Com a conclusão desta aquisição, a Vale passa a deter 78,90% do capital da Vale Fertilizantes.
A Vale concluiu a aquisição de 20,27% do capital da Fertilizantes Fosfatados (Fosfertil) - atualmente denominada Vale Fertilizantes - detidos pela The Mosaic Company. O valor do negócio foi de US$ 1,029 bilhão. De acordo com o comunicado divulgado hoje, a Vale exerceu, através de sua subsidiária Mineração Naque, opção de compra conforme contrato celebrado com a Mosaic em 10 de fevereiro de 2010.
O contrato era parte do processo de aquisição de 100% do capital da Bunge Participações e Investimentos, conforme anunciado em 27 de janeiro de 2010.
Ainda conforme a nota divulgada pela Vale, a aquisição da participação de 20,27% do capital da atual Vale Fertilizantes, que corresponde a 27,27% das ações ordinárias e 16,65% das ações preferenciais dessa empresa, foi realizada ao preço de US$ 12,0185 por ação, mesmo preço por ação pago à Bunge Fertilizantes, Fertilizantes Heringer, Fertilizantes do Paraná e Yara Brasil Fertilizantes na aquisição de suas participações diretas e indiretas na companhia.
Com a conclusão desta aquisição, a Vale passa a deter 78,90% do capital da Vale Fertilizantes, o que compreende 99,81% das ações ordinárias e 68,24% das ações preferenciais dessa empresa. De acordo com o comunicado divulgado em 27 de maio de 2010, a Vale submeteu à aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) registro de oferta pública obrigatória (OPA) para aquisição de 0,19% das ações ordinárias detidas pelos acionistas minoritários da Vale Fertilizantes.
"A aquisição da Vale Fertilizantes é consistente com a estratégia da Vale em se transformar em líder global no mercado de fertilizantes", diz o comunicado. "Para alcançar esse objetivo, dispomos de ampla plataforma de projetos de operações de potássio e fosfatados no Brasil, Argentina, Peru, Canadá e Moçambique, que se encontram em diversos estágios de desenvolvimento", afirma o documento.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Fundo de Bañuelos negocia compra de 14% da Brasil Ecodiesel
Fazendas e equipamentos seriam usados para encorpar ativos da Maeda.
O fundo Arion Capital, que tem como principal investidor o espanhol Enrique Bañuelos, negocia a compra de 14,2% de participação na Brasil Ecodiesel, empresa brasileira de produção de biodiesel. Esta é a fatia que hoje está nas mãos dos bancos Bradesco, Fibra, Fator e BMG.
Em agosto de 2009, os quatro bancos concordaram em converter dívidas de 72 milhões de reais em ações do fundo Neo Biodiesel, criado como parte do plano de reestruturação da empresa. Por contrato, os bancos tinham de manter a participação na companhia por pelo menos um ano. O prazo, no entanto, expirou no mês passado.
Segundo apurou EXAME, o conselho de administração da companhia promove hoje (30/9)uma reunião extraordinária, na qual será discutido o novo arranjo societário da companhia. A Brasil Ecodiesel afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que desconhece qualquer negociação em curso e que haja encontro agendado entre seus conselheiros. Procurados, a Arion Capital e o fundo Neo Biodiesel não quiseram comentar a notícia.
Estratégia
A compra das ações da Brasil Ecodiesel seria apenas o primeiro passo de uma transação maior que a Arion Capital pretende realizar. A ideia do fundo é usar as fazendas e os equipamentos da Brasil Ecodiesel, especialmente as esmagadoras de grãos, para encorpar os ativos da Maeda, uma das maiores produtoras de algodão e grãos do país, comprada pela Arion Capital em maio deste ano.
A nova empresa seria então vendida a um investidor estrangeiro. Para realizar a operação, a Arion dependerá também do aval do empresário Silvio Tini de Araújo, que possui cerca de 10% de participação na Brasil Ecodiesel, por meio da Bonsucex Holding, e dois dos seis assentos no conselho de administração da companhia. Caso não concorde com os termos, ele pode impedir a incorporação da Brasil Ecodiesel pela Maeda e inviabilizar o negócio no futuro.
Segundo fontes próximas às negociações, no entanto, há grandes chances de o acordo sair. Os acionistas já estariam convencidos de que, mesmo com a reestruturação financeira promovida no ano passado, a Brasil Ecodiesel não conseguirá se reerguer. Em fevereiro deste ano, a empresa já havia decidido colocar à venda quase todas as suas fazendas, preservando apenas uma na Bahia. E duas de suas seis usinas já se encontravam desativadas há quase dois anos.
Há duas semanas, o presidente, Mauro Cerchiari, e o diretor de relações com investidores, Charles Mann, foram demitidos. O então CFO da empresa, Eduardo de Come, passou a ocupar interinamente as duas posições.
Aposta errada
Criada para ser uma gigante do biodiesel, a Brasil Ecodiesel beneficiou-se da euforia do mercado com as produtoras de biocombustíveis para atrair investidores em sua abertura de capital, realizada em 2003. A empresa, porém, nunca deu o retorno esperado.
A aposta no uso da mamona como matéria-prima não vingou e a empresa ficou refém da compra de óleo de soja para sustentar sua produção. Com a crise internacional, o preço da soja disparou e a empresa passou a ter sucessivos prejuízos na produção. Nos últimos trimestres, apesar de ter conseguido dar um pequeno lucro, já havia ficado claro que o modelo de negócio não era mais sustentável, já que a empresa permaneceria dependente dos produtores de óleo de soja e de conseguir bons resultados nos leilões.
O fundo Arion Capital, que tem como principal investidor o espanhol Enrique Bañuelos, negocia a compra de 14,2% de participação na Brasil Ecodiesel, empresa brasileira de produção de biodiesel. Esta é a fatia que hoje está nas mãos dos bancos Bradesco, Fibra, Fator e BMG.
Em agosto de 2009, os quatro bancos concordaram em converter dívidas de 72 milhões de reais em ações do fundo Neo Biodiesel, criado como parte do plano de reestruturação da empresa. Por contrato, os bancos tinham de manter a participação na companhia por pelo menos um ano. O prazo, no entanto, expirou no mês passado.
Segundo apurou EXAME, o conselho de administração da companhia promove hoje (30/9)uma reunião extraordinária, na qual será discutido o novo arranjo societário da companhia. A Brasil Ecodiesel afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que desconhece qualquer negociação em curso e que haja encontro agendado entre seus conselheiros. Procurados, a Arion Capital e o fundo Neo Biodiesel não quiseram comentar a notícia.
Estratégia
A compra das ações da Brasil Ecodiesel seria apenas o primeiro passo de uma transação maior que a Arion Capital pretende realizar. A ideia do fundo é usar as fazendas e os equipamentos da Brasil Ecodiesel, especialmente as esmagadoras de grãos, para encorpar os ativos da Maeda, uma das maiores produtoras de algodão e grãos do país, comprada pela Arion Capital em maio deste ano.
A nova empresa seria então vendida a um investidor estrangeiro. Para realizar a operação, a Arion dependerá também do aval do empresário Silvio Tini de Araújo, que possui cerca de 10% de participação na Brasil Ecodiesel, por meio da Bonsucex Holding, e dois dos seis assentos no conselho de administração da companhia. Caso não concorde com os termos, ele pode impedir a incorporação da Brasil Ecodiesel pela Maeda e inviabilizar o negócio no futuro.
Segundo fontes próximas às negociações, no entanto, há grandes chances de o acordo sair. Os acionistas já estariam convencidos de que, mesmo com a reestruturação financeira promovida no ano passado, a Brasil Ecodiesel não conseguirá se reerguer. Em fevereiro deste ano, a empresa já havia decidido colocar à venda quase todas as suas fazendas, preservando apenas uma na Bahia. E duas de suas seis usinas já se encontravam desativadas há quase dois anos.
Há duas semanas, o presidente, Mauro Cerchiari, e o diretor de relações com investidores, Charles Mann, foram demitidos. O então CFO da empresa, Eduardo de Come, passou a ocupar interinamente as duas posições.
Aposta errada
Criada para ser uma gigante do biodiesel, a Brasil Ecodiesel beneficiou-se da euforia do mercado com as produtoras de biocombustíveis para atrair investidores em sua abertura de capital, realizada em 2003. A empresa, porém, nunca deu o retorno esperado.
A aposta no uso da mamona como matéria-prima não vingou e a empresa ficou refém da compra de óleo de soja para sustentar sua produção. Com a crise internacional, o preço da soja disparou e a empresa passou a ter sucessivos prejuízos na produção. Nos últimos trimestres, apesar de ter conseguido dar um pequeno lucro, já havia ficado claro que o modelo de negócio não era mais sustentável, já que a empresa permaneceria dependente dos produtores de óleo de soja e de conseguir bons resultados nos leilões.
Estrangeiro fica com 11,7% das ações ON da Petrobras
Investidores estrangeiros ficaram com 11,74% das ações ordinárias e 11,23% das preferenciais.
A alocação final da oferta pública de novas ações da Petrobras, sem considerar o lote suplementar, mostra que os estrangeiros ficaram com 11,74% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) e 11,23% das preferenciais (PN).
A quantidade de papéis da alocação consta de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta madrugada, após a liquidação da oferta.
Os dados não incluem o lote suplementar, de até 5% das ações originalmente colocadas na oferta, ou seja, 187.997.094 ON e/ou PN, que os coordenadores podem exercer ou não num prazo de 30 dias, via Morgan Stanley, banco que foi contratado como agente estabilizador na oferta.
Com o lote suplementar a oferta seria acrescida de R$ 5,308 bilhões, totalizando R$ 120,360 bilhões, conforme registrado na CVM no último dia 23.
A oferta até o momento resultou em R$ 115,052 bilhões. Na oferta internacional (sem lote suplementar) foram colocadas 269.296.750 ações ON de um total de 2.293.907.960, ao passo que a alocação nas PN foi de 200.833.954 papéis de um total de 1.788.515.136 da oferta sem o lote suplementar. Isso resulta na participação de estrangeiros com R$ 7,984 bilhões nas ON e R$ 5,281 bilhões nas PN.
O total alocado na oferta brasileira (novamente, lembrando que é sem lote suplementar) foi de cerca de R$ 60 bilhões em ON (2.024.611.210 ações) e R$ 41,75 bilhões em PN (ou 1.587.681.182 papéis). Da parte dirigida ao mercado, a oferta de varejo teve participação de 0,55% das ON (12.582.560), somando R$ 373,072 milhões, enquanto a fatia do varejo nas PN foi de 2,83% (com 50.546.369 ações), ou seja R$ 1,329 bilhão.
O preço na megaoferta de ações da Petrobras, a maior operação do tipo já realizada no mundo, foi definido em R$ 26,30 por PN e R$ 29,65 por ON. Ontem, a estatal fechou o pregão com forte alta, tendo a preferencial ganho de 3% e a ordinária de 2,89%, movimentando juntas R$ 3,287 bilhões, ou 35% do giro total verificado na Bolsa.
Também após a liquidação da oferta, a Petrobras divulgou o pagamento de R$ 67,815 bilhões em títulos públicos no âmbito da oferta. Isso mais R$ 6,991 bilhões transferidos ontem para o governo fecha a conta da cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal, no valor de R$ 74,8 bilhões.
A alocação final da oferta pública de novas ações da Petrobras, sem considerar o lote suplementar, mostra que os estrangeiros ficaram com 11,74% das ações ordinárias (ON, com direito a voto) e 11,23% das preferenciais (PN).
A quantidade de papéis da alocação consta de comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta madrugada, após a liquidação da oferta.
Os dados não incluem o lote suplementar, de até 5% das ações originalmente colocadas na oferta, ou seja, 187.997.094 ON e/ou PN, que os coordenadores podem exercer ou não num prazo de 30 dias, via Morgan Stanley, banco que foi contratado como agente estabilizador na oferta.
Com o lote suplementar a oferta seria acrescida de R$ 5,308 bilhões, totalizando R$ 120,360 bilhões, conforme registrado na CVM no último dia 23.
A oferta até o momento resultou em R$ 115,052 bilhões. Na oferta internacional (sem lote suplementar) foram colocadas 269.296.750 ações ON de um total de 2.293.907.960, ao passo que a alocação nas PN foi de 200.833.954 papéis de um total de 1.788.515.136 da oferta sem o lote suplementar. Isso resulta na participação de estrangeiros com R$ 7,984 bilhões nas ON e R$ 5,281 bilhões nas PN.
O total alocado na oferta brasileira (novamente, lembrando que é sem lote suplementar) foi de cerca de R$ 60 bilhões em ON (2.024.611.210 ações) e R$ 41,75 bilhões em PN (ou 1.587.681.182 papéis). Da parte dirigida ao mercado, a oferta de varejo teve participação de 0,55% das ON (12.582.560), somando R$ 373,072 milhões, enquanto a fatia do varejo nas PN foi de 2,83% (com 50.546.369 ações), ou seja R$ 1,329 bilhão.
O preço na megaoferta de ações da Petrobras, a maior operação do tipo já realizada no mundo, foi definido em R$ 26,30 por PN e R$ 29,65 por ON. Ontem, a estatal fechou o pregão com forte alta, tendo a preferencial ganho de 3% e a ordinária de 2,89%, movimentando juntas R$ 3,287 bilhões, ou 35% do giro total verificado na Bolsa.
Também após a liquidação da oferta, a Petrobras divulgou o pagamento de R$ 67,815 bilhões em títulos públicos no âmbito da oferta. Isso mais R$ 6,991 bilhões transferidos ontem para o governo fecha a conta da cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal, no valor de R$ 74,8 bilhões.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
JBS confirma que venderá unidades na Argentina
"A questão é que na Argentina a rentabilidade do negócio está reduzida por uma restrição do abate e das exportações", diz empresa.
O diretor de Relações com os Investidores e integrante do comitê executivo da JBS, Jerry O'Callaghan, confirmou hoje que o grupo frigorífico pretende vender as três unidades na Argentina, cuja produção está suspensa. "A questão é que na Argentina a rentabilidade do negócio está reduzida por uma restrição do abate e das exportações", disse ele, em entrevista coletiva à imprensa, após apresentação no Congresso Mundial de Carne, que se realiza em Buenos Aires.
"Uma empresa como a nossa, que busca rentabilidade, sempre tem problemas quando há desequilíbrios e procuramos fazer ajustes", disse O'Callaghan, explicando que a situação foi provocada pela retração do rebanho bovino argentino e as barreiras oficiais para exportação.
Segundo ele, quando há mudanças substanciais nos fundamentos dos negócios, é preciso fazer ajustes, como é o caso da menor oferta de boi. "Buscamos uma forma mais eficiente para reduzir os custos", justificou. Em rápida conversa com a Agência Estado, O'Callaghan detalhou que quando a JBS desembarcou na Argentina, há cinco anos, "adquiriu uma unidade exportadora, que passou a enfrentar restrições justamente para exportar".
"Se houver um preço interessante e virmos a possibilidade de vender esses três ativos, vamos considerar (a oferta)", disse. "A prioridade da JBS é ser produtor em escala mundial e, se necessitarmos fechar unidades porque não há matéria-prima, a fecharemos", concluiu.
O diretor de Relações com os Investidores e integrante do comitê executivo da JBS, Jerry O'Callaghan, confirmou hoje que o grupo frigorífico pretende vender as três unidades na Argentina, cuja produção está suspensa. "A questão é que na Argentina a rentabilidade do negócio está reduzida por uma restrição do abate e das exportações", disse ele, em entrevista coletiva à imprensa, após apresentação no Congresso Mundial de Carne, que se realiza em Buenos Aires.
"Uma empresa como a nossa, que busca rentabilidade, sempre tem problemas quando há desequilíbrios e procuramos fazer ajustes", disse O'Callaghan, explicando que a situação foi provocada pela retração do rebanho bovino argentino e as barreiras oficiais para exportação.
Segundo ele, quando há mudanças substanciais nos fundamentos dos negócios, é preciso fazer ajustes, como é o caso da menor oferta de boi. "Buscamos uma forma mais eficiente para reduzir os custos", justificou. Em rápida conversa com a Agência Estado, O'Callaghan detalhou que quando a JBS desembarcou na Argentina, há cinco anos, "adquiriu uma unidade exportadora, que passou a enfrentar restrições justamente para exportar".
"Se houver um preço interessante e virmos a possibilidade de vender esses três ativos, vamos considerar (a oferta)", disse. "A prioridade da JBS é ser produtor em escala mundial e, se necessitarmos fechar unidades porque não há matéria-prima, a fecharemos", concluiu.
Capitalização recuperou valor da Petrobras na Bolsa
Petrobras estava na segunda maior queda no mercado global, atrás apenas da BP, que sofreu as consequências do vazamento de petróleo no Golfo do México.
Muito comemorado pelo governo, o aporte de R$ 120 bilhões na capitalização da Petrobras foi suficiente apenas para que a companhia recuperasse a perda de valor de mercado acumulada desde o início do ano na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com a emissão de novas ações, a estatal espera atingir R$ 362,8 bilhões, ou somente R$ 15 bilhões a mais do que valia no fim de dezembro.
Em seis meses, desde então, o valor de mercado da companhia despencou 26%, até atingir os R$ 256,6 bilhões no fim de junho, segundo dados do balanço da empresa. Foi a segunda maior queda no mercado global, atrás apenas da British Petroleum (BP), que sofreu as consequências do vazamento de petróleo no Golfo do México. Segundo analistas, o mau desempenho dos papéis da Petrobras pode ser atribuído às incertezas que precederam a emissão de novas ações.
"O governo conduziu o processo (de capitalização) de maneira tão politizada que o mercado respondeu, vendendo ações da companhia", comentou o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Uma grande baixa nesse período foi a decisão do megainvestidor George Soros de se desfazer das ações da estatal, considerada uma de suas principais apostas.
Ontem, as ações da Petrobras continuaram com forte volatilidade na Bovespa: terminaram a manhã em queda, mas se recuperaram à tarde. No fim do pregão, os papéis preferenciais subiram 0,76% e os ordinários (com direito a voto), 2,02%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .
Muito comemorado pelo governo, o aporte de R$ 120 bilhões na capitalização da Petrobras foi suficiente apenas para que a companhia recuperasse a perda de valor de mercado acumulada desde o início do ano na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com a emissão de novas ações, a estatal espera atingir R$ 362,8 bilhões, ou somente R$ 15 bilhões a mais do que valia no fim de dezembro.
Em seis meses, desde então, o valor de mercado da companhia despencou 26%, até atingir os R$ 256,6 bilhões no fim de junho, segundo dados do balanço da empresa. Foi a segunda maior queda no mercado global, atrás apenas da British Petroleum (BP), que sofreu as consequências do vazamento de petróleo no Golfo do México. Segundo analistas, o mau desempenho dos papéis da Petrobras pode ser atribuído às incertezas que precederam a emissão de novas ações.
"O governo conduziu o processo (de capitalização) de maneira tão politizada que o mercado respondeu, vendendo ações da companhia", comentou o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Uma grande baixa nesse período foi a decisão do megainvestidor George Soros de se desfazer das ações da estatal, considerada uma de suas principais apostas.
Ontem, as ações da Petrobras continuaram com forte volatilidade na Bovespa: terminaram a manhã em queda, mas se recuperaram à tarde. No fim do pregão, os papéis preferenciais subiram 0,76% e os ordinários (com direito a voto), 2,02%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Usiminas assina joint venture com a Sumitomo para desenvolver projeto em MG
projeto de exploração e operação de ativos minerários na região da Serra Azul, em Minas Gerais. Os planos também incluem atividades de logística para o transporte do minério de ferro e a criação de alternativas portuárias para a exportação da produção.
Nos termos do acordo está previsto que a Sumitomo terá participação de 30% do capital votante da Mineração Usiminas, sociedade controlada pela Usiminas e que receberá os ativos e passivos referentes à atividade na região de Serra Azul.
A Mineração Usiminas terá ainda 49,9% do capital votante e 83,3% do capital total da Usiminas Participações e Logística, além de um terreno em Itaguaí, no Rio de Janeiro, que foi transferido da Usiminas para a sociedade.
Contrato bilionário
Por outro lado, a Sumitomo desembolsará US$ 1,929 bilhão à Mineração Usiminas, com US$ 1,350 bilhão à vista, na data de fechamento da operação, e outros US$ 579 milhões à prazo, condicionados a eventos futuros.
No entanto, a efetivação do negócio, que tem previsão para ocorrer até 15 de abril de 2011, ainda está sujeita a condições precedentes, como autorizações governamentais.
