sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Sadia pode receber R$ 1 bi do BNDES

A Sadia negocia com o BNDES um aporte de capital de até R$ 1 bilhão, segundo o Valor. A empresa confirma as conversas com o banco, mas desmente a informações sobre o total de recursos que poderiam ser injetados. A injeção de recursos ajudaria a empresa a aliviar a pressão sobre o caixa, já que suas dívidas de curto prazo são pesadas e caras: cerca de R$ 1 bilhão, com custo de 125% do CDI.

A corretora Brascan estima que a Sadia perdeu R$ 2,5 bilhões com os derivativos de câmbio. Já para a Ativa, além do aporte do BNDES, há três saídas para a empresa: venda de ativos, emissão de ações e o aporte de recursos de um sócio estratégico.

Governo pretende comprar e repassar casas

Através de licitações, o governo brasileiro pretende comprar moradias populares de construtoras de todos os portes para refinanciá-las pela Caixa Econômica Federal e repassá-las a famílias com renda entre R$ 1.200 e R$ 2.200. Isto faz parte de um pacote que será anunciado semana que vem onde possui o objetivo manter aquecido o setor de construção civil voltado a famílias de baixa renda. O governo pretende financiar a construção de 1 milhão de novas casas até dezembro de 2010.

Vale vende participação na Usiminas

A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS ("Usiminas") comunica que foi novamente notificada pela Vale - Companhia Vale do Rio Doce ("Vale") sobre a intenção deste acionista de vender sua participação no capital social da Usiminas, a exemplo do que já ocorrera por ocasião do Comunicado ao Mercado (Usiminas) de 26.5.2008. A Vale, proprietária de 5,89% das ações ordinárias da Usiminas, informa que pretende realizar a venda aos acionistas Nippon Steel Corporation e Nippon Usiminas Co., Ltd., integrantes do bloco de controle, facultando aos demais membros daquele bloco o exercício do direito de preferência, nos prazos e condições previstos no respectivo Acordo de Acionistas. A carta da mineradora informava, ainda, que a concretização da alienação estará sujeita às competentes aprovações societárias das partes envolvidas. Na presente data, a Nippon Steel Corporation e a Nippon Usiminas Co., Ltd. confirmaram a informação de que pretendem adquirir as ações ordinárias de emissão da Usiminas detidas pela Vale e, adicionalmente, esclareceram que a transação segue sujeita à aprovação final do Conselho de Administração da Vale.

Furlan volta à Sadia após perda de R$ 760 milhões

06.10.2008 18h02

Ex-ministro diz a EXAME que retorna à empresa para recuperar a confiança do mercado

Portal EXAME Seis anos após deixar a Sadia para comandar o Ministério do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan reassumiu a presidência do conselho de administração da empresa, uma das maiores fabricantes de alimentos do país. Conforme EXAME antecipou, o retorno de Furlan é uma resposta às perdas de 760 milhões de reais com apostas equivocadas em derivativos, anunciadas pela Sadia ao mercado há duas semanas. Desde então, as ações da empresa, que valiam mais de 10 reais, passaram a oscilar entre 5 e 6 reais e fecharam cotadas a 5,60 reais nesta segunda-feira.

Furlan vai substituir Walter Fontana Filho, que recentemente apresentou sua carta de renúncia. Fontana sai desgastado do episódio, já que era a ele que Adriano Ferreira, então diretor financeiro, respondia - e não a Gilberto Tomazoni, presidente executivo da economia. Ferreira foi demitido após o conselho descobrir que ele havia apostado na queda do dólar um montante de recursos muito superior ao necessário para cobrir eventuais prejuízos da Sadia com a variação cambial - contrariando as regras do estatuto da companhia.

Com a alta do dólar, a Sadia teve de desmontar as operações e assumir o prejuízo. A empresa também contratou a consultoria KPMG para fazer uma auditoria em suas contas e descobrir se houve falhas nos controles internos de operações financeiras. Os primeiros relatórios sobre o caso devem ser entregues até o final da próxima semana. "O Walter decidiu se afastar do conselho para dar total transparência e tranqüilidade à auditoria", diz Furlan. "Vamos buscar dar tranqüilidade ao mercado e mostrar que a Sadia continua sendo uma empresa forte, uma grande empregadora e a sétima maior exportadora do país."

Segundo ele, a empresa tem 1,5 bilhão de reais em caixa, dinheiro suficiente para manter seu plano de investimentos, que prevê a inauguração de seis novas fábricas nos próximos meses. Juntas, essas seis operações vão elevar o faturamento da Sadia em 4 bilhões de reais em 2010.

O principal desafio de Furlan é reconquistar a confiança do mercado nos resultados. Na semana passada, a Merrill Lynch recomendou aos investidores trocar o investimento em ações da Sadia pelas da Perdigão. A corretora Planner divulgou relatório nesta segunda-feira no qual recomenda a venda de ações da Sadia porque o episódio "pôs em dúvida sua credibilidade" e pode "levar ao engessamento de sua atividade e à perda de participação de mercado". "A companhia deverá revisar os projetos de investimentos para 2009", afirma o relatório.

Apesar de a empresa ter conseguido um crédito de 900 milhões de reais junto ao Banco do Brasil no mês passado, a Planner acredita que a Sadia terá necessidade de captar novos recursos. "Em razão da instabilidade provocada pela crise de confiança do sistema financeiro dos Estados Unidos e o seu contágio para o mercado global, (...) a elevação da taxa de juros destes empréstimos impactará negativamente sobre as operações de financiamento da companhia", diz o relatório.

