01 de Julho de 2009 | 08:30
Por AE
São Paulo - Com o arrefecimento da crise financeira global, a partir de março, os estrangeiros voltaram com apetite ao mercado acionário brasileiro. O movimento fez o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subir 37% no primeiro semestre de 2009. No ano, até a quinta-feira da semana passada (dia 25), o saldo de investimentos estrangeiros estava positivo em R$ 8,8 bilhões.
Como o dólar se desvalorizou quase 16% ante o real, os ganhos da bolsa brasileira em nível mundial estão entre os mais expressivos. O índice MSCI Brasil, elaborado pelo banco Morgan Stanley, acumulava alta de 58,5% até a última segunda-feira (dia 29). Só perdia para o MSCI Índia, que avançava 60,17%.
A tendência para os próximos meses, porém, divide os especialistas. "Estamos otimistas com a bolsa brasileira. Achamos que o fluxo de estrangeiros que vimos no primeiro semestre foi só o começo de uma tendência", disse o analista-chefe da XP Corretora, Rossano Oltramari. O administrador de investimentos Fabio Colombo está mais cauteloso. Para ele, a bolsa brasileira já subiu "além do razoável". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
As ações que pagam dividendos superiores à Selic
Nos últimos 12 meses, 18 ações da Bovespa distribuíram dividendos que geraram aos acionistas retornos superiores a 8,75% ao ano
Por Francine De Lorenzo | 29.07.2009 | 08h09
Portal EXAME -
Não vai ter escapatória. Com a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, caindo a 8,75% ao ano, quem quiser manter o rendimento de suas aplicações financeiras na casa de dois dígitos terá de migrar parte de seus investimentos para a renda variável. Os fundos DI e de renda fixa já rendem menos de 10% ao ano e nem os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) estão oferecendo retornos atraentes aos pequenos investidores. Para aplicações de dois anos, os grandes bancos pagam, em média, 80% do CDI, a taxa de referência do mercado. Considerando a incidência de imposto de renda, a rentabilidade dos CDBs encontra-se atualmente muito próxima à da caderneta de poupança, que remunera os poupadores com juros de 6% ao ano, mais a taxa referencial (TR).
Embora cause calafrios nos investidores mais conservadores, a bolsa é apontada pelos especialistas como uma ótima aplicação no longo prazo, mesmo para quem não gosta de arriscar. "Há um mito no mercado de que ação é investimento para jogadores. Até hoje há quem compare a bolsa a um cassino. Mas, sabendo aplicar, é possível reduzir tanto o risco que o investimento se torna quase uma renda fixa", diz Alexandre Macedo, analista da corretora Elite.
Para quem foge das fortes emoções do mercado, a sugestão é buscar ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos. Ou seja, que distribuem a seus acionistas, todos os anos, uma fatia generosa de seus lucros. A ideia é simples: de posse desses papéis, o investidor poderá receber um retorno superior à taxa Selic.
No último ano, 18 ações pagaram dividendos acima dos juros básicos da economia brasileira (veja na tabela abaixo). Algumas delas, porém, fizeram pagamentos extraordinários, como a Oi (Telemar). A operadora distribuiu em setembro do ano passado 5,1 bilhões de reais em função da compra da Brasil Telecom. Em fevereiro, a empresa surpreendeu o mercado ao anunciar uma nova distribuição de dividendos, no valor de 1,2 bilhão de reais. A atitude foi elogiada pelos analistas e justificada por dois motivos: o baixo endividamento da companhia e o fato de que os controladores também receberiam uma fatia considerável dos proventos. Na ocasião, a corretora Ativa divulgou um relatório destacando que não acreditava que a companhia teria condições de manter este elevado nível de distribuição de lucros durante o ano de 2009, uma vez que seu endividamento subiu significativamente com a aquisição a Brasil Telecom.
Por Francine De Lorenzo | 29.07.2009 | 08h09
Portal EXAME -
Não vai ter escapatória. Com a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, caindo a 8,75% ao ano, quem quiser manter o rendimento de suas aplicações financeiras na casa de dois dígitos terá de migrar parte de seus investimentos para a renda variável. Os fundos DI e de renda fixa já rendem menos de 10% ao ano e nem os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) estão oferecendo retornos atraentes aos pequenos investidores. Para aplicações de dois anos, os grandes bancos pagam, em média, 80% do CDI, a taxa de referência do mercado. Considerando a incidência de imposto de renda, a rentabilidade dos CDBs encontra-se atualmente muito próxima à da caderneta de poupança, que remunera os poupadores com juros de 6% ao ano, mais a taxa referencial (TR).
Embora cause calafrios nos investidores mais conservadores, a bolsa é apontada pelos especialistas como uma ótima aplicação no longo prazo, mesmo para quem não gosta de arriscar. "Há um mito no mercado de que ação é investimento para jogadores. Até hoje há quem compare a bolsa a um cassino. Mas, sabendo aplicar, é possível reduzir tanto o risco que o investimento se torna quase uma renda fixa", diz Alexandre Macedo, analista da corretora Elite.
Para quem foge das fortes emoções do mercado, a sugestão é buscar ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos. Ou seja, que distribuem a seus acionistas, todos os anos, uma fatia generosa de seus lucros. A ideia é simples: de posse desses papéis, o investidor poderá receber um retorno superior à taxa Selic.
No último ano, 18 ações pagaram dividendos acima dos juros básicos da economia brasileira (veja na tabela abaixo). Algumas delas, porém, fizeram pagamentos extraordinários, como a Oi (Telemar). A operadora distribuiu em setembro do ano passado 5,1 bilhões de reais em função da compra da Brasil Telecom. Em fevereiro, a empresa surpreendeu o mercado ao anunciar uma nova distribuição de dividendos, no valor de 1,2 bilhão de reais. A atitude foi elogiada pelos analistas e justificada por dois motivos: o baixo endividamento da companhia e o fato de que os controladores também receberiam uma fatia considerável dos proventos. Na ocasião, a corretora Ativa divulgou um relatório destacando que não acreditava que a companhia teria condições de manter este elevado nível de distribuição de lucros durante o ano de 2009, uma vez que seu endividamento subiu significativamente com a aquisição a Brasil Telecom.
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As ações que pagam dividendos superiores à Selic
Santander realizará IPO de 15% de unidade brasileira
29 de Julho de 2009 | 08:21
Por Cynthia Decloedt
Londres - O diretor executivo do banco espanhol Santander, Alfredo Saenz, disse que será realizada uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de 15% em novas ações de sua unidade brasileira. O banco já havia anunciado a intenção de realizar um IPO de sua unidade brasileira em comunicado divulgado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e também ao órgão regulador do mercado de Madri. Ontem, o jornal inglês Financial Times havia informado, citando fontes próximas à operação, que o lançamento ocorreria em três meses.
Saenz ainda disse que o processo de integração das unidades brasileiras do banco está adiantado e, por isso, a instituição elevou suas projeções de contribuição com sinergia no Brasil para R$ 1,3 bilhão este ano. Durante uma conferência com analistas, Saenz disse que o banco originalmente previa uma contribuição com sinergia de R$ 800 milhões no primeiro ano após a aquisição do Banco Real e deu inicio ao processo de integração de outros ativos brasileiros do Santander. O banco investiu pesado no Brasil na última década e pretende competir com os outros dois maiores bancos privados brasileiros, o Itaú Unibanco e o Bradesco. As informações são da Dow Jones.
Por Cynthia Decloedt
Londres - O diretor executivo do banco espanhol Santander, Alfredo Saenz, disse que será realizada uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de 15% em novas ações de sua unidade brasileira. O banco já havia anunciado a intenção de realizar um IPO de sua unidade brasileira em comunicado divulgado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e também ao órgão regulador do mercado de Madri. Ontem, o jornal inglês Financial Times havia informado, citando fontes próximas à operação, que o lançamento ocorreria em três meses.
Saenz ainda disse que o processo de integração das unidades brasileiras do banco está adiantado e, por isso, a instituição elevou suas projeções de contribuição com sinergia no Brasil para R$ 1,3 bilhão este ano. Durante uma conferência com analistas, Saenz disse que o banco originalmente previa uma contribuição com sinergia de R$ 800 milhões no primeiro ano após a aquisição do Banco Real e deu inicio ao processo de integração de outros ativos brasileiros do Santander. O banco investiu pesado no Brasil na última década e pretende competir com os outros dois maiores bancos privados brasileiros, o Itaú Unibanco e o Bradesco. As informações são da Dow Jones.
Confiança da indústria atinge maior nível desde outubro, diz FGV
29 de Julho de 2009 | 08:29
SÃO PAULO (Reuters) - A confiança da indústria de transformação no Brasil manteve a trajetória de melhora em julho, quando subiu pelo sétimo mês consecutivo e atingiu o maior nível desde outubro de 2008, conforme dados divulgados nesta quarta-feira.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) passou para 99,4 pontos em julho, maior patamar desde outubro de 2008, quando registrou 104,4 pontos, considerando o ajuste sazonal, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em junho, esse indicador ficou em 93,6 pontos.
Apesar de permanecer abaixo dos 119,2 pontos registrados em agosto de 2008, nível antes do aprofundamento da crise internacional, o ICI encontra-se próximo da sua média histórica desde 1995, de 99,1 pontos.
"Nos primeiros três meses do ano, a evolução foi motivada pela retomada da confiança no segmento automotivo, associada à estabilidade, em níveis muito baixos, dos indicadores de confiança dos outros segmentos industriais. A partir de abril, o índice avançou de forma mais rápida e consistente, espalhando-se entre os setores", notou a FGV.
Houve melhora tanto nas avaliações sobre o momento atual quanto nas expectativas para os próximos meses. O Índice da Situação Atual (ISA) passou de 97,3 para 101,4 pontos, entre junho e julho, superando a média histórica de 99,9 pontos. O Índice de Expectativas (IE) melhorou de 90,0 para 97,4 pontos, na mesma base de comparação.
A parcela de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como boa aumentou de 20,8 por cento em junho para 24,4 este mês, enquanto a proporção das que a consideram fraca reduziu-se de 28 por cento para 24,2 por cento.
As expectativas para os próximos meses são favoráveis em todos os quesitos que compõem o índice de expectativas, principalmente com relação à produção nos próximos três meses, cujo indicador saltou de 118,8, em junho, para 130,2 pontos, o maior desde setembro de 2008 (134,2 pontos).
Das 1.115 empresas consultadas, 43,2 por cento preveem aumento e 13,0 por cento, diminuição da produção no trimestre julho-setembro. Em junho, estes percentuais haviam sido de 34,1 e 15,3 por cento, respectivamente.
(Por Paula Laier)
SÃO PAULO (Reuters) - A confiança da indústria de transformação no Brasil manteve a trajetória de melhora em julho, quando subiu pelo sétimo mês consecutivo e atingiu o maior nível desde outubro de 2008, conforme dados divulgados nesta quarta-feira.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) passou para 99,4 pontos em julho, maior patamar desde outubro de 2008, quando registrou 104,4 pontos, considerando o ajuste sazonal, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em junho, esse indicador ficou em 93,6 pontos.
Apesar de permanecer abaixo dos 119,2 pontos registrados em agosto de 2008, nível antes do aprofundamento da crise internacional, o ICI encontra-se próximo da sua média histórica desde 1995, de 99,1 pontos.
"Nos primeiros três meses do ano, a evolução foi motivada pela retomada da confiança no segmento automotivo, associada à estabilidade, em níveis muito baixos, dos indicadores de confiança dos outros segmentos industriais. A partir de abril, o índice avançou de forma mais rápida e consistente, espalhando-se entre os setores", notou a FGV.
Houve melhora tanto nas avaliações sobre o momento atual quanto nas expectativas para os próximos meses. O Índice da Situação Atual (ISA) passou de 97,3 para 101,4 pontos, entre junho e julho, superando a média histórica de 99,9 pontos. O Índice de Expectativas (IE) melhorou de 90,0 para 97,4 pontos, na mesma base de comparação.
A parcela de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como boa aumentou de 20,8 por cento em junho para 24,4 este mês, enquanto a proporção das que a consideram fraca reduziu-se de 28 por cento para 24,2 por cento.
As expectativas para os próximos meses são favoráveis em todos os quesitos que compõem o índice de expectativas, principalmente com relação à produção nos próximos três meses, cujo indicador saltou de 118,8, em junho, para 130,2 pontos, o maior desde setembro de 2008 (134,2 pontos).
Das 1.115 empresas consultadas, 43,2 por cento preveem aumento e 13,0 por cento, diminuição da produção no trimestre julho-setembro. Em junho, estes percentuais haviam sido de 34,1 e 15,3 por cento, respectivamente.
(Por Paula Laier)
Vivo tem lucro de R$ 172,4 milhões no 2º trimestre
29 de Julho de 2009 | 08:24
Por Vinícius Pinheiro
São Paulo - A Vivo registrou lucro líquido de R$ 172,4 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo, dessa forma, o prejuízo de R$ 59,5 milhões no mesmo período de 2008. A empresa ainda apresentou um crescimento de 39,6% ante o lucro dos três primeiros meses do ano. A receita líquida de serviços da companhia alcançou R$ 3,630 bilhões, uma alta de 7,1% na comparação com os meses de abril a junho do ano passado.
A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da operadora somou R$ 1,197 bilhão, uma alta de 42,3% ante o resultado do segundo trimestre do ano passado, enquanto a margem Ebitda aumentou 8,2 pontos porcentuais, para 30,4%. Em relação aos três primeiros meses deste ano, quando a margem na geração de caixa foi de 29,9%, o desempenho foi 0,5 ponto maior.
No relatório que acompanha o balanço, a Vivo esclarece que o Ebitda do segundo trimestre deste ano sofreu um impacto positivo de R$ 47,5 milhões com a recuperação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Desconsiderando esse efeito, a geração de caixa apresentaria uma evolução de 36,7%, com margem de 29,2%, uma evolução de 7 pontos porcentuais ante igual período de 2008 e 0,7 ponto porcentual menor que o trimestre anterior.
Graças ao avanço das vendas de modems 3G, a receita de dados continua sendo um dos destaques, com aumento de 29,9% no segundo trimestre. Segundo a operadora, o segmento passou a representar 12,6% da receita líquida total, conforme o relatório.
A base da Vivo atingiu 46,819 milhões de clientes no final do mês passado, com fatia de 29,3% do mercado, o que manteve a operadora como líder no Brasil. A empresa conquistou 1,178 milhões de novos clientes, com 19,8% de participação de adições líquidas, um crescimento de 69,3% em relação aos três primeiros meses do ano. A receita média por usuário (ARPU) da Vivo foi de R$ 26,3 no segundo trimestre deste ano, uma queda de 8,7% em relação ao mesmo período de 2008 e de 2,6% ante o primeiro trimestre.
Já a provisão para devedores duvidosos (PDD) apresentou redução de 28,2% no segundo trimestre em relação aos meses de abril e junho do ano passado. O valor de R$ 65,2 milhões corresponde a 1,2% da receita bruta, menor que o apresentado em igual período de 2008 (1,7%). Em relação ao primeiro trimestre, a redução foi de 0,2 pontos porcentuais. A Vivo prossegue com as ações de cobrança e com padrões rígidos de concessão de crédito, que mantêm sob estrito controle essa rubrica, ressalta a operadora, no relatório. A companhia encerrou junho de 2009 com uma dívida líquida de R$ 4,692 bilhões, ante R$ 3,574 bilhões no mesmo período do ano passado.
Por Vinícius Pinheiro
São Paulo - A Vivo registrou lucro líquido de R$ 172,4 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo, dessa forma, o prejuízo de R$ 59,5 milhões no mesmo período de 2008. A empresa ainda apresentou um crescimento de 39,6% ante o lucro dos três primeiros meses do ano. A receita líquida de serviços da companhia alcançou R$ 3,630 bilhões, uma alta de 7,1% na comparação com os meses de abril a junho do ano passado.
