Resultado é 344% maior que o do mesmo período do ano passado.
A Vale encerrou o lucro líquido de 6,635 bilhões de reais no segundo trimestre. A cifra é mais que o dobro dos 2,879 bilhões de reais obtidos no primeiro trimestre, e 344,2% superior à do segundo trimestre do ano passado, quando a mineradora lucrou 1,494 bilhão.
"Estes resultados refletem a crescente demanda global por minérios e metais, custos operacionais sob controle e os nossos para aumentar a produção", afirmou a empresa, em comunicado divulgado ao mercado no início da noite desta quinta-feira (29/7).
A receita operacional da mineradora foi de 19 bilhões de reais entre abril e junho. O montante é 45,7% maior que os 13 bilhões do primeiro trimestre, e 72,5% superior à do mesmo período do ano passado.
A geração de caixa, apurada pelo ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) subiu para 10,4 bilhões de reais no último trimestre. De acordo com a companhia, trata-se do terceiro maior ebitda trimestral de sua história. Entre abril e junho do ano passado, o indicador havia ficado em 3,4 bilhões de reais.
Semestre
Os números do primeiro semestre também vieram com forte crescimento. O lucro líquido acumulado no período, de 9,514 bilhões de reais, representa um incremento de 104,9% sobre o mesmo intervalo do ano passado.
A receita operacional, 32,4% maior, alcançou 32,010 bilhões de reais. Já as exportações foram 55% superiores e encerraram junho em 10,295 bilhões de dólares.
O segundo trimestre marcou o início da adoção, pela Vale, de um novo sistema de precificação do minério de ferro. Baseado em um índice global que reflete mais de perto a cotação do mercado à vista - o chamado mercado spot -, o novo modelo também contribuiu para que a empresa captasse o aquecimento da demanda pelo metal.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Vale anuncia oferta para compra da Paranapanema
A Vale informou hoje, por meio de sua assessoria de imprensa, que publicará um edital de oferta pública voluntária de ações (OPA) para a aquisição de até 100% das ações ordinárias de emissão da Paranapanema (Paranapanema). A OPA está sujeita, para sua eficácia, à aquisição de pelo menos 50% mais uma ação ordinária.
Um dos objetivos estratégicos da Vale é se transformar a médio prazo em um dos principais produtores de cobre do mundo. A Paranapanema é líder na produção de cobre refinado no Brasil. Seus ativos consistem de uma refinaria de cobre e três unidades para a produção de produtos de cobre. Possui também 99,09% de participação no capital da Cibrafértil, que opera uma planta de fertilizantes fosfatados.
Segundo a Vale, a OPA será destinada a todos os acionistas da Paranapanema. O preço por ação ordinária a ser pago é de R$ 6,30, o que corresponde a um prêmio de 22,4% sobre a média ponderada pelo volume dos preços de fechamento dos pregões dos últimos 90 dias. De acordo com o comunicado, o valor "é superior ao preço por ação apontado no laudo de avaliação da Paranapanema, que será parte integrante do Edital". O valor, que apresenta um prêmio de 8,6% sobre o fechamento de ontem, dia 28 de julho de 2010, será ajustado no caso de eventual pagamento de dividendos sobre o capital próprio.
A oferta, de acordo com o comunicado, não está sujeita, conforme as regras vigentes, ao registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O preço por ação será pago à vista e em reais. Na eventualidade da adesão de 100% dos acionistas da Paranapanema à OPA, o valor total a ser desembolsado pela Vale será de aproximadamente R$ 2,010 bilhões.
Leilão
A oferta será intermediada pelo Banco Bradesco BBI. O leilão da OPA será realizado no dia 1º de setembro de 2010, às 15 horas. Os acionistas da Paranapanema que quiserem participar do leilão deverão se habilitar, conforme determinado no edital. Se a oferta for bem sucedida, a Vale informa que pretende "conduzir estudos que poderão resultar na elaboração de projeto de reorganização corporativa e/ou de ativos".
Previ
Em junho, o presidente do Previ, o fundo de pensão dos funcionários da Vale, Ricardo Flores, admitiu que estava interessado em vender sua participação na Paranapanema. A Previ é hoje a maior acionista da Paranapanema, com 24% do capital, seguida pelo braço de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que possui 17%, e o Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, que tem 12%.
A Paranapanema é refinadora de cobre eletrolítico e produtora de semimanufaturados de cobre e fertilizantes. Em 2008, a Vale chegou a confirmar o interesse na compra de duas empresas do grupo Paranapanema: a Caraíba Metais e a Cibrafértil. O negócio, porém, não evoluiu.
Um dos objetivos estratégicos da Vale é se transformar a médio prazo em um dos principais produtores de cobre do mundo. A Paranapanema é líder na produção de cobre refinado no Brasil. Seus ativos consistem de uma refinaria de cobre e três unidades para a produção de produtos de cobre. Possui também 99,09% de participação no capital da Cibrafértil, que opera uma planta de fertilizantes fosfatados.
Segundo a Vale, a OPA será destinada a todos os acionistas da Paranapanema. O preço por ação ordinária a ser pago é de R$ 6,30, o que corresponde a um prêmio de 22,4% sobre a média ponderada pelo volume dos preços de fechamento dos pregões dos últimos 90 dias. De acordo com o comunicado, o valor "é superior ao preço por ação apontado no laudo de avaliação da Paranapanema, que será parte integrante do Edital". O valor, que apresenta um prêmio de 8,6% sobre o fechamento de ontem, dia 28 de julho de 2010, será ajustado no caso de eventual pagamento de dividendos sobre o capital próprio.
A oferta, de acordo com o comunicado, não está sujeita, conforme as regras vigentes, ao registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O preço por ação será pago à vista e em reais. Na eventualidade da adesão de 100% dos acionistas da Paranapanema à OPA, o valor total a ser desembolsado pela Vale será de aproximadamente R$ 2,010 bilhões.
Leilão
A oferta será intermediada pelo Banco Bradesco BBI. O leilão da OPA será realizado no dia 1º de setembro de 2010, às 15 horas. Os acionistas da Paranapanema que quiserem participar do leilão deverão se habilitar, conforme determinado no edital. Se a oferta for bem sucedida, a Vale informa que pretende "conduzir estudos que poderão resultar na elaboração de projeto de reorganização corporativa e/ou de ativos".
Previ
Em junho, o presidente do Previ, o fundo de pensão dos funcionários da Vale, Ricardo Flores, admitiu que estava interessado em vender sua participação na Paranapanema. A Previ é hoje a maior acionista da Paranapanema, com 24% do capital, seguida pelo braço de participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que possui 17%, e o Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, que tem 12%.
A Paranapanema é refinadora de cobre eletrolítico e produtora de semimanufaturados de cobre e fertilizantes. Em 2008, a Vale chegou a confirmar o interesse na compra de duas empresas do grupo Paranapanema: a Caraíba Metais e a Cibrafértil. O negócio, porém, não evoluiu.
Com compra da Vivo, Telefônica deve criar supertele
Finalmente, espanhóis estão livres para fundir a Telesp com a Vivo, resultando no que seria a maior operadora de telefonia do país.
Uma das mais renhidas disputas do mundo dos negócios dos últimos tempos terminou nesta quarta-feira (28/7). Finalmente, a Telefônica chegou a um acordo para comprar a fatia da Portugal Telecom na Vivo. Em comunicado à bolsa de Madri, a operadora informou que pagará 7,5 bilhões de euros pelo negócio. Para os analistas, isso libera os espanhóis para o próximo passo: fundir a Vivo com a Telesp.
Como a Telesp é uma empresa lucrativa, e a Vivo possui créditos fiscais da ordem de 3 bilhões de reais, o esperado pelos analistas é que a Vivo incorpore a Telesp, a fim de não perder os benefícios fiscais. Com base nos balanços do ano passado, a nova empresa nasceria com receita líquida de 30,7 bilhões de reais (16,4 bilhões oriundos da Vivo e 14,3 bilhões da Telesp).
Se estivessem juntas em 2009, seu ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teria sido de 11 bilhões de reais (5,2 bilhões da Vivo, mais 5,9 bilhões da Telesp). O lucro líquido seria de 2,9 bilhões de reais. Tudo isso, sem considerar as sinergias, calculadas pela Telefônica em 2,8 bilhões de euros.
Passariam, para a nova empresa, os mais de 53 milhões de assinantes de telefonia móvel com os quais a Vivo encerrou 2009 e que lhe garantiram a liderança do setor. A companhia também herdaria, da Telesp, os 11,193 milhões de linhas fixas, os 3,573 milhões de assinantes de serviços de internet rápida, e os 470.000 clientes de TV paga.
Convergência
"Juntas, as duas poderão oferecer serviços de convergência de telecomunicações, além de fazer investimentos mais robustos e concentrados em infraestrutura para a melhoria dos sistemas de ambas", afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. Para a analista Kelly Trentin, da Spinelli Corretora, a banda larga e o serviço de dados são os segmentos que mais podem crescer. "A Telefônica, associada à Vivo, deve investir nesse setor com mais força, oferecendo bons pacotes de dados."
Para se ter uma ideia, a empresa seria maior que a hoje líder em faturamento Oi, cuja receita líquida foi de 29,9 bilhões de reais no ano passado. Mesmo a reestruturação promovida pelo bilionário mexicano Carlos Slim em seus ativos de telecomunicações, que deve culminar na união da Embratel com a Claro aqui no Brasil, teria criado uma companhia com receita de 13 bilhões de reais em 2009.
"Assim, ela poderá competir com a Oi, que é a operadora que melhor trabalha numa variedade de serviços como voz, banda larga e TV", diz Eulalia Marín-Sorribes, da consultoria inglesa IHS Global Insight.
Mais serviços
Com a junção, a Vivo terá um leque de serviços mais amplo com a oferta, por exemplo, de promoções e pacotes em ligações interurbanas serviço que a deixava em desvantagem perante os concorrentes. Já a Telefônica poderá entrar fortemente na área de banda larga, tanto em melhora de serviço quanto capilaridade de oferta, coisa que a companhia não conseguia com a oferta do Speedy limitada ao estado de São Paulo.
"Mas não creio que isso irá ter um forte impacto para a concorrência", diz Arthur Barrionuevo, professor especialista em telecomunicações da FGV-EAESP. "Apenas no estado paulista isso poderá acontecer, caso a Telefônica passe a oferecer pacotes que incluem serviço de voz fixa, móvel, internet banda larga e TV por assinatura por preços bem competitivos".
Porém, todas essas mudanças podem trazer desvantagens aos consumidores em relação à qualidade dos atendimentos prestados pela companhia, na opinião de Virgílio Freire, consultor e especialista em telecomunicações.
"Acredito que o atendimento ruim que a Telefônica presta aos seus clientes deve contagiar aos poucos a maneira da Vivo lidar com os clientes", diz o consultor. Aos poucos, segundo ele, isso deve causar um impacto negativo na quantidade de assinantes da operadora. "Nos próximos cinco anos, a Vivo deve perder participação de mercado por conta disso". Em meio à forte consolidação do setor de telefonia, este seria um luxo ao qual a Telefônica não poderia se dar.
Uma das mais renhidas disputas do mundo dos negócios dos últimos tempos terminou nesta quarta-feira (28/7). Finalmente, a Telefônica chegou a um acordo para comprar a fatia da Portugal Telecom na Vivo. Em comunicado à bolsa de Madri, a operadora informou que pagará 7,5 bilhões de euros pelo negócio. Para os analistas, isso libera os espanhóis para o próximo passo: fundir a Vivo com a Telesp.
Como a Telesp é uma empresa lucrativa, e a Vivo possui créditos fiscais da ordem de 3 bilhões de reais, o esperado pelos analistas é que a Vivo incorpore a Telesp, a fim de não perder os benefícios fiscais. Com base nos balanços do ano passado, a nova empresa nasceria com receita líquida de 30,7 bilhões de reais (16,4 bilhões oriundos da Vivo e 14,3 bilhões da Telesp).
Se estivessem juntas em 2009, seu ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teria sido de 11 bilhões de reais (5,2 bilhões da Vivo, mais 5,9 bilhões da Telesp). O lucro líquido seria de 2,9 bilhões de reais. Tudo isso, sem considerar as sinergias, calculadas pela Telefônica em 2,8 bilhões de euros.
Passariam, para a nova empresa, os mais de 53 milhões de assinantes de telefonia móvel com os quais a Vivo encerrou 2009 e que lhe garantiram a liderança do setor. A companhia também herdaria, da Telesp, os 11,193 milhões de linhas fixas, os 3,573 milhões de assinantes de serviços de internet rápida, e os 470.000 clientes de TV paga.
Convergência
"Juntas, as duas poderão oferecer serviços de convergência de telecomunicações, além de fazer investimentos mais robustos e concentrados em infraestrutura para a melhoria dos sistemas de ambas", afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco. Para a analista Kelly Trentin, da Spinelli Corretora, a banda larga e o serviço de dados são os segmentos que mais podem crescer. "A Telefônica, associada à Vivo, deve investir nesse setor com mais força, oferecendo bons pacotes de dados."
Para se ter uma ideia, a empresa seria maior que a hoje líder em faturamento Oi, cuja receita líquida foi de 29,9 bilhões de reais no ano passado. Mesmo a reestruturação promovida pelo bilionário mexicano Carlos Slim em seus ativos de telecomunicações, que deve culminar na união da Embratel com a Claro aqui no Brasil, teria criado uma companhia com receita de 13 bilhões de reais em 2009.
"Assim, ela poderá competir com a Oi, que é a operadora que melhor trabalha numa variedade de serviços como voz, banda larga e TV", diz Eulalia Marín-Sorribes, da consultoria inglesa IHS Global Insight.
Mais serviços
Com a junção, a Vivo terá um leque de serviços mais amplo com a oferta, por exemplo, de promoções e pacotes em ligações interurbanas serviço que a deixava em desvantagem perante os concorrentes. Já a Telefônica poderá entrar fortemente na área de banda larga, tanto em melhora de serviço quanto capilaridade de oferta, coisa que a companhia não conseguia com a oferta do Speedy limitada ao estado de São Paulo.
"Mas não creio que isso irá ter um forte impacto para a concorrência", diz Arthur Barrionuevo, professor especialista em telecomunicações da FGV-EAESP. "Apenas no estado paulista isso poderá acontecer, caso a Telefônica passe a oferecer pacotes que incluem serviço de voz fixa, móvel, internet banda larga e TV por assinatura por preços bem competitivos".
Porém, todas essas mudanças podem trazer desvantagens aos consumidores em relação à qualidade dos atendimentos prestados pela companhia, na opinião de Virgílio Freire, consultor e especialista em telecomunicações.
"Acredito que o atendimento ruim que a Telefônica presta aos seus clientes deve contagiar aos poucos a maneira da Vivo lidar com os clientes", diz o consultor. Aos poucos, segundo ele, isso deve causar um impacto negativo na quantidade de assinantes da operadora. "Nos próximos cinco anos, a Vivo deve perder participação de mercado por conta disso". Em meio à forte consolidação do setor de telefonia, este seria um luxo ao qual a Telefônica não poderia se dar.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Telefónica confirma acordo com a PT para compra de participação na Vivo
Os conselhos de administração das duas empresas devem se reunir ainda nesta quarta-feira para avaliar o acordo, de acordo com a imprensa espanhola.
A espanhola Telefónica confirmou à Comissão Nacional da Bolsa de Valores da Espanha que acertou um princípio de acordo com a Portugal Telecom (PT) para adquirir os 30% que a companhia lusa tem na brasileira Vivo. A empresa espanhola informou também que os conselhos de administração da PT e da Telefónica se reunirão nesta quarta-feira para avaliar o acordo.
Alguns veículos da imprensa de Portugal e Espanha informaram nesta quarta-feira que as empresas tinham chegado a um princípio de acordo durante esta madrugada para a venda da participação da PT na Vivo por 7,5 bilhões de euros (US$ 9,75 bilhões), 350 milhões de euros (US$ 455 milhões) acima da última oferta da Telefónica.
A imprensa lusa também destaca que a operação conta com o apoio do Governo Português, que até se mostrava contra um acordo. A oferta anterior, de 7,15 bilhões de euros (US$ 9,2 bilhões), que contava com a aprovação de 74% de apoio dos acionistas da PT, foi negada pelo Governo utilizando a chamada "ação de ouro", que dá poder de veto.
Dias depois, a União Europeia declarou como ilegal a utilização do poder, e a Portugal Telecom iniciou ações de aproximação com outra operadora brasileira, a Oi. Enquanto isso, a Telefónica dava os primeiros passos para desmantelar a empresa Brasicel, que tem 60% da Vivo e é administrada em parceria com a PT.
No último dia 26 de julho, o principal acionista da PT, o Banco Espírito Santo (BES), se mostrou a favor de encontrar uma solução "rápida" para a venda da Vivo à Telefónica, evitando disputas nos tribunais, já que os principais prejudicados seriam PT e Telefónica.
Foi quando o presidente do BES, Ricardo Salgado, assinalou o "enorme potencial" da Oi para que a PT faça investimentos como alternativa à perda da Vivo. O pré-acordo acertado na madrugada desta terça-feira representa um aumento de 1,8 bilhões de euros (US$ 2,3 bilhões) sobre a oferta inicial da Telefónica de 5,7 bilhões de euros, feita em maio deste ano, que foi elevada primeiro a 6,5 e depois a 7,15 bilhões de euros.
A espanhola Telefónica confirmou à Comissão Nacional da Bolsa de Valores da Espanha que acertou um princípio de acordo com a Portugal Telecom (PT) para adquirir os 30% que a companhia lusa tem na brasileira Vivo. A empresa espanhola informou também que os conselhos de administração da PT e da Telefónica se reunirão nesta quarta-feira para avaliar o acordo.
Alguns veículos da imprensa de Portugal e Espanha informaram nesta quarta-feira que as empresas tinham chegado a um princípio de acordo durante esta madrugada para a venda da participação da PT na Vivo por 7,5 bilhões de euros (US$ 9,75 bilhões), 350 milhões de euros (US$ 455 milhões) acima da última oferta da Telefónica.
A imprensa lusa também destaca que a operação conta com o apoio do Governo Português, que até se mostrava contra um acordo. A oferta anterior, de 7,15 bilhões de euros (US$ 9,2 bilhões), que contava com a aprovação de 74% de apoio dos acionistas da PT, foi negada pelo Governo utilizando a chamada "ação de ouro", que dá poder de veto.
Dias depois, a União Europeia declarou como ilegal a utilização do poder, e a Portugal Telecom iniciou ações de aproximação com outra operadora brasileira, a Oi. Enquanto isso, a Telefónica dava os primeiros passos para desmantelar a empresa Brasicel, que tem 60% da Vivo e é administrada em parceria com a PT.
No último dia 26 de julho, o principal acionista da PT, o Banco Espírito Santo (BES), se mostrou a favor de encontrar uma solução "rápida" para a venda da Vivo à Telefónica, evitando disputas nos tribunais, já que os principais prejudicados seriam PT e Telefónica.
Foi quando o presidente do BES, Ricardo Salgado, assinalou o "enorme potencial" da Oi para que a PT faça investimentos como alternativa à perda da Vivo. O pré-acordo acertado na madrugada desta terça-feira representa um aumento de 1,8 bilhões de euros (US$ 2,3 bilhões) sobre a oferta inicial da Telefónica de 5,7 bilhões de euros, feita em maio deste ano, que foi elevada primeiro a 6,5 e depois a 7,15 bilhões de euros.
Parmalat encerra recuperação judicial
O Grupo Laep, controlado pelo investidor Marcus Elias, deu hoje o último passo para encerrar o processo de recuperação judicial em que se encontra a Parmalat do Brasil. O grupo formalizou o pedido para liquidar de forma antecipada os créditos restantes do processo na à 1ª Vara Especializada de Recuperações Judiciais de São Paulo.
Elias disse que o anúncio é um marco histórico. “A antecipação do pagamento integral da dívida da Parmalat Brasil junto aos seus credores representa o coroamento do esforço de recuperação da empresa, bem como reafirma o sucesso da Lei de Recuperação Judicial no Brasil, que está em vigor há cinco anos.”
Recentemente Elias vendeu parte da Parmalat ao GP Investments, um dos maiores fundos de private equity do país.
A Laep assumiu o controle acionário da Parmalat Brasil em maio de 2006. A dívida total da Parmalat Brasil era de R$ 1,5 bilhão e o saldo remanescente representa hoje cerca de R$ 20 milhões. De um total de 10 000 credores, restaram cinco.