Destaque do Ibovespa
Os papéis preferenciais da empresa se destacam neste início de pregão, registrando ganhos de 2,13%, enquanto os ordinários avançam 1,12%. Às 10h45, ambos ocupavam as posições de maiores altas do Ibovespa, que caía 0,24%.
Nos termos do acordo está previsto que a Sumitomo terá participação de 30% do capital votante da Mineração Usiminas, sociedade controlada pela Usiminas e que receberá os ativos e passivos referentes à atividade na região de Serra Azul.
A Mineração Usiminas terá ainda 49,9% do capital votante e 83,3% do capital total da Usiminas Participações e Logística, além de um terreno em Itaguaí, no Rio de Janeiro, que foi transferido da Usiminas para a sociedade.
Contrato bilionário
Por outro lado, a Sumitomo desembolsará US$ 1,929 bilhão à Mineração Usiminas, com US$ 1,350 bilhão à vista, na data de fechamento da operação, e outros US$ 579 milhões à prazo, condicionados a eventos futuros.
No entanto, a efetivação do negócio, que tem previsão para ocorrer até 15 de abril de 2011, ainda está sujeita a condições precedentes, como autorizações governamentais.
Destaque do Ibovespa
Os papéis preferenciais da empresa se destacam neste início de pregão, registrando ganhos de 2,13%, enquanto os ordinários avançam 1,12%. Às 10h45, ambos ocupavam as posições de maiores altas do Ibovespa, que caía 0,24%.
Redecard fecha parceria com bandeira asiática
A bandeira Cup é uma das maiores bandeiras de cartões do mundo ela conta com cerca de 2,2 bilhões de cartões emitidos.
A Redecard fechou uma parceria com a China Unionpay (Cup). A partir do início de 2011 a rede vai realizar a captura, roteamento, transmissão, processamento e liquidação das transações de crédito e débito desta bandeira asiática no Brasil.
"A abertura da aceitação no Brasil para cartões oriundos da China significa uma excelente oportunidade de atender aos turistas chineses no pais, principalmente em virtude de dois grandes eventos no Brasil de relevância mundial - a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016", informou a Redecard em comunicado ao mercado.
O acordo permitirá que os turistas chineses utilizem a rede de máquinas da empresa em todo o Brasil, segundo a Redecard. A parceria com a Cup é parte da estratégia multibandeira da empresa - que com essa parceria totaliza 21 bandeiras em seu portfólio.
A Cup foi criada em marco de 2002, possui mais de 400 instituições associadas nacionais e estrangeiras e está presente em mais de 90 países. A bandeira conta com cerca de 2,2 bilhões de cartões emitidos, o que a caracteriza como uma das maiores bandeiras de cartões do mundo.
A Redecard fechou uma parceria com a China Unionpay (Cup). A partir do início de 2011 a rede vai realizar a captura, roteamento, transmissão, processamento e liquidação das transações de crédito e débito desta bandeira asiática no Brasil.
"A abertura da aceitação no Brasil para cartões oriundos da China significa uma excelente oportunidade de atender aos turistas chineses no pais, principalmente em virtude de dois grandes eventos no Brasil de relevância mundial - a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016", informou a Redecard em comunicado ao mercado.
O acordo permitirá que os turistas chineses utilizem a rede de máquinas da empresa em todo o Brasil, segundo a Redecard. A parceria com a Cup é parte da estratégia multibandeira da empresa - que com essa parceria totaliza 21 bandeiras em seu portfólio.
A Cup foi criada em marco de 2002, possui mais de 400 instituições associadas nacionais e estrangeiras e está presente em mais de 90 países. A bandeira conta com cerca de 2,2 bilhões de cartões emitidos, o que a caracteriza como uma das maiores bandeiras de cartões do mundo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Estreia dos papéis da oferta da Petrobras deve movimentar Bovespa
O mercado inicia esta semana da mesma forma que terminou a última: de olho na Petrobras. Hoje, será um dia decisivo para o investidor que participou da oferta da estatal. Uma parte expressiva dos R$ 47,7 bilhões em ações vendidos ao mercado será entregue para os investidores locais e entrará em negociação na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o que deverá provocar um forte aumento de operações. Na sexta-feira passada, que marcou a entrega dos papéis aos estrangeiros, o volume da bolsa brasileira superou R$ 11 bilhões.
Vale lembrar que as ações da oferta da Petrobras foram precificadas em R$ 29,65 por papel ordinário (ON) e em R$ 26,30 por preferencial (PN).
No último pregão, quando os recibos de ações (ADRs) da oferta da Petrobras começaram a ser transacionados na bolsa de Nova York, os ativos ordinários tiveram baixa de 1,91%, para US$ 34,91, enquanto os preferenciais declinaram 2,10%, para US$ 30,82.
Nesta manhã, o Ibovespa futuro apontava para uma abertura levemente positiva no pregão, ao avançar 0,13%, para 68.935 pontos.
O índice recuou 0,87% na jornada passada, para 68.196 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 1,65% e, no mês, já sobe 4,68%.
Enquanto, no Brasil, os investidores estarão com o foco na Petrobras, na agenda americana, os agentes analisam os índices de atividade do Federal Reserve (Fed) de Chicago e de Dallas.
Pela manhã, as bolsas europeias operavam de lado, enquanto os índices futuros americanos apuravam leve ganho.
Na Ásia, as bolsas abriram a semana no campo positivo, impulsionadas por números da economia americana divulgados na sexta-feira.
No Japão, a expectativa de que o governo adote medidas adicionais para conter a valorização do iene ante o dólar também contribuiu para o desempenho da bolsa de Tóquio. O índice Nikkei 225 subiu 1,39%, enquanto, em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1%. Já em Xangai, o Shanghai Composite registrou alta de 1,41%; na bolsa de Taipé, o Taiwan Taiex aumentou 0,31%; e, em Seul, o índice Kospi apresentou incremento de 0,77%.
E entre as notícias corporativas domésticas, a Embratel anunciou na sexta-feira que fará uma emissão de R$ 3,5 bilhões em debêntures simples. Os recursos serão usados pela companhia para comprar até 100% das ações preferenciais da NET Serviços, e também para outros investimentos.
Vale lembrar que as ações da oferta da Petrobras foram precificadas em R$ 29,65 por papel ordinário (ON) e em R$ 26,30 por preferencial (PN).
No último pregão, quando os recibos de ações (ADRs) da oferta da Petrobras começaram a ser transacionados na bolsa de Nova York, os ativos ordinários tiveram baixa de 1,91%, para US$ 34,91, enquanto os preferenciais declinaram 2,10%, para US$ 30,82.
Nesta manhã, o Ibovespa futuro apontava para uma abertura levemente positiva no pregão, ao avançar 0,13%, para 68.935 pontos.
O índice recuou 0,87% na jornada passada, para 68.196 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 1,65% e, no mês, já sobe 4,68%.
Enquanto, no Brasil, os investidores estarão com o foco na Petrobras, na agenda americana, os agentes analisam os índices de atividade do Federal Reserve (Fed) de Chicago e de Dallas.
Pela manhã, as bolsas europeias operavam de lado, enquanto os índices futuros americanos apuravam leve ganho.
Na Ásia, as bolsas abriram a semana no campo positivo, impulsionadas por números da economia americana divulgados na sexta-feira.
No Japão, a expectativa de que o governo adote medidas adicionais para conter a valorização do iene ante o dólar também contribuiu para o desempenho da bolsa de Tóquio. O índice Nikkei 225 subiu 1,39%, enquanto, em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1%. Já em Xangai, o Shanghai Composite registrou alta de 1,41%; na bolsa de Taipé, o Taiwan Taiex aumentou 0,31%; e, em Seul, o índice Kospi apresentou incremento de 0,77%.
E entre as notícias corporativas domésticas, a Embratel anunciou na sexta-feira que fará uma emissão de R$ 3,5 bilhões em debêntures simples. Os recursos serão usados pela companhia para comprar até 100% das ações preferenciais da NET Serviços, e também para outros investimentos.
Eletrobras tem R$ 8,5 bi parados no BB
Os recursos não podem ser usados, porque o governo utiliza o montante para cumprir as metas de superávit primário.
Nos últimos cinco anos, os brasileiros pagaram R$ 9,4 bilhões referente a um único encargo setorial na conta de luz. Boa parte desse dinheiro, no entanto, saiu do bolso do consumidor para ficar parado num fundo do Banco do Brasil (BB), que soma R$ 8,5 bilhões (até 31 de agosto). Pior: os recursos não podem ser usados, porque o governo utiliza o montante para cumprir as metas de superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública).
Quase todo o dinheiro está aplicado em títulos públicos federais que rendem a Selic (a taxa básica de juros da economia). O montante é equivalente a mais de sete vezes o que o governo destinou no ano passado para o programa Luz para Todos. Os recursos parados se referem a um encargo chamado Reserva Global de Reversão (RGR), administrado pela estatal Eletrobras.
O encargo existe há 50 anos e foi criado para garantir recursos em casos de indenizações pelo retorno de concessões à União. Com o passar dos anos, porém, a RGR ganhou novas atribuições. Hoje os recursos recolhidos podem ser usados para uma série de atividades, como financiamentos de projetos de geração e transmissão e universalização dos serviços de energia.
A Eletrobras anualmente faz uma projeção de arrecadação e, com base nesse cálculo, planeja as destinações dos recursos. A estatal não pode extrapolar esse planejamento e, por isso, sobra tanto dinheiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Nos últimos cinco anos, os brasileiros pagaram R$ 9,4 bilhões referente a um único encargo setorial na conta de luz. Boa parte desse dinheiro, no entanto, saiu do bolso do consumidor para ficar parado num fundo do Banco do Brasil (BB), que soma R$ 8,5 bilhões (até 31 de agosto). Pior: os recursos não podem ser usados, porque o governo utiliza o montante para cumprir as metas de superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública).
Quase todo o dinheiro está aplicado em títulos públicos federais que rendem a Selic (a taxa básica de juros da economia). O montante é equivalente a mais de sete vezes o que o governo destinou no ano passado para o programa Luz para Todos. Os recursos parados se referem a um encargo chamado Reserva Global de Reversão (RGR), administrado pela estatal Eletrobras.
O encargo existe há 50 anos e foi criado para garantir recursos em casos de indenizações pelo retorno de concessões à União. Com o passar dos anos, porém, a RGR ganhou novas atribuições. Hoje os recursos recolhidos podem ser usados para uma série de atividades, como financiamentos de projetos de geração e transmissão e universalização dos serviços de energia.
A Eletrobras anualmente faz uma projeção de arrecadação e, com base nesse cálculo, planeja as destinações dos recursos. A estatal não pode extrapolar esse planejamento e, por isso, sobra tanto dinheiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Portugueses vendem 6% da CCR por R$ 990 milhões
Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido, que já são acionistas da empresa, devem ser os compradores.
A concessionária portuguesa de auto-estradas Brisa anunciou hoje a venda de 6% de sua participação na brasileira Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) por R$ 990 milhões.
Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal, a Brisa explica que a operação realizada hoje é parte de um plano já anunciado em junho que inclui a porcentagem da compra da participação que será efetuada pelos outros principais acionistas da CCR - Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido.
A empresa portuguesa comunicou também sua intenção de vender os restantes 10,35% por capitalização até o final do ano.
Após concluir todas as operações, a Brisa prevê encaixar 1,2 bilhão de euros com a venda da participação da CCR, que tinha entrado em 2001 com um investimento de 185 milhões de euros.
A concessionária portuguesa de auto-estradas Brisa anunciou hoje a venda de 6% de sua participação na brasileira Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) por R$ 990 milhões.
Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal, a Brisa explica que a operação realizada hoje é parte de um plano já anunciado em junho que inclui a porcentagem da compra da participação que será efetuada pelos outros principais acionistas da CCR - Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido.
A empresa portuguesa comunicou também sua intenção de vender os restantes 10,35% por capitalização até o final do ano.
Após concluir todas as operações, a Brisa prevê encaixar 1,2 bilhão de euros com a venda da participação da CCR, que tinha entrado em 2001 com um investimento de 185 milhões de euros.
Petrobras: Capitalização não será suficiente para financiar pré-sal, indicam analistas
Estatal precisará de mais US$ 90 bi com constantes ofertas de ações, além de emitir novos títulos da dívida.
A mega capitalização da Petrobras (PETR3); (PETR4) é enorme, mas ainda assim não será suficiente para cobrir todo o plano de investimentos de 224 bilhões de dólares até 2014. Apesar de a operação ter chegado a 120,3 bilhões de reais (US$ 70 bi), apenas cerca de 35 bilhões de dólares deverão entrar no caixa da empresa. Com isso, a estatal precisará de mais 90 bilhões de dólares nos próximos cinco anos.
"Isso não resolve o problema e por isso a empresa terá que retornar ao mercado de dívida", assinala o analista de renda fixa Eduardo Suarez, da RBC Capital Markets. "Não seria uma surpresa isso acontecer antes do final do ano", ressalta. Um dos problemas para a estatal nesse mercado poderá ser o custo da captação. Mesmo com um rating superior ao do Brasil, por exemplo, os títulos têm sido negociados à taxas mais elevadas.
"O rating, na verdade, tem pouco impacto. Não acho que ele tem direcionando os preços, mas sim a percepção dos investidores. As pessoas estão preocupadas com o aumento de participação do governo na Petrobras, além do alto preço pago pela concessão do petróleo no pré-sal", destaca Suarez. Com a operação, a fatia do governo na estatal chegou a 48%.
"Estimamos que a Petrobras precisará levantar cerca de US$90 bilhões em financiamentos nos próximos cinco anos para realizar o seu atual plano de negócios", escreveram os analistas Paula Martins e Marcelo Schwarz da Standard and Poor’s, em relatório no qual reafirmaram a nota de crédito BBB-, com perspectiva estável. A expectativa, portanto, é de que a estatal tente acessar o mercado de capitais mais frequentemente.
"Será uma coisa constante a Petrobras ir ao mercado acionário e de dívida para se capitalizar", afirma Rogério Freitas, sócio e gestor do fundo da Teórica Investimentos. Segundo ele, este cenário poderá diluir ainda mais os acionistas minoritários. "É como se o minoritário tivesse a espada no pescoço de todo o ano a empresa ir ao mercado e se capitalizar", diz.
Além do mercado de capitais, o papel do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no financiamento da Petrobras pode crescer. "O suporte do BNDES é consistente com a nossa expectativa de que o governo suportará o significativo plano de investimentos da empresa", explica a S&P. A dívida total ajustada da Petrobras era de US$93,6 bilhões em junho de 2010, diz a agência.
A mega capitalização da Petrobras (PETR3); (PETR4) é enorme, mas ainda assim não será suficiente para cobrir todo o plano de investimentos de 224 bilhões de dólares até 2014. Apesar de a operação ter chegado a 120,3 bilhões de reais (US$ 70 bi), apenas cerca de 35 bilhões de dólares deverão entrar no caixa da empresa. Com isso, a estatal precisará de mais 90 bilhões de dólares nos próximos cinco anos.
"Isso não resolve o problema e por isso a empresa terá que retornar ao mercado de dívida", assinala o analista de renda fixa Eduardo Suarez, da RBC Capital Markets. "Não seria uma surpresa isso acontecer antes do final do ano", ressalta. Um dos problemas para a estatal nesse mercado poderá ser o custo da captação. Mesmo com um rating superior ao do Brasil, por exemplo, os títulos têm sido negociados à taxas mais elevadas.
"O rating, na verdade, tem pouco impacto. Não acho que ele tem direcionando os preços, mas sim a percepção dos investidores. As pessoas estão preocupadas com o aumento de participação do governo na Petrobras, além do alto preço pago pela concessão do petróleo no pré-sal", destaca Suarez. Com a operação, a fatia do governo na estatal chegou a 48%.
"Estimamos que a Petrobras precisará levantar cerca de US$90 bilhões em financiamentos nos próximos cinco anos para realizar o seu atual plano de negócios", escreveram os analistas Paula Martins e Marcelo Schwarz da Standard and Poor’s, em relatório no qual reafirmaram a nota de crédito BBB-, com perspectiva estável. A expectativa, portanto, é de que a estatal tente acessar o mercado de capitais mais frequentemente.
"Será uma coisa constante a Petrobras ir ao mercado acionário e de dívida para se capitalizar", afirma Rogério Freitas, sócio e gestor do fundo da Teórica Investimentos. Segundo ele, este cenário poderá diluir ainda mais os acionistas minoritários. "É como se o minoritário tivesse a espada no pescoço de todo o ano a empresa ir ao mercado e se capitalizar", diz.
Além do mercado de capitais, o papel do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no financiamento da Petrobras pode crescer. "O suporte do BNDES é consistente com a nossa expectativa de que o governo suportará o significativo plano de investimentos da empresa", explica a S&P. A dívida total ajustada da Petrobras era de US$93,6 bilhões em junho de 2010, diz a agência.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Argentina quer comprar cinco jatos da Embraer
O Ministério da Defesa da Argentina assina em outubro uma carta de intenções para participar do programa de desenvolvimento do jato militar KC-390, da Embraer, projeto de avião para transporte tático/logístico e reabastecimento em voo. O chefe de Gabinete do Ministério, Raúl Alberto Garré, afirmou que a Força Aérea Argentina (FAA) tem uma demanda inicial estimada em cinco cargueiros.
Estamos sujeitos ao resultado do ciclo de planejamento, mas calculamos que vamos precisar de mais ou menos uns cinco aviões, disse. O primeiro plano estratégico da antiga fábrica militar, rebatizada como Fábrica de Aviões de Córdoba (Fadea), depois de sua estatização, em 2009, será apresentado no fim deste ano e contempla um período de cinco anos, a partir de 2011.
Garré disse que a Argentina quer ter uma participação ativa, como sócio de risco, na engenharia de protótipos e produção de peças e compra dos aviões. A nossa ideia é participar desde a origem do desenvolvimento do projeto, ser fornecedores de peças do avião e, obviamente, ser compradores, ressaltou. Neste sentido, a carta de intenções entre os dois países será assinada entre os dias 28 e 29 do próximo mês, quando está prevista a reunião do grupo de trabalho conjunto.
Custos
Garré antecipou que os detalhes específicos sobre o peso da Argentina no projeto não serão definidos nesse documento. Ainda há um longo caminho para percorrer nesse assunto, reconheceu, afirmando que a Embraer já pediu à Fadea o orçamento de algumas peças possíveis do novo modelo para ver se os custos de produção são compatíveis com a necessidade de desenvolvimento do projeto.
Ainda em fase de desenvolvimento, o KC-390 vem se mostrando um grande sucesso. Além do Brasil, com interesse em 28 aviões, e da Argentina, com 5, também já anunciaram sua intenção de compra de aeronaves Portugal (6 aviões), Chile (6), Colômbia (12) e República Checa (2).
Estamos sujeitos ao resultado do ciclo de planejamento, mas calculamos que vamos precisar de mais ou menos uns cinco aviões, disse. O primeiro plano estratégico da antiga fábrica militar, rebatizada como Fábrica de Aviões de Córdoba (Fadea), depois de sua estatização, em 2009, será apresentado no fim deste ano e contempla um período de cinco anos, a partir de 2011.
Garré disse que a Argentina quer ter uma participação ativa, como sócio de risco, na engenharia de protótipos e produção de peças e compra dos aviões. A nossa ideia é participar desde a origem do desenvolvimento do projeto, ser fornecedores de peças do avião e, obviamente, ser compradores, ressaltou. Neste sentido, a carta de intenções entre os dois países será assinada entre os dias 28 e 29 do próximo mês, quando está prevista a reunião do grupo de trabalho conjunto.
Custos
Garré antecipou que os detalhes específicos sobre o peso da Argentina no projeto não serão definidos nesse documento. Ainda há um longo caminho para percorrer nesse assunto, reconheceu, afirmando que a Embraer já pediu à Fadea o orçamento de algumas peças possíveis do novo modelo para ver se os custos de produção são compatíveis com a necessidade de desenvolvimento do projeto.
Ainda em fase de desenvolvimento, o KC-390 vem se mostrando um grande sucesso. Além do Brasil, com interesse em 28 aviões, e da Argentina, com 5, também já anunciaram sua intenção de compra de aeronaves Portugal (6 aviões), Chile (6), Colômbia (12) e República Checa (2).
Demanda por ações da Petrobras supera oferta com folga
A venda de todas as ações na operação pode levantar mais de 130 bilhões de reais.
A oferta de ações da Petrobras recebeu uma demanda maior do que a necessária para a venda de todas as ações na operação que pode levantar mais de 130 bilhões de reais, afirmaram duas fontes próximas do assunto à Reuters no final da quarta-feira.
