O Grupo Silvio Santos comprou a fatia da Liderança Capitalização, que responde pela criação e lançamento da Tele Sena, no banco PanAmericano no último dia 17, segundo comunicado divulgado na segunda-feira. A operação ocorreu aproximadamente uma semana após a instituição financeira anunciar um rombo que exigiu um aporte de R$ 2,5 bilhões do grupo do apresentador do SBT.
De acordo com o comunicado, a holding adquiriu 60.983.906 ações ordinárias e nominativas do PanAmericano que pertenciam à Liderança Capitalização, aumentando sua participação no banco de 12% do capital social para cerca de 37%. A emissora da Tele Sena deixou de fazer parte da estrutura societária do banco.
"A aquisição não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia, tratando-se, apenas, de mera reorganização societária dentro do Grupo Silvio Santos", afirmou o PanAmericano em nota.
Problemas contábeis
O PanAmericano anunciou em 9 de novembro que o Grupo Silvio Santos, seu controlador, iria aportar R$ 2,5 bilhões na instituição para restabelecer o equilíbrio patrimonial e a liquidez, após "inconsistências contábeis" apontadas pelo Banco Central. A autoridade monetária não forneceu detalhes, mas um processo administrativo de investigação vai apurar a origem e os responsáveis pelo problema de falta de fundos.
A injeção de recursos no banco foi feita por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que é uma entidade sem fins lucrativos que protege os correntistas, poupadores e investidores. São as instituições financeiras que contribuem com uma porcentagem dos depósitos para a manutenção do FGC - sem recursos públicos. A holding do Grupo Silvio Santos colocou à disposição empresas como o SBT e a rede de lojas do Baú da Felicidade, entre outras, como garantia pelo empréstimo, que tem prazo de dez anos.
Especializado em leasing e financiamento de carros, o PanAmericano teve 49% do capital votante vendido para a Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões. O presidente do BC, Henrique Meirelles, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, e as empresas de auditoria que não verificaram o rombo devem prestar esclarecimentos à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Com autorização do BC, as atividades das lojas e o atendimento ao público continuam sem problemas, segundo a instituição.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Vale e Rio Tinto devem elevar preço do minério em 4% no 1º trimestre
A Vale e a Rio Tinto devem elevar os custos dos contratos de minério de ferro em 4% no primeiro trimestre em relação ao quarto, refletindo as elevações dos preços à vista nos últimos três meses, disse uma autoridade da fornecedora de preços The Steel Index (TSI) nesta terça-feira.
A Vale deve elevar o preço do minério exportado com 65,5% de ferro para US$ 139,79 a tonelada, excluindo frete, no período de janeiro a março, comparado a US$ 134,38 no quarto trimestre, disse Rory MacDonald, diretor de operações de minério de ferro do TSI.
Já a Rio Tinto pode aumentar o preço do minério com 61,4% de ferro para US$ 133,71 a tonelada, excluindo frete, contra US$ 128,76.
A Vale deve elevar o preço do minério exportado com 65,5% de ferro para US$ 139,79 a tonelada, excluindo frete, no período de janeiro a março, comparado a US$ 134,38 no quarto trimestre, disse Rory MacDonald, diretor de operações de minério de ferro do TSI.
Já a Rio Tinto pode aumentar o preço do minério com 61,4% de ferro para US$ 133,71 a tonelada, excluindo frete, contra US$ 128,76.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Oferta da Droga Raia pode movimentar até R$768,5 mi
A rede de farmácias planeja emitir mais de 20 milhões de ações ordinárias e outros dois milhões de papeis em preferenciais.
A Droga Raia pode levantar até 768,5 milhões de reais com uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações, conforme prospecto divulgado nesta segunda-feira.
A rede de farmácias planeja emitir 20.930.233 ações ordinárias em oferta primária (novas ações) e 2.790.697 em secundária (papéis que estão com os atuais sócios). Se considerado o teto da faixa de preço estimada pelos coordenadores da oferta, que é de entre 19 e 24 reais, a companhia pode obter 569,3 milhões de reais.
A operação prevê ainda lotes suplementar e adicional, equivalentes a 3.558.140 e 4.744.186 papéis, respectivamente.
Com isso, a oferta pode movimentar até 768,5 milhões de reais, também considerando o valor máximo da faixa prevista, se os lotes adicional e suplementar forem integralmente vendidos.
O período de reserva tem início em 6 de dezembro e se encerra no dia 15 do mesmo mês.
Investidores de varejo, para os quais serão reservados entre 10 por cento e 20 por cento das ações ofertadas --sem considerar os lotes extras-- podem participar com aporte de entre 3 mil e 300 mil reais. Os aportes que superarem esse valor serão enquadrados na oferta institucional.
A fixação do preço por ação ocorre em 16 de dezembro e os papéis da Droga Raia devem começar a ser negociados na BM&FBovespa no dia 20 do mês que vem.
Participam como coordenadores da oferta o Itaú BBA (líder), Credit Suisse e BB Investimentos.
A Droga Raia, que afirma ser uma das cinco maiores do país em receita e a terceira maior em quantidade de lojas, entrou com pedido de IPO no final de outubro.
Na ocasião, a companhia informou que os recursos obtidos com a oferta serão destinados a investimentos em ativos fixos e capital de giro para abertura e reforma de lojas, além de redução da dívida de longo prazo com bancos.
A Droga Raia encerrou setembro com 326 farmácias em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A previsão da companhia é terminar 2010 com 350 unidades em operação.
Após a conclusão da oferta, a empresa será a segunda varejista de medicamentos listada na Bovespa, juntando-se à Drogasil.
A Droga Raia pode levantar até 768,5 milhões de reais com uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações, conforme prospecto divulgado nesta segunda-feira.
A rede de farmácias planeja emitir 20.930.233 ações ordinárias em oferta primária (novas ações) e 2.790.697 em secundária (papéis que estão com os atuais sócios). Se considerado o teto da faixa de preço estimada pelos coordenadores da oferta, que é de entre 19 e 24 reais, a companhia pode obter 569,3 milhões de reais.
A operação prevê ainda lotes suplementar e adicional, equivalentes a 3.558.140 e 4.744.186 papéis, respectivamente.
Com isso, a oferta pode movimentar até 768,5 milhões de reais, também considerando o valor máximo da faixa prevista, se os lotes adicional e suplementar forem integralmente vendidos.
O período de reserva tem início em 6 de dezembro e se encerra no dia 15 do mesmo mês.
Investidores de varejo, para os quais serão reservados entre 10 por cento e 20 por cento das ações ofertadas --sem considerar os lotes extras-- podem participar com aporte de entre 3 mil e 300 mil reais. Os aportes que superarem esse valor serão enquadrados na oferta institucional.
A fixação do preço por ação ocorre em 16 de dezembro e os papéis da Droga Raia devem começar a ser negociados na BM&FBovespa no dia 20 do mês que vem.
Participam como coordenadores da oferta o Itaú BBA (líder), Credit Suisse e BB Investimentos.
A Droga Raia, que afirma ser uma das cinco maiores do país em receita e a terceira maior em quantidade de lojas, entrou com pedido de IPO no final de outubro.
Na ocasião, a companhia informou que os recursos obtidos com a oferta serão destinados a investimentos em ativos fixos e capital de giro para abertura e reforma de lojas, além de redução da dívida de longo prazo com bancos.
A Droga Raia encerrou setembro com 326 farmácias em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A previsão da companhia é terminar 2010 com 350 unidades em operação.
Após a conclusão da oferta, a empresa será a segunda varejista de medicamentos listada na Bovespa, juntando-se à Drogasil.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Caso Panamericano leva bancos a revisarem compras de carteira
Instituições temem que "malabarismos", como o do banco do Grupo Silvio Santos, apareçam.
Pelo menos dois dos maiores bancos do País estão revisando suas regras para a compra de carteiras de crédito de outras instituições após o Banco Central detectar suspeita de fraude no Banco Panamericano SA, disse Renato Martins Oliva, presidente da Associação Brasileira de Bancos, que reúne bancos pequenos e médios.
“Alguns bancos estão estudando o instrumento da cessão das carteiras de crédito e a forma de contabilização, para saber se não existem outros fazendo malabarismos como o Panamericano”, disse Oliva, por telefone, de São Paulo. Ele se recusou a identificar as instituições.
Os bancos não estão tendo dificuldades em vender carteiras a outras instituições para se financiar, segundo o presidente do Fundo Garantidor de Crédito, Gabriel Jorge Ferreira.
“Não tivemos absolutamente nenhuma evidência nessa direção”, disse o executivo em entrevista na última terça- feira, em São Paulo. “Como foi anunciado que teria havido duplicidade dos créditos no balanço do Panamericano, os bancos estão melhorando os controles, o que me parece razoável.”
No dia 9 de novembro, o Panamericano anunciou que recebeu um socorro de R$ 2,5 bilhões do FGC, tendo como garantia as 44 empresas do controlador do banco, o Grupo Silvio Santos. A ajuda foi feita via uma emissão privada de debêntures totalmente adquiridas pelo fundo, com prazo de dez anos e carência de três anos para início do pagamento.
O socorro ocorreu, segundo comunicado à Comissão de Valores Mobiliários, após o BC ter encontrado “inconsistências contábeis”. Segundo o BC, houve dupla contabilidade na venda de carteiras a outros bancos.
Pelo menos dois dos maiores bancos do País estão revisando suas regras para a compra de carteiras de crédito de outras instituições após o Banco Central detectar suspeita de fraude no Banco Panamericano SA, disse Renato Martins Oliva, presidente da Associação Brasileira de Bancos, que reúne bancos pequenos e médios.
“Alguns bancos estão estudando o instrumento da cessão das carteiras de crédito e a forma de contabilização, para saber se não existem outros fazendo malabarismos como o Panamericano”, disse Oliva, por telefone, de São Paulo. Ele se recusou a identificar as instituições.
Os bancos não estão tendo dificuldades em vender carteiras a outras instituições para se financiar, segundo o presidente do Fundo Garantidor de Crédito, Gabriel Jorge Ferreira.
“Não tivemos absolutamente nenhuma evidência nessa direção”, disse o executivo em entrevista na última terça- feira, em São Paulo. “Como foi anunciado que teria havido duplicidade dos créditos no balanço do Panamericano, os bancos estão melhorando os controles, o que me parece razoável.”
No dia 9 de novembro, o Panamericano anunciou que recebeu um socorro de R$ 2,5 bilhões do FGC, tendo como garantia as 44 empresas do controlador do banco, o Grupo Silvio Santos. A ajuda foi feita via uma emissão privada de debêntures totalmente adquiridas pelo fundo, com prazo de dez anos e carência de três anos para início do pagamento.
O socorro ocorreu, segundo comunicado à Comissão de Valores Mobiliários, após o BC ter encontrado “inconsistências contábeis”. Segundo o BC, houve dupla contabilidade na venda de carteiras a outros bancos.
Camargo Corrêa negocia fatia na Itaúsa com a Petros por US$ 1,6 bilhão
Valor equivale a 11% do capital votante da controladora do Itaú-Unibanco, Itautec, Duratex e Elekeiroz.
A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, negocia com a Camargo Corrêa a compra da participação da empresa na holding Itaúsa – controladora do Itaú-Unibanco, Itautec, Duratex e Elekeiroz. A operação envolve 1,6 bilhão de dólares pela aquisição de cerca de 11% do capital votante ou 4,4% do capital total da Itaúsa.
Procurados pela reportagem, as empresas preferiram não se manifestar, mas um posicionamento oficial deve ser divulgado por elas ainda hoje (26/11).
A Itaúsa controla cerca de 670 bilhões de reais em ativos e, de janeiro a setembro deste ano, acumulou um patrimônio líquido de 64,3 bilhões de reais e um lucro líquido no mesmo período de 10,3 bilhões de reais.
A Camargo Corrêa possui participação na holding desde 1982 e sua fatia só era menor que as das famílias controladoras da empresa – Setubal, Villela e Moreira Salles. O mercado estima que sua participação na Itaúsa estivesse a venda há cerca de um ano. A empresa também se desfez, neste ano de sua posição na gigante de alumínio Alcoa.
A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, negocia com a Camargo Corrêa a compra da participação da empresa na holding Itaúsa – controladora do Itaú-Unibanco, Itautec, Duratex e Elekeiroz. A operação envolve 1,6 bilhão de dólares pela aquisição de cerca de 11% do capital votante ou 4,4% do capital total da Itaúsa.
Procurados pela reportagem, as empresas preferiram não se manifestar, mas um posicionamento oficial deve ser divulgado por elas ainda hoje (26/11).
A Itaúsa controla cerca de 670 bilhões de reais em ativos e, de janeiro a setembro deste ano, acumulou um patrimônio líquido de 64,3 bilhões de reais e um lucro líquido no mesmo período de 10,3 bilhões de reais.
A Camargo Corrêa possui participação na holding desde 1982 e sua fatia só era menor que as das famílias controladoras da empresa – Setubal, Villela e Moreira Salles. O mercado estima que sua participação na Itaúsa estivesse a venda há cerca de um ano. A empresa também se desfez, neste ano de sua posição na gigante de alumínio Alcoa.
Milagre brasileiro perdeu o brilho, diz Financial Times
Para o jornal britânico, aumento da inflação e contas públicas no azul por conta de uma "contabilidade criativa" são os motivos da perda do brilho.
A indicação de Alexandre Tombini para a Presidência do Banco Central (BC) e a decisão de manter Guido Mantega no ministério da Fazenda fizeram com o que milagre brasileiro perdesse seu brilho. Essa é a opinião do Financial Times, um dos mais importantes jornais de negócios e economia.
O periódico inglês publicou nesta sexta-feira um editorial, em que lembra que a inflação já ultrapassou a meta de 4,5% e que as contas públicas só estão no azul por conta de uma espécie de “contabilidade criativa”.
O Financial Times ainda criticou as medidas para controlar a valorização do dólar, quando o governo decidiu aumentar o imposto sobre as transações financeiras para investidores estrangeiros.
“Mantega prometeu cortes de gastos e Tombini acrescentou que o Banco Central terá plena autonomia. No entanto, os mercados não estão convencidos”, diz o Financial Times, que enxerga uma série de contradições nos “barulhos” da nova equipe econômica.
“Mantega diz que o salário mínimo não vai subir mais do que inflação, mas Dilma Rousseff anunciou que vai”, exemplifica o jornal. “Outra é a freqüência que a equipe econômica, em sua primeira entrevista coletiva, falava a frase marcante: ‘Dilma disse que’”, ironiza o jornal britânico.
O Financial Times lembra que já está na hora de a presidente eleita tomar as rédeas do seu governo. “Dado que a “política de coordenação” é novo mantra do governo dela [Dilma Rousseff], está na hora de Dilma Rousseff começar a coordena, em um modo coordenado”, conclui o jornal.
A indicação de Alexandre Tombini para a Presidência do Banco Central (BC) e a decisão de manter Guido Mantega no ministério da Fazenda fizeram com o que milagre brasileiro perdesse seu brilho. Essa é a opinião do Financial Times, um dos mais importantes jornais de negócios e economia.
O periódico inglês publicou nesta sexta-feira um editorial, em que lembra que a inflação já ultrapassou a meta de 4,5% e que as contas públicas só estão no azul por conta de uma espécie de “contabilidade criativa”.
O Financial Times ainda criticou as medidas para controlar a valorização do dólar, quando o governo decidiu aumentar o imposto sobre as transações financeiras para investidores estrangeiros.
“Mantega prometeu cortes de gastos e Tombini acrescentou que o Banco Central terá plena autonomia. No entanto, os mercados não estão convencidos”, diz o Financial Times, que enxerga uma série de contradições nos “barulhos” da nova equipe econômica.
“Mantega diz que o salário mínimo não vai subir mais do que inflação, mas Dilma Rousseff anunciou que vai”, exemplifica o jornal. “Outra é a freqüência que a equipe econômica, em sua primeira entrevista coletiva, falava a frase marcante: ‘Dilma disse que’”, ironiza o jornal britânico.