Elias disse que o anúncio é um marco histórico. “A antecipação do pagamento integral da dívida da Parmalat Brasil junto aos seus credores representa o coroamento do esforço de recuperação da empresa, bem como reafirma o sucesso da Lei de Recuperação Judicial no Brasil, que está em vigor há cinco anos.”
Recentemente Elias vendeu parte da Parmalat ao GP Investments, um dos maiores fundos de private equity do país.
A Laep assumiu o controle acionário da Parmalat Brasil em maio de 2006. A dívida total da Parmalat Brasil era de R$ 1,5 bilhão e o saldo remanescente representa hoje cerca de R$ 20 milhões. De um total de 10 000 credores, restaram cinco.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Laep quer liquidar antecipadamente créditos da Parmalat
A Laep Investments, controladora da Parmalat, informou que a Lácteos do Brasil S/A, sua controlada, protocolou ontem na 1ª Vara Especializada de Recuperações Judiciais petição para liquidar antecipadamente os créditos restantes na recuperação judicial da Parmalat Brasil S/A Indústria de Alimentos.
"O sucesso da compra de tais créditos antecipa o integral cumprimento das obrigações junto aos credores da Parmalat dentro de seu Plano de Recuperação e representa, no entendimento da administração da companhia, a importância da Lei de Recuperações Judiciais no Brasil bem como o coroamento dos esforços de recuperação da empresa", disse o comunicado divulgado pela empresa, assinado pelo diretor de Relações com Investidores, Rodrigo Ferraz Pimenta da Cunha.
"O sucesso da compra de tais créditos antecipa o integral cumprimento das obrigações junto aos credores da Parmalat dentro de seu Plano de Recuperação e representa, no entendimento da administração da companhia, a importância da Lei de Recuperações Judiciais no Brasil bem como o coroamento dos esforços de recuperação da empresa", disse o comunicado divulgado pela empresa, assinado pelo diretor de Relações com Investidores, Rodrigo Ferraz Pimenta da Cunha.
Localiza investirá R$ 2,5 bi para renovar frota de carros
A Localiza Rent a Car anunciou nesta segunda-feira investimento de 2,5 bilhões de reais para compra de 85 mil carros para renovação de sua frota de veículos.
A companhia irá adquirir modelos das montadoras Fiat, GM, Volkswagen e Ford, "representando cerca de 2,5 por cento da produção nacional" anual de automóveis e comerciais leves.
O Brasil foi um dos únicos países do mundo a apresentar expansão das vendas de carros em 2009, em meio à crise financeira e econômica global. Para estimular a indústria automotiva, forte geradora de empregos, o governo federal reduziu impostos e estimulou a oferta de crédito para a compra de veículos de dezembro de 2008 a meados deste ano.
A Localiza informou que receberá cerca de 50 por cento dos carros no segundo semestre de 2010 e o restante até o terceiro trimestre de 2011. "Cerca de 85 por cento dos carros serão para renovação e 15 por cento para aumento da frota", segundo comunicado.
Oitenta por cento do investimento virá da venda de ativos fixos --carros sem uso que pertencem à Localiza-- e 20 por cento serão financiados com recursos próprios. Atualmente, a empresa possui cerca de 400 milhões de reais em caixa.
A Localiza diz ser a maior rede de aluguel de carros da América Latina, com mais de 450 agências em 9 países. Nos últimos dois anos, o aumento da frota da empresa foi de 9.500 carros ao ano, em média. A companhia terminou junho com 71 mil carros.
Dos 85 mil carros novos, 75 mil serão para a companhia e 10 mil para franqueados.
No acumulado do primeiro semestre de 2010, as vendas de veículos novos no mercado interno totalizaram 1,58 milhão de unidades e a produção atingiu 1,75 milhão de unidades, altas de 9 por cento e de 19,1 por cento contra os seis primeiros meses de 2009.
A Anfavea mantém a previsão de que o setor termine o ano com aumento de 8,2 por cento nos emplacamentos de veículos novos, para novo recorde de 3,4 milhões de unidades.
A companhia irá adquirir modelos das montadoras Fiat, GM, Volkswagen e Ford, "representando cerca de 2,5 por cento da produção nacional" anual de automóveis e comerciais leves.
O Brasil foi um dos únicos países do mundo a apresentar expansão das vendas de carros em 2009, em meio à crise financeira e econômica global. Para estimular a indústria automotiva, forte geradora de empregos, o governo federal reduziu impostos e estimulou a oferta de crédito para a compra de veículos de dezembro de 2008 a meados deste ano.
A Localiza informou que receberá cerca de 50 por cento dos carros no segundo semestre de 2010 e o restante até o terceiro trimestre de 2011. "Cerca de 85 por cento dos carros serão para renovação e 15 por cento para aumento da frota", segundo comunicado.
Oitenta por cento do investimento virá da venda de ativos fixos --carros sem uso que pertencem à Localiza-- e 20 por cento serão financiados com recursos próprios. Atualmente, a empresa possui cerca de 400 milhões de reais em caixa.
A Localiza diz ser a maior rede de aluguel de carros da América Latina, com mais de 450 agências em 9 países. Nos últimos dois anos, o aumento da frota da empresa foi de 9.500 carros ao ano, em média. A companhia terminou junho com 71 mil carros.
Dos 85 mil carros novos, 75 mil serão para a companhia e 10 mil para franqueados.
No acumulado do primeiro semestre de 2010, as vendas de veículos novos no mercado interno totalizaram 1,58 milhão de unidades e a produção atingiu 1,75 milhão de unidades, altas de 9 por cento e de 19,1 por cento contra os seis primeiros meses de 2009.
A Anfavea mantém a previsão de que o setor termine o ano com aumento de 8,2 por cento nos emplacamentos de veículos novos, para novo recorde de 3,4 milhões de unidades.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Contratações da Petrobras sobem 400% no Brasil
Desde 2003, o índice sempre tem sido maior do que as metas estabelecidas pela empresa.
Mesmo com o grande aumento de encomendas, o número de contratações de serviços nacionais da Petrobras cresceu 400% desde 2003. Segundo o balanço divulgado pela empresa, o conteúdo nacional mínimo passou de 57% para 77,34% em seis anos. De 2004 a 2010, os valores sempre superaram as metas estabelecidas pela companhia. A empresa atribui o crescimento à confiança que tem no mercado supridor nacional e na sua capacidade de resposta.
Em nota à imprensa, a empresa explica que a chamada Política Industrial Dirigida por Demanda da Petrobras é uma forma de usar seu poder de compra para aumentar a competitividade das empresas fornecedoras locais. "Esse aumento da competitividade vem sendo conquistado por meio do incentivo para adequação do parque supridor nacional, que vai desde a qualificação de profissionais, estruturação de mecanismos de financiamento, estímulo às parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras, até a viabilização de novas fábricas no país", diz o documento.
Além de identificar fornecedores e criar políticas específicas para cada segmento, a companhia criou no país mais de 80 redes de universidades e centros de pesquisa para responder questões ligadas a petróleo e gás. Um dos indícios de progresso apresentados pela empresa é uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em parceria com a Petrobras. Segundo o estudo, de 1998 a 2007, as empresas fornecedoras apresentaram melhores resultados como exportadoras e empregaram pessoal mais qualificado do que as outras companhias similares. As fornecedoras da petroleira também apresentaram um percentual maior de engenheiros e pesquisadores.
A nota divulgada pela Petrobras afirma que a empresa também está adotando uma política de consolidação das demandas para itens não fabricados no Brasil, como turbo-geradores, turbo-compressores, sistemas de injeção e guindastes marítimos. "Essa medida vai possibilitar a realização de contratos de longo prazo, viabilizando a instalação de fábricas no Brasil, inclusive com transferência de tecnologia e instalação de engenharia local", afirma.
Link abaixo para a visualização do gráfico:
http://portalexame.abril.com.br/gestao/noticias/contratacoes-petrobras-sobem-400-brasil-581260.html
Mesmo com o grande aumento de encomendas, o número de contratações de serviços nacionais da Petrobras cresceu 400% desde 2003. Segundo o balanço divulgado pela empresa, o conteúdo nacional mínimo passou de 57% para 77,34% em seis anos. De 2004 a 2010, os valores sempre superaram as metas estabelecidas pela companhia. A empresa atribui o crescimento à confiança que tem no mercado supridor nacional e na sua capacidade de resposta.
Em nota à imprensa, a empresa explica que a chamada Política Industrial Dirigida por Demanda da Petrobras é uma forma de usar seu poder de compra para aumentar a competitividade das empresas fornecedoras locais. "Esse aumento da competitividade vem sendo conquistado por meio do incentivo para adequação do parque supridor nacional, que vai desde a qualificação de profissionais, estruturação de mecanismos de financiamento, estímulo às parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras, até a viabilização de novas fábricas no país", diz o documento.
Além de identificar fornecedores e criar políticas específicas para cada segmento, a companhia criou no país mais de 80 redes de universidades e centros de pesquisa para responder questões ligadas a petróleo e gás. Um dos indícios de progresso apresentados pela empresa é uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em parceria com a Petrobras. Segundo o estudo, de 1998 a 2007, as empresas fornecedoras apresentaram melhores resultados como exportadoras e empregaram pessoal mais qualificado do que as outras companhias similares. As fornecedoras da petroleira também apresentaram um percentual maior de engenheiros e pesquisadores.
A nota divulgada pela Petrobras afirma que a empresa também está adotando uma política de consolidação das demandas para itens não fabricados no Brasil, como turbo-geradores, turbo-compressores, sistemas de injeção e guindastes marítimos. "Essa medida vai possibilitar a realização de contratos de longo prazo, viabilizando a instalação de fábricas no Brasil, inclusive com transferência de tecnologia e instalação de engenharia local", afirma.
Link abaixo para a visualização do gráfico:
http://portalexame.abril.com.br/gestao/noticias/contratacoes-petrobras-sobem-400-brasil-581260.html
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Multiplan aumenta participação em shopping mineiro
Agora a participação da empresa no empreendimento é de 96,5% .
A Multiplan comprou mais 15,6% do Shopping Pátio Savassi, localizado em Belo Horizonte (MG), por 51,8 milhões de reais. Por meio do exercício da opção de compra assinada com a MK Empreendimentos, a Multiplan aumentou sua participação no shopping de 80,9% para 96,5%. A empresa também adquiriu, ao valor de 4,2 milhões de reais, ativos e participação em terrenos localizados no entorno do shopping center, voltados para futuras expansões.
"Este aumento de participação possibilita à Multiplan ter maior controle e eficiência na gestão do empreendimento, principalmente no que se refere a revitalizações, modernizações e expansões", informou a empresa em comunicado ao mercado. Até novembro de 2010, a empresa pretende inaugurar nesse shopping uma expansão de 1.109 metros quadrados de área bruta locável. Após esta aquisição, a taxa interna de retorno (TIR) real e desalavancada esperada para este shopping center, desde a primeira aquisição, em 2007, é de 16,8% ao ano.
Além das futuras expansões, a empresa acredita em um forte crescimento orgânico de renda no Pátio Savassi - baseada no aumento de vendas do shopping de 72,1% dos últimos 12 meses em comparação aos 12 meses anteriores a aquisição do shopping (em junho de 2007). A Multiplan também vê potencial de crescimento da receita de locação do empreendimento, visto que os outros dois shoppings centers da companhia na cidade obtiveram receita de locação 26,5% maior que a do Pátio Savassi, de acordo com os resultados do primeiro trimestre de 2010.
Com esta aquisição, a Multiplan aumenta sua ABL própria para 350.300 metros quadrados, expandindo também para 65,7% a participação média em seu portfólio de shopping centers.
A Multiplan comprou mais 15,6% do Shopping Pátio Savassi, localizado em Belo Horizonte (MG), por 51,8 milhões de reais. Por meio do exercício da opção de compra assinada com a MK Empreendimentos, a Multiplan aumentou sua participação no shopping de 80,9% para 96,5%. A empresa também adquiriu, ao valor de 4,2 milhões de reais, ativos e participação em terrenos localizados no entorno do shopping center, voltados para futuras expansões.
"Este aumento de participação possibilita à Multiplan ter maior controle e eficiência na gestão do empreendimento, principalmente no que se refere a revitalizações, modernizações e expansões", informou a empresa em comunicado ao mercado. Até novembro de 2010, a empresa pretende inaugurar nesse shopping uma expansão de 1.109 metros quadrados de área bruta locável. Após esta aquisição, a taxa interna de retorno (TIR) real e desalavancada esperada para este shopping center, desde a primeira aquisição, em 2007, é de 16,8% ao ano.
Além das futuras expansões, a empresa acredita em um forte crescimento orgânico de renda no Pátio Savassi - baseada no aumento de vendas do shopping de 72,1% dos últimos 12 meses em comparação aos 12 meses anteriores a aquisição do shopping (em junho de 2007). A Multiplan também vê potencial de crescimento da receita de locação do empreendimento, visto que os outros dois shoppings centers da companhia na cidade obtiveram receita de locação 26,5% maior que a do Pátio Savassi, de acordo com os resultados do primeiro trimestre de 2010.
Com esta aquisição, a Multiplan aumenta sua ABL própria para 350.300 metros quadrados, expandindo também para 65,7% a participação média em seu portfólio de shopping centers.
JBS lança US$ 700 milhões em bônus de oito anos
O JBS lançou US$ 700 milhões em bônus de oito anos a 8,5%, segundo fonte próxima à transação. O volume é US$ 300 milhões superior ao planejado inicialmente para a emissão dos bônus que vencem em janeiro de 2018, em meio à forte demanda por títulos da dívida de mercados emergentes.
A Fitch informou que os recursos deverão ser utilizado para financiar capital de giro. A agência atribuiu rating BB- aos bônus, destacando que serão emitidos pela JBS Finance II Ltd, um veículo de propósito específico controlado integralmente pela JBS e incorporado nas Ilhas Cayman. A Moody´s atribuiu rating B1 à emissão.
O JPMorgan Chase e o Banco Santander estão coordenando a operação, segundo a fonte. As informações são da Dow Jones.
A Fitch informou que os recursos deverão ser utilizado para financiar capital de giro. A agência atribuiu rating BB- aos bônus, destacando que serão emitidos pela JBS Finance II Ltd, um veículo de propósito específico controlado integralmente pela JBS e incorporado nas Ilhas Cayman. A Moody´s atribuiu rating B1 à emissão.
O JPMorgan Chase e o Banco Santander estão coordenando a operação, segundo a fonte. As informações são da Dow Jones.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Embraer encaminha novas vendas de cerca de US$9 bi
A Embraer encaminhou em três dias vendas que podem engordar sua carteira de pedidos em cerca de 9 bilhões de dólares, pondo fim a um jejum de mais de dois anos na aviação comercial e avançando na ambição de ser uma presença maior no mercado global de defesa.
Até agora nesta semana, a fabricante brasileira de jatos anunciou acordos com as companhias aéreas Flybe e Republic Airlines, da Inglaterra e dos Estados Unidos, respectivamente, e com Azul e Trip, ambas do Brasil. Além disso, fechou negócios com a empresa de aluguel de aeronaves Air Lease e com a Força Aérea Brasileira (FAB).
Todos os contratos e cartas de intenções ocorreram na feira aérea de Farnborough, na Inglaterra, marcada pela retomada de encomendas por aviões para as principais fabricantes de jatos.
No caso da Embraer, a enxurrada de pedidos indica uma antecipação da retomada da demanda mundial por aeronaves comerciais, que executivos da companhia estimavam que ocorreria com força apenas em 2011.
Depois de encerrar 2007 com 476 pedidos em carteira por aviões comerciais, maior quantidade da série histórica disponível no site da Embraer com início em 2002, a fabricante viu queda expressiva do número em meio à crise da economia global entre 2008 e 2009.
Na prática, isso significa que a empresa não estava sendo capaz de fechar novas vendas em ritmo superior ou pelo menos próximo do patamar de entregas de jatos de encomendas passadas.
No fim de junho, a Embraer tinha carteira de pedidos (backlog) com 232 aviões comerciais, equivalentes a menos de dois anos de entregas. Mas o quadro do backlog deve ser diferente no encerramento do terceiro trimestre.
Nesta quarta-feira, Embraer assinou carta de intenções para aquisição de 24 jatos Embraer 190 pela Republic Airlines, com valor de 960 milhões de dólares. A Republic já tem 145 jatos de 70 a 122 passageiros da fabricante brasileira, sendo a maior operadora desses aviões no mundo.
Na véspera, a Embraer anunciou pedido firme da Flybe por 35 unidades do avião modelo 175, de 88 passageiros, por 1,3 bilhão de dólares --a maior encomenda desde março de 2008. A empresa aérea britânica, que lançou o modelo Embraer 195, tem opções e direitos de compra para 105 aeronaves, que se confirmadas elevarão o acordo a 5 bilhões de dólares.
"A decisão da Flybe de selecionar o Embraer 175 para complementar sua atual frota de 14 Embraer 195 é uma grande notícia", afirmou o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado.
Já a Air Lease, também na terça, assinou carta de intenções para encomenda firme de 10 a 15 unidades do Embraer 190. O contrato definitivo incluirá opções de compra de mais cinco jatos. Considerando o total possível de 20 aeronaves, a transação chegará a 800 milhões de dólares, a preços de tabela.
Na terça-feira, as ações da Embraer dispararam 6,14 por cento, em meio ao otimismo de investidores com as novas encomendas. Nesta quarta, os papéis exibiam alta de 0,29 por cento às 14h37, a 10,23 reais, enquanto o Ibovespa tinha oscilação positiva de 0,76 por cento.
Antes, na segunda-feira, a Embraer tinha divulgado acordos para venda de um total de sete jatos para Azul e Trip, por estimados 290 milhões de dólares.
Cargueiro militar
Na área de Defesa, a FAB manifestou nesta quarta-feira a intenção de comprar 28 cargueiros KC-390, em desenvolvimento pela Embraer. O tamanho da encomenda é maior que o estimado anteriormente, de cerca de 20 aviões.
A FAB e a Embraer assinaram em abril de 2009 contrato para o desenvolvimento do KC-390, com investimento de 1,3 bilhão de dólares da União. Esse valor inclui apenas a produção de dois protótipos da aeronave. Assim, um contrato novo referente ao pedido pelos 28 cargueiros ainda precisará ser firmado.
A Embraer não definiu o preço do KC-390, que será o maior avião já produzido pela companhia, mas o novo contrato pode rondar os 2 bilhões de dólares. A fabricante já informou querer um terço do mercado global de cargueiros de 700 unidades em 15 anos, o que significaria receita de 18 bilhões de dólares. Com base nesses números, é possível chegar a um valor médio por aeronave próximo a 80 milhões de dólares.
A previsão é que o primeiro voo do cargueiro da Embraer ocorra em 2014, com entrada em serviço no final de 2015.
O cargueiro se insere no esforço da Embraer de diversificar suas receitas, hoje concentradas na aviação comercial, segmento mais suscetível aos altos e baixos da economia. Na área de Defesa, por exemplo, os orçamentos são dos governos e, assim, mais estáveis.
Outra forte aposta da Embraer é na aviação executiva, segmento no qual a empresa caminha para ter uma linha completa de produtos disponíveis.
Até agora nesta semana, a fabricante brasileira de jatos anunciou acordos com as companhias aéreas Flybe e Republic Airlines, da Inglaterra e dos Estados Unidos, respectivamente, e com Azul e Trip, ambas do Brasil. Além disso, fechou negócios com a empresa de aluguel de aeronaves Air Lease e com a Força Aérea Brasileira (FAB).
Todos os contratos e cartas de intenções ocorreram na feira aérea de Farnborough, na Inglaterra, marcada pela retomada de encomendas por aviões para as principais fabricantes de jatos.
No caso da Embraer, a enxurrada de pedidos indica uma antecipação da retomada da demanda mundial por aeronaves comerciais, que executivos da companhia estimavam que ocorreria com força apenas em 2011.
Depois de encerrar 2007 com 476 pedidos em carteira por aviões comerciais, maior quantidade da série histórica disponível no site da Embraer com início em 2002, a fabricante viu queda expressiva do número em meio à crise da economia global entre 2008 e 2009.
Na prática, isso significa que a empresa não estava sendo capaz de fechar novas vendas em ritmo superior ou pelo menos próximo do patamar de entregas de jatos de encomendas passadas.
