segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Eike e fundo compram ações da LLX que eram do BNDES

O bilionário Eike Batista e o fundo de pensão canadense Ontario Teachers Pension Plan Board (OTPP) anunciaram a compra, respectivamente, de 31,261 milhões de ações e 10,405 milhões de ações da LLX.

Os papéis foram comprados do BNDESPar, braço de participações em empresas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por 2,28 reais cada.
Com a operação, o bilionário e a OTPP passaram a deter 54,2% e 17,9% das ações da LLX, respectivamente. Até o momento, as empresas não divulgaram o valor pago por ação.

Após o negócio, segundo comunicado da LLX, a participação do BNDESPAR no capital social da companhia passou a ser equivalente a 6,02%. Anteriormente, a instituição detinha 12,05% da empresa de logística de Eike.


Às 13h10, os papéis ordinários da LLX Logística (LLXL3, com direito a voto) se desvalorizavam 1,55%, para 5,13 reais.

Pão de Açúcar recebe indenização de R$ 550 mi do Itaú Unibanco

O Grupo Pão de açúcar recebeu uma indenização de 550 milhões de reais do Itaú Unibanco devido ao encerramento do contrato de exclusividade das duas instituições bancárias em operações de serviços financeiros na rede varejista, o que inclui a concessão de crédito aos clientes. No entanto, foi estendido em 5 anos o prazo da parceria, pela qual o Itaú Unibanco pagou o valor adicional de 50 milhões de reais.

A fusão entre o Itaú e o Unibanco inviabilizou o acordo de exclusividade. Segundo a corretora Socopa, enquanto o Itaú tinha exclusividade com o Pão de açúcar, por meio da FIC, associação financeira entre as partes, o Unibanco já operava acordos semelhantes com outras redes de varejo, como o Magazine Luiza, o Wal-Mart e as Lojas Americanas.

Na opinião da corretora Socopa, a notícia é positiva para o Pão de açúcar. em função do elevado valor envolvido na negociação. Vale lembrar que o lucro líquido consolidado registrado pela companhia em 2008 foi de 260,4 milhões de reais (210,9 milhões de reais em 2007) e que neste trimestre haverá a contabilização dos 550 milhões de reais pagos pelo Itaú Unibanco.

De acordo com a corretora Link Investimentos, o fim da exclusividade também é positivo para o Itaú Unibanco, uma vez que poderá ampliar suas operações no setor de varejo com outras empresas.

Telefônica faz 15 mil vendas após liberação do Speedy

A Telefônica recebeu mais de 104 mil ligações sobre o serviço de internet de banda larga Speedy, do dia 27, quando a venda do serviço foi liberada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), até ontem. A venda foi suspensa no dia 22 de junho, em razão de panes ocorridas no sistema de banda larga. De acordo com a empresa, 15 mil vendas foram fechadas até as 18 horas de domingo, após a liberação da comercialização. A Telefônica informou que o volume de ligações recebidas superou a média histórica em três vezes. Já a taxa de conversão em vendas foi quatro vezes maior. Segundo a Telefônica, 100% das vendas têm agora "certificação de qualidade".

Além disso, o índice de resolução de problemas técnicos nos servidores DNS aumentou 68%, enquanto o trafego de saída para internet cresceu para 19%. As ligações ao call center técnico foram reduzidas em 36,6%. O tempo de espera caiu de 53 segundos em junho para a media de um segundo em agosto, informou a empresa. A superintendência de Serviços Privados da Anatel vai monitorar, ao longo do segundo semestre deste ano, a implementação das medidas adotadas pela Telefônica para evitar novas panes do serviço. Caso novos problemas venham a ocorrer, a Anatel não descarta a adoção de novas medidas restritivas. A companhia terá ainda que manter a agência informada sobre as datas e implementações de ações complementares à normalização dos serviços.

Eletrobrás teve o maior prejuízo entre empresas da AL

A Eletrobrás, segundo estudo realizado pela consultoria Economática, é a empresa que obteve o maior prejuízo no segundo trimestre de 2009 entre as empresas de capital aberto da América Latina. Em seu levantamento, a consultoria levou em conta todos os relatórios enviados aos organismos reguladores de cada país até 28 de agosto. No período de abril a junho, a Eletrobrás apresentou um prejuízo de US$ 1,071 bilhão. O segundo maior prejuízo da região foi registrado pela Brasil Telecom, de US$ 370,1 milhões, seguido de Gerdau, com perda de US$ 136,3 milhões.

