terça-feira, 9 de agosto de 2011

ALL registra lucro líquido de R$ 185,6 milhões, alta de 19,9% sobre 2T10

SÃO PAULO - A ALL Logística (ALLL3) divulgou na manhã desta terça-feira (9) um crescimento de 19,9% do lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano anterior, aos R$ 185,6 milhões.

Segundo a companhia, tal desempenho é explicado pela elevação do volume ferroviário no Brasil, o qual cresceu 9,6% no trimestre. Conforme o diretor-presidente da companhia, Paulo Basílio, escreve em relatório de divulgação do resultado, tal incremento permitiu "fortes ganhos de participação de mercado no segmento de commodities agrícolas e uma melhora na produtividade do nosso material rodante, que aumentou a capacidade total de transporte em nossa malha ferroviária".

Segundo o balanço da empresa, o Ebitda referente ao segmento de commodities agrícolas registrou um avanço de 47,5%, aos R$ 361,5 milhões. Enquanto isso, a linha produtos industriais marcou alta de 2,5% e a serviços rodoviários, decréscimo de 0,1%.

Deste modo, considerando-se apenas a ALL Operações Ferroviárias e Rodoviárias, o lucro líquido foi de R$ 182,4 milhões, um salto de 19,2% na comparação trimestral. Já a Brado Logística - em seu primeiro trimestre de fase operacional - marcou um salto de 78,2% no lucro líquido, aos R$ 3,2 milhões.

Ganhos de produtividade
Por fim, Basílio ressalta que, apesar das taxas de juros e despesas financeiras mais elevadas, o trimestre também foi marcado por ganhos de produtividade e de participação de mercado no negócio ferroviário, além de melhorias no fluxo de caixa, o qual foi impulsionado pelo crescimento do Ebitda e por menores necessidades de capital de giro, e pela criação da Ritmo Logística.

Queda das bolsas não abala EBX, diz Eike

São Paulo - O bilionário Eike Batista disse na segunda-feira que o seu grupo EBX, que atua nos setores de energia, mineração e transporte, continua sólido e possui um caixa "abundante" para realizar seus investimentos, apesar da queda no valor das suas ações nos últimos dias.

Eike, homem mais rico do Brasil e oitavo do mundo, afirmou que as empresas do grupo EBX estão sendo punidas por investidores porque a maior parte delas ainda está no estágio de implantação, sem gerar faturamento.

O grupo EBX tem cinco empresas operando na Bovespa, e o valor somado delas diminuiu cerca de 7,3 bilhões de reais na segunda-feira, quando o índice caiu 8,08 por cento. Foi a maior queda desde 22 de outubro de 2008.

Eike, dono de mais de dois terços das ações da EBX, disse que está encarando os prejuízos com naturalidade. A EBX e suas subsidiárias têm 11,5 bilhões de dólares em caixa, afirmou ele numa entrevista telefônica, e devem começar a produzir petróleo e eletricidade até o final do ano.

"Não há nada que eu possa fazer a respeito do fato de estarmos pré-operacionais", disse Eike. "Mas, embora ainda não tenhamos produção, não somos exatamente uma empresa júnior, e pretendemos levar nossos investimentos adiante."

As empresas do grupo EBX, que devem investir 15,5 bilhões de dólares em 2011 e 2012, estiveram entre as maiores baixas registradas na Bovespa. A OGX teve queda de 16,3 por cento, com forte volume de ações negociadas. Em uma semana, essa empresa, que representa mais de dois terços da capitalização de mercado do grupo, perdeu quase um terço do seu valor.

A LLX, de logística, registrou baixa de 14,6 por cento, enquanto a MMX Mineração e Metálicos, voltada para a produção de minério de ferro, teve queda de 9,7 por cento.

Mantega diz que mercado perdeu confiança na recuperação global

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta segunda-feira que, se houver um agravamento na guerra cambial, o Brasil terá de tomar mais medidas para impedir que a economia brasileira seja "atacada". Além disso, ele afirmou que o governo tem como fornecer crédito ao mercado interno caso as fontes externas sequem.

"Temos reservas fiscal e monetária muito maiores do que tínhamos (na crise de 2008), então, um ataque cambial não vai haver aqui", disse Mantega a jornalistas após participar de reunião de coordenação com presidente Dilma Rousseff. "Já temos alguns instrumentos para controlar o câmbio se houver algun exagero...nós vamos atuar nos derivativos com mais força, como já estamos começando a atuar."

"Se faltar crédito para o comércio internacional, nós vamos usar as reservas (internacionais). Se faltar crédito no mercado interno, nós temos os bancos privados e públicos", disse, acrescentando que se os Estados Unidos decidirem fazer outro programa de "quatitative easing", seria ruim para o Brasil.

O ministro reconheceu que o Brasil não está imune à crise internacional e que haverá consequências, mas salientou que o país está melhor preparado.

"O Brasil está preparado, mas não está imune... E aí nós temos de estar prontos para reagir e não deixar que a economia brasileira seja afetada", afirmou o ministro.

Força-tarefa para acalmar mercados

Mantega disse ainda que os mercados perderam a confiança na recuperação na economia mundial e que há avaliações de que ela poderia até mesmo caminhar para uma recessão. O ministro criticou ainda os líderes europeus pela demora na resolução de seus problemas fiscais internos.

