sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Descoberta de grande reserva de óleo na Bacia de Santos deve ser anunciada

Poço da área de Libra pode ser a maior descoberta de óleo do Brasil; ANP deve divulgar resultado nesta 6ª.

A maior descoberta de óleo do Brasil na área de Libra, na Bacia de Santos, deve ser anunciada nesta sexta-feira, 29, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), conforme revelou a Agência Estado. As estimativas, que constam de relatório da consultoria Gaffney Cline & Associates (GCA) - que avaliou para a agência as reservas do pré-sal, inclusive dos blocos usados na cessão onerosa - dão conta de que Libra pode conter entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris.As ações da empresa, que foram negociadas em ligeira queda ao longo do dia, reagiram no final da tarde. A Petrobrás ON fechou em alta de 0,03% e a PN, 0,27%.

Segundo fontes do setor, a perfuração da área atingiu ontem pela manhã o seu alvo, a 6,9 mil metros de profundidade. Foram encontrados indícios líquidos que podem ser óleo. A perfuração no poço de Libra, porém, ainda não chegou ao fim, afirmou há pouco a diretora da agência Magda Chambriard.

A área pertence à União e, caso aprovado o novo marco regulatório, poderá integrar o primeiro leilão pelo novo modelo de partilha. Como operadora única do pré-sal, a Petrobrás já detém 30% das reservas de Libra, como de todas as outras áreas da região do pré-sal.

A área de Libra está localizada próxima dos blocos BS-4, operado pela Shell, e do BM-S-45, operado pela Petrobrás em parceria com a Shell. Fontes acreditam que, se confirmado o tamanho da megareserva, ela pode "vazar" para estes dois blocos.

Ontem, o gerente executivo de Exploração da Petrobrás, Mario Carminatti, confirmou que a companhia está perfurando o bloco BM-S-45, mas que só dentro de um mês poderá ter alguma notícia da área. Ontem, rumores sobre uma nova grande descoberta movimentaram o mercado financeiro e impactaram a cotação das ações da estatal, que tiveram alta de 1,32% (PN), num dia em que o Ibovespa caiu 0,24%.

Este é o segundo poço perfurado pela Petrobrás sob encomenda da ANP na área de Libra. O primeiro deles, visando a cessão onerosa de cinco bilhões de barris da União para a estatal, apresentou problemas técnicos e foi abandonado. Este segundo poço começou a ser perfurado logo em seguida, em julho, e está sendo concluído agora. Libra foi descartada da cessão onerosa quando percebeu-se que lá havia uma reserva gigantesca, disse uma fonte.

O segundo alvo escolhido pela ANP para fazer a perfuração, de acordo com estas fontes, está localizado em área que foi devolvida pela Shell e que fazia parte do bloco BS-4. As estimativas da Gaffney Cline indicaram para o prospecto de Libra um reserva de, no mínimo, 7,9 bilhões de barris de óleo recuperável. Segundo uma fonte que teve acesso ao relatório, esta estimativa considera um volume de óleo recuperável de 13% na área. Ou seja, os oito bilhões de barris citados seriam apenas 13% do total existente na potencial reserva. As estimativas da ANP consideram um porcentual de óleo recuperável entre 13% e 18%, o que permitiria elevar a projeção total para 12 bilhões de barris.

Mesmo esse porcentual é considerado conservador por especialistas, já que a média internacional é de 20%. A própria Petrobrás, ao apontar o volume recuperável estimado de Tupi entre 5 e 8 bilhões de barris, considera que este volume seja equivalente a algo entre 20% e 25% da reserva "in place" (o total de óleo contido em um reservatório, que nunca pode ser integralmente extraído).

Há dois meses, o diretor geral da ANP, Haroldo Lima, chegou a comentar que se confirmado o volume de 8 bilhões de barris de óleo na área, o bônus de assinatura num eventual leilão de partilha de Libra poderia chegar a até R$ 25 bilhões.

Divulgação

O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, afirmou há pouco que pretende divulgar nesta sexta-feira, 29, a confirmação de reservas do poço de Libra, que está sendo perfurado em parceria com a Petrobrás no pré-sal da Bacia de Santos. Lima não quis adiantar detalhes, alegando que a agência precisa ainda coletar últimas informações sobre o poço. Segundo ele, até o momento a agência trabalha com o cenário moderado estipulado pela consultoria Gaffney Cline Associates (GCA), que estima reserva de 7,9 bilhões de barris.

A própria GCA porém, em um cenário otimista que eleva o volume para 16 bilhões de barris. Ele participou da cerimônia de retirada do primeiro óleo definitivo de Tupi.

Redecard e Cielo caem ao mostrar impacto do fim da exclusividade

Despesas com marketing e descontos crescem como efeito da briga pelos lojistas e consumidores.

As ações da Redecard (RDCD3) e Cielo (CIEL3) ocupam hoje a desagradável posição de maior queda desta quinta-feira (28) no Ibovespa. As empresas começaram a revelar o impacto do fim da exclusividade entre a Visa e a Cielo e o consequente aumento da concorrência pela conquista de lojistas e clientes. As despesas com marketing e os descontos cresceram no terceiro trimestre. Os papéis da Rececard caíam, às 12h45, cerca de 4,3%, enquanto as ações da Cielo cediam 2,08%.

As despesas de marketing da Redecard, por exemplo, avançaram 44,4% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, além do crescimento das despesas operacionais. Com isso, o lucro líquido caiu 2,7%, chegando a 324,1 milhões de reais. “Neste trimestre, a abertura da atividade de credenciamento, desde o dia 1º de julho, marcou o novo ambiente concorrencial para a indústria brasileira de meios de pagamentos”, explica a empresa em relatório.

O mercado não gostou dos números da Redecard. “Os resultados da Redecard trouxeram tendência operacional mais fraca”, afirmam os analistas da BofA Merrill Lynch Jorg Friedemann, Jose Barria e Renato Schuetz. Em relatório, o banco rebaixou a recomendação para as ações da empresa de neutral para underperform (desempenho abaixo da média do mercado). O preço-alvo foi reduzido para 24 reais.

“Já eram esperados os primeiros efeitos da competição em um ambiente não exclusivo, mas estes vieram potencializados. Da mesma forma, já era imaginada pressão nas despesas operacionais, em função principalmente de aumento de gastos com marketing e necessidade de contratação de pessoal”, destaca a analista Marianna Waltz, da BB Investimentos. Segundo ela, o impacto mais pesado deve vir no início do ano que vem, “com a adição dos novos contratos com os grandes estabelecimentos comerciais”.

Daniel Malheiros, analista da Spinelli Corretora, recomenda que os investidores reduzam a exposição aos papéis da Redecard. “Continuamos acreditando que a Cielo é a melhor opção para se expor no setor de cartões. Em resumo, os números virão pouco acima de nossas expectativas. A nossa impressão sobre o resultado da Redecard é negativa”, diz ele em relatório.

A Cielo publicou hoje uma prévia dos resultados do terceiro trimestre. A empresa mostrou um lucro líquido de 488,5 milhões de reais no período, o que representa um crescimento de 23,1% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Os custos e despesas operacionais avançaram 26,8%, chegando a 425,9 milhões de reais.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Lucro da Vale atinge recorde de R$10,6 bilhões no 3º trimestre

Empresa teve o melhor trimestre da sua história, com recordes em receita operacional bruta, margem operacional, lucro líquido e geração de caixa.

A mineradora Vale registrou um lucro líquido de 10,6 bilhões de reais no terceiro trimestre, ante 3 bilhões de reais em igual período de 2009, um resultado que reflete principalmente os preços maiores do minério de ferro e o aumento da produção.

A empresa informou nesta quarta-feira que teve o melhor trimestre da sua história, com recordes em receita operacional bruta, margem operacional, lucro líquido e geração de caixa.

O Ebitda (lucro antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) no terceiro trimestre foi de 15,9 bilhões de reais, contra 6 bilhões de reais há um ano.

A receita operacional da mineradora somou 26,4 bilhões de reais no terceiro trimestre, 23,3 por cento acima do recorde anterior de 21,4 bilhões de reais registrado em 2008, e 39 por cento superior aos 19 bilhões de reais do trimestre anterior.

Preços mais elevados contribuíram com 5,435 bilhões de reais no total da receita, enquanto maiores volumes de vendas adicionaram 2,539 bilhões de reais, explicou a Vale em nota.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ultrapar compra distribuidora para crescer no Norte

Com a compra da DNP, rede Ipiranga aumentará em 40% o volume de vendas na região.

O Grupo Ultrapar fechou a aquisição da Distribuidora Nacional de Petróleo (DNP) por 85 milhões de reais. O negócio será conduzido por meio da Ipiranga Produtos de Petróleo, controlada pela Ultrapar. De acordo com comunicado à Bovespa, o valor ainda pode sofrer ajustes de capital de giro e endividamento no ato do pagamento, previsto para novembro.

A DNP possui 110 postos de combustíveis no Amazonas, Rondônia, Roraima, Acre, Pará e Mato Grosso. No ano passado, a rede alcançou 260.000 metros cúbicos de vendas de diesel, gasolina e etanol. Seu desempenho lhe garantiu a quarta posição entre os distribuidores do Norte, com uma fatia de 4% de mercado.

A geração de caixa da DNP, medida pelo ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação), foi de 17 milhões de reais no ano passado.

Segundo a Ultrapar, a compra da DNP “reforça a estratégia de expansão, iniciada com a aquisição da Texaco, para as regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, onde o crescimento do consumo tem sido acima da média nacional, e a participação de mercado da Ipiranga é menor do que nas regiões Sul e Sudeste.”

A Ultrapar informou ainda que a compra da DNP ampliará em 40% o volume de vendas da Ipiranga no Norte, o que ampliará sua participação regional para 14% do mercado.

Empresas captam perto de R$ 150 bilhões na Bolsa

Este ano deixará saudades para o mercado de capitais brasileiro, apesar do desempenho fraco da Bolsa e da megacapitalização da Petrobras, que represou as demais ofertas de ações.

O ano deve fechar com captação recorde de mais R$ 150 bilhões, número inflado pelos R$ 120,4 bilhões obtidos pela Petrobras e pelos R$ 9,8 bilhões do Banco do Brasil.