A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da operadora somou R$ 1,197 bilhão, uma alta de 42,3% ante o resultado do segundo trimestre do ano passado, enquanto a margem Ebitda aumentou 8,2 pontos porcentuais, para 30,4%. Em relação aos três primeiros meses deste ano, quando a margem na geração de caixa foi de 29,9%, o desempenho foi 0,5 ponto maior.
No relatório que acompanha o balanço, a Vivo esclarece que o Ebitda do segundo trimestre deste ano sofreu um impacto positivo de R$ 47,5 milhões com a recuperação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Desconsiderando esse efeito, a geração de caixa apresentaria uma evolução de 36,7%, com margem de 29,2%, uma evolução de 7 pontos porcentuais ante igual período de 2008 e 0,7 ponto porcentual menor que o trimestre anterior.
Graças ao avanço das vendas de modems 3G, a receita de dados continua sendo um dos destaques, com aumento de 29,9% no segundo trimestre. Segundo a operadora, o segmento passou a representar 12,6% da receita líquida total, conforme o relatório.
A base da Vivo atingiu 46,819 milhões de clientes no final do mês passado, com fatia de 29,3% do mercado, o que manteve a operadora como líder no Brasil. A empresa conquistou 1,178 milhões de novos clientes, com 19,8% de participação de adições líquidas, um crescimento de 69,3% em relação aos três primeiros meses do ano. A receita média por usuário (ARPU) da Vivo foi de R$ 26,3 no segundo trimestre deste ano, uma queda de 8,7% em relação ao mesmo período de 2008 e de 2,6% ante o primeiro trimestre.
Já a provisão para devedores duvidosos (PDD) apresentou redução de 28,2% no segundo trimestre em relação aos meses de abril e junho do ano passado. O valor de R$ 65,2 milhões corresponde a 1,2% da receita bruta, menor que o apresentado em igual período de 2008 (1,7%). Em relação ao primeiro trimestre, a redução foi de 0,2 pontos porcentuais. A Vivo prossegue com as ações de cobrança e com padrões rígidos de concessão de crédito, que mantêm sob estrito controle essa rubrica, ressalta a operadora, no relatório. A companhia encerrou junho de 2009 com uma dívida líquida de R$ 4,692 bilhões, ante R$ 3,574 bilhões no mesmo período do ano passado.
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4 milhões no 2º trimestre,
Vivo tem lucro de R$ 172
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Lucro da Vale despenca 81,5% no 2º trimestre, para R$ 1,46 bi
A Vale anunciou nesta quarta-feira que seu lucro líquido pelas regras contábeis brasileiras caiu para R$ 1,46 bilhão no segundo trimestre, contra lucro de R$ 7,9 bilhões obtidos no segundo trimestre de 2008, uma redução de 81,5%.
Segundo dados divulgados pela companhia, a receita operacional encolheu para R$ 11 bilhões. No mesmo período do ano passado, a receita havia sido de R$ 18,8 bilhões.
Segundo dados divulgados pela companhia, a receita operacional encolheu para R$ 11 bilhões. No mesmo período do ano passado, a receita havia sido de R$ 18,8 bilhões.
Perdigão transfere R$ 950 mi para a Sadia
O repasse à Sadia tem o objetivo de quitar suas dívidas de curto prazo
| 28.07.2009 | 15h21
Portal EXAME -
A Sadia informou em comunicado nesta terça-feira (28/07) que recebeu da Perdigão a quantia de 950 milhões de reais para sanar suas dívidas de curto prazo que estavam em 3,23 bilhões de reais no primeiro trimestre deste ano, quase metade do total de passivos da companhia, avaliados em 6,8 bilhões de reais.
O montante repassado à Sadia é decorrente da captação de cerca de 5,3 bilhões de reais por meio da oferta pública primária de ações realizada pela Perdigão na semana passada (dia 21/07). Mais de 80% desse levantamento de capital será utilizado para acertar obrigações da Sadia e da Perdigão, que vão se unir na Brasil Foods.
A Sadia carrega dívidas bilionárias devido a perdas em transações com derivativos cambiais no final do ano passado. De acordo com o prospecto da operação, a maior parte dos recursos será destinada para o pagamento de dívidas relacionadas ao Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC), no valor de 1,652 bilhão de reais. Entre outras transações, como notas de crédito à exportação (NCE), no valor de 983 milhões de reais e com pré-pagamento de exportações (PPE), o equivalente a 387,49 milhões de reais.
Após todos os repasses, ainda sobrarão 961,61 milhões de reais a ser direcionado ao caixa da BRF Foods, a fim de equilibrar sua estrutura de capital consolidada.
A Perdigão fez o levantamento dos recursos no mercado e depois fez o repasse de parte dos recursos à Sadia porque a integração entre as duas companhias de alimentos está congelada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Às 15h24, os papéis preferenciais da Sadia (SDI4, sem direito a voto) se valorizavam 0,56%, para 5,39 reais. Enquanto, no mesmo sentido de alta, as ações ordinárias da Perdigão (PRGA3), denominada BRF Foods na bolsa, subiam 0,91%, para 41,06 reais.
| 28.07.2009 | 15h21
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A Sadia informou em comunicado nesta terça-feira (28/07) que recebeu da Perdigão a quantia de 950 milhões de reais para sanar suas dívidas de curto prazo que estavam em 3,23 bilhões de reais no primeiro trimestre deste ano, quase metade do total de passivos da companhia, avaliados em 6,8 bilhões de reais.
O montante repassado à Sadia é decorrente da captação de cerca de 5,3 bilhões de reais por meio da oferta pública primária de ações realizada pela Perdigão na semana passada (dia 21/07). Mais de 80% desse levantamento de capital será utilizado para acertar obrigações da Sadia e da Perdigão, que vão se unir na Brasil Foods.
A Sadia carrega dívidas bilionárias devido a perdas em transações com derivativos cambiais no final do ano passado. De acordo com o prospecto da operação, a maior parte dos recursos será destinada para o pagamento de dívidas relacionadas ao Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC), no valor de 1,652 bilhão de reais. Entre outras transações, como notas de crédito à exportação (NCE), no valor de 983 milhões de reais e com pré-pagamento de exportações (PPE), o equivalente a 387,49 milhões de reais.
Após todos os repasses, ainda sobrarão 961,61 milhões de reais a ser direcionado ao caixa da BRF Foods, a fim de equilibrar sua estrutura de capital consolidada.
A Perdigão fez o levantamento dos recursos no mercado e depois fez o repasse de parte dos recursos à Sadia porque a integração entre as duas companhias de alimentos está congelada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Às 15h24, os papéis preferenciais da Sadia (SDI4, sem direito a voto) se valorizavam 0,56%, para 5,39 reais. Enquanto, no mesmo sentido de alta, as ações ordinárias da Perdigão (PRGA3), denominada BRF Foods na bolsa, subiam 0,91%, para 41,06 reais.
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Empresas brasileiras crescem em ranking mundial
28 de Julho de 2009 | 09:48
As grandes empresas brasileiras estão entre as que mais se valorizaram no mundo no primeiro semestre, avançando no ranking das 300 maiores empresas globais, por valor de mercado, elaborado pela consultoria Ernst & Young. O levantamento mostrou a recuperação das empresas depois do ponto mais crítico da crise mundial, no final do ano passado. O número de empresas brasileiras na lista passou de cinco, em dezembro, para oito, em janeiro, com três delas entre as 100 maiores: Petrobras (8º lugar), Vale (46º) e Itaú Unibanco (76º). Entre as 300 maiores, ainda aparecem o Bradesco (120º), a AmBev (147º), o Banco do Brasil (204º) e o Banco Santander do Brasil (254º). O estudo tem como base o valor das ações das empresas ao fim do semestre. A recuperação está muito alinhada com os Brics, disse Paulo Sérgio Dortas, sócio da área de transações corporativas da Ernst & Young, referindo-se ao grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China. A Rússia e a China também se recuperaram. O total de empresas chinesas na lista das 100 maiores passou de oito no fim de 2009 para 11 em junho. No entanto, as três brasileiras entre as 100 maiores foram as que apresentaram a maior valorização, com valor conjunto de US$ 313,8 bilhões. Elas subiram 101%, ficando muito à frente das russas, que acumularam um aumento de 42%, com o segundo melhor resultado entre os países. A China tem três empresas entre as dez maiores: Petrochina (1º), Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) (3º) e China Construction Bank (6º). A operadora de telecomunicações China Mobile (5º) tem sede em Hong Kong. A Petrochina ultrapassou a americana Exxon Mobil, que ocupava o topo da lista no fim do ano passado e passou para o segundo lugar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
As grandes empresas brasileiras estão entre as que mais se valorizaram no mundo no primeiro semestre, avançando no ranking das 300 maiores empresas globais, por valor de mercado, elaborado pela consultoria Ernst & Young. O levantamento mostrou a recuperação das empresas depois do ponto mais crítico da crise mundial, no final do ano passado. O número de empresas brasileiras na lista passou de cinco, em dezembro, para oito, em janeiro, com três delas entre as 100 maiores: Petrobras (8º lugar), Vale (46º) e Itaú Unibanco (76º). Entre as 300 maiores, ainda aparecem o Bradesco (120º), a AmBev (147º), o Banco do Brasil (204º) e o Banco Santander do Brasil (254º). O estudo tem como base o valor das ações das empresas ao fim do semestre. A recuperação está muito alinhada com os Brics, disse Paulo Sérgio Dortas, sócio da área de transações corporativas da Ernst & Young, referindo-se ao grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia e China. A Rússia e a China também se recuperaram. O total de empresas chinesas na lista das 100 maiores passou de oito no fim de 2009 para 11 em junho. No entanto, as três brasileiras entre as 100 maiores foram as que apresentaram a maior valorização, com valor conjunto de US$ 313,8 bilhões. Elas subiram 101%, ficando muito à frente das russas, que acumularam um aumento de 42%, com o segundo melhor resultado entre os países. A China tem três empresas entre as dez maiores: Petrochina (1º), Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) (3º) e China Construction Bank (6º). A operadora de telecomunicações China Mobile (5º) tem sede em Hong Kong. A Petrochina ultrapassou a americana Exxon Mobil, que ocupava o topo da lista no fim do ano passado e passou para o segundo lugar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
Estrangeiro volta à Bolsa em julho e traz US$ 5,5 bi
27 de Julho de 2009 | 19:11
O apetite dos investidores estrangeiros por papéis no mercado acionário brasileiro voltou a crescer em julho. De acordo com dados preliminares do Banco Central (BC), esses investidores já trouxeram ao País cerca de US$ 5,5 bilhões neste mês, depois de terem feito uma retirada líquida de US$ 65 milhões em junho. A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da VisaNet foi uma das grandes responsáveis pelo expressivo aumento no volume de investimentos em bolsa.
De acordo com levantamento divulgado hoje pelo BC, somente a operação de lançamento de ações da operadora VisaNet garantiu a entrada de US$ 2,4 bilhões. Na oferta, a companhia captou R$ 8,4 bilhões, marcando a maior oferta inicial de ações da história brasileira. Os investidores estrangeiros ficaram com 56,54% do total ofertado, de acordo com dados da própria empresa divulgados no início do mês.
O investidor estrangeiro também continua trazendo recursos para o segmento de renda fixa, apesar dos cortes promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na taxa básica de juro do País. Em junho, os recursos aportados neste segmento somaram US$ 1,7 bilhão e já alcançam em julho US$ 1,1 bilhão.
Os investimentos em renda fixa no Brasil por parte dos estrangeiros refletem a diferença de juros entre países. Apesar do Copom ter reduzido a taxa Selic em todas as cinco reuniões deste ano, jogando a taxa para o patamar histórico de 8,75% ao ano, o rendimento dos títulos atrelados ao juro básico brasileiro ainda é bastante superior ao registrado em outros países onde a taxa básica está próxima de zero, como é o caso dos Estados Unidos.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, esses fluxos devem continuar tendo oscilações ao longo dos próximos meses, já que os investidores tendem a embolsar seus lucros em intervalos mais curtos de tempo. Ainda assim, Lopes acredita que a tendência de entrada de recursos nos mercados brasileiros é positiva, assim como o comportamento esperado para o chamado investimento estrangeiro direto (IED). "O investimento deve continuar fluindo bem", disse Lopes. "O Brasil é visto como um ponto bastante importante para o investidor externo", acrescentou.
De janeiro a junho, a entrada líquida de investimentos em bolsa no Brasil somou US$ 3,09 bilhões. Em 2008, como um todo, houve uma saída líquida de US$ 10,9 bilhões, de acordo com o levantamento do BC. No caso do mercado de títulos de renda fixa, o volume líquido do primeiro semestre é de US$ 1,09 bilhão. Em 2008, esses investimentos somaram US$ 15,3 bilhões.
O apetite dos investidores estrangeiros por papéis no mercado acionário brasileiro voltou a crescer em julho. De acordo com dados preliminares do Banco Central (BC), esses investidores já trouxeram ao País cerca de US$ 5,5 bilhões neste mês, depois de terem feito uma retirada líquida de US$ 65 milhões em junho. A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da VisaNet foi uma das grandes responsáveis pelo expressivo aumento no volume de investimentos em bolsa.
De acordo com levantamento divulgado hoje pelo BC, somente a operação de lançamento de ações da operadora VisaNet garantiu a entrada de US$ 2,4 bilhões. Na oferta, a companhia captou R$ 8,4 bilhões, marcando a maior oferta inicial de ações da história brasileira. Os investidores estrangeiros ficaram com 56,54% do total ofertado, de acordo com dados da própria empresa divulgados no início do mês.
O investidor estrangeiro também continua trazendo recursos para o segmento de renda fixa, apesar dos cortes promovidos pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na taxa básica de juro do País. Em junho, os recursos aportados neste segmento somaram US$ 1,7 bilhão e já alcançam em julho US$ 1,1 bilhão.
Os investimentos em renda fixa no Brasil por parte dos estrangeiros refletem a diferença de juros entre países. Apesar do Copom ter reduzido a taxa Selic em todas as cinco reuniões deste ano, jogando a taxa para o patamar histórico de 8,75% ao ano, o rendimento dos títulos atrelados ao juro básico brasileiro ainda é bastante superior ao registrado em outros países onde a taxa básica está próxima de zero, como é o caso dos Estados Unidos.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, esses fluxos devem continuar tendo oscilações ao longo dos próximos meses, já que os investidores tendem a embolsar seus lucros em intervalos mais curtos de tempo. Ainda assim, Lopes acredita que a tendência de entrada de recursos nos mercados brasileiros é positiva, assim como o comportamento esperado para o chamado investimento estrangeiro direto (IED). "O investimento deve continuar fluindo bem", disse Lopes. "O Brasil é visto como um ponto bastante importante para o investidor externo", acrescentou.
De janeiro a junho, a entrada líquida de investimentos em bolsa no Brasil somou US$ 3,09 bilhões. Em 2008, como um todo, houve uma saída líquida de US$ 10,9 bilhões, de acordo com o levantamento do BC. No caso do mercado de títulos de renda fixa, o volume líquido do primeiro semestre é de US$ 1,09 bilhão. Em 2008, esses investimentos somaram US$ 15,3 bilhões.