O Financial Times lembra que já está na hora de a presidente eleita tomar as rédeas do seu governo. “Dado que a “política de coordenação” é novo mantra do governo dela [Dilma Rousseff], está na hora de Dilma Rousseff começar a coordena, em um modo coordenado”, conclui o jornal.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Klabin troca presidência em 2011
Reinoldo Poernbacher será substituído por Fabio Schvartsman.
A maior fabricante de papéis para embalagens do país, Klabin, vai substituir seu presidente a partir de fevereiro de 2011.
Em comunicado curto ao mercado divulgado no início da noite de quarta-feira, a companhia afirma que Reinoldo Poernbacher será substituído por Fabio Schvartsman.
A eleição de Schvartsman vai ocorrer em reunião do conselho de administração da empresa, convocada para 2 de fevereiro do próximo ano.
A Klabin não informou o motivo da mudança.
Atualmente Schvartsman aparece como membro do conselho de administração do grupo Pão de Açúcar. Antes disso, ele foi vice-presidente financeiro do grupo Ultra.
A maior fabricante de papéis para embalagens do país, Klabin, vai substituir seu presidente a partir de fevereiro de 2011.
Em comunicado curto ao mercado divulgado no início da noite de quarta-feira, a companhia afirma que Reinoldo Poernbacher será substituído por Fabio Schvartsman.
A eleição de Schvartsman vai ocorrer em reunião do conselho de administração da empresa, convocada para 2 de fevereiro do próximo ano.
A Klabin não informou o motivo da mudança.
Atualmente Schvartsman aparece como membro do conselho de administração do grupo Pão de Açúcar. Antes disso, ele foi vice-presidente financeiro do grupo Ultra.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
MMX levanta R$ 1,829 bilhão com subscrição de sobras de ações
A companhia já havia captado 1,6 bilhão de reais no processo de preferência para a subscrição.
A MMX Mineração e Metálicos (MMXM3) levantou 1,8 bilhões de reais com operação de subscrição das sobras das ações, informou a companhia em comunicado ao mercado nesta segunda-feira (22). Houve subscrição adicional de 15.965.288 de ações ordinárias, totalizando a subscrição de 131.022.874 de papéis ordinários no âmbito do aumento de capital, ao preço de 13,96 reais.
Segundo o comunicado, restam ainda um total de 135.658.059 ações ordinárias não subscritas no âmbito do aumento de capital, as quais serão objeto de leilão na BM&FBovespa. Antes, os acionistas da mineradora já tinham subscrito 115.057.586 ações ordinárias ao preço unitário de 13,96 reais, totalizando 1,6 bilhão de reais, no processo de preferência para a subscrição.
Em caso de nova sobra de ações não subscritas, os subscritores de ações emitidas no âmbito do aumento de capital terão o direito de rever sua decisão durante o prazo de cinco dias contados após publicação de aviso aos acionistas.
A MMX Mineração e Metálicos (MMXM3) levantou 1,8 bilhões de reais com operação de subscrição das sobras das ações, informou a companhia em comunicado ao mercado nesta segunda-feira (22). Houve subscrição adicional de 15.965.288 de ações ordinárias, totalizando a subscrição de 131.022.874 de papéis ordinários no âmbito do aumento de capital, ao preço de 13,96 reais.
Segundo o comunicado, restam ainda um total de 135.658.059 ações ordinárias não subscritas no âmbito do aumento de capital, as quais serão objeto de leilão na BM&FBovespa. Antes, os acionistas da mineradora já tinham subscrito 115.057.586 ações ordinárias ao preço unitário de 13,96 reais, totalizando 1,6 bilhão de reais, no processo de preferência para a subscrição.
Em caso de nova sobra de ações não subscritas, os subscritores de ações emitidas no âmbito do aumento de capital terão o direito de rever sua decisão durante o prazo de cinco dias contados após publicação de aviso aos acionistas.
MPX: Nova aquisição pode adicionar R$ 1,7 às ações
Estratégia de investir em carvão é acertada, explicam analistas.
O foco da MPX Energia (MPXE3), do grupo EBX de Eike Batista, em projetos ligados à geração de energia a partir de fontes térmicas como o carvão é acertada, afirmam os analistas do ItaúBBA em relatório. Segundo eles, os projetos térmicos devem ganhar importância por conta dos controles rígidos do IBAMA para novas usinas hidrelétricas, principalmente às que exigem a criação de reservatórios.
A MPX anunciou ontem a aquisição da Usina Termelétrica de Seival (RS) por 37 milhões de reais da Tractebel Energia. Com a empresa, a MPX espera ter uma economia de aproximadamente 23 milhões de reais em relação ao investimento para a implantação da MPX Sul, que também será suprida pelo carvão da Mina de Seival, controlada pela MPX.
"Com a aquisição do projeto da usina termelétrica Seival, a MPX fortalece sua posição no Sul do país, uma região que tipicamente necessita importar energia para atender à sua demanda e tem reduzido potencial hidrelétrico adicional", disse o diretor-executivo da empresa, Eduardo Karrer, em nota.
Segundo os analistas, mais cedo do que tarde, os projetos de usinas de carvão e gás retornarão para os leilões de energia porque o Brasil não pode mais dar ao luxo de confiar exclusivamente nas energias hidráulicas ou eólicas. “Além disso, as rígidas exigências ambientais devem continuar a limitar o desenvolvimento de projetos de hidrelétricas, especialmente para aqueles localizados na região da Amazônia”, escreveram Marcos Severine, Mariana Coelho e Marcel Shiomi.
“Vemos essa aquisição como um movimento estratégico para a MPX nesse contexto, porque é provável que reforce a competitividade da companhia nos próximos leilões de energia nova. Ademais, essa aquisição confirma a MPX como um perseguidor ativo por oportunidades de crescimento”, ressaltam os analistas. Segundo os cálculos do Itaú, o desenvolvimento do projeto Seival pode adicionar R$ 1,7 ao preço-alvo da MPX.
O foco da MPX Energia (MPXE3), do grupo EBX de Eike Batista, em projetos ligados à geração de energia a partir de fontes térmicas como o carvão é acertada, afirmam os analistas do ItaúBBA em relatório. Segundo eles, os projetos térmicos devem ganhar importância por conta dos controles rígidos do IBAMA para novas usinas hidrelétricas, principalmente às que exigem a criação de reservatórios.
A MPX anunciou ontem a aquisição da Usina Termelétrica de Seival (RS) por 37 milhões de reais da Tractebel Energia. Com a empresa, a MPX espera ter uma economia de aproximadamente 23 milhões de reais em relação ao investimento para a implantação da MPX Sul, que também será suprida pelo carvão da Mina de Seival, controlada pela MPX.
"Com a aquisição do projeto da usina termelétrica Seival, a MPX fortalece sua posição no Sul do país, uma região que tipicamente necessita importar energia para atender à sua demanda e tem reduzido potencial hidrelétrico adicional", disse o diretor-executivo da empresa, Eduardo Karrer, em nota.
Segundo os analistas, mais cedo do que tarde, os projetos de usinas de carvão e gás retornarão para os leilões de energia porque o Brasil não pode mais dar ao luxo de confiar exclusivamente nas energias hidráulicas ou eólicas. “Além disso, as rígidas exigências ambientais devem continuar a limitar o desenvolvimento de projetos de hidrelétricas, especialmente para aqueles localizados na região da Amazônia”, escreveram Marcos Severine, Mariana Coelho e Marcel Shiomi.
“Vemos essa aquisição como um movimento estratégico para a MPX nesse contexto, porque é provável que reforce a competitividade da companhia nos próximos leilões de energia nova. Ademais, essa aquisição confirma a MPX como um perseguidor ativo por oportunidades de crescimento”, ressaltam os analistas. Segundo os cálculos do Itaú, o desenvolvimento do projeto Seival pode adicionar R$ 1,7 ao preço-alvo da MPX.
Positivo encara Apple e HP e despenca em bolsa
Ações desabam em concorrência com gigantes; pressão nas ações seguirá até 2011, dizem analistas.
A maior fabricante de artigos de tecnologia do Brasil parece ter perdido a corrida de gadgets que marcou 2010. A acirrada concorrência do setor resultou em um ano de solavancos para as ações da Positivo Informática (POSI3), que amargam queda de 44% desde janeiro – 28% só nos últimos 30 dias.
O terceiro trimestre foi duro para a líder de mercado: a empresa surpreendeu os investidores com uma queda de 74% no lucro líquido no período e uma redução de 65,6% no EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). A maré vermelha nos balanços abateu as ações, que estrearam na BM&FBovespa negociadas a 23 reais em 2006, e hoje são cotadas em torno de 11 reais. (Clique aqui e veja os resultados do 3º tri).
O tombo recente é cortesia da agressividade de grandes nomes mundiais como Apple e HP, dizem analistas. “A concorrência atingiu principalmente o preço dos notebooks, abatidos em 16,9% pelo cenário competitivo no período”, explica Sandra Peres, analista da Coinvalores, que mantém as ações da companhia em revisão após o balanço extremamente negativo.
A Positivo chegou a citar durante sua conferência de resultados a “competição desleal” com alguns produtos de multinacionais. “Como é natural em mercados em forte crescimento, denota-se um acirramento no ambiente competitivo, com vendas de computadores praticamente sem lucratividade, por exemplo”, argumentou o presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg. A empresa foi contatada pela EXAME, mas preferiu não participar da reportagem.
Por outro lado, além da luta para manter sua fatia de mercado, há falhas internas que pesaram nos números, como o registro do aumento das despesas com assistência técnica e garantia durante o terceiro trimestre. “Caso as ineficiências operacionais sejam superadas, mesmo com a concorrência, a tendência das margens é de melhora”, aponta Bruno Gonçalves Amaral, analista da Link Investimentos, que recomenda a manutenção do papel.
Em queda
Por enquanto, as expectativas para as ações não são otimistas. “O mercado antecipou o mau momento da companhia, e os papéis devem continuar precificando isso”, complementa Amaral. As ações não devem ter catalisadores de alta também durante o quarto trimestre. “O setor é exposto à sazonalidade, como as promoções de Natal e o investimento em marketing no período. Os papéis devem continuar pressionados até dezembro”, explica.
Já para 2011, o desempenho em bolsa deve ganhar alívio com ajuda do momento favorável ao consumo de tecnologia e à classe C, na qual a empresa tem posicionamento forte, aponta Luiz Azevedo, analista da corretora Ágora. “Mesmo com o desempenho negativo em 2010, o setor terá um contexto otimista no ano que vem, com a demanda de computadores ainda alta. Além disso, a própria empresa já sinalizou o interesse em melhorar a operação interna”, argumenta.
No entanto, a partir de um certo ponto, para fazer frente à tablets e smartphones é preciso investir em criatividade, diz Azevedo. “Mesmo os ganhos de eficiência vão precisar ser complementados por pesquisa e desenvolvimento. Uma das saídas possíveis é por meio da inovação e da criação de produtos competitivos, novos e com apelo ao consumidor”, sugere.
A maior fabricante de artigos de tecnologia do Brasil parece ter perdido a corrida de gadgets que marcou 2010. A acirrada concorrência do setor resultou em um ano de solavancos para as ações da Positivo Informática (POSI3), que amargam queda de 44% desde janeiro – 28% só nos últimos 30 dias.
O terceiro trimestre foi duro para a líder de mercado: a empresa surpreendeu os investidores com uma queda de 74% no lucro líquido no período e uma redução de 65,6% no EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). A maré vermelha nos balanços abateu as ações, que estrearam na BM&FBovespa negociadas a 23 reais em 2006, e hoje são cotadas em torno de 11 reais. (Clique aqui e veja os resultados do 3º tri).
O tombo recente é cortesia da agressividade de grandes nomes mundiais como Apple e HP, dizem analistas. “A concorrência atingiu principalmente o preço dos notebooks, abatidos em 16,9% pelo cenário competitivo no período”, explica Sandra Peres, analista da Coinvalores, que mantém as ações da companhia em revisão após o balanço extremamente negativo.
A Positivo chegou a citar durante sua conferência de resultados a “competição desleal” com alguns produtos de multinacionais. “Como é natural em mercados em forte crescimento, denota-se um acirramento no ambiente competitivo, com vendas de computadores praticamente sem lucratividade, por exemplo”, argumentou o presidente da Positivo Informática, Hélio Rotenberg. A empresa foi contatada pela EXAME, mas preferiu não participar da reportagem.
Por outro lado, além da luta para manter sua fatia de mercado, há falhas internas que pesaram nos números, como o registro do aumento das despesas com assistência técnica e garantia durante o terceiro trimestre. “Caso as ineficiências operacionais sejam superadas, mesmo com a concorrência, a tendência das margens é de melhora”, aponta Bruno Gonçalves Amaral, analista da Link Investimentos, que recomenda a manutenção do papel.
Em queda
Por enquanto, as expectativas para as ações não são otimistas. “O mercado antecipou o mau momento da companhia, e os papéis devem continuar precificando isso”, complementa Amaral. As ações não devem ter catalisadores de alta também durante o quarto trimestre. “O setor é exposto à sazonalidade, como as promoções de Natal e o investimento em marketing no período. Os papéis devem continuar pressionados até dezembro”, explica.
Já para 2011, o desempenho em bolsa deve ganhar alívio com ajuda do momento favorável ao consumo de tecnologia e à classe C, na qual a empresa tem posicionamento forte, aponta Luiz Azevedo, analista da corretora Ágora. “Mesmo com o desempenho negativo em 2010, o setor terá um contexto otimista no ano que vem, com a demanda de computadores ainda alta. Além disso, a própria empresa já sinalizou o interesse em melhorar a operação interna”, argumenta.
No entanto, a partir de um certo ponto, para fazer frente à tablets e smartphones é preciso investir em criatividade, diz Azevedo. “Mesmo os ganhos de eficiência vão precisar ser complementados por pesquisa e desenvolvimento. Uma das saídas possíveis é por meio da inovação e da criação de produtos competitivos, novos e com apelo ao consumidor”, sugere.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Petrobras inicia construção do Etanolduto
Expectativa da joint-venture com a Camargo Correa é reduzir preço do álcool combustível ao repassar parte da produção ao mercado consumidor.
A Petrobras e a empresa Camargo Correa iniciam hoje (23) a construção do Sistema Integrado de Transporte de Etanol. O primeiro trecho do Etanolduto vai ligar, em São Paulo, Ribeirão Preto a Paulínia. A solenidade que marcará o início das obras terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.
O presidente da PMCC (empresa composta pela Petrobras e a Camargo Correa e responsável pelo Etanolduto), Alberto Guimarães, adiantou, por telefone, à Agência Brasil, que a expectativa quando o sistema entrar em funcionamento é que haja uma redução no preço do etanol, pois a indústria terá capacidade de transferir parte de sua economia para o mercado consumidor.
“Isso é uma coisa que posso dar como desejo, mas não posso garantir que vai acontecer. Mas, é natural que seja, porque num mercado altamente competitivo como esse é natural que rapidamente alguns atores comecem a transferir essa economia para o público até que tudo vá para o mercado”, avaliou.
O projeto, que tem investimentos de R$ 5 bilhões, é pioneiro no país e depois de pronto vai atravessar 45 municípios, ligando as principais regiões produtores de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, à Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo.
De acordo com a Petrobras, o sistema integrado vai se estender, em uma segunda fase, por uma malha de dutos até Barueri e Guarulhos, na Grande São Paulo, e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A partir desses terminais, o etanol será levado diretamente aos postos de combustíveis por meio de transporte rodoviário de curta distância.
Segundo Guimarães, o primeiro trecho do Sistema Integrado de Transporte do Etanol deve estar concluído até julho de 2012. Os módulos seguintes, de Uberaba para Ribeirão Preto e das margens do Rio Tietê a Paulínia, terão as obras iniciadas antes da conclusão do primeiro trecho.
