29 de Maio de 2009 | 12:43
Vale informou que irá demitir entre 250 e 300 funcionários a partir do mês que vem. Segundo informações da mineradora, os trabalhadores que serão desligados são aposentados que ainda continuam trabalhando na empresa ou empregados próximos à aposentadoria.
A Vale não informou detalhamento sobre onde ocorrerão as demissões, apenas disse que os desligamentos englobam unidades da empresa em todo o País. A empresa justificou sua decisão explicando que, mesmo com os esforços para não efetuar demissões, a recuperação da demanda do mercado internacional ainda não ocorreu de forma à atender às expectativas da Vale.
A mineradora entende que, com as demissões de aposentados, ou trabalhadores próximos à aposentadoria, está conseguindo manter o máximo de outros empregos. Na avaliação da empresa, o número de demitidos ainda é uma parcela pequena se comparada com o número de 62 mil empregados da Vale no mundo, sendo 47 mil no Brasil. De acordo com a Vale, os trabalhadores desligados terão a aposentadoria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a aposentadoria da Valia (fundo de pensão dos funcionários da empresa).
Ainda segundo informações da mineradora, as pessoas que serão desligadas agora irão receber um pacote de quatro salários adicionais que serão depositados na Valia, além de seis meses de plano de saúde. A Vale informou ainda que os 1.300 funcionários do País que estavam de licença remunerada desde o fim do ano passado voltam ao trabalho em junho.
domingo, 31 de maio de 2009
JBS-Friboi fecha parceria para engorda de gado nos EUA
Ações da companhia disparam 10% e são a maior alta do dia, com recebimento positivo do anúncio
| 29.05.2009 | 17h48
Portal EXAME -
Em dia de forte oscilação no mercado brasileiro, o Ibovespa, principal índice de referência da bolsa no país, fechou em leve alta de 0,30%. As ações da JBS Friboi (JBSS3), porém, foram destaque entre as valorizações do dia: se descolando do índice, os papéis dispararam 10,33% e fecharam negociadas a 6,73 reais.
Uma das explicações para o forte desempenho das ações da companhia são os detalhes divulgados pelo frigorífico na véspera sobre a aquisição do confinamento do Five Rivers CattleFeeding, que opera confinamentos de gado nos Estados Unidos.
Segundo a JBS, os principais benefícios do negócio incluem o controle de um confinamento com capacidade de produzir/engordar 1,5 milhão de cabeças de gado por ano e o fornecimento contínuo de gado para plantas de processamento de carne a preços de mercado. Além disso, foi criada a oportunidade de desenvolver programas customizados de alimentação de gado para alguns clientes.
Por outro lado, dentre os desafios que a JBS citou para manter as atividades dessa operação foi a tomada de linhas de capital de giro para a compra de centenas de milhares de gado, já que o ciclo do confinamento é de, em média, de três a cinco meses.
Quando a JBS adquiriu o Grupo Smithfield Beef no fim do ano passado, foi realizada a aquisição de 100% de participação no Five Rivers CattleFeeding. A brasileira decidiu dividir sua participação na JBS Five Rivers com a J&F Oklahoma, dona dos animais engordados nos Estados Unidos.
"A JBS decidiu explorar uma estrutura alternativa de participação que permitiria a Companhia manter a maioria dos benefícios e ao mesmo tempo evitar os desafios", explicou comunicado oficial.
| 29.05.2009 | 17h48
Portal EXAME -
Em dia de forte oscilação no mercado brasileiro, o Ibovespa, principal índice de referência da bolsa no país, fechou em leve alta de 0,30%. As ações da JBS Friboi (JBSS3), porém, foram destaque entre as valorizações do dia: se descolando do índice, os papéis dispararam 10,33% e fecharam negociadas a 6,73 reais.
Uma das explicações para o forte desempenho das ações da companhia são os detalhes divulgados pelo frigorífico na véspera sobre a aquisição do confinamento do Five Rivers CattleFeeding, que opera confinamentos de gado nos Estados Unidos.
Segundo a JBS, os principais benefícios do negócio incluem o controle de um confinamento com capacidade de produzir/engordar 1,5 milhão de cabeças de gado por ano e o fornecimento contínuo de gado para plantas de processamento de carne a preços de mercado. Além disso, foi criada a oportunidade de desenvolver programas customizados de alimentação de gado para alguns clientes.
Por outro lado, dentre os desafios que a JBS citou para manter as atividades dessa operação foi a tomada de linhas de capital de giro para a compra de centenas de milhares de gado, já que o ciclo do confinamento é de, em média, de três a cinco meses.
Quando a JBS adquiriu o Grupo Smithfield Beef no fim do ano passado, foi realizada a aquisição de 100% de participação no Five Rivers CattleFeeding. A brasileira decidiu dividir sua participação na JBS Five Rivers com a J&F Oklahoma, dona dos animais engordados nos Estados Unidos.
"A JBS decidiu explorar uma estrutura alternativa de participação que permitiria a Companhia manter a maioria dos benefícios e ao mesmo tempo evitar os desafios", explicou comunicado oficial.
Ações da Natura desabam com possível oferta de ações
Empresa confirma que seus controladores estudam vender parte de seus papéis ao mercado
| 29.05.2009 | 12h07
Portal EXAME -
As ações da Natura (NATU3) negociadas na Bovespa registravam queda de 5,37% às 11h desta sexta-feira, cotadas a 25,74 reais. A forte queda dos papéis acontece no mesmo dia no qual a companhia confirmou ao mercado a intenção de realizar uma nova oferta de ações que hoje estão em poder de seus controladores.
Segundo o jornal Valor, a operação poderia atingir até 1,8 bilhão de reais. As ações de empresas costumam cair com a realização de operações tão volumosas como essa porque haveria um grande aumento na oferta de ações da Natura disponíveis no mercado - sem que necessariamente haja um aumento equivalente na demanda.
Segundo o comunicado da Natura, a oferta será apenas secundária. Os atuais controladores da empresa - Antonio Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos - reduziriam sua participação na empresa, que hoje é de 73,4%.
Há muito tempo circulam no mercado rumores de que os donos da Natura procuram uma multinacional para comprar o negócio. Os boatos nunca foram confirmados, mas a decisão de fazer uma nova oferta pública de ações mostra que os controladores da empresa também podem buscar o modelo de companhia de capital pulverizado – ou seja, com a maior parte das ações em circulação na bolsa.
Desde a oferta inicial de ações da Natura, realizada em maio de 2004, os papéis tiveram valorização de 363%, enquanto o Ibovespa subiu 181%. O valor da companhia está em 11 bilhões de reais. As ações da empresa estão entre as que sofreram menos com a crise e são negociadas com por um valor equivalente a 19 vezes o lucro líquido. O múltiplo elevado pode ser considerado um risco para a oferta, já que pode reduzir o potencial de valorização futura dos papéis e também o apetite dos investidores.
| 29.05.2009 | 12h07
Portal EXAME -
As ações da Natura (NATU3) negociadas na Bovespa registravam queda de 5,37% às 11h desta sexta-feira, cotadas a 25,74 reais. A forte queda dos papéis acontece no mesmo dia no qual a companhia confirmou ao mercado a intenção de realizar uma nova oferta de ações que hoje estão em poder de seus controladores.
Segundo o jornal Valor, a operação poderia atingir até 1,8 bilhão de reais. As ações de empresas costumam cair com a realização de operações tão volumosas como essa porque haveria um grande aumento na oferta de ações da Natura disponíveis no mercado - sem que necessariamente haja um aumento equivalente na demanda.
Segundo o comunicado da Natura, a oferta será apenas secundária. Os atuais controladores da empresa - Antonio Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos - reduziriam sua participação na empresa, que hoje é de 73,4%.
Há muito tempo circulam no mercado rumores de que os donos da Natura procuram uma multinacional para comprar o negócio. Os boatos nunca foram confirmados, mas a decisão de fazer uma nova oferta pública de ações mostra que os controladores da empresa também podem buscar o modelo de companhia de capital pulverizado – ou seja, com a maior parte das ações em circulação na bolsa.
Desde a oferta inicial de ações da Natura, realizada em maio de 2004, os papéis tiveram valorização de 363%, enquanto o Ibovespa subiu 181%. O valor da companhia está em 11 bilhões de reais. As ações da empresa estão entre as que sofreram menos com a crise e são negociadas com por um valor equivalente a 19 vezes o lucro líquido. O múltiplo elevado pode ser considerado um risco para a oferta, já que pode reduzir o potencial de valorização futura dos papéis e também o apetite dos investidores.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Vale poderia comprar MMX Corumbá de Eike, diz corretora
Analistas do Banif acreditam que há probabilidade de toda estrutura de projetos da empresa ser vendida a mineradoras ou siderúrgicas
| 28.05.2009 | 17h49
Portal EXAME -
Após a aquisição da Mineração Corumbaense, ativo de minério de ferro da Rio Tinto, por 750 milhões de dólares, a Vale poderia se voltar aos projetos da MMX. Levando em conta o histórico de sucesso de Eike Batista com seus empreendimentos e o foco da EBX em geração de valor, a corretora do Banif coloca um negócio desse tipo como uma das possibilidades.
A equipe acredita que haveria importantes ganhos de sinergias no caso de uma fusão/aquisição entre Vale e MMX Corumbá. Com essa transação, a Vale agregaria mais de 51,7 milhão de toneladas em reservas aos 210 milhões de toneladas adquiridas da Rio Tinto na aquisição da Mineração Corumbaense por 750 milhões de dólares.
"Estimamos que haverá negócios de fusões/aquisições significativas envolvendo a MMX. E também prevemos uma boa probabilidade de que toda sua estrutura de projetos seja vendida para mineradoras ou siderúrgicas", afirmaram.
A chinesa Wuhan Steel também já se mostrou interessada por projetos da empresa de Eike. As duas já assinaram um memorando de entendimentos para compra de uma participação na MMX Sudeste ou na própria companhia. A oferta para a conclusão do negócio deve ser alta.
Considerando as possibilidades de acordo, a corretora elevou seu preço-alvo estimado às ações da empresa (MMXM3) para o fim de 2009 de 6,00 reais para 7,00 reais, mantendo sua recomendação de compra.
Nesta sessão, o desempenho dos papéis foi de acordo com a perspectiva dos analistas. As ações encerraram o dia com valorização de 1,51%, com cotação de 6,68 reais.
| 28.05.2009 | 17h49
Portal EXAME -
Após a aquisição da Mineração Corumbaense, ativo de minério de ferro da Rio Tinto, por 750 milhões de dólares, a Vale poderia se voltar aos projetos da MMX. Levando em conta o histórico de sucesso de Eike Batista com seus empreendimentos e o foco da EBX em geração de valor, a corretora do Banif coloca um negócio desse tipo como uma das possibilidades.
