terça-feira, 30 de junho de 2009

Bradesco e BB têm ganho de R$ 3,4 bi com ações da VisaNet

O Bradesco e o Banco do Brasil (BB) anunciaram nesta terça-feira que vão registrar lucro bruto de R$ 3,415 bilhões no segundo trimestre com venda de parte de suas fatias na administradora de cartões de crédito VisaNet, que estreou na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na véspera.

O Bradesco informou lucro bruto de cerca de R$ 2 bilhões com venda de cerca de 10,5% de sua participação na VisaNet.

Já o Banco do Brasil divulgou ganho de R$ 1,415 bilhão com venda de parcela de 7,05%

domingo, 28 de junho de 2009

Fortune lista Petrobras para uma aposentadoria segura

25 de Junho de 2009 | 18:49

A revista norte-americana Fortune publica, em seu site na internet, sua lista anual de 40 companhias para o investidor que investe em ações e que quer ter uma aposentadoria segura. Dentre elas, estão os papéis da estatal Petrobras - a única empresa brasileira citada entre todas as divisões do ranking, que incluem small caps, companhias americanas e estrangeiras. Em relação à lista de 2008, a Fortune trocou 23 das 40 companhias. O desempenho determina a escolha das empresas.

A Petrobras aparece ao lado de gigantes como Procter & Gamble, Coca-Cola e Johnson & Johnson. Ao incluir a Petrobras, a Fortune cita um relatório do analista do banco Barclays, Paul Cheng. Nele, o analista teria afirmado que a companhia brasileira está entre "os mais bem posicionados para se beneficiar da recuperação do preço do petróleo nos próximos anos", em parte devido às descobertas de petróleo na camada de pré-sal. O campo de Tupi, segundo a revista, foi a maior descoberta dos últimos 20 anos.

Na justificativa para a inclusão da Petrobras, a revista Fortune ainda afirma que analistas projetam crescimento médio anual de 20%, nos próximos cinco anos. Nos Estados Unidos, os papéis da Petrobras são negociados na Bolsa de Nova York, como recibos de ações (ADRs). A Fortune cita dos indicadores dos ADRs: o retorno sobre o lucro é de 13 anos e o dividend yield é de 0,6%.

Gripe aviária na Rússia pode beneficiar Sadia e Perdigão

Morte de aves deve reduzir oferta de frango no país e forçar importação
| 26.06.2009 | 16h29

Portal EXAME -
Há mais de um ano sem nenhum indício de gripe aviária no país, a Rússia comunicou à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), na última quarta-feira (26/06), ter encontrado 58 aves mortas em um lago na região da República Tyva (Sibéria) devido à contaminação do vírus H5N1, responsável pela chamada gripe aviária. As autoridades locais informaram que medidas de controle já foram tomadas e que o caso foi resolvido.

De acordo com a corretora Link Investimentos, a contaminação dessas aves pode indicar uma possível redução de oferta de carne de frango na Rússia, o que contribuiria para o aumento das importações, incluindo a carne de frango proveniente do Brasil. Dessa forma, as líderes brasileiras no comércio de aves, Sadia e Perdigão, seriam fortemente beneficiadas.

Apesar da participação Russa não ser muito significativa nas exportações brasileiras, sendo inferior a 10%, os russos são os maiores importadores desse no mercado no mundo”, afirmou a corretora Link, em relatório.

Além disso, os estoques ao longo da cadeia produtiva ainda estão reduzidos por causa da crise global, levando os preços internacionais a permanecerem na trajetória gradual de recuperação para os próximos meses. “Para o Brasil, que não tem problemas sanitários e de produção, isso é uma ótima oportunidade para consolidar sua posição de liderança", afirmou a corretora Link, em relatório.

Não é por acaso que um dos focos de mercado da Brasil Foods, a maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento decorrente da fusão entre Sadia e Perdigão, é a Rússia.

Para a corretora Link esta seria uma boa hora para investir nas ações da Perdigão (PRGA3, com direito a voto) e Sadia (SDI4, sem direito a voto). Às 16h10, os papéis de ambas as empresas estavam em queda, a Sadia registrava baixa de 0,21%, para 4,81 reais; enquanto a Perdigão caia 1,18%, para 37,74reais.

IPO da Visanet tem rateio de 38,35% para investidor

Enorme procura faz pequeno investidor comprar só pouco mais de um terço das ações reservadas
| 26.06.2009 | 12h1

Portal EXAME -
Devido à enorme procura mesmo com o descredenciamento de mais de 20 corretoras, a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Visanet teve rateio de 38,35%. Isso significa que o pequeno investidor que reservou, por exemplo, 10.000 reais em ações terá direito a comprar apenas 3.835 reais em papéis. Como cada ação foi vendida por 15 reais, esse investidor terá direito a 255 papéis ordinários (com direito a voto) da Visanet.

As ações começarão a ser negociadas na próxima segunda-feira na BM&FBovespa com o código VNET3. Conforme informações disponíveis no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o valor total da operação é de 8,397 bilhões de reais, referente a 559.813.928 ações.

A cifra confirma as expectativas de que o IPO da VisaNet seria o maior da história da bolsa brasileira, superando o da OGX, de 6,7 bilhões de reais, e o da Bovespa Holding, de 6,6 bilhões de reais.

O volume inicial de ações da VisaNet a ser vendido era de 477.674.330, número que poderia ser acrescido de um lote adicional de até 95.534.866 ações.

Além disso, há ainda lote suplementar de 71.651.149 ações, a ser concedido pelos acionistas vendedores aos coordenadores da operação.

A VisaNet é a maior administradora de cartões de crédito do país e tem como principal rival a Redecard, que já está listada na BM&FBovespa.

O IPO da VisaNet foi marcado pela exclusão de 19 corretoras no último dia de reserva das ações, o que, segundo profissionais do mercado, deixou grande parte do varejo fora da oferta. Outras quatro corretora já haviam sido excluídas antes.

O banco de investimentos Bradesco BBI, coordenador-líder da operação, informou que retirou as corretoras - entre elas Bradesco e Ágora, ambas do segundo maior banco privado do país - "tendo em vista suposta veiculação de material publicitário acerca da oferta não submetido à aprovação prévia da CVM.

O prospecto do IPO indicava que entre 10% e 20% das ações iriam para o varejo, sem considerar os lotes suplementar e adicional. Do total da oferta no varejo, 5% seriam destinados aos funcionários da VisaNet.

Com informações da Reuters

Quando a gripe suína está entre nós

Empresas que têm funcionários infectados pelo vírus - como a Vale, a Unilever e a Natura - contam como reagiram

Por Gisele Cabrini e Francine De Lorenzo | 26.06.2009 | 11h59

Portal EXAME -
A influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, já afeta o dia a dia das empresas brasileiras. Companhias como a Vale, a Unilever, a Natura, a Serasa e a Boehringer já anunciaram que ao menos um de seus funcionários apresentou casos confirmados. Outras empresas - como a Comgás - têm suspeitas da doença e ainda aguardam os resultados dos testes.