Segundo o ministro, apesar do rebaixamento do rating dos Estados Unidos pela Standard & Poor's, de "AAA" para "AA+" na sexta-feira, os mercados continuam fugindo para a segurança financeira, o que explica a forte queda da bolsa brasileira nesta tarde . Ou seja, para os títulos públicos norte-americanos, conhecidos como Treasuries.

"Confio na solidez da moeda norte-americana. É claro que eles têm de resolver vários problemas. O principal é a recuperação econômica", afirmou ele.

Os comentários de Mantega foram os últimos de uma espécie de força-tarefa do governo para acalmar os mercados nesta segunda-feira. No início da tarde, a presidente Dilma Rousseff garantiu que o país tem reservas fortes, bancos robustos e um mercado interno forte, condições importantes para enfrentar a crise.

Em entrevista à Reuters, o diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Mendes, também fez coro ao afirmar que descartava uma disparada do dólar e um aperto no crédito como ocorreu em 2008.

Já o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Coporativos do BC, Luiz Awazu Pereira, disse a jornalistas que o governo está tratando a turbulência internacional com "sangue frio".

Moody's justifica manutenção da nota 'AAA' dos EUA

A agência de avaliação financeira Moody's fez uma análise nesta segunda-feira da magnitude da crise americana - considerando o dólar, a gestão do endividamento e a situação do debate político - para justificar sua decisão de continuar classificando a nota da dívida do país em "AAA", a melhor possível.

"Apesar de as perspectivas econômicas de curto prazo ainda mostrarem uma certa debilidade, cremos que no longo prazo ela voltará a ser favorável para muitas outras economias desenvolvidas. Isso oferece uma base sólida às finanças públicas" dos Estados Unidos, explicou a Moody's em um comunicado.

A agência também recorda "o efeito mundial da queda do dólar, que estimula uma maior demanda para os ativos lastreados em dólares, entre os quais figuram as obrigações do Tesouro dos Estados Unidos".

A Moody's também disse que a dívida dos Estados Unidos não é incontrolável e que a aprovação no Congresso do aumento do limite do endividamento no dia 2 de agosto é um "passo dado numa boa direção, o da redução do déficit".

No dia 2 de agosto, a Moody's mudou de "estável" para "negativa" a perspectiva da nota dos Estados Unidos.

Bolsas da Ásia despencam mas se recuperam no fim do pregão

Cingapura - As bolsas de valores asiáticas tombaram nesta terça-feira, com investidores buscando se adaptar a uma rápida redução das previsões para o crescimento econômico global e dos Estados Unidos, mas os índices se recuperaram após as mínimas do dia.

Os principais índices da região despencaram no início do pregão. Os mercados de Wall Street perderam mais de 6 por cento na segunda-feira, o primeiro dia de operações desde o histórico rebaixamento do rating "AAA" dos EUA pela Standard & Poor's.

Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 1,68 por cento, tendo chegado a uma depreciação de 4 por cento.

O índice MSCI da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 2,46 por cento às 8h10 (horário de Brasília), após queda de mais de 6 por cento antes.

A bolsa da Austráia teve a recuperação mais dramática, passando de declínio de 5 por cento para encerrar em alta de 1,22 por cento. Em Taiwan, compras realizadas por fundos de pensão estatais ajudaram a reduzir as perdas iniciais e o mercado terminou em queda de 0,79 por cento.

"Nem na crise financeira global nós vimos essa volatilidade extraordinária", disse Justin Gallagher, diretor de vendas do RBS em Sydney.

Operadores relataram cobertura de posições vendidas antes do anúncio de política monetária do Federal Reserve, mais tarde, como um fator por trás da recuperação na Ásia, assim como a caça a ações baratas.

Dados da China divulgados nesta terça-feira não conseguiram dar alívio ao investidor, mostrando a inflação ao consumidor perto dos maiores níveis em três anos.

O índice de Seul chegou a desabar 10 por cento, mas encerrou em queda de 3,6 por cento. A economia da Coreia do Sul, especialmente vulnerável aos fluxos globais de capital, foi fortemente impactada em 2008.

Em Hong Kong, o mercado perdeu 2,8 por cento, recuperando-se após declínio de mais de 7 por cento.

O índice referencial de Xangai perdeu 0,03 por cento e Cingapura encerrou em baixa de 3,70 por cento.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Bolsas da Ásia caem com rebaixamento dos EUA

Tóquio - Os mercados asiáticos iniciaram a semana em queda ainda mais acentuada do que a registrada na sexta-feira. Os investidores elevaram o nível de pessimismo depois do rebaixamento da nota de risco dos Estados Unidos e com a continuidade da crise da dívida europeia.

Este foi o caso de Hong Kong, onde a Bolsa estendeu as perdas pelo quinto pregão consecutivo. O índice Hang Seng caiu 2,2% e encerrou aos 20.490,57 pontos.

Na China, as Bolsas tiveram a pior pontuação em mais de um ano, com as preocupações de que as turbulências globais poderão atingir fortemente o país asiático. O índice Xangai Composto caiu 3,8% e terminou aos 2.526,82 pontos, o pior fechamento desde julho de 2010 e maior queda diária porcentual desde novembro. O índice Shenzhen Composto baixou 4,4% e encerrou aos 1.113,37 pontos.

