A emissão de 286 milhões de ações ordinárias deve render o equivalente a R$ 8,6 bilhões ao Banco do Brasil, considerando-se a média diária das cotações no mês de abril, como determina o decreto de autorização do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para o aumento de capital, publicado na noite de ontem (27) em edição especial do Diário Oficial da União.
Mas, como existe intenção de ofertar mais 70,849 milhões de ações secundárias, no valor aproximado de R$ 1,17 bilhão, a captação total vai superar R$ 9,7 bilhões. Mas isso é apenas cálculo primário, uma vez que o preço final das ações só será divulgado no final de junho, depois que o BB fizer a coleta de intenções de investimento, que deve começar no próximo dia 11.
O decreto autoriza a venda pública das ações, mas ressalta a manutenção do controle da União, com no mínimo 50% mais uma ação do capital votante. Por essa razão, a União mantém a titularidade sobre as 60 milhões de ações ordinárias do BB, depositadas no Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privada FGP) para subscrição de cotas do Fundo de Garantia a Empreendimentos de Energia Elétrica (FGEE), mas não foram usadas.
Observada a equivalência econômica da operação, também está autorizada a emissão de títulos públicos em substituição de até 90 milhões de ações ordinárias do BB, de propriedade da União e detidas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE). O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está autorizado a negociar até 63 milhões desses papéis.
Também é permitida a cessão sem ônus do direito de preferência da União para a subscrição de ações para o Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE), no qual estão depositados os recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB), estimados em R$ 17 bilhões.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Vale fará novo aumento do minério de ferro
Três meses depois de dobrar o preço do minério de ferro, a Vale vai aplicar um novo reajuste, na casa dos 35%, segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo. O novo preço passa a vigorar em 1º de julho, seguindo a política de revisão trimestral de preços adotada este ano pela mineradora.
Um quinto de todo o aço produzido no mundo é feito com minério da Vale. Por isso, a decisão da empresa é aguardada com ansiedade. Procurada, a mineradora não quis falar sobre números, mas explicou as razões do reajuste. "Neste segundo trimestre nossos preços ficaram bem abaixo dos praticados no mercado à vista da China. Pela atual fórmula de correção, nossa expectativa é recuperar grande parte dessa defasagem no próximo trimestre que começa em julho", afirmou José Carlos Martins, diretor executivo da Vale.
Na prática, a mineradora está correndo atrás dos preços praticados na China, que dispararam este ano. No mês passado, quando a cotação do minério de ferro no mercado chinês bateu em US$ 189,50 a tonelada, a mineradora brasileira vendia seu produto por cerca de US$ 110 - preço fixado por ela para o trimestre de abril a junho. Agora, a empresa quer tirar a diferença. "O reajuste trimestral é mais justo", afirma Martins. "Até então, os contratos definiam um valor anual e ele não mudava mesmo que o preço no mercado disparasse. Agora, se a cotação do mercado subir, a gente aumenta. Se cair, a gente baixa." O tamanho exato desse próximo reajuste será definido na terça-feira, depois do fechamento do trimestre março/maio.
Os movimentos da Vale produzem impactos fortes na economia. De um lado, o reajuste no preço do minério de ferro vai para o aço e de lá para produtos de consumo como carros e eletrodomésticos. O aumento do minério no começo do ano foi apontado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) como um dos principais responsáveis pela alta do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que subiu 1,19% em maio em relação a abril. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Um quinto de todo o aço produzido no mundo é feito com minério da Vale. Por isso, a decisão da empresa é aguardada com ansiedade. Procurada, a mineradora não quis falar sobre números, mas explicou as razões do reajuste. "Neste segundo trimestre nossos preços ficaram bem abaixo dos praticados no mercado à vista da China. Pela atual fórmula de correção, nossa expectativa é recuperar grande parte dessa defasagem no próximo trimestre que começa em julho", afirmou José Carlos Martins, diretor executivo da Vale.
Na prática, a mineradora está correndo atrás dos preços praticados na China, que dispararam este ano. No mês passado, quando a cotação do minério de ferro no mercado chinês bateu em US$ 189,50 a tonelada, a mineradora brasileira vendia seu produto por cerca de US$ 110 - preço fixado por ela para o trimestre de abril a junho. Agora, a empresa quer tirar a diferença. "O reajuste trimestral é mais justo", afirma Martins. "Até então, os contratos definiam um valor anual e ele não mudava mesmo que o preço no mercado disparasse. Agora, se a cotação do mercado subir, a gente aumenta. Se cair, a gente baixa." O tamanho exato desse próximo reajuste será definido na terça-feira, depois do fechamento do trimestre março/maio.
Os movimentos da Vale produzem impactos fortes na economia. De um lado, o reajuste no preço do minério de ferro vai para o aço e de lá para produtos de consumo como carros e eletrodomésticos. O aumento do minério no começo do ano foi apontado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) como um dos principais responsáveis pela alta do Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que subiu 1,19% em maio em relação a abril. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Cosan investe R$ 1 bilhão em nova usina de etanol
Nova unidade terá capacidade de produzir 370 milhões de litros de etanol por safra.
A Cosan, um dos maiores grupos mundiais do setor sucroalcooleiro, inaugurou hoje (27/5) em Jataí (GO) o que a empresa considera ser a mais moderna usina de etanol do mundo. Cerca de um bilhão de reais foram investidos na nova unidade, entre as áreas agrícola, industrial e administrativa. Desse montante, 639 milhões de reais foram financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A nova planta terá capacidade de produzir 370 milhões de litros de etanol por safra e também fará a co-geração de energia elétrica proveniente do bagaço e da palha da cana, com potência instalada de 105 megawatts de energia elétrica. O excedente dessa produção será vendido pela companhia. "A empresa utilizará nesta unidade a mais moderna tecnologia disponível empregada no campo e no processo industrial", afirmou Rubens Ometto, presidente do conselho de administração da Cosan em comunicado oficial.
Cerca de 6.000 empregos diretos e indiretos serão gerados pela nova usina na região, quando estiver em pleno funcionamento. Atualmente, mais de 1.500 funcionários diretos já estão trabalhando no local.
A produção de cana-de-açúcar, por exemplo, será realizada em grande parte por meio de fornecedores da região. O escoamento da produção aproveitará os sistemas modais, por meio de hidrovia, rodovia e ferrovia. O álcool seguirá por hidrovia de São Simão (GO) até Anhembi (SP) ou Pederneiras (SP), onde será escoado pelos sistemas ferroviário e rodoviário até Paulínia (SP).
A Cosan, um dos maiores grupos mundiais do setor sucroalcooleiro, inaugurou hoje (27/5) em Jataí (GO) o que a empresa considera ser a mais moderna usina de etanol do mundo. Cerca de um bilhão de reais foram investidos na nova unidade, entre as áreas agrícola, industrial e administrativa. Desse montante, 639 milhões de reais foram financiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A nova planta terá capacidade de produzir 370 milhões de litros de etanol por safra e também fará a co-geração de energia elétrica proveniente do bagaço e da palha da cana, com potência instalada de 105 megawatts de energia elétrica. O excedente dessa produção será vendido pela companhia. "A empresa utilizará nesta unidade a mais moderna tecnologia disponível empregada no campo e no processo industrial", afirmou Rubens Ometto, presidente do conselho de administração da Cosan em comunicado oficial.
Cerca de 6.000 empregos diretos e indiretos serão gerados pela nova usina na região, quando estiver em pleno funcionamento. Atualmente, mais de 1.500 funcionários diretos já estão trabalhando no local.
A produção de cana-de-açúcar, por exemplo, será realizada em grande parte por meio de fornecedores da região. O escoamento da produção aproveitará os sistemas modais, por meio de hidrovia, rodovia e ferrovia. O álcool seguirá por hidrovia de São Simão (GO) até Anhembi (SP) ou Pederneiras (SP), onde será escoado pelos sistemas ferroviário e rodoviário até Paulínia (SP).
Rússia suspende compra de carne bovina de 8 frigoríficos brasileiros
A Rússia suspendeu temporariamente as importações de carne bovina de oito unidades frigoríficas do Brasil, sendo três pertencentes à JBS Friboi e três da Marfrig Alimentos. A informação foi publicada nesta quinta-feira, 27, no site do Serviço Federal Veterinário e Fitossanitário da Rússia na internet e confirmada pelo Ministério da Agricultura do Brasil, que recebeu nesta quarta notificação das autoridades russas.
De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, a Rússia não aponta problemas sanitários para a restrição, mas diz apenas que os frigoríficos não estão completamente adequados às exigências impostas por aquele país para importação de carne bovina, sem especificar quais são elas.
Ainda segundo a assessoria do ministério, o comunicado do governo russo informa que, das 29 unidades visitadas durante a última missão ao País, oito tiveram as compras suspensas.
As unidades da JBS que integram a lista estão localizadas em Andradina (SP), Maringá (PR) e Pedra Preta (MT). Já as unidades da Marfrig estão em Capão do Leão (RS), Paranatinga (MT) e Promissão (SP). Também foram interrompidas as importações dos frigoríficos Rodopa, em Santa Fé do Sul (SP), e do Riosulense, em Rio do Sul (SC).
O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec), Otávio Cançado, reclamou da falta de clareza da Rússia na interrupção das compras de alguns frigoríficos brasileiros. "Essa falta de transparência nos remete imediatamente a uma medida protecionista sem embasamento sanitário técnico", disse.
De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, a Rússia não aponta problemas sanitários para a restrição, mas diz apenas que os frigoríficos não estão completamente adequados às exigências impostas por aquele país para importação de carne bovina, sem especificar quais são elas.
Ainda segundo a assessoria do ministério, o comunicado do governo russo informa que, das 29 unidades visitadas durante a última missão ao País, oito tiveram as compras suspensas.
As unidades da JBS que integram a lista estão localizadas em Andradina (SP), Maringá (PR) e Pedra Preta (MT). Já as unidades da Marfrig estão em Capão do Leão (RS), Paranatinga (MT) e Promissão (SP). Também foram interrompidas as importações dos frigoríficos Rodopa, em Santa Fé do Sul (SP), e do Riosulense, em Rio do Sul (SC).
O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne Bovina (Abiec), Otávio Cançado, reclamou da falta de clareza da Rússia na interrupção das compras de alguns frigoríficos brasileiros. "Essa falta de transparência nos remete imediatamente a uma medida protecionista sem embasamento sanitário técnico", disse.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Santander Brasil quer ter 1 milhão de empresas clientes até 2012
Serão contratados 1,7 mil gerentes para atuar no setor.
O Santander Brasil deflagrou uma ofensiva na área de pequenas e médias empresas (PME), dentro de seu plano de dobrar sua base de clientes pessoa jurídica para 1 milhão até 2012.
A companhia está contratando até o final do mês que vem 500 novos gerentes exclusivamente para atuar no segmento. É a primeira fase do objetivo de acrescentar um exército de 1,7 mil desses profissionais nos próximos três anos.
O pano de fundo desse esforço é a avaliação de que a fatia do setor de PMEs na carteira de crédito total ainda é tímido na comparação com outros gigantes do varejo bancário no país. No final do primeiro trimestre, respondia por 22 por cento dos 139,9 bilhões de reais dos financiamentos do Santander Brasil.
"Com o PIB brasileiro crescendo a uma taxa anual de 4 a 5 por cento nos próximos anos, esse é um dos segmentos que mais deve crescer", disse à Reuters o diretor da área de pequenas e médias empresas do Santander Brasil, Ede Viani.
O plano é virar rapidamente um jogo no qual o banco não tem se saído nada bem. No espaço de 12 meses encerrado em março, em meio aos reflexos da crise internacional, a carteira de crédito da instituição para o middle market encolheu 6,7 por cento.
A expectativa é que já este ano a expansão da carteira de PME inicie um ciclo de crescimento anual de 20 a 25 por cento que continuará até 2012.
"Os resultados devem começar a aparecer já no segundo semestre", disse Viani, que prevê um gradual aumento da fatia do segmento na carteira de crédito total nos próximos anos, mas sem arriscar um número.
A tática é aproveitar-se da consolidação ocorrida no varejo bancário do país nos últimos anos. O movimento fez com que milhares de empresas que tinham contas em bancos diferentes passassem a ter suas operações financeiras com apenas uma instituição.
"A maioria das empresas prefere operar com mais de um banco", disse Viani.
Em outra frente, uma das cartadas do banco para conquistar novos clientes é por meio da área de cartões, setor no qual passou a atuar como adquirente com a GetNet.
O Santander Brasil começou a operar no ramo no mês passado, segundo Viani, passando a ser rival da Redecard. Em julho, com o fim da exclusividade da Cielo, os terminais do Santander Brasil passarão também a aceitar os cartões de crédito e de débito da Visa.
O raciocínio do Santander é que por ser o único banco a ter 100 por cento do controle de uma rede adquirente, tem mais condições de oferecer pacotes de descontos de tarifas para lojistas. E esse discurso, disse Viani, já começa a dar resultado. "Em um mês de operação, já vendemos 25 mil terminais."
Para Viani, a nova estratégia resulta do processo de integração entre Santander, que detém uma plataforma tecnológica que permite maior controle da inadimplência nas operações de crédito, e Banco Real, instituição especializada em PME comprada pelo banco espanhol em 2007.
O Santander Brasil deflagrou uma ofensiva na área de pequenas e médias empresas (PME), dentro de seu plano de dobrar sua base de clientes pessoa jurídica para 1 milhão até 2012.
A companhia está contratando até o final do mês que vem 500 novos gerentes exclusivamente para atuar no segmento. É a primeira fase do objetivo de acrescentar um exército de 1,7 mil desses profissionais nos próximos três anos.
O pano de fundo desse esforço é a avaliação de que a fatia do setor de PMEs na carteira de crédito total ainda é tímido na comparação com outros gigantes do varejo bancário no país. No final do primeiro trimestre, respondia por 22 por cento dos 139,9 bilhões de reais dos financiamentos do Santander Brasil.
"Com o PIB brasileiro crescendo a uma taxa anual de 4 a 5 por cento nos próximos anos, esse é um dos segmentos que mais deve crescer", disse à Reuters o diretor da área de pequenas e médias empresas do Santander Brasil, Ede Viani.
O plano é virar rapidamente um jogo no qual o banco não tem se saído nada bem. No espaço de 12 meses encerrado em março, em meio aos reflexos da crise internacional, a carteira de crédito da instituição para o middle market encolheu 6,7 por cento.
A expectativa é que já este ano a expansão da carteira de PME inicie um ciclo de crescimento anual de 20 a 25 por cento que continuará até 2012.
"Os resultados devem começar a aparecer já no segundo semestre", disse Viani, que prevê um gradual aumento da fatia do segmento na carteira de crédito total nos próximos anos, mas sem arriscar um número.
A tática é aproveitar-se da consolidação ocorrida no varejo bancário do país nos últimos anos. O movimento fez com que milhares de empresas que tinham contas em bancos diferentes passassem a ter suas operações financeiras com apenas uma instituição.
"A maioria das empresas prefere operar com mais de um banco", disse Viani.
Em outra frente, uma das cartadas do banco para conquistar novos clientes é por meio da área de cartões, setor no qual passou a atuar como adquirente com a GetNet.
O Santander Brasil começou a operar no ramo no mês passado, segundo Viani, passando a ser rival da Redecard. Em julho, com o fim da exclusividade da Cielo, os terminais do Santander Brasil passarão também a aceitar os cartões de crédito e de débito da Visa.
O raciocínio do Santander é que por ser o único banco a ter 100 por cento do controle de uma rede adquirente, tem mais condições de oferecer pacotes de descontos de tarifas para lojistas. E esse discurso, disse Viani, já começa a dar resultado. "Em um mês de operação, já vendemos 25 mil terminais."
Para Viani, a nova estratégia resulta do processo de integração entre Santander, que detém uma plataforma tecnológica que permite maior controle da inadimplência nas operações de crédito, e Banco Real, instituição especializada em PME comprada pelo banco espanhol em 2007.
Itaú deve pagar US$ 903,6 mi por participação do BofA
O grupo de Investimentos Itaú S.A. (Itaúsa) anunciou hoje que pagará US$ 903,6 milhões pelas ações ordinárias que o Bank of America (BofA) tem do Itaú-Unibanco, o maior banco privado do país.
O grupo informou em um comunicado enviado à Bolsa de Valores de São Paulo que a aquisição lhe permitirá elevar sua participação no Itaú-Unibanco dos atuais 35,43% para 36,68%.
O negócio coloca o Itaúsa como o segundo maior acionista do Itaú-Unibanco, que é controlado (51% das ações ordinárias) pelo Itaú Unibanco Participações (Iupar), o grupo resultante da fusão há dois anos dos controladores dos bancos Itaú e Unibanco.
A negociação inclui os 56,5 milhões de ações ordinárias que o Bank of America tem do Itaú-Unibanco, considerado o maior banco privado da América Latina e que representam cerca de 2,47% do capital votante da instituição.
O acordo de venda foi divulgado no dia 18 de maio, mas o valor final das ações só foi anunciado hoje, depois que uma oferta secundária permitiu estabelecer o preço das American Depositary Share (ADS) que o Bank of America tem do Itaú-Unibanco.
O BofA, que ainda possui 8,26% das ações preferenciais (sem direito a voto) do Itaú-Unibanco, se tornou acionista do maior banco privado brasileiro em maio de 2006, quando obteve ações do Itaú em troca das operações que o BankBoston tinha no Brasil, sob seu controle.
A venda das ações do Itaú-Unibanco foi outra das ferramentas adotadas pelo Bank of America para superar os problemas que enfrenta desde 2008 devido à crise financeira e que obrigou o Governo dos Estados Unidos a lhe fazer um empréstimo milionário.
O Bank of America também pôs à venda 8,4% das ações preferenciais do banco brasileiro, mas a negociação ainda depende de uma oferta secundária da ADS na Bolsa de Nova York.
Para financiar parte da aquisição, o Itaúsa fez uma emissão de bônus simples no valor de RS$ 1,4 bilhões.
No primeiro trimestre do ano o Itaú-Unibanco obteve um lucro líquido de RS$ 3,234 bilhões, o maior já obtido no período por uma entidade bancária privada no Brasil.
Segundo seu último balanço, os ativos totais do banco chegaram no final de março a RS$ 634,663 bilhões, com um crescimento de 1,6% frente ao mesmo mês do ano passado.
O grupo informou em um comunicado enviado à Bolsa de Valores de São Paulo que a aquisição lhe permitirá elevar sua participação no Itaú-Unibanco dos atuais 35,43% para 36,68%.
O negócio coloca o Itaúsa como o segundo maior acionista do Itaú-Unibanco, que é controlado (51% das ações ordinárias) pelo Itaú Unibanco Participações (Iupar), o grupo resultante da fusão há dois anos dos controladores dos bancos Itaú e Unibanco.
A negociação inclui os 56,5 milhões de ações ordinárias que o Bank of America tem do Itaú-Unibanco, considerado o maior banco privado da América Latina e que representam cerca de 2,47% do capital votante da instituição.
O acordo de venda foi divulgado no dia 18 de maio, mas o valor final das ações só foi anunciado hoje, depois que uma oferta secundária permitiu estabelecer o preço das American Depositary Share (ADS) que o Bank of America tem do Itaú-Unibanco.
O BofA, que ainda possui 8,26% das ações preferenciais (sem direito a voto) do Itaú-Unibanco, se tornou acionista do maior banco privado brasileiro em maio de 2006, quando obteve ações do Itaú em troca das operações que o BankBoston tinha no Brasil, sob seu controle.
A venda das ações do Itaú-Unibanco foi outra das ferramentas adotadas pelo Bank of America para superar os problemas que enfrenta desde 2008 devido à crise financeira e que obrigou o Governo dos Estados Unidos a lhe fazer um empréstimo milionário.