A oferta foi "confortavelmente subscrita em excesso" com forte demanda dos investidores, disse uma das fontes. Apesar disso, é provável que a emissão não tenha recebido uma demanda duas vezes maior que a oferta, dado o tamanho da operação.
Uma segunda fonte comentou que a demanda elevada pelas ações foi incentivada por forte participação de fundos de pensão estatais e investidores institucionais.
A emissão, a maior da história do mercado de capitais, inclui troca de petróleo por ações entre a Petrobras e o governo.
A companhia usará os recursos da operação para financiar um agressivo plano de investimentos focado no desenvolvimento das reservas de petróleo da camada pré-sal.
A estatal venderá 1,59 bilhão de novas ações preferenciais e 2,17 bilhões de ações ordinárias. Os números não incluem eventuais lotes adicionais (greenshoe).
A oferta deve ser precificada nesta quinta-feira, após o fechamento dos mercados.
A oferta de ações da Petrobras recebeu uma demanda maior do que a necessária para a venda de todas as ações na operação que pode levantar mais de 130 bilhões de reais, afirmaram duas fontes próximas do assunto à Reuters no final da quarta-feira.
A oferta foi "confortavelmente subscrita em excesso" com forte demanda dos investidores, disse uma das fontes. Apesar disso, é provável que a emissão não tenha recebido uma demanda duas vezes maior que a oferta, dado o tamanho da operação.
Uma segunda fonte comentou que a demanda elevada pelas ações foi incentivada por forte participação de fundos de pensão estatais e investidores institucionais.
A emissão, a maior da história do mercado de capitais, inclui troca de petróleo por ações entre a Petrobras e o governo.
A companhia usará os recursos da operação para financiar um agressivo plano de investimentos focado no desenvolvimento das reservas de petróleo da camada pré-sal.
A estatal venderá 1,59 bilhão de novas ações preferenciais e 2,17 bilhões de ações ordinárias. Os números não incluem eventuais lotes adicionais (greenshoe).
A oferta deve ser precificada nesta quinta-feira, após o fechamento dos mercados.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Capitalização da Petrobras atrai US$ 9 bi em 5 dias
Dados do Banco Central mostram que o valor de apenas cinco dias foi 67% maior que o ingresso da moeda estrangeira em todo o ano até 10 de setembro.
A poucos dias do fechamento da operação de aumento de capital da Petrobras, o Brasil já recebe uma enxurrada de dólares. Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostram que entraram US$ 9,02 bilhões na semana passada, de 13 a 17 de setembro. O valor de apenas cinco dias foi 67% maior que o ingresso da moeda estrangeira em todo o ano até 10 de setembro, quando o País recebeu US$ 5,5 bilhões.
De todos os dólares que chegaram na semana passada, 99,2% foram destinados à chamada conta financeira. Por essa via, entram os recursos para compra de ações - como os que serão destinados à aquisição de papéis da Petrobras. Também são contabilizadas transferências para investimento produtivo, compra de títulos de renda fixa e remessas de lucros, entre outros.
Pela conta financeira, o País recebeu US$ 8,94 bilhões na semana passada. O valor também foi maior que o acumulado em todo o ano de 2010 até 10 de setembro, quando o saldo acumulado era de US$ 7,73 bilhões. Pelas regras da capitalização da Petrobras, o dinheiro destinado à operação precisa estar disponível no Brasil em 29 de setembro, quando será feita a liquidação da compra.
Estrangeiros têm até a próxima segunda-feira para trazer os dólares ao Brasil - já que, no mercado cambial, a liquidação é feita em dois dias no chamado "D+2". Assim, dólares transferidos ao País na próxima segunda, dia 27, estarão disponíveis em reais na quarta-feira seguinte, exatamente o dia da liquidação.
"Estrangeiros já estão trazendo dólares e o fluxo deve continuar forte até a segunda-feira", diz o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel. Com o forte ingresso de dólares na semana passada, o BC acelerou a compra de dólares no mercado à vista, com mais de um leilão diário. Com isso, as reservas internacionais subiram US$ 5,05 bilhões na semana passada.
A poucos dias do fechamento da operação de aumento de capital da Petrobras, o Brasil já recebe uma enxurrada de dólares. Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostram que entraram US$ 9,02 bilhões na semana passada, de 13 a 17 de setembro. O valor de apenas cinco dias foi 67% maior que o ingresso da moeda estrangeira em todo o ano até 10 de setembro, quando o País recebeu US$ 5,5 bilhões.
De todos os dólares que chegaram na semana passada, 99,2% foram destinados à chamada conta financeira. Por essa via, entram os recursos para compra de ações - como os que serão destinados à aquisição de papéis da Petrobras. Também são contabilizadas transferências para investimento produtivo, compra de títulos de renda fixa e remessas de lucros, entre outros.
Pela conta financeira, o País recebeu US$ 8,94 bilhões na semana passada. O valor também foi maior que o acumulado em todo o ano de 2010 até 10 de setembro, quando o saldo acumulado era de US$ 7,73 bilhões. Pelas regras da capitalização da Petrobras, o dinheiro destinado à operação precisa estar disponível no Brasil em 29 de setembro, quando será feita a liquidação da compra.
Estrangeiros têm até a próxima segunda-feira para trazer os dólares ao Brasil - já que, no mercado cambial, a liquidação é feita em dois dias no chamado "D+2". Assim, dólares transferidos ao País na próxima segunda, dia 27, estarão disponíveis em reais na quarta-feira seguinte, exatamente o dia da liquidação.
"Estrangeiros já estão trazendo dólares e o fluxo deve continuar forte até a segunda-feira", diz o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel. Com o forte ingresso de dólares na semana passada, o BC acelerou a compra de dólares no mercado à vista, com mais de um leilão diário. Com isso, as reservas internacionais subiram US$ 5,05 bilhões na semana passada.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Embraer entrega avião de US$ 39 mi para aérea argentina
A brasileira Embraer entregou os dois primeiros modelos do pacote de 20 aviões E-190 AR (Advanced Range, na sigla em inglês) à empresa Aerolíneas Argentinas e Austral Linhas Aéreas. Cada aeronave deste tipo tem valor aproximado de US$ 39 milhões, segundo a Embraer.
A cerimônia aconteceu no setor militar do Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, no início da noite desta segunda-feira e contou com a presença presidente argentina Cristina Kirchner.
O presidente do grupo, Mariano Recalde, celebrou a entrega como um passo fundamental para a concretização do "grande projeto" que é fazer a companhia aérea ter "a frota mais moderna da América Latina até a metade do próximo ano".
As aeronaves foram encomendadas em maio de 2009. Na ocasião, a previsão era de que a primeira entrega ocorresse em abril deste ano. "Esta é a maior compra de aviões em 60 anos de história da aviação civil e comercial argentina", afirmou Kirchner.
A fábrica da Embraer em São José dos Campos (SP) irá entregar as aeronaves em lotes separados até a metade de 2011. O modelo E-190 Advanced Range (AR) tem autonomia de vôo de 4.400 km (ou 2.400 milhas náuticas) sem escala. A distância é suficiente para cobrir todo o território argentino e responde ao objetivo da Austral.
As aeronaves têm 96 assentos em duas classes (oito na executiva e 88 na econômica), sendo quatro por fileira com um corredor central. O avião chega a 12.500 m (41.000 pés) de altitude e atinge a velocidade de cruzeiro típica dos modelos de seu porte (ou 0.82 Mach).
Comparados com os modelos norte-americano MD-80, utilizados hoje pela Austral, com o mesmo volume de combustível os modelos produzidos pela fabricante brasileira podem voar até 14 horas diárias contra as oito horas da aeronave da empresa McDonnell Douglas.
Internamente, os aviões são equipados com sistema de entretenimento para os passageiros. "Ali veremos televisão pública, porque nosso governo apoia o que é público", disparou a presidente argentina, lembrando a recente tensão entre o governo central e os principais grupos de comunicação, El Clarín e La Nación.
Aerolíneas
Cristina Fernández de Kirchner recordou o estado sucateado que as duas companhias se encontravam quando o governou decidiu estatizá-las, em junho de 2008. "Houve os que me questionaram, mas o serviço não pode ser interrompido por nenhum problema técnico", disse.
Até junho de 2008, o grupo Aerolíneas Argentinas foi propriedade da espanhola Marsans, empresa que estava no vermelho e era sustentada com a ajuda do governo espanhol. O governo argentino assumiu o passivo sob a ameaça de falência da companhia aérea nacional.
A estatização não a salvou do vermelho. No plano de remodelação do grupo Aerolíneas Argentinas, a meta é que a empresa seja rentável a partir de 2012. Recentemente, o próprio presidente Recalde estimou que as perdas ainda em 2011 chegarão perto dos US$ 200 milhões.
Em seu discurso oficial, Cristina ressaltou que a compra das aeronaves somente foi possível graças à ajuda "de nosso país irmão e maior parceiro Brasil" e da vontade política do presidente Lula.
Apesar de não revelados oficialmente, a compra dos aviões da Embraer foi estimada em 2009 em US$ 700 milhões, e foi financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A cerimônia aconteceu no setor militar do Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, no início da noite desta segunda-feira e contou com a presença presidente argentina Cristina Kirchner.
O presidente do grupo, Mariano Recalde, celebrou a entrega como um passo fundamental para a concretização do "grande projeto" que é fazer a companhia aérea ter "a frota mais moderna da América Latina até a metade do próximo ano".
As aeronaves foram encomendadas em maio de 2009. Na ocasião, a previsão era de que a primeira entrega ocorresse em abril deste ano. "Esta é a maior compra de aviões em 60 anos de história da aviação civil e comercial argentina", afirmou Kirchner.
A fábrica da Embraer em São José dos Campos (SP) irá entregar as aeronaves em lotes separados até a metade de 2011. O modelo E-190 Advanced Range (AR) tem autonomia de vôo de 4.400 km (ou 2.400 milhas náuticas) sem escala. A distância é suficiente para cobrir todo o território argentino e responde ao objetivo da Austral.
As aeronaves têm 96 assentos em duas classes (oito na executiva e 88 na econômica), sendo quatro por fileira com um corredor central. O avião chega a 12.500 m (41.000 pés) de altitude e atinge a velocidade de cruzeiro típica dos modelos de seu porte (ou 0.82 Mach).
Comparados com os modelos norte-americano MD-80, utilizados hoje pela Austral, com o mesmo volume de combustível os modelos produzidos pela fabricante brasileira podem voar até 14 horas diárias contra as oito horas da aeronave da empresa McDonnell Douglas.
Internamente, os aviões são equipados com sistema de entretenimento para os passageiros. "Ali veremos televisão pública, porque nosso governo apoia o que é público", disparou a presidente argentina, lembrando a recente tensão entre o governo central e os principais grupos de comunicação, El Clarín e La Nación.
Aerolíneas
Cristina Fernández de Kirchner recordou o estado sucateado que as duas companhias se encontravam quando o governou decidiu estatizá-las, em junho de 2008. "Houve os que me questionaram, mas o serviço não pode ser interrompido por nenhum problema técnico", disse.
Até junho de 2008, o grupo Aerolíneas Argentinas foi propriedade da espanhola Marsans, empresa que estava no vermelho e era sustentada com a ajuda do governo espanhol. O governo argentino assumiu o passivo sob a ameaça de falência da companhia aérea nacional.
A estatização não a salvou do vermelho. No plano de remodelação do grupo Aerolíneas Argentinas, a meta é que a empresa seja rentável a partir de 2012. Recentemente, o próprio presidente Recalde estimou que as perdas ainda em 2011 chegarão perto dos US$ 200 milhões.
Em seu discurso oficial, Cristina ressaltou que a compra das aeronaves somente foi possível graças à ajuda "de nosso país irmão e maior parceiro Brasil" e da vontade política do presidente Lula.
Apesar de não revelados oficialmente, a compra dos aviões da Embraer foi estimada em 2009 em US$ 700 milhões, e foi financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
JBS conclui aquisição da Rockdale Beef por US$ 37,3 milhões
A JBS (JBSS3) concluiu a aquisição da Rockdale Beef por A$ 40,5 milhões, cerca de US$ 37,3 milhões, conforme comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira (20).
A efetivação da operação segue sua aprovação pelas autoridades competentes, incluindo órgão antitruste da Austrália. O valor pago pela empresa ainda está sujeito a ajustes “de acordo com o nível de capital de giro na conclusão”.
A Rockdale Beef tem uma capacidade de abate de 200 mil bois por ano e de confino de 50 mil bois, de acordo com informações divulgadas pela JBS.
A efetivação da operação segue sua aprovação pelas autoridades competentes, incluindo órgão antitruste da Austrália. O valor pago pela empresa ainda está sujeito a ajustes “de acordo com o nível de capital de giro na conclusão”.
A Rockdale Beef tem uma capacidade de abate de 200 mil bois por ano e de confino de 50 mil bois, de acordo com informações divulgadas pela JBS.
OGX revela presença de hidrocarbonetos em mais um poço
O OGX-20 fica a cerca de 85 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro.
A OGX, do empresário Eike Batista, anunciou nesta segunda-feira que foi identificada presença de hidrocarbonetos no poço OGX-20, no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos e 100 por cento pertencente à companhia.
Foi identificada a presença de hidrocarbonetos em dois diferentes níveis em reservatórios arenosos. A perfuração do poço OGX-20, prospecto Tupungato, seguirá até a profundidade total estimada de aproximadamente 3.650 metros", segundo a empresa.
O OGX-20 fica a cerca de 85 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro, onde a lâmina d'água é de cerca de 130 metros.
A OGX, do empresário Eike Batista, anunciou nesta segunda-feira que foi identificada presença de hidrocarbonetos no poço OGX-20, no bloco BM-C-41, em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos e 100 por cento pertencente à companhia.
Foi identificada a presença de hidrocarbonetos em dois diferentes níveis em reservatórios arenosos. A perfuração do poço OGX-20, prospecto Tupungato, seguirá até a profundidade total estimada de aproximadamente 3.650 metros", segundo a empresa.
O OGX-20 fica a cerca de 85 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro, onde a lâmina d'água é de cerca de 130 metros.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Petrobras deve ficar entre as cinco maiores empresas do mundo
Já considerando o aumento do lote adicional de ações anunciado nesta sexta-feira (17), após a capitalização a Petrobras deve ficar entre as cinco maiores empresas do mundo em valor de mercado, à frente de gigantes como as americanas General Electric e Wal-Mart.
De acordo com dados do fechamento das Bolsas de Valores na quinta-feira (16), se a capitalização já tivesse ocorrido e a empresa tivesse conseguido levantar os cerca de US$ 79 bilhões previstos (cálculo da agência Reuters), a petrolífera brasileira valeria aproximadamente US$ 215 bilhões.
O cálculo foi feito tomando como base a edição de 2010 do ranking FT Global 500, das 500 maiores empresas do mundo, do Jornal Financial Times, elaborada com dados de 30 de março.
O valor de mercado é o preço de cada ação da empresa multiplicado pelo número de papéis em circulação, ou seja, representa o quanto um investidor pagaria se fosse possível comprar todas as ações da companhia.
Se posicionar entre as empresas que estão no topo do ranking pode ser um grande feito para a Petrobras, mas o real desafio é outro: manter-se nessa posição.
De acordo com profissionais do mercado, a empresa brasileira terá de provar que a exploração de petróleo na camada do pré-sal será segura, livre de riscos como o acidente da BP (British Petroleum) no Golfo do México.
A BP era a sexta maior empresa do mundo no FT Global 500 2010, que foi elaborado pouco antes do acidente, no final de abril. Na época, o valor de mercado da companhia britânica era de quase US$ 210 milhões.
Com o vazamento, que demorou três meses para ser contido, o preço das suas ações despencou. Em 16 de setembro, a companhia já tinha perdido cerca de 70% do seu valor de mercado e valia apenas US$ 68 bilhões.
De acordo com dados do fechamento das Bolsas de Valores na quinta-feira (16), se a capitalização já tivesse ocorrido e a empresa tivesse conseguido levantar os cerca de US$ 79 bilhões previstos (cálculo da agência Reuters), a petrolífera brasileira valeria aproximadamente US$ 215 bilhões.
O cálculo foi feito tomando como base a edição de 2010 do ranking FT Global 500, das 500 maiores empresas do mundo, do Jornal Financial Times, elaborada com dados de 30 de março.
O valor de mercado é o preço de cada ação da empresa multiplicado pelo número de papéis em circulação, ou seja, representa o quanto um investidor pagaria se fosse possível comprar todas as ações da companhia.
Se posicionar entre as empresas que estão no topo do ranking pode ser um grande feito para a Petrobras, mas o real desafio é outro: manter-se nessa posição.
De acordo com profissionais do mercado, a empresa brasileira terá de provar que a exploração de petróleo na camada do pré-sal será segura, livre de riscos como o acidente da BP (British Petroleum) no Golfo do México.
A BP era a sexta maior empresa do mundo no FT Global 500 2010, que foi elaborado pouco antes do acidente, no final de abril. Na época, o valor de mercado da companhia britânica era de quase US$ 210 milhões.
Com o vazamento, que demorou três meses para ser contido, o preço das suas ações despencou. Em 16 de setembro, a companhia já tinha perdido cerca de 70% do seu valor de mercado e valia apenas US$ 68 bilhões.
Hypermarcas formaliza compra da York por R$95 milhões
A companhia passará a deter pouco mais de 99 por cento do capital da York, fabricante e distribuidora de hastes flexíveis, curativos, absorventes e algodões.
A Hypermarcas formalizou na noite de quinta-feira a compra da fabricante e distribuidora de hastes flexíveis, curativos, absorventes e algodões York por 95 milhões de reais.
Na ocasião do anúncio da aquisição, em março último, a maior empresa de bens de consumo do país informou que pagaria 100 milhões de reais pela York. O valor, contudo, ainda está sujeito a ajustes, segundo a Hypermarcas.
Com isso, a companhia passará a deter pouco mais de 99 por cento do capital da York.
O contrato assinado na véspera estabelece ainda "o não exercício, pelos acionistas minoritários da York, titulares de ações representativas de 0,864 por cento do capital social da York, o direito de preferência para a aquisição das ações", conforme documento enviado ao mercado.
A Hypermarcas formalizou na noite de quinta-feira a compra da fabricante e distribuidora de hastes flexíveis, curativos, absorventes e algodões York por 95 milhões de reais.
Na ocasião do anúncio da aquisição, em março último, a maior empresa de bens de consumo do país informou que pagaria 100 milhões de reais pela York. O valor, contudo, ainda está sujeito a ajustes, segundo a Hypermarcas.
Com isso, a companhia passará a deter pouco mais de 99 por cento do capital da York.
O contrato assinado na véspera estabelece ainda "o não exercício, pelos acionistas minoritários da York, titulares de ações representativas de 0,864 por cento do capital social da York, o direito de preferência para a aquisição das ações", conforme documento enviado ao mercado.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Dólar sobe após Mantega avisar que "vai comprar tudo"
O dólar comercial fechou hoje com alta de 1,11% a R$ 1,726, no mercado interbancário de câmbio. No mês, a moeda registra perda de 1,71% e no ano acumula queda de 0,98%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,7258, avanço de 1,19%. O euro comercial registrou ganho de 1,03% para R$ 2,246.
A declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no meio da tarde, de que o governo tem cacife para enfrentar a entrada de recursos estrangeiros destinados à capitalização da Petrobras, ampliou os ganhos do dólar ante o real. Logo após a fala do ministro, a moeda norte-americana atingiu a máxima do dia R$ 1,7280, em alta de 1,23%, fechando a R$ 1,7260, com avanço de 1,11%. O dólar já vinha em alta desde cedo, seguindo a valorização da moeda no mercado internacional depois que o governo japonês fez intervenção nos mercados asiáticos e europeu para depreciar o iene.
Mantega afirmou que o governo está examinando cada movimento de entrada de capital externo no País, seus efeitos sobre o real, e está pronto para evitar uma valorização maior da moeda com a realização do processo de capitalização da Petrobras. "Vamos enxugar qualquer excesso de dólar que possa entrar com a operação da Petrobras. Vamos comprar tudo, já estou avisando", disse o ministro, em entrevista no Rio de Janeiro. "O governo tem cacife suficiente para enfrentar qualquer eventual entrada de recursos com essa operação. Podemos bancar qualquer limite", garantiu. Como exemplo dessa capacidade de intervenção, o ministro citou o Fundo Soberano e as operações de compra de dólar do Banco Central (BC), mas voltou a afirmar que não há piso para o dólar.
De acordo com fonte do mercado, as declarações do ministro reforçaram as expectativas dos agentes de que o governo pode agir a qualquer momento para controlar a apreciação do real com compras da moeda pelo Fundo Soberano, além da realização costumeira de compras à vista da moeda pelo BC. Em reação, o dólar ganhou fôlego.