O iuane se valorizou em relação ao dólar, após o rebaixamento da nota dos EUA. Isso fez com que o Banco Central chinês rebaixasse a taxa de paridade central dólar-iuane para o seu recorde histórico (de 6,4451 iuanes para 6,4305 iuanes). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4360 iuanes, abaixo do fechamento de sexta-feira, que foi de 6,4404 iuanes - a moeda chinesa se valorizou 6% em relação à unidade dos EUA desde junho de 2010.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, também fechou na menor pontuação desde julho de 2010. O índice Taiwan Weighted cedeu 3,82% e terminou aos 7.552,80 pontos.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul apresentou queda pelo quinto pregão seguido, na menor pontuação em quase dez meses, com agressivas vendas por parte de investidores de varejo. O índice Kospi recuou 3,82% e terminou aos 1.869,45 pontos, o pior fechamento desde 19 de outubro de 2010 - o índice acumula perdas de 14% nas últimas cinco sessões.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, teve a pior queda em dois anos. O índice S&P/ASX 200 baixou 2,9% e encerrou aos 3.986,1 pontos.

Em Manila, a Bolsa das Filipinas encerrou também em forte queda. O índice PSE caiu 2,40% e terminou aos 4.331,24 pontos, com todos os subíndices em declínio.

A Bolsa de Cingapura teve forte baixa, seguindo os fracos desempenhos dos mercados regionais. O índice Straits Times caiu pela quinta sessão, perdendo 3,7% e fechando aos 2.884,00 pontos - maior baixa em 13 meses.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 1,8% e fechou aos 3.850,26 pontos, com vendas de blue chips por investidores estrangeiros.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, cedeu 1,4% e fechou aos 1.078,19 pontos, seguindo as perdas nos mercados regionais.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 1,8% e fechou aos 1.496,99 pontos, menor nível desde 17 de março. As informações são da Dow Jones.

Bolsas da Europa voltam a cair por temor com EUA

Paris - As bolsas de valores da Europa voltavam a registrar forte queda nesta segunda-feira e o índice de blue chips recuava pelo 11o pregão seguido, com o rebaixamento da nota da dívida dos Estados Unidos alimentando temores de que a maior economia do mundo possa entrar em uma nova recessão.

A compra de bônus italianos e espanhóis pelo Banco Central Europeu (BCE) --medida para impedir o espalhamento da crise de dívida da zona do euro-- limitava os declínios dos mercados.

O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações no continente, operava em queda de 1,99 por cento, a 955,59 pontos, às 8h08 (horário de Brasília). O índice de blue-chips da zona do euro Euro STOXX 50 perdia 1,06 por cento, aos 2.349 pontos.

O índice Thomson Reuters de bancos de países europeus periféricos --que desabou 14 por cento na semana passada-- subia 1,9 por cento. As ações do Banco Popolare avançavam 4,4 por cento e as do Banco Santander se apreciavam em 3,2 por cento.

O índice de volatilidade Euro STOXX 50, principal medida do nervosismo do investidor, subia 9 por cento, atingindo o maior nível dos últimos 14 meses e denotando uma crescente aversão a risco nos mercados.

As ações cíclicas eram novamente abatidas, com destaque para os setores industrial e de mineração, por temores sobre o impacto do rebaixamento dos EUA sobre o crescimento econômico global.

Os papéis da Rio Tinto perdiam 4,5 por cento, os da Siemens recuavam 2,5 por cento e os da EADS tombavam 5,7 por cento.

Moody's: EUA ainda precisam de mais cortes de déficit

Nova York - A agência de classificação de risco Moody's reiterou nesta segunda-feira o alerta de que pode reduzir a nota dos Estados Unidos antes de 2013 se as perspectivas fiscais ou econômicas do país enfraquecerem significativamente.

A agência acrescentou, no entanto, acreditar que o novo acordo de dívida de Washington pode reduzir o déficit antes disso.

"Para que o rating AAA seja mantido, nós iremos procurar novas medidas que resultem em uma relação dívida federal sobre PIB, por exemplo, atingindo o pico não distante do nível projetado em 2012 ou perto de 75 por cento até meados da década, e declinando a partir de então no longo prazo", disse Steven Hess, analista da Moody's, em nota.

"O acordo (de dívida) da semana passada sugere que um acordo que cumpra esse critério até o começo de 2013 será desafiador, dada a polarização política, mas não impossível."

CVC entra com pedido de registro de companhia na CVM

São Paulo - A CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens entrou com pedido de registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ainda não foi registrado na autarquia o pedido de oferta inicial de ações (IPO), mas são conhecidos no mercado os planos da empresa, uma das maiores operadoras de turismo do País, de abrir o capital, que datam de antes de o fundo de private equity norte-americano Carlyle adquirir o controle da companhia, em janeiro do ano passado.

Caso a oferta se concretize, este será o segundo IPO de uma empresa brasileira que recebeu investimentos do Carlyle. A primeira foi a Qualicorp, que mesmo em meio a um cenário pouco favorável à captação de recursos via emissão de ações, conseguiu captar R$ 1,085 bilhão com sua oferta.

Em abril, portanto antes da piora do cenário econômico global, o diretor do Carlyle no Brasil, Fernando Borges, comentou, em conversa com jornalistas, que o investidor está bem mais seletivo com IPOs, mas avaliou que havia espaço "para bons ativos".

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Principais notícias: Investidores pressionam para Petrobras sair de leilão

SÃO PAULO – Associações de classe e investidores de energia elétrica reivindicam ao Ministério de Minas e Energia que a Petrobras (PETR3, PETR4) seja excluída do leilão de energia A-3, destinado ao fornecimento de eletricidade em 2014.