Tanto as companhias que ainda não têm casos confirmados como as que já possuem têm adotado medidas para evitar a contaminação de mais trabalhadores. Em geral, as principais ações englobam a suspensão ou restrição de viagens ao exterior, o monitoramento do estado de saúde de quem viaja a trabalho e o afastamento temporário dos que tiveram contato com pessoas infectadas.

Após um caso confirmado, a Unilever Brasil afastou temporariamente outras 24 pessoas que tiveram contato próximo com o empregado infectado. A companhia informa que tomou todas as medidas preventivas recomendadas pela vigilância sanitária e que desde a divulgação dos primeiros casos da gripe suína tem orientado internamente seu time sobre os cuidados necessários para a prevenção da doença.

Além de reforçar a importância da higienização e esclarecimento dos sintomas, a Unilever criou um material específico com procedimentos indicados para viagens internacionais, além de colocar à disposição desses funcionários o serviço de saúde da empresa para monitoramento dos viajantes.

Na Vale, cerca de 90 funcionários que tiveram contato com um prestador de serviços infectado após uma viagem à Argentina também foram afastados de suas atividades. Até o dia 29 de junho, eles permanecerão em casa, sob observação. As outras medidas adotadas foram higienização das instalações e do duto de ar condicionado dos locais de trabalho onde prestador esteve, a maior orientação aos demais funcionários e o acompanhamento dos empregados com destino e retorno de países considerados áreas de risco pela OMS. Também foram vetadas viagens para o México e reduzidos os deslocamentos para os demais países das Américas e a Austrália. Como alternativa, são usados aparelhos de teleconferências para reuniões entre equipes.

Paralelamente, a Vale desenvolveu um plano de contingenciamento pandêmico para os diversos cenários da gripe suína, contemplando até mesmo a possibilidade de que vários empregados sejam infectados. O "centro de controle corporativo", que coordena esse plano, utiliza diversas ferramentas de rastreabilidade dos empregados que viajam ao exterior.
Para evitar a proliferação da doença, a Natura, que tem dois casos confirmados e três sob suspeita, orientou os funcionários que trabalham no setor daqueles que foram infectados a procurar orientação médica e a permanecer em casa até que se descarte a contaminação. Os demais também receberam informações sobre a doença e seus sintomas.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ações rendem até 220% no primeiro semestre

Papéis do setor de construção e das empresas do empresário Eike Batista garantiram retorno polpudo aos investidores

EXAME Eike Batista: 4 de suas empresas estão entre as 20 maiores altas Por Francine De Lorenzo | 22.06.2009 | 08h25

Portal EXAME -
Os investidores que conseguiram superar a frustração de ver suas aplicações encolherem drasticamente no último semestre de 2008 agora começam a ser recompensados. Passado o pico da crise global, o mercado acionário brasileiro volta a ganhar fôlego e já acumula alta de mais de 35% no ano. Alguns papéis, porém, tiveram desempenho muito acima do Ibovespa na primeira metade de 2009.

É o caso das empresas do setor de construção. O pacote habitacional, lançado em março pelo governo, trouxe nova vida ao setor, provocando uma disparada nas ações das empresas. Dos 20 papéis que mais subiram no ano, sete são de construtoras e incorporadoras - e todos tiveram alta de, pelo menos, 100% (veja na tabela abaixo).

"O setor de construção foi o que mais sofreu com a crise. Como as ações estavam muito depreciadas, criou-se espaço para uma forte alta. Mas só vamos saber se essa valorização vai se sustentar daqui um tempo, dependendo do comportamento da economia", diz Eduardo Silveira, analista da corretora Fator.

Com a volta dos investidores estrangeiros ao Brasil, as ações da Tenda saltaram para a liderança do ranking dos papéis mais valorizados, acumulando alta de 220,7% no ano. A construtora, que foi recentemente comprada pela Gafisa, é apontada pelos analistas como uma das que serão mais beneficiadas pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", ao lado de MRV e Rodobens, que também têm o perfil voltado para a baixa renda. Mesmo após a forte valorização dos últimos meses, a corretora Brascan ainda vê um potencial de valorização de 56,7% para a Tenda. Pelos cálculos do analista Cristiano Hees, os papéis da companhia, que no dia 18 de junho fecharam cotados a 3,72 reais, podem chegar a 5,83 reais até o final do ano. Já para a Gafisa, a expectativa é de valorização de 44,2%, com as ações subindo até 23,22 reais.

A MRV aproveitou o bom momento do mercado para anunciar uma nova oferta de ações na Bovespa. A empresa espera levantar 535,5 milhões de reais com a operação, dinheiro que seria utilizado na aquisição de novos terrenos, construção e incorporação de empreendimentos e para capital de giro. Mas, na avaliação da Fator, as ações da companhia têm pouco espaço para subir daqui pra frente. Os papéis já teriam incorporado os efeitos positivos do pacote habitacional e, como a demanda ainda está em recuperação, o potencial de valorização seria limitado. Por isso, o preço-alvo projetado para junho de 2010 é de 30,40 reais, o que representa um potencial de valorização de 20,2%.

"Eu recomendo cautela com o setor. Os juros do crédito imobiliário estão caindo mais rápido do que esperávamos, mas ainda é preciso melhorar as condições de emprego e renda para que isso se reflita no desempenho das empresas", pondera Silveira. "Além disso, resta saber como ficarão os empreendimentos para média e alta renda, já que os estoques ainda estão bastante altos."

A expectativa é de que os resultados do segundo trimestre sejam superiores aos registrados de janeiro a março, como conseqüência do efeito psicológico provocado pelo lançamento do pacote habitacional. Mas as vendas dentro do programa "Minha Casa, Minha Vida" ainda são poucas, pois é baixo o número de projetos enquadrados no programa. "Sempre há o risco de que a burocracia impeça o pacote de deslanchar", diz Silveira. "Mas nós estamos esperando que, no segundo semestre, as vendas aumentem."

Nome de valor

Quem apostou nas empresas do empresário Eike Batista também não tem do que reclamar. Em seis meses, os investidores conseguiram mais que dobrar suas aplicações. Grande parte do resultado, na opinião de especialistas, pode ser atribuída ao próprio Eike Batista. "Ele tem muitos bons contatos e sabe fazer negócio", diz uma fonte que prefere não se identificar.

De suas quatro companhias, a que trouxe maior retorno ao acionista foi a mineradora MMX. Os fracos resultados de 2008, decorrentes da crise econômica global, e o alto endividamento da empresa derrubaram as ações. "O risco de investir no papel era grande, mas dado o preço extremamente baixo, valia a pena arriscar", diz o analista da Brascan, Rodrigo Ferraz.

Os rumores de que a empresa seria vendida total ou parcialmente atraíram os investidores, interessados em aproveitar o tag along (direito que os acionistas minoritários têm de receber por suas ações o mesmo valor pago aos controladores em caso de venda da companhia). Os boatos não se confirmaram, mas outro negócio surgiu: um possível acordo entre a MMX e a siderúrgica chinesa Wuhan Iron and Steel (Wisco), que garantiria novos aportes à mineradora.