A Petrobras e a empresa Camargo Correa iniciam hoje (23) a construção do Sistema Integrado de Transporte de Etanol. O primeiro trecho do Etanolduto vai ligar, em São Paulo, Ribeirão Preto a Paulínia. A solenidade que marcará o início das obras terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli.
O presidente da PMCC (empresa composta pela Petrobras e a Camargo Correa e responsável pelo Etanolduto), Alberto Guimarães, adiantou, por telefone, à Agência Brasil, que a expectativa quando o sistema entrar em funcionamento é que haja uma redução no preço do etanol, pois a indústria terá capacidade de transferir parte de sua economia para o mercado consumidor.
“Isso é uma coisa que posso dar como desejo, mas não posso garantir que vai acontecer. Mas, é natural que seja, porque num mercado altamente competitivo como esse é natural que rapidamente alguns atores comecem a transferir essa economia para o público até que tudo vá para o mercado”, avaliou.
O projeto, que tem investimentos de R$ 5 bilhões, é pioneiro no país e depois de pronto vai atravessar 45 municípios, ligando as principais regiões produtores de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, à Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo.
De acordo com a Petrobras, o sistema integrado vai se estender, em uma segunda fase, por uma malha de dutos até Barueri e Guarulhos, na Grande São Paulo, e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A partir desses terminais, o etanol será levado diretamente aos postos de combustíveis por meio de transporte rodoviário de curta distância.
Segundo Guimarães, o primeiro trecho do Sistema Integrado de Transporte do Etanol deve estar concluído até julho de 2012. Os módulos seguintes, de Uberaba para Ribeirão Preto e das margens do Rio Tietê a Paulínia, terão as obras iniciadas antes da conclusão do primeiro trecho.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Gabrielli deve ficar no comando da Petrobras em 2011, diz jornal
Lula pediu à Dilma Rousseff que mantivesse o presidente-executivo Sergio Gabrielli no comando da Petrobras por conta da partilha dos royalties do pré-sal.
A pedido do presidente Lula, José Sergio Gabrielli deve permanecer no comando da Petrobras. Pelo menos até o primeiro ano do Governo Dilma. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, em reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo o texto, Lula pediu à presidente eleita, Dilma Rousseff, que mantivesse o presidente-executivo Sergio Gabrielli no comando da Petrobras, por um motivo: a partilha dos royalties do pré-sal. De acordo com o jornal, a discussão deve inflamar os ânimos no Congresso em 2011.
Cotada para assumir a Presidência da Petrobras, a atual diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster, só deve chegar ao comando da empresa a partir de 2012. Ainda segundo a reportagem, Gabrielli deve seguir para um secretariado no governo da Bahia.
Na última semana, a equipe que comanda a transição da presidente eleita confirmou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, permanece no cargo em 2011.
A expectativa, agora, recai sobre o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Dilma Rousseff já o convocou para uma reunião nesta semana para discutir se ele permanece ou não no cargo.
Em função da sua biografia, Meirelles já avisou que não aceita um mandato-tampão - ele ficaria no comando do BC enquanto a presidente eleita escolhe outro nome para o cargo - ou diminuição da autonomia do Banco Central.
Na última semana, o vice-presidente eleito, Michel Temer, avisou que os nomes do primeiro escalão do governo Dilma devem ser divulgados até o dia 15 de dezembro.
A pedido do presidente Lula, José Sergio Gabrielli deve permanecer no comando da Petrobras. Pelo menos até o primeiro ano do Governo Dilma. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, em reportagem publicada no jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo o texto, Lula pediu à presidente eleita, Dilma Rousseff, que mantivesse o presidente-executivo Sergio Gabrielli no comando da Petrobras, por um motivo: a partilha dos royalties do pré-sal. De acordo com o jornal, a discussão deve inflamar os ânimos no Congresso em 2011.
Cotada para assumir a Presidência da Petrobras, a atual diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster, só deve chegar ao comando da empresa a partir de 2012. Ainda segundo a reportagem, Gabrielli deve seguir para um secretariado no governo da Bahia.
Na última semana, a equipe que comanda a transição da presidente eleita confirmou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, permanece no cargo em 2011.
A expectativa, agora, recai sobre o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Dilma Rousseff já o convocou para uma reunião nesta semana para discutir se ele permanece ou não no cargo.
Em função da sua biografia, Meirelles já avisou que não aceita um mandato-tampão - ele ficaria no comando do BC enquanto a presidente eleita escolhe outro nome para o cargo - ou diminuição da autonomia do Banco Central.
Na última semana, o vice-presidente eleito, Michel Temer, avisou que os nomes do primeiro escalão do governo Dilma devem ser divulgados até o dia 15 de dezembro.
BR Malls compra 49,99% do Shopping Tijuca por R$425 mi
Com a compra do complexo, a BR Malls terá 9 shoppings na cidade do Rio de Janeiro.
A BR Malls, maior empresa de shopping centers do Brasil, anunciou no domingo que comprou 49,99 por cento de participação da controladora do complexo do Shopping Tijuca, no Rio de Janeiro, por 425 milhões de reais, com opção para comprar o restante.
Além do shopping, o complexo possui três torres comerciais. Dos 425 milhões de reais, 265,6 milhões serão pagos em 10 parcelas trimestrais a partir do 21o mês da aquisição, informa a companhia em comunicado ao mercado.
O acerto com a CIMA Empreendimentos do Brasil, controladora do complexo em 100 por cento, inclui opção de compra para a BR Malls comprar os 50,01 por cento restantes de participação na em empresa por 375 milhões de reais, dos quais 234,37 milhões também serão pagos em 10 parcelas trimestrais a partir do 21o mês do negócio.
A BR Malls tem 90 dias para exercer a opção e deverá convocar assembleia de acionistas para aprovar a compra da participação restante.
Se concluída a compra total da CIMA Empreendimentos, a BR Malls vai gastar 800 milhões de reais, dos quais 775 milhões atribuídos ao shopping e 25 milhões às torres comerciais.
O Shopping Tijuca foi aberto em 1996, no bairro de classe média do Rio de Janeiro de mesmo nome. O empreendimento tem 287 lojas e as torres comerciais em cima do shopping têm 200 salas comerciais
Com a compra do complexo, a BR Malls terá 9 shoppings na cidade do Rio de Janeiro e 24 na região Sudeste
"Estimamos que após a aquisição da participação adicional, o shopping deverá gerar 78,2 milhões de reais de NOI (lucro operacional líquido, incluindo receita de serviços) para a BR Malls em 2011, tornando-se um dos maiores geradores de NOI para a companhia em 2011", afirma a empresa no comunicado.
A BR Malls, maior empresa de shopping centers do Brasil, anunciou no domingo que comprou 49,99 por cento de participação da controladora do complexo do Shopping Tijuca, no Rio de Janeiro, por 425 milhões de reais, com opção para comprar o restante.
Além do shopping, o complexo possui três torres comerciais. Dos 425 milhões de reais, 265,6 milhões serão pagos em 10 parcelas trimestrais a partir do 21o mês da aquisição, informa a companhia em comunicado ao mercado.
O acerto com a CIMA Empreendimentos do Brasil, controladora do complexo em 100 por cento, inclui opção de compra para a BR Malls comprar os 50,01 por cento restantes de participação na em empresa por 375 milhões de reais, dos quais 234,37 milhões também serão pagos em 10 parcelas trimestrais a partir do 21o mês do negócio.
A BR Malls tem 90 dias para exercer a opção e deverá convocar assembleia de acionistas para aprovar a compra da participação restante.
Se concluída a compra total da CIMA Empreendimentos, a BR Malls vai gastar 800 milhões de reais, dos quais 775 milhões atribuídos ao shopping e 25 milhões às torres comerciais.
O Shopping Tijuca foi aberto em 1996, no bairro de classe média do Rio de Janeiro de mesmo nome. O empreendimento tem 287 lojas e as torres comerciais em cima do shopping têm 200 salas comerciais
Com a compra do complexo, a BR Malls terá 9 shoppings na cidade do Rio de Janeiro e 24 na região Sudeste
"Estimamos que após a aquisição da participação adicional, o shopping deverá gerar 78,2 milhões de reais de NOI (lucro operacional líquido, incluindo receita de serviços) para a BR Malls em 2011, tornando-se um dos maiores geradores de NOI para a companhia em 2011", afirma a empresa no comunicado.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Petrobras terá demanda de 5 a 6 plataformas por ano, diz Gabrielli
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que a demanda da companhia por embarcações será de cinco ou seis novas plataformas de produção por ano, além de sondas e barcos de apoio e transporte.
"O futuro [da indústria naval] está presente no conjunto de contratos já assinados pela Petrobras e Transpetro com os estaleiros brasileiros. É necessário produzir petróleo, extrair petróleo do fundo do mar e da terra e, para isso, tem que ter sonda, plataforma, navio de apoio e rebocador", disse Gabrielli, que participa do batismo do navio Sergio Buarque de Hollanda, no Estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro. A embarcação é a terceira construída no âmbito do Programa de Modernização da Frota (Promef), da Transpetro.
"Teremos nos próximos anos muitas plataformas. Vamos ter que construir cinco ou seis plataformas por ano", afirmou Gabrielli.
"O futuro [da indústria naval] está presente no conjunto de contratos já assinados pela Petrobras e Transpetro com os estaleiros brasileiros. É necessário produzir petróleo, extrair petróleo do fundo do mar e da terra e, para isso, tem que ter sonda, plataforma, navio de apoio e rebocador", disse Gabrielli, que participa do batismo do navio Sergio Buarque de Hollanda, no Estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro. A embarcação é a terceira construída no âmbito do Programa de Modernização da Frota (Promef), da Transpetro.
"Teremos nos próximos anos muitas plataformas. Vamos ter que construir cinco ou seis plataformas por ano", afirmou Gabrielli.
Meirelles rejeita BC sem autonomia e mandato-tampão
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, está decidido a não aceitar nenhum convite para permanecer à frente da instituição.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, está decidido a não aceitar nenhum convite para permanecer à frente da instituição, caso a presidente eleita, Dilma Rousseff, não lhe garanta autonomia absoluta de ação. Meirelles também não aceita a hipótese de servir de tampão durante o primeiro trimestre, até a escolha de um novo e definitivo presidente do BC.
Meirelles considera que ceder na autonomia - e há informações de que ela lhe será tomada, de forma a fazer com que a taxa de juros venha a sofrer queda mais rápida, até chegar a 2% (acima da inflação) em 2014 - comprometerá sua biografia e a credibilidade que conquistou nos oito anos à frente do BC, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Portanto, o jornal O Estado de S. Paulo apurou que o caminho mais certo até agora no xadrez da montagem do ministério de Dilma será a substituição de Meirelles por alguém que tenha forma de pensar mais próxima da presidente eleita e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmado no cargo. Meirelles estava ontem em Frankfurt. Nesse caso, Alexandre Tombini, diretor de Normas e Sistema Financeiro do Banco Central, é o mais cotado para ocupar o lugar de Meirelles. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, está decidido a não aceitar nenhum convite para permanecer à frente da instituição, caso a presidente eleita, Dilma Rousseff, não lhe garanta autonomia absoluta de ação. Meirelles também não aceita a hipótese de servir de tampão durante o primeiro trimestre, até a escolha de um novo e definitivo presidente do BC.
Meirelles considera que ceder na autonomia - e há informações de que ela lhe será tomada, de forma a fazer com que a taxa de juros venha a sofrer queda mais rápida, até chegar a 2% (acima da inflação) em 2014 - comprometerá sua biografia e a credibilidade que conquistou nos oito anos à frente do BC, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Portanto, o jornal O Estado de S. Paulo apurou que o caminho mais certo até agora no xadrez da montagem do ministério de Dilma será a substituição de Meirelles por alguém que tenha forma de pensar mais próxima da presidente eleita e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmado no cargo. Meirelles estava ontem em Frankfurt. Nesse caso, Alexandre Tombini, diretor de Normas e Sistema Financeiro do Banco Central, é o mais cotado para ocupar o lugar de Meirelles. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Presidente do Grupo Silvio Santos deixa o cargo
Braço direito do empresário Silvio Santos, o executivo Luiz Sebastião Sandoval pediu demissão nesta quinta-feira, em "caráter irrevogável", da presidência do Grupo SS.
É a primeira baixa no grupo de um executivo do alto escalão fora do banco PanAmericano, após o afastamento de toda a diretoria por conta do escândalo de maquiagem de balanço.
No lugar de Sandoval, sobe Guilherme Stoliar, sobrinho de Silvio Santos, que vinha exercendo a função de diretor-executivo do SBT.
Advogado de formação, Sandoval trabalhava com Silvio Santos havia 40 anos. Ele comandava as 44 empresas do grupo, todas elas dadas em garantia pelo empréstimo para sanear o banco.
Logo que foi revelado o rombo de R$ 2,5 bilhões no PanAmericano, Sandoval disse, em entrevista à Folha, desconhecer os problemas.
"Eu não desço à contabilidade das empresas", disse. "Nós, na holding, trabalhamos com os relatórios, pareceres de auditoria externa, do conselho fiscal. A Caixa fez uma "due dilligence" (auditoria para avaliar preço de empresa) pela KPMG e não captou nada", afirmou.
Profissionais envolvidos no socorro ao PanAmericano notaram que Silvio Santos tomou a dianteira e negociou pessoalmente com os banqueiros o empréstimo do Fundo Garantidor.
No ano passado, Sandoval havia comandado a venda de 35,5% do PanAmericano para a Caixa. À época, chegou a afirmar à Folha que os demais bancos "pisaram no pescoço" do PanAmericano, pedindo taxas altíssimas para empréstimo, durante a crise financeira de 2008.
Outra mudança foi a nomeação de José Roberto dos Santos Maciel como vice-presidente do SBT. Maciel era diretor administrativo e financeiro do SBT.
A filha de Sílvio Santos Daniela Beyruti continua no cargo de diretora-executiva da rede de televisão.
É a primeira baixa no grupo de um executivo do alto escalão fora do banco PanAmericano, após o afastamento de toda a diretoria por conta do escândalo de maquiagem de balanço.
No lugar de Sandoval, sobe Guilherme Stoliar, sobrinho de Silvio Santos, que vinha exercendo a função de diretor-executivo do SBT.
Advogado de formação, Sandoval trabalhava com Silvio Santos havia 40 anos. Ele comandava as 44 empresas do grupo, todas elas dadas em garantia pelo empréstimo para sanear o banco.
Logo que foi revelado o rombo de R$ 2,5 bilhões no PanAmericano, Sandoval disse, em entrevista à Folha, desconhecer os problemas.
"Eu não desço à contabilidade das empresas", disse. "Nós, na holding, trabalhamos com os relatórios, pareceres de auditoria externa, do conselho fiscal. A Caixa fez uma "due dilligence" (auditoria para avaliar preço de empresa) pela KPMG e não captou nada", afirmou.
Profissionais envolvidos no socorro ao PanAmericano notaram que Silvio Santos tomou a dianteira e negociou pessoalmente com os banqueiros o empréstimo do Fundo Garantidor.
No ano passado, Sandoval havia comandado a venda de 35,5% do PanAmericano para a Caixa. À época, chegou a afirmar à Folha que os demais bancos "pisaram no pescoço" do PanAmericano, pedindo taxas altíssimas para empréstimo, durante a crise financeira de 2008.
Outra mudança foi a nomeação de José Roberto dos Santos Maciel como vice-presidente do SBT. Maciel era diretor administrativo e financeiro do SBT.
A filha de Sílvio Santos Daniela Beyruti continua no cargo de diretora-executiva da rede de televisão.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Marfrig investe na Keystone Foods para reverter prejuízo
Frigorífico encerrou o trimestre com perda de 30,9 milhões de reais.