No fim de junho, a Embraer tinha carteira de pedidos (backlog) com 232 aviões comerciais, equivalentes a menos de dois anos de entregas. Mas o quadro do backlog deve ser diferente no encerramento do terceiro trimestre.
Nesta quarta-feira, Embraer assinou carta de intenções para aquisição de 24 jatos Embraer 190 pela Republic Airlines, com valor de 960 milhões de dólares. A Republic já tem 145 jatos de 70 a 122 passageiros da fabricante brasileira, sendo a maior operadora desses aviões no mundo.
Na véspera, a Embraer anunciou pedido firme da Flybe por 35 unidades do avião modelo 175, de 88 passageiros, por 1,3 bilhão de dólares --a maior encomenda desde março de 2008. A empresa aérea britânica, que lançou o modelo Embraer 195, tem opções e direitos de compra para 105 aeronaves, que se confirmadas elevarão o acordo a 5 bilhões de dólares.
"A decisão da Flybe de selecionar o Embraer 175 para complementar sua atual frota de 14 Embraer 195 é uma grande notícia", afirmou o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado.
Já a Air Lease, também na terça, assinou carta de intenções para encomenda firme de 10 a 15 unidades do Embraer 190. O contrato definitivo incluirá opções de compra de mais cinco jatos. Considerando o total possível de 20 aeronaves, a transação chegará a 800 milhões de dólares, a preços de tabela.
Na terça-feira, as ações da Embraer dispararam 6,14 por cento, em meio ao otimismo de investidores com as novas encomendas. Nesta quarta, os papéis exibiam alta de 0,29 por cento às 14h37, a 10,23 reais, enquanto o Ibovespa tinha oscilação positiva de 0,76 por cento.
Antes, na segunda-feira, a Embraer tinha divulgado acordos para venda de um total de sete jatos para Azul e Trip, por estimados 290 milhões de dólares.
Cargueiro militar
Na área de Defesa, a FAB manifestou nesta quarta-feira a intenção de comprar 28 cargueiros KC-390, em desenvolvimento pela Embraer. O tamanho da encomenda é maior que o estimado anteriormente, de cerca de 20 aviões.
A FAB e a Embraer assinaram em abril de 2009 contrato para o desenvolvimento do KC-390, com investimento de 1,3 bilhão de dólares da União. Esse valor inclui apenas a produção de dois protótipos da aeronave. Assim, um contrato novo referente ao pedido pelos 28 cargueiros ainda precisará ser firmado.
A Embraer não definiu o preço do KC-390, que será o maior avião já produzido pela companhia, mas o novo contrato pode rondar os 2 bilhões de dólares. A fabricante já informou querer um terço do mercado global de cargueiros de 700 unidades em 15 anos, o que significaria receita de 18 bilhões de dólares. Com base nesses números, é possível chegar a um valor médio por aeronave próximo a 80 milhões de dólares.
A previsão é que o primeiro voo do cargueiro da Embraer ocorra em 2014, com entrada em serviço no final de 2015.
O cargueiro se insere no esforço da Embraer de diversificar suas receitas, hoje concentradas na aviação comercial, segmento mais suscetível aos altos e baixos da economia. Na área de Defesa, por exemplo, os orçamentos são dos governos e, assim, mais estáveis.
Outra forte aposta da Embraer é na aviação executiva, segmento no qual a empresa caminha para ter uma linha completa de produtos disponíveis.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
JBS pode voltar a emitir após elevação de rating, diz banco
Para o Barclays, melhora de nota pela S&P e Road Show da direção indicam nova captação.
A melhora no rating do frigorífico JBS (JBSS3) pode motivar uma nova emissão de títulos da companhia, avaliam os analistas do banco Barclays, Juan C. Cruz e Autumn Graham. "Com a direção do JBS na estrada esta semana para ver investidores, achamos que um novo acordo sobre os títulos de dívidas é provável depois do upgrade", escreveram em relatório publicado nesta terça-feira (20).
O JBS informou que encerrou ontem um 'non deal roadshow', mas que continua a fazer "visitas esporádicas" aos investidores. "Fazemos Road shows regularmente como forma de interagir com nossos investidores e stakeholders", disse a companhia em nota.
As notas de risco do frigorífico foram elevadas pela agência de classificação de risco Standard & Poors de "B+" (perspectiva positiva) para "BB" (perspectiva estável). Segundo relatório da S&P, o novo rating reflete a melhora no perfil de negócios consolidado da empresa, de fraco para regular, após aquisição do controle acionário da Pilgrim's Pride Corporation e a fusão com a Bertin.
"O JBS é um nome dominante na indústria global de proteína e vemos o recente crescimento como positivo, enquanto continuamos conscientes dos desafios de integração e baixas margens divulgadas pela Prilgrims Pride no primeiro trimestre de 2010", dizem os analistas. As ações da JBS têm queda de quase 14% em 2010. O Ibovespa caiu 6% no mesmo período.
A melhora no rating do frigorífico JBS (JBSS3) pode motivar uma nova emissão de títulos da companhia, avaliam os analistas do banco Barclays, Juan C. Cruz e Autumn Graham. "Com a direção do JBS na estrada esta semana para ver investidores, achamos que um novo acordo sobre os títulos de dívidas é provável depois do upgrade", escreveram em relatório publicado nesta terça-feira (20).
O JBS informou que encerrou ontem um 'non deal roadshow', mas que continua a fazer "visitas esporádicas" aos investidores. "Fazemos Road shows regularmente como forma de interagir com nossos investidores e stakeholders", disse a companhia em nota.
As notas de risco do frigorífico foram elevadas pela agência de classificação de risco Standard & Poors de "B+" (perspectiva positiva) para "BB" (perspectiva estável). Segundo relatório da S&P, o novo rating reflete a melhora no perfil de negócios consolidado da empresa, de fraco para regular, após aquisição do controle acionário da Pilgrim's Pride Corporation e a fusão com a Bertin.
"O JBS é um nome dominante na indústria global de proteína e vemos o recente crescimento como positivo, enquanto continuamos conscientes dos desafios de integração e baixas margens divulgadas pela Prilgrims Pride no primeiro trimestre de 2010", dizem os analistas. As ações da JBS têm queda de quase 14% em 2010. O Ibovespa caiu 6% no mesmo período.
OGX anuncia nova descoberta na Bacia de Campos
A OGX Petróleo e Gás identificou a presença de hidrocarbonetos no poço OGX-15-RJS, localizado na parte sul da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Segundo comunicado ao mercado divulgado hoje, a coluna encontrada tem aproximadamente 96 metros. A presença de hidrocarbonetos indica que o sistema petrolífero na região está ativo.
Estudos feitos pela companhia indicam que essa coluna pode ter relação com descobertas semelhantes feitas recentemente em poços próximos. "Isso ratifica o importantíssimo potencial petrolífero da região", explica o diretor geral da OGX, Paulo Mendonça.
A perfuração do poço OGX-15-RJS continuará em andamento até a profundidade total estimada de 3.450 metros, informou a companhia. O poço está localizado no bloco BM-C-41, onde a OGX detém 100% de participação.
Estudos feitos pela companhia indicam que essa coluna pode ter relação com descobertas semelhantes feitas recentemente em poços próximos. "Isso ratifica o importantíssimo potencial petrolífero da região", explica o diretor geral da OGX, Paulo Mendonça.
A perfuração do poço OGX-15-RJS continuará em andamento até a profundidade total estimada de 3.450 metros, informou a companhia. O poço está localizado no bloco BM-C-41, onde a OGX detém 100% de participação.
BNDES vai investir mais R$ 2,5 bilhões no Marfrig
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prepara uma nova investida em sua estratégia de formar frigoríficos transnacionais brasileiros. Ontem (20), o frigorífico Marfrig informou que o banco se comprometeu a subscrever integralmente uma operação de emissão de debêntures de R$ 2,5 bilhões da empresa. Os recursos serão usados para financiar a compra da americana Keystone Foods e da OKane Poultry, produtora de carne de aves na Irlanda do Norte. A subscrição deve ser feita por meio da BNDESPar, empresa de participações do banco estatal.
A direção do banco confirmou, por meio da assessoria de imprensa, a disposição de adquirir 100% da oferta caso o mercado não subscreva os papéis. Foi o que ocorreu em fevereiro, quando o frigorífico JBS Friboi concluiu a oferta de debêntures para viabilizar a compra da companhia americana Pilgrims Pride. Diante da ausência de investidores privados, o BNDES cumpriu a garantia dada meses antes e participou com R$ 3,476 bilhões na aquisição de 99,92% das debêntures lançadas.
A data do lançamento das debêntures ainda não foi definida, mas o prazo para a sua conversão em ações deve chegar a cinco anos. Extraoficialmente, uma fonte do BNDES disse que o banco pretende contribuir para elevar três grupos frigoríficos nacionais ao topo do ranking mundial, ficando entre as sete ou oito maiores companhias. Além de JBS e Marfrig, a terceira aposta é a BRF - Brasil Foods, resultado da fusão entre Sadia e Perdigão.
A direção do banco confirmou, por meio da assessoria de imprensa, a disposição de adquirir 100% da oferta caso o mercado não subscreva os papéis. Foi o que ocorreu em fevereiro, quando o frigorífico JBS Friboi concluiu a oferta de debêntures para viabilizar a compra da companhia americana Pilgrims Pride. Diante da ausência de investidores privados, o BNDES cumpriu a garantia dada meses antes e participou com R$ 3,476 bilhões na aquisição de 99,92% das debêntures lançadas.
A data do lançamento das debêntures ainda não foi definida, mas o prazo para a sua conversão em ações deve chegar a cinco anos. Extraoficialmente, uma fonte do BNDES disse que o banco pretende contribuir para elevar três grupos frigoríficos nacionais ao topo do ranking mundial, ficando entre as sete ou oito maiores companhias. Além de JBS e Marfrig, a terceira aposta é a BRF - Brasil Foods, resultado da fusão entre Sadia e Perdigão.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Magazine Luiza quer faturar R$ 15 bilhões até 2015
Cifra é mais que o dobro do que a empresa espera obter neste ano.
Antecipada pelo site EXAME (leia a reportagem), a compra da Lojas Maia é apenas o primeiro passo para acelerar o crescimento do Magazine Luiza nos próximos anos. De acordo com a empresária Luiza Helena Trajano, presidente da rede, a expectativa é alcançar um faturamento de 15 bilhões de reais em 2015.
Se a meta for cumprida, representará mais que o dobro dos 6 bilhões de reais que a varejista quer obter em 2010. Para alcançar o planejado, a rede precisará crescer 15% ao ano. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (19/7), quando Luiza comunicou oficialmente a aquisição da Lojas Maia.
"A estimativa leva em conta o crescimento médio, mais as próximas aquisições que devemos fazer para chegar ao Rio de Janeiro, Norte e Centro-Oeste do país", disse ela.
Sem compras agora
A intenção da companhia é de entrar nessas regiões por meio de aquisições ou de forma orgânica a partir do início de 2012. "Fazer aquisições é complicado e estamos abertos às oportunidades mais adequadas a cada momento", afirmou Luiza.
A empresária descartou novas aquisições neste ano. "O foco é absorver as 141 unidades que ganhamos com as Lojas Maia e firmar aos poucos nossa marca no Nordeste", disse Luiza. De acordo com a empresária, nenhuma outra concorrente está na mira da empresa, pelo menos até o final deste ano. "Quero deixar isso bem claro, tudo isso que falaram é especulação". Além da rede paraibana, a imprensa chegou a veicular informações de que o Magazine estaria negociando a compra da gaúcha Lojas Colombo e de outras redes regionais.
A negociação com a Lojas Maia começou há dois anos, mas foi suspensa quando a empresária decidiu seguir a estratégia de entrar primeiro no mercado paulistano para depois chegar a outras regiões. "Há três meses, já estabilizados em São Paulo, procuramos a família Maia (controladora da rede) e fechamos o contrato", afirmou ela.
Planos para o Nordeste
A compra da Lojas Maia marca a entrada do Magazine Luzia no Nordeste, iniciativa que estava nos planos de Luiza Trajano há bastante tempo. “Preferimos, antes disso, nos estabelecer em São Paulo, mas sabemos que temos tudo para dar certo na região”, disse.
Antecipada pelo site EXAME (leia a reportagem), a compra da Lojas Maia é apenas o primeiro passo para acelerar o crescimento do Magazine Luiza nos próximos anos. De acordo com a empresária Luiza Helena Trajano, presidente da rede, a expectativa é alcançar um faturamento de 15 bilhões de reais em 2015.
Se a meta for cumprida, representará mais que o dobro dos 6 bilhões de reais que a varejista quer obter em 2010. Para alcançar o planejado, a rede precisará crescer 15% ao ano. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (19/7), quando Luiza comunicou oficialmente a aquisição da Lojas Maia.
"A estimativa leva em conta o crescimento médio, mais as próximas aquisições que devemos fazer para chegar ao Rio de Janeiro, Norte e Centro-Oeste do país", disse ela.
Sem compras agora
A intenção da companhia é de entrar nessas regiões por meio de aquisições ou de forma orgânica a partir do início de 2012. "Fazer aquisições é complicado e estamos abertos às oportunidades mais adequadas a cada momento", afirmou Luiza.
A empresária descartou novas aquisições neste ano. "O foco é absorver as 141 unidades que ganhamos com as Lojas Maia e firmar aos poucos nossa marca no Nordeste", disse Luiza. De acordo com a empresária, nenhuma outra concorrente está na mira da empresa, pelo menos até o final deste ano. "Quero deixar isso bem claro, tudo isso que falaram é especulação". Além da rede paraibana, a imprensa chegou a veicular informações de que o Magazine estaria negociando a compra da gaúcha Lojas Colombo e de outras redes regionais.
A negociação com a Lojas Maia começou há dois anos, mas foi suspensa quando a empresária decidiu seguir a estratégia de entrar primeiro no mercado paulistano para depois chegar a outras regiões. "Há três meses, já estabilizados em São Paulo, procuramos a família Maia (controladora da rede) e fechamos o contrato", afirmou ela.
Planos para o Nordeste
A compra da Lojas Maia marca a entrada do Magazine Luzia no Nordeste, iniciativa que estava nos planos de Luiza Trajano há bastante tempo. “Preferimos, antes disso, nos estabelecer em São Paulo, mas sabemos que temos tudo para dar certo na região”, disse.
Britânica Flybe compra 35 aeronaves da Embraer
O contrato assinado entre as companhias britânica e brasileira gira em torno de US$ 1,3 bilhão.
A Flybe, maior companhia aérea doméstica britânica, informou hoje que encomendou da Embraer 35 aeronaves, num contrato de aproximadamente US$ 1,3 bilhão, o que lhe dará a possibilidade de expandir seus serviços no continente europeu. Há ainda a opção de a Flybe comprar mais 65 aeronaves e também adquirir os direitos para mais 40 unidades, em um acordo potencial de US$ 5 bilhões.
A Flybe, uma empresa de capital fechado, tem crescido desde a sua criação em 2002, a ponto de se tornar a maior companhia aérea regional da Europa, disse que pretende crescer consistentemente na Europa Ocidental ao longo da próxima década. A primeira aeronave deverá ser entregue em setembro de 2011, com o prazo final para entrega de todas as encomendas "firmes" até março de 2017.
O presidente e diretor-executivo da Flybe, Jim French, disse que "o momento é propício para a compra de aeronaves, uma vez que a empresa cumpre assim a tradição de acordos inovadores, o que impulsiona seu crescimento de longo prazo". As informações são da Dow Jones.
A Flybe, maior companhia aérea doméstica britânica, informou hoje que encomendou da Embraer 35 aeronaves, num contrato de aproximadamente US$ 1,3 bilhão, o que lhe dará a possibilidade de expandir seus serviços no continente europeu. Há ainda a opção de a Flybe comprar mais 65 aeronaves e também adquirir os direitos para mais 40 unidades, em um acordo potencial de US$ 5 bilhões.
A Flybe, uma empresa de capital fechado, tem crescido desde a sua criação em 2002, a ponto de se tornar a maior companhia aérea regional da Europa, disse que pretende crescer consistentemente na Europa Ocidental ao longo da próxima década. A primeira aeronave deverá ser entregue em setembro de 2011, com o prazo final para entrega de todas as encomendas "firmes" até março de 2017.
O presidente e diretor-executivo da Flybe, Jim French, disse que "o momento é propício para a compra de aeronaves, uma vez que a empresa cumpre assim a tradição de acordos inovadores, o que impulsiona seu crescimento de longo prazo". As informações são da Dow Jones.
Telefônica contrata advogados para dissolver Brasilcel
A empresa espanhola contratou escritório de advocacia holandês para uma eventual dissolução de sua joint-venture na Brasilcel.
A espanhola Telefônica contratou o escritório holandês de advocacia De Brauw Blackstone Westbroek como assessores legais em uma eventual dissolução de sua joint venture Brasilcel, afirmou uma fonte próxima à situação.
Não foi possível confirmar a informação de forma imediata com a Telefônica ou o escritório, mas a fonte disse que a Telefónica se dirigiu à empresa de advogados holandeses depois de romper as negociações com a Portugal Telecom, sua sócia na Brasilcel, sobre a venda de sua fatia na Vivo.
A Brasilcel tem sede na Holanda e agrupa as participações da Telefônica e da Portugal Telecom na Vivo.
A espanhola Telefônica contratou o escritório holandês de advocacia De Brauw Blackstone Westbroek como assessores legais em uma eventual dissolução de sua joint venture Brasilcel, afirmou uma fonte próxima à situação.
Não foi possível confirmar a informação de forma imediata com a Telefônica ou o escritório, mas a fonte disse que a Telefónica se dirigiu à empresa de advogados holandeses depois de romper as negociações com a Portugal Telecom, sua sócia na Brasilcel, sobre a venda de sua fatia na Vivo.
A Brasilcel tem sede na Holanda e agrupa as participações da Telefônica e da Portugal Telecom na Vivo.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Como fica a Vivo sem se fundir à Telefônica
Fracasso das negociações faz com que a maior operadora de telefonia móvel do país fique na contramão dos concorrentes.
Nos últimos tempos, o setor de telecomunicações aponta para a convergência de serviços. É crescente a avaliação de que, para ser competitivas, as empresas precisam oferecer todo tipo de serviço aos usuários - telefonia fixa, móvel, banda larga e, no limite, TV por assinatura.
Se a venda da Vivo fosse aprovada pela Portugal Telecom nesta sexta-feira (16/7), seria este o caminho que a Telefônica tomaria. O plano espanhol era razoavelmente claro: fundir a Telesp, sua operadora de telefonia fixa, à Vivo. Além disso, como conta com o Speedy e a TVA, a Telefônica poderia oferecer, no futuro, pacotes completos de voz, dados e TV paga.
O bilionário mexicano Carlos Slim também dá mostras de que pretende seguir por aí, ao reestruturar seus ativos de telecomunicações. O redesenho culminará com a união da Embratel com a Claro no Brasil. E nunca é demais lembrar que a Oi, hoje a maior operadora do país em faturamento, oferece serviços de voz e dados.
Caminho próprio
Por isso, a maior dúvida causada pelo fracasso das negociações entre a Portugal Telecom e a Telefônica é se a Vivo será capaz de sobreviver sozinha, em um mercado onde a convergência é crescente. Para a analista Rosângela Ribeiro, da corretora SLW, a resposta é sim. "A Vivo conseguiria se manter independente no mercado, por meio de parcerias para oferta de serviços integrados", diz.
O desfecho da negociação é visto como mais prejudicial à Telefônica. "Por atuar sobretudo em telefonia fixa no Brasil, a empresa depende de um setor estagnado e precisa ampliar rápido seu portfólio de serviços aos clientes", afirma Rosângela. E nunca é demais lembrar, também, que Portugal Telecom e Telefônica permanecem sócias na Brasilcel - a holding que controla a Vivo. Uma sociedade que tem tudo para ficar cada vez mais tumultuada.
Pressentindo o mal-estar que seria causado por essa convivência forçada, a Telefônica já informou, publicamente, que pode dissolver a Brasilcel, holding que controla a Vivo e da qual detém 50% - estando o restante em poder da Portugal Telecom.
Questionado sobre o futuro da companhia dias antes da recusa da oferta pela Portugal Telecom, Antônio Carlos Valente, presidente da Telefônica no Brasil, disse ao site EXAME que a empresa tem um longo e próspero futuro pela frente – com ou sem o controle da Vivo. "É bom lembrar que lideramos em disparada os dois maiores mercados do país, o paulista e o carioca", afirmou Valente.