No primeiro leilão de compra de dólares feito hoje, por volta das 12h12, o BC definiu taxa de corte de R$ 1,713; no segundo, em torno de 15h40, a taxa de corte foi de R$ 1,7262.
O iene despencou diante do dólar depois que o governo japonês fez hoje sua primeira intervenção no câmbio em seis anos e meio. Alguns cálculos no mercado avaliam que as autoridades japonesas venderam 1 trilhão de ienes (cerca de US$ 12 bilhões).
O dólar comercial fechou hoje com alta de 1,11% a R$ 1,726, no mercado interbancário de câmbio. No mês, a moeda registra perda de 1,71% e no ano acumula queda de 0,98%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,7258, avanço de 1,19%. O euro comercial registrou ganho de 1,03% para R$ 2,246.
A declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no meio da tarde, de que o governo tem cacife para enfrentar a entrada de recursos estrangeiros destinados à capitalização da Petrobras, ampliou os ganhos do dólar ante o real. Logo após a fala do ministro, a moeda norte-americana atingiu a máxima do dia R$ 1,7280, em alta de 1,23%, fechando a R$ 1,7260, com avanço de 1,11%. O dólar já vinha em alta desde cedo, seguindo a valorização da moeda no mercado internacional depois que o governo japonês fez intervenção nos mercados asiáticos e europeu para depreciar o iene.
Mantega afirmou que o governo está examinando cada movimento de entrada de capital externo no País, seus efeitos sobre o real, e está pronto para evitar uma valorização maior da moeda com a realização do processo de capitalização da Petrobras. "Vamos enxugar qualquer excesso de dólar que possa entrar com a operação da Petrobras. Vamos comprar tudo, já estou avisando", disse o ministro, em entrevista no Rio de Janeiro. "O governo tem cacife suficiente para enfrentar qualquer eventual entrada de recursos com essa operação. Podemos bancar qualquer limite", garantiu. Como exemplo dessa capacidade de intervenção, o ministro citou o Fundo Soberano e as operações de compra de dólar do Banco Central (BC), mas voltou a afirmar que não há piso para o dólar.
De acordo com fonte do mercado, as declarações do ministro reforçaram as expectativas dos agentes de que o governo pode agir a qualquer momento para controlar a apreciação do real com compras da moeda pelo Fundo Soberano, além da realização costumeira de compras à vista da moeda pelo BC. Em reação, o dólar ganhou fôlego.
No primeiro leilão de compra de dólares feito hoje, por volta das 12h12, o BC definiu taxa de corte de R$ 1,713; no segundo, em torno de 15h40, a taxa de corte foi de R$ 1,7262.
O iene despencou diante do dólar depois que o governo japonês fez hoje sua primeira intervenção no câmbio em seis anos e meio. Alguns cálculos no mercado avaliam que as autoridades japonesas venderam 1 trilhão de ienes (cerca de US$ 12 bilhões).
Câmbio turismo
Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou em queda de 1,79% e foi negociado em média à R$ 1,807 na ponta de venda e a R$ 1,623 na compra. O euro turismo cedeu 0,30% a R$ 2,333 (venda) e R$ 2,12 (compra).
Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou em queda de 1,79% e foi negociado em média à R$ 1,807 na ponta de venda e a R$ 1,623 na compra. O euro turismo cedeu 0,30% a R$ 2,333 (venda) e R$ 2,12 (compra).
A declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no meio da tarde, de que o governo tem cacife para enfrentar a entrada de recursos estrangeiros destinados à capitalização da Petrobras, ampliou os ganhos do dólar ante o real. Logo após a fala do ministro, a moeda norte-americana atingiu a máxima do dia R$ 1,7280, em alta de 1,23%, fechando a R$ 1,7260, com avanço de 1,11%. O dólar já vinha em alta desde cedo, seguindo a valorização da moeda no mercado internacional depois que o governo japonês fez intervenção nos mercados asiáticos e europeu para depreciar o iene.
Mantega afirmou que o governo está examinando cada movimento de entrada de capital externo no País, seus efeitos sobre o real, e está pronto para evitar uma valorização maior da moeda com a realização do processo de capitalização da Petrobras. "Vamos enxugar qualquer excesso de dólar que possa entrar com a operação da Petrobras. Vamos comprar tudo, já estou avisando", disse o ministro, em entrevista no Rio de Janeiro. "O governo tem cacife suficiente para enfrentar qualquer eventual entrada de recursos com essa operação. Podemos bancar qualquer limite", garantiu. Como exemplo dessa capacidade de intervenção, o ministro citou o Fundo Soberano e as operações de compra de dólar do Banco Central (BC), mas voltou a afirmar que não há piso para o dólar.
De acordo com fonte do mercado, as declarações do ministro reforçaram as expectativas dos agentes de que o governo pode agir a qualquer momento para controlar a apreciação do real com compras da moeda pelo Fundo Soberano, além da realização costumeira de compras à vista da moeda pelo BC. Em reação, o dólar ganhou fôlego.
No primeiro leilão de compra de dólares feito hoje, por volta das 12h12, o BC definiu taxa de corte de R$ 1,713; no segundo, em torno de 15h40, a taxa de corte foi de R$ 1,7262.
O iene despencou diante do dólar depois que o governo japonês fez hoje sua primeira intervenção no câmbio em seis anos e meio. Alguns cálculos no mercado avaliam que as autoridades japonesas venderam 1 trilhão de ienes (cerca de US$ 12 bilhões).
O dólar comercial fechou hoje com alta de 1,11% a R$ 1,726, no mercado interbancário de câmbio. No mês, a moeda registra perda de 1,71% e no ano acumula queda de 0,98%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista encerrou o pregão a R$ 1,7258, avanço de 1,19%. O euro comercial registrou ganho de 1,03% para R$ 2,246.
A declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, no meio da tarde, de que o governo tem cacife para enfrentar a entrada de recursos estrangeiros destinados à capitalização da Petrobras, ampliou os ganhos do dólar ante o real. Logo após a fala do ministro, a moeda norte-americana atingiu a máxima do dia R$ 1,7280, em alta de 1,23%, fechando a R$ 1,7260, com avanço de 1,11%. O dólar já vinha em alta desde cedo, seguindo a valorização da moeda no mercado internacional depois que o governo japonês fez intervenção nos mercados asiáticos e europeu para depreciar o iene.
Mantega afirmou que o governo está examinando cada movimento de entrada de capital externo no País, seus efeitos sobre o real, e está pronto para evitar uma valorização maior da moeda com a realização do processo de capitalização da Petrobras. "Vamos enxugar qualquer excesso de dólar que possa entrar com a operação da Petrobras. Vamos comprar tudo, já estou avisando", disse o ministro, em entrevista no Rio de Janeiro. "O governo tem cacife suficiente para enfrentar qualquer eventual entrada de recursos com essa operação. Podemos bancar qualquer limite", garantiu. Como exemplo dessa capacidade de intervenção, o ministro citou o Fundo Soberano e as operações de compra de dólar do Banco Central (BC), mas voltou a afirmar que não há piso para o dólar.
De acordo com fonte do mercado, as declarações do ministro reforçaram as expectativas dos agentes de que o governo pode agir a qualquer momento para controlar a apreciação do real com compras da moeda pelo Fundo Soberano, além da realização costumeira de compras à vista da moeda pelo BC. Em reação, o dólar ganhou fôlego.
No primeiro leilão de compra de dólares feito hoje, por volta das 12h12, o BC definiu taxa de corte de R$ 1,713; no segundo, em torno de 15h40, a taxa de corte foi de R$ 1,7262.
O iene despencou diante do dólar depois que o governo japonês fez hoje sua primeira intervenção no câmbio em seis anos e meio. Alguns cálculos no mercado avaliam que as autoridades japonesas venderam 1 trilhão de ienes (cerca de US$ 12 bilhões).
Câmbio turismo
Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou em queda de 1,79% e foi negociado em média à R$ 1,807 na ponta de venda e a R$ 1,623 na compra. O euro turismo cedeu 0,30% a R$ 2,333 (venda) e R$ 2,12 (compra).
Nas operações de câmbio turismo, o dólar fechou em queda de 1,79% e foi negociado em média à R$ 1,807 na ponta de venda e a R$ 1,623 na compra. O euro turismo cedeu 0,30% a R$ 2,333 (venda) e R$ 2,12 (compra).
Ações da Petrobras sofrem com "massacre" do mercado
Papéis sofrem com forte volatilidade pré-formação de preço da megaoferta de ações.
Os papéis da Petrobras (PETR3); (PETR4) continuam a sofrer com o período que antecede a formação do preço a ser utilizado na megaoferta de ações da estatal e que será divulgado no próximo dia 23 de setembro. O período de reserva das ações da oferta começou no dia 13 de setembro e acaba no dia 22 do mesmo mês. Os novos papéis começam a ser negociados em bolsa no dia 27 de setembro.
Desde o anúncio do cronograma da oferta, os papéis preferenciais da estatal (os mais líquidos) já caíram cerca de 8%. Durante os pregões, os preços chegaram a oscilar entre a máxima de 29,29 reais e a mínima de 25,75 reais. O volume negociado e o número de negócios também está muito elevado. No dia 3 de setembro, o giro financeiro chegou a 1,32 bilhão de reais com 38.222 operações realizadas. Foi o maior número de transações com os papéis do ano.
"Focado em Petrobras, o mercado acionário impõe um verdadeiro "massacre'", afirma o economista da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, em relatório. O processo de coleta de preços (bookbuilding) também observará o preço de mercado no dia da definição do valor de cada papel na operação, ressalta. O economista lembra também que o preço será divulgado em dólares e convertido pelo Ptax do dia 23.
Desta forma, a taxa de câmbio entre o real e o dólar também poderá influenciar na decisão dos estrangeiros. "Um preço muito baixo da moeda americana poderá desincentivar os investidores estrangeiros", afirma Nehme. Com a pressão de recursos da oferta, a moeda americana desencadeou uma série de 10 quedas consecutivas que só foi quebrada nesta quarta-feira após fortes declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
"Vamos enxugar qualquer excesso de dólar que possa entrar com a operação da Petrobras. Vamos comprar tudo, já estou avisando", afirmou ele em entrevista. "O governo tem cacife suficiente para enfrentar qualquer eventual entrada de recursos com essa operação. Podemos bancar qualquer limite", indicou. Mantega disse, ainda, que existem outros instrumentos que poderão ser usados, mas afirmou que ainda não há uma definição a respeito.
A Petrobras irá vender 2,27 bilhões de novas ações ordinárias e 1,59 bilhão de novas ações preferenciais para financiar seu grande plano de investimentos de 224 bilhões de dólares. Há ainda lotes suplementar e adicional com mais 564 milhões de ações preferenciais e ordinárias. O valor total da operação fica estimado em torno de 128,3 bilhões de reais, ou 74,5 bilhões de dólares.
Os papéis da Petrobras (PETR3); (PETR4) continuam a sofrer com o período que antecede a formação do preço a ser utilizado na megaoferta de ações da estatal e que será divulgado no próximo dia 23 de setembro. O período de reserva das ações da oferta começou no dia 13 de setembro e acaba no dia 22 do mesmo mês. Os novos papéis começam a ser negociados em bolsa no dia 27 de setembro.
Desde o anúncio do cronograma da oferta, os papéis preferenciais da estatal (os mais líquidos) já caíram cerca de 8%. Durante os pregões, os preços chegaram a oscilar entre a máxima de 29,29 reais e a mínima de 25,75 reais. O volume negociado e o número de negócios também está muito elevado. No dia 3 de setembro, o giro financeiro chegou a 1,32 bilhão de reais com 38.222 operações realizadas. Foi o maior número de transações com os papéis do ano.
"Focado em Petrobras, o mercado acionário impõe um verdadeiro "massacre'", afirma o economista da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, em relatório. O processo de coleta de preços (bookbuilding) também observará o preço de mercado no dia da definição do valor de cada papel na operação, ressalta. O economista lembra também que o preço será divulgado em dólares e convertido pelo Ptax do dia 23.
Desta forma, a taxa de câmbio entre o real e o dólar também poderá influenciar na decisão dos estrangeiros. "Um preço muito baixo da moeda americana poderá desincentivar os investidores estrangeiros", afirma Nehme. Com a pressão de recursos da oferta, a moeda americana desencadeou uma série de 10 quedas consecutivas que só foi quebrada nesta quarta-feira após fortes declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
"Vamos enxugar qualquer excesso de dólar que possa entrar com a operação da Petrobras. Vamos comprar tudo, já estou avisando", afirmou ele em entrevista. "O governo tem cacife suficiente para enfrentar qualquer eventual entrada de recursos com essa operação. Podemos bancar qualquer limite", indicou. Mantega disse, ainda, que existem outros instrumentos que poderão ser usados, mas afirmou que ainda não há uma definição a respeito.
A Petrobras irá vender 2,27 bilhões de novas ações ordinárias e 1,59 bilhão de novas ações preferenciais para financiar seu grande plano de investimentos de 224 bilhões de dólares. Há ainda lotes suplementar e adicional com mais 564 milhões de ações preferenciais e ordinárias. O valor total da operação fica estimado em torno de 128,3 bilhões de reais, ou 74,5 bilhões de dólares.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
LLX e Ternium criarão polo siderúrgico em Açu
A LLX, braço de logística do grupo do empresário Eike Batista, assinou contrato com a Ternium, controlada pelo conglomerado argentino Techint, para a implantação de um parque siderúrgico no complexo do Superporto Açu, com capacidade de produção de 5,6 milhões de toneladas de aço bruto por ano.
O contrato entre a LLX Açu Operações Portuárias e a Ternium Brasil envolve a venda da totalidade das ações da Siderúrgica Norte Fluminense (SNF), empresa controlada pela LLX Açu. O valor da negociação não foi informado.
Além disso, segundo fato relevante divulgado há pouco, a LLX Açu e a SNF celebraram dois contratos "take or pay" de longo prazo para serviços portuários, um para embarque de produtos siderúrgicos do futuro parque da Ternium e outro para desembarque de carvão. A taxa de retorno para ambos é de 15% ao ano, "em dólares, moeda constante e sem alavancagem financeira sobre o capex e o opex do futuro terminal portuário da LLX Açu em São João da Barra", completa a nota.
O acordo permite à Ternium "uma solução logística otimizada, conjugando acesso eficiente ao minério de ferro e carvão, além de berços dedicados à exportação de produtos siderúrgicos e sinergias com indústrias cimenteiras e metal mecânicas", afirmou o diretor presidente da LLX, Otávio Lazcano, no documento.
No porto, o primeiro parque siderúrgico negociado foi com chineses, o grupo Wuhan Iron Steel (Wisco). Havia previsão de uma segunda siderúrgica, como Lazcano havia informado em abril, após recepcionar uma comitiva chinesa em visita às obras de construção do porto. A capacidade inicial do parque da Wisco é de até 5 milhões de toneladas por ano.
O contrato entre a LLX Açu Operações Portuárias e a Ternium Brasil envolve a venda da totalidade das ações da Siderúrgica Norte Fluminense (SNF), empresa controlada pela LLX Açu. O valor da negociação não foi informado.
Além disso, segundo fato relevante divulgado há pouco, a LLX Açu e a SNF celebraram dois contratos "take or pay" de longo prazo para serviços portuários, um para embarque de produtos siderúrgicos do futuro parque da Ternium e outro para desembarque de carvão. A taxa de retorno para ambos é de 15% ao ano, "em dólares, moeda constante e sem alavancagem financeira sobre o capex e o opex do futuro terminal portuário da LLX Açu em São João da Barra", completa a nota.
O acordo permite à Ternium "uma solução logística otimizada, conjugando acesso eficiente ao minério de ferro e carvão, além de berços dedicados à exportação de produtos siderúrgicos e sinergias com indústrias cimenteiras e metal mecânicas", afirmou o diretor presidente da LLX, Otávio Lazcano, no documento.
No porto, o primeiro parque siderúrgico negociado foi com chineses, o grupo Wuhan Iron Steel (Wisco). Havia previsão de uma segunda siderúrgica, como Lazcano havia informado em abril, após recepcionar uma comitiva chinesa em visita às obras de construção do porto. A capacidade inicial do parque da Wisco é de até 5 milhões de toneladas por ano.
OGX pode definir comprador para seus ativos até o fim do ano
A OGX começará a aceitar propostas para sua potencial venda de ativos de US$ 7 bilhões em outubro e pode escolher a oferta vencedora até o fim do ano, disse um executivo da empresa nesta quarta-feira.
O executivo acrescentou que além de Sinopec e CNOOC, as partes interessadas incluem uma empresa dos Estados Unidos, uma da Austrália, uma da Ásia e duas europeias.
O representante, contudo, preferiu não comentar se a Sinopec e a CNOOC lançaram uma oferta conjunta, mas disse que as duas empresas estão independentemente estudando os números.
"Nós gostamos dos chineses, porque entendemos que há muitas sinergias, mas depende de qual tipo de acordo pode ser feito", afirmou o representante durante o fórum de investimento China-América Latina.
"Se a proposta for boa para ambos os lados, encontramos um ganhador até o fim do ano. Se não, podemos reabrir no ano que vem... estamos procurando parceiros estratégicos".
O executivo acrescentou que além de Sinopec e CNOOC, as partes interessadas incluem uma empresa dos Estados Unidos, uma da Austrália, uma da Ásia e duas europeias.
O representante, contudo, preferiu não comentar se a Sinopec e a CNOOC lançaram uma oferta conjunta, mas disse que as duas empresas estão independentemente estudando os números.
"Nós gostamos dos chineses, porque entendemos que há muitas sinergias, mas depende de qual tipo de acordo pode ser feito", afirmou o representante durante o fórum de investimento China-América Latina.
"Se a proposta for boa para ambos os lados, encontramos um ganhador até o fim do ano. Se não, podemos reabrir no ano que vem... estamos procurando parceiros estratégicos".
Gerdau compra siderúrgica nos EUA por US$165 milhões
A Gerdau anunciou nesta quarta-feira (15) acordo de compra da siderúrgica norte-americana Tamco por cerca US$ 165 milhões em dinheiro.
Segundo a Gerdau, a Tamco é uma das maiores produtoras de vergalhões na costa oeste dos Estados Unidos, com capacidade anual de ao redor de 500 mil toneladas.
Com sede na Califórnia, a Tamco é a única produtora de aços longos nesse Estado dos EUA e atende sobretudo os mercados de Arizona e Nevada, além da própria Califórnia.
O grupo brasileiro informou que a compra se dará por meio de sua subsidiária Gerdau Ameristeel e deve ser concluída no quarto trimestre de 2010, após análise das autoridades antitruste e de revisões regulatórias.
Segundo a Gerdau, a Tamco é uma das maiores produtoras de vergalhões na costa oeste dos Estados Unidos, com capacidade anual de ao redor de 500 mil toneladas.
Com sede na Califórnia, a Tamco é a única produtora de aços longos nesse Estado dos EUA e atende sobretudo os mercados de Arizona e Nevada, além da própria Califórnia.
O grupo brasileiro informou que a compra se dará por meio de sua subsidiária Gerdau Ameristeel e deve ser concluída no quarto trimestre de 2010, após análise das autoridades antitruste e de revisões regulatórias.
LLX lidera baixas e sente efeitos de acordo com a MMX
Ações da empresa despencaram 8%, na segunda derrapada após a venda do Superporto Sudeste.
Um dos braços do acordo que movimentou as fatias acionárias do grupo do empresário Eike Batista na segunda-feira (13), a empresa de logística LLX ainda ocupa um território nebuloso quanto aos retornos do negócio assinado com a companheira de holding MMX. A venda de 100% do Porto Sudeste para a MMX e a participação no acordo com a coreana SK tem gerado avaliações mistas para a situação dos acionistas e dos papéis da companhia.
Desde o anúncio do acordo na manhã da segunda-feira (13), os papéis da LLX já se desvalorizaram em mais de 14% nos dois primeiros dias que se seguiram aos negócios. Pela segunda vez consecutiva, a ação ocupa a liderança das quedas do Ibovespa, e fechou em queda de 7,9%, negociada a 9,30 reais. Os papéis da MMX, por sua vez, encerraram a terça-feira em alta de 1%, negociados a 13,27 reais.
Segundo relatório publicado pela Itaú Securities, o preço acertado pelo porto ficou abaixo do esperado pelo porto. Para Renata Faber e Fernando Abdalla, que assinam o documento, o preço de 2,3 bilhões de dólares acertado na operação é inferior q um preço-justo, que seria de pelo menos 2,88 bilhões. "Para equilibrar o valor-justo, vemos um potencial de aumento para os royalties, o que poderia se traduzir em um valor próximo aos nossos US$ 2,88 bilhões projetados para o Porto Sudeste", dizem.