O Bank of America também pôs à venda 8,4% das ações preferenciais do banco brasileiro, mas a negociação ainda depende de uma oferta secundária da ADS na Bolsa de Nova York.
Para financiar parte da aquisição, o Itaúsa fez uma emissão de bônus simples no valor de RS$ 1,4 bilhões.
No primeiro trimestre do ano o Itaú-Unibanco obteve um lucro líquido de RS$ 3,234 bilhões, o maior já obtido no período por uma entidade bancária privada no Brasil.
Segundo seu último balanço, os ativos totais do banco chegaram no final de março a RS$ 634,663 bilhões, com um crescimento de 1,6% frente ao mesmo mês do ano passado.
Como a Rossi quer mais do que dobrar de tamanho em dois anos
Vice-presidente financeiro da construtora, Cássio Audi, explica como a empresa quer aumentar em 125% o volume de lançamentos nesse período.
Os brasileiros nunca compraram tantos imóveis como hoje. A facilidade de crédito, os juros baixos e programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida são os grandes responsáveis por manter aquecido o consumo no setor. Tanto movimento faz com que as construtoras e incorporadoras brasileiras também se mexam para atender a alta demanda. A paulista Rossi, por exemplo, já colhe os resultados desse crescimento. Só no primeiro trimestre do ano, a empresa lançou 22 empreendimentos no primeiro trimestre que representam vendas potenciais de 722 milhões de reais, um salto de 350% em relação ao mesmo período do ano anterior.
"Queremos crescer 125% em lançamentos nos próximos dois anos", disse à EXAME.com o vice-presidente financeiro da Rossi Cássio Audi. Para alcançar essa meta, a construtora e incorporadora investirá em parcerias com empresas menores. Nesta semana, a Rossi anunciou uma joint-venture com a mato-grossense GMS, que marca a estreia da empresa paulista na região. A estratégia visa fortalecer a posição da Rossi no mercado frente a gigantes como PDG Agre e Cyrela. "Queremos estar presente em diversas cidades do país com produtos para todas as faixas de renda", repetiu Audi, diversas vezes, como um mantra. Os detalhes, é claro, são mantidos em segredo, mas nesta entrevista ele indica as direções dos negócios da Rossi para os próximos anos.
Há 880,8 milhões de reais no caixa da Rossi, 316% acima do valor registrado no primeiro trimestre. Como isso será investido?
Audi - A maior parte dos recursos será utilizada para aquisição de terrenos. Cerca de 55% do capital que conseguimos com a oferta de ações do ano passado será direcionada para isso. A localização dos terrenos ainda será avaliada. Pode ser através de parcerias ou não. Estamos analisando.
A fusão entre a PDG e a Agre altera a estratégia da construtora?
Audi - Não. É um setor que cresce bastante e cada empresa tem uma estratégia para fazer frente a essa demanda. O anúncio de nossa mais recente joint-venture com a GMS reforça que manteremos nossa estratégia de parcerias e de diversificação de cidades e renda.
Por que a Rossi resolveu fazer a parceria com a imobiliária mato-grossense GMS?
Audi - Nossa estratégia é diversificar as cidades onde estamos presentes. A joint-venture com a GMS marca nossa entrada no mercado do Mato Grosso. Seria muito arriscado entrar numa região que não conhecemos muito bem, por isso firmamos a parceria com a GMS. Ela traz 500 milhões de reais em vendas nos próximos dois anos. Foi boa oportunidade, por ter um ótimo banco de terrenos na região e também contribuir com a mão-de-obra. No ano passado, também firmamos uma parceria com a Capital Construtora, de Manaus. De lá, esperamos vendas de até 2 bilhões de reais nos próximos dois anos.
A participação fica dividida em 30% para a GMS e 70% para a Rossi. Pretendem aumentar esse valor?
Audi - Ele pode crescer, mas não está em nossos planos agora. Se tudo correr dentro do esperado, pretendemos explorar outras alternativas com a companhia.
Haverá mais parcerias com construtoras menores?
Audi - Nós temos conversado com alguns construtores médios e pequenos que, eventualmente, podem se associar a nós. As joint-ventures nos tomam pouco caixa, por isso são interessantes também. Nós somos parceiros de 83 construtores no Brasil, e esse número pode aumentar. Temos uma cultura colaborativa. Mas também podemos entrar sozinhos em algum mercado que acharmos que valha a pena.
A diversificação regional da Rossi é também uma resposta ao mercado competitivo de São Paulo?
Audi - A diversificação geográfica é uma estratégia para diminuir riscos. Na nossa visão, a centralização em grandes cidades é problemática por conta da competição. Estamos presentes em 73 cidades e queremos chegar a até 123. Há muito onde crescer.
Onde, por exemplo?
Audi - Projetos em novas cidades ainda estão em estudo.
O que faz uma cidade ser interessante para a Rossi investir?
Audi - Não posso dar detalhes, mas um fator que levamos em consideração é o número de habitantes. As cidades têm de ter, no mínimo, 200.000 pessoas.
O segmento de baixa renda é prioridade para a construtora?
Audi - Por conta das boas condições de mercado e com o projeto Minha Casa Minha Vida, temos aumentado a exposição em baixa renda. No ano passado, por exemplo, 48% dos lançamentos foram para esse segmento a maioria para o programa do governo. Há uma demanda muito forte há vários anos, então vamos continuar investindo nisso. Do nosso plano, os lançamentos de baixa renda devem representar entre 50% e 55% neste ano e em 2011. Temos também o Vila Flora, em Sumaré, Votorantim e Hortolândia (cidades próximas à Campinas, em São Paulo, que é um novo pólo imobiliário). Cada conjunto tem cerca de 3.500 unidades. O de Sumaré está 100% entregue, e as vendas dos outros estão indo muito bem. A outra metade vai estar bem distribuída nas outras faixas de renda.
A Rossi lançou, no ano passado, o Central Parque, um bairro planejado de alto padrão no Rio Grande do Sul. Esse tipo de empreendimento poderá ser feito em outras cidades?
Audi - Identificamos que existe mercado para projetos como esse no sul. Por enquanto, não sabemos de outros. Lançamos a parte de casas e vendemos praticamente tudo do Central Parque.
O investidor americano Sam Zell anunciou recentemente que deseja aumentar sua participação no mercado imobiliário do país. Seria uma associação interessante para a Rossi?
Audi - É algo positivo. Se ele julgar interessante se associar a uma empresa com esses planos, será ótimo. Como empresa de capital aberto, não temos preferência por um investidor ou outro.
A Tecnisa e a Cury passaram a aceitar pagamento parcelado dos imóveis em cartões. A Rossi estuda essa possibilidade?
Audi - Estamos avaliando. Sempre estudamos diversas formas de pagamento. Para os imóveis do segmento econômico, talvez não seja tão interessante, porque está ligado ao financiamento da Caixa. Mas se houver a necessidade de investir nessa tecnologia para as outras faixas de renda, não haverá problema.
Os brasileiros nunca compraram tantos imóveis como hoje. A facilidade de crédito, os juros baixos e programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida são os grandes responsáveis por manter aquecido o consumo no setor. Tanto movimento faz com que as construtoras e incorporadoras brasileiras também se mexam para atender a alta demanda. A paulista Rossi, por exemplo, já colhe os resultados desse crescimento. Só no primeiro trimestre do ano, a empresa lançou 22 empreendimentos no primeiro trimestre que representam vendas potenciais de 722 milhões de reais, um salto de 350% em relação ao mesmo período do ano anterior.
"Queremos crescer 125% em lançamentos nos próximos dois anos", disse à EXAME.com o vice-presidente financeiro da Rossi Cássio Audi. Para alcançar essa meta, a construtora e incorporadora investirá em parcerias com empresas menores. Nesta semana, a Rossi anunciou uma joint-venture com a mato-grossense GMS, que marca a estreia da empresa paulista na região. A estratégia visa fortalecer a posição da Rossi no mercado frente a gigantes como PDG Agre e Cyrela. "Queremos estar presente em diversas cidades do país com produtos para todas as faixas de renda", repetiu Audi, diversas vezes, como um mantra. Os detalhes, é claro, são mantidos em segredo, mas nesta entrevista ele indica as direções dos negócios da Rossi para os próximos anos.
Há 880,8 milhões de reais no caixa da Rossi, 316% acima do valor registrado no primeiro trimestre. Como isso será investido?
Audi - A maior parte dos recursos será utilizada para aquisição de terrenos. Cerca de 55% do capital que conseguimos com a oferta de ações do ano passado será direcionada para isso. A localização dos terrenos ainda será avaliada. Pode ser através de parcerias ou não. Estamos analisando.
A fusão entre a PDG e a Agre altera a estratégia da construtora?
Audi - Não. É um setor que cresce bastante e cada empresa tem uma estratégia para fazer frente a essa demanda. O anúncio de nossa mais recente joint-venture com a GMS reforça que manteremos nossa estratégia de parcerias e de diversificação de cidades e renda.
Por que a Rossi resolveu fazer a parceria com a imobiliária mato-grossense GMS?
Audi - Nossa estratégia é diversificar as cidades onde estamos presentes. A joint-venture com a GMS marca nossa entrada no mercado do Mato Grosso. Seria muito arriscado entrar numa região que não conhecemos muito bem, por isso firmamos a parceria com a GMS. Ela traz 500 milhões de reais em vendas nos próximos dois anos. Foi boa oportunidade, por ter um ótimo banco de terrenos na região e também contribuir com a mão-de-obra. No ano passado, também firmamos uma parceria com a Capital Construtora, de Manaus. De lá, esperamos vendas de até 2 bilhões de reais nos próximos dois anos.
A participação fica dividida em 30% para a GMS e 70% para a Rossi. Pretendem aumentar esse valor?
Audi - Ele pode crescer, mas não está em nossos planos agora. Se tudo correr dentro do esperado, pretendemos explorar outras alternativas com a companhia.
Haverá mais parcerias com construtoras menores?
Audi - Nós temos conversado com alguns construtores médios e pequenos que, eventualmente, podem se associar a nós. As joint-ventures nos tomam pouco caixa, por isso são interessantes também. Nós somos parceiros de 83 construtores no Brasil, e esse número pode aumentar. Temos uma cultura colaborativa. Mas também podemos entrar sozinhos em algum mercado que acharmos que valha a pena.
A diversificação regional da Rossi é também uma resposta ao mercado competitivo de São Paulo?
Audi - A diversificação geográfica é uma estratégia para diminuir riscos. Na nossa visão, a centralização em grandes cidades é problemática por conta da competição. Estamos presentes em 73 cidades e queremos chegar a até 123. Há muito onde crescer.
Onde, por exemplo?
Audi - Projetos em novas cidades ainda estão em estudo.
O que faz uma cidade ser interessante para a Rossi investir?
Audi - Não posso dar detalhes, mas um fator que levamos em consideração é o número de habitantes. As cidades têm de ter, no mínimo, 200.000 pessoas.
O segmento de baixa renda é prioridade para a construtora?
Audi - Por conta das boas condições de mercado e com o projeto Minha Casa Minha Vida, temos aumentado a exposição em baixa renda. No ano passado, por exemplo, 48% dos lançamentos foram para esse segmento a maioria para o programa do governo. Há uma demanda muito forte há vários anos, então vamos continuar investindo nisso. Do nosso plano, os lançamentos de baixa renda devem representar entre 50% e 55% neste ano e em 2011. Temos também o Vila Flora, em Sumaré, Votorantim e Hortolândia (cidades próximas à Campinas, em São Paulo, que é um novo pólo imobiliário). Cada conjunto tem cerca de 3.500 unidades. O de Sumaré está 100% entregue, e as vendas dos outros estão indo muito bem. A outra metade vai estar bem distribuída nas outras faixas de renda.
A Rossi lançou, no ano passado, o Central Parque, um bairro planejado de alto padrão no Rio Grande do Sul. Esse tipo de empreendimento poderá ser feito em outras cidades?
Audi - Identificamos que existe mercado para projetos como esse no sul. Por enquanto, não sabemos de outros. Lançamos a parte de casas e vendemos praticamente tudo do Central Parque.
O investidor americano Sam Zell anunciou recentemente que deseja aumentar sua participação no mercado imobiliário do país. Seria uma associação interessante para a Rossi?
Audi - É algo positivo. Se ele julgar interessante se associar a uma empresa com esses planos, será ótimo. Como empresa de capital aberto, não temos preferência por um investidor ou outro.
A Tecnisa e a Cury passaram a aceitar pagamento parcelado dos imóveis em cartões. A Rossi estuda essa possibilidade?
Audi - Estamos avaliando. Sempre estudamos diversas formas de pagamento. Para os imóveis do segmento econômico, talvez não seja tão interessante, porque está ligado ao financiamento da Caixa. Mas se houver a necessidade de investir nessa tecnologia para as outras faixas de renda, não haverá problema.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Gradiente pode receber aporte de capital da Petros e Funcef
Fabricante de eletroeletrônicos necessitaria de 130 milhões de reais, segundo fontes do setor.
A Gradiente poderá receber aportes financeiros dos fundos de pensão Petros (dos funcionários da Petrobras) e Funcef (dos empregados da Caixa Econômica Federal), segundo fontes que acompanham o processo de recuperação da fabricante de eletroeletrônicos. Os recursos seriam injetados na Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD). Prevista no plano de recuperação extrajudicial da Gradiente, a empresa será o seu novo braço operacional.
Procurada, a Petros admitiu, por meio da assessoria de imprensa, que está estudando o assunto, embora nenhuma decisão de investimento tenha sido tomada. A Funcef preferiu não se manifestar. A Jabil Eletroeletrônica, instalada em Betim (MG), também estaria negociando sua entrada na CBTD. A companhia atua na montagem de placas de circuito-impresso e na prestação de serviços para o setor de eletroeletrônicos.
De acordo com o plano de recuperação extrajudicial apresentado pela Gradiente em dezembro e aprovado ontem (24/5) pela Justiça, a CBTD receberá aporte de 130 milhões de reais dos investidores para pagar os credores. Desse montante, 68 milhões de reais seriam em capital, e o restante em dívidas. Procurada, a Gradiente também preferiu não se manifestar sobre o assunto.
A Gradiente poderá receber aportes financeiros dos fundos de pensão Petros (dos funcionários da Petrobras) e Funcef (dos empregados da Caixa Econômica Federal), segundo fontes que acompanham o processo de recuperação da fabricante de eletroeletrônicos. Os recursos seriam injetados na Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD). Prevista no plano de recuperação extrajudicial da Gradiente, a empresa será o seu novo braço operacional.
Procurada, a Petros admitiu, por meio da assessoria de imprensa, que está estudando o assunto, embora nenhuma decisão de investimento tenha sido tomada. A Funcef preferiu não se manifestar. A Jabil Eletroeletrônica, instalada em Betim (MG), também estaria negociando sua entrada na CBTD. A companhia atua na montagem de placas de circuito-impresso e na prestação de serviços para o setor de eletroeletrônicos.
De acordo com o plano de recuperação extrajudicial apresentado pela Gradiente em dezembro e aprovado ontem (24/5) pela Justiça, a CBTD receberá aporte de 130 milhões de reais dos investidores para pagar os credores. Desse montante, 68 milhões de reais seriam em capital, e o restante em dívidas. Procurada, a Gradiente também preferiu não se manifestar sobre o assunto.
Carlos Slim decide fundir Embratel e Claro
Reportagem diz que o homem mais rico do mundo vai mudar os planos de suas empresas no Brasil.
O empresário das telecomunicações e homem mais rico do mundo no ranking da revista Forbes, o mexicano Carlos Slim, decidiu fundir suas empresas no Brasil. Em no máximo dois meses e se o plano for aprovado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Claro (telefonia móvel) e Embratel (telefonia fixa) poderão se tornar uma única empresa, cortar custos, ganhar eficiência e começar a oferecer serviços compartilhados aos seus clientes.
Segundo reportagem veiculada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, ao fundir Claro, Embratel e também parte da Net (TV a cabo) na América Móvil, o empresário pretende ganhar mais mercado, oferecendo pacotes "quadriple-play" (telefonia fixa, móvel, TV paga e internet).
Juntas, Claro, Embratel e Net têm hoje mais de 56 milhões de clientes e, no primeiro trimestre deste ano, faturaram mais de 6,5 bilhões de reais e lucraram quase 500 milhões de reais. A sinergia (economia de custo com a fusão entre as empresas) ficaria entre 20% a 30%.
A mudança de planos para o Brasil é semelhante ao que o empresário mexicano já havia feito no seu país de origem. Em janeiro deste ano, Slim comprou a Carso, uma holding que controla a Telmex no México e no exterior, e colocou sob o controle da América Móvil.
Segundo a Folha de S. Paulo, Slim parece estar um pouco descontente com o resultado de suas empresas de telecomunicações no País. Não que elas não tenham dado lucro e não sejam rentáveis, mas porque o bilionário mexicano quer muito mais do mercado brasileiro.
Carlos Slim também está a espera de que o Congresso Nacional aprove a PL 29, projeto de lei que permite as empresas de telecomunicações serem controladas por estrangeiros no Brasil. Se isso acontecer, o bilionário mexicano pretende fechar o capital da Net, que hoje está dividido entre Globo (51%) e Slim (49%), e colocá-la sob o guarda-chuva da América Móvil.
As empresas envolvidas na reportagem decidiram não comentar sobre o assunto.
O empresário das telecomunicações e homem mais rico do mundo no ranking da revista Forbes, o mexicano Carlos Slim, decidiu fundir suas empresas no Brasil. Em no máximo dois meses e se o plano for aprovado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Claro (telefonia móvel) e Embratel (telefonia fixa) poderão se tornar uma única empresa, cortar custos, ganhar eficiência e começar a oferecer serviços compartilhados aos seus clientes.
Segundo reportagem veiculada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, ao fundir Claro, Embratel e também parte da Net (TV a cabo) na América Móvil, o empresário pretende ganhar mais mercado, oferecendo pacotes "quadriple-play" (telefonia fixa, móvel, TV paga e internet).
Juntas, Claro, Embratel e Net têm hoje mais de 56 milhões de clientes e, no primeiro trimestre deste ano, faturaram mais de 6,5 bilhões de reais e lucraram quase 500 milhões de reais. A sinergia (economia de custo com a fusão entre as empresas) ficaria entre 20% a 30%.
A mudança de planos para o Brasil é semelhante ao que o empresário mexicano já havia feito no seu país de origem. Em janeiro deste ano, Slim comprou a Carso, uma holding que controla a Telmex no México e no exterior, e colocou sob o controle da América Móvil.
Segundo a Folha de S. Paulo, Slim parece estar um pouco descontente com o resultado de suas empresas de telecomunicações no País. Não que elas não tenham dado lucro e não sejam rentáveis, mas porque o bilionário mexicano quer muito mais do mercado brasileiro.
Carlos Slim também está a espera de que o Congresso Nacional aprove a PL 29, projeto de lei que permite as empresas de telecomunicações serem controladas por estrangeiros no Brasil. Se isso acontecer, o bilionário mexicano pretende fechar o capital da Net, que hoje está dividido entre Globo (51%) e Slim (49%), e colocá-la sob o guarda-chuva da América Móvil.
As empresas envolvidas na reportagem decidiram não comentar sobre o assunto.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Marfrig adquire O'Kane Poultry, da Irlanda do Norte, por £ 26 milhões
A Marfrig (MRFG3) adquiriu a O’Kane Poultry, companhia localizada na Irlanda do Norte, pela cifra de £ 26 milhões e, de acordo com nota emitida ao mercado, o pagamento ocorrerá em duas parcelas: "£ 13 milhões neste fechamento (25 de maio) e igual quantia em junho de 2011".
