SLW lista cinco ações que podem ter desempenho diferenciado na semana
Por: Equipe InfoMoney
31/03/09 - 08h33
InfoMoney
SÃO PAULO - A SLW anunciou suas recomendações em ações para esta semana, avaliando a posição pessimista do mercado após o anúncio da saída do CEO (Chief Executive Officer) da General Motors, Rick Wagoner, por exigência do governo norte-americano. Também foi destacado o impacto negativo da declaração de Timothy Geithner, dando conta que mais bancos precisarão de recursos do governo.
Considerando o cenário esperado pela corretora no período, a carteira recomendada lista cinco ações que, de acordo com os analistas, podem ter um desempenho diferenciado frente a outros ativos listados na BM&F Bovespa.
Eletrobrás
O resultado no último trimestre de 2008 foi acima do esperado pela SLW. A companhia obteve ganhos com a valorização do dólar sobre os ativos operacionais e crescimento substancial na geração de caixa das controladas Furnas, Chesf, Eletrosul e Eletronuclear. Anunciou também juros sobre capital próprio de R$ 1,6 bilhão, representando bom dividend yield de 5,7% para as ações ON e 6,7% para as PN. Também está mantida a perspectiva de lucros crescentes nos próximos anos por conta da reestruturação decorrente do programa de fortalecimento do grupo.
Light
Mostrou melhora no desempenho operacional em 2008 resultante de crescimento de receita líquida por aumento de tarifas, aumento no volume de vendas, redução no nível de perdas comerciais e pela redução de custos gerenciáveis. Os reflexos das medidas de reestruturação são notados com a situação financeira da empresa em equilíbrio e a política de dividendos sendo fortalecida. A proposta de distribuição dos lucros de 2008 resulta num payout de 52,7%, que relacionado à cotação média, resulta num dividend yield de 9,7%, classificado entre os melhores do setor.
Confab
Suas ações não vêm apresentando bom desempenho no mês de março. A empresa apresentou um bom resultado no último trimestre de 2008 ao ver da corretora, impulsionado pelo impacto positivo do dólar sob suas aplicações financeiras. Tendo em vista o bom potencial de crescimento da empresa, que tende a acompanhar o desempenho do setor de petróleo e gás, a SLW recomenda suas ações para esta semana acreditando numa recuperação de curto prazo.
NET
A SLW acredita que as ações da NET manterão bom desempenho por conta do forte resultado operacional apresentado no último trimestre de 2008.
Duratex
A fraca performance das ações é justificada pelo fato de que a companhia está aumentando capacidade, com a inauguração de planta em Agudos e Botucatu, no estado de São Paulo, neste mês, num mercado em queda. No entanto, anunciou no início da semana que, a partir do mês de abril, serão desativadas as 3 linhas de produção de chapas finas de fibra de madeira prensada, localizadas em Jundiaí (SP), com capacidade instalada de 150 mil m3/ano.
terça-feira, 31 de março de 2009
Bradespar
Lucro líquido da Bradespar soma R$ 1,12 bilhão e avança 3,7% em 2008
Por: Rafael de Souza Ribeiro
31/03/09 - 08h00
InfoMoney
SÃO PAULO - A holding Bradespar (BRAP4) registrou lucro líquido de R$ 1,12 bilhão no acumulado de 2008, cifra 3,7% maior quando comparada ao conquistado em 2007.
Como companhia de investimentos, a Bradespar tem suas receitas e ganhos originados do resultado das empresas em que investe e, ocasionalmente, do lucro na venda de suas participações.
Sendo assim, somados os resultados da Vale e da CPFL Energia, empresas onde a Bradespar detém participação, a holding fechou 2008 com um resultado operacional de R$ 1,12 bilhão, pouco acima do apresentado um ano antes (R$ 1,08 bilhão).
Despesas
Na passagem, foi registrada receita líquida negativa de R$ 45,6 milhões, enquanto em 2007 a empresa computou resultado positivo em R$ 34,5 milhões. No ano passado, as despesas operacionais somaram R$ 22,4 milhões.
Por: Rafael de Souza Ribeiro
31/03/09 - 08h00
InfoMoney
SÃO PAULO - A holding Bradespar (BRAP4) registrou lucro líquido de R$ 1,12 bilhão no acumulado de 2008, cifra 3,7% maior quando comparada ao conquistado em 2007.
Como companhia de investimentos, a Bradespar tem suas receitas e ganhos originados do resultado das empresas em que investe e, ocasionalmente, do lucro na venda de suas participações.
Sendo assim, somados os resultados da Vale e da CPFL Energia, empresas onde a Bradespar detém participação, a holding fechou 2008 com um resultado operacional de R$ 1,12 bilhão, pouco acima do apresentado um ano antes (R$ 1,08 bilhão).
Despesas
Na passagem, foi registrada receita líquida negativa de R$ 45,6 milhões, enquanto em 2007 a empresa computou resultado positivo em R$ 34,5 milhões. No ano passado, as despesas operacionais somaram R$ 22,4 milhões.
Tam e Bradespar
Confira os indicadores e os eventos corporativos previstos para terça-feira
Por: Equipe InfoMoney
31/03/09 - 05h30
InfoMoney
SÃO PAULO - A terça-feira (31) será movimentada no que depender da agenda diária. No Brasil, são esperados dados sobre a atividade industrial doméstica e resultados fiscais do setor público. A agenda externa, por sua vez, está mais carregada, com discursos e divulgação de novos indicadores da economia norte-americana.
Nos EUA irão discursar os presidentes do Federal Reserve de Minneapolis, Philadelphia e St Louis. A agenda econômica norte-americana trará ainda números sobre o mercado imobiliário e sobre a confiança dos cidadãos do país.
A temporada de divulgação de resultados reserva os balanços de TAM e Bradespar, entre outros. No âmbito externo, o resultado do banco Fortis está entre os destaques corporativos.
Por: Equipe InfoMoney
31/03/09 - 05h30
InfoMoney
SÃO PAULO - A terça-feira (31) será movimentada no que depender da agenda diária. No Brasil, são esperados dados sobre a atividade industrial doméstica e resultados fiscais do setor público. A agenda externa, por sua vez, está mais carregada, com discursos e divulgação de novos indicadores da economia norte-americana.
Nos EUA irão discursar os presidentes do Federal Reserve de Minneapolis, Philadelphia e St Louis. A agenda econômica norte-americana trará ainda números sobre o mercado imobiliário e sobre a confiança dos cidadãos do país.
A temporada de divulgação de resultados reserva os balanços de TAM e Bradespar, entre outros. No âmbito externo, o resultado do banco Fortis está entre os destaques corporativos.
Lucro trimestral da MPX dispara 2.105%, a R$ 121,5 mi
Por 30 de Março de 2009 | 08:30
A MPX Energia, empresa do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, que atua no setor de geração de energia elétrica, registrou lucro líquido consolidado de R$ 121,565 milhões no quarto trimestre do ano passado, o que representa uma expressiva alta de 2.105% ante igual período do ano anterior, quando a empresa lucrou R$ 5,513 milhões.
Segundo a empresa, o forte desempenho é atribuído, principalmente, às aplicações financeiras de parte do valor captado na abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) e ao lançamento contábil referente à provisão de ganho com derivativos.
Como os projetos da empresa se encontram em fase pré-operacional, não há receita no demonstrativo do resultado de outubro a dezembro de 2008. No período, a companhia teve despesas operacionais de R$ 24,822 milhões no quarto trimestre, ante R$ 4,355 milhões apurada um ano antes. O resultado financeiro foi positivo em R$ 150,624 milhões, enquanto nos três meses até dezembro de 2007 houve uma receita financeira líquida de R$ 8,801 milhões.
No balanço, a empresa explica que o resultado não operacional positivo de R$ 5,8 milhões no quarto trimestre se deve aos ajustes contábeis de reclassificação dos custos do IPO em 2008 para refletir as novas práticas introduzidas pela Lei 11.638. No acumulado de 2008, esse resultado não operacional negativo diminuiu de R$ 92,386 milhões para R$ 12,716 milhões.
Em todo o ano passado, a companhia obteve lucro líquido de R$ 204,078 milhões, revertendo prejuízo de R$ 104,139 milhões apurado em 2007. Na mesma base de comparação, as despesas operacionais passaram de R$ 9,259 milhões para R$ 56,284 milhões, enquanto a receita financeira líquida passou de um desempenho negativo de R$ 2,494 milhões para positivo em R$ 311,140 milhões.
A MPX Energia, empresa do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, que atua no setor de geração de energia elétrica, registrou lucro líquido consolidado de R$ 121,565 milhões no quarto trimestre do ano passado, o que representa uma expressiva alta de 2.105% ante igual período do ano anterior, quando a empresa lucrou R$ 5,513 milhões.
Segundo a empresa, o forte desempenho é atribuído, principalmente, às aplicações financeiras de parte do valor captado na abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) e ao lançamento contábil referente à provisão de ganho com derivativos.
Como os projetos da empresa se encontram em fase pré-operacional, não há receita no demonstrativo do resultado de outubro a dezembro de 2008. No período, a companhia teve despesas operacionais de R$ 24,822 milhões no quarto trimestre, ante R$ 4,355 milhões apurada um ano antes. O resultado financeiro foi positivo em R$ 150,624 milhões, enquanto nos três meses até dezembro de 2007 houve uma receita financeira líquida de R$ 8,801 milhões.
No balanço, a empresa explica que o resultado não operacional positivo de R$ 5,8 milhões no quarto trimestre se deve aos ajustes contábeis de reclassificação dos custos do IPO em 2008 para refletir as novas práticas introduzidas pela Lei 11.638. No acumulado de 2008, esse resultado não operacional negativo diminuiu de R$ 92,386 milhões para R$ 12,716 milhões.
Em todo o ano passado, a companhia obteve lucro líquido de R$ 204,078 milhões, revertendo prejuízo de R$ 104,139 milhões apurado em 2007. Na mesma base de comparação, as despesas operacionais passaram de R$ 9,259 milhões para R$ 56,284 milhões, enquanto a receita financeira líquida passou de um desempenho negativo de R$ 2,494 milhões para positivo em R$ 311,140 milhões.
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Lucro trimestral da MPX dispara 2.105%
GM
Novo chefe da GM diz que reestruturação pode incluir concordata
Por 30 de Março de 2009 | 13:28
WASHINGTON (Reuters) - A General Motors vai tomar "quaisquer medidas" necessárias para se reestruturar, incluindo um possível pedido de proteção judicial contra falência, disse o novo presidente-executivo da companhia, nesta segunda-feira.
Fritz Henderson, que substituiu Rick Wagoner, afirmou em comunicado que a companhia enfrenta "desafios significativos", mas que está "completamente comprometido em completar com sucesso a reinvenção da GM".
Henderson disse que a companhia poderia utilizar os próximos 60 dias para tratar de "questões difíceis", incluindo acordos de concessão com detentores de títulos da empresa e com o sindicato United Auto Workers.
"Nossa preferência mais forte é completar essa reestruturação fora dos tribunais", disse Henderson. "No entanto, a GM vai tomar quaisquer medidas que sejam necessárias para reestruturar a companhia com sucesso, o que pode incluir um processo supervisionado pela Justiça."
Por 30 de Março de 2009 | 13:28
WASHINGTON (Reuters) - A General Motors vai tomar "quaisquer medidas" necessárias para se reestruturar, incluindo um possível pedido de proteção judicial contra falência, disse o novo presidente-executivo da companhia, nesta segunda-feira.
Fritz Henderson, que substituiu Rick Wagoner, afirmou em comunicado que a companhia enfrenta "desafios significativos", mas que está "completamente comprometido em completar com sucesso a reinvenção da GM".
Henderson disse que a companhia poderia utilizar os próximos 60 dias para tratar de "questões difíceis", incluindo acordos de concessão com detentores de títulos da empresa e com o sindicato United Auto Workers.
"Nossa preferência mais forte é completar essa reestruturação fora dos tribunais", disse Henderson. "No entanto, a GM vai tomar quaisquer medidas que sejam necessárias para reestruturar a companhia com sucesso, o que pode incluir um processo supervisionado pela Justiça."
CSN fecha 4o tri com lucro apoiado em venda de Namisa
Por 30 de Março de 2009 | 09:29
SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia Siderúrgica Nacional divulgou no fim da noite de domingo que encerrou o quarto trimestre de 2008 com forte alta no lucro líquido, apoiada por venda de parte de sua unidade de minério de ferro Namisa para um consórcio nipo-coreano. A operação ajudou a compensar impacto de resultado financeiro líquido negativo de 1,4 bilhão de reais.
A empresa computou no quarto trimestre ganho de 4 bilhões de reais com a venda de participação de 40 por cento da produtora de minério de ferro Namisa ao consórcio siderúrgico Big Jump Energy, formado por Itochu, JFE Steel, Nippon Steel, Sumitomo Metal Industries, Kobe Steel, Nisshin Steel e Posco.
A companhia divulgou lucro líquido de 3,94 bilhões de reais no quarto trimestre do ano passado, contra resultado positivo de 508 milhões de reais registrado um ano antes.
A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) encerrou os últimos três meses de 2008 em 1,52 bilhão de reais, avançando sobre os 1,27 bilhão de reais de um ano antes. A margem no período cresceu de 42 para 45 por cento.
Na comparação com terceiro trimestre, o Ebitda caiu quase um terço, 27 por cento, pressionado pela acentuada queda na demanda.
O resultado financeiro da CSN fechou negativo em 1,4 bilhão de reais no quarto trimestre, impactado principalmente por perda de 653 milhões de reais em operação baseada na cotação dos ADRs da companhia.
SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia Siderúrgica Nacional divulgou no fim da noite de domingo que encerrou o quarto trimestre de 2008 com forte alta no lucro líquido, apoiada por venda de parte de sua unidade de minério de ferro Namisa para um consórcio nipo-coreano. A operação ajudou a compensar impacto de resultado financeiro líquido negativo de 1,4 bilhão de reais.
A empresa computou no quarto trimestre ganho de 4 bilhões de reais com a venda de participação de 40 por cento da produtora de minério de ferro Namisa ao consórcio siderúrgico Big Jump Energy, formado por Itochu, JFE Steel, Nippon Steel, Sumitomo Metal Industries, Kobe Steel, Nisshin Steel e Posco.
A companhia divulgou lucro líquido de 3,94 bilhões de reais no quarto trimestre do ano passado, contra resultado positivo de 508 milhões de reais registrado um ano antes.
A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) encerrou os últimos três meses de 2008 em 1,52 bilhão de reais, avançando sobre os 1,27 bilhão de reais de um ano antes. A margem no período cresceu de 42 para 45 por cento.
Na comparação com terceiro trimestre, o Ebitda caiu quase um terço, 27 por cento, pressionado pela acentuada queda na demanda.
O resultado financeiro da CSN fechou negativo em 1,4 bilhão de reais no quarto trimestre, impactado principalmente por perda de 653 milhões de reais em operação baseada na cotação dos ADRs da companhia.
sexta-feira, 27 de março de 2009
OGX eleva projeção de reservas no ES para 1 bi de barris
Por 26 de Março de 2009 | 17:50
A Estreante no setor de petróleo e sem nenhum barril produzido ou descoberto por enquanto, a OGX - braço do grupo empresarial de Eike Batista - elevou sua projeção de reservas em cinco blocos localizados no Espírito Santo em cinco vezes, para 1 bilhão de barris. Segundo o diretor de Exploração da OGX, Paulo Mendonça, a revisão é fundamentada após estudos sísmicos realizados nos blocos, que apontaram semelhança com campos de óleo leve e gás natural da Petrobras na região, como Golfinho, Canapu e Camarupim.
O volume anterior constava em Estudo de Viabilidade realizado pela DeGolyer & MacNaughton, consultoria internacional responsável em certificação de reservas no setor de petróleo e gás natural. No total a estimativa era de que as 22 áreas em que a OGX participa sozinha ou em parceria somassem 4,8 bilhões de barris. As áreas no Espírito Santo são localizadas em águas profundas e operadas pela francesa Perenco. A OGX possui 50% de participação.
Por conta da potencial existência de gás nestas áreas, a empresa "acompanha de perto" as discussões da Lei do Gás, que vão regular o mercado interno deste combustível, diz Mendonça. O objetivo é vender o gás em território nacional, mas não está descartada a exportação do produto, caso confirmadas as reservas. OGX e Perenco pretendem perfurar os primeiros poços na Bacia do Espírito Santo no final de 2009. Antes disso, em setembro, começam as perfurações na Bacia de Campos, onde a OGX é operadora.
A empresa já contratou quatro sondas para perfurações em suas áreas entre 2009 e 2012. Na próxima semana, chega ao Brasil a Ocean Quest. A unidade foi alugada junto à Diamond por dois anos e fará a perfuração de dois poços na Bacia de Santos. A empresa divulgou ontem que, mesmo sem produzir ainda petróleo, no quarto trimestre de 2008 teve lucro de R$ 359,88 milhões, ante R$ 12,453 milhões em igual período em 2007. O lucro foi atribuído ao resultado financeiro de R$ 754,226 milhões.
O caixa da companhia, que era de R$ 7,6 bilhões ao final de 2008, foi reforçado pela Oferta Pública Inicial (IPO) realizada em junho, por meio do qual a companhia levantou R$ 6,7 bilhões com investidores na Bovespa. Este caixa ficou aplicado em um fundo de renda fixa, o que garantiu um rendimento de R$ 663 milhões. Além disso, a empresa teve ganhos de R$ 41,4 milhões em operações de hedge de câmbio e efeito positivo de R$ 54,8 milhões com o ajuste a valor de mercado dos instrumentos financeiros.
A Estreante no setor de petróleo e sem nenhum barril produzido ou descoberto por enquanto, a OGX - braço do grupo empresarial de Eike Batista - elevou sua projeção de reservas em cinco blocos localizados no Espírito Santo em cinco vezes, para 1 bilhão de barris. Segundo o diretor de Exploração da OGX, Paulo Mendonça, a revisão é fundamentada após estudos sísmicos realizados nos blocos, que apontaram semelhança com campos de óleo leve e gás natural da Petrobras na região, como Golfinho, Canapu e Camarupim.
O volume anterior constava em Estudo de Viabilidade realizado pela DeGolyer & MacNaughton, consultoria internacional responsável em certificação de reservas no setor de petróleo e gás natural. No total a estimativa era de que as 22 áreas em que a OGX participa sozinha ou em parceria somassem 4,8 bilhões de barris. As áreas no Espírito Santo são localizadas em águas profundas e operadas pela francesa Perenco. A OGX possui 50% de participação.
Por conta da potencial existência de gás nestas áreas, a empresa "acompanha de perto" as discussões da Lei do Gás, que vão regular o mercado interno deste combustível, diz Mendonça. O objetivo é vender o gás em território nacional, mas não está descartada a exportação do produto, caso confirmadas as reservas. OGX e Perenco pretendem perfurar os primeiros poços na Bacia do Espírito Santo no final de 2009. Antes disso, em setembro, começam as perfurações na Bacia de Campos, onde a OGX é operadora.
A empresa já contratou quatro sondas para perfurações em suas áreas entre 2009 e 2012. Na próxima semana, chega ao Brasil a Ocean Quest. A unidade foi alugada junto à Diamond por dois anos e fará a perfuração de dois poços na Bacia de Santos. A empresa divulgou ontem que, mesmo sem produzir ainda petróleo, no quarto trimestre de 2008 teve lucro de R$ 359,88 milhões, ante R$ 12,453 milhões em igual período em 2007. O lucro foi atribuído ao resultado financeiro de R$ 754,226 milhões.
O caixa da companhia, que era de R$ 7,6 bilhões ao final de 2008, foi reforçado pela Oferta Pública Inicial (IPO) realizada em junho, por meio do qual a companhia levantou R$ 6,7 bilhões com investidores na Bovespa. Este caixa ficou aplicado em um fundo de renda fixa, o que garantiu um rendimento de R$ 663 milhões. Além disso, a empresa teve ganhos de R$ 41,4 milhões em operações de hedge de câmbio e efeito positivo de R$ 54,8 milhões com o ajuste a valor de mercado dos instrumentos financeiros.
Corretora calcula possíveis ganhos com fusão Sadia-Perdigão
Ação da Sadia é interessante para investidor que gosta de riscos, diz Link
| 26.03.2009 | 16h45
Portal EXAME -
Os recentes rumores sobre a aquisição da Sadia pela Perdigão têm gerado muitas especulações no mercado acionário. Apesar de não existir nenhuma garantia de que o negócio será concretizado, os analistas têm feito cálculos para estimar os potencias ganhos para as ações das empresas com a fusão.
A corretora Link divulgou nesta quinta-feira (26) um relatório em que analisa o potencial de ganhos de acordo com diversos preços que podem ser pagos pela Perdigão aos acionistas da Sadia. A conclusão é de que as ações preferenciais da empresa têm um enorme potencial de retorno, mas só são indicadas para investidores com coração forte.
O principal entrave ao fechamento do negócio é o preço que será pago aos acionistas da Sadia, segundo o próprio presidente do conselho de administração da empresa, Luiz Fernando Furlan.
A Link analisou três cenários: 1) pagamento de 4 reais por ação ordinária (com direito a voto) pela Perdigão, contanto que as famílias controladoras da Sadia permaneçam na administração da nova empresa, 2) pagamento de 6 reais por ação com a troca de comando; 3) pagamento de 8 reais por ação com mudança no controle.
Como tanto as ações ordinárias quanto as preferenciais dão direito a tag along de 80% - o que significa que os acionistas minoritários da Sadia poderão vender seus papéis por 80% do preço pago aos controladores -, a Link acredita que as ações não oferecem potencial de ganho se a Perdigão pagar só 4 reais por ação. Nesse caso, a ação ordinária da Perdigão seria a melhor aposta
Caso o negócio seja fechado por 6 reais, a ação preferencial da Sadia teria de ser recomprada por 4,80 reais – contra os 3,04 reais da cotação do papel às 15h45. Nesse caso, a ação preferencial seria um ótimo negócio, mas as ordinárias sofreriam desvalorização em relação à atual cotação de mercado (5,13 reais às 15h50).
Já no caso de uma aquisição do controle por 8 reais por ação, tanto as ações preferenciais quanto as ações ordinárias poderiam subir para 6,40 reais – só que o ganho potencial é maior com as preferenciais.
A Link deixa bem claro que o investimento em ações da Sadia só valerá a pena no curto prazo se a fusão for concluída. Para aqueles que não acreditam no avanço das negociações, o mais prudente é se posicionar nas ações ordinárias da Perdigão (PRGA3), que tem melhores fundamentos, um caixa mais gordo e uma dívida muito mais fácil de ser administrada.
A Link também também calcula que se a aquisição sair por 6 reais a ação, isso seria muito positivo para a Perdigão. O múltiplo pago seria inferior ao da própria Perdigão, de acordo com os valores de mercado das duas companhias, ainda sem contar as benesses decorrentes das sinergias entre as empresas e da saída de um competidor do mercado.
| 26.03.2009 | 16h45
Portal EXAME -
Os recentes rumores sobre a aquisição da Sadia pela Perdigão têm gerado muitas especulações no mercado acionário. Apesar de não existir nenhuma garantia de que o negócio será concretizado, os analistas têm feito cálculos para estimar os potencias ganhos para as ações das empresas com a fusão.
A corretora Link divulgou nesta quinta-feira (26) um relatório em que analisa o potencial de ganhos de acordo com diversos preços que podem ser pagos pela Perdigão aos acionistas da Sadia. A conclusão é de que as ações preferenciais da empresa têm um enorme potencial de retorno, mas só são indicadas para investidores com coração forte.
O principal entrave ao fechamento do negócio é o preço que será pago aos acionistas da Sadia, segundo o próprio presidente do conselho de administração da empresa, Luiz Fernando Furlan.