Entre os 20 maiores prejuízos da região onze empresas são brasileiras, três chilenas, três mexicanas, duas argentinas e uma peruana. Se os números de empresas dos Estados Unidos também forem considerados, o prejuízo da Eletrobrás seria o sexto maior e o da Brasil Telecom o décimo oitavo. No levantamento, a Economática utilizou as 1.000 maiores empresas dos EUA por valor de mercado. Os cinco maiores prejuízos entre as empresas dos EUA são do setor de finanças e seguros. Com isso, a perda da Eletrobrás pode ser considerada o maior prejuízo de uma empresa não financeira da América Latina e EUA.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Brasil tem 2 empresas de construção entre as 10 maiores das Américas

O Brasil possui duas das empresas do setor de construção civil entre as dez maiores da Amércia Latina e dos Estados Unidos em valor de mercado. O estudo considera os valores do fechamento do dia 27 de agosto.

A Cyrela Reality aparece em terceiro lugar, no valor de 4,89 bilhões de dólares. A empresa perde apenas para as norte-americanas Fluor Corp 9,7 bilhões e Jacobs Engineering 5,55 bilhões.

A brasileira MRV ocupa a nona posição com 3 bilhões. Considerando as 20 maiores o Brasil aparece por mais 4 vezes com PDG Reality em 14° (2,34bilhões) BR Malls 15° (2,06 bilhões), Gafisa 17° (1,99 bilhões) e Multiplan (1,97 bilhões) dona de shopping centers.

O EUA aparece na lista com onze empresas, seguido do Brasil com seis e México com três.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

MRV quer ampliar atuação fora do Sudeste

Para atender ao incremento do número de lançamentos programado para os próximos meses, a MRV Engenharia pretende equilibrar o estoque do Land Banking e ampliar o número de terrenos em regiões do País fora do Sudeste, informou hoje o presidente da empresa, Rubens Menin, durante teleconferência com analistas. "Pretendemos tirar um pouco da dependência dos Estados de Minas e São Paulo, porque acreditamos que existem outras praças do País que estão mais carentes de lançamentos." No primeiro semestre de 2009, os lançamentos abrangeram 28 cidades e 12 estados.

A maior concentração ocorreu nos estados de São Paulo e Minas Gerais, com 45,5% e 23,6% do total, respectivamente. De acordo com Menin, a ideia é chegar ao final de 2009 com presença em 80 cidades de porte médio. "Não vamos deixar os Estados de Minas e São Paulo, mas temos observado que as praças do Nordeste estão com mais espaço para crescimento, além de cidades de médio porte". A atuação da companhia também deverá ser consolidada nas regiões Centro-Oeste e Sul. Apesar do aumento da demanda provocado pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", Menin afirmou que os preços dos terrenos não estão aumentando. "A aquisição de terrenos não tem sido um gargalo, porque as empresas estão mais conscientes e as formas de negociação (estão) bastante tranquilas".

O objetivo da companhia é operar com um banco de terrenos suficiente para um período de três anos. O presidente da MRV observou ainda que a venda de imóveis por cidade está aumentando. Por isso, a estratégia será atingir um total de 200 canteiros de obras até o final de 2009, com um patamar de 250 unidades por canteiro. "No nosso segmento (de atuação) não existe crise e ainda há um horizonte de crescimento forte e sustentável", concluiu. Minha Casa, Minha Vida O vice-presidente executivo e de Relações com Investidores da MRV Engenharia, Leonardo Corrêa, afirmou que o programa "Minha Casa, Minha Vida", do governo federal, respondeu por 90% do número de lançamentos realizados pela empresa no segundo trimestre deste ano. "Os lançamentos têm sido marcadamente voltados ao programa", disse.