A equipe acredita que haveria importantes ganhos de sinergias no caso de uma fusão/aquisição entre Vale e MMX Corumbá. Com essa transação, a Vale agregaria mais de 51,7 milhão de toneladas em reservas aos 210 milhões de toneladas adquiridas da Rio Tinto na aquisição da Mineração Corumbaense por 750 milhões de dólares.
"Estimamos que haverá negócios de fusões/aquisições significativas envolvendo a MMX. E também prevemos uma boa probabilidade de que toda sua estrutura de projetos seja vendida para mineradoras ou siderúrgicas", afirmaram.
A chinesa Wuhan Steel também já se mostrou interessada por projetos da empresa de Eike. As duas já assinaram um memorando de entendimentos para compra de uma participação na MMX Sudeste ou na própria companhia. A oferta para a conclusão do negócio deve ser alta.
Considerando as possibilidades de acordo, a corretora elevou seu preço-alvo estimado às ações da empresa (MMXM3) para o fim de 2009 de 6,00 reais para 7,00 reais, mantendo sua recomendação de compra.
Nesta sessão, o desempenho dos papéis foi de acordo com a perspectiva dos analistas. As ações encerraram o dia com valorização de 1,51%, com cotação de 6,68 reais.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
China rejeita acordo de preço para minério de ferro
27 de Maio de 2009 | 08:10
XANGAI/SEUL (Reuters) - Produtores de aço da China rejeitaram nesta quarta-feira um corte de 33 por cento no preço do minério de ferro acertado no dia anterior por siderúrgicas japonesas. Já a sul-coreana Posco está preparada para aceitar o acordo. A disparade ressalta o crescente ceticismo contra o tradicional sistema de definição de preços de referência.
A insistência da China em um corte no preço da commodity maior que 40 por cento, efetivamente revertendo o salto do ano passado ocorrido após seis anos de aumentos, ameaça solapar o sistema de 40 anos.
Se o sistema não estivesse em cheque atualmente, o acordo anunciado na terça-feira entre a Nippon Steel e australiana Rio Tinto teria definido o preço-base para toda a indústria mundial.
Fontes afirmaram que a sul-coreana Posco vai aceitar o mesmo índice fechado pela Nippon Steel, atingindo as siderúrgicas chinesas que estavam buscando aliados na negociação de cortes ainda maiores nos preços do minério de ferro.
O foco do setor está em definir se a China, cujas importações de minério de ferro mais que quadruplicaram desde 2002, enquanto os preços subiram quase que na mesma proporação, poderá ser forçada a comprar suas importações no mercado à vista ou se aceitará um compromisso anual que deixará o sistema de preços de referência intacto por mais 12 meses.
(Por Alfred Cang e Miyoung Kim)
XANGAI/SEUL (Reuters) - Produtores de aço da China rejeitaram nesta quarta-feira um corte de 33 por cento no preço do minério de ferro acertado no dia anterior por siderúrgicas japonesas. Já a sul-coreana Posco está preparada para aceitar o acordo. A disparade ressalta o crescente ceticismo contra o tradicional sistema de definição de preços de referência.
A insistência da China em um corte no preço da commodity maior que 40 por cento, efetivamente revertendo o salto do ano passado ocorrido após seis anos de aumentos, ameaça solapar o sistema de 40 anos.
Se o sistema não estivesse em cheque atualmente, o acordo anunciado na terça-feira entre a Nippon Steel e australiana Rio Tinto teria definido o preço-base para toda a indústria mundial.
Fontes afirmaram que a sul-coreana Posco vai aceitar o mesmo índice fechado pela Nippon Steel, atingindo as siderúrgicas chinesas que estavam buscando aliados na negociação de cortes ainda maiores nos preços do minério de ferro.
O foco do setor está em definir se a China, cujas importações de minério de ferro mais que quadruplicaram desde 2002, enquanto os preços subiram quase que na mesma proporação, poderá ser forçada a comprar suas importações no mercado à vista ou se aceitará um compromisso anual que deixará o sistema de preços de referência intacto por mais 12 meses.
(Por Alfred Cang e Miyoung Kim)
domingo, 24 de maio de 2009
Sadia e Perdigão prometem congelar fusão
Empresas vão esperar análise do Cade para oficializar operação e garantem que atividades continuarão separadas
| 22.05.2009 | 17h40
Portal EXAME -
Depois do anúncio ao mercado da fusão entre Sadia e Perdigão na terça-feira (19), a nova empresa batizada de Brasil Foods ainda deve demorar um tempo para ser oficializada. O congelamento se deve a trâmites legais. Para esse tipo de operação, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) precisa avaliar os impactos da fusão para que o consumidor não seja prejudicado.
Os presidentes dos conselhos de administração da Perdigão, Nildemar Secches, e da Sadia, Luiz Fernando Furlan, se reuniram nesta sexta-feira (22) com conselheiros do órgão para apresentar seus pontos de vista sobre o negócio e avisar que as operações das empresas continuarão separadas.
"Os negócios não vão ser misturados no primeiro momento. É uma forma de tranquilizar o conselho de que não vai ter risco a eficácia da decisão do Cade", disse Arthur Bandin, presidente do conselho, segundo a Agência Brasil. As empresas têm até o dia 3 de junho para submeter os documentos da fusão para avaliação do Cade.
No pregão desta sexta-feira (22), as ações das empresas seguiam direções opostas. Enquanto os papéis ordinários da Pergidão (PRGA3, com direito a voto) registraram queda de 1% - negociados a 38,71 reais -, os preferenciais da Sadia (SDIA4, sem direito a voto) subiram 0,8%, negociados a 5,01 reais. A Bolsa fechou a sessão em alta de 0,96%, aos 50.568 pontos.
| 22.05.2009 | 17h40
Portal EXAME -
Depois do anúncio ao mercado da fusão entre Sadia e Perdigão na terça-feira (19), a nova empresa batizada de Brasil Foods ainda deve demorar um tempo para ser oficializada. O congelamento se deve a trâmites legais. Para esse tipo de operação, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) precisa avaliar os impactos da fusão para que o consumidor não seja prejudicado.
Os presidentes dos conselhos de administração da Perdigão, Nildemar Secches, e da Sadia, Luiz Fernando Furlan, se reuniram nesta sexta-feira (22) com conselheiros do órgão para apresentar seus pontos de vista sobre o negócio e avisar que as operações das empresas continuarão separadas.
"Os negócios não vão ser misturados no primeiro momento. É uma forma de tranquilizar o conselho de que não vai ter risco a eficácia da decisão do Cade", disse Arthur Bandin, presidente do conselho, segundo a Agência Brasil. As empresas têm até o dia 3 de junho para submeter os documentos da fusão para avaliação do Cade.
No pregão desta sexta-feira (22), as ações das empresas seguiam direções opostas. Enquanto os papéis ordinários da Pergidão (PRGA3, com direito a voto) registraram queda de 1% - negociados a 38,71 reais -, os preferenciais da Sadia (SDIA4, sem direito a voto) subiram 0,8%, negociados a 5,01 reais. A Bolsa fechou a sessão em alta de 0,96%, aos 50.568 pontos.
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Embraer fecha venda de 20 jatos para Austral
21 de Maio de 2009 | 21:26
Início das entregas para o primeiro semestre de 2010)
SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer anunciou na noite desta quinta-feira que fechou contrato para a venda de 20 jatos 190 para a companhia aérea argentina Austral Líneas Aéreas.
Segundo comunicado da empresa, o início das entregas está previsto para o primeiro semestre de 2010 e o contrato só será efetivado após o cumprimento de alguns requisitos, o que deve acontecer em dois meses.
A cerimônia de assinatura do acordo foi realizada na Casa de Governo da Argentina e contou com a presença da presidente Cristina Kirchner. O vice-presidente-executivo para o Mercado de Aviação Comercial da Embraer, Mauro Kern, e o presidente do Grupo Aerolíneas Argentinas/Austral, Julio Alak, também participaram.
"A Austral pretende utilizar os jatos Embraer 190 principalmente para intensificar frequências em rotas domésticas, com potencial para abrir novos mercados, permitindo à empresa voar rotas sem escalas dentro do território argentino, bem como destinos internacionais na América do Sul", afirma o comunicado da Embraer.
A Embraer não divulgou o valor da transação.
No final de março, o governo brasileiro anunciou um empréstimo de 700 milhões de dólares para que a Aerolíneas Argentinas comprasse 20 jatos 190 da Embraer.
O governo da Argentina recentemente expropriou a Aerolíneas, a maior companhia aérea do país, e a Austral.
Segundo a Embraer, os jatos serão configurados com 96 assentos dispostos em duas classes e os passageiros terão à disposição um sistema de entretenimento a bordo com monitores individuais.
Além da venda de aeronaves para a Austral, a Embraer também assinou um memorando de entendimentos com o Ministério da Defesa da Argentina para a capacitação tecnológica da Área Material Córdoba (AMC), visando o fornecimento futuro de serviços e peças para aeronaves da fabricante brasileira.
(Reportagem de Eduardo Simões)
Início das entregas para o primeiro semestre de 2010)
SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer anunciou na noite desta quinta-feira que fechou contrato para a venda de 20 jatos 190 para a companhia aérea argentina Austral Líneas Aéreas.
Segundo comunicado da empresa, o início das entregas está previsto para o primeiro semestre de 2010 e o contrato só será efetivado após o cumprimento de alguns requisitos, o que deve acontecer em dois meses.
A cerimônia de assinatura do acordo foi realizada na Casa de Governo da Argentina e contou com a presença da presidente Cristina Kirchner. O vice-presidente-executivo para o Mercado de Aviação Comercial da Embraer, Mauro Kern, e o presidente do Grupo Aerolíneas Argentinas/Austral, Julio Alak, também participaram.
"A Austral pretende utilizar os jatos Embraer 190 principalmente para intensificar frequências em rotas domésticas, com potencial para abrir novos mercados, permitindo à empresa voar rotas sem escalas dentro do território argentino, bem como destinos internacionais na América do Sul", afirma o comunicado da Embraer.
A Embraer não divulgou o valor da transação.
No final de março, o governo brasileiro anunciou um empréstimo de 700 milhões de dólares para que a Aerolíneas Argentinas comprasse 20 jatos 190 da Embraer.
O governo da Argentina recentemente expropriou a Aerolíneas, a maior companhia aérea do país, e a Austral.
Segundo a Embraer, os jatos serão configurados com 96 assentos dispostos em duas classes e os passageiros terão à disposição um sistema de entretenimento a bordo com monitores individuais.