Do ponto de vista do desempenho das companhias, a MMX sairia ganhando do novo negócio, com a aquisição de um parceiro importante que deve garantir o escoamento da produção. É a opinião de Artur Delorme e Luciana Leocádio, analistas da Ativa, que consideram, por outro lado, o acordo neutro para a LLX. "Os valores pagos pela LLX Sudeste parecem justos, diante da projeção de movimentação de minério, fornecida pela companhia", explicam em relatório.
Em relatório publicado na noite de ontem, o analista do BB Investimentos, Antonio Emilio Bittencourt Ruiz, rebaixou a recomendação para os papéis da MMX de compra para manutenção. "Como os cálculos pressupõem que todos os acionistas da MMX exercerão o seu direito de preferência com base num preço de R$ 13,963 por ação, acreditamos que os ganhos para as ações da MMX devem ficar limitados no curto prazo ao valor proposto na oferta", aponta. O preço-alvo de 17,90 reais foi mantido.
Um dos braços do acordo que movimentou as fatias acionárias do grupo do empresário Eike Batista na segunda-feira (13), a empresa de logística LLX ainda ocupa um território nebuloso quanto aos retornos do negócio assinado com a companheira de holding MMX. A venda de 100% do Porto Sudeste para a MMX e a participação no acordo com a coreana SK tem gerado avaliações mistas para a situação dos acionistas e dos papéis da companhia.
Desde o anúncio do acordo na manhã da segunda-feira (13), os papéis da LLX já se desvalorizaram em mais de 14% nos dois primeiros dias que se seguiram aos negócios. Pela segunda vez consecutiva, a ação ocupa a liderança das quedas do Ibovespa, e fechou em queda de 7,9%, negociada a 9,30 reais. Os papéis da MMX, por sua vez, encerraram a terça-feira em alta de 1%, negociados a 13,27 reais.
Segundo relatório publicado pela Itaú Securities, o preço acertado pelo porto ficou abaixo do esperado pelo porto. Para Renata Faber e Fernando Abdalla, que assinam o documento, o preço de 2,3 bilhões de dólares acertado na operação é inferior q um preço-justo, que seria de pelo menos 2,88 bilhões. "Para equilibrar o valor-justo, vemos um potencial de aumento para os royalties, o que poderia se traduzir em um valor próximo aos nossos US$ 2,88 bilhões projetados para o Porto Sudeste", dizem.
Do ponto de vista do desempenho das companhias, a MMX sairia ganhando do novo negócio, com a aquisição de um parceiro importante que deve garantir o escoamento da produção. É a opinião de Artur Delorme e Luciana Leocádio, analistas da Ativa, que consideram, por outro lado, o acordo neutro para a LLX. "Os valores pagos pela LLX Sudeste parecem justos, diante da projeção de movimentação de minério, fornecida pela companhia", explicam em relatório.
Em relatório publicado na noite de ontem, o analista do BB Investimentos, Antonio Emilio Bittencourt Ruiz, rebaixou a recomendação para os papéis da MMX de compra para manutenção. "Como os cálculos pressupõem que todos os acionistas da MMX exercerão o seu direito de preferência com base num preço de R$ 13,963 por ação, acreditamos que os ganhos para as ações da MMX devem ficar limitados no curto prazo ao valor proposto na oferta", aponta. O preço-alvo de 17,90 reais foi mantido.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Vale ultrapassa Petrobras na Bolsa pela 1ª vez desde 2006
As ações da Vale ganharam mais importância do que as da Petrobras na Bolsa. Pela primeira vez desde 2006, as ações da Vale passaram a ser mais negociadas do que as da Petrobras.
No Índice Bovespa (Ibovespa), que é a principal métrica do mercado de ações e é composto pelos papéis mais negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a ação preferencial da Vale (VALE5) -que possui preferência na hora de receber dividendos, mas não tem direito a voto- representa 10,748%, enquanto a preferencial da Petrobras (PETR4), 9,709%.
Os dados foram calculados com base nos dados entre maio e agosto deste ano. A carteira do Ibovespa é revista a cada quatro meses. O Ibovespa em vigor, que vai até 30 de dezembro, tem 68 ativos de 62 empresas, que correspondem a 90% do volume financeiro diário.
No Ibovespa anterior, a ação preferencial Petrobras detinha 11,018% da carteira, enquanto que a da Vale estava com 10,766%.
Segundo a BM&FBovespa, desde 2006 a Petrobras era a ação com maior participação no Ibovespa. A Petrobras só perdeu seu posto na atual carteira.
Segundo um analista de mercado de uma grande corretora paulistana que prefere não se identificar, a Vale ultrapassou a Petrobras por conta da queda das ações da estatal.
“Mas a Vale ficará em primeiro por pouco tempo, uma vez que a expectativa é de que as ações da Petro voltem a subir após a capitalização”, afirma o analista.
Segundo a BM&FBovespa, para entrar ou sair do Ibovespa, uma ação tem de estar incluída em uma relação de ações cujos índices representem 80% do valor acumulado de todos os índices individuais.
Além disso, deve apresentar participação em volume superior a 0,1% do total e ter sido negociada em mais de 80% do total de pregões do período.
No Índice Bovespa (Ibovespa), que é a principal métrica do mercado de ações e é composto pelos papéis mais negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a ação preferencial da Vale (VALE5) -que possui preferência na hora de receber dividendos, mas não tem direito a voto- representa 10,748%, enquanto a preferencial da Petrobras (PETR4), 9,709%.
Os dados foram calculados com base nos dados entre maio e agosto deste ano. A carteira do Ibovespa é revista a cada quatro meses. O Ibovespa em vigor, que vai até 30 de dezembro, tem 68 ativos de 62 empresas, que correspondem a 90% do volume financeiro diário.
No Ibovespa anterior, a ação preferencial Petrobras detinha 11,018% da carteira, enquanto que a da Vale estava com 10,766%.
Segundo a BM&FBovespa, desde 2006 a Petrobras era a ação com maior participação no Ibovespa. A Petrobras só perdeu seu posto na atual carteira.
Segundo um analista de mercado de uma grande corretora paulistana que prefere não se identificar, a Vale ultrapassou a Petrobras por conta da queda das ações da estatal.
“Mas a Vale ficará em primeiro por pouco tempo, uma vez que a expectativa é de que as ações da Petro voltem a subir após a capitalização”, afirma o analista.
Segundo a BM&FBovespa, para entrar ou sair do Ibovespa, uma ação tem de estar incluída em uma relação de ações cujos índices representem 80% do valor acumulado de todos os índices individuais.
Além disso, deve apresentar participação em volume superior a 0,1% do total e ter sido negociada em mais de 80% do total de pregões do período.
Mercado de olho nas operações das empresas 'X'
Cisão da LLX e compra de porto pela mineradora MMX levantam questões sobre respeito aos minoritários.
As mudanças internas no grupo EBX, que enfileiram a mineradora MMX e a transportadora LLX no processo de acordo com a coreana SK Networks, devem afetar sensivelmente os acionistas minoritários de ambas companhias do grupo controlado pelo empresário Eike Batista. O acordo envolve a venda do Porto Sudeste, controlado pela LLX, para mineradora do grupo EBX.
Pelo acordo, a SK Networks comprará US$ 700 milhões em novas ações da MMX ao mesmo tempo em que a mineradora fará oferta pública de permuta para comprar 100% da subsidiária da LLX por 2,3 bilhões de dólares. Para a Link Investimentos, a cisão da LLX é positiva para seus minoritários. O cenário é favorável em termos de retorno financeiro. Além disso, os fundamentos e perspectivas de crescimento da empresa seguem intactas mesmo considerando a venda do porto Sudeste, dizem Maria Thereza Azevedo e Leonardo Alves.
A corretora pede, no entanto, cautela no desenrolar de uma cisão de tal porte. O porto é estratégico, tem brecha regulatória que permite o transporte de carga de terceiros e é bem localizado. Pode ser que o prêmio pago pela SK não seja tão alto quanto esperado pelo mercado, explica. Mesmo positivo sob esta ótica, o mercado pode começar a questionar as trocas acionárias entre as empresas do grupo EBX e se elas beneficiam os minoritários, além do seu controlador, Eike Batista.
Troca de ativos
Para a BMO Capital Markets, a situação para os minoritários da MMX pode não ser tão promissora. As transferências de ativos dentro do grupo EBX criam a possibilidade de tratar injustamente os acionistas minoritários e deve ser cuidadosamente considerada, ressalta o analista Tony Robson. Segundo o analista, a razão da aquisição do Porto Sudeste é incerta a este ponto das negociações. Robson lembra que a MMX só terá acesso ao porto após o início das operações deste ao final de 2011 e começo de 2012.
Segundo ele, a remuneração de 5 dólares por tonelada de minério de ferro carregada no porto da LLX Sudeste, prevista no acordo, acaba sendo equivalente às taxas portuárias de carregamento de minério de ferro. Para a corretora Brascan, o principal ponto negativo da operação é a potencial diluição dos atuais acionistas da MMX. O aporte de capital inicial irá significar mais um desembolso expressivo para os investidores. Por outro lado, aponta o analista Rodrigo Ferraz, o acordo com a SK prevê a compra de uma parcela relevante dos volumes do Sudeste e do Chile, aumentando a segurança dos fluxos da empresa.
Em teleconferência realizada ontem, o presidente e diretor de relações com investidores da LLX, Roger Downey, negou que a operação teria o objetivo de apenas reverter os resultados negativos da empresa. "Já revertemos os prejuízos. Hoje contamos com uma dívida líquida de 100.000 reais apenas", diz. A LLX registrou prejuízo líquido de 5,4 milhões de reais no segundo trimestre de 2010 - no mesmo período de 2009 a empresa havia registrado lucro de 50,8 milhões de reais.
Parceria
Do ponto de vista do desempenho das companhias, a MMX sairia ganhando do novo negócio, com a aquisição de um parceiro importante que deve garantir o escoamento da produção. É a opinião de Artur Delorme e Luciana Leocádio, analistas da Ativa, que consideram, por outro lado, o acordo neutro para a LLX. Os valores pagos pela LLX Sudeste parecem justos, diante da projeção de movimentação de minério, fornecida pela companhia, explicam em relatório.
Ainda na semana passada, especulações envolvendo as empresas levaram os papéis da LLX ao fechamento em forte alta de 8%, cotados a 10,80 reais, no pregão da sexta-feira (10). Nesta segunda-feira, os papéis da LLX fecharam em queda de 6,48%, cotados a 10,10 reais após a confirmação da cisão da companhia. A mineradora MMX fechou em leve alta, de 1,62%, cotada a 13,14 reais.
As mudanças internas no grupo EBX, que enfileiram a mineradora MMX e a transportadora LLX no processo de acordo com a coreana SK Networks, devem afetar sensivelmente os acionistas minoritários de ambas companhias do grupo controlado pelo empresário Eike Batista. O acordo envolve a venda do Porto Sudeste, controlado pela LLX, para mineradora do grupo EBX.
Pelo acordo, a SK Networks comprará US$ 700 milhões em novas ações da MMX ao mesmo tempo em que a mineradora fará oferta pública de permuta para comprar 100% da subsidiária da LLX por 2,3 bilhões de dólares. Para a Link Investimentos, a cisão da LLX é positiva para seus minoritários. O cenário é favorável em termos de retorno financeiro. Além disso, os fundamentos e perspectivas de crescimento da empresa seguem intactas mesmo considerando a venda do porto Sudeste, dizem Maria Thereza Azevedo e Leonardo Alves.
A corretora pede, no entanto, cautela no desenrolar de uma cisão de tal porte. O porto é estratégico, tem brecha regulatória que permite o transporte de carga de terceiros e é bem localizado. Pode ser que o prêmio pago pela SK não seja tão alto quanto esperado pelo mercado, explica. Mesmo positivo sob esta ótica, o mercado pode começar a questionar as trocas acionárias entre as empresas do grupo EBX e se elas beneficiam os minoritários, além do seu controlador, Eike Batista.
Troca de ativos
Para a BMO Capital Markets, a situação para os minoritários da MMX pode não ser tão promissora. As transferências de ativos dentro do grupo EBX criam a possibilidade de tratar injustamente os acionistas minoritários e deve ser cuidadosamente considerada, ressalta o analista Tony Robson. Segundo o analista, a razão da aquisição do Porto Sudeste é incerta a este ponto das negociações. Robson lembra que a MMX só terá acesso ao porto após o início das operações deste ao final de 2011 e começo de 2012.
Segundo ele, a remuneração de 5 dólares por tonelada de minério de ferro carregada no porto da LLX Sudeste, prevista no acordo, acaba sendo equivalente às taxas portuárias de carregamento de minério de ferro. Para a corretora Brascan, o principal ponto negativo da operação é a potencial diluição dos atuais acionistas da MMX. O aporte de capital inicial irá significar mais um desembolso expressivo para os investidores. Por outro lado, aponta o analista Rodrigo Ferraz, o acordo com a SK prevê a compra de uma parcela relevante dos volumes do Sudeste e do Chile, aumentando a segurança dos fluxos da empresa.
Em teleconferência realizada ontem, o presidente e diretor de relações com investidores da LLX, Roger Downey, negou que a operação teria o objetivo de apenas reverter os resultados negativos da empresa. "Já revertemos os prejuízos. Hoje contamos com uma dívida líquida de 100.000 reais apenas", diz. A LLX registrou prejuízo líquido de 5,4 milhões de reais no segundo trimestre de 2010 - no mesmo período de 2009 a empresa havia registrado lucro de 50,8 milhões de reais.
Parceria
Do ponto de vista do desempenho das companhias, a MMX sairia ganhando do novo negócio, com a aquisição de um parceiro importante que deve garantir o escoamento da produção. É a opinião de Artur Delorme e Luciana Leocádio, analistas da Ativa, que consideram, por outro lado, o acordo neutro para a LLX. Os valores pagos pela LLX Sudeste parecem justos, diante da projeção de movimentação de minério, fornecida pela companhia, explicam em relatório.
Ainda na semana passada, especulações envolvendo as empresas levaram os papéis da LLX ao fechamento em forte alta de 8%, cotados a 10,80 reais, no pregão da sexta-feira (10). Nesta segunda-feira, os papéis da LLX fecharam em queda de 6,48%, cotados a 10,10 reais após a confirmação da cisão da companhia. A mineradora MMX fechou em leve alta, de 1,62%, cotada a 13,14 reais.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
MMX faz acordo com sul-coreana SK Networks
A MMX anunciou nesta segunda-feira acordo com a sul-coreana SK Networks para fornecimento de minério de ferro com escoamento pelo Porto Sudeste, que a LLX desenvolve no Rio de Janeiro.
Pelo acordo, a SK Networks comprará US$ 700 milhões em novas ações da mineradora de Eike Batista ao mesmo tempo em que a empresa fará oferta pública de permuta para comprar 100% da LLX Sudeste, detentora do porto, por US$ 2,3 bilhões de dólares.
O acordo prevê que a SK Networks e a MMX farão um contrato de fornecimento do minério de ferro envolvendo a produção das minas da MMX Sudeste e da MMX Chile.
A transação envolve a emissão pela MMX de até US$ 2,2 bilhões em novas ações ordinárias a R$ 13,963 por ação. Este preço será usado pela SK para compra dos novos papéis a serem emitidos pela mineradora.
"A MMX espera utilizar o capital levantado para financiar parte da aquisição da LLX Sudeste e para adquirir novos recursos e reservas de minério de ferro no Estado de Minas Gerais", informa a companhia em comunicado.
A SK Networks opera em 22 países e suas atividades envolvem trading de recursos naturais, petróleo e telecomunicações. A companhia faz parte do Grupo SK, quarto maior conglomerado da Coreia.
O volume de minério de ferro fornecido à SK Networks "não poderá ser inferior à participação da SK Networks na MMX no que diz respeito à produção da MMX Sudeste e de até 50% da produção total de minério de ferro das minas da MMX Chile", segundo comunicado da mineradora.
Pelo acordo, a SK Networks comprará US$ 700 milhões em novas ações da mineradora de Eike Batista ao mesmo tempo em que a empresa fará oferta pública de permuta para comprar 100% da LLX Sudeste, detentora do porto, por US$ 2,3 bilhões de dólares.
O acordo prevê que a SK Networks e a MMX farão um contrato de fornecimento do minério de ferro envolvendo a produção das minas da MMX Sudeste e da MMX Chile.
A transação envolve a emissão pela MMX de até US$ 2,2 bilhões em novas ações ordinárias a R$ 13,963 por ação. Este preço será usado pela SK para compra dos novos papéis a serem emitidos pela mineradora.
"A MMX espera utilizar o capital levantado para financiar parte da aquisição da LLX Sudeste e para adquirir novos recursos e reservas de minério de ferro no Estado de Minas Gerais", informa a companhia em comunicado.
A SK Networks opera em 22 países e suas atividades envolvem trading de recursos naturais, petróleo e telecomunicações. A companhia faz parte do Grupo SK, quarto maior conglomerado da Coreia.
O volume de minério de ferro fornecido à SK Networks "não poderá ser inferior à participação da SK Networks na MMX no que diz respeito à produção da MMX Sudeste e de até 50% da produção total de minério de ferro das minas da MMX Chile", segundo comunicado da mineradora.
Petrobras dá início a maior capitalização da história
Após grande polêmica e uma série de especulações, a Petrobras dá início nesta segunda-feira (13) ao processo de capitalização da empresa.
A venda de ações poderá tornar-se a maior da história em todo o mundo, e atingir R$ 150 bilhões.
O valor total será conhecido apenas após o dia 23 de setembro, quando deverá ser fixado o preço por ação.
Até hoje, a maior oferta de ações da história foi da Nippon Telegraph and Telephone, que levantou aproximadamente R$ 63 bilhões.
Por meio dessa operação, a companhia brasileira venderá novas ações no mercado, e assim poderá arrecadar os recursos financeiros dos quais precisa para ampliar seus investimentos, sobretudo em função da exploração do pré-sal.
Participação recorde
A venda das ações da Petrobras terá participação recorde de investidores pessoa física, segundo os bancos. No Brasil, a adesão deve superar a abertura de capital da BM&F (253,7 mil pessoas). Só de funcionários, que têm 15% de "desconto", são esperadas 77 mil adesões.
A Petrobras afirma que possui 1 milhão de acionistas. No Brasil, são 313,9 mil acionistas diretos, 89 mil de fundos FGTS e 402,5 mil de fundos Petrobras. Nos EUA, são mais 150 mil acionistas.
Quem pode investir?
Qualquer pessoa poderá participar da capitalização da empresa, porém existe uma ordem de prioridade.
Quem já investiu na Petrobras ou utilizou o FGTS para a compra de ações há 10 anos, em outra capitalização da empresa, tem prioridade para comprar as novas ações.
O período de reserva nesses dois casos vai até quinta-feira (16).
Caso todas as ações não sejam vendidas nesse período, a venda ficará disponível para qualquer pessoa. Neste caso, o prazo para reservas será até o dia 22 de setembro.
A venda de ações poderá tornar-se a maior da história em todo o mundo, e atingir R$ 150 bilhões.
O valor total será conhecido apenas após o dia 23 de setembro, quando deverá ser fixado o preço por ação.
Até hoje, a maior oferta de ações da história foi da Nippon Telegraph and Telephone, que levantou aproximadamente R$ 63 bilhões.
Por meio dessa operação, a companhia brasileira venderá novas ações no mercado, e assim poderá arrecadar os recursos financeiros dos quais precisa para ampliar seus investimentos, sobretudo em função da exploração do pré-sal.
Participação recorde
A venda das ações da Petrobras terá participação recorde de investidores pessoa física, segundo os bancos. No Brasil, a adesão deve superar a abertura de capital da BM&F (253,7 mil pessoas). Só de funcionários, que têm 15% de "desconto", são esperadas 77 mil adesões.
A Petrobras afirma que possui 1 milhão de acionistas. No Brasil, são 313,9 mil acionistas diretos, 89 mil de fundos FGTS e 402,5 mil de fundos Petrobras. Nos EUA, são mais 150 mil acionistas.
Quem pode investir?
Qualquer pessoa poderá participar da capitalização da empresa, porém existe uma ordem de prioridade.
Quem já investiu na Petrobras ou utilizou o FGTS para a compra de ações há 10 anos, em outra capitalização da empresa, tem prioridade para comprar as novas ações.
O período de reserva nesses dois casos vai até quinta-feira (16).
