sexta-feira, 29 de julho de 2011

Produção de aço da China irá desacelerar no 2o semestre,diz Cisa

XANGAI, 29 de julho (Reuters) - O crescimento da produção siderúrgica da China pode desacelerar no segundo semestre deste ano, uma vez que a fraca demanda por produtos planos verá pouca melhora, afirmou o presidente da associação que reúne as usinas do país.

A demanda por produtos de aços planos, usados em automóveis máquinas e equipamentos e eletrodomésticos, verá um pequeno crescimento na segunda metade do ano, resultando em uma expansão mais lenta na comparação com o primeiro semestre, afirmou Zhu Jimin, presidente da Associação de Ferro e Aço da China (Cisa), em uma reunião interna da entidade.

Os comentários de Zhu foram publicados pelo site da Cisa nesta sexta-feira.

A produção total de aço bruto da China continuou em níveis recordes nos últimos meses, com uma média de produção diária de mais de 1,9 milhão de toneladas este ano, ante 1,7 milhão em 2010. A demanda por aços longos usados em construção civil continua forte, enquanto o país promove campanha para construir milhões de moradias populares.

O consumo aparente de vergalhões cresceu 11,4 por cento no primeiro semestre de 2011 sobre o mesmo período do ano passado, enquanto o de tiras subiu apenas 3,7 por cento.

Zhu afirmou ainda que as usinas integrantes da Cisa viram suas margens de vendas caírem 0,40 ponto percentual sobre um ano antes, para 3,14 por cento no primeiro semestre.

(Por Ruby Lian e Fayen Wong)

Republicanos adiam votação no Congresso sobre dívida dos EUA

Washington - Parlamentares do Partido Republicano adiaram para mais tarde nesta quinta-feira a votação na Câmara dos Deputados sobre um projeto de curto prazo para elevar em 900 bilhões de dólares o teto do endividamento do país.

Um assessor da líder democrata na Casa, Nancy Pelosi, disse que o deputado Steny Hoyer, seu colega de legenda, contou a membros do Partido Democrata que os republicanos decidiram adiar a votação.

Os republicanos estão buscando apoio para a aprovação do plano, mas se espera uma votação muito apertada.

A razão para o adiamento da votação, que inicialmente se esperava que fosse realizada no início da noite, não ficou clara de imediato, mas o presidente da Câmara, John Boehner, tem se esforçado para obter apoio para sua proposta.

Um assessor republicano disse que o projeto será votado ainda nesta quinta-feira.

Gol reduz previsão de margem operacional para 2011

São Paulo - A Gol anunciou na noite desta quinta-feira que reduziu sua previsão de margem operacional para 2011, uma vez que custos maiores de combustíveis e despesas com investimentos em pessoal devem impactar o lucro.

Em comunicado ao mercado, a Gol afirmou que estava diminuindo sua projeção para o lucro antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês), ou margem operacional, de uma faixa de 6,5 e 10 por cento para 1 e 4 por cento.

Embora tenha elevado sua previsão de crescimento da demanda doméstica de 10 a 15 por cento para 12 a 18 por cento, a expansão na oferta de assentos no mercado cresceu 14,4 por cento no primeiro semestre do ano.

"A companhia adotou uma estratégia prudente em termos de adição de capacidade", afirmou a empresa no documento.

A Gol disse que seus números revisados para 2011 levaram em conta os preços mais elevados dos combustíveis, que responderam por 40 por cento do total de custos da companhia nos primeiros seis meses do ano.

A companhia também citou custos adicionais com a contratação de 395 copilotos em fase de treinamento para garantir os planos futuros de crescimento sustentável.

A Gol também irá encerrar suas operações de voos fretados com as seis aeronaves Boeing 767, e a devolução antecipada de três aviões desse modelo acarretou despesas adicionais.

Na quinta-feira, a ação da Gol fechou em queda de 1,5 por cento, a 15,31 reais. O Ibovespa, que reúne as principais ações brasileiras, subiu 0,72 por cento.

Fusão entre Dasa e MD1 deve ser suspensa pelo Cade, diz jornal

São Paulo - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai suspender a fusão entre a Diagnósticos da América (Dasa) e a MD1 Diagnósticos, segundo reportagem do jornal Valor Econômico publicada nesta quinta-feira (28). O Cade está preocupado com a diminuição da concorrência que a união das duas empresas pode gerar no setor, concentrando 55% do mercado de diagnósticos laboratoriais.

Segundo o jornal, as empresas podem assinar um acordo para manter a separação de suas estruturas ou podem deixar que os conselheiros do Cade decidam os termos da fusão. No entanto, se nenhuma das providências forem tomadas, o órgão antitruste pode determinar medida cautelar e suspender a operação de união.

As duas empresas, segundo o Valor, estão integrando as suas operações há seis meses, o que tornaria a separação das empresas mais difícil quando a suspensão da fusão for oficializada.

O MD1 tem como controlador o empresário Edson Godoy Bueno, que administra a rede de planos de saúde Amil. Bueno, segundo o jornal, acredita que a Amil pode crescer com o laboratório Dasa, oferecendo melhores preços aos seus clientes.

Lucro da Embraer sobe 51,2% no 2º trimestre, para R$ 153,8 mi

São Paulo - A Embraer registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 153,8 milhões no segundo trimestre do ano, crescimento de 51,2% ante os R$ 101,7 milhões registrados no mesmo período de 2010. No ano, a empresa acumula lucro de R$ 328,1 milhões.

A receita líquida caiu 10,9%, para R$ 2,168 bilhões, ante R$ 2,435 bilhão de abril a junho de 2010. No primeiro semestre, a receita líquida acumula R$ 3,925 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) atingiu R$ 250,3 milhões no segundo trimestre, queda de 15,9% ante os R$ 297,7 milhões apurados no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda caiu de 12,2% no segundo trimestre de 2010 para 11,5% em 2011. No ano, o Ebitda soma R$ 510,1 milhões.

As entregas da Embraer no segundo trimestre deste ano totalizaram 48 aeronaves, 25 jatos comerciais e 23 jatos executivos. Em 30 de junho de 2011, a carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) totalizava US$ 15,8 bilhões. No mesmo período do ano passado o número de entregas tinha sido de 69 aeronaves e o backlog somava US$ 15,2 bilhões.

Com relação ao futuro, as principais expectativas dizem respeito à decisão da companhia americana Delta de renovar sua frota de jatos regionais, o que deve gerar uma encomenda de 100 novos aviões. O anúncio é esperado para outubro. Além disso, a decisão recente da Boeing de remotorizar seus aviões do modelo 737, na busca de menor consumo de combustível, ao invés de desenvolver um avião completamente novo, agora transfere para a Embraer a expectativa do que fazer no futuro com sua linha de e-jets. A Embraer estava aguardando o anúncio da Boeing para decidir o que fazer. A Airbus já havia comunicado no final do ano passado sua opção de modernizar os motores dos seus aviões.

Previsões

A Embraer anunciou, também nesta quinta, revisão nas suas estimativas para este ano. Segundo a empresa, a estimativa de receita líquida, que era de US$ 5,6 bilhões, agora foi revista para US$ 5,8 bilhões. Com isso, a companhia passou a prever o resultado e a margem operacional de US$ 465 milhões e 8%, respectivamente, ante os US$ 420 milhões e 7,5% anteriormente estimados.

Pacote cambial desorienta mercado

O pacote cambial focado no mercado de derivativos causou surpresa e desorientação no sistema financeiro. E a decisão do Ministério da Fazenda, anunciada ontem, de adiar para 5 de outubro o recolhimento do IOF sobre as posições vendidas em derivativos cambiais era o mínimo que o governo poderia fazer para permitir que o mercado tenha tecnicamente condições de cumprir as novas determinações. A postergação do recolhimento, embora a cobrança tenha entrado em vigor ontem, foi um pleito feito ao governo por instituições financeiras em reunião na quarta com integrantes da equipe econômica.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Gol e TAM caem com receio que alta de petróleo afete lucros

São Paulo - A Gol Linhas Aéreas Inteligentes SA e a Tam SA caem pela primeira vez em três sessões após o Credit Suisse Group AG dizer que o aumento no preço do petróleo pode reduzir os lucros das companhias aéreas.

Às 13h53, a Gol caía 1,7 por cento, para R$ 16,72, enquanto os papéis da Tam estavam em queda de 1,3 por cento para R$ 33,85. No mesmo horário, o índice Ibovespa operava em baixa de 0,04 por cento.

“Vemos as empresas fortemente afetadas pelo aumento no preço do petróleo”, escreveu Luiz Otavio Campos, analista do Credit Suisse, em relatório com data de ontem. “O real fortalecido está ajudando a compensar o impacto nos custos, mas não o suficiente para sustentar margens em níveis similares aos de 2010.”

O preço de petróleo subiu por quatro semanas consecutivas e tem alta de 25 por cento em um ano. Os contratos para entrega em setembro chegaram a cair 1,4 por cento na New York Mercantile Exchange hoje. O real acumula alta de 50 por cento desde o final de 2008, o maior ganho entre 25 moedas de mercados emergentes acompanhadas pela Bloomberg.

Mantega deve anunciar hoje mais uma medida cambial

Brasília - Depois de uma queda mais acentuada do dólar, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve anunciar mais uma medida cambial para enfrentar o problema da valorização do real. O anúncio deve ser feito ainda na manhã de hoje, segundo apurou a Agência Estado.

Desde o início da semana, Mantega tem demonstrado desconforto com o maior recuo da moeda norte-americana e sinalizado a possibilidade de adoção de novas medidas. Na reunião de ontem do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro afirmou que medidas cambiais combinadas com ações na área comercial seriam adotadas no Brasil para combater os efeitos de desvalorizações cambiais "artificiais" de moedas estrangeiras. Ele chegou a dizer que não iria deixar a guerra cambial derrotar o País.

Na segunda-feira, em evento em São Paulo, Mantega também ameaçou com novas medidas. Desde o início do ano, quando o governo intensificou o arsenal de ações para combater a queda do dólar, o padrão do ministro, antes de agir, tem sido sempre o de fazer alertas para depois divulgar medidas efetivas. Esse padrão de Mantega tem sido criticado por levar a antecipação de fluxos e movimentos especulativos, reforçando a tendência que supostamente o governo quer combater.