No segundo trimestre, o valor dos lançamentos da MRV caiu 23%, na comparação com o mesmo intervalo de 2008, para R$ 614 milhões, com um total de 5,977 mil unidades. De acordo com a empresa, essa redução decorre da estratégia de diminuição de estoques já existentes. Do total das vendas no trimestre passado, 25,3% foram de unidades lançadas no mesmo trimestre e 74,7% de unidades em estoque. Já o estoque da MRV a valor de mercado atingiu R$ 1,3 bilhão ao final de junho deste ano. Do total, 42% estavam enquadrados dentro do programa habitacional do governo e 58% tinham financiamento pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Rubens Menin, presidente da empresa, explicou que a MRV possui aproximadamente 28 mil unidades que se enquadram no "Minha Casa, Minha Vida", o que equivaleria praticamente ao número de unidades que a empresa pretende vender este ano. "Temos mais de 100 projetos aprovados dentro do programa. A Caixa Econômica Federal tem trabalhado muito bem, e os prazos estão cada vez mais curtos para a aprovação dos projetos", disse ele. No entanto, conforme enfatizou Menin, a estratégia da companhia é a de realizar lançamentos de acordo com a demanda. "Pretendemos manter as vendas contratadas na casa de R$ 850 milhões. Não queremos ampliar, pelo menos nos próximos dois trimestres, muito mais o volume de vendas contratadas", disse.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

BR Malls pagará R$ 188,1 milhões à JHSF por shopping

A administradora de shopping center BR Malls e a incorporadora JHSF confirmaram na noite de ontem que celebraram um acordo relativo ao Shopping Metrô Santa Cruz, em São Paulo. De acordo com o fato relevante divulgado ao mercado, a BR Malls encaminhou à JHSF uma proposta para adquirir 95% do shopping e a totalidade dos direitos de exploração do estacionamento no local. O valor da aquisição será de R$ 188,1 milhões e já inclui ajustes e diligências. Nos próximos 15 dias, de acordo com o fato relevante, as empresas irão celebrar o contrato de compra e venda do Shopping Metrô Santa.

BM&F Bovespa negocia com as bolsas do Chile e da Colômbia


A BM&F Bovespa está em fase final de negociação para fechar parcerias com as bolsas do Chile e da Colômbia. Os acordos vão permitir que pessoas físicas e investidores institucionais, como fundos de investimento e de pensão, chilenos e colombianos negociem ações e contratos futuros na bolsa brasileira por meio de suas corretoras locais. E vice-versa: ou seja, que os brasileiros possam fazer o mesmo nas bolsas desses países.

Para sair do papel, os acordos precisam ser aprovados pelos órgãos reguladores do mercado de capitais dos países. "As bolsas já se conversaram. Agora, falta a aprovação regulatória e fazer a integração tecnológica", disse Paulo Oliveira, diretor executivo da BM&F Bovespa, que esteve na Colômbia nos últimos dias, onde deu uma palestra sobre mercado de capitais e se encontrou com o presidente do país, Alvaro Uribe.


A BM&F Bovespa também negocia parcerias com as bolsas do Peru, da Argentina e do México. "Queremos que esses acordos desenvolvam os mercados da região e também gerem mais negócios para a bolsa brasileira", diz Oliveira. No passado, a Bovespa chegou e fechar um acordo desse tipo com a bolsa do México, mas, segundo Oliveira, o projeto não foi para a frente porque houve dificuldades regulatórias.


Hoje, a BM&F Bovespa domina, com folga, o mercado de capitais latino-americano: responde por 80% do volume de negócios com ações e por 90% do mercado de derivativos na região. "Nossa inteção não é comprar bolsas vizinhas, mas crescer por meio de parcerias", diz Oliveira.

As negociações com as bolsas da América Latina fazem parte de uma estratégia mais ampla de expansão internacional da BM&F Bovespa, que é a quarta maior bolsa do mundo em valor de mercado (leia a capa da última última EXAME sobre isso). Logo que assumiu a presidência da BM&F Bovespa, em 2008, Edemir Pinto falou sobre os planos internacionais.