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Estrangeiro volta à Bolsa em julho e traz US$ 5
Vale eleva participação na CSA de 10% para 26,87%
22 de Julho de 2009 | 19:07
Vale decidiu elevar de 10% para 26,87% sua participação na CSA Siderúrgica do Atlântico, investimento feito em parceria com a alemã ThyssenKrupp Steel em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. A elevação representará um aporte adicional de 965 milhões de euros (US$ 1,372 bilhão, pelo câmbio de hoje) da Vale no projeto, que vem sendo tocado pelas duas empresas desde 2006 e que foi "atropelada" pela crise com grande parte do investimento já comprometido. Hoje, a Vale assinou memorando de entendimento com a ThyssenKrupp. Em nota, a mineradora alertou que a decisão ainda está sujeita, "entre outras condições", à aprovação dos Conselho de Administração das duas empresas. Em maio, a ThyssenKrupp pediu o apoio da sócia brasileira para concluir o projeto que, pelo cronograma original, tinha previsão de início de operações entre 2008 e 2009. Agora, as empresas começam a contar com a possibilidade de começar a produzir placas de aço para exportação apenas no ano que vem. "A CSA está construindo uma usina integrada de placas de aço, com capacidade nominal de cinco milhões de toneladas métricas de placas por ano, no Estado do Rio de Janeiro. O início da produção é previsto para a primeira metade de 2010. Como parceira estratégica da ThyssenKrupp, a Vale é fornecedora única e exclusiva de minério de ferro para a CSA", diz a nota distribuída pela Vale, que classificou a "contribuição adicional de capital" como um "compromisso no maior investimento industrial em construção no Brasil nos últimos dez anos, e na primeira usina siderúrgica de grande porte a ser construída no país desde meados da década de 80".
Vale decidiu elevar de 10% para 26,87% sua participação na CSA Siderúrgica do Atlântico, investimento feito em parceria com a alemã ThyssenKrupp Steel em Santa Cruz, na zona oeste do Rio. A elevação representará um aporte adicional de 965 milhões de euros (US$ 1,372 bilhão, pelo câmbio de hoje) da Vale no projeto, que vem sendo tocado pelas duas empresas desde 2006 e que foi "atropelada" pela crise com grande parte do investimento já comprometido. Hoje, a Vale assinou memorando de entendimento com a ThyssenKrupp. Em nota, a mineradora alertou que a decisão ainda está sujeita, "entre outras condições", à aprovação dos Conselho de Administração das duas empresas. Em maio, a ThyssenKrupp pediu o apoio da sócia brasileira para concluir o projeto que, pelo cronograma original, tinha previsão de início de operações entre 2008 e 2009. Agora, as empresas começam a contar com a possibilidade de começar a produzir placas de aço para exportação apenas no ano que vem. "A CSA está construindo uma usina integrada de placas de aço, com capacidade nominal de cinco milhões de toneladas métricas de placas por ano, no Estado do Rio de Janeiro. O início da produção é previsto para a primeira metade de 2010. Como parceira estratégica da ThyssenKrupp, a Vale é fornecedora única e exclusiva de minério de ferro para a CSA", diz a nota distribuída pela Vale, que classificou a "contribuição adicional de capital" como um "compromisso no maior investimento industrial em construção no Brasil nos últimos dez anos, e na primeira usina siderúrgica de grande porte a ser construída no país desde meados da década de 80".
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Usiminas retoma produção em dois fornos até final de agosto
23 de Julho de 2009 | 08:36
SÃO PAULO, 23 de julho (Reuters) - A Usiminas vai religar o alto forno 2 da usina de Ipatinga (MG) até o final deste mês, enquanto o forno 1 da usina de Cubatão (SP) será retomado até o fim de agosto, informou a maior produtora de aços planos do país no balanço do segundo trimestre.
Com isso, a companhia voltará a ocupar 85 a 90 por cento de sua capacidade de produção de aço líquido durante o segundo semestre, depois de registrar queda de cerca de 50 por cento na utilização no início do semestre passado.
"Esta medida justifica-se pela esperada recuperação da demanda interna por aços planos, aliada às perspectivas de recuperação das exportações, embora ainda abaixo dos níveis desejáveis", informou a companhia no balanço.
A Usiminas divulgou no final da noite de quarta-feira que encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de 369 milhões de reais, queda de 63 por cento em relação ao ganho de um ano antes.
Seis previsões de analistas obtidas pela Reuters indicavam expectativa média de lucro líquido de 241,4 milhões de reais, após prejuízo de 112 milhões de reais nos três primeiros meses do ano.
A Usiminas decidiu desligar o forno de Ipatinga no início de dezembro passado e, desde então, o equipamento passou por manutenção para ganhar eficiência e redução de custos. O forno de Cubatão teve sua produção suspensa em março.
A retomada da produção sinaliza melhora no mercado de aço, sensivelmente impactado pela queda na demanda intensificada a partir de meados de setembro com o agravamento da crise de crédito.
Em maio, o presidente-executivo da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, chegou a dizer que a companhia provavelmente não religaria os fornos parados até o final de 2009.
Mas o cenário ainda não aponta uma retomada completa da demanda conforme projeto de crescimento da empresa divulgado em julho do ano passado. O conselho de administração decidiu na véspera suspender o projeto de construção de usina de cinco milhões de toneladas de aço em Santana do Paraíso (MG).
A nova usina fazia parte de plano de investimentos da companhia de 14,1 bilhões de dólares em cinco anos e pode ser retomada "tão logo os fundamentos do mercado confirmem a recuperação do crescimento sustentável da demanda", informou a empresa no balanço.
O conselho também decidiu investimento de 215 milhões de reais em instalações de refino secundário da Aciaria 2 da usina de Ipatinga, para aumentar a oferta de aços nobres para o setor de petróleo e gás e automotivo, que atravessam expansão após receberem incentivos do governo. A Usiminas prevê 24 meses para a contratação, implantação e comissionamento dos equipamentos.
A Usiminas, que promove programa de redução de 1,4 bilhão de reais em custos, informou que capturou no primeiro semestre do ano 277 milhões de reais em economias. Nesse período, a empresa cortou 2.477 empregados, gerando impacto negativo de 79 milhões de reais.
(Por Alberto Alerigi Jr.)
SÃO PAULO, 23 de julho (Reuters) - A Usiminas vai religar o alto forno 2 da usina de Ipatinga (MG) até o final deste mês, enquanto o forno 1 da usina de Cubatão (SP) será retomado até o fim de agosto, informou a maior produtora de aços planos do país no balanço do segundo trimestre.
Com isso, a companhia voltará a ocupar 85 a 90 por cento de sua capacidade de produção de aço líquido durante o segundo semestre, depois de registrar queda de cerca de 50 por cento na utilização no início do semestre passado.
"Esta medida justifica-se pela esperada recuperação da demanda interna por aços planos, aliada às perspectivas de recuperação das exportações, embora ainda abaixo dos níveis desejáveis", informou a companhia no balanço.
A Usiminas divulgou no final da noite de quarta-feira que encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de 369 milhões de reais, queda de 63 por cento em relação ao ganho de um ano antes.
Seis previsões de analistas obtidas pela Reuters indicavam expectativa média de lucro líquido de 241,4 milhões de reais, após prejuízo de 112 milhões de reais nos três primeiros meses do ano.
A Usiminas decidiu desligar o forno de Ipatinga no início de dezembro passado e, desde então, o equipamento passou por manutenção para ganhar eficiência e redução de custos. O forno de Cubatão teve sua produção suspensa em março.
A retomada da produção sinaliza melhora no mercado de aço, sensivelmente impactado pela queda na demanda intensificada a partir de meados de setembro com o agravamento da crise de crédito.
Em maio, o presidente-executivo da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, chegou a dizer que a companhia provavelmente não religaria os fornos parados até o final de 2009.
Mas o cenário ainda não aponta uma retomada completa da demanda conforme projeto de crescimento da empresa divulgado em julho do ano passado. O conselho de administração decidiu na véspera suspender o projeto de construção de usina de cinco milhões de toneladas de aço em Santana do Paraíso (MG).
A nova usina fazia parte de plano de investimentos da companhia de 14,1 bilhões de dólares em cinco anos e pode ser retomada "tão logo os fundamentos do mercado confirmem a recuperação do crescimento sustentável da demanda", informou a empresa no balanço.
O conselho também decidiu investimento de 215 milhões de reais em instalações de refino secundário da Aciaria 2 da usina de Ipatinga, para aumentar a oferta de aços nobres para o setor de petróleo e gás e automotivo, que atravessam expansão após receberem incentivos do governo. A Usiminas prevê 24 meses para a contratação, implantação e comissionamento dos equipamentos.
A Usiminas, que promove programa de redução de 1,4 bilhão de reais em custos, informou que capturou no primeiro semestre do ano 277 milhões de reais em economias. Nesse período, a empresa cortou 2.477 empregados, gerando impacto negativo de 79 milhões de reais.
(Por Alberto Alerigi Jr.)
Até a indústria automobilística já dá sinais de retomada
Para o Banc of America-Merrill Lynch, montadoras já dão sinais de melhora em países emergentes - e até mesmo nos EUA e Europa
| 23.07.2009 | 8h45
Portal EXAME -
Desde a eclosão da crise global em setembro de 2008, a indústria automobilística mundial foi o segmento mais afetado pela escassez de crédito. As vendas despencaram em praticamente todos os países. Fora do sistema financeiro, o maior símbolo da crise foi a derrocada da General Motors, que chegou a pedir uma breve concordata. A empresa enfrentava dificuldades desde 2005, mas a concordata era considerada uma medida extrema para uma corporação que já foi símbolo de prosperidade econômica. Outras montadoras - como a Chrysler, a Ford e até mesmo a competente Toyota - anunciaram perdas bilionárias nos últimos meses. Especialistas, no entanto, já começam a ver a luz no fim do túnel.
Em estudo realizado pelo Banc of America Securities-Merrill Lynch, analistas afirmam que a retomada da indústria automobilística será reflexo da reestruturação das economias desenvolvidas. Nos Estados Unidos, a crise fez com que as montadoras pedissem ajuda ao governo para manter suas operações. A GM, por exemplo, até então a maior montadora do mundo, enxugou as operações, demitiu milhares de funcionários, fechou fábricas e vendeu unidades inteiras. A expectativa é de que a produção só retome os patamares pré-crise ao final de 2010.
Durante o ápice da crise, as vendas também caíram nos países emergentes, mas registraram uma forte recuperação recentemente. Os analistas do banco afirmam que 2010 vai marcar a retomada dos mercados emergentes e a China vai tomar o lugar dos Estados Unidos como o maior mercado automobilístico em número de veículos.
O relatório afirma que a recessão global será seguida por um período de um crescimento econômico mais lento do que o registrado nas últimas duas décadas. Além de políticas de incentivo dos governos, a corretora acredita que o setor automotivo também dependerá de inovações tecnológicas que favoreçam o consumo de mais veículos. "Um avanço na autonomia dos veículos, por exemplo, poderia impulsionar a demanda e a produção nos próximos anos", diz a Merrill Lynch.
| 23.07.2009 | 8h45
Portal EXAME -
Desde a eclosão da crise global em setembro de 2008, a indústria automobilística mundial foi o segmento mais afetado pela escassez de crédito. As vendas despencaram em praticamente todos os países. Fora do sistema financeiro, o maior símbolo da crise foi a derrocada da General Motors, que chegou a pedir uma breve concordata. A empresa enfrentava dificuldades desde 2005, mas a concordata era considerada uma medida extrema para uma corporação que já foi símbolo de prosperidade econômica. Outras montadoras - como a Chrysler, a Ford e até mesmo a competente Toyota - anunciaram perdas bilionárias nos últimos meses. Especialistas, no entanto, já começam a ver a luz no fim do túnel.
Em estudo realizado pelo Banc of America Securities-Merrill Lynch, analistas afirmam que a retomada da indústria automobilística será reflexo da reestruturação das economias desenvolvidas. Nos Estados Unidos, a crise fez com que as montadoras pedissem ajuda ao governo para manter suas operações. A GM, por exemplo, até então a maior montadora do mundo, enxugou as operações, demitiu milhares de funcionários, fechou fábricas e vendeu unidades inteiras. A expectativa é de que a produção só retome os patamares pré-crise ao final de 2010.
Durante o ápice da crise, as vendas também caíram nos países emergentes, mas registraram uma forte recuperação recentemente. Os analistas do banco afirmam que 2010 vai marcar a retomada dos mercados emergentes e a China vai tomar o lugar dos Estados Unidos como o maior mercado automobilístico em número de veículos.
O relatório afirma que a recessão global será seguida por um período de um crescimento econômico mais lento do que o registrado nas últimas duas décadas. Além de políticas de incentivo dos governos, a corretora acredita que o setor automotivo também dependerá de inovações tecnológicas que favoreçam o consumo de mais veículos. "Um avanço na autonomia dos veículos, por exemplo, poderia impulsionar a demanda e a produção nos próximos anos", diz a Merrill Lynch.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Concessão de Lula ao Paraguai é negativa para a Eletrobrás
Com decisão do governo, companhia pode ter de aumentar gastos com compensações
| 22.07.2009 | 14h59
Portal EXAME -
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de permitir ao Paraguai vender o excedente de energia de Itaipu diretamente para o Brasil - informada nesta quarta-feira por jornais brasileiros - pode gerar efeitos negativos para a Eletrobrás. Hoje o Paraguai consome apenas 5% da energia produzida pela usina e vende o excedente de sua cota à empresa pelo preço fixo de 45 dólares por MWh. Para que a transação seja realizada, será necessário alterar pelo menos duas leis - a 5.899, de 1973, e a 10.438, de 2002, que definem a companhia como responsável pela comercialização de todos os "serviços de eletricidade" de Itaipu.
Para a corretora Ativa, as mudanças seriam negativas para a Eletrobrás no curto prazo. "A princípio isso elevaria a carga de compensações para o Paraguai, sem contar com a elevação da percepção de risco associado a ingerência política relaciona a estatal", avalia o analista Ricardo Corrêa. "No entanto, não há efeito de curto prazo para o setor, a princípio nada muda e, em nossa visão, a decisão definitiva entra na fila da questões pendentes para o próximo governo." Às 12h32, as ações ordinárias da Eletrobrás (ELET3, com direito a voto) caíam 0,65%, negociadas a 28,95 reais. No mesmo instante o Ibovespa registrava alta de 0,16%, aos 53.316 pontos.
No médio prazo, a Ativa acredita que a participação do Paraguai no mercado brasileiro pode ainda provocar uma elevação superior a 50% na quantidade de energia contratável no mercado livre - o que levaria a uma pressão nos preços, algo negativo para as geradoras. Como não haverá demanda suficiente para a quantidade de energia produzida, a tendência é os preços voltem aos patamares atuais.
Segundo a Ativa, essa pressão negativa de preços no mercado livre é "potencialmente negativo para geradoras, em especial Tractebel, Cemig, AES Tietê, CESP, CPFL, etc".
"Em momento posterior a entrada do Paraguai como agente livre, a tendência seria a necessidade de entrega desta energia descontratada no mercado regulado, na medida em que, em tese, não haveria demanda para toda a energia descontrata. Sendo assim, há uma tendência de convergência dos preços do mercado livre e regulado, como resultado da entrada do Paraguai no ambiente de contratação livre, sem necessariamente fazer pressão nos preços médios", completa a corretora.
| 22.07.2009 | 14h59
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A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de permitir ao Paraguai vender o excedente de energia de Itaipu diretamente para o Brasil - informada nesta quarta-feira por jornais brasileiros - pode gerar efeitos negativos para a Eletrobrás. Hoje o Paraguai consome apenas 5% da energia produzida pela usina e vende o excedente de sua cota à empresa pelo preço fixo de 45 dólares por MWh. Para que a transação seja realizada, será necessário alterar pelo menos duas leis - a 5.899, de 1973, e a 10.438, de 2002, que definem a companhia como responsável pela comercialização de todos os "serviços de eletricidade" de Itaipu.