Caso todas as ações não sejam vendidas nesse período, a venda ficará disponível para qualquer pessoa. Neste caso, o prazo para reservas será até o dia 22 de setembro.
OGX propõe cisão de operação na Bacia de Campos
A empresa quer cindir 70 por cento da participação que possui em ativos e passivos relacionados aos contratos de concessão na Bacia de Campos.
A OGX divulgou no final da noite do domingo proposta do conselho de administração da empresa para separar parte das atividades da petrolífera na Bacia de Campos, buscando "viabilizar investimentos específicos por terceiros".
A empresa quer cindir 70 por cento da participação que possui em ativos e passivos relacionados aos contratos de concessão que a unidade OGX Ltda detém na Bacia de Campos. A proposta será votada em assembleia convocada para o dia 28 de setembro.
O patrimônio cindido será incorporado pela OGX Campos, da qual a OGX detém 99,99 por cento do capital social. "Assim, a participação indireta da companhia no patrimônio cindido permanecerá inalterada", afirma a empresa em comunicado.
Na semana passada, fontes afirmaram à Reuters que as chinesas Sinopec Group, uma das maiores refinarias da Ásia, e a CNOOC, maior produtora marítima de gás e petróleo da China, poderiam fazer uma oferta conjunta de 7 bilhões de dólares por participações em ativos da OGX.
Segundo comunicado da OGX desta segunda-feira, a proposta de cisão somente será submetida aos acionistas depois de aprovação pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
A OGX divulgou no final da noite do domingo proposta do conselho de administração da empresa para separar parte das atividades da petrolífera na Bacia de Campos, buscando "viabilizar investimentos específicos por terceiros".
A empresa quer cindir 70 por cento da participação que possui em ativos e passivos relacionados aos contratos de concessão que a unidade OGX Ltda detém na Bacia de Campos. A proposta será votada em assembleia convocada para o dia 28 de setembro.
O patrimônio cindido será incorporado pela OGX Campos, da qual a OGX detém 99,99 por cento do capital social. "Assim, a participação indireta da companhia no patrimônio cindido permanecerá inalterada", afirma a empresa em comunicado.
Na semana passada, fontes afirmaram à Reuters que as chinesas Sinopec Group, uma das maiores refinarias da Ásia, e a CNOOC, maior produtora marítima de gás e petróleo da China, poderiam fazer uma oferta conjunta de 7 bilhões de dólares por participações em ativos da OGX.
Segundo comunicado da OGX desta segunda-feira, a proposta de cisão somente será submetida aos acionistas depois de aprovação pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Sinopec e CNOOC podem fazer oferta de US$7 bi por OGX
A OGX, empresa do biionário Eike Batista, está considerando vendas de participações em alguns de seus blocos petrolíferos.
A chinesas Sinopec Group e CNOOC estão fazendo ofertas por participações em ativos detidos pela OGX, empresa petrolífera iniciante do empresário Eike Batista, em uma operação potencial de 7 bilhões de dólares, afirmaram fontes com conhecimento direto do assunto nesta sexta-feira.
A OGX, parte do grupo EBX de Batista, está considerando vendas de participações em alguns de seus blocos petrolíferos depois de fazer uma série de descobertas de hidrocarbonetos nos últimos meses.
A companhia conduz atividade exploratória em 29 blocos no Brasil, a maioria em águas rasas.
O Morgan Stanley está assessorando a Sinopec, disseram duas fontes, sem dar detalhes sobre a estrutura da oferta. O Bank of America-Merrill Lynch está trabalhando com a CNOOC, disse outra fonte com conhecimento direto do assunto.
A Sinopec e a CNOOC provavelmente lançarão uma oferta conjunta, acrescentou uma das fontes, mas o valor final para um acordo ainda está sendo discutido.
"Se você olhar para os números do vendedor, você pagaria 7 bilhões de dólares (...) está em um estágio muito inicial", disse uma das fontes. "Não creio que a transação vá acontecer a um valor muito abaixo de 5 bilhões de dólares."
A notícia sobre os mandatos concedidos aos bancos e sobre o potencial tamanho para uma operação surgem depois de rumores sobre interesse informal chinês na OGX nos últimos meses, com informações da mídia afirmando que a Sinopec e a CNOOC mantiveram discussões com a OGX sobre uma participação de 20 por cento em um campo marítimo de petróleo na bacia de Campos.
Um acordo pode também incluir um equivalente em ações da OGX, disseram as fontes, mas ainda não está claro se a OGX venderá ações da companhia.
"A estrutura do acordo que está sendo colocado na mesa tem alguns componentes diferentes entre si, não é apenas no nível dos ativos, pode haver participação que a OGX queira vender", disse uma das fontes.
Morgan Stanley e Bank of America-Merrill Lynch não comentaram o assunto quando procurados pela Reuters. Representantes da Sinopec, CNOOC e OGX não puderam ser contatados imediatamente.
A chinesas Sinopec Group e CNOOC estão fazendo ofertas por participações em ativos detidos pela OGX, empresa petrolífera iniciante do empresário Eike Batista, em uma operação potencial de 7 bilhões de dólares, afirmaram fontes com conhecimento direto do assunto nesta sexta-feira.
A OGX, parte do grupo EBX de Batista, está considerando vendas de participações em alguns de seus blocos petrolíferos depois de fazer uma série de descobertas de hidrocarbonetos nos últimos meses.
A companhia conduz atividade exploratória em 29 blocos no Brasil, a maioria em águas rasas.
O Morgan Stanley está assessorando a Sinopec, disseram duas fontes, sem dar detalhes sobre a estrutura da oferta. O Bank of America-Merrill Lynch está trabalhando com a CNOOC, disse outra fonte com conhecimento direto do assunto.
A Sinopec e a CNOOC provavelmente lançarão uma oferta conjunta, acrescentou uma das fontes, mas o valor final para um acordo ainda está sendo discutido.
"Se você olhar para os números do vendedor, você pagaria 7 bilhões de dólares (...) está em um estágio muito inicial", disse uma das fontes. "Não creio que a transação vá acontecer a um valor muito abaixo de 5 bilhões de dólares."
A notícia sobre os mandatos concedidos aos bancos e sobre o potencial tamanho para uma operação surgem depois de rumores sobre interesse informal chinês na OGX nos últimos meses, com informações da mídia afirmando que a Sinopec e a CNOOC mantiveram discussões com a OGX sobre uma participação de 20 por cento em um campo marítimo de petróleo na bacia de Campos.
Um acordo pode também incluir um equivalente em ações da OGX, disseram as fontes, mas ainda não está claro se a OGX venderá ações da companhia.
"A estrutura do acordo que está sendo colocado na mesa tem alguns componentes diferentes entre si, não é apenas no nível dos ativos, pode haver participação que a OGX queira vender", disse uma das fontes.
Morgan Stanley e Bank of America-Merrill Lynch não comentaram o assunto quando procurados pela Reuters. Representantes da Sinopec, CNOOC e OGX não puderam ser contatados imediatamente.
Empresas vetam mudanças agudas da bolsa em governança
A maioria das mudanças aprovadas alcança empresas dos três segmentos de governança.
As companhias abertas rejeitaram as três mudanças mais profundas que a BM&FBovespa queria implementar nos regulamentos de listagem de empresas com maior governança corporativa, em um processo que teve início em 2008.
"Foi um processo longo, de mais de um ano e meio, que teve um grau de engajamento bom, embora em muitos casos um pouco tardio", afirmou a jornalistas o chairman da BM&FBovespa, Armínio Fraga, que se envolveu diretamente nas discussões.
A proposta mais polêmica era a de lançamento obrigatório de uma oferta pública de aquisição (OPA) para todos os investidores de uma empresa no Novo Mercado por um acionista que atingisse participação de 30 por cento no capital da companhia.
Segundo a bolsa, de 105 empresas no Novo Mercado consultadas, 60 foram contrárias à medida e 12 não se manifestaram. Apenas 33 companhias no segmento apoiaram a medida.
"O mercado ainda é predominantemente com empresas de dono, de controlador definido. Sabíamos que era uma discussão difícil e foi de fato", comentou Fraga.
Também foram rejeitadas pela maioria das companhias dos Níveis 1 e 2 de governança e do Novo Mercado a proposta de criação de Comitê de Auditoria nas companhias e a de ampliação de conselheiros independentes no Conselho de Administração, de 20 para 30 por cento dos membros.
"Gostaríamos que esses três itens tivessem sido aprovados. Não foi assim, a decisão é das empresas. Sempre se soube que alguns itens seriam mais difíceis do que outros, decidimos arriscar e não temos nenhum arrependimento", afirmou Fraga.
A crise financeira global, a adoção no Brasil do padrão de contabilidade internacional e o aumento de empresas abertas sem a figura clara de um controlador motivaram a revisão dos segmentos de listagem na bolsa de alta governança. Isso não acontecia desde 2006.
Para Fraga, contudo, as empresas demonstraram que não estavam totalmente preparadas para isso. "Essa evolução de mentalidade não acontece da noite para o dia. Ainda senti no ar um pouco do Brasil velho."
"Vejo uma mentalidade de tratar todos os temas como coletivos. Me lembra um pouco o funcionamento do Congresso: o que parece ser um problema para uma minoria pequena acaba se transformando em um tema que angaria a solidariedade de muitos. Talvez esse tenha sido o caso nas propostas de Comitê de Auditoria e de conselheiros independentes", alfinetou.
Pouco impacto
A maioria das mudanças aprovadas alcança empresas dos três segmentos de governança. Todas as empresas listadas no Novo Mercado e nos Níveis 1 e 2 terão que se comprometer a ter uma política sobre negociação de ações e um código de conduta.
Outra alteração aprovada, por margem apertada de votos, é que a mesma pessoa não poderá acumular as presidências do Conselho e da diretoria executiva na mesma companhia.
Segundo o diretor-presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, as novas regras serão apreciadas pelo Conselho da bolsa e em seguida serão encaminhadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A maioria dos itens aprovados entrará em vigor seis meses depois de sua deliberação pela CVM. O impedimento de uma mesma pessoa nas funções de chairman e presidente-executivo valerá dentro de três anos, em alguns casos específicos, podendo ser um prazo ainda maior, disse Edemir.
De 19 empresas no Nível 2 de governança, segundo a bolsa, 13 se manifestaram. No Nível 1, 28 companhias votaram nas propostas de um total de 35 listadas.
As companhias abertas rejeitaram as três mudanças mais profundas que a BM&FBovespa queria implementar nos regulamentos de listagem de empresas com maior governança corporativa, em um processo que teve início em 2008.
"Foi um processo longo, de mais de um ano e meio, que teve um grau de engajamento bom, embora em muitos casos um pouco tardio", afirmou a jornalistas o chairman da BM&FBovespa, Armínio Fraga, que se envolveu diretamente nas discussões.
A proposta mais polêmica era a de lançamento obrigatório de uma oferta pública de aquisição (OPA) para todos os investidores de uma empresa no Novo Mercado por um acionista que atingisse participação de 30 por cento no capital da companhia.
Segundo a bolsa, de 105 empresas no Novo Mercado consultadas, 60 foram contrárias à medida e 12 não se manifestaram. Apenas 33 companhias no segmento apoiaram a medida.
"O mercado ainda é predominantemente com empresas de dono, de controlador definido. Sabíamos que era uma discussão difícil e foi de fato", comentou Fraga.
Também foram rejeitadas pela maioria das companhias dos Níveis 1 e 2 de governança e do Novo Mercado a proposta de criação de Comitê de Auditoria nas companhias e a de ampliação de conselheiros independentes no Conselho de Administração, de 20 para 30 por cento dos membros.
"Gostaríamos que esses três itens tivessem sido aprovados. Não foi assim, a decisão é das empresas. Sempre se soube que alguns itens seriam mais difíceis do que outros, decidimos arriscar e não temos nenhum arrependimento", afirmou Fraga.
A crise financeira global, a adoção no Brasil do padrão de contabilidade internacional e o aumento de empresas abertas sem a figura clara de um controlador motivaram a revisão dos segmentos de listagem na bolsa de alta governança. Isso não acontecia desde 2006.
Para Fraga, contudo, as empresas demonstraram que não estavam totalmente preparadas para isso. "Essa evolução de mentalidade não acontece da noite para o dia. Ainda senti no ar um pouco do Brasil velho."
"Vejo uma mentalidade de tratar todos os temas como coletivos. Me lembra um pouco o funcionamento do Congresso: o que parece ser um problema para uma minoria pequena acaba se transformando em um tema que angaria a solidariedade de muitos. Talvez esse tenha sido o caso nas propostas de Comitê de Auditoria e de conselheiros independentes", alfinetou.
Pouco impacto
A maioria das mudanças aprovadas alcança empresas dos três segmentos de governança. Todas as empresas listadas no Novo Mercado e nos Níveis 1 e 2 terão que se comprometer a ter uma política sobre negociação de ações e um código de conduta.
Outra alteração aprovada, por margem apertada de votos, é que a mesma pessoa não poderá acumular as presidências do Conselho e da diretoria executiva na mesma companhia.
Segundo o diretor-presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, as novas regras serão apreciadas pelo Conselho da bolsa e em seguida serão encaminhadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A maioria dos itens aprovados entrará em vigor seis meses depois de sua deliberação pela CVM. O impedimento de uma mesma pessoa nas funções de chairman e presidente-executivo valerá dentro de três anos, em alguns casos específicos, podendo ser um prazo ainda maior, disse Edemir.
De 19 empresas no Nível 2 de governança, segundo a bolsa, 13 se manifestaram. No Nível 1, 28 companhias votaram nas propostas de um total de 35 listadas.
Chinesas farão oferta bilionária por petrolífera de Eike Batista
As chinesas Sinopec Group e CNOOC estão fazendo ofertas por participações em ativos detidos pela OGX, empresa petrolífera do empresário Eike Batista, em uma operação potencial de US$ 7 bilhões, afirmaram fontes com conhecimento direto do assunto nesta sexta-feira.
A OGX, parte do grupo EBX de Batista, está considerando vendas de participações em alguns de seus blocos petrolíferos depois de fazer uma série de descobertas de hidrocarbonetos nos últimos meses.
A companhia conduz atividade exploratória em 29 blocos no Brasil, a maioria em águas rasas.
O Morgan Stanley está assessorando a Sinopec, disseram duas fontes, sem dar detalhes sobre a estrutura da oferta. O Bank of America-Merrill Lynch está trabalhando com a CNOOC, disse outra fonte com conhecimento direto do assunto.
A Sinopec e a CNOOC provavelmente lançarão uma oferta conjunta, acrescentou uma das fontes, mas o valor final para um acordo ainda está sendo discutido.
"Se você olhar para os números do vendedor, você pagaria US$ 7 bilhões está em um estágio muito inicial", disse uma das fontes. "Não creio que a transação vá acontecer a um valor muito abaixo de US$ 5 bilhões."
A notícia sobre os mandatos concedidos aos bancos e sobre o potencial tamanho para uma operação surgem depois de rumores sobre interesse informal chinês na OGX nos últimos meses, com informações da mídia afirmando que a Sinopec e a CNOOC mantiveram discussões com a OGX sobre uma participação de 20% em um campo marítimo de petróleo na bacia de Campos.
Um acordo pode também incluir um equivalente em ações da OGX, disseram as fontes, mas ainda não está claro se a OGX venderá ações da companhia.
"A estrutura do acordo que está sendo colocado na mesa tem alguns componentes diferentes entre si, não é apenas no nível dos ativos, pode haver participação que a OGX queira vender", disse uma das fontes.
Morgan Stanley e Bank of America-Merrill Lynch não comentaram o assunto quando procurados pela Reuters. Representantes da Sinopec, CNOOC e OGX não puderam ser contatados imediatamente.
A OGX, parte do grupo EBX de Batista, está considerando vendas de participações em alguns de seus blocos petrolíferos depois de fazer uma série de descobertas de hidrocarbonetos nos últimos meses.
A companhia conduz atividade exploratória em 29 blocos no Brasil, a maioria em águas rasas.
O Morgan Stanley está assessorando a Sinopec, disseram duas fontes, sem dar detalhes sobre a estrutura da oferta. O Bank of America-Merrill Lynch está trabalhando com a CNOOC, disse outra fonte com conhecimento direto do assunto.
A Sinopec e a CNOOC provavelmente lançarão uma oferta conjunta, acrescentou uma das fontes, mas o valor final para um acordo ainda está sendo discutido.
"Se você olhar para os números do vendedor, você pagaria US$ 7 bilhões está em um estágio muito inicial", disse uma das fontes. "Não creio que a transação vá acontecer a um valor muito abaixo de US$ 5 bilhões."
A notícia sobre os mandatos concedidos aos bancos e sobre o potencial tamanho para uma operação surgem depois de rumores sobre interesse informal chinês na OGX nos últimos meses, com informações da mídia afirmando que a Sinopec e a CNOOC mantiveram discussões com a OGX sobre uma participação de 20% em um campo marítimo de petróleo na bacia de Campos.
Um acordo pode também incluir um equivalente em ações da OGX, disseram as fontes, mas ainda não está claro se a OGX venderá ações da companhia.
"A estrutura do acordo que está sendo colocado na mesa tem alguns componentes diferentes entre si, não é apenas no nível dos ativos, pode haver participação que a OGX queira vender", disse uma das fontes.
Morgan Stanley e Bank of America-Merrill Lynch não comentaram o assunto quando procurados pela Reuters. Representantes da Sinopec, CNOOC e OGX não puderam ser contatados imediatamente.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Embraer garante linha de crédito de US$1 bi
Fabricante de aviões terá linhas de financiamento, nos valores de US$ 400 milhões e US$ 600 milhões.
A Embraer acertou nesta quinta-feira uma operação de crédito de 1 bilhão de dólares com 25 instituições financeiras internacionais, assegurando recursos financeiros de curto prazo a taxas pré-negociadas.
O acordo envolve renovação da operação de crédito sindicalizado de 500 milhões de dólares anunciada em agosto de 2006. "Desta vez, o valor ofertado foi o dobro do inicialmente demandado e demonstra a confiança das instituições financeiras na saúde financeira e operacional da Embraer", afirma a empresa em comunicado ao mercado.
O montante total ficará disponível por até dois anos em duas linhas de crédito: 400 milhões de dólares destinados ao pré-financiamento de exportações e 600 milhões para financiamento de capital de giro. O prazo final para pagamento, se a empresa vier a utilizar o crédito, é setembro de 2013.
A Embraer acertou nesta quinta-feira uma operação de crédito de 1 bilhão de dólares com 25 instituições financeiras internacionais, assegurando recursos financeiros de curto prazo a taxas pré-negociadas.
O acordo envolve renovação da operação de crédito sindicalizado de 500 milhões de dólares anunciada em agosto de 2006. "Desta vez, o valor ofertado foi o dobro do inicialmente demandado e demonstra a confiança das instituições financeiras na saúde financeira e operacional da Embraer", afirma a empresa em comunicado ao mercado.
O montante total ficará disponível por até dois anos em duas linhas de crédito: 400 milhões de dólares destinados ao pré-financiamento de exportações e 600 milhões para financiamento de capital de giro. O prazo final para pagamento, se a empresa vier a utilizar o crédito, é setembro de 2013.
JBS e Marfrig obtêm na Argentina as maiores cotas para exportar à UE
Em relação ao último ciclo, o Marfrig praticamente manteve seu volume anterior, enquanto o JBS perdeu 31,80% das 3 mil toneladas que obteve no período passado.
Com atraso de mais de dois meses, o governo da Argentina publicou a resolução que distribui a cota Hilton entre 76 empresas habilitadas para o ciclo comercial que vai de junho de 2010 a junho de 2011. Os dois frigoríficos que obtiveram as maiores fatias foram os brasileiros presentes no país - Marfrig, com 3,141 mil toneladas, e JBS-Friboi, com 2,045 mil toneladas.
Em relação ao último ciclo, o Marfrig praticamente manteve seu volume anterior, que foi de 3,122 mil toneladas. O JBS, no entanto, perdeu 31,80% das 3 mil toneladas que obteve no período passado.
Há quase uma semana, a AE antecipou o plano da JBS de vender as três unidades que se encontram atualmente paradas por falta de gado para o abate. Nesta quarta-feira, o Marfrig também anunciou aos seus empregados que será interromper as atividades em uma de suas plantas, o frigorífico Estancias do Sur, localizado na província de Córdoba.
A empresa comunicou que dará férias de cinco dias ao pessoal desta unidade, a partir do dia 13, por falta de gado e pelas dificuldades de conseguir as guias de exportação. A informação foi confirmada pela Federação Gremial de Pessoal da Carne, segundo a qual os operários receberão o pagamento de seus salários normalmente.