Nos últimos tempos, o setor de telecomunicações aponta para a convergência de serviços. É crescente a avaliação de que, para ser competitivas, as empresas precisam oferecer todo tipo de serviço aos usuários - telefonia fixa, móvel, banda larga e, no limite, TV por assinatura.
Se a venda da Vivo fosse aprovada pela Portugal Telecom nesta sexta-feira (16/7), seria este o caminho que a Telefônica tomaria. O plano espanhol era razoavelmente claro: fundir a Telesp, sua operadora de telefonia fixa, à Vivo. Além disso, como conta com o Speedy e a TVA, a Telefônica poderia oferecer, no futuro, pacotes completos de voz, dados e TV paga.
O bilionário mexicano Carlos Slim também dá mostras de que pretende seguir por aí, ao reestruturar seus ativos de telecomunicações. O redesenho culminará com a união da Embratel com a Claro no Brasil. E nunca é demais lembrar que a Oi, hoje a maior operadora do país em faturamento, oferece serviços de voz e dados.
Caminho próprio
Por isso, a maior dúvida causada pelo fracasso das negociações entre a Portugal Telecom e a Telefônica é se a Vivo será capaz de sobreviver sozinha, em um mercado onde a convergência é crescente. Para a analista Rosângela Ribeiro, da corretora SLW, a resposta é sim. "A Vivo conseguiria se manter independente no mercado, por meio de parcerias para oferta de serviços integrados", diz.
O desfecho da negociação é visto como mais prejudicial à Telefônica. "Por atuar sobretudo em telefonia fixa no Brasil, a empresa depende de um setor estagnado e precisa ampliar rápido seu portfólio de serviços aos clientes", afirma Rosângela. E nunca é demais lembrar, também, que Portugal Telecom e Telefônica permanecem sócias na Brasilcel - a holding que controla a Vivo. Uma sociedade que tem tudo para ficar cada vez mais tumultuada.
Pressentindo o mal-estar que seria causado por essa convivência forçada, a Telefônica já informou, publicamente, que pode dissolver a Brasilcel, holding que controla a Vivo e da qual detém 50% - estando o restante em poder da Portugal Telecom.
Questionado sobre o futuro da companhia dias antes da recusa da oferta pela Portugal Telecom, Antônio Carlos Valente, presidente da Telefônica no Brasil, disse ao site EXAME que a empresa tem um longo e próspero futuro pela frente – com ou sem o controle da Vivo. "É bom lembrar que lideramos em disparada os dois maiores mercados do país, o paulista e o carioca", afirmou Valente.
Magazine Luiza fecha a compra da Lojas Maia
Rede paraibana será comprada por 290 milhões de reais, entre dinheiro e dívidas.
O Magazine Luiza fechou a compra da rede paraibana Lojas Maia. Segundo EXAME apurou, a venda foi acertada na madrugada desta sexta-feira (16/7), no escritório de advocacia Demarest & Almeida, em São Paulo. O valor do negócio será de 290 milhões de reais. Dessa quantia, cerca de metade será paga em dinheiro, e o restante corresponde à assunção de dívidas. O pagamento será feito até a primeira semana de agosto.
A aquisição marca a entrada do Magazine Luiza no Nordeste. Fundada em Patos (PB), em 1959, a Lojas Maia conta atualmente com 140 lojas em nove estados da região: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A expectativa é que a rede fature, neste ano, 700 milhões de reais. Com isso, o Magazine Luiza encerraria o ano com faturamento de 5,7 bilhões de reais.
A compra da Lojas Maia é o primeiro movimento concreto do Magazine para reagir à forte consolidação do setor de varejo. Desde meados do ano passado, quando o Pão de Açúcar iniciou uma impressionante investida sobre o setor, comprando o Ponto Frio e associando-se, meses depois, à Casas Bahia, o Magazine vem perdendo posições. A criação da Máquina de Vendas, união entre Ricardo Eletro e Insinuante e, agora,City Lar, deu origem à segunda maior varejista do país, com faturamento estimado em 6,1 bilhões de reais neste ano. O Magazine Luiza foi, assim, ficando para trás.
A empresa já havia perdido a disputa pelo Ponto Frio e alguns observadores consideravam que a empresa corria o risco de se tornar alvo dos concorrentes. Agora, a entrada no Nordeste pode dar um novo fôlego à rede.
O Magazine Luiza fechou a compra da rede paraibana Lojas Maia. Segundo EXAME apurou, a venda foi acertada na madrugada desta sexta-feira (16/7), no escritório de advocacia Demarest & Almeida, em São Paulo. O valor do negócio será de 290 milhões de reais. Dessa quantia, cerca de metade será paga em dinheiro, e o restante corresponde à assunção de dívidas. O pagamento será feito até a primeira semana de agosto.
A aquisição marca a entrada do Magazine Luiza no Nordeste. Fundada em Patos (PB), em 1959, a Lojas Maia conta atualmente com 140 lojas em nove estados da região: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. A expectativa é que a rede fature, neste ano, 700 milhões de reais. Com isso, o Magazine Luiza encerraria o ano com faturamento de 5,7 bilhões de reais.
A compra da Lojas Maia é o primeiro movimento concreto do Magazine para reagir à forte consolidação do setor de varejo. Desde meados do ano passado, quando o Pão de Açúcar iniciou uma impressionante investida sobre o setor, comprando o Ponto Frio e associando-se, meses depois, à Casas Bahia, o Magazine vem perdendo posições. A criação da Máquina de Vendas, união entre Ricardo Eletro e Insinuante e, agora,City Lar, deu origem à segunda maior varejista do país, com faturamento estimado em 6,1 bilhões de reais neste ano. O Magazine Luiza foi, assim, ficando para trás.
A empresa já havia perdido a disputa pelo Ponto Frio e alguns observadores consideravam que a empresa corria o risco de se tornar alvo dos concorrentes. Agora, a entrada no Nordeste pode dar um novo fôlego à rede.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Apressar trem-bala para Olimpíadas gera riscos inadmissíveis
Engenheiro especialista em transportes diz que obra não é prioridade e que os ganhos seriam menores do que os potenciais problemas gerados pela correria.
Ao lançar o projeto do trem-bala que vai ligar São Paulo ao Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que acha possível entregar a obra até as Olimpíadas de 2016. Lula afirmou que cogitou organizar o trabalho em dois ou até três turnos, aos sábados e domingos, desde que o objetivo fosse concluir o projeto com a melhor qualidade e no menor prazo. Entretanto, segundo o engenheiro especialista em transportes Creso Peixoto, apressar um projeto com esta complexidade vai gerar riscos "altíssimos e inadmissíveis".
Apesar de ser favorável ao projeto e reconhecer que seja possível concluí-lo até as Olimpíadas, Peixoto, que é professor do curso de engenharia da FEI, afirma que as características da obra a tornam inviável no curto prazo. "Este é um empreendimento que deve ser feito com calma para que não tenhamos perdas de recursos, nem de vidas durante a construção", afirma.
O engenheiro explica que a construção do trem-bala configura uma obra atípica. Por causa da alta velocidade dos veículos (acima de 200 km/h), será necessária uma linha resistente e praticamente sem curvas. Estas características do traçado, segundo Peixoto, aumentam a dificuldade de execução em algumas etapas do processo e multiplicam os custos.
Ele afirma que o quilômetro construído de uma ferrovia de alta velocidade custa 25 vezes mais do que em uma obra tradicional. "Os 33 bilhões de reais que serão gastos neste projeto seriam suficientes para construir, por exemplo, uma ferrovia regular ligando Florianópolis (SC) a São Luís (MA)", diz.
Além disso, Peixoto explica que a linha exigirá viadutos e túneis "gigantescos", principalmente no trecho que atravessa a Serra das Araras, antes de chegar à cidade do Rio de Janeiro. "Quando você constrói um trecho e inclui um túnel, multiplica o preço do quilômetro construído por 10. E nesta parte da serra, é provável que se façam muitos túneis", diz o professor da FEI.
Segundo o especialista, é justamente na região da Serra das Araras que estão os maiores riscos da obra. Ele afirma que a construção de um túnel nesta área requer o uso de um sistema de escavação similar ao empregado no trecho da linha amarela do metrô de São Paulo que desabou em janeiro de 2007.
"É um processo delicado. A gestão de incorporação do projeto pede rapidez, mas os gestores de riscos sabem que é preciso ir com calma. Um terreno com as características geológicas da serra dependem de um período de espera para que as estruturas rochosas se acomodem após cada corte. A obra não vai precisar de mais turnos ou empregados, e sim de calma, para que haja uma gestão de riscos eficiente", diz Peixoto.
Na opinião do professor da FEI, os altos riscos da obra não justificam apressar o processo, ainda que as pressões pela conclusão aumentem quando Copa e Olimpíadas se aproximarem. "Há outros problemas de infraestrutura muito mais urgentes. A questão dos aeroportos e da mobilidade urbana são bons exemplos. O trem-bala é um bom projeto, e o Brasil terá um em breve. Mas, a julgar pelos problemas que podem surgir com a pressa, este não é o momento."
Ao lançar o projeto do trem-bala que vai ligar São Paulo ao Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que acha possível entregar a obra até as Olimpíadas de 2016. Lula afirmou que cogitou organizar o trabalho em dois ou até três turnos, aos sábados e domingos, desde que o objetivo fosse concluir o projeto com a melhor qualidade e no menor prazo. Entretanto, segundo o engenheiro especialista em transportes Creso Peixoto, apressar um projeto com esta complexidade vai gerar riscos "altíssimos e inadmissíveis".
Apesar de ser favorável ao projeto e reconhecer que seja possível concluí-lo até as Olimpíadas, Peixoto, que é professor do curso de engenharia da FEI, afirma que as características da obra a tornam inviável no curto prazo. "Este é um empreendimento que deve ser feito com calma para que não tenhamos perdas de recursos, nem de vidas durante a construção", afirma.
O engenheiro explica que a construção do trem-bala configura uma obra atípica. Por causa da alta velocidade dos veículos (acima de 200 km/h), será necessária uma linha resistente e praticamente sem curvas. Estas características do traçado, segundo Peixoto, aumentam a dificuldade de execução em algumas etapas do processo e multiplicam os custos.
Ele afirma que o quilômetro construído de uma ferrovia de alta velocidade custa 25 vezes mais do que em uma obra tradicional. "Os 33 bilhões de reais que serão gastos neste projeto seriam suficientes para construir, por exemplo, uma ferrovia regular ligando Florianópolis (SC) a São Luís (MA)", diz.
Além disso, Peixoto explica que a linha exigirá viadutos e túneis "gigantescos", principalmente no trecho que atravessa a Serra das Araras, antes de chegar à cidade do Rio de Janeiro. "Quando você constrói um trecho e inclui um túnel, multiplica o preço do quilômetro construído por 10. E nesta parte da serra, é provável que se façam muitos túneis", diz o professor da FEI.
Segundo o especialista, é justamente na região da Serra das Araras que estão os maiores riscos da obra. Ele afirma que a construção de um túnel nesta área requer o uso de um sistema de escavação similar ao empregado no trecho da linha amarela do metrô de São Paulo que desabou em janeiro de 2007.
"É um processo delicado. A gestão de incorporação do projeto pede rapidez, mas os gestores de riscos sabem que é preciso ir com calma. Um terreno com as características geológicas da serra dependem de um período de espera para que as estruturas rochosas se acomodem após cada corte. A obra não vai precisar de mais turnos ou empregados, e sim de calma, para que haja uma gestão de riscos eficiente", diz Peixoto.
Na opinião do professor da FEI, os altos riscos da obra não justificam apressar o processo, ainda que as pressões pela conclusão aumentem quando Copa e Olimpíadas se aproximarem. "Há outros problemas de infraestrutura muito mais urgentes. A questão dos aeroportos e da mobilidade urbana são bons exemplos. O trem-bala é um bom projeto, e o Brasil terá um em breve. Mas, a julgar pelos problemas que podem surgir com a pressa, este não é o momento."
OGX revê para cima potencial de poço na Bacia de Campos
A OGX Petróleo e Gás comunicou hoje que reviu para cima o potencial do poço 1-OGX-14-RJS, localizado em águas rasas da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. A companhia identificou uma nova coluna de óleo no local, de aproximadamente 55 metros.
"A coluna e o net pay da descoberta anunciada anteriormente foram revisados de 60 para aproximadamente 90 metros e de 22 para cerca de 35 metros, respectivamente", detalha o fato relevante publicado neste manhã.
No último dia 28, a empresa já havia identificado a presença de hidrocarbonetos no local, mas a continuidade da perfuração e novos estudos possibilitaram a nova descoberta.
A revisão do potencial do poço tornam agora prioritárias as perfurações no bloco BM-C-40, em que a OGX detém 100% de participação, informou o diretor geral da OGX, Paulo Mendonça. A sonda Ocean Lexington iniciou as atividades de perfuração na região em 30 de maio.
"A coluna e o net pay da descoberta anunciada anteriormente foram revisados de 60 para aproximadamente 90 metros e de 22 para cerca de 35 metros, respectivamente", detalha o fato relevante publicado neste manhã.
No último dia 28, a empresa já havia identificado a presença de hidrocarbonetos no local, mas a continuidade da perfuração e novos estudos possibilitaram a nova descoberta.
A revisão do potencial do poço tornam agora prioritárias as perfurações no bloco BM-C-40, em que a OGX detém 100% de participação, informou o diretor geral da OGX, Paulo Mendonça. A sonda Ocean Lexington iniciou as atividades de perfuração na região em 30 de maio.
Caixa negocia compra de fatia da argentina Cabal
A Caixa Econômica Federal negocia a compra de parte da empresa de cartões de crédito argentina Cabal, a terceira maior daquele mercado. Segundo fontes envolvidas na negociação, o plano da Caixa é ampliar as atividades da subsidiária Cabal Brasil - que mantém operação discreta desde 2000 - e, assim, atingir clientes de menor renda, especialmente das classes C e D.
Na visão da Caixa, será possível ampliar o alcance desse meio de pagamento nessas faixas de renda, ao mesmo tempo que podem ser reduzidos os custos para o comércio interessado em receber os cartões. As conversas ocorrem há alguns meses, mas há expectativa de que a negociação ganhe velocidade, já que a presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, está desde ontem em Buenos Aires para tratar do assunto.
Na mesa, além da Caixa, estão a própria Cabal e o banco Credicoop, instituição financeira que lidera a emissão dos cartões com essa marca na Argentina. No fim de junho, a presidente do banco disse que já negociava a aquisição de parte de uma empresa e que o negócio poderia ser anunciado até o fim do ano.
MARCA
Na Argentina, a rede de estabelecimentos credenciados pela Cabal é extensa e a marca é reconhecida pelos consumidores. É a terceira maior bandeira em operação no mercado, atrás apenas da Visa e Mastercard. Além da Argentina, a Cabal mantém operações com emissores locais no Paraguai, no Uruguai e em Cuba. Nos três vizinhos do Mercosul, a companhia tem cerca de 3 milhões de cartões emitidos.
No Brasil, a companhia é uma sociedade entre a Cabal argentina e o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob). Atualmente, tem cerca de 500 mil cartões emitidos nas funções crédito e débito em conta corrente e nas modalidades alimentação e refeição. O universo ainda é tímido se comparado ao tamanho da indústria, que tem atualmente 586,6 milhões de cartões emitidos nas funções crédito, débito e de loja.
Antes do fim da exclusividade das máquinas de leitura dos cartões, a atuação da Cabal era mais forte nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Agora, com o compartilhamento, a marca passou a ser aceita na Redecard. Ao ingressar no segmento de cartões como emissora, a Caixa quer atingir o pequeno comércio, as periferias e as cidades do interior do País.
Na visão da Caixa, será possível ampliar o alcance desse meio de pagamento nessas faixas de renda, ao mesmo tempo que podem ser reduzidos os custos para o comércio interessado em receber os cartões. As conversas ocorrem há alguns meses, mas há expectativa de que a negociação ganhe velocidade, já que a presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, está desde ontem em Buenos Aires para tratar do assunto.
Na mesa, além da Caixa, estão a própria Cabal e o banco Credicoop, instituição financeira que lidera a emissão dos cartões com essa marca na Argentina. No fim de junho, a presidente do banco disse que já negociava a aquisição de parte de uma empresa e que o negócio poderia ser anunciado até o fim do ano.
MARCA
Na Argentina, a rede de estabelecimentos credenciados pela Cabal é extensa e a marca é reconhecida pelos consumidores. É a terceira maior bandeira em operação no mercado, atrás apenas da Visa e Mastercard. Além da Argentina, a Cabal mantém operações com emissores locais no Paraguai, no Uruguai e em Cuba. Nos três vizinhos do Mercosul, a companhia tem cerca de 3 milhões de cartões emitidos.
No Brasil, a companhia é uma sociedade entre a Cabal argentina e o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob). Atualmente, tem cerca de 500 mil cartões emitidos nas funções crédito e débito em conta corrente e nas modalidades alimentação e refeição. O universo ainda é tímido se comparado ao tamanho da indústria, que tem atualmente 586,6 milhões de cartões emitidos nas funções crédito, débito e de loja.
Antes do fim da exclusividade das máquinas de leitura dos cartões, a atuação da Cabal era mais forte nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. Agora, com o compartilhamento, a marca passou a ser aceita na Redecard. Ao ingressar no segmento de cartões como emissora, a Caixa quer atingir o pequeno comércio, as periferias e as cidades do interior do País.
Pequenas empresas podem entregar grandes lucros
Conheça a dinâmica das small caps, as ações ideais para quem tem tempo para acompanhar uma companhia e estômago para correr riscos.
O investimento em ações de empresas com baixo valor de mercado ("small caps", no jargão de mercado) é mais ou menos como o garimpo. Da mesma forma que alguém pode passar dias ou meses cavando uma jazida estéril, também existe a chance de topar com um diamante bruto. Os riscos, portanto, são enormes. Para não perder dinheiro, o investidor primeiro precisará entender a dinâmica da empresa para então aprender a diferenciar uma pedra preciosa do cascalho. A busca se dará em um ambiente ermo. A imprensa o manterá informado sobre a Vale, a Petrobras e mais duas dezenas de companhias abertas, mas não poderá ajudar muito com as small caps. Tampouco conte com sua corretora para lhe indicar o mapa da mina. A maior parte dessas instituições possui uma equipe enxuta de analistas que cobre principalmente as ações mais negociadas da bolsa.
Caso queira saber o que se passa no subterrâneo de uma pequena companhia, muitas vezes será necessário ir a campo, entrevistar executivos e especialistas, gastar a lâmina da picareta e cavar informações bem lá no fundo. Se o trabalho de exploração for bem feito, as chances de encontrar uma pepita valiosa crescem exponencialmente. Boa parte dos investidores não tem tempo nem interesse em acompanhar as small caps e é natural que haja riquezas escondidas onde ninguém procurou. Mas não espere encontrar uma fortuna a cada esquina. Em geral, com alguma sorte e muita competência, será possível identificar uma pedra bruta que, depois de lapidada, verá seu valor disparar.
Em 2009, quem garimpou as melhores small caps terminou o ano com os bolsos cheios. Os papéis de pequenas empresas foram as vedetes do mercado de ações no Brasil. Enquanto o Ibovespa, que lista as companhias mais líquidas e representativas da bolsa, subiu 82%, a valorização do Índice Small Cap (SMLL) chegou a 137%. Considerando a rentabilidade acumulada nos últimos 12 meses, o desempenho do Índice Small Cap permanece na dianteira com um crescimento de 54%, três vezes superior ao do mais tradicional indicador brasileiro.
Embora números tão expressivos sejam atribuídos à correção das quedas vertiginosas sofridas com a crise internacional em 2008, os resultados refletem a lógica que costuma nortear o comportamento das small caps. Em momentos de incerteza, os investidores se desfazem das ações de companhias de menor porte temerosos da sua capacidade de continuar de pé. A baixa liquidez desses papéis piora o cenário: como não são negociados com frequência, é necessário vendê-los a um preço bem abaixo do mercado. Tanto que nos 12 meses de 2008, o SMLL amargou uma queda de 53% - contra baixa de 41% do Ibovespa.