As fortes chances de que o acordo seja fechado levaram a corretora Brascan a projetar um potencial de valorização de 124% para os papéis, que têm preço-alvo de 15,86 reais. O negócio forneceria à mineradora os recursos necessários para concretização de seu plano de investimentos, elevando assim seu valor. "Além disso, a Wisco deve se comprometer a adquirir toda a produção de minério de ferro deste sistema. Isso reduziria significativamente o risco da empresa, já que seu fluxo de caixa ficaria mais previsível", explica o analista Rodrigo Ferraz.

As projeções para as demais empresas de Batista também são otimistas. A corretora Itaú, que opera de modo independente do Itaú Unibanco, prevê bom desempenho para a petrolífera OGX no decorrer do ano, com a estimativa de preço justo de 1.315 reais para as ações em dezembro - o que representa alta de 16,2%.

Para a LLX Logística, o potencial de alta é de 114,8%, dado o preço justo de 8,10 reais para o final do ano. No mercado, cogita-se a possibilidade de a empresa fechar uma parceria com a Usiminas para exportação de minério de ferro. A siderúrgica tem planos de instalar um terminal em Itaguaí, no Rio de Janeiro, enquanto a LLX planeja construir um porto em área contígua ao futuro terminal da Usiminas.

O negócio, para a corretora Itaú, faria todo o sentido. "A Usiminas não tem acesso direto ao mar, o que significa que a siderúrgica pode precisar juntar forças com a LLX, a Vale ou a CSN", destaca a corretora em relatório. A associação com a LLX permitiria à empresa de Eike Batista expandir a capacidade de seu porto, reduzindo custos.

Gerdau renegocia termos de dívida de US$ 3,7 bilhões

Empresa afirma que problemas financeiros são atípicos e devem ser resolvidos até o final de 2010
| 22.06.2009 | 14h30

Portal EXAME -
Líder na América Latina no mercado de aço, a Gerdau anunciou nesta segunda-feira (22) que renegociou alguns termos de uma dívida de 3,7 bilhões de dólares com credores. O acordo foi firmado com cerca de 40 instituições financeiras até setembro de 2010.

A empresa terá de manter a relação entre dívida líquida e o Ebitda (lucro antes de impostos e amortizações) inferior a cinco vezes - antes esse limite era de quatro. O limite máximo de dívida bruta ficou estabelecido em 11 bilhões de dólares.

O custo total desta flexibilização temporária pode variar entre 20 milhões de dólares e 60 milhões de dólares, dependendo do período de sua vigência”, anotou a empresa em comunicado.

A Gerdau realizou nos últimos anos diversas aquisições de siderúrgicas menores em vários países. Com a crise, a geração de caixa da empresa teve uma severa diminuição, o que piorou seus indicadores de solvência.

Apesar dos problemas financeiros a empresa mantém o otimismo. “Ressalta-se que este acordo é uma demonstração clara do sólido relacionamento que a Gerdau construiu ao longo dos anos com a comunidade financeira nacional e internacional e o entendimento de que os fatores que têm afetado a geração de caixa da Companhia são completamente atípicos e que deverão, ao longo de 2010, voltar a um patamar que permitirá à empresa atender às cláusulas de performance originais.”

Em comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira (22), a Brascan Corretora afirma que é improvável a quebra do acordo da Gerdau por conta de sua situação financeira. “Segundo nossos cálculos, o atual covenant, que estabelece um teto para a Dívida Líquida/Ebitda de 5 vezes, implica em uma necessidade de um Ebitda acumulado nos últimos 12 meses de, no mínimo, 3,3 bilhões de reais, considerando o endividamento líquido constante. Ou seja, seria necessária uma queda de 67,4% do Ebitda em 2009 frente a 2008 para que a cláusula não seja cumprida.”

Um ponto positivo destacado pela corretora à favor da Gerdau é a crescente recuperação das atividades dos Estados Unidos que atingiu 47,7% na última semana. O mercado brasileiro, por sua vez, tem sido beneficiado pelos estímulos governamentais anunciados nos últimos meses. “A redução do IPI para os automóveis, para eletrodomésticos e o pacote ‘Minha Casa, Minha Vida’ têm sustentado a demanda por produtos siderúrgicos e levado a uma melhora dos indicadores do setor”, disse a corretora. Além disso, o anúncio da retomada da produção de um alto forno da Gerdau Açominas também contou positivamente para a análise da Brascan. A Gerdau opera hoje com 60% de sua capacidade.

Apesar de amenizar as preocupações quanto à piora no seu endividamento financeiro, a Brascan também aponta as dificuldades pelas quais a Gerdau está passando no setor siderúrgico brasileiro, americano e europeu. Ao renegociar as cláusulas antigas, a empresa indica que o cenário pode continuar deteriorado nos próximos trimestres. “Mantemos nossa postura de cautela em relação à performance do setor siderúrgico brasileiro e mundial, visualizando uma recuperação mais significativa desta indústria apenas a partir do quarto trimestre de 2009”, anotou a corretora.

O otimismo sobre a melhora de performance da empresa parece não ter sido suficiente para alavancar seus papéis. Às 15h43, as ações preferenciais da siderúrgica (GGBR4, sem direito a voto) caíam 3,8%, negociados a 19,22 reais. Os papéis preferenciais da metalúrgica (GOAU4) registravam queda de 3%, negociados a 24,19 reais. No mesmo instante, o Ibovespa caía 3,1%, aos 49.782 pontos.

Negociações de minério de ferro na China vão passar de junho

22 de Junho de 2009 | 10:36
PEQUIM (Reuters) - As conversações das siderúrgicas da China com fornecedores de minério de ferro sobre o preço do produto não serão completadas até o final de junho, disse a rádio estatal nesta segunda-feira, citando uma autoridade da Associação de Ferro e Aço chinesa.

"A negociação de minério de ferro este ano não será completada até o final de junho, mas vamos manter a nossa postura e conduzir as negociações pacientemente", disse uma autoridade da associação, segundo a rádio oficial, que não citou nomes.

A China tem até 30 de junho para resolver sua disputa com a fornecedora de minério de ferro Rio Tinto, que ofereceu um corte de 33,5 por cento ante a redução de 40 a 45 por cento que o país procura. Os índices correspondem a acordos feitos pela Rio Tinto com siderúrgicas japonesas no final de maio.

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, e que em 2008 liderou acordo não seguido por outras mineradoras, fechou há duas semanas contrato com clientes do Japão e da Coreia do Sul para queda entre 28,8 e 44,5 por cento para o minério e de 48,3 por cento para pelotas e disse que estava em plena negociação com a China, seu maior mercado.

Na sexta-feira, a mineradora brasileira anunciou os mesmos termos para acordo com a europeia ArcelorMittal.

(Reportagem de Aileen Wan e Jason Subler)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

10 milhões de empreendedores

Esse é o número de brasileiros que abrem empresas visando uma boa oportunidade de mercado e de impulsionar a carreira. Pela primeira vez o número ultrapassa aqueles que se aventuram por necessidade.