A aquisição da Keystone Foods foi um dos fatores que fez o frigorífico Marfrig encerrar o trimestre no vermelho. A empresa americana, no entanto, também será a responsável por reverter o resultado no próximo trimestre. A avaliação é de Ricardo Florence, diretor de planejamento e relações com investidores do frigorífico. Com a aquisição da Keystone, a Marfrig se torna uma das fornecedoras de toda a cadeia internacional de McDonald's, Campbell's, Subway, ConAgra, Yum Brands e Chipotle. A empresa americana atende a mais de 28 mil restaurantes em 13 países.
No trimestre, a Marfrig registrou um prejuízo líquido de 30,9 milhões de reais contra um lucro de 127,4 milhões de reais no trimestre anterior e 200,5 milhões de reais na comparação anual, explicado pelo aumento das despesas financeiras gerado pelo aumento de juros provisionados e pela marcação a mercado do hedge causado pela proteção ao pagamento em dólares americanos da aquisição da Keystone Foods. "Este trimestre foi atípico: alta dos grãos, baixa do dólar, alta do boi e ainda assim mantivemos a performance boa", afirmou Ricardo, em teleconferência com analistas.
No final de setembro, a companhia concluiu capitalização de 2,5 bilhões de reais através da segunda emissão de debêntures mandatoriamente conversíveis em ações no prazo de 5 anos que foi utilizada na aquisição da Keystone Foods em outubro.
Os resultados da Keystone Foods serão consolidados a partir do próximo trimestre. “Do ponto-de-vista estratégico, a Keystone Foods reforça com sua capacidade de distribuição a atuação global da companhia e é a ‘pedra-chave’ de que a Marfrig precisava para fechar esse ciclo”, afirmou a empresa em comunicado.
Balanço
Apesar do prejuízo, a Marfrig teve um bom resultado na receita líquida, que cresceu 8,3% em relação ao trimestre anterior e somou 3,86 milhões de reais. O destaque foi o aumento do volume de vendas dos segmentos de Bovinos Brasil e Food Service, que apresentaram crescimento de 29% e 9%, respectivamente. As exportações da Nova Seara também apresentaram uma melhora significativa e cresceram.
A aquisição da Keystone Foods foi um dos fatores que fez o frigorífico Marfrig encerrar o trimestre no vermelho. A empresa americana, no entanto, também será a responsável por reverter o resultado no próximo trimestre. A avaliação é de Ricardo Florence, diretor de planejamento e relações com investidores do frigorífico. Com a aquisição da Keystone, a Marfrig se torna uma das fornecedoras de toda a cadeia internacional de McDonald's, Campbell's, Subway, ConAgra, Yum Brands e Chipotle. A empresa americana atende a mais de 28 mil restaurantes em 13 países.
No trimestre, a Marfrig registrou um prejuízo líquido de 30,9 milhões de reais contra um lucro de 127,4 milhões de reais no trimestre anterior e 200,5 milhões de reais na comparação anual, explicado pelo aumento das despesas financeiras gerado pelo aumento de juros provisionados e pela marcação a mercado do hedge causado pela proteção ao pagamento em dólares americanos da aquisição da Keystone Foods. "Este trimestre foi atípico: alta dos grãos, baixa do dólar, alta do boi e ainda assim mantivemos a performance boa", afirmou Ricardo, em teleconferência com analistas.
No final de setembro, a companhia concluiu capitalização de 2,5 bilhões de reais através da segunda emissão de debêntures mandatoriamente conversíveis em ações no prazo de 5 anos que foi utilizada na aquisição da Keystone Foods em outubro.
Os resultados da Keystone Foods serão consolidados a partir do próximo trimestre. “Do ponto-de-vista estratégico, a Keystone Foods reforça com sua capacidade de distribuição a atuação global da companhia e é a ‘pedra-chave’ de que a Marfrig precisava para fechar esse ciclo”, afirmou a empresa em comunicado.
Balanço
Apesar do prejuízo, a Marfrig teve um bom resultado na receita líquida, que cresceu 8,3% em relação ao trimestre anterior e somou 3,86 milhões de reais. O destaque foi o aumento do volume de vendas dos segmentos de Bovinos Brasil e Food Service, que apresentaram crescimento de 29% e 9%, respectivamente. As exportações da Nova Seara também apresentaram uma melhora significativa e cresceram.
Sem Panamericano, Grupo Silvio Santos teria prejuízo
Entre 2006 e 2009, o banco lucrou R$ 716,7 milhões, enquanto o grupo como um todo apresentou ganho de R$ 678 milhões.
Entre 2006 e 2009, o Banco Panamericano evitou que o Grupo Silvio Santos tivesse prejuízo. Nesse período, o banco lucrou R$ 716,7 milhões, enquanto o grupo como um todo apresentou ganho de R$ 678 milhões. Ou seja, considerando o intervalo inteiro, sem a instituição financeira, o resultado teria sido negativo em quase R$ 40 milhões.
Esses cálculos foram feitos com base nos balanços colocados no site do Panamericano e no Relatório Anual referente ao exercício 2009, disponível no site do Grupo Silvio Santos. É preciso ressaltar que a descoberta do rombo de R$ 2,5 bilhões no Panamericano colocou em dúvida toda a contabilidade do banco. Como lembra um analista do setor bancário, os dados podem ter sido manipulados pela antiga administração do Panamericano para maquiar perdas.
Partindo do princípio de que refletiam minimamente a realidade do banco e do grupo, fica claro por que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que emprestou os R$ 2,5 bilhões ao empresário Silvio Santos, e outras instituições envolvidas no negócio acreditam que o Panamericano será o primeiro dos ativos do grupo a ser vendido. A outra candidata principal é a empresa de cosméticos Jequiti, considerada bem sucedida no ramo.
Segundo fontes ligadas ao processo, já existiriam interessados no Panamericano - chegou-se a falar que seriam cinco. No entanto outra pessoa ligada às negociações pondera que Silvio Santos não deve correr para vender os ativos, apesar da pressão dos credores. Em primeiro lugar, porque é um negociador duro. Em segundo, porque o acordo que fez com o FGC prevê uma carência de três anos para começar a pagar o empréstimo. Até lá, o crédito será corrigido apenas pela variação do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Entre 2006 e 2009, o Banco Panamericano evitou que o Grupo Silvio Santos tivesse prejuízo. Nesse período, o banco lucrou R$ 716,7 milhões, enquanto o grupo como um todo apresentou ganho de R$ 678 milhões. Ou seja, considerando o intervalo inteiro, sem a instituição financeira, o resultado teria sido negativo em quase R$ 40 milhões.
Esses cálculos foram feitos com base nos balanços colocados no site do Panamericano e no Relatório Anual referente ao exercício 2009, disponível no site do Grupo Silvio Santos. É preciso ressaltar que a descoberta do rombo de R$ 2,5 bilhões no Panamericano colocou em dúvida toda a contabilidade do banco. Como lembra um analista do setor bancário, os dados podem ter sido manipulados pela antiga administração do Panamericano para maquiar perdas.
Partindo do princípio de que refletiam minimamente a realidade do banco e do grupo, fica claro por que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que emprestou os R$ 2,5 bilhões ao empresário Silvio Santos, e outras instituições envolvidas no negócio acreditam que o Panamericano será o primeiro dos ativos do grupo a ser vendido. A outra candidata principal é a empresa de cosméticos Jequiti, considerada bem sucedida no ramo.
Segundo fontes ligadas ao processo, já existiriam interessados no Panamericano - chegou-se a falar que seriam cinco. No entanto outra pessoa ligada às negociações pondera que Silvio Santos não deve correr para vender os ativos, apesar da pressão dos credores. Em primeiro lugar, porque é um negociador duro. Em segundo, porque o acordo que fez com o FGC prevê uma carência de três anos para começar a pagar o empréstimo. Até lá, o crédito será corrigido apenas pela variação do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
EBX fará oferta por restante da mineradora Ventana
A Ventana Gold, uma mineradora iniciante com operações na Colômbia, recebeu oferta de seu principal acionista que avalia a empresa em cerca de 1,5 bilhão de dólares canadenses (US$ 1,47 bilhão).
A EBX, grupo de empresas do empresário brasileiro Eike Batista, afirmou na quarta-feira que planeja fazer uma oferta formal para comprar o restante das ações da Ventana que ainda não possui por 12,63 dólares canadenses cada. A EBX tem atualmente uma participação de cerca de 20%.
A oferta avalia a mineradora em cerca de 1,5 bilhão de dólares canadenses, afirmou a EBX sem dar mais detalhes.
Sediada em Vancouver, no Canadá, a Ventana tem como principal projeto a mina de La Bodega, na Colômbia. A companhia espera que a mina produza 347 mil onças equivalentes de ouro por ano a um custo de US$ 322 a onça.
As ações da Ventana disparam com o anúncio, subindo 36% em Toronto, para 13,65 dólares canadenses, com investidores apostando que uma oferta maior vai surgir. Ações de empresas que exploram ouro nas proximidades da Ventana também subiram.
Com o preço do ouro perto de picos históricos, a atividade de fusões e aquisições no setor deve crescer entre mineradoras operando na Colômbia e em outras regiões.
A EBX informou que a operação está sujeita à oferta de mais de dois terços das ações pelos investidores da Ventana.
O grupo brasileiro detém participação na Ventana por meio da subsidiária 63X Master Fuind.
Ações da Galway Resources, mineradora baseada em Vancouver que tem depósitos de ouro e carvão, saltaram 17% na quarta-feira. A empresa também pode interessar a Eike, cuja companhia comprou uma área na Colômbia este ano para construir um terminal de exportação de carvão de 20 milhões de toneladas por ano.
A EBX, grupo de empresas do empresário brasileiro Eike Batista, afirmou na quarta-feira que planeja fazer uma oferta formal para comprar o restante das ações da Ventana que ainda não possui por 12,63 dólares canadenses cada. A EBX tem atualmente uma participação de cerca de 20%.
A oferta avalia a mineradora em cerca de 1,5 bilhão de dólares canadenses, afirmou a EBX sem dar mais detalhes.
Sediada em Vancouver, no Canadá, a Ventana tem como principal projeto a mina de La Bodega, na Colômbia. A companhia espera que a mina produza 347 mil onças equivalentes de ouro por ano a um custo de US$ 322 a onça.
As ações da Ventana disparam com o anúncio, subindo 36% em Toronto, para 13,65 dólares canadenses, com investidores apostando que uma oferta maior vai surgir. Ações de empresas que exploram ouro nas proximidades da Ventana também subiram.
Com o preço do ouro perto de picos históricos, a atividade de fusões e aquisições no setor deve crescer entre mineradoras operando na Colômbia e em outras regiões.
A EBX informou que a operação está sujeita à oferta de mais de dois terços das ações pelos investidores da Ventana.
O grupo brasileiro detém participação na Ventana por meio da subsidiária 63X Master Fuind.
Ações da Galway Resources, mineradora baseada em Vancouver que tem depósitos de ouro e carvão, saltaram 17% na quarta-feira. A empresa também pode interessar a Eike, cuja companhia comprou uma área na Colômbia este ano para construir um terminal de exportação de carvão de 20 milhões de toneladas por ano.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Petrobras é a 2ª maior empresa em patrimônio líquido da América
Empresa brasileira é a única não americana entre as 14 primeiras colocadas.
A Petrobras subiu em setembro para o segundo lugar da lista das maiores empresas de capital aberto de toda América Latina e Estados Unidos em patrimônio líquido, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira pela empresa de consultoria Economatica.
A Petrobras, que até junho ocupava o décimo lugar, subiu para o segundo em setembro, com um patrimônio líquido equivalente a US$ 175,5 bilhões, segundo a Economatica, que comparou os balanços de todas as companhias de capital aberto dos Estados Unidos e América Latina.
O patrimônio líquido da companhia petrolífera brasileira até junho era de US$ 98,2 bilhões, mas o valor subiu significativamente após a multimilionária emissão de ações feita pela companhia em setembro.
A Petrobras, que é estatal mas tem ações negociadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova York, Madri e Buenos Aires, lançou em setembro ações por um valor de R$ 120 bilhões, a maior emissão de títulos já registrada no mundo.
A lista de maiores empresas da América por patrimônio líquido - que, sem justificativas, exclui as canadenses -, foi liderada em setembro pelo Bank of America, com um patrimônio líquido de US$ 230,5 bilhões.
Com exceção da Petrobras, os primeiros 14 lugares da lista são ocupados por empresas americanas.
Após o Bank of America e a Petrobras estão os bancos JP Morgan Chase (US$ 173,8 bilhões) e Citigroup (US$ 162,9 bilhões), a seguradora Berkshire Hathaway (US$ 149,6 bilhões) e a Exxon Mobil (US$ 145 bilhões).
Nos 30 primeiros lugares da lista, também dominados por empresas americanas, estão outras três empresas brasileiras: a Vale (US$ 67,4 bilhões), em 15º, a Eletrobrás (US$ 46,6 bilhões), no 24º e o banco Santander Brasil (US$ 38,9 bilhões), no 30º.
A Petrobras subiu em setembro para o segundo lugar da lista das maiores empresas de capital aberto de toda América Latina e Estados Unidos em patrimônio líquido, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira pela empresa de consultoria Economatica.
A Petrobras, que até junho ocupava o décimo lugar, subiu para o segundo em setembro, com um patrimônio líquido equivalente a US$ 175,5 bilhões, segundo a Economatica, que comparou os balanços de todas as companhias de capital aberto dos Estados Unidos e América Latina.
O patrimônio líquido da companhia petrolífera brasileira até junho era de US$ 98,2 bilhões, mas o valor subiu significativamente após a multimilionária emissão de ações feita pela companhia em setembro.
A Petrobras, que é estatal mas tem ações negociadas nas bolsas de valores de São Paulo, Nova York, Madri e Buenos Aires, lançou em setembro ações por um valor de R$ 120 bilhões, a maior emissão de títulos já registrada no mundo.
A lista de maiores empresas da América por patrimônio líquido - que, sem justificativas, exclui as canadenses -, foi liderada em setembro pelo Bank of America, com um patrimônio líquido de US$ 230,5 bilhões.
Com exceção da Petrobras, os primeiros 14 lugares da lista são ocupados por empresas americanas.
Após o Bank of America e a Petrobras estão os bancos JP Morgan Chase (US$ 173,8 bilhões) e Citigroup (US$ 162,9 bilhões), a seguradora Berkshire Hathaway (US$ 149,6 bilhões) e a Exxon Mobil (US$ 145 bilhões).
Nos 30 primeiros lugares da lista, também dominados por empresas americanas, estão outras três empresas brasileiras: a Vale (US$ 67,4 bilhões), em 15º, a Eletrobrás (US$ 46,6 bilhões), no 24º e o banco Santander Brasil (US$ 38,9 bilhões), no 30º.
Meirelles responsabiliza Silvio Santos por rombo de 2,5 bilhões de reais
O responsável número 1 é o acionista majoritário. Em seguida, os órgãos de controle da instituição", disse o presidente do Banco Central.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, responsabilizou o apresentador e empresário Silvio Santos, controlador do banco Panamericano, pelo rombo de 2,5 bilhões de reais detectado nas contas da instituição financeira. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Meirelles disse que Silvio deveria ter descoberto a fraude que se passava no banco.
“O responsável número 1 é o acionista majoritário. Em seguida, os órgãos de controle da instituição: os conselhos, a auditoria interna, controles internos etc. Além do controle externo, do ponto de vista do mercado/ investidores, que é feito pela auditoria externa. Essa é a linha de responsabilização direta pela integralidade dos resultados contábeis da instituição. O trabalho de supervisão do BC faz uma série de avaliações que não substituem os controles internos e a auditoria externa”, afirmou Meirelles.
A fraude foi percebida durante a análise das operações de crédito vendidas pela financeira do Grupo Silvio Santos aos grandes bancos de varejo. Na análise feita pelo BC, foi constatado que essas instituições haviam adquirido operações do Panamericano em número menor que o declarado pela financeira do empresário Silvio Santos. É como se o comprador declarasse a aquisição de 10 carteiras, mas o vendedor registrava a venda de 50 operações. Ao reconhecer a falha, Silvio Santos tomou a frente das negociações para recuperar a saúde financeira da instituição financeira.