Por outro lado, quando a economia volta aos trilhos, essas ações podem registrar um ascensão avassaladora. Geralmente, companhias menores estão ligadas ao consumo interno e, por isso, se beneficiam da recuperação de imediato. "Em cenários de forte otimismo, a chance de uma empresa pequena ter problemas diminui bastante. O mercado inteiro cresce e, como temos poucas ações na bolsa, as small caps acabam se tornando muito atrativas", resume Ricardo Almeida, professor de finanças da FIA/USP. O desempenho campeão dos fundos de small caps reflete essa percepção. Em 2009, a rentabilidade ficou em 117,7%, contra 74,8% dos fundos de ações e 10,4% dos fundos de renda fixa.
A maior explicação para a apreciação dos papéis está na falta de atenção com que são analisados. Como têm participação periférica no volume total de negociações, companhias menores recebem uma cobertura incipiente por parte dos analistas e dos jornais. A falta de acompanhamento acaba promovendo um descolamento entre o valor do ativo e seu preço justo, fazendo com que o investidor que perceba a distorção possa lucrar no futuro. "Todo mundo olha as blue chips e por isso é muito fácil uma ação da Vale ou da Petrobras estar próxima do seu preço ideal. Para quem pode ficar mais tempo com o papel, o pote de ouro pode estar efetivamente nas small caps", sustenta Paulo Esteves, analista chefe da Gradual Investimentos.
Oportunidade
Investidores institucionais e fundos de pensão costumam realizar aportes milionários em uma mesma companhia, mas a maioria das small caps não têm envergadura em termos de capital para suportar investimentos desse porte. A explicação é simples. Para comprar uma posição representativa para a performance do fundo, o administrador teria que adquirir 20% ou mais dos papéis da empresa. "Dessa forma, ele acabaria puxando a cotação do ativo, não conseguindo pagar um preço tão atraente pela ação, já que estes papéis têm uma porta estreita de entrada e saída", explica Esteves, da Gradual.
Para o analista, o proveito fica com os pequenos investidores, que têm a oportunidade de alavancar os lucros em lagoas onde não nadam peixes grandes. Como a cobertura das empresas menores é insuficiente para o indivíduo estudar os papéis por conta própria, algumas corretoras trabalham para identificar os setores mais promissores e indicar aos seus clientes as ações que vão brilhar lá na frente. "É difícil bater os grandes bancos de investimento estrangeiros cobrindo os papéis mais negociados da bolsa. Olhamos para as small caps com carinho porque nossa vantagem competitiva está justamente aí", completa Esteves.
Empresas de grande porte costumam ser analisadas segundo uma abordagem "top down" - ou seja, de cima para baixo. Parte-se do estudo macroeconômico para projetar o provável crescimento e a consequente evolução dos preços, levando em consideração fatores como o aumento do PIB. No caso das small caps, a abordagem passa a ser "bottom up". A visão de baixo para cima representa a busca por valores escondidos, fundamentos que muitas vezes independem do cenário econômico ou de movimentos setoriais. Em suma, essas companhias devem ter uma gestão diferenciada ou uma inovação tecnológica capaz de manter seu valor mesmo em um momento de crise.
O investimento em ações de empresas com baixo valor de mercado ("small caps", no jargão de mercado) é mais ou menos como o garimpo. Da mesma forma que alguém pode passar dias ou meses cavando uma jazida estéril, também existe a chance de topar com um diamante bruto. Os riscos, portanto, são enormes. Para não perder dinheiro, o investidor primeiro precisará entender a dinâmica da empresa para então aprender a diferenciar uma pedra preciosa do cascalho. A busca se dará em um ambiente ermo. A imprensa o manterá informado sobre a Vale, a Petrobras e mais duas dezenas de companhias abertas, mas não poderá ajudar muito com as small caps. Tampouco conte com sua corretora para lhe indicar o mapa da mina. A maior parte dessas instituições possui uma equipe enxuta de analistas que cobre principalmente as ações mais negociadas da bolsa.
Caso queira saber o que se passa no subterrâneo de uma pequena companhia, muitas vezes será necessário ir a campo, entrevistar executivos e especialistas, gastar a lâmina da picareta e cavar informações bem lá no fundo. Se o trabalho de exploração for bem feito, as chances de encontrar uma pepita valiosa crescem exponencialmente. Boa parte dos investidores não tem tempo nem interesse em acompanhar as small caps e é natural que haja riquezas escondidas onde ninguém procurou. Mas não espere encontrar uma fortuna a cada esquina. Em geral, com alguma sorte e muita competência, será possível identificar uma pedra bruta que, depois de lapidada, verá seu valor disparar.
Em 2009, quem garimpou as melhores small caps terminou o ano com os bolsos cheios. Os papéis de pequenas empresas foram as vedetes do mercado de ações no Brasil. Enquanto o Ibovespa, que lista as companhias mais líquidas e representativas da bolsa, subiu 82%, a valorização do Índice Small Cap (SMLL) chegou a 137%. Considerando a rentabilidade acumulada nos últimos 12 meses, o desempenho do Índice Small Cap permanece na dianteira com um crescimento de 54%, três vezes superior ao do mais tradicional indicador brasileiro.
Embora números tão expressivos sejam atribuídos à correção das quedas vertiginosas sofridas com a crise internacional em 2008, os resultados refletem a lógica que costuma nortear o comportamento das small caps. Em momentos de incerteza, os investidores se desfazem das ações de companhias de menor porte temerosos da sua capacidade de continuar de pé. A baixa liquidez desses papéis piora o cenário: como não são negociados com frequência, é necessário vendê-los a um preço bem abaixo do mercado. Tanto que nos 12 meses de 2008, o SMLL amargou uma queda de 53% - contra baixa de 41% do Ibovespa.
Por outro lado, quando a economia volta aos trilhos, essas ações podem registrar um ascensão avassaladora. Geralmente, companhias menores estão ligadas ao consumo interno e, por isso, se beneficiam da recuperação de imediato. "Em cenários de forte otimismo, a chance de uma empresa pequena ter problemas diminui bastante. O mercado inteiro cresce e, como temos poucas ações na bolsa, as small caps acabam se tornando muito atrativas", resume Ricardo Almeida, professor de finanças da FIA/USP. O desempenho campeão dos fundos de small caps reflete essa percepção. Em 2009, a rentabilidade ficou em 117,7%, contra 74,8% dos fundos de ações e 10,4% dos fundos de renda fixa.
A maior explicação para a apreciação dos papéis está na falta de atenção com que são analisados. Como têm participação periférica no volume total de negociações, companhias menores recebem uma cobertura incipiente por parte dos analistas e dos jornais. A falta de acompanhamento acaba promovendo um descolamento entre o valor do ativo e seu preço justo, fazendo com que o investidor que perceba a distorção possa lucrar no futuro. "Todo mundo olha as blue chips e por isso é muito fácil uma ação da Vale ou da Petrobras estar próxima do seu preço ideal. Para quem pode ficar mais tempo com o papel, o pote de ouro pode estar efetivamente nas small caps", sustenta Paulo Esteves, analista chefe da Gradual Investimentos.
Oportunidade
Investidores institucionais e fundos de pensão costumam realizar aportes milionários em uma mesma companhia, mas a maioria das small caps não têm envergadura em termos de capital para suportar investimentos desse porte. A explicação é simples. Para comprar uma posição representativa para a performance do fundo, o administrador teria que adquirir 20% ou mais dos papéis da empresa. "Dessa forma, ele acabaria puxando a cotação do ativo, não conseguindo pagar um preço tão atraente pela ação, já que estes papéis têm uma porta estreita de entrada e saída", explica Esteves, da Gradual.
Para o analista, o proveito fica com os pequenos investidores, que têm a oportunidade de alavancar os lucros em lagoas onde não nadam peixes grandes. Como a cobertura das empresas menores é insuficiente para o indivíduo estudar os papéis por conta própria, algumas corretoras trabalham para identificar os setores mais promissores e indicar aos seus clientes as ações que vão brilhar lá na frente. "É difícil bater os grandes bancos de investimento estrangeiros cobrindo os papéis mais negociados da bolsa. Olhamos para as small caps com carinho porque nossa vantagem competitiva está justamente aí", completa Esteves.
Empresas de grande porte costumam ser analisadas segundo uma abordagem "top down" - ou seja, de cima para baixo. Parte-se do estudo macroeconômico para projetar o provável crescimento e a consequente evolução dos preços, levando em consideração fatores como o aumento do PIB. No caso das small caps, a abordagem passa a ser "bottom up". A visão de baixo para cima representa a busca por valores escondidos, fundamentos que muitas vezes independem do cenário econômico ou de movimentos setoriais. Em suma, essas companhias devem ter uma gestão diferenciada ou uma inovação tecnológica capaz de manter seu valor mesmo em um momento de crise.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Novas regras da CVM vão ajudar na capitalização da Petrobras
Uma mudança de regras para a realização de ofertas públicas de ações no país, cuja audiência pública terminou na semana passada, vai ajudar a Petrobras a fazer seu bilionário aumento de capital na primeira quinzena de setembro, disse uma fonte envolvida na operação.
Pelas novas regras que entram em vigor em 1o de agosto, a empresa não terá que esperar quase um mês entre a concessão do registro e o road show da oferta.
"Agora faz o registro e já sai para o road show, não tem mais aqueles 20 dias úteis", explicou a fonte que não pode se identificar devido ao período de silêncio ao qual todos os envolvidos na operação estão submetidos. "Isso vai agilizar a capitalização", complementou.
A Petrobras aprovou em junho aumento de capital de 150 por cento, para 150 bilhões de reais, abrindo espaço para a oferta pública de ações da companhia adiada de julho para setembro.
O volume total da operação ainda não foi divulgado e depende do preço que será certificado para o barril do petróleo em reservas não licitadas pelo governo na área do pré-sal da bacia de Santos, a chamada cessão onerosa.
A área da cessão onerosa ainda não foi definida apesar do governo ter divulgado que apenas em um poço perfurado, Franco, as estimativas de reservas giram em torno de 4,5 bilhões de barris de óleo equivalente. A produtividade do poço seria de 50 mil barris diário, segundo a ANP, um volume acima da média da indústria, o que reduz o custo de operação (e eleva o preço da reserva).
O governo, dono de 32 por cento do capital da estatal, recebeu autorização do Congresso Nacional para conceder até 5 bilhões de barris de óleo equivalente em troca de ações da companhia, em uma operação intermediada por títulos públicos para evitar questionamentos na Justiça pelos acionistas minoritários.
O preço do barril vai definir o montante da capitalização, que pode atingir até 85 bilhões de dólares após a autorização do aumento de capital da companhia, mas que é estimada pelo mercado em torno dos 50 bilhões de dólares, sendo cerca de 15 bilhões de dólares a parte do governo.
Prematuro para preço
"Ainda é muito cedo para se saber o preço, não existe nada de concreto para se estimar algum valor no momento", avaliou o analista da Coinvalores Marco Antonio Saravalle, que trabalha dentro da expectativa média do mercado, que prevê o valor do barril em torno dos 5-6 dólares.
Para o analista, um preço alto reduziria a atratividade da capitalização para o acionista minoritário e abriria espaço para o governo aumentar o controle na companhia. Esse aumento no entanto teria um efeito mais político, na avaliação de Saravalle, visto que o governo já possui 56 por cento do controle da empresa.
De acordo com outra fonte, também em período de silêncio, a proposta de preço da Petrobras ao governo será em torno dos 6-6,5 dólares, valor que será comparado ao apurado pela certificadora contratada pela ANP há duas semanas e cujo trabalho será divulgado no final de agosto.
"Vamos ter duas certificações técnicas, que devem ter uma pequena diferença entre uma e outra, uma pode estar com 6 dólares (o barril) e outra com 5 dólares, ficaria na média... impossível em um caso desse o governo querer receber 7 dólares", disse a fonte.
Enquanto aguarda a certificação, a Petrobras prepara o road show da oferta pública de ações e negocia o contrato de cessão onerosa com o governo, além de tocar o seu plano de 88 bilhões de reais de investimentos para este ano, que não dependem da capitalização.
Os papéis da empresa vêm perdendo valor desde o anúncio da operação, no ano passado, em um movimento considerado normal pelo mercado por conta da previsão da oferta pública. Às 14h10 (horário de Brasília), as ações preferenciais da companhia caíam 0,33 por cento, enquanto o Ibovespa caía 0,45 por cento.
Pelas novas regras que entram em vigor em 1o de agosto, a empresa não terá que esperar quase um mês entre a concessão do registro e o road show da oferta.
"Agora faz o registro e já sai para o road show, não tem mais aqueles 20 dias úteis", explicou a fonte que não pode se identificar devido ao período de silêncio ao qual todos os envolvidos na operação estão submetidos. "Isso vai agilizar a capitalização", complementou.
A Petrobras aprovou em junho aumento de capital de 150 por cento, para 150 bilhões de reais, abrindo espaço para a oferta pública de ações da companhia adiada de julho para setembro.
O volume total da operação ainda não foi divulgado e depende do preço que será certificado para o barril do petróleo em reservas não licitadas pelo governo na área do pré-sal da bacia de Santos, a chamada cessão onerosa.
A área da cessão onerosa ainda não foi definida apesar do governo ter divulgado que apenas em um poço perfurado, Franco, as estimativas de reservas giram em torno de 4,5 bilhões de barris de óleo equivalente. A produtividade do poço seria de 50 mil barris diário, segundo a ANP, um volume acima da média da indústria, o que reduz o custo de operação (e eleva o preço da reserva).
O governo, dono de 32 por cento do capital da estatal, recebeu autorização do Congresso Nacional para conceder até 5 bilhões de barris de óleo equivalente em troca de ações da companhia, em uma operação intermediada por títulos públicos para evitar questionamentos na Justiça pelos acionistas minoritários.
O preço do barril vai definir o montante da capitalização, que pode atingir até 85 bilhões de dólares após a autorização do aumento de capital da companhia, mas que é estimada pelo mercado em torno dos 50 bilhões de dólares, sendo cerca de 15 bilhões de dólares a parte do governo.
Prematuro para preço
"Ainda é muito cedo para se saber o preço, não existe nada de concreto para se estimar algum valor no momento", avaliou o analista da Coinvalores Marco Antonio Saravalle, que trabalha dentro da expectativa média do mercado, que prevê o valor do barril em torno dos 5-6 dólares.
Para o analista, um preço alto reduziria a atratividade da capitalização para o acionista minoritário e abriria espaço para o governo aumentar o controle na companhia. Esse aumento no entanto teria um efeito mais político, na avaliação de Saravalle, visto que o governo já possui 56 por cento do controle da empresa.
De acordo com outra fonte, também em período de silêncio, a proposta de preço da Petrobras ao governo será em torno dos 6-6,5 dólares, valor que será comparado ao apurado pela certificadora contratada pela ANP há duas semanas e cujo trabalho será divulgado no final de agosto.
"Vamos ter duas certificações técnicas, que devem ter uma pequena diferença entre uma e outra, uma pode estar com 6 dólares (o barril) e outra com 5 dólares, ficaria na média... impossível em um caso desse o governo querer receber 7 dólares", disse a fonte.
Enquanto aguarda a certificação, a Petrobras prepara o road show da oferta pública de ações e negocia o contrato de cessão onerosa com o governo, além de tocar o seu plano de 88 bilhões de reais de investimentos para este ano, que não dependem da capitalização.
Os papéis da empresa vêm perdendo valor desde o anúncio da operação, no ano passado, em um movimento considerado normal pelo mercado por conta da previsão da oferta pública. Às 14h10 (horário de Brasília), as ações preferenciais da companhia caíam 0,33 por cento, enquanto o Ibovespa caía 0,45 por cento.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Romi tem até amanhã para comprar a Hardinge
Fabricante brasileira de equipamentos pede que os acionistas da americana pressionem a empresa a aceitar a oferta de 10 dólares por ação.
Termina amanhã, o prazo de validade da oferta apresentada pela Romi para comprar a Hardinge. Desde dezembro, a fabricante brasileira de equipamentos tenta assumir o controle da americana. Agora, a empresa tem até as 17 horas desta quarta-feira (14/7) - horário de Nova York - para dizer se aceita a proposta de 10 dólares por ação. Na reta final, a Romi aposta nos acionistas da Hardinge, para que convençam a direção da empresa a fechar o negócio.
"Pedimos que os acionistas aumentem a pressão sobre o conselho de administração da Hardinge para negociar com a Romi. Na ausência de apoio significativo dos acionistas da Hardinge, acreditamos que o Conselho de Administração e a administração da Hardinge continuará a impedir a Romi, como tem sido feito desde que lançamos a nossa oferta", afirma Livaldo Aguiar dos Santos, diretor-presidente da Romi, em comunicado da empresa. Em fevereiro, a Hardinge recusou uma oferta da Romi de 8 dólares por ação.
De acordo com a Romi, a oferta atual representa um prêmio de 105% sobre o preço de fechamento das ações da americana em 14 de dezembro de 2009 - data do primeiro comunicado da Romi à Hardinge sobre o seu interesse em unir os negócios. A oferta não está sujeita a due diligence ou a qualquer condição de financiamento e será totalmente financiada por recursos internos, segundo a brasileira.
A oferta está condicionada à adesão de, pelo menos, dois terços do número total de ações em circulação da Hardinge sobre uma base totalmente diluída, à retirada e invalidação, pelo conselho de administração da Hardinge, do plano de direitos dos acionistas e outras defesas contra aquisições hostis, e ao recebimento das aprovações regulatórias e de outras condições habituais de fechamento, conforme descrito na oferta de compra.
A Romi pode reavaliar a oferta. "Se recebermos apoio significativo dos acionistas da Hardinge, e se o conselho de administração e a administração da Hardinge estiverem dispostos a nos ajudar a identificar valor adicional que não conseguimos identificar hoje, nós estaríamos dispostos a reavaliar a nossa oferta e ampliar o período de oferta como parte de uma transação acordada", diz Santos, no comunicado.
Termina amanhã, o prazo de validade da oferta apresentada pela Romi para comprar a Hardinge. Desde dezembro, a fabricante brasileira de equipamentos tenta assumir o controle da americana. Agora, a empresa tem até as 17 horas desta quarta-feira (14/7) - horário de Nova York - para dizer se aceita a proposta de 10 dólares por ação. Na reta final, a Romi aposta nos acionistas da Hardinge, para que convençam a direção da empresa a fechar o negócio.
"Pedimos que os acionistas aumentem a pressão sobre o conselho de administração da Hardinge para negociar com a Romi. Na ausência de apoio significativo dos acionistas da Hardinge, acreditamos que o Conselho de Administração e a administração da Hardinge continuará a impedir a Romi, como tem sido feito desde que lançamos a nossa oferta", afirma Livaldo Aguiar dos Santos, diretor-presidente da Romi, em comunicado da empresa. Em fevereiro, a Hardinge recusou uma oferta da Romi de 8 dólares por ação.
De acordo com a Romi, a oferta atual representa um prêmio de 105% sobre o preço de fechamento das ações da americana em 14 de dezembro de 2009 - data do primeiro comunicado da Romi à Hardinge sobre o seu interesse em unir os negócios. A oferta não está sujeita a due diligence ou a qualquer condição de financiamento e será totalmente financiada por recursos internos, segundo a brasileira.
A oferta está condicionada à adesão de, pelo menos, dois terços do número total de ações em circulação da Hardinge sobre uma base totalmente diluída, à retirada e invalidação, pelo conselho de administração da Hardinge, do plano de direitos dos acionistas e outras defesas contra aquisições hostis, e ao recebimento das aprovações regulatórias e de outras condições habituais de fechamento, conforme descrito na oferta de compra.
A Romi pode reavaliar a oferta. "Se recebermos apoio significativo dos acionistas da Hardinge, e se o conselho de administração e a administração da Hardinge estiverem dispostos a nos ajudar a identificar valor adicional que não conseguimos identificar hoje, nós estaríamos dispostos a reavaliar a nossa oferta e ampliar o período de oferta como parte de uma transação acordada", diz Santos, no comunicado.
Telefônica pode buscar arbitragem para comprar Vivo
A espanhola Telefónica vai procurar arbitragem para dissolver a joint venture (associação) Brasilcel, que controla a Vivo Participações, caso um acordo com a Portugal Telecom (PT) não seja alcançado até sexta-feira, dia 16, segundo fontes ouvidas pelo jornal espanhol ABC. A Telefónica fez uma oferta de 7,15 bilhões de euros pela fatia que a PT possui na brasileira Vivo, mas a proposta não foi aceita.