A Link analisou três cenários: 1) pagamento de 4 reais por ação ordinária (com direito a voto) pela Perdigão, contanto que as famílias controladoras da Sadia permaneçam na administração da nova empresa, 2) pagamento de 6 reais por ação com a troca de comando; 3) pagamento de 8 reais por ação com mudança no controle.
Como tanto as ações ordinárias quanto as preferenciais dão direito a tag along de 80% - o que significa que os acionistas minoritários da Sadia poderão vender seus papéis por 80% do preço pago aos controladores -, a Link acredita que as ações não oferecem potencial de ganho se a Perdigão pagar só 4 reais por ação. Nesse caso, a ação ordinária da Perdigão seria a melhor aposta
Caso o negócio seja fechado por 6 reais, a ação preferencial da Sadia teria de ser recomprada por 4,80 reais – contra os 3,04 reais da cotação do papel às 15h45. Nesse caso, a ação preferencial seria um ótimo negócio, mas as ordinárias sofreriam desvalorização em relação à atual cotação de mercado (5,13 reais às 15h50).
Já no caso de uma aquisição do controle por 8 reais por ação, tanto as ações preferenciais quanto as ações ordinárias poderiam subir para 6,40 reais – só que o ganho potencial é maior com as preferenciais.
A Link deixa bem claro que o investimento em ações da Sadia só valerá a pena no curto prazo se a fusão for concluída. Para aqueles que não acreditam no avanço das negociações, o mais prudente é se posicionar nas ações ordinárias da Perdigão (PRGA3), que tem melhores fundamentos, um caixa mais gordo e uma dívida muito mais fácil de ser administrada.
A Link também também calcula que se a aquisição sair por 6 reais a ação, isso seria muito positivo para a Perdigão. O múltiplo pago seria inferior ao da própria Perdigão, de acordo com os valores de mercado das duas companhias, ainda sem contar as benesses decorrentes das sinergias entre as empresas e da saída de um competidor do mercado.
É o fim da queda livre da Bolsa?
Para Barclays, é "o fim da queda livre"
Banco britânico vê retração mais lenta da economia global e indícios "incipientes" de recuperação
| 26.03.2009 | 09h43
EXAME -
Após meses de notícias negativas e retração econômica, o banco britânico Barclays acredita que a atividade está próxima do "ponto de inflexão". No relatório trimestral sobre mercados emergentes intitulado "O fim da queda livre", o banco diz que a velocidade da retração econômica vem diminuindo e o fluxo de surpresas negativas que pesaram sobre o mercado está perdendo força.
Apesar de ser provável que o ajuste à nova realidade continue nos próximos meses, o Barclays enxerga sinais ainda "incipientes" de que a atividade econômica caiu numa velocidade menor no primeiro trimestre. Além disso, o banco prevê que o consumo tenha expansão nos Estados Unidos entre abril e junho.
A China também tem dados sinais mais animadores, já que o governo se mostrou comprometido com a batalha contra a desaceleração econômica. O pacote de investimentos em infraestrutura tentará compensar a queda nas exportações e do mercado imobiliário.
O banco também acredita que os diversos pacotes de estímulo econômico divulgados por governos de todos os continentes comecem a fazer efeito no segundo semestre, ajudando na retomada da produção industrial global ainda neste ano.
Para aqueles que acreditam que é hora de investir agressivamente na bolsa devido à melhora do cenário, o Barclays avisa: "Esperamos que a recuperação da economia global seja relativamente débil na maioria dos países".
Mesmo nesse cenário, há a possibilidade de ganhos nos mercados financeiros - já que hoje está precificado um cenário de depressão ou ao menos de uma recessão muito longa. No entanto, a baixa velocidade da recuperação deve limitar os ganhos de curto prazo.
Para o Barclays, a recuperação será lenta devido ao sincronismo da crise em diversas partes do mundo e à provável demora na retomada do crédito aos mesmos níveis pré-crise, principalmente nos países mais alavancados.
Além disso, é muito provável que em breve as políticas expancionistas adotadas nas principais economias do mundo gerem inflação e obriguem os bancos centrais a adotar uma posição mais cautelosa.
América Latina
Segundo o Barclays, a atividade econômica na América Latina "está caindo como em qualquer outra economia". A produção industrial deve ter queda de 2,3% neste ano, o pior resultado desde 1983. Mas a boa notícia é que os bancos centrais da região ainda têm muito espaço para baixar os juros.
No Brasil, os juros também podem cair muito ainda sem o temor de aumento da inflação ou de uma grande desvalorização do real. Após o corte de 2,5 pontos percentuais acumulado neste ano, ainda haveria espaço para reduzir a Selic dos atuais 11,25% ao ano para 8,75%.
Caso a atividade econômica continue a gerar surpresas negativas, um corte adicional para 8,25% ou 8% não estaria descartado.
O Barclays está entre os bancos mais pessimistas sobre 2009 e acredita que o PIB cairá 1,9%. A correção no consumo interno já foi até mais forte que a da própria produção, mas ainda deve haver novos ajustes nos próximos meses devido ao aumento do desemprego e às restrições de crédito. Além disso, o investimento deve continuar em queda.
Mas quando a economia dará sinais de recuperação? Para o Barclays, o PIB brasileiro só voltará a crescer com algum vigor no quarto trimestre.
Banco britânico vê retração mais lenta da economia global e indícios "incipientes" de recuperação
| 26.03.2009 | 09h43
EXAME -
Após meses de notícias negativas e retração econômica, o banco britânico Barclays acredita que a atividade está próxima do "ponto de inflexão". No relatório trimestral sobre mercados emergentes intitulado "O fim da queda livre", o banco diz que a velocidade da retração econômica vem diminuindo e o fluxo de surpresas negativas que pesaram sobre o mercado está perdendo força.
Apesar de ser provável que o ajuste à nova realidade continue nos próximos meses, o Barclays enxerga sinais ainda "incipientes" de que a atividade econômica caiu numa velocidade menor no primeiro trimestre. Além disso, o banco prevê que o consumo tenha expansão nos Estados Unidos entre abril e junho.
A China também tem dados sinais mais animadores, já que o governo se mostrou comprometido com a batalha contra a desaceleração econômica. O pacote de investimentos em infraestrutura tentará compensar a queda nas exportações e do mercado imobiliário.
O banco também acredita que os diversos pacotes de estímulo econômico divulgados por governos de todos os continentes comecem a fazer efeito no segundo semestre, ajudando na retomada da produção industrial global ainda neste ano.
Para aqueles que acreditam que é hora de investir agressivamente na bolsa devido à melhora do cenário, o Barclays avisa: "Esperamos que a recuperação da economia global seja relativamente débil na maioria dos países".
Mesmo nesse cenário, há a possibilidade de ganhos nos mercados financeiros - já que hoje está precificado um cenário de depressão ou ao menos de uma recessão muito longa. No entanto, a baixa velocidade da recuperação deve limitar os ganhos de curto prazo.
Para o Barclays, a recuperação será lenta devido ao sincronismo da crise em diversas partes do mundo e à provável demora na retomada do crédito aos mesmos níveis pré-crise, principalmente nos países mais alavancados.
Além disso, é muito provável que em breve as políticas expancionistas adotadas nas principais economias do mundo gerem inflação e obriguem os bancos centrais a adotar uma posição mais cautelosa.
América Latina
Segundo o Barclays, a atividade econômica na América Latina "está caindo como em qualquer outra economia". A produção industrial deve ter queda de 2,3% neste ano, o pior resultado desde 1983. Mas a boa notícia é que os bancos centrais da região ainda têm muito espaço para baixar os juros.
No Brasil, os juros também podem cair muito ainda sem o temor de aumento da inflação ou de uma grande desvalorização do real. Após o corte de 2,5 pontos percentuais acumulado neste ano, ainda haveria espaço para reduzir a Selic dos atuais 11,25% ao ano para 8,75%.
Caso a atividade econômica continue a gerar surpresas negativas, um corte adicional para 8,25% ou 8% não estaria descartado.
O Barclays está entre os bancos mais pessimistas sobre 2009 e acredita que o PIB cairá 1,9%. A correção no consumo interno já foi até mais forte que a da própria produção, mas ainda deve haver novos ajustes nos próximos meses devido ao aumento do desemprego e às restrições de crédito. Além disso, o investimento deve continuar em queda.
Mas quando a economia dará sinais de recuperação? Para o Barclays, o PIB brasileiro só voltará a crescer com algum vigor no quarto trimestre.
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É o fim da queda livre da Bolsa?
quinta-feira, 26 de março de 2009
Link prevê queda de 20% em preços de minério da Vale
Mesmo com a pressão das mineradoras nas negociações dos contratos de minério de ferro para este ano, os analistas da Link estimam um deságio de 20% nos preços médios da Vale, mas reiteram sua recomendação de compra às suas ações e àquelas da Bradespar.
De acordo com Guy Elliot, CFO (Chieff Financial Officer) da mineradora Rio Tinto, devido ao atual cenário macroeconômico, alguns benefícios são vistos com a não fixação dos preços de contrato do minério de ferro.
A postura da companhia, assim como de outras grandes do setor, demonstra o seu conservadorismo e a falta de pretensão de negociar os valores da matéria imediatamente, esperando uma recuperação das cotações no médio prazo, afirmam os analistas.
De acordo com Guy Elliot, CFO (Chieff Financial Officer) da mineradora Rio Tinto, devido ao atual cenário macroeconômico, alguns benefícios são vistos com a não fixação dos preços de contrato do minério de ferro.
A postura da companhia, assim como de outras grandes do setor, demonstra o seu conservadorismo e a falta de pretensão de negociar os valores da matéria imediatamente, esperando uma recuperação das cotações no médio prazo, afirmam os analistas.
TAM pode ser rebaixada
Standard & Poor's pode rebaixar a TAM
Agência de classificação de risco coloca a dívida da empresa aérea em perspectiva negativa
| 25.03.2009 | 15h13
Portal EXAME -
A agência de classificação de risco Standard & Poor´s colocou a dívida da TAM em perspectiva negativa devido à fraca demanda do setor aéreo. Os ratings (avaliações de risco) da empresa poderão ser rebaixados nos próximos meses. A nota em escala global da TAM é BB-.
A S&P afirmou que espera que os resultados financeiros da companhia para os próximos trimestres de 2009 continuem fracos devido à desaceleração da economia brasileira, que tem prejudicado bastante o setor de transporte aéreo.
Agência de classificação de risco coloca a dívida da empresa aérea em perspectiva negativa
| 25.03.2009 | 15h13
Portal EXAME -
A agência de classificação de risco Standard & Poor´s colocou a dívida da TAM em perspectiva negativa devido à fraca demanda do setor aéreo. Os ratings (avaliações de risco) da empresa poderão ser rebaixados nos próximos meses. A nota em escala global da TAM é BB-.
A S&P afirmou que espera que os resultados financeiros da companhia para os próximos trimestres de 2009 continuem fracos devido à desaceleração da economia brasileira, que tem prejudicado bastante o setor de transporte aéreo.
LLX Logística
LLX Logística revela prejuízo líquido de R$ 52,9 milhões no último trimestre
Por: Equipe InfoMoney
26/03/09 - 07h05
InfoMoney
SÃO PAULO - A LLX (LLXL3) divulgou seu resultado operacional referente ao último trimestre do ano passado, com prejuízo líquido de R$ 52,9 milhões, ante o lucro de R$ 160,8 milhões nos três meses finais de 2007.
No tocante à receita líquida e ao desempenho operacional, os desempenhos foram discrepantes: o primeiro montante totalizou R$ 16,44 milhões, o que equivale a um crescimento perto de 1260% frente ao obtido no mesmo período do ano retrasado. Já a segunda cifra revelou prejuízo operacional de R$ 69,1 milhões.
"No final do exercício de 2008, a LLX reconheceu uma provisão para perda no montante total de R$ 52,7 milhões referente aos gastos já realizados no projeto do terminal portuário em Peruíbe até 31 de dezembro de 2008", completou a companhia, ao decorrer sobre os investimentos realizados na cidade paulista.
Por: Equipe InfoMoney
26/03/09 - 07h05
InfoMoney
SÃO PAULO - A LLX (LLXL3) divulgou seu resultado operacional referente ao último trimestre do ano passado, com prejuízo líquido de R$ 52,9 milhões, ante o lucro de R$ 160,8 milhões nos três meses finais de 2007.
No tocante à receita líquida e ao desempenho operacional, os desempenhos foram discrepantes: o primeiro montante totalizou R$ 16,44 milhões, o que equivale a um crescimento perto de 1260% frente ao obtido no mesmo período do ano retrasado. Já a segunda cifra revelou prejuízo operacional de R$ 69,1 milhões.
"No final do exercício de 2008, a LLX reconheceu uma provisão para perda no montante total de R$ 52,7 milhões referente aos gastos já realizados no projeto do terminal portuário em Peruíbe até 31 de dezembro de 2008", completou a companhia, ao decorrer sobre os investimentos realizados na cidade paulista.
MRVE3
MRV vê lucro líquido crescer 10,3% no último trimestre, para R$ 50,06 milhões
Por: Equipe InfoMoney
26/03/09 - 07h20
InfoMoney
SÃO PAULO - A MRV (MRVE3) anunciou seu resultado operacional referente ao quarto trimestre do último ano, revelando lucro líquido de R$ 50,06 milhões no período, avanço de 10,3% frente ao montante dos três meses finais de 2007.
Quanto à receita líquida e ao Ebitda (geração operacional de caixa), os desempenhos foram também positivos. A primeira cifra somou R$ 296,9 milhões, incremento de 130,3% em relação ao registrado no último trimestre de 2007. Já a segunda cifra mostrou variação positiva de 105,9%, ao totalizar R$ 67,7 milhões.
Por: Equipe InfoMoney
26/03/09 - 07h20
InfoMoney
SÃO PAULO - A MRV (MRVE3) anunciou seu resultado operacional referente ao quarto trimestre do último ano, revelando lucro líquido de R$ 50,06 milhões no período, avanço de 10,3% frente ao montante dos três meses finais de 2007.
Quanto à receita líquida e ao Ebitda (geração operacional de caixa), os desempenhos foram também positivos. A primeira cifra somou R$ 296,9 milhões, incremento de 130,3% em relação ao registrado no último trimestre de 2007. Já a segunda cifra mostrou variação positiva de 105,9%, ao totalizar R$ 67,7 milhões.
Rossi
Rossi amplia atuação no segmento econômico e vê lucro subir 61% em 2008
Por: Equipe InfoMoney
26/03/09 - 08h10
InfoMoney
SÃO PAULO - A Rossi (RSID3) encerrou o ano passado com lucro líquido ajustado de R$ 118 milhões, valor 61,4% maior que o registrado em 2007. As receitas cresceram 63,1% na mesma base de comparação, beirando R$ 1,23 bilhão.
De acordo com os números divulgados na quinta-feira (26), a construtora procurou aumentar sua participação no segmento econômico, ampliando em 29% o Valor Geral de Vendas dos lançamentos em 12 meses.
A companhia encerrou o ano com caixa de R$ 303 milhões, acima do esperado pelos administradores. "Enfim, para nós foi um excelente ano, apesar da crise mundial, em que todas as metas estabelecidas foram cumpridas", disse a empresa.
Por: Equipe InfoMoney
26/03/09 - 08h10
InfoMoney
SÃO PAULO - A Rossi (RSID3) encerrou o ano passado com lucro líquido ajustado de R$ 118 milhões, valor 61,4% maior que o registrado em 2007. As receitas cresceram 63,1% na mesma base de comparação, beirando R$ 1,23 bilhão.
De acordo com os números divulgados na quinta-feira (26), a construtora procurou aumentar sua participação no segmento econômico, ampliando em 29% o Valor Geral de Vendas dos lançamentos em 12 meses.
A companhia encerrou o ano com caixa de R$ 303 milhões, acima do esperado pelos administradores. "Enfim, para nós foi um excelente ano, apesar da crise mundial, em que todas as metas estabelecidas foram cumpridas", disse a empresa.
quarta-feira, 25 de março de 2009
CSN
CSN deve anunciar lucro de mais de R$ 3 bi com venda da Namisa
Margens devem continuar fortes mesmo com queda nos resultados operacionais
| 24.03.2009 | 13h44
Portal EXAME -
A corretora Ágora espera que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) apresente um forte lucro líquido, de aproximadamente 3 bilhões de reais, no último trimestre de 2008.Caso a previsão se confirme, a companhia terá registrado um crescimento de 500% em relação aos 500 milhões de reais obtidos no mesmo período do ano anterior.
A avaliação otimista é reflexo da venda de 40% da participação na mineradora Namisa para um consórcio de empresas asiáticas, em outubro de 2008, que rendeu à companhia um aporte de caixa de 3 bilhões de dólares.
Apesar dessa transação ter garantido um certo conforto de capital à CSN, a desaceleração da economia fez com que as vendas de produtos siderúrgicos caissem, impactando também na diminuição dos preços do aço. Para a corretora, tais fatores devem contribuir para a queda nos resultados operacionais da empresa, que deve contabilizar um lucro Ebtida (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) de 1,7 bilhões de reais, contra 2 bilhões de reais do trimestre anterior.
Entretanto, a margem Ebtida, estimada em 44,3%, deve continuar acima da apresentada pelos concorrentes e ser superior aos 42% registrados pela própria empresa no 4º trimestre de 2007.
A CSN deve divulgar ao mercado os resultados oficiais de outubro, novembro e dezembro ainda nesta semana. O prazo limite para as empresas comunicarem seus balanços é até 31 de março.
Às 11h45, os papéis da CSN (CSNA3) registravam queda de 2,48%, negociados a 35, 34 reais.
Margens devem continuar fortes mesmo com queda nos resultados operacionais
| 24.03.2009 | 13h44
Portal EXAME -
A corretora Ágora espera que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) apresente um forte lucro líquido, de aproximadamente 3 bilhões de reais, no último trimestre de 2008.Caso a previsão se confirme, a companhia terá registrado um crescimento de 500% em relação aos 500 milhões de reais obtidos no mesmo período do ano anterior.
A avaliação otimista é reflexo da venda de 40% da participação na mineradora Namisa para um consórcio de empresas asiáticas, em outubro de 2008, que rendeu à companhia um aporte de caixa de 3 bilhões de dólares.
Apesar dessa transação ter garantido um certo conforto de capital à CSN, a desaceleração da economia fez com que as vendas de produtos siderúrgicos caissem, impactando também na diminuição dos preços do aço. Para a corretora, tais fatores devem contribuir para a queda nos resultados operacionais da empresa, que deve contabilizar um lucro Ebtida (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) de 1,7 bilhões de reais, contra 2 bilhões de reais do trimestre anterior.
Entretanto, a margem Ebtida, estimada em 44,3%, deve continuar acima da apresentada pelos concorrentes e ser superior aos 42% registrados pela própria empresa no 4º trimestre de 2007.
A CSN deve divulgar ao mercado os resultados oficiais de outubro, novembro e dezembro ainda nesta semana. O prazo limite para as empresas comunicarem seus balanços é até 31 de março.
Às 11h45, os papéis da CSN (CSNA3) registravam queda de 2,48%, negociados a 35, 34 reais.
Sadia
Ação da Sadia sobe com possível interesse da Tyson Foods
Negociação, ainda bastante preliminar, foi divulgada pela coluna Radar da revista VEJA; Tyson nega
| 24.03.2009 | 12h23
Portal EXAME -
As ações da Sadia têm um novo dia de forte alta impulsionada por rumores. Segundo a coluna Radar da revista VEJA, a gigante americana Tyson Foods teria demonstrado interesse na compra da empresa brasileira, em conversas ainda bastante preliminares. Em nota, a Tyson Foods negou a informação.
Às 11h55, as ações ordinárias (com direito a voto) da Sadia tinham alta de 3,50%, para 5,32 reais. Já as preferenciais (sem direito a voto), que têm maior liquidez, avançavam 5,15%, para 3,06 reais. Os papéis chegaram a atingir a máxima de 3,20 reais no início do pregão.
Nesta segunda-feira, o presidente do conselho de administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, disse que a relação de troca de ações impedia uma fusão com a Perdigão.
Após negar diversas vezes as conversas em andamento, o presidente da Perdigão, José Antonio Fay, disse nesta terça-feira que não vai mais se manifestar sobre o assunto.
Enquanto o impasse entre as empresas continua, parte do mercado começa a apostar que a Sadia vai conseguir alguma forma de capitalização - mesmo que isso não envolva uma fusão com a Perdigão ou outra rival.
A corretora do Citigroup - que opera de forma independente do banco - apontou em relatório que a Sadia poderia levantar entre 1 bilhão e 2 bilhões de reais com uma injeção do BNDES ou com a venda de parte das ações a um fundo de hedge ou de private equity.
A mesma corretora havia dito na semana passada que havia poucas chances de fusão entre a Sadia e a Perdigão - e, inclusive, reduziu sua recomendação para as ações da Perdigão.
O balanço divulgado no final da noite desta segunda-feira pela Perdigão também é um indicativo de que o mercado pode ter depreciado demais as ações da Sadia. As margens de lucro da Perdigão cresceram acima do esperado pelos analistas.
Também pode jogar a favor da Sadia a expectativa de uma solução para os problemas dos bancos dos Estados Unidos. Se o plano de socorro aos bancos detalhado nesta segunda-feira pelo governo funcionar, é provável que o crédito volte a fluir, o que ajudaria a Sadia a levantar recursos para pagar sua dívida.
Analistas estimam que a Sadia tenha uma dívida de curto prazo de 3,5 bilhões de reais. A empresa divulga seu balanço no final desta semana. A expectativa é de que seja anunciado um prejuízo de 2 bilhões de reais no quarto trimestre devido a apostas erradas em derivativos.
Negociação, ainda bastante preliminar, foi divulgada pela coluna Radar da revista VEJA; Tyson nega
| 24.03.2009 | 12h23
Portal EXAME -
As ações da Sadia têm um novo dia de forte alta impulsionada por rumores. Segundo a coluna Radar da revista VEJA, a gigante americana Tyson Foods teria demonstrado interesse na compra da empresa brasileira, em conversas ainda bastante preliminares. Em nota, a Tyson Foods negou a informação.
Às 11h55, as ações ordinárias (com direito a voto) da Sadia tinham alta de 3,50%, para 5,32 reais. Já as preferenciais (sem direito a voto), que têm maior liquidez, avançavam 5,15%, para 3,06 reais. Os papéis chegaram a atingir a máxima de 3,20 reais no início do pregão.
Nesta segunda-feira, o presidente do conselho de administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, disse que a relação de troca de ações impedia uma fusão com a Perdigão.
Após negar diversas vezes as conversas em andamento, o presidente da Perdigão, José Antonio Fay, disse nesta terça-feira que não vai mais se manifestar sobre o assunto.
Enquanto o impasse entre as empresas continua, parte do mercado começa a apostar que a Sadia vai conseguir alguma forma de capitalização - mesmo que isso não envolva uma fusão com a Perdigão ou outra rival.
A corretora do Citigroup - que opera de forma independente do banco - apontou em relatório que a Sadia poderia levantar entre 1 bilhão e 2 bilhões de reais com uma injeção do BNDES ou com a venda de parte das ações a um fundo de hedge ou de private equity.
A mesma corretora havia dito na semana passada que havia poucas chances de fusão entre a Sadia e a Perdigão - e, inclusive, reduziu sua recomendação para as ações da Perdigão.
O balanço divulgado no final da noite desta segunda-feira pela Perdigão também é um indicativo de que o mercado pode ter depreciado demais as ações da Sadia. As margens de lucro da Perdigão cresceram acima do esperado pelos analistas.