As empresas brasileiras já levantaram neste ano R$ 147,9 bilhões na Bolsa para viabilizar projetos de expansão. Outras sete estão com ofertas em análise na CVM.

Em 2010, entraram na Bolsa oito novas empresas e outras três devem abrir capital até dezembro. É o maior ritmo de aberturas de capital desde 2007, quando o Brasil obteve o grau de investimento e 64 empresas captaram R$ 55,6 bilhões na Bolsa.

Como ocorria em 2007, a Bolsa se torna também alternativa de financiamento de empresas de menor porte, segundo Alberto Kiraly, vice-presidente da Anbima (associação do mercado).

A Renova, empresa de energia alternativa, levantou R$ 161 milhões em julho, quando o mercado já estava "represado" pela Petrobras, que concorria com todas as demais operações.

Segundo José Olympio, do Credit Suisse, a "demanda por Brasil" explica o sucesso das ofertas neste ano. "O aumento de IOF ainda não prejudicou o mercado de ações."

Para Fábio Nazari, do BTG Pactual, o mercado de capitais brasileiro se tornou uma fonte definitiva de financiamento para empresas saudáveis e com bons projetos.

"O mercado está mais maduro do que em 2007 tanto pelas histórias das empresas quanto dos investidores, que estão mais seletivos", disse.

"A Bolsa virou alternativa até para projetos de empresas ainda não operacionais", disse André Lion, gestor da da BRZ Investimentos.

É o caso da HRT, empresa de petróleo tocada por ex-funcionários da Petrobras e da ANP, ainda em fase não operacional (projeto) e que captou R$ 2,6 bilhões.

Ontem, a rede de farmácias Raia retomou seu antigo projeto de abrir capital, abortado em 2008 pela crise.

Para 2011, empresas de infraestrutura, varejistas, restaurantes e até companhias de entretenimento devem abrir capital. No forno, estão as captações da seguradora Brasil Insurance, da fabricante de autopeças Autometal, da Sonae e da Karoon, outra empresa de petróleo. Juntas, devem captar mais de R$ 5 bilhões.

Vale pode abandonar hedge de real com piora em guerra cambial

A mineradora teve um ganho cambial de US$ 665 milhões no ano passado, em comparação com uma perda de US$ 1,01 bilhão em 2008.

A Vale SA, maior mineradora do mundo, pode não comprar novos contratos de proteção cambial, ou hedge, contra custos de até US$ 30 bilhões em moedas que não o dólar. A decisão pode ser tomada por causa da “guerra cambial” que dificulta previsões sobre o câmbio.

A empresa com sede no Rio de Janeiro fez hedge em US$ 4 bilhões em custos este ano, considerando que o dólar ficaria em média em R$ 1,92 este ano. A Vale ainda tem que tomar uma decisão sobre a estratégia para 2011, levando em conta que o Brasil e outros países estão fazendo intervenções cambiais para limitar os ganhos de suas moedas, disse o diretor financeiro da companhia, Guilherme Cavalcanti.

“Ano passado foi muito fácil”, disse Cavalcanti, 41, em entrevista em 20 de outubro em Londres. “Mas agora há um nível que é incerto. Talvez eu fique fora do mercado porque a incerteza pode ser muito alta.”

Investidores estão despejando dinheiro em ativos de mercados emergentes por causa de juros baixos e crescimento econômico limitado nos Estados Unidos e na Europa Ocidental. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem dito que existe uma “guerra cambial” em todo o mundo, com os esforços de governos para combater fluxos de capital que estão prejudicando exportadores.

Enquanto a maior parte das vendas da Vale é em dólares, despesas em reais e em dólares canadenses responderam por cerca de 80 por cento dos custos da empresa no ano passado. A mineradora teve um ganho cambial de US$ 665 milhões no ano passado, em comparação com uma perda de US$ 1,01 bilhão em 2008, segundo documento enviado às autoridades reguladoras do mercado americano em 29 de abril.

O governo brasileiro teria que cortar gastos para conseguir reduzir os juros e levar o câmbio para um nível “equilibrado”, disse Cavalcanti.

‘Mais medidas’

As despesas em reais responderam por 64 por cento dos custos de produtos vendidos pela Vale em 2009, enquanto o dólar canadense teve peso de 16 por cento. A receita da companhia é em sua maior parte denominada em dólares, de acordo com o relatório anual de 2009.

O governo brasileiro pode precisar de mais medidas para controlar o real, que atingiu a máxima de dois anos, a R$ 1,6530, em 13 de outubro, disse o Bank of New York Mellon Corp. na semana passada. As tentativas do governo de limitar a valorização da moeda foram menos bem sucedidas do que as de nações concorrentes, como a China, disse o banco.

Cerca de metade dos custos de US$ 10 bilhões da Vale que podem ser afetados pela flutuação cambial este ano está protegida por um “hedge natural”, que vem dos preços de commodities, disse Cavalcanti. Dos outros US$ 5 bilhões, a Vale cobriu US$ 4 bilhões com contratos de hedge, disse ele.

A empresa deve apresentar um lucro por ação de US$ 1,03, excluindo itens extraordinários, para o terceiro trimestre, segundo a estimativa média de 13 analistas consultados pela Bloomberg. A empresa vai divulgar os resultados hoje depois do fechamento do mercado. O lucro líquido ficou em US$ 1,68 bilhão, ou US$ 0,31 por ação, no mesmo período do ano passado, pelo padrão contábil americano.

Dobrar investimento

Em 2011, com o plano da Vale de dobrar seus investimentos para pelo menos US$ 20 bilhões, o chamado “desencontro” cambial também vai dobrar, segundo Cavalcanti. A empresa pode proteger cerca de US$ 8 bilhões por meio de contratos de hedge ou, se decidir apostar que o real não vai se valorizar, pode deixar os custos sem cobertura, disse ele.

Este ano “eu estava confiante que o real se apreciaria”, disse o diretor da Vale, que esteve em Londres e em Nova York para se encontrar com investidores na semana passada. “Mas agora há um nível que é incerto.”

O presidente da companhia, Roger Agnelli, disse em 20 de outubro que não espera “muita” flutuação do minério de ferro nos próximos anos, depois que os preços subiram 69 por cento para US$ 149 por tonelada nos últimos 12 meses. Uma faixa entre US$ 130 e US$ 160 é “razoável”, disse ele.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

JP Morgan compra a Gávea, de Armínio Fraga

Pelo acordo, ex-presidente do Banco Central ficará à frente da Gávea por cinco anos .

De acordo com a coluna do Lauro Jardim na Veja.com, depois de mais de seis meses de negociação, o JP Morgan anuncia amanhã em Nova York a compra da Gávea Investimentos.

A empresa de gestão de recursos foi criada há sete anos por Armínio Fraga, logo depois dele deixar a presidência do Banco Central.

Pelo acordo, Armínio ficará à frente da Gávea por cinco anos. Durante o período, ele não poderá ocupar cargo público – ou seja, não poderá aceitar um eventual convite para o Ministério da Fazenda na hispótese de um governo Serra.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Petrobras assina acordo com a Tereos para suprimento de até 2,2 bi de litros de etanol

A Petrobras (PETR3, PETR4) comunicou ao mercado na manhã desta segunda-feira (25) que suas controladas Petrobras Distribuidora e Petrobras Biocombustível assinaram junto à Açúcar Guarani, subsidiária da Tereos Internacional (TERI3), contrato para o suprimento de até 2,2 bilhões de litros de etanol em quatro anos.

“O contrato foi celebrado em condições de mercado e tem um valor total estimado de R$ 2,1 bilhões", informa nota da estatal. "Pelo acordo, a Guarani fornecerá o produto à BR para comercialização".

Garantia

Ainda segundo o documento da petrolífera, o "acordo garante compromisso no suprimento para a BR, acesso para a Guarani ao sistema de distribuição da BR para parte da sua produção de etanol hidratado e anidro, e maior sinergia entre produção, comercialização e logística de etanol no sistema Petrobras".

Por fim, a companhia lembra que o contrato é uma consequência da parceria estratégica entre a Tereos Internacional e a Petrobras Biocombustível, por meio da Guarani, ocorrida em abril deste ano.

Ecodiesel e Maeda fundem-se e vendem fatia por 70% acima do valor em bolsa

Credit Suisse avaliou as ações da Brasil Ecodiesel em R$ 1,80; fato relevante sairá em breve.

A Brasil Ecodiesel (ECOD3) e a Maeda Agroindustrial devem anunciar em breve uma fusão que criará uma das maiores empresas agrícolas do mundo. Segundo apurou a Exame.com, os recentes rumores que impulsionaram as ações da empresa em bolsa têm fundamentos e não contam com o envolvimento da Vale (VALE3); (VALE5), como especulava-se.

A operação criará uma nova empresa por meio de uma troca de ações, dividindo o capital em 70% para a Brasil Ecodiesel e 30% para a Maeda, empresa adquirida em maio deste ano pelo fundo Arion Capital do bilionário espanhol Enrique Bañuelos. O banco Credit Suisse, liderado pela equipe do banqueiro Marcelo Kayath, coordenou o negócio.

A operação, pensada desde a reestruturação da dívida de 300 milhões de reais da Maeda, já foi costurada com a venda de uma fatia de 14,3% da nova empresa por meio de um aporte de capital de um fundo de Hong Kong. O valor por ação foi definido pelo Credit Suisse em R$ 1,80, ou seja, cerca de 70% acima do negociado na BM&FBovespa. Com isso, a injeção de capital do fundo chinês chegará a 250 milhões de reais.

O acordo deve ser assinado em Hong Kong na primeira quinzena de novembro. Marcos Elias, gestor do fundo de investimentos em participações (FIP) Neo Biodiesel, criado por credores da companhia, foi procurado e preferiu não se pronunciar. A Brasil Ecodiesel, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não comenta especulações de mercado.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Como a Bonduelle planeja tirar espaço do Hypermarcas

Franceses pretendem conquistar 15% do mercado de enlatados em cinco anos.

