serviços de maior valor agregado, pois China e Índia ainda terão de tirar muita gente da pobreza." As projeções da PwC são animadoras, sobretudo porque sinalizam que a região permanecerá na rota do crescimento sustentado por mais uma década e meia. "Acreditamos que os surtos passageiros de compras, como os que sucederam os planos Cruzado e Real, serão substituídos por um crescimento de consumo mais gradual e consistente", diz Selfin. As projeções da PwC são lastreadas por um crescimento anual médio do PIB da região estimado em 4,2%.
O setor imobiliário é um dos que mais devem se beneficiar caso o cenário projetado se concretize. "Estamos otimistas, e não somos os únicos. Acabamos de receber 1 bilhão de reais de investidores para nosso plano de expansão", afirma Ubirajara Spessoto, diretor-geral da Cyrela, maior incorporadora do país, que realizou captação na Bovespa em 27 de outubro. Spessoto passou todo o mês de outubro em uma maratona de reuniões com investidores nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil. Os slides utilizados durante o road-show da Cyrela têm muito em comum com o estudo da PwC. Mostram uma combinação de crescimento populacional com aumento de massa salarial e redução do número de pessoas por domicílio. "É a fórmula certa. Ela se traduz em maior demanda por novos imóveis e mais gente com capacidade de realizar o sonho da casa própria. São Paulo é perfeita para essa expansão, pois ainda tem um nível de verticalização baixo." Como sempre, os negócios imobiliários abrem espaço para a venda de toda uma gama de produtos, especialmente nas faixas mais altas de renda. Essa seara inclui mobiliário, aparelhos eletroeletrônicos e vários serviços domésticos, como os de telecomunicações. "Uma população desse tamanho e com esse perfil de renda praticamente elimina as barreiras do nosso setor do ponto de vista da demanda", afirma Renan Leal, diretor executivo de planejamento estratégico da Telefônica. "A casa conectada, em que o morador consegue comandar remotamente os sistemas de iluminação e som, será uma realidade muito difundida em 15 anos." Segundo ele, o entretenimento pela internet, como os filmes sob demanda, também deve se desenvolver muito nos próximos anos.
O fato é que a ascensão de renda da população de São Paulo abre oportunidades em praticamente todos os segmentos, desde o de comidas prontas até o de produtos de luxo. A cidade representa atualmente 70% do mercado de luxo do país, estimado em 5,9 bilhões de dólares ao ano. Os 4,5 milhões de pessoas que vão entrar na faixa de renda acima de 4 500 reais são candidatos a alimentar os setores de serviços e produtos sofisticados. "É a escala da classe média que gira a roda da economia do luxo", afirma Carlos Ferreirinha, sócio da MCF Conhecimento, consultoria especializada nesse mercado. O setor aéreo é outro que deve ser beneficiado nos próximos anos pelo chamado consumo aspiracional -- aquele motivado mais pelo desejo do que pela necessidade. "O número de passageiros de avião deve triplicar em São Paulo -- e no Brasil -- até 2025", afirma Andre Castellini, da consultoria Bain & Company. "Depois de móveis, eletrodomésticos e carro, a viagem a turismo é a maior ambição do brasileiro."
Noticia retirada do site: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0957/economia/megalopole-consumo-514415.html?page=2
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CVM obriga companhias a detalhar dados a acionistas
Quando as empresas vão levantar dinheiro no mercado de capitais, emitindo novas ações ou títulos de dívida, elas se empenham em fazer um prospecto detalhado, documento com centenas de páginas dizendo o que vão fazer com os recursos e esmiuçando a natureza do negócio, eventuais riscos, políticas de pessoal, gestão e transparência.
A partir de janeiro, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) vai exigir que essas mesmas empresas mantenham atualizadas informações semelhantes, mesmo que não precisem do dinheiro do investidor.
A mudança toca em pontos polêmicos como salários de executivos, contratos entre empresas do mesmo grupo e acesso a informações sigilosas -temas que opõem acionistas controladores e minoritários.No caso dos salários, a CVM recuou da proposta inicial de abrir nomes e valores. Por outro lado, será possível saber o salário dos presidentes das empresas e dos membros do conselho. Elas terão de abrir o valor do maior e do menor salário da diretoria e do conselho, especificar quanto é fixo e quanto é variável, além de detalhar a política de incentivos criada.