Ainda segundo a Marfrig, a aquisição se dará através de suas subsidiárias Marfrig Holdings BV e Moy Park. "O investimento acima será feito com recursos gerados e já disponíveis na Moy Park e substituirá parte da expansão orgânica de capacidade prevista naquela divisão para 2010" informa.
A adquirida
A O’Kane Poultry vai contribuir para a operação europeia da Marfrig em termos da diversificação de produtos e acesso às redes varejistas do Reino Unido. Ela possui capacidade diária de processamento de 120 mil frangos e 5 mil perus e, em 2009 teve faturamento de £ 132 milhões.
Ainda segundo a Marfrig, a aquisição se dará através de suas subsidiárias Marfrig Holdings BV e Moy Park. "O investimento acima será feito com recursos gerados e já disponíveis na Moy Park e substituirá parte da expansão orgânica de capacidade prevista naquela divisão para 2010" informa.
A adquirida
A O’Kane Poultry vai contribuir para a operação europeia da Marfrig em termos da diversificação de produtos e acesso às redes varejistas do Reino Unido. Ela possui capacidade diária de processamento de 120 mil frangos e 5 mil perus e, em 2009 teve faturamento de £ 132 milhões.
Rossi fecha joint-venture no Mato Grosso e aposta em parcerias
A Rossi Residencial fechou uma joint-venture com a GMS Imobiliária e Construtora, do Mato Grosso, com expectativa de lançar 500 milhões de reais em imóveis em dois anos.
Por meio da sociedade, cuja participação da Rossi será de 70 por cento, a incorporadora e construtora ampliará sua atuação para o Estado mato-grossense.
"(O negócio) é mais um passo na estratégia de consolidar 'players' menores e entrar de forma rápida em locais onde não entraríamos sozinhos", disse à Reuters o vice-presidente financeiro da Rossi, Cassio Audi, nesta segunda-feira.
A operação representa a segunda joint-venture da Rossi com empresas de menor porte em regiões do país onde pretende atuar. Em dezembro passado, a incorporadora anunciou uma sociedade com a Capital Construtora, para atuar em Manaus, com lançamentos estimados em 2 bilhões de reais até 2011.
"O banco de terrenos com a Capital é maior do que o de muitas construtoras listadas em bolsa", ressaltou Audi, ao defender o modelo prioritário de crescimento da Rossi, através de joint-ventures ou parcerias.
De acordo com o presidente da Rossi, Heitor Cantergiani, o banco de terrenos da GMS --que está há 30 anos no mercado e já construiu cerca de 800 mil metros quadrados entre obras industriais, comerciais e residenciais-- tem potencial para lançamentos de imóveis em todos os segmentos de renda.
"A associação a empresas menores representa a estratégia de menos risco", afirmou o presidente da Rossi, acrescentando que esse tipo de negócio será priorizado pela companhia nos próximos anos e que outras joint-ventures podem ser anunciadas ainda em 2010.
Segundo Cantergiani, antes de estabelecer uma sociedade, a companhia faz o lançamento de um ou alguns empreendimentos como parceira da construtora local.
A estratégia de testar as afinidades com uma construtora local antes de uma aliança mais forte como uma joint-venture, disse o executivo, permite à Rossi evitar ficar presa a "algemas".
"Todos os nossos parceiros atuais são futuros candidatos potenciais (a joint-ventures)", revelou.
Cantergiani, contudo, não descartou possíveis aquisições de empresas de maior porte, com capital aberto.
"Todo dia tem gente batendo na nossa porta, querendo comprar ou vender", disse, ao ser questionado sobre a união de PDG Realty e Agre e como a Rossi se posicionaria diante da consolidação entre construtoras na bolsa.
Presente em 73 cidades e 14 Estados brasileiros, a Rossi tem como meta atuar em 120 cidades e 18 ou 19 Estados até 2011, segundo o diretor. Para 2010, a empresa prevê lançamentos da ordem de 3,3 bilhões de reais e, no próximo ano, de 4,5 bilhões de reais.
O banco de terrenos atual da Rossi, de 23,8 bilhões de reais no final de março, sendo 67 por cento do total correspondente à parcela da construtora, representa de seis a sete anos de lançamentos.
Por meio da sociedade, cuja participação da Rossi será de 70 por cento, a incorporadora e construtora ampliará sua atuação para o Estado mato-grossense.
"(O negócio) é mais um passo na estratégia de consolidar 'players' menores e entrar de forma rápida em locais onde não entraríamos sozinhos", disse à Reuters o vice-presidente financeiro da Rossi, Cassio Audi, nesta segunda-feira.
A operação representa a segunda joint-venture da Rossi com empresas de menor porte em regiões do país onde pretende atuar. Em dezembro passado, a incorporadora anunciou uma sociedade com a Capital Construtora, para atuar em Manaus, com lançamentos estimados em 2 bilhões de reais até 2011.
"O banco de terrenos com a Capital é maior do que o de muitas construtoras listadas em bolsa", ressaltou Audi, ao defender o modelo prioritário de crescimento da Rossi, através de joint-ventures ou parcerias.
De acordo com o presidente da Rossi, Heitor Cantergiani, o banco de terrenos da GMS --que está há 30 anos no mercado e já construiu cerca de 800 mil metros quadrados entre obras industriais, comerciais e residenciais-- tem potencial para lançamentos de imóveis em todos os segmentos de renda.
"A associação a empresas menores representa a estratégia de menos risco", afirmou o presidente da Rossi, acrescentando que esse tipo de negócio será priorizado pela companhia nos próximos anos e que outras joint-ventures podem ser anunciadas ainda em 2010.
Segundo Cantergiani, antes de estabelecer uma sociedade, a companhia faz o lançamento de um ou alguns empreendimentos como parceira da construtora local.
A estratégia de testar as afinidades com uma construtora local antes de uma aliança mais forte como uma joint-venture, disse o executivo, permite à Rossi evitar ficar presa a "algemas".
"Todos os nossos parceiros atuais são futuros candidatos potenciais (a joint-ventures)", revelou.
Cantergiani, contudo, não descartou possíveis aquisições de empresas de maior porte, com capital aberto.
"Todo dia tem gente batendo na nossa porta, querendo comprar ou vender", disse, ao ser questionado sobre a união de PDG Realty e Agre e como a Rossi se posicionaria diante da consolidação entre construtoras na bolsa.
Presente em 73 cidades e 14 Estados brasileiros, a Rossi tem como meta atuar em 120 cidades e 18 ou 19 Estados até 2011, segundo o diretor. Para 2010, a empresa prevê lançamentos da ordem de 3,3 bilhões de reais e, no próximo ano, de 4,5 bilhões de reais.
O banco de terrenos atual da Rossi, de 23,8 bilhões de reais no final de março, sendo 67 por cento do total correspondente à parcela da construtora, representa de seis a sete anos de lançamentos.
Gradiente aprova recuperação extrajudicial na Justiça
Magistrado considera que houve apoio suficiente de credores para homologar o plano.
A 2ª Vara de Falências do Tribunal de Justiça de São Paulo homologou, nesta segunda-feira (24/5), o plano de recuperação extrajudicial da Gradiente. Em seu despacho, o juiz Caio Marcelo Mendes de Oliveira afirmou que "o que prevalece aqui é a vontade da maioria, que aceitou a forma de atualização e incidência de juros proposta pela devedora".
Desde que foi aprovado pelos credores, em 25 de janeiro, o plano da Gradiente era alvo de dúvidas. Parte dos credores discordava dos termos do acordo, o que ameaçava a sua implantação. O magistrado, porém, considerou que o impasse era prejudicial a todos. Segundo o despacho, "a demora na solução da questão acaba por trazer transtornos à devedora, com inconvenientes que se refletem nos demais direitos dos credores".
Com o aval da Justiça, a Gradiente pode, agora, colocar em curso sua reestruturação. De acordo com o plano aprovado pela assembléia, no final de janeiro, a companhia terá uma carência de dois anos, a partir de 1º de janeiro de 2010, para iniciar o pagamento de suas dívidas. A amortização ocorrerá em 28 parcelas trimestrais, vencendo em janeiro de 2019. O saldo devedor sofrerá correção de CDI mais 0,67% ao ano.
O plano também prevê o arrendamento da fábrica e da marca Gradiente - com opção de compra - para a Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD). Este será o braço operacional do grupo e poderá receber aporte financeiro de outros investidores. Já a empresa mudará sua razão social para IGB Eletrônica.
Comandada pelo empresário Eugênio Staub, a Gradiente encontra-se atolada em problemas financeiros há três anos. Além da concorrência mais acirrada, o que derrubou a empresa, segundo o próprio Staub já afirmou em público, foram dois movimentos. O primeiro foi a compra da Philco, então controlada pela família Setúbal, em 2005 por 60 milhões de reais. Dois anos depois, a empresa foi vendida por 22 milhões de reais, a fim de reduzir o rombo financeiro. Outro problema foram falhas administrativas que, em 2007, praticamente paralisaram a companhia.
A 2ª Vara de Falências do Tribunal de Justiça de São Paulo homologou, nesta segunda-feira (24/5), o plano de recuperação extrajudicial da Gradiente. Em seu despacho, o juiz Caio Marcelo Mendes de Oliveira afirmou que "o que prevalece aqui é a vontade da maioria, que aceitou a forma de atualização e incidência de juros proposta pela devedora".
Desde que foi aprovado pelos credores, em 25 de janeiro, o plano da Gradiente era alvo de dúvidas. Parte dos credores discordava dos termos do acordo, o que ameaçava a sua implantação. O magistrado, porém, considerou que o impasse era prejudicial a todos. Segundo o despacho, "a demora na solução da questão acaba por trazer transtornos à devedora, com inconvenientes que se refletem nos demais direitos dos credores".
Com o aval da Justiça, a Gradiente pode, agora, colocar em curso sua reestruturação. De acordo com o plano aprovado pela assembléia, no final de janeiro, a companhia terá uma carência de dois anos, a partir de 1º de janeiro de 2010, para iniciar o pagamento de suas dívidas. A amortização ocorrerá em 28 parcelas trimestrais, vencendo em janeiro de 2019. O saldo devedor sofrerá correção de CDI mais 0,67% ao ano.
O plano também prevê o arrendamento da fábrica e da marca Gradiente - com opção de compra - para a Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD). Este será o braço operacional do grupo e poderá receber aporte financeiro de outros investidores. Já a empresa mudará sua razão social para IGB Eletrônica.
Comandada pelo empresário Eugênio Staub, a Gradiente encontra-se atolada em problemas financeiros há três anos. Além da concorrência mais acirrada, o que derrubou a empresa, segundo o próprio Staub já afirmou em público, foram dois movimentos. O primeiro foi a compra da Philco, então controlada pela família Setúbal, em 2005 por 60 milhões de reais. Dois anos depois, a empresa foi vendida por 22 milhões de reais, a fim de reduzir o rombo financeiro. Outro problema foram falhas administrativas que, em 2007, praticamente paralisaram a companhia.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Eike Batista busca mineradoras para negociar fusão
O empresário já conversou com a Ferrous Resources, Usiminas e CSN.
O empresário Eike Batista está procurando mineradoras rivais do interior de Minas Gerais para apresentar propostas de compra ou fusão. Em alguns casos quer pagar com ações de sua mineradora, a MMX, e fala em incluir no negócio uma concessão para operar um porto de carga em Itaguaí, no Rio de Janeiro.
Eike já conversou com a Ferrous Resources, mineradora controlada por fundos estrangeiros, e com Usiminas e CSN, siderúrgicas que estão ampliando seus negócios em mineração. Procuradas, as empresas não quiseram se manifestar oficialmente. A direção da MMX disse, em nota, que seu apetite de consolidação cresceu substancialmente após a conclusão do investimento da Wisco - siderúrgica chinesa que comprou 21,5% da MMX.
Na mesma operação, Eike fechou um contrato para fornecer à Wisco metade do minério extraído de suas jazidas de Minas Gerais pelos próximos 20 anos. Segundo a MMX, o negócio poderá resultar na exportação de pelo menos 16 milhões de toneladas por ano. Como a MMX produz hoje a um ritmo de 7 milhões de toneladas/ano (embora diga ter capacidade para 10,8 milhões de toneladas), executivos e consultores acreditam que Eike esteja correndo atrás de novas minas para fazer frente ao compromisso que assumiu com os chineses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O empresário Eike Batista está procurando mineradoras rivais do interior de Minas Gerais para apresentar propostas de compra ou fusão. Em alguns casos quer pagar com ações de sua mineradora, a MMX, e fala em incluir no negócio uma concessão para operar um porto de carga em Itaguaí, no Rio de Janeiro.
Eike já conversou com a Ferrous Resources, mineradora controlada por fundos estrangeiros, e com Usiminas e CSN, siderúrgicas que estão ampliando seus negócios em mineração. Procuradas, as empresas não quiseram se manifestar oficialmente. A direção da MMX disse, em nota, que seu apetite de consolidação cresceu substancialmente após a conclusão do investimento da Wisco - siderúrgica chinesa que comprou 21,5% da MMX.
Na mesma operação, Eike fechou um contrato para fornecer à Wisco metade do minério extraído de suas jazidas de Minas Gerais pelos próximos 20 anos. Segundo a MMX, o negócio poderá resultar na exportação de pelo menos 16 milhões de toneladas por ano. Como a MMX produz hoje a um ritmo de 7 milhões de toneladas/ano (embora diga ter capacidade para 10,8 milhões de toneladas), executivos e consultores acreditam que Eike esteja correndo atrás de novas minas para fazer frente ao compromisso que assumiu com os chineses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Brasil voa alto demais para se manter seguro, diz The Economist
O crescimento vertiginoso da economia brasileira nos últimos meses é questionado em artigo da revista britânica The Economist, publicado nesta quinta-feira (20). "O problema é que enquanto [o Brasil] está crescendo na velocidade da China, o Brasil não é a China", afirma a publicação.
O fato de que o país poupa e investe muito pouco limita o crescimento econômico a 5% na avaliação da maioria dos economistas.
A Economist cita que os incentivos fiscais do governo impulsionaram a economia brasileira durante a crise, mas muitos gastos extras se tornaram permanentes como "aceleradores dos carros da Toyota, grudados ao chão".
O texto ainda lembra que a inflação nos últimos 12 meses foi de 5,3%, acima da meta de 4,5% do Banco Central e que, neste ano, as importações irão superar as exportações pela primeira vez desde 2000.
"Certamente muitos europeus amariam ter os problemas do Brasil. A economia [brasileira] ganhou crescimento fundamentado. As empresas estão correndo para atender à demanda por bens de consumo da classe média baixa, enquanto a China continua comprando produtos brasileiros em larga escala. No entanto, os preços das commodities estão começando a enfraquecer", acredita a Economist.
Para a revista, o franco crescimento seria melhor assegurado se o governo abrisse caminho para a queda dos juros de empréstimo (gastando menos) e investisse em melhor infraestrutura.
"O próximo presidente terá que resolver [esse desafio]. O início excitante da economia em ano de eleição aumentou as chances de que a candidata do presidente Lula, Dilma Rousseff, seja quem receberá essa missão", conclui.
O fato de que o país poupa e investe muito pouco limita o crescimento econômico a 5% na avaliação da maioria dos economistas.
A Economist cita que os incentivos fiscais do governo impulsionaram a economia brasileira durante a crise, mas muitos gastos extras se tornaram permanentes como "aceleradores dos carros da Toyota, grudados ao chão".
O texto ainda lembra que a inflação nos últimos 12 meses foi de 5,3%, acima da meta de 4,5% do Banco Central e que, neste ano, as importações irão superar as exportações pela primeira vez desde 2000.
"Certamente muitos europeus amariam ter os problemas do Brasil. A economia [brasileira] ganhou crescimento fundamentado. As empresas estão correndo para atender à demanda por bens de consumo da classe média baixa, enquanto a China continua comprando produtos brasileiros em larga escala. No entanto, os preços das commodities estão começando a enfraquecer", acredita a Economist.
Para a revista, o franco crescimento seria melhor assegurado se o governo abrisse caminho para a queda dos juros de empréstimo (gastando menos) e investisse em melhor infraestrutura.
"O próximo presidente terá que resolver [esse desafio]. O início excitante da economia em ano de eleição aumentou as chances de que a candidata do presidente Lula, Dilma Rousseff, seja quem receberá essa missão", conclui.
Ações da Agrenco voltarão à bolsa em setembro
A Agrenco divulgou ontem o balanço referente ao trimestre encerrado em 30 de junho de 2008 e agora abriu caminho para voltar a ter seus papéis negociados na Bovespa. De acordo com executivos da companhia, os demais balanços de 2008 e 2009 serão entregues até 10 de setembro deste ano. O prazo já foi acertado com a Comissão de Valores Mobiliários. Os papéis da companhia poderão voltar a ser negociados assim que os resultado auditados forem apresentados.
A empresa está em processo de recuperação judicial desde o ano passado, depois que, em meados de 2008, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apurava fraudes em suas operações. No início deste ano, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da empresa tiveram suas negociações suspensas em bolsa porque a apresentação de balanços da empresa estava atrasada em mais de um ano. Desde então, Agrenco e KPMG, a empresa de auditoria responsável pelo balanço de junho de 2008, não se entendiam sobre a entrega do documento.
Em maio deste ano, a KPMG aceitou entregar o balanço com detalhes sobre todas as operações que a antiga administração da Agrenco, que teve integrantes presos na operação da PF. No balanço apresentado ontem, aparece um patrimônio líquido negativo em 200 milhões de reais. O resultado, apesar de esperado por quem acompanha a empresa, surpreende se levado em conta o patrimônio líquido apurado um trimestre antes, em balanço auditado pela mesma KPMG, que apontava patrimônio líquido positivo de 600 milhões de reais. A diferença entre um trimestre e outro dói de 800 milhões de reais. Os novos balanços serão auditados pela BDO.
A empresa está em processo de recuperação judicial desde o ano passado, depois que, em meados de 2008, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apurava fraudes em suas operações. No início deste ano, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da empresa tiveram suas negociações suspensas em bolsa porque a apresentação de balanços da empresa estava atrasada em mais de um ano. Desde então, Agrenco e KPMG, a empresa de auditoria responsável pelo balanço de junho de 2008, não se entendiam sobre a entrega do documento.
Em maio deste ano, a KPMG aceitou entregar o balanço com detalhes sobre todas as operações que a antiga administração da Agrenco, que teve integrantes presos na operação da PF. No balanço apresentado ontem, aparece um patrimônio líquido negativo em 200 milhões de reais. O resultado, apesar de esperado por quem acompanha a empresa, surpreende se levado em conta o patrimônio líquido apurado um trimestre antes, em balanço auditado pela mesma KPMG, que apontava patrimônio líquido positivo de 600 milhões de reais. A diferença entre um trimestre e outro dói de 800 milhões de reais. Os novos balanços serão auditados pela BDO.
Governo reduz bloqueio orçamentário a R$7,6 bi
O governo determinou um bloqueio de 7,6 bilhões de reais nas despesas orçamentárias do ano após rever suas projeções de receitas e gastos com base em novos parâmetros macroeconômicos, informou o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão nesta quinta-feira.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia informado que o governo faria um bloqueio de 10 bilhões de reais no orçamento para esfriar a economia. Mas o relatório de reprogramação mostrou que parte desse corte --2,4 bilhões de reais-- é apenas uma reestimativa de despesas obrigatórias já previstas em itens como pessoal e encargos, e não propriamente um esforço de economia por parte do governo.
A meta de superávit primário como proporção do Produto Interno Bruto não sofreu alterações, tendo sido mantida em 3,3 por cento do PIB. Isso porque a projeção de receitas do governo também caiu em relação à estimativa anterior, em 9,4 bilhões de reais.
Em termos nominais, a meta primária aumentou 758,3 milhões de reais, por conta da revisão para cima da projeção para o PIB.