Para a corretora Ativa, as mudanças seriam negativas para a Eletrobrás no curto prazo. "A princípio isso elevaria a carga de compensações para o Paraguai, sem contar com a elevação da percepção de risco associado a ingerência política relaciona a estatal", avalia o analista Ricardo Corrêa. "No entanto, não há efeito de curto prazo para o setor, a princípio nada muda e, em nossa visão, a decisão definitiva entra na fila da questões pendentes para o próximo governo." Às 12h32, as ações ordinárias da Eletrobrás (ELET3, com direito a voto) caíam 0,65%, negociadas a 28,95 reais. No mesmo instante o Ibovespa registrava alta de 0,16%, aos 53.316 pontos.
No médio prazo, a Ativa acredita que a participação do Paraguai no mercado brasileiro pode ainda provocar uma elevação superior a 50% na quantidade de energia contratável no mercado livre - o que levaria a uma pressão nos preços, algo negativo para as geradoras. Como não haverá demanda suficiente para a quantidade de energia produzida, a tendência é os preços voltem aos patamares atuais.
Segundo a Ativa, essa pressão negativa de preços no mercado livre é "potencialmente negativo para geradoras, em especial Tractebel, Cemig, AES Tietê, CESP, CPFL, etc".
"Em momento posterior a entrada do Paraguai como agente livre, a tendência seria a necessidade de entrega desta energia descontratada no mercado regulado, na medida em que, em tese, não haveria demanda para toda a energia descontrata. Sendo assim, há uma tendência de convergência dos preços do mercado livre e regulado, como resultado da entrada do Paraguai no ambiente de contratação livre, sem necessariamente fazer pressão nos preços médios", completa a corretora.
Lucro da Net cresce 361% no 2o trimestre, para R$130 mi
22 de Julho de 2009 | 09:43
SÃO PAULO (Reuters) - A Net teve lucro mais de 4,5 vezes maior no segundo trimestre deste ano, quando comparado ao mesmo intervalo do ano passado, com aumento da receita, melhora do resultado financeiro e queda na amortização ajudando a linha final do balanço.
A maior operadora de TV por assinatura do país teve lucro líquido de 130 milhões de reais de abril a junho, ante 28 milhões de reais um ano antes.
A receita líquida cresceu 24 por cento na mesma base de comparação, para 1,101 bilhão de reais. A expansão do faturamento foi motivada pelo crescimento da base de clientes.
A base de assinantes dos serviços de TV paga cresceu 28 por cento em 12 meses até junho, para quase 3,5 milhões. Na banda larga, o total de clientes saltou 45 por cento, atingindo 2,6 milhões. O serviço de telefonia fixa dobrou, passando a 2,3 milhões de clientes.
As despesas com depreciação e amortização caíram 10 por cento do segundo trimestre do ano passado para o mesmo período de 2009, para 134,7 milhões de reais, pela reclassificação de despesas de instalação de serviços e pelo fim da amortização do ágio de rentabilidade futura de controladas.
O resultado financeiro foi positivo em 25,6 milhões de reais nos três meses até junho, contra despesa financeira líquida de 8,8 milhões de reais um ano antes, basicamente pelo impacto positivo da valorização do real sobre os empréstimos em dólar.
A companhia registrou Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) de 287 milhões de reais. Um ano antes, a empresa teve Ebitda de 232 milhões de reais. A margem ficou estável na comparação entre os dois períodos, em 26 por cento.
Os investimentos totalizaram 250,5 milhões de reais no segundo trimestre, três quartos destinados à compra de equipamentos e despesas para suportar o crescimento da base de clientes.
A dívida líquida em junho estava em 1,1 bilhão de reais, praticamente estável na comparação com março, mas bastante acima dos 465 milhões de reais no segundo trimestre do ano passado. Apenas 68,2 milhões de reais do endividamento têm vencimento no curto prazo.
(Reportagem de Cesar Bianconi)
SÃO PAULO (Reuters) - A Net teve lucro mais de 4,5 vezes maior no segundo trimestre deste ano, quando comparado ao mesmo intervalo do ano passado, com aumento da receita, melhora do resultado financeiro e queda na amortização ajudando a linha final do balanço.
A maior operadora de TV por assinatura do país teve lucro líquido de 130 milhões de reais de abril a junho, ante 28 milhões de reais um ano antes.
A receita líquida cresceu 24 por cento na mesma base de comparação, para 1,101 bilhão de reais. A expansão do faturamento foi motivada pelo crescimento da base de clientes.
A base de assinantes dos serviços de TV paga cresceu 28 por cento em 12 meses até junho, para quase 3,5 milhões. Na banda larga, o total de clientes saltou 45 por cento, atingindo 2,6 milhões. O serviço de telefonia fixa dobrou, passando a 2,3 milhões de clientes.
As despesas com depreciação e amortização caíram 10 por cento do segundo trimestre do ano passado para o mesmo período de 2009, para 134,7 milhões de reais, pela reclassificação de despesas de instalação de serviços e pelo fim da amortização do ágio de rentabilidade futura de controladas.
O resultado financeiro foi positivo em 25,6 milhões de reais nos três meses até junho, contra despesa financeira líquida de 8,8 milhões de reais um ano antes, basicamente pelo impacto positivo da valorização do real sobre os empréstimos em dólar.
A companhia registrou Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) de 287 milhões de reais. Um ano antes, a empresa teve Ebitda de 232 milhões de reais. A margem ficou estável na comparação entre os dois períodos, em 26 por cento.
Os investimentos totalizaram 250,5 milhões de reais no segundo trimestre, três quartos destinados à compra de equipamentos e despesas para suportar o crescimento da base de clientes.
A dívida líquida em junho estava em 1,1 bilhão de reais, praticamente estável na comparação com março, mas bastante acima dos 465 milhões de reais no segundo trimestre do ano passado. Apenas 68,2 milhões de reais do endividamento têm vencimento no curto prazo.
(Reportagem de Cesar Bianconi)
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para R$130 mi
Bank of America prevê alta de 24% para o Ibovespa
Por Giuliana Napolitano | 22/07/2009 - 10:43
A equipe de análise de renda variável do Bank of America-Merrill Lynch publicou ontem um relatório com previsões para as bolsas da América Latina. Foram analisados três países - Brasil, Chile e México - e o Brasil aparece na posição mais favorável. Os analistas recomendam investir nas ações do país e esperam uma valorização de 24% para o Índice Bovespa nos próximos 12 meses. Para a bolsa chilena, a alta estimada é de 6%; para a mexicana, de 12%.
Como já escrevi outras vezes, é pouquíssimo provável que qualquer analista acerte em cheio o percentual de valorização de qualquer bolsa. Por que ler esses relatórios então? Porque, muitas vezes, eles traçam um panorama interessante sobre a situação da economia brasileira e da bolsa, que pode ajudar os investidores a tomarem decisões. É o caso desse relatório do Bank of America-Merrill Lynch.
O banco enxerga duas razões principais para otimismo com o Brasil - e as duas tem a ver com a queda da taxa básica de juros da economia, a Selic. São elas:
- Crescimento de 4,5% do PIB, favorecido pela queda dos juros e por algum benefício fiscal dado pelo governo. Se a previsão se confirmar, o Brasil será uma das poucas economias a ter uma expansão maior que 4% em 2010, de acordo com o banco. Isso faria os lucros das empresas brasileiras crescerem 14% no próximo ano.
- Aumento dos investimentos de pessoas físicas e investidores institucionais na bolsa, em razão da queda dos juros, que reduz o retorno das aplicações de renda fixa.
Diante desse cenário, as ações indicadas pelo Bank of America são: AmBev, CCR, Cemig, Itaú, MRV, Petrobras, Redecard, Usiminas e Vale.
A equipe de análise de renda variável do Bank of America-Merrill Lynch publicou ontem um relatório com previsões para as bolsas da América Latina. Foram analisados três países - Brasil, Chile e México - e o Brasil aparece na posição mais favorável. Os analistas recomendam investir nas ações do país e esperam uma valorização de 24% para o Índice Bovespa nos próximos 12 meses. Para a bolsa chilena, a alta estimada é de 6%; para a mexicana, de 12%.
Como já escrevi outras vezes, é pouquíssimo provável que qualquer analista acerte em cheio o percentual de valorização de qualquer bolsa. Por que ler esses relatórios então? Porque, muitas vezes, eles traçam um panorama interessante sobre a situação da economia brasileira e da bolsa, que pode ajudar os investidores a tomarem decisões. É o caso desse relatório do Bank of America-Merrill Lynch.
O banco enxerga duas razões principais para otimismo com o Brasil - e as duas tem a ver com a queda da taxa básica de juros da economia, a Selic. São elas:
- Crescimento de 4,5% do PIB, favorecido pela queda dos juros e por algum benefício fiscal dado pelo governo. Se a previsão se confirmar, o Brasil será uma das poucas economias a ter uma expansão maior que 4% em 2010, de acordo com o banco. Isso faria os lucros das empresas brasileiras crescerem 14% no próximo ano.
- Aumento dos investimentos de pessoas físicas e investidores institucionais na bolsa, em razão da queda dos juros, que reduz o retorno das aplicações de renda fixa.
Diante desse cenário, as ações indicadas pelo Bank of America são: AmBev, CCR, Cemig, Itaú, MRV, Petrobras, Redecard, Usiminas e Vale.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
TIM e Oi crescem no mercado de celular em junho
Operadoras lideram ranking divulgado pela Anatel sobre o crescimento da base de usuários
| 21.07.2009 | 14h12
Portal EXAME -
O mercado de telefonia móvel continua em expansão. Segundo dados divulgados pela Anatel nesta terça-feira (21), a base de usuários referente ao mês de junho atingiu 159,6 milhões, um crescimento de 1,3% sobre maio e 19,9% sobre o mesmo período de 2008. Apesar das adições líquidas de usuários terem alcançado 2,1 milhões acessos no mês – uma queda de 19,2% em relação a junho do ano passado – a penetração da telefonia móvel cresceu 14% em 12 meses.
Em junho, TIM e Oi ganharam participação de mercado. A TIM cresceu de 23,59% para 23,71%. Já a Oi passou de 21,14% para 21,22%. A Claro, por sua vez, caiu de 25,51%, para 25,36%, e a Vivo manteve a liderança, com 29,33%.
"Apesar do número de adições líquidas ter sofrido queda tanto na comparação mensal quanto anual, já esperávamos uma desaceleração do ritmo de expansão do mercado, que ainda não tinha sido observado até maio", anotou a corretora Ativa em relatório. O destaque fica para a TIM que apresentou pelo quarto mês consecutivo aumento na participação de mercado. "Nesse ponto, a nova administração vem entregando bons resultados, com a adoção de uma postura comercial mais agressiva, porém não esperamos ver os reflexos desta conquista já refletida nos resultados do segundo trimestre", avaliou a corretora.
No caso da Oi, apesar de aparentar ter reduzido sua agressividade, a operadora continua a crescer de modo expressivo a base de clientes. A Vivo conseguiu manter sua participação no mercado, com 550 mil novos clientes em junho. Para a corretora, a redução do ritmo de crescimento da Claro pode estar ligada à maior competição promovida por TIM e Oi.
| 21.07.2009 | 14h12
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O mercado de telefonia móvel continua em expansão. Segundo dados divulgados pela Anatel nesta terça-feira (21), a base de usuários referente ao mês de junho atingiu 159,6 milhões, um crescimento de 1,3% sobre maio e 19,9% sobre o mesmo período de 2008. Apesar das adições líquidas de usuários terem alcançado 2,1 milhões acessos no mês – uma queda de 19,2% em relação a junho do ano passado – a penetração da telefonia móvel cresceu 14% em 12 meses.
Em junho, TIM e Oi ganharam participação de mercado. A TIM cresceu de 23,59% para 23,71%. Já a Oi passou de 21,14% para 21,22%. A Claro, por sua vez, caiu de 25,51%, para 25,36%, e a Vivo manteve a liderança, com 29,33%.
"Apesar do número de adições líquidas ter sofrido queda tanto na comparação mensal quanto anual, já esperávamos uma desaceleração do ritmo de expansão do mercado, que ainda não tinha sido observado até maio", anotou a corretora Ativa em relatório. O destaque fica para a TIM que apresentou pelo quarto mês consecutivo aumento na participação de mercado. "Nesse ponto, a nova administração vem entregando bons resultados, com a adoção de uma postura comercial mais agressiva, porém não esperamos ver os reflexos desta conquista já refletida nos resultados do segundo trimestre", avaliou a corretora.
No caso da Oi, apesar de aparentar ter reduzido sua agressividade, a operadora continua a crescer de modo expressivo a base de clientes. A Vivo conseguiu manter sua participação no mercado, com 550 mil novos clientes em junho. Para a corretora, a redução do ritmo de crescimento da Claro pode estar ligada à maior competição promovida por TIM e Oi.
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TIM e Oi crescem no mercado de celular em junho
Fundo americano compra 5,08% das ações da Visanet
Empresa aposta nos papéis como investimento e não tem a intenção de alterar a estrutura de controle da empresa de cartões
| 21.07.2009 | 11h42
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A Visanet, líder em processamento de transações com cartões de crédito no Brasil, anunciou nesta terça-feira (21/07) que o fundo americano Capital Research and Management Company passou a deter 5,08% de seu capital social. As ações foram compradas diretamente em bolsa ou na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A Visanet estreou na bolsa de valores no dia 29 de junho com a maior oferta pública de ações da história do mercado brasileiro. A empresa levantou o equivalente a 8,397 bilhões de reais por meio da venda de 559,8 milhões de ações ordinárias (VNET3, com direito a voto).
De acordo com o comunicado divulgado nesta terça-feira, a operação não visa alterar a estrutura administrativa nem o controle da Visanet. A empresa tem como maiores acionistas os bancos Bradesco, Banco do Brasil e Santander.
Na contramão da grande valorização que os papéis da Visanet sofreram em sua estréia na bolsa, neste momento, às 11h20, os papéis ordinários (VNET3) se desvalorizam 1,67%, cotados a 17,69 reais.
| 21.07.2009 | 11h42
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A Visanet, líder em processamento de transações com cartões de crédito no Brasil, anunciou nesta terça-feira (21/07) que o fundo americano Capital Research and Management Company passou a deter 5,08% de seu capital social. As ações foram compradas diretamente em bolsa ou na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A Visanet estreou na bolsa de valores no dia 29 de junho com a maior oferta pública de ações da história do mercado brasileiro. A empresa levantou o equivalente a 8,397 bilhões de reais por meio da venda de 559,8 milhões de ações ordinárias (VNET3, com direito a voto).
De acordo com o comunicado divulgado nesta terça-feira, a operação não visa alterar a estrutura administrativa nem o controle da Visanet. A empresa tem como maiores acionistas os bancos Bradesco, Banco do Brasil e Santander.
Na contramão da grande valorização que os papéis da Visanet sofreram em sua estréia na bolsa, neste momento, às 11h20, os papéis ordinários (VNET3) se desvalorizam 1,67%, cotados a 17,69 reais.
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Ações do Santander disparam mais de 40% com possibilidade de nova oferta
Mercado estima oferta entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões
| 21.07.2009 | 11h25
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O mercado ficou eufórico com a possibilidade de o Santander realizar uma nova oferta de ações no Brasil. Logo no início das operações, as ações do banco espanhol disparavam mais de 40% na Bovespa. Às 10h57, os papéis ordinários (SANB3) e preferenciais (SANB4) subiam 43,75%, para 0,23 real.
Em comunicado, o Santander afirma que a decisão sobre a realização da oferta "dependerá, dentre outros fatores, das condições de mercado existentes na ocasião". Reportagem publicada nesta terça-feira (21/7) pelo jornal Valor Econômico, informa que a oferta está estimada entre 4 bilhões e 6 bilhões de reais, com o objetivo de reforçar o caixa da instituição.