A atualização dos dados deverá ser feita até sete dias úteis, após mudanças significativas na diretoria, conselho, além de emissão de dívida ou ações.
Para Luciana Pires Dias, superintendente de desenvolvimento de mercado da CVM, a mudança trará mais transparência, incentivará as melhores práticas de gestão e permitirá que as empresas sejam mais bem "precificadas". "Muitas empresas estão abaixo do preço. Quando o investidor não sabe o que está lá, dá um desconto. [Com a mudança,] 90% do prospecto vai estar no site."
Segundo a superintendente da CVM, a alteração facilitará o trabalho dos analistas e agilizará também a análise, na própria autarquia, das novas emissões de ações e dívida. Um grupo seleto de empresas de grande porte, com pelo menos R$ 5 bilhões de ações com os minoritários, poderá ter registro em cinco dias para lançar novas ações ou emitir dívida. Hoje, pouco mais de 30 empresas têm esse porte no Brasil.
As empresas terão ainda de manter por três anos um site próprio na internet, com local para arquivar todas as informações divulgadas ao mercado. Hoje, isso não é obrigatório, e muitas empresas priorizam a divulgação para a CVM em detrimento do próprio site.
A CVM decidiu apertar as regras para listagem no Brasil, por meio de BDRs (recibo de ações no Brasil), de falsas empresas estrangeiras. A regra vem após a prisão de executivos da Agrenco, uma das maiores exportadoras de soja do país, sob acusação de fraude ao simular vendas de grãos, falsificar documentos, lavar dinheiro e sonegar impostos, entre outros crimes.
A empresa era listada no Brasil como estrangeira e não podia ser processada por ferir o mercado local. A partir de 2010, só poderão ter esse status as empresas com mais de 50% de seus ativos no exterior. A mudança só vale para novas emissões. Hoje, dez brasileiras são listadas como estrangeiras.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Cade deve impor restrições à união da Casas Bahia com o Pão de Açúcar
Venda de lojas em regiões de grande concentração de mercado seria a recomendação mais provável, segundo especialistas.
A união de dois gigantes do varejo brasileiro não passará em branco pelos órgãos de fiscalização da concorrência. A compra da Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar, anunciada na manhã desta sexta-feira (4/12), criará uma potência nacional do setor de móveis e eletroeletrônicos, com 1.015 lojas e faturamento proforma de 18,5 bilhões de reais em 2008. O Pão de Açúcar tem, agora, 15 dias úteis para apresentar a operação ao Sistema Brasileiro da Concorrência, composto pela Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os especialistas em concorrência dão como certa que o Cade adotará uma medida preventiva: um Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação (Apro). “Quando o Pão de Açúcar comprou o Ponto Frio, não foi necessário um Apro”, afirma uma fonte bastante próxima dos órgãos de defesa da concorrência. “Mas agora é diferente”.
A possibilidade do Apro ganha mais força, quando se considera a estratégia anunciada pelo Grupo Pão de Açúcar para posicionar as duas bandeiras de varejo que passou a controlar. Durante a coletiva de imprensa desta manhã, a empresa informou que pretende fazer uma pesquisa de mercado para determinar em que regiões as marcas Casas Bahia, e Ponto Frio são mais fortes. Naquelas em que prevalecer a Casas Bahia, as lojas do Ponto Frio. serão convertidas para essa bandeira. E vice-versa. A estratégia pretende melhorar o potencial de cada marca nas regiões em que já seja líder. “Justamente por envolver a conversão de lojas, a estratégia anunciada reforça a chance de um Apro”, diz uma fonte bastante graduada do sistema de concorrência.
Se a Casas Bahia já gozava da fama de ser um negociador implacável com os fornecedores, a nova varejista terá um poder de fogo ainda maior. “Quem mais vai sofrer são os fabricantes de móveis e colchões, que são menores, mas a pressão vai ser sentida por todos, inclusive os grandes fornecedores de linha branca e marrom”, diz o advogado José Del Chiaro, ex-secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça. “Essa condição é muito preocupante”, diz.