No próximo dia 26, o grupo francês Bonduelle vai inaugurar uma nova fase no Brasil. Após 15 anos atuando apenas por meio de exportações, a empresa colocará em funcionamento sua primeira fábrica no país - e a 43º em todo o mundo. Os planos são ambiciosos: quintuplicar sua participação de mercado em cinco anos, atingindo 15% do ramo de enlatados.

Com quase 160 anos de existência, a Bonduelle cresceu focada no mercado europeu, que responde por 75% de suas vendas. Somente a França foi responsável por 35% delas. Mas o problema é exatamente este: sim, a Europa ainda não se recuperou da crise mundial que eclodiu em 2008. E, sim, a França é aquele país que vem sendo sacudido, nas últimas semanas, por estudantes e trabalhadores contrários a reformas econômicas.

A estagnação europeia teve um impacto direto sobre o desempenho da Bonduelle. No exercício fiscal de 2009/2010, a companhia faturou 1,560 bilhão de euros. A cifra é apenas 2,36% maior que a do ano fiscal anterior, de 2008/2009.

Novo mundo

Se a empresa quiser acelerar o crescimento, precisa encontrar mercados mais promissores. E é aí que entra o Brasil, impulsionado pela já famosa classe média emergente.

É claro que a decisão de construir uma fábrica não é tomada de um dia para o outro. A matriz aprovou o projeto no final de 2007. As obras começaram um ano depois e, agora, a planta está pronta para iniciar a produção. Mas o cenário atual não se alterou em relação aos últimos anos, e o Brasil continua estratégico para o grupo.

“O Brasil tem um grande mercado consumidor”, afirma o diretor industrial da Bonduelle do Brasil, José Alves Neto, responsável pela instalação da fábrica. O investimento total no país será de aproximadamente 120 milhões de reais. Nesta primeira fase - a construção e inauguração da empresa -, foram consumidos 40 milhões para a instalação da linha de enlatados vegetais.

A segunda fase, ainda sem prazo para começar, consumirá mais 40 milhões de reais para iniciar a produção de vegetais congelados. Por fim, a última etapa demandará o mesmo montante para preparar a unidade brasileira para exportar para os Estados Unidos e a Europa.

Quando todas as etapas forem cumpridas, a Bonduelle do Brasil estará processando 50.000 toneladas anuais de vegetais. A fábrica que será inaugurada na próxima semana tem capacidade para um terço disso. “Queremos até 15% de participação, somente em enlatados, dentro de cinco anos”, afirma Alves Neto. Estima-se que apenas esse mercado movimente 300.000 toneladas por ano.

Todas as classes

Enquanto se limitava a importar os produtos da Europa, a Bonduelle atendia a consumidores de maior renda. Mas a fábrica local servirá para popularizar a marca, atraindo também compradores de outras camadas. “Vamos disputar o mesmo mercados dos concorrentes brasileiros”, diz Alves Neto.

Não será uma tarefa fácil. No caminho da Bonduelle, estão rivais com marcas fortes e bem posicionados no mercado. Um deles é a Brasfrigo, que conta com as marcas de enlatados vegetais Jurema e Jussara. Outra é a gigante Hypermarcas, maior empresa de bens de consumo do país e dona de marcas como a Etti.

Isso, contudo, parece não intimidar os franceses. “A Bonduelle possui uma tradição de mais de 150 anos nesse mercado”, afirma Alves Neto. “Temos tecnologia para oferecer produtos de qualidade, com um custo menor.”

Quando os primeiros lotes fabricados no Brasil chegarem aos distribuidores e varejistas, no início do próximo mês, a Bonduelle pretende também colocar na praça uma campanha de divulgação da marca, cujo orçamento ainda não está definido. “O peso global do Brasil é crescente”, diz o executivo. Mas só os próximos anos dirão se a estratégia da empresa fará com que esse peso seja refletido também nas vendas do grupo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

InPar prepara captação de R$ 300 milhões

Construtora estuda emissão de debêntures para reforçar atuação no programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida.

A incorporadora e construtora InPar, controlada pelo fundo americano de participações Paladin, estuda fazer a emissão de 300 milhões de reais em debêntures nas próximas semanas, em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF). Segundo EXAME apurou, a InPar está na fase de discussão dos termos do contrato com a instituição financeira, que usará recursos do FGTS para estruturar a operação.

Quando for concluída, essa emissão será a primeira grande operação de financiamento da InPar com um banco desde que a família Parizotto, fundadora da empresa, vendeu o seu controle para o fundo americano, em dezembro de 2008.


A captação via debêntures deve permitir à InPar reforçar sua atuação no programa habitacional do governo federal Minha Casa, Minha Vida. Pelo programa, os recursos serão utilizados no lançamento de imóveis voltados para os segmentos econômico e supereconômico, com preços que variam entre 80.000 e 200.000 reais. Segundo EXAME apurou, esse segmento já representa aproximadamente 30% dos lançamentos da InPar.

Reestruturação

No primeiro semestre de 2010, a incorporadora lançou 215 milhões de reais em volume geral de vendas (conhecido no mercado pela sigla VGV). Esse volume foi 50% maior que o VGV lançado em todo o ano de 2009, de 142 milhões de reais. O total é praticamente irrisório, se comparado aos lançamentos feitos em 2008 e 2007, que somaram, respectivamente, 822 milhões de reais e 1,3 bilhão de reais.

No ano passado, o fundo Paladin praticamente paralisou as operações e reduziu os lançamentos da InPar para reestruturar as finanças. O trabalho incluiu a venda de ativos e duas emissões de ações, uma de 180 milhões de reais, no primeiro trimestre de 2009, e outra em janeiro de 2010.

Procurada pela reportagem, a empresa informou, por meio da assessoria, que não há, no momento, nenhuma emissão de debêntures aprovada pelo conselho e pela assembléia de acionistas da InPar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Vale prevê IPO de unidade a partir de 2º trimestre

Segundo o diretor financeiro, o lançamento da unidade de fertizantes só deve ocorrer no segundo semestre de 2011.

A Vale SA pretende fazer a abertura de capital de sua unidade de fertilizantes a partir do segundo trimestre de 2011, disse o diretor financeiro da empresa, Guilherme Cavalcanti.

A empresa com sede no Rio de Janeiro espera chegar a uma redução de custos da unidade, como resultado de aquisições no setor, antes de fazer a oferta de ações, disse Cavalcanti hoje em uma entrevista em Londres. A Vale comprou cerca de US$ 3,8 bilhões em ativos de fertilizantes da Bunge Ltd. este ano.

Estamos trabalhando agora na extração de sinergias”, disse Cavalcanti. “Isso leva tempo, então não visualizamos antes do segundo trimestre do próximo ano.”

A Vale planeja aumentar a produção de potássio para 11 milhões de toneladas até 2017, disse hoje o presidente da mineradora, Roger Agnelli, também em Londres. A empresa espera atingir uma produção de fosfato de 17 milhões de toneladas no mesmo período.

A companhia está comprando ativos no setor de fertilizantes para se diversificar para além da mineração. A Vale pode listar ações da unidade no Novo Mercado da BM&FBovespa e também em outros mercados fora do País, inclusive em Nova York, disse Cavalcanti.

Vale planeja listar ação em Hong Kong, dizem fontes

A Vale (VALE5) planeja oferecer papéis em Hong Kong na forma de HDRs em dezembro, afirmaram fontes próximas ao assunto.

"Uma vez que a companhia não venderá qualquer nova ação ou ação secundária durante a listagem introdutória, a companhia naão vai levantar recursos por meio da listagem", disse uma das fontes.

A maior produtora de minério de ferro do mundo informou anteriormente que espera aprovação da listagem de suas ações na bolsa de Hong Kong na forma de HDRs até o final deste ano.

A Vale submeteu o pedido à bolsa de valores de Hong Kong. O JP Morgan é o coordenador da operação.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

FMI quer que Brasil desacelere o gasto público

Relatório do fundo também defende que país restrinja operações parafiscais nos bancos públicos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou hoje (19) que o Brasil desacelere a expansão do gasto público e restrinja operações parafiscais (que não aparecem no orçamento) dos bancos públicos. As recomendações estão no relatório divulgado nesta terça-feira, em Washington.

No documento Perspectivas Econômicas das Américas, o Brasil e outros países latino-americanos que apresentam crescimento vigoroso - com grandes fluxos de capital estrangeiro - devem estar atentos aos riscos de superaquecimento da economia, inflação e deterioração das contas externas.

As informações são da BBC Brasil. O Fundo recomenda que, nesses países, "a normalização da política fiscal seja a primeira linha de defesa, com ênfase em desacelerar a expansão do gasto público".

"No caso do Brasil, a restrição do gasto deverá ser acompanhada de uma diminuição das operações parafiscais dos bancos públicos [o que, por sua vez, permitirá corrigir as distorções do canal de crédito que reduzem a eficácia da política monetária]", diz o texto.

Críticos no Brasil afirmam que os aportes ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) podem desequilibrar as contas públicas e que o Tesouro está aumentando a dívida pública ao destinar recursos ao banco.

A combinação entre política fiscal e monetária a ser adotada pelo próximo governo brasileiro, que assumirá o poder em janeiro de 2011, é motivo de preocupação de analistas. Muitos afirmam que uma política fiscal mais rígida, com menor expansão do gasto público, reduziria a pressão sobre a política monetária (taxa de juros) e, consequentemente, diminuiriam o fluxo de capital externo na economia brasileira e a valorização do real em relação ao dólar - o que prejudica exportadores nacionais.

De acordo com o fundo, a retirada do estímulo fiscal deve preceder a retirada do estímulo monetário. "Isso permitiria que a política monetária desempenhasse um papel secundário, em que as taxas de juros regressem a níveis neutros de maneira mais gradual do que seria necessário em outros casos", diz o relatório.

A taxa básica de juros no Brasil é de 10,75% ao ano, uma das mais altas do mundo, o que serve de atrativo para investidores estrangeiros, em um momento em que economias avançadas, como a americana, mantêm suas taxas de juros próximas de zero.

A entrada excessiva de capital estrangeiro preocupa o governo brasileiro, que já tomou medidas para restringir esse fluxo, como o recente aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de estrangeiros no mercado de renda fixa.

Telebrás começa compra de materiais para banda larga

O pregão eletrônico será realizado pelo portal de compras do governo federal, onde está disponível a íntegra do edital.