A Telefónica e a PT controlam em conjunto a Brasilcel, que possui 60% de participação na Vivo. No mês passado, a maioria dos acionistas da PT votaram a favor da venda da fatia que a companhia possui na operadora brasileira, mas o governo português usou sua golden share - ação com direito especial - para bloquear a venda. O uso desse tipo de ação foi considerado ilegal pelo Tribunal de Justiça Europeu, em julgamento de processo contra o governo português.
Se a Brasilcel for dissolvida, a Telefónica poderia comprar ações da Vivo no mercado até obter uma participação majoritária na companhia, afirma o jornal espanhol, em um processo que pode levar de quatro a seis meses. O jornal acrescentou que executivos da PT e da Telefónica se reuniram em Lisboa no fim de semana, mas não conseguiram chegar a um acordo.
Hoje, o presidente da Telefónica, Cesar Alierta, reiterou que a oferta vale até sexta-feira e disse que ela é "impecável". "A Brasilcel obviamente é um acordo entre dois parceiros e não deve haver interferência de outros", disse Alierta. Uma pessoa próxima à situação afirmou que tanto o governo português quanto o espanhol pediram que as duas empresas negociem um acordo que seja aceitável para ambas. As informações são da Dow Jones.
A Telefónica e a PT controlam em conjunto a Brasilcel, que possui 60% de participação na Vivo. No mês passado, a maioria dos acionistas da PT votaram a favor da venda da fatia que a companhia possui na operadora brasileira, mas o governo português usou sua golden share - ação com direito especial - para bloquear a venda. O uso desse tipo de ação foi considerado ilegal pelo Tribunal de Justiça Europeu, em julgamento de processo contra o governo português.
Se a Brasilcel for dissolvida, a Telefónica poderia comprar ações da Vivo no mercado até obter uma participação majoritária na companhia, afirma o jornal espanhol, em um processo que pode levar de quatro a seis meses. O jornal acrescentou que executivos da PT e da Telefónica se reuniram em Lisboa no fim de semana, mas não conseguiram chegar a um acordo.
Hoje, o presidente da Telefónica, Cesar Alierta, reiterou que a oferta vale até sexta-feira e disse que ela é "impecável". "A Brasilcel obviamente é um acordo entre dois parceiros e não deve haver interferência de outros", disse Alierta. Uma pessoa próxima à situação afirmou que tanto o governo português quanto o espanhol pediram que as duas empresas negociem um acordo que seja aceitável para ambas. As informações são da Dow Jones.
Ibama autoriza Petrobras a ampliar exploração na Bacia de Campos
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou hoje (13) a Petrobras a explorar 35 mil barris de petróleo e dez milhões de metros cúbicos de gás por dia em dois campos na Bacia de Santos.
A licença de operação para os campos de Uruguá e Tambaú foi assinada pelo presidente do instituto, Abelardo Bayma.
De acordo com o órgão ambiental, entre as condicionantes para o começo da produção estão o monitoramento, o controle ambiental da operação dos campos e a apresentação imediata de um plano de emergência, que deverá detalhar as medidas a serem tomadas em casos de acidentes ambientais, como derramamento de petróleo.
Os campos Uruguá e Tambaú ficam no Bloco BS-500, localizado no Rio de Janeiro, entre os municípios de Niterói e Maricá.
A licença de operação para os campos de Uruguá e Tambaú foi assinada pelo presidente do instituto, Abelardo Bayma.
De acordo com o órgão ambiental, entre as condicionantes para o começo da produção estão o monitoramento, o controle ambiental da operação dos campos e a apresentação imediata de um plano de emergência, que deverá detalhar as medidas a serem tomadas em casos de acidentes ambientais, como derramamento de petróleo.
Os campos Uruguá e Tambaú ficam no Bloco BS-500, localizado no Rio de Janeiro, entre os municípios de Niterói e Maricá.
BB e Bradesco concluem compra de ações da Cielo
O Banco do Brasil e o Bradesco informaram nesta terça-feira terem concluído a compra de participação na empresa de cartões Cielo que pertencia ao espanhol Santander.
Em comunicado ao mercado, o BB informou que pagou 1,055 bilhão de reais pelo equivalente a 5,11 por cento do capital social da Cielo, elevando sua fatia na empresa de cartões, por meio do BB Banco de Investimento, para 28,65 por cento.
Já o Bradesco disse que desembolsou 431,7 milhões de reais por ações representativas de 2,09 por cento da Cielo, aumentando sua participação na companhia para os mesmos 28,65 por cento detidos pelo BB.
Em comunicado ao mercado, o BB informou que pagou 1,055 bilhão de reais pelo equivalente a 5,11 por cento do capital social da Cielo, elevando sua fatia na empresa de cartões, por meio do BB Banco de Investimento, para 28,65 por cento.
Já o Bradesco disse que desembolsou 431,7 milhões de reais por ações representativas de 2,09 por cento da Cielo, aumentando sua participação na companhia para os mesmos 28,65 por cento detidos pelo BB.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Brasil tem sete entre as 500 maiores empresas mundiais
O Brasil conseguiu colocar sete empresas entre os 500 maiores conglomerados mundiais no levantamento da Revista Forbes. A Petrobras é a nossa melhor no ranking, ocupando a 54ª posição, bem abaixo do 34º lugar que apresentou no relatório anterior. Além da estatal, fazem parte da lista a Itaúsa (117ª), o Bradesco (135ª), o Banco do Brasil (148ª), a Vale (363ª), a Ultrapar (471ª) e a JBS (496ª). O ranking do ano passado apresentava apenas seis companhias brasileiras. Lidera a lista das maiores empresas mundiais o grupo varejista norte-americano Wal-Mart.
Agrenco pede à CVM liberação de negócios com seus papéis
A Agrenco, empresa de comercialização de soja que está em regime de recuperação judicial desde o ano passado, depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal que encontrou operações fraudulentas e resultou na prisão de seus principais acionistas, pode voltar a negociar suas ações na Bovespa antes do prazo previsto. A Agrenco foi punida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no início do ano por não ter entregue os balanços desde junho de 2008 e teve os negócios com seus BDRs suspensos.
Na última sexta-feira, os executivos da empresa protocolaram um pedido à CVM para liberação dos negócios, juntamente com os balanços que faltavam. Agora a empresa, que previa voltar à Bolsa somente em setembro, aguarda uma resposta da autarquia para antecipar seu retorno.
Na última sexta-feira, os executivos da empresa protocolaram um pedido à CVM para liberação dos negócios, juntamente com os balanços que faltavam. Agora a empresa, que previa voltar à Bolsa somente em setembro, aguarda uma resposta da autarquia para antecipar seu retorno.
Mais bem-sucedida da história, Copa da África tem efeito limitado na economia
Recorde, o valor arrecadado superou em 50% o montante de quatro anos antes; todo o dinheiro vai direto para a conta da Fifa.
A Copa do Mundo da África do Sul é a mais bem-sucedida da história: de acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), US$ 3,2 bilhões (R$ 5,6 bilhões) haviam sido arrecadados pelo Mundial antes mesmo do primeiro jogo.
O valor recorde superou em 50% o montante arrecadado quatro anos antes, na Copa realizada na Alemanha em 2006. É referente ao pagamento de direitos de transmissão dos jogos e de uso de marca e a contratos de propaganda e publicidade.
Todo esse dinheiro foi direto para a Fifa, entidade organizadora do Mundial. Apesar de a África do Sul ser a sede de um dos eventos mais lucrativos do mundo, o efeito da Copa na economia do país é limitado, de acordo economistas e empresários.
Segundo o professor e membro do Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul Udesh Pillay, a realização do Mundial deve contribuir com um aumento de, no máximo, 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) sul-africano. Coautor de um livro sobre os efeitos da Copa, ele chegou a prever um crescimento de 0,5% do PIB em 2010. Disse, entretanto, que essa estimativa não deve ser cumprida por dois motivos principais.
Segundo o professor, o primeiro é que um evento como a Copa do Mundo, via de regra, não traz muitos benefícios ao país que o sedia no que se refere à geração de riquezas. Outra razão, de acordo com Pillay, é que a África do Sul não se planejou como deveria para tirar o melhor proveito do que o Mundial pôde oferecer ao país.
"O governo caiu na ilusão da realização de uma Copa do Mundo", afirmou. "Assumiu todas as responsabilidade e obrigações para sediar o Mundial. Já o lucro foi todo para a Fifa."
Para ele, o ponto positivo do Mundial foi a aceleração de investimentos necessários, principalmente, na área de infraestrutura. Ele ressalta, porém, que tudo isso poderia ter sido feito independentemente do torneio e teria os mesmos efeitos.
"A Copa é, na verdade, uma catalizador de investimentos, disse. Faz que com o governo realmente aplique dinheiro em obras. Porém, o torneio em si faz muito pouco para a geração de riquezas." O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da África do Sul, Nereu Rau, concorda com Pillay. Também para ele, o maior beneficiado da Copa é mesmo a Fifa.
Rau afirmou que a África do Sul conseguiu melhorias. Registrou uma elevação repentina nos índices de transações comerciais durante os meses do Mundial. Esse aumento, porém, vai se transformar em retração logo após o torneio, colocando a África do Sul novamente no seu ritmo normal de crescimento. Isso porque, segundo ele, o país não fez da Copa uma oportunidade para os negócios sul-africanos. "Tínhamos que ter garantido que pequenas empresas também se beneficiassem", disse. "Até os produtos licenciados vieram de fora do país. Foi um erro."
Mesmo assim, Rau afirma que a Copa ajudou a melhorar a imagem da África do Sul no cenário global, o que pode trazer mais investimentos para o país. Pode também ajudar na recepção de outros grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas. "O governo tem que trabalhar para usar a estrutura construída para a Copa em outras oportunidades, sugeriu Rau. "E quem sabe, na próxima vez, evitaremos os erros cometidos nessa Copa."
A Copa do Mundo da África do Sul é a mais bem-sucedida da história: de acordo com a Federação Internacional de Futebol (Fifa), US$ 3,2 bilhões (R$ 5,6 bilhões) haviam sido arrecadados pelo Mundial antes mesmo do primeiro jogo.
O valor recorde superou em 50% o montante arrecadado quatro anos antes, na Copa realizada na Alemanha em 2006. É referente ao pagamento de direitos de transmissão dos jogos e de uso de marca e a contratos de propaganda e publicidade.
Todo esse dinheiro foi direto para a Fifa, entidade organizadora do Mundial. Apesar de a África do Sul ser a sede de um dos eventos mais lucrativos do mundo, o efeito da Copa na economia do país é limitado, de acordo economistas e empresários.
Segundo o professor e membro do Conselho de Pesquisas de Ciências Humanas da África do Sul Udesh Pillay, a realização do Mundial deve contribuir com um aumento de, no máximo, 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) sul-africano. Coautor de um livro sobre os efeitos da Copa, ele chegou a prever um crescimento de 0,5% do PIB em 2010. Disse, entretanto, que essa estimativa não deve ser cumprida por dois motivos principais.
Segundo o professor, o primeiro é que um evento como a Copa do Mundo, via de regra, não traz muitos benefícios ao país que o sedia no que se refere à geração de riquezas. Outra razão, de acordo com Pillay, é que a África do Sul não se planejou como deveria para tirar o melhor proveito do que o Mundial pôde oferecer ao país.
"O governo caiu na ilusão da realização de uma Copa do Mundo", afirmou. "Assumiu todas as responsabilidade e obrigações para sediar o Mundial. Já o lucro foi todo para a Fifa."
Para ele, o ponto positivo do Mundial foi a aceleração de investimentos necessários, principalmente, na área de infraestrutura. Ele ressalta, porém, que tudo isso poderia ter sido feito independentemente do torneio e teria os mesmos efeitos.
"A Copa é, na verdade, uma catalizador de investimentos, disse. Faz que com o governo realmente aplique dinheiro em obras. Porém, o torneio em si faz muito pouco para a geração de riquezas." O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da África do Sul, Nereu Rau, concorda com Pillay. Também para ele, o maior beneficiado da Copa é mesmo a Fifa.
Rau afirmou que a África do Sul conseguiu melhorias. Registrou uma elevação repentina nos índices de transações comerciais durante os meses do Mundial. Esse aumento, porém, vai se transformar em retração logo após o torneio, colocando a África do Sul novamente no seu ritmo normal de crescimento. Isso porque, segundo ele, o país não fez da Copa uma oportunidade para os negócios sul-africanos. "Tínhamos que ter garantido que pequenas empresas também se beneficiassem", disse. "Até os produtos licenciados vieram de fora do país. Foi um erro."
Mesmo assim, Rau afirma que a Copa ajudou a melhorar a imagem da África do Sul no cenário global, o que pode trazer mais investimentos para o país. Pode também ajudar na recepção de outros grandes eventos esportivos, como as Olimpíadas. "O governo tem que trabalhar para usar a estrutura construída para a Copa em outras oportunidades, sugeriu Rau. "E quem sabe, na próxima vez, evitaremos os erros cometidos nessa Copa."
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Petrobras registra recorde de processamento de refino
Empresa destacou o aumento de capacidade de referência da Refinaria de Paulínia.
A Petrobras alcançou, em 3 de julho, um recorde histórico de processamento de 2,02 milhões barris diários de petróleo em suas refinarias. A marca supera em 4% o recorde anterior - que era de 1,942 milhão de barris.
Entre os principais fatores para o alcance desse nível de processamento, a empresa destacou o aumento da capacidade de referência da Refinaria de Paulínia (Replan). "Este resultado foi alcançado respeitando-se os limites dos equipamentos e sistemas, as diretrizes de confiabilidade operacional e os princípios de segurança, meio-ambiente e saúde que norteiam as ações da companhia", informou a empresa em comunicado ao mercado.
A Petrobras alcançou, em 3 de julho, um recorde histórico de processamento de 2,02 milhões barris diários de petróleo em suas refinarias. A marca supera em 4% o recorde anterior - que era de 1,942 milhão de barris.
Entre os principais fatores para o alcance desse nível de processamento, a empresa destacou o aumento da capacidade de referência da Refinaria de Paulínia (Replan). "Este resultado foi alcançado respeitando-se os limites dos equipamentos e sistemas, as diretrizes de confiabilidade operacional e os princípios de segurança, meio-ambiente e saúde que norteiam as ações da companhia", informou a empresa em comunicado ao mercado.
Santander busca aquisições na Colômbia e no Peru
O Banco Santander está buscando novas aquisições na Colômbia e no Peru, com o objetivo de reforçar sua estratégia de expansão na América Latina, informou nesta segunda-feira o Financial Times.
Francisco Luzón, diretor de operações do Santander para América Latina, afirmou ao jornal que o banco busca aumentar sua presença na Colômbia e no Peru, onde atualmente possui participação de mercado entre 10% e 20%.
"Se tudo sair como planejado, estes serão os dois países onde concentraremos as aquisições nos próximos quatro a cinco anos", disse Luzón.
O maior banco da Espanha, que também possui operações no Brasil, Argentina, México, Chile e Uruguai, intensificou sua estratégia de expansão na região para combater a fraqueza nos mercados europeu e americano.
No mês passado, o Santander adquiriu do Bank of America os 24,9% restantes da sua unidade no México.
Francisco Luzón, diretor de operações do Santander para América Latina, afirmou ao jornal que o banco busca aumentar sua presença na Colômbia e no Peru, onde atualmente possui participação de mercado entre 10% e 20%.
"Se tudo sair como planejado, estes serão os dois países onde concentraremos as aquisições nos próximos quatro a cinco anos", disse Luzón.
O maior banco da Espanha, que também possui operações no Brasil, Argentina, México, Chile e Uruguai, intensificou sua estratégia de expansão na região para combater a fraqueza nos mercados europeu e americano.
No mês passado, o Santander adquiriu do Bank of America os 24,9% restantes da sua unidade no México.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Petrobras é a maior empresa da América Latina, diz revista
A Petrobras ficou na primeira colocação no ranking das 500 maiores empresas da América Latina, publicado pela AméricaEconomia. A relação completa está na edição de julho da revista.
Com um total de vendas superior ao US$ 104 bilhões em 2009, a estatal brasileira saltou duas posições neste ano e desbancou a estatal de petróleo venezuelana PDVSA e a mexicana Pemex, que se revezavam no topo da lista desde 1990, quando o estudo foi criado.
A segunda brasileira mais bem colocada também faz parte do grupo de empresas que compõem a Petrobras. Trata-se da Petrobras Distribuidora, que aumentou seu lucro líquido em 52,3% no ano passado, resultado que contribuiu para que a companhia subisse para o quinto lugar.
Duas posições abaixo, aparece a Vale que, apesar de ter reduzido suas vendas em US$ 2 bilhões em 2009, conseguiu ficar com a sétima colocação, atrás da mexicana América Móvil, grupo de operadoras de celular de Carlos Slim.
Do total de empresas que figuram na relação, 226 são corporações brasileiras ou estrangeiras que possuem operações no País. Entre as que aparecem em posições de destaque, além da Petrobras, da Petrobras Distribuidora e da Vale, estão a Ultrapar (8º), a Odebrecht (10º), a JBS-Friboi (11º), a Telemar (14º), o Grupo Votorantim (16º), a Eletrobras (17º) e a Gerdau (18º).
O ranking leva em consideração principalmente o montante de vendas líquidas em dólares. Variação de vendas, lucro líquido, ativo total, patrimônio líquido e total de exportações são outros indicativos presentes no estudo.
Com um total de vendas superior ao US$ 104 bilhões em 2009, a estatal brasileira saltou duas posições neste ano e desbancou a estatal de petróleo venezuelana PDVSA e a mexicana Pemex, que se revezavam no topo da lista desde 1990, quando o estudo foi criado.
A segunda brasileira mais bem colocada também faz parte do grupo de empresas que compõem a Petrobras. Trata-se da Petrobras Distribuidora, que aumentou seu lucro líquido em 52,3% no ano passado, resultado que contribuiu para que a companhia subisse para o quinto lugar.
Duas posições abaixo, aparece a Vale que, apesar de ter reduzido suas vendas em US$ 2 bilhões em 2009, conseguiu ficar com a sétima colocação, atrás da mexicana América Móvil, grupo de operadoras de celular de Carlos Slim.
Do total de empresas que figuram na relação, 226 são corporações brasileiras ou estrangeiras que possuem operações no País. Entre as que aparecem em posições de destaque, além da Petrobras, da Petrobras Distribuidora e da Vale, estão a Ultrapar (8º), a Odebrecht (10º), a JBS-Friboi (11º), a Telemar (14º), o Grupo Votorantim (16º), a Eletrobras (17º) e a Gerdau (18º).
O ranking leva em consideração principalmente o montante de vendas líquidas em dólares. Variação de vendas, lucro líquido, ativo total, patrimônio líquido e total de exportações são outros indicativos presentes no estudo.
Brasil é o 4º país mais demorado para abertura de empresa estrangeira
Processo leva, em média, 166 dias no Brasil; na Indonésia, são necessários 86 dias.
O Brasil ocupa a 4ª posição (de um total de 87) em um ranking elaborado pelo Banco Mundial com os países em que leva mais tempo para um estrangeiro abrir uma empresa.
Segundo o estudo, no país, o prazo médio para que todas as licenças necessárias ao funcionamento da companhia sejam emitidas é de 166 dias. À frente do Brasil no ranking estão Venezuela (179 dias), Haiti (212) e Angola (263).
Dentre as nações em que a situação é melhor, estão o Vietnã (94 dias) e a Indonésia (86). Os países em que a legislação mais facilita a abertura de empresas por estrangeiros são Ruanda e Geórgia, com quatro dias cada, Canadá (6 dias) e Afeganistão (7). Nos Estados Unidos, o processo leva, em média, 11 dias.
Além do extenso prazo, o relatório do Banco Mundial aponta alguns gargalos no processo de abertura de empresas estrangeiras no Brasil. Um dos destaques citados é o fato de que o país restringe a participação de capital externo em companhias de alguns setores.
Alguns dos exemplos são o do segmento de transporte aéreo, em que a legislação limita a participação a 20% do total, e o setor de saúde, em que ela é proibida. O estudo menciona que a legislação brasileira também está acima da média no que diz respeito aos empecilhos, na comparação com os países da América Latina.