A justificativa apresentada foi as mudanças das regras impostas pela estatal, que participará da disputa como investidora e fornecedora de gás para termelétricas.

A notícia é um dos principais destaques da imprensa nesta sexta-feira (6). Veja também as demais manchetes referentes à economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:

O Estado de S. Paulo
B1 - Mercado global revive tensões de 2008;
B6 - Brasil está preparado, diz equipe econômica;
B9 - Pressão pode excluir Petrobras de leilão.

Valor Econômico
B4 - Casino fatura € 1 bi na web e vai lançar shopping virtual;
B4 - TAM conclui auditoria para avaliar 31% da Trip;
C1 - Crise corrói confiança e derruba mercados;
D3 - Vendas da Gerdau cresce, mas custos em alta derrubam lucro;
D9 - Multiplus amplia lucro em 250% no trimestre.

Folha de S. Paulo
Mercado - Teles terão de aumentar velocidade da web.

O Globo
Economia - Lojas Americanas fecha 2º tri com lucro de R$ 43,4 milhões.

Mercado está reprecificando a bolsa com os temores de recessão nos EUA e Europa

SÃO PAULO – A forte queda do Ibovespa nesta quinta-feira (4) - com variação negativa de 5,72%, o índice bateu sua mínima desde 17 de julho de 2009 - pode ter sido reflexo do pessimismo dos investidores em relação à verdadeira situação dos Estados Unidos e também dos países da Zona do Euro, com os problemas de âmbito fiscal dessas economias ficando cada vez mais perceptíveis, o que acaba diminuindo o otimismo dos investidores em manterem posições em mercados de alto risco, como a bolsa.

“O mercado está muito pessimista”, disse Luis Otávio de Souza Leal, economista do Banco ABC Brasil, taxativo sobre o assunto. “As intervenções do Banco Central japonês e a continuidade do programa de compra de ativos pelo Banco Central europeu mostraram um aumento nas chances de recessão nas economias centrais”, afirma o economista.

Para Leal, isso tem gerado uma onda de reprecificação dos ativos dentro das bolsas de todo o planeta, deixando evidente que essa queda brusca não foi exclusividade do Ibovespa. Na Argentina, o Merval, principal índice de ações da bolsa local, recuou 6,01%. Já dentre os desenvolvidos, as bolsas europeias chegaram a seu quinto dia seguido de queda, enquanto nos EUA o Dow Jones teve sua maior queda diária desde dezembro de 2008.

Crise nos EUA preocupou
Já André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, lembra da forte crise política vivida nos Estados Unidos essa semana por conta do impasse sobre a elevação do teto da dívida. “A elevação do teto da dívida teve um custo severo e os EUA estão sem incentivos fiscais”, afirmou Perfeito.

Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, destacou ainda que a "radicalização do processo" de elevação do teto da dívida, que sempre foi muito simples, acabou assuntando os investidores. Nesse cenário, a bolsa brasileira acaba sofrendo bastante, tendo em vista sua forte relação com o setor externo.

Exposição ao setor externo prejudica bolsa
Além disso, boa parte da liquidez da bolsa brasileira está concentrada em empresas com forte exposição internacional, lembram os especialistas. “As ações mais importantes aqui, como Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3; VALE5) dependem muito da economia externa”, afirma Perfeito.

“Nossos papéis estão muito concentrados em empresas que sofrem com essa chance de recessão”, lembra Leal, chamando a atenção também para o conjunto da bolsa. “Somos muito concentrados em commodities, bancos, que sofrem com as medidas do Banco Central, e em consumo, que podem ser atingidas por uma recessão no crédito.”, completa o economista do ABC Brasil.

Leite concorda com Perfeito e Leal, mas lembra que a situação é natural de crises. “A exposição da bolsa brasileira ao setor externo é muito grande. E quando a coisa aperta, eles tiram daqui”, afirma o professor, lembrando sua crença de que que os próximos dois anos serão marcados por incertezas no mercado.

Bolsas europeias operam em queda

Londres -As principais Bolsas da Europa registravam quedas na manhã desta sexta-feira, após os resultados ruins registrados na quinta-feira, atribuídos pelos investidores às inquietantes perspectivas da economia mundial e à crise da dívida na Europa.

O índice Dax de Frankfurt registrava queda de 1,37%, o Footsie-100 de Londres perdia 1,75% e o CAC 40 de Paris 0,20%.

Milão perdia 0,47% e Madri, que chegou a registrar leve alta, operava em queda de 0,18%.

Itália anuncia crescimento de 0,3% no 2º trimestre

Milão -A economia italiana registrou no segundo trimestre um crescimento de 0,3%, uma alta em relação ao período anterior, quando teve alta de 0,1%, informou o instituto de estatísticas ISTAT.

O dado confirma as expectativas dos economistas consultados pela agência Dow Jones Newswires.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% no primeiro trimestre, uma alta considerada modesta na comparação com o 1,5% da Alemanha e até mesmo do 0,9% da França.

O aumento em ritmo anual alcançou 0,8% no segundo trimestre, segundo o ISTAT.

O crescimento no segundo trimestre se deve a "uma redução do valor agregado da agricultura e a um aumento do valor agregado da indústria e dos serviços", destacou o instituto de estadísticas.