A concentração do poder de compra é um dado que será analisado com certeza pelos órgãos de fiscalização, mas a tendência é que ele não seja o item mais relevante do processo, de acordo com Juan Pérez Ferrés, ex-economista-chefe da SDE. “Não é papel dos órgãos de concorrência arbitrar margens entre os elos da cadeia”, diz. Em bom português, isso significa que faz parte do jogo do livre mercado o ganha-e-perde de margens entre fornecedores e varejistas.
O Sistema Brasileiro de Concorrência só deverá tomar alguma medida para restringir o poder de compra da nova empresa, se ficar comprovado que ela prejudica os consumidores finais. “A maior preocupação do Cade sempre é preservá-los”, diz Ferrés. Os compradores poderiam ser prejudicados, se, ao pressionar os fornecedores, o Grupo Pão de Açúcar conseguisse reduções tão significativas de preço que poderiam ser repassadas aos seus produtos. Num primeiro momento, os clientes sairiam ganhando, por terem acesso a TVs e refrigeradores mais baratos, por exemplo. Mas, esmagando a concorrência com os preços baixos, poderia haver um momento em que o Pão de Açúcar reinasse sozinho – leia-se, os outros fechariam a porta – em certas regiões. Com isso, ficaria livre para praticar preços mais altos, o que lesaria o consumidor. Por isso, para Del Chiaro, uma boa medida seria incorporar ao Apro uma restrição à junção dos departamentos de compra até que o caso fosse julgado.
Cadê a fumaça?
Para uma fonte graduada do atual sistema de concorrência, a análise vai procurar “sinais de fumaça”. E o cheiro mais forte de fumaça é a possível justaposição de lojas em algumas cidades ou regiões. “A fumaça está na concentração das lojas; é preciso ver onde eles vão ter um mercado relevante em número de pontos-de-venda”, diz a fonte. Mas quem entende do assunto já mostra que a briga será feia para definir o básico: qual é o mercado relevante da Casas Bahia e do Pão de Açúcar? A união das empresas precisa ser analisada em nível local? Bairro a bairro? Por cidade? Por região geográfica ou, pelo porte, até mesmo no âmbito nacional? A tendência, segundo os especialistas, é que a avaliação seja feita por cidades. Mas o assunto é controverso. “Definir o mercado relevante é a parte mais complexa”, diz Ruy Santacruz, ex-conselheiro do Cade. Para ele, o fato de o Pão de Açúcar ter como principal business o varejo de alimentos, e a Casas Bahia, o de eletrodomésticos, complica ainda mais. “São redes com características muito diferentes”.
Definir o mercado relevante é estratégico tanto para o Cade, quanto para os advogados do Pão de Açúcar que defenderão o processo. Isso porque cada opção de mercado relevante pode realçar ou atenuar concentrações locais. Para apimentar ainda mais, há quem defenda a inclusão do mercado de comércio eletrônico como concorrente da Casas Bahia. – o que significaria que o mercado relevante nem passaria pelos canais físicos de distribuição. Outra é o foco de cada rede. Os reguladores já esperam que o Pão de Açúcar adote uma linha de defesa baseada em faixas de mercado. O argumento seria que as duas redes não concorrem entre si, porque o Ponto Frio seria mais focado na classe B, enquanto a Casas Bahia reina nas camadas populares. “Aposto que eles vão por aí”, diz um dos reguladores.
De qualquer modo, se houver restrições ao negócio anunciado nesta sexta-feira, elas recairão provavelmente sobre o número de lojas. “A restrição mais provável, se houver, será a venda de lojas onde houver concentração”, diz uma fonte a par do assunto. A possibilidade mais remota seria determinar a venda da marca Ponto Frio, a outro concorrente. Vender uma marca é uma medida recorrente do Cade. Quando a AmBev foi criada, por exemplo, precisou se desfazer da Bavária. Mas, no atual caso, é improvável que isso ocorra.
União entre Casas Bahia e Pão de Açúcar gera vantagem competitiva "excepcional"
Parece não haver no mercado quem diga que o acordo entre Pão de Açúcar e Casas Bahia, originando uma gigante do varejo, foi um mau negócio. Segundo especialistas na área de fusões e aquisições, um dos principais benefícios da operação será o ganho "excepcional" de sinergia para as operações de vendas das duas empresas. Os analistas afirmam que as expectativas desse ganho chegam a 2 bilhões de reais.