Além da venda de aeronaves para a Austral, a Embraer também assinou um memorando de entendimentos com o Ministério da Defesa da Argentina para a capacitação tecnológica da Área Material Córdoba (AMC), visando o fornecimento futuro de serviços e peças para aeronaves da fabricante brasileira.
(Reportagem de Eduardo Simões)
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Vale reduz investimento no ano de US$14 bi para US$9 bi
21 de Maio de 2009 | 19:42
SÃO PAULO (Reuters) - A Vale anunciou nesta quinta-feira ter reduzido a previsão de investimentos em 2009 de 14,2 bilhões de dólares para 9 bilhões de dólares.
"Essa revisão reflete basicamente variação de preço das moedas nas quais nossos dispêndios são denominados, revisão de custos de equipamentos e de implantação, atrasos associados principalmente à obtenção de licenças ambientais, e simplificação ou mudança de escopo de alguns projetos", afirmou a companhia em comunicado.
Dessa forma, o investimento previsto pela Vale em 2009 deverá ficar abaixo do registrado no ano passado, quando a companhia investiu um recorde de 10,2 bilhões de dólares, excluindo aquisições.
O orçamento de investimentos anterior havia sido anunciado em meados de outubro de 2008, quando a Vale afirmou que, a despeito da crise, continuava confiante nos fundamentos de longo prazo dos mercados de minérios e metais.
De acordo com o novo orçamento, serão investidos 6,96 bilhões de dólares em crescimento orgânico, dos quais 5,93 bilhões de dólares em projetos e 1,031 bilhão de dólares em pesquisa e desenvolvimento.
Anteriormente, a Vale esperava investir 11,6 bilhões de dólares em crescimento orgânico.
Com o novo orçamento, a companhia agora deve investir 2,074 bilhões de dólares na manutenção das operações existentes, ante 2,58 bilhões no orçamento anterior.
Os investimentos entre as principais áreas de negócio, ficaram assim divididos: minerais não-ferrosos (3,1 bilhões, contra 4,78 bilhões de dólares anteriormente); e minerais ferrosos (2,30 bilhões de dólares, ante 4,17 bilhões anteriormente).
SÃO PAULO (Reuters) - A Vale anunciou nesta quinta-feira ter reduzido a previsão de investimentos em 2009 de 14,2 bilhões de dólares para 9 bilhões de dólares.
"Essa revisão reflete basicamente variação de preço das moedas nas quais nossos dispêndios são denominados, revisão de custos de equipamentos e de implantação, atrasos associados principalmente à obtenção de licenças ambientais, e simplificação ou mudança de escopo de alguns projetos", afirmou a companhia em comunicado.
Dessa forma, o investimento previsto pela Vale em 2009 deverá ficar abaixo do registrado no ano passado, quando a companhia investiu um recorde de 10,2 bilhões de dólares, excluindo aquisições.
O orçamento de investimentos anterior havia sido anunciado em meados de outubro de 2008, quando a Vale afirmou que, a despeito da crise, continuava confiante nos fundamentos de longo prazo dos mercados de minérios e metais.
De acordo com o novo orçamento, serão investidos 6,96 bilhões de dólares em crescimento orgânico, dos quais 5,93 bilhões de dólares em projetos e 1,031 bilhão de dólares em pesquisa e desenvolvimento.
Anteriormente, a Vale esperava investir 11,6 bilhões de dólares em crescimento orgânico.
Com o novo orçamento, a companhia agora deve investir 2,074 bilhões de dólares na manutenção das operações existentes, ante 2,58 bilhões no orçamento anterior.
Os investimentos entre as principais áreas de negócio, ficaram assim divididos: minerais não-ferrosos (3,1 bilhões, contra 4,78 bilhões de dólares anteriormente); e minerais ferrosos (2,30 bilhões de dólares, ante 4,17 bilhões anteriormente).
Como o dólar caiu tão rápido a R$ 2
Juro alto derruba dólar, ameaça exportador e obriga governo a agir
Combinação de dólar desvalorizado, queda do preço das commodities e retração da economia mundial inquieta setor exportador
Por Gisele Cabrini | 22.05.2009 | 08h42
Portal EXAME -
No final do ano passado, quando o pânico com a crise atingiu seu auge, o dólar chegou a ser negociado acima de 2,50 reais, gerou o temor de quebra de empresas que fizeram apostas infelizes em derivativos de câmbio e impingiu fortes perdas a companhias endividadas em moeda americana. O único setor que viu com bons olhos a situação foi o exportador. "Quero que o câmbio volte a 2,80 reais", declarou em novembro Joesley Mendonça Batista, presidente da JBS-Friboi, a maior produtora mundial de carne bovina.
Para desgosto de Joesley e da maior parte dos exportadores, o dólar caminhou na direção contrária à esperada - e numa velocidade que surpreendeu até o analista mais otimista com a economia brasileira. Especialistas ouvidos pelo Portal EXAME atribuem a queda do dólar para a casa dos 2 reais à taxa de juros de dois dígitos da economia brasileira. Desde o início da crise, a Selic caiu de 13,75% para 10,25% ao ano - enquanto quase todo o mundo desenvolvido paga uma remuneração próxima a zero para investimentos em títulos públicos.
Bastou a economia mundial dar leves sinais de recuperação para que o país virasse palco de uma enxurrada de dólares em busca de aplicações atrativas. A menor percepção de risco beneficiou tanto a Bovespa - que já atraiu mais de 7 bilhões de reais em investimentos estrangeiros neste ano - quanto o mercado de renda fixa. Segundo o BC, apenas nos dez primeiros dias úteis de maio, o fluxo cambial para o Brasil ficou positivo em 2 bilhões de dólares. Com tamanha entrada de recursos, fica difícil imaginar que o real, que já se valorizou 7% neste mês, possa engrenar uma tendência de baixa.
O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves, afirma que a percepção de que o Brasil vai se recuperar antes da crise contribui para a atração desse enorme fluxo de recursos. "Países como o México, que poderiam atrair parte desse capital, estão numa situação bem pior e não oferecem taxas tão atrativas quanto as brasileiras." Ele também diz que o movimento de valorização do dólar nas últimas semanas é mundial e, em parte, foi incentivado pelo próprio Federal Reserve (o banco central dos EUA). Para aumentar a liquidez dos bancos e ajudar a destravar o crédito, "o Fed está inundando o mercado de dólares por meio da compra de títulos públicos e privados, num montante que chega a aproximadamente 700 bilhões de dólares", afirma. "O Brasil apresenta as condições mais favoráveis para atrair esse capital."
Combinação de dólar desvalorizado, queda do preço das commodities e retração da economia mundial inquieta setor exportador
Por Gisele Cabrini | 22.05.2009 | 08h42
Portal EXAME -
No final do ano passado, quando o pânico com a crise atingiu seu auge, o dólar chegou a ser negociado acima de 2,50 reais, gerou o temor de quebra de empresas que fizeram apostas infelizes em derivativos de câmbio e impingiu fortes perdas a companhias endividadas em moeda americana. O único setor que viu com bons olhos a situação foi o exportador. "Quero que o câmbio volte a 2,80 reais", declarou em novembro Joesley Mendonça Batista, presidente da JBS-Friboi, a maior produtora mundial de carne bovina.
Para desgosto de Joesley e da maior parte dos exportadores, o dólar caminhou na direção contrária à esperada - e numa velocidade que surpreendeu até o analista mais otimista com a economia brasileira. Especialistas ouvidos pelo Portal EXAME atribuem a queda do dólar para a casa dos 2 reais à taxa de juros de dois dígitos da economia brasileira. Desde o início da crise, a Selic caiu de 13,75% para 10,25% ao ano - enquanto quase todo o mundo desenvolvido paga uma remuneração próxima a zero para investimentos em títulos públicos.
Bastou a economia mundial dar leves sinais de recuperação para que o país virasse palco de uma enxurrada de dólares em busca de aplicações atrativas. A menor percepção de risco beneficiou tanto a Bovespa - que já atraiu mais de 7 bilhões de reais em investimentos estrangeiros neste ano - quanto o mercado de renda fixa. Segundo o BC, apenas nos dez primeiros dias úteis de maio, o fluxo cambial para o Brasil ficou positivo em 2 bilhões de dólares. Com tamanha entrada de recursos, fica difícil imaginar que o real, que já se valorizou 7% neste mês, possa engrenar uma tendência de baixa.
O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves, afirma que a percepção de que o Brasil vai se recuperar antes da crise contribui para a atração desse enorme fluxo de recursos. "Países como o México, que poderiam atrair parte desse capital, estão numa situação bem pior e não oferecem taxas tão atrativas quanto as brasileiras." Ele também diz que o movimento de valorização do dólar nas últimas semanas é mundial e, em parte, foi incentivado pelo próprio Federal Reserve (o banco central dos EUA). Para aumentar a liquidez dos bancos e ajudar a destravar o crédito, "o Fed está inundando o mercado de dólares por meio da compra de títulos públicos e privados, num montante que chega a aproximadamente 700 bilhões de dólares", afirma. "O Brasil apresenta as condições mais favoráveis para atrair esse capital."
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Lucros da Cesp e da CPFL no 1º trimestre sobem
14 de Maio de 2009 | 08:00
Companhia Energética de São Paulo (Cesp) registrou lucro líquido de R$ 139 milhões no primeiro trimestre de 2009, o que representa uma alta 146% sobre o mesmo período do ano passado. A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 72,8%, na mesma base de comparação, para R$ 462,9 milhões no período. Entre janeiro e março de 2009, a receita líquida avançou 13,7% e totalizou R$ 669,2 milhões.
CPFL A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 283 milhões nos três primeiros meses de 2009, o que representa um crescimento de 6,5% ante os ganhos apurados em igual intervalo do ano passado. A receita líquida da companhia no período caiu 3,7%, para R$ 2,392 bilhões e o Ebitda totalizou R$ 659 milhões, leve alta de 2% no período.
O presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Júnior, afirmou que os reajustes tarifários no segmento de distribuição impulsionaram o resultado do início deste ano. No fim de 2008, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reajustou as tarifas da concessionária CPFL Piratininga. Recentemente, a agência reguladora atualizou o valor cobrado na conta de luz das distribuidoras de Jaguariúna e da CPFL Santa Cruz.
Entre as classes de consumo, as vendas para o segmento residencial e comercial aumentaram, respectivamente, 8,7% e 6,6% entre janeiro e março de 2009, ante igual período de 2008. Segundo o executivo, são três os fatores que explicam esse comportamento no mercado residencial: a temperatura média mais elevada na comparação com a mesma época do ano passado; as fortes vendas de eletrodomésticos e televisões no Natal do ano passado; e o fato de as pessoas terem passado um maior tempo em suas casas por conta dos efeitos da crise econômica.