Portal EXAME -

Ser dono do próprio negócio é o objetivo de um crescente número de profissionais brasileiros, seja para evitar eventuais cortes nas empresas ou para pôr em prática uma ideia considerada inovadora, como o empresário Gabriel Tosi, de 28 anos. Ele largou a carreira de redator publicitário para criar a agência de assessoria de imagem em mídias sociais Full Interactive (leia essa e outras histórias de empreendedores aqui). Segundo consultorias de recursos humanos ouvidas pelo Portal EXAME, essa é uma boa alternativa para impulsionar a carreira. "Geralmente, quem pensa em abrir um negócio próprio quer fugir da insegurança que ronda o ambiente corporativo de hoje", afirma Priscila D´Addio, gerente de relacionamentos e novos negócios da Career Center. Dos clientes que procuram a consultoria para transição de carreira, 12% optam pelo negócio próprio.

Um levantamento recente realizado pela consultoria DBM mostra que o número de profissionais que optaram por abrir o próprio negócio no primeiro bimestre de 2009 superou em quatro vezes o total verificado no mesmo período do ano passado. Em comparação com o último bimestre de 2008, o salto foi de 80%, o que mostra uma tendência em aceleração.

Brasil empreendedor

O potencial empreendedor brasileiro foi medido em pesquisa do Global Entrepreneurship Monitor (GEM). O estudo, no qual o Brasil figura na 13ª posição entre 43 países, constatou que pela primeira vez no país os chamados "empreendedores de oportunidade" - aqueles que enxergam um novo nicho de atuação e planejam minuciosamente a abertura do negócio - ultrapassaram os "empreendedores de necessidade" - os aventureiros que não têm planejamento prévio e acabam fechando o empreendimento pouco tempo após sua abertura. Segundo o GEM, a razão oportunidade/necessidade ficou em torno de 2,03, atrás apenas da França (8,35) e dos Estados Unidos (6,86).

O Brasil conta hoje com 14,6 milhões empreendedores, o equivalente a 12,6% da população adulta - ou um empreendedor para cada 13 habitantes. Do total, quase 10 milhões são considerados "empreendedores por oportunidade". O destaque fica para os jovens brasileiros – os mais empreendedores do mundo. Tanto entusiasmo leva um número cada vez maior de pessoas a decidirem trabalhar por conta. Segundo o Sebrae, hoje o país conta com 5 milhões de pequenos e médios negócios - o equivalente a uma empresa para cada 37 habitantes. Para 2015, calcula-se que o Brasil terá uma empresa para cada 24 habitantes, atingindo um nível similar às economias desenvolvidas da Europa. "As pequenas e médias empresas já contribuem com 20% do PIB brasileiro", diz Ricardo Tortorella, diretor-superintendente do Sebrae-SP. Por isso as PMEs se tornam cada vez mais importantes não só para o trabalhador, mas também para a economia do país.

Oi ganha mercado da Claro e da Vivo em maio

Início das operações em São Paulo e aquisição da Brasil Telecom impulsionaram desempenho da operadora
| 18.06.2009 | 16h38

Portal EXAME -
Segundo dados divulgados pela Anatel nesta quinta-feira (18), a Oi voltou a ser o grande destaque em termos de adições líquidas e participação de mercado. Do total de quase três milhões de novos assinantes, 44% optaram pela Oi em maio. A TIM ficou em segundo lugar com 24%, seguida pela Vivo, com 20%, e Claro, com apenas 12%.

Novamente a Oi foi a única operadora que aumentou sua participação de mercado em 0,4%, aumentando o índice para 21,14%. Vivo e Claro caíram e agora detém 29,38% e 25,51%, respectivamente. A TIM se manteve estável com 23,59%.

Para a corretora Ativa, o avanço da Oi se deve a dois fatores que aconteceram no ano passado: o início das operações em São Paulo em outubro e a aquisição da Brasil Telecom (BrT) em abril, que deu à operadora cobertura nacional.
Na avaliação da corretora, o desempenho da TIM também foi positivo em termos de conquista de clientes, mas os resultados consolidados do segundo trimestre é que poderão mostrar se a performance da empresa é realmente sustentável

A Vivo, apesar de ter apresentado uma pequena perda de mercado, adicionou mais clientes que no mesmo mês do ano passado à sua base, o que foi apontado como fator positivo.

A Claro, segundo a corretora, foi prejudicada pela competição promovida pela Oi. As duas empresas possuem foco nos clientes pré-pagos.

TAM vai expandir programa de fidelidade ao varejo

Os associados poderão acumular pontos em uma única conta e resgatar prêmios em diversos estabelecimentos
| 18.06.2009 | 15h39

Portal EXAME -
A TAM lançou nesta quinta-feira seu novo programa de fidelização de clientes. Batizado de Multiplus Fidelidade, a nova unidade de negócios da companhia buscará parcerias com empresas dos mais variados ramos a fim de integrar seus programas de fidelidade sob uma só gestão.

Dessa forma, os clientes associados poderão acumular pontos em uma única conta e realizar resgates de prêmios nos estabelecimentos conveniados. “O principal foco da TAM é crescer no setor de varejo, já que temos parceiros consistentes no setor financeiro”, afirmou Líbano Barroso, vice-presidente de finanças, gestão e TI da companhia.

De acordo com a TAM, a concretização dessa rede de programas para o consumidor tem o objetivo de aumentar as vendas e fidelizar os clientes das empresas parceiras. “É uma via de mão dupla, onde todos os lados se beneficiam”, disse Barroso. Diversos segmentos já estão sendo identificados para o programa, como, por exemplo, farmácias, postos de gasolina, supermercados, cinemas, livrarias, hotéis e bancos, entre outros.

Até agora, somente a TAM Viagens foi anunciada como empresa parceira do Multiplus Fidelidade. Um dos apelos da campanha de marketing do programa será a possibilidade de realizar uma viagem internacional de graça. “Suas compras do dia-a-dia podem ser o ponto de partida para o sonho de uma viagem internacional”, disse Manoela Amaro, diretora de marketing da TAM.

A TAM estuda a criação de um cartão para operacionalizar a troca de pontos nos estabelecimentos associados. Porém, nada foi definido ainda.

Segundo a companhia, todos os 5,9 milhões de clientes do TAM Fidelidade, tradicional programa de fidelização da empresa, farão parte do Multiplus Fidelidade automaticamente.

Para o presidente da TAM, David Barioni, a nova unidade de negócios será um diferencial para a companhia, uma vez que 90% dos pontos resgatados pelo TAM Fidelidade são convertidos em bilhetes aéreos. E, a partir de agora, os clientes poderão trocar seus pontos por diversos produtos. “O ponto Multiplus pode virar um bilhete aéreo ou pagar a gasolina do seu carro, explicou Barioni.

Avançam negociações para união entre Marfrig e Bertin

18 de Junho de 2009 | 10:00

São Paulo - As negociações entre os frigoríficos Marfrig e Bertin em relação à fusão de suas operações estão avançadas, e a conclusão do negócio pode até ser anunciada nos próximos dias. Pelo que vem sendo desenhado, será criada uma controladora para comandar a nova empresa - que vai unir apenas as áreas de alimentos dos grupos. Bertin e Marfrig terão participações praticamente iguais nessa controladora, mas o Marfrig ficará responsável pela gestão, que será profissionalizada.