O Banco Central (BC) já se mostra bem mais agressivo, comprando moeda no mercado à vista, fazendo leilões no mercado à termo e ontem realizou pesquisa de demanda para realização de swap cambial reverso, cujo resultado será divulgado hoje de manhã. O BC evitou dizer se o movimento com swap visa a rolar vencimentos ou se representa uma intervenção independente do fato de que no início do próximo mês vencem US$ 1,3 bilhão em contratos de swap reverso.

Uma das preocupações do governo é com os desdobramentos em torno do impasse sobre a ampliação do teto de endividamento dos Estados Unidos. Uma das hipóteses é que, para compensar a limitação para se endividar, os americanos façam um ajuste fiscal recessivo que leve à manutenção de taxas de juros muito baixas, que estimulem ainda mais a migração de recursos para países emergentes, como o Brasil.

Por que a própria Petrobras diz que não dá para investir mais

São Paulo - A capacidade de a Petrobras investir bateu no teto. E não por causa de seu limite de endividamento, ou da falta de oferta de recursos. O problema, agora, é prático: esperar que os projetos em curso amadureçam, junto com os fornecedores brasileiros, de cuja capacidade o mercado desconfia.

“A revisão do plano de investimentos é uma questão de escala”, afirmou José Sergio Gabrielli em entrevista a EXAME.com, da qual também participou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. A empresa vai investir 224,7 bilhões de dólares entre 2011 e 2015, praticamente o mesmo do previsto no plano anterior. Os executivos também falaram do plano de desinvestimento de 13,6 bilhões de dólares. Leia, a seguir, os principais trechos da conversa:

EXAME.com - Alguns projetos da Petrobras sofreram forte pressão política. É possível dizer que a revisão do plano de investimentos é também o momento em que a empresa está colocando as coisas nos seus devidos lugares?
José Sergio Gabrielli – Não acho. A revisão é o resultado do amadurecimento que tivemos. Nos últimos oito anos, a Petrobras dobrou o volume de investimentos a cada dois anos. Por volta de 2002, a companhia investia 5 bilhões de dólares por ano. Nós investimos 70 bilhões de dólares há um ou dois anos. É um crescimento absolutamente extraordinário. Então, a revisão é uma questão de escala, de capacidade de entrega de projetos.

EXAME.com - Mas alguns dos projetos que estão sendo postergados, como a refinaria premium do Maranhão, geraram muita controvérsia...
Gabrielli – Se você pegar a demanda do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, nós temos, hoje, um déficit diário de 464.000 barris de derivados. Se você pegar o Sudeste, a demanda e a oferta são equilibradas. Por isso, o investimento nessas regiões precisa ser feito. Não tem jeito. O problema é que nós, agora, concluímos o processo de redesign desta refinaria para reduzir custos e padronizar o projeto. Teremos um projeto menos customizado. Isso atrasou o início da obra, para que tenhamos, na fase de execução, um projeto de menor custo.

Drogasil e Droga Raia confirmam negociações para fusão

SÃO PAULO - A Drogasil (DROG3) e a Droga Raia (RAIA3) comunicaram ao mercado na noite da última terça-feira (26) que mantêm negociações visando a realização de uma operação de fusão, confirmando as especulações de mercado.

No último pregão, os papéis de ambas dispararam, repercutindo os rumores de que as duas redes de drogaria listadas na BM&F Bovespa iriam se juntar.

Rumores
As ações da Drogasil avançaram 10,23%, cotadas a R$ 11,85, enquanto os papéis da Droga Raia avançaram 4,17%, cotados a R$ 27,71. Além da forte valorização, o volume movimentado por ambos ativos também mostrou-se bastante acima da média.

De acordo com fato relevante, as empresas "vêm mantendo tratativas para a realização de uma associação (...), contemplando a reunião da totalidade de seus acionistas em uma única companhia, listada no Novo mercado da BM&F Bovespa".

Condições
As empresas ainda informaram que estudam alternativas para estruturar a operação, bem como um acordo que regule os termos e as condições para concretização da oferta.

"Drogasil e Raia manterão o mercado informado sobre a evolução das tratativas ora em curso", afirmou a nota das empresas. Por fim, as empresas informaram que seus controladores estão atualmente engajados na negociação de um acordo de acionistas.

Principais notícias: Petrobras prevê retorno de até 25% em investimentos

SÃO PAULO – O presidente da Petrobras (PETR3, PETR4), José Gabrielli, afirmou na última terça-feira (26) que os novos projetos de exploração e produção da estatal, que vão de 2011 a 2015, têm taxas de retorno “extremamente atraentes”.

Segundo as projeções de Gabrielli, no caso de o barril de petróleo ficar na faixa de US$ 80, a rentabilidade será de 20%. Se o custo atingir a casa dos US$ 95 o barril, o retorno chegará a 25%.

http://www.infomoney.com.br/economia-e-politica/noticia/2093039-principais+noticias+petrobras+preve+retorno+ate+investimentos

terça-feira, 26 de julho de 2011

Mundial é lição para investidores entenderem os riscos de operar small caps

SÃO PAULO – O mercado acionário às vezes consegue iludir os seus investidores, levando-os a tomar decisões que muitas vezes irracionais, agindo quase que por impulso. O sonho de enriquecer através de small caps, ações de empresas menores e que, em algumas vezes, registram uma valorização estratosférica, pode se tornar um pesadelo para aqueles menos cuidadosos, que se vêem posicionados fortemente nesse papéis carregados de forte volatilidade.

O recente caso da Mundial (MNDL3, MNDL4) é um exemplo disso: após subir mais de 1.000% em pouco mais de três meses, os papéis dessa companhia acumularam perdas de mais de 80% em apenas três dias. Há quem tenha ganho dinheiro com essa operação, é verdade, mas também há muitos outros que montaram suas posições por volta da semana passada, quando as ações PN eram negociadas na faixa dos R$ 5,00. No pregão da última segunda-feira (25), esses mesmos papéis fecharam a R$ 0,82.


Mundial é exemplo e lição
Para Silvio Hilgert, diretor acadêmico da XP Investimentos o ocorrido com a Mundial é uma oportunidade de aprendizado para os investidores, que assim devem aprender a ter parcimônia na hora de montar posições em ações tão voláteis. “Essas situações são até interessantes para que as pessoas tenham consciência, usando-as como lições”, ressaltando o valor pedagógico de que uma operação errada pode gerar no investidor, além de sua crença que outros episódios como esses voltarão a acontecer.

Já Leandro Martins, analista-chefe da Walpiries Corretora e professor do Seu Consultor Financeiro, acredita que a Mundial era fadada a esse movimento, considerando que investir nesses ativos era uma espécie de aventura. “A empresa passava por muitas notícias boas, reestruturação de dívida, rumores de aquisição, era fora de normal. Tudo que tem um movimento muito abrupto, o investidor tem que desconfiar”, chama a atenção Martins, que recomenda, nesses casos, migrar para ações com movimentação mais comum.

“Tudo que sobe muito rápido, também desce muito rápido e às vezes o investidor não tem nem a oportunidade de 'stoppar' (sair do papel antes de perder quantidades indesejadas)”, lembra Martins.

Atenção aos fundamentos é essencial
Contudo, Antonio Montiel, responsável pela parte educacional da UM Investimentos, lembra que no caso da Mundial, a empresa tinha alguns bons fundamentos, e que isso fez com que a especulação fosse desenfreada. “A questão fundamental é que se confundiu as duas coisas, tentaram justificar a especulação através da fundamentalista, mas ninguém parou para ver qual era o real valor da companhia”, explica Montiel.

Ele inclusive chama a atenção para o valor patrimonial, um indicativo do preço excessivo que a ação estava sendo negociada. “O valor patrimonial atualmente é R$ 0,32 e a ação chegou a valer mais de R$ 5,00. Tava na cara de que tinha algo errado, nenhuma ação pode valer mais que 800 vezes o seu valor patrimonial”, exalta o diretor da UM Educacional.

Hilgert lembra que não havia fundamentos que justificassem a alta – que chegou a ser superior a 1.500% nas ações preferenciais da companhia e a 2.000% nas ações ordinárias. “Se analisassem os fundamentos, viriam que era totalmente irreal, analisando os números, veriam a insustentabilidade da operação, que não fazia sentido nenhum”, diz o diretor da XP Educação.

Martins também chama a atenção para o volume "fora do normal" apresentado pelas ações da Mundial, que por muitos pregões figurou entre os cinco maiores giros financeiros da bolsa brasileira, ficando na frente até das ações ordinárias de Petrobras (PETR3) e Vale (VALE3). “É pro investidor desconfiar”, complementa o analista chefe da Walpires.

Saber que existem esses riscos é a solução
Para evitar que o investidor seja vítima de um movimento como o da Mundial nos últimos dias, Martins recomenda muito estudo sobre o mercado. “O investidor tem que aprender sobre o risco”, afirma Martins. “Ele perde grande parte de seu capital e não volta para bolsa, ou se endivida tentando aproveitar da situação, o que é ainda pior”, complementa.

Por sua vez, Montiel, chama a atenção para o perfil dos investidores desse tipo de papel, que possuem altas e quedas muito atreladas a movimentos especulativos. “Tem que ter o perfil agressivo para se posicionar, um investidor de longo prazo querer se aproveitar disso é um problema”, lembra, chamando a atenção para a falta de estratégia aparente de alguns investidores, que por muitas vezes se deixam levar pela ilusão de enriquecimento fácil na bolsa.

Hilgert também chama a atenção para o "efeito manada" que é gerado em momentos de muita euforia dos investidores. “Há movimentos gerados por boatos e acabam sendo seguidos por cada vez mais gente, o que acaba inflando o preço de maneira injustificada”, lembra.

Como operar esse tipo de ação?
Mesmo com o perigo de um caso da Mundial, Hilbert não recomenda evitar completamente esse tipo de operação. “Não diria para não comprar papéis de small caps, mas para ter cuidado, pois o risco é grande”. Ele chega a afirmar que muito do movimento é fruto de um exagero. “Muitas vezes as pessoas são levadas pelo ganho fácil, principalmente os pequenos investidores, sem estratégia”.

Já Montiel chama a atenção para a diversificação necessária nas carteiras de cada investidor para mitigar os riscos, não colocando todo o capital em uma ação desse tipo. Martins concorda com essa estratégia, mas também destaca a importância de se investir em ações com bons fundamentos e histórico de liquidez favorável, para evitar pulos excessivos nos preços dos papéis, como foi o caso da Mundial.