"Em 30 anos do setor, nunca observei um desempenho tão forte no segmento residencial", destacou Ferreira Júnior. Em contrapartida, as vendas das distribuidoras para o setor industrial recuaram 7,9%, refletindo a desaceleração da economia.
Companhia Energética de São Paulo (Cesp) registrou lucro líquido de R$ 139 milhões no primeiro trimestre de 2009, o que representa uma alta 146% sobre o mesmo período do ano passado. A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 72,8%, na mesma base de comparação, para R$ 462,9 milhões no período. Entre janeiro e março de 2009, a receita líquida avançou 13,7% e totalizou R$ 669,2 milhões.
CPFL A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 283 milhões nos três primeiros meses de 2009, o que representa um crescimento de 6,5% ante os ganhos apurados em igual intervalo do ano passado. A receita líquida da companhia no período caiu 3,7%, para R$ 2,392 bilhões e o Ebitda totalizou R$ 659 milhões, leve alta de 2% no período.
O presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Júnior, afirmou que os reajustes tarifários no segmento de distribuição impulsionaram o resultado do início deste ano. No fim de 2008, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reajustou as tarifas da concessionária CPFL Piratininga. Recentemente, a agência reguladora atualizou o valor cobrado na conta de luz das distribuidoras de Jaguariúna e da CPFL Santa Cruz.
Entre as classes de consumo, as vendas para o segmento residencial e comercial aumentaram, respectivamente, 8,7% e 6,6% entre janeiro e março de 2009, ante igual período de 2008. Segundo o executivo, são três os fatores que explicam esse comportamento no mercado residencial: a temperatura média mais elevada na comparação com a mesma época do ano passado; as fortes vendas de eletrodomésticos e televisões no Natal do ano passado; e o fato de as pessoas terem passado um maior tempo em suas casas por conta dos efeitos da crise econômica.
"Em 30 anos do setor, nunca observei um desempenho tão forte no segmento residencial", destacou Ferreira Júnior. Em contrapartida, as vendas das distribuidoras para o setor industrial recuaram 7,9%, refletindo a desaceleração da economia.
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Lucros da Cesp e da CPFL no 1º trimestre sobem
Bradespar vende participação da CPFL Energia
Holding do Bradesco utilizará recursos para pagamento de dívida
| 20.05.2009 | 11h13
Portal EXAME -
Nesta terça-feira (19), a Brasdespar anunciou a venda de 16.600.000 ações ordinárias da CPFL Energia, o que corresponde a 3,459% do capital social da empresa. O valor negociado é de 531,2 milhões reais. Antes da operação, a holding do Bradesco detinha 8,72% das ações ordinárias da companhia paulista - um total de 41.870.900 papéis.
Segundo a Bradespar, os recursos obtidos com a venda serão utilizados para redução de seu endividamento. Em seu último boletim quinzenal, a holding registrava dívida líquida de 1,035 bilhão de reais. Apesar do crescimento de 65% da receita bruta, no primeiro trimestre a empresa teve saldo negativo de 35 milhões de reais, ante um saldo positivo de 8 milhões em comparação com o primeiro trimestre de 2008.
“A alienação decorre exclusivamente de sua estratégia de investimento, não tendo por objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Companhia”, escreveu a Bradespar em comunicado. Além da CPFL, a holding tem participações na Valepar, controladora da Vale, de 5,67% o capital ON e 0,07% do capital preferencial.
Às 10h05, os papéis ordinários da empresa (BRAP3) subiam 3,9%, negociados a 28 reais. Já as ações preferenciais da CPFL (CPFE3) registravam queda de 5,68
| 20.05.2009 | 11h13
Portal EXAME -
Nesta terça-feira (19), a Brasdespar anunciou a venda de 16.600.000 ações ordinárias da CPFL Energia, o que corresponde a 3,459% do capital social da empresa. O valor negociado é de 531,2 milhões reais. Antes da operação, a holding do Bradesco detinha 8,72% das ações ordinárias da companhia paulista - um total de 41.870.900 papéis.
Segundo a Bradespar, os recursos obtidos com a venda serão utilizados para redução de seu endividamento. Em seu último boletim quinzenal, a holding registrava dívida líquida de 1,035 bilhão de reais. Apesar do crescimento de 65% da receita bruta, no primeiro trimestre a empresa teve saldo negativo de 35 milhões de reais, ante um saldo positivo de 8 milhões em comparação com o primeiro trimestre de 2008.
“A alienação decorre exclusivamente de sua estratégia de investimento, não tendo por objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Companhia”, escreveu a Bradespar em comunicado. Além da CPFL, a holding tem participações na Valepar, controladora da Vale, de 5,67% o capital ON e 0,07% do capital preferencial.
Às 10h05, os papéis ordinários da empresa (BRAP3) subiam 3,9%, negociados a 28 reais. Já as ações preferenciais da CPFL (CPFE3) registravam queda de 5,68
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Bradespar vende participação da CPFL Energia
Cosan vende negócio de combustível de aviação à Shell
20 de Maio de 2009 | 10:47
Por Gustavo Porto e Jacqueline Farid
Ribeirão Preto (SP) e Rio - O Grupo Cosan comunicou hoje a venda do negócio de combustíveis de aviação da Cosan Combustíveis e Lubrificantes, nova denominação da Esso Brasileira de Petróleo, para a Shell Brasil por US$ 75 milhões (aproximadamente R$ 150 milhões).
De acordo com comunicado divulgado ao mercado, a transação deve ser finalizada em 30 dias e foi motivada pelo fato de a venda de combustível de aviação, com presença nos sete principais aeroportos do País, não ser considerada prioritária para a companhia, com forte atuação no setor sucroalcooleiro. No ano passado, a Cosan adquiriu as operações da Esso no País.
"Com a venda deste ativo, além de aumentar sua liquidez, a Cosan mantém sua estratégia de focar os investimentos nas principais atividades de seu modelo de negócios", diz a nota, assinada pelo diretor de Relações com Investidores, Marcelo Eduardo Martins.
Já o presidente da Shell Brasil, Vasco Dias, disse, no Rio, que a participação da empresa no mercado brasileiro de Querosene de Aviação (QAV) deverá subir dos atuais 30% para algo entre 35% e 40% com a aquisição da subsidiária da Cosan responsável pela distribuição de combustíveis de aviação. "O negócio solidifica nossa posição no mercado e mostra confiança no País", disse. Segundo ele, o mercado interno tem crescido de forma sustentável e é atrativo para a Shell.
Por Gustavo Porto e Jacqueline Farid
Ribeirão Preto (SP) e Rio - O Grupo Cosan comunicou hoje a venda do negócio de combustíveis de aviação da Cosan Combustíveis e Lubrificantes, nova denominação da Esso Brasileira de Petróleo, para a Shell Brasil por US$ 75 milhões (aproximadamente R$ 150 milhões).
De acordo com comunicado divulgado ao mercado, a transação deve ser finalizada em 30 dias e foi motivada pelo fato de a venda de combustível de aviação, com presença nos sete principais aeroportos do País, não ser considerada prioritária para a companhia, com forte atuação no setor sucroalcooleiro. No ano passado, a Cosan adquiriu as operações da Esso no País.
"Com a venda deste ativo, além de aumentar sua liquidez, a Cosan mantém sua estratégia de focar os investimentos nas principais atividades de seu modelo de negócios", diz a nota, assinada pelo diretor de Relações com Investidores, Marcelo Eduardo Martins.
Já o presidente da Shell Brasil, Vasco Dias, disse, no Rio, que a participação da empresa no mercado brasileiro de Querosene de Aviação (QAV) deverá subir dos atuais 30% para algo entre 35% e 40% com a aquisição da subsidiária da Cosan responsável pela distribuição de combustíveis de aviação. "O negócio solidifica nossa posição no mercado e mostra confiança no País", disse. Segundo ele, o mercado interno tem crescido de forma sustentável e é atrativo para a Shell.
Brasil sobe três posições em ranking de competitividade
País ocupa 40º lugar entre as 57 nações avaliadas; apesar da melhora, taxa de desemprego e inflação são pontos que merecem atenção
| 20.05.2009 | 08h21
Portal EXAME -
A escola suíça de negócios International Institute for Management Development (IMD) divulgou nesta quarta-feira (20) o Relatório Anual de Competitividade (WCY) de 2009, em que relaciona as economias mais competitivas do mundo. No balanço deste ano, o Brasil ganhou três posições em relação a 2008, atingindo o 40º lugar entre os 57 países analisados. Os dados brasileiros da pesquisa foram compilados pela Fundação Dom Cabral.
Apesar da crise financeira global, a liderança continua com os Estados Unidos, seguido de Hong Kong, que inverteu posições com Cingapura. A Suíça está em 4º e a Dinamarca fecha os cinco primeiros. No ranking, a distância entre o Brasil e as nações mais bem colocadas diminuiu. Essa mudança foi influenciada tanto pela redução das diferenças entre as economias analisadas - principalmente em relação aos Estados Unidos - quanto pelos ganhos competitivos reais apresentados pelo Brasil.
O estudo destaca ainda 15 itens que tiveram melhoria (entre eles os investimentos estrangeiros no país e capitalização de ações) e outros 15 que pioraram ao longo do ano (como a taxa de inflação). Para compor o ranking, são analisados quatro aspectos de cada nação separadamente: performance econômica, eficiência do governo, eficiência dos negócios e infraestrutura. À exceção da eficiência do governo, o Brasil registrou melhora em todos os índices. O melhor desempenho brasileiro foi na performance econômica, que ganhou 10 posições e agora ocupa o 31º lugar. O setor empresarial também teve bom resultado e subiu 2 posições, passando para o 27º lugar.
| 20.05.2009 | 08h21
Portal EXAME -
A escola suíça de negócios International Institute for Management Development (IMD) divulgou nesta quarta-feira (20) o Relatório Anual de Competitividade (WCY) de 2009, em que relaciona as economias mais competitivas do mundo. No balanço deste ano, o Brasil ganhou três posições em relação a 2008, atingindo o 40º lugar entre os 57 países analisados. Os dados brasileiros da pesquisa foram compilados pela Fundação Dom Cabral.
Apesar da crise financeira global, a liderança continua com os Estados Unidos, seguido de Hong Kong, que inverteu posições com Cingapura. A Suíça está em 4º e a Dinamarca fecha os cinco primeiros. No ranking, a distância entre o Brasil e as nações mais bem colocadas diminuiu. Essa mudança foi influenciada tanto pela redução das diferenças entre as economias analisadas - principalmente em relação aos Estados Unidos - quanto pelos ganhos competitivos reais apresentados pelo Brasil.