A princípio, seria primária, com a emissão de novos papéis possibilitando a obtenção de recursos para a ampliação das operações de crédito no país. Não estaria descartada, porém, a possibilidade de uma oferta secundária, que viabilizaria o envio de recursos para a matriz, na Espanha. O momento seria propício para uma nova oferta porque os bancos brasileiros estão com preços melhores que os de bancos da Europa e dos Estados Unidos.
| 21.07.2009 | 11h25
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O mercado ficou eufórico com a possibilidade de o Santander realizar uma nova oferta de ações no Brasil. Logo no início das operações, as ações do banco espanhol disparavam mais de 40% na Bovespa. Às 10h57, os papéis ordinários (SANB3) e preferenciais (SANB4) subiam 43,75%, para 0,23 real.
Em comunicado, o Santander afirma que a decisão sobre a realização da oferta "dependerá, dentre outros fatores, das condições de mercado existentes na ocasião". Reportagem publicada nesta terça-feira (21/7) pelo jornal Valor Econômico, informa que a oferta está estimada entre 4 bilhões e 6 bilhões de reais, com o objetivo de reforçar o caixa da instituição.
A princípio, seria primária, com a emissão de novos papéis possibilitando a obtenção de recursos para a ampliação das operações de crédito no país. Não estaria descartada, porém, a possibilidade de uma oferta secundária, que viabilizaria o envio de recursos para a matriz, na Espanha. O momento seria propício para uma nova oferta porque os bancos brasileiros estão com preços melhores que os de bancos da Europa e dos Estados Unidos.
Com corretagem a R$ 5, Tov salta no ranking de home broker
Corretora sai da 29ª posição em 2008 para o terceiro lugar em 2009 e espera tirar a liderança da Ágora já no ano que vem
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Vinte e seis posições. Esse foi o salto que a corretora Tov deu no ranking das maiores corretoras em home broker no último ano. A instituição, que no primeiro semestre de 2008 aparecia no longínquo 29º lugar, agora é a terceira no atendimento a pessoas físicas, atrás somente de Ágora e Bradesco (veja na tabela abaixo).
O crescimento no volume de negócios, que passou de 135,5 milhões de reais em junho de 2008 para 2,7 bilhões de reais no mês passado, foi motivado pela política agressiva de preços da corretora. Há um ano, a Tov baixou para 5 reais sua taxa de corretagem, independentemente do valor da operação, enquanto grande parte da concorrência trabalhava com taxas entre 0,5% e 2% do valor movimentado. "Criamos um novo patamar de preços, que começou a ser seguido por outras corretoras", diz Carlos Fraga, diretor de Negociação Eletrônica da Tov.
O modelo, baseado no ganho pela quantidade de operações, foi possível graças ao aumento no número de pequenos investidores na Bovespa. Entre janeiro de 2007 e o final do ano passado, a quantidade de pessoas físicas aptas a operar ações na bolsa dobrou, ultrapassando a casa de 500.000. "Essa estratégia era inviável alguns anos atrás porque o acesso de pessoas físicas à Bovespa era muito pequeno. Mas, hoje, o cenário é outro", diz Fraga.
Poucos foram os pequenos investidores que deixaram o mercado acionário devido à crise global. Ao final de junho, 521.196 contas estavam ativas, segundo a Bovespa. E, para a Tov, ainda há muito espaço para crescer. A estratégia agora, porém, não é mais baixar preços. "Nós vamos ampliar e melhorar nossos serviços", revela Fraga. O executivo acredita que, no futuro, será possível deixar de cobrar taxa de corretagem dos clientes, a exemplo dos Estados Unidos. "A remuneração da corretora viria dos serviços, não da corretagem", explica. Mas, para isso, é necessário que o mercado se ganhe corpo.
Acreditando nesse potencial, a Tov já se prepara para abrir ao menos 10 novos escritórios por mês até o final do ano. A corretora focará principalmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste do país e em localidades fora das grandes capitais, onde, segundo Fraga, a bolsa ainda não chegou, apesar do forte crescimento econômico dos últimos meses. "Os investidores dessas regiões têm recursos, mas não dispõem de bons serviços. Eles gostam de ir até o escritório e conversar com um especialista", diz Fraga.
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Vinte e seis posições. Esse foi o salto que a corretora Tov deu no ranking das maiores corretoras em home broker no último ano. A instituição, que no primeiro semestre de 2008 aparecia no longínquo 29º lugar, agora é a terceira no atendimento a pessoas físicas, atrás somente de Ágora e Bradesco (veja na tabela abaixo).
O crescimento no volume de negócios, que passou de 135,5 milhões de reais em junho de 2008 para 2,7 bilhões de reais no mês passado, foi motivado pela política agressiva de preços da corretora. Há um ano, a Tov baixou para 5 reais sua taxa de corretagem, independentemente do valor da operação, enquanto grande parte da concorrência trabalhava com taxas entre 0,5% e 2% do valor movimentado. "Criamos um novo patamar de preços, que começou a ser seguido por outras corretoras", diz Carlos Fraga, diretor de Negociação Eletrônica da Tov.
O modelo, baseado no ganho pela quantidade de operações, foi possível graças ao aumento no número de pequenos investidores na Bovespa. Entre janeiro de 2007 e o final do ano passado, a quantidade de pessoas físicas aptas a operar ações na bolsa dobrou, ultrapassando a casa de 500.000. "Essa estratégia era inviável alguns anos atrás porque o acesso de pessoas físicas à Bovespa era muito pequeno. Mas, hoje, o cenário é outro", diz Fraga.
Poucos foram os pequenos investidores que deixaram o mercado acionário devido à crise global. Ao final de junho, 521.196 contas estavam ativas, segundo a Bovespa. E, para a Tov, ainda há muito espaço para crescer. A estratégia agora, porém, não é mais baixar preços. "Nós vamos ampliar e melhorar nossos serviços", revela Fraga. O executivo acredita que, no futuro, será possível deixar de cobrar taxa de corretagem dos clientes, a exemplo dos Estados Unidos. "A remuneração da corretora viria dos serviços, não da corretagem", explica. Mas, para isso, é necessário que o mercado se ganhe corpo.
Acreditando nesse potencial, a Tov já se prepara para abrir ao menos 10 novos escritórios por mês até o final do ano. A corretora focará principalmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste do país e em localidades fora das grandes capitais, onde, segundo Fraga, a bolsa ainda não chegou, apesar do forte crescimento econômico dos últimos meses. "Os investidores dessas regiões têm recursos, mas não dispõem de bons serviços. Eles gostam de ir até o escritório e conversar com um especialista", diz Fraga.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
"Apagamos o incêndio", afirma Obama sobre crise
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu nesta segunda-feira sua ação diante da crise econômica no país ao afirmar que "apagamos o incêndio", mas admitiu que ainda há muito trabalho a fazer para se arrumar a casa.
"Acredito que nos afastamos do abismo. Creio que apagamos o incêndio", declarou Obama sobre os primeiros seis meses de sua política econômica.
"A analogia que emprego as vezes é a que tínhamos uma casa soberba, que pegou fogo. Chegamos, utilizamos a mangueira e o fogo apagou, mas descobrimos que há muito a reconstruir, que o telhado tem goteiras, que a caldeira está fora de serviço e que as contas estão atrasadas", disse Obama à rede de televisão estatal PBS.
"Acredito que nos afastamos do abismo. Creio que apagamos o incêndio", declarou Obama sobre os primeiros seis meses de sua política econômica.
"A analogia que emprego as vezes é a que tínhamos uma casa soberba, que pegou fogo. Chegamos, utilizamos a mangueira e o fogo apagou, mas descobrimos que há muito a reconstruir, que o telhado tem goteiras, que a caldeira está fora de serviço e que as contas estão atrasadas", disse Obama à rede de televisão estatal PBS.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Santander prevê maior atração de recursos para a Bovespa
Apesar da saída de investidores estrangeiros vista em junho, expectativa é de que apetite maior ao risco atraia capital
| 08.07.2009 | 10h33
Portal EXAME -
A pausa na recuperação da bolsa brasileira rumo aos patamares anteriores ao aprofundamento da crise financeira fez os investidores estrangeiros retirarem 1,093 bilhão de reais em junho da BM&Bovespa. Apesar disso, a corretora do Santander, que opera de forma independente do banco, espera que o fluxo de recursos volte a ser positivo na bolsa brasileira nos próximos meses.
Enquanto os fundos dos mercados latino-americanos e dos mercados emergentes continuaram apresentando fluxo de entrada em junho, a queda de investimentos no Brasil foi explicada pelo ressurgimento de emissão de ações.
"As novas emissões estão absorvendo o fluxo que, do contrário, iria para a compra de ações no mercado secundário", afirmou a equipe.
O mês passado foi marcado pela oferta inicial de ações da Visanet, o maior da história da BM&FBovespa. Em uma operação bastante aguardada pelo mercado, a empresa abriu seu capital e levantou cerca de 8,4 bilhões de reais. Outras ofertas foram concluídas nos últimos dias pela empresa de shoppings BR Malls e pela incorporadora MRV.
Assim, a corretora reforçou que as justificativas que costumam ser usadas de que os investidores estão fugindo do Brasil para outros mercados não serviria para explicar o resultado de junho.
| 08.07.2009 | 10h33
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A pausa na recuperação da bolsa brasileira rumo aos patamares anteriores ao aprofundamento da crise financeira fez os investidores estrangeiros retirarem 1,093 bilhão de reais em junho da BM&Bovespa. Apesar disso, a corretora do Santander, que opera de forma independente do banco, espera que o fluxo de recursos volte a ser positivo na bolsa brasileira nos próximos meses.
Enquanto os fundos dos mercados latino-americanos e dos mercados emergentes continuaram apresentando fluxo de entrada em junho, a queda de investimentos no Brasil foi explicada pelo ressurgimento de emissão de ações.
"As novas emissões estão absorvendo o fluxo que, do contrário, iria para a compra de ações no mercado secundário", afirmou a equipe.
O mês passado foi marcado pela oferta inicial de ações da Visanet, o maior da história da BM&FBovespa. Em uma operação bastante aguardada pelo mercado, a empresa abriu seu capital e levantou cerca de 8,4 bilhões de reais. Outras ofertas foram concluídas nos últimos dias pela empresa de shoppings BR Malls e pela incorporadora MRV.
Assim, a corretora reforçou que as justificativas que costumam ser usadas de que os investidores estão fugindo do Brasil para outros mercados não serviria para explicar o resultado de junho.
Vale vende ativos florestais à Suzano por R$235 mi
14 de Julho de 2009 | 11:36
SÃO PAULO (Reuters) - A Vale anunciou nesta terça-feira que acertou a venda de ativos florestais no sudoeste do Maranhão para a Suzano Papel e Celulose por 235 milhões de reais.
As negociações remontavam a julho do ano passado, quando as empresas anunciaram um memorando de entendimento para um amplo acordo que envolve ativos florestais da Vale e o projeto de expansão da Suzano no Maranhão.
Pelo acordo, a Vale está vendendo 84,7 mil hectares de terras, sendo 34,5 mil hectares já com eucaliptos plantados, além de áreas destinadas à preservação permanente e reserva legal, que serão mantidas, informou a Suzano em comunicado ao mercado. O valor da venda foi dividido em 12 parcelas trimestrais.
O acordo envolve ainda aquisição de madeira proveniente de plantios de eucalipto de programa de reflorestamento da Vale no Pará entre 2014 a 2028.
Além disso, a Vale vai transportar celulose das novas instalações da Suzano no Maranhão, por via ferroviária até a região portuária de São Luis, até 2043.
Com a implantação do novo ciclo de crescimento, a Suzano passará dos atuais 2,9 milhões de toneladas por ano de papel e celulose para 7,2 milhões de toneladas anuais com a construção de três fábricas no Maranhão, Piauí e uma terceira em local ainda não definido.
Às 11h30, as ações da Vale recuavam 0,64 por cento enquanto os papéis da Suzano registravam valorização de 0,35 por cento.
(Por Alberto Alerigi Jr.)
SÃO PAULO (Reuters) - A Vale anunciou nesta terça-feira que acertou a venda de ativos florestais no sudoeste do Maranhão para a Suzano Papel e Celulose por 235 milhões de reais.
As negociações remontavam a julho do ano passado, quando as empresas anunciaram um memorando de entendimento para um amplo acordo que envolve ativos florestais da Vale e o projeto de expansão da Suzano no Maranhão.
Pelo acordo, a Vale está vendendo 84,7 mil hectares de terras, sendo 34,5 mil hectares já com eucaliptos plantados, além de áreas destinadas à preservação permanente e reserva legal, que serão mantidas, informou a Suzano em comunicado ao mercado. O valor da venda foi dividido em 12 parcelas trimestrais.
O acordo envolve ainda aquisição de madeira proveniente de plantios de eucalipto de programa de reflorestamento da Vale no Pará entre 2014 a 2028.
Além disso, a Vale vai transportar celulose das novas instalações da Suzano no Maranhão, por via ferroviária até a região portuária de São Luis, até 2043.
Com a implantação do novo ciclo de crescimento, a Suzano passará dos atuais 2,9 milhões de toneladas por ano de papel e celulose para 7,2 milhões de toneladas anuais com a construção de três fábricas no Maranhão, Piauí e uma terceira em local ainda não definido.
Às 11h30, as ações da Vale recuavam 0,64 por cento enquanto os papéis da Suzano registravam valorização de 0,35 por cento.
(Por Alberto Alerigi Jr.)
Gafisa cancela oferta de ações
Empresa pretendia captar entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões com a operação
| 14.07.2009 | 09h39
Portal EXAME -
Contrariando o movimento de retomada das operações no mercado acionário brasileiro, a construtora Gafisa cancelou a nova oferta de ações que planejava fazer. A empresa não dá detalhes dos motivos que levaram a tal decisão, restringindo-se apenas a informar que, "em face às atuais condições de mercado decidiu cancelar o processo".
No final de junho, a construtora já havia solicitado à Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) a prorrogação do prazo para realização da oferta. Em fato relevante divulgado na noite desta segunda-feira (13/7), a Gafisa afirma que "continuará a monitorar o mercado de capitais no Brasil e no exterior e, caso as condições de mercado que a companhia julgue adequadas estejam presentes, poderá voltar a acessar tais mercados".
A decisão da Gafisa de realizar uma nova oferta de ações não foi bem recebida pelos investidores. No começo de junho, quando a empresa comunicou suas intenções ao mercado, as ações despencaram 11,5% em apenas dois pregões. O objetivo da construtora era levantar entre 600 milhões e 700 milhões de reais com a oferta, dinheiro que poderia ser precioso para o andamento de seus projetos. No primeiro trimestre, a companhia reportou um endividamento de 1,389 bilhão de reais.
| 14.07.2009 | 09h39
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Contrariando o movimento de retomada das operações no mercado acionário brasileiro, a construtora Gafisa cancelou a nova oferta de ações que planejava fazer. A empresa não dá detalhes dos motivos que levaram a tal decisão, restringindo-se apenas a informar que, "em face às atuais condições de mercado decidiu cancelar o processo".
No final de junho, a construtora já havia solicitado à Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) a prorrogação do prazo para realização da oferta. Em fato relevante divulgado na noite desta segunda-feira (13/7), a Gafisa afirma que "continuará a monitorar o mercado de capitais no Brasil e no exterior e, caso as condições de mercado que a companhia julgue adequadas estejam presentes, poderá voltar a acessar tais mercados".
A decisão da Gafisa de realizar uma nova oferta de ações não foi bem recebida pelos investidores. No começo de junho, quando a empresa comunicou suas intenções ao mercado, as ações despencaram 11,5% em apenas dois pregões. O objetivo da construtora era levantar entre 600 milhões e 700 milhões de reais com a oferta, dinheiro que poderia ser precioso para o andamento de seus projetos. No primeiro trimestre, a companhia reportou um endividamento de 1,389 bilhão de reais.
