segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Cuide de seus investimentos

A Parábola da Caixinha

Um granjeiro pediu certa vez a um sábio, que o ajudasse a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo em um pedaço de papel e colocou em uma caixa, fechou e entregou ao granjeiro, dizendo: "Leva esta caixa por todos os lados de sua granja, três vezes ao dia, durante um ano".

Assim fez o granjeiro. Pela manhã, ao ir ao campo segurando a caixa, encontrou um empregado dormindo, quando deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Ao meio dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos sem alimentar.

E à noite, indo à cozinha com a caixa, deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os gêneros. A partir daí, todos os dias ao percorrer sua granja, de um lado para outro, com seu amuleto, encontrava coisas que deveriam ser corrigidas.

Ao final do ano, voltou a encontrar o sábio e lhe disse: "Deixa esta caixa comigo por mais um ano; minha granja melhorou o rendimento desde que estou com o amuleto." O sábio riu e, abrindo a caixa, disse:- "Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida." No papel havia escrito a seguinte frase:
"Se queres que as coisas melhorem, deves acompanhá-las constantemente."

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

BENEFICENTE - PALESTRA APRENDA A GANHAR DINHEIRO NA BOLSA DE VALORES

Fence Investimentos em conjunto com a Escola da Bolsa de Valores. Promovem dia 12 de dezembro palestra beneficente de Natal para as crianças carentes do Rio Grande do Sul e para os desabrigados de Santa Catarina. O evento será realizado no teatro do clube Grêmio Náutico União, sede do Alto Petrópolis, Rua João Obino, 300. A palestra tem como objetivo explicar o que fazer nos momentos de crise. A entrada será um brinquedo ou 3 kilos de alimento.
Informações e reservas no site www.escoladabolsa.com.br, pelo e-mail marcelo.lescano@fenceinvestimentos.com.br
ou pelo telefone (51) 3367-1604.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Curso de Especialização 8 à 12 de Dezembro

Curso de Especialização em Ações
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CVM abre investigação sobre Itaú, Itaúsa e Unibanco

Lucia Kassai, da Agência Estado
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SÃO PAULO - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu uma investigação sobre o Banco Itaú, a Itaúsa, Unibanco e Unibanco Holdings por "irregularidade detectada", sem, no entanto, fornecer maiores detalhes. As quatro investigações foram abertas em 3 de novembro, dia do anúncio da fusão entre o Itaú e o Unibanco. A investigação foi aberta a pedido da Gerência de Acompanhamento de Empresas e está em andamento.
Na última terça, O presidente do Itaú, Roberto Setubal, afirmou que a fusão será concluída entre dois e três anos, com a maior parte das operações (70%) sendo incorporadas em até um ano e meio. Os executivos do Itaú Unibanco já tomaram a decisão de manter um banco exclusivo para as operações de atacado, mantendo o Itaú BBA, que cuidará do relacionamento com as mais de 2 mil empresas brasileiras que possuem faturamento acima de R$ 150 milhões ao ano.

Ainda não foi definido como será feita a integração nos demais segmentos de negócios de Itaú e Unibanco, mas o plano de expansão internacional está mantido. De acordo com Setubal, ele irá ocorrer mais por meio de aquisições, porque crescer de forma orgânica fora do Brasil não permitiria ao novo banco alcançar o tamanho de um competidor global.

Apesar do desejo de comprar instituições em outros países, o executivo considera que esse não é o melhor momento. Primeiro porque é preciso fazer o trabalho interno de união entre Itaú e Unibanco e segundo porque há muita incerteza no mercado para se fazer a avaliação de qualquer ativo. "Comprar barato não quer dizer comprar bem. O que queremos é a compra certa no preço certo", disse.

No mercado interno, o executivo acredita que há pouco espaço para um movimento significativo de consolidação no setor financeiro. "Não vejo nada muito grande acontecendo até por falta de alternativas", disse.

Setubal fez questão ainda de ressaltar que mesmo com crise externa o Brasil irá apresentar crescimento, o que possibilitará que a carteira de crédito do sistema financeiro cresça entre 15% e 20% em 2009. Para o executivo, o Itaú Unibanco terá um desempenho no mínimo igual ao do sistema, que possui liquidez, em sua opinião. "Os problemas de liquidez estão localizados apenas em alguns bancos pequenos", afirmou.

China retoma importações de frango do Brasil, afirma Ministério da Agricultura

Por: Equipe InfoMoney04/12/08 - 09h50InfoMoney
SÃO PAULO - Em nota divulgada na última quarta-feira (3) o Ministério da Agricultura afirmou que foi fechado um acordo entre Brasil e China para a retomada das exportações de frango in natura, que estavam suspensas desde meados de 2007. O produto será adquirido dos abatedouros, já escolhidos em 2006, localizados em oito estados brasileiros, sendo eles: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.Está em negociação também a volta das exportações de carne suína, que ainda depende da conclusão de alguns trâmites burocráticos relacionados às questões sanitárias do país, avaliados durante a última inspeção realizada em outubro deste ano.SadiaA noticia é vista com otimismo pelas empresas do setor, segundo matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo. A Sadia principalmente, que atualmente é a maior exportadora de frango in natura do País, disse já estar com tudo preparado para começar as vendas ainda neste mês.De acordo com o diretor de relações internacionais da companhia, "ganhamos o passaporte para o maior mercado populacional do mundo. Já temos todos os produtos registrados, embalagens em chinês. É só vender e embarcar".

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Commodities impulsionam Ibovespa em dia de tensões externas em torno dos EUA

Por: Nathália A. Terra Pereira26/11/08 - 13h50InfoMoney
SÃO PAULO - Nesta quarta-feira (26), foi a vez da Comissão Européia anunciar gastos bilionários em pacote de combate à crise. Mas a intervenção traz pouco alívio aos investidores, surpreendidos por dados alarmantes em torno do cenário macroeconômico norte-americano. Em meio a tal contexto, as principais bolsas do mundo estendem pela tarde a trajetória negativa observada desde a abertura de suas negociações.Já pelo começo do dia, novas referências desfavoráveis em torno da economia global pontuavam o noticiário: o Reino Unido trouxe um recuo de 0,5% em seu PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre, enquanto que a China efetuou o quarto corte em seu juro básico em apenas dez semanas - para não falar nos resultados decepcionantes da Deere & Co e das projeções pessimistas da francesa GDP Suez.Por volta das 11h30 (horário de Brasília), a agenda norte-americana assumiu o posto de destaque, com a divulgação de dados de peso sobre sua economia. O volume de pedidos de ordens e entregas de bens duráveis despencou o dobro do esperado em outubro, enquanto que a taxa de gastos com consumo no país marcou sua maior queda desde 2001. O nível de atividade industrial de Chicago também se revelou muito abaixo do previsto em novembro.As tensões em torno do rumo da maior economia do mundo deixam pouco espaço para qualquer otimismo em função do pacote anti-crise de € 200 bilhões anunciado pela Comissão Européia nesta tarde. A cifra corresponde a cerca de 1,5% do PIB das 27 nações que compõem o bloco, mas de acordo com José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão, mais recursos podem ser necessários para que as turbulências sejam aplacadas.IPCA-15 é destaque domésticoInternamente, a maior preocupação dos mercados é quanto à volta da tendência de aceleração dos preços no País. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15) mostrou alta de 6,54% nos doze meses terminados em novembro, a maior variação constatada desde julho de 2005. O avanço na base mensal foi de 0,49%.Enquanto isto, o governo apresentou um superávit primário de R$ 14,5 bilhões durante o mês de outubro, superior ao superávit de R$ 10 bilhões registrado em setembro, ao passo que o estoque total da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) teve alta de quase R$ 1,53 bilhão, ou 0,12%, na comparação com o nono mês do ano.Treasuries e petróleoRefletindo o clima tenso e a procura dos investidores por ativos menos arriscados, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, registra queda, puxando positivamente seu preço. Também em sentido de alta segue o risco-país, marcando 10 pontos-base cima do fechamento da última sessão, ao mostrar 497 pontos.Apesar da deterioração econômica norte-americana, as expectativas de uma expansão chinesa mais robusta com os cortes no juro implementados pela autoridade monetária do país trazem trajetória de alta ao preço do petróleo. Nesta tarde, a commodity opera com valorização de 2,90% em Nova York, negociada a US$ 51,81 o barril. O movimento ascendente também é observado em outras commodities, como as metálicas.Câmbio e renda fixaApós ter caído mais de 5% nos dois últimos dias, o dólar comercial mantém desde a abertura de suas negociações uma trajetória de alta. Nesta tarde, a valorização registrada pela moeda é de 0,95%, cotada a R$ 2,348.No sentido oposto, as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas predominantemente em queda na BM&F Bovespa, embora o juro com vencimento em outubro de 2009 mostre leve alta.Ibovespa desafia Wall StreetDesafiando o desempenho negativo das bolsas lá fora, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, reverte a baixa da abertura e passa a operar no campo positivo, acompanhando a valorização das commodities. Nesta tarde, o índice sobe 3,04%, atingindo 35.871 pontos. O volume financeiro segue baixo: R$ 1,233 bilhão.Com os rumores de venda à Telefónica, o principal destaque positivo da sessão fica com as ações preferenciais da TIM Participações (TCSL3), que registram valorização de 16,24% e são cotadas a R$ 6,87. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a 18,21%.As ações da Petrobras e da Vale também sobem com as commodities em alta. Em contrapartida, o pior desempenho fica com os papéis preferenciais da TAM (TAMM4), que impactados pelas negociações do preço do petróleo, são cotados a R$ 14,08 - uma baixa de 2,90%.As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
Cód.
Ativo
Cot R$
% Dia
% Ano
Vol1
TCSL3
TIM Part ON
6,87
+16,24
-18,21
2,04M
SDIA4
Sadia PN
3,79
+13,13
-61,49
33,85M
TCSL4
TIM Part PN
3,85
+11,27
-34,99
7,38M
ALLL11
ALL UNT N2
11,13
+9,44
-51,48
14,69M
GOAU4
Gerdau Met PN
19,05
+7,02
-44,06
6,98M As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
Cód.
Ativo
Cot R$
% Dia
% Ano
Vol1
TAMM4
TAM PN N2
14,08
-2,90
-66,51
1,98M
TNLP3
Telemar ON
33,50
-1,47
-36,24
3,40M
VCPA4
VCP PN
13,45
-1,18
-75,18
2,00M
BRKM5
Braskem PNA
6,22
-0,96
-54,94
1,18M
CPLE6
Copel PNB
25,83
-0,81
-0,07
2,58M * - Lote de mil ações 1 - Em reais (K - Mil M - Milhão B - Bilhão)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Petrobras confirma descoberta de entre 1,5 a 2 bilhões de barris no pré-sal

A Petrobras comunicou na manhã desta sexta-feira (21) à ANP (Agência Nacional de Petróleo) que concluiu a perfuração de dois novos poços na seção pré-sal do litoral do Espírito Santo e comprovou expressiva descoberta de óleo leve na região do Parque das Baleias. De acordo com o comunicado, o volume recuperável das descobertas, feitas em reservatórios do pré-sal localizados abaixo dos campos de óleo pesado de Baleia Franca, Baleia Azul e Jubarte, é estimado entre 1,5 e 2 bilhões de boe (barris de óleo equivalente). Os reservatórios foram descobertos sob uma camada de sal de até 700 metros e em lâminas d'água de 1.348 e 1.426 metros, e estão entre 4.200 e 4.800 metros de profundidade a partir do nível do mar e apresentam "grande potencial" de vazão.