“Até papéis com maior liquidez, como a BM&F Bovespa (BVMF3) já chegaram a cair 8% em um dia e ações como a Mundial chegam a subir 30% ou cair 30% em um dia”, afirma Martins. Isso ficou evidente no próprio pregão desta segunda-feira (25), em que as ações PN da Mundial fecharam com alta de 18,84%, após chegarem a cair 26,09% no intraday.

Diante dessa forte volatilidade, Martins argumenta que o ideal mesmo seria evitar esse tipo de papel. “É diferente de uma empresa que sobe 3% por dia”, lembrando de ações que se mostraram mais estáveis no processo de crescimento, como a Hering (HGTX3), que até 2008 era tida como uma small cap com pouca expressividade, mas acumulou fortes e sólidas altas em 2009 (+287,68%), 2010 (+183,26%) e 2011 (+21,84%, até o dia 25 de julho).

Em meio a todas essas recomendações, Hilbert dá um simples conselho para o investidor que, mesmo assim, deseja operar com esse papel: "vá devagar, o risco é grande", conclui o diretor acadêmico da XP.


Petrobras prevê recursos para assumir parte da venezuelana PDVSA em refinaria

Rio de Janeiro, 26 jul (EFE).- O novo plano de investimentos da Petrobras inclui os recursos necessários para terminar a refinaria binacional com a venezuelana PDVSA, em caso de esta última desistir do projeto, disseram nesta terça-feira fontes da companhia.

"Se PDVSA sair do projeto, não estaremos impedidos de implementar. Já consta dentro do novo plano de negócios que Petrobras assuma 100% desse investimento", disse em entrevista à Efe o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa.

A Refinaria Abreu e Lima está em construção no complexo portuário de Suape, próximo a Recife, capital de Pernambuco, e Petrobras já executou pouco mais de um terço das obras.

Barbassa esclareceu que a Petrobras espera que a PDVSA não deixe a associação, mas trabalha com critérios "conservadores" que o fizeram reservar em seu plano de negócios o dinheiro necessário para garantir a conclusão da refinaria em caso disso ocorrer.

"Nos recursos aprovados está prevista essa possibilidade (que a outra parte desista), mas se PDVSA participa teremos uma sobra de recursos que poderemos dirigir outros projetos", afirmou Barbassa.

O projeto binacional prevê investimento de R$ 26 bilhões em refinaria com capacidade para processar 230 mil barris diários de petróleo a partir de 2013 e na qual Petrobras terá 60% e PDVSA 40%.

O plano de negócios da Petrobras para o período 2011-2015, aprovado na sexta-feira pelo Conselho de Administração da empresa, prevê investimentos de US$ 224,700 bilhões no período de cinco anos, dos quais US$ 35,400 bilhões serão para ampliação do parque de refino.

"Esses recursos incluem 100% do investimento necessário para que a Petrobras construa só (a refinaria), que é o que estamos fazendo", disse Barbassa ao lembrar que a companhia petrolífera venezuelana até agora não apresentou nada para a obra.

O diretor de abastecimento de Petrobras, Paulo Roberto Costa, reiterou na segunda-feira em entrevista coletiva que PDVSA tem prazo até agosto para definir prosseguirá ou não no projeto.

Costa lembrou que Petrobras executou só 35% das obras. A refinaria está sendo construída com empréstimo de R$ 10 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Principais notícias: Petrobras vai vender blocos em áreas exploratórias

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3, PETR4) vai vender blocos em áreas exploratórias de petróleo e participações em empresas que controla. As ações serão realizadas no sentido de seguir com a estratégia de desinvestimento anunciada no novo plano de negócio (2011-2015).

Além disso, a estatal decidiu adiar um projeto de refino e providenciar a melhoria na gestão do capital de giro, para ampliar o retorno dos seus ativos financeiros.

A notícia é um dos principais destaques da imprensa nesta terça-feira (26). Veja também as demais manchetes referentes à economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:

O Estado de S. Paulo
B1 - Obama faz novo apelo, mas oposição diz que não dará ‘cheque em branco’;
B4 - Moody’s reduz nota de crédito da Grécia;
B7 - Petrobras vai adiar projeto de refino.

Valor Econômico
C8 - ING deve vender fatia na SulAmérica;
D3 - Plano da Petrobras recebe críticas;
D9 - Pão de Açúcar registra aumento de lucro e receita.

Folha de S. Paulo
Mercado - Oi promete internet sem fio em orelhão;
Mercado - Sem reajuste, Petrobras adia projetos e faz vendas;
Mercado - Lucro do Pão de Açúcar sobe 64% e fecha 2º trimestre em R$ 91 mi.

O Globo
Economia - Pão de Açúcar encerra 2o trimestre com lucro de R$ 91 milhões;
Economia - Na TV, Obama diz que país está perigosamente próximo de uma moratória da dívida.

BRF coloca unidades industriais à venda

São Paulo - Desde que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou com inúmeras restrições a fusão entre Perdigão e Sadia, a Brasil Foods (BRF), companhia que agrega as duas marcas, tem estudado maneiras de cumprir o Termo de Compromisso de Desempenho (TCD).

Para dar continuidade ao acordo, a companhia anunciou que colocará à venda as unidades industriais de São Gonçalo dos Campos (BA), Bom Retiro do Sul (RS), Lages (SC), Salto Veloso (SC); Duque de Caxias (RJ), Santa Cruz do Sul (RS), Três Passos (RS) e Brasília (DF), todas serão vendidas integralmente.

Já os parques fabris de Carambeí (PR) e Várzea Grande (MT) e Valinhos (SP) terão parte de seus ativos negociados.

Os ativos da companhia que serão posto à venda ou terão a operação suspensa respondem por cerca de 3 bilhões de reais do faturamento da companhia, tendo como base o faturamento da companhia no ano passado, mais de 22,6 bilhões de reais.

Além das indústrias, a BRF terá também que alienar algumas marcas do grupo e suspender temporariamente alguns produtos da Perdigão.

Lucros da Ford em baixa no segundo trimestre

NOVA YORK, EUA, 26 Jul 2011 (AFP) -A montadora americana Ford superou as expectativas nesta terça-feira ao publicar um lucro em baixa de 8% no segundo trimestre, a 2,4 bilhões de dólares, para um volume de negócios em alta de 13%.

O grupo registrou um lucro de 65 centavos por ação fora os elementos excepcionais, enquanto os analistas previam 60 centavos.

O volume de negócios aumentou 13%, a 35,5 bilhões, também acima das previsões de Wall Street, que o situavam em 31,59 bilhões.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Obama se opõe a acordo de curto prazo sobre dívida

Washington - O presidente dos EUA, Barack Obama, reiterou sua oposição a um acordo para aumentar o endividamento dos EUA a "curto prazo" durante a reunião que manteve ontem à noite na Casa Branca com os líderes democratas do Congresso. Obama recebeu o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e a líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

O encontro, convocado às 19h de ontem (de Brasília), no Salão Oval, começou alguns minutos antes do previsto e terminou às 20h04 (de Brasília), informou a Casa Branca, que não deu mais detalhes sobre a reunião.

No encontro, o presidente recebeu informações sobre o andamento das negociações que ocorriam no Capitólio, segundo um funcionário do governo. "Os líderes democratas e o presidente reiteraram sua oposição a um aumento da dívida a curto prazo", disse a fonte.

Reid estaria trabalhando em uma nova proposta, que contemplaria uma redução da dívida em US$ 2,5 trilhões e não incluiria elevação de impostos até 2013, segundo a rede de televisão CNN, que citou uma fonte do partido democrata envolvida nas negociações.

Por sua vez, o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, manteve uma nova teleconferência com membros de seu partido, após advertir em entrevista que caso não se chegue a um acordo com os democratas, continuará se empenhando "por sua conta". Segundo o diário "The Hill", Boehner estaria finalizando seu plano para discuti-lo com os membros de seu partido hoje, em uma reunião a portas fechadas, e submetê-lo à votação na quarta-feira.

O tempo corre contra democratas e republicanos para chegarem a um acordo sobre o aumento da dívida norte-americana. Se não houver um acordo antes do dia 2 de agosto, o Tesouro dos EUA advertiu o governo federal que não terá fundos para honrar todas as suas obrigações e deverá declarar a suspensão parcial de pagamentos. As informações são da Dow Jones.

OGX encontra óleo na Bacia de Campos e gás na Bacia do Parnaíba

A OGX Petróleo & Gás Participações, petrolífera controlada pelo bilionário Eike Batista, encontrou óleo em um poço da Bacia de Campos, segundo a ANP. A OGX, com sede no Rio de Janeiro, ainda não determinou se a decoberta do poço 4OGX45DRJS, no bloco C-M-499, poderá ser desenvolvida comercialmente, informa reportagem da Bloomberg. A OGX também encontrou gás natural em um poço terrestre do bloco PN-T-68 da Bacia do Parnaíba. A OGX possui 70% do bloco, enquanto a Petra Energia tem os 30% restantes.

Mundial perde mais de 85% de valor de mercado em apenas três pregões

SÃO PAULO - As ações da Mundial (MNDL3, MNDL4) passaram por mais um dia extremamente negativo na bolsa brasileira, figurando nesta sexta-feira (22) entre as ações mais desvalorizadas da BM&F Bovespa pelo terceiro pregão consecutivo. Assim como nos dois pregões anteriores, a bolsa tem suspendido constantemente as negociações com os ativos da companhia para tentar arrefecer os níveis de volatilidade.

Mas a instabilidade imperou nas negociações desses ativos. As ações ordináras da Mundial fecharam o pregão a R$ 0,94 - mínima do intraday -, cotação 76,38% menor que o fechamento anterior (R$ 3,98). Os papéis preferenciais também fecharam na mínima do dia, de R$ 0,69, indicando queda de 63,68% ante o fechamento da véspera, quando valiam R$ 1,90.

Por fim, os papéis da Hercules (HETA4), empresa coligada do Grupo Mundial fecharam a R$ 1,00, indicando desvalorização de 32,89% frente o fechamento anterior. No intraday, essas ações chegaram a valer R$ 0,94, o que indicava uma queda de 36,91%.

Quedas de mais de 85% em apenas três dias
Diante das fortes quedas já relatadas na quarta-feira (20) e quinta-feira (21), as ações preferenciais da Mundial passaram de R$ 5,11 (fechamento de terça-feira, dia 19) para R$ 0,69, indicando uma desvalorização acumulada de 86,50%. No mesmo período, as ações ON passaram de R$ 7,01 para R$ 0,94, uma queda de 86,59%. Os ativos da Hercules, por sua vez, foram de R$ 3,95 para R$ 1,00 - variação negativa de 74,68%.