Fontes do setor informaram que Estancias del Sur já havia insistido com a Secretaria de Comércio Interior, em várias ocasiões, para que liberasse as licenças de exportação, sem sucesso. O problema se agravou com a imposição oficial de interferir no volume de gado ofertado aos frigoríficos.
O polêmico secretário Guillermo Moreno impôs a medida para distribuir o gado disponível entre todas as unidades, como forma de minimizar a crise do setor. Com isto, Estancias del Sur reduziu suas operações em 40%. Das 500 cabeças abatidas por dia, o frigorífico passou para uma média de 170 cabeças diárias. A empresa sofre limitações para operar mesmo depois de o governo ter concedido a maior porção da cota Hilton ao grupo Marfrig.
"Há uma incongruência enorme do governo e de suas medidas porque congela os preços internos, distribui a cota das exportações à Europa, mas não dá autorização dos embarques e reduz a oferta de gado entre os frigoríficos exportadores. Não dá para entender a lógica", disparou outra fonte ouvida pela AE.
A cota Hilton é o volume de cortes de carne de alta qualidade que a Europa concede aos países exportadores da proteína com condições tarifárias especiais. A Argentina possui 28 mil toneladas e abocanha a metade da Hilton. Contudo, no último ciclo comercial (junho/2009 a junho/2010), o país vizinho não conseguiu cumprir sua cota em quase 10 mil toneladas.
O setor alega que o não cumprimento do prazo hábil para a exportação ocorreu porque o governo demorou nove meses para distribuir a cota e para conceder as licenças de exportação. "Não houve tempo para embarcar toda a mercadoria porque as licenças chegaram tarde", disse uma fonte do setor.
Além disso, os frigoríficos não estão conseguindo gado suficiente para manter os abates. Nos últimos quatro anos, o rebanho perdeu 10 milhões de cabeças, fruto da política de intervenção do governo no mercado e de uma forte estiagem que assolou o país em 2009.
Os preços da carne subiram 100% em apenas um ano. A política adotada pelo governo também reduziu em quase 40% o número de empresas frigoríficas habilitadas a exportar para a União Europeia, um negócio que movimenta US$ 300 milhões por ano.
Há dois anos, 79 frigoríficos e 40 produtores estavam habilitados para a Hilton. Agora, esses números baixaram para 45 e 31, respectivamente. Para o novo ciclo que já começa atrasado, os problemas prometem repetir-se, segundo outra fonte. "Com as atuais condições internas, o negócio deixou de ser rentável para os frigoríficos e há uma enorme falta de gado para atender à demanda", comentou.
Segundo a fonte, "o preço do gado em pé está caríssimo, enquanto que o controle dos preços de venda da carne no mercado interno é fortíssimo; e ninguém está ganhando dinheiro com esse negócio". "Acho difícil que a cota seja cumprida nesse ciclo", opinou.
As 28 mil toneladas têm que ser embarcadas até o dia 30 de junho de 2011. Entre os demais frigoríficos com maiores cotas estão Friar S.A., com 1.538 t; Frigorífico Gorina S.A., com 1.528 t; Exportaciones Agroindustriales Argentina S.A., com 1.269 t; Arre Beef S.A., com 1.259 t; e Frigorífico Rioplatense, com 1.235 toneladas.
Com atraso de mais de dois meses, o governo da Argentina publicou a resolução que distribui a cota Hilton entre 76 empresas habilitadas para o ciclo comercial que vai de junho de 2010 a junho de 2011. Os dois frigoríficos que obtiveram as maiores fatias foram os brasileiros presentes no país - Marfrig, com 3,141 mil toneladas, e JBS-Friboi, com 2,045 mil toneladas.
Em relação ao último ciclo, o Marfrig praticamente manteve seu volume anterior, que foi de 3,122 mil toneladas. O JBS, no entanto, perdeu 31,80% das 3 mil toneladas que obteve no período passado.
Há quase uma semana, a AE antecipou o plano da JBS de vender as três unidades que se encontram atualmente paradas por falta de gado para o abate. Nesta quarta-feira, o Marfrig também anunciou aos seus empregados que será interromper as atividades em uma de suas plantas, o frigorífico Estancias do Sur, localizado na província de Córdoba.
A empresa comunicou que dará férias de cinco dias ao pessoal desta unidade, a partir do dia 13, por falta de gado e pelas dificuldades de conseguir as guias de exportação. A informação foi confirmada pela Federação Gremial de Pessoal da Carne, segundo a qual os operários receberão o pagamento de seus salários normalmente.
Fontes do setor informaram que Estancias del Sur já havia insistido com a Secretaria de Comércio Interior, em várias ocasiões, para que liberasse as licenças de exportação, sem sucesso. O problema se agravou com a imposição oficial de interferir no volume de gado ofertado aos frigoríficos.
O polêmico secretário Guillermo Moreno impôs a medida para distribuir o gado disponível entre todas as unidades, como forma de minimizar a crise do setor. Com isto, Estancias del Sur reduziu suas operações em 40%. Das 500 cabeças abatidas por dia, o frigorífico passou para uma média de 170 cabeças diárias. A empresa sofre limitações para operar mesmo depois de o governo ter concedido a maior porção da cota Hilton ao grupo Marfrig.
"Há uma incongruência enorme do governo e de suas medidas porque congela os preços internos, distribui a cota das exportações à Europa, mas não dá autorização dos embarques e reduz a oferta de gado entre os frigoríficos exportadores. Não dá para entender a lógica", disparou outra fonte ouvida pela AE.
A cota Hilton é o volume de cortes de carne de alta qualidade que a Europa concede aos países exportadores da proteína com condições tarifárias especiais. A Argentina possui 28 mil toneladas e abocanha a metade da Hilton. Contudo, no último ciclo comercial (junho/2009 a junho/2010), o país vizinho não conseguiu cumprir sua cota em quase 10 mil toneladas.
O setor alega que o não cumprimento do prazo hábil para a exportação ocorreu porque o governo demorou nove meses para distribuir a cota e para conceder as licenças de exportação. "Não houve tempo para embarcar toda a mercadoria porque as licenças chegaram tarde", disse uma fonte do setor.
Além disso, os frigoríficos não estão conseguindo gado suficiente para manter os abates. Nos últimos quatro anos, o rebanho perdeu 10 milhões de cabeças, fruto da política de intervenção do governo no mercado e de uma forte estiagem que assolou o país em 2009.
Os preços da carne subiram 100% em apenas um ano. A política adotada pelo governo também reduziu em quase 40% o número de empresas frigoríficas habilitadas a exportar para a União Europeia, um negócio que movimenta US$ 300 milhões por ano.
Há dois anos, 79 frigoríficos e 40 produtores estavam habilitados para a Hilton. Agora, esses números baixaram para 45 e 31, respectivamente. Para o novo ciclo que já começa atrasado, os problemas prometem repetir-se, segundo outra fonte. "Com as atuais condições internas, o negócio deixou de ser rentável para os frigoríficos e há uma enorme falta de gado para atender à demanda", comentou.
Segundo a fonte, "o preço do gado em pé está caríssimo, enquanto que o controle dos preços de venda da carne no mercado interno é fortíssimo; e ninguém está ganhando dinheiro com esse negócio". "Acho difícil que a cota seja cumprida nesse ciclo", opinou.
As 28 mil toneladas têm que ser embarcadas até o dia 30 de junho de 2011. Entre os demais frigoríficos com maiores cotas estão Friar S.A., com 1.538 t; Frigorífico Gorina S.A., com 1.528 t; Exportaciones Agroindustriales Argentina S.A., com 1.269 t; Arre Beef S.A., com 1.259 t; e Frigorífico Rioplatense, com 1.235 toneladas.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Rússia proíbe importação de carne de unidades da JBS no Brasil
As informações foram publicadas no site da agência sanitária russa, Rosselkhoznadzor.
A Rússia proibiu importação de carne bovina e de frango de várias unidades processadoras do Brasil, incluindo da JBS, maior produtora de carne do mundo. As informações estão publicadas no site da agência sanitária russa, Rosselkhoznadzor.
O site informou que a proibição vale a partir desta quarta-feira para três fábricas brasileiras da JBS, depois que carnes bovinas e de frango dessas unidades apresentaram registros do antibiótico oxitetraciclina, E-coli e listeria. Uma fábrica da JBS na Argentina também apresentou carne com o mesmo antibiótico, segundo o site.
A agência também afirma que outra fábrica da JBS será proibida de vender carne bovina e suína ao país a partir de 14 de setembro por causa da presença das bactérias listeria e salmonella em seus produtos.
A proibição também vai se aplicar a uma fábrica da Alibem Comercial de Alimentos.
A Rússia concedeu permissão para 126 fábricas brasileiras fornecerem carne bovina ao país, além de 104 fornecedores de carne de frango e 62 de suínos, segundo a agência.
Há outras fábricas da JBS nessas três listas, que ainda mantêm permissão para enviar carne à Rússia, mas algumas delas estão passando por controles mais rigorosos, informa o site.
Grande importadora de carne, a Rússia regularmente impõe bloqueios sobre produtos de países atingidos por doenças e de fábricas específicas se encontra em seus produtos substâncias perigosas.
Normalmente, os bloqueios são retirados depois que os produtores resolvem os problemas.
A Rússia proibiu importação de carne bovina e de frango de várias unidades processadoras do Brasil, incluindo da JBS, maior produtora de carne do mundo. As informações estão publicadas no site da agência sanitária russa, Rosselkhoznadzor.
O site informou que a proibição vale a partir desta quarta-feira para três fábricas brasileiras da JBS, depois que carnes bovinas e de frango dessas unidades apresentaram registros do antibiótico oxitetraciclina, E-coli e listeria. Uma fábrica da JBS na Argentina também apresentou carne com o mesmo antibiótico, segundo o site.
A agência também afirma que outra fábrica da JBS será proibida de vender carne bovina e suína ao país a partir de 14 de setembro por causa da presença das bactérias listeria e salmonella em seus produtos.
A proibição também vai se aplicar a uma fábrica da Alibem Comercial de Alimentos.
A Rússia concedeu permissão para 126 fábricas brasileiras fornecerem carne bovina ao país, além de 104 fornecedores de carne de frango e 62 de suínos, segundo a agência.
Há outras fábricas da JBS nessas três listas, que ainda mantêm permissão para enviar carne à Rússia, mas algumas delas estão passando por controles mais rigorosos, informa o site.
Grande importadora de carne, a Rússia regularmente impõe bloqueios sobre produtos de países atingidos por doenças e de fábricas específicas se encontra em seus produtos substâncias perigosas.
Normalmente, os bloqueios são retirados depois que os produtores resolvem os problemas.
BB negocia compra de bancos no Peru e no Chile
Banco também observa oportunidades na Colômbia, Uruguai e Paraguai.
A aquisição de um banco de pequeno porte no Peru pode ser o mais novo passo do Banco do Brasil em seu processo de internacionalização. Segundo fontes ligadas ao banco, o BB estuda, e pode fechar negócio nas próximas semanas. A ideia é comprar uma instituição que opera no segmento corporativo, atuando principalmente para fomentar o comércio exterior entre o Brasil e o Peru.
Além do Peru, o BB tem buscado entrar em outros países. Nesse sentido, a instituição financeira estatal já adquiriu o banco Patagônia, na Argentina, e negocia uma parceria minoritária com um banco de pequeno porte no Chile, sem aquisição de controle. As conversas também avançam para uma parceria com uma instituição já estabelecida e focada nas empresas. O Banco do Brasil também observa oportunidades na Colômbia, Uruguai e Paraguai.
Com esses movimentos, a atuação do maior banco brasileiro deve ganhar novos e importantes contornos até o fim do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com possibilidade de compras serem anunciadas até mesmo antes da eleição do novo presidente da República.
Além disso, o BB reforça a estratégia de ampliar a influência da política externa brasileira por meio do financiamento de empreendimentos de interesse do Brasil no exterior. No fim de semana, executivos do BB acertaram condições de um empréstimo de US$ 223 milhões para a instalação de uma usina de etanol na Colômbia.
Segundo as empresas envolvidas, é a maior operação privada realizada até hoje pelo Programa de Financiamento às Exportações o Proex. O dinheiro vai beneficiar um grupo israelense que comprará equipamentos de uma fornecedora brasileira. O contrato será firmado em breve. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
A aquisição de um banco de pequeno porte no Peru pode ser o mais novo passo do Banco do Brasil em seu processo de internacionalização. Segundo fontes ligadas ao banco, o BB estuda, e pode fechar negócio nas próximas semanas. A ideia é comprar uma instituição que opera no segmento corporativo, atuando principalmente para fomentar o comércio exterior entre o Brasil e o Peru.
Além do Peru, o BB tem buscado entrar em outros países. Nesse sentido, a instituição financeira estatal já adquiriu o banco Patagônia, na Argentina, e negocia uma parceria minoritária com um banco de pequeno porte no Chile, sem aquisição de controle. As conversas também avançam para uma parceria com uma instituição já estabelecida e focada nas empresas. O Banco do Brasil também observa oportunidades na Colômbia, Uruguai e Paraguai.
Com esses movimentos, a atuação do maior banco brasileiro deve ganhar novos e importantes contornos até o fim do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, com possibilidade de compras serem anunciadas até mesmo antes da eleição do novo presidente da República.
Além disso, o BB reforça a estratégia de ampliar a influência da política externa brasileira por meio do financiamento de empreendimentos de interesse do Brasil no exterior. No fim de semana, executivos do BB acertaram condições de um empréstimo de US$ 223 milhões para a instalação de uma usina de etanol na Colômbia.
Segundo as empresas envolvidas, é a maior operação privada realizada até hoje pelo Programa de Financiamento às Exportações o Proex. O dinheiro vai beneficiar um grupo israelense que comprará equipamentos de uma fornecedora brasileira. O contrato será firmado em breve. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Investimento direto na China deve superar US$100 bi em 2010
IED não-financeiro na China atingiu o recorde de 92,4 bilhões de dólares em 2008, mas caiu para 90 bilhões de dólares em 2009.
O investimento estrangeiro direto (IED) na China deve ultrapassar 100 bilhões de dólares pela primeira vez neste ano, disse a mídia estatal chinesa nesta segunda-feira.
O IED não-financeiro na China atingiu o recorde de 92,4 bilhões de dólares em 2008, mas caiu para 90 bilhões de dólares em 2009 em meio à crise financeira global.
Os investidores estrangeiros estão otimistas sobre a perspectiva econômica da China, e os esforços de Pequim para melhorar o ambiente de investimento aumentaram sua confiança, disse Shen Danyang, porta-voz do Ministério do Comércio chinês, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
A China atraiu 58,4 bilhões de dólares de IED nos primeiros sete meses do ano, alta de 20,7 por cento sobre o mesmo período de 2009.
O investimento estrangeiro direto (IED) na China deve ultrapassar 100 bilhões de dólares pela primeira vez neste ano, disse a mídia estatal chinesa nesta segunda-feira.
O IED não-financeiro na China atingiu o recorde de 92,4 bilhões de dólares em 2008, mas caiu para 90 bilhões de dólares em 2009 em meio à crise financeira global.
Os investidores estrangeiros estão otimistas sobre a perspectiva econômica da China, e os esforços de Pequim para melhorar o ambiente de investimento aumentaram sua confiança, disse Shen Danyang, porta-voz do Ministério do Comércio chinês, segundo a agência de notícias estatal Xinhua.
A China atraiu 58,4 bilhões de dólares de IED nos primeiros sete meses do ano, alta de 20,7 por cento sobre o mesmo período de 2009.
Obama vai propor incentivo tributário de US$ 100 bi
O presidente Barack Obama vai propor um incentivo tributário de 100 bilhões de dólares para as empresas esta semana com o objetivo de estimular a hesitante recuperação da economia americana, informou o jornal Washington Post.
Obama utilizará um discurso na quarta-feira na cidade de Cleveland (Ohio) para lançar os que fontes do governo classificaram de nova diretriz política para estimular a economia.
A proposta aumentaria e estenderia de forma permanente incentivos tributários para as empresas, recompensando as companhias que desenvolvem novas tecnologias no país e preservam postos de trabalhos.
O pagamento seria possível com o fim de outros impostos cobrados das empresas, segundo o Post.
A equipe econômica de Obama estuda uma série de novas medidas para ajudar a economia.
Mas sem o apoio em Washington para uma nova rodada de gastos de estímulo por parte do Estado, com as eleições legislativas marcadas para novembro, a Casa Branca deixou claro que não se repetirá o Recoverty Act de 2009, que consistiu em 814 bilhões de dólares.
Obama visitará dois estados vitais esta semana, Wisconsin e Ohio, duramente afetados pela recessão, e onde acontecem campanhas políticas difíceis no momento em que os democratas lutam para manter a maioria no Congresso.
Obama utilizará um discurso na quarta-feira na cidade de Cleveland (Ohio) para lançar os que fontes do governo classificaram de nova diretriz política para estimular a economia.
A proposta aumentaria e estenderia de forma permanente incentivos tributários para as empresas, recompensando as companhias que desenvolvem novas tecnologias no país e preservam postos de trabalhos.
O pagamento seria possível com o fim de outros impostos cobrados das empresas, segundo o Post.
A equipe econômica de Obama estuda uma série de novas medidas para ajudar a economia.
Mas sem o apoio em Washington para uma nova rodada de gastos de estímulo por parte do Estado, com as eleições legislativas marcadas para novembro, a Casa Branca deixou claro que não se repetirá o Recoverty Act de 2009, que consistiu em 814 bilhões de dólares.
Obama visitará dois estados vitais esta semana, Wisconsin e Ohio, duramente afetados pela recessão, e onde acontecem campanhas políticas difíceis no momento em que os democratas lutam para manter a maioria no Congresso.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Investigações no Banrisul podem pressionar as ações
Funcionário do banco teria fraudado despesas com marketing em 10 milhões de reais.
As investigações que envolvem denúncias de corrupção no departamento de marketing do Banrisul (BRSR6) podem pressionar as ações do banco, avalia o banco Barclays em relatório publicado nesta sexta-feira (3). A suspeita é de que as campanhas de marketing contratadas pelo banco junto às agências de publicidade tenham sido superfaturadas em até 10 milhões de reais.
Segundo a Polícia Federal, as agências terceirizavam o serviço para empresas que subcontratavam os responsáveis pela execução das ações a preços muito menores do que os cobrados do banco. A operação, que foi chamada de Mercari, realizou ao todo 11 mandados de busca e apreensão, 10 deles na Capital e um em Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre.
Em nota, o banco disse que "mantém sistemas rigorosos de controle interno e sistemas igualmente rígidos de controle externo, de modo que seu excelente desempenho econômico guarda estreita vinculação com pautas de boa governança corporativa" e que está surpreendido com as investigações do feitas a partir da representação do Ministério Público.
Segundo os analistas Fabio Zagatti e Roberto Attuch, as despesas totais do banco com marketing, nos últimos 18 meses, chegaram a 171 milhões de reais e representaram entre 3 e 4% das receitas no período. Para o Barclays, devido a complexidade e a proximidade com as eleições, as incertezas em torno de possíveis implicações para o Banrisul durante a investigações podem por pressão sobre as ações até que os fatos sejam esclarecidos.
A recomendação do banco para as ações do Banrisul é overweight (alocação acima da média do mercado), com um preço-alvo de 21 reais.
As investigações que envolvem denúncias de corrupção no departamento de marketing do Banrisul (BRSR6) podem pressionar as ações do banco, avalia o banco Barclays em relatório publicado nesta sexta-feira (3). A suspeita é de que as campanhas de marketing contratadas pelo banco junto às agências de publicidade tenham sido superfaturadas em até 10 milhões de reais.
Segundo a Polícia Federal, as agências terceirizavam o serviço para empresas que subcontratavam os responsáveis pela execução das ações a preços muito menores do que os cobrados do banco. A operação, que foi chamada de Mercari, realizou ao todo 11 mandados de busca e apreensão, 10 deles na Capital e um em Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre.
Em nota, o banco disse que "mantém sistemas rigorosos de controle interno e sistemas igualmente rígidos de controle externo, de modo que seu excelente desempenho econômico guarda estreita vinculação com pautas de boa governança corporativa" e que está surpreendido com as investigações do feitas a partir da representação do Ministério Público.
Segundo os analistas Fabio Zagatti e Roberto Attuch, as despesas totais do banco com marketing, nos últimos 18 meses, chegaram a 171 milhões de reais e representaram entre 3 e 4% das receitas no período. Para o Barclays, devido a complexidade e a proximidade com as eleições, as incertezas em torno de possíveis implicações para o Banrisul durante a investigações podem por pressão sobre as ações até que os fatos sejam esclarecidos.