Também pode jogar a favor da Sadia a expectativa de uma solução para os problemas dos bancos dos Estados Unidos. Se o plano de socorro aos bancos detalhado nesta segunda-feira pelo governo funcionar, é provável que o crédito volte a fluir, o que ajudaria a Sadia a levantar recursos para pagar sua dívida.
Analistas estimam que a Sadia tenha uma dívida de curto prazo de 3,5 bilhões de reais. A empresa divulga seu balanço no final desta semana. A expectativa é de que seja anunciado um prejuízo de 2 bilhões de reais no quarto trimestre devido a apostas erradas em derivativos.
terça-feira, 24 de março de 2009
Entenda a Medida que animou mundialmente os mercados!
Detalhes a respeito do plano para compra de ativos problemáticos nos Estados Unidos foram o suficiente para animar todos os mercados ao redor do planeta. No Brasil, o Índice Bovespa marcou uma expressiva alta de 5,89%, seguido por uma queda de 0,79% do dólar comercial (R$2,24) e um recuo de 3,54% no risco-país (408 pontos). Nossos investidores não presenciavam um dia como este desde janeiro de 2009. O objetivo do Tesouro norte-americano é limpar das instituições financeiras seus ativos tóxicos e problemáticos (popularmente chamados de títulos podres, pelo mercado), restabelecendo a saúde financeira e descongelando parte do capital paralisado pela crise. Isto será feito através do programa TARP (Troubled Assets Relief Program) que conta com um aporte de US$ 100 bilhões pelo Tesouro dos Estados Unidos. A estratégia está na utilização do montante em parceria com o setor privado, onde, em conjunto, participarão de leilões para a compra dos títulos. Isto irá definir um suposto valor a estes papéis, até então sem valor real para o mercado, e possibilitará uma boa oportunidade de compra (levando em consideração a relação entre retorno e risco) para os investidores privados. Esta medida está sendo muito bem aceita entre a maioria dos economistas e investidores e poderá movimentar cerca de US$ 500 bilhões num primeiro passo, com possibilidade de expansão para US$ 1 trilhão nos próximos meses. O único receio fica por conta de uma real solução para o setor imobiliário, uma vez que esta medida limpa a sujeira criada pela crise, porém pode não atacar a raiz do problema caso as inadimplências continuem a criar novos títulos podres.
Embraer
Embraer assina acordo para vender 24 aviões à Força Aérea do Equador
Por: Equipe InfoMoney
24/03/09 - 09h20
InfoMoney
SÃO PAULO - A Embraer (EMBR3) confirmou na última segunda-fera (23) um acordo com a Força Aérea Equatoriana para vender 24 aeronaves turboélice Super Tucano, que serão usadas em missões de vigilância de fronteiras e treinamentos de pilotos.
Segundo comunicado após o fechamento dos negócios, o contrato inclui ainda um amplo pacote de Suporte Logístico Integrado e um avançado sistema de treinamento e apoio à operação, que abrange não somente a aeronave, como também estações de apoio em solo e um simulador de vôo.
"Estamos muito honrados em expandir nosso relacionamento com o Equador, país que opera diversos modelos de nossos aviões", disse Orlando José Ferreira Neto, vice-presidente executivo da empresa para mercado de defesa e governo. O início das entregas está previsto para o final de 2009.
América Latina
Com a assinatura do acordo com os equatorianos, este é o quarto contrato que a Embraer assina para fornecer aviões Super Tucano para forças aéreas latino-americanas, já tendo exportado para Chile, Colômbia e República Dominicana.
"O Super Tucano é a aeronave ideal para executar missões de vigilância e treinamento e estamos certos que atenderá plenamente às necessidades da Força Aérea Equatoriana. Com este acordo atingimos a marca de 169 aviões Super Tucano já vendidos", completou o vice-presidente.
Por: Equipe InfoMoney
24/03/09 - 09h20
InfoMoney
SÃO PAULO - A Embraer (EMBR3) confirmou na última segunda-fera (23) um acordo com a Força Aérea Equatoriana para vender 24 aeronaves turboélice Super Tucano, que serão usadas em missões de vigilância de fronteiras e treinamentos de pilotos.
Segundo comunicado após o fechamento dos negócios, o contrato inclui ainda um amplo pacote de Suporte Logístico Integrado e um avançado sistema de treinamento e apoio à operação, que abrange não somente a aeronave, como também estações de apoio em solo e um simulador de vôo.
"Estamos muito honrados em expandir nosso relacionamento com o Equador, país que opera diversos modelos de nossos aviões", disse Orlando José Ferreira Neto, vice-presidente executivo da empresa para mercado de defesa e governo. O início das entregas está previsto para o final de 2009.
América Latina
Com a assinatura do acordo com os equatorianos, este é o quarto contrato que a Embraer assina para fornecer aviões Super Tucano para forças aéreas latino-americanas, já tendo exportado para Chile, Colômbia e República Dominicana.
"O Super Tucano é a aeronave ideal para executar missões de vigilância e treinamento e estamos certos que atenderá plenamente às necessidades da Força Aérea Equatoriana. Com este acordo atingimos a marca de 169 aviões Super Tucano já vendidos", completou o vice-presidente.
Citi eleva recomendação das ações da Sadia para compra
Citi eleva recomendação das ações da Sadia para compra, mas mantém preço-alvo
Por: Equipe InfoMoney
24/03/09 - 09h50
InfoMoney
SÃO PAULO - Revisando suas estimativas para a Sadia (SDIA4), os analistas do Citi elevaram a recomendação das ações da companhia para compra, mas mantendo o preço-alvo dos papéis em R$ 4,00.
De acordo com o banco, foi incorporada nas projeções a possibilidade de uma recapitalização, devido à grande dificuldade pela qual passa a companhia depois de registrar um prejuízo milionário com operações no mercado de derivativos cambiais.
Nesse sentido, os analistas estipulam três cenários distintos, sendo um deles mais pessimista. O primeiro seria uma injeção de capital, que fortaleceria a estrutura financeira. Já o segundo seria uma fusão com outra empresa, fazendo com que a Sadia mantivesse as suas operações.
O terceiro, por sua vez, engloba um cenário drástico, no qual a companhia não conseguisse levantar os fundos necessários, caso que a levaria a fechar as suas portas.
Como ainda existem grandes incertezas, projetar o exato impacto de uma injeção de capital é uma tarefa impossível, afirma o Citi. No entanto, conforme a sua metodologia de análise, o preço-alvo dos papéis deve ficar entre R$ 5,00 e R$ 5,50 caso a operação se concretize.
Por: Equipe InfoMoney
24/03/09 - 09h50
InfoMoney
SÃO PAULO - Revisando suas estimativas para a Sadia (SDIA4), os analistas do Citi elevaram a recomendação das ações da companhia para compra, mas mantendo o preço-alvo dos papéis em R$ 4,00.
De acordo com o banco, foi incorporada nas projeções a possibilidade de uma recapitalização, devido à grande dificuldade pela qual passa a companhia depois de registrar um prejuízo milionário com operações no mercado de derivativos cambiais.
Nesse sentido, os analistas estipulam três cenários distintos, sendo um deles mais pessimista. O primeiro seria uma injeção de capital, que fortaleceria a estrutura financeira. Já o segundo seria uma fusão com outra empresa, fazendo com que a Sadia mantivesse as suas operações.
O terceiro, por sua vez, engloba um cenário drástico, no qual a companhia não conseguisse levantar os fundos necessários, caso que a levaria a fechar as suas portas.
Como ainda existem grandes incertezas, projetar o exato impacto de uma injeção de capital é uma tarefa impossível, afirma o Citi. No entanto, conforme a sua metodologia de análise, o preço-alvo dos papéis deve ficar entre R$ 5,00 e R$ 5,50 caso a operação se concretize.
Quando voltaremos a crescer?
Revista EXAME -
Os últimos dados oficiais sobre o desempenho da economia brasileira foram como um balde de gelo jogado sobre o ânimo dos mais otimistas. Segundo o IBGE, o PIB brasileiro no quarto trimestre de 2008 caiu 3,6% - número que sepultou as últimas esperanças de um "descolamento" brasileiro em meio às turbulências.
A crise, de certa forma, foi quantificada. Mas em que medida esses números indicam o comportamento dos próximos meses? Eles nos condenam a um 2009 sem chance de crescimento? Quando o pesadelo da crise dará lugar a um novo ciclo de expansão? Para tentar clarear o cenário, EXAME foi ouvir o que pensam sete dos maiores especialistas em economia brasileira.
Não há, como se esperava, consenso absoluto sobre a forma como o Brasil se comportará no futuro próximo. Nem datas mágicas para a retomada. Mas, tomadas no conjunto, as opiniões dos sete especialistas situam o Brasil no cenário global - e mostram para onde deveremos olhar nos próximos meses.
A sorte do Brasil depende da China
Jim O´Neill, chefe do departamento de pesquisas econômicas do banco americano Goldman Sachs e autor do termo Bric
O fato de a economia brasileira ter contraído 3,6% no último trimestre de 2008 não é tão surpreendente. A economia americana caiu 6%, a alemã mais ainda e o Japão teve queda de dois dígitos. Infelizmente, o Brasil está no mesmo planeta que todas as economias do G7. Quando o Brasil vai reagir? O que acontecer na China será crítico para o mundo todo. As ações das empresas chinesas voltaram a subir em novembro, época em que o governo de Pequim anunciou um grande pacote de estímulo à economia. Há alguns sinais de que o desempenho da China melhorará daqui para a frente.
Já as bolsas nos países desenvolvidos perderam muito - o que sugere uma volta de algum tipo de descolamento entre os emergentes e o mundo rico. Os preços das commodities subiram um pouco, o que é, obviamente, muito importante para o Brasil. Diante disso, o que o governo brasileiro deveria fazer? Primeiro, rezar. Depois, torcer para que a economia chinesa melhore, em seguida, esperar que alguma coisa positiva saia do encontro do G20 em abril e, por último, cortar a taxa de juro de forma mais agressiva.
A retomada virá logo. Mas aos poucos
John Welch, doutor em economia pela Universidade de Illinois e economista-chefe global do banco Itaú
O ciclo de ajuste dos estoques das empresas deve prosseguir até meados deste ano. Prevemos a volta do crescimento no terceiro trimestre, liderada pela indústria, o setor que mais caiu até agora. A parte mais difícil de prever é o comportamento do setor de serviços, hoje o principal na formação do PIB brasileiro. Esse setor pode surpreender. Mas ainda assim a retomada se dará num ritmo lento, aos poucos.
Por enquanto, nossa previsão é de queda de 1,5% do PIB neste ano, pois o efeito da desaceleração já ocorrida é grande. Uma condição necessária para a recuperação é que a expectativa de piora desapareça. Aí o excesso de cautela diminui, as pessoas recomeçam a comprar e as companhias voltam a produzir, embora num nível mais lento. Isso é mais fácil no Brasil do que nos Estados Unidos, já que aqui as famílias e as empresas estão menos endividadas.
A reação radical à crise ocorrida nas empresas brasileiras é outro dado positivo. É como tratar um câncer: é melhor tirar mais do organismo e assim evitar que a doença reapareça. Ter feito um ajuste forte no início da crise vai ajudar a recuperação a ser mais rápida. Da parte do governo, o Banco Central tomou as medidas certas e, até agora, o presidente Lula fez bem em resistir a ideias exóticas - o que não é fácil porque até os Estados Unidos têm tomado iniciativas mais heterodoxas. Se continuar assim, o Brasil estará em boas condições para se sair bem.
Os últimos dados oficiais sobre o desempenho da economia brasileira foram como um balde de gelo jogado sobre o ânimo dos mais otimistas. Segundo o IBGE, o PIB brasileiro no quarto trimestre de 2008 caiu 3,6% - número que sepultou as últimas esperanças de um "descolamento" brasileiro em meio às turbulências.
A crise, de certa forma, foi quantificada. Mas em que medida esses números indicam o comportamento dos próximos meses? Eles nos condenam a um 2009 sem chance de crescimento? Quando o pesadelo da crise dará lugar a um novo ciclo de expansão? Para tentar clarear o cenário, EXAME foi ouvir o que pensam sete dos maiores especialistas em economia brasileira.
Não há, como se esperava, consenso absoluto sobre a forma como o Brasil se comportará no futuro próximo. Nem datas mágicas para a retomada. Mas, tomadas no conjunto, as opiniões dos sete especialistas situam o Brasil no cenário global - e mostram para onde deveremos olhar nos próximos meses.
A sorte do Brasil depende da China
Jim O´Neill, chefe do departamento de pesquisas econômicas do banco americano Goldman Sachs e autor do termo Bric
O fato de a economia brasileira ter contraído 3,6% no último trimestre de 2008 não é tão surpreendente. A economia americana caiu 6%, a alemã mais ainda e o Japão teve queda de dois dígitos. Infelizmente, o Brasil está no mesmo planeta que todas as economias do G7. Quando o Brasil vai reagir? O que acontecer na China será crítico para o mundo todo. As ações das empresas chinesas voltaram a subir em novembro, época em que o governo de Pequim anunciou um grande pacote de estímulo à economia. Há alguns sinais de que o desempenho da China melhorará daqui para a frente.
Já as bolsas nos países desenvolvidos perderam muito - o que sugere uma volta de algum tipo de descolamento entre os emergentes e o mundo rico. Os preços das commodities subiram um pouco, o que é, obviamente, muito importante para o Brasil. Diante disso, o que o governo brasileiro deveria fazer? Primeiro, rezar. Depois, torcer para que a economia chinesa melhore, em seguida, esperar que alguma coisa positiva saia do encontro do G20 em abril e, por último, cortar a taxa de juro de forma mais agressiva.
A retomada virá logo. Mas aos poucos
John Welch, doutor em economia pela Universidade de Illinois e economista-chefe global do banco Itaú
O ciclo de ajuste dos estoques das empresas deve prosseguir até meados deste ano. Prevemos a volta do crescimento no terceiro trimestre, liderada pela indústria, o setor que mais caiu até agora. A parte mais difícil de prever é o comportamento do setor de serviços, hoje o principal na formação do PIB brasileiro. Esse setor pode surpreender. Mas ainda assim a retomada se dará num ritmo lento, aos poucos.
Por enquanto, nossa previsão é de queda de 1,5% do PIB neste ano, pois o efeito da desaceleração já ocorrida é grande. Uma condição necessária para a recuperação é que a expectativa de piora desapareça. Aí o excesso de cautela diminui, as pessoas recomeçam a comprar e as companhias voltam a produzir, embora num nível mais lento. Isso é mais fácil no Brasil do que nos Estados Unidos, já que aqui as famílias e as empresas estão menos endividadas.
A reação radical à crise ocorrida nas empresas brasileiras é outro dado positivo. É como tratar um câncer: é melhor tirar mais do organismo e assim evitar que a doença reapareça. Ter feito um ajuste forte no início da crise vai ajudar a recuperação a ser mais rápida. Da parte do governo, o Banco Central tomou as medidas certas e, até agora, o presidente Lula fez bem em resistir a ideias exóticas - o que não é fácil porque até os Estados Unidos têm tomado iniciativas mais heterodoxas. Se continuar assim, o Brasil estará em boas condições para se sair bem.
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Quando voltaremos a crescer?
sábado, 21 de março de 2009
Prejuízo da Gol chega a R$ 687 mi no 4º trimestre de 2008
A Gol Linhas Aéreas informou na madrugada deste sábado um prejuízo líquido de R$ 687,1 milhões no último trimestre de 2008, ampliando sensivelmente resultado negativo de R$ 6,5 milhões sofrido no mesmo período do ano anterior.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Resultados do frigorífico Marfrig surpreendem analistas
Mesmo com prejuízo líquido, corretoras recomendam ações da companhia
| 19.03.2009 | 15h3
Portal EXAME -
O frigorífico Marfrig fechou o último trimestre de 2008 com grande melhora na rentabilidade operacional, superando as expectativas dos analistas de corretoras como a Brascan, o Itaú e a Link.
A receita líquida da empresa atingiu 2,9 bilhões de reais, com crescimento de 57,3% sobre o mesmo período do ano passado. O alto crescimento é fruto da compra de ativos do fornecedor de carne OSI pela Marfrig, concluída em novembro de 2008.
Em relatório da corretora Brascan, a analista Denise Messer destaca que a crise internacional reduziu as exportações em novembro e dezembro, mas nos " mercados internos a demanda se manteve, com pequena variação de preços".
A geração de caixa media pelo Ebtida (lucro antes de impostos, amortizações, depreciação e juros) ficou 84,2% acima do esperado pela corretora, atingindo 446,7 milhões de reais, crescimento equivalente a 160,5% quando comparado ao mesmo trimestre de 2007. A margem alcançou 18,6%, com 7,4 pontos percentuais acima do ano passado.
| 19.03.2009 | 15h3
Portal EXAME -
O frigorífico Marfrig fechou o último trimestre de 2008 com grande melhora na rentabilidade operacional, superando as expectativas dos analistas de corretoras como a Brascan, o Itaú e a Link.
A receita líquida da empresa atingiu 2,9 bilhões de reais, com crescimento de 57,3% sobre o mesmo período do ano passado. O alto crescimento é fruto da compra de ativos do fornecedor de carne OSI pela Marfrig, concluída em novembro de 2008.
Em relatório da corretora Brascan, a analista Denise Messer destaca que a crise internacional reduziu as exportações em novembro e dezembro, mas nos " mercados internos a demanda se manteve, com pequena variação de preços".
A geração de caixa media pelo Ebtida (lucro antes de impostos, amortizações, depreciação e juros) ficou 84,2% acima do esperado pela corretora, atingindo 446,7 milhões de reais, crescimento equivalente a 160,5% quando comparado ao mesmo trimestre de 2007. A margem alcançou 18,6%, com 7,4 pontos percentuais acima do ano passado.
TAM deve anunciar prejuízo de R$ 747 milhões
TAM deve anunciar prejuízo de R$ 747 milhões, diz corretora do Santander
Resultado operacional da empresa vai melhorar, mas aposta em petróleo caro em 2008 levará a perdas financeiras
| 19.03.2009 | 16h24
Portal EXAME -
A TAM deve anunciar que registrou um prejuízo líquido de 747 milhões de reais no quarto trimestre, segundo previsão da corretora do Santander, que trabalha de forma independente do banco.
A empresa fez "hedge" (proteção) contra a alta do petróleo no ano passado quando o barril custava mais de 100 dólares. Com a queda da cotação para menos de 50 dólares, a empresa terá de lançar a diferença como prejuízo em seu balanço do quarto trimestre.
Apenas no terceiro trimestre de 2008, a TAM perdeu 287 milhões de reais com o hedge dos combustíveis, um prejuízo considerado surpreendentemente acima das estimativas pela corretora. Essas despesas foram as principais responsáveis pelo prejuízo líquido de 113 milhões de reais no período.
O prejuízo de 747 milhões de reais do quarto trimestre deve ser causado por despesas financeiras estimadas em 1,640 bilhão de reais – sendo 822 milhões de reais em perdas com o impacto da variação cambial e 769 milhões de reais com as operações de hedge.
Resultado operacional da empresa vai melhorar, mas aposta em petróleo caro em 2008 levará a perdas financeiras
| 19.03.2009 | 16h24
Portal EXAME -
A TAM deve anunciar que registrou um prejuízo líquido de 747 milhões de reais no quarto trimestre, segundo previsão da corretora do Santander, que trabalha de forma independente do banco.
A empresa fez "hedge" (proteção) contra a alta do petróleo no ano passado quando o barril custava mais de 100 dólares. Com a queda da cotação para menos de 50 dólares, a empresa terá de lançar a diferença como prejuízo em seu balanço do quarto trimestre.
Apenas no terceiro trimestre de 2008, a TAM perdeu 287 milhões de reais com o hedge dos combustíveis, um prejuízo considerado surpreendentemente acima das estimativas pela corretora. Essas despesas foram as principais responsáveis pelo prejuízo líquido de 113 milhões de reais no período.
O prejuízo de 747 milhões de reais do quarto trimestre deve ser causado por despesas financeiras estimadas em 1,640 bilhão de reais – sendo 822 milhões de reais em perdas com o impacto da variação cambial e 769 milhões de reais com as operações de hedge.
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TAM deve anunciar prejuízo de R$ 747 milhões
Crise derruba em 40% o lucro das empresas no Brasil
Setor imobiliário foi o mais afetado, mas empresas de energia, saneamento e telecomunicações conseguiram crescer
Por Francine De Lorenzo | 19.03.2009 | 08h40
Portal EXAME -
A crise financeira atingiu em cheio as empresas brasileiras no último trimestre de 2008. Os balanços divulgados neste início de ano comprovaram aquilo que já era esperado por investidores e analistas: lucros menores, quando não prejuízo.
Um estudo da consultoria Economática mostra que, no conjunto de 102 companhias que já divulgaram resultados até o momento, a queda no lucro líquido foi de 40%, passando de 7,4 bilhões de reais no terceiro trimestre para 4,4 bilhões de reais nos últimos três meses de 2008. O movimento ascendente foi interrompido principalmente pelo impacto das despesas financeiras, que de um trimestre para outro saltaram 35% devido à valorização do dólar.
Entre julho e setembro, quando o impacto do câmbio já era sentido, as despesas financeiras comiam metade do lucro das operações das empresas. Esse número subiu para 67,5% no quarto trimestre, quando a situação se agravou não só pela escalada da moeda americana, mas também pela queda nos ganhos operacionais. "O custo de produção das empresas que importam matérias-primas deve ter subido, enquanto outras companhias podem ter reduzido os preços de seus produtos para não perder vendas", explica o presidente da Economática, Fernando Exel.
O lucro das operações minguou 16,8% de um trimestre para outro, reflexo da queda de 3,1 pontos percentuais na margem de lucro, que passou de 16,5% para 13,4%. É verdade que houve aumento nas vendas, como tradicionalmente acontece no quarto trimestre devido às festas de fim de ano. O crescimento, porém, ficou bastante abaixo do habitualmente visto. A receita das empresas subiu apenas 3% entre o terceiro e o quarto trimestre, menos da metade dos 7,9% registrados no mesmo período de 2007.
Fortes perdas
O setor imobiliário foi o mais prejudicado pela crise global, segundo o levantamento da Economática, que não inclui Petrobras, Vale e os bancos. As construtoras e incorporadoras saíram de lucro no terceiro trimestre para prejuízo no quarto, numa variação negativa de 177,6%. Os números ainda não contemplam os resultados de Rossi, Cyrela, PDG Realty, MRV e Inpar. "A situação pode ficar ainda pior", diz o analista da corretora Fator, Eduardo Silveira.
Por Francine De Lorenzo | 19.03.2009 | 08h40
Portal EXAME -
A crise financeira atingiu em cheio as empresas brasileiras no último trimestre de 2008. Os balanços divulgados neste início de ano comprovaram aquilo que já era esperado por investidores e analistas: lucros menores, quando não prejuízo.
Um estudo da consultoria Economática mostra que, no conjunto de 102 companhias que já divulgaram resultados até o momento, a queda no lucro líquido foi de 40%, passando de 7,4 bilhões de reais no terceiro trimestre para 4,4 bilhões de reais nos últimos três meses de 2008. O movimento ascendente foi interrompido principalmente pelo impacto das despesas financeiras, que de um trimestre para outro saltaram 35% devido à valorização do dólar.
Entre julho e setembro, quando o impacto do câmbio já era sentido, as despesas financeiras comiam metade do lucro das operações das empresas. Esse número subiu para 67,5% no quarto trimestre, quando a situação se agravou não só pela escalada da moeda americana, mas também pela queda nos ganhos operacionais. "O custo de produção das empresas que importam matérias-primas deve ter subido, enquanto outras companhias podem ter reduzido os preços de seus produtos para não perder vendas", explica o presidente da Economática, Fernando Exel.