Vale lembrar que até terça-feira os papéis da Mundial lideravam com folga as maiores altas da bolsa brasileira no acumulado do ano, com as ações PN subindo 1.651,20% até aquela data, enquanto os ativos ON relatavam valorização de 2.799,09%. Com essas quedas, a valorização desses dois papéis atualmente é de 136,46% e 288,75%, respectivamente.

Por fim, as ações da Hercules, que subiam 777,78% no ano até terça-feira agora registram ganhos anuais de 122,22%.

Fim do rali?

Desde meados de abril, a Mundial tem ganhado espaço no noticiário corporativo por conta do processo de reposicionamento da empresa no mercado de capitais, com a migração para o Novo Mercado e a reestruturação de suas dívidas, o que provocou uma disparada nas cotações da ação e também um forte aumento na base de acionistas da empresa. Já na última segunda-feira (18), a companhia fechou um acordo para nova captação de recursos com um fundo de investimento.

Contudo, por conta da valorização superior a 1.000% dessas ações, há quem já enxergasse no mercado que o papel estava bem precificado, o que poderia acabar limitando novas altas mais abruptas dos ativos da Mundial.

CVM tem acompanhado as ações da Mundial desde abril em busca de ilegalidades

SÃO PAULO – O movimento atípico das ações da Mundial (MNDL3, MNDL4) nesse ano tem chamado a atenção não apenas dos investidores, mas também das autoridades do mercado brasileiro. Procurado pelo Portal InfoMoney, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) afirmou que está acompanhando o movimento desses papéis desde abril em busca de qualquer ilegalidade envolvendo a manipulação dos preços dos papéis.

A autarquia afirma que, caso encontre qualquer ilegalidade com o mercado de capitais, irá aplicar penalidades administrativas a todos os responsáveis, “sem prejuízo de eventuais repercussões dos fatos também nos campos civil e criminal”.

Movimento atípico
Desde meados de abril, as ações da Mundial começaram a apresentar um movimento atípico, acumulando fortes valorizações e figurando entre as ações de maior volume financeiro em alguns pregões, deixando para trás importantes blue chips como as ações ordinárias de Petrobras (PETR3) e Vale (VALE3). Até a última terça-feira (19), as ações ON e PN da companhia somavam ganhos de 2.799,09% e 1.651,20%, respectivamente.

Contudo, nos últimos três pregões, os papéis da Mundial passaram por um momento de forte desvalorização, com ambas ações chegando a perder mais de 85% de valor de mercado no acumulado entre os dias 20 e 22 de julho.

Petrobras divulga plano de investimentos no valor de US$ 224,7 bilhões até 2015

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3; PETR4) divulgou seu plano de investimentos para o período de 2011-2015 nessa sexta-feira (22), com capex (custo de capital) total previsto em US$ 224,7 bilhões.

O plano, que fora adiado algumas vezes, tem como destaque uma maior concentração de investimentos no segmento de E&P (exploração e produção), que passa a contar com 57% de todas as verbas previstas para o quadriênio, totalizando US$ 127,5 bilhões, sendo US$ 117,7 bilhões direcionados à essa atividade no Brasil.

Uma fatia de 87% dessa quantia estará focada em novos projetos incluídos no portfólio, como o desenvolvimento das áreas do pré-sal e da cessão onerosa. Outra porção de 95% de todos os investimentos será aplicada no Brasil, totalizando US$ 213,5 bilhões. De acordo com a companhia, a intenção é que a participação do pré-sal na produção nacional passe de 2% em 2011 para 40,5% em 2020.

Crescimento de 0,31%
O novo plano da Petrobras apresenta um crescimento de apenas 0,31% frente ao plano anterior, que englobava os anos de 2010 a 2014, o que deve tranquilizar alguns de seus acionistas privados – preocupados com um maior avanço dos investimentos. O plano até incluiu uma queda nos investimentos projetados para o ano de 2011, que passaram de R$ 93 bilhões para R$ 84,7 bilhões.

A estatal incluiu também no plano um programa de desinvestimentos, no montante de R$ 13,6 bilhões, pretendendo visar uma maior eficiência na gestão dos ativos da companhia.

O plano enxerga a economia brasileira positivamente, prevendo um crescimento vigoroso na demanda de derivados, de 3,8% a 4,5% por ano até 2020, e sua produção deverá continuar “fortemente” ascendente em função do início da sua produção de campos maiores e mais produtivos.

Crescimento de 100%
A companhia também espera duplicar suas reservas provadas até o ano de 2012, e pretende financiar o plano baseado na sua geração de caixa própria, sem emitir novas ações, recorrendo à contratação de novas dívidas. De acordo com a empresa, a necessidade de financiamento líquida deverá ficar entre US$ 7,2 bilhões à US$ 12 bilhões por ano.

O plano, feito com o intuito de preservar as condições de grau de investimento, pretende terminar o período com produção de 3,99 mil barris de petróleo equivalente por dia. A companhia também mantém a meta de alavancagem financeira de 25% a 35% durante esse período, com o limite máximo do indicador dívida líquida/Ebitda (geração operacional de caixa) em até 2,5 vezes.

Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Bacia de Potiguar

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou nesta segunda-feira (25) que foi identificada presença de petróleo no poço 3-BRS-A95-6RN, localizado na Bacia de Potiguar, no Rio Grande do Norte. A notificação foi feita à ANP (Agência Nacional de Petróleo) na última quarta-feira.

A descoberta ocorreu no bloco POT-T-744, em terra. De acordo com informações atualizadas pela ANP no dia 11 de julho, o poço continua sendo perfurado pela sonda Convencional 95.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Braskem capta US$ 500 mi com títulos de 30 anos e taxa de 7,25%

São Paulo - A Braskem SA captou US$ 500 milhões numa emissão de títulos com prazo de 30 anos e taxa de 7,25 por cento, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Os títulos têm cupom de 7,125 por cento e pagarão 308,1 pontos-base mais que os Treasuries de vencimento equivalente. Um ponto-base é equivalente a 0,01 ponto percentual.

Copersucar suspende oferta pública inicial de ações, diz fonte

São Paulo - A Copersucar, a maior comercializadora brasileira de açúcar e etanol integrada à produção, suspendeu na terça-feira a sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) devido a condições adversas de mercado, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento da situação.

A fonte, que pediu para não ser identificada porque a transação ainda está em andamento, não especificou quando os planos de IPO serão retomados.

Representantes da Copersucar não puderam ser imediatamente contatados para comentar a informação.

A companhia, que foi uma cooperativa até 2008, tem a exclusividade na comercialização dos volumes de açúcar e etanol produzidos por quase 50 unidades produtoras sócias, localizadas nos Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

Além disso, a empresa comercializa a produção de açúcar e etanol de cerca de 50 unidades produtoras não-associadas.

As empresas associadas à Copersucar processam cerca de um quarto da produção de cana do centro-sul do Brasil, região que responde por 90 por cento da safra nacional.

Na última safra, a empresa comercializou 5,2 milhões de toneladas de açúcar, ou 10 por cento do mercado mundial de livre comércio, segundo a companhia.

Ações da Cesp caem 3,52% e lideram ponta vendedora do Ibovespa no pregão

SÃO PAULO - A Cesp (CESP6) registrou a maior queda do Ibovespa nessa terça-feira (19), recuando 3,52%, para R$ 31,55. Essa desvalorização foi contra o movimento do índice, que por sua vez subiu 0,42%.

As ações da companhia registraram forte queda no final da tarde, após a notícia do discurso do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, na Amcham (Câmara Americana de Comércio Brasil - EUA) ser veículada em parte da imprensa. Até então, as ações oscilavam em queda aproximadamente de 0,5% e depois chegaram a cair até 3,88%, quando em sua mínima eram negociadas a R$ 31,43.

Privatização díficil
Zimmerman afirmou no evento, conforme divulgado pela Agência Estado, de que será muito díficil para os "comercializadores de energia" comprarem usinas baratas e venderem depois, dizendo que o valor gerado pelas concessões de energia não serão apropriados pelos acionistas. O secretário afirmou que essa geração de valor, após a modicidade tarifária, irá para os consumidores.

A decisão acerca da legislação referente às concessões é vital para os planos do Estado de São Paulo, já que este precisa disso para retomar o processo de venda, que já havia sido atrapalhado por essa mesma decisão em 2008 e tem se mantido como um dos principais drivers para as oscilações da companhia, que apresentam alta quando há indicativos da efetuação da operação e queda quando avista a improbabilidade da mesma.

De acordo com as regras atuais de concessão, o governo paulista só poderá vender sua estatal até 2015, antes que as concessões retornem à União. "Elas não são dos acionistas", diz Zimmerman, que acredita que caso São Paulo renove os ativos por mais 30 anos, este venderia a Cesp, o que em sua opinião não beneficiaria os consumidores de energia.

Petróleo avança, refletindo agenda e plano de redução do déficit norte-americano

SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em alta nessa terça-feira (19), refletindo a agenda econômica e o plano de redução do déficit norte-americano, além da queda do dólar frente às principais moedas internacionais.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 117,06 nesse pregão, alta de 0,93% em relação ao último fechamento. Já nos EUA, o contrato com vencimento em agosto, que terá seu último dia de negociação na próxima sessão, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 97,50 por barril, configurando um avanço de 1,64% frente ao fechamento anterior.

Uma desvalorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de alta sobre os preços do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços das matérias-primas são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a elevar sua exposição neste mercado.

Dívida norte-americana
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concordou com o plano proposto por um grupo de seis senadores norte-americanos para reduzir o déficit orçamentário do país em US$ 4 trilhões no prazo de 10 anos.

Essa notícia trouxe alívio aos mercados, preocupados com o endividamento da maior economia mundial, diminuindo o sentimento de aversão ao risco e aumentando o grau de confiança com a atividade econômica do país, o que eleva as necessidades da matéria-prima no segundo país que mais a consome.

A questão da dívida norte-americana preocupa e as três principais agências de classificação de risco – Moody’s, S&P e Fitch – já sinalizaram com a possibilidade de cortar o rating de dívida soberana do país.

Agenda
Nos EUA, foi divulgado o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção no país, e registrou 629 mil no resultado anualizado de junho, superando os 570 mil imóveis esperados.