Para Fernando Cymrot, consultor de fusões e aquisições da V2 Finance, um dos primeiros efeitos decorrentes da formação da nova empresa, que engloba ainda as marcas Extra, Ponto Frio e Compre Bem, será a possível unificação dos centros de compra. "Isso deve gerar ganhos de margem em um setor extremamente concorrido, em que cada ponto de lucratividade é motivo para esforço e comemoração".
Vale destacar ainda os benefícios da complementaridade nas áreas de atuação das duas empresas. O professor Cláudio Felisoni, presidente do conselho do Programa de Administração de Varejo (Provar), lembra que há um grande ganho de sinergia também pela combinação da área de alimentos com a de eletro-eletrônicos.
A partir daí, o que se pode esperar é uma penetração muito eficiente da nova empresa no segmento de varejo em todas as classes sociais. "O que deve acontecer é a segmentação do público. O Ponto Frio, deve focar nas classes A e B, pois a Casas Bahia já têm força nas camadas C e D. Já o Extra deve focar no modelo das mega-lojas", diz Fernando Cymrot.
Barganha
A empresa formada a partir da compra da Casas Bahia pelo Pão de Açúcar, pelo porte, também ganha notável poder de barganha com seus fornecedores, podendo negociar melhores preços. Entretanto, para o consultor da V2 Finance, é provável que a adaptação à essa nova situação, na qual os fornecedores veem sua margem de negociação reduzida, aconteça rapidamente. "Para os fornecedores, é importante que o produto esteja na prateleira. Pode até haver certa perda de margem, mas não dá para abrir mão de negociar com uma empresa desse porte".
Cymrot enumera algumas possibilidades vantajosas para os fornecedores, dentre elas, a oportunidade de fazer ações conjuntas de lançamento em lojas da rede. "Com certeza os concorrentes serão prejudicados. Lojas como Magazine Luíza, Walmart e Carrefour deverão ter bastante trabalho para brigar por preço e, inclusive, por espaço na mídia". O analista diz que a Casas Bahia entram "sob o guarda-chuva" do Pão de Açúcar, o que permite usar alguns canais do grupo para estender seu contato com os clientes. Como exemplo, ele cita uma hipotética ação que poderia ser feita pela Casas Bahia nas lojas dos supermercados da rede Compre Bem. "Isso é um diferencial que os concorrentes não têm. Walmart e Carrefour são conhecidos ainda como hipermercados, e não como lojas de eletroeletrônicos. O Pão de Açúcar tem uma enorme vantagem competitiva", diz Cymrot.
Melhoras Operacionais
A associação deve promover também sobre a Casas Bahia uma pressão para aperfeiçoar seus processos operacionais, como os meios de pagamentos. O professor Cláudio Felisoni explica que o maior problema da empresa foi não saber lidar com a transição de um modelo de vendas financiadas pelo carnê (que chegou a ser 80% das vendas deles) para o de cartão de crédito.
"O problema é que, com os carnês, a Casas Bahia ganhava também cobrando juros sobre as compras, como se fosse um banco que financiava a operação. Com o cartão de crédito, eles não lucram com os juros - quem lucra são as operadoras. A pergunta é: o Pão de Açúcar vai saber administrar melhor essa transição? Eles têm fôlego para isso?", questiona Felisoni.
Segundo Fernando Cymrot, tal dificuldade na transição pode ser devida ao fato de que a "Casas Bahia nunca teve pressão por busca de rentabilidade e eficiência, por não ser uma companhia aberta. A obrigação de divulgar resultados e a resposta pronta que o valor das ações dá obriga a empresa a ter eficiência nas operações. A Casas Bahia brigava por faturamento e tamanho, mas não necessariamente por rentabilidade. Não era algo que afetava diretamente o valor da companhia".
O problema, para o especialista, é que muitas coisas mudaram com o passar dos anos. Algumas coisas, dentre elas, a forma de pagamento, não geram mais os mesmos benefícios de 10 anos atrás. "A partir de agora, os ganhos devem começar a aparecer, tanto por escala, quanto os relativos a melhoras operacionais, como os meios de pagamentos. Uma empresa deste porte tem cacife para negociar sua carteira de pagamentos com qualquer banco", diz Cymrot.