A controladora pode ter também a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já tem uma fatia acionária dos dois frigoríficos. Por ter um porte maior, o Bertin ficaria com uma participação superior à do Marfrig no capital total da nova empresa. Segundo uma fonte, o BNDES pode injetar um total de cerca de R$ 3 bilhões para viabilizar a operação, provavelmente numa emissão de ações parecida com a que está planejada na fusão entre Sadia e Perdigão.

Procurado, o Marfrig informou que não existe nada fechado até o momento, mas que as conversas entre as duas empresas ainda são mantidas. Na mesma linha, o grupo Bertin disse que mantém conversas no âmbito comercial, mas nada relacionado à aquisição de uma empresa pela outra. Em sua última nota divulgada à imprensa, o Marfrig confirmou a existência de tratativas com o Bertin, mas disse que não existia nenhum acordo entre as duas partes. “A Marfrig continua a manter sua política de crescimento orgânico baseada em uma posição financeira conservadora, alicerçando seu crescimento na consolidação e integração das empresas adquiridas nos últimos anos”, dizia a nota.

De acordo com uma fonte, a união entre as duas empresas seria uma “recomendação” do BNDES, para evitar que o Bertin enfrente dificuldades financeiras mais graves e que corra o risco de ser vendido a uma empresa estrangeira. O endividamento do Bertin aumentou de forma expressiva desde setembro do ano passado com a piora do quadro econômico internacional por conta da crise financeira. Além disso, um outro motivo que estaria estimulando o negócio com a área de alimentos é o resultado do setor em relação às outras atividades do grupo. Apesar de o frigorífico representar a origem dos negócios da família Bertin, sendo base para sua entrada em outros setores, ele não estaria apresentando resultados semelhantes aos de áreas como construção, saneamento e energia, entre outros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

BMFBovespa é a 4ª maior do mundo

A expressiva valorização das ações de países emergentes em 2009 fez a BM&FBovespa saltar para a quarta colocação do ranking das maiores bolsas mundiais pelo critério de valor de mercado - que multiplica a quantidade de papéis em circulação pela cotação.

Ontem à tarde, a BM&FBovespa "valia" US$ 12,4 bilhões, atrás apenas da Bolsa de Chicago (US$ 22,6 bilhões), da Bolsa de Hong Kong (US$ 17,2 bilhões) e da Deutsche Börse (US$ 15,4 bilhões), e à frente de tradicionais instituições, como a Bolsa de Nova York e a Bolsa de Londres. A informação foi destacada na edição de ontem do jornal britânico Financial Times (FT). "Duas das maiores bolsas na Ásia e na América Latina ultrapassaram, pela primeira vez, rivais em Nova York e em Londres pelo critério de capitalização de mercado, em um sinal de como a crise econômica e uma competição agressiva nos mercados maduros está transformando o panorama global (no setor)", afirmou a reportagem.


Segundo o analista de instituições financeiras da Corretora Spinelli, Jayme Alves, o avanço da BM&FBovespa é explicado por vários fatores. O primeiro deles é a valorização do mercado acionário brasileiro em 2009. Até ontem, o Índice Bovespa acumulava no ano ganhos de 38,6% em reais. Para comparações internacionais, utiliza-se o Ibovespa em dólar. Como o real subiu mais de 15% no ano, a valorização do mercado brasileiro supera os 50%. Outro fator que, segundo o analista, impulsionou a bolsa brasileira foi a indicação de Arminio Fraga para a presidência do conselho de administração, em substituição a Gilberto Mifano. "Com a mudança, a bolsa passou a ter um perfil mais estratégico do que técnico", disse.


Por fim, Alves citou medidas implementadas pela BM&FBovespa para engordar o volume de negócios. Uma delas foi a parceria com a Bolsa de Chicago (CME). Pelo acordo, investidores podem fazer transações com derivativos da BM&FBovespa em Chicago e vice-versa. A primeira etapa, que começou a vigorar em 30 de setembro de 2008, permitiu que estrangeiros negociassem papéis brasileiros nos EUA. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Embraer confirma venda de sete jatos para a KLM

15 de Junho de 2009 | 10:26

Embraer informou hoje, na feira aérea Paris Air Show, que recebeu um contrato para venda de sete jatos Embraer 190 da KLM City Hopper, confirmando as opções no contrato original anunciado em agosto de 2007. As entregas iniciais da nova encomenda deverão ocorrer durante o primeiro semestre do ano que vem, disse a fabricante brasileira.

A KLM City Hopper é uma subsidiária regional holandesa da Air France-KLM. A KLM ainda tem 11 opções para comprar jatos da Embraer, acrescentou a empresa brasileira. A companhia aérea já opera quatro jatos Embraer 190 em suas rotas regionais europeias. Separadamente, a Embraer anunciou que vendeu um jato Embraer 175 para a japonesa Fuji Dream Airlines.

O contrato original assinado em novembro de 2007 incluía uma encomenda por dois Embraer 170 e direitos de compra de outro avião do mesmo modelo, mas foi recentemente modificado para permitir que a Fuji Dream encomendasse o novo Embraer 175. As entregas do Embraer 175 começarão no ano que vem. Essa encomenda já está incluída nos pedidos em carteira da fabricante de aviões do primeiro trimestre, disse a Embraer. As informações são da Dow Jones.

Petrobras inicia produção de gás em 2 campos no ES

15 de Junho de 2009 | 16:20

Petrobras informou o início da produção dos campos de gás de Cangoá e Camarupim, no litoral norte do Estado do Espírito Santo em 10 de junho. Segundo comunicado da estatal, os projetos fazem parte do Plano de Antecipação da Produção de Gás (Plangás), que foi lançado em 2006 para alavancar a produção doméstica de gás natural no Brasil.

A produção dos dois novos campos será escoada para a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC), em Linhares (ES). O Campo de Camarupim, uma parceria entre a Petrobras (75%) e a empresa norte-americana El Paso (25%), entra em produção menos de três anos após sua descoberta, em julho de 2006, através do poço 7-CMR-1HESS, cujo gás está sendo utilizado no comissionamento do FPSO Cidade de São Mateus. Ancorado a 790 metros de lâmina d'água, o navio receberá outros três poços, já perfurados, que completam o desenvolvimento do campo, com potencial de produção diário de 6 milhões de metros cúbicos de gás natural e 8 mil barris de condensado. O FPSO Cidade de São Mateus tem capacidade para processar 10 milhões de metros cúbicos de gás e 35 mil barris de óleo por dia.