Apesar da lentidão e das restrições, na avaliação geral, a situação do país não é das piores. O Banco Mundial criou um índice de facilidade para abertura de empresas estrangeiras. Ele avalia não apenas o tempo necessário, mas também a complicação da legislação que rege o processo de criação da empresa. O indicador vai de zero a 100, com a nota máxima representando o menor grau de dificuldade. O Brasil recebeu uma avaliação intermediária: 62,5 pontos. Os Estados Unidos ficaram com 80 pontos e Angola, com 39,5.
O Brasil ocupa a 4ª posição (de um total de 87) em um ranking elaborado pelo Banco Mundial com os países em que leva mais tempo para um estrangeiro abrir uma empresa.
Segundo o estudo, no país, o prazo médio para que todas as licenças necessárias ao funcionamento da companhia sejam emitidas é de 166 dias. À frente do Brasil no ranking estão Venezuela (179 dias), Haiti (212) e Angola (263).
Dentre as nações em que a situação é melhor, estão o Vietnã (94 dias) e a Indonésia (86). Os países em que a legislação mais facilita a abertura de empresas por estrangeiros são Ruanda e Geórgia, com quatro dias cada, Canadá (6 dias) e Afeganistão (7). Nos Estados Unidos, o processo leva, em média, 11 dias.
Além do extenso prazo, o relatório do Banco Mundial aponta alguns gargalos no processo de abertura de empresas estrangeiras no Brasil. Um dos destaques citados é o fato de que o país restringe a participação de capital externo em companhias de alguns setores.
Alguns dos exemplos são o do segmento de transporte aéreo, em que a legislação limita a participação a 20% do total, e o setor de saúde, em que ela é proibida. O estudo menciona que a legislação brasileira também está acima da média no que diz respeito aos empecilhos, na comparação com os países da América Latina.
Apesar da lentidão e das restrições, na avaliação geral, a situação do país não é das piores. O Banco Mundial criou um índice de facilidade para abertura de empresas estrangeiras. Ele avalia não apenas o tempo necessário, mas também a complicação da legislação que rege o processo de criação da empresa. O indicador vai de zero a 100, com a nota máxima representando o menor grau de dificuldade. O Brasil recebeu uma avaliação intermediária: 62,5 pontos. Os Estados Unidos ficaram com 80 pontos e Angola, com 39,5.
Gol vai resgatar a marca Varig
A Gol vai voltar a investir na marca Varig. Apagada desde setembro de 2008, quando a empresa suspendeu as operações regulares para a Europa, a Varig voltou a fazer voos para os Estados Unidos neste mês, inicialmente em viagens fretadas para Orlando, nos Estados Unidos. Além disso, um avião com o logotipo da companhia, que já foi sinônimo de aviação no Brasil, também foi usado para transportar a seleção paraguaia de futebol para a Copa da África do Sul.
A marca Varig foi comprada pela Gol em 2007, quando estava em estado falimentar. A Gol herdou uma companhia com muitos problemas, como uma frota de aeronaves ultrapassada e uma cultura empresarial pouco profissional, o que representou mais complicações do que alegrias para a companhia de Constantino Junior. A Gol perdeu participação de mercado e só voltou a se recuperar no ano passado, após uma profunda reestruturação operacional. De 2007 a 2010, o valor de mercado da empresa caiu de 12,4 bilhões de reais para 5,8 bilhões de reais.
Agora, aproveitando o crescimento da indústria e de olho na força que a Varig ainda tem no exterior, onde ainda é mais conhecida que a Gol, a vice-presidente de Mercado da Gol, Claudia Pagnano, quer fortalecer o uso da marca em voos internacionais. A executiva começou a trabalhar no projeto em março deste ano. Sem muito alarde, a empresa passou a utilizar aviões da Varig em suas rotas para o Caribe. O próximo passo, não confirmado pela companhia, pode ser a retomada de voos regulares em outros países.
A marca Varig foi comprada pela Gol em 2007, quando estava em estado falimentar. A Gol herdou uma companhia com muitos problemas, como uma frota de aeronaves ultrapassada e uma cultura empresarial pouco profissional, o que representou mais complicações do que alegrias para a companhia de Constantino Junior. A Gol perdeu participação de mercado e só voltou a se recuperar no ano passado, após uma profunda reestruturação operacional. De 2007 a 2010, o valor de mercado da empresa caiu de 12,4 bilhões de reais para 5,8 bilhões de reais.
Agora, aproveitando o crescimento da indústria e de olho na força que a Varig ainda tem no exterior, onde ainda é mais conhecida que a Gol, a vice-presidente de Mercado da Gol, Claudia Pagnano, quer fortalecer o uso da marca em voos internacionais. A executiva começou a trabalhar no projeto em março deste ano. Sem muito alarde, a empresa passou a utilizar aviões da Varig em suas rotas para o Caribe. O próximo passo, não confirmado pela companhia, pode ser a retomada de voos regulares em outros países.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Multiplan vai investir R$ 1,3 bi em novos shoppings
Depois de levantar no mercado quase R$ 800 milhões com o lançamento de novas ações, a Multiplan, um dos maiores grupos de shopping centers do Brasil, investe quase R$ 1,3 bilhão até 2012 na expansão de duas unidades e na construção de seis novos projetos, principalmente em São Paulo. Segundo o presidente da Multiplan, José Isaac Peres, a empresa quer acompanhar a onda de crescimento do varejo no Brasil e ainda tem R$ 980 milhões em caixa para possíveis aquisições que acelerem a expansão.
"Temos conversas com outras empresas, embora a nossa vocação seja mais de desenvolvedor de novos projetos. Mas isso não quer dizer que não vamos aproveitar oportunidades fechando a porta para aquisições", diz Peres. "Há ativos disponíveis, mas tudo está muito caro. Temos de ponderar o que é mais vantajoso: desenvolver um shopping ou pagar todos os prêmios de um empreendimento já consolidado."
Fundador da empresa que completa em 2010 35 anos com marcos da indústria de shoppings no portfólio, Peres quer acrescentar pelo menos mais quatro centros comerciais ao atual portfólio de 13 shoppings até 2012. "Vamos investir no nosso banco de terrenos, de 800 mil metros quadrados. Mas, se no meio do caminho fizermos uma aquisição, damos um salto maior ainda.
"Temos conversas com outras empresas, embora a nossa vocação seja mais de desenvolvedor de novos projetos. Mas isso não quer dizer que não vamos aproveitar oportunidades fechando a porta para aquisições", diz Peres. "Há ativos disponíveis, mas tudo está muito caro. Temos de ponderar o que é mais vantajoso: desenvolver um shopping ou pagar todos os prêmios de um empreendimento já consolidado."
Fundador da empresa que completa em 2010 35 anos com marcos da indústria de shoppings no portfólio, Peres quer acrescentar pelo menos mais quatro centros comerciais ao atual portfólio de 13 shoppings até 2012. "Vamos investir no nosso banco de terrenos, de 800 mil metros quadrados. Mas, se no meio do caminho fizermos uma aquisição, damos um salto maior ainda.
Embraer investe US$ 18 milhões em centro de manutenção na China
A fabricante de aeronaves Embraer está implantando um centro de manutenção em Pequim, que receberá investimentos de US$ 18 milhões.
Nota enviada à imprensa informa que a nova empresa iniciará as operações dentro de um mês, no sentido de dar suporte aos clientes da China, onde mais de 70 aeronaves da fabricante brasileira estão em atividade.
A Embraer já está no país asiático há dez anos, mas esse centro de manutenção - batizado como Embraer China Aircraft Technical Services Company (ECA) - representa sua primeira subsidiária integral na China.
A ideia é oferecer consultoria sobre questões técnicas e operações de voo bem como a venda de peças de reposição e serviços de logística.
Além de um escritório de representação na capital chinesa, criado em maio de 2000, a Embraer tem desde 2003 uma joint venture com a Aviation Industry Corporation of China para a fabricação de jatos comerciais na cidade de Harbin, no nordeste chinês.
Nota enviada à imprensa informa que a nova empresa iniciará as operações dentro de um mês, no sentido de dar suporte aos clientes da China, onde mais de 70 aeronaves da fabricante brasileira estão em atividade.
A Embraer já está no país asiático há dez anos, mas esse centro de manutenção - batizado como Embraer China Aircraft Technical Services Company (ECA) - representa sua primeira subsidiária integral na China.
A ideia é oferecer consultoria sobre questões técnicas e operações de voo bem como a venda de peças de reposição e serviços de logística.
Além de um escritório de representação na capital chinesa, criado em maio de 2000, a Embraer tem desde 2003 uma joint venture com a Aviation Industry Corporation of China para a fabricação de jatos comerciais na cidade de Harbin, no nordeste chinês.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Telefónica busca 8 bilhões de euros em empréstimos
A espanhola Telefónica está buscando 8 bilhões de euros em empréstimos sindicalizados para parcialmente financiar a oferta pela participação da Portugal Telecom na operadora móvel brasileira Vivo, disseram profissionais de bancos nesta terça-feira.
Cerca de 5 bilhões de euros do novo empréstimo seriam direcionados a financiar a aquisição da fatia na Vivo, enquanto os demais 3 bilhões de euros iriam para o refinanciamento de dívidas existentes, disseram fontes.
A linha de crédito de 3 bilhões de euros de refinanciamento reduzirá os custos de carregamento da dívida pela Telefónica, mas os juros cobrados terão um leve prêmio em relação a outros tomadores com rating similar à Telefónica na região, disseram duas das fontes.
Um porta-voz da Telefónica se recusou a comentar o assunto.
Lisboa usou na semana passada sua ação especial da Portugal Telecom (golden share) para vetar a venda da Vivo à Telefónica, apesar de a maioria dos acionistas do grupo português em assembleia ter se manifestado em favor do negócio.
A Telefónica se dispôs a pagar 7,15 bilhões de euros por metade da Brasilcel, holding que controla a Vivo e que é compartilhada pelos espanhóis com a Portugal Telecom.
Um tribunal europeu vai decidir no dia 8 sobre a legalidade do uso de golden share por países dentro da União Europeia.
A Telefónica estendeu o prazo de sua oferta aos portugueses até 16 de julho.
Cerca de 5 bilhões de euros do novo empréstimo seriam direcionados a financiar a aquisição da fatia na Vivo, enquanto os demais 3 bilhões de euros iriam para o refinanciamento de dívidas existentes, disseram fontes.
A linha de crédito de 3 bilhões de euros de refinanciamento reduzirá os custos de carregamento da dívida pela Telefónica, mas os juros cobrados terão um leve prêmio em relação a outros tomadores com rating similar à Telefónica na região, disseram duas das fontes.
Um porta-voz da Telefónica se recusou a comentar o assunto.
Lisboa usou na semana passada sua ação especial da Portugal Telecom (golden share) para vetar a venda da Vivo à Telefónica, apesar de a maioria dos acionistas do grupo português em assembleia ter se manifestado em favor do negócio.
A Telefónica se dispôs a pagar 7,15 bilhões de euros por metade da Brasilcel, holding que controla a Vivo e que é compartilhada pelos espanhóis com a Portugal Telecom.
Um tribunal europeu vai decidir no dia 8 sobre a legalidade do uso de golden share por países dentro da União Europeia.
A Telefónica estendeu o prazo de sua oferta aos portugueses até 16 de julho.
Brasil retomará semana que vem vendas de carne aos EUA
Frigoríficos brasileiros deverão retomar os negócios de exportação de carne industrializada para os Estados Unidos até a próxima semana, informou nesta segunda-feira o diretor-executivo da Abiec, entidade que reúne os exportadores, Otávio Cançado.
As exportações de carne brasileira para os EUA estão interrompidas desde o final de maio, quando o Ministério da Agricultura do Brasil decidiu suspender, temporariamente, a certificação desses produtos após autoridades norte-americanas terem detectado em lotes de carne vindos do país níveis acima dos tolerados do vermífugo Ivermectina.
Desde então, técnicos do Brasil e dos EUA discutem uma padronização para o comércio, já que os norte-americanos alteraram o padrão dos testes do vermífugo, adotando normas diferentes das estabelecidas pelo Codex Alimentarius, técnica internacional adotada pelos brasileiros.
"Já a partir dessa semana ou da próxima haverá a reabilitação dos frigoríficos, porque foi uma autosuspensão do Brasil", afirmou Cançado a jornalistas, ressalvando que a medida não incluirá o JBS, onde o problema foi registrado no início.
A autorização para o JBS voltar a exportar dependerá do governo dos Estados Unidos, disse Cançado.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, confirmou a informação a jornalistas sobre o retorno das vendas brasileiras, após reunião de representantes dos exportadores em São Paulo.
"Tudo o que foi pedido pelos EUA está sendo feito, nós estamos levando a relação das empresas que queremos liberações, o único problema é o CIF 337, isso vai depender dos EUA", disse Jardim, referindo-se a uma unidade do JBS que produziu a carne na qual o vermífugo foi detectado acima dos níveis tolerados.
Uma fonte do setor que pediu para não ser identificada disse que apenas a unidade CIF 337, do JBS, foi "delistada" pelos EUA, e as outras plantas do mesmo frigoríficos serão liberadas, caso outras empresas venham a ser habilitadas novamente a exportar aos EUA.
Mensalmente, o Brasil exportava para os EUA, antes da suspensão, cerca de 50 milhões de dólares em carne industrializada (corned-beef e jerked beef), segundo a Abiec. Em 2009, as vendas desse tipo de produto ao mercado norte-americano geraram receita de 223 milhões de dólares.
Do total que o Brasil embarcava aos EUA, o JBS exportava cerca de 70 por cento.
Os outros exportadores são o Marfrig, Minerva e um outro frigorífico menor, sem ações negociadas na Bovespa, que eventualmente poderão ocupar o espaço do JBS.
Em nota divulgada ao final de maio, o JBS informou que o impacto financeiro com o impasse "tende a ser imaterial, tendo em vista que menos de 0,5 por cento da receita consolidada da companhia advém de exportações" para os EUA.
Ainda não há acordo sanitário entre os dois países para o comércio de carne in natura, geralmente o segmento mais lucrativo do setor. Apenas carne bovina termoprocessada do Brasil pode ser vendida aos EUA.
Plano de ação
Enquanto isso, o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério, Nelmon Oliveira da Costa, viajará aos EUA na quarta-feira para discutir as novas normas sanitárias para o comércio de carne industrializada e apresentar um plano de ação sobre o assunto definido pelo governo brasileiro.
"O Nelmon vai discutir a validação da técnica (para a identificação do vermífugo)", declarou Jardim, do ministério, explicando que os EUA passaram a realizar testes no músculo e não mais no fígado do animal, como era feito anteriormente.
"A partir do momento que eles exigem, temos que controlar", acrescentou Jardim, cobrando que o setor privado seja pró-ativo nessas questões.
De qualquer forma, o secretário afirmou que exportações realizadas com base na técnica antiga não são um perigo para saúde pública, pois seguem padrões internacionais. "Não houve excesso, porque o Codex não prevê o teste em músculo."
O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina.
As exportações de carne brasileira para os EUA estão interrompidas desde o final de maio, quando o Ministério da Agricultura do Brasil decidiu suspender, temporariamente, a certificação desses produtos após autoridades norte-americanas terem detectado em lotes de carne vindos do país níveis acima dos tolerados do vermífugo Ivermectina.
Desde então, técnicos do Brasil e dos EUA discutem uma padronização para o comércio, já que os norte-americanos alteraram o padrão dos testes do vermífugo, adotando normas diferentes das estabelecidas pelo Codex Alimentarius, técnica internacional adotada pelos brasileiros.
"Já a partir dessa semana ou da próxima haverá a reabilitação dos frigoríficos, porque foi uma autosuspensão do Brasil", afirmou Cançado a jornalistas, ressalvando que a medida não incluirá o JBS, onde o problema foi registrado no início.
A autorização para o JBS voltar a exportar dependerá do governo dos Estados Unidos, disse Cançado.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Francisco Jardim, confirmou a informação a jornalistas sobre o retorno das vendas brasileiras, após reunião de representantes dos exportadores em São Paulo.
"Tudo o que foi pedido pelos EUA está sendo feito, nós estamos levando a relação das empresas que queremos liberações, o único problema é o CIF 337, isso vai depender dos EUA", disse Jardim, referindo-se a uma unidade do JBS que produziu a carne na qual o vermífugo foi detectado acima dos níveis tolerados.
Uma fonte do setor que pediu para não ser identificada disse que apenas a unidade CIF 337, do JBS, foi "delistada" pelos EUA, e as outras plantas do mesmo frigoríficos serão liberadas, caso outras empresas venham a ser habilitadas novamente a exportar aos EUA.
Mensalmente, o Brasil exportava para os EUA, antes da suspensão, cerca de 50 milhões de dólares em carne industrializada (corned-beef e jerked beef), segundo a Abiec. Em 2009, as vendas desse tipo de produto ao mercado norte-americano geraram receita de 223 milhões de dólares.
Do total que o Brasil embarcava aos EUA, o JBS exportava cerca de 70 por cento.
Os outros exportadores são o Marfrig, Minerva e um outro frigorífico menor, sem ações negociadas na Bovespa, que eventualmente poderão ocupar o espaço do JBS.
Em nota divulgada ao final de maio, o JBS informou que o impacto financeiro com o impasse "tende a ser imaterial, tendo em vista que menos de 0,5 por cento da receita consolidada da companhia advém de exportações" para os EUA.
Ainda não há acordo sanitário entre os dois países para o comércio de carne in natura, geralmente o segmento mais lucrativo do setor. Apenas carne bovina termoprocessada do Brasil pode ser vendida aos EUA.
Plano de ação
Enquanto isso, o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério, Nelmon Oliveira da Costa, viajará aos EUA na quarta-feira para discutir as novas normas sanitárias para o comércio de carne industrializada e apresentar um plano de ação sobre o assunto definido pelo governo brasileiro.
"O Nelmon vai discutir a validação da técnica (para a identificação do vermífugo)", declarou Jardim, do ministério, explicando que os EUA passaram a realizar testes no músculo e não mais no fígado do animal, como era feito anteriormente.
"A partir do momento que eles exigem, temos que controlar", acrescentou Jardim, cobrando que o setor privado seja pró-ativo nessas questões.
De qualquer forma, o secretário afirmou que exportações realizadas com base na técnica antiga não são um perigo para saúde pública, pois seguem padrões internacionais. "Não houve excesso, porque o Codex não prevê o teste em músculo."
O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina.
Marfrig vai levar marca Seara para a China
Depois de entrar no mercado chinês com produtos in natura, o próximo passo é levar os industrializados da Seara, diz presidente.
O Marfrig pretende transformar a Seara na sua marca global. Alguns de seus produtos já foram lançados na Argentina e na Europa. Agora, a companhia pretende levar os industrializados da Seara para a China, onde a marca só está presente por meio de produtos in natura.
Eleito a Melhor Empresa do Agronegócio da edição 2010 de MELHORES E MAIORES de EXAME, o Marfrig também planeja crescer organicamente nos próximos anos. É o que afirma o presidente do grupo, Marcos Antônio Molina dos Santos, em entrevista ao site de EXAME. Molina deu a mesma declaração quando comprou a Seara, em setembro de 2009 - e surpreendeu o mercado ao anunciar, em meados de junho deste ano, a aquisição da Keystone Foods.
EXAME - O que representa a aquisição da Keystone para o grupo?
Marcos Molina - A Keystone nos oferece uma plataforma global. Vamos ter a oportunidade de ligar a cadeia produtiva. Isso quer dizer que, se você for comer hambúrguer na China, na Europa ou no Oriente Médio, pode encontrar matéria-prima brasileira nele.
EXAME - Qual o plano para crescer na China?
Molina - Nossa origem foram a distribuição e o food service. É o que melhor sabemos fazer. E essa empresa, a Keystone, é forte exatamente nisso. Faz parte da nossa estratégia aproveitar essa vantagem para ampliar a presença no país com produtos industrializados.
EXAME - Haverá benefícios para a Seara?
Molina - Trabalhamos para que Seara seja uma marca global. Estamos lançando produtos da marca na Argentina e na Europa. A Seara já está na China, mas com produtos in natura. Com essa plataforma também vamos poder atender a China com produtos industrializados da marca.
EXAME - Qual a estratégia de crescimento para o grupo nos próximos anos?
Molina - Hoje temos operações em 22 países e exportamos para mais 120, com empresas de tradição. Agora vamos crescer organicamente.
EXAME - Organicamente mesmo? Por ocasião da compra da Seara, o senhor mencionou que não tinha intenção de fazer novas aquisições tão cedo e não foi isso que ocorreu.