Além da Sadia, a Aracruz também teve problema semelhante com apostas na desvalorização do dólar. A fabricante de celulose informou que teria um prejuízo ainda maior se desmontasse as operações no final de setembro: 1,95 bilhão de reais. A empresa, no entanto, não revelou se já se desfez desses contratos ou se mantém as apostas na queda do dólar. Assim como a Sadia, a Aracruz também afastou o diretor financeiro, Isac Zagury. Já a CSN informou que terá um lucro menor com derivativos ligados à cotação de suas ADRs (papéis negociados nos Estados Unidos). A siderúrgica também informou que o efeito em seu balanço do terceiro trimestre será apenas contábil - e não vai reduzir o caixa.

Sadia perde cerca de R$ 2,5 bi com câmbio em 2008, diz Brascan

27.01.2009 09h09

Empresa continuou a desmontar contratos de derivativos e reduziu posição vendida em dólar nos últimos meses.

Portal EXAME A Sadia deve ter registrado uma perda financeira de cerca de 2,5 bilhões de reais no ano passado principalmente devido a apostas em derivativos de câmbio, segundo estimativa da corretora Brascan. O montante seria bem superior ao inicialmente divulgado pela empresa em setembro de 2008: 760 milhões de reais. A própria empresa já divulgou que suas perdas seriam bem maiores que o inicialmente divulgado, mas o prejuízo total só será conhecido quando todos os contratos de câmbio tiverem sido desmontados.

No terceiro trimestre, as perdas financeiras da Sadia somaram 1,2 bilhão de reais. O último balanço divulgado pela empresa mostra que ao final de setembro a exposição líquida a contratos futuros de dólar totalizava 2,4 bilhões de reais. Isso equivale a 10 meses de exportação da Sadia e, portanto, fica acima do teto de seis meses estabelecido em estatuo para o hedge de suas operações de comércio exterior.

Desde então, a Sadia tem reduzido gradativamente essa exposição. A empresa informou que no último dia 19 a exposição líquida era de 487 milhões de reais. Para a Brascan, o vencimento de alguns contratos e o aumento das posições compradas em dólar permitiram a redução da exposição à variação da moeda americana.

O custo dessa operações, entretanto, foi alto. A Brascan acredita que o caixa da Sadia encolheu de 2,3 bilhões de reais ao final de setembro para 1 bilhão de reais agora. Por enquanto, essa redução de 1,3 bilhão de reais será apenas contábil, já que será lançada no balanço da Sadia no balanço do quarto trimestre (ainda não-divulgado), mas os contratos serão efetivamente liquidados durante o ano de 2009.

A dívida líquida da Sadia deve ter encerrado o ano passado em 4,7 bilhões de reais, equivalente a 3,9 vezes seu Ebitda (lucro antes de impostos e amortizações). Em geral, empresas cuja dívida supera 2,5 vezes o Ebitda não são consideradas grau de investimento. Apesar do alto endividamento, a Brascan estima que a Sadia invista 550 milhões de reais em 2009 para a conclusão dos projetos em andamento. Trata-se de uma forte redução dos investimentos se comparado ao montante estimado para 2008 (1,6 bilhão de reais).

Vendas

Em relatório, a Brascan estima que as exportações da Sadia tenham um crescimento de 5,2% em 2009. Após um fraco primeiro trimestre, as vendas ao exterior cresceriam gradativamente. A margem Ebtida da empresa ficaria praticamente estável em 11,2%, já que a queda internacional do preço dos grãos verificada desde o ano passado será revertida ao longo de 2009 com a seca na região Sul e na Argentina.

Com base nesses números, a Brascan reduziu o preço-alvo das ações preferenciais da Sadia (SDIA4) de 11 reais para 5,10 reais. Os papéis fecharam cotados a 3,26 reais nesta segunda-feira, uma baixa de 2,69%. Apesar do potencial de alta de 56,4%, a Brascan acredita que as ações terão um desempenho dentro da média da Bovespa até o final de 2009 (marketperform).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

PESQUISA REUTERS - Preço do minério de ferro deve cair 30% em 2009

28 de Janeiro de 2009 11:58

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Por Humeyra Pamuk e Miyoung Kim

LONDRES/SEUL (Reuters) - O preço do minério de ferro deve cair em 2009, após seis anos de alta, por causa da redução da demanda, especialmente no setor siderúrgico, segundo pesquisa feita pela Reuters.

Será o fim de uma fase de prosperidade para mineradoras como BHP Biliton, Rio Tinto e a Vale, que no ano passado conseguiram uma alta de preços que, com exceção da brasileira, se aproximou de 100 por cento. O trio controla quase três quartos do mercado mundial do minério de ferro embarcado, ou cerca de 800 milhões de toneladas.

A pesquisa Reuters --resultado de entrevistas com 15 analistas na semana passada-- mostrou que o minério de ferro australiano deve sofrer queda de 30 por cento nos contratos negociados neste ano. Até outubro, os analistas ainda previam estabilidade em relação aos preços de 2008.

"Após seis aumentos consecutivos, totalizando quase 400 por cento, os preços do minério de ferro certamente vão cair, devido a um forte colapso da demanda," disse em relatório a analista Christina Lee, da consultoria Macquarie.

As negociações entre mineradoras e siderúrgicas para estabelecer o preço-padrão dos contratos de minério de ferro habitualmente são duras, longas e ressentidas, e para 2009/10 não deve ser diferente.