A Telebrás fará no dia 20 o primeiro pregão eletrônico para aquisição de equipamentos para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A estatal publicou hoje o primeiro edital de licitação para a contratação da infraestrutura que vai abrigar 241 Pontos de Presença (PoPs) que serão instalados até 2012 na rede de telecomunicações do governo federal.

Serão adquiridos contêineres, gabinetes e materiais necessários para o funcionamento e proteção dos equipamentos ópticos, de rádio e de IP.

Segundo a empresa, essa infraestrutura garantirá o fornecimento de energia elétrica, climatização, segurança física como sistema de vigilância, controle de acesso e sistema de aterramento, entre outros. O pregão eletrônico será realizado pelo portal de compras do governo federal, onde está disponível a íntegra do edital.

A Rede Nacional de Telecomunicações, gerenciada pela Telebrás, implementará o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que tem o objetivo de levar banda larga de alta velocidade e baixo custo a 4.283 municípios brasileiros até 2014.

Para isso, serão utilizadas redes de fibras ópticas pertencentes ao Sistema Eletrobras e à Petrobras. Na última sexta-feira, a Telebrás encerrou a consulta pública sobre o termo de referência para a aquisição dos equipamentos com a tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing), solução que possibilitará a transmissão de dados da ordem de terabits por segundo em um único par de fibras ópticas.

Segundo a empresa, as mais de 100 sugestões encaminhadas estão sendo analisadas pela diretoria técnica da empresa. Ainda estão em consulta pública os termos de referência para a contratação dos equipamentos, softwares e serviços que farão o roteamento das demandas de tráfego na rede.

Também foram submetidas a sugestões as especificações técnicas para a aquisição de enlaces de rádios digitais, cuja função será distribuir o sinal do backbone (espinha dorsal da rede) até a sede dos municípios contemplados pelo PNBL.

Os documentos estão disponíveis no portal da Telebrás.

Licença

Na segunda-feira, a Telebrás encaminhou para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pedido de licença do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), última pendência para que a estatal possa operar no mercado de internet.

Segundo a agência, o pedido foi encaminhado para a Gerência Geral de Serviços Privados de Telecomunicações, ligada à Superintendência de Serviços Privados, e posteriormente será enviado para análise do Conselho Diretor da Anatel. Não há prazo estabelecido para a análise do pedido.

Após novo aumento do IOF, dólar sobe mais de 1%

O dólar abriu nesta terça-feira (19) em alta de 1,32%, cotado a R$ 1,688. O governo anunciou na noite de segunda-feira novas medidas para tentar brecar a valorização do real frente à moeda norte-americana.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 4% para 6% sobre recursos de estrangeiros que investem em renda fixa. Além disso, elevou a alíquota do IOF que incide sobre as margens de derivativos que têm de ser depositadas na Bovespa -- a taxa passou de 0,38% para 6%.

As medidas passam a valer a partir desta terça-feira. No último dia 4, o governo já havia elevado de 2% para 4% a taxa do IOF para estrangeiros que investem em renda fixa, com o objetivo de desestimular a entrada de capital estrangeiro de curto prazo no país.

Petrobras inicia exploração comercial do pré-sal semana que vem

Para Gabrielli, a queda no preço das ações da companhia se deve à taxação dos investimentos estrangeiros para conter queda do dólar.

A Petrobras inicia no fim deste mês a exploração comercial do petróleo da camada pré-sal. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, afirmou hoje (18) que as operações comerciais no Campo de Tupi devem começar entre os dias 27 e 28.

O anúncio foi feito após a inauguração de novas unidades da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP). A cerimônia contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Gabrielli, a exploração experimental de Tupi começou em maio. Atualmente, são extraídos do campo cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Com o início da exploração comercial, a extração pode chegar a 100 mil barris por dia. "Claro que isso não será obtido logo no início, mas é a capacidade", disse Gabrielli.

O presidente da Petrobras também falou sobre a queda no preço das ações da companhia verificada nos últimos meses. Segundo ele, o motivo foi a taxação dos investimentos estrangeiros imposta pelo governo para conter a desvalorização do dólar e não por desconfiança dos investidores no processo de capitalização da estatal.

"As ações caíram essencialmente no momento em que grandes investidores quiseram usar uma brecha da mudança do IOF [Imposto Sobre Operações Financeiras]", justificou. "Quando aumentou o imposto, existia a possibilidade de você vender os investimentos em ações, transformá-los em reais e comprar títulos de renda fixa. No momento em que isso foi alterado, as ações voltaram se recuperar."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

10 notícias para lidar com os mercados nesta segunda-feira

BM&FBovespa mudará abertura e fechamento durante o horário de verão; BR Properties contrata formador de mercado.

1 - BM&FBovespa mudará abertura e fechamento durante o horário de verão. A BM&FBovespa terá novos horários para os negócios no período de 18 de outubro a 18 fevereiro, durante a adoção do horário de verão no Brasil. As principais mudanças ocorrem na duração dos pregões do segmento Bovespa, que começarão uma hora mais tarde, às 11 horas, terminando às 18 horas.

2 - BR Properties contrata formador de mercado. A empresa do segmento imobiliário BR Properties (BRPR3) contará com um fomentador de liquidez para suas ações ordinárias, informa comunicado ao mercado emitido nesta sexta-feira(15). O contrato celebrado com a Itaú Corretora começará no dia 18 de outubro.
http://portalexame.abril.com.br/mercados/noticias/br-properties-contrata-formador-mercado-604474.html

3 - Telebrás aprova grupamento de 10 mil para uma ação. O conselho de administração da Telebrás (TELB3); (TELB4) anunciou nesta sexta-feira (15) que aprovou um grupamento das ações representativas do seu capital social. "Considerando o grande número de acionistas com participações inferiores a 10 mil ações, além de um grande número de acionistas inativos, optamos pelo agrupamento das ações ordinárias".

4 - IGP-10 avança 1,15% em outubro e acumula alta de 8,51% no ano. O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 1,15% em outubro, próximo da taxa de 1,12% verificada um mês antes. Tanto no acumulado do ano como em 12 meses, o indicador registrou elevação de 8,51%.

5 - Inflação pelo IPC-S é de 0,65% na 2ª prévia do mês. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou levemente na segunda semana de outubro, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice subiu 0,65% até a quadrissemana encerrada em 15 de outubro, após avançar 0,66% na prévia anterior, referente à quadrissemana encerrada em 7 de outubro.

6 - BHP e Rio Tinto abandonam plano de parceria em minério de ferro. BHP Billiton e Rio Tintoabortaram os planos de formar a maior joint-venture mundial de produção de minério de ferro, marcando uma vitória para siderúrgicas e um movimento que pode fazer ambas mineradoras acelerar planos de expansão para concorrer entre si.

7 - PF investiga sócio da Grendene por evasão de divisas. A Polícia Federal abriu inquérito contra o empresário Pedro Grendene Bartelle, sócio da Grendene, uma das maiores fabricantes de calçados do País, para apurar suposto crime de evasão de divisas. A investigação é um desdobramento da Operação Porto Europa - esquema de fraude e subfaturamento de importações cujo alvo maior é a mulher dele, a empresária Tânia Bulhões.

8 - Bolsas da Europa começam a semana em baixa. As principais bolsas de valores da Europa abriram em baixa nesta segunda-feira, depois de terem encerrado o pregão passado estáveis, devido à queda na confiança do consumidor dos EUA e às indicações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, de que mais estímulo na economia norte-americana está a caminho.

9 - Mercado prevê manutenção do juro. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) parece ter deixado muito pouco espaço para surpresas ou divergências em sua penúltima reunião do ano. Segundo as projeções, a autoridade monetária deverá anunciar na quarta-feira a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano.

10 - China precisa impulsionar demanda doméstica. A China precisa investir em saúde e moradias para que os trabalhadores e a população rural gastem e contribuam para um crescimento econômico sustentável, disse um dos planejadores econômicos do governo nesta segunda-feira.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Petrobras dispara com avanço de Serra em pesquisas

Candidato do PSDB é visto como melhor administrador público por analistas do mercado.

A Petróleo Brasileiro SA teve hoje a maior alta em duas semanas depois que pesquisas eleitorais mostraram que o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira à Presidência, José Serra, aproximou-se da candidata do Partido dos Trabalhadores, Dilma Rousseff, nas intenções de voto para o segundo turno.

A Petrobras subiu 2,8 por cento, para R$ 26,44, a maior alta para o fechamento nas últimas duas semanas. O petróleo caiu 0,4 por cento em Nova York.

O ex-governador de São Paulo está 4,6 pontos percentuais atrás de Dilma, de acordo com a pesquisa Sensus divulgada hoje pela Confederação Nacional dos Transportes. Na votação final do primeiro turno, a vantagem da ex-ministra-chefe da Casa Civil foi de 14 pontos sobre Serra.

Investidores, receosos de que Dilma possa usar a Petrobras para que o governo atinja suas metas sem se preocupar com os lucros da empresa, podem estar apostando na vitória de Serra, segundo a Deltec Asset Management, a Teórica Investimentos e a Spinelli Corretora.

"Há um empate técnico", disse Max Bueno, analista da Spinelli em São Paulo. "Isto pode ser visto positivamente. Ele não é somente menos intervencionista; Serra teria mais responsabilidade fiscal e cortaria despesas."

Serra ficou com 47,7 por cento das intenções de voto, enquanto Dilma teve 52,3 por cento, na pesquisa Sensus com 2.000 pessoas feita entre os dias 11 e 13 de outubro. O levantamento tem uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais. No primeiro turno, Serra teve 33 por cento dos votos e Dilma, 47 por cento. Outras pesquisas feitas nos últimos dias pelo Ibope, Datafolha e Vox Populi também mostraram um crescimento da candidatura de Serra.

"Mais intervencionista"

"Uma presidência de Dilma será vista como mais intervencionista", disse Greg Lesko, que ajuda a administrar cerca de US$ 750 milhões na Deltec em Nova York.

O Barclays Plc cortou a recomendação para as ações da Petrobras na semana passada, citando receios de que a interferência do governo na estatal afete os lucros da companhia, em meio à tentativa da administração federal de atingir metas de desenvolvimento econômico e social.