O estudo destaca ainda 15 itens que tiveram melhoria (entre eles os investimentos estrangeiros no país e capitalização de ações) e outros 15 que pioraram ao longo do ano (como a taxa de inflação). Para compor o ranking, são analisados quatro aspectos de cada nação separadamente: performance econômica, eficiência do governo, eficiência dos negócios e infraestrutura. À exceção da eficiência do governo, o Brasil registrou melhora em todos os índices. O melhor desempenho brasileiro foi na performance econômica, que ganhou 10 posições e agora ocupa o 31º lugar. O setor empresarial também teve bom resultado e subiu 2 posições, passando para o 27º lugar.
Ações de Sadia e Perdigão disparam na Bovespa
Interesse dos fundos de pensão controladores da Perdigão em participar da oferta de R$ 4 bilhões em ações da Brasil Foods anima os investidores
| 20.05.2009 | 17h00
Portal EXAME -
Após despencarem com o anúncio de fusão, as ações de Sadia e Perdigão deram uma guinada nesta quarta-feira (20/5) e dispararam, liderando o ranking das maiores alta do Ibovespa. Às 15h56, as ações preferenciais da Sadia (SDIA4) eram cotadas a 4,69 reais, em alta de 8,56%. As da Perdigão (PDGA3) subiam quase o mesmo percentual, 8,53%, para 36,89 reais. "Daqui pra frente, as ações devem caminhar juntas, porque já foi definida a paridade de troca dos papéis", destaca Renato Prado, analista da corretora Fator.
A mudança de humor dos investidores em relação aos papéis, segundo Luciana Leocadio, analista da corretora Ativa, deve-se principalmente à divulgação de detalhes da operação que criará a Brasil Foods. "Os investidores estavam receosos quanto à oferta de ações de 4 bilhões de reais, mas depois que os acionistas majoritários sinalizaram interesse na compra dos papéis, a situação mudou. Somente isso já garantiria quase metade da oferta", diz Luciana.
Os principais acionistas da Perdigão são os fundos de pensão Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (da Petrobras), Valia (da Vale), Sistel (do antigo sistema Telebrás) e Real Grandeza (de Furnas). Além deles, as famílias Fontana e Furlan, controladoras da Sadia, também podem participar da operação e há, ainda, a expectativa de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) seja um dos investidores.
| 20.05.2009 | 17h00
Portal EXAME -
Após despencarem com o anúncio de fusão, as ações de Sadia e Perdigão deram uma guinada nesta quarta-feira (20/5) e dispararam, liderando o ranking das maiores alta do Ibovespa. Às 15h56, as ações preferenciais da Sadia (SDIA4) eram cotadas a 4,69 reais, em alta de 8,56%. As da Perdigão (PDGA3) subiam quase o mesmo percentual, 8,53%, para 36,89 reais. "Daqui pra frente, as ações devem caminhar juntas, porque já foi definida a paridade de troca dos papéis", destaca Renato Prado, analista da corretora Fator.
A mudança de humor dos investidores em relação aos papéis, segundo Luciana Leocadio, analista da corretora Ativa, deve-se principalmente à divulgação de detalhes da operação que criará a Brasil Foods. "Os investidores estavam receosos quanto à oferta de ações de 4 bilhões de reais, mas depois que os acionistas majoritários sinalizaram interesse na compra dos papéis, a situação mudou. Somente isso já garantiria quase metade da oferta", diz Luciana.
Os principais acionistas da Perdigão são os fundos de pensão Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (da Petrobras), Valia (da Vale), Sistel (do antigo sistema Telebrás) e Real Grandeza (de Furnas). Além deles, as famílias Fontana e Furlan, controladoras da Sadia, também podem participar da operação e há, ainda, a expectativa de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) seja um dos investidores.
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Ações de Sadia e Perdigão disparam na Bovespa
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Fusão elevaria valor de Sadia e Perdigão em 23%, diz Brascan
Segundo corretora, ganhos de sinergia podem chegar a 2,2 bilhões de reais
| 09.04.2009 | 15h55
Portal EXAME -
Os rumores de que a Sadia e a Perdigão estão negociando a unificação de suas atividades serviram como alavanca para as ações da Sadia nas últimas semanas. Para o mercado, no entanto, ainda haveria um grande espaço para a valorização dos papéis caso o negócio seja concretizado.
Em relatório, a corretora Brascan afirmou estimar que os ganhos de sinergia entre as empresas com uma eventual fusão chegariam 2,2 bilhões de reais e trariam um aumento de 23,4% no valor de mercado das duas empresas juntas que, segundo a Central do Investidor, é de 9,59 bilhões de reais, aproximadamente. Com isso, o valor da nova companhia gerada corresponderia a cerca de 11,83 bilhões de reais.
A corretora ressaltou ainda que os números estimados compõem uma análise conservadora. Os benefícios seriam, principalmente, com transporte e logística, economias de despesas e ganhos de receita e custos, por causa do maior poder de barganha que a nova companhia criada teria como a maior empresa de alimentos no Brasil.
A analista Denise Messer, da Brascan, considerou também a possibilidade de que a Sadia receba um aporte de capital do BNDES para sanar dívidas de curto prazo - ao invés de se unir à Perdigão. Caso o valor chegue a 2,5 bilhões de reais, a corretora acredita que o lucro por ação da companhia saltaria de 0,08 reais para 0,11 reais em 2009. Nesse caso, a ação preferencial da Sadia, que tem sido negociada a 3,30 reais, teria como preço-justo 5 reais.
Como nada foi acertado a inda, a corretora tem recomendação de "underperform" (desempenho abaixo da média do mercado) para as ações da Sadia, com preço-alvo de 3,70 reais para o fim do ano. A cautela frente à empresa é justificada pelo alto endividamento, governança corporativa prejudicada por operações com derivativos e exposição ao mercado externo.
| 09.04.2009 | 15h55
Portal EXAME -
Os rumores de que a Sadia e a Perdigão estão negociando a unificação de suas atividades serviram como alavanca para as ações da Sadia nas últimas semanas. Para o mercado, no entanto, ainda haveria um grande espaço para a valorização dos papéis caso o negócio seja concretizado.
Em relatório, a corretora Brascan afirmou estimar que os ganhos de sinergia entre as empresas com uma eventual fusão chegariam 2,2 bilhões de reais e trariam um aumento de 23,4% no valor de mercado das duas empresas juntas que, segundo a Central do Investidor, é de 9,59 bilhões de reais, aproximadamente. Com isso, o valor da nova companhia gerada corresponderia a cerca de 11,83 bilhões de reais.
A corretora ressaltou ainda que os números estimados compõem uma análise conservadora. Os benefícios seriam, principalmente, com transporte e logística, economias de despesas e ganhos de receita e custos, por causa do maior poder de barganha que a nova companhia criada teria como a maior empresa de alimentos no Brasil.
A analista Denise Messer, da Brascan, considerou também a possibilidade de que a Sadia receba um aporte de capital do BNDES para sanar dívidas de curto prazo - ao invés de se unir à Perdigão. Caso o valor chegue a 2,5 bilhões de reais, a corretora acredita que o lucro por ação da companhia saltaria de 0,08 reais para 0,11 reais em 2009. Nesse caso, a ação preferencial da Sadia, que tem sido negociada a 3,30 reais, teria como preço-justo 5 reais.
Como nada foi acertado a inda, a corretora tem recomendação de "underperform" (desempenho abaixo da média do mercado) para as ações da Sadia, com preço-alvo de 3,70 reais para o fim do ano. A cautela frente à empresa é justificada pelo alto endividamento, governança corporativa prejudicada por operações com derivativos e exposição ao mercado externo.
Estrangeiros colocaram R$ 3,8 bi na Bovespa em abril
06 de Maio de 2009 | 08:30
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou a entrada de R$ 3,778 bilhões em capital externo em abril, o que representa o melhor desempenho mensal em um ano, ou seja, desde abril do ano passado, quando houve superávit de pouco mais de R$ 6 bilhões em recursos estrangeiros.
No último dia útil do mês passado, dia 30, foi apurada a entrada de R$ 238,639 milhões em capital externo. Neste dia, o índice Bovespa fechou em alta de 0,13%, aos 47.289,53 pontos, e registrou um volume financeiro de R$ 5,409 bilhões.
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2009, o saldo de investimento estrangeiro está positivo em R$ 5,117 bilhões.
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou a entrada de R$ 3,778 bilhões em capital externo em abril, o que representa o melhor desempenho mensal em um ano, ou seja, desde abril do ano passado, quando houve superávit de pouco mais de R$ 6 bilhões em recursos estrangeiros.
No último dia útil do mês passado, dia 30, foi apurada a entrada de R$ 238,639 milhões em capital externo. Neste dia, o índice Bovespa fechou em alta de 0,13%, aos 47.289,53 pontos, e registrou um volume financeiro de R$ 5,409 bilhões.
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2009, o saldo de investimento estrangeiro está positivo em R$ 5,117 bilhões.
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8 bi na Bovespa em abril,
Estrangeiros colocaram R$ 3
Lucro do Pão de Açúcar sobe 185,5% a R$ 94,86 mi
12 de Maio de 2009 | 08:25
Por Stella Fontes
São Paulo - O lucro do Grupo Pão de Açúcar saltou 185,5% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado, e totalizou R$ 94,859 milhões.
No período entre janeiro e março de 2009, a receita líquida da companhia ficou em R$ 4,641 bilhões, com avanço de 9,4% na mesma base de comparação, e o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 14,1%, para R$ 312,3 milhões. Os dados são consolidados.
A rede de supermercados do Grupo Pão de Açúcar abrange as bandeiras Pão de Açúcar, Extra, Compre Bem e Sendas, além de marcas exclusivas de produtos, tal como a Qualitá.
Por Stella Fontes
São Paulo - O lucro do Grupo Pão de Açúcar saltou 185,5% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período do ano passado, e totalizou R$ 94,859 milhões.
No período entre janeiro e março de 2009, a receita líquida da companhia ficou em R$ 4,641 bilhões, com avanço de 9,4% na mesma base de comparação, e o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 14,1%, para R$ 312,3 milhões. Os dados são consolidados.
A rede de supermercados do Grupo Pão de Açúcar abrange as bandeiras Pão de Açúcar, Extra, Compre Bem e Sendas, além de marcas exclusivas de produtos, tal como a Qualitá.