Na semana passada, o apresentador fechou um acordo com o BC para ter acesso a um empréstimo de 2,5 bilhões de reais para “salvar” o Panamericano. Em troca, o Grupo Silvio Santos ofereceu como garantia os bens do patrimônio empresarial – que incluem o STB e o Baú da Felicidade. A fraude sofrida pelo banco foi detectada há pouco mais de cinco semanas por técnicos do BC. Meirelles também rebateu as críticas a respeito da demora da autoridade monetária para detectar as inconsistências contábeis:
“O BC agiu a tempo de não causar prejuízo ao poder público, aos depositantes, ao sistema financeiro e à economia. O único prejudicado foi o acionista controlador, que assumiu o prejuízo de acordo com a lei - corretamente - e era, em última análise, o responsável”, disse o presidente do BC ao jornal.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, responsabilizou o apresentador e empresário Silvio Santos, controlador do banco Panamericano, pelo rombo de 2,5 bilhões de reais detectado nas contas da instituição financeira. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Meirelles disse que Silvio deveria ter descoberto a fraude que se passava no banco.
“O responsável número 1 é o acionista majoritário. Em seguida, os órgãos de controle da instituição: os conselhos, a auditoria interna, controles internos etc. Além do controle externo, do ponto de vista do mercado/ investidores, que é feito pela auditoria externa. Essa é a linha de responsabilização direta pela integralidade dos resultados contábeis da instituição. O trabalho de supervisão do BC faz uma série de avaliações que não substituem os controles internos e a auditoria externa”, afirmou Meirelles.
A fraude foi percebida durante a análise das operações de crédito vendidas pela financeira do Grupo Silvio Santos aos grandes bancos de varejo. Na análise feita pelo BC, foi constatado que essas instituições haviam adquirido operações do Panamericano em número menor que o declarado pela financeira do empresário Silvio Santos. É como se o comprador declarasse a aquisição de 10 carteiras, mas o vendedor registrava a venda de 50 operações. Ao reconhecer a falha, Silvio Santos tomou a frente das negociações para recuperar a saúde financeira da instituição financeira.
Na semana passada, o apresentador fechou um acordo com o BC para ter acesso a um empréstimo de 2,5 bilhões de reais para “salvar” o Panamericano. Em troca, o Grupo Silvio Santos ofereceu como garantia os bens do patrimônio empresarial – que incluem o STB e o Baú da Felicidade. A fraude sofrida pelo banco foi detectada há pouco mais de cinco semanas por técnicos do BC. Meirelles também rebateu as críticas a respeito da demora da autoridade monetária para detectar as inconsistências contábeis:
“O BC agiu a tempo de não causar prejuízo ao poder público, aos depositantes, ao sistema financeiro e à economia. O único prejudicado foi o acionista controlador, que assumiu o prejuízo de acordo com a lei - corretamente - e era, em última análise, o responsável”, disse o presidente do BC ao jornal.
Vale oferta US$ 3,3 bilhões por restante de grupo de fertilizantes
A Vale (VALE5) anunciou no final da terça-feira que vai lançar oferta de cerca de US$ 3,3 bilhões pelo restante das ações ordinárias da companhia de fertilizantes que comprou este ano.
Este ano, a Vale pagou mais de 3 bilhões de dólares para comprar 58,6% da Fosfertil (FFTL4), atualmente Vale Fertilizantes, de um grupo de empresas que inclui a norte-americana Bunge.
A Vale vai comprar o restante das ações ordinárias da Vale Fertilizantes no mercado por US$ 12,0185 por ação, num total de até US$ 3,269 bilhões. O preço ofertado corresponde ao valor pago pela Vale pelo controle da unidade de fertilizantes.
O edital da oferta será publicado na quinta-feira e a operação ocorre dia 20, afirma comunicado da Vale.
Este ano, a Vale pagou mais de 3 bilhões de dólares para comprar 58,6% da Fosfertil (FFTL4), atualmente Vale Fertilizantes, de um grupo de empresas que inclui a norte-americana Bunge.
A Vale vai comprar o restante das ações ordinárias da Vale Fertilizantes no mercado por US$ 12,0185 por ação, num total de até US$ 3,269 bilhões. O preço ofertado corresponde ao valor pago pela Vale pelo controle da unidade de fertilizantes.
O edital da oferta será publicado na quinta-feira e a operação ocorre dia 20, afirma comunicado da Vale.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Petrobras está 'destinada a dominar' setor, afirma 'The Guardian'
Para jornal, reservas do pré-sal levaram a 'ascensão meteórica'
A Petrobras quer se tornar a maior produtora mundial de petróleo de capital aberto até 2015, segundo afirma o diretor financeiro da companhia em uma entrevista publicada pelo diário britânico The Guardian nesta terça-feira.
Segundo Almir Guilherme Barbassa, a companhia pretende mais do que dobrar sua produção na próxima década, para 5,4 milhões de barris de petróleo e gás por dia.
Na reportagem de página inteira, intitulada "Petroleiros do Brasil destinados a dominar", o jornal observa que a série de descobertas de reservas de petróleo na camada pré-sal "transformaram a sorte da companhia e catapultaram o Brasil em um dos líderes em energia e um dos motores econômicos mundiais".
Segundo afirma Barbassa ao jornal, a Petrobras será uma das maiores beneficiárias da legislação brasileira que dá à empresa uma parcela mínima de 30% sobre cada nova reserva descoberta, além do controle sobre os novos projetos.
O Guardian observa que isso significa que as grandes petroleiras privadas mundiais, como BP, Shell e ExxonMobil, "terão que ficar em segundo plano atrás da Petrobras pelo acesso às vastas reservas brasileiras".
'Ascensão meteórica'
A reportagem comenta que grandes descobertas de petróleo em águas profundas nos últimos anos estão por trás da "ascensão meteórica" da Petrobras, elevando as reservas comprovadas pela companhia de 11,5 bilhões de barris em 2006 para 30 bilhões de barris.
Com a continuidade da exploração da camada pré-sal, o jornal observa, essas reservas podem atingir entre 50 bilhões e 100 bilhões de barris, no mesmo nível que as reservas da Rússia e do Kuwait.
O jornal relata que, em setembro, a Petrobras levantou US$ 70 bilhões na maior oferta pública de ações do mundo, deixando o governo brasileiro com uma participação de 55% na companhia.
A reportagem observa que há obstáculos para que a empresa atinja seus objetivos, como as dificuldades técnicas para a exploração das reservas na camada pré-sal.
A empresa pretende investir US$ 224 bilhões nos próximos cinco anos para desenvolver as novas descobertas. O jornal relata que, segundo a Agência Internacional de Energia, somente neste ano os gastos da Petrobras devem ficar em US$ 44,8 bilhões, o maior valor entre todas as empresas de capital aberto do mundo.
A Petrobras quer se tornar a maior produtora mundial de petróleo de capital aberto até 2015, segundo afirma o diretor financeiro da companhia em uma entrevista publicada pelo diário britânico The Guardian nesta terça-feira.
Segundo Almir Guilherme Barbassa, a companhia pretende mais do que dobrar sua produção na próxima década, para 5,4 milhões de barris de petróleo e gás por dia.
Na reportagem de página inteira, intitulada "Petroleiros do Brasil destinados a dominar", o jornal observa que a série de descobertas de reservas de petróleo na camada pré-sal "transformaram a sorte da companhia e catapultaram o Brasil em um dos líderes em energia e um dos motores econômicos mundiais".
Segundo afirma Barbassa ao jornal, a Petrobras será uma das maiores beneficiárias da legislação brasileira que dá à empresa uma parcela mínima de 30% sobre cada nova reserva descoberta, além do controle sobre os novos projetos.
O Guardian observa que isso significa que as grandes petroleiras privadas mundiais, como BP, Shell e ExxonMobil, "terão que ficar em segundo plano atrás da Petrobras pelo acesso às vastas reservas brasileiras".
'Ascensão meteórica'
A reportagem comenta que grandes descobertas de petróleo em águas profundas nos últimos anos estão por trás da "ascensão meteórica" da Petrobras, elevando as reservas comprovadas pela companhia de 11,5 bilhões de barris em 2006 para 30 bilhões de barris.
Com a continuidade da exploração da camada pré-sal, o jornal observa, essas reservas podem atingir entre 50 bilhões e 100 bilhões de barris, no mesmo nível que as reservas da Rússia e do Kuwait.
O jornal relata que, em setembro, a Petrobras levantou US$ 70 bilhões na maior oferta pública de ações do mundo, deixando o governo brasileiro com uma participação de 55% na companhia.
A reportagem observa que há obstáculos para que a empresa atinja seus objetivos, como as dificuldades técnicas para a exploração das reservas na camada pré-sal.
A empresa pretende investir US$ 224 bilhões nos próximos cinco anos para desenvolver as novas descobertas. O jornal relata que, segundo a Agência Internacional de Energia, somente neste ano os gastos da Petrobras devem ficar em US$ 44,8 bilhões, o maior valor entre todas as empresas de capital aberto do mundo.
Decisão judicial no Chile pode barrar projeto de Eike Batista
Projeto Castilla é avaliado em 4,4 bilhões de dólares.
Uma decisão da Corte Suprema do Chile na segunda-feira sobre o uso do solo para uma planta termelétrica pode adiar ou até barrar a aprovação do projeto Castilla, de 4,4 bilhões de dólares, planejado pelo bilionário Eike Batista, disseram analistas do setor.
A corte aceitou uma determinação de uma corte de apelações na cidade de Copiapo, ao norte do país, que classificava como ilegal a mudança na qualificação do solo do projeto Castilla de "contaminante" para "incômodo" por uma autoridade local de saúde.
A classificação do solo é chave para que uma comissão regional de meio ambiente decida se permitirá ou não a construção do projeto.
Um advogado que representa um grupo de moradores próximo ao local, e que se opõe ao projeto, disse que a decisão do tribunal iria barrar a construção da planta numa região considerada ambientalmente sensível.
Mas a MPX de Eike Batista disse num comunicado que a decisão não bloqueou a aprovação do projeto. A MPX indicou que espera que a autoridade local da área de saúde classifique novamente a qualidade do solo de acordo com a decisão da corte.
Em comunicado, a MPX diz que reitera sua convicção de que o projeto Castilla cumpre com as normativas ambientais e padrões internacionais.
Em agosto, o presidente Sebastian Pinera convenceu a francesa GDF Suez a mudar a localização de uma termelétrica orçada em 1,1 bilhão de dólares depois de temores da opinião pública de que o projeto pudesse colocar a vida de pinguins ameaçados de extinção em perigo. A mudança de local ameaça acabar com o projeto, que pode ter que esperar anos para obter uma outra licença ambiental, disseram especialistas.
Dois analistas de mercado em Santiago disseram que a decisão da Suprema Corte pode adiar ou mesmo colocar um fim ao projeto Castilla, que tem investimentos planejados de 4,4 bilhões de dólares durante o período de 15 anos.
Uma decisão da Corte Suprema do Chile na segunda-feira sobre o uso do solo para uma planta termelétrica pode adiar ou até barrar a aprovação do projeto Castilla, de 4,4 bilhões de dólares, planejado pelo bilionário Eike Batista, disseram analistas do setor.
A corte aceitou uma determinação de uma corte de apelações na cidade de Copiapo, ao norte do país, que classificava como ilegal a mudança na qualificação do solo do projeto Castilla de "contaminante" para "incômodo" por uma autoridade local de saúde.
A classificação do solo é chave para que uma comissão regional de meio ambiente decida se permitirá ou não a construção do projeto.
Um advogado que representa um grupo de moradores próximo ao local, e que se opõe ao projeto, disse que a decisão do tribunal iria barrar a construção da planta numa região considerada ambientalmente sensível.
Mas a MPX de Eike Batista disse num comunicado que a decisão não bloqueou a aprovação do projeto. A MPX indicou que espera que a autoridade local da área de saúde classifique novamente a qualidade do solo de acordo com a decisão da corte.
Em comunicado, a MPX diz que reitera sua convicção de que o projeto Castilla cumpre com as normativas ambientais e padrões internacionais.
Em agosto, o presidente Sebastian Pinera convenceu a francesa GDF Suez a mudar a localização de uma termelétrica orçada em 1,1 bilhão de dólares depois de temores da opinião pública de que o projeto pudesse colocar a vida de pinguins ameaçados de extinção em perigo. A mudança de local ameaça acabar com o projeto, que pode ter que esperar anos para obter uma outra licença ambiental, disseram especialistas.
Dois analistas de mercado em Santiago disseram que a decisão da Suprema Corte pode adiar ou mesmo colocar um fim ao projeto Castilla, que tem investimentos planejados de 4,4 bilhões de dólares durante o período de 15 anos.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Lucro do grupo JBS cai 12% no 3o trimestre
O grupo JBS apresentou líquido de 133,5 milhões de reais no terceiro trimestre.
O grupo JBS, maior processador global de carne bovina, apresentou nesta sexta-feira lucro líquido de 133,5 milhões de reais para o terceiro trimestre, resultado 11,9 por cento inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.
No segundo trimestre, o lucro havia sido de 3,7 milhões de reais.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no período ficou em 1,026 bilhão de reais, alta expressiva sobre os 291,9 milhões de reais de um ano antes. A margem Ebitda passou de 3,5 para 7,3 por cento no período.
De julho a setembro, a empresa apurou receita líquida de 14,1 bilhões de reais, volume 67,9 por cento superior na comparação com igual período do ano passado.
Sobre as operações na Argentina, que vêm concentrando as atenções do mercado, o JBS afirma no demonstrativo de resultados que "mesmo com as dificuldades estruturais encontradas naquele país, temos sido incansáveis na busca por soluções".
As medidas já adotadas pelo grupo na Argentina incluem o corte de 1.500 funcionários em quatro unidades, o fechamento de três fábricas e encerramento de atividades de abate em outra, além da transferência da sede da empresa para a unidade de Rosário.
No final de agosto, a companhia anunciou que poderia reduzir a produção de carne ou vender algumas unidades de produção naquele país, em decorrência do cenário de escassez da disponibilidade de gado e restrição das exportações.
O grupo JBS, maior processador global de carne bovina, apresentou nesta sexta-feira lucro líquido de 133,5 milhões de reais para o terceiro trimestre, resultado 11,9 por cento inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.
No segundo trimestre, o lucro havia sido de 3,7 milhões de reais.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no período ficou em 1,026 bilhão de reais, alta expressiva sobre os 291,9 milhões de reais de um ano antes. A margem Ebitda passou de 3,5 para 7,3 por cento no período.
De julho a setembro, a empresa apurou receita líquida de 14,1 bilhões de reais, volume 67,9 por cento superior na comparação com igual período do ano passado.
Sobre as operações na Argentina, que vêm concentrando as atenções do mercado, o JBS afirma no demonstrativo de resultados que "mesmo com as dificuldades estruturais encontradas naquele país, temos sido incansáveis na busca por soluções".
As medidas já adotadas pelo grupo na Argentina incluem o corte de 1.500 funcionários em quatro unidades, o fechamento de três fábricas e encerramento de atividades de abate em outra, além da transferência da sede da empresa para a unidade de Rosário.
No final de agosto, a companhia anunciou que poderia reduzir a produção de carne ou vender algumas unidades de produção naquele país, em decorrência do cenário de escassez da disponibilidade de gado e restrição das exportações.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Hypermarcas anuncia três aquisições por R$251,5 milhões
A empresa de bens de consumo adquiriu as marcas de sabonete da Colgate-Palmolive.
No dia em apresentou lucro líquido cerca de 21 vezes maior para o terceiro trimestre, somando 79,6 milhões de reais, a Hypermarcas anunciou retorno às compras.