"Mesmo com uma correção de 40 por cento no preço dos contratos, será o segundo maior preço do minério de ferro na história, e esta é uma das piores recessões que testemunhamos nos últimos 40 anos," disse Daniel Brebner, diretor global de commodities do banco UBS.

ABUNDÂNCIA

De acordo com os analistas, as mineradoras devem reduzir sua produção para conter a oferta e tentar equilibrar o mercado, evitando um declínio mais acentuado nos preços.

Mas provavelmente prevalecerá a redução da demanda no setor siderúrgico, já que a crise afeta setores especialmente ligados ao aço, como as indústrias da construção civil e automobilística.

Analistas dizem que as mineradoras já cortaram a produção do minério de ferro, mas que isso não impede que haja uma abundância de matéria-prima no mercado.

"Não houve suficientes cortes no minério de ferro pelo lado da oferta", disse Brebner, do UBS. "Vimos cortes significativos no aço (...), que devem criar uma superoferta significativa do minério de ferro e, portanto, pressionar o preço (para baixo)."

O setor siderúrgico, que movimenta 800 bilhões de dólares por ano, está sendo atingido desde meados de 2008, quando o prelo do aço entrou em queda livre levando as empresas a reduzirem a produção, demitir funcionários e arquivar planos de investimentos.

A produção global de aço despencou mais de 24 por cento no último trimestre de 2008. Enquanto isso, a produção de minério de ferro da Vale e da Rio Tinto tiveram quedas de respectivamente 21 e 18 por cento.

Desde março de 2008, o preço do minério de ferro pré-embarque já caiu cerca de 60 por cento. Isso impossibilitou as mineradoras de aumentarem os preços com o mesmo apetite que no ano anterior.

Grandes siderúrgicas asiáticas, como a japonesa JFE, reivindicam que os preços pelo menos voltem aos padrões de 2007/08, o que significa uma queda de até 45 por cento no preço do minério de ferro.

Mas a Macquarie estima que isso não acontecerá, porque nos atuais valores já há uma redução de quase 80 dólares por tonelada em relação ao preço recorde do ano passado, quase 200 dólares/tonelada, e que esse preço é bastante atrativo diante da redução de oferta promovida por grandes mineradoras chinesas.

MAIS FLEXIBILIDADE?

O diferencial de frete entre o minério de ferro brasileiro e o australiano levou a uma rara divergência no preço-padrão de 2008, intensificando as discussões sobre mecanismos alternativos de preços.

Algumas mineradoras querem se livrar do sistema tradicional de preços-padrão, substituindo-o por um mecanismo mais flexível, que consiga um melhor alinhamento com as dinâmicas dos mercados do ferro e do aço.

Vários analistas acham que as siderúrgicas vão querer manter o sistema atual, já que ele cria alguma estabilidade num momento de preços voláteis --embora, na opinião de alguns analistas as siderúrgicas possam estar dispostas a aceitar uma maior flexibilidade.

"Nossa visão é de que isso deixa o caminho aberto para que os produtores australianos de minério de ferro imponham contratos mais híbridos, com vinculações aos preços-padrão, a índices e ao valor para entrega imediata", disseram os analistas do Real Banco da Escócia.

"Da perspectiva dos consumidores, isso pode não ser ruim, porque lhes permitiria reduzir o custo do minério de ferro se a demanda cair mais, além de capturar alguns benefícios do frete mais barato", disse o banco.

Em setembro, a Rio Tinto disse que planejava mais contratos de entrega imediata em 2009, enquanto a BHP Billiton defendeu a substituição do atual sistema de preços-padrão por um mecanismo de preços indexados.

A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, disse em setembro que apoiará o sistema de preços-padrão, já que ele cria uma certa estabilidade.

Rio Tinto, BHP Billiton e ArcelorMittal foram recentemente procuradas pela Reuters, mas não quiseram comentar a situação.

Obama finalmente começa a agir para combater a crise americana

28.01.2009 12h54

Aprovação de pacote de 825 bilhões de dólares no Congresso é o primeiro teste do novo presidente

Portal EXAME Uma semana após a posse, o novo presidente americano, Barack Obama, iniciou sua primeira ofensiva para conter a crise econômica de seu país. Todos os esforços estão voltados, neste momento, para convencer o Congresso a aprovar um novo pacote de estímulo, avaliado em 825 bilhões de dólares. A votação na Câmara deve ocorrer na tarde desta quarta-feira (28/1). Em linhas gerais, o pacote é dividido em três grandes partes: 365,6 bilhões de dólares serão gastos em projetos de infraestrutura, como a construção de pontes e a recuperação de estradas; 180 bilhões irão para programas de geração de emprego e assistência médica; e outros 275 bilhões serão destinados para estímulos fiscais.

Para aprovar o pacote, Obama encontrou-se com líderes republicanos da Câmara nesta terça. Seu partido, o democrata, detém a maioria nesta casa, mas o novo presidente espera dar uma demonstração de força no início do governo, ao convencer alguns deputados da oposição a votarem pelo plano. A principal crítica dos republicanos à proposta é o aumento dos gastos do governo para estimular a economia. Tradicionalmente, o partido defende cortes de impostos e mais liberdade para as empresas, a fim de que o mercado se reequilibre.

O Congresso trabalha também sob pressão das circunstâncias. Na última semana, mais 70.000 vagas foram fechadas no país - e os dados mostram que o desemprego mensal cresceu em todos os estados americanos. A presidente da Câmara, a democrata Nacy Pelosi, também se manifestou a favor do novo plano de socorro. Pelosi afirmou que ele permitirá a criação de empregos, cortes de impostos e mais transparência para os contribuintes sobre como seu dinheiro está sendo usado.