O Campo de Cangoá, descoberto em maio de 1988, deu início a produção através do poço 7-CAN-1DESS, conectado à plataforma de Peroá (PPER-1) e produzirá diretamente para o gasoduto que escoa o gás de Peroá para a UTGC. Localizado a 42 quilômetros da Foz do Rio Doce, o campo tem capacidade de produção de cerca de 400 mil metros cúbicos de gás natural por dia.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

China ameaça Rio Tinto e BHP

BHP e Rio Tinto podem sofrer sanções comerciais da China--mídia
11 de Junho de 2009 | 21:04

SYDNEY (Reuters) - A China pode impor sanções comerciais à BHP Billiton e à Rio Tinto se as duas mineradoras fundirem as operações de minério de ferro na Austrália sem a aprovação das agências de concorrência chinesas, publicou o Sydney Morning Herald.

Na semana passada, a Rio Tinto desistiu de receber um investimento de 19,5 bilhões de dólares da estatal chinesa Chinalco e, em vez disso, propôs uma joint-venture com a concorrente BHP Billiton no setor de minério de ferro. A Rio também anunciou uma oferta de ações de 15,2 bilhões de dólares.

"De acordo com a legislação antitruste da China, nós podemos vetar um acordo de fusão do tipo se a concentração de negócios no exterior afetar a competição no mercado interno", disse Ma Yu, diretor do departamento de investimentos estrangeiros do Ministério do Comércio, segundo a reportagem feita em Pequim.

De acordo com o jornal, Ma também afirma que se a joint-venture for montada mesmo com a oposição da China, Pequim pode impor sanções comerciais contra a BHP e a Rio.

A joint-venture é uma ameaça para a China porque concentraria ainda mais a produção de minério de ferro, com os segundo e terceiro maiores produtores do mundo, Rio e BHP Billiton, combinando suas principais operações.

A Rio/BHP e a Vale controlam aproximadamente 70 por cento do comércio de minério de ferro do mundo.

O periódico afirma que a nova legislação antitruste da China permite que o país bloqueie acordos feitos no exterior, mas os mecanismos para a execução da lei permanecem incertos.

O plano das duas companhias foi anunciado ao mesmo tempo em que as negociações anuais sobre o preço do minério de ferro entre os fornecedores e os clientes chineses estão paralisadas por conta do pedido da China de uma redução maior que os 33 por cento acertados pela Rio com compradores japoneses e coreanos.

Na quinta-feira, o diretor da Associação Chinesa de Ferro e Aço, que lidera as negociações feitas pela China, disse que o grupo estava pronto para reduzir a produção de aço e abandonar as negociações anuais sobre o minério de ferro se as conversas fracassarem.

A China consome mais da metade do minério de ferro comercializado mundialmente.

(Reportagem de Jonathan Standing)

Ambev ganha mercado pelo segundo mês seguido

Corretora esperada bons resultados da empresa no segundo trimestre
| 12.06.2009 | 12h20

Portal EXAME -
Dados divulgados pela Nielsen sobre o mercado de cerveja durante o mês de maio mostraram que a AmBev voltou a conquistar participação de mercado pela segunda vez consecutiva. Desta vez, a fatia da companhia cresceu 0,5 ponto percentual frente a abril, chegando a 68,3%.

Desde fevereiro, a AmBev não perde mercado para suas concorrentes e acumulou ganho de 1,3 ponto de lá para cá. No último mês, Schincariol e Femsa perderam, respectivamente, 0,2 e 0,4 ponto percentual, enquanto que a Petrópolis ficou com sua participação apenas 0,1 ponto maior.

Para os analistas da corretora Ativa, os números indicam que a companhia vem se mantendo bastante competitiva, apesar do cenário mais adverso no consumo brasileiro, além de que as demais cervejarias elevaram os preços de seus produtos no início de 2009.
Com isso, a equipe viu reforçada sua expectativa de que o segundo trimestre marque um período de resultados positivos apresentados pela AmBev, em resposta, principalmente, ao impulso trazido pelo aumento nos volumes de venda de cerveja.

Apesar dos dados vistos como positivos pela Ativa, as ações preferenciais da companhia (AMBV4), que mantêm maior liquidez, apresentavam queda de 0,63 às 12h02, cotadas a 127,70 reais. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice de referência da bolsa brasileira, tinha alta de 0,11%.

O que esperar da legislação para o pré-sal

Governo anuncia nos próximos dias o novo marco regulatório para adaptar a legislação brasileira do petróleo à abundância do pré-sal; especialistas criticam

Por Francine De Lorenzo | 12.06.2009 | 09h08

Portal EXAME -
A descoberta de um tesouro no fundo do mar provocou inquietude em Brasília. Ninguém sabe ao certo quanto petróleo existe na camada pré-sal, situada nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo - região litorânea que vai de Santa Catarina ao Espírito Santo -, mas a expectativa é de que seja o suficiente para colocar o Brasil entre os dez maiores produtores mundiais da matéria-prima. Não foi preciso mais que isso para começar a discussão sobre qual seria o modelo ideal de exploração desse petróleo.

O sistema atual, de concessão, já não é considerado a melhor opção pelo governo, que estuda adotar o modelo de partilha. A principal diferença entre os dois sistemas é que, no de concessão, a produção pertence à empresa que ganhou o direito de explorar a região. O governo é remunerado pelo pagamento de royalties e impostos. Já no sistema de partilha, a produção pertence ao Estado. A empresa entra no negócio como parceira do governo, realizando o trabalho de exploração e extração do petróleo. O lucro da operação é dividido entre as partes.

Quando se descobriu a existência de grande quantidade de petróleo no pré-sal, veio à tona o debate sobre sua posse. Rapidamente surgiram defensores da necessidade de assegurar ao governo a propriedade do óleo, que pelo modelo de concessão ficaria nas mãos das empresas. A solução seria a troca do atual modelo pelo de partilha, juntamente com a criação de uma nova estatal, que ficaria responsável por administrar as reservas. Os blocos já licitados continuariam operando sob concessão, conferindo ao país um regime misto, a exemplo do que acontece na Rússia.

As mudanças, porém, são vistas pelos especialistas como um grande erro. "O país vai dar um tiro no pé. Alterar a regulamentação do setor só vai gerar insegurança e reduzir a credibilidade do Brasil. É possível atender todas essas questões sem ter de criar um novo marco regulatório", diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). "Enquanto se discute mudanças desnecessárias, o programa de exploração vai sendo adiado".

terça-feira, 9 de junho de 2009

E as construtoras?

Após altas, Fator recomenda cautela com ações de construção
Apesar da alta nas últimas semanas, corretora espera lucros menores com pouco impacto do pacote governamental
| 29.04.2009 | 19h14

Portal EXAME -
Desde o anúncio do governo de um programa habitacional de 34 milhões de reais, os papéis de construtoras e imobiliárias vêm se recuperando dos impactos da crise internacional. Após as recentes altas, porém, a Fator recomenda cautela aos investidores com as ações do setor.

Os analistas afirmaram acreditar que o pacote do Governo é positivo para o setor de construção civil. O foco voltado à população de baixa renda, contudo, faz com que o impacto seja mais limitado para as principais empresas, com preço unitário do imóvel médio de 40 mil reais à população de renda de até três salários mínimos.