Molina - Eu disse, na época, que enquanto não fizéssemos a integração da Seara, não compraríamos nada. Mas fizemos essa integração num tempo bem mais rápido do que esperávamos.
EXAME - Como o senhor avalia as críticas de que o Marfrig cresce rápido demais?
Molina - Concordo com a visão de que há um risco quando uma empresa dobra ou triplica o faturamento de uma hora para outra. Mas, no caso do Marfrig, é preciso considerar a estrutura de gestão e as empresas que compramos. Temos uma holding enxuta e várias unidades de negócios que operam de forma independente. Podemos funcionar desse jeito porque compramos empresas que dão resultados, com boas equipes, marcas reconhecidas e clientes antigos. Nossa empresa na Europa, por exemplo, a Moy Park, foi fundada em 1943. É fornecedora da Tesco (uma das maiores redes de supermercados do continente europeu). Todas as outras marcas que compramos têm uma história parecida e clientes cativos. Se você somar a idade de todas essas empresas, vai dar mais de 300 anos (risos).
O Marfrig pretende transformar a Seara na sua marca global. Alguns de seus produtos já foram lançados na Argentina e na Europa. Agora, a companhia pretende levar os industrializados da Seara para a China, onde a marca só está presente por meio de produtos in natura.
Eleito a Melhor Empresa do Agronegócio da edição 2010 de MELHORES E MAIORES de EXAME, o Marfrig também planeja crescer organicamente nos próximos anos. É o que afirma o presidente do grupo, Marcos Antônio Molina dos Santos, em entrevista ao site de EXAME. Molina deu a mesma declaração quando comprou a Seara, em setembro de 2009 - e surpreendeu o mercado ao anunciar, em meados de junho deste ano, a aquisição da Keystone Foods.
EXAME - O que representa a aquisição da Keystone para o grupo?
Marcos Molina - A Keystone nos oferece uma plataforma global. Vamos ter a oportunidade de ligar a cadeia produtiva. Isso quer dizer que, se você for comer hambúrguer na China, na Europa ou no Oriente Médio, pode encontrar matéria-prima brasileira nele.
EXAME - Qual o plano para crescer na China?
Molina - Nossa origem foram a distribuição e o food service. É o que melhor sabemos fazer. E essa empresa, a Keystone, é forte exatamente nisso. Faz parte da nossa estratégia aproveitar essa vantagem para ampliar a presença no país com produtos industrializados.
EXAME - Haverá benefícios para a Seara?
Molina - Trabalhamos para que Seara seja uma marca global. Estamos lançando produtos da marca na Argentina e na Europa. A Seara já está na China, mas com produtos in natura. Com essa plataforma também vamos poder atender a China com produtos industrializados da marca.
EXAME - Qual a estratégia de crescimento para o grupo nos próximos anos?
Molina - Hoje temos operações em 22 países e exportamos para mais 120, com empresas de tradição. Agora vamos crescer organicamente.
EXAME - Organicamente mesmo? Por ocasião da compra da Seara, o senhor mencionou que não tinha intenção de fazer novas aquisições tão cedo e não foi isso que ocorreu.
Molina - Eu disse, na época, que enquanto não fizéssemos a integração da Seara, não compraríamos nada. Mas fizemos essa integração num tempo bem mais rápido do que esperávamos.
EXAME - Como o senhor avalia as críticas de que o Marfrig cresce rápido demais?
Molina - Concordo com a visão de que há um risco quando uma empresa dobra ou triplica o faturamento de uma hora para outra. Mas, no caso do Marfrig, é preciso considerar a estrutura de gestão e as empresas que compramos. Temos uma holding enxuta e várias unidades de negócios que operam de forma independente. Podemos funcionar desse jeito porque compramos empresas que dão resultados, com boas equipes, marcas reconhecidas e clientes antigos. Nossa empresa na Europa, por exemplo, a Moy Park, foi fundada em 1943. É fornecedora da Tesco (uma das maiores redes de supermercados do continente europeu). Todas as outras marcas que compramos têm uma história parecida e clientes cativos. Se você somar a idade de todas essas empresas, vai dar mais de 300 anos (risos).
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Investidores devem voltar a apostar na Petrobras
Temores de uma maior intervenção do governo nas operações da Petrobras vêm golpeando as ações da gigante brasileira, deixando o valor de seus papéis a preço de barganha, publicou a revista financeira Barron's na edição de 5 de julho.
Os recibos de ações da Petrobras (ADRs) negociados em Nova York já caíram mais de 35% nos últimos sete meses, para ao redor de US$ 34. Analistas mais otimistas esperam que os papéis se recuperem para US$ 50 nos próximos 12 meses, segundo a Barron's.
No início deste ano, o governo brasileiro anunciou planos de uma capitalização multibilionária da Petrobras. O governo vai ceder reservas de petróleo em troca de novas ações da companhia, numa operação indireta envolvendo títulos públicos. A participação do governo na empresa deverá ser maior após a conclusão da operação.
O plano complexo confundiu investidores e provocou uma onda de vendas nas ações da empresa, segundo a Barron's.
Mesmo assim, a produção de petróleo da Petrobras vai aumentar 9,4% ao ano, para 3,9 milhões de barris por dia até 2014. Essa taxa de crescimento é muito maior que a de suas grandes concorrentes, destacou a revista.
Mais de 80% das reservas da Petrobras são de petróleo bruto, mais que qualquer outra grande produtora.
Os recibos de ações da Petrobras (ADRs) negociados em Nova York já caíram mais de 35% nos últimos sete meses, para ao redor de US$ 34. Analistas mais otimistas esperam que os papéis se recuperem para US$ 50 nos próximos 12 meses, segundo a Barron's.
No início deste ano, o governo brasileiro anunciou planos de uma capitalização multibilionária da Petrobras. O governo vai ceder reservas de petróleo em troca de novas ações da companhia, numa operação indireta envolvendo títulos públicos. A participação do governo na empresa deverá ser maior após a conclusão da operação.
O plano complexo confundiu investidores e provocou uma onda de vendas nas ações da empresa, segundo a Barron's.
Mesmo assim, a produção de petróleo da Petrobras vai aumentar 9,4% ao ano, para 3,9 milhões de barris por dia até 2014. Essa taxa de crescimento é muito maior que a de suas grandes concorrentes, destacou a revista.
Mais de 80% das reservas da Petrobras são de petróleo bruto, mais que qualquer outra grande produtora.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Empresa da GP compra edifício Manchete por 260 milhões de reais
A BR Properties, empresa controlada pela GP Investimentos e que atua na área de administração de imóveis comerciais, acaba de fechar a compra do edifício Manchete, localizado no Rio de Janeiro. O negócio — o maior já feito pela empresa — foi de 260 milhões de reais. O objetivo da BR properties é fazer o retrofit do edifício de 27 000 metros quadrados e construir um área de estacionamentos.
Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o edifício Manchete foi construído para abrigou durante vários anos as empresas do grupo Bloch. Depois da falência do grupo, decretada em 2000, o prédio foi leiloado, mas há anos estava desocupado.
A BR Properties começou a operar em 2006 e em março deste ano fez seu IPO. Desde então, o valor de suas ações teve uma ligeira queda de cerca de 1% — contra uma queda de quase 7% do Ibovespa. Entre suas principais concorrentes estão a Cyrela Commercial Properties e a São Carlos.
Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o edifício Manchete foi construído para abrigou durante vários anos as empresas do grupo Bloch. Depois da falência do grupo, decretada em 2000, o prédio foi leiloado, mas há anos estava desocupado.
A BR Properties começou a operar em 2006 e em março deste ano fez seu IPO. Desde então, o valor de suas ações teve uma ligeira queda de cerca de 1% — contra uma queda de quase 7% do Ibovespa. Entre suas principais concorrentes estão a Cyrela Commercial Properties e a São Carlos.
JBS Friboi compra mais uma empresa nos EUA
O frigorífico JBS Friboi anunciou ontem ter firmado, por meio de sua subsidiária americana JBS Five Rivers Cattle Feeding LLC, um acordo para aquisição do confinamento McElhaney, em Welton, Arizona (Estados Unidos).
De acordo com o comunicado do JBS, o confinamento McElhaney tem capacidade de confinar mais de 130 mil bois simultaneamente e "está estrategicamente localizado na região da unidade de produção da JBS em Tolleson, também no Estado do Arizona". A transação está avaliada em US$ 24 milhões e inclui 100% dos ativos, incluindo confinamentos e uma fábrica de ração.
"Estamos bastante satisfeitos em adquirir esse ativo, com instalações modernas, através do qual poderemos trabalhar com os produtores e pecuaristas locais, provendo serviço de engorda para o seu gado e customizando a dieta dos animais de forma a melhor atender nossos clientes nos Estados Unidos e no exterior", diz, na nota, Wesley Batista, executivo-chefe da JBS USA. "Como já disse anteriormente, acreditamos firmemente no agronegócio norte-americano e permanecemos comprometidos em buscar ganhos de eficiência que beneficiem o setor como um todo", acrescentou.
De acordo com o comunicado do JBS, o confinamento McElhaney tem capacidade de confinar mais de 130 mil bois simultaneamente e "está estrategicamente localizado na região da unidade de produção da JBS em Tolleson, também no Estado do Arizona". A transação está avaliada em US$ 24 milhões e inclui 100% dos ativos, incluindo confinamentos e uma fábrica de ração.
"Estamos bastante satisfeitos em adquirir esse ativo, com instalações modernas, através do qual poderemos trabalhar com os produtores e pecuaristas locais, provendo serviço de engorda para o seu gado e customizando a dieta dos animais de forma a melhor atender nossos clientes nos Estados Unidos e no exterior", diz, na nota, Wesley Batista, executivo-chefe da JBS USA. "Como já disse anteriormente, acreditamos firmemente no agronegócio norte-americano e permanecemos comprometidos em buscar ganhos de eficiência que beneficiem o setor como um todo", acrescentou.
Usiminas investirá R$ 4,1 bilhões em mineradora até 2015
Para analistas, criação da nova companhia é positiva para Usiminas, mas a expectativa era de que o valor de venda das ações para os sócios japoneses fosse maior.
A Mineração Usiminas, nova companhia do grupo, investirá 4,1 bilhões de reais no Brasil até 2015. Os recursos serão usados em projetos na mina que incluem instalações industriais, equipamentos, barragens e terminais de embarque - o valor não inclui gastos com a construção de portos. O anúncio foi feito hoje (30/6) pelo presidente da Usiminas, Wilson Brumer, durante teleconferência sobre a criação da empresa - uma iniciativa gerada a partir da venda de 30% de sua área de mineração para a japonesa Sumitomo por 1,929 bilhão de dólares.
O objetivo dos investimentos é elevar a capacidade de produção da companhia dos atuais 7 milhões de toneladas de minério de ferro para 29 milhões de toneladas a partir de 2015. A expectativa é de produção de 7 milhões de toneladas em 2010, de 8 milhões de toneladas em 2011, de 10 milhões de toneladas em 2012, de 11 milhões de toneladas em 2013, de 25 milhões de toneladas em 2014 e de 29 milhões de toneladas em 2015.
Há também a previsão de investir, nos próximos anos, em uma planta de pelotização do minério de ferro usado pela companhia. De acordo com Brumer, a nova unidade deverá ter uma capacidade de produção de 7 milhões de toneladas para ser competitiva no mercado. "O investimento para isso pode chegar a 900 milhões de dólares, e o projeto ainda está sendo analisado", afirma o executivo.
A empresa de mineração terá como cliente preferencial a própria Usiminas, que atualmente consome de 12 milhões a 14 milhões de toneladas de ferro. A Sumitomo, sócio da Usiminas na nova companhia, terá privilégio de compra, a preço de mercado, da produção excedente. "Nosso objetivo é integrar a produção de aço e de minério para proteger a empresa de possíveis flutuações no preço de matéria-prima", diz Brumer.
Os investimentos previstos para a Mineração Usiminas têm como meta principal elevar o valor de capital do grupo Usiminas, hoje avaliado entre 25 bilhões e 28 bilhões de reais. "Não temos previsão de quanto será esse aumento, mas sabemos que a empresa hoje possui ativos que receberem do mercado um valor menor do que mereciam", afirma o executivo. "Nossa pretensão é fazer com que isso mude em breve."
Abertura de capital
Brumer disse também que a companhia avaliará a opção de abrir o capital na bolsa de valores no momento adequado. “Primeiro atraímos um sócio estrangeiro para obter a ajuda de capital para crescermos e aumentarmos nossa produção”, disse ele, “Em um segundo momento, podemos avaliar a emissão de ações na bolsa, mas não queremos nos precipitar”.
A prioridade da Mineração Usiminas agora é, segundo Brumer, aumentar a produção para valorizar a nova empresa, que já nasce com valor de mercado de 6,4 bilhões de dólares. "Os 30% de participação que a Sumitomo tem hoje na companhia podem ser reduzidos, se decidirmos fazer um IPO", disse Brumer. De acordo com ele, a Usiminas sempre terá mais de 50% do controle da empresa.
Sócia japonesa
A criação da Mineração Usiminas, nova empresa de mineração e logística da Usiminas, foi anunciada na manhã de hoje (30/6). A parceira da Usiminas na nova companhia será a Sumitomo Corporation. A empresa japonesa pagou 1,929 bilhão de dólares para deter 30% da nova Mineração Usiminas, dos quais 579 milhões de dólares estão condicionados à confirmação de eventos futuros.
De acordo com um relatório de análise de Leonardo Alves, da corretora Link Investimentos, a venda é positiva para Usiminas, já que traz valor para seus ativos de mineração, que muitos ainda estavam ignorando. "Porém, esperávamos um valor final de compra um pouco mais elevado, dado que o momento do minério de ferro atual, mesmo com as recentes oscilações, é bem melhor de quando a operação da Namisa (da (CSN) foi fechada, no final de 2008", aponta o analista.
A Mineração Usiminas gerenciará as operações de mineração, transporte ferroviário e portuário. A nova empresa representa um avanço no processo de geração de valor por meio da verticalização do fluxo produtivo, permitindo também ao mercado precificar melhor esses ativos.
Além de passar a deter as quatro minas que a siderúrgica possui na região de Serra Azul (MG) e as participações societárias em terminais de embarque de minério na mesma região, a Mineração Usiminas ficará com 83,3% da participação que a Usiminas possui no capital da MRS Logística e com o terreno na Baía de Sepetiba (RJ), adquirido em 2008 para a construção de um terminal portuário.
A nova empresa manterá os 1.100 empregados que a Usiminas já emprega na área de mineração, e a previsão é de que outros 1.000 funcionários sejam contratados, de acordo com a evolução da produtividade da Mineração Usiminas.
A Mineração Usiminas, nova companhia do grupo, investirá 4,1 bilhões de reais no Brasil até 2015. Os recursos serão usados em projetos na mina que incluem instalações industriais, equipamentos, barragens e terminais de embarque - o valor não inclui gastos com a construção de portos. O anúncio foi feito hoje (30/6) pelo presidente da Usiminas, Wilson Brumer, durante teleconferência sobre a criação da empresa - uma iniciativa gerada a partir da venda de 30% de sua área de mineração para a japonesa Sumitomo por 1,929 bilhão de dólares.
O objetivo dos investimentos é elevar a capacidade de produção da companhia dos atuais 7 milhões de toneladas de minério de ferro para 29 milhões de toneladas a partir de 2015. A expectativa é de produção de 7 milhões de toneladas em 2010, de 8 milhões de toneladas em 2011, de 10 milhões de toneladas em 2012, de 11 milhões de toneladas em 2013, de 25 milhões de toneladas em 2014 e de 29 milhões de toneladas em 2015.
Há também a previsão de investir, nos próximos anos, em uma planta de pelotização do minério de ferro usado pela companhia. De acordo com Brumer, a nova unidade deverá ter uma capacidade de produção de 7 milhões de toneladas para ser competitiva no mercado. "O investimento para isso pode chegar a 900 milhões de dólares, e o projeto ainda está sendo analisado", afirma o executivo.
A empresa de mineração terá como cliente preferencial a própria Usiminas, que atualmente consome de 12 milhões a 14 milhões de toneladas de ferro. A Sumitomo, sócio da Usiminas na nova companhia, terá privilégio de compra, a preço de mercado, da produção excedente. "Nosso objetivo é integrar a produção de aço e de minério para proteger a empresa de possíveis flutuações no preço de matéria-prima", diz Brumer.
Os investimentos previstos para a Mineração Usiminas têm como meta principal elevar o valor de capital do grupo Usiminas, hoje avaliado entre 25 bilhões e 28 bilhões de reais. "Não temos previsão de quanto será esse aumento, mas sabemos que a empresa hoje possui ativos que receberem do mercado um valor menor do que mereciam", afirma o executivo. "Nossa pretensão é fazer com que isso mude em breve."
Abertura de capital
Brumer disse também que a companhia avaliará a opção de abrir o capital na bolsa de valores no momento adequado. “Primeiro atraímos um sócio estrangeiro para obter a ajuda de capital para crescermos e aumentarmos nossa produção”, disse ele, “Em um segundo momento, podemos avaliar a emissão de ações na bolsa, mas não queremos nos precipitar”.
A prioridade da Mineração Usiminas agora é, segundo Brumer, aumentar a produção para valorizar a nova empresa, que já nasce com valor de mercado de 6,4 bilhões de dólares. "Os 30% de participação que a Sumitomo tem hoje na companhia podem ser reduzidos, se decidirmos fazer um IPO", disse Brumer. De acordo com ele, a Usiminas sempre terá mais de 50% do controle da empresa.
Sócia japonesa
A criação da Mineração Usiminas, nova empresa de mineração e logística da Usiminas, foi anunciada na manhã de hoje (30/6). A parceira da Usiminas na nova companhia será a Sumitomo Corporation. A empresa japonesa pagou 1,929 bilhão de dólares para deter 30% da nova Mineração Usiminas, dos quais 579 milhões de dólares estão condicionados à confirmação de eventos futuros.
De acordo com um relatório de análise de Leonardo Alves, da corretora Link Investimentos, a venda é positiva para Usiminas, já que traz valor para seus ativos de mineração, que muitos ainda estavam ignorando. "Porém, esperávamos um valor final de compra um pouco mais elevado, dado que o momento do minério de ferro atual, mesmo com as recentes oscilações, é bem melhor de quando a operação da Namisa (da (CSN) foi fechada, no final de 2008", aponta o analista.
A Mineração Usiminas gerenciará as operações de mineração, transporte ferroviário e portuário. A nova empresa representa um avanço no processo de geração de valor por meio da verticalização do fluxo produtivo, permitindo também ao mercado precificar melhor esses ativos.
Além de passar a deter as quatro minas que a siderúrgica possui na região de Serra Azul (MG) e as participações societárias em terminais de embarque de minério na mesma região, a Mineração Usiminas ficará com 83,3% da participação que a Usiminas possui no capital da MRS Logística e com o terreno na Baía de Sepetiba (RJ), adquirido em 2008 para a construção de um terminal portuário.
A nova empresa manterá os 1.100 empregados que a Usiminas já emprega na área de mineração, e a previsão é de que outros 1.000 funcionários sejam contratados, de acordo com a evolução da produtividade da Mineração Usiminas.
Votorantim faz oferta pela peruana Milpo
A Votorantim Metais anunciou ontem uma oferta pública na Bolsa de Valores de Lima, no Peru, pelo controle da mineradora Milpo, uma das maiores do país, especializada na produção de zinco, cobre e chumbo.
A oferta da companhia brasileira abrange 163 milhões de ações com direito a voto, o que representa 16,43% das ações em circulação. O valor do negócio, se concretizado, pode chegar a US$ 419,5 milhões.
Se conseguir comprar as ações, a Votorantim passa a deter 50% das ações em circulação da Milpo, tornando-se a controladora da companhia. A Votorantim Metais já tem uma presença relevante no Peru, onde emprega mais de 3 mil pessoas.
A oferta da companhia brasileira abrange 163 milhões de ações com direito a voto, o que representa 16,43% das ações em circulação. O valor do negócio, se concretizado, pode chegar a US$ 419,5 milhões.
Se conseguir comprar as ações, a Votorantim passa a deter 50% das ações em circulação da Milpo, tornando-se a controladora da companhia. A Votorantim Metais já tem uma presença relevante no Peru, onde emprega mais de 3 mil pessoas.
Assinar:
Comentários (Atom)