Outro complicador político é que o Senado, sempre mais resistente, está analisando uma versão própria do plano de ajuda. Embora os pontos sejam muito parecidos, a aprovação de dois projetos - um pelos senadores, outro pelos deputados - exigirá a unificação do projeto na votação final. Os analistas políticos acreditam que a versão definitiva será muito semelhante à da Câmara. Para agradar os senadores, Obama deve ceder em algumas questões de corte de impostos. Os articuladores do governo esperam aprovar a lei e levá-la à sanção presidencial até meados de fevereiro.

Lobbies

Os detalhes do pacote ainda não estão fechados. Por isso, vários setores produtivos pressionam para ganhar mais recursos na divisão final do bolo. A indústria de concreto defende que os gastos de infra-estrutura priorizem a construção de pontes e viadutos - obras que, tradicionalmente, consomem mais do seu material. Já a indústria de asfalto prega que os recursos devem ser canalizados para a recuperação e abertura de estradas.

O setor de energia alternativa - que sempre freqüentou os discursos de Obama durante a campanha como um dos que podem mudar o perfil da economia do país - teme que não esteja recebendo verbas suficientes. A maior queixa vem dos produtores de painéis de energia solar. Mas, mesmo no seio desse setor, há divisões. Os fabricantes de equipamentos para energia geotérmica, por exemplo, estão satisfeitos com o que devem receber do governo.
Até setores mais tradicionais tentam interferir na divisão do dinheiro. Um caso é o do setor calçadista, que deseja abolir a taxa de importação para matérias-primas sintéticas e outras.

Derivativos tóxicos

Em paralelo, a equipe econômica continua estudando uma forma de remover do sistema financeiro os derivativos tóxicos ainda em circulação. Esses papéis são os principais fatores que geram desconfiança no mercado, e travam o escoamento do crédito.

Uma proposta que está ganhando força é a da criação de um "banco ruim", que compraria esses títulos. Em Washington, a Federal Deposit Insurance Corp (FDIC), companhia estatal de securitização, é uma das mais cotadas para administrar o banco, segundo pessoas que acompanham as negociações. Uma proposta seria obrigar os bancos com títulos tóxicos a emitir ações ou títulos conversíveis, que ficariam em poder do FDIC.

Com Wall Street Journal, Bloomberg e CNN Money.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Como se tornar uma referência em seu mercado de atuação

Por: Karin Sato23/01/09 - 10h54InfoMoney

SÃO PAULO - Um grupo de homens vivia acorrentado dentro de uma caverna fechada, desde a infância. Apenas uma fresta permitia a entrada de luz. O fogo, aceso do lado de fora da caverna, projetava sombras e, do mundo "real", era tudo que eles viam, já que não podiam mover a cabeça. Todas as vezes que as pessoas fora da caverna falavam, a parede do fundo da prisão produzia eco. Como resultado, os prisioneiros atribuíram realidade às sombras.

Certo dia, um dos prisioneiros conseguiu se libertar. Ele caminhou em direção à luz e, ao sair da caverna, logo descobriu a verdade. No mito da caverna, Platão supõe que os homens se prendem a falsas crenças e, quando um deles aprende algo sobre a realidade, pode não ser compreendido.

Mas, se naquela época quem enxergava além corria o risco de ser malvisto, hoje os tempos são outros. Na era do conhecimento, quem sabe mais, geralmente, é admirado, reconhecido, tem uma carreira de sucesso. Após tantas descobertas em todas as áreas, o homem se convenceu de que não sabia de tudo e então a informação se transformou num bem precioso, e sem preço.

O que o sucesso tem a ver com o mito da caverna?
Em todos os campos de atuação, há profissionais que são referências, seja na arquitetura, economia, jornalismo, direito, publicidade ou moda. Não raro, os estudantes universitários almejam trabalhar com pessoas que admiram, para adquirir um pouco do conhecimento e da experiência delas.

Como esses profissionais se tornaram uma referência no mercado? Que passos eles deram para chegar lá? De acordo com o administrador e palestrante Jerônimo Mendes, autor do livro "Oh, Mundo Cãoporativo!", um dos diferenciais das pessoas bem-sucedidas é a atuação em benefício coletivo.

Em outras palavras, esses profissionais agem em prol do bem comum e não pensam somente em si próprios, no dinheiro ou no prêmio que irão ganhar, de maneira que encontram um canal direto com o público.

"Os profissionais que são referências, a certa altura de suas carreiras, conseguiram identificar a solução para dilemas comuns da sociedade. É o caso de escritores como Roberto Shinyashiki, do palestrante Max Gehringer, e do jornalista Luis Nassif, com os quais muitas pessoas se identificam", explica Mendes. Pode-se dizer, então, que, para ser referência, é preciso ser aquele homem que saiu da caverna e descobriu a verdade. Mas, mais do que isso, que quis compartilhar o pouco que sabia com os demais. A realidade não se resumia àquelas sombras, que eram tudo que conheciam.

A dedicação
De acordo com o especialista, para ser referência, é importante ainda dominar o assunto com o qual se lida, se envolver e se apaixonar pelo que faz a ponto de transformá-lo numa missão de vida. Apenas dominar o assunto basta? Não, pois muita gente domina o mesmo assunto. "Para ser referência no mercado, em algum ponto, é necessário ser melhor do que os demais, e isso exige dedicação e persistência".