O lucro das operações minguou 16,8% de um trimestre para outro, reflexo da queda de 3,1 pontos percentuais na margem de lucro, que passou de 16,5% para 13,4%. É verdade que houve aumento nas vendas, como tradicionalmente acontece no quarto trimestre devido às festas de fim de ano. O crescimento, porém, ficou bastante abaixo do habitualmente visto. A receita das empresas subiu apenas 3% entre o terceiro e o quarto trimestre, menos da metade dos 7,9% registrados no mesmo período de 2007.
Fortes perdas
O setor imobiliário foi o mais prejudicado pela crise global, segundo o levantamento da Economática, que não inclui Petrobras, Vale e os bancos. As construtoras e incorporadoras saíram de lucro no terceiro trimestre para prejuízo no quarto, numa variação negativa de 177,6%. Os números ainda não contemplam os resultados de Rossi, Cyrela, PDG Realty, MRV e Inpar. "A situação pode ficar ainda pior", diz o analista da corretora Fator, Eduardo Silveira.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Um trilhão de motivos para a alta da bolsa
Por Cláudio Gradilone | 18/03/2009 - 16:18
A Bolsa de Valores de São Paulo está atingindo os níveis mais altos do mês, com o Índice Bovespa voltando a superar 40 mil pontos. O motivo da animação foram duas decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano): a de manter os juros nos Estados Unidos entre zero e 0,25% ao ano (que já era esperada) e a de comprar mais de um trilhão de dólares em títulos que estão nas carteiras dos bancos (que não era esperada). Foi devido a essa notícia inesperada que o mercado está subindo. Leia o comunicado do Fed, infelizmente em inglês, aqui.
A decisão do Fed é um excelente estímulo para o sistema financeiro. Os bancos americanos têm um grande problema e uma grande força. O grande problema é a enorme quantidade de ativos de má qualidade que contaminam os seus balanços. Esses ativos ruins consomem capital, impedem a concessão de novos empréstimos e drenam os lucros. A enorme qualidade é que, apesar dos problemas nos balanços, as atividades bancárias geradoras de caixa ainda funcionam bem.
Assim, o fato de o Fed comprar títulos dos bancos vai garantir dinheiro agora para eles - dinheiro que poderá servir para conceder novos empréstimos e fazer os bancos voltarem a ganhar dinheiro e, com um pouco de sorte, não quebrarem mais à frente.
Não por acaso, as ações que mais estão subindo nesta quarta-feira são as do sistema financeiro. Na média, as ações de bancos incluídas no índice Standard & Poor's de 500 ações estão em alta de 7,5%, atingindo o maior nível no mês. Como um todo, o índice está em alta de 2,3% e o Dow Jones está avançando 1,5%.
A Bolsa de Valores de São Paulo está atingindo os níveis mais altos do mês, com o Índice Bovespa voltando a superar 40 mil pontos. O motivo da animação foram duas decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano): a de manter os juros nos Estados Unidos entre zero e 0,25% ao ano (que já era esperada) e a de comprar mais de um trilhão de dólares em títulos que estão nas carteiras dos bancos (que não era esperada). Foi devido a essa notícia inesperada que o mercado está subindo. Leia o comunicado do Fed, infelizmente em inglês, aqui.
A decisão do Fed é um excelente estímulo para o sistema financeiro. Os bancos americanos têm um grande problema e uma grande força. O grande problema é a enorme quantidade de ativos de má qualidade que contaminam os seus balanços. Esses ativos ruins consomem capital, impedem a concessão de novos empréstimos e drenam os lucros. A enorme qualidade é que, apesar dos problemas nos balanços, as atividades bancárias geradoras de caixa ainda funcionam bem.
Assim, o fato de o Fed comprar títulos dos bancos vai garantir dinheiro agora para eles - dinheiro que poderá servir para conceder novos empréstimos e fazer os bancos voltarem a ganhar dinheiro e, com um pouco de sorte, não quebrarem mais à frente.
Não por acaso, as ações que mais estão subindo nesta quarta-feira são as do sistema financeiro. Na média, as ações de bancos incluídas no índice Standard & Poor's de 500 ações estão em alta de 7,5%, atingindo o maior nível no mês. Como um todo, o índice está em alta de 2,3% e o Dow Jones está avançando 1,5%.
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WEG fecha fábrica e demite 370 funcionários
A empresa afirma que a unidade de Guarulhos (SP) foi afetada por uma mudança na política industrial da Zona Franca de Manaus
| 18.03.2009 | 11h49
EXAME -
Maior fabricante de motores elétricos da América Latina, a catarinense WEG é a mais nova protagonista da onda de demissões na indústria brasileira. A empresa anunciou nesta quarta-feira o fechamento de sua fábrica em Guarulhos, na Grande São Paulo, e a demissão dos 370 funcionários da unidade.
Segundo nota da empresa, a grande maioria dos empregados já estava em licença remunerada, e os cortes foram previamente comunicados ao sindicato da categoria.
A fábrica de Guarulhos era uma das três unidades da WEG no Brasil que produziam motores para eletrodomésticos. De acordo com a companhia, entre os produtos que saíam da fábrica, os mais afetados pela queda na demanda foram os motores para ar condicionado, por causa de uma mudança na política industrial da Zona Franca de Manaus.
| 18.03.2009 | 11h49
EXAME -
Maior fabricante de motores elétricos da América Latina, a catarinense WEG é a mais nova protagonista da onda de demissões na indústria brasileira. A empresa anunciou nesta quarta-feira o fechamento de sua fábrica em Guarulhos, na Grande São Paulo, e a demissão dos 370 funcionários da unidade.
Segundo nota da empresa, a grande maioria dos empregados já estava em licença remunerada, e os cortes foram previamente comunicados ao sindicato da categoria.
A fábrica de Guarulhos era uma das três unidades da WEG no Brasil que produziam motores para eletrodomésticos. De acordo com a companhia, entre os produtos que saíam da fábrica, os mais afetados pela queda na demanda foram os motores para ar condicionado, por causa de uma mudança na política industrial da Zona Franca de Manaus.
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Sadia deve anunciar prejuízo de R$ 2 bi no trimestre, diz Brascan
Sadia deve anunciar prejuízo de R$ 2 bi no trimestre, diz Brascan
Perdas com câmbio devem ultrapassar R$ 2 bilhões
| 18.03.2009 | 12h39
Portal EXAME -
Apesar da expectativa de crescimento nas vendas da Sadia no quarto trimestre, a empresa deve amargar um prejuízo de 2 bilhões de reais no período, segundo estimativas da corretora Brascan. O resultado será reflexo das perdas da companhia com câmbio, que incluem operações especulativas no mercado de derivativos. A Brascan calcula que as despesas financeiras da Sadia cheguem a 2,25 bilhões de reais.
Operacionalmente, a condição da Sadia não é ruim. A previsão é de aumento de 13,8% na receita líquida em relação ao quarto trimestre de 2008, para 2,9 bilhões de reais. Frente ao terceiro trimestre, o incremento deverá ser de 4,5%.
Mesmo com a crise global, as margens de lucro da companhia, na avaliação da corretora, deverão apresentar uma leve melhora na comparação com o terceiro trimestre, alcançando 11,6%, ante 9,8% do trimestre anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2007, no entanto, deverá ser percebida uma queda de margem de lucro, devido à grande quantidade de estoques englobando preços ainda elevados de grãos, em função das compras realizadas pela Sadia no primeiro semestre.
Perdas com câmbio devem ultrapassar R$ 2 bilhões
| 18.03.2009 | 12h39
Portal EXAME -
Apesar da expectativa de crescimento nas vendas da Sadia no quarto trimestre, a empresa deve amargar um prejuízo de 2 bilhões de reais no período, segundo estimativas da corretora Brascan. O resultado será reflexo das perdas da companhia com câmbio, que incluem operações especulativas no mercado de derivativos. A Brascan calcula que as despesas financeiras da Sadia cheguem a 2,25 bilhões de reais.
Operacionalmente, a condição da Sadia não é ruim. A previsão é de aumento de 13,8% na receita líquida em relação ao quarto trimestre de 2008, para 2,9 bilhões de reais. Frente ao terceiro trimestre, o incremento deverá ser de 4,5%.
Mesmo com a crise global, as margens de lucro da companhia, na avaliação da corretora, deverão apresentar uma leve melhora na comparação com o terceiro trimestre, alcançando 11,6%, ante 9,8% do trimestre anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2007, no entanto, deverá ser percebida uma queda de margem de lucro, devido à grande quantidade de estoques englobando preços ainda elevados de grãos, em função das compras realizadas pela Sadia no primeiro semestre.
quarta-feira, 18 de março de 2009
ATENÇÃO - Preços do minério de ferro devem cair entre 30-35%, diz mineradora
Preços do minério de ferro devem cair entre 30-35%, diz mineradora
Por 17 de Março de 2009 | 11:29
SYDNEY (Reuters) -
Os preços dos contratos de referência para o mercado de minério de ferro devem cair entre 30 e 35 por cento ante os níveis atingidos no último ano, refletindo a desaceleração da demanda por conta da recessão econômica global, informou a mineradora australiana Territory Resources Ltd nesta terça-feira.
A Territory, que está impulsionando sua produção para dois milhões de toneladas no ano em sua unidade Frances Creek na Austrália, está reunida nesta semana com os principais consumidores na China para finalizar compromissos de vendas a longo prazo.
"Nós acreditamos que podemos determinar algo entre 30 e 35 por cento abaixo das taxas acordadas no último ano", disse Alan Cummings, gerente-geral de finanças da Territory.
Por 17 de Março de 2009 | 11:29
SYDNEY (Reuters) -
Os preços dos contratos de referência para o mercado de minério de ferro devem cair entre 30 e 35 por cento ante os níveis atingidos no último ano, refletindo a desaceleração da demanda por conta da recessão econômica global, informou a mineradora australiana Territory Resources Ltd nesta terça-feira.
A Territory, que está impulsionando sua produção para dois milhões de toneladas no ano em sua unidade Frances Creek na Austrália, está reunida nesta semana com os principais consumidores na China para finalizar compromissos de vendas a longo prazo.
"Nós acreditamos que podemos determinar algo entre 30 e 35 por cento abaixo das taxas acordadas no último ano", disse Alan Cummings, gerente-geral de finanças da Territory.
JBSS3
JBS-Friboi prevê quase dobrar participação de mercado no Brasil
Dificuldades no mercado de carne bovina enfraquecem concorrentes e abrem espaço para aquisições, diz empresa
| 17.03.2009 | 17h26
Portal EXAME -
Com as dificuldades enfrentadas pelo mercado brasileiro de carne bovina, a JBS-Friboi acredita que foi aberto o espaço para um processo de consolidação no setor por meio de aquisições a preços atrativos. A informação foi divulgada em relatório pela corretora Brascan após reunião com a diretoria da empresa.
Ainda que a empresa não fale em aquisições no curto prazo, a Brascan prevê que a JBS, "sendo a maior empresa do setor no Brasil, deverá participar ativamente deste processo, realizando alguma aquisição no país nos próximos dois anos".
Dificuldades no mercado de carne bovina enfraquecem concorrentes e abrem espaço para aquisições, diz empresa
| 17.03.2009 | 17h26
Portal EXAME -
Com as dificuldades enfrentadas pelo mercado brasileiro de carne bovina, a JBS-Friboi acredita que foi aberto o espaço para um processo de consolidação no setor por meio de aquisições a preços atrativos. A informação foi divulgada em relatório pela corretora Brascan após reunião com a diretoria da empresa.
Ainda que a empresa não fale em aquisições no curto prazo, a Brascan prevê que a JBS, "sendo a maior empresa do setor no Brasil, deverá participar ativamente deste processo, realizando alguma aquisição no país nos próximos dois anos".
BM&F Bovespa fecha 2008 com lucro de R$ 909,6 milhões
A BM&F Bovespa anunciou no final da terça-feira lucro líquido pro forma de R$ 202,4 milhões no quarto trimestre de 2008, queda de 8,8% em relação a igual período do ano anterior, quando tinha sido de 222 milhões de reais. No ano, a instituição teve lucro líquido pro forma de R$ 909,6 milhões, crescimento de 20,3% na comparação com 2007.
terça-feira, 17 de março de 2009
Ações de Sadia e Perdigão sobem com possibilidade de fusão
Empresas teriam voltado a negociar união, passados mais de dois anos desde as últimas conversas
| 16.03.2009 | 12h06
Portal EXAME -
As ações das gigantes de alimentos Sadia e Perdigão voltaram ao centro das atenções dos investidores após a revista Veja publicar na seção Radar, de Lauro Jardim, a informação de que as companhias voltaram a negociar uma união de forças.
As conversas ainda seriam embrionárias, mas a notícia foi suficiente para provocar uma disparada de 4,30% nos papéis preferenciais da Sadia (SDIA4), que às 11h42, eram cotados a 2,91 reais. As ações ordinárias (SDIA3 - com direito a voto) apresentavam valorização levemente superior - 4,33% -, negociadas a 5,06 reais. Em caso de fusão, os minoritários detentores de ações ordinárias poderiam vender seus papéis e usufruir do tag along, direto de receber, no mínimo, 80% do valor pago aos acionistas controladores.
| 16.03.2009 | 12h06
Portal EXAME -
As ações das gigantes de alimentos Sadia e Perdigão voltaram ao centro das atenções dos investidores após a revista Veja publicar na seção Radar, de Lauro Jardim, a informação de que as companhias voltaram a negociar uma união de forças.
As conversas ainda seriam embrionárias, mas a notícia foi suficiente para provocar uma disparada de 4,30% nos papéis preferenciais da Sadia (SDIA4), que às 11h42, eram cotados a 2,91 reais. As ações ordinárias (SDIA3 - com direito a voto) apresentavam valorização levemente superior - 4,33% -, negociadas a 5,06 reais. Em caso de fusão, os minoritários detentores de ações ordinárias poderiam vender seus papéis e usufruir do tag along, direto de receber, no mínimo, 80% do valor pago aos acionistas controladores.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Você já ouviu falar em EXPLOSÃO?
O ataque da bolsa de Nova York
O vice-presidente da Nyse chega ao Brasil em março - e seu objetivo é levar empresas locais para a maior bolsa do mundo
Dimitros Kambouris/ Getty Images Cutler, da Nyse: O Brasil é uma oportunidade para nós
Por Tiago Lethbridge | 05.03.2009 | 18h31
Revista EXAME -
O americano Scott Cutler, vice-presidente da Bolsa de Valores de Nova York (ou Nyse, na sigla em inglês), é responsável pelo relacionamento da instituição com mais de 1 700 empresas. Ele vem ao Brasil em março para tentar aumentar esse número - com companhias locais. Antes da viagem, Cutler falou a EXAME sobre seus planos.
1) O senhor vem ao Brasil para convencer as empresas locais a listar suas ações na bolsa de Nova York. Quais são seus argumentos?
São muitos. A base de acionistas aumenta, a empresa tem mais visibilidade, as ações são mais negociadas. Finalmente, o valor da companhia aumenta.
2) O número de alvos brasileiros potenciais não é muito pequeno, uma vez que a bolsa de Nova York é um espaço tradicionalmente reservado para empresas grandes?
Não. Isso até já foi verdade, mas as coisas mudaram totalmente. Hoje, empresas de qualquer tamanho podem listar suas ações na Nyse. O número de companhias brasileiras qualificadas é muito grande. O Brasil representa uma fenomenal oportunidade para nós.
3) Qual é a importância das empresas de mercados emergentes para a Nyse, sobretudo num momento em que a economia americana está parada?
Hoje, temos 431 empresas de fora dos Estados Unidos listadas. O Brasil é o terceiro país nessa lista, atrás de Canadá e China. São 31 empresas. A última a listar suas ações em Nova York foi a Eletrobrás, em dezembro. O objetivo da bolsa de Nova York é aumentar esse número.
4) Muitos dizem que o aumento do número de empresas brasileiras na Nyse pode esvaziar a Bovespa...
Não é verdade. A Bovespa não é nossa competidora. Pelo contrário. Somos totalmente complementares. As empresas nacionais têm muito a ganhar sendo listadas tanto em São Paulo quanto em Nova York.
5) Mas há espaço para novas emissões num mercado tão caótico quanto o atual?
É evidente que o mercado acionário não vive seus melhores momentos, mas há oportunidades para boas empresas. Em fevereiro, uma empresa de nutrição infantil, a Mead Johnson, abriu o capital na Nyse. A demanda dos investidores foi 11 vezes maior que a oferta, e a operação foi um sucesso.
6) A Nyse cresceu de forma avassaladora, sobretudo comprando outras bolsas. O Brasil - a BM&F Bovespa, portanto - é um alvo?
Claro que não posso especular sobre isso. Mas somos um parceiro da Bovespa, investimos cerca de 90 milhões de dólares em sua abertura de capital. É o que posso dizer.
7) A competição entre as bolsas está cada vez mais globalizada, portanto?
Sim e não. A maioria das bolsas restringe sua atuação a empresas de seu país. Poucas bolsas competem em escala global, disputando empresas do mundo inteiro. E nós somos uma delas.
O vice-presidente da Nyse chega ao Brasil em março - e seu objetivo é levar empresas locais para a maior bolsa do mundo
Dimitros Kambouris/ Getty Images Cutler, da Nyse: O Brasil é uma oportunidade para nós
Por Tiago Lethbridge | 05.03.2009 | 18h31
Revista EXAME -
O americano Scott Cutler, vice-presidente da Bolsa de Valores de Nova York (ou Nyse, na sigla em inglês), é responsável pelo relacionamento da instituição com mais de 1 700 empresas. Ele vem ao Brasil em março para tentar aumentar esse número - com companhias locais. Antes da viagem, Cutler falou a EXAME sobre seus planos.
1) O senhor vem ao Brasil para convencer as empresas locais a listar suas ações na bolsa de Nova York. Quais são seus argumentos?
São muitos. A base de acionistas aumenta, a empresa tem mais visibilidade, as ações são mais negociadas. Finalmente, o valor da companhia aumenta.
2) O número de alvos brasileiros potenciais não é muito pequeno, uma vez que a bolsa de Nova York é um espaço tradicionalmente reservado para empresas grandes?
Não. Isso até já foi verdade, mas as coisas mudaram totalmente. Hoje, empresas de qualquer tamanho podem listar suas ações na Nyse. O número de companhias brasileiras qualificadas é muito grande. O Brasil representa uma fenomenal oportunidade para nós.
3) Qual é a importância das empresas de mercados emergentes para a Nyse, sobretudo num momento em que a economia americana está parada?
Hoje, temos 431 empresas de fora dos Estados Unidos listadas. O Brasil é o terceiro país nessa lista, atrás de Canadá e China. São 31 empresas. A última a listar suas ações em Nova York foi a Eletrobrás, em dezembro. O objetivo da bolsa de Nova York é aumentar esse número.
4) Muitos dizem que o aumento do número de empresas brasileiras na Nyse pode esvaziar a Bovespa...
Não é verdade. A Bovespa não é nossa competidora. Pelo contrário. Somos totalmente complementares. As empresas nacionais têm muito a ganhar sendo listadas tanto em São Paulo quanto em Nova York.
5) Mas há espaço para novas emissões num mercado tão caótico quanto o atual?
É evidente que o mercado acionário não vive seus melhores momentos, mas há oportunidades para boas empresas. Em fevereiro, uma empresa de nutrição infantil, a Mead Johnson, abriu o capital na Nyse. A demanda dos investidores foi 11 vezes maior que a oferta, e a operação foi um sucesso.
6) A Nyse cresceu de forma avassaladora, sobretudo comprando outras bolsas. O Brasil - a BM&F Bovespa, portanto - é um alvo?
Claro que não posso especular sobre isso. Mas somos um parceiro da Bovespa, investimos cerca de 90 milhões de dólares em sua abertura de capital. É o que posso dizer.
7) A competição entre as bolsas está cada vez mais globalizada, portanto?
Sim e não. A maioria das bolsas restringe sua atuação a empresas de seu país. Poucas bolsas competem em escala global, disputando empresas do mundo inteiro. E nós somos uma delas.
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Fique de olho nelas
CPFL, Cesp e Cemig ganham mais com corte na Selic, diz corretora
Para analista do Santander, juro menor vai reduzir o peso da dívida nas empresas mais alavancadas
| 13.03.2009 | 15h25
Portal EXAME -
Em sua última reunião nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária) optou por cortar a taxa básica de juro brasileira em 1,5 ponto percentual para conter o desaquecimento econômico. Para analistas, com o forte desaquecimento da economia, ainda há espaço de sobra para o BC continuar a cortar a Selic.
Esse movimento vai beneficiar as empresas do setor de energia, em especial a CPFL, a Cesp e a Cemig, segundo análise da corretora Santander - que trabalha de forma independente do banco.
"Acreditamos que companhias do setor de serviços públicos com alta alavancagem e/ou maior porcentagem da dívida indexada ao CDI devem ser as principais favorecidas", afirmou a corretora.
As empresas que possuem uma maior exposição de sua dívida às taxas de CDI se beneficiariam com o ciclo de redução da Selic esperado ao longo do ano, já que isso resultaria em gastos financeiros menores para as companhias.
André Gaeta, analista da corretora Santander, acredita que, com a redução dos juros, os encargos financeiros terão menor impacto sobre o caixa das empresas.
Além disso, as companhias do setor que reajustam seus preços principalmente de acordo com a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) também podem se favorecer com os cortes nos juros, com destaque para a AES Tietê. Uma Selic menor incentiva a economia, mas também pode levar à aceleração inflacionária.
"Levando em consideração composição da dívida e alavancagem, destacaríamos CPFL, Cesp e Cemig como as empresas de serviço mais prováveis para se beneficiarem com o atual ciclo de flexibilização monetária", afirmou a corretora.
Para analista do Santander, juro menor vai reduzir o peso da dívida nas empresas mais alavancadas
| 13.03.2009 | 15h25
Portal EXAME -
Em sua última reunião nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária) optou por cortar a taxa básica de juro brasileira em 1,5 ponto percentual para conter o desaquecimento econômico. Para analistas, com o forte desaquecimento da economia, ainda há espaço de sobra para o BC continuar a cortar a Selic.
Esse movimento vai beneficiar as empresas do setor de energia, em especial a CPFL, a Cesp e a Cemig, segundo análise da corretora Santander - que trabalha de forma independente do banco.
"Acreditamos que companhias do setor de serviços públicos com alta alavancagem e/ou maior porcentagem da dívida indexada ao CDI devem ser as principais favorecidas", afirmou a corretora.
As empresas que possuem uma maior exposição de sua dívida às taxas de CDI se beneficiariam com o ciclo de redução da Selic esperado ao longo do ano, já que isso resultaria em gastos financeiros menores para as companhias.
André Gaeta, analista da corretora Santander, acredita que, com a redução dos juros, os encargos financeiros terão menor impacto sobre o caixa das empresas.
Além disso, as companhias do setor que reajustam seus preços principalmente de acordo com a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) também podem se favorecer com os cortes nos juros, com destaque para a AES Tietê. Uma Selic menor incentiva a economia, mas também pode levar à aceleração inflacionária.
"Levando em consideração composição da dívida e alavancagem, destacaríamos CPFL, Cesp e Cemig como as empresas de serviço mais prováveis para se beneficiarem com o atual ciclo de flexibilização monetária", afirmou a corretora.
Lojas Americanas tem bons resultados e ações sobem
Para corretora Brascan, houve significativa melhora operacional, mesmo com crise ao redor do mundo
| 13.03.2009 | 17h25
Portal EXAME -
Apesar de a crise internacional ter atingido o Brasil e desacelerado a economia doméstica, o consumo permaneceu aquecido na Lojas Americanas. Com resultados operacionais acima das projeções da corretora Brascan, a companhia reportou lucro líquido de 106 milhões no quarto trimestre de 2008.