O órgão também publicou o Building Permits, número de autorizações para construção de novas casas nos EUA e serve como sinalizador do nível de atividade econômica do país. Em junho,o índice foi melhor do que as expectativas, ficando em 624 permissões, frente às 609 previstas pelo mercado.

Esses números também trazem um certo alívio ao mercado, também preocupado com a retomada da economia nos Estados Unidos, onde o setor imobiliário continua sendo uma das grandes preocupações.

Opep divulga reservas
A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) divulgou dados relativos às reservas de cada um de seus membros em 2010, onde pode-se constatar que a Venezuela tornou-se a maior possuidora de petróleo ainda não explorado, tomando o lugar da Arábia Saudita, que não apresentou crescimento das mesmas.

Irã e Iraque também mostraram crescimento em suas reservas, colaborando para que a organização visse que a quantidade percentual de suas reservas, frente às reservas mundiais, pulasse de 79,6% em 2009 para 81,3%. O mercado se preocupa com a estabilidade política desses países, a maioria com ditaduras no poder, como a própria Venezuela e a Arábia Saudita.

terça-feira, 19 de julho de 2011

BNDES planeja captar US$ 3 bilhões no exterior em 2011

O BNDES pretende captar este ano US$ 3 bilhões no mercado externo, mesmo volume obtido ao longo de 2010, segundo Sergio Foldes, superintendente da área internacional da instituição de fomento. Este ano, entretanto, o objetivo do banco é buscar mais recursos junto às agências multilaterais, mais competitivas, e continuar atrás de "novas janelas de oportunidades" no mercado global. Em 2010, o banco levantou US$ 1,95 bilhão por meio de emissões de títulos de dívida e outros e US$ 1,11 bilhão junto a organismos multilaterais.

Apreensão sobre a dívida dos EUA e alta do euro fazem petróleo fechar em queda

SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo registraram queda nessa segunda-feira (18), com a crise da dívida na Europa e norte-americanas chamando a atenção dos investidores, que também avaliaram a queda da moeda europeia frente à norte-americana.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 115,98 no pregão desta data, queda de 1,09% em relação ao último fechamento. Já nos EUA, o contrato com vencimento em agosto, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 95,93 por barril, configurando uma queda de 1,35% frente ao fechamento anterior.

Novo mundo em crise...
Em relação à crise norte-americana, chamou a atenção o fato de a agência de classificação de risco Moody's sugerir que o governo do Estados Unidos elimine o limite fixado por lei para o endividamento público, podendo assim reduzir a incerteza entre os investidores.

Além disso, a agência de classificação de risco Fitch anunciou que, se o governo dos EUA não pagar os juros sobre sua dívida, os títulos do Tesouro em questão serão rebaixados para a classificação B+.

Assim sendo, todas as três principais agências de classificação de risco já sinalizaram com um possível rebaixamento do rating norte-americano, aumentando assim a percepção de risco entre os investidores.

...assim como o velho mundo
A Europa ainda reflete o teste de estresse que na última sexta-feira, reprovou oito dos 90 bancos analisados de 21 países da União Europeia, não foi o suficiente para aliviar o mau humor do mercado em relação à crise na dívida no continente europeu, levando o euro à cair frente ao dólar.

Uma valorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de queda sobre os preços do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços das matérias-primas são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a reduzir sua exposição neste mercado.

Bolsas asiáticas voltam a cair, pressionadas por crises nos EUA e Europa

SÃO PAULO – Ainda sob pressão das incertezas sobre a situação fiscal na Europa e do impasse político nos Estados Unidos, os principais índices de ações asiáticos fecharam a sessão desta terça-feira (19) em queda.

O índice Nikkei encerrou o pregão em baixa de 0,51%, chegando a 9.890 pontos. Já o índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, apresentou leve alta de 0,45% e atingiu 21.902 pontos, enquanto o índice Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, registrou baixa de 0,70%, encerrando a 2.797 pontos

Cobrança
A instabilidade global e os riscos que o cenário traz para a economia voltaram a ter reflexo sobre os mercados de ações na região, cujas empresas estão amplamente expostas à geração de receitas no exterior.

Frente ao cenário de instabilidades, os papéis de empresas exportadoras, como Canon e Nintendo, lideraram as perdas em Tóquio, registrando respectivamente 2,77% e 2,70%.

Bancos sob pressão
Ações do setor financeiro também se destacaram na ponta negativa, com a queda de 1,27% obtida pelos ativos do Sumitomo Mitsui, e o declínio de 2,54% dos papéis do Mitsubishi UFJ, também na bolsa japonesa.

Também na China as ações ligadas a bancos sofreram forte pressão, com destaque para o China Merchants Bank, que anunciou operação para captar cerca de US$ 5,4 bilhões por meio de uma emissão de direitos e viu seus ativos desvalorizarem-se em 1,38% na bolsa de Xangai.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Produção de petróleo e gás da Petrobras tem alta de 2,13% em junho

SÃO PAULO - A produção total de petróleo e gás da Petrobras (PETR4 e PETR3) atingiu 2,641 milhões de boe (barris de óleo equivalente) por dia no mês de junho, segundo dados divulgados pela empresa nesta sexta-feira (15), um avanço de 2,13% em relação a maio deste ano.

A produção no Brasil foi de 2,40 milhões de boe diários, 4% superior ao que a empresa produziu no mesmo mês do ano passado e 2% acima do que foi produzido em maio. A empresa também comunicou uma produção de gás natural no Brasil de 57,3 milhões de metros cúbicos diários, o que representa um aumento de 6,9% em relação à junho de 2010 e 0,7% em relação ao quinto mês desse ano.

Produção nacional e internacional
Quando considerado apenas os campos nacionais, a companhia registrou aumento de 3,5% e 2,2% na produção exclusiva de petróleo em relação à junho de 2010 e maio de 2011, respectivamente, com o retorno à produção de plataformas que estavam em paradas programadas e a entrada de operação de mais um poço na plataforma P-57, no campo de Jubarte.

Já internacionalmente a companhia produziu 234 mil boe diários de petróleo e gás, 4% superior ao mês passado, graças à uma maior demanda por gás boliviano e o aumento de produção em campos de gás argentinos. Isso representa uma produção de 133 mil barris de petróleo e 17,17 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Starwood Capital investirá R$250 mi por 33% da MRV Log

São Paulo - O gestor norte-americano de private equity Starwood Capital acertou acordo para comprar 33,3 por cento da MRV Log, braço de logística da MRV Engenharia, por 250 milhões de reais, informou a construtora e incorporadora na noite do domingo.

A operação de investimento envolve a emissão de 62.650.009 ações ordinárias pela MRV Log, totalizando 350 milhões de reais, sendo que 100 milhões serão desembolsados pelos atuais acionistas da empresa de logística.

A estrutura de controle da MRV Log não será alterada após a operação, com a MRV Engenharia permanecendo com 42 por cento da companhia.

"Os recursos obtidos através da operação e do aporte dos acionistas visam financiar a expansão do portfólio de ativos da MRV Log", afirma a MRV em comunicado.

Com atuação em 19 cidades, o projeto de logística da MRV foi criado em 2008 para construção de condomínios de galpões industriais, além de centros de conveniência (strip malls), projetos comerciais e loteamentos industriais.

Vale protocola pedido de OPA da Vale Fertilizantes

São Paulo - A Vale informou que arquivou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o edital e pedido de registro de oferta pública de aquisição de ações (OPA) de até 100% das ações de emissão da Vale Fertilizantes S.A. (Vale Fertilizantes) em circulação no mercado, visando posterior cancelamento de registro de companhia aberta, conforme divulgado anteriormente.

A OPA compreende pagamento das ações em dinheiro, ao preço de R$ 25,00 por ação, tanto para ações ordinárias quanto para as ações preferenciais, representando desembolso total pela Vale de até R$ 2,22 bilhões. O preço de R$ 25,00 por ação implica em prêmio de 41% sobre o preço médio das ações preferenciais negociadas nos últimos 20 pregões da BM&FBovespa contados até a divulgação da proposta em 22 de junho de 2011.

Fundo americano investirá US$ 50 milhões na Mundial

A Mundial, fabricante de produtos de beleza, de cozinha e bombas hidráulicas, informou nesta manhã que receberá um investimento de até US$ 50 milhões do fundo americano YA Global Investments BR LLC, que é gerido pela Yorkville Advisors, de Nova Jersey.

Pelo acordo, a subscrição de ações em emissão privada será feita em até dois anos, podendo ser dividida em tranches (emissões). O fundo irá adquirir o saldo de ações não subscrito pelos acionistas que abrirem mão do direito de preferência.

O preço de cada emissão será calculado levando em conta o maior valor entre a média ponderada pelo volume das três menores cotações diárias durante um período de dez dias de negociação ou o menor preço por ação determinado pelo conselho de administração.

Nos últimos meses a fabricante de talheres, tesouras, esmaltes, alicates de unha e bombas hidráulicas vem surpreendendo o mercado pelo grande volume de negociação de seus papéis, que em alguns pregões chegaram a superar Petrobras e Vale.

No ano, as ordinárias (ON, com voto) acumulam alta de 2.424% e as preferenciais, de 1.195%, as duas maiores valorizações da Bolsa. Os papéis da Mundial começaram a se destacar em junho, quando, um mês após ter aprovado o ingresso no Nível 1 da Bovespa, o conselho da companhia decidiu migrar direto para o Novo Mercado, o mais alto nível de governança da Bovespa.

A companhia também prepara uma captação de US$ 100 milhões em eurobônus. No mercado, rumores de que a Mundial estaria sendo vendida é outro fator que ajuda a empresa a atrair os holofotes.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Usiminas ainda terá volatilidade no curto prazo, diz analista

São Paulo – A Ágora Corretora rebaixou hoje as projeções para a siderúrgica Usiminas (USIM3; USIM5), a fim de incorporar em sua análise novas premissas macroeconômicas, além do aumento nos preços do minério de ferro e do carvão que, por sua vez, estão elevando as pressões nos custos de produção, afetando a rentabilidade operacional da companhia.

A analista Cristiane Viana reduziu o preço-alvo para as ações preferenciais (USIM5) de 29 reais para 18 reais até o final de 2011, o que representa um potencial de valorização de 33,92% frente à cotação de 13,44 reais vista no fechamento do pregão de sexta-feira (8).