Em sua revisão, o governo levou em conta um cenário econômico de maior crescimento e inflação mais elevada em 2010. O prognóstico de expansão do PIB foi aumentado para 5,5 por cento, ante estimativa anterior de 5,2 por cento.
A previsão de inflação pelo IPCA aumentou de 5,0 para 5,5 por cento e a pelo IGP-DI avançou de 5,91 para 9,14 por cento.
Apesar da alteração, a projeção para o PIB permanece bem abaixo do projetado pelo mercado, de alta de 6,3 por cento, segundo o relatório Focus, e também está na banda inferior da nova estimativa antecipada pelo Ministério da Fazenda.
O secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, havia dito no início do mês que o governo reveria sua estimativa de crescimento para algo entre 5,5 e 6,5 por cento.
A estimativa do governo para a Selic média no ano passou de 8,70 para 9,19 por cento e a de câmbio médio foi de 1,82 para 1,79 real por dólar, ainda segundo a revisão orçamentária.
O detalhamento das despesas de 7,6 bilhões de reais a serem bloqueadas deve ser feito em decreto ainda a ser publicado.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia informado que o governo faria um bloqueio de 10 bilhões de reais no orçamento para esfriar a economia. Mas o relatório de reprogramação mostrou que parte desse corte --2,4 bilhões de reais-- é apenas uma reestimativa de despesas obrigatórias já previstas em itens como pessoal e encargos, e não propriamente um esforço de economia por parte do governo.
A meta de superávit primário como proporção do Produto Interno Bruto não sofreu alterações, tendo sido mantida em 3,3 por cento do PIB. Isso porque a projeção de receitas do governo também caiu em relação à estimativa anterior, em 9,4 bilhões de reais.
Em termos nominais, a meta primária aumentou 758,3 milhões de reais, por conta da revisão para cima da projeção para o PIB.
Em sua revisão, o governo levou em conta um cenário econômico de maior crescimento e inflação mais elevada em 2010. O prognóstico de expansão do PIB foi aumentado para 5,5 por cento, ante estimativa anterior de 5,2 por cento.
A previsão de inflação pelo IPCA aumentou de 5,0 para 5,5 por cento e a pelo IGP-DI avançou de 5,91 para 9,14 por cento.
Apesar da alteração, a projeção para o PIB permanece bem abaixo do projetado pelo mercado, de alta de 6,3 por cento, segundo o relatório Focus, e também está na banda inferior da nova estimativa antecipada pelo Ministério da Fazenda.
O secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa, havia dito no início do mês que o governo reveria sua estimativa de crescimento para algo entre 5,5 e 6,5 por cento.
A estimativa do governo para a Selic média no ano passou de 8,70 para 9,19 por cento e a de câmbio médio foi de 1,82 para 1,79 real por dólar, ainda segundo a revisão orçamentária.
O detalhamento das despesas de 7,6 bilhões de reais a serem bloqueadas deve ser feito em decreto ainda a ser publicado.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
A bolsa já está barata?
A bolsa brasileira abriu em forte baixa hoje – e, por volta das 11h30, caía 3%, para 57 886 pontos – o menor patamar desde setembro de 2009. No ano, a desvalorização é de 16%. O Ibovespa chegou a bater 71 793 pontos no começo de abril – e, de lá para cá, perdeu 19%.
A bolsa está barata? Há especialistas que acham que sim – ainda que a maioria deles esteja cautelosa e não descarte o risco de novas baixas. “É um bom momento para entrar desde que o investidor tenha paciência e consiga agüentar volatilidade no curto prazo. Pelo menos junho e julho serão meses muito ruins”, diz Roberto Padovani, economista-chefe do banco WestLB no Brasil.
Para Walter Maciel, sócio da gestora Quest, do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, “a bolsa está barata se prevalecer o cenário de que a crise europeia será controlada e haverá um impacto moderado sobre a economia mundial”, diz. “Agora, se o cenário piorar e a Grécia se tornar um novo Lehman Brothers, aí a desvalorização pode ser mais profunda”, completou, referindo-se à quebra do banco americano em setembro de 2008, que levou o Ibovespa para baixo dos 30 000 pontos. Os fundos multimercados da Quest zeraram seus investimentos em ações e os fundos de ações estão com 15% do apital fora da bolsa.
Além da crise europeia, um número ruim sobre a economia americana divulgado hoje piorou o humor dos investidores: os pedidos de seguro-desemprego aumentaram mais que o esperado, o que pode ser um indicador de problemas no mercado de trabalho. Como disse Mendonça de Barros a EXAME no início do mês, “o segredo” para medir o impacto da crise europeia sobre a economia mundial é olhar os Estados Unidos – se o país estiver saudável, o risco de contágio é menor. E isso, claro, é vital para avaliar as perspecivas para a economia brasileira.
Ontem, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, chegou a dizer que a empresa poderia adiar sua oferta bilionária de ações, inicialmente prevista para ocorrer entre julho e agosto, se as condições de mercado continuarem a piorar. As ações da Petrobras caíram mais de 10% neste mês – e, hoje, operam em baixa de 3%.
A bolsa está barata? Há especialistas que acham que sim – ainda que a maioria deles esteja cautelosa e não descarte o risco de novas baixas. “É um bom momento para entrar desde que o investidor tenha paciência e consiga agüentar volatilidade no curto prazo. Pelo menos junho e julho serão meses muito ruins”, diz Roberto Padovani, economista-chefe do banco WestLB no Brasil.
Para Walter Maciel, sócio da gestora Quest, do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, “a bolsa está barata se prevalecer o cenário de que a crise europeia será controlada e haverá um impacto moderado sobre a economia mundial”, diz. “Agora, se o cenário piorar e a Grécia se tornar um novo Lehman Brothers, aí a desvalorização pode ser mais profunda”, completou, referindo-se à quebra do banco americano em setembro de 2008, que levou o Ibovespa para baixo dos 30 000 pontos. Os fundos multimercados da Quest zeraram seus investimentos em ações e os fundos de ações estão com 15% do apital fora da bolsa.
Além da crise europeia, um número ruim sobre a economia americana divulgado hoje piorou o humor dos investidores: os pedidos de seguro-desemprego aumentaram mais que o esperado, o que pode ser um indicador de problemas no mercado de trabalho. Como disse Mendonça de Barros a EXAME no início do mês, “o segredo” para medir o impacto da crise europeia sobre a economia mundial é olhar os Estados Unidos – se o país estiver saudável, o risco de contágio é menor. E isso, claro, é vital para avaliar as perspecivas para a economia brasileira.
Ontem, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, chegou a dizer que a empresa poderia adiar sua oferta bilionária de ações, inicialmente prevista para ocorrer entre julho e agosto, se as condições de mercado continuarem a piorar. As ações da Petrobras caíram mais de 10% neste mês – e, hoje, operam em baixa de 3%.
Hypermarcas compra Sanifill por R$ 60,4 milhões
A Hypermarcas confirmou hoje (19/5) a compra da Facilit Odontológica e Perfumaria Ltda, como antecipou EXAME em março. A Facilit fabrica e distribui escovas dentais e anti-sépticos, entre outros, comercializados sob a marca Sanifill. Com essa empresa, a Hypermarcas estréia no segmento de higiene oral.
A aquisição custou 60,4 milhões de reais à Hypermarcas, sendo 28,8 milhões de reais pagos à vista, e o remanescente (31,6 milhões de reais) pago em cinco parcelas iguais, anuais e consecutivas, informou a Hypermarcas em comunicado à BM&F Bovespa. Essa foi a quarta aquisição da empresa em 2010.
A compra está sujeita à deliberação da assembléia geral de acionistas da companhia. Desse modo, "os acionistas eventualmente dissidentes da ratificação de tal aquisição, a ser deliberada em assembléia geral de acionistas da companhia a ser oportunamente convocada, terão direito de reembolso do valor de suas ações apurado com base no valor do patrimônio líquido contábil das ações", informou a Hypermarcas em comunicado ao mercado. A BM&F BOVESPA informou que está consultando a empresa sobre o direito de retirada.
A aquisição custou 60,4 milhões de reais à Hypermarcas, sendo 28,8 milhões de reais pagos à vista, e o remanescente (31,6 milhões de reais) pago em cinco parcelas iguais, anuais e consecutivas, informou a Hypermarcas em comunicado à BM&F Bovespa. Essa foi a quarta aquisição da empresa em 2010.
A compra está sujeita à deliberação da assembléia geral de acionistas da companhia. Desse modo, "os acionistas eventualmente dissidentes da ratificação de tal aquisição, a ser deliberada em assembléia geral de acionistas da companhia a ser oportunamente convocada, terão direito de reembolso do valor de suas ações apurado com base no valor do patrimônio líquido contábil das ações", informou a Hypermarcas em comunicado ao mercado. A BM&F BOVESPA informou que está consultando a empresa sobre o direito de retirada.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Redecard e Cielo despencam depois de declarações de Paulo Barreto
As ações da Cielo (CIEL3) e da Redecard (RDCD3) despencam no pregão desta terça-feira (18) na BM&F Bovespa. O desempenho dos papéis reflete as declarações do ministro da Justiça, Paulo Barreto, que sugerem um maior controle do governo sobre a indústria de cartões de crédito no Brasil.
"A nossa ideia é promover as mudanças de uma maneira amigável e negociada com a indústria", disse Barreto em entrevista concedida à agência Bloomberg. "Primeiro vamos regular as tarifas aos consumidores, depois a relação com os clientes e, depois, discutir as taxas de juros", afirmou.
As ações ordinárias da Cielo encerram o dia com baixa de 13,88%, negociadas a 15,50 reais. Os papéis da Redecard recuaram 10,75%, vendidos a 28,29 reais. O Ibovespa - principal índice de ações da bolsa brasileira - também fechou em queda, com uma variação de 3,2%, aos 60.841 pontos.
O cerco ao setor de cartões de crédito se ampliou em 2010. No começo de maio, o Banco Central divulgou, em conjunto com a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda e a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, um relatório extenso com várias propostas de mudanças no setor.
Em resposta, a indústria anunciou que poderá iniciar algumas práticas para coibir certas atitudes como cobranças indevidas, envio de cartões sem solicitação e falta de informações sobre a cobrança de tarifas. O compromisso foi assumido junto ao Ministério da Justiça. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) devem detalhar as propostas até o final de junho.
"A nossa ideia é promover as mudanças de uma maneira amigável e negociada com a indústria", disse Barreto em entrevista concedida à agência Bloomberg. "Primeiro vamos regular as tarifas aos consumidores, depois a relação com os clientes e, depois, discutir as taxas de juros", afirmou.
As ações ordinárias da Cielo encerram o dia com baixa de 13,88%, negociadas a 15,50 reais. Os papéis da Redecard recuaram 10,75%, vendidos a 28,29 reais. O Ibovespa - principal índice de ações da bolsa brasileira - também fechou em queda, com uma variação de 3,2%, aos 60.841 pontos.
O cerco ao setor de cartões de crédito se ampliou em 2010. No começo de maio, o Banco Central divulgou, em conjunto com a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda e a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, um relatório extenso com várias propostas de mudanças no setor.
Em resposta, a indústria anunciou que poderá iniciar algumas práticas para coibir certas atitudes como cobranças indevidas, envio de cartões sem solicitação e falta de informações sobre a cobrança de tarifas. O compromisso foi assumido junto ao Ministério da Justiça. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) devem detalhar as propostas até o final de junho.
Petrobras garante capitalização com oferta pública de ON e PN
A Petrobras vai realizar a capitalização da empresa até julho com ou sem a cessão onerosa prevista em projeto do governo que tramita no Senado. No caso de uma oferta pública de ações, obedecerá a proporção entre ordinárias e preferencias, reafirmou nesta terça-feira o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa.
Se realizada independente da cessão onerosa, o governo terá que injetar no capital da empresa o referente à sua participação de 32 por cento no capital total da empresa, ou será diluído.
"Mesmo que seja só capitalização vamos manter a proporção ON e PN, e o governo participa usando dinheiro ou títulos de alta liquidez que ele tem", afirmou Barbassa a analistas durante teleconferência para comentar os resultados da companhia no primeiro trimestre de 2010.
Com perguntas concentradas na programada capitalização da empresa, analistas questionaram a expectativa com a aprovação no Congresso do projeto que inclui a cessão pelo governo dos direitos de exploração de até 5 bilhões de barris e o possível valor da capitalização.
Segundo Barbassa, o valor estimado entre 15 e 25 bilhões de dólares pela companhia em março "não deve ser levado muito a sério", já que a empresa ainda não finalizou o Plano de Negócios 2010-2014 que vai determinar a necessidade de caixa.
"Com base em dados gerais espera-se entre 15 e 25 bilhões de dólares, mas nesse momento é um número que não deve se levar muito a sério, porque o conjunto de projetos poderá variar, não podemos tomar isso como referência firme não", explicou Barbassa.
Estimado entre 200 e 220 bilhões de dólares, o Plano de Negócios até 2014 inclui projetos bilionários como refinarias de grande porte e a exploração do pré-sal.
Plano em junho
Barbassa informou que o Plano de Negócios da Petrobras para os próximos cinco anos incluindo 2010 ficará pronto até a primeira quinzena de junho, quando será possível estimar a necessidade de capital adicional para fazer frente aos investimentos.
"Vamos aguardar uns 20 dias, em meados de junho teremos o plano já funcionando e divulgado", afirmou.
Barbassa fez questão de deixar claro no entanto que ainda confia na aprovação do Projeto de Lei no Congresso, que prevê a capitalização da empresa com aporte de reservas de petróleo pelo governo, a chamada cessão onerosa. Se aprovado o projeto, o governo emitiria títulos públicos que seriam trocados por ações da Petrobras, que devolveria os mesmos títulos ao governo em troca de reservas de até 5 bilhões de barris de petróleo.
A empresa já encontrou 4,5 bilhões de barris em reservas a pedido da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, no prospecto Franco, no cobiçado pré-sal na bacia de Santos, e está realizando a segunda perfuração no prospecto Libra, a cerca de 32 quilômetros do primeiro poço.
Apesar da homenagem às moedas europeias no batismo dos poços da capitalização, a crise que atacou o velho continente poderia ser um obstáculo para a operação, alertaram analistas, o que foi rebatido pelo executivo.
"Estamos bastante favoráveis, bastante positivos para a demanda de ações da Petrobras, embora tenhamos consciência da dificuldade que o mercado se encontra, particularmente o europeu", disse ao ser questionado.
"...Mas uma solução deve ser encontrada, o mundo financeiro tem sido ágil para se recuperar", afirmou Barbassa, prevendo para julho o fim da crise que vem abalando o mercado de capitais mundial.
Barbassa citou a perspectiva do aumento das reservas da Petrobras, além do potencial do mercado brasileiro, como motivo que levará a companhia a ser bem sucedida na capitalização, atraindo investidores.
"Em breve devemos propor ao nosso Conselho de Administração uma convocação de Assembléia Geral de acionistas...tem que ser concovocada 30 dias antes (da operação) e o principal objetivo é aprovar o aumento de capital", disse o diretor.
Ele prevê que a assembléia será realizada em junho, mesmo mês previsto para o arquivamente do prospecto da operação junto à Comissão de Valores Mobiliários.
Pré-sal
Barbassa informou ainda que a empresa está perfurando cinco poços em áras já licitadas no pré-sal da bacia de Santos --Guará, Guará Norte, Tupi Alto, Tupi NE e Macunaíma-- e que assinou carta de intenções para afretamento e operação da FPSO destinada ao projeto piloto de Guará.
Será a primeira plataforma de grande porte a ser convertida com 65 por cento de conteúdo nacional, destacou o executivo na sua apresentação aos analistas.
Segundo Barbassa, mais sete sondas serão recebidas pela companhia este ano, que conta ainda com a entrada em operação de uma capacide de produção de 480 mil barris de boe este ano em várias operações, incluindo os 80 mil barris do campo da empresa na parte norte-americana do Golfo do México.
A empresa divulgou lucro de 7,7 bilhões de reais na última sexta-feira, alta de 23 por cento contra igual período do ano passado e reflexo de maiores vendas aliadas ao melhor preço do petróleo.
Se realizada independente da cessão onerosa, o governo terá que injetar no capital da empresa o referente à sua participação de 32 por cento no capital total da empresa, ou será diluído.
"Mesmo que seja só capitalização vamos manter a proporção ON e PN, e o governo participa usando dinheiro ou títulos de alta liquidez que ele tem", afirmou Barbassa a analistas durante teleconferência para comentar os resultados da companhia no primeiro trimestre de 2010.
Com perguntas concentradas na programada capitalização da empresa, analistas questionaram a expectativa com a aprovação no Congresso do projeto que inclui a cessão pelo governo dos direitos de exploração de até 5 bilhões de barris e o possível valor da capitalização.
Segundo Barbassa, o valor estimado entre 15 e 25 bilhões de dólares pela companhia em março "não deve ser levado muito a sério", já que a empresa ainda não finalizou o Plano de Negócios 2010-2014 que vai determinar a necessidade de caixa.
"Com base em dados gerais espera-se entre 15 e 25 bilhões de dólares, mas nesse momento é um número que não deve se levar muito a sério, porque o conjunto de projetos poderá variar, não podemos tomar isso como referência firme não", explicou Barbassa.
Estimado entre 200 e 220 bilhões de dólares, o Plano de Negócios até 2014 inclui projetos bilionários como refinarias de grande porte e a exploração do pré-sal.
Plano em junho
Barbassa informou que o Plano de Negócios da Petrobras para os próximos cinco anos incluindo 2010 ficará pronto até a primeira quinzena de junho, quando será possível estimar a necessidade de capital adicional para fazer frente aos investimentos.
"Vamos aguardar uns 20 dias, em meados de junho teremos o plano já funcionando e divulgado", afirmou.
Barbassa fez questão de deixar claro no entanto que ainda confia na aprovação do Projeto de Lei no Congresso, que prevê a capitalização da empresa com aporte de reservas de petróleo pelo governo, a chamada cessão onerosa. Se aprovado o projeto, o governo emitiria títulos públicos que seriam trocados por ações da Petrobras, que devolveria os mesmos títulos ao governo em troca de reservas de até 5 bilhões de barris de petróleo.
A empresa já encontrou 4,5 bilhões de barris em reservas a pedido da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, no prospecto Franco, no cobiçado pré-sal na bacia de Santos, e está realizando a segunda perfuração no prospecto Libra, a cerca de 32 quilômetros do primeiro poço.
Apesar da homenagem às moedas europeias no batismo dos poços da capitalização, a crise que atacou o velho continente poderia ser um obstáculo para a operação, alertaram analistas, o que foi rebatido pelo executivo.
"Estamos bastante favoráveis, bastante positivos para a demanda de ações da Petrobras, embora tenhamos consciência da dificuldade que o mercado se encontra, particularmente o europeu", disse ao ser questionado.
"...Mas uma solução deve ser encontrada, o mundo financeiro tem sido ágil para se recuperar", afirmou Barbassa, prevendo para julho o fim da crise que vem abalando o mercado de capitais mundial.
Barbassa citou a perspectiva do aumento das reservas da Petrobras, além do potencial do mercado brasileiro, como motivo que levará a companhia a ser bem sucedida na capitalização, atraindo investidores.
"Em breve devemos propor ao nosso Conselho de Administração uma convocação de Assembléia Geral de acionistas...tem que ser concovocada 30 dias antes (da operação) e o principal objetivo é aprovar o aumento de capital", disse o diretor.
Ele prevê que a assembléia será realizada em junho, mesmo mês previsto para o arquivamente do prospecto da operação junto à Comissão de Valores Mobiliários.
Pré-sal
Barbassa informou ainda que a empresa está perfurando cinco poços em áras já licitadas no pré-sal da bacia de Santos --Guará, Guará Norte, Tupi Alto, Tupi NE e Macunaíma-- e que assinou carta de intenções para afretamento e operação da FPSO destinada ao projeto piloto de Guará.
