Os membros da União Europeia sofrem como poucos os efeitos da recessão e têm calafrios só de pensar que a falência de um deles pode arrastar todos para o mesmo buraco
Jeff Pachoud/AFP Photo Protesto na Peugeot, na França: o governo criou um pacote para evitar novas demissões Por Tatiana Gianini | 19.02.2009 | 17h52
Revista EXAME -
O dinheiro acabou, quem antes vivia num clima de paz e irmandade começa a olhar para o lado com desconfiança e, diante de inúmeras rachaduras na casa, a única saída parece ser colocar em prática o lema "Salve-se quem puder". Isso acontece nas melhores famílias. E está acontecendo agora na União Europeia, bloco que nasceu com a pretensão de se tornar um exemplo de congraçamento entre culturas e economias diferentes. Entre algumas polêmicas e um e outro tropeço em 16 anos de história, é possível dizer que a ideia até que vinha funcionando bem.
O número de sócios passou de seis para os atuais 27 e, no período entre 1999 e 2007, os negócios entre os países do bloco cresceram quase 80%. A União Europeia era uma espécie de condomínio de luxo do qual todos queriam fazer parte até que a crise financeira despertasse nos combalidos países do continente um forte sentimento de autopreservação.
Nas últimas semanas, a discussão sobre a conveniência de abandonar o barco da moeda única entrou em pauta em países como Irlanda, Itália e Espanha. Diante de notícias temperadas de pessimismo e histeria, hoje a velha Europa aguarda com angústia quem será o primeiro membro de sua comunidade econômica a soçobrar à crise, levando consigo os demais. "A possibilidade de desintegração da zona do euro tem se tornado uma questão preocupante nos meios financeiros", afirmou numa de suas edições recentes a revista alemã Der Spiegel.
quinta-feira, 5 de março de 2009
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