"Atualmente, nenhuma incorporadora opera nesse segmento e possui esse tipo de produto. Do total de um milhão de moradias anunciadas, 70% do total serão destinadas à população com renda de até seis salários mínimos, faixa ainda não atendida pelas principais construtoras listadas", explicaram.

Na faixa de renda de seis a dez salários mínimos, o valor do imóvel é de 130 mil reais por unidade. Com isso, Tenda, MRV, Rodobens e PDG Realty devem ser as empresas mais beneficiadas pelo pacote, por causa do percentual do banco de terrenos dentro dessa faixa de preço.

A Fator explica a alta nos preços das ações das construtoras com a melhora do ânimo no setor a partir do anúncio do programa habitacional, além da expectativa de recuperação da demanda por imóveis e melhoria de percepção de risco por parte de investidores estrangeiros.

"Reiteramos cautela aos investidores, pois apesar de algumas incorporadoras terem apresentado resultados operacionais positivos, não observamos melhora consistente nas variáveis que determinam o consumo de imóveis", disse.

Para os três primeiros meses do ano, a expectativa é de lucro menor para a maior parte das companhias. As construtoras voltadas ao segmento de baixa renda devem obter melhores resultados nos próximos trimestres, pois, segundo a corretora, além da demanda pelo primeiro imóvel ter se mostrado mais forte, o índice de confiança do consumidor caiu menos nesse segmento.

Nesse cenário, a PDG Realty e a MRV são apontadas como as companhias com possíveis números mais positivos, devido à forte exposição ao segmento econômico e forte volume e velocidade de vendas no primeiro trimestre. Além disso, ambas possuem bom controle de custos, eficiência operacional e situação financeira confortável.

É hora de realizar lucro com ações de siderúrgicas?

Preço do aço deve cair apesar de taxa para importação
Para a corretora do Santander, decisão do governo de elevar imposto de importação beneficia siderúrgicas, mas não impedirá queda de preços
| 08.06.2009 | 15h01

Portal EXAME -
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) retirou da lista brasileira de exceções de tarifas para importação comum do Mercosul diversos tipos de produtos siderúrgicos. Tal medida veio de acordo com o pedido das companhias do setor e, na visão dos analistas, deve diminuir em partes a pressão sobre o preço dos produtos.

Com a mudança, as alíquotas dos impostos de importação passarão de zero para 12% para as chapas e bobinas a quente, chapas e bobinas a frio e chapas grossas de aço carbono. As barras de aço terão a taxa elevada para 14%.

A corretora do Santander, que opera separadamente do banco, estima que as chapas e bobinas a quente alcançarão um prêmio de 33% frente aos produtos importados.

Para a equipe, o aumento nas tarifas deve aliviar a pressão sobre os preços dos produtos siderúrgicos brasileiros, mas a expectativa é que continuem em declínio graças aos altos estoques e à demanda mais fraca que o esperado.

"Com essa decisão, as siderúrgicas ganham um importante espaço frente ao aço importado e podem diminuir o ritmo e a intensidade das reduções de preços de aço no mercado doméstico", avaliou a Ativa.

Analisando as companhias brasileiras separadamente, o Santander acredita que a Usiminas é quem mais se beneficia com o aumento nas tarifas de importação, principalmente com as chapas grossas, a linha que era mais prejudicada com os importados.

Conforme ressaltaram os analistas, em 2008, 65% da receita total da Usiminas teve origem nas vendas de produtos retirados da lista de exceção do governo no mercado doméstico, quase o dobro da porcentagem da CSN.

domingo, 7 de junho de 2009

O impacto de uma eventual fusão entre Sadia e Perdigão

Para especialistas, o negócio seria excelente para as duas empresas, péssimo para os rivais e neutro para os consumidores
Por Verena Souza | 12.05.2009 | 10h00

Portal EXAME -
Rumores sobre uma possível fusão entre a Sadia e a Perdigão têm provocado solavancos no mercado a cada pronunciamento ou sinal de que as discussões levarão ou não a um acordo. Até o momento, nada de concreto foi anunciado, mas uma coisa já parece assimilada: juntas, as duas empresas criariam um gigante de porte global e dominariam mais de 50% de diversos segmentos do mercado brasileiro de alimentos.

Entre seus principais pontos fortes, a "Sadigão", como vem sendo chamada a nova empresa, teria 88% do mercado de massas industrializadas, 70% das carnes congeladas, 67% das pizzas semiprontas e 53% dos produtos alimentícios industrializados em geral.

Sob o ponto de vista privado, é consenso entre os especialistas do setor de que o negócio seria benéfico para as duas companhias. Em relatório, a corretora Brascan afirmou que os ganhos de sinergia chegariam a 2,2 bilhões de reais e trariam um aumento de 23,4% no valor de mercado das duas empresas juntas.

De acordo com a corretora Santander, que trabalha de forma independente do banco, as maiores sinergias estariam principalmente nas operações de logística e transporte, trazendo maior eficiência na distribuição dos produtos.

"A nova companhia teria um importante ganho de escala, um variado mix de produtos, grande poder de barganha junto aos fornecedores e até poderia ser mais flexível em sua política de preços", afirmou Rafael Cintra, analista da Link Investimentos.

Além disso, essa seria uma grande oportunidade para a Sadia fortalecer seu caixa após ter sofrido significativas perdas com derivativos em setembro do ano passado. Somente no ano passado os prejuízos com a alta do dólar superaram 2,5 bilhões de reais. Em maio de 2008 - portanto, antes das perdas cambiais e do agravamento da crise econômica - a companhia valia 8,3 bilhões de reais. Um ano depois, esse valor para menos da metade, ou 3,4 bilhões de reais.

Alimentos mais caros?

Apesar da alta concentração de mercado prevista e do enorme poder de negociação da nova empresa, os especialistas do setor acreditam que o consumidor não vai sentir no bolso os efeitos da fusão. "Os ganhos em eficiência podem ser tão grandes na qualidade dos equipamentos e dos funcionários, por exemplo, que é bem provável que os preços possam até diminuir ou não variar. Isso seria um ganho para a sociedade", disse Clevland Prates, ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Ligado ao Ministério da Justiça, o Cade terá de analisar a possível fusão entre a Sadia e a Perdigão. Como são raros os negócios rejeitados pelo conselho, a expectativa de analistas é de que, no máximo, haja algumas restrições para a fusão. No caso da união das cervejarias Brahma e Antarctica, que levou à criação da AmBev, empresa que detinha mais de 60% do mercado de cervejas, foi necessário vender ativos como cinco fábricas e a marca Bavária.

"É possível que as companhias tenham que vender alguma marca que possua grande fatia no mercado, como as de pizzas, por exemplo. Mas o conselho deve aprovar", diz Cintra, da Link Investimentos. Se ele estiver certo, a "Sadigão" poderia diversificar os preços dentro do seu próprio portfólio. “Uma marca pode prevalecer sobre outra. Uma pode ser premium, voltada para a classe A e B, e outra pode ser voltada para a classe C, com preços mais baratos".