Neste ano, a bolsa reformulou e ampliou seus escritórios em Nova York e Xangai e abriu um escritório em Londres. "Queremos passar a vender produtos específicos para os investidores desses mercados. Por exemplo: ações para fundos de pensão, contratos futuros para quem busca hedge e assim por diante", diz Paulo Oliveira.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Guido Mantega diz que há mais espaço para corte na Selic, mas no médio prazo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na última terça-feira (18) que, apesar da expressiva redução na taxa básica de juro (Selic), a inflação tem se mantido abaixo da meta, dando espaço para novos cortes, mas no médio prazo.

O ministro disse ainda que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu de 1,6% a 1,7% no segundo trimestre deste ano e poderá registrar uma expansão de 4,5% a 5% já no próximo, com o índice de preços se mantendo dentro da meta.

Durante o último mês, a inflação oficial anualizada desacelerou para 4,5%, a menor taxa desde dezembro de 2007 e em linha com o objetivo do governo para o período. Já a medida mensal diminuiu seu ritmo de alta pelo terceiro mês seguido em julho.

''Espaço para cortes"

A inflação está sob controle e abaixo da meta para este ano, o que é muito positivo", afirmou Mantega, "A economia está se aquecendo agora. Ela deverá apresentar um crescimento gradual", completou."

O Banco Central cortou muito as taxas, e estamos em um nível bem razoável agora. Nos próximos anos, no médio prazo, e eu não quero interferir com a política monetária, terá espaço para cortar mais", disse a autoridade.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Brasil é parceiro estratégico da Bolsa de Nova York, diz presidente

O presidente da Nyse (Bolsa de Nova York), Duncan Niederauer, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil está é um dos parceiros estratégicos da Bolsa, junto com China, Japão, Rússia e Índia. "Nós pensamos muito em como escolhemos nossos parceiros", disse.

Ele explicou que, com cada um desses parceiros, a Nyse atua em um segmento e, no caso do Brasil, a parceria é tecnológica. Segundo Niederauer, a ideia é transformar a BM&F Bovespa em uma Bolsa de Valores global, com a ajuda da tecnologia da Nyse.
Ele aconselhou os investidores brasileiros a fazerem o que puderem para aprender sobre o mercado antes de entrar na Bolsa. "Antes de os encorajar, queremos ter certeza de que eles estão bem informados", disse.

Participação no mercado

O investimento em tecnologia faz parte da estratégia da Nyse para recuperar a participação no mercado perdida no último ano. Dados divulgados neste mês afirmam que a Bolsa de Nova York registra parcela de 28,3% do total das operações com ações nos Estados Unidos, contra 34% em agosto do ano passado.

"Estamos aceitando o fato de que nos Estados Unidos sempre haverá muita competição no mercado financeiro. Nós competimos com outras 30 instituições que também negociam ações", afirmou.

Segundo ele, para lutar contra a concorrência, a Nyse fez um grande investimento na área de tecnologia, para aumentar a capacidade e a velocidade de suas operações, além de atualizar seu modelo de mercado que, de acordo com Niederauer, estava "ultrapassado".

"Isso vai nos ajudar, mas nós já entendemos que a competição veio para ficar", disse. O presidente da Nyse afirmou, porém, que está tentando, junto com as autoridades norte-americanas, aumentar a transparência e a padronização do mercado financeiro nos EUA, "tornando a competição mais justa".

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

BNDES deve entregar em breve proposta de financiamento do pré-sal

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) levará ao governo federal, em breve, o projeto de financiamento da cadeia produtiva do petróleo do pré-sal. A proposta é inspirada no modelo asiático.

"Lá, eles funcionam com taxas bem baixas, prazos de carência, uma estrutura de seguros e tratamento tributário generoso, com subsídio implícito", afirmou o presidente do banco de fomento, Luciano Coutinho.

Essa proposta é fruto de um estudo feito pelo BNDES com técnicos da Petrobras e uma consultoria. A equipe foi até a Ásia ver como o sistema local funciona.

A Petrobras tem um plano de investimento de US$ 174,4 bilhões até 2013, incluindo os projetos ligados ao pré-sal. Para fazer frente à necessidade da estatal, a cadeia produtiva do petróleo demandará investimentos da ordem de US$ 80 bilhões nos próximos dez anos, segundo Coutinho.