Volume alto de petróleo

Até agora já foram perfurados seis poços na seção pré-sal do Espírito Santo, todos eles com sucesso, afirma a estatal. Com as novas descobertas, o volume total de óleo estimado na área do Parque das Baleias, incluídos os reservatórios localizados acima e abaixo da camada de sal, já chega a aproximadamente 3,5 bilhões de boe.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Desafiando clima tenso lá fora, Ibovespa abre pregão em leve alta

Por: Equipe InfoMoney19/11/08 - 11h19InfoMoney
SÃO PAULO - Novos sinais de forte deterioração no cenário econômico global e um noticiário corporativo desfavorável levam a uma manhã negativa nas principais bolsas do mundo nesta quarta-feira (19). Contrariando o cenário tenso lá fora, o Ibovespa abre o pregão com leve alta de 0,09%, a 34.124 pontos.Analistas do Morgan Stanley reduziram drasticamente suas projeções para os próximos resultados do UBS, cujos papéis respondem com recuo superior a 4%. Por sua vez, a BASF, maior empresa química do mundo, abandonou suas metas de lucro para este ano, citando a menor demanda mundial por seus produtos.Paralelamente, o mercado e os CEOs de Ford, GM e Chrysler seguem à espera de uma decisão do governo norte-americano quanto à ajuda a ser prestada ao setor. Enquanto a Casa Branca se mantém dividida entre um novo pacote de recursos ou um socorro, os papéis das grandes montadoras do país seguem em sua trajetória negativa.Para completar, a agenda externa traz referências de peso - a principal delas, a minuta do Fed. Dados sobre o mercado imobiliário também marcam presença, envoltos por projeções pessimistas. Já o índice de preços ao consumidor deve marcar em outubro a maior queda das últimas seis décadas, alimentando temores de uma deflação nos EUA.PerspectivasPara os analistas da Ágora Corretora, a aversão ao risco permanece elevada entre os investidores lá fora, o que repercute na bolsa brasileira, além dos movimentos de queda com um baixo volume de negócios, fator que dificulta ainda mais uma recuperação sólida.Segundo Otávio Focques, da Focques Analistas Técnicos, o Ibovespa segue abaixo de todas as suas principais médias móveis e imerso em uma leitura total de baixa. Nesse contexto, o ponto mais importante a se atentar é o localizado em torno dos 33.330 pontos, que, se rompido, traz ao índice quedas ainda mais expressivas e alarmantes.Papéis em destaqueDentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Cesp PNB (CESP6, R$ 14,30, +3,55%), Copel PNB (CPLE6, R$ 26,00, +2,77%), VCP PN (VCPA4, R$ 15,87, +2,26%), Eletrobras PNB (ELET6, R$ 25,03, +1,96%) e ALL UNT N2 (ALLL11, R$ 10,00, +1,94%).Fechamento anteriorO principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de terça-feira em forte baixa de 4,54%, atingindo 34.094 pontos e registrando uma baixa acumulada no ano de 46,63%. O volume financeiro foi de R$ 3,14 bilhões.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Em cenário atual, fusão entre CEF e BB poderia ser próximo passo no setor bancário

Por: Giulia Santos Camillo18/11/08 - 10h00InfoMoney
SÃO PAULO - Estes últimos meses têm sido agitados para o setor bancário brasileiro. Além da fusão inesperada entre Itaú e Unibanco e toda a movimentação do Banco do Brasil com a aquisição de bancos estaduais, há ainda a proposta da MP 443, que autoriza os bancos federais a adquirirem outras instituições financeiras, públicas ou privadas, sem necessidade de licitação.Dentro desse contexto atribulado, e somando o ambiente interno com a crise financeira internacional, o que mais esperar do setor no curto prazo? A questão coloca em evidência alguns pontos ressaltados por analistas como possíveis ou necessários no cenário atual.CEF e BB a caminho de uma fusão..."Eu sou da opinião de só ter um banco público federal, acho que uma fusão entre Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal seria uma oportunidade muito boa para corte de custo e ganho em eficiência e escala".A opinião é de Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Ratings. Para ele não há necessidade no contexto atual de haver dois grandes bancos federais de varejo, sendo que uma eventual fusão deveria partir do governo e teria importantes impactos positivos, como o fortalecimento da indústria bancária brasileira e a diminuição dos encargos."É necessário apenas iniciativa e vontade do Governo de ter um único banco público. Para mim é uma situação muito positiva para a indústria bancária brasileira, é um fortalecimento ter um grande banco público federal. Uma fusão dos dois vai fazer um banco muito mais forte e eficiente", afirma Rodrigues.... Ou seria algo improvável?Embora seja uma possibilidade levantada por muitos profissionais, há quem discorde da necessidade de uma fusão, como é o caso do analista do setor bancário do Banco JPMorgan, Frederic de Mariz, que considera uma fusão muito improvável."O que eu vejo é que cada banco é usado pelo Governo para políticas públicas bem diferentes. A Caixa é mais forte, por exemplo, no lado do crédito imobiliário, e o Banco do Brasil é mais forte no lado do agronegócio. Então não tem uma superposição em termos de políticas, por isso eu não vejo uma necessidade de consolidar", argumenta o analista.Mariz justifica que a situação do Banco do Brasil está muito forte, sendo que não há necessidade externa de diminuir gasto ou de consolidar o setor. "Se você tem uma consolidação, não é por falta de eficiência", completa.Procurados pela redação da InfoMoney, tanto a Caixa Econômica Federal quanto o Banco do Brasil não quiseram se manifestar acerca do assunto.Na mira do BBNesse momento de consolidação do setor, rumores sobre novos alvos do Banco do Brasil são notícias praticamente todos os dias nos veículos de comunicação brasileiros, assim como especulações sobre conclusões de negociações já conhecidas, como a que ocorre entre o banco e a Nossa Caixa.Após a aquisição do Besc, entre os potenciais novos alvos da instituição estão aqueles já conhecidos, como Banco do Estado do Piauí e o Banco de Brasília. "O que a gente está ouvindo agora é boato", informa Mariz, antes de citar outros bancos que a mídia coloca como possíveis objetos de interesse do Banco do Brasil, como o Banrisul e o Votorantim. Porém, no caso dos dois últimos, ele mesmo ressalta que os rumores foram negados pelo Banco do Brasil há pouco tempo.Citando os mesmos nomes, o presidente da Austin Ratings destaca que não vê nenhuma outra oportunidade no mercado, "a não ser utilizar a MP 443, no sentido de socorrer algum banco com problema de liquidez, como por exemplo para capitalizar o banco".E o Bradesco, como fica?Nos últimos tempos, o setor bancário foi notícia principalmente devido ao Banco do Brasil e à fusão entre Itaú e Unibanco. Nesse ponto, há quem se pergunte como fica o Bradesco em meio a toda essa conjuntura. Perdendo seu posto de maior banco privado do Brasil, a instituição agora se movimenta no sentido de reforçar sua posição, conforme explica Erivelto Rodrigues.Entretanto, vale ressaltar que no campo das fusões e aquisições, sobraram poucas opções para o Bradesco. "Tem o Citi, mas não sei se está para venda; o HSBC, também é grande, mas seria bem complicado imaginar uma fusão entre os dois; então você tem os bancos pequenos e médios, que são muito pequenos. Mesmo que o Bradesco comprasse os bancos médios que estão listados na bolsa, não ajudaria muito para mudar a classificação", prevê o analista do JPMorgan.Para ele, o Bradesco não deve comprar ativos para se tornar novamente o primeiro na classificação dos bancos brasileiros, posto que por enquanto deve continuar com a empresa resultante da fusão entre Itaú e Unibanco, a Itaú Unibanco Banco Múltiplo.Implicações para o setor bancárioUm dos impactos desse processo de consolidação do setor financeiro brasileiro é o aumento do tamanho médio dos bancos, principalmente dos grandes, além de uma possível sinergia de custos. Segundo o analista, a visão do JPMorgan é que o setor bancário está muito forte, de forma que a consolidação é um sinal de força e não de fraqueza ou de ineficiência.Aos que se preocupam com a livre concorrência, Mariz afirma que "apesar de ter concentrado o mercado entre os grandes bancos, ainda há uma concorrência bem forte entre os bancos. Você não está em uma situação de oligopólio onde poderia ter um problema de preços".Outro ponto ressaltado, dessa vez por Erivelto Rodrigues, é que todas essas fusões acabam por influenciar um movimento similar entre os outros bancos, no sentido de também comprar ativos para ganhar escala e ser mais eficiente e competitivo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Santander corta preço-alvo das ações da Vale em 50%, mas vê limite para as quedas

As perspectivas de desaceleração da economia global vêm derrubando as projeções para o mercado de minério de ferro. As estimativas para a ação da Vale, conseqüentemente, sofrem o impacto. Apostando em uma correção de 25% nos preços da matéria-prima em 2009, os analistas do Santander cortaram o preço-alvo das ações da mineradora brasileira em pouco mais de 50%.

Para justificar a agressiva redução no preço-alvo, o banco citou o cenário desafiador para o mercado de commodities, que tende a passar por período de extremo desaquecimento. Mas apesar do corte significativo no preço-alvo para 2009 - que agora figura em R$ 38 por ação - a visão da instituição passa certo otimismo quanto à empresa.

A recomendação aos papéis foi mantida em compra. O Santander vê a Vale preparada para enfrentar o desafio da crise, graças à sua sólida posição de caixa e estratégia de investimentos. Ao final do terceiro trimestre, a Vale possuía US$ 15 bilhões em caixa, dezenove vezes as obrigações com vencimento previsto para os próximos doze meses.

Petrobras: preço atual das ações é "injustificável", afirma equipe do HSBC

Em relatório publicado na sexta-feira (14), a equipe de analistas do HSBC afirmou que o recente desempenho das ações da Petrobras (PETR3; PETR4) é injustificável, considerando os fundamentos da petrolífera em relação a seus pares. Mesmo assim, o banco reduziu o preço-alvo das duas ações, apesar de classificá-las como overweight (acima da média).Os especialistas afirmaram que os preços atuais refletem "eventos pessimistas e de baixa probabilidade", a exemplo de uma possível estabilidade na cotação do petróleo a US$ 57 o barril, ou uma taxa de crescimento de 1,5% ao ano na produção (ao invés dos atuais 6,5%).