Será a primeira plataforma de grande porte a ser convertida com 65 por cento de conteúdo nacional, destacou o executivo na sua apresentação aos analistas.
Segundo Barbassa, mais sete sondas serão recebidas pela companhia este ano, que conta ainda com a entrada em operação de uma capacide de produção de 480 mil barris de boe este ano em várias operações, incluindo os 80 mil barris do campo da empresa na parte norte-americana do Golfo do México.
A empresa divulgou lucro de 7,7 bilhões de reais na última sexta-feira, alta de 23 por cento contra igual período do ano passado e reflexo de maiores vendas aliadas ao melhor preço do petróleo.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Tecnisa e Redecard se unem para vender imóveis no cartão
Cliente pode parcelar o valor da entrada em até seis vezes sem juros.
Nos últimos tempos, dois mercados têm se destacado pela agressividade dos concorrentes: o imobiliário, impulsionado pela oferta de crédito, e o de cartões, que já sente os primeiros efeitos do fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadores. Foi justamente a necessidade de encontrar meios de se destacar dos rivais que levou duas empresas que atuam nesses setores a se unir: a incorporadora Tecnisa e a Redecard. A partir de agora, os clientes da Tecnisa poderão parcelar o valor da entrada do imóvel no cartão de crédito, em até seis vezes sem juros.
A opção começou a ser oferecida pela incorporadora no ultimo sábado (15/5). A primeira venda pelo cartão de crédito foi a de um apartamento econômico em Carapicuíba (SP). O imóvel é avaliado em 90.000 reais. A compradora, Maria Caetano de Lima, recorreu ao cartão para parcelar uma entrada de 5.600 reais em quatro vezes de 1.400 reais.
Segundo Rogério Santos, diretor de marketing da Tecnisa, o pagamento em cartão deve facilitar a vida dos clientes. "Alguns deles ficavam assustados com a quantidade de folhas de cheques que têm de assinar para a aquisição de imóveis", conta Santos.
Nos últimos tempos, dois mercados têm se destacado pela agressividade dos concorrentes: o imobiliário, impulsionado pela oferta de crédito, e o de cartões, que já sente os primeiros efeitos do fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadores. Foi justamente a necessidade de encontrar meios de se destacar dos rivais que levou duas empresas que atuam nesses setores a se unir: a incorporadora Tecnisa e a Redecard. A partir de agora, os clientes da Tecnisa poderão parcelar o valor da entrada do imóvel no cartão de crédito, em até seis vezes sem juros.
A opção começou a ser oferecida pela incorporadora no ultimo sábado (15/5). A primeira venda pelo cartão de crédito foi a de um apartamento econômico em Carapicuíba (SP). O imóvel é avaliado em 90.000 reais. A compradora, Maria Caetano de Lima, recorreu ao cartão para parcelar uma entrada de 5.600 reais em quatro vezes de 1.400 reais.
Segundo Rogério Santos, diretor de marketing da Tecnisa, o pagamento em cartão deve facilitar a vida dos clientes. "Alguns deles ficavam assustados com a quantidade de folhas de cheques que têm de assinar para a aquisição de imóveis", conta Santos.
Petrobras faz acordo preliminar para investir na Arábia Saudita
A Petrobras informou na noite desta segunda-feira que assinou um acordo preliminar para investimento de aproximadamente 450 milhões de dólares na Arábia Saudita em parceria com a empresa saudita Modern Mining Golding Company.
Em 2009, as empresas assinaram um memorando de entendimento com a intenção de construir uma planta para calcinação de coque verde de petróleo (CVP), que evoluiu para o acordo assinado nesta segunda-feira, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
"O acordo preliminar tem como objetivo realizar um estudo mais aprofundado para analisar a viabilidade de desenvolver, financiar, construir e operar uma planta de coque calcinado de petróleo (CCP) na Arábia Saudita", afirmou a estatal em nota.
Nos termos do documento acordado, a previsão é de que a planta seja construída em Jubail ou Raz az Zawr e produza até 700 mil toneladas de coque calcinado de petróleo por ano, sendo o coque verde de petróleo fornecido pela Petrobras.
"O investimento estimado para o projeto é de aproximadamente 450 milhões de dólares, com participações iguais entre os sócios e possibilidade de financiamento de instituições governamentais e financeiras", dizia o comunicado.
A expectativa é que a operação da planta possa ser iniciada no segundo semestre de 2012.
Em 2009, as empresas assinaram um memorando de entendimento com a intenção de construir uma planta para calcinação de coque verde de petróleo (CVP), que evoluiu para o acordo assinado nesta segunda-feira, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
"O acordo preliminar tem como objetivo realizar um estudo mais aprofundado para analisar a viabilidade de desenvolver, financiar, construir e operar uma planta de coque calcinado de petróleo (CCP) na Arábia Saudita", afirmou a estatal em nota.
Nos termos do documento acordado, a previsão é de que a planta seja construída em Jubail ou Raz az Zawr e produza até 700 mil toneladas de coque calcinado de petróleo por ano, sendo o coque verde de petróleo fornecido pela Petrobras.
"O investimento estimado para o projeto é de aproximadamente 450 milhões de dólares, com participações iguais entre os sócios e possibilidade de financiamento de instituições governamentais e financeiras", dizia o comunicado.
A expectativa é que a operação da planta possa ser iniciada no segundo semestre de 2012.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Ações da Brasil Ecodiesel são pressionadas por suspensão em leilões
Perda do Selo Combustível Social impede participação em 80% dos leilões de biodiesel da ANP.
A suspensão do Selo Combustível Social nas usinas de Iraquara, Itaqui, Crateús e Floriano da Brasil Ecodiesel, maior produtora de biodiesel do país, e a consequente proibição de participação nos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que envolvem o certificado levaram a uma desvalorização das ações, por causa dos possíveis grandes impactos negativos na performance da empresa. Após uma perda de 9,1% na sexta-feira, as ações ordinárias da Brasil Ecodiesel (ECOD3) registravam, às 11h24, uma desvalorização de 6,84%, para 1,09 real.
Os leilões da ANP que têm obrigatoriedade do selo correspondem a 80% do total de negócios. De acordo com o economista Victor Martins, da Planner Corretora, a empresa pode deixar de embolsar 85 milhões de reais nos dois próximos leilões da ANP, o 16º e o 17º.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) suspendeu o selo para a companhia alegando o não cumprimento da cláusula que prevê metade dos produtos comercializados serem de origem da agricultura familiar. Isso aconteceu porque, após a empresa distribuir as sementes da mamona e prestar assistência técnica aos produtores, não houve o retorno durante a colheita de acordo com os preços acordados. Na época, a cotação do produto havia disparado e os agricultores exigiam compensações maiores.
Para poder reaver o certificado, a Brasil Ecodiesel vai acionar o MDA judicialmente. A alegação é de que em 2009 a lei foi modificada e o percentual exigido de agricultura familiar caiu de 50% para 30%, mas o órgão do governo não levou isso em conta. Não há previsão de quando o caso deve ter uma resolução na Justiça e, enquanto isso, a companhia deve participar apenas de 20% dos leilões da ANP, os que não exigem o selo.
A suspensão do Selo Combustível Social nas usinas de Iraquara, Itaqui, Crateús e Floriano da Brasil Ecodiesel, maior produtora de biodiesel do país, e a consequente proibição de participação nos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que envolvem o certificado levaram a uma desvalorização das ações, por causa dos possíveis grandes impactos negativos na performance da empresa. Após uma perda de 9,1% na sexta-feira, as ações ordinárias da Brasil Ecodiesel (ECOD3) registravam, às 11h24, uma desvalorização de 6,84%, para 1,09 real.
Os leilões da ANP que têm obrigatoriedade do selo correspondem a 80% do total de negócios. De acordo com o economista Victor Martins, da Planner Corretora, a empresa pode deixar de embolsar 85 milhões de reais nos dois próximos leilões da ANP, o 16º e o 17º.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) suspendeu o selo para a companhia alegando o não cumprimento da cláusula que prevê metade dos produtos comercializados serem de origem da agricultura familiar. Isso aconteceu porque, após a empresa distribuir as sementes da mamona e prestar assistência técnica aos produtores, não houve o retorno durante a colheita de acordo com os preços acordados. Na época, a cotação do produto havia disparado e os agricultores exigiam compensações maiores.
Para poder reaver o certificado, a Brasil Ecodiesel vai acionar o MDA judicialmente. A alegação é de que em 2009 a lei foi modificada e o percentual exigido de agricultura familiar caiu de 50% para 30%, mas o órgão do governo não levou isso em conta. Não há previsão de quando o caso deve ter uma resolução na Justiça e, enquanto isso, a companhia deve participar apenas de 20% dos leilões da ANP, os que não exigem o selo.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
OGX confirma até 3,7 bi de barris em poços na Bacia de Campos
A companhia OGX, de Eike Batista, anunciou hoje ter encontrado entre 2 e 3,7 bilhões de barris de petróleo recuperável em poços da parte sul da Bacia de Campos.
O volume se distribui em duas áreas, que poderiam estar conectadas entre si e que estão localizadas no bloco marítimo BM-C-41, totalmente controlado pela empresa.
A maior parte do petróleo, entre 1,4 e 2,6 bilhões de barris, se encontra entre dois poços, chamados OGX-2A e OGX-6.
A outra, com um volume de entre 600 milhões e 1,1 bilhão, corresponde a uma área perfurada pelos poços OGX-3 e OGX-8, para os queis elevou levemente os cálculos frente às últimas medições, realizadas em março.
A empresa vai fazer testes para comprovar se se trata da mesma acumulação ou de duas independentes, segundo a nota.
O bloco BM-C-41 fica perto de outras duas regiões marítimas nas quais a OGX calcula que possa recuperar entre 600 milhões e 1,7 bilhão de barris de petróleo.
O volume se distribui em duas áreas, que poderiam estar conectadas entre si e que estão localizadas no bloco marítimo BM-C-41, totalmente controlado pela empresa.
A maior parte do petróleo, entre 1,4 e 2,6 bilhões de barris, se encontra entre dois poços, chamados OGX-2A e OGX-6.
A outra, com um volume de entre 600 milhões e 1,1 bilhão, corresponde a uma área perfurada pelos poços OGX-3 e OGX-8, para os queis elevou levemente os cálculos frente às últimas medições, realizadas em março.
A empresa vai fazer testes para comprovar se se trata da mesma acumulação ou de duas independentes, segundo a nota.
O bloco BM-C-41 fica perto de outras duas regiões marítimas nas quais a OGX calcula que possa recuperar entre 600 milhões e 1,7 bilhão de barris de petróleo.
Recorde de vendas leva lucro da Cyrela a R$174,2 milhões
O recorde de mais de 1 bilhão de reais em vendas contratadas levou a construtora e incorporadora Cyrela Brazil Realty a registrar um lucro líquido de 174,2 milhões de reais no primeiro trimestre, 73,4 por cento acima dos 100,5 milhões de reais apurados um ano antes.
O resultado, divulgado na noite de quinta-feira, ficou abaixo da média das estimativas de quatro analistas consultados pela Reuters, que previam lucro de 195,5 milhões de reais.
Entre janeiro e março, as vendas contratadas da segunda maior incorporadora do país somaram 1,1 bilhão de reais, volume 108,8 superior ao vendido nos primeiros meses de 2009. As vendas de estoques responderam por 73,3 por cento do montante comercializado.
Já os lançamentos cresceram 7,6 por cento ano a ano, totalizando 596,3 milhões de reais. Segundo a empresa, 54,3 por cento deste total foi lançado pela Living, braço da Cyrela voltado ao segmento econômico.
No primeiro quarto de 2010, a receita líquida da incorporadora avançou 68,7 por cento na relação anual, para 1,132 bilhão de reais.
A geração de caixa da companhia, medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), atingiu 223,7 milhões de reais de janeiro a março, ante 151,2 milhões de reais nos três primeiros meses de 2009.
A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 19,8 por cento, queda de 2,8 pontos percentuais.
A Cyrela informou que encerrou março com um banco de terrenos com potencial de lançamentos da ordem de 39,1 bilhões de reais.
A incorporadora manteve as metas para este ano em termos de lançamentos, que devem ficar entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de reais, enquanto as vendas contratadas devem ficar entre 6,2 bilhões e 6,9 bilhões de reais.
O resultado, divulgado na noite de quinta-feira, ficou abaixo da média das estimativas de quatro analistas consultados pela Reuters, que previam lucro de 195,5 milhões de reais.
Entre janeiro e março, as vendas contratadas da segunda maior incorporadora do país somaram 1,1 bilhão de reais, volume 108,8 superior ao vendido nos primeiros meses de 2009. As vendas de estoques responderam por 73,3 por cento do montante comercializado.
Já os lançamentos cresceram 7,6 por cento ano a ano, totalizando 596,3 milhões de reais. Segundo a empresa, 54,3 por cento deste total foi lançado pela Living, braço da Cyrela voltado ao segmento econômico.
No primeiro quarto de 2010, a receita líquida da incorporadora avançou 68,7 por cento na relação anual, para 1,132 bilhão de reais.
A geração de caixa da companhia, medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), atingiu 223,7 milhões de reais de janeiro a março, ante 151,2 milhões de reais nos três primeiros meses de 2009.
A margem Ebitda, por sua vez, ficou em 19,8 por cento, queda de 2,8 pontos percentuais.
A Cyrela informou que encerrou março com um banco de terrenos com potencial de lançamentos da ordem de 39,1 bilhões de reais.
A incorporadora manteve as metas para este ano em termos de lançamentos, que devem ficar entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de reais, enquanto as vendas contratadas devem ficar entre 6,2 bilhões e 6,9 bilhões de reais.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Banco do Brasil tem lucro de R$ 2,4 bi no 1º trimestre
Maior banco público do País, o BB divulgou nesta quinta-feira sua expansão no lucros; expansão em pessoa física é destaque.
O Banco do Brasil anunciou lucro líquido de R$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 41,2% em relação ao mesmo período de 2009. A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido foi de 28%. A participação da área de seguros no lucro subiu de cerca de 11% para 15,2%. A carteira de crédito total, incluindo garantias e títulos de valores mobiliários privados, fechou o trimestre em R$ 327,3 bilhões, crescimento de 36% em 12 meses. No crédito, a parceria com o Banco Votorantim contribuiu com R$ 22,6 bilhões em operações de crédito.
Na pessoa física, a expansão foi de 55,5%, com a carteira fechando março em R$ 95,1 bilhões. O destaque foi o crescimento de 200,3% no financiamento para compra de veículos, puxado pela parceria com o Banco Votorantim. O crédito imobiliário cresceu 103,9%. Na pessoa jurídica, a carteira de crédito cresceu 25,8% e chegou a R$ 128,1 bilhões. Os empréstimos para capital de giro subiram 5,4%. O crédito à pequena e média empresa subiu 20,9%.
As receitas financeiras, impulsionadas pelo crescimento do crédito, totalizaram R$ 18,6 bilhões nos três primeiros meses do ano, 21,6% superior ao mesmo período de 2009. Desse total, as receitas provenientes das operações de crédito somaram R$ 12,5 bilhões, ante R$ 9 bilhões no primeiro trimestre de 2009, registrando expansão de 39,4%. Os ativos do Banco do Brasil chegaram a R$ 724,9 bilhões em março de 2010, expansão de 22,5% ante março do ano passado.
O Banco do Brasil anunciou lucro líquido de R$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 41,2% em relação ao mesmo período de 2009. A rentabilidade anualizada sobre o patrimônio líquido foi de 28%. A participação da área de seguros no lucro subiu de cerca de 11% para 15,2%. A carteira de crédito total, incluindo garantias e títulos de valores mobiliários privados, fechou o trimestre em R$ 327,3 bilhões, crescimento de 36% em 12 meses. No crédito, a parceria com o Banco Votorantim contribuiu com R$ 22,6 bilhões em operações de crédito.
Na pessoa física, a expansão foi de 55,5%, com a carteira fechando março em R$ 95,1 bilhões. O destaque foi o crescimento de 200,3% no financiamento para compra de veículos, puxado pela parceria com o Banco Votorantim. O crédito imobiliário cresceu 103,9%. Na pessoa jurídica, a carteira de crédito cresceu 25,8% e chegou a R$ 128,1 bilhões. Os empréstimos para capital de giro subiram 5,4%. O crédito à pequena e média empresa subiu 20,9%.
As receitas financeiras, impulsionadas pelo crescimento do crédito, totalizaram R$ 18,6 bilhões nos três primeiros meses do ano, 21,6% superior ao mesmo período de 2009. Desse total, as receitas provenientes das operações de crédito somaram R$ 12,5 bilhões, ante R$ 9 bilhões no primeiro trimestre de 2009, registrando expansão de 39,4%. Os ativos do Banco do Brasil chegaram a R$ 724,9 bilhões em março de 2010, expansão de 22,5% ante março do ano passado.
Suzano faz oferta de US$88 mi por britânica FuturaGene
A companhia de biotecnologia FuturaGene informou nesta quinta-feira que a parceira brasileira Suzano Papel e Celulose fez uma oferta em dinheiro que avalia a empresa britânica deficitária em cerca de 59,2 milhões de libras (87,8 milhões de dólares), para ampliar sua expertise em genes florestais.
A Suzano acertou a compra da empresa por 90 pences por ação da FuturaGene, um prêmio de 35 por cento sobre o fechamento do papel na quarta-feira.
A Suzano detém atualmente cerca de 7,6 por cento da companhia.
Com a oferta, as ações da FuturaGene, que acumulam perda de 16 por cento nos últimos três meses, subiam quase 32 por cento na bolsa de Londres, nesta quinta-feira.
A FuturaGene, que se dedica a pesquisa e desenvolvimento genético de plantas para as indústrias de produtos florestais, biocombustíveis e agricultura, não registra lucro desde 2000.
A Suzano acertou a compra da empresa por 90 pences por ação da FuturaGene, um prêmio de 35 por cento sobre o fechamento do papel na quarta-feira.
A Suzano detém atualmente cerca de 7,6 por cento da companhia.
Com a oferta, as ações da FuturaGene, que acumulam perda de 16 por cento nos últimos três meses, subiam quase 32 por cento na bolsa de Londres, nesta quinta-feira.
A FuturaGene, que se dedica a pesquisa e desenvolvimento genético de plantas para as indústrias de produtos florestais, biocombustíveis e agricultura, não registra lucro desde 2000.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Hyundai conclui entrada no capital da OSX
A coreana Hyundai Heavy Industries, líder mundial em construção naval, concluiu nesta terça-feira (11/5) a compra de participação de 10% do capital social votante e total da OSX Construção Naval S.A., por meio da subscrição de novas ações ordinárias. Um representante da empresa vai atuar no conselho de administração da brasileira. O valor não foi divulgado.
A OSX Construção Naval é a subsidiaria da OSX Brasil, fundada pelo empresário Eike Batista, que vem trabalhando para a instalação e operação de uma unidade de construção naval na Cidade de Biguacu (SC).
A Hyundai vai fornecer à subsidiária informações técnicas, transferência de tecnologia e know-how, treinamento técnico e capacitação para forca de trabalho, assistência técnica e outros tipos de apoio essenciais para a construção, desenvolvimento e operação da aludida unidade de construção naval a ser implementada, informou OSX Construção Naval em comunicado à BM&F Bovespa.
A OSX Construção Naval é a subsidiaria da OSX Brasil, fundada pelo empresário Eike Batista, que vem trabalhando para a instalação e operação de uma unidade de construção naval na Cidade de Biguacu (SC).
A Hyundai vai fornecer à subsidiária informações técnicas, transferência de tecnologia e know-how, treinamento técnico e capacitação para forca de trabalho, assistência técnica e outros tipos de apoio essenciais para a construção, desenvolvimento e operação da aludida unidade de construção naval a ser implementada, informou OSX Construção Naval em comunicado à BM&F Bovespa.