Além disso, segundo Mendes, quando você é bom no que faz e gosta da profissão, parece que "o mundo conspira a seu favor". Confira o que, segundo ele, é necessário para atingir o topo de seu mercado:

Domínio do assunto com profundidade;

Networking: desenvolver um bom relacionamento com as pessoas que cruzam seu caminho;

Atingir um número significativo de pessoas, ou seja, agir em prol do bem coletivo;

Dedicação e envolvimento.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Petróleo em alta e nova descoberta

Com todos os fatores a favor, a Petrobras viu suas ações marcarem a segunda maior valorização de 2009, perdendo apenas para a performance do último dia 2. E assim como naquele dia, a disparada dos contratos futuros de petróleo figurou como um dos principais catalisadores para os papéis.Paralelamente, o noticiário também ajudou com referências favoráveis envolvendo a companhia. Uma das manchetes que impulsionou os ativos foi a descoberta de petróleo feita pelo consórcio formado pela estatal em uma das áreas com mais potencial do pré-sal da Bacia de Santos.Apesar de não ter sido informado o volume da nova reserva, uma vez que a perfuração do poço pioneiro ainda não foi concluída, os analistas do BB classificaram a notícia como "extremamente favorável", visto que as previsões são de que as reservas neste bloco sejam da mesma magnitude da encontrada na área de Tupi.

PETRÓLEO: Barril opera cotado a US$ 44,12 em Nova York

SÃO PAULO, 22 de janeiro de 2009 - O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em março, operava há instantes com alta de 1,31%, cotado a US$ 44,12 na Bolsa de Mercadorias de Nova York


O avanço nos preços do petróleo é incentivado pela especulação de que as ações governamentais contra a crise financeira internacional estimularão o crescimento da economia mundial, inclusive da demanda por combustíveis. Além disso, a queda do dólar também eleva o apetite por investimentos em commodities. (Redação - InvestNews)

Em ação generalizada, Fitch rebaixa ratings de Cyrela, Even, Gafisa e Trisul

Em uma ação generalizada nesta quarta-feira (21), a agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings em escala nacional das seguintes construtoras brasileiras: Cyrela, Even, Gafisa e Trisul. Além da redução, todas as notas foram colocadas em perspectiva negativa.A expectativa da Fitch é de que a performance financeira dessas empresas permaneça pressionada em 2009. "Devido aos menores volumes de lançamentos, a expectativa é de decréscimo na geração de Ebitda e nas margens, assim como de aumento no nível de estoque. Além disso, possíveis descontos nos preços de venda dos imóveis afetariam a rentabilidade, embora isto ainda na tenha sido verificado até o momento", avalia a agência.Ela ainda prevê que a alavancagem continuará pressionada neste ano e ressalta que com a significativa escassez das linhas de crédito, as empresas atualmente usam caixa para cobrir custos operacionais, de construção e com propaganda, o que têm reduzido suas posições de liquidez no mercado.Por outro lado, a instituição avalia que a consolidação do setor imobiliário brasileiro é uma possibilidade real desde que a retração continue, lembrando que a linha de crédito de R$ 3 bilhões disponibilizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que prevê fundos para a aquisição de projetos de empresas em dificuldades pode contribuir neste sentido.

Preços do aço: prontos para subir?

21 de Janeiro de 2009 11:08


LONDRES (Reuters) - O pior já pode ter acontecido para os deprimidos preços do aço. A lenta melhora na Europa é um sinal cada vez mais forte de que o movimento de consumo de estoques da indústria de 800 bilhões de dólares está perto do final.

Mas analistas não se atrevem a falar em recuperação sustentada pela fraca demanda do aço e uma recuperação concreta não é esperada para antes do final do ano, se não for em 2010.

"Não estamos prevendo novas grandes quedas (no preço) e nem, por outro lado, estamos esperando uma rápida recuperação", disse John Lichtenstein, diretor global de aço da consultoria Accenture.

A demanda por aço e os preços despencaram ao redor do mundo depois que a crise global de crédito paralisou o poder de compra dos consumidores e também forçou produtores a cortar atividade de maneira acentuada.

Foi essa rápida resposta de oferta das siderúrgicas que removeu milhões de toneladas de capacidade do mercado. Juntando isso com o fato de detentores de estoques terem quase eliminado seus inventários nos últimos seis meses, os preços provavelmente acabarão por encontrar um piso.

"Houve uma considerável queda nos estoques em toda a cadeia de suprimentos e isso está acabando", disse Lichtenstein.

"Qualquer melhora na atividade do usuário final vai fluir para as usinas e aumentar encomendas e, conforme os intermediários ganham alguma confiança, vão começar um modesto movimento de estocagem", disse o analista.

Em outubro, operadores do mercado de aço da Alemanha Coutinho & Ferrostaal estimaram que havia cerca de 3 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos em estoques em armazéns e portos no Oriente Médio e região do Mar Negro.

Em dezembro, participantes de uma conferência do setor de siderúrgia realizada em Dubai, informaram que os níveis e estoques no Oriente Médio caíram para abaixo da marca de 1 milhão de toneladas.

Os preços de tarugos de aço, forma semi-acabada de aço longo usado principalmente em construção, subiram acima dos 400 dólares a tonelada no mercado do Mar Negro recentemente, depois de terem recuado a níveis de 350 dólares no final de outubro.

O preço de bobina a quente na Europa está atualmente acima dos 450 euros, depois de ter operado a 400 euros por tonelada no final de outubro.