Além disso, também foram consideradas improváveis as possibilidades de que a União eleve sua participação por um incremento de 47% ao ano, ou a concretização de um aumento de 35% no Capex (plano de investimentos) no modelo projetado pelo banco.

Novo preço-alvo

Pela revisão nas estimativas dos analistas, o preço-alvo das ações ordinárias foi reduzido de R$ 71,30 para R$ 51,00 (corte de quase 28%) com o horizonte de 12 meses. Para os papéis do tipo preferencial, o ajuste foi de magnitude semelhante, partindo de R$ 62,50 para R$ 45,30.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Alta do dólar divide analistas: conseqüência da crise ou especulação?Por: Giulia Santos Camillo14/11/08 - 14h00InfoMoney
SÃO PAULO - "Dólar comercial dispara 3,45% e fecha quinta-feira (13) cotado a R$ 2,37". Manchetes como essa se tornaram freqüentadoras diárias dos noticiários econômicos neste mês, período em que a moeda norte-americana já acumula uma alta de mais de 9%. No ano, apesar da apreciação do real no primeiro semestre, o dólar alcança uma valorização de 30%.Frente a uma mudança brusca de trajetória, são inúmeras as tentativas de explicar os movimentos no câmbio brasileiro. As justificativas mais comuns culpam as turbulências nos mercados internacionais e os temores de recessão global pela fuga dos investidores para o dólar, influenciando a alta da cotação. Afinal, o dólar é, tradicionalmente, considerado reserva de valor e tem se recuperado frente às principais moedas mundiais.Somado a isso, há também o cenário de queda nos preços das commodities, que pode prejudicar as contas externas do País. "A combinação da retração dos recursos globais para investimentos e dos preços das commodities exportadas pelo País em queda já provoca temores de uma deterioração do saldo em transações correntes e dos fluxos de capitais estrangeiros, o que mantém as pressões de alta sobre as cotações", avalia Miriam Tavares, diretora de Câmbio da AGK Corretora, em relatório.Essa justificativa que liga a desvalorização do real à deterioração do cenário externo tem como suporte o fato de que a mudança na trajetória da moeda confere com a piora nas condições econômicas e financeiras globais, a partir do segundo semestre deste ano. Dessa forma, uma previsão de fortalecimento do real depende da melhora no ambiente internacional, ou como explica Tavares, "oscilações em intervalos mais baixos só deverão ocorrer se e quando as commodities e a confiança do investidor se estabilizarem em patamares um pouco melhores".A culpa é da especulaçãoExpressando uma opinião diferente, Sidnei Moura Nehme, diretor executivo da NGO Corretora, divulgou relatório sustentando a visão de que a apreciação excessiva do dólar em relação ao real se deve principalmente à ação de especuladores e não aos reflexos da crise financeira internacional. A explicação mais usual, segundo Nehme, pode encobrir problemas pontuais do mercado brasileiro e parece ser fundada em aparências mais imediatas."Continuamos sustentando a nossa análise de que o preço está deformado por razão extremamente pontual e que envolve diretamente a especulação e disputa entre 'comprados' e 'vendidos' no mercado de câmbio futuro e, adicionalmente, que a ação do BC (Banco Central), via oferta de swaps, que tem pouco alcance para sensibilizar a formação da taxa do dólar, possa estar fomentando movimento contrário", afirma o diretor.De acordo com Nehme, não há sinais de pressão na formação do preço do dólar no mercado à vista, sendo que o problema jaz no mercado de câmbio futuro da BM&F Bovespa. Assim, uma prova de que a alta do dólar não se deve às turbulências do mercado é o fato de que as medidas do BC não têm surtido efeito. Se houvesse demanda por empresas para hedge, haveria sensibilidade da cotação aos swaps do banco.O problema dos swaps cambiais do BCO diretor da NGO afirma que, além de se provar ineficaz para dar liquidez às posições vendidas, a oferta de swaps cambiais do Banco Central pode fomentar o amento das posições compradas dos estrangeiros e dos próprios bancos, impulsionando o movimento especulativo."Provavelmente, o BC devesse parar estrategicamente de ofertar swaps no mercado futuro de dólar, dando continuidade às suas suplementações aos déficits no fluxo cambial para não deixar haver desequilíbrio no mercado à vista e fomentar de forma mais contundente a concessão de ACCs (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) aos exportadores para aumentar o volume de contratações e oferta no mercado à vista, neutralizando a ocorrência de déficits no fluxo, que são decorrentes da retração na contratação de câmbio de exportações", conclui.

Ação da Petrobras lidera recomendações de carteiras pelo décimo mês

As ações preferenciais da Petrobras receberam o maior número de recomendações nas carteiras dos analistas para novembro, segundo levantamento realizado pela InfoMoney que incluiu 21 portfólios sugeridos por corretoras e bancos de investimentos.

As carteiras selecionadas neste mês são de: Ativa, Banif, Bradesco, Citigroup, Coinvalores, Credit Suisse, Fator, Geração Futuro, Itaú, Link, Omar Camargo, Pilla, Planner, Senso, SLW, Socopa, Solidus, Spinelli, UBS Pactual, Unibanco e Win.Petrobras: 10º mês consecutivo na liderança.

Das 21 instituições pesquisadas, 17 listaram as ações da Petrobras entre suas sugestões, colocando a companhia no topo pelo décimo mês consecutivo. Além do expressivo potencial das reservas descobertas recentemente, o patamar atrativo dos papéis continua sendo citado pelos analistas para justificar a recomendação.

Baseando-se nos sólidos fundamentos da petrolífera, os especialistas afirmam ser injustificável a forte queda dos ativos nos últimos meses, principalmente à luz das perspectivas favoráveis que envolvem a empresa.

Para o Unibanco, a companhia está cotada a múltiplos atrativos em comparação aos seus principais pares internacionais. O banco ainda destaca a possibilidade das possíveis descobertas de novas bacias aumentarem sua reserva provada, especialmente após a ANP (Agência Nacional de Petróleo) elevar sua estimativa de óleo para a região do pré-sal para uma máxima de até 80 bilhões de barris.

Também merece destaque os resultados divulgados nesta semana pela companhia referentes ao terceiro trimestre de 2008, período no qual marcou um lucro recorde de R$ 10,852 bilhões, superando em 96% o ganho apurado entre julho e setembro do ano passado.

Por fim, como de costume, a forte liquidez dos papéis da Petrobras é sempre mencionada como um ponto positivo, assim como os múltiplos das ações da estatal.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Petrobras bate recorde de exportação de petróleo no mês de outubro

A Petrobras exportou no mês de outubro 574 mil bdp (barris diários de petróleo), totalizando aproximadamente 18 milhões de barris vendidos durante o mês.A marca recorde, segundo comunicado da estatal, foi impulsionada principalmente pelas exportações dos EUA, que representaram 65,2% do comercializado no período. Em seguida, vieram China (24,1%), Europa (5,5%) e América do Sul (5,2%)."Essa marca é resultante do trabalho conjunto e integrado das áreas de Exploração & Produção, Transpetro, e Abastecimento - Logística e Comercialização, contribuindo de forma expressiva para a balança comercial brasileira", revela a Petrobras.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Vale anuncia proposta de programa de recompra de ações

Rio de Janeiro, 13 de outubro de 2008 - A Companhia Vale do Rio Doce (Vale) informa que os acionistas da Valepar S.A. (Valepar), acionista controladora da Vale, aprovaram hoje a proposta da Diretoria Executiva da Vale de criar um programa de recompra de ações de emissão da Vale pelo prazo máximo de 360 dias, envolvendo até 69.944.380 ações ordinárias e até 169.210.249 ações preferenciais, correspondentes respectivamente a 5,5% e 8,5% do número total de ações de cada classe em circulação ("free float") com base na posição acionária de 30 de setembro de 2008.
 
Esta proposta será submetida para aprovação do Conselho de Administração da Vale em reunião a ser realizada no dia 16 de outubro de 2008. O programa de recompra de ações somente poderá ter início no dia 27 de outubro de 2008, ao término do período de vedação a negociações ("blackout period"), em observância ao que dispõem a Instrução CVM 358 e a Política de Negociação de Valores Mobiliários de emissão da Vale.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Há três bons motivos para se comprar as ações da VALE agora, destaca o UBS

Com a queda desta quinta-feira (9), as ações preferenciais classe A da VALE quebraram a marca de mais de 50% de desvalorização desde o começo do ano. Reconhecida por seus bons fundamentos, a empresa parece barata em relação a seus múltiplos para grande parte dos investidores. Mas com o cenário incerto deixado pela crise, quem se arrisca a comprar?Aos investidores que se vêem neste impasse, a equipe de análise do banco suíço UBS listou três motivos para se adquirir os papéis da mineradora brasileira agora. A avaliação do UBS esbanja otimismo com a empresa, e traz afirmações contundentes.

Grosso modo, estes três tópicos expõem um ativo de grande qualidade e preço muito baixo. Mas vai além para o UBS. Além de extremamente barata, a ação da Vale foi considerada defensiva e completamente ignorada pelo mercado.Em relação às incertezas, o argumento é que o "preço do minério de ferro não vai despencar no ano que vem, porque a empresa se beneficia da alta do dólar frente ao real e a situação financeira é bastante forte". Minério mais barato: mal que vem para bemQue a perspectiva para a próxima rodada de reajustes do minério de ferro é mais modesta, o UBS concorda. Mas segundo a instituição, é um "mal que vem para o bem". Basicamente, o elevado preço do produto atraiu um grande volume de empresas, o que apontou para uma desconcentração do mercado.

Com a redução do preço, a tendência é de retornos menos atrativos a novas ingressantes, o que pode gerar efeito positivo sobre a curva de preço no longo prazo, haja vista a possibilidade de menor oferta da matéria-prima.Tomando por base a estrutura de custos relativamente baixa apresentada, a Vale mostra-se muito bem posicionada diante desta perspectiva.Só tem a ganhar com o câmbioSe o preço do minério tem viés negativo, a depreciação cambial age na contramão. De acordo com as projeções do UBS, cada oscilação de 10% na cotação do real deve contribuir com 4% ao Ebitda - geração operacional de caixa - da empresa. A empresa perde em receitas com a queda do preço do minério, mas ganha nas margens.