Abilio Diniz injeta R$ 1 bilhão em nova Casas Bahia
Objetivo é encerrar as discussões em torno do acordo entre o Pão de Açúcar e as Casas Bahia.
O Grupo Pão de Açúcar deve injetar R$ 1 bilhão na "nova" Casas Bahia. A ação é resultante da tentativa de encerrar as discussões em torno do acordo entre Abilio Diniz, presidente do Conselho Administrativo do Pão de Açúcar, e a família Klein, dona das Casas Bahia.
A fusão que criou a maior empresa do varejo no País estava ameaçada porque, entre outras razões, os Klein alegavam ter seus ativos subavaliados em pelo menos R$ 2 bilhões. A revisão do acordo foi antecipada pelo Portal Exame. Ontem, durante teleconferência para comentar os resultados do grupo Pão de Açúcar, o empresário Abílio Diniz afirmou que a discussão iniciada em dezembro do ano passado já estava chegando a um acordo, apesar de alguns pontos do contrato estarem ainda pendentes.
O acordo pode ser finalizado em duas semanas e o intuito principal, segundo Diniz, é esclarecer qualquer dúvida que possa surgir entre as partes no futuro. O Estado de S. Paulo informa que existe também a possibilidade de os Klein ganharem R$ 100 milhões e R$ 200 milhões em recebíveis e que iriam para o bolso da própria família, que reclamava não ter autonomia nas decisões, mesmo sendo presidente da empresa.
O Grupo Pão de Açúcar deve injetar R$ 1 bilhão na "nova" Casas Bahia. A ação é resultante da tentativa de encerrar as discussões em torno do acordo entre Abilio Diniz, presidente do Conselho Administrativo do Pão de Açúcar, e a família Klein, dona das Casas Bahia.
A fusão que criou a maior empresa do varejo no País estava ameaçada porque, entre outras razões, os Klein alegavam ter seus ativos subavaliados em pelo menos R$ 2 bilhões. A revisão do acordo foi antecipada pelo Portal Exame. Ontem, durante teleconferência para comentar os resultados do grupo Pão de Açúcar, o empresário Abílio Diniz afirmou que a discussão iniciada em dezembro do ano passado já estava chegando a um acordo, apesar de alguns pontos do contrato estarem ainda pendentes.
O acordo pode ser finalizado em duas semanas e o intuito principal, segundo Diniz, é esclarecer qualquer dúvida que possa surgir entre as partes no futuro. O Estado de S. Paulo informa que existe também a possibilidade de os Klein ganharem R$ 100 milhões e R$ 200 milhões em recebíveis e que iriam para o bolso da própria família, que reclamava não ter autonomia nas decisões, mesmo sendo presidente da empresa.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Petrobras deve R$ 100 bilhões e precisa se capitalizar
Os esforços do governo para destravar o processo de capitalização da Petrobras indicam a difícil equação com a qual a empresa terá que lidar nos próximos anos. Com uma dívida na casa dos R$ 100 bilhões, a estatal está prestes a atingir seu limite de endividamento. Sem a capitalização, dizem analistas, a empresa não terá condições de arcar com todos os investimentos anunciados, como o desenvolvimento do pré-sal e as novas refinarias.
A capitalização da Petrobras esteve em pauta nos últimos dias, diante de medidas aprovadas pelo governo para agilizar o processo e de algumas reações negativas, que culminaram com o rebaixamento das ações da empresa pelos bancos JP Morgan e UBS. Nos dois primeiros dias da semana, quando os rebaixamentos foram anunciados, as ações da companhia caíram quase 7,5%. Os papéis continuaram em queda, mas com forte influência da crise financeira global.
Mesmo com todas as dúvidas sobre o processo, é consenso no mercado que a Petrobras conseguirá fazer algum tipo de capitalização, mesmo que os prazos políticos não permitam a aprovação do projeto de lei que prevê a venda de reservas do governo para a estatal, processo chamado de cessão onerosa. Há expectativa sobre um plano B, que seria a colocação de ações no mercado sem a cessão, em uma capitalização de menor porte.
O adiamento de alguns projetos não parece ser levado em conta pela companhia, que já anunciou investimentos entre US$ 200 bilhões e US$ 220 bilhões para os próximos cinco anos. Tal orçamento é justamente a razão pela qual o governo pressiona pela capitalização. A Petrobras fechou o ano de 2009 com uma dívida de R$ 100,329 bilhões, a maior de sua história, 55% superior ao registrado no fim de 2008.
A capitalização da Petrobras esteve em pauta nos últimos dias, diante de medidas aprovadas pelo governo para agilizar o processo e de algumas reações negativas, que culminaram com o rebaixamento das ações da empresa pelos bancos JP Morgan e UBS. Nos dois primeiros dias da semana, quando os rebaixamentos foram anunciados, as ações da companhia caíram quase 7,5%. Os papéis continuaram em queda, mas com forte influência da crise financeira global.
Mesmo com todas as dúvidas sobre o processo, é consenso no mercado que a Petrobras conseguirá fazer algum tipo de capitalização, mesmo que os prazos políticos não permitam a aprovação do projeto de lei que prevê a venda de reservas do governo para a estatal, processo chamado de cessão onerosa. Há expectativa sobre um plano B, que seria a colocação de ações no mercado sem a cessão, em uma capitalização de menor porte.
O adiamento de alguns projetos não parece ser levado em conta pela companhia, que já anunciou investimentos entre US$ 200 bilhões e US$ 220 bilhões para os próximos cinco anos. Tal orçamento é justamente a razão pela qual o governo pressiona pela capitalização. A Petrobras fechou o ano de 2009 com uma dívida de R$ 100,329 bilhões, a maior de sua história, 55% superior ao registrado no fim de 2008.
Os pequenos ficaram para trás
Com o avanço do grupo EBX, de Eike Batista, em sua composição acionária, a Ideiasnet deixa de investir em empresas iniciantes - e busca retornos mais vultosos e imediatos.
Pode-se dizer que o empresário Lars Batista é um recém-chegado ao cenário de negócios brasileiro. Aos 38 anos de idade, ele voltou a morar no país em 2008 após uma temporada de quase duas décadas nos Estados Unidos. Lá cursou ciências da computação na Universidade de San Diego e cinema na Universidade de Miami - e trabalhou em companhias populares entre aficionados de jogos eletrônicos, como Cinemaware e eGames. Há cerca de dois anos, ele deixou a vice-presidência de desenvolvimento da eGames e voltou ao Brasil. Ao lado do irmão Eike Batista, oitavo homem mais rico do mundo, passou a se ocupar de um novo foco de investimento do grupo EBX - tecnologia. Nos últimos meses, tornou-se frequentador assíduo dos corredores de algumas das 16 empresas controladas pela Ideiasnet, holding que reúne companhias de tecnologia na qual o grupo EBX detém 13,6% de participação desde novembro de 2009 e é o segundo maior acionista - atrás do grupo Lorentzen, criado pelo norueguês naturalizado brasileiro Haakon Lorentzen, com 14,2%. Oficialmente, Lars é suplente do representante do grupo EBX no conselho de administração da Ideiasnet, Luiz Correia. Na prática, as su me papel de protagonista. "Ele tem circulado pela empresa cada vez mais e é extremamente detalhista nas conversas", diz um executivo próximo ao empresário. Procurado, Lars não deu entrevista.
A chegada de Lars Batista marca uma nova fase da Ideiasnet, criada em 2000 para investir em novos negócios de tecnologia no auge da bolha da internet. Até hoje, a holding só vendeu uma companhia, a Braspag, de sistemas online de pagamentos, em junho de 2009, para o Grupo Silvio Santos. A transação rendeu 6 milhões de reais à Ideiasnet - 26 vezes o valor investido ao longo de quatro anos. Embora o múltiplo seja considerável, em valores absolutos o retorno está aquém do que o novo sócio espera. O grupo EBX está à caça de negócios maiores - e que tragam retorno mais rápido. Dois movimentos realizados em abril mostram com clareza o novo rumo. O primeiro foi a devolução a seus fundadores de três empresas consideradas pequenas demais (e sem perspectiva de se tornar grandes). O outro foi a saída do executivo Rodin Spielmann, que ocupava havia nove anos o posto de diretor de relações com investidores, agora acumulado pelo presidente, Luis Reátegui. "Deixamos de vez o perfil mais próximo ao de uma incubadora para atuar como um fundo de private equity", diz Reátegui.
A entrada do EBX na Ideiasnet aconteceu em maio de 2008, quando o grupo adquiriu 7,9% de participação por 54,6 milhões de reais. Naquele momento, a vinda de um novo sócio era a solução mais imediata para os fundadores Carlos Mário de Almeida, de 52 anos, e George Ellis, de 70. Após anos a fio - e milhões de reais em investimentos - sem realizar a venda de nenhuma empresa, a entrada de dinheiro novo era inadiável. A decisão resultou no afastamento dos fundadores - juntos, eles possuem hoje menos de 7% da empresa. Ellis cedeu a presidência do conselho ao executivo Carlos Aguinaga e Almeida deixou a presidência executiva para Reátegui. O EBX aumentou ainda mais seu poder de influência em novembro passado, após uma oferta pública de ações, quando o grupo quase dobrou sua participação. A partir daquele momento, as mudanças aceleraram. "O Lorentzen nunca foi um acionista mão na massa", diz um executivo próximo à empresa. "Nessa nova fase, ele apoia as decisões do EBX."
As atenções dos sócios agora se voltam para uma intensa varredura no portfólio, processo do qual Lars está participando ativamente. A demonstração mais efetiva de que a alteração de rota era para valer aconteceu há poucas semanas. A holding devolveu a seus antigos donos três empresas que estavam há seis anos no portfólio da companhia e não se enquadravam no novo perfil de investimento da Ideiasnet - a Addcomm, agência de comunicação digital, a Visionnaire, de desenvolvimento de software, e a TV ao Vivo, de transmissão via internet. A companhia não revela quais serão as próximas empresas a deixar o portfólio, mas é certo que novas baixas devem acontecer. Hoje, 84% das receitas líquidas da holding, de 841,3 milhões de reais em 2009, vêm da Officer, distribuidora de software e hardware. A companhia é a única com potencial de abertura de capital ou de venda no curto prazo. Do restante, nove empresas estão no estágio inicial e seis em fase de crescimento.
Além de fazer uma limpeza no portfólio, a Ideiasnet também pretende investir 35,2 milhões de reais até o fim do ano em oito empresas consideradas prioritárias - a lista resultou de uma sabatina com os presidentes das companhias, conduzida em dezembro pelos sete conselheiros (além do "suplente" Lars). A desenvolvedora de softwares Automatos receberá a maior parte dos investimentos - 8,4 milhões de reais. A NetMovies, de locação online de DVDs, do empresário Daniel Topel, é inspirada na americana Netflix e receberá 4,5 milhões de reais. O terceiro empreendimento a receber aportes será a Bolsa de Mulher, de negócios digitais para mulheres - serão 7 milhões. Com a injeção de dinheiro, as cobranças em relação ao desempenho das empresas vão aumentar. A meta de crescimento da NetMovies para este ano é de 350%. A Bolsa de Mulher terá de dobrar o faturamento de 12 milhões de reais até dezembro.
Até agora as mudanças não ajudaram a valorizar os papéis da holding - que nunca voltaram aos 11 reais por ação da época de abertura de capital, há quase dez anos. Hoje, eles são negociados por algo em torno de 4 reais. O resultado da empresa no ano passado também não contribuiu em nada para melhorar o ânimo dos investidores. As receitas líquidas caíram 2,5% e houve prejuízo de 13 milhões de reais, ante um lucro de 3,6 milhões em 2008. "O perfil mais agressivo de investimento em empresas maiores e a revisão do port fólio devem trazer o dinamismo de que a Ideiasnet precisava há muito tempo", diz Beatriz Battelli, da Brascan Corretora. Por enquanto, apenas os próprios acionistas da empresa demonstram disposição de investir mais na companhia. Numa nova emissão primária de ações a ser concluída em maio, no valor de 50 milhões de reais, pelo menos quatro sócios demonstraram interesse em comprá-las - entre eles o grupo EBX. De acordo com fontes próximas à companhia, a intenção dos irmãos Batista é, desta vez, ganhar o controle. Sinal de que a era EBX na Ideiasnet pode estar apenas começando.
Pode-se dizer que o empresário Lars Batista é um recém-chegado ao cenário de negócios brasileiro. Aos 38 anos de idade, ele voltou a morar no país em 2008 após uma temporada de quase duas décadas nos Estados Unidos. Lá cursou ciências da computação na Universidade de San Diego e cinema na Universidade de Miami - e trabalhou em companhias populares entre aficionados de jogos eletrônicos, como Cinemaware e eGames. Há cerca de dois anos, ele deixou a vice-presidência de desenvolvimento da eGames e voltou ao Brasil. Ao lado do irmão Eike Batista, oitavo homem mais rico do mundo, passou a se ocupar de um novo foco de investimento do grupo EBX - tecnologia. Nos últimos meses, tornou-se frequentador assíduo dos corredores de algumas das 16 empresas controladas pela Ideiasnet, holding que reúne companhias de tecnologia na qual o grupo EBX detém 13,6% de participação desde novembro de 2009 e é o segundo maior acionista - atrás do grupo Lorentzen, criado pelo norueguês naturalizado brasileiro Haakon Lorentzen, com 14,2%. Oficialmente, Lars é suplente do representante do grupo EBX no conselho de administração da Ideiasnet, Luiz Correia. Na prática, as su me papel de protagonista. "Ele tem circulado pela empresa cada vez mais e é extremamente detalhista nas conversas", diz um executivo próximo ao empresário. Procurado, Lars não deu entrevista.
A chegada de Lars Batista marca uma nova fase da Ideiasnet, criada em 2000 para investir em novos negócios de tecnologia no auge da bolha da internet. Até hoje, a holding só vendeu uma companhia, a Braspag, de sistemas online de pagamentos, em junho de 2009, para o Grupo Silvio Santos. A transação rendeu 6 milhões de reais à Ideiasnet - 26 vezes o valor investido ao longo de quatro anos. Embora o múltiplo seja considerável, em valores absolutos o retorno está aquém do que o novo sócio espera. O grupo EBX está à caça de negócios maiores - e que tragam retorno mais rápido. Dois movimentos realizados em abril mostram com clareza o novo rumo. O primeiro foi a devolução a seus fundadores de três empresas consideradas pequenas demais (e sem perspectiva de se tornar grandes). O outro foi a saída do executivo Rodin Spielmann, que ocupava havia nove anos o posto de diretor de relações com investidores, agora acumulado pelo presidente, Luis Reátegui. "Deixamos de vez o perfil mais próximo ao de uma incubadora para atuar como um fundo de private equity", diz Reátegui.
A entrada do EBX na Ideiasnet aconteceu em maio de 2008, quando o grupo adquiriu 7,9% de participação por 54,6 milhões de reais. Naquele momento, a vinda de um novo sócio era a solução mais imediata para os fundadores Carlos Mário de Almeida, de 52 anos, e George Ellis, de 70. Após anos a fio - e milhões de reais em investimentos - sem realizar a venda de nenhuma empresa, a entrada de dinheiro novo era inadiável. A decisão resultou no afastamento dos fundadores - juntos, eles possuem hoje menos de 7% da empresa. Ellis cedeu a presidência do conselho ao executivo Carlos Aguinaga e Almeida deixou a presidência executiva para Reátegui. O EBX aumentou ainda mais seu poder de influência em novembro passado, após uma oferta pública de ações, quando o grupo quase dobrou sua participação. A partir daquele momento, as mudanças aceleraram. "O Lorentzen nunca foi um acionista mão na massa", diz um executivo próximo à empresa. "Nessa nova fase, ele apoia as decisões do EBX."
As atenções dos sócios agora se voltam para uma intensa varredura no portfólio, processo do qual Lars está participando ativamente. A demonstração mais efetiva de que a alteração de rota era para valer aconteceu há poucas semanas. A holding devolveu a seus antigos donos três empresas que estavam há seis anos no portfólio da companhia e não se enquadravam no novo perfil de investimento da Ideiasnet - a Addcomm, agência de comunicação digital, a Visionnaire, de desenvolvimento de software, e a TV ao Vivo, de transmissão via internet. A companhia não revela quais serão as próximas empresas a deixar o portfólio, mas é certo que novas baixas devem acontecer. Hoje, 84% das receitas líquidas da holding, de 841,3 milhões de reais em 2009, vêm da Officer, distribuidora de software e hardware. A companhia é a única com potencial de abertura de capital ou de venda no curto prazo. Do restante, nove empresas estão no estágio inicial e seis em fase de crescimento.
Além de fazer uma limpeza no portfólio, a Ideiasnet também pretende investir 35,2 milhões de reais até o fim do ano em oito empresas consideradas prioritárias - a lista resultou de uma sabatina com os presidentes das companhias, conduzida em dezembro pelos sete conselheiros (além do "suplente" Lars). A desenvolvedora de softwares Automatos receberá a maior parte dos investimentos - 8,4 milhões de reais. A NetMovies, de locação online de DVDs, do empresário Daniel Topel, é inspirada na americana Netflix e receberá 4,5 milhões de reais. O terceiro empreendimento a receber aportes será a Bolsa de Mulher, de negócios digitais para mulheres - serão 7 milhões. Com a injeção de dinheiro, as cobranças em relação ao desempenho das empresas vão aumentar. A meta de crescimento da NetMovies para este ano é de 350%. A Bolsa de Mulher terá de dobrar o faturamento de 12 milhões de reais até dezembro.
Até agora as mudanças não ajudaram a valorizar os papéis da holding - que nunca voltaram aos 11 reais por ação da época de abertura de capital, há quase dez anos. Hoje, eles são negociados por algo em torno de 4 reais. O resultado da empresa no ano passado também não contribuiu em nada para melhorar o ânimo dos investidores. As receitas líquidas caíram 2,5% e houve prejuízo de 13 milhões de reais, ante um lucro de 3,6 milhões em 2008. "O perfil mais agressivo de investimento em empresas maiores e a revisão do port fólio devem trazer o dinamismo de que a Ideiasnet precisava há muito tempo", diz Beatriz Battelli, da Brascan Corretora. Por enquanto, apenas os próprios acionistas da empresa demonstram disposição de investir mais na companhia. Numa nova emissão primária de ações a ser concluída em maio, no valor de 50 milhões de reais, pelo menos quatro sócios demonstraram interesse em comprá-las - entre eles o grupo EBX. De acordo com fontes próximas à companhia, a intenção dos irmãos Batista é, desta vez, ganhar o controle. Sinal de que a era EBX na Ideiasnet pode estar apenas começando.
Portugal Telecom rejeita oferta da Telefónica por fatia na Vivo
Segundo a Portugal Telecom, a oferta pela fatia na maior operadora de telefonia móvel do Brasil é válida até 6 de junho.
A Portugal Telecom rejeitou uma oferta da espanhola Telefónica para comprar por 5,7 bilhões de euros sua participação na Vivo, anunciou a operadora portuguesa.
Em comunicado ao órgão regulador português, a Portugal Telecom afirmou que recebeu da Telefónica uma "oferta não solicitada, vinculativa e incondicional" para a aquisição dos 50 por cento que tem na Brasilcel, sociedade detentora do controle da Vivo Participações "por uma valor de 5,7 bilhões de euros".
Segundo a Portugal Telecom, a oferta pela fatia na maior operadora de telefonia móvel do Brasil é válida até 6 de junho.