Para os papéis ordinários (USIM3), o novo preço-alvo é de 21 reais, o que representa um potencial de queda de 5,53% ante a cotação registrada no último pregão (22,23 reais).

A recomendação é de compra para Usiminas, principalmente por conta do potencial de alta consistente para as ações preferenciais da siderúrgica até o final do ano, considerando “uma visão de retorno a médio e longo prazo”, destaca a analista em relatório. “O curto prazo ainda inspira volatilidade”, completa.

Os papéis preferenciais da Usiminas são negociados com um múltiplo de 5,7 vezes o valor da empresa sobre a geração de caixa (EV/EBITDA) projetado para 2012, superior em relação a seus pares nacionais, aponta a Ágora.

A Ágora considerou um avanço de 18% no preço do minério de ferro e uma alta de 25% no preço do carvão, previstos para ocorrerem ao longo do segundo e terceiro trimestres do ano.

“É importante ressaltar ainda o esforço intenso da Usiminas em reduzir custos de produção, com intuito de recuperação de rentabilidade operacional. Destacamos também o aumento da produção de minério de ferro nos próximos anos, o que contribuirá para o crescimento do faturamento e a redução dos custos de produção”, prevê Cristiane.

A Ágora Corretora estima que a Usiminas feche 2011 com um lucro líquido de 491,5 milhões de reais, além de receita líquida de 13,636 bilhões de reais. Já para 2012, a projeção é de lucro líquido de 1,456 bilhão de reais e receita líquida de 17,136 bilhões de reais.

Usiminas faz acordo acima de US$1 bi por minas da MBL

São Paulo - A Usiminas fechou um acordo estimado, a valores presentes, em mais de 1 bilhão de dólares para explorar as minas de minério de ferro da MBL Materiais Básicos, em Minas Gerais.

Pelo contrato anunciado nesta quinta-feira, a Mineração Usiminas --unidade do grupo mineiro-- pagará 7,50 dólares por tonelada extraída das reservas da MBL, estimadas em 145 milhões de toneladas. O valor será reajustado em linha com a variação do preço internacional do minério.

A MBL tem direitos minerários que fazem divisa com os da Mineração Usiminas, na região de Serra Azul (MG), permitindo maior aproveitamento das reservas da própria siderúrgica. A estimativa é que, com isso, serão liberadas 253 milhões de toneladas das reservas da Mineração Usiminas.

"Esse é o nosso maior passo na nossa estratégia de verticalização através da mineração. O acordo com a MBL é o inicio do processo de otimização dos nossos ativos de mineração que vão permitir a produção mais eficiente de aço e a custos menores", disse à Reuters o diretor-executivo da Mineração Usiminas, Wilfred Bruijn.

A previsão é que a Mineração Usiminas atinja até 2015 capacidade de produção de minério de ferro de 29 milhões de toneladas.

Compra de estoque

O acordo com a MBL prevê ainda a compra de estoque de 6 milhões de toneladas de minério de ferro pela Mineração Usiminas ao preço de 12,50 dólares por tonelada, com valor total de 75 milhões de dólares a ser pago em parcelas.

Além disso, inclui uma unidade da MBL para beneficiamento de minério com capacidade de 1 milhão de toneladas por ano.

O contrato tem prazo de 30 anos ou até o esgotamento das reservas, segundo a Usiminas.

Em junho do ano passado, a Usiminas acertou a venda de 30 por cento de seu negócio de mineração para a japonesa Sumitomo por até 1,93 bilhão de dólares.

Questionado sobre planos de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) ou de busca de mais um sócio estratégico para a Mineração Usiminas, Bruijn disse que "é uma possibilidade, não está na pauta de assuntos prioritários, mas em algum momento poderá acontecer".

Petrobras aplica novo desconto ao preço do gás natural nacional

São Paulo - A Petrobras informou na quinta-feira que decidiu aplicar um desconto de 14,3 por cento nos contratos de gás natural com reajuste em 1o de agosto a fim de manter a atual competitividade da commodity no mercado.

Segundo a estatal, o preço do gás natural nacional firme, será reajustado para, em média, 0,80 real o metro cúbico a partir de 1o de agosto. Com o novo desconto, o preço a ser pago pelas distribuidoras será reduzido para 0,69 real o metro cúbico, em média.

Em 1o de maio, o desconto foi de 9,7 por cento.

"A decisão levou em conta o cenário recente de evolução dos preços dos energéticos e suas consequências sobre os valores estipulados nos contratos de gás natural de origem nacional", afirmou a estatal em comunicado, acrescentando que tomou a decisão "a seu exclusivo critério".

Em junho, fontes disseram à Reuters que a presidente Dilma Rousseff vinha pressionando a Petrobras para que reduzisse os preços do gás natural, uma iniciativa que corre o risco de desagradar investidores preocupados com a interferência crescente do governo nos assuntos da companhia.

De acordo com a Petrobras, o novo desconto não constitui mudança nas fórmulas de precificação dos contratos de gás ou novo acordo, mantendo-se, portanto, inalterados todos os instrumentos contratuais vigentes.

Mercado oscila no aguardo de testes europeus

São Paulo - A indefinição marcava a sexta-feira nas principais praças financeiras globais, em meio a dificuldades de investidores para prever os desdobramentos da crise de dívida na Europa, a um novo alerta sobre o rating dos Estados Unidos e à expectativa da divulgação dos resultados dos testes de estresse dos bancos europeus.

Às 8h30, o índice MSCI para ações globais perdia 0,09 por cento e para emergentes tinha oscilação positiva de 0,02 por cento. O MSCI da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 0,25 por cento. Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,39 por cento. O índice da bolsa de Xangai avançou 0,35 por cento. Na Europa, o FTSEurofirst 300 cedia 0,31 por cento. O futuro do norte-americano S&P-500 ganhava 0,08% --1 ponto.

Entre as moedas, o euro apreciava-se 0,1 por cento, a 1,4158 dólar, o que influenciava a queda de 0,1% do índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais divisas globais. Frente à moeda japonesa, o dólar caía 0,15 por cento, a 79,05 ienes. Nesse contexto, o petróleo era negociado com leve baixa de 0,05 por cento, a 95,64 dólares, nas operações eletrônicas em Nova York.

O resultado do "check up" das 90 principais instituições financeiras europeias está previsto para sair às 13h e deve mostrar que 10 a 15 bancos foram reprovados, conforme disseram fontes da Autoridade Bancária Europeia (EBA) a Reuters há duas semanas. Nos EUA, o setor merece atenção com o resultado trimestral do Citigroup.

Também deve ser monitorada uma agenda intensa de dados norte-americanos, com destaque para a inflação e a confiança do consumidor. O presidente Barack Obama também fará coletiva à imprensa nesta sexta-feira, ao meio-dia, após suspender até sábado as negocições sobre o orçamento e um dia após a S&P acompanhar a Moody's e colocar a nota "AAA" dos EUA em revisão.

A Standard & Poor's colocou a nota "AAA" de crédito dos EUA em revisão com implicações negativas, o que indica uma possibilidade substancial de que pode tomar uma decisão dentro dos próximos 90 dias. A agência disse que existe uma entre duas possibilidades de que poderá rebaixar a nota se o país não chegar logo a um acordo para elevar o teto da dívida do governo.

O presidente dos EUA, Barack Obama, suspendeu as negociações sobre o Orçamento dos EUA para esta sexta-feira para dar aos líderes do Congresso a oportunidade de apresentarem um "plano de ação" sobre como resolver o impasse nas conversas visando reduzir deficits e evitar um default da dívida. Obama deu a Republicanos e Democratas até a manhã de sábado para reconsiderar suas posições. "É hora de decisão.

Precisamos de planos concretos para mover isso adiante", disse Obama.

Principais notícias: Cade exige que Brasil Foods venda empresa forte

SÃO PAULO – O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Economica) vai exigir da BRF Brasil Foods (BRFS3) a venda de uma empresa forte para a concorrência, no sentido de viabilizar o processo de compra da Sadia pela Perdigão.

Assim, o negócio vai depender da empresa que comprar o pacote de fábricas, centro de distribuição de produtos e abatedouros, que equivalem a 730 mil toneladas de produtos, e vai ser concorrente direta da Brasil Foods em 14 mercados dominados pela Sadia e a Perdigão.

A notícia é um dos principais destaques da imprensa nesta sexta-feira (15). Veja também as demais manchetes referentes à economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:

O Estado de S. Paulo
B6 - Dilma resgata acordo de Lula sobre royalties;
B6 - Shell terá terceira fase de perfuração em Campos.

Valor Econômico
B4 - Gol vai ao Cade e sugere novo uso para a marca Webjet;
B7 - MMX vai atingir capacidade total de porto Sudeste;
B7 - Usiminas arrenda direitos da MBL e reforça presença em mineração;
B11 - BRF deve vender empresa forte; diz Cade.

Folha de S. Paulo
Mercado - Empresas privadas investem US$ 36 bi em petróleo;
Mercado - Cade adia o julgamento da união Sadia-Perdigão.

O Globo
Economia - S&P une-se à Moody's e alerta para chance de rebaixar rating dos EUA;
Economia - Marca Sadia é até 26% mais cara que Perdigão;
Economia - Petrobras aplica novo desconto ao preço do gás natural nacional.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Brasil insatisfeito com política cambial dos EUA e China

Recentemente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou tanto a China quanto os Estados Unidos por controlar suas taxas de câmbio através de excessiva manipulação, às custas de seus parceiros comerciais. Vale observar que estes são os dois principais parceiros comerciais brasileiros.

Ao falar com a imprensa após uma reunião em Paris na semana passada, Guido Mantega expressou sua opinião firme de que a China manipula sua moeda, e declarou que seria melhor se o país asiático deixasse sua moeda flutuar.

Mantega criticou Pequim, mas também criticou Washington, acusando o governo dos EUA de adotar políticas que levam à desvalorização do dólar, afetando as exportações brasileiras para o mercado dos EUA.

China e Estados Unidos são mercados importantes para o Brasil, principalmente para os produtos agrícolas brasileiros, mas o governo brasileiro tem estado cada vez mais insatisfeito com o fato de que sua própria moeda, o real, se valorizou bastante, enquanto o yuan e o dólar se enfraqueceram, desfavorecendo o Brasil.

Guido Mantega fez questão de ressaltar que sua crítica não era voltada aos dois países, mas especificamente à manipulação das moedas das duas nações.