"No geral, acreditamos que a Vale seja uma das melhores empresas do Brasil para se investir na trajetória do câmbio", ressalta o banco. Para reforçar esta idéia, os analistas destacam que 95% das receitas da mineradora são denominadas em dólares, ao passo que 40% de seus custos vêm atrelados à moeda norte-americana.Outro ponto que favorece diz respeito aos custos. Com a redução do impacto inflacionário sobre os custos da empresa, as margens operacionais ganham perspectiva favorável extra. A aposta do UBS é de queda de 15% nos preços do minério de ferro, mas que o real mais fraco compensará em parte.

'Sentada' em US$ 12 bilhõesUma questão muitas vezes esquecida pelo mercado é o fruto da oferta de ações realizada pela mineradora. Na ocasião, a Vale levantou cerca de US$ 12 bilhões, o que reforça seu já forte balanço patrimonial. Para se ter uma idéia, a dívida líquida da empresa é estimada em US$ 6 bilhões, equivalente ao caixa gerado no segundo trimestre."A empresa não precisa de financiamento externo no momento, o que isola a Vale da atual turbulência do mercado de crédito". Sentada em elevado volume de recursos, a Vale pode partir para uma aquisição de grande porte sem grandes problemas. Tem o tempo a seu favor, pela falta de concorrência de ativos no cenário atual, e possui um histórico de investidas que agregam valor.

Quanto às preocupações do mercado, o UBS finaliza afirmando que não há qualquer impacto sobre as exportações brasileiras de minério de ferro em setembro, contrariando rumores de que algumas siderúrgicas chinesas não estão comprando o produto da Vale, que por sinal é outra vantagem competitiva da empresa, de baixo custo, abundante e de alta qualidade.

EMPRESAS DEPOIS DA CRISE (clique para ampliar)


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

E agora?

Vamos olhar o mercado com uma perspectiva mais ampla. As coisas não andam nada bem nos EUA e no restante da Europa, refletindo no Brasil.

Não acredito em recuperação para o curto prazo. O mercado não tem força para voltar a subir, principalmente no curto e médio prazo.

Você já pensou em ver a Bolsa novamente em 18.000 pontos?
Você já pensou em ver o dólar novamente em R$ 4,00?

É isso que essa crise está apontando.

Para os novos investidores, recomendo aguardar a passagem desse furacão financeiro, com o dinheiro na renda fixa.

Recomendo muita cautela nas operações.
Moacir André Zamin
Diretor da Escola da Bolsa de Valores

domingo, 5 de outubro de 2008

Três mandamentos - Warren Buffett

Três mandamentosSegundo a autora da biografia, a primeira lição trata recurso associado a comportamento: "Cash combined with courage in a crisis is priceless" - dinheiro combinado com coragem, na crise, não tem preço. São os dois fatores essenciais para começar a traçar sua estratégia frente à crise.

Em seguida, Buffett afirma para o investidor: "Dont invest in things you don't understand" - não invista em coisas que você não entende. Este pensamento remete ao boom das tecnológicas no início da década de 1990. Sem saber a natureza das atividades daquelas empresas, o mega-investidor preferiu fica de fora.

Para finalizar, algo mais filosófico: "Don't try to catch a falling knife until you have a handle on the risk" - não tente segurar uma faca em queda, a menos que saiba do risco. Com coragem o suficiente, dinheiro para investir e sabendo aonde vai se meter, um mínimo de cautela não faz mal a ninguém.

sábado, 4 de outubro de 2008

IMPORTANTE - OS AXIOMAS DE ZURIQUE

Os Axiomas de Zurique – Guide Book

1º Grande Axioma: DO RISCO – Preocupação não é doença, mas sinal de saúde. Se você não está preocupado, não está arriscando o bastante.
1º Axioma Menor: Só aposte no que valer a pena.
2º Axioma Menor: Resista a tentação da diversificação.

Estratégia Especulativa:

Façamos uma rápida revisão do 1º grande Axioma. Especificamente, o que ele aconselha fazer com o seu dinheiro?
Manda arrisca-lo. Não tenha medo de se machucar um pouco. Geralmente, a taxa de risco em que estará envolvido não chega a ser de arrepiar os cabelos. Ao decidir a enfrenta-la, estará se dando a única chance realista de pôr-se acima da pobreza.
O preço a pagar por esta chance gloriosa é um estado de preocupação permanente. Esta preocupação, porém, insiste o 1º grande Axioma, não é doença que a moderna psicologia acredita ser. È o molho forte e picante da vida. Quando você se habituar com seu gosto, não passará mais sem ele.


2º Grande Axioma: DA GANÂNCIA – Realize o lucro sempre cedo demais.

3º Axioma Menor: Entre no negócio sabendo o quanto quer ganhar; quando chegar lá, caia fora.

Estratégia Especulativa:

Vamos, então, repassar o que nos ensina o 2º Grande Axioma.
Diz, “venda cedo demais”. Não espere a alta atingir o pico. Não espere que um período de ganhos prossiga indefinidamente. Não teste demais a sua sorte. Parta do pressuposto de que tais períodos são breves. Quando atingir uma linha de chegada previamente estabelecida, liquide a posição e caia fora. Faça-o ainda que tudo pareça cor-de-rosa, mesmo que continue otimista e que todo mundo em volta esteja dizendo que a alta continuará rugindo sem parar.
A única razão para não o fazer será algum fato novo, cujo surgimento praticamente garanta que você continuará ganhando durante algum tempo.
Exceto em circunstancias assim inusitadas, habitue-se a vender cedo demais. E uma vez vendido, não se atormente se a alta continuar sem a sua presença. È muito provável que ela não vá durar muito. Se durar, console-se pensando nas tantas vezes em que, tendo vendido cedo demais, protegeu ganhos que , de outra forma, teriam ido por água abaixo.


3º Grande Axioma: DA ESPERANÇA – Quando o barco começar a afundar, não reze.
Abandone-o.

Obstáculos:
- Medo de arrepender-se
- Necessidade de abrir mão de parte de um investimento.
- Dificuldade de admitir que você errou.

4ºAxioma Menor: Aceite as pequenas perdas com um sorriso, como fatos da vida. Conte incorrer em várias, enquanto espera um grande ganho.

Estratégia Especulativa:

O 3º Grande Axioma diz que não é para ficar parado, estático, quando surgem os problemas. Diz para cair fora rápido.
Não reze, não alimente esperanças. Esperanças e orações são ótimas, não há dúvida, mas não fazem parte do instrumental do especulador.
Ninguém acha fácil obedecer aos ensinamentos deste Axioma duro e prático, sem sentimentalismos. Examinemos três obstáculos a sua implementação: medo de arrepender-se, incapacidade de abrir mão de parte de um investimento, e a dificuldade de admitir erros. Você pode ser vítima de um ou mais destes problemas, e talvez em níveis sérios. Mas vai ter de resolve-los, de algum modo.
Os Axiomas tratam de especulação, não de auto-análise, de forma que nada tem a oferecer sobre como você há de superar tais obstáculos. Isso é um problema íntimo, pessoal , provavelmente, esse como é diferente em cada caso. O 3º Grande Axioma limita-se a dizer que saber perder é essencial para o especulador. É parte da técnica do jogo. O fato de a maioria não conseguir aprender essa técnica é uma das principais razões por que existem tão poucos bons especuladores e jogadores.


4º Grande Axioma: DAS PREVISÕES – O comportamento do ser humano não é previsível. Desconfie de quem afirmar que conhece uma nesga que seja do futuro.

Estratégia Especulativa:
O 4º Grande Axioma diz para você não montar o seu programa especulativo baseado em previsões, porque não dá certo. Esqueça todos os prognósticos. No mundo do dinheiro, um mundo moldado pelo comportamento humano, ninguém tem a mais remota idéia do que acontecerá no futuro. Preste bem atenção: ninguém.
Claro, todos nós pensamos no que será que vai acontecer, e nos preocupamos. Mas tentar escapar a essas preocupações apoiando-se em previsões é pobreza na certa. O especulador de sucesso não baseia suas jogadas no que, supostamente, vai acontecer; ele reage ao que realmente acontece.
Trace o seu projeto especulativo baseado em reações rápidas a eventos que você vê acontecendo a sua frente, na hora. Naturalmente, ao escolher um investimento e colocar seu dinheiro nele, você tem esperança de que o seu futuro será brilhante. Essa esperança, presumivelmente, vem de muito estudar e de muito pensar. O ato de por seu dinheiro na operação é por si só uma espécie de previsão. Você está pensando: “Tenho razões para esperar que isto dê certo.” Não deixe, contudo, que tal pensamento se congele num pronunciamento oracular: “ Vai dar certo, porque as taxas de juros cairão.” Nunca, jamais, perca de vista a possibilidade de ter apostado no cavalo errado.
Se a especulação der certo, e você se vir a caminho da linha de chegada preestabelecida, tudo bem. Mas se apesar de todas as promessas de todos os profetas, as coisas começarem a sair erradas, lembre-se do 3º Grande Axioma: abandone o barco.


5º Grande Axioma: DOS PADRÕES – Até começar a parecer ordem, o caos não é perigoso.
5º Axioma Menor: Cuidado com a armadilha do historiador.
6º Axioma Menor: Cuidado com a ilusão do grafista.
7º Axioma Menor: Cuidado com a ilusão de correlação e a ilusão de causalidade.
8º Axioma Menor: Cuidado com a falácia do jogador.

Estratégia Especulativa:
Vejamos, especificamente, como o 5º Grande Axioma, aconselha a operar o seu dinheiro.
O Axioma adverte que não veja ordem onde não existe. Não significa que você deva desesperar de jamais encontrar uma aposta vantajosa ou um investimento promissor. Pelo contrário: deve estudar a especulação na qual está interessado – a mesa de pôquer, o mundo da arte, o que for – e, quando topar com algo que tenha boa cara, aposte.
Não se deixe porém hipnotizar pela ilusão de ordem. Seus estudos podem ter aumentado as suas probabilidades, mas não deve ser ignorado o imenso papel que o acaso desempenha no seu projeto. È improvável que os seus estudos lhe tenham criado uma situação “certa”, ou sequer “quase certa”. Você continua lidando com o caos. Enquanto tiver isto em mente, poderá poupar-se de grandes estragos.
Seu monólogo interior deve ser mais ou menos assim: “Tudo bem, fiz o meu dever de casa o melhor possível. Acredito que estou apostando numa boa, e que vou ganhar. Porém, como não consigo controlar todas as casualidades capazes de afetar o meu dinheiro, sei que são grandes as minhas possibilidades de estar errado. Portanto, permanecerei atento, pronto a saltar na direção que os fatos indicarem.”
Esta é a lição de 5º Grande Axioma. A medida que o tempo passa, você vai se tornando um especulador mais esperto.


6º Grande Axioma: DA MOBILIDADE –
Evite lançar raízes. Tolhem seus movimentos.
9º Axioma Menor: Numa operação que não deu certo, não se deixe apanhar por sentimentos como lealdade ou saudade.
10º Axioma Menor: Jamais hesite em sair de um negócio se algo mais atraente aparecer a sua frente.