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Mais um fracasso no pré-sal
Por Malu Gaspar | 14/07/2009 - 12:26
Na Petrobras até os copeiros da diretoria de Exploração e Produção já sabem. O poço seco de Guanari, operado pela Exxon (40%), em sociedade com a Amerada Hess (40%) e a Petrobras (20%), não foi o único a decepcionar no pré-sal. Embora não possa, tecnicamente, ser chamado de poço seco, o Azulão, que fica no mesmo bloco de Guarani e é explorado pelo mesmo consórcio, tem muito pouco óleo e nenhuma viabilidade comercial. Tanto que já foi apelidado internamente de "Azulinho". Na estatal, não se entende porque a Exxon, operadora do bloco, ainda não divulgou o total de reservas do Azulão. No ano passado, a Exxon disse que esperava divulgar os números desse poço no início de 2009. Mas, até agora, tudo o que foi dito é que o Azulão teve sucesso geológico (foi encontrado petróleo), o que é bem diferente de ser um sucesso comercial. O anúncio de que Guarani não continha óleo algum, na semana passada, ajudou a colocar o assunto em termos mais realistas, lembrando que procurar petróleo sempre é uma atividade de risco, mesmo numa área tão promissora. Mas provocou desconforto no governo Lula, já que foi com base no argumento de que o pré-sal é área sem risco exploratório que se decidiu criar uma estatal só para gerir suas receitas. Caso decidissem ser 100% claros a respeito da exploração de óleo no pré-sal, a Petrobras e o governo teriam de admitir ainda outro fato incômodo, sobre o qual toda a área técnica da companhia concorda: embora as rochas do pré-sal ocupem uma área da costa que vai de Santa Catarina até o Espírito Santo, a área onde se poderá retirar petróleo com fins comerciais é bem menor.
Na Petrobras até os copeiros da diretoria de Exploração e Produção já sabem. O poço seco de Guanari, operado pela Exxon (40%), em sociedade com a Amerada Hess (40%) e a Petrobras (20%), não foi o único a decepcionar no pré-sal. Embora não possa, tecnicamente, ser chamado de poço seco, o Azulão, que fica no mesmo bloco de Guarani e é explorado pelo mesmo consórcio, tem muito pouco óleo e nenhuma viabilidade comercial. Tanto que já foi apelidado internamente de "Azulinho". Na estatal, não se entende porque a Exxon, operadora do bloco, ainda não divulgou o total de reservas do Azulão. No ano passado, a Exxon disse que esperava divulgar os números desse poço no início de 2009. Mas, até agora, tudo o que foi dito é que o Azulão teve sucesso geológico (foi encontrado petróleo), o que é bem diferente de ser um sucesso comercial. O anúncio de que Guarani não continha óleo algum, na semana passada, ajudou a colocar o assunto em termos mais realistas, lembrando que procurar petróleo sempre é uma atividade de risco, mesmo numa área tão promissora. Mas provocou desconforto no governo Lula, já que foi com base no argumento de que o pré-sal é área sem risco exploratório que se decidiu criar uma estatal só para gerir suas receitas. Caso decidissem ser 100% claros a respeito da exploração de óleo no pré-sal, a Petrobras e o governo teriam de admitir ainda outro fato incômodo, sobre o qual toda a área técnica da companhia concorda: embora as rochas do pré-sal ocupem uma área da costa que vai de Santa Catarina até o Espírito Santo, a área onde se poderá retirar petróleo com fins comerciais é bem menor.
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domingo, 12 de julho de 2009
Friboi demite 172 funcionários em Campo Grande
09 de Julho de 2009 | 13:38
O Friboi demitiu 172 funcionários em sua unidade de Campo Grande (MS) na última terça-feira, o que representa aproximadamente 15% do quadro total de empregados da unidade em junho, que era de 1.109. Segundo nota encaminhada pela assessoria de imprensa da companhia, as mudanças estão ligadas a um movimento contínuo de melhorias em eficiência e modernização de seus parques fabris. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Campo Grande, no entanto, atribui as demissões à falta de bois para abate na região, circunstância que, conforme a entidade, tem reduzido o ritmo de atividade dos frigoríficos na cidade. A unidade da JBS em Campo Grande tem capacidade para abater 2,5 mil cabeças de bovinos por dia e, segundo o sindicato, atualmente está abatendo entre 800 e 1 mil cabeças. Esta semana, o Friboi anunciou o arrendamento, com opção de compra, de cinco unidades de abate e desossa em Mato Grosso. Com a incorporação das unidades, que estavam paralisadas desde que o frigorífico Quatro Marcos entrou em recuperação judicial, o Friboi ampliou sua capacidade de abate em 5.150 animais por dia e deve contratar mais de 3 mil empregados. "Se eles estão indo para outras regiões do País e reduzindo o ritmo de produção em Campo Grande, é porque faltam bois aqui", disse Rinaldo Salomão, presidente do sindicato. O Friboi negou, por meio de sua assessoria, que está desacelerando o nível de atividade em Campo Grande. Para Salomão, a escassez de matéria-prima é confirmada pelas demissões também no Bertin. Segundo ele, cerca de 150 trabalhadores foram dispensados esta semana na unidade da companhia em Campo Grande, informação que foi negada pela empresa. "Não há essa quantidade de demissões no Bertin. O que a empresa tem feito é reposição de vagas. Hoje, por exemplo, foram abertas 13 vagas para desossador", informou a companhia, por meio de sua assessoria de imprensa. "Eu olhei avisos prévios nas mãos de empregados do Bertin na segunda-feira. Se isso não for demissão, o que é então?", rebateu o sindicalista. Segundo ele, a unidade do Bertin em Campo Grande, que tem capacidade para abater até 4 mil bois por dia, estaria abatendo entre 1,2 mil e 1,5 mil cabeças por dia. De acordo com o Bertin, a unidade, projetada para ser o maior complexo industrial de transformação de carne da América Latina, abate cerca de 2 mil cabeças por dia e conta atualmente com 2,2 mil colaboradores. O setor de frigoríficos já trabalha com um nível elevado de ociosidade há meses. Além da queda na demanda externa, o setor passa por um ciclo de baixa na oferta de matéria-prima, devido ao abate de matrizes promovido entre 2005 e 2007. A redução na oferta do boi gordo provocada por esse movimento ainda não foi revertida, porque implica investimentos que a baixa rentabilidade da atividade não tem permitido. Nos meses mais agudos da crise, estima-se que o nível de ociosidade dessa indústria tenha atingido 50% da capacidade instalada, porcentual que está sendo reduzido e já estaria abaixo de 30%, em média.
O Friboi demitiu 172 funcionários em sua unidade de Campo Grande (MS) na última terça-feira, o que representa aproximadamente 15% do quadro total de empregados da unidade em junho, que era de 1.109. Segundo nota encaminhada pela assessoria de imprensa da companhia, as mudanças estão ligadas a um movimento contínuo de melhorias em eficiência e modernização de seus parques fabris. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação de Campo Grande, no entanto, atribui as demissões à falta de bois para abate na região, circunstância que, conforme a entidade, tem reduzido o ritmo de atividade dos frigoríficos na cidade. A unidade da JBS em Campo Grande tem capacidade para abater 2,5 mil cabeças de bovinos por dia e, segundo o sindicato, atualmente está abatendo entre 800 e 1 mil cabeças. Esta semana, o Friboi anunciou o arrendamento, com opção de compra, de cinco unidades de abate e desossa em Mato Grosso. Com a incorporação das unidades, que estavam paralisadas desde que o frigorífico Quatro Marcos entrou em recuperação judicial, o Friboi ampliou sua capacidade de abate em 5.150 animais por dia e deve contratar mais de 3 mil empregados. "Se eles estão indo para outras regiões do País e reduzindo o ritmo de produção em Campo Grande, é porque faltam bois aqui", disse Rinaldo Salomão, presidente do sindicato. O Friboi negou, por meio de sua assessoria, que está desacelerando o nível de atividade em Campo Grande. Para Salomão, a escassez de matéria-prima é confirmada pelas demissões também no Bertin. Segundo ele, cerca de 150 trabalhadores foram dispensados esta semana na unidade da companhia em Campo Grande, informação que foi negada pela empresa. "Não há essa quantidade de demissões no Bertin. O que a empresa tem feito é reposição de vagas. Hoje, por exemplo, foram abertas 13 vagas para desossador", informou a companhia, por meio de sua assessoria de imprensa. "Eu olhei avisos prévios nas mãos de empregados do Bertin na segunda-feira. Se isso não for demissão, o que é então?", rebateu o sindicalista. Segundo ele, a unidade do Bertin em Campo Grande, que tem capacidade para abater até 4 mil bois por dia, estaria abatendo entre 1,2 mil e 1,5 mil cabeças por dia. De acordo com o Bertin, a unidade, projetada para ser o maior complexo industrial de transformação de carne da América Latina, abate cerca de 2 mil cabeças por dia e conta atualmente com 2,2 mil colaboradores. O setor de frigoríficos já trabalha com um nível elevado de ociosidade há meses. Além da queda na demanda externa, o setor passa por um ciclo de baixa na oferta de matéria-prima, devido ao abate de matrizes promovido entre 2005 e 2007. A redução na oferta do boi gordo provocada por esse movimento ainda não foi revertida, porque implica investimentos que a baixa rentabilidade da atividade não tem permitido. Nos meses mais agudos da crise, estima-se que o nível de ociosidade dessa indústria tenha atingido 50% da capacidade instalada, porcentual que está sendo reduzido e já estaria abaixo de 30%, em média.
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Friboi demite 172 funcionários em Campo Grande
Embraer não venderá mais aviões para empresa argelina
09 de Julho de 2009 | 10:25
Embraer foi desqualificada da concorrência pública na Argélia para a venda de três aviões à empresa Tassili Airlines. Em comunicado, a Embraer informa que a notícia sobre a seleção da companhia brasileira para a venda de três Embraer 190, de 100 lugares, foi divulgada na Argélia, na segunda-feira desta semana, pela comissão de avaliação internacional da Tassili. Na terça, no entanto, a equipe da Embraer naquele país foi contatada por representantes da Tassili, que pediam mudanças em condições da proposta. "Como não concordou com os pedidos de alterações, a Embraer foi desqualificada da concorrência pública", informou a empresa brasileira.
Embraer foi desqualificada da concorrência pública na Argélia para a venda de três aviões à empresa Tassili Airlines. Em comunicado, a Embraer informa que a notícia sobre a seleção da companhia brasileira para a venda de três Embraer 190, de 100 lugares, foi divulgada na Argélia, na segunda-feira desta semana, pela comissão de avaliação internacional da Tassili. Na terça, no entanto, a equipe da Embraer naquele país foi contatada por representantes da Tassili, que pediam mudanças em condições da proposta. "Como não concordou com os pedidos de alterações, a Embraer foi desqualificada da concorrência pública", informou a empresa brasileira.
Natura é a Empresa do Ano de Melhores e Maiores
EXAME premiou as 18 empresas brasileiras que mais se destacaram no ano passado
Germano Lüders Alessandro Carlucci, presidente da Natura: crescimento trimestre após trimestre | 07.07.2009 | 21h10
Portal EXAME -
EXAME escolheu a Natura a Empresa do Ano na 36ª edição de MELHORES E MAIORES, o mais importante ranking de companhias do país. A maior fabricante brasileira de cosméticos ganhou o prêmio pela segunda vez por ter sido uma das empresas que melhor atravessou a crise mundial. As vendas da companhia aceleraram trimestre após trimestre. Ao final do agitadíssimo ano de 2008, seu faturamento havia ultrapassado os 2 bilhões de dólares. E o lucro atingiu 191 milhões de dólares. A Natura também se destacou entre as demais fabricantes de bens de consumo na rentabilidade, com uma taxa de 36,9%, uma das mais altas desse mercado.
Durante a cerimônia de MELHORES E MAIORES, que aconteceu na noite desta terça-feira em São Paulo, foram premiadas as empresas de 18 setores que mais se destacaram no ano passado.
Germano Lüders Alessandro Carlucci, presidente da Natura: crescimento trimestre após trimestre | 07.07.2009 | 21h10
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EXAME escolheu a Natura a Empresa do Ano na 36ª edição de MELHORES E MAIORES, o mais importante ranking de companhias do país. A maior fabricante brasileira de cosméticos ganhou o prêmio pela segunda vez por ter sido uma das empresas que melhor atravessou a crise mundial. As vendas da companhia aceleraram trimestre após trimestre. Ao final do agitadíssimo ano de 2008, seu faturamento havia ultrapassado os 2 bilhões de dólares. E o lucro atingiu 191 milhões de dólares. A Natura também se destacou entre as demais fabricantes de bens de consumo na rentabilidade, com uma taxa de 36,9%, uma das mais altas desse mercado.
Durante a cerimônia de MELHORES E MAIORES, que aconteceu na noite desta terça-feira em São Paulo, foram premiadas as empresas de 18 setores que mais se destacaram no ano passado.
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Embraer entrega 56 aeronaves no 2º trimestre
07 de Julho de 2009 | 17:33
A Embraer entregou 56 aeronaves no segundo trimestre de 2009, volume 7,69% superior ao registrado em igual período do ano passado. Com isso, a carteira de pedidos firmes da Embraer chegou a US$ 19,8 bilhões ao final de junho. Um ano antes, a carteira somava US$ 20,7 bilhões, no maior nível da história da empresa. No primeiro semestre, a fabricante brasileira entregou 96 aeronaves, baixa de 1,03% sobre o indicado um ano atrás. Das 56 aeronaves entregues pela Embraer entre abril e junho, 35 foram para o segmento de Aviação Comercial, 19 para o de Aviação Executiva e dois para o segmento de Defesa, segundo comunicado enviado hoje pela companhia. No segundo trimestre de 2009, a Embraer fechou um contrato com a KLM Cityhopper, subsidiária regional da KLM, referentes a sete pedidos firmes para o jato Embraer 190, confirmando opções contratadas no pedido original, divulgado em agosto de 2007. A holandesa tem ainda 11 opções de compra para jatos da Embraer. A Embraer também assinou contrato com a Austral Líneas Aéreas, da Argentina, para a venda de 20 jatos modelo 190. O valor deste contrato ainda não está incluso na carteira de pedidos firmes do trimestre, ressalta a fabricante brasileira. Em comunicado, a Embraer lembra, também, ter vendido um terceiro E-Jet - um Embraer 175 - à Fuji Dream Airlines, companhia japonesa do Grupo Suzuyo. Esta encomenda já foi incluída na carteira de pedidos firmes a entregar da Embraer do primeiro trimestre de 2009. A empresa complementa que, entre abril e junho, entregou o primeiro jato Embraer 190 para a NIKI Luftfahrt GmbH, da Áustria, um jato 195 à Augsburg Airways, um Embraer 170 à australiana Airnorth e três jatos 175 para a TRIP Linhas Aéreas. No mesmo período, por meio da subsidiária integral ECC Leasing Company Limited, a Embraer entregou em abril o primeiro jato ERJ 145 à Passaredo Linhas Aéreas. No segmento de Defesa, a Embraer assinou dois contratos em abril. O primeiro foi com a Força Aérea Brasileira (FAB) para o programa de desenvolvimento e fabricação da aeronave de transporte militar KC-390. Já o segundo foi um contrato para a modernização de 12 jatos da Marinha do Brasil - nove AF-1 (monoposto) e três AF-1A (biposto). Argélia A Embraer ganhou concorrência pública para fornecer três aeronaves à Tassili Airlines, da Argélia. O memorando de entendimento, que prevê o fornecimento do jato Embraer 190, de 100 lugares, será assinado entre hoje e amanhã. Os termos do acordo ainda serão discutidos pelas companhias e o contrato será assinado daqui a alguns meses, informou a Embraer. A Boeing também saiu vitoriosa na concorrência e vai entregar à Tassili outras quatro aeronaves do tipo B737-800. A Embraer não divulga o valor do acerto. Contudo, segundo agências internacionais, o preço das três aeronaves fabricados pela brasileira totalizaria quase US$ 105 milhões. No total, a Tassili Airlines desembolsaria US$ 333 milhões pelos sete aviões.
