segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mercado prevê inflação acima do teto da meta em 2011

O mercado financeiro passou a prever o descumprimento da meta de inflação neste ano, após a redução dos juros e a alta do dólar, mostrou o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. O prognóstico para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 subiu de 6,46% na semana anterior para 6,52%.

Fonte: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/10-noticias-para-lidar-com-os-mercados-nesta-segunda-feira-49?page=2&slug_name=10-noticias-para-lidar-com-os-mercados-nesta-segunda-feira-49

Crise do euro pode causar aperto de crédito, diz Soros

A crise atual é mais séria do que a de 2008 e as dificuldades com a dívida soberana na Europa podem levar a uma retração fiscal global e também a um aperto de crédito, disse o bilionário investidor George Soros. O magnata dos fundos hedge disse que a seriedade da crise atual se deve ao fato da Zona do Euro não ter autoridade legal institucionalizada para lidar com os problemas do bloco.

Fonte: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/10-noticias-para-lidar-com-os-mercados-nesta-segunda-feira-49

Mercados: bolsas sobem à espera de solução rápida para Grécia.

As bolsas na Europa e os índices futuros de Wall Street avançam diante da cobrança feita por ministros das finanças e presidentes de bancos centrais aos líderes europeus, com o objetivo de intensificarem os esforços para conter a crise da região. O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, lembrou no domingo que a crise da dívida europeia e a possível consequência dela para o setor bancário é o “maior risco que desafia a economia global hoje”. A expectativa de que a crise pode se agravar provoca a queda nos preços das commodities.

Bolsas da Ásia recuam com pessimismo em relação a dívida na Europa

SÃO PAULO – Em um dia de pessimismo quanto a uma resolução para a crise da dívida na Zona do Euro, os principais índices acionários da Ásia terminaram o pregão desta segunda-feira (26) em queda.

O benchmark Nikkei, que acompanha as negociações da Bolsa de Tóquio, encerrou em queda de 2,17%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, fechou em baixa de 1,48%, ao passo que o Shanghai Composite, da Bolsa de Xangai, recuou 1,64%.

Fim do feriado
Após um feriado que durou três dias, os investidores em Tóquio aproveitaram o pregão para se livrar de posições acionárias mantidas durante a paralisação, repercutindo as perdas acumuladas por Wall Street no período. Enquanto Angela Merkel, chanceler alemã, pedia uma expansão dos poderes do fundo europeu de resgate para evitar o calote da Grécia, o mercado se mostrou cético quanto a uma solução.

Com a queda do preço das commodities, ações de empresas ligadas à produção se desvalorizaram. Os papéis da Mitsui Mining & Smelting recuaram 6,25% ao fim do dia, enquanto os da Mitsui & Co., que foca no comércio exterior, tiveram queda de 0,55% em seus ativos. No setor financeiro, o pior desempenho ficou com os do Shinsei Bank, com baixa de 4,88%.

No entanto, com uma retração de 12,3%, os da Nippon Electric Glass, que fabrica vidros para telas de LCD, se destacam, refletindo a queda nas projeções de lucro para o primeiro semestre fiscal – entre abril e setembro – por causa da baixa demanda pelo mundo por produtos em geral.


Fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2217478-bolsas+asia+recuam+com+pessimismo+relacao+divida+europa

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ALL registra lucro líquido de R$ 185,6 milhões, alta de 19,9% sobre 2T10

SÃO PAULO - A ALL Logística (ALLL3) divulgou na manhã desta terça-feira (9) um crescimento de 19,9% do lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano anterior, aos R$ 185,6 milhões.

Segundo a companhia, tal desempenho é explicado pela elevação do volume ferroviário no Brasil, o qual cresceu 9,6% no trimestre. Conforme o diretor-presidente da companhia, Paulo Basílio, escreve em relatório de divulgação do resultado, tal incremento permitiu "fortes ganhos de participação de mercado no segmento de commodities agrícolas e uma melhora na produtividade do nosso material rodante, que aumentou a capacidade total de transporte em nossa malha ferroviária".

Segundo o balanço da empresa, o Ebitda referente ao segmento de commodities agrícolas registrou um avanço de 47,5%, aos R$ 361,5 milhões. Enquanto isso, a linha produtos industriais marcou alta de 2,5% e a serviços rodoviários, decréscimo de 0,1%.

Deste modo, considerando-se apenas a ALL Operações Ferroviárias e Rodoviárias, o lucro líquido foi de R$ 182,4 milhões, um salto de 19,2% na comparação trimestral. Já a Brado Logística - em seu primeiro trimestre de fase operacional - marcou um salto de 78,2% no lucro líquido, aos R$ 3,2 milhões.