Estratégia Especulativa:
O 6º Grande Axioma manda preservar a mobilidade. Adverte para as muitas coisas que podem arraiga-lo, em detrimento de sua carreira de especulador: sentimentos como lealdade, grilos como o desejo d e ficar marcando passo, esperando algum ganho. Diz que você tem de ficar solto, pronto para pular fora se aparecer algum problema, ou agarrar rapidamente, caso surja alguma oportunidade.
Isto não significa que deve ficar pulando de uma especulação para outra, como bolinha de ping-pong. Seus movimentos devem ser feitos somente depois de cuidadosa avaliação dos pós e contras; nenhum passo deverá ser dado por motivos triviais. Quando uma transação já tiver esgotado totalmente suas possibilidades, ou quando aparecer algo obviamente mais promissor, corte as suas raízes e vá em frente.
Atenção: não permita que as raízes engrossem demais. Ficam difíceis de cortar.


7º Grande Axioma: DA INTUIÇÃO – Só se pode confiar num palpite que possa ser explicado.
11º Axioma Menor: Jamais confunda palpite com esperança.

Estratégia Especulativa:
O 7º Grande Axioma diz, então, que ambas as atitudes são erradas: ridicularizar categoricamente os palpites, ou confiar neles indiscriminadamente. Embora não seja infalível, a intuição pode ser um útil instrumento especulativo, desde que tratada com cuidado e ceticismo. A intuição não tem nada de mágico, nem de outro mundo. É simplesmente a manifestação de uma experiência mental absolutamente comum: a de se saber alguma coisa sem se saber como se sabe.
Se você tiver um palpite muito forte a lhe recomendar uma determinada jogada com seu dinheiro, o 7º Grande Axioma insiste em que tal palpite seja submetido ao teste. Só confie nele se puder explica-lo, isto é, se for capaz de identificar, na sua mente, um banco de dados do qual pode supor, som razoável certeza, que o referido palpite se originou. Não tendo o banco de dados, descarte o palpite.
O 11º Axioma Menor, por sua vez, adverte que palpites podem, facilmente, ser confundidos com esperança. Tenha cuidados especiais com lampejos de intuição que parecem prometer conclusões que você deseja muito.


8º Grande Axioma: DA RELIGIÃO E DO OCULTISMO – É improvável que entre os desígnios de Deus para o Universo se inclua o de fazer você ficar rico.
12º Axioma Menor: Se astrologia funcionasse, todos os astrólogos seriam ricos.
13º Axioma Menor: Não é necessário exorcizar uma superstição. Podemos curti-la, desde que ela conheça o seu lugar.

Estratégia Especulativa:
Vamos dar uma revisada no 8º Grande Axioma. O que tem a dizer sobre dinheiro, religião e ocultismo?
Basicamente, diz que dinheiro e o sobrenatural fazem uma mistura perigosa, que pode explodir na sua mão. Mantenha os dois mundos bem separados. Não há a menor prova de que Deus se interesse pelo seu saldo bancário; tampouco existem indícios de que alguma crença ou prática ocultista tenha produzido, de forma coerente, bons resultados financeiros para os seus devotos. O máximo que já aconteceu foi alguém ocasional e isoladamente, acertar uma vez na mosca. Isto costuma chamar muita atenção, mas só prova que golpes de sorte acontecem.
Esperar ajuda de Deus, do oculto ou de poderes mentais é não apenas inútil, é perigoso. Pode acabar por leva-lo a um estado de graça, sem preocupações, o que conforme já vimos, é um péssimo estado para um especulador. Zelando pelo seu dinheiro, parta do princípio de que está absolutamente só. Apóie-se exclusivamente nos seus próprios talentos.


9º Grande Axioma: DO OTIMISMO E DO PESSIMISMO – Otimismo significa esperar o melhor, mas confiança significa saber como se lidará com o pior. Jamais faça uma jogada por otimismo apenas.

Estratégia Especulativa:

O 9º Grande Axioma adverte que o otimismo pode ser inimigo do especulador. Dá uma sensação boa, e por isso mesmos, é perigoso. Costuma toldar completamente o raciocínio. Pode leva-lo a caminhos sem saída. E, ainda que haja saída, o otimismo é capaz de persuadi-lo a não a utilizar.
O Axioma diz que não se deve entrar em nenhuma jogada apenas com otimismo. Antes de por o seu dinheiro num negócio, pergunte-se como se safará se der errado. Tendo isto muito bem resolvido, já tem em mãos algo mais que o mero otimismo. Tem confiança.


10º Grande Axioma: DO CONSENSO – Fuja da opinião da maioria. Provavelmente está errada.
14º Axioma Menor: Jamais embarque nas especulações da moda. Com freqüência, a melhor hora de se comprar alguma coisa é quando ninguém a quer.

Estratégia Especulativa:
O 10º Grande Axioma ensina que a maioria, embora não sempre nem automaticamente errada, o mais das vezes está errada. Não se vai, automaticamente a favor nem contra uma maioria. Principalmente a favor. Cada caso é um caso, e você tem de pensar pela própria cabeça antes de envolver o seu dinheiro em riscos.
A maior e mais freqüente pressão em cima de você será a dos que querem obriga-lo a ir com o rebanho. Essas especulações tipo Maria-vai-com-as-outras, adverte o Axioma, podem custar caro. É da natureza delas que você compre na alta e venda na baixa. A mais poderosa linha de resistência a essas pressões é a nítida consciência da sua existência, e do seu insidioso poder.


11º Grande Axioma: DA TEIMOSIA – Se não deu certo da primeira vez, esqueça.
15º Axioma Menor: Jamais tente salvar um mau investimento fazendo “preço médio”.

Estratégia Especulativa:
Uma rápida revisão do 11º Grande Axioma. O que aconselha fazer com o seu dinheiro?
Diz que perseverança pode ser uma boa idéia para aranhas e reis, mas para especuladores não é lá essas coisas. Certamente, você pode perseverar nos seus esforços para aprender, melhorar e ficar mais rico. Não caia, porém, na armadilha de perseverara numa tentativa de arrancar um ganho de uma única especulação.
Não saia caçando um investimento por teimosia. Rejeite qualquer sensação que um determinado investimento lhe “deve” alguma coisa. E não engula a idéia tentadora porém falaciosa, de que é possível melhorar uma situação fazendo preço médio.
Dê importância a liberdade de escolher investimentos apenas pelos méritos deles. Não abra mão dessa liberdade a troco de ficar obcecado com uma transação que não deu certo.

12º Grande Axioma: DO PLANEJAMENTO –
Planejamentos a longo prazo geram a perigosa crença de que o futuro está sob controle. É importante jamais levar muito a sério os seus planos a longo prazo, nem os de quem quer que seja.
16º Axioma Menor: Fuja de investimentos a longo prazo.

Estratégia Especulativa:
O 12º (e último) Grande Axioma adverte para a futilidade e os perigos de se planejar para um futuro o que não se pode enxergar. Não deite raízes em planos ou investimentos a longo prazo. Em vez disso, reaja aos fatos à medida que se apresentam, e tire-os dos riscos assim que tais riscos apareçam. Valorize a liberdade de movimentos que lhe permitirá agir assim. Jamais assine qualquer papel que comprometa essa liberdade.
O 12º Grande Axioma diz que só existe um plano financeiro a longo prazo de que você precisa: o plano de ficar rico. Não dá para saber nem para planejar o como. Tudo que você tem de saber é que irá conseguir, de um jeito ou de outro.
Por Luis Felipe Valduga

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Senado dos EUA aprova pacote de ajuda a bancos em dificuldades

Projeto prevê 'socorro' de US$ 700 bilhões a instituições financeiras.Bush, Obama e McCain fizeram pressão para aprovação da proposta.
O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite desta quarta-feira (1º) o plano de resgate dos mercados apresentado pelo governo Bush. A proposta, que prevê ajuda de US$ 700 bilhões a bancos em dificuldades no país, havia sido rejeitada na segunda-feira (29) pela Câmara. Por isso, sofreu algumas mudanças.

O placar da sessão mostrou que 74 senadores votaram a favor do resgate aos bancos, enquanto 25 se posicionaram contra o projeto. A votação ocorreu por volta das 22h20 desta quarta-feira. Agora, a proposta volta para a Câmara, onde será provavelmente votada na sexta-feira (3).

A aprovação foi resultado de uma campanha de pressão que envolveu o presidente norte-americano George W. Bush, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente do Federal Reserve (o BC dos EUA), Ben Bernanke. Além destes, os candidatos à Presidência dos EUA, Barack Obama (Democrata) e John McCain (Republicano) também manifestaram seu apoio à proposta.

Presentes à sessão, os senadores Obama e McCain votaram, conforme previsto, favoravelmente à proposta. Segundo analistas, a adição de incentivos ao cidadão americano comum ajudou a convencer os senadores da importância da ajuda aos bancos em crise.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Plano de Ajuda de 700 bi


Plano de ajuda financeira enfrenta impasse nos EUA

Acordo preliminar no Congresso não teve continuidade na Casa Branca.Segundo Obama, acordo será alcançado 'no devido tempo'.
Do G1, em São Paulo
Após o anúncio de um acordo preliminar entre os partidos democrata e republicano durante a tarde desta quinta-feira (25), o plano de socorro de US$ 700 bilhões do governo americano para o setor financeiro enfrenta um impasse.

Uma reunião realizada no fim da tarde na Casa Branca que contou com a presença do presidente George W. Bush, dos pré-candidatos Barack Obama e John McCain e de líderes dos dois principais partidos não conseguiu obter um consenso sobre o pacote econômico.

Os líderes dos partidos se mantêm reunidos com os principais especialistas econômicos do governo, na esperança de alcançar um acordo antes do recesso parlamentar americano. A interrupção deveria começar na sexta-feira (26), mas poderá ser adiada devido às negociações.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

No que depender da Vale, ventos favoráveis sopram mercado global de mineração

Em tempos de incertezas quanto ao rumo da economia internacional, que dá indícios de contágio pela crise nos mercados financeiros desenvolvidos, inteirar-se das projeções que cercam o segmento de atuação da empresa é parte fundamental na hora de se estabelecer recomendações acerca de seus próximos resultados e, por conseguinte, do desempenho de seus papéis.Nesse sentido, os analistas da Ágora Corretora reuniram-se com o corpo administrativo da Vale em busca das expectativas traçadas pela própria companhia para o seu segmento de mineração. E aos assustados com a recente derrocada dos papéis, a equipe traz boas novas: o encontro foi considerado positivo, reforçando a recomendação, já defendida anteriormente, de compra às ações.