O 'boom' da construção no Oriente Médio, aliado a uma demanda insaciável da China tinha elevado os preços dos tarugos para níveis recordes acima dos 1.200 dólares a tonelada em junho do ano passado.

Mas grandes cortes de produção de siderúrgicas importantes como ArcelorMittal, Severstal e Posco, sustentaram os preços, afirmam vários analistas.

"De acordo com minhas estimativas, eles tiraram cerca de 90 milhões de toneladas de produção nos últimos quatro meses do ano", disse Peter Fish, diretor da consultoria britânica MEPS International.

Copom corta juro em 1,0 ponto, ritmo maior que o usual

21 de Janeiro de 2009 19:13


BRASÍLIA (Reuters) - O Comitê de Política Monetária (Copom) optou nesta quarta-feira por um corte de 1,0 ponto percentual do juro básico brasileiro, ritmo não visto desde o final de 2003.

Na primeira redução desde setembro de 2007, a Selic caiu para 12,75 por cento ao ano. A decisão foi por cinco votos a três, sendo que os dissidentes defenderam uma redução de 0,75 ponto percentual.

"Com isso, o comitê inicia um processo de flexibilização da política monetária realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros, sem prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação", apontou em nota o Copom.

Pesquisa da Reuters feita na semana passada já apontava a previsão de que o ciclo de afrouxamento monetário seria iniciado. Os analistas, no entanto, estavam divididos entre corte de 0,50 e de 0,75 ponto percentual.

Nos últimos dias, no entanto, surgiram apostas de que era possível um corte de até 1,0 ponto.

"O tamanho da desaceleração (da economia) que o Copom está enxergando é muito grande. A situação é bastante crítica... É um sinal muito forte para coordenar as expectativas", avaliou Roberto Padovani, economista-chefe do Banco WestLB do Brasil.

(Por Ana Nicolaci da Costa; Texto de Daniela Machado; Edição de Alexandre Caverni)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sim, a crise ainda vai piorar...

Artigo: Sim, a crise ainda vai piorar...
19.01.2009 11h54

...mas não será desta vez que veremos o fim do capitalismo. Milhões de chineses, indianos, brasileiros e outros continuarão a ser participantes mais ativos no mercado do que jamais foram anteriormente e a impulsionar a economia global

Por Moisés Naím*

Portal EXAME O derretimento financeiro global é tão surpreendente quanto foram os ataques de 11 de setembro de 2001 às torres gêmeas. Afora isso, as duas calamidades são bem diferentes. O crash financeiro terá, indubitavelmente, conseqüências mais amplas, prejudicando mais pessoas em mais países. No entanto, o 11 de Setembro e o que veio em sua esteira podem oferecer um estudo de caso de algumas armadilhas a evitar quando uma calamidade dessas proporções acontece.

A lição mais importante do atentado terrorista em Nova York talvez seja que a reação dos Estados Unidos aos ataques teve conseqüências mais profundas do que os próprios ataques. Choques como o 11 de Setembro costumam provocar - na verdade, exigem - reações governamentais intensas, mas as conseqüências dessas reações persistem até muito depois do evento inicial. Essa lição se aplicará ao crash em curso: leis, instituições, restrições e incentivos motivados pelo salvamento do sistema financeiro moldarão nossas vidas por muito tempo depois que os efeitos da crise das hipotecas subprime se dissiparem. O perigo é que respostas governamentais desproporcionais ou mal concebidas possam exacerbar os problemas.

Considerem-se os desdobramentos inesperados da invasão do Iraque: o fortalecimento do Irã, o ressurgimento do Talibã e a menor capacidade de liderança dos Estados Unidos em tempos de crise global. No Iraque, onde os problemas mais espinhosos afloraram após uma ocupação militar bem-sucedida, também agora a administração pós-salvamento será crítica. O pesadelo do Iraque foi ampliado pelos erros cometidos em estratégia, provimento de pessoal, execução e controle dos esforços após a invasão. Da mesma maneira, o resgate financeiro poderá ser solapado por erros no desembolso dos fundos ou mesmo no provimento de pessoal das agências encarregadas de levar o salvamento adiante. Um dos legados dos ataques terroristas de 2001 foi o Departamento de Segurança Nacional, um mastodonte burocrático que virou um caso exemplar de reorganização falha após diretrizes vagas do Congresso adotadas às pressas. Um monstro burocrático parecido, originado por impulsos desesperados idênticos, pode surgir em conseqüência dessa crise financeira. Outra lição do 11 de Setembro é que os Estados Unidos precisarão de toda a ajuda que puderem obter de outros países para gerir a crise financeira.

Embora tanto o ataque terrorista quanto o crash das hipotecas subprime tenham ocorrido em solo americano, suas ramificações internacionais são enormes. Apesar de os contribuintes americanos terem de ficar com o ônus tanto do salvamento quanto de suas conseqüências, a assistência de autoridades reguladoras do Reino Unido à China será indispensável. De fato, uma lição do atentado ao World Trade Center é que a coordenação em níveis técnicos pode ser mais importante que declarações retóricas de chefes de Estado. Em 2001, enquanto o Congresso americano substituía as “batatas francesas” (como são chamadas as batatas fritas nos Estados Unidos) por “batatas da liberdade” e malhava a França por sua oposição à guerra no Iraque, as agências de inteligência dos dois países colaboravam de maneira estreita e eficaz. O mesmo aconteceu com outros serviços de inteligência em países cujos líderes faziam discursos ferozes denunciando o unilateralismo americano.