Para todo o ano de 2011, o governo de Silvio Berlusconi prevê um crescimento de 1,1%.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Aversão ao risco se intensifica nesta quinta-feira e bolsas desabam

SÃO PAULO – Os principais mercados acionários ao redor do globo registram forte queda nesta quinta-feira (4), diante do forte clima de aversão ao risco por parte dos investidores que se intensificou nos últimos dias.

Por volta das 13h, o Ibovespa registrava retração de 5,81%, enquanto os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P 500, nos EUA, caiam2,75%, 3,31% e 3,09%, respectivamente. A Europa não é exceção e o índice FTSE 100, de Londres, cai 3,43%, do mesmo modo que o CAC 40 e o DAX, na França e Alemanha, respectivamente, se retraem em 3,90% e em 3,40%, respectivamente.

Os principais mercados acionários registram, em sua maioria, trajetória negativa desde a semana anterior, quando a agenda era marcada pelo impasse político norte-americano para elevar o teto da dívida pública, bem como as incertezas quanto à economia europeia. Nem mesmo a confirmação de algumas agências de rating apontando que manterão a nota da maior economia mundial em Aaa altera o humor dos investidores.

Nesta manhã, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, anunciou um programa para injetar mais liquidez nos bancos do continente.

Quarto pregão consecutivo em baixa
Por aqui, o Ibovespa segue para a quarta sessão consecutiva no campo negativo. Neste período, o índice registrou uma retração considerável, uma vez que a pontuação de fechamento do índice no último pregão em alta era de 58.823 pontos, frente aos 52.762 pontos no momento.

Por fim, "também causa apreensão a possibilidade de novo gatilho técnico de exercício de venda do Ibovespa ao atingir 55.300 pontos", alerta em relatório Marco Melo, head de análise da Ágora Corretora.

Ações em forte queda
Entre as ações do índice Bovespa cujas cotações despencam, destacam-se as da MMX (MMXM3), da LLX (LLXL3) e da Duratex (DTEX3), em retração de 14,42%, 13,75% e 11,43%, respectivamente. Nenhuma ação do Ibovespa registra valorização.

http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2174577-aversao+risco+intensifica+nesta+quinta+feira+bolsas+desabam

Cyrela anuncia renovação de programa de recompra de ações

SÃO PAULO – A Cyrela (CYRE3) informou nesta quinta-feira (4) um novo programa de recompra de ações pelo prazo de um ano, limitado a até 10% das ações ordinárias em circulação no mercado, ou ao valor de R$ 75 milhões.

Segundo comunicado pela empresa, o programa prevê a “aplicação de forma eficiente dos recursos disponíveis da companhia” e leva em consideração a expectativa de rentabilidade a médio e longo prazo.

Cyrela recompra 3,8 milhões de ações
A companhia já adota tal política, uma vez que no mesmo documento anunciou o encerramento do programa de recompra anunciado em agosto do ano anterior. No período em questão, foram adquiridas 3,81 milhões de ações ordinárias, as quais são mantidas em tesouraria para, posteriormente, serem canceladas ou alienadas.

Quase metade dos europeus acredita que pior da crise está por vir

Bruxelas - Cerca de 47% dos cidadãos da União Europeia (UE) acredita que o pior do impacto da crise econômica no emprego ainda está por vir, contra 43% que considera o contrário, indica a última pesquisa do Eurobarômetro.

Publicada nesta quinta-feira pela Comissão Europeia, a pesquisa revela que "o otimismo" na opinião pública nos 27 estados-membros da UE volta, porque desde a primavera de 2009 há menos cidadãos que veem o futuro ainda mais negro que o presente.

Na Espanha, 53% dos entrevistados entre seis e 26 de maio sustenta que o mercado de trabalho ainda não percebeu o impacto mais negativo da crise e que, portanto, vai piorar, o que representa cinco pontos percentuais menos que na pesquisa de outono de 2010.

Cerca 40% afirma que a partir de agora só virão melhores tempos para os trabalhadores, o que representa cinco pontos percentuais mais que no outono passado.

O Eurobarômetro mostra que há amplas diferenças na percepção dos estados-membros da UE. A maioria dos cidadãos em 14 países-membros acredita que o ponto máximo da crise já foi alcançado, especialmente na Dinamarca (68%), Estônia (64%) e Áustria (62%).

A opinião contrária a sustentam outros 13 países, principalmente em Portugal (80%), Grécia (78%), Chipre (63%), Reino Unido (61%) e Irlanda (60%).

Tanto Portugal quanto a Grécia e Irlanda foram resgatados ou estão sendo assistidos pela UE.

Ibovespa em mais um dia de cão cai 6%; nenhuma ação em alta

São Paulo - O Ibovespa vive um dia de cão e lembra a fase mais aguda da crise financeira de 2008. O principal índice de ações da bolsa brasileira, na mínima do dia, chegou a cair 6,04%, para os 52.628 pontos. Confira na tabela abaixo o desempenho dos papéis às 13h20.

As bolsas americanas também estão em forte queda. O índice Dow Jones, o mais acompanhado de Wall Street, chegou a atingir a mínima de 11.527 pontos, a 3,2%. Nenhuma ação está em alta. Os índices Nasdaq e o S&P500 também tombam.

O ouro, considerado um ativo seguro em momentos de tensão, chegou ao recorde de 1.684 dólares a onça em NY. O contrato para setembro do barril de petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) recua 3,99%, a US$ 88,26 o barril. Mais cedo, o contrato atingiu US$ 87,93, o menor nível desde o final de fevereiro.