O fator chinês

Um dos principais temores dos que investem hoje na Vale é de um arrefecimento muito expressivo na expansão econômica chinesa, mercado que correspondeu por 17% do faturamento da empresa no segundo trimestre desse ano. Com isso, o país é o mais representativo na receita da mineradora, que não à toa, vem mostrando há certo tempo interesse em ampliar cada vez mais sua atuação por lá.

Bush faz apelo a partidos para que aprovem plano de resgate da economia

presidente dos EUA, George W. Bush, fez um apelo nesta quarta-feira (24) para que o Congresso aprove o plano de resgate da economia. Ele afirmou que o problema é grave e que, caso o plano de ajuda de US$ 700 bilhões não seja aprovado, a economia real - incluindo os empregos dos cidadãos americanos - podem ser postos em perigo.

George W. Bush se esforçou para mostrar que a ajuda não se destina a Wall Street, mas sim a proteger a economia e o contribuinte norte-americanos. Ele afirmou, por exemplo, que a "ação dramática do governo" é necessária neste momento e que, normalmente, acredita que "empresas que tomam más decisões devem sair do mercado". "Mas não estamos em uma situação normal", frisou.

Longa recessão


Caso a ação não seja imediata, afirmou Bush, mais bancos podem ir à falência, mais consumidores podem ter a hipoteca encerrada, a queda das ações pode reduzir o valor de planos de previdência e empregos podem ser fechados. Ele foi enfático ao dizer que, se a dificuldade de crédito persisitr na economia, o país pode enfrentar "uma longa e dolorosa recessão".

Bush explicou que o governo americano é a única entidade com "capacidade e paciência" para tirar do mercado os produtos financeiros de má qualidade, alavancados nos empréstimos imobiliários norte-americanos. A idéia do governo é reduzir a conta de US$ 700 bilhões vendendo parte desses papéis mais tarde, quando eles se valorizarem.

De acordo com Bush, é necessário que esses papéis saiam de circulação para garantir o bom funcionamento dos bancos, que assim poderão voltar a conceder empréstimos para financiar casas, automóveis e crédito estudantil. "A não-aprovação desse projeto agora vai custar muito mais depois", avisou.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Barril de petróleo opera cotado a US$ 106,3 em Nova York

22 de setembro de 2008 - O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em outubro, operava há instantes com alta de 1,67%, cotado a US$ 106,30 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês).
O avanço nos preços da commodity ocorre por conta do novo plano de estímulos a economia anunciado pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com os corretores, há expectativa de que a demanda norte-americana por petróleo e derivados aumente após um possível crescimento do consumo na maior economia do mundo.

domingo, 21 de setembro de 2008

Conhecimento é base para ter sucesso ao investir em ações, diz especialista

Não adianta procurar um caminho alternativo, atalho, ou dica do cunhado. A verdade é que, se alguém deseja realmente ter algum sucesso no mercado financeiro, tem de estar bem preparado. Esta é a idéia reforçada por Moacir Zamin, da Cedro Finance, durante palestra ministrada por ele na Expo Money, evento sobre investimentos que acontece em São Paulo, de 17 a 19 de setembro em São Paulo.Zamin chama a atenção do investidor desde sua primeira frase: "a bolsa não é lugar para amadores". O discurso é recorrente, tanto quanto verdadeiro. Para investir em ações, é preciso, antes, buscar a maior quantidade possível de informações, fatos, notícias e também conhecimento teórico. Caso contrário, cedo ou tarde, o investidor acaba sendo surpreendido pela mudança de humor do mercado, correndo um sério risco de sofrer perdas consideráveis.Segundo o especialista da Cedro, existem três tipos de pessoas operando na bolsa. "As que querem ganhar dinheiro de forma rápida, aquelas cuja intenção é enriquecer lentamente, a perder de vista, e finalmente, quem quer ganhar dinheiro de forma inteligente". Apenas uma delas será bem-sucedida, diz Zamin. A partir da noção de quanto é importante estar preparado para entrar no mercado de ações, existem alguns passos necessários para garantir, no mínimo, que a experiência não renda dores de cabeça.

As maiores Altas da Bolsa

Para quem não conhecia uma brusca oscilação, o recente período vivido pelos mercados parece feito sob medida. Esta semana então, nem se fala. Começou com uma queda histórica de 7,59%, e fechou com uma disparada, também histórica, de 9,57%.Estes quase 10% de alta do Ibovespa na sexta-feira (19) impressionaram. Havia nove anos que a Bolsa não via tamanho rali. Mas a semana recebe o rótulo de "histórica" não por suas variações em si, e sim pelo contexto. Marcou o período de manifestação mais agressiva da crise do subprime. Grosso modo, evidenciou o colapso do sistema financeiro norte-americano.Porém, é difícil encontrar quem já tivesse experimentado tamanha valorização. Exatamente porque a última alta superior registrada pelo benchmark, datada de 15 de janeiro de 1999, vinha em um ambiente completamente diferente às Bolsas.Imagine ganhar 16 mil em um diaOlhar para a última alta superior a esta exclui destes 9,57% o selo de "históricos". Em variações, o Ibovespa já apresentou altas bem maiores e a de janeiro de 1999 é apenas uma delas. Naquele 15 de janeiro, nove anos atrás, o Ibovespa fechou com avanço de 33,89%.Se fosse atualmente, esta variação acabaria com o Bear Market em apenas um dia. Colocaria o índice de volta nos 70 mil pontos, puxaria alta de 16.400 pontos somente em um pregão.Mas não dá para comparar os dois casos. Naquela época - plena crise cambial brasileira - a Bolsa movimentou pouco mais de R$ 300 milhões, sem contar que tal variação veio sobre uma base de 5.038 pontos na abertura.Mais de 36% em um dia, em 1991Nem assim este foi o melhor dia da história do Ibovespa. Voltando ao governo Collor, em 1991, o Ibovespa experimentou sua maior alta de todos os tempos. Fechou o pregão do dia 4 de fevereiro daquele ano marcando valorização de 36,05%. Esta sim, a maior já vista.Para achar os "heróis" daquela alta, basta lembrar do contexto. Em meio à abertura do mercado nacional às importações e o início do Programa Nacional de Desestatização, o período marcou a abertura da Bolsa ao investidor estrangeiro. Outro argumento para a importância dos estrangeiros sobre o volume de negócios no mercado doméstico.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Análise técnica traça perspectivas para ações do setor financeiro

Mesmo diante da forte turbulência nos mercados, diversos analistas têm manifestado confiança na retomada da trajetória de alta da bolsa no longo prazo.Se os fundamentos para as ações estão aparentemente garantidos, um diagnóstico via o instrumental de análise técnica configura um cenário conturbado no curto prazo, marcado por sucessivas perdas de suportes.

Sem fundo

Após ficar em congestão durante duas semanas, oscilando entre R$ 31,90 e R$ 29,00, as ações preferenciais do Bradesco perderam o importantíssimo suporte na última segunda-feira (15), o que, na visão de Gustavo Lobo, instrutor da Uniinvest, pode levar os papéis para a casa de R$ 24,00.Entretanto, reitera Lobo, as ações do banco se sustentaram acima dos R$ 26,00 nos dois últimos pregões, fato que também chamou atenção da equipe da Focques Analistas Técnicos. Ao verificar o baixo (Índice de Força Relativa) do gráfico diário, os analistas sugerem uma operação mais curta com o papel, com objetivo principal em R$ 28,00.Assim como os ativos do Bradesco, os papéis ordinários do Banco do Brasil perderam importante suporte (R$ 22,00) e agora caminham para os R$ 18,00, antevê o instrutor da Uniinvest.Além disso, afirma Lobo, as ações entraram em uma tendência primária de baixa, o que "dificulta operações na ponta da compra".

Longo prazo promissor

O cuidado se estende aos papéis do Itaú, que ,após perder o suporte de R$ 28,00, se sustenta momentaneamente na casa de R$ 27,00, mas nada que impeça o teste do suporte principal no perímetro de R$ 26,00, revela Lobo.Se o curto prazo não promete tanto, em uma visão de longo prazo, percebe-se que as ações se encontram em uma tendência lateral, buscando realmente o suporte na casa de R$ 26,00. Sendo assim, caso o papel se sustente acima deste patamar, abre-se uma boa oportunidade para o investidor.

Expectativas do Citi para mercado de minério de ferro mostram deterioração

Não bastasse o colapso das praças financeiras, os papéis da Vale vêm sendo duramente penalizados por condições intrínsecas ao seu setor: ao passo que o preço das commodities segue em queda, as condições no mercado de minério de ferro mostram deterioração.E se a crise não pára de inspirar pessimismo entre os investidores, o cenário que se põe ao minério de ferro, ao menos no curto prazo, não pára de originar projeções mais desfavoráveis entre os analistas do Citi.

Sobra esperança com ações, mesmo se o 'urso' resolver hibernar sobre o mercado

As medidas anunciadas pelo Fed para fazer frente à crise amenizam o nervosismo entre os investidores e proporcionam espaço para uma recuperação das bolsas. Na carona de tal clima um pouco mais favorável, o Ibovespa abre a quinta-feira (18) acrescido em 2,10%, a 46.872 pontos. O índice brasileiro fechou o último pregão ao seu menor nível desde abril do ano passado, em um dia de "novo furacão de perdas que varreu as bolsas mundiais", nas palavras dos analistas da Ágora Corretora. Todavia, ainda que a crise siga preocupando, os futuros norte-americanos e as bolsas européias mostram-se no positivo nesta manhã.O esboço de um repique nas praças deve-se às medidas anunciadas pelo Fed em conjunto com os principais bancos centrais do mundo, como o BoJ (Banco do Japão) e o BCE (Banco Central Europeu). Preocupados com o enxugamento de liquidez no sistema interbancário, as autoridades se uniram e acertaram com o colegiado presidido por Bernanke uma ampliação em até US$ 180 bilhões de suas linhas de swap.Outra notícia que anima os investidores é a aquisição do HBOS, sexto maior banco e maior financiadora de hipotecas do Reino Unido, pelo Lloyds TSB, por um montante de cerca de US$ 22 bilhões. Todavia, a cautela segue presente com as tensões acerca do Morgan Stanley e do Goldman Sachs.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Jovens

Retirado de um Forum pela net.