O número apresentado veio 40,6% maior do que o reportado no mesmo período do ano anterior. A receita líquida totalizou cerca de 1,3 bilhão de reais, desempenho que, para a corretora, confirma que as vendas da Lojas Americanas não foram tão impactadas pela crise quanto as de sua subsidiária B2W.
Lucro das Lojas Americanas sobe 40,7% no 4º trimestre
O bom desempenho operacional poderia ter vindo ainda melhor, segundo os analistas, uma vez que o lucro foi impactado por um resultado financeiro negativo de 105 milhões de reais, decorrente, principalmente, de despesas com juros da dívida e antecipação de recebíveis.
"Consideramos os resultados divulgados pela Lojas Americanas referentes ao quarto trimestre de 2008 positivos em função da significativa melhora operacional, o que deverá, portanto, impulsionar a performance das ações da empresa", avaliaram os analistas da Brascan.
Considerando a valorização dos ativos nesta sessão, os investidores parecem concordar com a corretora. Às 16h55, as ações ordinárias (LAME3) da empresa eram negociadas a 5,55 reais, configurando uma alta de 5,31%. As preferenciais (LAME4), por sua vez, avançavam 5,88%, cotadas a 6,66 reais por ação. O preço-alvo da Brascan para os papéis preferenciais (que têm maior liquidez) é de 7,80 reais aos ativos.
Para o curto e médio prazo, porém, a expectativa não é tão otimista. "Visualizamos perspectivas pouco favoráveis para a Lojas Americanas no curto e médio prazo, em função do pior cenário macroeconômico, que poderá impactar o faturamento consolidado da companhia", destacou.
| 13.03.2009 | 17h25
Portal EXAME -
Apesar de a crise internacional ter atingido o Brasil e desacelerado a economia doméstica, o consumo permaneceu aquecido na Lojas Americanas. Com resultados operacionais acima das projeções da corretora Brascan, a companhia reportou lucro líquido de 106 milhões no quarto trimestre de 2008.
O número apresentado veio 40,6% maior do que o reportado no mesmo período do ano anterior. A receita líquida totalizou cerca de 1,3 bilhão de reais, desempenho que, para a corretora, confirma que as vendas da Lojas Americanas não foram tão impactadas pela crise quanto as de sua subsidiária B2W.
Lucro das Lojas Americanas sobe 40,7% no 4º trimestre
O bom desempenho operacional poderia ter vindo ainda melhor, segundo os analistas, uma vez que o lucro foi impactado por um resultado financeiro negativo de 105 milhões de reais, decorrente, principalmente, de despesas com juros da dívida e antecipação de recebíveis.
"Consideramos os resultados divulgados pela Lojas Americanas referentes ao quarto trimestre de 2008 positivos em função da significativa melhora operacional, o que deverá, portanto, impulsionar a performance das ações da empresa", avaliaram os analistas da Brascan.
Considerando a valorização dos ativos nesta sessão, os investidores parecem concordar com a corretora. Às 16h55, as ações ordinárias (LAME3) da empresa eram negociadas a 5,55 reais, configurando uma alta de 5,31%. As preferenciais (LAME4), por sua vez, avançavam 5,88%, cotadas a 6,66 reais por ação. O preço-alvo da Brascan para os papéis preferenciais (que têm maior liquidez) é de 7,80 reais aos ativos.
Para o curto e médio prazo, porém, a expectativa não é tão otimista. "Visualizamos perspectivas pouco favoráveis para a Lojas Americanas no curto e médio prazo, em função do pior cenário macroeconômico, que poderá impactar o faturamento consolidado da companhia", destacou.
Sadia
Após declarações de Furlan, ações da Sadia sobem
Por Guilherme Fogaça | 13/03/2009 - 13:03
Os papéis da Sadia estão subindo mais de 5% -- a maior alta do Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, que está em queda de 0,7%. As declarações de Luiz Fernando Furlan, presidente do conselho de administração da Sadia, impulsionaram as ações. Ontem à noite, Furlan afirmou que as vendas da empresa estão em alta desde dezembro e que o processo para recapitalizar a empresa está "andando bem".
No ano passado, a saúde financeira da companhia foi abalada pelas aplicações exageradas em derivativos cambiais, gerarando perdas de 760 milhões de reais. "A empresa encontrará uma solução para a desconfortável situação financeira em que se encontra, porque ela é um ativo que desperta interesse de vários tipos de investidores -- até mesmo do BNDES", diz Rafael Weber, analista de investimentos do banco Geração Futuro. Enquanto a solução não vier, porém, os papéis devem continuar oscilando.
Por Guilherme Fogaça | 13/03/2009 - 13:03
Os papéis da Sadia estão subindo mais de 5% -- a maior alta do Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, que está em queda de 0,7%. As declarações de Luiz Fernando Furlan, presidente do conselho de administração da Sadia, impulsionaram as ações. Ontem à noite, Furlan afirmou que as vendas da empresa estão em alta desde dezembro e que o processo para recapitalizar a empresa está "andando bem".
No ano passado, a saúde financeira da companhia foi abalada pelas aplicações exageradas em derivativos cambiais, gerarando perdas de 760 milhões de reais. "A empresa encontrará uma solução para a desconfortável situação financeira em que se encontra, porque ela é um ativo que desperta interesse de vários tipos de investidores -- até mesmo do BNDES", diz Rafael Weber, analista de investimentos do banco Geração Futuro. Enquanto a solução não vier, porém, os papéis devem continuar oscilando.
COSAN tem lucro líquido de R$5,2 milhões em seu 3o trimestre
Por 13 de Março de 2009 | 10:24
SÃO PAULO (Reuters) - A Cosan registrou lucro líquido de 5,2 milhões de reais no seu terceiro trimestre fiscal, ante prejuízo de 71,4 milhões de reais no mesmo período do ano passado.
Os resultados no terceiro trimestre fiscal da Cosan passam a consolidar as operações da Esso, atualmente denominada Cosan Combustíveis e Lubrificantes.
Além de consolidar dois meses de resultados da Esso, a empresa aproveitou o benefício da desvalorização cambial para suas exportações.
"O bom resultado das operações permitiu a absorção das despesas financeiras com juros e das despesas não-caixa de depreciações, amortização de ágio, e variação cambial sobre dívidas em dólares", disse a Cosan em nota, o que permitiu à empresa encerrar o trimestre revertendo o prejuízo do ano passado.
Também colaboraram com os resultados a moagem recorde de cana em 2008/09.
"A safra 08/09 foi encerrada durante o terceiro trimeste, no mês de dezembro. A Cosan estabeleceu também seu novo recorde de moagem, tendo processado 44,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e produzido 1.715,8 milhões de litros de etanol e 3.267,7 mil toneladas de açúcar".
(Por Roberto Samora)
SÃO PAULO (Reuters) - A Cosan registrou lucro líquido de 5,2 milhões de reais no seu terceiro trimestre fiscal, ante prejuízo de 71,4 milhões de reais no mesmo período do ano passado.
Os resultados no terceiro trimestre fiscal da Cosan passam a consolidar as operações da Esso, atualmente denominada Cosan Combustíveis e Lubrificantes.
Além de consolidar dois meses de resultados da Esso, a empresa aproveitou o benefício da desvalorização cambial para suas exportações.
"O bom resultado das operações permitiu a absorção das despesas financeiras com juros e das despesas não-caixa de depreciações, amortização de ágio, e variação cambial sobre dívidas em dólares", disse a Cosan em nota, o que permitiu à empresa encerrar o trimestre revertendo o prejuízo do ano passado.
Também colaboraram com os resultados a moagem recorde de cana em 2008/09.
"A safra 08/09 foi encerrada durante o terceiro trimeste, no mês de dezembro. A Cosan estabeleceu também seu novo recorde de moagem, tendo processado 44,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar e produzido 1.715,8 milhões de litros de etanol e 3.267,7 mil toneladas de açúcar".
(Por Roberto Samora)
Cosan acerta com Rezende Barbosa incorporação da Nova América
Por 13 de Março de 2009 | 07:53
SÃO PAULO (Reuters) - O grupo Cosan anunciou no final da noite de quinta-feira a incorporação da Nova América Agroenergia em uma operação que fará com que a holding Rezende Barbosa torne-se uma das principais acionistas de uma das maiores produtoras de açúcar e álcool do Brasil, com participação de 11 por cento.
Memorando de entendimentos acertado entre a Cosan e a Rezende Barbosa estabelece uma reorganização societária que fará com que a Cosan eleve sua capacidade de moagem de cana-de-açúcar em 10,6 milhões de toneladas para a safra 2009/2010. Com isso, a capacidade de moagem da Cosan vai pular para 60 milhões de toneladas entre 23 unidades produtivas, segundo comunicado.
Com a incorporação, a Cosan vai assumir passivo financeiro da Nova América, dona da marca de açúcar "União", que incluindo financiamentos do BNDES soma 1,145 bilhão de reais.
A Cosan informou estar em fase final de repactuação com os principais bancos credores da Nova América, para estender prazo do atual endividamento para cinco anos, através de linhas de pré-pagamento de exportação, em troca da substituição das garantias prestadas pela Rezende Barbosa. Segundo o memorando de entendimentos, esta substituição de garantias é condição necessária para a conclusão da incorporação.
Os ativos da Nova América incluem, além de quatro unidades produtoras de açúcar e álcool e da marca União, duas refinarias de açúcar, quatro empacotadoras de açúcar, e 51 por cento do Teaçu Armazéns Gerais. O acordo também envolve participação de 8 por cento no Terminal Exportador de Álcool de Santos.
SÃO PAULO (Reuters) - O grupo Cosan anunciou no final da noite de quinta-feira a incorporação da Nova América Agroenergia em uma operação que fará com que a holding Rezende Barbosa torne-se uma das principais acionistas de uma das maiores produtoras de açúcar e álcool do Brasil, com participação de 11 por cento.
Memorando de entendimentos acertado entre a Cosan e a Rezende Barbosa estabelece uma reorganização societária que fará com que a Cosan eleve sua capacidade de moagem de cana-de-açúcar em 10,6 milhões de toneladas para a safra 2009/2010. Com isso, a capacidade de moagem da Cosan vai pular para 60 milhões de toneladas entre 23 unidades produtivas, segundo comunicado.
Com a incorporação, a Cosan vai assumir passivo financeiro da Nova América, dona da marca de açúcar "União", que incluindo financiamentos do BNDES soma 1,145 bilhão de reais.
A Cosan informou estar em fase final de repactuação com os principais bancos credores da Nova América, para estender prazo do atual endividamento para cinco anos, através de linhas de pré-pagamento de exportação, em troca da substituição das garantias prestadas pela Rezende Barbosa. Segundo o memorando de entendimentos, esta substituição de garantias é condição necessária para a conclusão da incorporação.
Os ativos da Nova América incluem, além de quatro unidades produtoras de açúcar e álcool e da marca União, duas refinarias de açúcar, quatro empacotadoras de açúcar, e 51 por cento do Teaçu Armazéns Gerais. O acordo também envolve participação de 8 por cento no Terminal Exportador de Álcool de Santos.
sexta-feira, 13 de março de 2009
País tem 13 bilionários; Eike Batista é mais rico
Fonte: Redação Terra
Economia Nacional
'Forbes': País tem 13 bilionários; Eike Batista é mais rico
Atualizada às 17h
A lista de pessoas com mais de US$ 1 bilhão em fortuna, realizada pela revista Forbes, trouxe 13 brasileiros este ano. Pelo critério da publicação, o homem mais rico do País é Eike Batista, dono do grupo EBX, com US$ 7,5 bilhões em bens, na 61ª posição no ranking mundial. No ano passado, ele aparecia no 142º lugar, com patrimônio de US$ 6,6 bilhões.
O empresário, conhecido por ser ex-marido da modelo Luma de Oliveira, é seguido pelo banqueiro Joseph Safra, do Banco Safra, que, mesmo tendo perdido US$ 1,8 bilhão nos dois últimos anos, passando de US$ 8,8 bilhões para US$ 7 bilhões, conseguiu subir da 101ª colocação para a 62ª.
Por sua vez, Jorge Paulo Lemann, um dos dirigentes da InBev, saiu do 172º lugar para o 92º, enquanto sua fortuna caiu de US$ 5,8 bilhões na lista anterior para US$ 5,3 bilhões.
O último brasileiro a aparecer entre os 200 mais ricos na relação elaborada pela "Forbes" é o banqueiro Aloysio de Andrade Faria, do Grupo Alfa. Ele passou do 288º para o 196º lugar, com uma riqueza calculada em US$ 3,1 bilhões.
No 205º lugar está Dorothéa Steinbruch, mãe do diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch. Ela e sua família têm patrimônio estimado em US$ 3 bilhões.
Em seguida aparece, na 318ª posição, Carlos Alberto Sicupira, um dos três executivos do País acionistas da maior fabricante de cerveja do mundo, a Anheuser-Busch Inbev. Seu patrimônio é estimado pela Forbes em US$ 2,1 bilhões.
Com a mesma fortuna de Sicupira aparece Moise Safra, o mais velho dos dois irmãos da tradicional família de banqueiros. Em seguida, no 468º lugar, com fortuna de US$ 1,5 bilhão, está Abílio Diniz, dono do Grupo Pão de Acúçar.
Na 601ª posição aparecem dois co-presidentes da Natura: Guilherme Peirão Leal e Antonio Luiz Seabra, ambos com fortuna de US$ 1,2 bilhão, segundo a Forbes.
Fechando a relação de brasileiros que tem mais de US$ 1 bilhão está o ex-banqueiro Júlio Bozano, que fez a maioria da sua fortuna, segundo a revista, com a venda de seu banco, o Bozano, para o Santander em 2000. Ele tem patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão pela publicação americana.
Confira quem são os 13 bilionários brasileiros e sua posição no ranking mundial:
61º - Eike Batista - US$ 7,5 bilhões
62º - Joseph Safra - US$ 7 bilhões
92º - Jorge Paulo Lemann - US$ 5,3 bilhões
196º - Aloysio de Andrade Faria - US$ 3,1 bilhões
205º - Dorothéa Steinbruch e família - US$ 3 bilhões
224º - Antonio Ermirio de Moraes e família - US$ 2,8 bilhões
285º - Marcel Herrmann Telles - US$ 2,4 bilhões
318º - Moise Safra - US$ 2,1 bilhões
318º - Carlos Alberto Sicupira - US$ 2,1 bilhões
468º - Abilio dos Santos Diniz - US$ 1,5 bilhão
601º - Guilherme Peirão Leal - US$ 1,2 bilhão
601º - Antonio Luiz Seabra - US$ 1,2 bilhão
647º - Júlio Bozano - US$ 1,1 bilhão
Economia Nacional
'Forbes': País tem 13 bilionários; Eike Batista é mais rico
Atualizada às 17h
A lista de pessoas com mais de US$ 1 bilhão em fortuna, realizada pela revista Forbes, trouxe 13 brasileiros este ano. Pelo critério da publicação, o homem mais rico do País é Eike Batista, dono do grupo EBX, com US$ 7,5 bilhões em bens, na 61ª posição no ranking mundial. No ano passado, ele aparecia no 142º lugar, com patrimônio de US$ 6,6 bilhões.
O empresário, conhecido por ser ex-marido da modelo Luma de Oliveira, é seguido pelo banqueiro Joseph Safra, do Banco Safra, que, mesmo tendo perdido US$ 1,8 bilhão nos dois últimos anos, passando de US$ 8,8 bilhões para US$ 7 bilhões, conseguiu subir da 101ª colocação para a 62ª.
Por sua vez, Jorge Paulo Lemann, um dos dirigentes da InBev, saiu do 172º lugar para o 92º, enquanto sua fortuna caiu de US$ 5,8 bilhões na lista anterior para US$ 5,3 bilhões.
O último brasileiro a aparecer entre os 200 mais ricos na relação elaborada pela "Forbes" é o banqueiro Aloysio de Andrade Faria, do Grupo Alfa. Ele passou do 288º para o 196º lugar, com uma riqueza calculada em US$ 3,1 bilhões.
No 205º lugar está Dorothéa Steinbruch, mãe do diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch. Ela e sua família têm patrimônio estimado em US$ 3 bilhões.
Em seguida aparece, na 318ª posição, Carlos Alberto Sicupira, um dos três executivos do País acionistas da maior fabricante de cerveja do mundo, a Anheuser-Busch Inbev. Seu patrimônio é estimado pela Forbes em US$ 2,1 bilhões.
Com a mesma fortuna de Sicupira aparece Moise Safra, o mais velho dos dois irmãos da tradicional família de banqueiros. Em seguida, no 468º lugar, com fortuna de US$ 1,5 bilhão, está Abílio Diniz, dono do Grupo Pão de Acúçar.
Na 601ª posição aparecem dois co-presidentes da Natura: Guilherme Peirão Leal e Antonio Luiz Seabra, ambos com fortuna de US$ 1,2 bilhão, segundo a Forbes.
Fechando a relação de brasileiros que tem mais de US$ 1 bilhão está o ex-banqueiro Júlio Bozano, que fez a maioria da sua fortuna, segundo a revista, com a venda de seu banco, o Bozano, para o Santander em 2000. Ele tem patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão pela publicação americana.
Confira quem são os 13 bilionários brasileiros e sua posição no ranking mundial:
61º - Eike Batista - US$ 7,5 bilhões
62º - Joseph Safra - US$ 7 bilhões
92º - Jorge Paulo Lemann - US$ 5,3 bilhões
196º - Aloysio de Andrade Faria - US$ 3,1 bilhões
205º - Dorothéa Steinbruch e família - US$ 3 bilhões
224º - Antonio Ermirio de Moraes e família - US$ 2,8 bilhões
285º - Marcel Herrmann Telles - US$ 2,4 bilhões
318º - Moise Safra - US$ 2,1 bilhões
318º - Carlos Alberto Sicupira - US$ 2,1 bilhões
468º - Abilio dos Santos Diniz - US$ 1,5 bilhão
601º - Guilherme Peirão Leal - US$ 1,2 bilhão
601º - Antonio Luiz Seabra - US$ 1,2 bilhão
647º - Júlio Bozano - US$ 1,1 bilhão
Dólar faz KLABIN mergulhar no vermelho no 4o trimestre
Por 12 de Março de 2009 | 10:08
SÃO PAULO (Reuters) - A maior fabricante de papéis para embalagens do Brasil, Klabin, registrou uma melhora operacional no quarto trimestre do ano passado, mas seu resultado final recuou para o vermelho diante da desvalorização de 22 por cento do real frente ao dólar no período.
Como resultado da brusca variação do câmbio, a companhia incorreu em uma perda contábil de variação cambial líquida de 477 milhões de reais, o que empurrou a linha final do balanço do quarto trimestre para um prejuízo de 314 milhões de reais após perda de 256 milhões de reais no período de julho a setembro.
Nos três últimos meses de 2007, a companhia teve um lucro líquido de 53 milhões de reais, já ajustado pela vigência de nova legislação contábil que entrou em vigor no final do ano passado.
A companhia teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de 242 milhões de reais, mais que o dobro do resultado do quarto trimestre de 2007, quando havia sido de 108 milhões de reais. A margem saltou de 16 para 30 por cento no período.
Porém, se forem excluídos os ajustes das novas regras contábeis, a melhora do desempenho foi menos intensa, mas ainda sim expressiva: ganho de 45 por cento no Ebitda, enquanto a margem aumentou quatro pontos para 25 por cento.
A empresa encerrou 2008 com um prejuízo de 349 milhões de reais revertendo ganho de 604 milhões de reais de 2007.
"A crise internacional afetou a demanda de papéis, que apresentou queda nos últimos meses do ano em todas as regiões. No Brasil a queda de demanda no quarto trimestre foi constatada nos segmentos de papelão ondulado, com números da Associação Brasileira do Papelão Ondulado indicando que dezembro apresentou o pior volume de vendas desde fevereiro de 2005", informa a Klabin no balanço.
Apesar disso, a receita líquida nos três últimos meses do ano passado somou 806 milhões de reais, crescendo 21 por cento sobre o faturamento obtido um ano antes e cinco por cento na comparação com o terceiro trimestre.
Com fechamento de capacidades no exterior e maior competividade trazida pela desvalorização do real, a Klabin aumentou seu percentual de exportações para 35 por cento ante 23 por cento no quarto trimestre de 2007 e no terceiro trimestre de 2008.
Em volume, as vendas de outubro a dezembro cresceram 15 por cento sobre o registrado um ano antes, para 393 mil toneladas.
A Klabin encerrou 2008 com posição de caixa de 1,7 bilhão de reais.
(Por Alberto Alerigi Jr.)
SÃO PAULO (Reuters) - A maior fabricante de papéis para embalagens do Brasil, Klabin, registrou uma melhora operacional no quarto trimestre do ano passado, mas seu resultado final recuou para o vermelho diante da desvalorização de 22 por cento do real frente ao dólar no período.
Como resultado da brusca variação do câmbio, a companhia incorreu em uma perda contábil de variação cambial líquida de 477 milhões de reais, o que empurrou a linha final do balanço do quarto trimestre para um prejuízo de 314 milhões de reais após perda de 256 milhões de reais no período de julho a setembro.
Nos três últimos meses de 2007, a companhia teve um lucro líquido de 53 milhões de reais, já ajustado pela vigência de nova legislação contábil que entrou em vigor no final do ano passado.
A companhia teve geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de 242 milhões de reais, mais que o dobro do resultado do quarto trimestre de 2007, quando havia sido de 108 milhões de reais. A margem saltou de 16 para 30 por cento no período.
Porém, se forem excluídos os ajustes das novas regras contábeis, a melhora do desempenho foi menos intensa, mas ainda sim expressiva: ganho de 45 por cento no Ebitda, enquanto a margem aumentou quatro pontos para 25 por cento.
A empresa encerrou 2008 com um prejuízo de 349 milhões de reais revertendo ganho de 604 milhões de reais de 2007.
"A crise internacional afetou a demanda de papéis, que apresentou queda nos últimos meses do ano em todas as regiões. No Brasil a queda de demanda no quarto trimestre foi constatada nos segmentos de papelão ondulado, com números da Associação Brasileira do Papelão Ondulado indicando que dezembro apresentou o pior volume de vendas desde fevereiro de 2005", informa a Klabin no balanço.
Apesar disso, a receita líquida nos três últimos meses do ano passado somou 806 milhões de reais, crescendo 21 por cento sobre o faturamento obtido um ano antes e cinco por cento na comparação com o terceiro trimestre.
Com fechamento de capacidades no exterior e maior competividade trazida pela desvalorização do real, a Klabin aumentou seu percentual de exportações para 35 por cento ante 23 por cento no quarto trimestre de 2007 e no terceiro trimestre de 2008.
Em volume, as vendas de outubro a dezembro cresceram 15 por cento sobre o registrado um ano antes, para 393 mil toneladas.
A Klabin encerrou 2008 com posição de caixa de 1,7 bilhão de reais.
(Por Alberto Alerigi Jr.)
Pessimismo elevado sinaliza tempo de compras--Mobius
Por 12 de Março de 2009 | 07:30
Por Daniel Bases
NOVA YORK (Reuters) - O veterano gestor de fundos Mark Mobius vê uma potencial valorização de 20 por cento nas ações de mercados emergentes em 2009 e considera o extremo pessimismo dos investidores como um sinal para compra gradual de ações.
"O perigo que enfrentamos é sermos muito pessimistas", disse Mobius, presidente da Templeton Asset Management, em entrevista à Reuters.
"Estamos vendo uma ligeira recuperação, temos que ser cautelosos porque se formos pegos com muito dinheiro, especificamente quando estamos buscando boas pechinchas, então teremos problemas com nossos investidores", afirmou.
Mobius administra cerca de 20 bilhões de dólares em ativos em mercados emergentes do total de 377 bilhões de dólares em ativos sob gestão da companhia.