Desse volume, a expectativa é de que metade tenha que vir de financiamentos concedidos no Brasil. E o BNDES está disposto a colaborar com boa parte de volume. "Nossa missão é dar apoio à indústria que oferecerá bens e serviços à Petrobras." Do total necessário para investimentos na cadeia produtiva, a expectativa de Coutinho é de que 30% seja de capital próprio de sócios e terceiros (fundos) interessados nos projetos e o restante venha da concessão de crédito. Da fatia que será provida por financiamentos, uma parte deverá vir de linhas externas dos países de origem de eventuais investidores internacionais.

Banco do Brasil é o mais rentável das Américas

O Banco do Brasil é a instituição com melhor rentabilidade entre os 20 maiores bancos de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos. O retorno médio sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) do banco estatal fechou o semestre em 12,9%.

A boa rentabilidade não é exclusividade do BB. Na verdade, as instituições brasileiras dominam o topo do ranking elaborado pela consultoria Economatica. Em segundo lugar, em termos de ROE, está o Bradesco, com retorno de 11,2%, seguido pelo Itaú Unibanco, com taxa de 10,1%. Com uma distância razoável, o americano Goldman Sachs aparece em quarto lugar, com retorno de 8,3%. O Santader Brasil está em 15º lugar, com ROE de 2,1%.

No ranking por ativos, os americanos ainda dominam o topo da lista. Entre os brasileiros, o Banco do Brasil é o mais bem colocado, com ativos totais de US$ 306,8 bilhões no final do primeiro semestre. Tal soma confere à estatal a sétima colocação entre os 20 analisados.

Ainda entre os brasileiros, o Itaú Unibanco é o segundo melhor colocado, registrando ativos de US$ 305,8 bilhões no semestre (oitavo lugar no ranking). O Bradesco aparece com US$ 247,2 bilhões em ativos, ou 11º lugar na classificação geral. O Santander Brasil está novamente na 15ª colocação, com ativos de US$ 166 bilhões.

O líder em ativos é o Bank of America (BofA), com uma carteira de US$ 2,25 trilhões. JP Morgan vem logo atrá,s com US$ 2,02 trilhões, e Citigroup registra US$ 1,84 trilhão em ativos. A Economatica também listou as instituições conforme lucro semestral. Neste caso, o Itaú é o melhor colocado entre os brasileiros, com ganho líquido de US$ 2,34 bilhões de janeiro a junho de 2009. O Bradesco é segundo mais bem posicionado, com R$ 2,06 bilhões de lucro semestral, e o Banco do Brasil fica em terceiro, com ganho de US$ 2,05 bilhões. No quadro geral, as instituições brasileiras ocupam a sexta, sétima e oitava colocações, respectivamente. O Santander, com ganho de US$ 515 milhões no semestre, está, mais uma vez, em 15º no cômputo geral.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pacote habitacional começa a esquentar

Caixa analisa construção de 145 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida.

Para a presidente do banco, balanço é positivo e já representa 14,5% do total de casas previstas no programa.

Menos de quatro meses após o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida, a Caixa Econômica Federal já analisa projetos de construção de até 145 mil unidades, de um total de 1 milhão de unidades previstas.

O número de imóveis em construção ainda está em pouco mais de 19 mil, mas a presidente do banco, Maria Fernanda Coelho, avalia que o balanço por enquanto é positivo, dado o interesse que construtoras e prefeituras têm demonstrado pelo programa.

Importação chinesa de minério de ferro bate recorde em julho

PEQUIM (Reuters) - As importações chinesas de minério de ferro bateram novo recorde mensal em julho, totalizando 58,08 milhões de toneladas, em alta de 31,8 por cento frente ao registrado um ano antes, informou nesta terça-feira a autoridade alfandegária do país.

As exportações de produtos de aço alcançaram 1,81 milhão de toneladas em julho, 26 por cento acima do verificado em junho, porém 67,3 por cento abaixo do apurado em julho do ano passado.

Em junho, as importações de minério de ferro haviam ficado em 55,3 milhões de toneladas e as exportações de aço foram de 1,43 milhão de toneladas.

Analistas disseram que a demanda chinesa de aço caminhou para uma sólida recuperação e um aumento na produção de minério não foi suficiente para atender o mercado.