A recomendação do banco para as ações do Banrisul é overweight (alocação acima da média do mercado), com um preço-alvo de 21 reais.
TAM está confiante que órgãos reguladores aprovarão fusão com LAN
Bologna afirmou que o processo de integração dos serviços das duas empresas deve ser implementado em um prazo de dois a três anos.
O diretor-presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, afirmou nesta quinta-feira (2) que a documentação a ser entregue à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre a fusão entre a TAM e a companhia aérea chinela LAN deve estar pronta dentro de um mês. Ele disse que espera que a aprovação do negócio pelas autoridades brasileiras ocorra entre seis e nove meses.
Após reunião com a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, Bologna afirmou que o processo de integração dos serviços das duas empresas deve ser implementado em um prazo de dois a três anos. Ele se mostrou otimista de que a fusão será aprovada pela Anac, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
"A TAM sempre foi uma empresa que apresenta tudo dentro da legalidade. Tudo que estamos fazendo e os documentos que estão sendo produzidos estão dentro da legalidade. Portanto, a gente acredita que vai ser aprovado porque estamos propondo algo que é passível de aprovação".
De acordo com Bologna, o consumidor será beneficiado pela fusão porque haverá mais oferta de voos, mais conectividade entre as malhas e mais destinos. "Facilita ao passageiro uma integração maior de uma origem ao destino na intraregião sul-americana e daí para fora porque estaremos colocando mais voos".
Ele lembrou que, apesar da fusão, as duas empresas continuarão atuando de forma independente. "Cada empresa se manterá como ela é. Tem a TAM no Brasil e no Paraguai, a LAN na Argentina, no Chile e no Equador. E você tem uma holding que coordena esse grupo de companhias aéreas. A Latam, portanto, não é uma companhia aérea, ela é um grupo de companhias".
O diretor-presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, afirmou nesta quinta-feira (2) que a documentação a ser entregue à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre a fusão entre a TAM e a companhia aérea chinela LAN deve estar pronta dentro de um mês. Ele disse que espera que a aprovação do negócio pelas autoridades brasileiras ocorra entre seis e nove meses.
Após reunião com a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, Bologna afirmou que o processo de integração dos serviços das duas empresas deve ser implementado em um prazo de dois a três anos. Ele se mostrou otimista de que a fusão será aprovada pela Anac, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
"A TAM sempre foi uma empresa que apresenta tudo dentro da legalidade. Tudo que estamos fazendo e os documentos que estão sendo produzidos estão dentro da legalidade. Portanto, a gente acredita que vai ser aprovado porque estamos propondo algo que é passível de aprovação".
De acordo com Bologna, o consumidor será beneficiado pela fusão porque haverá mais oferta de voos, mais conectividade entre as malhas e mais destinos. "Facilita ao passageiro uma integração maior de uma origem ao destino na intraregião sul-americana e daí para fora porque estaremos colocando mais voos".
Ele lembrou que, apesar da fusão, as duas empresas continuarão atuando de forma independente. "Cada empresa se manterá como ela é. Tem a TAM no Brasil e no Paraguai, a LAN na Argentina, no Chile e no Equador. E você tem uma holding que coordena esse grupo de companhias aéreas. A Latam, portanto, não é uma companhia aérea, ela é um grupo de companhias".
Oferta da Petrobras pode chegar a R$128,3 bilhões
Petrobras quer emitir até 2,17 bilhões de novas ações ordinárias e 1,59 bilhão de ações preferenciais.
A Petrobras planeja emitir até 2,17 bilhões de novas ações ordinárias e 1,59 bilhão de ações preferenciais, afirmou a empresa em comunicado publicado no jornal Valor Econômico nesta sexta-feira.
Considerando o valor das ações no fechamento de quinta-feira, a petrolífera pode levantar, inicialmente, até 111,63 bilhões de reais.
O valor, contudo, pode aumentar caso sejam exercidos os lotes suplementares e adicional, que podem englobar até 564 milhões de ações.
Mantidas as proporções do exercício no green shoe, a oferta pode movimentar 128,33 bilhões de reais, se considerado o preço de fechamento da ação na quinta-feira.
A Petrobras planeja emitir até 2,17 bilhões de novas ações ordinárias e 1,59 bilhão de ações preferenciais, afirmou a empresa em comunicado publicado no jornal Valor Econômico nesta sexta-feira.
Considerando o valor das ações no fechamento de quinta-feira, a petrolífera pode levantar, inicialmente, até 111,63 bilhões de reais.
O valor, contudo, pode aumentar caso sejam exercidos os lotes suplementares e adicional, que podem englobar até 564 milhões de ações.
Mantidas as proporções do exercício no green shoe, a oferta pode movimentar 128,33 bilhões de reais, se considerado o preço de fechamento da ação na quinta-feira.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
OGX encontra novos indícios de gás no Maranhão, onde Eike previu "meia Bolívia"
A OGX Petróleo (OGXP3) anunciou novos indícios de hidrocarbonetos na seção devoniana do poço OGX-16, bloco PN-T-68, conforme fato relevante divulgado nesta quinta-feira (2). Este é o mesmo poço em que a subsidiária da empresa, OGX Maranhão, encontrou vestígios de gás em agosto.
No comunicado, a OGX informa que "foram atingidos objetivos adicionais em duas diferentes formações da seção devoniana, apresentando fortes indícios de gás, comprovando o grande potencial gerador de petróleo desta bacia”.
Segundo a companhia, a perfuração do poço continua em andamento.
"Meia Bolívia"
Este é o mesmo poço que, no dia 12 de agosto, o empresário Eike Batista afirmou que acreditava ter encontrado reservas de gás equivalentes a “meia Bolívia”. Os objetivos atingidos agora estão cerca de 800 metros abaixo do divulgado naquela data.
OGX Maranhão
Localizada na bacia terrestre do Parnaíba, a 260 km de São Luís, o poço foi identificado pela OGX Maranhão, sociedade firmada entre a OGX (66,6%) e a MPX Energia (33,3%), ambas empresas do grupo EBX, de Eike Batista, e terá 70% de participação no bloco, enquanto que o restante ficará por conta da Petra Energia.
No comunicado, a OGX informa que "foram atingidos objetivos adicionais em duas diferentes formações da seção devoniana, apresentando fortes indícios de gás, comprovando o grande potencial gerador de petróleo desta bacia”.
Segundo a companhia, a perfuração do poço continua em andamento.
"Meia Bolívia"
Este é o mesmo poço que, no dia 12 de agosto, o empresário Eike Batista afirmou que acreditava ter encontrado reservas de gás equivalentes a “meia Bolívia”. Os objetivos atingidos agora estão cerca de 800 metros abaixo do divulgado naquela data.
OGX Maranhão
Localizada na bacia terrestre do Parnaíba, a 260 km de São Luís, o poço foi identificado pela OGX Maranhão, sociedade firmada entre a OGX (66,6%) e a MPX Energia (33,3%), ambas empresas do grupo EBX, de Eike Batista, e terá 70% de participação no bloco, enquanto que o restante ficará por conta da Petra Energia.
Barril de petróleo da capitalização terá valor médio de US$ 8,51
Segundo Mantega, o índice mínimo de nacionalização na fase de exploração das reservas será de 37%.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta quarta-feira, 1º, que o valor da cessão onerosa para a capitalização da Petrobrás será de US$ 42,533 bilhões, o equivalente em reais a R$ 74,807 bilhões. Segundo o ministro, a cessão é equivalente a 5 bilhões de barris de petróleo, que serão retirados de seis campos e mais um de reserva para caso não sejam suficientes para completar o contrato.
Os campos são: Tupi Sul, Florim, Tupi Nordete, Peroba, Guará, Franco e Iara, sendo o campo de Peroba o definido como o de reserva.
De acordo com Mantega, o valor médio do barril de petróleo de todos esses campos será de US$ 8,51 para o barril de óleo equivalente, que inclui o gás. O maior campo é o de Franco, com 3,1 bilhões de barris, sendo o barril de óleo neste campo definido em US$ 10,22 e o barril equivalente (com o gás), em US$ 9,04. Ainda segundo Mantega, a taxa de retorno para a Petrobrás será de 8,83%. De acordo com o ministro, essa deve ser a maior operação dessa natureza na história do País.
Conforme o fato relevante divulgado pela Petrobrás simultaneamente à entrevista coletiva na qual Mantega participa neste momento, o aviso ao mercado com os detalhes da oferta de ações da estatal será publicado na sexta-feira, dia 3 de setembro.
Índice de nacionalização
O ministro da Fazenda informou que no contrato da cessão onerosa de 5 bilhões de barris do pré-sal à Petrobrás ficou estabelecido que o índice mínimo de nacionalização na fase de exploração das reservas será de 37%. Segundo Mantega, esse índice é menor porque a produção de sondas brasileiras ainda está se desenvolvendo. Na fase de implantação dos projetos, os índices de conteúdo nacional são maiores: o índice mínimo é de 55% e o médio, de 65%.
Ao comentar o estabelecimento da Taxa Interna de Retorno (TIR) de 8,83% para a Petrobrás na exploração desses 5 bilhões de barris cedidos à empresa, Mantega explicou que "quanto menor o risco, menor o rendimento, e esta é uma operação segura, pois estão garantidos os 5 bilhões de barris à empresa".
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta quarta-feira, 1º, que o valor da cessão onerosa para a capitalização da Petrobrás será de US$ 42,533 bilhões, o equivalente em reais a R$ 74,807 bilhões. Segundo o ministro, a cessão é equivalente a 5 bilhões de barris de petróleo, que serão retirados de seis campos e mais um de reserva para caso não sejam suficientes para completar o contrato.
Os campos são: Tupi Sul, Florim, Tupi Nordete, Peroba, Guará, Franco e Iara, sendo o campo de Peroba o definido como o de reserva.
De acordo com Mantega, o valor médio do barril de petróleo de todos esses campos será de US$ 8,51 para o barril de óleo equivalente, que inclui o gás. O maior campo é o de Franco, com 3,1 bilhões de barris, sendo o barril de óleo neste campo definido em US$ 10,22 e o barril equivalente (com o gás), em US$ 9,04. Ainda segundo Mantega, a taxa de retorno para a Petrobrás será de 8,83%. De acordo com o ministro, essa deve ser a maior operação dessa natureza na história do País.
Conforme o fato relevante divulgado pela Petrobrás simultaneamente à entrevista coletiva na qual Mantega participa neste momento, o aviso ao mercado com os detalhes da oferta de ações da estatal será publicado na sexta-feira, dia 3 de setembro.
Índice de nacionalização
O ministro da Fazenda informou que no contrato da cessão onerosa de 5 bilhões de barris do pré-sal à Petrobrás ficou estabelecido que o índice mínimo de nacionalização na fase de exploração das reservas será de 37%. Segundo Mantega, esse índice é menor porque a produção de sondas brasileiras ainda está se desenvolvendo. Na fase de implantação dos projetos, os índices de conteúdo nacional são maiores: o índice mínimo é de 55% e o médio, de 65%.
Ao comentar o estabelecimento da Taxa Interna de Retorno (TIR) de 8,83% para a Petrobrás na exploração desses 5 bilhões de barris cedidos à empresa, Mantega explicou que "quanto menor o risco, menor o rendimento, e esta é uma operação segura, pois estão garantidos os 5 bilhões de barris à empresa".
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Real ganha espaço e vira alvo do mercado financeiro
A moeda brasileira é uma das duas moedas de emergentes que mais ganharam espaço no mercado mundial de divisas.
O real passou a ser alvo das apostas do mercado financeiro internacional. Segundo levantamento do Banco de Compensações Internacionais (BIS) - o "banco central dos bancos centrais" - o Brasil tem a maior expansão porcentual de contratos de derivativos nos últimos anos e o mercado de câmbio no País quase triplicou desde 2007, com o segundo maior crescimento entre todas as economias emergentes.
O real, segundo o levantamento com dados oficiais e coletados em mais de 1,3 mil agentes financeiros, é uma das duas moedas de emergentes que mais ganharam espaço no mercado mundial de divisas nos últimos três anos. A moeda já é a 20ª mais trocada por esse mercado.
Segundo o BIS, o mercado mundial de divisas cresceu 20% entre 2007 e 2010, com contratos fechados em cerca de US$ 4 trilhões por dia. Há três anos, o volume chegava a US$ 3,3 trilhões. Apesar da expansão, ela não ocorreu no mesmo nível do período de 2004 a 2007, quando foi de 72%.
Entre as moedas de países emergentes, o real foi um dos destaques, com o segundo maior crescimento em participação no mercado internacional, atrás apenas da lira turca. A moeda brasileira, que em 2007 representava 0,4% do mercado de divisas, passou a representar 0,7% em 2010. Há 12 anos, a taxa era de apenas 0,2%.
A participação de 0,7% é pequena, principalmente em relação ao dólar, com 85%. Mas o BIS admite que a expansão chama a atenção pela velocidade. O levantamento mostra ainda que o Brasil foi o país onde o mercado de derivativos mais se expandiu nos últimos três anos. Entre 2004 e 2007, o volume negociado diariamente no Brasil caiu de US$ 900 milhões para US$ 100 milhões. Mas neste ano atingiu US$ 7,5 bilhões. As informações são do jornal O Estado de São Paulo .
O real passou a ser alvo das apostas do mercado financeiro internacional. Segundo levantamento do Banco de Compensações Internacionais (BIS) - o "banco central dos bancos centrais" - o Brasil tem a maior expansão porcentual de contratos de derivativos nos últimos anos e o mercado de câmbio no País quase triplicou desde 2007, com o segundo maior crescimento entre todas as economias emergentes.
O real, segundo o levantamento com dados oficiais e coletados em mais de 1,3 mil agentes financeiros, é uma das duas moedas de emergentes que mais ganharam espaço no mercado mundial de divisas nos últimos três anos. A moeda já é a 20ª mais trocada por esse mercado.
Segundo o BIS, o mercado mundial de divisas cresceu 20% entre 2007 e 2010, com contratos fechados em cerca de US$ 4 trilhões por dia. Há três anos, o volume chegava a US$ 3,3 trilhões. Apesar da expansão, ela não ocorreu no mesmo nível do período de 2004 a 2007, quando foi de 72%.
Entre as moedas de países emergentes, o real foi um dos destaques, com o segundo maior crescimento em participação no mercado internacional, atrás apenas da lira turca. A moeda brasileira, que em 2007 representava 0,4% do mercado de divisas, passou a representar 0,7% em 2010. Há 12 anos, a taxa era de apenas 0,2%.
A participação de 0,7% é pequena, principalmente em relação ao dólar, com 85%. Mas o BIS admite que a expansão chama a atenção pela velocidade. O levantamento mostra ainda que o Brasil foi o país onde o mercado de derivativos mais se expandiu nos últimos três anos. Entre 2004 e 2007, o volume negociado diariamente no Brasil caiu de US$ 900 milhões para US$ 100 milhões. Mas neste ano atingiu US$ 7,5 bilhões. As informações são do jornal O Estado de São Paulo .
Cresce o número de pequenos investidores na Bolsa
Um novo tipo de investidor chega à Bolsa de Valores. São os investidores que aplicam cerca de R$ 2.000 -e só. Não fazem grandes aportes mensais e esperam fazer dinheiro no longo prazo.
A estratégia não é errada. Mas é questionada por consultores financeiros. Primeiro, porque ações implicam risco. Segundo, porque as taxas cobradas podem invalidar a rentabilidade da aplicação.
“O investidor deve prestar atenção nas taxas. Uma corretagem de R$ 20 em uma ordem de R$ 100 significa 20% e ainda haverá taxa de custódia que pode ser de mais R$ 10 por mês, por exemplo”, diz o educador financeiro Mauro Calil.
De acordo com uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) feita para a BM&FBovespa, boa parte de novos investidores que entraram na Bolsa nos últimos anos compraram, no máximo, R$ 2.000 em ações.
A pesquisa apurou que havia 861.720 contas de pessoas físicas na Bovespa entre janeiro de 2005 e dezembro de 2009. Deste total, 58% passaram a investir em ações a partir de setembro de 2007.
Segundo a BM&FBovespa, metade desses investidores aplica menos de R$ 2.000 por mês -quando aplica.
A questão é: com este investimento relativamente baixo não seria melhor aplicar em títulos públicos ou mesmo em caderneta de poupança?
“Pois é. Melhor seria ir para a renda fixa”, diz a sócia diretora da Kodja, Claudia Kodja. “A saída é pleitear descontos na corretagem. Por isso, investir via corretora pode ser mais barato do que por fundo ou clube de investimento. Há mais chances de negociação”, afirma.
Kodja diz ainda que, se o investidor tiver apenas R$ 1.000 ou R$ 2.000 para aplicar, a Bolsa pode não ser o melhor lugar. “Além de ser um investimento relativamente caro é arriscado.”
Aportes regulares
O ideal é que o investidor que está na Bolsa faça aportes regulares. “Tudo depende da realidade de cada um. Mas o melhor é investir uns R$ 1.000 por mês”, afirma Mario Bello, gestor da Solo Investimentos.
O responsável pelo home broker da corretora Spinelli, Rodrigo Puga, diz que investindo todos os meses, o aplicador tende a acertar mais. “Assim, não há momento errado”, afirma Puga.
Segundo ele, os pequenos investidores querem o mesmo que os grandes: ter o máximo de rentabilidade. “E a Bolsa deu duas vezes mais lucro que a renda fixa desde o lançamento do Plano Real”, diz Puga.
Longo prazo
Para Fernando Meibak, CFP e Sócio-Diretor da Moneyplan Consultoria, investir pouco na Bolsa é melhor do que nada.
“A economia brasileira está crescendo e as empresas apresentarão expansão de lucros. É muito recomendável, portanto, que as pessoas invistam em Bolsa”, diz Meibak.
Para reduzir a exposição ao risco, os pequenos investidores devem pensar no longo prazo. “Não se deve ter visão de lucros rápidos”, afirma Meibak.
A estratégia não é errada. Mas é questionada por consultores financeiros. Primeiro, porque ações implicam risco. Segundo, porque as taxas cobradas podem invalidar a rentabilidade da aplicação.
“O investidor deve prestar atenção nas taxas. Uma corretagem de R$ 20 em uma ordem de R$ 100 significa 20% e ainda haverá taxa de custódia que pode ser de mais R$ 10 por mês, por exemplo”, diz o educador financeiro Mauro Calil.
De acordo com uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) feita para a BM&FBovespa, boa parte de novos investidores que entraram na Bolsa nos últimos anos compraram, no máximo, R$ 2.000 em ações.
A pesquisa apurou que havia 861.720 contas de pessoas físicas na Bovespa entre janeiro de 2005 e dezembro de 2009. Deste total, 58% passaram a investir em ações a partir de setembro de 2007.
Segundo a BM&FBovespa, metade desses investidores aplica menos de R$ 2.000 por mês -quando aplica.
A questão é: com este investimento relativamente baixo não seria melhor aplicar em títulos públicos ou mesmo em caderneta de poupança?
“Pois é. Melhor seria ir para a renda fixa”, diz a sócia diretora da Kodja, Claudia Kodja. “A saída é pleitear descontos na corretagem. Por isso, investir via corretora pode ser mais barato do que por fundo ou clube de investimento. Há mais chances de negociação”, afirma.
Kodja diz ainda que, se o investidor tiver apenas R$ 1.000 ou R$ 2.000 para aplicar, a Bolsa pode não ser o melhor lugar. “Além de ser um investimento relativamente caro é arriscado.”
Aportes regulares
O ideal é que o investidor que está na Bolsa faça aportes regulares. “Tudo depende da realidade de cada um. Mas o melhor é investir uns R$ 1.000 por mês”, afirma Mario Bello, gestor da Solo Investimentos.
O responsável pelo home broker da corretora Spinelli, Rodrigo Puga, diz que investindo todos os meses, o aplicador tende a acertar mais. “Assim, não há momento errado”, afirma Puga.
Segundo ele, os pequenos investidores querem o mesmo que os grandes: ter o máximo de rentabilidade. “E a Bolsa deu duas vezes mais lucro que a renda fixa desde o lançamento do Plano Real”, diz Puga.
Longo prazo
Para Fernando Meibak, CFP e Sócio-Diretor da Moneyplan Consultoria, investir pouco na Bolsa é melhor do que nada.
“A economia brasileira está crescendo e as empresas apresentarão expansão de lucros. É muito recomendável, portanto, que as pessoas invistam em Bolsa”, diz Meibak.
Para reduzir a exposição ao risco, os pequenos investidores devem pensar no longo prazo. “Não se deve ter visão de lucros rápidos”, afirma Meibak.
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