A Embraer entregou 56 aeronaves no segundo trimestre de 2009, volume 7,69% superior ao registrado em igual período do ano passado. Com isso, a carteira de pedidos firmes da Embraer chegou a US$ 19,8 bilhões ao final de junho. Um ano antes, a carteira somava US$ 20,7 bilhões, no maior nível da história da empresa. No primeiro semestre, a fabricante brasileira entregou 96 aeronaves, baixa de 1,03% sobre o indicado um ano atrás. Das 56 aeronaves entregues pela Embraer entre abril e junho, 35 foram para o segmento de Aviação Comercial, 19 para o de Aviação Executiva e dois para o segmento de Defesa, segundo comunicado enviado hoje pela companhia. No segundo trimestre de 2009, a Embraer fechou um contrato com a KLM Cityhopper, subsidiária regional da KLM, referentes a sete pedidos firmes para o jato Embraer 190, confirmando opções contratadas no pedido original, divulgado em agosto de 2007. A holandesa tem ainda 11 opções de compra para jatos da Embraer. A Embraer também assinou contrato com a Austral Líneas Aéreas, da Argentina, para a venda de 20 jatos modelo 190. O valor deste contrato ainda não está incluso na carteira de pedidos firmes do trimestre, ressalta a fabricante brasileira. Em comunicado, a Embraer lembra, também, ter vendido um terceiro E-Jet - um Embraer 175 - à Fuji Dream Airlines, companhia japonesa do Grupo Suzuyo. Esta encomenda já foi incluída na carteira de pedidos firmes a entregar da Embraer do primeiro trimestre de 2009. A empresa complementa que, entre abril e junho, entregou o primeiro jato Embraer 190 para a NIKI Luftfahrt GmbH, da Áustria, um jato 195 à Augsburg Airways, um Embraer 170 à australiana Airnorth e três jatos 175 para a TRIP Linhas Aéreas. No mesmo período, por meio da subsidiária integral ECC Leasing Company Limited, a Embraer entregou em abril o primeiro jato ERJ 145 à Passaredo Linhas Aéreas. No segmento de Defesa, a Embraer assinou dois contratos em abril. O primeiro foi com a Força Aérea Brasileira (FAB) para o programa de desenvolvimento e fabricação da aeronave de transporte militar KC-390. Já o segundo foi um contrato para a modernização de 12 jatos da Marinha do Brasil - nove AF-1 (monoposto) e três AF-1A (biposto). Argélia A Embraer ganhou concorrência pública para fornecer três aeronaves à Tassili Airlines, da Argélia. O memorando de entendimento, que prevê o fornecimento do jato Embraer 190, de 100 lugares, será assinado entre hoje e amanhã. Os termos do acordo ainda serão discutidos pelas companhias e o contrato será assinado daqui a alguns meses, informou a Embraer. A Boeing também saiu vitoriosa na concorrência e vai entregar à Tassili outras quatro aeronaves do tipo B737-800. A Embraer não divulga o valor do acerto. Contudo, segundo agências internacionais, o preço das três aeronaves fabricados pela brasileira totalizaria quase US$ 105 milhões. No total, a Tassili Airlines desembolsaria US$ 333 milhões pelos sete aviões.
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Gerdau entra para o time das maiores
crise mundial provocou grandes mudanças no ranking das 500 maiores empresas do mundo, elaborado anualmente pela revista Fortune. Companhias do setor do petróleo e gás conquistaram sete das dez principais colocações da lista, roubando posições de montadoras como a General Motors. A varejista Wal-Mart também perdeu o topo do ranking para a Shell - hoje a maior empresa em receita do mundo, com faturamento de US$ 458,3 bilhões em 2008 - e ficou na terceira posição. Exxon (2ª), BP (4ª), Chevron (5ª), Total (6ª), ConocoPhilips (7ª), ING Group (8ª), Sinopec (9ª) e Toyota (10ª) completam a lista das dez maiores companhias mundiais. As empresas petrolíferas também lideram o ranking das mais lucrativas do mundo, com seis entre as dez primeiras colocações. Nesse levantamento, a brasileira Petrobras é a sexta melhor posicionada. No ranking geral, está na 34ª posição. Mesmo com a queda no preço do petróleo, o lucro das empresas do setor cresceu em média 16,2% em 2008 ante o ano anterior. Em vendas, as companhias tiveram alta de 27,8% no período. Companhias que foram símbolo da crise financeira recente, como Citigroup e Fannie Mae, perderam várias posições na lista. A instituição financeira caiu do 17º para o 39º lugar, enquanto a agência hipotecária, com prejuízo de US$ 58,8 bilhões, saiu da 161ª colocação em 2008 para a 405ª este ano. As grandes montadoras - com exceção da Fiat, que subiu sete posições - também amargaram quedas no ranking. A GM, que pediu concordata após acumular dívida de US$ 173 bilhões, saiu da 9ª para a 18ª posição. A Toyota, que estava em quinto lugar, perdeu cinco posições. O Brasil ganhou um novo representante na lista. A gaúcha Gerdau estreou na 400ª posição, dividindo espaço com Petrobras, Bradesco (148ª), Itaúsa, a holding do grupo Itaú (149ª), Banco do Brasil (174ª) e Vale (205ª). Todas as brasileiras ganharam posições na lista da Fortune. A maior ascensão foi a da Itaúsa, que subiu 124 degraus no ranking. Pela primeira vez, o País tem seis companhias na lista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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terça-feira, 7 de julho de 2009
Petrobras suspende produção em Tupi
Problemas em equipamentos levaram a estatal a fechar poço temporariamente
| 06.07.2009 | 11h33
Portal EXAME -
A Petrobras informou nesta segunda-feira a suspensão temporária da produção do campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, com reservas estimadas em 5 bilhões a 8 bilhões de barris. A empresa detectou um problema de fabricação nos parafusos de fixação da árvore de Natal molhada - equipamento submarino de controle do fluxo de poços -, utilizada no poço para realização do teste de longa duração (TLD). A empresa havia iniciado o refino da primeira carga extraída da camada no dia 30 de junho.
A Petrobras realizou uma inspeção submarina para averiguar possíveis problemas na estrutura, mas não detectou a existência de qualquer vazamento de óleo ou dano nesse equipamento. A decisão de interromper preventivamente a produção em Tupi faz parte da política de segurança e meio-ambiente da Petrobras. O poço, fechado para início da intervenção, voltará a funcionar após o termino da instalação dos novos equipamentos.
"A Petrobras reforça que o problema em questão não está relacionado com aspectos de produção do campo ou de tecnologia e não têm impacto no desenvolvimento do Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos", disse a empresa em comunicado.
Às 10h38, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4, sem direito a voto) caíam 2,31%, negociadas a 30 reais. No mesmo instante, o Ibovespa registrava queda de 1,54%, aos 50.151 pontos.
| 06.07.2009 | 11h33
Portal EXAME -
A Petrobras informou nesta segunda-feira a suspensão temporária da produção do campo de Tupi, no pré-sal da Bacia de Santos, com reservas estimadas em 5 bilhões a 8 bilhões de barris. A empresa detectou um problema de fabricação nos parafusos de fixação da árvore de Natal molhada - equipamento submarino de controle do fluxo de poços -, utilizada no poço para realização do teste de longa duração (TLD). A empresa havia iniciado o refino da primeira carga extraída da camada no dia 30 de junho.
A Petrobras realizou uma inspeção submarina para averiguar possíveis problemas na estrutura, mas não detectou a existência de qualquer vazamento de óleo ou dano nesse equipamento. A decisão de interromper preventivamente a produção em Tupi faz parte da política de segurança e meio-ambiente da Petrobras. O poço, fechado para início da intervenção, voltará a funcionar após o termino da instalação dos novos equipamentos.
"A Petrobras reforça que o problema em questão não está relacionado com aspectos de produção do campo ou de tecnologia e não têm impacto no desenvolvimento do Pólo Pré-Sal da Bacia de Santos", disse a empresa em comunicado.
Às 10h38, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4, sem direito a voto) caíam 2,31%, negociadas a 30 reais. No mesmo instante, o Ibovespa registrava queda de 1,54%, aos 50.151 pontos.
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"O Brasil é o país do presente"
Por Eduardo Salgado | 05/07/2009 - 16:04
Muitos jornalistas econômicos com mais de 15 anos de profissão passaram por situações constrangedoras em seminários internacionais ao longo da carreira. Quando chegava a hora de fazer uma pergunta sobre a situação econômica do Brasil era quase certo que a resposta viria com alguma dose de ironia. "O Brasil? O eterno país do futuro" parecia ser a mensagem velada. Por muito tempo, o país foi sinônimo de inflação, de dívida, de crises em cascata, de ausência de instituições econômicas com credibilidade, de desvalorizações cambiais, ou seja, uma promessa nunca cumprida. Por tudo isso me causa uma certa estranheza a avalanche de elogios que José Juan Ruiz, o economista-chefe da divisão de Américas do Banco Santander, faz à economia brasileira. Num encontro com jornalistas latino-americanos na cidade espanhola de Santander, Ruiz disse coisas como: "O Brasil hoje é a estrela do mundo, o país do presente". A análise de Ruiz é regional, mas todos os pontos levantados por ele para justificar o bom momento da América Latina fazem sentido no caso específico do Brasil. Em resumo, o país aprendeu com os erros do passado. Ninguém hoje discute se vale ou não a pena manter a inflação sob controle ou deixar o câmbio flutuar. "Em meio à toda essa crise, o Brasil tem, pela primeira vez, um risco-país abaixo da média dos países emergentes." Além disso, o país adotou duas ações inéditas em tempos de turbulência: usou a taxa de juros como política anti-cíclica e injetou liquidez no mercado. Levando-se em conta o histórico nacional, realmente é incrível. O mundo vive a maior crise econômica e financeira em mais de sete décadas e o Brasil não está preso ao fundo do poço. "Quando falo aqui na Europa o que está acontecendo na América Latina, as pessoas não acreditam", diz Ruiz. Muitos brasileiros também não.
Muitos jornalistas econômicos com mais de 15 anos de profissão passaram por situações constrangedoras em seminários internacionais ao longo da carreira. Quando chegava a hora de fazer uma pergunta sobre a situação econômica do Brasil era quase certo que a resposta viria com alguma dose de ironia. "O Brasil? O eterno país do futuro" parecia ser a mensagem velada. Por muito tempo, o país foi sinônimo de inflação, de dívida, de crises em cascata, de ausência de instituições econômicas com credibilidade, de desvalorizações cambiais, ou seja, uma promessa nunca cumprida. Por tudo isso me causa uma certa estranheza a avalanche de elogios que José Juan Ruiz, o economista-chefe da divisão de Américas do Banco Santander, faz à economia brasileira. Num encontro com jornalistas latino-americanos na cidade espanhola de Santander, Ruiz disse coisas como: "O Brasil hoje é a estrela do mundo, o país do presente". A análise de Ruiz é regional, mas todos os pontos levantados por ele para justificar o bom momento da América Latina fazem sentido no caso específico do Brasil. Em resumo, o país aprendeu com os erros do passado. Ninguém hoje discute se vale ou não a pena manter a inflação sob controle ou deixar o câmbio flutuar. "Em meio à toda essa crise, o Brasil tem, pela primeira vez, um risco-país abaixo da média dos países emergentes." Além disso, o país adotou duas ações inéditas em tempos de turbulência: usou a taxa de juros como política anti-cíclica e injetou liquidez no mercado. Levando-se em conta o histórico nacional, realmente é incrível. O mundo vive a maior crise econômica e financeira em mais de sete décadas e o Brasil não está preso ao fundo do poço. "Quando falo aqui na Europa o que está acontecendo na América Latina, as pessoas não acreditam", diz Ruiz. Muitos brasileiros também não.
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domingo, 5 de julho de 2009
Trecho sul do Rodoanel vai beneficiar a CCR
Tráfego no trecho oeste, já controlado pela companhia, deve aumentar 40% com inauguração da obra
| 03.07.2009 | 16h2
Portal EXAME -
A companhia de concessões CCR está na briga para arrematar no leilão o direto de administrar o trecho sul do Rodoanel, que tem a maior parte das obras já concluídas e deve ficar pronto ainda em 2009. Porém, mesmo perdendo o negócio, a empresa já deve sair beneficiada, na visão da Link Investimentos.
A perspectiva é de que a inauguração da obra faça com que mais de 400 mil veículos migrem da Marginal Pinheiros e da Bandeirantes. Como consequência, o tráfego do trecho oeste, já controlado pela CCR, pode crescer em até 40%.
Por isso, a corretora indica a companhia como a dona de maiores ganhos de sinergias com o projeto. Quanto ao leilão, as apostas são de que a CCR dê um lance agressivo para construir e operar as praças de cobrança de pedágio no complexo rodoviário.
Por ora, a companhia trabalha no financiamento de longo prazo do Rodoanel, sem descartar a possibilidade de novas aquisições.
Para a Link, os papéis da CCR são uma das opções mais interessantes do setor, mas por já estarem bem precificados, o destaque fica com a concorrente ALL, que possui maior potencial de crescimento.
Nesta sessão, as ações da CCR (CCRO3) subiam 2,94%, negociadas a 31,91 reais às 14h34. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice de referência para a bolsa brasileira, caía 0,10%.
| 03.07.2009 | 16h2
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A companhia de concessões CCR está na briga para arrematar no leilão o direto de administrar o trecho sul do Rodoanel, que tem a maior parte das obras já concluídas e deve ficar pronto ainda em 2009. Porém, mesmo perdendo o negócio, a empresa já deve sair beneficiada, na visão da Link Investimentos.
A perspectiva é de que a inauguração da obra faça com que mais de 400 mil veículos migrem da Marginal Pinheiros e da Bandeirantes. Como consequência, o tráfego do trecho oeste, já controlado pela CCR, pode crescer em até 40%.
Por isso, a corretora indica a companhia como a dona de maiores ganhos de sinergias com o projeto. Quanto ao leilão, as apostas são de que a CCR dê um lance agressivo para construir e operar as praças de cobrança de pedágio no complexo rodoviário.
Por ora, a companhia trabalha no financiamento de longo prazo do Rodoanel, sem descartar a possibilidade de novas aquisições.
Para a Link, os papéis da CCR são uma das opções mais interessantes do setor, mas por já estarem bem precificados, o destaque fica com a concorrente ALL, que possui maior potencial de crescimento.
Nesta sessão, as ações da CCR (CCRO3) subiam 2,94%, negociadas a 31,91 reais às 14h34. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice de referência para a bolsa brasileira, caía 0,10%.
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Petrobras começa a refinar petróleo de Tupi
A partir do processamento do recurso é possível avaliar o rendimento e a qualidade de seus derivados
| 03.07.2009 | 10h59
Portal EXAME -
A Petrobras informou nesta quinta-feira (02/07) que iniciou no dia 30 de junho o refino da primeira carga de petróleo extraída da camada pré-sal do campo de Tupi, localizado na Bacia de Santos. Segundo comunicado da Petrolífera, o processamento desse petróleo é considerado importante para avaliar o rendimento e a qualidade dos derivados produzidos.
O refino foi realizado na Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. De acordo com a estatal, o óleo processado registrou 28,5 graus API (escala que permite classificar a densidade do petróleo), baixa acidez e baixo teor de enxofre.
Esse petróleo é considerado de melhor qualidade comercial do que a média encontrado no Brasil. No entanto, as suas condições de extração são difíceis: profundidade de água de 2.140 metros, mais de 3.000 metros a partir do fundo do mar, abaixo de 2.000 metros de camada de sal e a uma distância de 300 km da costa do Estado de São Paulo.