A colaboração técnica de burocratas governamentais - mantida por períodos longos e fora dos holofotes da mídia - será tão importante para sairmos bem desta crise financeira quanto a das cúpulas presidenciais. A maneira como os dirigentes de bancos centrais em Pequim e Moscou coordenarão as ações com seus congêneres em Washington e Frankfurt será um fator determinante.

Outro paralelo entre o 11 de Setembro e a crise financeira é que recursos públicos que não estavam disponíveis para outras necessidades importantes (sistema de saúde, educação, pobreza) de repente se materializam. A gravidade da ameaça e a necessidade de agir rápida e energicamente provocam um clima no qual se torna aceitável - e até desejável - tomar decisões em que dinheiro não é problema.

Essa desconsideração por restrições orçamentárias é uma manifestação de outro ensinamento do atentado: o entusiasmo por “um novo paradigma” e o desdém por idéias e instituições antigas. A convicção de que uma nova realidade tornou obsoletos princípios e idéias antes cultivados é perigosa. Ela conduz à suposição de que tudo é possível, de que as velhas idéias já eram e de que conceitos absolutamente novos e não testados são indispensáveis.

Idéias ousadas, temerárias até, são buscadas e celebradas. Essa abordagem nos trouxe não só a guerra no Iraque como o centro de detenção na baía de Guantánamo, a erosão das liberdades civis, o desprezo pelas convenções de Genebra e a depreciação de mecanismos normalmente usados para controlar gastos públicos, vistos como incômodos burocráticos inaceitáveis. Agora, o salvamento financeiro nos dará a maior empresa financeira estatal do planeta, mudanças drásticas nos regulamentos do mercado e um sistema bancário que terá pouca semelhança com o que existia há poucos meses.

A busca de um novo paradigma para substituir crenças e instituições pré-crash está levando muitos a concluir que o capitalismo em estilo americano está morto. “A idéia de um mercado todo-poderoso sem nenhuma regra e sem intervenção política é insana”, disse o presidente francês, Nicolas Sarkozy, acrescentando que “a auto-regulação terminou. O laissez-faire terminou”. Henry Paulson, secretário do Tesouro americano, concordou: “O capitalismo bruto terminou”. Com toda a certeza, o crash revelou a necessidade de fiscalização e de regulamentações financeiras mais eficazes. Mas a adoção dessas medidas não marcaria o fim do capitalismo. Milhões de chineses, indianos, brasileiros e outros continuarão a ser participantes mais ativos na economia global do que jamais foram anteriormente. E companhias de Seattle a Taipé e a Lyon continuarão inovando e investindo, comprando e vendendo.

Inevitavelmente, a crise financeira será vista como mais um sinal de que os Estados Unidos estão em declínio: “Os americanos perderão seu status de superpotência do sistema financeiro mundial. O mundo jamais será o mesmo”, disse o ministro alemão da Fazenda a seu Parlamento no fim de setembro. Quase as palavras exatas pronunciadas após o 11 de Setembro. Mas, apesar de o mundo certamente ter mudado, ele o fez de muito menos maneiras que os comentaristas previam. Sim, esta crise financeira vai transformar profundamente a economia global e terá conseqüências mais profundas e mais duradouras que os atentados às torres. Mas ela nem marca o fim do capitalismo nem o início do fim dos Estados Unidos.

*Moisés Naím é editor-chefe da revista Foreign Policy

Aço: alta nos preços na China é bom sinal para setor brasileiro, segundo a Link

Aço: alta nos preços na China é bom sinal para setor brasileiro, segundo a Link

Por: Equipe InfoMoney19/01/09 - 19h28InfoMoney

SÃO PAULO - A Link Investimentos avaliou como positiva para os setores siderúrgico e minerador, incluindo o Brasil, a notícia de que a siderúrgica chinesa Baoshan Iron & Steel elevará os preços do aço em quase 8%, configurando o segundo aumento no mês.

Para os analistas, a recuperação dos preços no exterior pode representar um menor risco de entrada de aço importado no Brasil, atenuando a possibilidade de futuras quedas nos preços. Até o momento, somente a ArcelorMittal reduziu o valor de seus produtos.

"Mantemos nossa visão que o cenário para o mercado brasileiro está piorando agora, um pouco depois dos mercados internacionais, com parada na indústria em novembro e dezembro, aumento do desemprego e consequentes maiores preocupações com a economia. E para o setor siderúrgico não é diferente", reforçaram.

Por isso, as empresas do setor recebem recomendação neutra da equipe, com exceção da CSN (CSNA3), que para os analistas está subavaliada após venda de 40% da Namisa. Para os papéis da companhia é recomendada compra.

Mineração

A Link ressaltou que o aumento nos preços do aço na China revela uma recuperação da demanda e consequente melhora para a siderurgia local. Ademais, as companhias estão negociando o reajuste para o minério de ferro em 2009, sendo que preços mais elevados levam a uma correção mais positiva para elas.

Também pesando positivamente está o fato de que os estoques de minério na China estão diminuindo, indicando uma volta do consumo.

Com isso, a Vale (VALE3, VALE5) recebeu recomendação de compra, mesmo a Link projetando corte de 20% nos preços de seu minério de ferro este ano.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Situação “artificial”?

Setores em alta representam situação “artificial”

Siderurgia e construção se destacaram no avanço de 10,7% dos primeiros pregões do ano na Bovespa, o que não deve se repetir nos próximos meses

Mariana Segala - AE

A primeira sequência firme de altas em muito tempo na Bolsa de Valores de São Paulo levou seu principal índice de ações, o Ibovespa, a acumular avanço de 10,7% na primeira semana do ano – em parte já destruído pela queda forte de segunda-feira. As primeiras colocadas? Ações de empresas de siderurgia e construção, segundo levantamento da consultoria Economática para o portal AE Investimentos.