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86 mi,
Lucro do Pão de Açúcar sobe 185
Corretora do Santander eleva preço-alvo da Petrobras após balanço
Apesar de registrar queda no lucro líquido, empresa conseguiu manter investimentos em projetos como o pré-sal e a atrair investidores internacionais
| 12.05.2009 | 17h38
Portal EXAME -
A queda do lucro da Petrobras não impediu a corretora do Santander - que trabalha de modo independente do banco - de elevar o preço-alvo das ações da companhia. A instituição aumentou a projeção para as ações preferenciais da estatal (PETR4, sem direito a voto) de 33 para 48 reais. Isso indica um potencial de alta de 46% sobre os 32,87 reais com que os papéis fecharam nesta segunda-feira (11/5). Ontem, a Petrobras divulgou um lucro líquido de 5,8 bilhões de reais no primeiro trimestre. A cifra é 20% menor que a do mesmo período do ano passado.
No relatório, a corretora elencou uma série de motivos para justificar a elevação. Entre eles: 1) contínuo interesse de investidores globais do setor de energia, que veem menos riscos em investir na empresa; 2) a Petrobras passou a ser considerada uma importante empresa petrolífera no cenário global, não apenas no Brasil; 3) a empresa é uma das únicas no mundo capaz de investir em promissores projetos como o pré-sal, mesmo durante o recente ciclo de baixa no preço do petróleo; e 4) alta capacidade para armazenar reservas.
Entre os riscos, o Santander apontou a queda do preço do petróleo, as mudanças no regime de impostos e a demora para o início de funcionamento das novas plataformas. "A Petrobras adotou a política de manutenção de preços alinhados com o cenário internacional a longo prazo, o que pode implicar numa dificuldade para maximizar o fluxo de caixa da companhia", afirmou a corretora.
| 12.05.2009 | 17h38
Portal EXAME -
A queda do lucro da Petrobras não impediu a corretora do Santander - que trabalha de modo independente do banco - de elevar o preço-alvo das ações da companhia. A instituição aumentou a projeção para as ações preferenciais da estatal (PETR4, sem direito a voto) de 33 para 48 reais. Isso indica um potencial de alta de 46% sobre os 32,87 reais com que os papéis fecharam nesta segunda-feira (11/5). Ontem, a Petrobras divulgou um lucro líquido de 5,8 bilhões de reais no primeiro trimestre. A cifra é 20% menor que a do mesmo período do ano passado.
No relatório, a corretora elencou uma série de motivos para justificar a elevação. Entre eles: 1) contínuo interesse de investidores globais do setor de energia, que veem menos riscos em investir na empresa; 2) a Petrobras passou a ser considerada uma importante empresa petrolífera no cenário global, não apenas no Brasil; 3) a empresa é uma das únicas no mundo capaz de investir em promissores projetos como o pré-sal, mesmo durante o recente ciclo de baixa no preço do petróleo; e 4) alta capacidade para armazenar reservas.
Entre os riscos, o Santander apontou a queda do preço do petróleo, as mudanças no regime de impostos e a demora para o início de funcionamento das novas plataformas. "A Petrobras adotou a política de manutenção de preços alinhados com o cenário internacional a longo prazo, o que pode implicar numa dificuldade para maximizar o fluxo de caixa da companhia", afirmou a corretora.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Fusão entre Sadia e Perdigão deve sair nos próximos dias
A perspectiva é que o acordo seja assinado até o final desta semana
| 11.05.2009 | 18h54
Portal EXAME -
A fusão entre Sadia e Perdigão, as duas maiores empresas brasileiras do setor de alimentos, está prestes a ser concluída, informam fontes próximas às duas empresas. O acordo que uniria as operações dependeria de detalhes, mas a perspectiva é que ele seja assinado até o final desta semana.
As negociações tiveram início no ano passado, quando a Sadia registrou prejuízos de 2,5 bilhões de reais com operações de derivativos. Desde então, os controladores da Sadia buscavam saídas para tirar a empresa da crise financeira. As alternativas iam da fusão com a principal concorrente, a Perdigão, ao aporte de recursos por fundos de private equity.
Procurada, a assessoria de imprensa da Perdigão afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto porque está em período de silêncio. A Sadia afirmou que não faria comentários e que as negociações com a Perdigão prosseguem.
| 11.05.2009 | 18h54
Portal EXAME -
A fusão entre Sadia e Perdigão, as duas maiores empresas brasileiras do setor de alimentos, está prestes a ser concluída, informam fontes próximas às duas empresas. O acordo que uniria as operações dependeria de detalhes, mas a perspectiva é que ele seja assinado até o final desta semana.
As negociações tiveram início no ano passado, quando a Sadia registrou prejuízos de 2,5 bilhões de reais com operações de derivativos. Desde então, os controladores da Sadia buscavam saídas para tirar a empresa da crise financeira. As alternativas iam da fusão com a principal concorrente, a Perdigão, ao aporte de recursos por fundos de private equity.
Procurada, a assessoria de imprensa da Perdigão afirmou que não vai se pronunciar sobre o assunto porque está em período de silêncio. A Sadia afirmou que não faria comentários e que as negociações com a Perdigão prosseguem.
domingo, 10 de maio de 2009
Resultados da Vale e da Gerdau decepcionam os investidores - Parte I
Mineradora apresenta lucro operacional menor que o esperado, e siderúrgica surpreende com tombo do lucro líquido
| 07.05.2009 | 14h7
Portal EXAME -
Duas gigantes do capitalismo brasileiro - a Vale e a Gerdau - decepcionaram o mercado ao divulgarem resultados trimestrais mais fracos que o previsto. O tamanho do descontentamento pode ser medido pela queda dos papéis de ambas na Bovespa nesta quinta-feira (7/5). As ações preferenciais da Gerdau SA (GGBR4, sem direito a voto) passaram boa parte da manhã como a maior baixa do Ibovespa. Por volta das 13h20, porém, outras companhias já haviam passado à frente e os papéis recuavam 5,15%, após 11.334 negócios, sendo cotados a 17,88 reais. Já as ações preferenciais da Vale (VALE5, sem direito a voto) caíam 2,78%, para 32,23 reais, com 11.867 negócios realizados. No mesmo instante, o Ibovespa perdia 2,47%, a 50.288 pontos.
Para a Vale, o que mais desagradou os investidores foi o resultado operacional. A receita bruta, 13,179 bilhões de reais, ficou 6% abaixo da previsão da corretora Brascan. Também foi 27% e 9% menor que a do quarto e do primeiro trimestre do ano passado, respectivamente. O primeiro motivo da queda de faturamento foi o menor volume de vendas físicas. As pelotas de ferro, produto de maior valor agregado e mais consumido em momentos de expansão produtiva, recuaram 62% sobre o quarto trimestre. No conjunto, os minerais ferrosos venderam 3% na mesma comparação.
Além de um menor volume embarcado, o preço dos minérios também caiu no período. A Vale vendeu 28,8 milhões de toneladas de ferro por 80% do preço praticado no ano passado.
| 07.05.2009 | 14h7
Portal EXAME -
Duas gigantes do capitalismo brasileiro - a Vale e a Gerdau - decepcionaram o mercado ao divulgarem resultados trimestrais mais fracos que o previsto. O tamanho do descontentamento pode ser medido pela queda dos papéis de ambas na Bovespa nesta quinta-feira (7/5). As ações preferenciais da Gerdau SA (GGBR4, sem direito a voto) passaram boa parte da manhã como a maior baixa do Ibovespa. Por volta das 13h20, porém, outras companhias já haviam passado à frente e os papéis recuavam 5,15%, após 11.334 negócios, sendo cotados a 17,88 reais. Já as ações preferenciais da Vale (VALE5, sem direito a voto) caíam 2,78%, para 32,23 reais, com 11.867 negócios realizados. No mesmo instante, o Ibovespa perdia 2,47%, a 50.288 pontos.
Para a Vale, o que mais desagradou os investidores foi o resultado operacional. A receita bruta, 13,179 bilhões de reais, ficou 6% abaixo da previsão da corretora Brascan. Também foi 27% e 9% menor que a do quarto e do primeiro trimestre do ano passado, respectivamente. O primeiro motivo da queda de faturamento foi o menor volume de vendas físicas. As pelotas de ferro, produto de maior valor agregado e mais consumido em momentos de expansão produtiva, recuaram 62% sobre o quarto trimestre. No conjunto, os minerais ferrosos venderam 3% na mesma comparação.
Além de um menor volume embarcado, o preço dos minérios também caiu no período. A Vale vendeu 28,8 milhões de toneladas de ferro por 80% do preço praticado no ano passado.
Resultados da Vale e da Gerdau decepcionam os investidores - Parte II
Gastos resistentes
Ao mesmo tempo, a mineradora não conseguiu controlar os gastos de modo a anular a queda da receita. "É importante ressaltar que houve uma perda de eficiência operacional no 1º trimestre, visto que os custos passaram a representar 52% da receita bruta, contra 45% no trimestre anterior", afirma o analista Rodrigo Ferraz, que assina o relatório da Brascan.
O resultado foi um resultado operacional mais fraco que o esperado. O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por exemplo, somou 5,446 bilhões de reais. A cifra é 17% menor que a estimativa da Brascan, e também 17% inferior ao do último trimestre de 2008. Em relação ao início do ano passado, o recuo foi de 18%.
O lucro líquido - 3,151 bilhões de reais - ficou dentro do esperado pela corretora. Em relação ao primeiro quartil de 2008, o recuo foi de 1%. No comparativo com o final do ano, quando o lucro foi de 2,441 bilhões de reais, houve avanço de 29%.
A corretora também mostra preocupação com o peso da China na carteira de clientes da Vale, que passou de 42% para 61% entre dezembro e março. Para a Brascan, embora represente um alívio de curto prazo, a maior dependência chinesa "aumenta o risco para a empresa, uma vez que não vemos, no médio prazo, uma recuperação significativa para três de seus grandes mercados: a Europa, os EUA e o Japão".
A Brascan afirma que deve rever as projeções para a Vale, a fim de incorporar os novos dados do balanço e da economia. Por ora, a corretora mantém a recomendação de outperform (desempenho acima do mercado) para as ações da Vale, com preço-alvo de 52,07 reais por papel - o que indica um potencial de alta de 57% sobre o fechamento desta quarta-feira (6/5).
Ao mesmo tempo, a mineradora não conseguiu controlar os gastos de modo a anular a queda da receita. "É importante ressaltar que houve uma perda de eficiência operacional no 1º trimestre, visto que os custos passaram a representar 52% da receita bruta, contra 45% no trimestre anterior", afirma o analista Rodrigo Ferraz, que assina o relatório da Brascan.