"A Vivo é um ativo essencial para a estratégia da Portugal Telecom e a venda dessa participação iria contra as perspectivas de crescimento a longo prazo da PT. O Conselho de Administração rejeitou a oferta por unanimidade", disse o comunicado
A Portugal Telecom rejeitou uma oferta da espanhola Telefónica para comprar por 5,7 bilhões de euros sua participação na Vivo, anunciou a operadora portuguesa.
Em comunicado ao órgão regulador português, a Portugal Telecom afirmou que recebeu da Telefónica uma "oferta não solicitada, vinculativa e incondicional" para a aquisição dos 50 por cento que tem na Brasilcel, sociedade detentora do controle da Vivo Participações "por uma valor de 5,7 bilhões de euros".
Segundo a Portugal Telecom, a oferta pela fatia na maior operadora de telefonia móvel do Brasil é válida até 6 de junho.
"A Vivo é um ativo essencial para a estratégia da Portugal Telecom e a venda dessa participação iria contra as perspectivas de crescimento a longo prazo da PT. O Conselho de Administração rejeitou a oferta por unanimidade", disse o comunicado
segunda-feira, 10 de maio de 2010
BP quer se tornar gigante em etanol no Brasil
A estratégia é buscar joint ventures no país e também construir usinas.
A BP Biofuels, braço de biocombustíveis da petroleira britânica BP, pretende ser uma das principais empresas do setor sucroalcooleiro do Brasil até 2020, processando 100 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O presidente mundial da BP Biofuels, Philip New, diz que o crescimento se dará de forma gradual, por meio de joint ventures com empresas já existentes e também da construção de novas usinas, em projetos greenfield.
Na estratégia de realizar joint ventures com produtores locais, o controle será compartilhado, ou seja, a BP Biofuels não pretende ter mais de 50% de participação em um projeto. "Isso nos permite aprender e entender outra cultura. Ter o controle total é perigoso, pois cria a tentação de querer mandar, e não de aprender", afirmou New. A empresa espera que, nessas parcerias, o player local entre com o produto e a expertise na área. A BP vai contribuir com tecnologia e estrutura de penetração global.
Atualmente, a BP já é responsável pela distribuição de 10% do etanol produzido no mundo. Para o executivo, a consolidação do setor sucroalcooleiro brasileiro continuará acontecendo nos próximos anos de forma a criar grandes conglomerados, que terão uma capacidade de moagem em torno de 100 milhões de toneladas de cana cada. "Definitivamente, estaremos nesse grupo."
New explica que a BP Biofuels não tem pressa. Embora tenha sido a primeira empresa petroleira a entrar no ramo de etanol no Brasil e no mundo, a prioridade, segundo ele, é aprender e não fazer investimentos de forma acelerada. "Mas não se espante se em breve anunciarmos algum novo projeto. Estamos atentos às oportunidades de mercado."
A BP Biofuels, braço de biocombustíveis da petroleira britânica BP, pretende ser uma das principais empresas do setor sucroalcooleiro do Brasil até 2020, processando 100 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O presidente mundial da BP Biofuels, Philip New, diz que o crescimento se dará de forma gradual, por meio de joint ventures com empresas já existentes e também da construção de novas usinas, em projetos greenfield.
Na estratégia de realizar joint ventures com produtores locais, o controle será compartilhado, ou seja, a BP Biofuels não pretende ter mais de 50% de participação em um projeto. "Isso nos permite aprender e entender outra cultura. Ter o controle total é perigoso, pois cria a tentação de querer mandar, e não de aprender", afirmou New. A empresa espera que, nessas parcerias, o player local entre com o produto e a expertise na área. A BP vai contribuir com tecnologia e estrutura de penetração global.
Atualmente, a BP já é responsável pela distribuição de 10% do etanol produzido no mundo. Para o executivo, a consolidação do setor sucroalcooleiro brasileiro continuará acontecendo nos próximos anos de forma a criar grandes conglomerados, que terão uma capacidade de moagem em torno de 100 milhões de toneladas de cana cada. "Definitivamente, estaremos nesse grupo."
New explica que a BP Biofuels não tem pressa. Embora tenha sido a primeira empresa petroleira a entrar no ramo de etanol no Brasil e no mundo, a prioridade, segundo ele, é aprender e não fazer investimentos de forma acelerada. "Mas não se espante se em breve anunciarmos algum novo projeto. Estamos atentos às oportunidades de mercado."
Brasil fará aporte de US$ 286 mi no FMI para ajudar Grécia, diz Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil fará um aporte de US$ 286 milhões no FMI (Fundo Monetário Internacional) para ajudar a conter a crise na Grécia. De acordo com ele, os recursos sairão das reservas internacionais do país, hoje estimadas em US$ 245 bilhões.
Mantega afirmou, porém, que as reservas brasileiras não serão reduzidas por conta do financiamento. "O Brasil emprestará o dinheiro e o FMI nos dará direito especial de saque. É só uma troca de aplicação", disse.
Para o ministro, a crise europeia terá consequências "muito leves" para o país e não afetará o crescimento econômico neste ano. Segundo ele, o impacto maior deverá vir pelo lado do comércio exterior. "A recuperação dos países europeus será mais lenta, então teremos que esperar mais tempo para aumentar as exportações para a região", disse.
Ele estimou, no entanto, que a situação econômica internacional deverá ter uma melhora a partir de 2011 ou 2012, por conta de indicadores positivos em países como os Estados Unidos. Mantega citou a criação de 290 mil vagas no mês de abril no país, o maior aumento desde março de 2006.
Questionado se o Brasil possui títulos da dívida grega, Mantega afirmou que alguns bancos privados brasileiros podem possuir títulos da dívida grega, mas em um percentual baixo.
Mantega afirmou, porém, que as reservas brasileiras não serão reduzidas por conta do financiamento. "O Brasil emprestará o dinheiro e o FMI nos dará direito especial de saque. É só uma troca de aplicação", disse.
Para o ministro, a crise europeia terá consequências "muito leves" para o país e não afetará o crescimento econômico neste ano. Segundo ele, o impacto maior deverá vir pelo lado do comércio exterior. "A recuperação dos países europeus será mais lenta, então teremos que esperar mais tempo para aumentar as exportações para a região", disse.
Ele estimou, no entanto, que a situação econômica internacional deverá ter uma melhora a partir de 2011 ou 2012, por conta de indicadores positivos em países como os Estados Unidos. Mantega citou a criação de 290 mil vagas no mês de abril no país, o maior aumento desde março de 2006.
Questionado se o Brasil possui títulos da dívida grega, Mantega afirmou que alguns bancos privados brasileiros podem possuir títulos da dívida grega, mas em um percentual baixo.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Marfrig admite negociação com Bertin
O frigorífico Marfrig admitiu, nesta quarta-feira (6/5), ter mantido conversas sobre oportunidades de negócios com o grupo Bertin, que atua nos segmentos de agroindústria e infraestrutura. A empresa afirmou em nota que não existe nenhum acordo formal entre ambas e muito menos a participação de outras empresas do setor de alimentos nas reuniões.
O setor de carne bovina foi um dos mais afetados pela crise financeira internacional, e , segundo reportagem de ontem do jornal Valor Econômico, a possível fusão fortaleceria as duas empresas para enfrentar as incertezas do mercado. De acordo com os analistas do setor, é provável a entrada de capital do BNDES para viabilizar a operação.
Tanto Marfrig como Bertin estão endividadas após um período de aquisições e fecharam o último ano com perdas. O Bertin. fechou 2008 com um prejuízo de 681 milhões de reais e dívidas de 5,5 bilhões de reais. Enquanto Marfrig registrou perda de 35,5 milhões de reais e dívida bruta de 4,3 bilhões de reais em 2008.
A união entre as companhias coloca em xeque as afirmações do frigorífico Marfrig em março deste ano. Naquele mês, a empresa descartou novas aquisições para 2009 e enfatizou sua estratégia de reduzir drasticamente os investimentos a fim de equilibrar as contas. "Agora queremos integrar as operações compradas nos últimos anos, ter sinergias", afirmou, na época, o diretor de Relações com Investidores, Ricardo Florence.
O frigorífico divulgou ainda que as conversas acontecem sob sigilo para evitar rumores que prejudiquem o andamento das supostas negociações. E que qualquer fato concreto será informado ao mercado.
O setor de carne bovina foi um dos mais afetados pela crise financeira internacional, e , segundo reportagem de ontem do jornal Valor Econômico, a possível fusão fortaleceria as duas empresas para enfrentar as incertezas do mercado. De acordo com os analistas do setor, é provável a entrada de capital do BNDES para viabilizar a operação.
Tanto Marfrig como Bertin estão endividadas após um período de aquisições e fecharam o último ano com perdas. O Bertin. fechou 2008 com um prejuízo de 681 milhões de reais e dívidas de 5,5 bilhões de reais. Enquanto Marfrig registrou perda de 35,5 milhões de reais e dívida bruta de 4,3 bilhões de reais em 2008.
A união entre as companhias coloca em xeque as afirmações do frigorífico Marfrig em março deste ano. Naquele mês, a empresa descartou novas aquisições para 2009 e enfatizou sua estratégia de reduzir drasticamente os investimentos a fim de equilibrar as contas. "Agora queremos integrar as operações compradas nos últimos anos, ter sinergias", afirmou, na época, o diretor de Relações com Investidores, Ricardo Florence.
O frigorífico divulgou ainda que as conversas acontecem sob sigilo para evitar rumores que prejudiquem o andamento das supostas negociações. E que qualquer fato concreto será informado ao mercado.
Lucro da PDG dispara 153% no 1o tri por vendas maiores
O resultado se deu por conta do aumento de 101% nas vendas contratadas da companhia, que totalizaram R$ 842 milhões.
A construtora e incorporadora PDG Realty teve um lucro líquido de 136,14 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, volume 153 por cento maior sobre o ganho de 53,77 milhões de reais no mesmo período de 2009, conforme relatório divulgado na noite de quinta-feira.
O resultado foi impulsionado pelo aumento de 101 por cento nas vendas contratadas da companhia, que totalizaram 842 milhões de reais no trimestre encerrado em março. Com isso, a receita líquida da PDG alcançou 613,2 milhões de reais no primeiro quarto de 2010, alta de 96 na relação anual.
Já o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia somou 156,76 milhões de reais de janeiro a março, ante 86,66 milhões de reais um ano antes.
A margem Ebitda, contudo, recuou de 27,8 por cento no primeiro trimestre do ano passado para 25,6 por cento.
No demonstrativo de resultados, a PDG informou que tem a meta de construir cerca de 10 mil unidades neste ano por meio do sistema construtivo de pré moldados Jet Casa, voltado ao segmento econômico. Em todo o ano passado, foram construídas 2.500 moradias por esse método.
A companhia afirmou também que, no primeiro trimestre, iniciou negociações com a LN Empreendimentos, empresa com a qual já possui contrato de parceria, buscando ampliar a atuação nos segmentos de classe média e média alta na região Sul do país.
"As partes pretendem formar uma joint venture através de uma holding que será detida 80 por cento pela PDG e 20 por cento pelos controladores da LN", ressalta a empresa.
Na terça-feira, a PDG anunciou a aquisição da totalidade de ações da Agre, em um acordo da ordem de 2,43 bilhões de reais. Juntas, as companhias têm a meta de lançar entre 6,5 e 7,5 bilhões de reais em 2010.
O Valor Geral de Vendas (VGV) lançado pela PDG no primeiro trimestre deste ano atingiu 846 milhões de reais, ante 472 milhões no mesmo período de 2009. Do total lançado, 87 por cento das unidades foram voltadas ao segmento econômico, com valor médio de 132 mil reais.
A companhia encerrou março com um banco de terrenos avaliado em 13,2 bilhões de reais, sendo que 3,75 bilhões foram adquiridos de janeiro a março.
A construtora e incorporadora PDG Realty teve um lucro líquido de 136,14 milhões de reais no primeiro trimestre do ano, volume 153 por cento maior sobre o ganho de 53,77 milhões de reais no mesmo período de 2009, conforme relatório divulgado na noite de quinta-feira.
O resultado foi impulsionado pelo aumento de 101 por cento nas vendas contratadas da companhia, que totalizaram 842 milhões de reais no trimestre encerrado em março. Com isso, a receita líquida da PDG alcançou 613,2 milhões de reais no primeiro quarto de 2010, alta de 96 na relação anual.
Já o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia somou 156,76 milhões de reais de janeiro a março, ante 86,66 milhões de reais um ano antes.
A margem Ebitda, contudo, recuou de 27,8 por cento no primeiro trimestre do ano passado para 25,6 por cento.
No demonstrativo de resultados, a PDG informou que tem a meta de construir cerca de 10 mil unidades neste ano por meio do sistema construtivo de pré moldados Jet Casa, voltado ao segmento econômico. Em todo o ano passado, foram construídas 2.500 moradias por esse método.
A companhia afirmou também que, no primeiro trimestre, iniciou negociações com a LN Empreendimentos, empresa com a qual já possui contrato de parceria, buscando ampliar a atuação nos segmentos de classe média e média alta na região Sul do país.
"As partes pretendem formar uma joint venture através de uma holding que será detida 80 por cento pela PDG e 20 por cento pelos controladores da LN", ressalta a empresa.
Na terça-feira, a PDG anunciou a aquisição da totalidade de ações da Agre, em um acordo da ordem de 2,43 bilhões de reais. Juntas, as companhias têm a meta de lançar entre 6,5 e 7,5 bilhões de reais em 2010.
O Valor Geral de Vendas (VGV) lançado pela PDG no primeiro trimestre deste ano atingiu 846 milhões de reais, ante 472 milhões no mesmo período de 2009. Do total lançado, 87 por cento das unidades foram voltadas ao segmento econômico, com valor médio de 132 mil reais.
A companhia encerrou março com um banco de terrenos avaliado em 13,2 bilhões de reais, sendo que 3,75 bilhões foram adquiridos de janeiro a março.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Gerdau tem lucro de R$573 mi, dentro do esperado
Lucro poderia ter sido maior, se não fosse a valorização do dólar sobre o real.
A maior fabricante de aços longos das Américas, Gerdau, divulgou nesta quinta-feira sensível melhora no lucro do primeiro trimestre em relação ao obtido um ano antes, favorecida por uma base de comparação fraca e aumento de vendas no mercado interno e América do Norte.
A companhia registrou lucro líquido de 573 milhões de reais nos três primeiros meses de 2010, após resultado positivo de 35 milhões de reais um ano antes, que foi fortemente impactado pela queda na demanda por aço após a crise financeira internacional.
Analistas consultados pela Reuters estimavam, em média, lucro líquido de 554 milhões de reais no primeiro trimestre, com as previsões variando de 458 milhões a 731,7 milhões de reais.
A alta do lucro da empresa teria sido maior, não fosse a valorização do dólar sobre o real, que fez o resultado positivo da operação brasileira, sem considerar aços especiais, cair 29 por cento sobre o primeiro trimestre de 2009, para 337 milhões de reais. Se no início do ano passado essa variação cambial gerou ganho de 160 milhões de reais para a operação, este ano houve perda de 76 milhões.
A apreciação da moeda norte-americana no início de 2010 também afetou a comparação com o quarto trimestre, gerando queda de 27 por cento no lucro líquido da operação brasileira.
A produção da companhia disparou 71 por cento nos três primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2009, para 1,68 milhão de toneladas de aço bruto. O desempenho foi puxado por desempenhos expressivos no Brasil, América do Norte e da área de aços especiais, uma das mais afetadas pela crise.
No Brasil, a produção da Gerdau, primeira grande siderúrgica do país a divulgar resultado de primeiro trimestre, a produção quase dobrou, saindo de 879 mil toneladas em 2009 para 1,68 milhão nos três primeiros meses de 2010.
A América do Norte viu um aumento de 52 por cento, para 1,59 milhão de toneladas, enquanto aços especiais, que produz aço para o setor de veículos por exemplo, disparou 148 por cento, a 771 mil toneladas.
O desempenho da produção de aço bruto da América do Norte foi inclusive 37 por cento maior na comparação com o quarto trimestre, sinalizando melhora no fraco mercado norte-americano. Quanto a Brasil, a produção teve leve aumento de 1 por cento nesta comparação, enquanto aços especiais apresentou incremento de 16 por cento. O ponto negativo foi para a divisão América Latina, que apresentou queda de 10 por cento sobre os três últimos meses de 2009.
Vendas em alta
Em vendas, a Gerdau também teve forte desempenho, exibindo crescimento de 32 por cento na comparação anual, para 4,053 milhões de toneladas.
Brasil vendeu 40 por cento mais ou 1,53 milhão de toneladas e as vendas para o mercado interno dispararam 60 por cento apesar do câmbio, para 1,15 milhão de toneladas. As exportações, por sua vez, subiram 1 por cento, para 378 mil toneladas.
Apesar da sensível alta nos volumes vendidos, a receita líquida da companhia, de 7,1 bilhões de reais, encerrou o primeiro trimestre com uma alta de ligeiros 2 por cento na frente o início de 2009. Esse resultado foi afetado "parcialmente por redução de 23 por cento na receita líquida por tonelada, resultante, principalmente, da valorização de 22 por cento do real frente ao dólar no período e por variações no mix de produtos vendidos", afirma a Gerdau no balanço.
Frente ao quarto trimestre, a receita líquida cresceu 12 por cento.
A média de previsões de seis analistas consultados pela Reuters era de faturamento de 7,33 bilhões de reais.
A geração de caixa medida pelo Ebitda mais que dobrou, de 599 milhões para 1,4 bilhão de reais enquanto a margem passou de 9 para 20 por cento.
A melhora da margem foi apoiada com esforço de corte de custos ao longo de 2009, que produziu como resultado uma queda de 8 por cento nos custos com vendas no primeiro trimestre. Com isso, a participação das despesas com vendas, gerais e administrativas em relação à receita líquida caiu de 9 para 7 por cento.
A empresa mantém plano de investimentos de 9,5 bilhões de reais entre 2010 e 2014, sendo o principal deles já aprovado um laminador de chapas grossas com capacidade para 1 milhão de toneladas com início previsto para 2012.
A maior fabricante de aços longos das Américas, Gerdau, divulgou nesta quinta-feira sensível melhora no lucro do primeiro trimestre em relação ao obtido um ano antes, favorecida por uma base de comparação fraca e aumento de vendas no mercado interno e América do Norte.
A companhia registrou lucro líquido de 573 milhões de reais nos três primeiros meses de 2010, após resultado positivo de 35 milhões de reais um ano antes, que foi fortemente impactado pela queda na demanda por aço após a crise financeira internacional.
Analistas consultados pela Reuters estimavam, em média, lucro líquido de 554 milhões de reais no primeiro trimestre, com as previsões variando de 458 milhões a 731,7 milhões de reais.
A alta do lucro da empresa teria sido maior, não fosse a valorização do dólar sobre o real, que fez o resultado positivo da operação brasileira, sem considerar aços especiais, cair 29 por cento sobre o primeiro trimestre de 2009, para 337 milhões de reais. Se no início do ano passado essa variação cambial gerou ganho de 160 milhões de reais para a operação, este ano houve perda de 76 milhões.
A apreciação da moeda norte-americana no início de 2010 também afetou a comparação com o quarto trimestre, gerando queda de 27 por cento no lucro líquido da operação brasileira.
A produção da companhia disparou 71 por cento nos três primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2009, para 1,68 milhão de toneladas de aço bruto. O desempenho foi puxado por desempenhos expressivos no Brasil, América do Norte e da área de aços especiais, uma das mais afetadas pela crise.
No Brasil, a produção da Gerdau, primeira grande siderúrgica do país a divulgar resultado de primeiro trimestre, a produção quase dobrou, saindo de 879 mil toneladas em 2009 para 1,68 milhão nos três primeiros meses de 2010.
A América do Norte viu um aumento de 52 por cento, para 1,59 milhão de toneladas, enquanto aços especiais, que produz aço para o setor de veículos por exemplo, disparou 148 por cento, a 771 mil toneladas.