Perguntado o quão alto as ações de mercados emergentes poderão ir até o fim do ano, ele respondeu: "Se você realmente me pressionar, eu diria que 20 por cento não seria improvável."
O índice MSCI de mercados emergentes desabou 54,48 por cento em 2008. Apesar do indicador exbir baixa de 9,46 por cento no ano até agora, ele já subiu mais de 15 por cento em relação ao pior nível em quatro anos registrado em outubro.
O Templeton Developing Markets Trust, o principal fundo registrado que Mobius administra, está em baixa de 11,44 por cento até agora este ano, depois de cair 57,77 por cento em 2008, segundo dados da Reuters.
Apesar da volatilidade poder não ter acabado ainda, um fundo do mercado pode ter sido atingido, afirmou Mobius quando perguntado em que ponto nos próximos 12 meses os investidores poderão dizer que já passaram pelos problemas.
"Estou dizendo isso agora. Eu estou sentindo isso agora por causa do incrível pessimismo que você pode ver em todos os lugares. Isso geralmente é um sinal muito bom de que passamos a curva", disse ele.
"Quase todo pessimismo universal sinaliza um momento muito bom para se comprar ações porque elas se antecipam à economia" em seis meses a um ano.
Famoso por sua pesquisa global in loco, Mobius disse que em viagem recente para a América Latina viu que apesar das companhias se prepararem para o pior, encomendas de clientes ainda estão sendo registradas e "muitas delas" estão mantendo estáveis programas de investimentos.
"As coisas parecem OK, mas num ritmo mais lento. Isso no lado do investimento. Os valores das ações estão agora muito atraentes, mesmo se passarmos por uma grande redução nos lucros", afirmou.
BRASIL
América Latina e Ásia são as duas regiões favoritas do investidor, com China e Brasil entre as principais escolhas. "O Leste Europeu está realmente um desastre."
Ele acredita que o plano de estímulo econômico da China vai ajudar o país a cumprir sua meta de crescimento de 8 por cento este ano, ajudando a região que cada vez mais exporta para a terceira maior economia do mundo.
A economia diversificada do Brasil e consumo crescente tornam o país atraente, disse Mobius.
O investidor acredita que os mercados emergentes vão se recuperar mais rapidamente que os desenvolvidos e prevê crescimento médio de 3 por cento este ano.
Por Daniel Bases
NOVA YORK (Reuters) - O veterano gestor de fundos Mark Mobius vê uma potencial valorização de 20 por cento nas ações de mercados emergentes em 2009 e considera o extremo pessimismo dos investidores como um sinal para compra gradual de ações.
"O perigo que enfrentamos é sermos muito pessimistas", disse Mobius, presidente da Templeton Asset Management, em entrevista à Reuters.
"Estamos vendo uma ligeira recuperação, temos que ser cautelosos porque se formos pegos com muito dinheiro, especificamente quando estamos buscando boas pechinchas, então teremos problemas com nossos investidores", afirmou.
Mobius administra cerca de 20 bilhões de dólares em ativos em mercados emergentes do total de 377 bilhões de dólares em ativos sob gestão da companhia.
Perguntado o quão alto as ações de mercados emergentes poderão ir até o fim do ano, ele respondeu: "Se você realmente me pressionar, eu diria que 20 por cento não seria improvável."
O índice MSCI de mercados emergentes desabou 54,48 por cento em 2008. Apesar do indicador exbir baixa de 9,46 por cento no ano até agora, ele já subiu mais de 15 por cento em relação ao pior nível em quatro anos registrado em outubro.
O Templeton Developing Markets Trust, o principal fundo registrado que Mobius administra, está em baixa de 11,44 por cento até agora este ano, depois de cair 57,77 por cento em 2008, segundo dados da Reuters.
Apesar da volatilidade poder não ter acabado ainda, um fundo do mercado pode ter sido atingido, afirmou Mobius quando perguntado em que ponto nos próximos 12 meses os investidores poderão dizer que já passaram pelos problemas.
"Estou dizendo isso agora. Eu estou sentindo isso agora por causa do incrível pessimismo que você pode ver em todos os lugares. Isso geralmente é um sinal muito bom de que passamos a curva", disse ele.
"Quase todo pessimismo universal sinaliza um momento muito bom para se comprar ações porque elas se antecipam à economia" em seis meses a um ano.
Famoso por sua pesquisa global in loco, Mobius disse que em viagem recente para a América Latina viu que apesar das companhias se prepararem para o pior, encomendas de clientes ainda estão sendo registradas e "muitas delas" estão mantendo estáveis programas de investimentos.
"As coisas parecem OK, mas num ritmo mais lento. Isso no lado do investimento. Os valores das ações estão agora muito atraentes, mesmo se passarmos por uma grande redução nos lucros", afirmou.
BRASIL
América Latina e Ásia são as duas regiões favoritas do investidor, com China e Brasil entre as principais escolhas. "O Leste Europeu está realmente um desastre."
Ele acredita que o plano de estímulo econômico da China vai ajudar o país a cumprir sua meta de crescimento de 8 por cento este ano, ajudando a região que cada vez mais exporta para a terceira maior economia do mundo.
A economia diversificada do Brasil e consumo crescente tornam o país atraente, disse Mobius.
O investidor acredita que os mercados emergentes vão se recuperar mais rapidamente que os desenvolvidos e prevê crescimento médio de 3 por cento este ano.
É o fim da linha para Petrobras e Vale?
Claro que não. As ações das duas maiores empresas da Bovespa e de outras produtoras de commodities vão voltar a subir - mas o problema hoje é saber quando isso vai ocorrer
Por Giuliana Napolitano | 05.03.2009 | 13h30
Portal EXAME -
Entusiasmados pelo apetite quase sem fim da China por tudo o que pudesse ser extraído e cultivado na terra, países produtores de petróleo, soja, trigo, minério de ferro, níquel e estanho surfaram a grande onda do superciclo das commodities iniciado em 2003. Com a ajuda da desvalorização do dólar e da incapacidade de aumentar a produção à altura da demanda, os preços dispararam. Em julho de 2008, o barril do petróleo chegou a valer 147 dólares, um recorde histórico. Em questão de meses, no entanto, tudo mudou.
Com a queda drástica do número de cargueiros singrando os mares entre os países produtores e os grandes mercados, os preços das commodities despencaram. Desde meados do ano passado, um índice internacional calculado pela Reuters e pela consultoria Jefferies para acompanhar as cotações de 19 commodities, como aço, minério de ferro e produtos agrícolas, perdeu quase metade de seu valor.
No Brasil, essas baixas geraram conseqüências diretas nas ações de empresas produtoras de commodities, como Vale, Petrobras e as siderúrgicas CSN, Gerdau e Usiminas. Com raras exceções, os papéis dessas companhias costumam oscilar de acordo com os altos e baixos das principais commodities que produzem - uma correlação que tem tirado o sono dos analistas de ações e gestores de fundos. "O comportamento desses mercados nos próximos meses vai determinar se vale ou não a pena investir nas ações desse setor", diz Guilherme Paiva, estrategista de renda variável para a América Latina do Deutsche Bank.
A maioria dos especialistas em commodities acredita que os preços vão voltar a subir, mas poucos esperam que uma recuperação mais significativa ocorra em poucos meses. O principal motivo é o esperado baixo crescimento mundial. "Historicamente, esse setor só vai bem quando a economia do planeta está em expansão", diz Lance Reinhardt, diretor para a América Latina da gestora austríaca de fundos Superfund, especializada em commodities.
As commodities são o que os analistas chamam de "ativos de fim de ciclo de expansão", isto é, só se valorizam quando o PIB cresce acima de 2% por alguns anos - e, para 2009, o último relatório do Fundo Monetário Mundial aponta para uma taxa de apenas 0,5%. É isso que está por trás da diminuição da demanda em mercados que foram os grandes responsáveis pelo boom de commodities nos últimos anos, como China e Índia.
Para 2010, as expectativas são mais otimistas: o crescimento previsto para PIB do planeta é de 3%, puxado por países emergentes, principalmente China e Índia, e por alguma recuperação das nações mais ricas. Se essa expansão de fato ocorrer - e se mantiver -, os cortes de produção que vêm ocorrendo hoje para ajustar as empresas à menor demanda podem levar à falta de commodities no futuro e, assim, pressionar seus preços, na avaliação dos analistas do banco Goldman Sachs.
Uma questão especulativa também pode contribuir para elevar as cotações desses produtos a partir de 2010: a possível desvalorização do dólar. Diversos analistas esperam que o caminhão de recursos que vem sendo despejado na economia americana enfraqueça a moeda - e, sempre que isso acontece, costuma haver uma migração de investimentos para ativos reais, como terras, imóveis e commodities.
"Não dá para desprezar o componente da especulação na formação dos preços da maioria das commodities", diz Matt Simmons, um dos maiores especialistas do mundo em energia, sócio do banco de investimento Simmons & Company, de Houston.
Diante desse quadro, o que o investidor deve fazer? Já que a cotação das ações nas bolsas de valores costuma antecipar cenários (os investidores tendem a vender seus papéis antes que a economia real piore e a comprar antes que melhore), será que agora é o momento de aproveitar a queda para aplicar? Investir só vale a pena para quem está disposto a deixar o dinheiro aplicado nesses papéis por, no mínimo, três anos - e tem a tranqüilidade necessária para agüentar um constante sobe-e-desce de preços. "Pode ser que os papéis de Vale, Petrobras e de outras empresas do setor caiam mais antes de se recuperar", diz Wagner Salaverry, diretor da gestora de recursos gaúcha Geração Futuro, que investe em commodities.
Como há muita incerteza sobre a real situação da economia mundial, qualquer notícia boa ou ruim pode provocar grandes oscilações nos preços das commodities. Há quem acredite que o risco não compensa. "Existem opções melhores na bolsa, de empresas voltadas para o mercado interno", diz Marcelo Audi, estrategista da corretora do Santander. A lógica dos especialistas que recomendam investir agora nessas ações é a de conseguir comprar os papéis enquanto eles ainda estão baratos. "Ninguém sabe quando os preços vão voltar a subir, vale aproveitar a oportunidade", diz Rossano Oltramari, sócio da corretora e gestora de recursos XP Investimentos.
Quem estiver disposto a encarar o risco, deve concentrar os investimentos em cinco blue chips do mercado - Vale, Petrobras, CSN, Gerdau e Usiminas. Por dois motivos. Um deles tem relação com o fato de essas ações serem as mais negociadas da bolsa brasileira. "Elas são as preferidas dos estrangeiros, e tendem a se beneficiar primeiro quando o mercado começar a acalmar e os investimentos externos voltarem para a Bovespa", diz Salaverry.
O outro, mais importante, diz respeito à solidez e às perspectivas positivas para seus negócios. Uma comparação feita com as principais concorrentes dessas companhias no exterior mostra que elas têm algumas das maiores margens de lucro operacional do mercado. No caso das siderúrgicas, contam a favor as vendas de aço no mercado interno, que, de acordo com os analistas, podem se recuperar antes das exportações.
Outro destaque são as gigantescas descobertas de petróleo e gás feitas pela Petrobras. "A Petrobras é, hoje, a empresa mais impressionante do setor de petróleo no mundo", diz Matt Simmons. "Vai levar algum tempo até que esses poços sejam explorados, mas a Petrobras tem uma tecnologia de exploração avançada e foi responsável pelas notícias de maior impacto da indústria em décadas."
(com reportagem de Klinger Portella)
Por Giuliana Napolitano | 05.03.2009 | 13h30
Portal EXAME -
Entusiasmados pelo apetite quase sem fim da China por tudo o que pudesse ser extraído e cultivado na terra, países produtores de petróleo, soja, trigo, minério de ferro, níquel e estanho surfaram a grande onda do superciclo das commodities iniciado em 2003. Com a ajuda da desvalorização do dólar e da incapacidade de aumentar a produção à altura da demanda, os preços dispararam. Em julho de 2008, o barril do petróleo chegou a valer 147 dólares, um recorde histórico. Em questão de meses, no entanto, tudo mudou.
Com a queda drástica do número de cargueiros singrando os mares entre os países produtores e os grandes mercados, os preços das commodities despencaram. Desde meados do ano passado, um índice internacional calculado pela Reuters e pela consultoria Jefferies para acompanhar as cotações de 19 commodities, como aço, minério de ferro e produtos agrícolas, perdeu quase metade de seu valor.
No Brasil, essas baixas geraram conseqüências diretas nas ações de empresas produtoras de commodities, como Vale, Petrobras e as siderúrgicas CSN, Gerdau e Usiminas. Com raras exceções, os papéis dessas companhias costumam oscilar de acordo com os altos e baixos das principais commodities que produzem - uma correlação que tem tirado o sono dos analistas de ações e gestores de fundos. "O comportamento desses mercados nos próximos meses vai determinar se vale ou não a pena investir nas ações desse setor", diz Guilherme Paiva, estrategista de renda variável para a América Latina do Deutsche Bank.
A maioria dos especialistas em commodities acredita que os preços vão voltar a subir, mas poucos esperam que uma recuperação mais significativa ocorra em poucos meses. O principal motivo é o esperado baixo crescimento mundial. "Historicamente, esse setor só vai bem quando a economia do planeta está em expansão", diz Lance Reinhardt, diretor para a América Latina da gestora austríaca de fundos Superfund, especializada em commodities.
As commodities são o que os analistas chamam de "ativos de fim de ciclo de expansão", isto é, só se valorizam quando o PIB cresce acima de 2% por alguns anos - e, para 2009, o último relatório do Fundo Monetário Mundial aponta para uma taxa de apenas 0,5%. É isso que está por trás da diminuição da demanda em mercados que foram os grandes responsáveis pelo boom de commodities nos últimos anos, como China e Índia.
Para 2010, as expectativas são mais otimistas: o crescimento previsto para PIB do planeta é de 3%, puxado por países emergentes, principalmente China e Índia, e por alguma recuperação das nações mais ricas. Se essa expansão de fato ocorrer - e se mantiver -, os cortes de produção que vêm ocorrendo hoje para ajustar as empresas à menor demanda podem levar à falta de commodities no futuro e, assim, pressionar seus preços, na avaliação dos analistas do banco Goldman Sachs.
Uma questão especulativa também pode contribuir para elevar as cotações desses produtos a partir de 2010: a possível desvalorização do dólar. Diversos analistas esperam que o caminhão de recursos que vem sendo despejado na economia americana enfraqueça a moeda - e, sempre que isso acontece, costuma haver uma migração de investimentos para ativos reais, como terras, imóveis e commodities.
"Não dá para desprezar o componente da especulação na formação dos preços da maioria das commodities", diz Matt Simmons, um dos maiores especialistas do mundo em energia, sócio do banco de investimento Simmons & Company, de Houston.
Diante desse quadro, o que o investidor deve fazer? Já que a cotação das ações nas bolsas de valores costuma antecipar cenários (os investidores tendem a vender seus papéis antes que a economia real piore e a comprar antes que melhore), será que agora é o momento de aproveitar a queda para aplicar? Investir só vale a pena para quem está disposto a deixar o dinheiro aplicado nesses papéis por, no mínimo, três anos - e tem a tranqüilidade necessária para agüentar um constante sobe-e-desce de preços. "Pode ser que os papéis de Vale, Petrobras e de outras empresas do setor caiam mais antes de se recuperar", diz Wagner Salaverry, diretor da gestora de recursos gaúcha Geração Futuro, que investe em commodities.
Como há muita incerteza sobre a real situação da economia mundial, qualquer notícia boa ou ruim pode provocar grandes oscilações nos preços das commodities. Há quem acredite que o risco não compensa. "Existem opções melhores na bolsa, de empresas voltadas para o mercado interno", diz Marcelo Audi, estrategista da corretora do Santander. A lógica dos especialistas que recomendam investir agora nessas ações é a de conseguir comprar os papéis enquanto eles ainda estão baratos. "Ninguém sabe quando os preços vão voltar a subir, vale aproveitar a oportunidade", diz Rossano Oltramari, sócio da corretora e gestora de recursos XP Investimentos.
Quem estiver disposto a encarar o risco, deve concentrar os investimentos em cinco blue chips do mercado - Vale, Petrobras, CSN, Gerdau e Usiminas. Por dois motivos. Um deles tem relação com o fato de essas ações serem as mais negociadas da bolsa brasileira. "Elas são as preferidas dos estrangeiros, e tendem a se beneficiar primeiro quando o mercado começar a acalmar e os investimentos externos voltarem para a Bovespa", diz Salaverry.
O outro, mais importante, diz respeito à solidez e às perspectivas positivas para seus negócios. Uma comparação feita com as principais concorrentes dessas companhias no exterior mostra que elas têm algumas das maiores margens de lucro operacional do mercado. No caso das siderúrgicas, contam a favor as vendas de aço no mercado interno, que, de acordo com os analistas, podem se recuperar antes das exportações.
Outro destaque são as gigantescas descobertas de petróleo e gás feitas pela Petrobras. "A Petrobras é, hoje, a empresa mais impressionante do setor de petróleo no mundo", diz Matt Simmons. "Vai levar algum tempo até que esses poços sejam explorados, mas a Petrobras tem uma tecnologia de exploração avançada e foi responsável pelas notícias de maior impacto da indústria em décadas."
(com reportagem de Klinger Portella)
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É o fim da linha para Petrobras e Vale?
quinta-feira, 12 de março de 2009
9 questões para 2009
As respostas para as dúvidas mais comuns entre os investidores - a maioria confusa com o cenário de incertezas na economia
Por Giuliana Napolitano | 05.03.2009 | 17h41
Revista EXAME -
1 - A empresa onde trabalho está demitindo. Se perder o emprego, terei de usar recursos que estão aplicados em ações para pagar as contas do dia-a-dia. O que faço?
O melhor é começar a sacar aos poucos o dinheiro que está investido na bolsa de valores. "Aproveite os dias de alta do mercado para vender parte das ações", diz o consultor financeiro Gustavo Cerbasi. "Quem corre o risco de ser demitido deve manter, no mínimo, 75% do patrimônio na renda fixa."
2 - Onde invisto recursos que vou usar daqui a seis meses?
Em aplicações conservadoras de renda fixa, como os fundos DI, CDBs ou caderneta de poupança. A bolsa só vale a pena para quem vai deixar o dinheiro investido por, no mínimo, dois anos. "O mercado deve continuar bastante volátil nos próximos meses e sem uma tendência definida", diz Marcelo Audi, estrategista da corretora do Santander.
3 - Está na hora de aplicar na renda fixa?
Sim. Se for aplicar em um fundo DI ou em um título público pós-fixado, o rendimento é equivalente à taxa Selic - próximo a 10% neste ano. Um fundo prefixado pode render mais do que isso. Em ambos os casos, trata-se de um retorno muito bom para um ano de crise econômica. "A bolsa até pode gerar retornos melhores, mas há muitas incertezas e o risco é enorme. O cenário da renda fixa é mais claro e bastante atraente", afirma Marcelo Mello, vice-presidente da SulAmérica Investimentos.
4 - Dá para ganhar dinheiro fazendo aplicações de curtíssimo prazo na bolsa para aproveitar os altos e baixos do mercado?
Dá, mas os riscos são enormes. Como o humor dos investidores muda dia a dia e ninguém sabe qual é o fundo do poço para o preço das ações, é difícil prever quando a bolsa vai valorizar. Além disso, para tentar acertar, o investidor precisa acompanhar o mercado minuto a minuto - um comportamento um tanto temerário num momento em que as empresas estão demitindo.
5- Já passou a hora de investir em CDBs?
Não. O que ficou para trás são os altos retornos oferecidos por CDBs de grandes bancos - no fim de 2008, algumas instituições chegaram a pagar mais que a taxa básica de juro da economia, a Selic, algo raro. Mesmo assim, ainda é um bom negócio aplicar em CDBs. O investidor deve lembrar que, mesmo em caso de quebra do banco, o governo garante a devolução de até 60 000 reais por instituição.
6 - É sempre um bom negócio comprar as ações que estão baratas no mercado?
Não. Boas empresas com ações baratas são o sonho de todo investidor. Mas o preço, por si só, não diz tudo. "Depende de quais ações o investidor vai comprar. Quem compra uma ação só porque ela caiu demais pode terminar com um defunto, como o papel da Sharp", diz Florian Bartunek, ex-sócio do banco Pactual e um dos fundadores da gestora de recursos Constellation, referindo-se à falência da unidade brasileira da fabricante de eletroeletrônicos. "Nem todas as empresas que estão na bolsa hoje vão sobreviver nos próximos cinco anos." A recomendação dos especialistas é reavaliar a carteira de ações a cada três meses, em média, para ver qual é a situação financeira das empresas. Quem compra ação diretamente na bolsa deve olhar os balanços e ler os relatórios de analistas financeiros para conhecer mais de perto as empresas nas quais aplica. Se seu investimento for em um fundo de ações, cobre informações de seu gestor.
7 - É melhor adiar a compra da casa própria?
"Quem encontrou o imóvel que estava procurando num preço que considera razoável deve comprar", diz Fábio Nogueira, diretor da Brazilian Finance & Real Estate, empresa financeira-imobiliária, de São Paulo. Ninguém arrisca fazer uma previsão sobre os preços dos imóveis nos próximos meses. Pode ser que eles caiam em razão da crise econômica? Pode. Mas é igualmente provável que o pacote do governo para o setor de construção civil, que está para ser anunciado, dê um alento ao segmento e que os preços se mantenham - ou até subam um pouco. Quem tem dinheiro em caixa deve ficar atento a oportunidades pontuais. "Pode acontecer de alguém ter de vender um imóvel às pressas para cobrir alguma despesa", diz o consultor financeiro Gustavo Cerbasi. "Além disso, os leilões de imóveis de inadimplentes devem ficar mais frequentes."
8 - Aplicar em ouro compensa?
Não. Desde o começo de 2008, o preço do ouro no mercado internacional subiu apenas 6%, bem menos que o rendimento dos fundos DI, que foi de cerca de 12% no período. "Pode ser que o ouro volte a se valorizar, mas não acredito numa alta duradoura. Esse metal é um seguro contra catástrofes e contra a disparada da inflação, e não vejo esse cenário em 2009", diz Otávio Vieira, diretor do Safdié Private Bank. Para os especialistas, existem opções melhores no mercado de renda fixa. "O juro brasileiro é altíssimo, o investidor deve aproveitar", diz Vieira.
9 - Comprar dólares é um bom negócio?
Só para quem precisa pagar alguma dívida na moeda americana ou planeja fazer uma viagem nos próximos meses. "Uma valorização forte do dólar não está no nosso radar", diz Samuel Kinoshita, analista da Ideias Consultoria, uma das instituições que mais acertaram as previsões para o câmbio em 2008, segundo um levantamento feito pelo Banco Central.
Por Giuliana Napolitano | 05.03.2009 | 17h41
Revista EXAME -
1 - A empresa onde trabalho está demitindo. Se perder o emprego, terei de usar recursos que estão aplicados em ações para pagar as contas do dia-a-dia. O que faço?
O melhor é começar a sacar aos poucos o dinheiro que está investido na bolsa de valores. "Aproveite os dias de alta do mercado para vender parte das ações", diz o consultor financeiro Gustavo Cerbasi. "Quem corre o risco de ser demitido deve manter, no mínimo, 75% do patrimônio na renda fixa."
2 - Onde invisto recursos que vou usar daqui a seis meses?
Em aplicações conservadoras de renda fixa, como os fundos DI, CDBs ou caderneta de poupança. A bolsa só vale a pena para quem vai deixar o dinheiro investido por, no mínimo, dois anos. "O mercado deve continuar bastante volátil nos próximos meses e sem uma tendência definida", diz Marcelo Audi, estrategista da corretora do Santander.
3 - Está na hora de aplicar na renda fixa?