"Um possível governo Serra teria melhor qualidade de administração pública", disse Rogério Freitas, que ajuda a administrar US$ 56 bilhões na Teórica no Rio de Janeiro. "Isso pode ser positivo para todas as estatais, não apenas a Petrobras, mas também a Eletrobras."

As ações da Centrais Elétricas Brasileiras SA subiram 0.9 por cento para R$ 29,21, a maior cotação desde 25 de junho.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CVM recusa proposta de Aracruz e Sadia

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recusou uma proposta de acordo financeiro feita por executivos e ex-executivos da Aracruz e da Sadia para encerramento dos processos que investigam operações irregulares, feitas em 2008, com derivativos cambiais. As indenizações propostas pelos 23 envolvidos nos dois casos somavam R$ 5,2 milhões.

De acordo com a decisão do colegiado da autarquia, publicado no site da CVM, os acordos propostos visaram a indenizar apenas a CVM, e não as empresas e os acionistas prejudicados pelas operações. O colegiado apoiou-se nos fatos e nos termos da acusação, sem examinar os argumentos da defesa, que serão avaliados no julgamento.

As propostas de sete dos nove executivos da Aracruz foram de R$ 200 mil. Isac Zagury e Carlos Aguiar, respectivamente diretor financeiro e presidente da empresa, propuseram R$ 400 mil cada um. A CVM considerou que a aceitação do pleito "não se afigura conveniente nem oportuna". O julgamento, neste caso, foi marcado para 7 de dezembro.

Inconveniência - No que diz respeito à Sadia, a inconveniência da proposta também foi citada como motivo para recusa do acordo, que incluía pagamento de R$ 200 mil para cada um dos 14 executivos listados no processo.

As operações com derivativos em 2008 levaram a Sadia a uma perda de R$ 2,6 bilhões e a consequente venda da empresa para a Perdigão. No caso da Aracruz, que acabou tendo o controle absorvido pelo grupo VCP, o prejuízo chegou a R$ 4,5 bilhões.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

País recebeu US$ 1,204 bi na 2ª semana de outubro

Até agora, outubro registra US$ 2,181 bilhões de entrada líquida.

O fluxo de dólares para o Brasil segue positivo em outubro. Dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC) mostram que o País recebeu US$ 1,204 bilhão na segunda semana do mês, entre os dias 4 e 8. Com isso, o resultado acumulado do mês até a última sexta-feira cresceu e outubro já registra entrada líquida de US$ 2,181 bilhões.

Na segunda semana do mês, os dólares ingressaram exclusivamente pela chamada conta financeira, onde são registradas transações para compra e venda de ações e títulos de renda fixa, investimentos produtivos, remessas de lucros e empréstimos, entre outras operações. Por essa via, a semana passada teve ingresso de US$ 1,949 bilhão. O valor é resultado da entrada total de US$ 8,432 bilhões e da saída de US$ 6,483 bilhões. No acumulado de outubro, a conta financeira registra um ingresso líquido de US$ 3,265 bilhões.

Pela conta comercial, os resultados continuam negativos. Na semana passada, a conta registrou saldo negativo de US$ 744 milhões, já que as importações somaram US$ 3,674 bilhões e superaram as exportações de US$ 2,930 bilhões no período. No mês a conta também segue no vermelho, com déficit acumulado de US$ 1,084 bilhão até o dia 8.

No acumulado de janeiro a 8 de outubro, o fluxo cambial está positivo em US$ 19,303 bilhões, sendo que o segmento financeiro tem superávit de US$ 24,824 bilhões e a conta comercial, déficit de US$ 5,521 bilhões.

Reservas

O BC adicionou em outubro, até o dia 8, US$ 2,764 bilhões às reservas internacionais com as compras diárias de dólar realizadas pela instituição no mercado à vista. De acordo com os dados divulgados hoje, o valor se refere apenas às duas primeiras semanas do mês, entre os dias 1º e 8.

Nesse período, a média diárias das intervenções ficou em US$ 461 milhões, valor inferior ao observado em setembro - mês da capitalização da Petrobras -, quando a média diária de compras do BC ficou em US$ 512 milhões. Apesar da retração em relação ao observado no mês anterior, a média diária de outubro segue superior à vista em agosto, quando os leilões retiravam US$ 138 milhões a cada dia do mercado. Em 2010, o BC já comprou US$ 32 124 bilhões do segmento à vista para adicionar às reservas internacionais.

Acordo entre Petrobras e PDVSA corre risco

Com falta de garantias e sem nenhum investimento da estatal venezuelana desde o início do acordo, parceria pode terminar no Nordeste.

A estatal venezuelana de petróleo PDVSA está praticamente fora da refinaria de Pernambuco, segundo fontes que acompanham o desenvolvimento do projeto. Este mês completa um ano desde que foi formalizado o acordo entre a Petrobras e a estatal venezuelana, sem que a PDVSA tenha destinado nenhum centavo à obra.

Dois pedidos de financiamento feitos pela companhia ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já foram negados por falta de garantias. Pode ser o fim melancólico das intenções de negócios comuns que constaram da Aliança Estratégica entre Brasil e Venezuela, estabelecida em fevereiro de 2005, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, contendo um total de 28 acordos.

Naquela época, a então ministra das Minas e Energia Dilma Rousseff, presente à solenidade que reuniu em Caracas 11 ministros venezuelanos e sete brasileiros, assinou 18 protocolos de intenções. Dos 15 relacionados à área de energia, 14 envolviam participação da Petrobras e apenas um deles evoluiu: o da refinaria em Pernambuco, que empacou no estágio de desembolso de recursos entre os sócios.

Até agora, nada de concreto foi efetivado, a não ser a assinatura de contratos para a obra, apenas pela Petrobras, no valor de R$ 9,8 bilhões, em dezembro do ano passado. A estatal brasileira tomou emprestados os recursos no BNDES, como parte dos R$ 25 bilhões que o banco destinou a financiamentos à companhia.

Depois, ficou acertado que a PDVSA ficaria responsável por 40% do empréstimo, seguindo o critério de proporcionalidade dos sócios no empreendimento. A venezuelana tentou, mas não conseguiu aval do banco para sua inclusão no financiamento por falta de garantias compatíveis com as exigências técnicas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Emergentes terão de "engolir" moeda forte, dizem bancos

Banqueiros e investidores mandaram um recado aos países emergentes e desenvolvidos após a conclusão aguada do encontro anual do FMI (Fundo Monetário Internacional): acostumem-se ao novo equilíbrio da economia global, câmbio incluso.

"A mensagem aos emergentes é: acostumem-se com suas moedas fortes. Estamos em um mundo diferente" disse Philip Suttle, economista-chefe do IIF (Instituto de Finanças Internacionais).

"Os mercados veem isso, se ajustam e colocam capital nesses países. Quem tentar resistir a isso vai fracassar."

Para o diretor-presidente do fundo de investimentos Pimco, o maior na gestão de papeis emergentes, trata-se de uma nova normalidade que impõe desafios a todos.

"Isso aparece na migração acelerada das dinâmicas de crescimento e riqueza em direção aos emergentes", disse Mohamed El-Erian em apresentação do Banco Mundial.

O egípcio disse estar "impressionado" com o Brasil.

AGENDA FROUXA

A reunião do FMI terminou com uma agenda frouxa, em que a principal proposta é o monitoramento do quanto a política econômica de um país prejudica a dos demais.

Mas o modelo e a data de início não foram definidos.

O debate principal em Washington --os desequilíbrios globais e o câmbio, que opõe EUA (com desajustes fiscais) e China (com moeda subvalorizada) -- ficou inconcluso, com uma vaga expectativa de definição deixada para a reunião do G20, em novembro, em Seul.

Voz dissonante no IIF, o presidente do Itaú, Roberto Setubal, enfatizou que os emergentes estão agindo no câmbio para "se proteger".

Mas o brasileiro disse depois à Folha ver risco no fato de cada pais tomar medidas de forma independente. "A otimização de cada uma das partes não vai levar à otimização do mundo, vai levar a uma confusão", disse.

Setubal afirmou que não espera "nenhum desastre" no câmbio e que a bola está nas mãos do G20. Para o banqueiro, no entanto, o Brasil terá de se acostumar com um deficit em conta corrente de até 5% do PIB (para 12 meses até julho, foi de 2,2%).

"É administrável, mas acho importante o setor público aumentar o nível de poupança para acomodar a compra de dólar e manter o nível de reservas", afirmou. Ele espera que o dólar varie entre R$ 1,70 e R$ 1,80.

REGULAÇÃO EXCESSIVA

O IIF, que reúne mais de 400 grandes bancos, reclamou do que vê como excesso de regulamentação imposto às instituições após a crise, o que, afirma, encarece o crédito e solapa a capacidade de financiar a retomada global.

"Algumas regulamentações foram longe demais", afirmou Josef Ackerman, diretor-presidente do grupo, citando o recente acordo de Basileia 3, que fixa parâmetros de alavancagem e proteção para os bancos na tentativa de evitar nova bolha.

Os banqueiros criticaram a tentativa de criar uma lista de "instituições grandes demais para falhar", que acabou fora do acordo pelo temor de que virasse uma lista negra na mira dos governos.

Comprar Google ou Apple na Bovespa tem risco elevado

A bolsa paulista já permite a negociação de papéis de gigantes estrangeiras, mas a operação é mais arriscada que a compra de ações de empresas brasileiras.

Desde o último dia 6, a Bovespa permite que os investidores brasileiros negociem papéis do Google, da Apple, do Goldman Sachs e de mais sete grandes empresas estrangeiras. Ao invés de enviar dinheiro para uma conta e tornarem-se clientes de uma corretora no exterior, os investidores podem usar o próprio sistema da bolsa paulista para realizar essas operações. Também na semana passada, Warren Buffett afirmou que as ações americanas estão baratas e que seria um erro deixar de comprá-las.

O investidor que correlaciona esses dois fatos pode imaginar que está diante de uma excelente oportunidade. Afinal, ficou menos burocrático e caro seguir o conselho do "oráculo" Buffett, o investidor que mais ganhou dinheiro nos mercados financeiros na história. Mas a realidade é um pouco mais complexa do que parece. Para especialistas, investir nas ações dessas grandes multinacionais é, neste momento, mais arriscado do que comprar papéis de empresas locais.