A empresa de bens de consumo informou nesta quinta-feira que assinou três acordos de aquisição, totalizando 251,5 milhões de reais, sendo dois deles com multinacionais.
A companhia adquiriu da Colgate-Palmolive a marca de sabonetes infantis Pom Pom, por 85 milhões de reais. Da farmacêutica francesa Sanofi-Medley, a Hypermarcas arrematou as marcas de medicamentos Digedrat (tratamento cardíaco), Peridal (gastroenterologia) e Lopigrel (pediatria), por 84 milhões de reais. Já a marca de produtos para higiene bucal Bitufo foi comprada por 82,5 milhões de reais.
Pela Pom Pom, a Hypermarcas irá desembolsar 59,5 milhões de reais à vista, enquanto o saldo será pago em 24 parcelas iguais mensais. A Pom Pom teve receita líquida de 22 milhões de reais nos 12 meses até setembro, segundo documento enviado ao mercado nesta quinta-feira.
Já o pagamento pelas marcas da Sanofi, que contabilizaram receita líquida de 28,2 milhões de reais nos 12 meses até setembro, será feito integralmente à vista.
As empresas Indústria de Produtos de Higiene e Cosméticos, DPH e Comercial Maripa, que detêm a marca Bitufo, receberão 42,5 milhões de reais à vista e o saldo em cinco parcelas iguais anuais. Em 2009, a sociedade obteve receita líquida de 32,3 milhões de reais.
"As três operações estão alinhadas com o nosso objetivo estratégico. Em comum, têm sinergia com o portfólio da companhia, o que permite reforçar a presença da companhia nos segmentos de medicamentos, higiene pessoal e produtos para o público infantil", disse o presidente-executivo da Hypermarcas, Claudio Bergamo, em nota.
Em cerca de nove anos de operação, a empresa contabiliza mais de 30 aquisições. Nos últimos seis anos, a Hypermarcas tem adquirido, em média, cinco empresas a cada ano e, em 2010, já superou essa marca anual.
Nesta quinta-feira, a companhia também informou que encerrou o terceiro trimestre com receita líquida de 835,9 milhões de reais, crescimento de 68 por cento ano a ano.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 33,5 por cento no período, para 179,1 milhões de reais.
No dia em apresentou lucro líquido cerca de 21 vezes maior para o terceiro trimestre, somando 79,6 milhões de reais, a Hypermarcas anunciou retorno às compras.
A empresa de bens de consumo informou nesta quinta-feira que assinou três acordos de aquisição, totalizando 251,5 milhões de reais, sendo dois deles com multinacionais.
A companhia adquiriu da Colgate-Palmolive a marca de sabonetes infantis Pom Pom, por 85 milhões de reais. Da farmacêutica francesa Sanofi-Medley, a Hypermarcas arrematou as marcas de medicamentos Digedrat (tratamento cardíaco), Peridal (gastroenterologia) e Lopigrel (pediatria), por 84 milhões de reais. Já a marca de produtos para higiene bucal Bitufo foi comprada por 82,5 milhões de reais.
Pela Pom Pom, a Hypermarcas irá desembolsar 59,5 milhões de reais à vista, enquanto o saldo será pago em 24 parcelas iguais mensais. A Pom Pom teve receita líquida de 22 milhões de reais nos 12 meses até setembro, segundo documento enviado ao mercado nesta quinta-feira.
Já o pagamento pelas marcas da Sanofi, que contabilizaram receita líquida de 28,2 milhões de reais nos 12 meses até setembro, será feito integralmente à vista.
As empresas Indústria de Produtos de Higiene e Cosméticos, DPH e Comercial Maripa, que detêm a marca Bitufo, receberão 42,5 milhões de reais à vista e o saldo em cinco parcelas iguais anuais. Em 2009, a sociedade obteve receita líquida de 32,3 milhões de reais.
"As três operações estão alinhadas com o nosso objetivo estratégico. Em comum, têm sinergia com o portfólio da companhia, o que permite reforçar a presença da companhia nos segmentos de medicamentos, higiene pessoal e produtos para o público infantil", disse o presidente-executivo da Hypermarcas, Claudio Bergamo, em nota.
Em cerca de nove anos de operação, a empresa contabiliza mais de 30 aquisições. Nos últimos seis anos, a Hypermarcas tem adquirido, em média, cinco empresas a cada ano e, em 2010, já superou essa marca anual.
Nesta quinta-feira, a companhia também informou que encerrou o terceiro trimestre com receita líquida de 835,9 milhões de reais, crescimento de 68 por cento ano a ano.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 33,5 por cento no período, para 179,1 milhões de reais.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Lucro da MRV mais que dobra no 3o tri, a R$216 milhões
A construtora e incorporadora MRV Engenharia encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de 216 milhões de reais, o que representa avanço de 110,6 por cento sobre o ganho apurado um ano antes.
O resultado também ficou acima da média de nove previsões obtidas pela Reuters, que apontava para lucro de 174 milhões de reais para a MRV no período.
Nos nove meses até setembro, a companhia acumula lucro de 482,4 milhões de reais, mais que o dobro do registrado em igual intervalo de 2009.
"Dois fatores levaram a esse resultado: mercado forte e qualidade da operação. Estamos conseguindo construir e entregar unidades dentro do orçamento, com boas margens", disse o vice-presidente financeiro da MRV, Leonardo Corrêa, à Reuters.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa somou 269,9 milhões de reais de julho a setembro, alta de 114,6 por cento ante o mesmo trimestre do ano passado.
A margem Ebitda, por sua vez, saltou de 27,9 para 30,6 por cento. A MRV tem como meta para 2010 margem Ebitda entre 26 e 29 por cento. Até setembro, a margem está em 28,2 por cento.
Já a receita trimestral cresceu 95,8 por cento na comparação anual, para 881,1 milhões de reais.
Em termos operacionais, a MRV lançou 1,03 bilhão de reais no terceiro trimestre, alta de 58,7 por cento sobre um ano atrás. Nos nove primeiros meses do ano, os lançamentos totalizaram quase 2,8 bilhões de reais, avanço de 79,5 por cento.
As vendas contratadas aumentaram 12,7 por cento nos três meses até setembro, para 889,7 milhões de reais, enquanto no acumulado do ano atingiram 2,6 bilhões de reais, equivalentes a 65 por cento do ponto médio da meta traçada para 2010, de 3,7 bilhões a 4,3 bilhões de reais.
Considerando o saldo a cumprir, Corrêa afirmou que o ritmo de lançamentos deve ser intensificado no atual trimestre, tradicionalmente mais forte para o setor.
"Teremos um trimestre mais forte tanto em lançamentos quanto em vendas. O ritmo será mais acelerado que no terceiro (trimestre) e o resultado vai surpreender o mercado do ponto de vista de rentabilidade."
O executivo assinalou, contudo, que as vendas contratadas no fechado do ano podem ficar próximas do ponto médio da meta prevista, com a possibilidade de ficarem mais próximas da base de 3,7 bilhões de reais.
A MRV encerrou setembro com banco de terrenos com potencial para lançamentos da ordem de 12,4 bilhões de reais.
Questionado sobre a possibilidade de os resultados positivos atingidos pela MRV nos últimos trimestres terem despertado interesse de companhias do setor, Corrêa reiterou que a empresa mantém sua estratégia de crescimento orgânico apenas.
"Não queremos vender (a companhia) nem comprar ninguém. Temos a decisão de manter o modelo de crescer organicamente", disse.
O resultado também ficou acima da média de nove previsões obtidas pela Reuters, que apontava para lucro de 174 milhões de reais para a MRV no período.
Nos nove meses até setembro, a companhia acumula lucro de 482,4 milhões de reais, mais que o dobro do registrado em igual intervalo de 2009.
"Dois fatores levaram a esse resultado: mercado forte e qualidade da operação. Estamos conseguindo construir e entregar unidades dentro do orçamento, com boas margens", disse o vice-presidente financeiro da MRV, Leonardo Corrêa, à Reuters.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa somou 269,9 milhões de reais de julho a setembro, alta de 114,6 por cento ante o mesmo trimestre do ano passado.
A margem Ebitda, por sua vez, saltou de 27,9 para 30,6 por cento. A MRV tem como meta para 2010 margem Ebitda entre 26 e 29 por cento. Até setembro, a margem está em 28,2 por cento.
Já a receita trimestral cresceu 95,8 por cento na comparação anual, para 881,1 milhões de reais.
Em termos operacionais, a MRV lançou 1,03 bilhão de reais no terceiro trimestre, alta de 58,7 por cento sobre um ano atrás. Nos nove primeiros meses do ano, os lançamentos totalizaram quase 2,8 bilhões de reais, avanço de 79,5 por cento.
As vendas contratadas aumentaram 12,7 por cento nos três meses até setembro, para 889,7 milhões de reais, enquanto no acumulado do ano atingiram 2,6 bilhões de reais, equivalentes a 65 por cento do ponto médio da meta traçada para 2010, de 3,7 bilhões a 4,3 bilhões de reais.
Considerando o saldo a cumprir, Corrêa afirmou que o ritmo de lançamentos deve ser intensificado no atual trimestre, tradicionalmente mais forte para o setor.
"Teremos um trimestre mais forte tanto em lançamentos quanto em vendas. O ritmo será mais acelerado que no terceiro (trimestre) e o resultado vai surpreender o mercado do ponto de vista de rentabilidade."
O executivo assinalou, contudo, que as vendas contratadas no fechado do ano podem ficar próximas do ponto médio da meta prevista, com a possibilidade de ficarem mais próximas da base de 3,7 bilhões de reais.
A MRV encerrou setembro com banco de terrenos com potencial para lançamentos da ordem de 12,4 bilhões de reais.
Questionado sobre a possibilidade de os resultados positivos atingidos pela MRV nos últimos trimestres terem despertado interesse de companhias do setor, Corrêa reiterou que a empresa mantém sua estratégia de crescimento orgânico apenas.
"Não queremos vender (a companhia) nem comprar ninguém. Temos a decisão de manter o modelo de crescer organicamente", disse.
Silvio Santos coloca SBT como garantia de empréstimo
Outras empresas do Grupo Silvio Santos também servem de garantia para o aporte de R$ 2,5 bilhões.
O empresário Silvio Santos colocou todo seu complexo empresarial como garantia do empréstimo de R$ 2,5 bilhões concedido ao Banco Panamericano, do Grupo Silvio Santos, pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A operação de ajuda financeira foi anunciada ontem.
A garantia inclui o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) a empresa de cosméticos Jequiti, a Liderança Capitalização, as lojas do Baú da Felicidade e o próprio Banco Panamericano. As garantias somam R$ 2,7 bilhões.
O Banco Central (BC) detectou uma deficiência expressiva no patrimônio do Banco Panamericano e deu 30 dias de prazo para se buscar uma solução, que incluía capitalização, troca de controle ou intervenção da autoridade monetária, explicou hoje o presidente do conselho de administração do FGC, Gabriel Jorge Ferreira, em entrevista à imprensa.
Segundo ele, a novidade nessa operação foi a entrada do FGC para tentar evitar a quebra do banco.
Para resgatar o banco, a holding que controla o Panamericano, a SS Participações (Grupo Silvio Santos), fez uma emissão privada de debêntures de R$ 2,5 bilhões, com prazo de dez anos e carência de três anos.
O papel será corrigido pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). O próprio empresário Silvio Santos conduziu pessoalmente as negociações, segundo Ferreira. No dia 11 de outubro, ocorreu pela manhã o primeiro contato com o BC e, na tarde do mesmo dia, com o FGC.
O empresário Silvio Santos colocou todo seu complexo empresarial como garantia do empréstimo de R$ 2,5 bilhões concedido ao Banco Panamericano, do Grupo Silvio Santos, pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A operação de ajuda financeira foi anunciada ontem.
A garantia inclui o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) a empresa de cosméticos Jequiti, a Liderança Capitalização, as lojas do Baú da Felicidade e o próprio Banco Panamericano. As garantias somam R$ 2,7 bilhões.
O Banco Central (BC) detectou uma deficiência expressiva no patrimônio do Banco Panamericano e deu 30 dias de prazo para se buscar uma solução, que incluía capitalização, troca de controle ou intervenção da autoridade monetária, explicou hoje o presidente do conselho de administração do FGC, Gabriel Jorge Ferreira, em entrevista à imprensa.
Segundo ele, a novidade nessa operação foi a entrada do FGC para tentar evitar a quebra do banco.
Para resgatar o banco, a holding que controla o Panamericano, a SS Participações (Grupo Silvio Santos), fez uma emissão privada de debêntures de R$ 2,5 bilhões, com prazo de dez anos e carência de três anos.
O papel será corrigido pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). O próprio empresário Silvio Santos conduziu pessoalmente as negociações, segundo Ferreira. No dia 11 de outubro, ocorreu pela manhã o primeiro contato com o BC e, na tarde do mesmo dia, com o FGC.
Lucro da Vivo salta 81% no 3o trimestre, para R$602 mi
O Ebitda foi de 1,538 bilhão de reais de julho a setembro.
A Vivo, maior operadora de telefonia móvel do Brasil, divulgou uma alta de 80,9 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre, para 601,8 milhões de reais, contra 332,7 milhões de reais um ano antes.
A receita líquida da empresa ficou em 4,608 bilhões de reais, o que representa um aumento de 10,4 por cento sobre os 4,175 bilhões de reais contabilizados em igual período de 2009.
O Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- foi de 1,538 bilhão de reais de julho a setembro, alta de 10,1 por cento ante o 1,396 bilhão de reais no terceiro trimestre do ano passado.
A margem se manteve em 33,4 por cento no período. Os números em geral ficaram acima da previsão média realizada pela Reuters com cinco analistas. A expectativa para o lucro líquido da operadora era de 430 milhões de reais e para o Ebitda era de 1,415 bilhão. ID:
A receita média por usuário (Arpu) foi de 25,2 reais no terceiro trimestre, queda de 7,4 por cento sobre os 27,2 reais de entre julho e setembro do ano anterior.
Já os minutos mensais de uso (MOU) subiram a 115, aumento de 29,2 por cento sobre os 89 minutos de um ano atrás.
A base de clientes da vivo cresceu para 57,7 milhões de usuários, contra 48,847 milhões de clientes no mesmo período de 2009.
Os investimentos somaram 675,2 milhões de reais no terceiro trimestre, ou 14,7 por cento da receita líquida. No ano, até o fim de setembro a empresa investiu um total de 1,493 bilhão de reais.
A Vivo, maior operadora de telefonia móvel do Brasil, divulgou uma alta de 80,9 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre, para 601,8 milhões de reais, contra 332,7 milhões de reais um ano antes.
A receita líquida da empresa ficou em 4,608 bilhões de reais, o que representa um aumento de 10,4 por cento sobre os 4,175 bilhões de reais contabilizados em igual período de 2009.
O Ebitda --sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação-- foi de 1,538 bilhão de reais de julho a setembro, alta de 10,1 por cento ante o 1,396 bilhão de reais no terceiro trimestre do ano passado.
A margem se manteve em 33,4 por cento no período. Os números em geral ficaram acima da previsão média realizada pela Reuters com cinco analistas. A expectativa para o lucro líquido da operadora era de 430 milhões de reais e para o Ebitda era de 1,415 bilhão. ID:
A receita média por usuário (Arpu) foi de 25,2 reais no terceiro trimestre, queda de 7,4 por cento sobre os 27,2 reais de entre julho e setembro do ano anterior.
Já os minutos mensais de uso (MOU) subiram a 115, aumento de 29,2 por cento sobre os 89 minutos de um ano atrás.
A base de clientes da vivo cresceu para 57,7 milhões de usuários, contra 48,847 milhões de clientes no mesmo período de 2009.
Os investimentos somaram 675,2 milhões de reais no terceiro trimestre, ou 14,7 por cento da receita líquida. No ano, até o fim de setembro a empresa investiu um total de 1,493 bilhão de reais.