Na Europa, as principais bolsas da região também caem forte. O índice CAC 40, da bolsa de Paris, cai 3,9%. Na Alemanha, o DAX 30 recua 2,15%. Na Inglaterra, o FTSE100 despenca 3,43%. Na Espanha, a queda do IBEX35 chegou a 3,89%. Em Portugal, o PSI20 perdeu 3,26% e, na Itália, o MIB caiu 3,21%.

Após o medo sobre a possibilidade de um calote da dívida americana por conta de uma disputa política no Congresso, o mercado voltou o foco para o que perturba os economistas e os investidores desde 2008, que é o ritmo de recuperação da economia global.

Recuperação global

A maior crise financeira desde Grande Recessão levou alguns países europeus a gastar mais do que poderiam para conter as cicatrizes deixadas pelas economias enfraquecidas. Agora, chegou a hora de pagar a conta, e ela está mais alta porque o custo de novos financiamentos saltou.

O mercado especula que após a Grécia e a Irlanda, Itália e Portugal sejam os próximos dominós a cair na região da Zona do Euro, o que atrasaria ainda mais a recuperação do continente e, de quebra, de todo o mundo.

Novo estímulo?

Nos Estados Unidos a situação não é diferente. Após uma rodada de salvamento dos bancos e duas de afrouxamento monetário (chamadas de Quantitative Easing, nas versões 1 e 2), a expectativa agora é pela 3ª versão. O QE3 seria nada mais do religar as máquinas de imprimir dólares.

Foi essa esperança que fez as bolsas do país subirem na última hora do pregão ontem, enquanto o mundo todo estava em baixa. Mas a realidade bateu na porta mais uma vez. Nada foi anunciado pelo Banco Central americano (Federal Reserve) e nem pelo Tesouro do país.

Hoje o Departamento de Trabalho americano divulgou que o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana foi melhor do que as expectativas do mercado, mas ainda não suficientes para animar os investidores.

A grande espera é pelo Relatório de Emprego, que trará um panorama detalhado sobre o mercado de trabalho americano e que será publicado amanhã. A expectativa é de uma criação de 84 mil vagas no mês de julho. A taxa de desemprego está em 9,2%.

Na semana passada, a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no segundo trimestre decepcionou o mercado. O país cresceu 1,3% no período, abaixo do 1,8% esperado pelos economistas. O resultado do primeiro trimestre foi ainda revisado para baixo, de 1,9% para apenas 0,4%.

Dow Jones tomba com temor sobre economia global

São Paulo – As bolsas americanas estão em forte queda nesta quinta-feira (4). O índice Dow Jones, o mais acompanhado de Wall Street, chegou a atingir a mínima de 11.527 pontos, a 3,2%. Nenhuma ação está em alta. Os índices Nasdaq e o S&P500 também tombam.

Após o medo sobre a possibilidade de um calote da dívida americana por conta de uma disputa política no Congresso, o mercado voltou o foco para o que perturba os economistas e os investidores desde 2008, que é o ritmo de recuperação da economia global.

A maior crise financeira desde Grande Recessão levou alguns países europeus a gastar mais do que poderiam para conter as cicatrizes deixadas pelas economias enfraquecidas. Agora, chegou a hora de pagar a conta, e ela está mais alta porque o custo de novos financiamentos saltou.

O mercado especula que após a Grécia e a Irlanda, Itália e Portugal sejam os próximos dominós a cair na região da Zona do Euro, o que atrasaria ainda mais a recuperação do continente e, de quebra, de todo o mundo.

EUA

Nos Estados Unidos a situação não é diferente. Após uma rodada de salvamento dos bancos e duas de afrouxamento monetário (chamadas de Quantitative Easing, nas versões 1 e 2), a expectativa agora é pela 3ª versão. O QE3 seria nada mais do que religar as máquinas de imprimir dólares.

Foi essa esperança que fez as bolsas do país subirem na última hora do pregão ontem, enquanto o mundo todo estava em baixa. Mas a realidade bateu na porta mais uma vez. Nada foi anunciado pelo Banco Central americano (Federal Reserve) e nem pelo Tesouro do país.

Hoje o Departamento de Trabalho americano divulgou que o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana foi melhor do que as expectativas do mercado, mas ainda não foi o suficiente para animar os investidores.

A grande espera é pelo Relatório de Emprego, que trará um panorama detalhado sobre o mercado de trabalho americano e que será publicado amanhã. A expectativa é de uma criação de 84 mil vagas no mês de julho. A taxa de desemprego deve ficar em 9,2%.

Na semana passada, a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no segundo trimestre decepcionou o mercado. O país cresceu 1,3% no período, abaixo do 1,8% esperado pelos economistas. O resultado do primeiro trimestre foi ainda revisado para baixo, de 1,9% para apenas 0,4%.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Câmara dos EUA aprova aumento de teto da dívida

São Paulo - Por 269 votos a favor, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira o aumento do teto da dívida do país. A medida, que pode impedir que os Estados Unidos decretem calote pela primeira vez em sua história, recebeu 161 contrários. O projeto também deve passar pelo Senado nesta terça-feira em horário ainda indefinido.

O plano conjunto feito por líderes democratas e republicanos, com o apoio de Barack Obama, aumenta em 2,4 trilhões de dóláres o limite de endividamento do país. A previsão é que o valor seja suficiente para o país pagar todos os seus compromissos até 2013. A medida também prevê cortes de quase 2,7 trilhões de dóláres no déficit público nos próximos 10 anos.