Entre os piores desempenhos, telecomunicações e energia elétrica. A razão para certos setores terem sobressaído, segundo especialistas, é mais trivial que vinculada a fundamentos: as ações estavam com preços baixos demais após os tombos do ano passado. Mas como não houve mudança repentina no cenário econômico, os destaques deste “rali de início de ano” não servem de medida para avaliar quais serão os setores vencedores ao longo de 2009.

Na média, ponderada pela liquidez, as ações de siderúrgicas e metalúrgicas subiram 22,3% nos seis primeiros pregões de 2009, segundo a Economática. As das empresas de construção civil, por sua vez, acumularam alta de 21,7%. Na ponta oposta, os piores desempenhos ficaram com os papéis das empresas de telecomunicações, que caíram 0,9%, e de energia elétrica, que não decolaram, registrando discreta alta de 1,4%.

“Por incrível que pareça, siderurgia e construção só subiram tanto porque caíram demais antes”, afirma o gestor de renda variável da Precision Asset Management, Manuel Roberto Bravo Caldeira. Em suma, havia dinheiro – principalmente estrangeiro – para ser aplicado e a opção foi pelos papéis com preços mais baixos. Até dia 8, os investidores de fora tinham trazido R$ 1,083 bilhão para a Bolsa. “O rali se deu pela procura de papéis que tivessem recuado bastante. O investidor esqueceu de verificar os fundamentos, para avaliar se tais empresas darão neste ano lucro consistente com o que estão valendo.”

Que o diga o setor de construção. As ações da Rossi Residencial, que subiram 31% e lideraram as altas da primeira semana de janeiro, encerraram 2008 com queda acumulada de 83,2% no ano. Da mesma forma, as ações da Gafisa, que avançaram 23,9% nos pregões iniciais de 2009, caíram 68,2% no ano passado. Mas o setor, segundo Caldeira, ainda deve sofrer neste ano. “Não acredito que qualquer construtora vá quebrar, mas acho que 2009 está comprometido por conta do custo do crédito para as empresas se financiarem e para o consumidor adquirir seu imóvel.”

Siderúrgicas

Veja também Metais tendem a recuperar preços com ajustes de índicesEntre as siderúrgicas a situação não é diferente. Os papéis da CSN, destaque no levantamento da Economática, com alta de 27,9%, recuaram 43,2% em 2008 – assim como os da Gerdau, que subiram 24,4% na semana passada, frente a uma queda de 39,9% no ano passado. Neste caso, alguns gatilhos ajudaram a disparar as ordens de compra deste ano. Além do remanejamento de carteiras de investimentos, por conta de revisões em índices internacionais de matérias-primas (commodities), houve também o “efeito China”. “Levantou-se a percepção de que os estoques de minério de ferro da China tinham caído e precisavam ser recompostos”, explica o gerente de pesquisa da corretora Planner, Ricardo Martirn. “O impacto do desempenho dos metais, que subiram nos mercados internacionais, foi favorável sobre as ações de siderurgia.”

Martins destaca que estes setores, abrindo 2009 em alta, representam uma situação “artificial”. “Os indicadores continuam mostrando um freio na atividade econômica. Não podemos considerar o avanço uma mudança de performance”, afirma. Ele ressalta que altos e baixos serão comuns neste ano, à medida que o tom do noticiário específico sobre os setores seja positivo ou negativo. “Quando as notícias forem boas, os preços convidativos de certas ações chamarão investidores.”

Apostas

No extremo oposto, telecomunicações e energia elétrica – que são considerados apostas dos analistas e consultores para 2009 – não se saíram lá muito bem no rali de janeiro. “Estes setores não andaram porque tinham caído pouco até agora”, afirma Caldeira. As ações da Eletrobrás, expoente do setor elétrico e aposta do gestor, por exemplo, descolaram da média da Bolsa e avançaram 17% no ano passado.

Ações como estas, ressalta Martins, foram apostas defensivas em 2008 – pois pertencem a empresas com boa geração de caixa e com pouca necessidade de investimento, o que as faz ter um desempenho quase que previsível. “Quando há um ‘gás’ em outros setores, o investidor sai da proteção e procura se beneficiar da arrancada.” Mas a tendência, afirma, é de que daqui para frente o cenário ruim e de dúvida estimule a volta para os papéis defensivos. Eles, portanto, devem ser os verdadeiros vencedores do ano.

Para os internautas que participaram de enquete no portal AE Investimentos, o setor que promete decolar em 2009 é o bancário (veja o resultado aqui). Os bancos ganharam com 26,5% dos votos, seguidos pelo setor de alimentos (15,5% dos votos) e o imobiliário (10,8%).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Feriados do mercado em 2009

Feriados do mercado em 2009

1º de janeiro – Confraternização Universal
23 de fevereiro – Carnaval
24 de fevereiro – Carnaval
10 de abril – Paixão de Cristo
21 de abril – Tiradentes
1º de maio – Dia do Trabalho
11 de junho – Corpus Christi
9 de julho – Revolução Constitucionalista
7 de setembro – Independência do Brasil
12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida
2 de novembro – Finados
20 de novembro – Consciência Negra
24 de dezembro – Véspera de Natal
25 de dezembro – Natal
31 de dezembro – Último dia do ano