E a concorrência?
A maior ameaça parece mesmo pairar sobre os concorrentes da "Sadigão", que ficariam em uma posição frágil para brigar com a gigante. Para o analista Renato Prado, da Fator Corretora, juntas as empresas teriam um alcance geográfico muito grande, o que seria um fator de dificuldade para as rivais - EXAME procurou os principais concorrentes diretos da Sadia e da Perdigão, que não quiseram se pronunciar.

Somente a Perdigão possui 42 unidades industriais no Brasil. Já a Sadia conta com 17, sendo que a maior parte das fábricas das duas companhias estão localizadas nos estados da região sul do país. No entanto, até o momento não se sabe como seria o processo de integração entre elas.

Os analistas Alexander Robarts e Gabriel Vaz, da corretora do Santander, têm uma visão mais otimista em relação aos concorrentes. De acordo com o relatório produzido por eles, o frigorífico Marfrig despontaria como o segundo colocado no fornecimento de frangos e produtos de carne suína do país e poderia garantir a concorrência nesse segmento.

O próprio Marfrig já divulgou na semana passada que negocia uma fusão com o Bertin. No ranking das maiores empresas brasileiras de carne bovina, as duas empresas ocupam o terceiro e o segundo lugar, atrás apenas da JBS-Friboi. Por serem também empresas de alimentos, Marfrig e Bertin poderiam, juntos, criar uma nova força no setor, dando a primeira resposta à "Sadigão".

China rejeita acordo de preço para minério de ferro

27 de Maio de 2009 | 08:10

XANGAI/SEUL (Reuters) - Produtores de aço da China rejeitaram nesta quarta-feira um corte de 33 por cento no preço do minério de ferro acertado no dia anterior por siderúrgicas japonesas. Já a sul-coreana Posco está preparada para aceitar o acordo. A disparade ressalta o crescente ceticismo contra o tradicional sistema de definição de preços de referência.

A insistência da China em um corte no preço da commodity maior que 40 por cento, efetivamente revertendo o salto do ano passado ocorrido após seis anos de aumentos, ameaça solapar o sistema de 40 anos.

Se o sistema não estivesse em cheque atualmente, o acordo anunciado na terça-feira entre a Nippon Steel e australiana Rio Tinto teria definido o preço-base para toda a indústria mundial.

Fontes afirmaram que a sul-coreana Posco vai aceitar o mesmo índice fechado pela Nippon Steel, atingindo as siderúrgicas chinesas que estavam buscando aliados na negociação de cortes ainda maiores nos preços do minério de ferro.

O foco do setor está em definir se a China, cujas importações de minério de ferro mais que quadruplicaram desde 2002, enquanto os preços subiram quase que na mesma proporação, poderá ser forçada a comprar suas importações no mercado à vista ou se aceitará um compromisso anual que deixará o sistema de preços de referência intacto por mais 12 meses.

(Por Alfred Cang e Miyoung Kim)

China pressiona Vale por queda maior de preços

Siderúrgicas chinesas querem fixar reajuste para minério a cada 6 meses e comprar menos do Brasil para pressionar estatal
| 04.06.2009 | 16h34

Portal EXAME -
As siderúrgicas chinesas estão comprando menos minério de ferro brasileiro no intuito de pressionar a Vale a aceitar um corte de 40% nos preços de seus produtos. As companhias pretendem fixar reajuste do minério a cada seis meses, sendo que atualmente os contratos são anuais.

De fato, as vendas com destino à China caíram para 15,3 milhões de toneladas em maio, frente ao total de 23,5 milhões vendidos em abril, quando as siderúrgicas aumentaram seus estoques nos portos chineses, segundo analistas consultados pela Bloomberg.

José Carlos Martins, diretor da Vale, informou na última semana que a companhia irá aguardar a definição de um acordo entre Rio Tinto e BHP Billiton antes de começar suas próprias negociações. Em 2008, a mineradora brasileira aceitou um aumento menor nos preços do que das duas companhias.

"A Rio Tinto já fechou reduções de 33% e 44% com siderúrgicas coreanas, japonesas e taiwanesas, e isso faz aumentas a pressão para que as chinesas aceitem logo um acordo", disse a Link Investimentos.

A mudança pedida pelas chinesas nos contratos seria uma condição para que aceitem um corte de preço inferior aos 40% que estão pedindo atualmente, na visão da corretora. Essa requisição seria um sinal de que as siderúrgicas apostam que os preços à vista continuarão nos patamares atuais ou ficarão ainda mais baixos.

Segundo a equipe, apesar de os conflitos entre mineradoras e siderúrgicas chinesas, que não aceitam uma queda menor que 40% nos preços do minério, continuarem, o reajuste para os produtos da Vale deve ser menor, mesmo com as pressões.

Nesta sessão, os papéis preferenciais da companhia (VALE5), que mantém maior liquidez, se valorizavam 1,36%, cotadas a 32,13 reais às 16h08. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice de referência da bolsa brasileira, subia 2,39%.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Lobão: novo marco do petróleo pode ter "seguro" para Petrobras

02 de Junho de 2009 | 12:17

: A A A BRASÍLIA (Reuters) - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta terça-feira que o governo estuda garantir à Petrobras uma espécie de seguro no novo marco regulatório que está sendo elaborado para o setor de petróleo incluindo as áreas do pré-sal.

Segundo o ministro, uma das hipóteses que está sendo estudada é de que a Petrobras tenha direito a explorar algumas áreas mesmo que perca a disputa nos leilões que serão promovidos incluindo diversos blocos.

Ainda sem um desenho definido, a tendência do novo marco é de que o atual sistema de concessão conviva ao lado de um novo modelo de partilha, pelo qual parte da remuneração do governo é feita por meio da entrega de petróleo e não de dinheiro. Os leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, porém, seriam preservados, segundo informou Lobão à Reuters na última sexta-feira.

"Vamos admitir que a Petrobras tenha um insucesso seguido nos leilões feitos, não ganhe nenhum, aí ela terá dificuldades...então precisamos encontrar uma forma de fazer com que ela seja contemplada com algum bloco", informou Lobão a jornalistas durante abertuta de seminário sobre a exploração de petróleo no pré-sal promovido pela Câmara dos Deputados.

O ministro admitiu que a proteção à Petrobras é um dos pontos que retardam a entrega das propostas do novo marco ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão do ministro é de que isso ocorra até 15 de junho e o projeto seja encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação até agosto.

Lobão no entanto descartou que este seja um privilégio concedido à companhia estatal que poderia despertar críticas.

"A Petrobras vai ser protegida, não privilegiada, busca-se um mecanismo para que a Petrobras não seja prejudicada", afirmou.

"É um seguro", completou ao ser questionado se funcionaria como uma espécie de seguro para a empresa. "Definitivamente não haverá reserva de mercado", afirmou.

Lobão se disse também preocupado com a imagem da Petrobras diante da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito, nesta terça-feira no Senado Federal, afirmando temer que os empréstimos externos da estatal sejam afetados, apesar de não ter sido registrado nenhum impacto até o momento.

"A simples expressão Comissão Parlamentar de Inquérito no exterior tem grande importância, e os financistas ficam de cabelo em pé", afirmou o executivo.

(Por Natuza Nery )