Autor: PJ

OUVI UNS CARAS MAIS VELHOS CONVERSANDO DOS JOVENS NA BOLSA ... ELES COMENTAVAM ENGRAÇADO O DESESPERO DOS JOVENS EM GANHAR $$ RAPIDO , TODO MUNDO SABE QUE BOLSA E RENDA VARIAVEL, COMO PODE SER VARIAVEL SE SEMPRE SOBE ?? NESTE MOMENTO OS CARAS MAIS INTELIGENTES ESTAO VENDO ESTA CRISE COMO UMA OPORTUNIDADE DE IR COMPRANDO E MONTANDO UMA CARTEIRA LINDA DE LONGO PRAZO , O PROBLEMA SERIA SE AS PESSOAS AQUI PERDESSEM A SUA RENDA E NAO TIVESSEM MAIS $$ PRA COMPRAR, AI SIM MORA O PERIGO !! SE VC PODE COMPRAR TODO MES VAI COMPRANDO QUE SEU PREÇØ MEDIO SERA MARAVILHOSO ... QUEM PENSA A CURTO PRAZO , $$ DE TRADE TEM QUE TER STOP X POTENCIAL DE LUCRO E MUITA , REPITO MUITA DISCIPLINA PARA REALIZAR PERDAS E LUCROS !! SE VC NAO TEM NEM ESTRATEGIA , TERA DISCIPLINA COMO ??? NUMERO 1 APRENDAM A MONTAR SUAS PROPRIAS ESTRATEGIAS E SIGAM A RISCA OU IRAO VAI IMPRETERIVELMENTE PERDER !!! A BRINCADEIRA ACABOU !! BOLSA E COISA DE GENTE QUE ESTUDA OU VIRA JOGO DE AZAR , VEJO PESSOAS COMPRAREM SEM NEM SABER PQ COMPRARAM , VENDEREM POR MUITO MENOS ??? OS CARAS REALMENTE ESPERTOS IRAM TRANSFORMAR A CRISE EM UMA OPORTUNIDADE PARA FICAREM RICOS, COMPRANDO ATIVOS E EMPRESAS DE PESSOAS ABALADAS EMOCIONALMENTE E QUANDO A ECONOMIA SE RESTABELECER E AQUELES QUE VENDERAM COMEÇAREM A QUERER COMPRAR, VCS JA SABEM QUEM ESTARA NO LUCRO ! APROVEITEM POIS NOS PROXIMOS MESES VCS PODERAO COMPRAR ATIVOS DE 1 LINHA A PREÇOS DE 2 !! ESTA E A MELHOR OPORTUNIDADE DE COMPRA PARA LONGO PRAZO DOS ULTIMOS ANOS , QUEM OPERA SO NO LONGAO USA ESTE MOMENTO PARA IR COMPRANDO !!IMAGINA A MANTEIGA FRANCESA POR PREÇO DE NACIONAL , IMAGINA A PETRO A 20 E POUCOS A VALE NO 20 E POUCOS TBM ?? QUEM TEM DUVIDA DE QUE ESTAS EMPRESAS TEM SOLIDEZ SUFICIENTES PARA VOLTAREM AOS PATAMARES DE MAIO ??? EU NAO TENHO DUVIDA POR ISSO QUANTO MAIS TEMPO OS PREÇOS FICAREM ASSIM MELHOR , VOU MONTAR UMA CARTEIRA DE LONGO QUE NAO ACHEI QUE FOSSE POSSIVEL EM MENOS DE 5 ANOS !

SE QUIZEREM ME VENDER TO COMEÇANDO A COMPRAR APARTIR DESTE MES !

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Será que pode cair mais?

Os suportes do IBOV são nos seguintes valores:

Suporte 1 - 48.000 pontos
Suporte 2 - 40.800 pontos
Suporte 3 - 33.150 pontos

Os suportes da PETR4 já estão nas análises do site.

Preste muita atenção nos trades. Evite compras agora.

Converse com seu operador sobre operações vendidas.

Sucesso!
Moacir André Zamin
Diretor - Escola da Bolsa de Valores

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Terceira alta fecha semana que começou ruim no azul

Há três dias, tudo apontava para uma das piores semanas do Índice Bovespa no ano. Mas a sexta-feira (12) marcou a terceira valorização forte consecutiva do índice, que com isso acumulou saldo positivo no período. O consenso de que a Bolsa brasileira apresenta uma gama de ativos "baratos" após as derrocadas recentes encontrou seu ápice nesta última sessão. Fornecendo a força necessária para a continuidade da recuperação das blue chips, Morgan Stanley, Deutsche Bank e Goldman Sachs alertaram para o fato de que o mercado brasileiro havia se tornado atrativo demais frente a outros emergentes depois das últimas baixas. O cume ficou por conta do Morgan Stanley, que deu selo de "major overweight" - bem acima da média - à Bolsa brasileira, e ênfase aos papéis atrelados ao segmento de matérias-primas, duramente penalizados pela recente derrocada. Este evento afastou o Ibovespa do vermelho durante boa parte do intraday, haja vista a ameaça de Wall Street, que disseminava instabilidade. A incerteza quanto ao futuro do Lehman Brothers dava tom de espera aos negócios, enquanto o fraco Retail Sales de agosto ajudava a empurrar os índices para baixo. Mas o clima se amenizou perto do final da sessão, com a retomada dos papéis do setor energético e expectativas de que o Lehman pode ser vendido no final de semana, dando magnitude à alta do Ibovespa.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Petrobras: UBS eleva preço-alvo e reitera "compra" após detalhes sobre Iara

Em linha com a repercussão favorável da divulgação dos detalhes sobre a descoberta no poço de Iara, o UBS elevou seu preço-alvo para as ações preferenciais da Petrobras para R$ 67,20 - upside de 116% nos próximos doze meses. Assim como boa parte dos analistas que deram seu parecer sobre o fato, a equipe do banco suíço também considerou a notícia positiva para a estatal, evidenciando o bom momento para o segmento de exploração de petróleo na região brasileira do pré-sal.

Detalhes sobre Iara podem ser o impulso que faltava às ações da Petrobras

Se a repercussão da divulgação dos detalhes do Iara foi boa entre os investidores, o mesmo pode ser dito sobre a opinião dos analistas. A estimativa é de que o poço, pertencente a um consórcio formado pela Petrobras como operadora (65%), BG Group (25%) e Galp Energia (10%), apresente volume recuperável de 3 bilhões a 4 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural.A opinião da corretora Ágora resume o ponto de vista de grande parte dos analistas: "A notícia é positiva para a Petrobras, mostrando o bom momento do segmento de exploração de petróleo na região do pré-sal no Brasil". O otimismo é comprovado por um cenário não visto há tempos: mesmo com o mau humor nas bolsas domésticas e externas e com um desempenho inexpressivo do petróleo no mercado internacional, as ações da Petrobras registram alta.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

PETROBRAS lidera recomendações de carteiras pelo oitavo mês consecutivo

As ações preferenciais da Petrobras receberam o maior número de recomendações nas carteiras dos analistas para setembro, segundo levantamento realizado pela InfoMoney que incluiu 17 portfólios sugeridos por corretoras e bancos de investimentos.As carteiras selecionadas são de: Ágora, Ativa, Citigroup, Coinvalores, Fator, Geração Futuro, HSBC, Itaú, Planner, Safra, Senso, Socopa, Souza Barros, Spinelli, UBS Pactual, Unibanco e Win.
Vale de volta ao segundo lugar

Voltando ao segundo lugar, com apenas uma indicação a menos que a líder, as ações preferenciais classe A da Vale também estão bem avaliadas. Os analistas destacam as perspectivas de manutenção da forte demanda por minério de ferro nos próximos anos e os bons fundamentos da empresa como pontos positivos aos papéis.

Copom mantém ritmo e eleva Selic em 75 pontos-base, para 13,75% ao ano

Mantendo a magnitude do aperto monetário promovido em sua última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) optou na noite desta quarta-feira (10) por elevar em 0,75 ponto percentual a taxa Selic, levando-a ao patamar de 13,75% ao ano. Em linha com as expectativas, a decisão - por 5 votos a 3 e sem viés - demonstra uma autoridade ainda preocupada com uma eventual deterioração do cenário inflacionário brasileiro, apesar de os últimos indicadores terem sinalizado redução no ritmo de alta dos preços. A ata do último encontro do comitê, realizado nos dias 22 e 23 de julho e que contou com alta no juro básico da mesma magnitude, já dava claros sinais de uma nova elevação na taxa Selic dada a persistência do descompasso entre oferta e demanda na economia brasileira somada à tendência global de pressão inflacionária.

Petrobrás

Ação da Petrobras responde com alta a comprovação de óleo leve no pré-sal
10/09/2008 18:43
InfoMoney

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR4) comunicou, após o fechamento do pregão desta quarta-feira (10), que o consórcio formado por ela, pelo BG Group e pela Galp Energia comprovou relevante descoberta de óleo leve nos reservatórios do pré-sal, na Bacia de Santos.

A nova descoberta, já comunicada à ANP (Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis), revelou a existência de óleo numa área de cerca de 300 km2. A estimativa de volume recuperável é de 3 bilhões a 4 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural.

O poço encontrava-se em perfuração desde o anúncio da descoberta - em 7 de agosto deste ano - e, segundo a companhia, a qualidade e a espessura dos reservatórios revelaram-se melhores que as expectativas iniciais.

Conhecido como Iara, o poço localiza-se a cerca de 230 km do litoral da cidade do Rio de Janeiro, em lâmina d'água de 2.230 metros. A profundidade final atingida foi de 6.080 metros.

Mesmo bloco de Tupi
Vale destacar que o bloco BM-S-11, onde foi feita a descoberta, é composto por duas áreas exploratórias, sendo que em uma delas foi perfurado o poço de Tupi, que resultou na estimativa de volume recuperável entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural.

Ações reagem imediatamente
A resposta das ações da Petrobras foi imediata. Como os negócios já haviam se encerrado no pregão regular no momento da divulgação, os investidores aproveitam o after market da BM&F Bovespa para repercutir o evento.

Tanto os papéis preferenciais quanto os ordinários da estatal operam com a valorização máxima permitida pelo regulamento do after market, ou seja, 2% de alta sobre a cotação do fechamento do pregão regular.

Os ADRs da Petrobras também mostram significativa valorização no after hours da Bolsa de Nova York, com alta superior a 4%.

JBS volta a atender o mercado americano

O Ministério da Agricultura informou ontem - 09/09/08 - que o Brasil restabeleceu as exportações de carne bovina processada para os Estados Unidos. A reabertura aconteceu após recebimento por parte da Secretaria de Defesa Agropecuária de um comunicado oficial do Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS) do Departamento de Agricultura dos EUA, que autorizou a retomada imediata da emissão do Certificado Sanitário Internacional para a carne bovina industrializada brasileira.

Com isso, a JBS retoma as suas exportações para os Estados Unidos a partir de 5 fábricas habilitadas para atender aquele mercado, garantindo a excelência no atendimento aos clientes a partir de seu Sistema Integrado de Gestão baseado em Programas de Garantia de Qualidade, Gestão de Capital Humano, Inovação e Responsabilidade Social e Ambiental.

domingo, 7 de setembro de 2008

LREN3

Analistas destacam potencial de longo prazo da aquisição da Leader pela Lojas Renner
05/09/2008 16:50
InfoMoney

SÃO PAULO - Frente ao contrato de compra da Leader Participações pela Lojas Renner (LREN3), os analistas defenderam os benefícios no longo prazo.