Sim. Se for aplicar em um fundo DI ou em um título público pós-fixado, o rendimento é equivalente à taxa Selic - próximo a 10% neste ano. Um fundo prefixado pode render mais do que isso. Em ambos os casos, trata-se de um retorno muito bom para um ano de crise econômica. "A bolsa até pode gerar retornos melhores, mas há muitas incertezas e o risco é enorme. O cenário da renda fixa é mais claro e bastante atraente", afirma Marcelo Mello, vice-presidente da SulAmérica Investimentos.
4 - Dá para ganhar dinheiro fazendo aplicações de curtíssimo prazo na bolsa para aproveitar os altos e baixos do mercado?
Dá, mas os riscos são enormes. Como o humor dos investidores muda dia a dia e ninguém sabe qual é o fundo do poço para o preço das ações, é difícil prever quando a bolsa vai valorizar. Além disso, para tentar acertar, o investidor precisa acompanhar o mercado minuto a minuto - um comportamento um tanto temerário num momento em que as empresas estão demitindo.
5- Já passou a hora de investir em CDBs?
Não. O que ficou para trás são os altos retornos oferecidos por CDBs de grandes bancos - no fim de 2008, algumas instituições chegaram a pagar mais que a taxa básica de juro da economia, a Selic, algo raro. Mesmo assim, ainda é um bom negócio aplicar em CDBs. O investidor deve lembrar que, mesmo em caso de quebra do banco, o governo garante a devolução de até 60 000 reais por instituição.
6 - É sempre um bom negócio comprar as ações que estão baratas no mercado?
Não. Boas empresas com ações baratas são o sonho de todo investidor. Mas o preço, por si só, não diz tudo. "Depende de quais ações o investidor vai comprar. Quem compra uma ação só porque ela caiu demais pode terminar com um defunto, como o papel da Sharp", diz Florian Bartunek, ex-sócio do banco Pactual e um dos fundadores da gestora de recursos Constellation, referindo-se à falência da unidade brasileira da fabricante de eletroeletrônicos. "Nem todas as empresas que estão na bolsa hoje vão sobreviver nos próximos cinco anos." A recomendação dos especialistas é reavaliar a carteira de ações a cada três meses, em média, para ver qual é a situação financeira das empresas. Quem compra ação diretamente na bolsa deve olhar os balanços e ler os relatórios de analistas financeiros para conhecer mais de perto as empresas nas quais aplica. Se seu investimento for em um fundo de ações, cobre informações de seu gestor.
7 - É melhor adiar a compra da casa própria?
"Quem encontrou o imóvel que estava procurando num preço que considera razoável deve comprar", diz Fábio Nogueira, diretor da Brazilian Finance & Real Estate, empresa financeira-imobiliária, de São Paulo. Ninguém arrisca fazer uma previsão sobre os preços dos imóveis nos próximos meses. Pode ser que eles caiam em razão da crise econômica? Pode. Mas é igualmente provável que o pacote do governo para o setor de construção civil, que está para ser anunciado, dê um alento ao segmento e que os preços se mantenham - ou até subam um pouco. Quem tem dinheiro em caixa deve ficar atento a oportunidades pontuais. "Pode acontecer de alguém ter de vender um imóvel às pressas para cobrir alguma despesa", diz o consultor financeiro Gustavo Cerbasi. "Além disso, os leilões de imóveis de inadimplentes devem ficar mais frequentes."
8 - Aplicar em ouro compensa?
Não. Desde o começo de 2008, o preço do ouro no mercado internacional subiu apenas 6%, bem menos que o rendimento dos fundos DI, que foi de cerca de 12% no período. "Pode ser que o ouro volte a se valorizar, mas não acredito numa alta duradoura. Esse metal é um seguro contra catástrofes e contra a disparada da inflação, e não vejo esse cenário em 2009", diz Otávio Vieira, diretor do Safdié Private Bank. Para os especialistas, existem opções melhores no mercado de renda fixa. "O juro brasileiro é altíssimo, o investidor deve aproveitar", diz Vieira.
9 - Comprar dólares é um bom negócio?
Só para quem precisa pagar alguma dívida na moeda americana ou planeja fazer uma viagem nos próximos meses. "Uma valorização forte do dólar não está no nosso radar", diz Samuel Kinoshita, analista da Ideias Consultoria, uma das instituições que mais acertaram as previsões para o câmbio em 2008, segundo um levantamento feito pelo Banco Central.
CCR lucra R$ 188,8 milhões no 4º trimestre
Por 10 de Março de 2009 | 19:59
A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) apurou lucro líquido de R$ 188,8 milhões no quarto trimestre de 2008, o que representa um crescimento de 42,9% em relação ao mesmo período de 2007. Na mesma base de comparação a receita líquida cresceu 15,9% para R$ 734,4 milhões, enquanto a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações, na sigla em inglês) ficou em R$ 473,1 milhões, com evolução de 29,2%.
A margem Ebitda, uma medida de rentabilidade, foi de 64,4%, ante 59% registrada em igual período do ano anterior. A empresa encerrou o ano com lucro líquido de R$ 713,6 milhões, com alta de 23,1% sobre 2007 e receita líquida de R$ 2,734 bilhões, montante 16,2% maior que o apurado no ano anterior. Na mesma base de comparação, no fechado de 2008 o Ebitda totalizou R$ 1,732 bilhão, com expansão de 20,1%. A margem Ebitda anual foi de 63,3%.
O aumento no lucro líquido deve-se ao crescimento de 7,3% no tráfego de veículos nas rodovias administradas pelo grupo. Também contribuíram positivamente na comparação o reajuste de tarifas - que em 2008 ficaram em patamares elevados por conta da inflação - e as novas concessões adquiridas ao longo de 2008, entre elas 40% do capital da Renovias e o trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas.
A empresa detalha em seu balanço financeiro que o aumento do tráfego deve-se ao maior número de veículos de passeios nas rodovias administradas pela AutoBan, NovaDutra e ViaOeste. O sistema Castelo-Raposo também registrou aumento no fluxo de veículos comerciais em razão da grande quantidade de caminhões que trocaram embarques no porto de Itajaí para o porto de Santos. O início da cobrança de pedágio no trecho oeste do Rodoanel e o aumento no tráfego nas rodovias da concessionária Renovias também ajudaram a aumentar o lucro do trimestre.
A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) apurou lucro líquido de R$ 188,8 milhões no quarto trimestre de 2008, o que representa um crescimento de 42,9% em relação ao mesmo período de 2007. Na mesma base de comparação a receita líquida cresceu 15,9% para R$ 734,4 milhões, enquanto a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações, na sigla em inglês) ficou em R$ 473,1 milhões, com evolução de 29,2%.
A margem Ebitda, uma medida de rentabilidade, foi de 64,4%, ante 59% registrada em igual período do ano anterior. A empresa encerrou o ano com lucro líquido de R$ 713,6 milhões, com alta de 23,1% sobre 2007 e receita líquida de R$ 2,734 bilhões, montante 16,2% maior que o apurado no ano anterior. Na mesma base de comparação, no fechado de 2008 o Ebitda totalizou R$ 1,732 bilhão, com expansão de 20,1%. A margem Ebitda anual foi de 63,3%.
O aumento no lucro líquido deve-se ao crescimento de 7,3% no tráfego de veículos nas rodovias administradas pelo grupo. Também contribuíram positivamente na comparação o reajuste de tarifas - que em 2008 ficaram em patamares elevados por conta da inflação - e as novas concessões adquiridas ao longo de 2008, entre elas 40% do capital da Renovias e o trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas.
A empresa detalha em seu balanço financeiro que o aumento do tráfego deve-se ao maior número de veículos de passeios nas rodovias administradas pela AutoBan, NovaDutra e ViaOeste. O sistema Castelo-Raposo também registrou aumento no fluxo de veículos comerciais em razão da grande quantidade de caminhões que trocaram embarques no porto de Itajaí para o porto de Santos. O início da cobrança de pedágio no trecho oeste do Rodoanel e o aumento no tráfego nas rodovias da concessionária Renovias também ajudaram a aumentar o lucro do trimestre.
Marcadores:
8 milhões no 4º trimestre,
CCR lucra R$ 188
Eike anuncia fundo de US$ 10 bi para infraestrutura
Por 11 de Março de 2009 | 10:00
O empresário Eike Batista decidiu montar um fundo para investir pesado na compra de empresas nesse período de turbulência que a economia global atravessa. O plano do Grupo EBX é lançar em maio um fundo para captar de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões. O objetivo é aplicar esses recursos em projetos de infraestrutura no Brasil. "Com a crise, acho que vai ter muita coisa barata por aí", avaliou o empresário após uma palestra na Câmara Britânica de Comércio, no Rio.
Na busca por pechinchas, o fundo terá como alvos ativos na indústria naval, na cadeia de exportação de etanol e em unidades de tancagem nos portos brasileiros. No caso dos estaleiros, o investimento irá atrair a própria EBX como cliente.
Isso porque o grupo tem uma subsidiária de petróleo, a OGX, que tem planos de encomendar de seis a oito navios-plataforma, classificados como FPSO, para operar em campos da companhia no litoral brasileiro. "O petróleo vai pagar a conta. Eu enxergo 20 a 30 anos de crescimento (para o setor). O petróleo é uma dádiva e um patrimônio extraordinário para o Brasil", disse.
O empresário destacou que alguns investidores já mostraram interesse em participar do negócio - entre eles, chineses e árabes. Apesar da atual retração de crédito, Batista descarta problemas na captação dos recursos que irão financiar o fundo. Na avaliação dele, a crise mudou a forma como os investidores escolhem onde aplicar seu dinheiro. Antes, segundo ele, o caminho natural era buscar os bancos.
Hoje, a preocupação maior é participar de projetos com empresas com reputação sólida no mercado, que vem atravessando as turbulências sem problemas de caixa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O empresário Eike Batista decidiu montar um fundo para investir pesado na compra de empresas nesse período de turbulência que a economia global atravessa. O plano do Grupo EBX é lançar em maio um fundo para captar de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões. O objetivo é aplicar esses recursos em projetos de infraestrutura no Brasil. "Com a crise, acho que vai ter muita coisa barata por aí", avaliou o empresário após uma palestra na Câmara Britânica de Comércio, no Rio.
Na busca por pechinchas, o fundo terá como alvos ativos na indústria naval, na cadeia de exportação de etanol e em unidades de tancagem nos portos brasileiros. No caso dos estaleiros, o investimento irá atrair a própria EBX como cliente.
Isso porque o grupo tem uma subsidiária de petróleo, a OGX, que tem planos de encomendar de seis a oito navios-plataforma, classificados como FPSO, para operar em campos da companhia no litoral brasileiro. "O petróleo vai pagar a conta. Eu enxergo 20 a 30 anos de crescimento (para o setor). O petróleo é uma dádiva e um patrimônio extraordinário para o Brasil", disse.
O empresário destacou que alguns investidores já mostraram interesse em participar do negócio - entre eles, chineses e árabes. Apesar da atual retração de crédito, Batista descarta problemas na captação dos recursos que irão financiar o fundo. Na avaliação dele, a crise mudou a forma como os investidores escolhem onde aplicar seu dinheiro. Antes, segundo ele, o caminho natural era buscar os bancos.
Hoje, a preocupação maior é participar de projetos com empresas com reputação sólida no mercado, que vem atravessando as turbulências sem problemas de caixa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
BC corta juro em 1,5 ponto para 11,25%, como esperado
Por 11 de Março de 2009 | 19:39
Por Isabel Versiani
BRASÍLIA (Reuters) - O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu em 1,5 ponto a taxa básica de juros nesta quarta-feira, para 11,25 por cento ao ano, em decisão unânime e em linha com expectativas do mercado.
O corte da Selic, o maior desde novembro de 2003, foi feito em meio a sinais de desaceleração da inflação e um dia após o anúncio de que a economia brasileira sofreu retração recorde no último trimestre de 2008.
"O comitê acompanhará a evolução da trajetória prospectiva para a inflação até a sua próxima reunião, levando em conta a magnitude e a rapidez do ajuste da taxa básica de juros já implementado e seus efeitos cumulativos, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária", disse o Copom em comunicado.
Na sua última reunião, em janeiro, o Copom já havia reduzido o juro em 1,0 ponto. Com esse segundo corte consecutivo, a Selic retornou ao patamar de março de 2008, nível histórico mais baixo.
Pesquisa Reuters feita na terça-feira mostrou que 16 de 20 instituições consultadas apostavam em um corte de 1,5 ponto na Selic.
Até a semana passada, a aposta predominante era de um corte de 1 ponto, mas a maioria dos economistas elevou a projeção após o anúncio dos números do PIB do último trimestre de 2008 e do desempenho da indústria em janeiro deste ano.
"A decisão veio em linha com nossa previsão, que também já apontava unanimidade. Os dados do PIB (do final de 2008) foram emblemáticos para a decisão", afirmou o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros.
O desempenho da economia brasileira no quarto trimestre do ano passado ficou bem aquém do projetado por analistas e pelo próprio governo.
A queda foi puxada, sob a ótica da produção, pela retração de 7,4 por cento da indústria. Sob a ótica da demanda, pesaram principalmente a queda de 9,8 por cento dos investimentos e de 2 por cento do consumo das famílias.
INFLAÇÃO COMPORTADA
Indicadores recentes de inflação mostram que, em meio à retração da atividade, os preços seguem comportados apesar da valorização do dólar, que encarece as importações.
O índice de inflação ao consumidor IPCA, usado como balizador da política de metas inflacionárias do governo, atingiu em fevereiro o maior nível em oito meses, de 0,55 por cento.
Mas analistas ressaltaram que a alta foi sazonal e muito concentrada em educação. No ano, o IPCA acumula alta de 1,03 por cento e, em 12 meses, de 5,90 por cento --abaixo do teto da meta do governo para o ano, de 6,5 por cento.
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,45 por cento na primeira prévia de março, mais que o esperado, ante alta de 0,42 por cento há um mês.
Após o anúncio do corte pelo BC, pelo menos dois grandes bancos privados e um banco público anunciaram redução nas taxas de juros adotadas em seus financiamentos.
Em notas, a Confederação Nacional da Indústria e a Central Única dos Trabalhadores disseram que o corte de 1,5 ponto foi insuficiente diante da conjuntura econômica.
A próxima reunião do Copom ocorre nos dias 28 e 29 de abril.
(Com reportagem adicional de Daniela Machado)
Por Isabel Versiani
BRASÍLIA (Reuters) - O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu em 1,5 ponto a taxa básica de juros nesta quarta-feira, para 11,25 por cento ao ano, em decisão unânime e em linha com expectativas do mercado.
O corte da Selic, o maior desde novembro de 2003, foi feito em meio a sinais de desaceleração da inflação e um dia após o anúncio de que a economia brasileira sofreu retração recorde no último trimestre de 2008.
"O comitê acompanhará a evolução da trajetória prospectiva para a inflação até a sua próxima reunião, levando em conta a magnitude e a rapidez do ajuste da taxa básica de juros já implementado e seus efeitos cumulativos, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária", disse o Copom em comunicado.
Na sua última reunião, em janeiro, o Copom já havia reduzido o juro em 1,0 ponto. Com esse segundo corte consecutivo, a Selic retornou ao patamar de março de 2008, nível histórico mais baixo.
Pesquisa Reuters feita na terça-feira mostrou que 16 de 20 instituições consultadas apostavam em um corte de 1,5 ponto na Selic.
Até a semana passada, a aposta predominante era de um corte de 1 ponto, mas a maioria dos economistas elevou a projeção após o anúncio dos números do PIB do último trimestre de 2008 e do desempenho da indústria em janeiro deste ano.
"A decisão veio em linha com nossa previsão, que também já apontava unanimidade. Os dados do PIB (do final de 2008) foram emblemáticos para a decisão", afirmou o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros.
O desempenho da economia brasileira no quarto trimestre do ano passado ficou bem aquém do projetado por analistas e pelo próprio governo.
A queda foi puxada, sob a ótica da produção, pela retração de 7,4 por cento da indústria. Sob a ótica da demanda, pesaram principalmente a queda de 9,8 por cento dos investimentos e de 2 por cento do consumo das famílias.
INFLAÇÃO COMPORTADA
Indicadores recentes de inflação mostram que, em meio à retração da atividade, os preços seguem comportados apesar da valorização do dólar, que encarece as importações.
O índice de inflação ao consumidor IPCA, usado como balizador da política de metas inflacionárias do governo, atingiu em fevereiro o maior nível em oito meses, de 0,55 por cento.
Mas analistas ressaltaram que a alta foi sazonal e muito concentrada em educação. No ano, o IPCA acumula alta de 1,03 por cento e, em 12 meses, de 5,90 por cento --abaixo do teto da meta do governo para o ano, de 6,5 por cento.
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,45 por cento na primeira prévia de março, mais que o esperado, ante alta de 0,42 por cento há um mês.
Após o anúncio do corte pelo BC, pelo menos dois grandes bancos privados e um banco público anunciaram redução nas taxas de juros adotadas em seus financiamentos.
Em notas, a Confederação Nacional da Indústria e a Central Única dos Trabalhadores disseram que o corte de 1,5 ponto foi insuficiente diante da conjuntura econômica.
A próxima reunião do Copom ocorre nos dias 28 e 29 de abril.
(Com reportagem adicional de Daniela Machado)
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quarta-feira, 11 de março de 2009
IMPORTANTE: O Brasil visto de fora
O Brasil visto de fora
Para as grandes gestoras internacionais que podem aplicar em qualquer lugar do mundo, o Brasil desponta como uma rara oportunidade de investimento - tanto em ações quanto em títulos de empresas e do governo
Germano Lüders; Globos; Libreria Por Guilherme Fogaça | 05.03.2009 | 17h24
Revista EXAME -
Os investidores estrangeiros influenciam diretamente o comportamento da Bolsa de Valores de São Paulo. Eles não são maioria na bolsa - juntos, representam cerca de um terço do movimento diário dos pregões -, mas, como agem em grupo, o impacto de suas decisões no desempenho do mercado é grande. Um exemplo do poder desses investidores ocorreu em fevereiro. Eles começaram o mês comprando mais do que vendendo ações de empresas brasileiras - um movimento que não ocorria desde maio de 2008. Resultado: o Índice Bovespa, que reúne as 66 ações mais negociadas da bolsa, subiu quase 9% em apenas uma semana.
Com a piora da crise internacional, porém, o ímpeto dos estrangeiros na bolsa brasileira enfraqueceu - e o Ibovespa fechou o mês em queda de 2,8%. Para saber a opinião desses investidores sobre o Brasil hoje, EXAME ouviu seis representantes de algumas das maiores gestoras de recursos dos Estados Unidos e da Europa. Como era de esperar, eles não concordam em tudo.
Alguns acham que já é a hora de aplicar em papéis de empresas ligadas ao setor de commodities, enquanto outros se mostram reticentes. Mas o ponto em comum entre todos é a impressão que o Brasil será um dos países menos afetados pela crise. "O Brasil está muito bem em relação às nações ricas e bem na comparação com outros emergentes", diz Luiz Ribeiro, gestor do HSBC de fundos offshore para a América Latina, responsável por um dos maiores fundos Bric do mundo.
Quem investe em renda fixa no Japão pode levar até 100 anos para conseguir dobrar o valor do dinheiro investido. Dá para fazer isso no Brasil em apenas seis anos. É com essa comparação que a gestora de recursos inglesa Ashmore mostra a seus clientes o potencial dos investimentos em renda fixa no Brasil. Para Jerome Booth, diretor internacional da Ashmore, a baixa taxa de juro nos Estados Unidos transformou os títulos do governo americano em uma alternativa pouco atraente. Na maior parte dos países desenvolvidos, a situação não é diferente. No Japão e na Europa, as taxas também foram reduzidas a próximo de zero nos últimos meses. Por aqui, a Selic está em 12,75%.
Dos 24,5 bilhões de dólares sob gestão da Ashmore, 15 bilhões estão investidos em títulos de dívida atrelados ao dólar em países emergentes - e a principal fatia é no Brasil. No portfólio, há tanto títulos públicos como privados. "O Brasil já enfrentou problemas de crédito várias vezes, e as empresas brasileiras aprenderam a atuar sem depender do crédito estrangeiro", diz Booth.
Para o diretor internacional da Ashmore, a recuperação dos mercados desenvolvidos, imersos em uma crise de solvência do sistema financeiro, será muito mais demorada do que a reação dos países emergentes à momentânea escassez de crédito. "Não há como pensar diferente, porque essas nações serão as grandes responsáveis pelo crescimento global nos próximos anos", diz Booth. Outro argumento usado pela Ashmore para convencer seus clientes a aplicar no Brasil está relacionado ao câmbio. Como o real já desvalorizou bastante em relação ao dólar, o momento atual é visto como uma janela de oportunidade para entrar no país.
A crise está provocando um choque de realidade nos investidores internacionais, segundo Booth. "Eles estão revendo seus conceitos", diz. De acordo com ele, o processo de reavaliar o mundo após a eclosão da crise financeira e econômica mundial é crucial. "O banco Itaú é provavelmente melhor do que qualquer banco da Inglaterra, mas um investidor médio britânico não o citaria como um padrão de segurança", diz Booth.
Foco nos grandes bancos
Quando o assunto são investimentos no Brasil, a grande preocupação dos investidores da BlackRock, uma das maiores gestoras de recursos do mundo, baseadaem Nova York, é a concentração de empresas ligadas ao setor de commodities na bolsa de valores. O medo é que o preço das matérias-primas permaneça baixo e prejudique ações como as da Vale e da Petrobras, o que deixaria o Índice Bovespa estagnado.
Embora os investidores estejam atentos aos perigos, não existe desespero - muito pelo contrário. "Eles sabem que o Brasil está numa posição privilegiada", diz William Landers, gerente sênior de fundos de renda variável para a América Latina. Para 2009, Landers acredita que a melhor estratégia é evitar ações ligadas a commodities. Sua preferência é por papéis de bancos como Itaú e Bradesco. "É um setor que possui liquidez na bolsa, o que continuará sendo importante em 2009", diz. Outra opção são as ações ligadas ao consumo interno, como as da AmBev. "A classe média brasileira deu um salto nos últimos cinco anos e ainda há uma demanda reprimida a ser atendida", completa Landers.
Um plano de cinco anos
Para a gestora de recursos britânica Schroders, com sede em Londres, 2009 é o ano de fazer boas compras no mercado acionário brasileiro. Como estão mirando em retornos para algum momento entre os anos de 2011 e 2013, os gestores do Schroders garimpam ações com potencial de valorização no longo prazo. Segundo o brasileiro Eduardo Mendes, vice-presidente da Schroders, no longo prazo o setor mais promissor é o de empresas ligadas ao setor de commodities.
Para Mendes, um conjunto de fatores deve elevar novamente o preço das matérias-primas mais à frente. O primeiro deles é o cancelamento de diversos investimentos em expansão da produção de matérias-primas no mundo devido à crise - o que provocará, diz Mendes, um desencontro entre oferta e demanda quando a economia mundial voltar a apresentar altas taxas de crescimento. "É o momento de aproveitar as pechinchas para comprar ações a preços inigualáveis", afirma. O maior potencial, segundo ele, está nas empresas de petróleo, porque é onde as reduções de produção terão mais efeito.
Atualmente, os gestores da Schroders estão envolvidos na identificação dos melhores momentos para sair à caça. "Estamos esperando sinais mais claros dos indicadores econômicos, mas com certeza teremos boas oportunidades de compra durante 2009", diz Mendes. A freada brusca na produção industrial no Brasil em dezembro, divulgada no início do ano, preocupou e, no curto prazo, novos dados ruins podem afetar o desempenho da bolsa brasileira, gerando oportunidades de aquisições.