"A demanda total cresceu e a China teve de importar para atender essa procura adicional", afirmou o analista do Macquarie Bank em Shanghai Henry Liu.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Mercado de trabalho dos EUA mostra resultado bem melhor do que o esperado.

A economia norte-americana perdeu 247 mil postos de trabalho em julho, décimo nono recuo consecutivo de vagas, segundo o Relatório de Emprego divulgado pelo Departamento de Trabalho dos EUA nesta sexta-feira (7).

O resultado veio bem melhor do que o esperado pelo mercado, que estimava perda de 325 mil vagas de emprego. Vale ressaltar que, em junho, o indicador foi revisado para -443 mil.

De acordo com as informações do Departamento, desde o início da recessão, em dezembro de 2007, aproximadamente 6,7 milhões de pessoas perderam seus empregos, totalizando 14,5 milhões de desempregados nos Estados Unidos.

Taxa de desemprego tem ligeira variaçãoA taxa de desemprego atingiu 9,4%, abaixo das expectativas (9,6%) e inferior ao registrado no mês anterior, que foi de 9,5%. Já os ganhos por hora trabalhada avançaram 0,2%, enquanto o mercado esperava uma alta de 0,1%.

Por fim, a média de horas trabalhadas por semana (Average Workweek) se apresentou em 33,1 horas, um pouco acima das 33,1 projetadas e daqueles reportadas durante o mês de junho.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Dado sobre emprego sai nesta sexta-feira nos EUA.

As atenções de Wall Street voltam-se agora para o importante relatório sobre emprego que o governo norte-americano divulga na sexta-feira.

Uma pesquisa da Reuters estima que o relatório do Departamento de Trabalho mostrará que 320 mil trabalhadores perderam seus empregos em julho, menor número mensal desde setembro do ano passado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lula quer que governo fique com 80% do petróleo do pré-sal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que a União fique com pelo menos 80% do petróleo do pré-sal explorado em blocos de menor risco e maior rentabilidade. Na visão do governo, a maioria da área deve se encaixar neste perfil. A nova Lei do Petróleo, discutida desde 2008, deve ser entregue ao presidente nesta quarta-feira. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o jornal, o governo optou pelo modelo de partilha da produção, onde o petróleo explorado será dividido entre a União e as empresas petroleiras. Nos campos de maior risco, a remuneração das empresas deve aumentar e a parte do governo ficar entre 60 e 70%.

Em uma reunião ministerial no dia 17 de agosto, Lula deve tornar público o projeto que será enviado ao Congresso. A proposta deve incluir, segundo o jornal, a criação de uma estatal que vai representar a União nos comitês operacionais dos campos do pré-sal. Os recursos obtidos pelo governo devem ser destinados a um fundo de desenvolvimento social.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Brasil Foods fará aumento de capital de R$ 2,3 bilhões para incorporar Sadia

A Brasil Foods (BRF), antiga Perdigão, fará um aumento de capital no valor de R$ 2,335 bilhões, com emissão de 59.390.963 ações ordinárias, por conta da incorporação das ações dos minoritários da controlada indireta Sadia, de acordo com fato relevante divulgado nesta segunda-feira.

Essa operação estava prevista desde o anúncio de associação entre as duas empresas, em 19 de maio, e conclui as etapas societárias da fusão. Fica faltando apenas a integração operacional, que ainda depende da autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Conforme aprovado pelos conselhos das duas empresas, para cada papel detido, os minoritários detentores de ações ordinárias e preferenciais da Sadia receberão 0,132998 ação da BRF.

Essa incorporação, no entanto, ainda precisa ser aprovada em assembleia da Sadia e não se sabe ainda se a controladora BRF poderá votar no encontro. Em recente decisão envolvendo a incorporação da Duratex pela Satipel, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que os controladores da Duratex não poderão votar na assembleia que tratará deste tema.

Esse entendimento decorre do tratamento distinto e desfavorável dado às ações dos minoritários, o que também ocorre na transação BRF-Sadia.

Segundo Fato Relevante publicado nesta segunda, os gastos da Sadia com a associação estão estimados em até R$ 35 milhões, enquanto a Perdigão deve desembolsar o máximo de R$ 32 milhões. As despesas incluem "honorários de auditores, avaliadores, advogados, bancos de investimento e publicações".