De modo geral, as equipes da Ativa Corretora e do Citigoup concordam que a operação, do ponto de vista estratégico, faz sentido levando um horizonte mais dilatado de tempo. Nesta linha, o banco de investimentos destaca o foco no longo prazo, já que acredita que haverá alguns riscos para quem está querendo lucrar em prazos mais curtos.

RecomendaçõesObservando que o preço da aquisição poderá ser um catalisador para os papéis da companhia, os analistas do Citi mantiveram suas recomendações de compra aos ativos, mas revisaram o risco que envolve a operação, de médio para alto.

Já a Ativa Corretora, apesar de não traçar nenhuma recomendação, viu o fato como positivo e observou que com a aquisição, a Lojas Renner adquire uma nova plataforma de atuação e expansão para as classes de renda mais baixa, que possuem bom potencial de crescimento para os próximos anos.

Agenda da semana

Confira a agenda do investidor para a segunda semana de setembro 05/09/2008 18:37
InfoMoney

SÃO PAULO - Dentro da agenda da segunda semana de setembro, os investidores estarão atentos nos EUA às vendas ao varejo e ao índice de preço ao produtor, ambos referentes ao mês de agosto.

No cenário nacional, a ênfase fica para a reunião do Copom. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária atualizará a taxa básica de juro do País, atualmente em 13,00% ao ano. A maior parte dos economistas aposta em mais um aumento da Selic entre 0,50 e 0,75 ponto percentual.

Segunda-feira (8/9)

Brasil

8h00 - A FGV (Fundação Getulio Vargas) publica o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à primeira quadrissemana de setembro. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.

8h00 - A mesma instituição apresenta o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) de agosto, importante medida de inflação nacional.

8h30 - O Banco Central organiza o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

9h30 - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revela o Levantamento da Produção Agrícola referente ao mês de agosto, que traz informações sobre acompanhamento e previsão de safras.

11h00 - O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

EUA

16h00 - O Federal Reserve divulga o Consumer Credit referente ao mês de julho, com objetivo de medir o total de crédito ao consumidor.

Terça-feira (9/9)

Brasil

9h00 - O IBGE apresenta a Pesquisa Industrial de Emprego e Salário de julho, que produz indicadores relativos ao comportamento do mercado de trabalho no setor industrial.

11h00 - O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela o Índice de Custo de Vida referente ao mês de agosto. O relatório contém informações a respeito do custo de vida dos moradores do município de São Paulo.

Este será o primeiro dia da reunião do Copom, quando os membros do Comitê expõem suas opiniões sobre a conjuntura econômica nacional.

EUA

11h00 - A National Association of Realtors divulga o Pending Home Sales de julho, indicador responsável por medir a venda de casas existentes nos EUA com contrato assinado, mas ainda sem transação efetiva.

11h00 - Para encerrar o dia, sai o Wholesale Inventories de julho, relatório que contém informações sobre as vendas e os estoques do setor atacadista.

Quarta-feira (10/9)

Brasil

07h00 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) anuncia o IPC referente à primeira quadrissemana de setembro. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.

8h00 - A FGV apresenta o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) do primeiro decêndio de setembro, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.

9h30 - O IBGE revela o PIB referente ao segundo trimestre, que considera a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no País em valores monetários.

E, no final do dia, o Copom atualiza a taxa Selic.

EUA

11h30 - Será apresentado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.

Quinta-feira (11/9)

Brasil

Não serão apresentados índices relevantes no País.

EUA

9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.

9h30 - Serão apresentados o Export Prices e o Import Prices, ambos do mês de agosto. Os índices excluem de suas bases a produção agrícola e as cotações do petróleo, respectivamente.

9h30 - Atenção ao Trade Balance (balança comercial) com base no mês de julho, que mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizadas pelo país.

15h00 - O Departamento de Tesouro norte-americano fornece os dados de agosto do Treasury Budget (orçamento governamental).

Sexta-feira (12/9)

Brasil
Não serão apresentados índices relevantes no País.

EUA

9h30 - Destaque para o indicador Retail Sales referente ao mês de agosto, que mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços. Já o Retail Sales ex-auto ignora as vendas de automóveis.

9h30 - O Departamento de Trabalho publica os números do PPI (Producer Price Index) e de seu núcleo, que descrevem os preços praticados por produtores durante o mês de agosto.

11h00 - O Business Inventories compreende o nível de vendas e de estoques das indústrias, além dos setores de atacado e varejo durante o mês julho.

11h00 - A Universidade de Michigan anuncia a preliminar do Michigan Sentiment de setembro, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.Como começa a semana subseqüente?

Segunda-feira (15/9)

Brasil

8h30 - O Banco Central publica o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

11h00 - O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

Haverá também o Vencimento de Opções sobre ações negociadas na Bovespa.

EUA

9h30 - O Fed de Nova York divulga o NY Empire State Index de setembro, índice com o intuito de medir a atividade manufatureira no estado.

10h15 - Atenção especial para os números do setor industrial do mês de agosto, descritos pelo Industrial Production e pelo Capacity Utilization.

O SUFOCO PASSOU?

Perspectivas:
Brasil perde com emergentes e à frente volatilidade é única certeza 05/09/2008 19:30
InfoMoney

SÃO PAULO - Desde o final de julho, no ano, o índice de mercados emergentes MSCI EM marca desempenho abaixo que o do S&P500, um dos principais índices do mercado norte-americano. Gestores em todo o mundo estão diminuindo o risco dos ativos em carteira.

"Não estou comprando mercados emergentes", disse com firmeza o megainvestidor Jim Rogers em entrevista à InfoMoney. "Eles foram muito atraentes nos últimos cinco a seis anos, mas agora estou afastado", completou. Nada de Brasil.

No acumulado do ano, o fluxo de recursos dos investidores estrangeiros para o mercado de ações brasileiro está negativo em aproximadamente R$ 16 bilhões, de acordo com dados disponibilizados pela BM&F Bovespa nesta semana. Este é o fato detrás da desvalorização, apontam analistas.

Seleção
"Há uma saída grande de investidores estrangeiros a qualquer preço para equilibrar portfólios que sofreram perdas significativas", nota Alexandre Abrão Martins, analista da Edge Investimentos. "A saída guarda pouca correlação com a performance das empresas", diz.

Porém, junto ao movimento, muitas companhias em Bolsa começam a revelar preços atraentes, segundo analistas. "Este cenário de curto prazo ditado pelo fluxo abre oportunidades para quem não olha o curto prazo", diz Leonardo Boguszewski, analista de renda variável do Paraná Banco Asset Management.

"Diversas empresas brasileiras têm apresentado lucros recordes, e não estou falando apenas de commodities, que estão em um ciclo de alta", completa Martins, da Edge Investimentos.

Cautela
Impossível encontrar um ponto de inflexão do índice, mas Boguszewski arrisca: "existem empresas baratas e o mercado já está querendo recuperar. A partir da semana que se inicia deve haver alguma melhora", afirma.

Melhora significativa?

"O cenário continua instável não só para a próxima semana, mas para todo o ano", pontua cauteloso Boguszewski. A sexta-feira (5) coroou a primeira sessão positiva do índice em setembro, mas também o pior desempenho semanal (-6,72%) desde o início de julho.

Comportamento da JBSS3

Sob possível rebaixamento no rating, ações da JBS recuam 19,46% na semana 05/09/2008 19:55
InfoMoney

SÃO PAULO - Entre preocupações renovadas com a economia norte-americana frente aos dados do mercado de trabalho reportados no Relatório de Emprego do país, e volatilidade nos mercados de commodities, o Ibovespa encerrou a semana com acentuada desvalorização de 6,72% aos 51.940 pontos.

Acompanhando a trajetória, as ações da JBS (JBSS3) fecharam esta semana como principal baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, acumulando perdas de 19,46%, fechando esta sexta-feira (5) cotadas a R$ 5,34. Com esta baixa, os papéis acumulam perda 8,97% desde o início do ano.

Rebaixamento do rating
Não bastassem as inúmeras referências negativas que pesaram sobre os papéis nas últimas semanas - entre elas os resultados do segundo trimestre -, os investidores foram pegos de surpresa na noite da última terça-feira com a notícia de um possível rebaixamento do rating do frigorífico.

Preocupada com os impactos gerados pelas recentes aquisições da empresa, a agência de classificação de risco Moody's informou que pode revisar para baixo sua nota para a JBS.

Aquisições arriscadas
A avaliação do Citigroup faz jus à cautela demonstrada pela agência, na medida em que também considera o rápido crescimento por meio de aquisições arriscado para a JBS e para suas ações. Em adição, o atual cenário para o setor de frigoríficos também preocupa os analistas do banco.

Para eles, as últimas referências sugerem condições mais apertadas às empresas do segmento, principalmente diante da possibilidade de aumento do preço do gado e da habilidade limitada de repassar a elevação dos custos ao consumidor final no curto prazo.

Dentro desse contexto, a equipe do Citi prevê margens menores para as operações da JBS no mercado interno, contribuindo para colocar os papéis da companhia na posição de um dos mais arriscados do setor alimentício brasileiro, avalia.

Mais quedas
Tiveram uma performance ruim os papéis Usiminas ON (USIM3, R$ 46,02, -17,97%), Usiminas PNA (USIM5, R$ 48,00, -16,08%), Rossi Resid ON (RSID3, R$ 8,47, -15,30%), Gerdau PN (GGBR4, R$ 26,12, -14,92%) e Sid Nacional ON (CSNA3, R$ 48,39, -14,35%).

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Vale reajusta preço do minério de ferro à China em mais 20%

A Steel Business Briefing, agência especializada no setor de siderurgia e mineração, afirmou nesta quarta-feira (3) que a Vale teria celebrado acordo com siderúrgicas chinesas reajustando o preço do minério de ferro em cerca de 20% frente ao patamar acordado em fevereiro deste ano. Com o novo contrato firmado, a cotação do minério de ferro advindo do chamado "Sistema Sul" passa a ficar 86,4% mais cara do que o preço do ano passado. Em fevereiro deste ano, o reajuste fechado foi de 71%. No mesmo sentido, o reajuste para o preço do minério de ferro de Carajás ficou em 92,4%, ao passo que, em fevereiro, foi acordado que o produto ficaria 65% mais caro. Segundo analistas, as mudanças têm como objetivo fazer frente aos reajustes conseguidos pelas mineradoras australianas.Companhias como a BHP Billiton e a Rio Tinto conseguiram, em média, reajustar o preço de seus minérios de ferro em 85% neste ano. As negociações para o reajuste a ser efetuado em 2009 devem começar por volta do mês de novembro.