O desempenho da produção de aço bruto da América do Norte foi inclusive 37 por cento maior na comparação com o quarto trimestre, sinalizando melhora no fraco mercado norte-americano. Quanto a Brasil, a produção teve leve aumento de 1 por cento nesta comparação, enquanto aços especiais apresentou incremento de 16 por cento. O ponto negativo foi para a divisão América Latina, que apresentou queda de 10 por cento sobre os três últimos meses de 2009.
Vendas em alta
Em vendas, a Gerdau também teve forte desempenho, exibindo crescimento de 32 por cento na comparação anual, para 4,053 milhões de toneladas.
Brasil vendeu 40 por cento mais ou 1,53 milhão de toneladas e as vendas para o mercado interno dispararam 60 por cento apesar do câmbio, para 1,15 milhão de toneladas. As exportações, por sua vez, subiram 1 por cento, para 378 mil toneladas.
Apesar da sensível alta nos volumes vendidos, a receita líquida da companhia, de 7,1 bilhões de reais, encerrou o primeiro trimestre com uma alta de ligeiros 2 por cento na frente o início de 2009. Esse resultado foi afetado "parcialmente por redução de 23 por cento na receita líquida por tonelada, resultante, principalmente, da valorização de 22 por cento do real frente ao dólar no período e por variações no mix de produtos vendidos", afirma a Gerdau no balanço.
Frente ao quarto trimestre, a receita líquida cresceu 12 por cento.
A média de previsões de seis analistas consultados pela Reuters era de faturamento de 7,33 bilhões de reais.
A geração de caixa medida pelo Ebitda mais que dobrou, de 599 milhões para 1,4 bilhão de reais enquanto a margem passou de 9 para 20 por cento.
A melhora da margem foi apoiada com esforço de corte de custos ao longo de 2009, que produziu como resultado uma queda de 8 por cento nos custos com vendas no primeiro trimestre. Com isso, a participação das despesas com vendas, gerais e administrativas em relação à receita líquida caiu de 9 para 7 por cento.
A empresa mantém plano de investimentos de 9,5 bilhões de reais entre 2010 e 2014, sendo o principal deles já aprovado um laminador de chapas grossas com capacidade para 1 milhão de toneladas com início previsto para 2012.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Embraer começa a se recuperar
A Embraer, terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo, começa a se recuperar da profunda crise que enfrentou no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, a empresa vendeu 17 aviões. O volume de vendas dos três primeiros meses do ano é muito próximo de todo o ano de 2009, quando a Embraer vendeu apenas 23 aeronaves. O resultado do ano passado foi 80% menor do que as 112 vendas de 2008 e 85% pior do que os 145 aviões vendidos em 2007.
Ainda é cedo para comemorar, mas analistas do setor consideram que a empresa pode voltar a volumes próximos ao de 2008 já em 2011, revertendo as perdas que teve com a crise financeira desencadeada no fim de 2008 antes do previsto.
O péssimo desempenho do ano passado explica as demissões realizadas pela empresa no início de 2009, quando mais de 4 000 funcionários foram dispensados e a empresa foi cobrada publicamente pelo presidente Lula.
Ainda é cedo para comemorar, mas analistas do setor consideram que a empresa pode voltar a volumes próximos ao de 2008 já em 2011, revertendo as perdas que teve com a crise financeira desencadeada no fim de 2008 antes do previsto.
O péssimo desempenho do ano passado explica as demissões realizadas pela empresa no início de 2009, quando mais de 4 000 funcionários foram dispensados e a empresa foi cobrada publicamente pelo presidente Lula.
Telebrás confirma que integrará Plano de Banda Larga
A Telebrás encaminhou hoje fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirmando a decisão do governo de que "integrará" o Plano Nacional de Banda Larga. A Telebrás, de acordo com o comunicado, vai prover infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestado por empresas privadas. Na prática, o governo decidiu que a estatal será a gestora das redes de fibras óticas do governo atuando no atacado, fazendo a transmissão de dados.
O comunicado também afirma que a Telebrás poderá prestar o serviço de internet de banda larga para os usuários finais. "Apenas e tão somente" onde não exista oferta adequada desses serviços. Ou seja, o governo deixará para as empresas privadas - entre grandes operadoras e pequenos provedores de internet - a chamada última milha, que vem a ser o serviço ao usuário final.
A empresa terá ainda a atribuição de "implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal" e de prestar apoio e suporte a políticas de conexão a internet em banda larga para universidades, centros de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento e telecentros comunitários.
A decisão de enviar fato relevante à CVM foi tomada no início da noite em reunião da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, e mais nove ministros. A previsão é de que detalhes do plano sejam anunciados amanhã em entrevista à imprensa.
O comunicado também afirma que a Telebrás poderá prestar o serviço de internet de banda larga para os usuários finais. "Apenas e tão somente" onde não exista oferta adequada desses serviços. Ou seja, o governo deixará para as empresas privadas - entre grandes operadoras e pequenos provedores de internet - a chamada última milha, que vem a ser o serviço ao usuário final.
A empresa terá ainda a atribuição de "implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal" e de prestar apoio e suporte a políticas de conexão a internet em banda larga para universidades, centros de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento e telecentros comunitários.
A decisão de enviar fato relevante à CVM foi tomada no início da noite em reunião da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, e mais nove ministros. A previsão é de que detalhes do plano sejam anunciados amanhã em entrevista à imprensa.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Eike planeja refinaria com chineses no Brasil
Segundo Batista, as conversas estão sendo realizadas com todas as empresas do setor de petróleo da China.
parceria no setor de petróleo entre o empresário Eike Batista e a China vai envolver a construção de uma refinaria no Porto do Açu, no Estado do Rio de Janeiro, informou o empresário à Reuters nesta segunda-feira durante o Reuters Latin American Investment Summit.
Segundo Batista, as conversas estão sendo realizadas com todas as empresas do setor de petróleo da China e a refinaria será condição para que o gigante asiático receba o petróleo bruto da OGX.
"Você quer meu petróleo? Refine um xis aqui", disse Eike sobre como estão sendo as negociações com os chineses.
"Ele vai levar um xis em (óleo) bruto para a refinaria dele, e vai refinar um xis aqui", explicou.
O tamanho da unidade vai depender do volume de produção do braço de petróleo do grupo EBX. No mesmo local, a chinesa Wuhan Iron & Steel (Wisco) já fechou a construção de uma siderúrgica de 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano e a LLX, braço de logística do grupo, já negocia uma segunda planta, cujo sócio será anunciado até o final do ano.
A MPX, braço de energia do grupo, vai construir também uma termelétrica a carvão na área, um investimento de 4,1 bilhões de dólares, que terá capacidade de 2.100 megawatts.
"No Açu você vai levar a indústria para a melhor área logística que a indústria pode ter, que é o mar", disse Batista sobre o Complexo do Porto do Açu, cujo porto pretende ser o maior do país e entra em operação em 2012.
O oitavo homem mais rico do mundo, segundo a Forbes, está otimista com o crescimento da OGX e com a venda de participações em blocos da empresa no momento certo. Com essa venda, os acionistas da empresa receberão o seu primeiro dividendo, antecipou o empresário, que ainda não tem data para a oferta.
Segundo ele, nos últimos anos, excluindo o segmento de varejo, os grupos industriais que cresceram têm em comum a prática de fazer sua própria infra-estrutura.
"O sucesso dos grupos brasileiros é ter o sistema próprio dele, meio independente", afirmou citando CSN e Votorantim como exemplos. "O Votorantim foi para a energia para garantir a produção de alumínio", lembrou.
A mesma filosofia norteou a criação da OSX, construtora de estaleiros, para garantir a entrega das plataformas da OGX.
"Temos a demanda dentro de casa, só a encomenda de 30 bilhões de dólares da OGX já faz o estaleiro viável", explicou o empresário que contabiliza três anos para a OSX "atingir a eficiência coreana".
"Só consegue fazer estaleiro eficiente com o modelo coreano, que é tamanho, é linha de produção...você precisa de área gigante e encomenda grande para isso acontecer, temos os dois", afirmou, referindo-se ao estaleiro em Biguaçu, Santa Catarina, que começa a operar em fevereiro de 2012.
Segundo Batista, BP e outras empresas estrangeiras que atuam no país já bateram na porta do grupo para possíveis futuras encomendas à OSX.
"A Pride já falou com a gente para ter um slot de produção (no estaleiro da OSX) para fazer um leasing com a Petrobras", informou.
Colômbia
Além dos planos para o Brasil, onde a OGX começa a produzir no primeiro trimestre de 2011, a companhia reservou 200 milhões de dólares para o início de sua atuação na Colômbia, já que prepara participação em rodada de licitações em junho no país.
Lá é apenas onshore (blocos em terra), vamos gastar 200 milhões (de dólares) no bid (oferta) e na exploração", informou o empresário.
No Chile, onde possui uma área no litoral norte do país, de 240.000 hectares, os planos de construção de porto e termelétrica estão ainda mais relevantes, na avaliação do empresário.
"Depois do terremoto a importância da Hacienda Castilla voltou com força ...a termelétrica vai gerar energia e produzir água para as mineradoras dos Andes", disse o empresário sobre o projeto no Chile.
De maneira geral, o empresário vê com otimismo o cenário para o Brasil nos próximos anos.
"Tem uma demanda reprimida no país extraordinária, com crédito, endividamento baixo... em 2020 o Brasil vai ter a melhor curva demográfica do mundo, então, puxa, não dá para você não enxergar 10 anos de crescimento contínuo".
parceria no setor de petróleo entre o empresário Eike Batista e a China vai envolver a construção de uma refinaria no Porto do Açu, no Estado do Rio de Janeiro, informou o empresário à Reuters nesta segunda-feira durante o Reuters Latin American Investment Summit.
Segundo Batista, as conversas estão sendo realizadas com todas as empresas do setor de petróleo da China e a refinaria será condição para que o gigante asiático receba o petróleo bruto da OGX.
"Você quer meu petróleo? Refine um xis aqui", disse Eike sobre como estão sendo as negociações com os chineses.
"Ele vai levar um xis em (óleo) bruto para a refinaria dele, e vai refinar um xis aqui", explicou.
O tamanho da unidade vai depender do volume de produção do braço de petróleo do grupo EBX. No mesmo local, a chinesa Wuhan Iron & Steel (Wisco) já fechou a construção de uma siderúrgica de 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano e a LLX, braço de logística do grupo, já negocia uma segunda planta, cujo sócio será anunciado até o final do ano.
A MPX, braço de energia do grupo, vai construir também uma termelétrica a carvão na área, um investimento de 4,1 bilhões de dólares, que terá capacidade de 2.100 megawatts.
"No Açu você vai levar a indústria para a melhor área logística que a indústria pode ter, que é o mar", disse Batista sobre o Complexo do Porto do Açu, cujo porto pretende ser o maior do país e entra em operação em 2012.
O oitavo homem mais rico do mundo, segundo a Forbes, está otimista com o crescimento da OGX e com a venda de participações em blocos da empresa no momento certo. Com essa venda, os acionistas da empresa receberão o seu primeiro dividendo, antecipou o empresário, que ainda não tem data para a oferta.
Segundo ele, nos últimos anos, excluindo o segmento de varejo, os grupos industriais que cresceram têm em comum a prática de fazer sua própria infra-estrutura.
"O sucesso dos grupos brasileiros é ter o sistema próprio dele, meio independente", afirmou citando CSN e Votorantim como exemplos. "O Votorantim foi para a energia para garantir a produção de alumínio", lembrou.
A mesma filosofia norteou a criação da OSX, construtora de estaleiros, para garantir a entrega das plataformas da OGX.
"Temos a demanda dentro de casa, só a encomenda de 30 bilhões de dólares da OGX já faz o estaleiro viável", explicou o empresário que contabiliza três anos para a OSX "atingir a eficiência coreana".
"Só consegue fazer estaleiro eficiente com o modelo coreano, que é tamanho, é linha de produção...você precisa de área gigante e encomenda grande para isso acontecer, temos os dois", afirmou, referindo-se ao estaleiro em Biguaçu, Santa Catarina, que começa a operar em fevereiro de 2012.
Segundo Batista, BP e outras empresas estrangeiras que atuam no país já bateram na porta do grupo para possíveis futuras encomendas à OSX.
"A Pride já falou com a gente para ter um slot de produção (no estaleiro da OSX) para fazer um leasing com a Petrobras", informou.
Colômbia
Além dos planos para o Brasil, onde a OGX começa a produzir no primeiro trimestre de 2011, a companhia reservou 200 milhões de dólares para o início de sua atuação na Colômbia, já que prepara participação em rodada de licitações em junho no país.
Lá é apenas onshore (blocos em terra), vamos gastar 200 milhões (de dólares) no bid (oferta) e na exploração", informou o empresário.
No Chile, onde possui uma área no litoral norte do país, de 240.000 hectares, os planos de construção de porto e termelétrica estão ainda mais relevantes, na avaliação do empresário.
"Depois do terremoto a importância da Hacienda Castilla voltou com força ...a termelétrica vai gerar energia e produzir água para as mineradoras dos Andes", disse o empresário sobre o projeto no Chile.
De maneira geral, o empresário vê com otimismo o cenário para o Brasil nos próximos anos.
"Tem uma demanda reprimida no país extraordinária, com crédito, endividamento baixo... em 2020 o Brasil vai ter a melhor curva demográfica do mundo, então, puxa, não dá para você não enxergar 10 anos de crescimento contínuo".
PDG Realty chega a acordo para comprar Agre
A construtora PDG Realty chegou a um acordo de troca de ações nesta segunda-feira para assumir o controle de sua rival Agre em uma transação avaliada em 2,43 bilhões de reais, criando a maior empresa do setor imobiliário do país.
Os acionistas da Agre irão oferecer uma ação em troca de 0,495 ação ordinária da PDG Realty, informaram as companhias em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários na noite desta segunda-feira.
Os diretores da Agre ficarão na PDG por cinco anos e concordaram com um acordo de não competição por dois anos após saída da empresa.
A PDG emitirá 148,5 milhões de novas ações para pagar a aquisição. O valor do negócio foi baseado no fechamento das ações da PDG Realty nesta segunda-feira, a 16,45 reais.
A incorporação resultará uma "estrutura mais eficiente, integrando dois bancos de terrenos complementares regionalmente, compondo um portfólio de produtos relevante em todas as faixas de renda", segundo o comunicado.
Em setembro, a Agre transformou em uma única companhia suas unidades Abyara, Klabin Segall e Agra.
As ações da PDG subiram 3,1 por cento nesta segunda-feira pela terceira sessão consecutiva, enquanto os papéis da Agre avançaram pelo quarto dia, fechado em alta de 3,1 por cento, a 8,15 reais.
Os acionistas da Agre irão oferecer uma ação em troca de 0,495 ação ordinária da PDG Realty, informaram as companhias em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários na noite desta segunda-feira.
Os diretores da Agre ficarão na PDG por cinco anos e concordaram com um acordo de não competição por dois anos após saída da empresa.
A PDG emitirá 148,5 milhões de novas ações para pagar a aquisição. O valor do negócio foi baseado no fechamento das ações da PDG Realty nesta segunda-feira, a 16,45 reais.
A incorporação resultará uma "estrutura mais eficiente, integrando dois bancos de terrenos complementares regionalmente, compondo um portfólio de produtos relevante em todas as faixas de renda", segundo o comunicado.
Em setembro, a Agre transformou em uma única companhia suas unidades Abyara, Klabin Segall e Agra.
As ações da PDG subiram 3,1 por cento nesta segunda-feira pela terceira sessão consecutiva, enquanto os papéis da Agre avançaram pelo quarto dia, fechado em alta de 3,1 por cento, a 8,15 reais.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Norueguesa compra ativos de alumínio da Vale por US$4,9 bi
A produtora norueguesa de alumínio Norsk Hydro anunciou neste domingo a compra dos negócios de alumínio da Vale por 4,9 bilhões de dólares, incluindo dívidas.
"A transação transforma a Hydro numa companhia global e totalmente integrado de alumínio, garantindo fornecimento de bauxita numa perspectiva de 100 anos", afirmou a Hydro em comunicado.
"Após a transação, a Hydro terá uma posição longa em bauxita e alumina, principais fatores para a produção do alumínio junto com a energia."
Pelo acordo, a Vale receberá 1,1 bilhão de dólares em dinheiro e participação de 22 por cento na Hydro, avaliada em 3,1 bilhões de dólares. A dívida dos negócios de alumínio da Vale é de 700 milhões de dólares.
Com o negócio, a Hydro terá propriedade total da mina de bauxita de Paragominas, uma das maiores do mundo; 91 por cento de participação na maior mina de refino de alumina do mundo, a Alunorte; fatia de 51 por cento na planta de alumínio Albras; e 81 por cento de participação no projeto de refino de alumina CAP.
"Para financiar parcialmente a operação, apoiar o rating de grau de investimento da companhia e sua capacidade de implementar novos projetos, a Hydro pretende lançar direitos de emissão totalmente subscritos de 10 bilhões de coroas (1,7 bilhão de dólares)", disse a empresa.
O principal acionista da Hydro, o governo norueguês, tomará parte no direito de emissão para manter sua fatia na empresa. Quando a Vale receber seus 22 por cento de participação, o acionista estatal reduzirá sua fatia de 43,8 por cento, para 34,5 por cento
"A transação transforma a Hydro numa companhia global e totalmente integrado de alumínio, garantindo fornecimento de bauxita numa perspectiva de 100 anos", afirmou a Hydro em comunicado.
"Após a transação, a Hydro terá uma posição longa em bauxita e alumina, principais fatores para a produção do alumínio junto com a energia."
Pelo acordo, a Vale receberá 1,1 bilhão de dólares em dinheiro e participação de 22 por cento na Hydro, avaliada em 3,1 bilhões de dólares. A dívida dos negócios de alumínio da Vale é de 700 milhões de dólares.
Com o negócio, a Hydro terá propriedade total da mina de bauxita de Paragominas, uma das maiores do mundo; 91 por cento de participação na maior mina de refino de alumina do mundo, a Alunorte; fatia de 51 por cento na planta de alumínio Albras; e 81 por cento de participação no projeto de refino de alumina CAP.
"Para financiar parcialmente a operação, apoiar o rating de grau de investimento da companhia e sua capacidade de implementar novos projetos, a Hydro pretende lançar direitos de emissão totalmente subscritos de 10 bilhões de coroas (1,7 bilhão de dólares)", disse a empresa.
O principal acionista da Hydro, o governo norueguês, tomará parte no direito de emissão para manter sua fatia na empresa. Quando a Vale receber seus 22 por cento de participação, o acionista estatal reduzirá sua fatia de 43,8 por cento, para 34,5 por cento
Petrobras vai operar mais três blocos em Portugal
A Petrobras assinou com o governo português um novo contrato para a exploração de hidrocarbonetos em águas profundas na Bacia do Alentejo. A companhia será operadora de três blocos (Gamba, Lavagante e Santola), com participação de 50%.
O acordo foi assinado por meio da subsidiária Petrobras International Braspetro BV (PIB-BV). A área compreende cerca de 9 mil km² e a profundidade vai a até 3 mil metros, conforme comunicado divulgado pela companhia na noite de sexta-feira.
A Petrobras já opera quatro outros blocos na costa marítima de Portugal, em parceria com a Galp e a Partex, na Bacia de Peniche.
O acordo foi assinado por meio da subsidiária Petrobras International Braspetro BV (PIB-BV). A área compreende cerca de 9 mil km² e a profundidade vai a até 3 mil metros, conforme comunicado divulgado pela companhia na noite de sexta-feira.
A Petrobras já opera quatro outros blocos na costa marítima de Portugal, em parceria com a Galp e a Partex, na Bacia de Peniche.
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