Grupo Silvio Santos injeta R$ 2,5 bilhões no PanAmericano
O Grupo Silvio Santos fará um aporte de R$ 2,5 bilhões no Banco PanAmericano, segundo fato relevante divulgado há pouco pela instituição financeira.
Os recursos serão obtidos mediante uma operação financeira contratada com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e integralmente garantida por bens do patrimônio empresarial do grupo. O aporte será feito por meio de crédito na conta "Depósito de Acionista".
Segundo o comunicado, o banco firmou um "Termo de Comparecimento" com o Banco Central após terem sido encontradas "inconsistências contábeis" nos balanços, que não estariam refletindo adequadamente a situação patrimonial do banco.
Desta forma, o aporte destina-se a "restabelecer o pleno equilíbrio patrimonial e ampliar a liquidez operacional da instituição, de modo a preservar o atual nível de capitalização", diz o banco.
"Assim, os ajustes que estão sendo realizados nesta data não resultarão em perda patrimonial, vez que estão sendo cobertos integralmente pelo citado aporte", acrescenta o PanAmericano.
O fato relevante informa ainda que o Conselho de Administração do banco elegeu hoje uma nova diretoria: Celso Antunes da Costa Ivan Dumont Silva (presidente), José Alfredo Lattaro, José Henrique Marques da Cruz, Raphael Rezende Neto, Celso Zanin, Eliel Teixeira de Almeida e Mário Ferreira Neto.
O banco diz ainda que vai convocar uma assembléia de acionistas para indicar novos membros para o Conselho de Administração, em função do Acordo de Acionistas firmado recentemente entre o Grupo Silvio Santos e a Caixa Participações (Caixapar), que adquiriu 49% do capital votante do PanAmericano. O fato relevante é assinado pelo presidente do Conselho, Luiz Sebastião Sandoval.
Os recursos serão obtidos mediante uma operação financeira contratada com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e integralmente garantida por bens do patrimônio empresarial do grupo. O aporte será feito por meio de crédito na conta "Depósito de Acionista".
Segundo o comunicado, o banco firmou um "Termo de Comparecimento" com o Banco Central após terem sido encontradas "inconsistências contábeis" nos balanços, que não estariam refletindo adequadamente a situação patrimonial do banco.
Desta forma, o aporte destina-se a "restabelecer o pleno equilíbrio patrimonial e ampliar a liquidez operacional da instituição, de modo a preservar o atual nível de capitalização", diz o banco.
"Assim, os ajustes que estão sendo realizados nesta data não resultarão em perda patrimonial, vez que estão sendo cobertos integralmente pelo citado aporte", acrescenta o PanAmericano.
O fato relevante informa ainda que o Conselho de Administração do banco elegeu hoje uma nova diretoria: Celso Antunes da Costa Ivan Dumont Silva (presidente), José Alfredo Lattaro, José Henrique Marques da Cruz, Raphael Rezende Neto, Celso Zanin, Eliel Teixeira de Almeida e Mário Ferreira Neto.
O banco diz ainda que vai convocar uma assembléia de acionistas para indicar novos membros para o Conselho de Administração, em função do Acordo de Acionistas firmado recentemente entre o Grupo Silvio Santos e a Caixa Participações (Caixapar), que adquiriu 49% do capital votante do PanAmericano. O fato relevante é assinado pelo presidente do Conselho, Luiz Sebastião Sandoval.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Demanda total por voos da Gol sobe 11,2% em outubro ante 2009
A Gol registrou em outubro crescimento de 11,2% na demanda de passageiros em sua malha aérea na comparação com o mesmo mês de 2009, segundo informou a companhia aérea nesta segunda-feira.
Em comunicado, a companhia destacou o aumento de 37,8% na demanda no mercado internacional em outubro, que atribuiu à recuperação da economia na América Latina, além da valorização do real no período e da abertura de novos voos operados por sua subsidiária, Varig, para a região do Caribe, entre outros fatores.
Já no mercado doméstico, o crescimento na demanda foi mais modesto, com alta de 8,3% na comparação com outubro do ano passado.
A Gol também aumentou a oferta de voos no período, em 8,8% ante outubro de 2009 e em 3% em relação ao mês anterior, devido à maior utilização da frota.
A companhia disse ainda que a taxa de ocupação em toda sua malha no mês passado foi de 73,6%, ou 1,6 ponto percentual acima da registrada um ano antes.
O yield (indicador que representa o valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro) ficou em torno de R$ 0,19 em outubro, um aumento de 10,4% sobre igual período do último ano.
Em comunicado, a companhia destacou o aumento de 37,8% na demanda no mercado internacional em outubro, que atribuiu à recuperação da economia na América Latina, além da valorização do real no período e da abertura de novos voos operados por sua subsidiária, Varig, para a região do Caribe, entre outros fatores.
Já no mercado doméstico, o crescimento na demanda foi mais modesto, com alta de 8,3% na comparação com outubro do ano passado.
A Gol também aumentou a oferta de voos no período, em 8,8% ante outubro de 2009 e em 3% em relação ao mês anterior, devido à maior utilização da frota.
A companhia disse ainda que a taxa de ocupação em toda sua malha no mês passado foi de 73,6%, ou 1,6 ponto percentual acima da registrada um ano antes.
O yield (indicador que representa o valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro) ficou em torno de R$ 0,19 em outubro, um aumento de 10,4% sobre igual período do último ano.
ALL tem lucro de R$69,2 mi no 3o trimestre
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização fechou o trimestre em 368,8 milhões de reais.
O maior grupo independente de transporte ferroviário da América Latina, ALL, encerrou o terceiro trimestre com alta de 19,5 por cento no lucro líquido, apoiado em aumento no volume transportado.
A companhia teve um lucro líquido de 69,2 milhões de reais ante 57,9 milhões de reais um ano antes. Nos nove meses do ano, o ganho acumulado é de 223,1 milhões de reais, mais do que o dobro dos 95,4 milhões de reais obtidos no mesmo período de 2009.
A ALL registrou um aumento no volume transportado no terceiro trimestre de 8,9 por cento, para 12.002 milhões de TKU, impulsionado por exportações de commodities agrícolas no Brasil.
O desempenho foi obtido apesar de uma queda de 3 por cento no segmento industrial, impactado por interrupção de atividades de duas refinarias clientes no Brasil por 2 meses no trimestre e performance abaixo da esperada na Argentina, "com novos bloqueios em nossas ferrovias, o que representou novamente um problema".
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) fechou o trimestre em 368,8 milhões de reais, crescimento de 8,1 por cento na comparação com um ano antes. A margem caiu de 51,5 para 50,8 por cento.
Segundo a ALL, o recuo na margem ocorreu por conta de mudanças na composição de cargas transportadas no período, entre as quais, menor crescimento do volume transportado de soja e milho entre Alto Araguaia (MT) e Santos (SP), a rota mais longa e de maior lucratividade da ALL. As mudanças na composição das cargas gerou uma queda de 1,1 por cento no yield médio no Brasil.
A receita líquida no trimestre somou 725,5 milhões de reais, expansão de 9,5 por cento sobre o mesmo período de 2009.
O maior grupo independente de transporte ferroviário da América Latina, ALL, encerrou o terceiro trimestre com alta de 19,5 por cento no lucro líquido, apoiado em aumento no volume transportado.
A companhia teve um lucro líquido de 69,2 milhões de reais ante 57,9 milhões de reais um ano antes. Nos nove meses do ano, o ganho acumulado é de 223,1 milhões de reais, mais do que o dobro dos 95,4 milhões de reais obtidos no mesmo período de 2009.
A ALL registrou um aumento no volume transportado no terceiro trimestre de 8,9 por cento, para 12.002 milhões de TKU, impulsionado por exportações de commodities agrícolas no Brasil.
O desempenho foi obtido apesar de uma queda de 3 por cento no segmento industrial, impactado por interrupção de atividades de duas refinarias clientes no Brasil por 2 meses no trimestre e performance abaixo da esperada na Argentina, "com novos bloqueios em nossas ferrovias, o que representou novamente um problema".
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) fechou o trimestre em 368,8 milhões de reais, crescimento de 8,1 por cento na comparação com um ano antes. A margem caiu de 51,5 para 50,8 por cento.
Segundo a ALL, o recuo na margem ocorreu por conta de mudanças na composição de cargas transportadas no período, entre as quais, menor crescimento do volume transportado de soja e milho entre Alto Araguaia (MT) e Santos (SP), a rota mais longa e de maior lucratividade da ALL. As mudanças na composição das cargas gerou uma queda de 1,1 por cento no yield médio no Brasil.
A receita líquida no trimestre somou 725,5 milhões de reais, expansão de 9,5 por cento sobre o mesmo período de 2009.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Entrada da Portugal Telecom na Oi é um casamento forçado, compara FT
Financial Times diz que a Portugal Telecom deve desembolsar 3,6 bilhões de euros para aumentar sua participação para 22% na Oi.
A tradicional coluna Lex, do jornal Financial Times, publicou nesta segunda-feira uma análise sobre os rumos das empresas de telecomunicações no Brasil. Para os britânicos, o aumento na participação da Portugal Telecom dentro da Oi é como se fosse um “casamento forçado”, com um “estranho parceiro”.
“A Portugal Telecom está prestes a embarcar em um casamento forçado, com um estranho parceiro”, compara o Financial Times. O jornal britânico diz que os portugueses devem desembolsar 3,6 bilhões de euros para aumentar sua participação para 22% na Oi.
O valor é diferente do apresentado na última semana, pelo jornal Folha de S. Paulo. A reportagem havia publicado uma informação de a Portugal Telecom pagaria cerca de R$ 1,1 bilhão e que os portugueses deveriam adquirir as ações do BNDES, do Previ, do Petros e do Funcef.
Para a coluna Lex, a Oi possui uma “estrutura de propriedade absurdamente complicada”, controlada por grandes empresas e fundos de pensão nacionais.
“Não admira que os investidores estejam nervosos”, diz a coluna Lex. “Se a transação for concluída conforme o planejado, em março do próximo ano, a Portugal Telecom vai estar exposta a uma empresa que faz 80% de sua receita com serviços de telefonia fixa, que está em declínio”, acrescenta o Financial Times.
Mas o jornal faz uma ressalva, elogiando as habilidades do presidente-executivo da Portugal Telecom, Zeinal Bava. “Igualmente, a Portugal Telecom tem gerido o seu negócio de linha fixa em Portugal com altivez e poderia aplicar os conhecimentos para o Brasil”, diz a coluna Lex.
Oi poderia comprar a TIM
O Financial Times faz uma insinuação das mais ácidas para o setor de telecomunicações. “Ainda há uma pequena chance de que a Oi poderia considerar a compra da TIM Brasil (muito bom)”, diz a coluna Lex, que cita que a sinergia entre as duas companhias poderia chegar a mais de 3,6 bilhões de euros.
O jornal britânico ressalta ainda que poderia haver uma interferência da Anatel, por questões de concorrência, e que a Telecom Itália “sempre insistiu” que não pretende vender a TIM Brasil. “Mas, até então, a Portugal Telecom costumava dizer a mesma coisa com a Telefônica. O drama brasileiro ainda não acabou”, conclui a coluna Lex.
A tradicional coluna Lex, do jornal Financial Times, publicou nesta segunda-feira uma análise sobre os rumos das empresas de telecomunicações no Brasil. Para os britânicos, o aumento na participação da Portugal Telecom dentro da Oi é como se fosse um “casamento forçado”, com um “estranho parceiro”.
“A Portugal Telecom está prestes a embarcar em um casamento forçado, com um estranho parceiro”, compara o Financial Times. O jornal britânico diz que os portugueses devem desembolsar 3,6 bilhões de euros para aumentar sua participação para 22% na Oi.
O valor é diferente do apresentado na última semana, pelo jornal Folha de S. Paulo. A reportagem havia publicado uma informação de a Portugal Telecom pagaria cerca de R$ 1,1 bilhão e que os portugueses deveriam adquirir as ações do BNDES, do Previ, do Petros e do Funcef.
Para a coluna Lex, a Oi possui uma “estrutura de propriedade absurdamente complicada”, controlada por grandes empresas e fundos de pensão nacionais.
“Não admira que os investidores estejam nervosos”, diz a coluna Lex. “Se a transação for concluída conforme o planejado, em março do próximo ano, a Portugal Telecom vai estar exposta a uma empresa que faz 80% de sua receita com serviços de telefonia fixa, que está em declínio”, acrescenta o Financial Times.
Mas o jornal faz uma ressalva, elogiando as habilidades do presidente-executivo da Portugal Telecom, Zeinal Bava. “Igualmente, a Portugal Telecom tem gerido o seu negócio de linha fixa em Portugal com altivez e poderia aplicar os conhecimentos para o Brasil”, diz a coluna Lex.
Oi poderia comprar a TIM
O Financial Times faz uma insinuação das mais ácidas para o setor de telecomunicações. “Ainda há uma pequena chance de que a Oi poderia considerar a compra da TIM Brasil (muito bom)”, diz a coluna Lex, que cita que a sinergia entre as duas companhias poderia chegar a mais de 3,6 bilhões de euros.
O jornal britânico ressalta ainda que poderia haver uma interferência da Anatel, por questões de concorrência, e que a Telecom Itália “sempre insistiu” que não pretende vender a TIM Brasil. “Mas, até então, a Portugal Telecom costumava dizer a mesma coisa com a Telefônica. O drama brasileiro ainda não acabou”, conclui a coluna Lex.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
B2W registra lucro de R$2,5 milhões no 3o tri
Previsões de analistas apontava para ganho de 7,3 milhões de reais no período.
A B2W, dona dos sites Submarino, Americanas.com e Shoptime, informou na noite de quinta-feira que teve lucro líquido de 2,5 milhões de reais nos três meses encerrados em setembro, o que significa um recuo de 75 por cento ante o ganho obtido um ano antes.
A média de sete previsões de analistas obtidas pela Reuters apontava para ganho de 7,3 milhões de reais no período.
No demonstrativo de resultados, a companhia atribuiu o resultado especialmente aos ajustes a valor presente (AVP) de mercadorias que, no ano, passado, tiveram impacto positivo sobre os números.
Nos primeiros nove meses de 2010, o lucro líquido da B2W atingiu 11,8 milhões de reais, queda anual de 65 por cento. Se excluído o efeito do AVP, o ganho no período está em 14,1 milhões de reais, recuo de 25 por cento.
De julho a setembro, a receita líquida da empresa ficou em 1,01 bilhão de reais, avanço de 8 por cento sobre igual período do ano passado.
"Observa-se no terceiro trimestre um maior volume de descontos comerciais em relação ao mesmo período do ano anterior, o que resultou em uma diferença entre as taxas de crescimento da receita bruta e da receita líquida", afirma a B2W.
O resultado financeiro líquido foi negativo em 88,2 milhões de reais, 32 maior em relação ao resultado financeiro negativo de 66,9 milhões há um ano, também impactado pela reversão do AVP. Excluindo esses ajustes, o resultado financeiro líquido no terceiro trimestre aumentou 22 por cento sobre o ano passado.
A B2W registrou Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 126 milhões de reais no trimestre passado, aumento de 14 por cento na comparação anual.
A margem Ebitda, por sua vez, subiu ligeiramente a 8,6 por cento sobre a receita bruta e alcançou 11,7 por cento sobre a líquida.
Já as despesas com vendas, gerais e administrativas caíram 1 ponto percentual, para 156,4 milhões de reais em relação à receita bruta, que foi de 1,5 bilhão de reais no último trimestre, alta de 13 por cento ano a ano.
A B2W informou ainda que encerrou setembro com 564,9 milhões de reais de recursos em caixa, comparado a endividamento bruto de curto prazo de 444,2 milhões de reais.
Nos nove meses até setembro, a empresa afirma ter investido 185 milhões de reais principalmente em tecnologia e logística.