Recentemente, graças aos efeitos colaterais das crises de crédito e da recessão, o Federal Reserve adotou uma política de relaxamento quantitativo, que na realizada emite mais dinheiro. A medida foi tomada no ápice da crise financeira mundial, num esforço de colocar novamente a economia dos EUA nos trilhos.

Apesar de ter sido justificada como uma medida de estímulo completamente crucial, a política de relaxamento quantitativo na prática emite mais dólares, ajudando a reduzir o valor do dólar.

Washington há muito tempo criticava Pequim por influenciar a cotação do yuan para ter uma vantagem comercial competitiva, mas Pequim respondeu à altura, expressando sua preocupação de que este relaxamento quantitativo dos EUA poderia reduzir o valor dos imensos investimentos que a China tem em bônus do governo norte-americano e outros ativos denominados em dólares.

Ao ser perguntado o que o governo brasileiro faria para garantir que o real não ficaria sobrevalorizado para sempre, Guido Mantega não quis dar detalhes sobre as medidas.

Ele afirmou: “O tempo todo nós estamos adotando medidas apropriadas para evitar a sobrevalorização do real. Não posso explicar (mais)… porque é uma surpresa.”

No passado recente, o Brasil tentou colocar um freio na valorização de sua moeda ao limitar os investimentos em fundos, entre outras medidas, mas nenhum efeito foi sentido, uma vez que o forte crescimento da economia e as taxas de juros praticadas no país continuam atraindo dinheiro estrangeiro.

O real está cotado atualmente a R$ 1,56 por dólar, o maior nível desde que o governo deixou a moeda flutuar livremente em 1999, num momento em que a economia brasiliera prospera devido à imensa demanda por seus produtos e por matérias-primas, tanto no mercado doméstico quanto no mercado internacional.

http://www.melhoresacoes.com.br/a/brasil-insatisfeito-com-pol%C3%ADtica-cambial-dos-eua-e-china

Alerta da Moody's aumenta pressão sobre dívida dos EUA

Washington - A agência de classificação de risco Moody's sacudiu na quarta-feira as negociações sobre a dívida na Casa Branca, com o alerta de que os Estados Unidos poderiam perder sua nota máxima de crédito nas próximas semanas, aumentando a pressão sobre Washington para elevar o teto de sua dívida.

O anúncio da Moody's, a primeira entre as maiores agências de classificação a colocar a nota "AAA" dos EUA em revisão para um possível rebaixamento, aconteceu minutos depois de o presidente do país, Barack Obama, e líderes do Congresso retomarem as negociações sobre o déficit pelo quarto dia consecutivo, em uma tensa reunião, segundo um assessor republicano.

O presidente e parlamentares, que se reuniram por cerca de duas horas na quarta-feira, tentam chegar a um acordo para reduzir o déficit. Os republicanos exigem profundos cortes de gastos para apoiar o aumento do limite de endividamento de 14,3 trilhões de dólares e evitar uma potencialmente devastadora moratória.

Obama disse aos republicanos, no fim de uma agitada reunião sobre o orçamento, que não cederá mais, mesmo que isso coloque em risco sua Presidência, e finalizou o encontro de forma abrupta, disse um assessor republicano.

"Cheguei ao ponto no qual digo basta", afirmou Obama, segundo o assessor. "Ronald Reagan estaria sentado aqui? Cheguei ao meu limite. Isso poderia derrubar minha Presidência, mas não vou ceder." Outra fonte na sala negou que Obama tivesse encerrado a reunião de forma repentina, mas afirmou que o presidente disse a líderes do Congresso que "já basta" e que era essencial resolver o problema da dívida.

Um assessor democrata garantiu que Obama, que fará novas reuniões na quinta-feira, pediu aos republicanos que parassem com sua postura política.

Na reunião de quarta-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, o máximo republicano no Congresso, descartou os cortes nos gastos oferecidos pela Casa Branca como "truques contábeis".

Segundo um alto assessor democrata, Obama e o líder republicano na Câmara, Eric Cantor, discutiram sobre se deveriam tentar um aumento do teto da dívida no curto-prazo.

Na reunião, Cantor pediu repetidamente por um acordo no curto-prazo que evitaria uma moratória iminente, disse o assessor. Mas Obama "resistiu muito fortemente" e declarou que vetaria o plano, contou.

O Tesouro norte-americano declarou que ficará sem dinheiro para pagar as contas em 2 de agosto.

A Moody's afirmou que vê uma "crescente possibilidade de que o limite estatutário da dívida não seja elevado a tempo adequado, levando a um default sobre as obrigações de dívida do Tesouro dos Estados Unidos." Segundo uma autoridade democrata, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse que o anúncio da Moody's sublinhou a necessidade de não apenas aumentar o limite da dívida nacional até 2 de agosto, mas também de reduzir os déficits federais.

A última vez que os EUA foram colocados em revisão para um possível rebaixamento foi em 1996, pela Moody's.

Abílio Diniz lamenta rejeição de Casino à fusão de Pão de Açúcar e Carrefour

SÃO PAULO – O presidente do Pão de Açúcar (PCAR4), Abílio Diniz, lamentou a decisão do Casino em rejeitar a fusão da sua empresa com o Carrefour, em carta divulgada à imprensa na noite dessa quarta-feira (13).

“A proposta apresentada poderia levar esta companhia a outro patamar”, disse o empresário, “o Casino imediatamente opôs-se à proposta logo que foi anunciada em 28 de junho, sem qualquer análise adequada de seus méritos.”

Antiético
Diniz também afirmou que motivo para tal contestação foi o interesse do Casino em adquirir o controle do grupo em 2012. O executivo lembrou ainda que Casino fez acusações à proposta de ser ilegal e hostil.

“Não há qualquer fundamento legal, ético ou lógico nestas afirmações”, se defende Diniz, que acredita que o grupo francês foi antiético. “O Casino apenas seguiu seus próprios interesses, em particular quando comprou quantidades maciças de ações, a fim de reforçar seu controle”, disse.

Diniz também contou que isso foi feito mesmo com um aviso formal da companhia pedindo aos seus acionistas controladores a se absterem de negociar ações. Para o empresário, o Casino fracassou em respeitar os princípios de governança corporativa e proteger os interesses de todos os acionistas.

Diniz também afirmou estar “determinado a continuar a agir no melhor interesse do Pão de Açucar, a fim de criar valor para todos os seus acionistas”.

Principais notícias: Petrobras não aceita indenização do Equador

SÃO PAULO – As negociações entre Petrobras (PETR3, PETR4) e Equador pela interrupção da produção de petróleo da estatal no país vem se dificultando. A indenização oferecida pelo governo de Rafael Correa é de US$ 160 milhões, enquando a Petrobras pede US$ 300 milhões.

Frentes as condições impostas pelo novo modelo de contrato elaborado pelo governo de Correa, para que a empresa continuasse no País, a Petrobras decidiu sair do Equador em novembro do ano passado.

A notícia é um dos principais destaques da imprensa nesta quinta-feira (14). Veja também as demais manchetes referentes à economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:

O Estado de S. Paulo
B1 - Cade reduz exigências, aprova fusão Sadia-Perdigão e ações sobem 10%;
B3 - Ativos da Brasil Foods já tem cinco interessados;
B7 - Moody’s ameaça baixar nota dos EUA;
B12 - Após retirada de proposta, Carrefour estuda novos projetos de fusão no País;
B13 - Acordo com Telebrás leva TIM ao interior.

Valor Econômico
A1 - Acordo salva fusão que criou BRF;
A9 - Petrobras discorda de oferta de indenização do Equador;
D5 - Cade exige venda de um terço da Brasil Foods;
D1 - Reajustes e mercado aquecido ampliam resultados da Localiza.

Folha de S. Paulo
Mercado - Sadia-Perdigão é aprovada com restrição;
Mercado - Assessor de Abilio sai de cena e negociação para;
Mercado - BR Foods negociará fábricas só em 2012;
Mercado - Ações sobem quase 10% na BM&FBovespa;
Mercado - Para analistas, Marfrig deve ser a sucessora.

O Globo
Economia - Abilio Diniz volta a reclamar do Casino e diz que continua determinado a defender interesses do Pão de Açúcar;
Economia - BRF diz que exigências do Cade terão custo anual de R$ 3 bilhões.

MMX celebra acordo para operação portuária e compra de minério de ferro

SÃO PAULO - A MMX (MMXM3) divulgou comunicado na última quarta-feira (13) confirmando a celebração de um acordo com a Minerinvest, que prevê a prestação de serviços de operação portuária no Superporto Sueste e também a compra de minério de ferro.

Segundo a companhia, o contrato de operação portuária assinado com a Minerinvest estabelece que o Superporto Sudeste embarque até cinco milhões de toneladas de minério de ferro da Minerinvest por ano, por um período de 10 anos a partir da entrada em operação do referido porto.

Tarifas
Para essa operação, a tarifa bruta será de US$ 19,77 por tonelada, valor que determina uma tarifa líquida de impostos de US$ 16,95 por tonelada. Esses valores serão reajustados de acordo com o preço do minério de ferro a partir do segundo semestre deste ano, com piso de US$ 15,90 por tonelada, valor que resultado numa tarifa líquida de US$ 13,63 por tonelada.

Ademais, a MMX destaca ainda que “os volumes anuais contratados estarão sujeitos à cláusula take-or-pay de 80%”, o que significa que a Minerinvest deverá movimentar no mínimo o volume percentual citado ou pagar o valor correspondente.

Minério de ferro
Ao mesmo tempo, as empresas também estabeleceram um contrato para que a Minerinvest venda até cinco milhões de toneladas de minério de ferro anualmente para a MMX ao preço de US$ 64,00 por tonelada seca com 63,5% de teor de minério.

O comunicado divulgado pela MMX aponta que “o preço de compra do minério será reajustado proporcionalmente a variação do preço do minério de ferro no mercado transoceânico com piso de US$ 30,00 por tonelada”.

A validade desse contrato também será de 10 anos a serem contados a partir da entrada em operação do Superporto Sudeste e determina também que a MMX venda até 40% do volume anual contratado “para um importante produtor de aço europeu, a preço de mercado”.

Expansão
O presidente da MMX, Roger Downey, comentou os contratos celebrados com a Minerinvest afirmando que a parceria entre as duas empresas “evidencia a importância do Superporto Sudeste na estratégia de crescimento da MMX”.