O Campo petrolífero de Tupi foi oficialmente divulgado pela Petrobras em 8 de novembro de 2007. Suas reservas são estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo do tipo alta qualidade, ou seja petróleo leve, além de gás natural.
| 03.07.2009 | 10h59
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A Petrobras informou nesta quinta-feira (02/07) que iniciou no dia 30 de junho o refino da primeira carga de petróleo extraída da camada pré-sal do campo de Tupi, localizado na Bacia de Santos. Segundo comunicado da Petrolífera, o processamento desse petróleo é considerado importante para avaliar o rendimento e a qualidade dos derivados produzidos.
O refino foi realizado na Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. De acordo com a estatal, o óleo processado registrou 28,5 graus API (escala que permite classificar a densidade do petróleo), baixa acidez e baixo teor de enxofre.
Esse petróleo é considerado de melhor qualidade comercial do que a média encontrado no Brasil. No entanto, as suas condições de extração são difíceis: profundidade de água de 2.140 metros, mais de 3.000 metros a partir do fundo do mar, abaixo de 2.000 metros de camada de sal e a uma distância de 300 km da costa do Estado de São Paulo.
O Campo petrolífero de Tupi foi oficialmente divulgado pela Petrobras em 8 de novembro de 2007. Suas reservas são estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo do tipo alta qualidade, ou seja petróleo leve, além de gás natural.
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"A Copa do Brasil tem tudo para ser espetacular"
Especialista em turismo diz que o Mundial pode ter um impacto no país similar ao da Olimpíada para a China
Divulgação Paasschen: "O turismo nunca mais será o mesmo após o Mundial" Por Tatiana Gianini | 25.06.2009 | 00h01
Revista EXAME -
Trânsito caótico, infraestrutura hoteleira precária, aeroportos ruins - para o executivo holandês Frits van Paasschen, presidente de uma das maiores redes de hotéis do mundo, a americana Starwood Hotels & Resorts Worldwide, nada disso representa um grande obstáculo ao desenvolvimento brasileiro no setor de turismo, principalmente se o país usar com sabedoria o trunfo da realização da Copa do Mundo de 2014.
1. A Copa de 2014 pode ser um marco para o turismo brasileiro?
A última Olimpíada gerou um crescimento impressionante no número de hotéis na China. Se o Brasil conseguir fazer algo semelhante, teremos uma Copa espetacular, e o mercado de turismo no país nunca mais será o mesmo.
2. Em termos de infraestrutura, qual será o grande desafio nos próximos anos para receber o Mundial?
Ter um bom sistema de transporte aéreo. Nós tivemos, por muitos anos, um Sheraton em Recife, mas, em certo momento, a rede de transporte aéreo foi reduzida a tal ponto que o hotel deixou de ser bem-sucedido e tivemos de abandoná-lo. É crucial entender que não basta ter infraestrutura no setor, é preciso sustentá-la.
3. É possível organizar um evento desse porte em metrópoles com o trânsito tão caótico quanto Rio de Janeiro e São Paulo?
O México tem um dos piores trânsitos do mundo. Mas isso não o impediu de sediar duas Copas e de se tornar um mercado importante do turismo internacional. Os mexicanos sempre se mostraram favoráveis e abertos a investimentos estrangeiros, o que compensou algumas de suas deficiências.
4. Uma das principais obras viárias para a Copa de 2014 será um trem-bala entre São Paulo e Rio. Isso vai funcionar?
Não conheço o projeto em detalhes, mas a ideia de facilitar o trânsito de pessoas entre as duas cidades faz muito sentido.
5. Qual a sua avaliação sobre a infraestrutura hoteleira brasileira?
Vejo uma boa capacidade de hotéis econômicos, até três estrelas, mas poucos hotéis de luxo. O Brasil poderia ter mais hotéis de alto padrão nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e também em destinos de verão, como Recife e Salvador, com a implantação de resorts.
6. A Starwood vai aumentar os investimentos no país?
Nas minhas viagens pela Região Sul, percebi que cidades como Porto Alegre possuem uma boa rede de hotéis econômicos e três estrelas, mas nada muito além. Faltam estabelecimentos de alto padrão. Acho que podemos explorar isso.
7. Como vocês pretendem aproveitar essa brecha de mercado?
Temos apenas seis hotéis no Brasil, uma participação pequena, considerando que nossa rede possui quase 1 000 estabelecimentos no mundo. Estamos em busca de parceiros para aumentar o tamanho de nossa cadeia no país.
Divulgação Paasschen: "O turismo nunca mais será o mesmo após o Mundial" Por Tatiana Gianini | 25.06.2009 | 00h01
Revista EXAME -
Trânsito caótico, infraestrutura hoteleira precária, aeroportos ruins - para o executivo holandês Frits van Paasschen, presidente de uma das maiores redes de hotéis do mundo, a americana Starwood Hotels & Resorts Worldwide, nada disso representa um grande obstáculo ao desenvolvimento brasileiro no setor de turismo, principalmente se o país usar com sabedoria o trunfo da realização da Copa do Mundo de 2014.
1. A Copa de 2014 pode ser um marco para o turismo brasileiro?
A última Olimpíada gerou um crescimento impressionante no número de hotéis na China. Se o Brasil conseguir fazer algo semelhante, teremos uma Copa espetacular, e o mercado de turismo no país nunca mais será o mesmo.
2. Em termos de infraestrutura, qual será o grande desafio nos próximos anos para receber o Mundial?
Ter um bom sistema de transporte aéreo. Nós tivemos, por muitos anos, um Sheraton em Recife, mas, em certo momento, a rede de transporte aéreo foi reduzida a tal ponto que o hotel deixou de ser bem-sucedido e tivemos de abandoná-lo. É crucial entender que não basta ter infraestrutura no setor, é preciso sustentá-la.
3. É possível organizar um evento desse porte em metrópoles com o trânsito tão caótico quanto Rio de Janeiro e São Paulo?
O México tem um dos piores trânsitos do mundo. Mas isso não o impediu de sediar duas Copas e de se tornar um mercado importante do turismo internacional. Os mexicanos sempre se mostraram favoráveis e abertos a investimentos estrangeiros, o que compensou algumas de suas deficiências.
4. Uma das principais obras viárias para a Copa de 2014 será um trem-bala entre São Paulo e Rio. Isso vai funcionar?
Não conheço o projeto em detalhes, mas a ideia de facilitar o trânsito de pessoas entre as duas cidades faz muito sentido.
5. Qual a sua avaliação sobre a infraestrutura hoteleira brasileira?
Vejo uma boa capacidade de hotéis econômicos, até três estrelas, mas poucos hotéis de luxo. O Brasil poderia ter mais hotéis de alto padrão nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e também em destinos de verão, como Recife e Salvador, com a implantação de resorts.
6. A Starwood vai aumentar os investimentos no país?
Nas minhas viagens pela Região Sul, percebi que cidades como Porto Alegre possuem uma boa rede de hotéis econômicos e três estrelas, mas nada muito além. Faltam estabelecimentos de alto padrão. Acho que podemos explorar isso.
7. Como vocês pretendem aproveitar essa brecha de mercado?
Temos apenas seis hotéis no Brasil, uma participação pequena, considerando que nossa rede possui quase 1 000 estabelecimentos no mundo. Estamos em busca de parceiros para aumentar o tamanho de nossa cadeia no país.
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Colou ou descolou?
Por Giuliana Napolitano | 03/07/2009 - 16:16
Há cerca de dois anos, começou a ganhar força uma tese que dizia que a economia e as bolsas de países emergentes estavam "descolando" dos países ricos - ou seja, que estavam ganhando vida própria e sofrendo menos influência externa. Era o que parecia estar ocorrendo em 2007, quando os mercados de países como Brasil, China e Índia tiveram desempenhos muito superiores aos dos Estados Unidos e da Europa. Alguns exemplos: o Índice Bovespa fechou aquele ano com alta de 44% e o SSE Composite, da China, subiu quase 170%, enquanto o S&P 500, da Bolsa de Nova York, valorizou apenas 3,5% e o FTSE-100, de Londres, ganhou 4%.
Veio a crise de 2008 e a teoria perdeu espaço - na verdade, foi quase ridicularizada por alguns economistas e profissionais de mercado. Afinal, as previsões de crescimento econômico mudaram para todos os países e houve uma queda generalizada das bolsas no mundo todo - apesar de a origem da crise estar nos Estados Unidos.
Bom, recentemente, a tese do descolamento voltou. Um relatório de Ilan Goldfajn, que agora é economista-chefe do Itaú Unibanco, faz uma análise interessante sobre isso. Diz ele: "Renasce a possibilidade da diferenciação (entre países emergentes e desenvolvidos). As economias emergentes estão liderando a retomada. A China, sob considerável impulso fiscal e monetário, está investindo mais e alavancando o crescimento - seu e da região."
Qual é a importância disso? Para quem investe em ações, esse tipo de análise dá uma pista do que pode influenciar o comportamento da Bovespa. Ok, mas a questão é: até quando dura essa nova fase?
Há cerca de dois anos, começou a ganhar força uma tese que dizia que a economia e as bolsas de países emergentes estavam "descolando" dos países ricos - ou seja, que estavam ganhando vida própria e sofrendo menos influência externa. Era o que parecia estar ocorrendo em 2007, quando os mercados de países como Brasil, China e Índia tiveram desempenhos muito superiores aos dos Estados Unidos e da Europa. Alguns exemplos: o Índice Bovespa fechou aquele ano com alta de 44% e o SSE Composite, da China, subiu quase 170%, enquanto o S&P 500, da Bolsa de Nova York, valorizou apenas 3,5% e o FTSE-100, de Londres, ganhou 4%.
Veio a crise de 2008 e a teoria perdeu espaço - na verdade, foi quase ridicularizada por alguns economistas e profissionais de mercado. Afinal, as previsões de crescimento econômico mudaram para todos os países e houve uma queda generalizada das bolsas no mundo todo - apesar de a origem da crise estar nos Estados Unidos.
Bom, recentemente, a tese do descolamento voltou. Um relatório de Ilan Goldfajn, que agora é economista-chefe do Itaú Unibanco, faz uma análise interessante sobre isso. Diz ele: "Renasce a possibilidade da diferenciação (entre países emergentes e desenvolvidos). As economias emergentes estão liderando a retomada. A China, sob considerável impulso fiscal e monetário, está investindo mais e alavancando o crescimento - seu e da região."
Qual é a importância disso? Para quem investe em ações, esse tipo de análise dá uma pista do que pode influenciar o comportamento da Bovespa. Ok, mas a questão é: até quando dura essa nova fase?
A resposta do setor de cartões à pressão do BC
Visanet e Redecard prometem competir mais entre si e dizem ao BC que as mudanças defendidas seriam de difícil implementação
Por João Sandrini | 02.07.2009 | 22h28
Portal EXAME -
Após contratarem batalhões de advogados, economistas e consultores, as empresas de cartões definiram a estratégia que será usada para tentar convencer o Banco Central a não adotar mudanças drásticas na regulamentação do setor. Com mais de 80% de participação no mercado brasileiro de processamento de transações com cartões e com uma lucratividade alta, Redecard e Visanet têm sido pressionadas pelo BC e pelo Congresso a dividir os ganhos de escala e de produtividade com lojistas e consumidores. Segundo apurou o Portal EXAME, as duas empresas afirmaram ao BC que vão aumentar a competição entre si pela preferência dos lojistas – e que isso não depende de nenhuma das propostas defendidas no diagnóstico do setor elaborado por técnicos do banco. Esse estudo do BC foi colocado em consulta pública, que terminou no último dia 30, quando a Abecs (a associação das empresas de cartão) também entregou um documento com sua posição.
Hoje Redecard e Visanet disputam o credenciamento dos estabelecimentos comerciais que aceitam pagamentos com cartões e também concorrem pelo volume de transações - com promoções para compras com pagamento de determinada cartão, por exemplo. Mas, na prática o lojista não pode optar por uma ou outra empresa porque somente a Visanet processa as transações com cartões da bandeira Visa e apenas a Redecard é responsável pelas operações com Mastercard. Como em geral o interesse dos lojistas é de aceitar cartões das duas bandeiras, eles são obrigados a contratar terminais das duas empresas - o que reforça a percepção do BC de que o setor funciona como um oligopólio.
Essa lógica terá uma profunda mudança em junho de 2010, quando termina o contrato de exclusividade entre a Visa e a Visanet. A partir dessa data, a Visanet poderá oferecer aos lojistas terminais de pagamento - conhecidos como POS - capazes de processar transações com cartões tanto da Visa quanto da Mastercard. Dois dos bancos sócios da Visanet, o Bradesco e o Santander, já possuem inclusive a licença para capturar as transações com cartões da Mastercard. Isso só não é feito pela Visanet hoje porque a empresa tem esse acordo de exclusividade com a Visa.
O mesmo vale para a Redecard. O Itaú-Unibanco, que controla a empresa, só espera o fim do contrato de exclusividade com a Visanet para adquirir uma licença da Visa que permitiria à Redecard começar a processar as transações com as duas bandeiras. Se por um lado a Visanet deve oferecer um pouco antes o terminal de pagamento das duas bandeiras porque seus controladores já possuem as duas licenças, por outro a Redecard tem mais a ganhar com essa mudança porque sua participação de mercado é de 33% - contra 47% da rival.
Por João Sandrini | 02.07.2009 | 22h28
Portal EXAME -
Após contratarem batalhões de advogados, economistas e consultores, as empresas de cartões definiram a estratégia que será usada para tentar convencer o Banco Central a não adotar mudanças drásticas na regulamentação do setor. Com mais de 80% de participação no mercado brasileiro de processamento de transações com cartões e com uma lucratividade alta, Redecard e Visanet têm sido pressionadas pelo BC e pelo Congresso a dividir os ganhos de escala e de produtividade com lojistas e consumidores. Segundo apurou o Portal EXAME, as duas empresas afirmaram ao BC que vão aumentar a competição entre si pela preferência dos lojistas – e que isso não depende de nenhuma das propostas defendidas no diagnóstico do setor elaborado por técnicos do banco. Esse estudo do BC foi colocado em consulta pública, que terminou no último dia 30, quando a Abecs (a associação das empresas de cartão) também entregou um documento com sua posição.
Hoje Redecard e Visanet disputam o credenciamento dos estabelecimentos comerciais que aceitam pagamentos com cartões e também concorrem pelo volume de transações - com promoções para compras com pagamento de determinada cartão, por exemplo. Mas, na prática o lojista não pode optar por uma ou outra empresa porque somente a Visanet processa as transações com cartões da bandeira Visa e apenas a Redecard é responsável pelas operações com Mastercard. Como em geral o interesse dos lojistas é de aceitar cartões das duas bandeiras, eles são obrigados a contratar terminais das duas empresas - o que reforça a percepção do BC de que o setor funciona como um oligopólio.
Essa lógica terá uma profunda mudança em junho de 2010, quando termina o contrato de exclusividade entre a Visa e a Visanet. A partir dessa data, a Visanet poderá oferecer aos lojistas terminais de pagamento - conhecidos como POS - capazes de processar transações com cartões tanto da Visa quanto da Mastercard. Dois dos bancos sócios da Visanet, o Bradesco e o Santander, já possuem inclusive a licença para capturar as transações com cartões da Mastercard. Isso só não é feito pela Visanet hoje porque a empresa tem esse acordo de exclusividade com a Visa.
O mesmo vale para a Redecard. O Itaú-Unibanco, que controla a empresa, só espera o fim do contrato de exclusividade com a Visanet para adquirir uma licença da Visa que permitiria à Redecard começar a processar as transações com as duas bandeiras. Se por um lado a Visanet deve oferecer um pouco antes o terminal de pagamento das duas bandeiras porque seus controladores já possuem as duas licenças, por outro a Redecard tem mais a ganhar com essa mudança porque sua participação de mercado é de 33% - contra 47% da rival.
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