O principal motivo é conjuntural. A economia brasileira está hoje em uma situação bem mais favorável que a americana. Enquanto o PIB dos EUA se arrasta e o mercado não descarta uma nova recessão, o Brasil deve crescer mais de 7% neste ano. "A bolsa americana não está cara, mas acho que, hoje, o Brasil é melhor que os EUA para investimentos em ações", diz Alexandre Silvério, superintendente de gestão de fundos da Santander Asset Management.

Outro risco é cambial. Os papéis negociados no Brasil não devem seguir apenas o valor das ações dessas empresas negociadas nas bolsas estrangeiras, mas também devem se ajustar ao câmbio. Logo, um investidor que obtenha um ganho de 3% se as ações da Apple tiverem essa valorização nos EUA perderá todo seu lucro se o dólar tiver caído 3% em relação ao real no mesmo período.

Lógico que esse mesmo investidor poderá potencializar seus ganhos caso se verifique o movimento contrário - o de alta do dólar. O problema é que, neste momento, mesmo com a deterioração das contas externas brasileiras e com a as ações do governo para conter o câmbio, a maior parte do mercado aposta que os países emergentes continuarão a atrair investimentos estrangeiros - o que contribui para derrubar a moeda americana ao redor do planeta.

Falta de liquidez

Por enquanto, os pequenos investidores não poderão usar o home broker para investir nos papéis das empresas americanas. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) só concedeu permissão para que fundos e grandes investidores possam negociá-los. Por trás da proibição, está a necessidade de proteger o pequeno investidor.

As empresas americanas serão negociadas na Bovespa de forma indireta, através de Brazilian Depositary Receipts (BDRs). Sempre que um investidor comprá-los, vai receber um recibo que pode ser convertido na ação negociada nas bolsas estrangeiras. Esse recibo será emitido pelo banco alemão Deutsche Bank, que será responsável por comprar no exterior a ação que garante sua validade.

Como a empresa que emitiu a ação não participa desse processo, ela também não fica obrigada a cumprir algumas das normas básicas do mercado brasileiro, como emitir balanços em português ou seguir as normas contábeis locais. Esse é o motivo que levou a CVM a permitir que as pessoas físicas invistam em BDRs apenas por meio de fundos de investimento que comprem esses papéis. Assim, caberá a um profissional qualificado, o gestor, avaliar os riscos.

Mas, no curto prazo, essas restrições acabam por limitar a liquidez dos BDRs. Além disso, pesquisas mostram em todo o planeta que os gestores de fundos costumam investir muito mais no mercado de origem do que no exterior - o que, no jargão dos investidores, é chamado de "viés local". Também contribui para minguar as negociações as proibições impostas pelos estatutos de muitos fundos para investimentos nesses BDRs. Mesmo os fundos de ações sem essa restrição só podem aplicar 10% do patrimônio em ativos denominados em moeda estrangeira - no caso dos multimercados, esse limite sobe para 20%.

O problema da falta de liquidez é que o risco de investir na Apple por meio de BDRs acaba sendo bem maior do que investir na Apple diretamente em alguma bolsa americana. "Se não houver liquidez, o gestor prefere comprar esse papel no exterior, mesmo com a burocracia e as despesas maiores, para não correr o risco de ter de dar um grande desconto para achar um comprador na Bovespa quando quiser vendê-lo", diz William Eid Jr., professor do Centro de Estudos em Finanças da FGV.
Atenuantes

Os problemas de liquidez devem ficar menores com o tempo. A tendência é que muitos fundos alterem seus estatutos para permitir esse tipo de investimento. No longo prazo, outros fundos podem ser criado com a finalidade específica de investir em BDRs - ainda que nenhum grande banco confirme ter esse plano até agora. O mercado ainda acredita que, no futuro, a CVM deverá permitir que fundos de pensão e pessoas físicas qualificadas (aquelas que têm mais de 300.000 reais em aplicações financeiras) também possam investir diretamene em BDRs.

A Bovespa tambem já realiza esforços para aumentar a liquidez dos BDRs no curto prazo. Acorretora Indusval foi escolhida para atuar como formador de mercado dos papéis. Isso quer dizer que a instituição se compromete a sempre colocar uma ordem de compra e outra de venda de mil papéis para todas as dez grandes empresas estrangeiras com BDRs negociados na Bovespa. O problema é que a cotação estabelecida para a execução dessas ordens pode ser até 7% inferior à última transação realizada no mercado. "Mas, na prática, trabalhamos com um spread bem menor", diz Alexandre Atherino, sócio-diretor da corretora Indusval. "Por um pouco menos que o valor de mercado, vale a pena eu comprar um BDR e depois revendê-lo no exterior para me apropriar desse pequeno ganho."

Ele acredita que logo essas operações de arbitragem entre BDRs no Brasil e ações no exterior serão uma das grandes provedoras de liquidez para os novos papéis. Hoje, esse tipo de operação já é bastante popular no sentido contrário. Muitos investidores americanos compram American Depositary Receipts (ADRs) de empresas brasileiras nos EUA para revendê-los na Bovespa com um pequeno lucro, e vice-versa.

Outra estratégia envolvendo BDRs deve ser utilizada por fundos long-short, que operam comprados em uma ação e vendidos em outra para tentar ganhar com a diferença de desempenho entre as duas. Agora os investidores poderão comprar ações da Natura e vender BDRs da Avon, comprar ExxonMobil e vender Petrobras ou comprar Bank of America e vender Itaú Unibanco, entre outras opções. A vantagem desse tipo de operação é eliminar o chamado "risco de mercado", já que a queda do preço do petróleo, por exemplo, tende a ter um efeito negativo parecido tanto para as ações da Exxon quanto para as da Petrobras.

Por último, os investidores veem uma oportunidade de diversificação a partir do lançamento desse novo produto. Todos os dez BDRs lançados (Apple, Google, Bank of America, Arcelor Mittal, Goldman Sachs, Avon, Walmart, ExxonMobil, McDonald's e Pfizer) são de empresas globais que podem aproveitar o crescimento dos países emergentes. Paralelamente, são companhias que tendem a ser bastante beneficiadas no momento em que a economia americana der sinais mais firmes de recuperação - para a alegria de Warren Buffett e de seus seguidores.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Embratel compra 143,8 milhões de ações da NET

Com a operação, participação na empresa chega a 77,3%.

A companhia mexicana América Móvil, através de sua filial brasileira Embratel, informou hoje que adquiriu 143,8 milhões de ações da operadora de televisão e internet de banda larga NET, por R$ 3,307 bilhões.

A operação aumenta a participação da Embratel na NET de 35% para 77,3%.

A América Móvil afirmou em comunicado que a Embratel concluiu ontem sua oferta pelas ações "sem direito a voto" da NET a um preço de R$ 23 por ação.

A legislação brasileira impede que uma companhia estrangeira seja dona de uma operadora de televisão nacional, por isso a Globo Comunicação e Participações S.A. manterá o controle das ações com direito a voto.

A NET, que controla 48% do mercado de televisão por assinatura e 25% do mercado de internet por banda larga, atende a mais de 11 milhões de domicílios no Brasil.

A operação anunciada hoje permitirá à América Móvil oferecer novos serviços no país, além do de telefonia fixa, através da Embratel, e móvel, através da operadora Claro.

A América Móvil, do empresário mexicano Carlos Slim, conta com 259 milhões de clientes no continente.

Japão aprova plano de reativação de 44 bi de euros

Governo quer usar a verba para aumentar a ajuda social e incentivar o crescimento com criação de empregos.

O governo japonês aprovou nesta sexta-feira uma verba suplementar de 5,05 trilhões de ienes (44 bilhões de euros) para financiar um plano de reativação da economia, ameaçada pela deflação e pela desaceleração do crescimento mundial, anunciaram os meios de comunicação.

O primeiro-ministro de centro esquerda, Naoto Kan, adotou no início de setembro um plano de apoio à atividade de 920 bilhões de ienes (mais de 8 bilhões de euros).

A verba decidida nesta sexta-feira será submetida ao Parlamento e as medidas visarão cinco aspectos considerados prioritários: emprego, crescimento econômico, ajuda social, economia regional e revisão das regulamentações consideradas contraproducentes.

Os detalhes do plano serão divulgados em breve, informaram as agências Kiodo e Dow Jones Newswires.

Vítima de uma violenta recessão em 2008-2009, a economia japonesa voltou a crescer este ano puxada pelas exportações, mas o avanço parece ter perdido força nos últimos meses devido à redução da demanda externa e da valorização do iene, que encarece as exportações, além de uma deflação persistente.

Várias medidas de fomento, como o apoio estatal para a compra de carros e de eletrodomésticos "ecológicos" estão terminando, após estimularem o consumo desde o ano passado.

A manutenção destas medidas é dificultada pela estreita margem orçamentária do Japão, cuja dívida representa cerca de 200% do Produto Interno Bruto.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Net: Slim garante 70% da empresa por R$ 3,3 bi

Adesão de acionistas ao preço de R$ 23 ficou acima de dois terços, regra definida para o sucessi da operação.

A operação de oferta pública de aquisição voluntária de ações preferenciais da Net Comunicações (NETC4), realizada na tarde desta quinta-feira (7), terminou com um resultado que atendeu ao desejo da Embratel de ampliar a sua participação na companhia, segundo informações da BM&FBovespa.

A condição necessária para que o grupo do bilionário mexicano Carlos Slim aumentasse a sua participação na Net - mais do que 131,460 milhões (dois terços das ações em circulação) - foi alcançada. Ao todo, foram negociadas 143,853 mihões de ações preferenciais ao preço de 23 reais. Os papéis adquiridos pela Embratal representam pouco mais de 70% das 199.124.767 ações da companhia no mercado.

Caso menos de dois terços das ações preferenciais da Net (NETC4) em circulação tivessem sido vendidas, o grupo de Slim teria de se contentar com apenas 1% do capital da Net, segundo as regras definidas para a operação. O leilão movimentou 3,308 bilhões de reais em 1.795 negócios no pregão.