O resultado foi um resultado operacional mais fraco que o esperado. O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por exemplo, somou 5,446 bilhões de reais. A cifra é 17% menor que a estimativa da Brascan, e também 17% inferior ao do último trimestre de 2008. Em relação ao início do ano passado, o recuo foi de 18%.
O lucro líquido - 3,151 bilhões de reais - ficou dentro do esperado pela corretora. Em relação ao primeiro quartil de 2008, o recuo foi de 1%. No comparativo com o final do ano, quando o lucro foi de 2,441 bilhões de reais, houve avanço de 29%.
A corretora também mostra preocupação com o peso da China na carteira de clientes da Vale, que passou de 42% para 61% entre dezembro e março. Para a Brascan, embora represente um alívio de curto prazo, a maior dependência chinesa "aumenta o risco para a empresa, uma vez que não vemos, no médio prazo, uma recuperação significativa para três de seus grandes mercados: a Europa, os EUA e o Japão".
A Brascan afirma que deve rever as projeções para a Vale, a fim de incorporar os novos dados do balanço e da economia. Por ora, a corretora mantém a recomendação de outperform (desempenho acima do mercado) para as ações da Vale, com preço-alvo de 52,07 reais por papel - o que indica um potencial de alta de 57% sobre o fechamento desta quarta-feira (6/5).
Resultados da Vale e da Gerdau decepcionam os investidores - Parte III
Gerdau
Já a Gerdau, maior grupo siderúrgico da América Latina, apresentou uma receita líquida inferior ao esperado. A Brascan projetava 7,151 bilhões de reais, e o resultado efetivo foi de 6,968 bilhões. Em relação ao primeiro trimestre de 2008, a cifra foi 22% menor. Já sobre o último trimestre, o recuo foi de 26%.
Como o volume de vendas, 3,061 milhões de toneladas, ficou dentro do esperado pela Brascan, a receita menor é explicada pela queda de preços mais forte que a projetada pela corretora.
A siderúrgica também apresentou outros números decepcionantes. O lucro líquido da companhia, de apenas 35 milhões de reais, representa um tombo de 89% sobre o último trimestre de 2008, e de 96% sobre os três primeiros meses.
A Brascan já projetava também um ebitda menor para o grupo - 935 milhões de reais. Mas o resultado veio bem menor: 599 milhões, um recuo de 59% sobre o quarto trimestre, e de 70% sobre o primeiro. A margem de ebitda, 8,6%, também mostra que a companhia perdeu eficiência no período. O indicador foi de 15,4% e 22,2% para o último e o primeiro trimestre de 2008, respectivamente.
Já a Gerdau, maior grupo siderúrgico da América Latina, apresentou uma receita líquida inferior ao esperado. A Brascan projetava 7,151 bilhões de reais, e o resultado efetivo foi de 6,968 bilhões. Em relação ao primeiro trimestre de 2008, a cifra foi 22% menor. Já sobre o último trimestre, o recuo foi de 26%.
Como o volume de vendas, 3,061 milhões de toneladas, ficou dentro do esperado pela Brascan, a receita menor é explicada pela queda de preços mais forte que a projetada pela corretora.
A siderúrgica também apresentou outros números decepcionantes. O lucro líquido da companhia, de apenas 35 milhões de reais, representa um tombo de 89% sobre o último trimestre de 2008, e de 96% sobre os três primeiros meses.
A Brascan já projetava também um ebitda menor para o grupo - 935 milhões de reais. Mas o resultado veio bem menor: 599 milhões, um recuo de 59% sobre o quarto trimestre, e de 70% sobre o primeiro. A margem de ebitda, 8,6%, também mostra que a companhia perdeu eficiência no período. O indicador foi de 15,4% e 22,2% para o último e o primeiro trimestre de 2008, respectivamente.
AMBEV
Lucro da AmBev cresce 32% e supera as expectativas da Brascan
No primeiro trimestre, empresa também registrou aumento na receita e ebitda, além de uma diminuição da dívida
| 07.05.2009 | 14h34
Portal EXAME -
Os resultados referentes ao primeiro trimestre do ano, apresentados pela AmBev nesta quinta-feira (7/5), superaram as expectativas da corretora Brascan. A empresa registrou lucro líquido de 1,613 bilhão de reais no primeiro trimestre do ano, o que representa um aumento de 32,2% em relação ao ano anterior. O bom resultado já refletiu na bolsa. Às 12h42, os papéis preferenciais da AmBev (AMBV4 - sem direito a voto) registravam alta de 1,63% - a quarta maior da sessão -, negociados a 126,92 reais. No mesmo instante a Bovespa registrava baixa de 2,35%, aos 50.290 pontos.
“O primeiro trimestre de 2009 foi um começo positivo e importante para um ano que acreditamos que pode se tornar bastante desafiador”, escreveu a empresa em comunicado oficial. “Apesar de a indústria no Brasil ter sido impactada positivamente tanto pelos resultados macroeconômicos quanto por um clima mais favorável, temos observado uma tendência de desaceleração nos volumes da indústria na maioria dos mercados nos quais operamos, como resultado da atual situação econômica mundial”.
A receita líquida da AmBev atingiu 5,6 bilhões de reais no trimestre - 7,7% acima da estimativa da Brascan e 17% maior ao do mesmo período de 2008. O crescimento foi impulsionado pelo aumento de volume das operações brasileiras. O Ebitda (lucro antes de impostos, juros e amortizações) atingiu a marca de 2,6 bilhões de reais, 22,6% maior em relação ao ano passado.
No primeiro trimestre, empresa também registrou aumento na receita e ebitda, além de uma diminuição da dívida
| 07.05.2009 | 14h34
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Os resultados referentes ao primeiro trimestre do ano, apresentados pela AmBev nesta quinta-feira (7/5), superaram as expectativas da corretora Brascan. A empresa registrou lucro líquido de 1,613 bilhão de reais no primeiro trimestre do ano, o que representa um aumento de 32,2% em relação ao ano anterior. O bom resultado já refletiu na bolsa. Às 12h42, os papéis preferenciais da AmBev (AMBV4 - sem direito a voto) registravam alta de 1,63% - a quarta maior da sessão -, negociados a 126,92 reais. No mesmo instante a Bovespa registrava baixa de 2,35%, aos 50.290 pontos.
“O primeiro trimestre de 2009 foi um começo positivo e importante para um ano que acreditamos que pode se tornar bastante desafiador”, escreveu a empresa em comunicado oficial. “Apesar de a indústria no Brasil ter sido impactada positivamente tanto pelos resultados macroeconômicos quanto por um clima mais favorável, temos observado uma tendência de desaceleração nos volumes da indústria na maioria dos mercados nos quais operamos, como resultado da atual situação econômica mundial”.
A receita líquida da AmBev atingiu 5,6 bilhões de reais no trimestre - 7,7% acima da estimativa da Brascan e 17% maior ao do mesmo período de 2008. O crescimento foi impulsionado pelo aumento de volume das operações brasileiras. O Ebitda (lucro antes de impostos, juros e amortizações) atingiu a marca de 2,6 bilhões de reais, 22,6% maior em relação ao ano passado.
E a Sadia?
Após movimento recente dos papéis, Link fecha call de compra de ação PN da Sadia
Por: Equipe InfoMoney
08/05/09 - 21h04
InfoMoney
SÃO PAULO - A corretora Link enviou nesta sexta-feira (8) um release em que sugere o fechamento do call de compra das ações preferenciais da Sadia (SDIA4) por enxergar potencial de ganhos limitado às ações com uma possível fusão da companhia com a rival Perdigão.
No dia 25 de março, a corretora divulgou um relatório em que recomendava a compra dos ativos devido à possibilidade da fusão. Segundo seus analistas, pelo fato das ações preferenciais possuírem um tag along de 80%, existia a possibilidade de prêmio substancial no caso da concretização da operação, uma vez que os papéis preferenciais da Sadia estavam muito descontados em relação aos ordinários.
Porém, visto a recente valorização dos ativos e com conhecimento dos balanços de dezembro de 2008, os analistas voltaram atrás e recomendam, para aqueles que entraram no call, a venda das ações, para realizar o lucro de 51,5% no período, uma vez que não existem indícios de que, no caso da aquisição ser confirmada, o pagamento por ação seja maior que R$ 6,00, o que significaria um pagamento de R$ 4,80 para os acionistas minoritários, valor igual ao preço de fechamento da sexta-feira.
Por: Equipe InfoMoney
08/05/09 - 21h04
InfoMoney
SÃO PAULO - A corretora Link enviou nesta sexta-feira (8) um release em que sugere o fechamento do call de compra das ações preferenciais da Sadia (SDIA4) por enxergar potencial de ganhos limitado às ações com uma possível fusão da companhia com a rival Perdigão.
No dia 25 de março, a corretora divulgou um relatório em que recomendava a compra dos ativos devido à possibilidade da fusão. Segundo seus analistas, pelo fato das ações preferenciais possuírem um tag along de 80%, existia a possibilidade de prêmio substancial no caso da concretização da operação, uma vez que os papéis preferenciais da Sadia estavam muito descontados em relação aos ordinários.
Porém, visto a recente valorização dos ativos e com conhecimento dos balanços de dezembro de 2008, os analistas voltaram atrás e recomendam, para aqueles que entraram no call, a venda das ações, para realizar o lucro de 51,5% no período, uma vez que não existem indícios de que, no caso da aquisição ser confirmada, o pagamento por ação seja maior que R$ 6,00, o que significaria um pagamento de R$ 4,80 para os acionistas minoritários, valor igual ao preço de fechamento da sexta-feira.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
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Ações de BB, Itaú Unibanco e Bradesco são destaque
06 de Maio de 2009 | 08:00
Apenas sete bancos apresentaram ações com rentabilidade positiva entre as 21 instituições financeiras da América Latina e Estados Unidos analisadas pela consultoria Economática. Entre eles estão os brasileiros Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco. O levantamento considerou as ações de bancos com ativos acima de US$ 100 bilhões, do início do ano até a última segunda-feira (dia 4).
Os papéis do norte-americano Morgan Stanley encabeçam a lista, com valorização de 68,99%. Entre os nacionais, o mais bem colocado é o Banco do Brasil (quarto lugar). As ações do BB se valorizaram 36,15%, desempenho que pode estar ligado à maior estabilidade creditada aos bancos estatais, diz o gerente de Relações Institucionais da Economática, Einar Rivero.