Ganhos de produtividade
Por fim, Basílio ressalta que, apesar das taxas de juros e despesas financeiras mais elevadas, o trimestre também foi marcado por ganhos de produtividade e de participação de mercado no negócio ferroviário, além de melhorias no fluxo de caixa, o qual foi impulsionado pelo crescimento do Ebitda e por menores necessidades de capital de giro, e pela criação da Ritmo Logística.

Queda das bolsas não abala EBX, diz Eike

São Paulo - O bilionário Eike Batista disse na segunda-feira que o seu grupo EBX, que atua nos setores de energia, mineração e transporte, continua sólido e possui um caixa "abundante" para realizar seus investimentos, apesar da queda no valor das suas ações nos últimos dias.

Eike, homem mais rico do Brasil e oitavo do mundo, afirmou que as empresas do grupo EBX estão sendo punidas por investidores porque a maior parte delas ainda está no estágio de implantação, sem gerar faturamento.

O grupo EBX tem cinco empresas operando na Bovespa, e o valor somado delas diminuiu cerca de 7,3 bilhões de reais na segunda-feira, quando o índice caiu 8,08 por cento. Foi a maior queda desde 22 de outubro de 2008.

Eike, dono de mais de dois terços das ações da EBX, disse que está encarando os prejuízos com naturalidade. A EBX e suas subsidiárias têm 11,5 bilhões de dólares em caixa, afirmou ele numa entrevista telefônica, e devem começar a produzir petróleo e eletricidade até o final do ano.

"Não há nada que eu possa fazer a respeito do fato de estarmos pré-operacionais", disse Eike. "Mas, embora ainda não tenhamos produção, não somos exatamente uma empresa júnior, e pretendemos levar nossos investimentos adiante."

As empresas do grupo EBX, que devem investir 15,5 bilhões de dólares em 2011 e 2012, estiveram entre as maiores baixas registradas na Bovespa. A OGX teve queda de 16,3 por cento, com forte volume de ações negociadas. Em uma semana, essa empresa, que representa mais de dois terços da capitalização de mercado do grupo, perdeu quase um terço do seu valor.

A LLX, de logística, registrou baixa de 14,6 por cento, enquanto a MMX Mineração e Metálicos, voltada para a produção de minério de ferro, teve queda de 9,7 por cento.

Mantega diz que mercado perdeu confiança na recuperação global

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta segunda-feira que, se houver um agravamento na guerra cambial, o Brasil terá de tomar mais medidas para impedir que a economia brasileira seja "atacada". Além disso, ele afirmou que o governo tem como fornecer crédito ao mercado interno caso as fontes externas sequem.

"Temos reservas fiscal e monetária muito maiores do que tínhamos (na crise de 2008), então, um ataque cambial não vai haver aqui", disse Mantega a jornalistas após participar de reunião de coordenação com presidente Dilma Rousseff. "Já temos alguns instrumentos para controlar o câmbio se houver algun exagero...nós vamos atuar nos derivativos com mais força, como já estamos começando a atuar."

"Se faltar crédito para o comércio internacional, nós vamos usar as reservas (internacionais). Se faltar crédito no mercado interno, nós temos os bancos privados e públicos", disse, acrescentando que se os Estados Unidos decidirem fazer outro programa de "quatitative easing", seria ruim para o Brasil.

O ministro reconheceu que o Brasil não está imune à crise internacional e que haverá consequências, mas salientou que o país está melhor preparado.

"O Brasil está preparado, mas não está imune... E aí nós temos de estar prontos para reagir e não deixar que a economia brasileira seja afetada", afirmou o ministro.

Força-tarefa para acalmar mercados

Mantega disse ainda que os mercados perderam a confiança na recuperação na economia mundial e que há avaliações de que ela poderia até mesmo caminhar para uma recessão. O ministro criticou ainda os líderes europeus pela demora na resolução de seus problemas fiscais internos.

Segundo o ministro, apesar do rebaixamento do rating dos Estados Unidos pela Standard & Poor's, de "AAA" para "AA+" na sexta-feira, os mercados continuam fugindo para a segurança financeira, o que explica a forte queda da bolsa brasileira nesta tarde . Ou seja, para os títulos públicos norte-americanos, conhecidos como Treasuries.

"Confio na solidez da moeda norte-americana. É claro que eles têm de resolver vários problemas. O principal é a recuperação econômica", afirmou ele.

Os comentários de Mantega foram os últimos de uma espécie de força-tarefa do governo para acalmar os mercados nesta segunda-feira. No início da tarde, a presidente Dilma Rousseff garantiu que o país tem reservas fortes, bancos robustos e um mercado interno forte, condições importantes para enfrentar a crise.

Em entrevista à Reuters, o diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Mendes, também fez coro ao afirmar que descartava uma disparada do dólar e um aperto no crédito como ocorreu em 2008.

Já o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Coporativos do BC, Luiz Awazu Pereira, disse a jornalistas que o governo está tratando a turbulência internacional com "sangue frio".