No Senado, o plano precisará do apoio de pelo menos 60 deputados para ser aceito. O aumento do teto da dívida americana deve ainda ser sancionado pelo presidente Barack Obama até a meia-noite desta terça-feira para impedir que o país declare calote e tenha sua nota rebaixada pelas agências de risco.

Lucro da Usiminas tomba, mas fica dentro do esperado

A maior produtora de aços planos do Brasil, Usiminas apresentou um resultado de segundo trimestre em linha com o esperado pelo mercado, apesar do tombo de 62% no lucro líquido na comparação com o mesmo período de 2010.

A companhia, mais impactada pela crise que vive o setor de aço mundial em meio ao excesso de oferta, fraqueza do dólar e alta contínua nos custos com matérias-primas, encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 157 milhões contra ganho de R$ 415 milhões um ano antes.

Enquanto isso, a média de expectativas de oito analistas consultados pela Reuters previa lucro líquido de R$ 161,7 milhões para a Usiminas.

Na comparação com o primeiro trimestre, um dos piores resultados da empresa nos últimos anos, em que o lucro foi de ligeiros R$ 16 milhões, a empresa apresentou números melhores, com redução de custos e aumento de margens de lucro.

Apesar da melhora no resultado sobre o primeiro trimestre, quando a empresa ainda sentia efeitos de descontos de preços aplicados em 2010 em meio à forte competição contra aço importado, a Usiminas cita no segundo trimestre uma desaceleração da economia brasileira, para onde passou a dedicar mais seus esforços de vendas nos últimos meses.

"No segundo trimestre, os principais indicadores evoluíram apontando um movimento de desaceleração que parece ter-se generalizado entre os setores da economia (...) Contudo, as expectativas de melhoria dos negócios nos próximos meses sustentam um cenário de moderado otimismo", comenta a Usiminas no balanço.

Em termos operacionais, o Ebitda (geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) fechou o segundo trimestre em R$ 365 milhões, queda de 58% na comparação anual, mas alta de 8% sobre os três primeiros meses de 2011.

Analistas esperavam uma geração de caixa de R$ 354,1 milhões, em média. A margem, que caiu de 24,3% um ano antes para 12,1% no três meses encerrados em junho, ficou acima dos 10,6% esperados.

Por unidade de negócio, todas as aéreas da empresa apresentaram evolução sobre o primeiro trimestre. A margem de siderurgia cresceu de 4% para 7% e a de mineração subiu de 65% para 68%.

A companhia produziu um volume de 1,858 milhão de toneladas de aço bruto, crescimento de 4% sobre o primeiro trimestre, mas queda de mesma proporção sobre um ano antes. Enquanto isso, as vendas somaram 1,583 milhão de toneladas, estável sobre o primeiro trimestre mas abaixo dos 1,821 milhões do segundo trimestre de 2010.

A Usiminas teve um custo de produtos vendidos 6% menor que no primeiro trimestre, apoiada em redução de uso de serviços de terceiros a quem teve de recorrer nos três primeiros meses do ano em meio às fortes chuvas que atingiram os Estados do Sudeste no período e que obrigaram contratações de esquemas alternativos de transporte.

Programa de reformas grego é "impressionante" e poderá tirar país da crise, diz OCDE

SÃO PAULO - O progresso do programa de reformas do governo grego pode levar o país à melhoria do nível de vida, ao crescimento econômico e à criação de emprego, classificado ainda como "impressionante" pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) ao apresentar nesta terça-feira (2), em Atenas, um relatório acerca da Grécia.

Além disto, a OCDE apontou que o progresso do programa pode contribuir para a redução da dívida do país em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) para níveis sustentáveis, além de permitir que a Grécia vença a crise da dívida, que ameaça sua permanência na Zona do Euro.

"As reformas realizadas durante o ano passado são impressionantes. Com maior competitividade, estamos vendo os primeiros sinais de que o tão necessário ajuste macroeconômico está gradualmente acontecendo ", apontou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria.

No último dia 21 de julho, os líderes europeus concordaram com um novo programa de resgate à Grécia no valor de € 109 bilhões, sendo que € 50 bilhões frutos de iniciativa privada. O plano - que também inclui corte nos juros pagos pelo país - objetiva cobrir todas as necessidades de financiamento gregas, e pretende unir não só a comunidade do continente como também o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o setor privado para apoiar o país, que se vê incapaz de honrar suas dívidas, com implicações tanto políticas quanto mercadológicas.

Dívida grega poderá cair 60% em duas décadas
De acordo com o estudo da OCDE, pressupondo que estas estas reformas sejam plenamente implementadas, a dívida da Grécia em relação ao PIB deverá apresentar um pico em 2013 e cair abaixo de 60% em 20 anos.

Ainda assim, avisa a OCDE, “a chave do sucesso está na implementação das reformas” que terá de ser “irrepreensível”. Admitindo ainda que vai ser preciso que o governo consiga fazer um exercício delicado, como provar aos mercados sua determinação em reduzir a dívida, mas também convencer a população de que os sacrifícios pedidos hoje são necessários para uma economia mais sólida no futuro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Petrobras conclui aquisição da Gás Brasiliano

São Paulo - A Petrobras informou que concluiu a aquisição das ações da Gás Brasiliano Distribuidora com a ENI International B.V. pelo valor de 250 milhões de dólares. O anúncio da operação foi feito no dia 27 de maio.