Aposta de estrangeiro na alta do real é recorde

Investidores estrangeiros têm procurado alternativas para driblar o IOF, que sofreu um recente aumento.

O investidor estrangeiro tem reforçado a procura por alternativas para driblar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cuja alíquota foi elevada de 2% para 4% na segunda-feira.

O objetivo do governo com a medida é tentar conter a alta do real ante o dólar. O movimento fica claro na aposta de estrangeiros no mercado futuro de câmbio da BM&FBovespa. Nos últimos dias, a posição desses investidores a favor do real bateu recorde.

Ontem, ao final dos negócios, a aposta pró-moeda brasileira somava aproximadamente US$ 13 bilhões. Na segunda-feira, quando já havia a expectativa de alguma mudança no câmbio, beirou os US$ 15 bilhões. É um dado importante, porque há forte relação entre as posições no mercado futuro e a tendência para o dólar no mercado à vista. Ontem, a moeda americana subiu 0,60%, para R$ 1,68.

O governo detalhou ontem alguns pontos da medida. Embora tenha como objetivo principal frear o fluxo de dinheiro estrangeiro para a renda fixa (por causa da elevada taxa de juros brasileira hoje em 10,75% ao ano), o IOF mais alto vai valer também para aplicações de estrangeiros em fundos de ações e multimercados, além de debêntures. Na prática, o que ficou de fora foi o investimento em ações.

Também ontem o Conselho Monetário Nacional (CMN) divulgou nova medida que abre espaço para o Tesouro comprar quase US$ 11 bilhões adicionais no mercado cambial. A ideia do governo é criar mais demanda pela moeda americana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

BlackRock cética com Petrobras e otimista com OGX

Will Landers, gestor para América Latina do fundo, revela também a projeção de 90 mil pontos para o Ibovespa em 2011.

A capitalização da Petrobras (PETR4); (PETR3) parece ter minado a confiança dos investidores na estatal brasileira. Nos últimos dias, Barclays e Itaú já reduziram fortemente as projeções para a empresa para assumir o cenário pintado após a megaoferta de R$ 120 bilhões realizada em setembro. Agora, um tradicional investidor, a BlackRock, revela também que não vê razões para ampliar o investimento nos papéis da Petrobras, mesmo após a queda de aproximadamente 28% dos papéis no ano.

"Como brasileiro, o fato de que a Petrobras pôs uma oferta de 70 bilhões de dólares a dez dias da eleição presidencial mostra claramente a diferença do Brasil de 2010 em relação ao de 2002. Agora, como acionistas - e somos acionistas desde que os fundos existem - o que fizemos foi reduzir um pouco a posição em Petrobras no começo do ano. O mercado estava muito ansioso com a operação e o preço não foi atrativo para aumentar a nossa posição agora", explica Will Landers, gestor para a América Latina da BlackRock, em entrevista ao Site Exame.

A BlackRock, maior gestora de fundos do mundo, é a maior acionista privada na Petrobras, de acordo com os dados publicados ao final de agosto. Para Landers, é difícil salientar os possíveis catalisadores de curto prazo para as ações da Petrobras. "Ela tem ativos super bons, mas ficou caro para ela explorar as concessões. Além disso, o plano de investimentos de 225 bilhões de dólares precisará aumentar e a empresa irá continuar com uma fluxo de caixa negativo por cinco anos. Nesse cenário, os retornos deveriam ser mais altos, não mais baixos", diz.

Com isso, Landers afirma que está mais interessado em outros papéis listados na bolsa brasileira, como Vale, Itaú, AmBev, Cyrela "e outras de construção civil que nos parecem mais atrativas em uma visão de 6 a 12 meses", ressalta. Indagado sobre as projeções para a OGX (OGXP3), o gestor revela que gosta dos papéis e que eles estão entre os 10 principais do seu portfólio. "A aquisição de parte da Repsol Brasil pela Sinopec mostra o interesse em ativos no Brasil", explica. A chinesa pagou cerca de 7 bilhões de dólares por 40% do capital da empresa.

Olho na OGX

"Mas é bom destacar que existem duas diferenças entre a Repsol e a OGX. A OGX é a operadora dos campos em que possui, enquanto a Repsol é minoritária da Petrobras e não sabe quando os campos serão explorados. Além disso, a Repsol está em águas profundas e a OGX em águas rasas. No nível entre 22 e 23 reais, as ações da OGX são interessantes e ajudam a compensar as perdas com a Petrobras", diz. Para ele, teoricamente, o custo de exploração e o risco da OGX é mais baixo. "Quem comprar uma participação na OGX entrará ao lado do controlador. Na Repsol o acionista é minoritário do minoritário".

Por fim, Landers revelou otimismo com o mercado de ações brasileiro para o próximo ano. "Tirando o desconto de Petrobras, as eleições e medo de uma alta mais elevada nos juros, o Ibovespa continua negociando abaixo dos emergentes, da média mundial e dos mercados desenvolvidos. Os riscos intrínsecos vêm caindo. Em 6 meses achávamos que 75 mil seria bom. Agora, acho que 90 mil pontos para o índice no segundo semestre do ano que vem é factível", diz.

Lopes pode levantar mais de R$210 mi em oferta primária de ações

Período de reserva tem início na próxima quarta-feira, 13 de outubro.

O grupo imobiliário Lopes pode obter mais de 210 milhões de reais com uma oferta pública primária de ações ordinárias.

A empresa planeja emitir inicialmente 4,8 milhões de ações, conforme prospecto divulgado nesta quarta-feira. Considerando a cotação de fechamento do papel na véspera, que foi de 32,50 reais, a operação pode levantar 156 milhões de reais.

Esse montante, contudo, pode ser elevado se considerada a possibilidade de acréscimo de até 15 por cento na quantidade de ações ofertadas no lote suplementar (720 mil ações) e de até 20 por cento no lote adicional (960 mil ações). Com isso, a Lopes pode levantar 210,6 milhões de reais.

O período de reserva tem início na próxima quarta-feira, 13 de outubro, e se encerra no dia 20 do mesmo mês.

Investidores de varejo podem participar da oferta com aporte mínimo de 3 mil e máximo de 300 mil reais. Já as intenções de investimento que superarem esse teto serão enquadradas na oferta institucional.

A fixação do preço por ação ocorre em 21 de outubro e os novos papéis da Lopes começam a ser negociados na Bovespa quatro dias depois.

A companhia havia informado no início de setembro que os recursos obtidos serão destinados à aceleração do plano de crescimento, além de expansão da base acionária e da liquidez das ações.

A oferta, que também incluirá esforços de colocação das ações no exterior, é coordenada pelos bancos Itaú BBA (líder), BTG Pactual e Goldman Sachs do Brasil.

BR Malls inagura shopping em Sete Lagoas

A BR Malls inaugurou hoje o Shopping Sete Lagoas, na cidade de mesmo nome, em Minas Gerais. As obras do shopping começaram em novembro de 2009 e foram realizadas dentro do cronograma previsto. O investimento no empreendimento alcançou R$ 49,3 milhões, o equivalente a R$ 3 mil por metro quadrado, o menor entre os projetos da companhia, graças à otimização do tempo de construção, destacou a companhia em nota. O shopping foi inaugurado com 100% de sua área bruta de locação (ABL) comercializada, acima da expectativa da empresa, que era de 92%. Com o empreendimento, a BR Malls passa a ter mais 11,5 mil metros quadrados de ABL próprio, totalizando 533,4 mil metros quadrados, distribuídos em 38 shoppings.

Rating elevado Hoje, a agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou a nota da BR Malls em moeda estrangeira de "BB-" para "BB", com perspectiva estável. O novo rating reflete a liderança da companhia no mercado brasileiro de shopping centers, bem como sua geração de fluxo de caixa estável e previsível. A Fitch cita ainda o ambiente positivo da economia brasileira, a diversificação geográfica da base de receitas da empresas; e a reduzida necessidade de capital de giro, uma vez que os locatários são responsáveis pela maior parte das despesas de manutenção. Os ratings também levam em conta a agressiva estratégia de expansão da BR Malls.

Wall Street mira o Brasil, diz jornal

Wall Street Journal diz que investidores estrangeiros estão fugindo da regulamentação financeira cada vez maior nos países desenvolvidos.

Com a regulamentação financeira cada vez maior em Washington, Londres e Basiléia, os investidores em Wall Street estão voltando-se ainda mais para os mercados emergentes, entre eles o Brasil. A análise foi publicada nesta quarta-feira, pelo Wall Street Journal.

De acordo com a reportagem, até agora, 47% das atividade de subscrição de ações no ano ocorreram em mercados emergentes. Em 2005, esse número era 22% e, em 1995, não passava de 9%. Os dados são de uma pesquisa realizada pela empresa Dealogic.

O Wall Street Journal lembra ainda que duas das maiores ofertas de ações em 2010 foram de mercados emergentes: os US$ 70 bilhões levantados pela capitalização da Petrobras e os US$ 22 bilhões do IPO do Agricultural Bank of China.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Apple, Google e Mc Donald's negociam ações no Brasil

Os papéis serão emitidos pelo Deutsche Bank S/A, por meio das chamadas BDRs - Brazilian Depositary Receipts.

Ações da Apple, Google e mais oito grandes empresas estrangeiras passam a ser negociadas no mercado de capitais brasileiro.

Os papéis serão emitidos pelo Deutsche Bank S/A, por meio das chamadas BDRs - Brazilian Depositary Receipts, certificados representativos de valores mobiliários emitidos por companhias abertas com sede no exterior.

O lote envolve BDRs das seguintes empresas: Bank of America Corporation e Goldman Sachs Group Inc. (setor financeiro), Avon Products Inc. (bens de consumo), Wal Mart Stores Inc. (varejo), Exxon Mobil Corporation (petróleo e gás), McDonald’s Corp. (alimentação) e Pfizer Inc. (setor farmacêutico), além das tecnológicas Apple Inc. e Google Inc., todas listadas em bolsas norte-americanas.

São BDRs de "nível 1", que, de acordo com a BM&F (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros), são considerados como investimento no exterior.