Sobre o projeto do Superporto Sudeste, Downey frisa que toda a capacidade da primeira fase já está comprometida e que a MMX já trabalha no licenciamento para a expansão da capacidade, que deverá atingir 100 milhões de toneladas por ano.

A Bolsa de Valores não é privilégio da ponta da pirâmide

Falar que o Brasil está se consolidando como uma economia em desenvolvimento é, como diz a tradicional expressão popular, “chover no molhado”. E quem está pronta para se tornar tão popular quanto a expressão é a BM&F Bovespa, mais conhecida como Bolsa de Valores, que vai se firmando como uma alternativa de renda interessante para variadas classes sociais.

Com o crescimento de uma nação, nascem novas tendências de consumo. E, evidentemente, de busca por novas formas de ganhar dinheiro. A Bolsa de Valores não é novidade. As primeiras ações foram instituídas e comercializadas em 1602, pela Companhia Holandesa das Índias Orientais, em Amsterdã. No Brasil, desde o surgimento da Bolsa Livre, em 1890, deu início ao que hoje se transformou na BM&F Bovespa, mercado que movimenta milhões diariamente.

A novidade nesse nicho mercadológico está no envolvimento e na participação de um público diferente. Público que não se limita ao topo da pirâmide social do país. O mercado de capitais, ou a Bolsa de Valores, busca, até 2015, cinco milhões de novos investidores. E para isso, quer atingir todas as classes sociais.

Mas como evoluir dos atuais 598.000 investidores e 464 empresas participantes da BM&F Bovespa? Como buscar novas camadas sociais e capacitar as classes B, C, D e E para a compra e venda de ações? A resposta disso tudo requer uma explicação de como funciona atualmente esse mercado. Depois disso, pode-se entender melhor em que ponto a BM&F Bovespa conseguirá atingir sua meta.

Hoje, o mercado de ações é atendido, em sua maioria, através de agentes autônomos de investimento, que compram e vendem ações para os clientes finais. Neste processo, o cliente sempre paga o custo das ordens, além de mais um percentual para cada operação. Este modelo chama-se “corretagem variável’’. O custo dessa operação é alto e requer do investidor um poder aquisitivo igualmente elevado. Isso faz com que a compra e venda de ações se limite aos investidores das classes A1 e A2, que têm condições de pagar pelo atendimento destes agentes.

Contudo, o que muitas pessoas não sabem é que existe um segundo modelo de operação, tão seguro e rentável quanto o primeiro, só que mais viável, chamado de “corretagem fixa’’. Nesse modelo, o próprio investidor compra e vende ações através do chamado home broker - plataforma on-line onde se executam ordens desse processo. Assim, o cliente arca apenas com o custo da corretagem do papel escolhido.

Prescindindo de um agente, o investidor paga apenas os custos operacionais da operação. Desta forma, possibilita-se o ingresso das classes B1, B2, C1, C2, D e E no mercado de capitais em ações. É claro que neste, como em qualquer outro mercado, é preciso estar bem informado para ganhar dinheiro, ainda mais quando se está sozinho.

Importante: Como todo e qualquer negócio, é preciso estar seguro quanto ao que se está fazendo. Existem empresas capacitadas que ensinam como comprar e vender ações na Bolsa de Valores, com métodos eficazes para que o investidor não precise se dedicar em tempo integral ao monitoramento das operações. O objetivo é alcançar rentabilidades maiores do que o possível por meio de investimentos habituais, como poupança e fundos de investimento.

Nesses cursos, aprende-se que o mercado tem seus riscos, sim, mas também tem grandes oportunidades. O modelo de corretagem fixa se encaixa na relação custo benefício de todas as classes e permite que a Bolsa de Valores brasileira atinja o objetivo de ser livre para o consumo de todos.

O momento atual do Brasil, com as expectativas geradas pela chegada da Copa do Mundo, dos Jogos Olímpicos e, por que não, da descoberta do Pré-Sal, exige um novo pensamento. É preciso estar atento a todo o movimento que envolve esse período de intensas mudanças. Na Bolsa de Valores, a participação cada vez mais efetiva de novas classes sociais comprova a evolução de um mercado que, até pouco tempo, era restrito a um público muito específico. E, ao que tudo indica, não parece ser apenas uma tendência, mas sim a realidade de um novo país.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cyrela anuncia recompra de ações e tenta reconquistar mercado

SÃO PAULO - A Cyrela (CYRE3) anunciou hoje a recompra de parte de suas ações em mercado. Segundo a empresa, o objetivo é manter o caixa da companhia e maximizar o valor dos papéis para os acionistas. As ações da companhia encerraram o último pregão em queda de 1,49%, cotadas a R$ 13,80.

Hoje a Cyrela tem 285.193.698 ações ordinárias no mercado, mas a quantidade máxima de papéis a serem recomprados nessa operação é de 21.150.194. As corretoras autorizadas para essa recompra são Citigroup e Itaú Corretora.

A empresa tem se esforçado para surpreender o mercado e não repetir o fraco desempenho de 2010, mas ainda não captou totalmente a confiança dos analistas, que esperam um crescimento mais moderado para o setor de construção civil neste ano.

Saída
A Cyrela também comunicou a saída de Luis Largman do cargo de diretor Financeiro e de Relações com Investidores. O cargo que estará vago a partir de 15 de agosto e ainda não tem outro ocupante definido.

Cyrela anuncia recompra de ações e tenta reconquistar mercado

SÃO PAULO - A Cyrela (CYRE3) anunciou hoje a recompra de parte de suas ações em mercado. Segundo a empresa, o objetivo é manter o caixa da companhia e maximizar o valor dos papéis para os acionistas. As ações da companhia encerraram o último pregão em queda de 1,49%, cotadas a R$ 13,80.

Hoje a Cyrela tem 285.193.698 ações ordinárias no mercado, mas a quantidade máxima de papéis a serem recomprados nessa operação é de 21.150.194. As corretoras autorizadas para essa recompra são Citigroup e Itaú Corretora.

A empresa tem se esforçado para surpreender o mercado e não repetir o fraco desempenho de 2010, mas ainda não captou totalmente a confiança dos analistas, que esperam um crescimento mais moderado para o setor de construção civil neste ano.

Saída
A Cyrela também comunicou a saída de Luis Largman do cargo de diretor Financeiro e de Relações com Investidores. O cargo que estará vago a partir de 15 de agosto e ainda não tem outro ocupante definido.

Principais notícias: fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour é suspensa

SÃO PAULO – Foi suspensa a fusão entre o Pão de Açúcar (PCAR4) e as operações brasileiras do Carrefour. O motivo principal foi a forte recusa apresentada pelo Casino, atual sócio de Abílio Diniz, agravada pela recente saída do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) do negócio.

O BTG Pactual, no entanto, ainda não desistiu da proposta de combinar as empresas no mercado Brasileiro. Agora, o banco pretende tentar, já nas próximas semanas, negociar diretamente com o Casino.

A notícia é um dos principais destaques da imprensa nesta quarta-feira (13). Veja também as demais manchetes referentes à economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:

O Estado de S. Paulo
B15 - Pão de Açúcar desiste de fusão, após rejeição de Casino e saída do BNDES;
B15 - Para sócio francês, projeto era ‘destruidor de valor’;
B18 - Marcas Perdigão e Batavo são suspensas;
B18 - Para analista, acordo para liberar fusão é recuo do Cade;
B18 - MMX quer captar US$ 1,8 bi para expansão em Minas.

Valor Econômico
B1 - Compra de Webjet deve ser suspensa;
B6 - Magnesita fecha novos acordos na América Latina;
B7 - Queiroz Galvão amplia presença em petróleo e gás;
D1 - BTG quer negociar sozinho com Casino;
D1 - Grupo francês deve resistir a novas propostas;
D5 - Com restrições, Cade deve fechar hoje acordo com Brasil Foods.

Folha de S. Paulo
Mercado - Fusão Pão de Açúcar-Carrefour naufraga;
Mercado - Casino quer comprar fatia de Abilio Diniz;
Mercado - BNDES desiste de investir no negócio;
Mercado - Cade e BR Foods fecham hoje acordo para a fusão.

O Globo
Economia - Marcas da Perdigão devem sair de cena por 5 anos;
Economia - Sem a fusão com o Pão de Açúcar, Carrefour pode ser engolido pelo americano Walmart;
Economia - Abilio Diniz desiste de fusão com Carrefour no Brasil.

Carrefour faz alerta de lucro após fracasso de fusão no Brasil

LONDRES/PARIS, 13 de julho (Reuters) - O Carrefour emitiu um quarto alerta de lucro em um ano nesta quarta-feira depois que um plano para aumentar preços não teve sucesso e uma potencial fusão no Brasil fracassou, pelo menos por ora.

As ações do grupo varejista francês caíram ao menor nível em dois anos depois que a empresa afirmou que em relatório de vendas de segundo trimestre que espera que o lucro operacional do primeiro semestre caia 23 por cento. A empresa também reconheceu que cometeu um erro ao ter aumentado preços no início do ano, antes de alguns rivais.

"Este é claramente outro alerta de lucro, o segundo em um mês. "Fique longe da ação", disse um operador baseado em Paris.

A mais recente decepção vai adicionar mais pressão sobre o presidente-executivo, Lars Olofsson, cujo ambicioso plano de transformação do Carrefour, lançado em 2009, está obtendo poucos progressos.

As ações do Carrefour acumula queda de 44 por cento desde setembro do ano passado, mas o sueco parece ter apoio do importante acionistas do grupo, a Blue Capital, uma aliança entre o bilionário do setor de luxo Bernard Arnault com a norte-americana Colony Capital. No mês passado, o Carrefour afirmou que tornaria Olofsson presidente do conselho de administração da empresa, além do posto de presidente-executivo.

A companhia prometeu se concentrar em manter preços baixos, enquanto contém gastos com promoções e programas de fidelidade.

"O estimativa de resultado do primeiro semestre de hoje é menor que nossas estimativas e implica que o progresso de 13,3 por cento no segundo semestre (de modo a elevar o lucro anual) parece agora muito esticado em nossa avaliação", disse o analista Andrew Kasoulis, do Credit Suisse.

As ações do Carrefour foram atingidas duramente na terça-feira, depois que o empresario Abilio Diniz abandonou o plano que tinha de unir o grupo Pão de Açúcar com as operações brasileiras do Carrefour. A desistência ocorreu depois que o BNDES oficializou saída da operação em meio à forte oposição do sócio de Diniz no Pão de Açúcar, a rede francesa Casino.