A posição financeira da GBD indica um adicional de capital de giro de cerca de 21 milhões de dólares. Assim, a Gaspetro transferirá à ENI International B.V. o valor de 271 milhões de dólares, sujeito, ainda, a um ajuste referente ao capital de giro.

A GBD possui a concessão das atividades de distribuição de gás natural na região noroeste do estado de São Paulo, em uma área que cobre 375 municípios e atende a demanda industrial, comercial, residencial e do setor de transportes da região.

O contrato de concessão teve inicio em dezembro de 1999 com duração de 30 anos e pode ser estendido por mais 20 anos. Em 2010, a rede de distribuição da companhia alcançou 750 quilômetros e o volume de vendas foi de aproximadamente 650 mil metros cúbicos de gás por dia.

Definição sobre teto da dívida dos EUA retira pressão e mercado respira aliviado

SÃO PAULO - "Um acordo sobre o teto da dívida dos EUA foi finalmente alcançado durante o final de semana por republicanos e democratas". Sem dúvida alguma, a notícia celebrada por Allan von Mehren, analista do Danske Bank, será a principal referência do mercado nesta segunda-feira (1).

Em linhas gerais, os congressistas norte-americanos devem aprovar nas próximas horas um projeto que prevê a elevação em US$ 1 trilhão do limite do endividamento acompanhado por outros US$ 1 trilhão em cortes orçamentários. Em seguida, ambos os partidos já devem começar a discutir uma extensão do projeto, promovendo US$ 1,4 trilhão adicionais ao teto da dívida e outros US$ 1,8 trilhão em cortes no orçamento.

Como resultado, o alívio deixa espaço para as principais bolsas internacionais já recuperarem parte das perdas acumuladas nesta manhã. Em Wall Street, os principais índices de contratos futuros já indicam abertura com ganhos ao redor de 1,3%.

À espera das agências de rating
Entretanto, apesar do visível reflexo positivo, algumas questões não devem ser esquecidas. Os títulos da dívida da maior economia do planeta, que servem como referência de segurança máxima para os investidores, corre o risco real de ter sua nota de rating cortada nos próximos dias.

"Nós ainda vemos mais de 50% de chances de redução da nota de rating", afirma Mehren, uma vez que agências como a Standard & Poor's previam cortes mais profundos nos gastos do governo.

Obama enfraquecido?
Além disso, recomenda-se acompanhar de perto como se dará o jogo de forças na política norte-americana daqui para frente, pois, para muitos, o Tea Party - ala mais conservadora do partido republicano e principal grupo de oposição - saiu como maior vitorioso do conturbado processo de negociações. Basicamente, o corte de gastos da máquina pública representa bases doutrinárias dos republicanos.

Na outra ponta, o presidente Barack Obama e o partido democrata terão de digerir o fato de não terem conseguido incluir se quer uma linha no projeto prevendo a elevação de impostos, e consequentemente, de arrecadação.

Sob um prisma mais amplo, os mercados devem reagir positivamente ao longo do dia, porém, é certo que muitos ainda aguardam um veredicto final das agências de rating para fortalecer o viés positivo.

Por aqui, o clima não deve ser diferente, e como de praxe nos últimos dias, investidores importam o noticiário externo e combinam-no com a agenda de resultados corporativos trimestrais, com destaque para Duratex (DTEX3) e Klabin (KLBN4).

Principais notícias: Obama anuncia acordo sobre dívida dos EUA

SÃO PAULO – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na noite do último domingo (31) um acordo com líderes republicanos e democratas sobre o aumento do teto da dívida pública do país, que tem como objetivo evitar um possível calote as suas obrigações financeiras.

A notícia é um dos principais destaques da imprensa nesta segunda-feira (1). Veja também as demais manchetes referentes à economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:

O Estado de S. Paulo
B1 - Partidos fecharam acordo, diz Obama;
B7 - Contra a crise da dívida, os EUA têm uma opção: crescer.

Valor Econômico
D3 - Guerra de preço prejudica cenário para aéreas;
D3 - Apesar de câmbio, Embraer prevê segundo semestre mais favorável;
D4 - Analistas apostam em união de Dasa e MD1 sem restrições.

Folha de S. Paulo
Mercado - HSBC cortará 10 mil, diz 'Financial Times'.

O Globo
Economia - Parlamentares dos EUA votarão nesta 2a acordo sobre dívida;
Economia - Acordo para elevar o limite de endividamento não agrada americanos.

Petrobras conclui perfuração do terceiro poço em Guará, no pré-sal da Bacia de Santos

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3; PETR4) concluiu a perfuração do segundo poço de extensão na área de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos e foi perfurado a 5,7 quilômetros do poço pioneiro da região.

O poço, que recebeu o apelido de Guará Sul está a uma profundidade de 2.156 metros e a 315 km do litoral do estado de São Paulo, sendo o terceiro nessa região.

As análises preliminares da estatal mostram boas condições do reservatório e sua continuidade lateral, constatando que o petróleo corre entre os dois poços, indicando boa perspectiva de produção para a região acumulada.

A Petrobras acredita na existência de petróleo leve, e testes de formação ainda irão avaliar a produtividade do reservatório. A estatal opera o consórcio para exploração do bloco e possui 45% de participação, enquanto BG Group possui 30% e a Repsol Sinopec Brasil, 25%.