Mendes afirma que o maior erro cometido por seus gestores em 2008 foi não ter preparado a carteira de investimentos para uma crise tão forte quanto a que se viu a partir de setembro. "O problema para nós e boa parte do mercado foi não ter aplicado mais em ações defensivas, como as do setor elétrico, e não ter reduzido os papéis ligados ao setor de consumo." Para este ano, as melhores apostas, segundo Mendes, são os papéis de companhias ligadas aos setores de mineração e de telefonia fixa.
Small caps para o longo prazo
O paulista Luiz Ribeiro, gestor do HSBC de fundos offshore para a América Latina, é responsável por um dos maiores fundos Bric do mundo - o HSBC GIF BRIC tem 1,3 bilhão de dólares para aplicar no Brasil, na Rússia, na Índia e na China. Na comparação, o Brasil se destaca. "A Rússia tem problemas com suas instituições financeiras, e os mercados da China e da Índia não têm informações tão transparentes quanto o do Brasil", diz Ribeiro. Ainda assim, ele acredita que fazer bons investimentos em renda variável no Brasil em 2009 será arriscado. Para Ribeiro, o lucro das empresas brasileiras terá uma redução de 15% a 20% em 2009 em relação ao ano anterior.
Mesmo assim, ele acredita que há oportunidades entre as companhias de maior valor de mercado, principalmente nos setores de mineração e de bancos. "A Vale está sendo negociada a valores atrativos em comparação com suas concorrentes internacionais, e os bancos brasileiros conseguem manter um bom patamar de rentabilidade mesmo em conjunturas mais difíceis", diz.
Para quem pensa em investir por um prazo superior a três anos, Ribeiro indica as small caps, empresas com valor de mercado inferior a 5 bilhões de reais e volume diário de negócios inferior a 4 milhões de reais. "Investidores de fundos de hedge estrangeiros venderam de forma indiscriminada grandes quantidades de small caps brasileiras no ano passado para fazer frente aos saques em seus países-sede."
É bom emprestar para empresas privadas
O Brasil é o maior destino externo de investimentos da gestora Legg Mason, sediada em Baltimore, nos Estados Unidos. O motivo? A convicção de que o país, assim como alguns outros emergentes, sofrerá menos com a crise do que o restante do mundo. "O Brasil evoluiu, possui políticas fiscais e monetárias mais confiáveis, moeda forte e um banco central disposto a tomar as medidas para estimular a economia", diz Keith Gardner, chefe de investimentos para mercados emergentes.
Apesar disso, Gardner destaca que o ambiente atual - de muita aversão ao risco, queda no preço das commodities e desaquecimento mundial - é desafiador para os mercados emergentes. "O momento é de cautela, e a forma de ser cauteloso sem perder as oportunidades é investir em renda fixa, mais precisamente nas dívidas de empresas privadas desses países", diz Gardner. Sua estratégia é procurar companhias dos principais setores das nações onde investe.
No Brasil, as maiores oportunidades, segundo ele, estão nos títulos de dívida de empresas como Petrobras, Vale, Gerdau e Odebrecht. "São empresas sólidas, que estão investindo para crescer no longo prazo." Além disso, Gardner acredita que os pacotes de estímulo econômico na China devem surtir efeito e que o país continuará importando produtos brasileiros. "Com a magnitude dos incentivos ao crescimento que estão sendo dados no mundo, não acredito que os preços das matérias-primas caiam mais", diz Gardner.
A fortaleza dos bancos brasileiros
Os clientes do banco belgo-holandês Fortis que investem no Brasil têm uma dúvida em comum: qual será o impacto da crise no país? O fato de o Brasil ser relativamente fechado (exportar e importar pouco em relação a seu PIB) é visto, neste momento, como uma vantagem, pois a economia pode continuar crescendo puxada pelo mercado interno. "Por outro lado, essa relativa independência também provoca um efeito perigoso: as consequências do desaquecimento mundial demoram mais a chegar, o que pode gerar uma falsa impressão de que o país não sofrerá tanto com a crise", diz Gustavo Nagai, diretor executivo do Fortis, que administra 550 milhões de dólares de investimentos no Brasil.
A projeção do Fortis é que o PIB brasileiro cresça aproximadamente 1% em 2009 - abaixo da projeção de 1,8% feita pelo FMI. Isso não significa, porém, que o Brasil deixou de ser uma opção atrativa de investimento para o Fortis. Em 2009, uma das apostas de Nagai são as ações de grandes bancos brasileiros, que, segundo ele, perderam valor injustamente por fazer parte do setor responsável pela crise. Nagai também acredita na recuperação dos papéis ligados a commodities graças sobretudo ao pacote de estímulo chinês. "Apesar das dúvidas, a maior parte dos investidores estrangeiros acredita que os emergentes continuam sendo a melhor opção de aplicação, pois o centro da crise continua a ser o mundo desenvolvido", afirma.
Para as grandes gestoras internacionais que podem aplicar em qualquer lugar do mundo, o Brasil desponta como uma rara oportunidade de investimento - tanto em ações quanto em títulos de empresas e do governo
Germano Lüders; Globos; Libreria Por Guilherme Fogaça | 05.03.2009 | 17h24
Revista EXAME -
Os investidores estrangeiros influenciam diretamente o comportamento da Bolsa de Valores de São Paulo. Eles não são maioria na bolsa - juntos, representam cerca de um terço do movimento diário dos pregões -, mas, como agem em grupo, o impacto de suas decisões no desempenho do mercado é grande. Um exemplo do poder desses investidores ocorreu em fevereiro. Eles começaram o mês comprando mais do que vendendo ações de empresas brasileiras - um movimento que não ocorria desde maio de 2008. Resultado: o Índice Bovespa, que reúne as 66 ações mais negociadas da bolsa, subiu quase 9% em apenas uma semana.
Com a piora da crise internacional, porém, o ímpeto dos estrangeiros na bolsa brasileira enfraqueceu - e o Ibovespa fechou o mês em queda de 2,8%. Para saber a opinião desses investidores sobre o Brasil hoje, EXAME ouviu seis representantes de algumas das maiores gestoras de recursos dos Estados Unidos e da Europa. Como era de esperar, eles não concordam em tudo.
Alguns acham que já é a hora de aplicar em papéis de empresas ligadas ao setor de commodities, enquanto outros se mostram reticentes. Mas o ponto em comum entre todos é a impressão que o Brasil será um dos países menos afetados pela crise. "O Brasil está muito bem em relação às nações ricas e bem na comparação com outros emergentes", diz Luiz Ribeiro, gestor do HSBC de fundos offshore para a América Latina, responsável por um dos maiores fundos Bric do mundo.
Quem investe em renda fixa no Japão pode levar até 100 anos para conseguir dobrar o valor do dinheiro investido. Dá para fazer isso no Brasil em apenas seis anos. É com essa comparação que a gestora de recursos inglesa Ashmore mostra a seus clientes o potencial dos investimentos em renda fixa no Brasil. Para Jerome Booth, diretor internacional da Ashmore, a baixa taxa de juro nos Estados Unidos transformou os títulos do governo americano em uma alternativa pouco atraente. Na maior parte dos países desenvolvidos, a situação não é diferente. No Japão e na Europa, as taxas também foram reduzidas a próximo de zero nos últimos meses. Por aqui, a Selic está em 12,75%.
Dos 24,5 bilhões de dólares sob gestão da Ashmore, 15 bilhões estão investidos em títulos de dívida atrelados ao dólar em países emergentes - e a principal fatia é no Brasil. No portfólio, há tanto títulos públicos como privados. "O Brasil já enfrentou problemas de crédito várias vezes, e as empresas brasileiras aprenderam a atuar sem depender do crédito estrangeiro", diz Booth.
Para o diretor internacional da Ashmore, a recuperação dos mercados desenvolvidos, imersos em uma crise de solvência do sistema financeiro, será muito mais demorada do que a reação dos países emergentes à momentânea escassez de crédito. "Não há como pensar diferente, porque essas nações serão as grandes responsáveis pelo crescimento global nos próximos anos", diz Booth. Outro argumento usado pela Ashmore para convencer seus clientes a aplicar no Brasil está relacionado ao câmbio. Como o real já desvalorizou bastante em relação ao dólar, o momento atual é visto como uma janela de oportunidade para entrar no país.
A crise está provocando um choque de realidade nos investidores internacionais, segundo Booth. "Eles estão revendo seus conceitos", diz. De acordo com ele, o processo de reavaliar o mundo após a eclosão da crise financeira e econômica mundial é crucial. "O banco Itaú é provavelmente melhor do que qualquer banco da Inglaterra, mas um investidor médio britânico não o citaria como um padrão de segurança", diz Booth.
Foco nos grandes bancos
Quando o assunto são investimentos no Brasil, a grande preocupação dos investidores da BlackRock, uma das maiores gestoras de recursos do mundo, baseadaem Nova York, é a concentração de empresas ligadas ao setor de commodities na bolsa de valores. O medo é que o preço das matérias-primas permaneça baixo e prejudique ações como as da Vale e da Petrobras, o que deixaria o Índice Bovespa estagnado.
Embora os investidores estejam atentos aos perigos, não existe desespero - muito pelo contrário. "Eles sabem que o Brasil está numa posição privilegiada", diz William Landers, gerente sênior de fundos de renda variável para a América Latina. Para 2009, Landers acredita que a melhor estratégia é evitar ações ligadas a commodities. Sua preferência é por papéis de bancos como Itaú e Bradesco. "É um setor que possui liquidez na bolsa, o que continuará sendo importante em 2009", diz. Outra opção são as ações ligadas ao consumo interno, como as da AmBev. "A classe média brasileira deu um salto nos últimos cinco anos e ainda há uma demanda reprimida a ser atendida", completa Landers.
Um plano de cinco anos
Para a gestora de recursos britânica Schroders, com sede em Londres, 2009 é o ano de fazer boas compras no mercado acionário brasileiro. Como estão mirando em retornos para algum momento entre os anos de 2011 e 2013, os gestores do Schroders garimpam ações com potencial de valorização no longo prazo. Segundo o brasileiro Eduardo Mendes, vice-presidente da Schroders, no longo prazo o setor mais promissor é o de empresas ligadas ao setor de commodities.
Para Mendes, um conjunto de fatores deve elevar novamente o preço das matérias-primas mais à frente. O primeiro deles é o cancelamento de diversos investimentos em expansão da produção de matérias-primas no mundo devido à crise - o que provocará, diz Mendes, um desencontro entre oferta e demanda quando a economia mundial voltar a apresentar altas taxas de crescimento. "É o momento de aproveitar as pechinchas para comprar ações a preços inigualáveis", afirma. O maior potencial, segundo ele, está nas empresas de petróleo, porque é onde as reduções de produção terão mais efeito.
Atualmente, os gestores da Schroders estão envolvidos na identificação dos melhores momentos para sair à caça. "Estamos esperando sinais mais claros dos indicadores econômicos, mas com certeza teremos boas oportunidades de compra durante 2009", diz Mendes. A freada brusca na produção industrial no Brasil em dezembro, divulgada no início do ano, preocupou e, no curto prazo, novos dados ruins podem afetar o desempenho da bolsa brasileira, gerando oportunidades de aquisições.
Mendes afirma que o maior erro cometido por seus gestores em 2008 foi não ter preparado a carteira de investimentos para uma crise tão forte quanto a que se viu a partir de setembro. "O problema para nós e boa parte do mercado foi não ter aplicado mais em ações defensivas, como as do setor elétrico, e não ter reduzido os papéis ligados ao setor de consumo." Para este ano, as melhores apostas, segundo Mendes, são os papéis de companhias ligadas aos setores de mineração e de telefonia fixa.
Small caps para o longo prazo
O paulista Luiz Ribeiro, gestor do HSBC de fundos offshore para a América Latina, é responsável por um dos maiores fundos Bric do mundo - o HSBC GIF BRIC tem 1,3 bilhão de dólares para aplicar no Brasil, na Rússia, na Índia e na China. Na comparação, o Brasil se destaca. "A Rússia tem problemas com suas instituições financeiras, e os mercados da China e da Índia não têm informações tão transparentes quanto o do Brasil", diz Ribeiro. Ainda assim, ele acredita que fazer bons investimentos em renda variável no Brasil em 2009 será arriscado. Para Ribeiro, o lucro das empresas brasileiras terá uma redução de 15% a 20% em 2009 em relação ao ano anterior.
Mesmo assim, ele acredita que há oportunidades entre as companhias de maior valor de mercado, principalmente nos setores de mineração e de bancos. "A Vale está sendo negociada a valores atrativos em comparação com suas concorrentes internacionais, e os bancos brasileiros conseguem manter um bom patamar de rentabilidade mesmo em conjunturas mais difíceis", diz.
Para quem pensa em investir por um prazo superior a três anos, Ribeiro indica as small caps, empresas com valor de mercado inferior a 5 bilhões de reais e volume diário de negócios inferior a 4 milhões de reais. "Investidores de fundos de hedge estrangeiros venderam de forma indiscriminada grandes quantidades de small caps brasileiras no ano passado para fazer frente aos saques em seus países-sede."
É bom emprestar para empresas privadas
O Brasil é o maior destino externo de investimentos da gestora Legg Mason, sediada em Baltimore, nos Estados Unidos. O motivo? A convicção de que o país, assim como alguns outros emergentes, sofrerá menos com a crise do que o restante do mundo. "O Brasil evoluiu, possui políticas fiscais e monetárias mais confiáveis, moeda forte e um banco central disposto a tomar as medidas para estimular a economia", diz Keith Gardner, chefe de investimentos para mercados emergentes.
Apesar disso, Gardner destaca que o ambiente atual - de muita aversão ao risco, queda no preço das commodities e desaquecimento mundial - é desafiador para os mercados emergentes. "O momento é de cautela, e a forma de ser cauteloso sem perder as oportunidades é investir em renda fixa, mais precisamente nas dívidas de empresas privadas desses países", diz Gardner. Sua estratégia é procurar companhias dos principais setores das nações onde investe.
No Brasil, as maiores oportunidades, segundo ele, estão nos títulos de dívida de empresas como Petrobras, Vale, Gerdau e Odebrecht. "São empresas sólidas, que estão investindo para crescer no longo prazo." Além disso, Gardner acredita que os pacotes de estímulo econômico na China devem surtir efeito e que o país continuará importando produtos brasileiros. "Com a magnitude dos incentivos ao crescimento que estão sendo dados no mundo, não acredito que os preços das matérias-primas caiam mais", diz Gardner.
A fortaleza dos bancos brasileiros
Os clientes do banco belgo-holandês Fortis que investem no Brasil têm uma dúvida em comum: qual será o impacto da crise no país? O fato de o Brasil ser relativamente fechado (exportar e importar pouco em relação a seu PIB) é visto, neste momento, como uma vantagem, pois a economia pode continuar crescendo puxada pelo mercado interno. "Por outro lado, essa relativa independência também provoca um efeito perigoso: as consequências do desaquecimento mundial demoram mais a chegar, o que pode gerar uma falsa impressão de que o país não sofrerá tanto com a crise", diz Gustavo Nagai, diretor executivo do Fortis, que administra 550 milhões de dólares de investimentos no Brasil.
A projeção do Fortis é que o PIB brasileiro cresça aproximadamente 1% em 2009 - abaixo da projeção de 1,8% feita pelo FMI. Isso não significa, porém, que o Brasil deixou de ser uma opção atrativa de investimento para o Fortis. Em 2009, uma das apostas de Nagai são as ações de grandes bancos brasileiros, que, segundo ele, perderam valor injustamente por fazer parte do setor responsável pela crise. Nagai também acredita na recuperação dos papéis ligados a commodities graças sobretudo ao pacote de estímulo chinês. "Apesar das dúvidas, a maior parte dos investidores estrangeiros acredita que os emergentes continuam sendo a melhor opção de aplicação, pois o centro da crise continua a ser o mundo desenvolvido", afirma.
Parceria entre ALL e Cosan é positiva, avaliam corretoras
Para Brascan, receita da ALL pode avançar 13% com acordo; Ativa destaca transporte de etanol
| 10.03.2009 | 17h55
Portal EXAME -
O anúncio feito pela ALL de contrato com a Rumo Logística, subsidiária da Cosan, para a criação de corredor de transporte de açúcar e derivados foi visto como positivo pelas corretoras Brascan e Ativa. A notícia também agradou o mercado: às 16h20, as units da ALL (ALLL11) lideravam a lista de maiores altas do Ibovespa, disparando 12,19%, e sendo negociadas a 9,20 reais.
O corredor de transporte previsto no contrato ligará o interior de São Paulo ao porto de Santos. A Rumo Logística investirá na expansão da capacidade operacional da ALL um total de 1,2 bilhão de reais, enquanto a ALL prestará serviços de transporte garantindo um volume mínimo, que alcançará 1,09 milhões de toneladas por mês a partir do quarto ano de contrato.
A duração do acordo vai até 2028, sendo possível uma renovação por mais 30 anos. Conforme destacou a Brascan, está previsto o transporte de 184 milhões de toneladas de açúcar e derivados entre 2010 e 2028 e de aproximadamente 9 milhões de toneladas por ano logo após o término dos investimentos.
"O anúncio deste contrato é bastante positivo para a companhia. Lembramos que a participação de mercado da ALL no transporte de açúcar é um dos menores da empresa (entre 15% e 20%) e, por conta disso, há grande oportunidade de crescimento neste segmento", afirmou a corretora.
| 10.03.2009 | 17h55
Portal EXAME -
O anúncio feito pela ALL de contrato com a Rumo Logística, subsidiária da Cosan, para a criação de corredor de transporte de açúcar e derivados foi visto como positivo pelas corretoras Brascan e Ativa. A notícia também agradou o mercado: às 16h20, as units da ALL (ALLL11) lideravam a lista de maiores altas do Ibovespa, disparando 12,19%, e sendo negociadas a 9,20 reais.
O corredor de transporte previsto no contrato ligará o interior de São Paulo ao porto de Santos. A Rumo Logística investirá na expansão da capacidade operacional da ALL um total de 1,2 bilhão de reais, enquanto a ALL prestará serviços de transporte garantindo um volume mínimo, que alcançará 1,09 milhões de toneladas por mês a partir do quarto ano de contrato.
A duração do acordo vai até 2028, sendo possível uma renovação por mais 30 anos. Conforme destacou a Brascan, está previsto o transporte de 184 milhões de toneladas de açúcar e derivados entre 2010 e 2028 e de aproximadamente 9 milhões de toneladas por ano logo após o término dos investimentos.
"O anúncio deste contrato é bastante positivo para a companhia. Lembramos que a participação de mercado da ALL no transporte de açúcar é um dos menores da empresa (entre 15% e 20%) e, por conta disso, há grande oportunidade de crescimento neste segmento", afirmou a corretora.
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Parceria entre ALL e Cosan é positiva
terça-feira, 10 de março de 2009
Cosan e ALL assinam contrato para transportar açúcar
Por 09 de Março de 2009 | 11:02
A Cosan firmou contratos de longo prazo entre sua controlada indireta Rumo Logística e a América Latina Logística (ALL) para transporte de açúcar a granel e outros derivados. Em comunicado enviado ao mercado, a empresa sucroalcooleira diz que o acordo levará à expansão da capacidade operacional ferroviária da ALL por meio de investimentos em via permanente, pátios, vagões, locomotivas e terminais a serem realizados pela Rumo na malha da ALL.
A Rumo deverá investir em um sistema de transporte ferroviário, apoiado na operação da ALL, o valor de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Do total, R$ 535 milhões irão para a duplicação, ampliação e melhoria da via permanente e pátios do corredor ferroviário paulista Bauru-Santos. Outros R$ 435 milhões vão para aquisição de até 79locomotivas e 1.108 vagões HPT com capacidade de 30 toneladas por eixo e mais R$ 206 milhões serão destinados à construção e ampliação dos terminais. Em contrapartida ao investimento, a ALL garantirá, no transporte, curva de volume mínimo, chegando a 1,09milhão de toneladas por mês a partir do quarto ano.
Também vai assegurar prática de tarifas competitivas em relação ao modal rodoviário, gestão das obras e indicação dos fornecedores de locomotivas e vagões e pagamento de aluguel dos equipamentos em valor proporcional ao transporte efetivo de açúcar e derivados. Com a implementação do investimento da Rumo, a ALL terá capacidades operacionais adicionais crescentes para a prestação do serviço de transporte, que serão proporcionais ao investimento anual a ser executado pela Rumo.
No primeiro ano, a capacidade será de 545 mil toneladas (t), no segundo de 666 mil t, no terceiro de 787 mil t, no quarto de 1.090 mil t e no quinto de 1.112 mil t. Os contratos preveem o transporte com destino ao Porto de Santos (SP) de aproximadamente 9 milhões de toneladas por ano após a conclusão do investimento e 184 milhões de toneladas de produto no período de 2010 a 2028, caso as condições contratuais sejam implementadas. Essa quantidade adicional assegura um crescimento significativo, visto que no ano de 2008 o volume total transportado pela ALL foi de apenas 2 milhões de toneladas de açúcar e derivados.
Esse projeto fará com que a Rumo possa explorar o potencial futuro de seu terminal portuário de açúcar, que é o maior do mundo, com capacidade estática de armazenagem de 435 mil toneladas e capacidade anual de embarque de 15 milhões de toneladas de açúcar ou grãos, operando, além de granéis sólidos, açúcar ensacado.
A Cosan firmou contratos de longo prazo entre sua controlada indireta Rumo Logística e a América Latina Logística (ALL) para transporte de açúcar a granel e outros derivados. Em comunicado enviado ao mercado, a empresa sucroalcooleira diz que o acordo levará à expansão da capacidade operacional ferroviária da ALL por meio de investimentos em via permanente, pátios, vagões, locomotivas e terminais a serem realizados pela Rumo na malha da ALL.
A Rumo deverá investir em um sistema de transporte ferroviário, apoiado na operação da ALL, o valor de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Do total, R$ 535 milhões irão para a duplicação, ampliação e melhoria da via permanente e pátios do corredor ferroviário paulista Bauru-Santos. Outros R$ 435 milhões vão para aquisição de até 79locomotivas e 1.108 vagões HPT com capacidade de 30 toneladas por eixo e mais R$ 206 milhões serão destinados à construção e ampliação dos terminais. Em contrapartida ao investimento, a ALL garantirá, no transporte, curva de volume mínimo, chegando a 1,09milhão de toneladas por mês a partir do quarto ano.
Também vai assegurar prática de tarifas competitivas em relação ao modal rodoviário, gestão das obras e indicação dos fornecedores de locomotivas e vagões e pagamento de aluguel dos equipamentos em valor proporcional ao transporte efetivo de açúcar e derivados. Com a implementação do investimento da Rumo, a ALL terá capacidades operacionais adicionais crescentes para a prestação do serviço de transporte, que serão proporcionais ao investimento anual a ser executado pela Rumo.
No primeiro ano, a capacidade será de 545 mil toneladas (t), no segundo de 666 mil t, no terceiro de 787 mil t, no quarto de 1.090 mil t e no quinto de 1.112 mil t. Os contratos preveem o transporte com destino ao Porto de Santos (SP) de aproximadamente 9 milhões de toneladas por ano após a conclusão do investimento e 184 milhões de toneladas de produto no período de 2010 a 2028, caso as condições contratuais sejam implementadas. Essa quantidade adicional assegura um crescimento significativo, visto que no ano de 2008 o volume total transportado pela ALL foi de apenas 2 milhões de toneladas de açúcar e derivados.
Esse projeto fará com que a Rumo possa explorar o potencial futuro de seu terminal portuário de açúcar, que é o maior do mundo, com capacidade estática de armazenagem de 435 mil toneladas e capacidade anual de embarque de 15 milhões de toneladas de açúcar ou grãos, operando, além de granéis sólidos, açúcar ensacado.
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