Sua emissão e seu registro são de responsabilidade de uma instituição depositária no Brasil, sem qualquer participação das companhias. A negociação será no mercado de balcão organizado do segmento Bovespa.

Governo dobra imposto sobre estrangeiros para conter queda do dólar

O governo decidiu dobrar a alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incidente sobre investimentos estrangeiros em renda fixa a partir desta terça-feira, na tentativa de brecar a recente queda do dólar.

A alíquota subirá de 2% para 4%, anunciou nesta segunda-feira (4) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em rápida conversa com jornalistas na portaria do ministério. O imposto sobre o investimento em ações foi mantido em 2%.

Nesta segunda-feira, o dólar comercial fechou em alta de 0,65%, a R$ 1,692 na venda. Esta foi a primeira valorização nos últimos oito dias. Na última sexta-feira (1º), o dólar registrou o menor valor dos últimos dois anos, a R$ 1,681 na venda.

“É exclusivamente para renda fixa porque achamos que há um interesse crescente dos estrangeiros nessa modalidade. Isso não altera o IOF para aplicação na Bolsa, que continua em 2%”, disse Mantega.

“Essa é uma medida para evitar que o real se valorize e prejudique as exportações brasileiras. Essa medida vem reforçar aquilo que foi feito um ano atrás”, declarou o ministro.

Mantega também afirmou que não é apenas uma "guerra cambial" que se vê no mundo, mas também uma tendência de "guerra comercial".

Segundo ele, os países desenvolvidos deveriam adotar políticas fiscais para estimular a demanda e não ficarem tão dependentes das exportações, o que acaba incentivando atuações para enfraquecer as moedas locais.

Na semana passada, Mantega negou que o governo brasileiro estivesse prestes a adotar um aumento do IOF. “Não está prevista nenhuma alteração [de IOF] neste momento. Depois das eleições não sei”, disse na terça-feira (28).

O mercado especulava, porém, acreditavam que tal medida ficaria para depois do segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo analistas, parte da queda do dólar nos últimos dias ocorreu devido à forte entrada da moeda no Brasil. Temendo um eventual aumento do imposto cobrado, investidores estrangeiros teriam antecipado o envio de recursos ao país.

Nesta segunda-feira, Mantega acrescentou que havia uma perspectiva no governo de que, passada a operação de capitalização da Petrobras, o fluxo de capitais para o país diminuísse -o que não se confirmou. “Eu achei que ia parar, mas continuou a pressão de valorização (o real)”, disse.

Juro elevado

Mantega citou que o Brasil é atrativo para investimentos porque tem juro elevado, enquanto o restante do mundo está trabalhando com taxas baixas.

“Isso favorece, por exemplo, a aplicação de um japonês... Ele pega dinheiro emprestado lá e aplica aqui a 10,75% e ganha a diferença”, afirmou.

Vale planeja investimentos de até US$ 25 bilhões para 2011, diz jornal

O plano de investimentos da Vale (VALE5) para 2011, que deve ser concluído este mês, pode contar com um acréscimo de US$ 10 bilhões em relação ao orçamento programado para este ano, segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo desta terça-feira.

Citando fontes não identificadas, a publicação afirma que o investimento será recorde, entre US$ 23 bilhões e US$ 25 bilhões, sem considerar possíveis gastos com aquisições.

Ainda de acordo com o jornal, o anúncio do novo plano deve ser feito durante o Vale Day, em 18 de outubro, em Nova York.

O montante previsto significaria quase o dobro do volume programado para 2010. A mineradora previa inicialmente um orçamento de US$ 14 bilhões para este ano, mas cortou o valor em US$ 5 bilhões em decorrência da crise mundial.

Depois, com a retomada da demanda mundial por matérias-primas, a Vale elevou para US$ 12,9 bilhões o investimento para o ano corrente, acrescenta a publicação.

O jornal também afirma que, além da retomada de aquisições de minas, a área de fertilizantes deve ganhar importância no plano do ano que vem. A mineradora já anunciou que pretende investir US$ 12 bilhões nos próximos anos e ganhar a vice-liderança nos segmentos de fosfato e potássio até 2014.

Procurada pela Reuters, uma porta-voz da Vale não confirmou os números e disse que a mineradora não comentaria a reportagem.

Na segunda-feira, a Vale anunciou a assinatura de acordo com a Export Development Canada (EDC), agência de crédito à exportação do Canadá, para o financiamento em infraestrutura de projetos voltados a exportação e oportunidades de novos negócios no país, no valor de até US$ 1 bilhão.

Também na véspera, a mineradora de carvão norte-americana Drummond recebeu ao menos quatro ofertas pelas suas operações na Colômbia, sem deixar claro se conseguiu o valor entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões que esperava.

De acordo com as fontes, a Vale estaria entre as mineradoras que fizeram propostas, além de Glencore International, Xstrata e a investidora Vallar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Rádio Cash: Os dólares chineses fazem de OGX a recomendação do século

Depois de comprarem 40% da Repsol, investidores devem ficar de olho na empresa de petróleo de Eike Batista.

Os chineses estão cheios de dólares. Mas o que eles farão com todo esse dinheiro? A Rádio Cash desta semana debate o destino de todo esse dinheiro hoje aplicado nos títulos de longo prazo do Tesouro americano. "Eles não vão comprar euro ou ouro, o que vão comprar? África e Brasil", diz Paulo Gala.

Para Marcos Elias, parte dessa montanha de dinheiro deve desembarcar no Brasil. Um bom exemplo disso foi a recente aquisição de 40% da Repsol Brasil por US$ 7,1 bilhões pelo equivalente a 15 dólares por barril. "Isso, para a OGX (OGXP3) dá o equivalente a um preço de 60 reais por ação da OGX", explica.

O tema do desempenho do real em relação ao dólar também entrou na roda. O câmbio irá ladeira abaixo até que o governo não aguente mais e invente uma pirotecnia, afirma Paulo Gala. "Ele pode anunciar o aumento do IOF ou limitar a posição dos bancos em dólar ou em mercados derivativos", sugere.

Clique na imagem abaixo para acompanhar o áudio do programa desta semana. Comente e sugira pautas em radio@empiricus.com.br. A Rádio Cash também está disponível no iTunes.

Coreanos pagarão R$ 1,194 bilhão por fatia da MMX

Mineradora de Eike Batista divulga os termos definitivos do acordo com a SK Networks e incorporação de parte da LLX.

A MMX, mineradora do empresário Eike Batista, divulgou os termos definitivos do acordo com a sul-coreana SK Networks. A empresa pagará 1,194 bilhão de reais para comprar 85,490 milhões de ações ordinárias emitidas pela MMX. A transação equivale a um preço de 13,963 reais por papel. Para tanto, Eike e a Centennial Asset vão ceder parte de seus direitos de preferência aos coreanos.

O acordo havia sido divulgado em meados de setembro, mas os detalhes só foram comunicados nesta sexta-feira (1º/10). O conselho de administração da MMX aprovou a emissão de um volume maior de ações ordinárias - 266,680 milhões de papéis, perfazendo um total de 3,723 bilhões de reais.


A MMX também assinou um acordo de fornecimento de minério de ferro de longo prazo com a SK Networks. Os coreanos terão direito a uma produção equivalente à sua participação no capital da empresa. Também foi acertada a opção de comprarem até 50% da produção de minério das reservas da MMX no Chile.

Debêntures

A MMX aproveitou a necessidade de emitir novas ações para resolver outra questão: extinguir as debêntures perpétuas que lançou em abril do ano passado. Esses títulos totalizavam 488,059 milhões de reais. Por isso, os detentores das debêntures da MMX vão subscrever 26,904 milhões de ações, somando 375,665 milhões de reais.

A diferença entre o valor total das debêntures da MMX e das ações subscritas será coberta pela cessão de debêntures da Anglo Ferrous Brazil. Essa operação envolverá 112,394 milhões de reais.

Além da SK Networks, as ações também destinam-se aos detentores das debêntures lançadas pela MMX em setembro do ano passado. Esse grupo subscreveu 26,904 milhões de novas ações, totalizando 375,665 milhões de reais. O objetivo foi extinguir as debêntures da MMX. Para tanto, além das ações ordinárias, os detentores desses títulos receberam também

Cisão da LLX

A chegada dos coreanos à MMX mexeu, ainda, com outra empresa do Grupo EBX: a LLX, seu braço de logística. O conselho de administração da LLX aprovou a cisão de parte de seus ativos - a LLX Sudeste Operações Portuárias. Essa subsidiária será agora incorporadapela Centennial.

Para os acionistas da LLX, em troca, serão oferecidos 694,719 milhões de ações ordinárias da Centennial. O montante equivale a 70% das ações em circulação da Centennial após a cisão da LLX. A Centennial também terá seu nome mudado para PortX Operações Portuárias.

Oferta pela PortX

O próximo passo da operação será dado pela MMX. Quando a subsidiária da LLX for incorporada pela Centennial, e seu nome for mudado para PortX, a MMX fará uma oferta para adquirir até 100% de suas ações.

A operação envolverá a troca das ações da PortX por dois tipos de papéis da MMX. A mineradora oferecerá o equivalente a 1,8 bilhão de dólares em participação nos lucros por meio de debêntures. Outros 441 milhões de dólares virão da emissão de novas ações ordinárias da MMX, ao preço de 13,963 reais por papel.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Prazo para direito de preferência na MMX vai até o dia 3 de novembro

A mineradora do grupo de Eike Batista, MMX (MMXM3), divulgou nesta sexta-feira detalhes sobre o aumento de capital previsto no acordo assinado na véspera em que a sul-coreana SK Networks tornou-se sócia da empresa.

A MMX vai fazer um aumento de capital de até R$ 3,72 bilhões por meio da subscrição e integralização de no mínimo 112.395.272 ações ordinárias no valor total de R$ 1,569 bilhão.

O preço de emissão por ação é de R$ 13,963, prêmio de 9,4% sobre o preço médio nos 30 pregões anteriores a 13 de setembro na BM&FBovespa.

Acionistas detentores de ações ordinárias da MMX terão direito de preferência na subscrição do aumento de capital a uma razão de cerca de 0,5638 ação por papel detido. O direito deverá ser exercido entre esta sexta-feira e 3 de novembro.