A B2W, dona dos sites Submarino, Americanas.com e Shoptime, informou na noite de quinta-feira que teve lucro líquido de 2,5 milhões de reais nos três meses encerrados em setembro, o que significa um recuo de 75 por cento ante o ganho obtido um ano antes.
A média de sete previsões de analistas obtidas pela Reuters apontava para ganho de 7,3 milhões de reais no período.
No demonstrativo de resultados, a companhia atribuiu o resultado especialmente aos ajustes a valor presente (AVP) de mercadorias que, no ano, passado, tiveram impacto positivo sobre os números.
Nos primeiros nove meses de 2010, o lucro líquido da B2W atingiu 11,8 milhões de reais, queda anual de 65 por cento. Se excluído o efeito do AVP, o ganho no período está em 14,1 milhões de reais, recuo de 25 por cento.
De julho a setembro, a receita líquida da empresa ficou em 1,01 bilhão de reais, avanço de 8 por cento sobre igual período do ano passado.
"Observa-se no terceiro trimestre um maior volume de descontos comerciais em relação ao mesmo período do ano anterior, o que resultou em uma diferença entre as taxas de crescimento da receita bruta e da receita líquida", afirma a B2W.
O resultado financeiro líquido foi negativo em 88,2 milhões de reais, 32 maior em relação ao resultado financeiro negativo de 66,9 milhões há um ano, também impactado pela reversão do AVP. Excluindo esses ajustes, o resultado financeiro líquido no terceiro trimestre aumentou 22 por cento sobre o ano passado.
A B2W registrou Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 126 milhões de reais no trimestre passado, aumento de 14 por cento na comparação anual.
A margem Ebitda, por sua vez, subiu ligeiramente a 8,6 por cento sobre a receita bruta e alcançou 11,7 por cento sobre a líquida.
Já as despesas com vendas, gerais e administrativas caíram 1 ponto percentual, para 156,4 milhões de reais em relação à receita bruta, que foi de 1,5 bilhão de reais no último trimestre, alta de 13 por cento ano a ano.
A B2W informou ainda que encerrou setembro com 564,9 milhões de reais de recursos em caixa, comparado a endividamento bruto de curto prazo de 444,2 milhões de reais.
Nos nove meses até setembro, a empresa afirma ter investido 185 milhões de reais principalmente em tecnologia e logística.
Wall Street Journal: Vale realiza IPO no mercado de fertilizantes em 2011
Objetivo é financiar plano de investimento no mercado de fertilizantes, uma das aposta da mineradora brasileira.
A Vale vai colocar para funcionar seu plano de investimento no mercado de fertilizantes. Principalmente agora, depois que a canadense Potash rejeitou a oferta hostil de quase 40 bilhões de dólares da BHP Billiton, rival da mineradora brasileira.
A informação foi divulgada em uma reportagem publicada nesta sexta-feira pelo americano Wall Street Journal. Segundo o texto, a mineradora brasileira mantém em segredo os detalhes de um possível IPO, que deverá financiar seu plano de investimento no mercado de fertilizantes e na diversificação de seus negócios.
Citando Mario Barbosa, presidente da Vale Fertilizantes, a reportagem informa que o IPO deverá ser lançado no primeiro semestre do próximo ano. Segundo o jornal, a empresa brasileira ainda não tem idéia do valor que os investidores poderiam colocar em seus ativos.
Para o Wall Street Journal, a Vale aposta que o crescimento da população mundial vai exigir mais do agronegócio. “Isso significaria que cada hectare de terra agrícola precisa produzir mais. E isso exigiria fertilizantes, como nitrogênio, potássio e fosfato para a produção dessas culturas”, explica a reportagem.
A Vale vai colocar para funcionar seu plano de investimento no mercado de fertilizantes. Principalmente agora, depois que a canadense Potash rejeitou a oferta hostil de quase 40 bilhões de dólares da BHP Billiton, rival da mineradora brasileira.
A informação foi divulgada em uma reportagem publicada nesta sexta-feira pelo americano Wall Street Journal. Segundo o texto, a mineradora brasileira mantém em segredo os detalhes de um possível IPO, que deverá financiar seu plano de investimento no mercado de fertilizantes e na diversificação de seus negócios.
Citando Mario Barbosa, presidente da Vale Fertilizantes, a reportagem informa que o IPO deverá ser lançado no primeiro semestre do próximo ano. Segundo o jornal, a empresa brasileira ainda não tem idéia do valor que os investidores poderiam colocar em seus ativos.
Para o Wall Street Journal, a Vale aposta que o crescimento da população mundial vai exigir mais do agronegócio. “Isso significaria que cada hectare de terra agrícola precisa produzir mais. E isso exigiria fertilizantes, como nitrogênio, potássio e fosfato para a produção dessas culturas”, explica a reportagem.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
São Carlos compra edifício da Petros por R$ 39 milhões
Incorporadora vai investir mais R$ 25 milhões na reforma do imóvel.
A incorporadora e construtora São Carlos fechou a aquisição de um edifício comercial na cidade de São Paulo por 39 milhões de reais. O imóvel pertencia ao fundo de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros). O negócio foi realizado por meio de uma controlada da São Carlos, a Top Center Empreendimentos e Participações.
Segundo comunicado à Bovespa, a construtora pretende investir mais 25 milhões de reais na reforma do imóvel. As obras vão transformá-lo em um edifício comercial multiuso e adequá-lo ao padrão AAA (a classificação mais elevada para prédios comerciais). Está prevista, ainda, a construção de um edifício garagem para aumentar a área de estacionamento.
O prazo de conclusão para as obras é de 12 meses. Atualmente, o prédio está desocupado e conta com 11 andares, 8.130 metros quadrados de área locável e 92 vagas de estacionamento. Segundo a São Carlos, o valor médio de locação de imóveis AAA, na região da capital paulista em que o prédio se encontra, é de 150 reais por metro quadrado ao mês.
Com a aquisição, a São Carlos passa a contar com 38 imóveis que totalizam uma área bruta locável de 412.615 metros quadrados. O valor de mercado dessa carteira é estimado em 1,84 bilhão de reais.
A incorporadora e construtora São Carlos fechou a aquisição de um edifício comercial na cidade de São Paulo por 39 milhões de reais. O imóvel pertencia ao fundo de pensão dos funcionários da Petrobras (Petros). O negócio foi realizado por meio de uma controlada da São Carlos, a Top Center Empreendimentos e Participações.
Segundo comunicado à Bovespa, a construtora pretende investir mais 25 milhões de reais na reforma do imóvel. As obras vão transformá-lo em um edifício comercial multiuso e adequá-lo ao padrão AAA (a classificação mais elevada para prédios comerciais). Está prevista, ainda, a construção de um edifício garagem para aumentar a área de estacionamento.
O prazo de conclusão para as obras é de 12 meses. Atualmente, o prédio está desocupado e conta com 11 andares, 8.130 metros quadrados de área locável e 92 vagas de estacionamento. Segundo a São Carlos, o valor médio de locação de imóveis AAA, na região da capital paulista em que o prédio se encontra, é de 150 reais por metro quadrado ao mês.
Com a aquisição, a São Carlos passa a contar com 38 imóveis que totalizam uma área bruta locável de 412.615 metros quadrados. O valor de mercado dessa carteira é estimado em 1,84 bilhão de reais.
Alta do IOF segura valorização do real
Decisão do Fed de comprar US$ 600 bi em títulos de longo prazo também ajudou a segurar valorização da moeda.
Graças à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o governo federal conseguiu neutralizar, por enquanto, os efeitos sobre a taxa de câmbio da enxurrada de dólares jogada pelos Estados Unidos na economia mundial. O real se valorizou bem menos que outras moedas e se descolou dos preços das commodities. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anunciou que vai comprar US$ 600 bilhões em títulos de longo prazo do governo americano para reativar a economia. Como a medida já era esperada desde o dia 21 de setembro, quando ocorreu a reunião anterior do Fed, os mercados reagiram com calma.
O dólar comercial fechou ontem a R$ 1,699 no mercado interbancário, uma queda de 0,47% em relação ao dia anterior, testando o nível de R$ 1,70 pela primeira vez em sete sessões. No entanto, desde que começaram as especulações sobre as medidas do Fed há seis semanas, o real acumula alta de apenas 1% em relação à moeda americana.
A perspectiva de novas medidas do Fed desvalorizou o dólar e elevou os preços das commodities nesse período. Em relação ao dia 21 de setembro, o dólar caiu 6,5% em relação ao euro. O CRB (Commodity Research Bureau, principal índice de preços de commodities) subiu 9,7%. Uma cesta formada pelas commodities exportadas pelo Brasil avançou ainda mais: 10,5%.
“A valorização do real foi menos significativa por causa da eficácia das medidas do governo. Países que não adotaram nenhum controle de capitais sofreram mais”, disse Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora. O dólar australiano, por exemplo, avançou 5,8% desde 21 de setembro e testou a máxima em relação ao dólar ontem. As moedas de Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Chile, Noruega e Canadá estão entre as mais afetadas pela queda do dólar, porque esses países são grandes exportadores de commodities.
Graças à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o governo federal conseguiu neutralizar, por enquanto, os efeitos sobre a taxa de câmbio da enxurrada de dólares jogada pelos Estados Unidos na economia mundial. O real se valorizou bem menos que outras moedas e se descolou dos preços das commodities. Ontem, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anunciou que vai comprar US$ 600 bilhões em títulos de longo prazo do governo americano para reativar a economia. Como a medida já era esperada desde o dia 21 de setembro, quando ocorreu a reunião anterior do Fed, os mercados reagiram com calma.
O dólar comercial fechou ontem a R$ 1,699 no mercado interbancário, uma queda de 0,47% em relação ao dia anterior, testando o nível de R$ 1,70 pela primeira vez em sete sessões. No entanto, desde que começaram as especulações sobre as medidas do Fed há seis semanas, o real acumula alta de apenas 1% em relação à moeda americana.
A perspectiva de novas medidas do Fed desvalorizou o dólar e elevou os preços das commodities nesse período. Em relação ao dia 21 de setembro, o dólar caiu 6,5% em relação ao euro. O CRB (Commodity Research Bureau, principal índice de preços de commodities) subiu 9,7%. Uma cesta formada pelas commodities exportadas pelo Brasil avançou ainda mais: 10,5%.
“A valorização do real foi menos significativa por causa da eficácia das medidas do governo. Países que não adotaram nenhum controle de capitais sofreram mais”, disse Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora. O dólar australiano, por exemplo, avançou 5,8% desde 21 de setembro e testou a máxima em relação ao dólar ontem. As moedas de Brasil, Austrália, Nova Zelândia, Chile, Noruega e Canadá estão entre as mais afetadas pela queda do dólar, porque esses países são grandes exportadores de commodities.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Natura fecha parceria com fábricas na América Latina
Justa, Hada, Prebel e Fortalab vão produzir cosméticos da brasileira na região.
A Natura espera que, em três anos, 50% do faturamento das operações internacionais na América Latina seja proveniente de produtos fabricados fora do Brasil. Para isso ela já começou a produzir parte de seu portfólio na Argentina e, no próximo ano, o objetivo é fabricar na Colômbia e México.
Toda a fabricação será feita por meio de parceiros locais. Cerca de 7% do faturamento da Natura vem das operações internacionais, segundo João Paulo Ferreira, vice-presidente de operações e logística da Natura.
As empresas parceiras são a argentina Justa, que fará o envase de perfumaria, fabricação de produtos para corpo, rosto e proteção solar; a colombiana Hada, que vai fabricar sabonetes em barra; a também colombiana Prebel, que fornecerá maquiagem, produtos para o corpo, proteção solar e envase de perfume; e a mexicana Fortalab, focada em produtos de cabelos e perfumaria.
A empresa ampliou a capacidade dos centros de distribuição da Argentina, Chile, Peru e Colômbia. Em 2011, o centro de distribuição do México também será expandido.
Aposta na terceirização
A Natura não pretende ter fábricas próprias no exterior. Atualmente cerca de 40% do que é comercializado pela empresa não é produzido por fábricas próprias - e ela não pretende mudar essa participação de parceiros.
Hoje, tudo que é vendido fora do país é produzido no Brasil - e representa cerca de 10% do volume da produção. As operações no exterior crescem 40% em vendas em moeda local, segundo a Natura. Nos próximos 10 anos a empresa pretende ser uma marca de expressão mundial.
A Natura calcula que o novo modelo permitirá uma redução relativa de cerca de 70% nas emissões de CO2 referentes ao transporte de abastecimento das operações internacionais – uma redução de quase 2% da emissão total da Natura.
A Natura espera que, em três anos, 50% do faturamento das operações internacionais na América Latina seja proveniente de produtos fabricados fora do Brasil. Para isso ela já começou a produzir parte de seu portfólio na Argentina e, no próximo ano, o objetivo é fabricar na Colômbia e México.
Toda a fabricação será feita por meio de parceiros locais. Cerca de 7% do faturamento da Natura vem das operações internacionais, segundo João Paulo Ferreira, vice-presidente de operações e logística da Natura.
As empresas parceiras são a argentina Justa, que fará o envase de perfumaria, fabricação de produtos para corpo, rosto e proteção solar; a colombiana Hada, que vai fabricar sabonetes em barra; a também colombiana Prebel, que fornecerá maquiagem, produtos para o corpo, proteção solar e envase de perfume; e a mexicana Fortalab, focada em produtos de cabelos e perfumaria.
A empresa ampliou a capacidade dos centros de distribuição da Argentina, Chile, Peru e Colômbia. Em 2011, o centro de distribuição do México também será expandido.
Aposta na terceirização
A Natura não pretende ter fábricas próprias no exterior. Atualmente cerca de 40% do que é comercializado pela empresa não é produzido por fábricas próprias - e ela não pretende mudar essa participação de parceiros.
Hoje, tudo que é vendido fora do país é produzido no Brasil - e representa cerca de 10% do volume da produção. As operações no exterior crescem 40% em vendas em moeda local, segundo a Natura. Nos próximos 10 anos a empresa pretende ser uma marca de expressão mundial.
A Natura calcula que o novo modelo permitirá uma redução relativa de cerca de 70% nas emissões de CO2 referentes ao transporte de abastecimento das operações internacionais – uma redução de quase 2% da emissão total da Natura.
Itaú Unibanco tem lucro líquido de R$3 bi no 3o trimestre
Resultado representa aumento de 33,77 por cento em relação ao apurado em igual etapa de 2009.
O Itaú Unibanco informou nesta quarta-feira que obteve lucro líquido de 3,034 bilhões de reais no terceiro trimestre, um aumento de 33,77 por cento em relação ao apurado em igual etapa de 2009.
A carteira de crédito do maior banco privado do país era de 313,189 bilhões de reais no final de setembro, o que representa um aumento de 16,56 por cento em doze meses.
O Itaú Unibanco informou nesta quarta-feira que obteve lucro líquido de 3,034 bilhões de reais no terceiro trimestre, um aumento de 33,77 por cento em relação ao apurado em igual etapa de 2009.
A carteira de crédito do maior banco privado do país era de 313,189 bilhões de reais no final de setembro, o que representa um aumento de 16,56 por cento em doze meses.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Mantega: governo anunciará medidas para garantir crescimento
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou no domingo que o governo anunciará em breve medidas para assegurar que o crescimento econômico do Brasil continue forte.
"Vamos anunciar medidas proximamente, nas próximas semanas, medidas para criar as condições para que o crescimento continue forte", disse Mantega a jornalistas.
Questionado por um repórter se as medidas incluiriam ações relacionadas à criação de fontes de financimanento de longo prazo no país, hoje bastante restrito ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Mantega respondeu afirmativamente.
"Vamos anunciar medidas proximamente, nas próximas semanas, medidas para criar as condições para que o crescimento continue forte", disse Mantega a jornalistas.
Questionado por um repórter se as medidas incluiriam ações relacionadas à criação de fontes de financimanento de longo prazo no país, hoje bastante restrito ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Mantega respondeu afirmativamente.
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