O Bradesco aparece em quinto lugar, à frente do Itaú Unibanco, maior concorrente nacional. "Mesmo após a fusão, o Bradesco permanece mais interessante em relação ao Itaú Unibanco", observa Rivero. O papel do Santander Brasil manteve cotação estável no período e ocupa a oitava posição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Apenas sete bancos apresentaram ações com rentabilidade positiva entre as 21 instituições financeiras da América Latina e Estados Unidos analisadas pela consultoria Economática. Entre eles estão os brasileiros Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco. O levantamento considerou as ações de bancos com ativos acima de US$ 100 bilhões, do início do ano até a última segunda-feira (dia 4).
Os papéis do norte-americano Morgan Stanley encabeçam a lista, com valorização de 68,99%. Entre os nacionais, o mais bem colocado é o Banco do Brasil (quarto lugar). As ações do BB se valorizaram 36,15%, desempenho que pode estar ligado à maior estabilidade creditada aos bancos estatais, diz o gerente de Relações Institucionais da Economática, Einar Rivero.
O Bradesco aparece em quinto lugar, à frente do Itaú Unibanco, maior concorrente nacional. "Mesmo após a fusão, o Bradesco permanece mais interessante em relação ao Itaú Unibanco", observa Rivero. O papel do Santander Brasil manteve cotação estável no período e ocupa a oitava posição. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009
Petrobras é a 4ª empresa mais respeitada do mundo
A Petrobras saltou do vigésimo para o quarto lugar entre as companhias mais respeitadas do mundo, segundo pesquisa divulgada pelo Reputation Institute (RI), empresa privada de assessoria e pesquisa, com sede em Nova York. O ranking relaciona 200 grandes empresas do mundo e é realizado anualmente desde 2006. Com a quarta posição, a Petrobras superou empresas como Fedex, Google, Microsoft, 3M, Honda, Philips, General Electric e Walt Disney Co.
O mesmo ranking internacional revela que, entre as brasileiras, a Petrobras aparece em primeiro lugar, à frente da Sadia (5º), Votorantim (20º) e Vale (28º). À frente da Petrobras, no ranking internacional, estão duas empresas europeias e uma norte-americana: Ferrero (Itália), Ikea (Suécia) e Johnson & Johnson (EUA).
A Petrobras conquistou também a melhor posição entre as empresas de energia. O Reputation Institute criou um modelo de avaliação (Modelo RepTrak) que mede o nível de estima, confiança, respeito e admiração, por meio de pesquisas realizadas com consumidores do país de origem das empresas. Foram realizadas 75 mil avaliações, de janeiro a março de 2009, em 32 países.
O Reputation Institute avalia sete dimensões que integram o modelo da instituição, com base em pesquisas qualitativas e quantitativas, e explicam a reputação de uma empresa no âmbito internacional: liderança, cidadania, performance, produtos/serviços, inovação, ambiente de trabalho e governança.
O mesmo ranking internacional revela que, entre as brasileiras, a Petrobras aparece em primeiro lugar, à frente da Sadia (5º), Votorantim (20º) e Vale (28º). À frente da Petrobras, no ranking internacional, estão duas empresas europeias e uma norte-americana: Ferrero (Itália), Ikea (Suécia) e Johnson & Johnson (EUA).
A Petrobras conquistou também a melhor posição entre as empresas de energia. O Reputation Institute criou um modelo de avaliação (Modelo RepTrak) que mede o nível de estima, confiança, respeito e admiração, por meio de pesquisas realizadas com consumidores do país de origem das empresas. Foram realizadas 75 mil avaliações, de janeiro a março de 2009, em 32 países.
O Reputation Institute avalia sete dimensões que integram o modelo da instituição, com base em pesquisas qualitativas e quantitativas, e explicam a reputação de uma empresa no âmbito internacional: liderança, cidadania, performance, produtos/serviços, inovação, ambiente de trabalho e governança.
Gerdau registra queda de 96% do lucro líquido no primeiro trimestre de 2009
A companhia siderúrgica Gerdau apresentou seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2009 nesta quinta-feira (7), tendo obtido resultados menores que os do mesmo período do ano passado, mas próximos às projeções de analistas consultados pela InfoMoney - com exceção do Ebitda.
De acordo com a empresa, sua receita líquida atingiu R$ 6,9 bilhões ao longo dos três primeiros meses de 2009, o que redundou em queda de 26% frente ao trimestre anterior. Em relação ao lucro líquido, houve retração de 88% na mesma base de comparação.
AdequaçãoJá o Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa no primeiro trimestre marcou redução de 69% frente aos três meses encerrados em março de 2008, atingindo R$ 599 milhões.
Na visão dos gestores da empresa, "a menor produção do primeiro trimestre de 2009 fez parte da adequação da companhia à retração da demanda verificada nos mercados mundiais".
De acordo com a empresa, sua receita líquida atingiu R$ 6,9 bilhões ao longo dos três primeiros meses de 2009, o que redundou em queda de 26% frente ao trimestre anterior. Em relação ao lucro líquido, houve retração de 88% na mesma base de comparação.
AdequaçãoJá o Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa no primeiro trimestre marcou redução de 69% frente aos três meses encerrados em março de 2008, atingindo R$ 599 milhões.
Na visão dos gestores da empresa, "a menor produção do primeiro trimestre de 2009 fez parte da adequação da companhia à retração da demanda verificada nos mercados mundiais".
terça-feira, 5 de maio de 2009
Sem-terra milionário - Parte 1
O sem-terra que produz
O argentino Gustavo Grobocopatel, dono da Los Grobo, avança no meio rural brasileiro com um modelo de negócios inovador - ele não é o dono das propriedades que cultiva
Lia Lubambo Gustavo Grobocopatel, da Los Grobo: entre os maiores do agronegócio brasileiro Por Guilherme Fogaça | 30.04.2009 | 00h01
Revista EXAME -
Encontramos duas coisas que não achávamos que existiam: um agricultor que sabe fazer conta e um argentino gente boa." A frase, dita com a típica picardia carioca, é de André Sá, um dos ex-sócios do extinto banco Pactual. O hermano descrito como simpático e bom de cálculo é Gustavo Grobocopatel, controlador da Los Grobo, uma das maiores empresas agrícolas da Argentina.
A união entre os cariocas do Pactual Capital Partners, o PCP, fundo que gere o dinheiro dos ex-sócios do banco, e o grupo com sede em Carlos Casares, na província de Buenos Aires, aconteceu no ano passado. Por 100 milhões de dólares, o PCP comprou uma participação de 25% na Los Grobo. A ideia de casamento partiu de diferentes interesses, mas com um ponto em comum: o Brasil.
Os financistas queriam fincar os pés no setor agrícola, e Grobocopatel, diante das crescentes dificuldades vividas pelo seu país natal, estava buscando capital e parceria para explorar o mercado brasileiro. Passados 14 meses, a Los Grobo passou de zero a 120 000 hectares cultivados no Brasil - mais da metade da área plantada pela SLC, maior empresa agrícola brasileira listada em bolsa. Ou seja, em pouco mais de um ano já senta à mesa dos maiores produtores agrícolas do país.
O argentino Gustavo Grobocopatel, dono da Los Grobo, avança no meio rural brasileiro com um modelo de negócios inovador - ele não é o dono das propriedades que cultiva
Lia Lubambo Gustavo Grobocopatel, da Los Grobo: entre os maiores do agronegócio brasileiro Por Guilherme Fogaça | 30.04.2009 | 00h01
Revista EXAME -
Encontramos duas coisas que não achávamos que existiam: um agricultor que sabe fazer conta e um argentino gente boa." A frase, dita com a típica picardia carioca, é de André Sá, um dos ex-sócios do extinto banco Pactual. O hermano descrito como simpático e bom de cálculo é Gustavo Grobocopatel, controlador da Los Grobo, uma das maiores empresas agrícolas da Argentina.
A união entre os cariocas do Pactual Capital Partners, o PCP, fundo que gere o dinheiro dos ex-sócios do banco, e o grupo com sede em Carlos Casares, na província de Buenos Aires, aconteceu no ano passado. Por 100 milhões de dólares, o PCP comprou uma participação de 25% na Los Grobo. A ideia de casamento partiu de diferentes interesses, mas com um ponto em comum: o Brasil.
Os financistas queriam fincar os pés no setor agrícola, e Grobocopatel, diante das crescentes dificuldades vividas pelo seu país natal, estava buscando capital e parceria para explorar o mercado brasileiro. Passados 14 meses, a Los Grobo passou de zero a 120 000 hectares cultivados no Brasil - mais da metade da área plantada pela SLC, maior empresa agrícola brasileira listada em bolsa. Ou seja, em pouco mais de um ano já senta à mesa dos maiores produtores agrícolas do país.
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Sem-terra milionário - Parte 2
O curioso é que a Los Grobo faz tudo isso sem ter um só palmo de terra próprio para a produção. Ao todo, são 745 000 hectares - área cinco vezes maior que o município de São Paulo - arrendados ou pertencentes a produtores vinculados à companhia nos quatro países em que atua, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
O modelo de negócio criado por Grobocopatel, que chegou a ser estudado na Universidade Harvard, é inédito no mercado brasileiro. A Los Grobo arrenda uma propriedade e, uma vez instalada, oferece serviços aos vizinhos e compra sua produção. "Para cada hectare que plantamos, fomentamos 2 de outros produtores", diz Grobocopatel, presidente da companhia. É do financiamento de produtores, apoio técnico, logística e armazenagem que sai a maior parte das receitas. O restante vem da comercialização de grãos. Os produtores podem se associar à empresa antes do plantio, na colheita ou apenas na hora de vender a produção. "Foi esse modelo flexível que ajudou a Los Grobo a crescer rapidamente no Brasil", diz José Carlos Hausknecht, um dos sócios da consultoria paulista MBAgro.
O embrião do atual modelo surgiu em 1989, quando Grobocopatel, aos 26 anos e já formado em engenharia agronômica, começou a consultar livros para melhorar a gestão da empresa de seu pai, filho de imigrantes judeus nascidos no que hoje é a Moldova.
Em vez de ler as obras clássicas voltadas para o mundo dos negócios, Grobocopatel se sentiu atraído pelos livros de Manuel Castells, o sociólogo espanhol que desenvolveu a teoria da sociedade em rede. Grobocopatel viu que não iria longe se seguisse o modelo do pai, baseado na aquisição de terras - os valores necessários seriam muito altos. Por isso, investiu na ideia de ser o elo de uma rede de produtores independentes. Em meados da década de 80, a empresa tinha apenas quatro funcionários e faturava menos de 3 milhões de dólares. Hoje são 900 funcionários e receita de 800 milhões de dólares projetada para 2009.
O modelo de negócio criado por Grobocopatel, que chegou a ser estudado na Universidade Harvard, é inédito no mercado brasileiro. A Los Grobo arrenda uma propriedade e, uma vez instalada, oferece serviços aos vizinhos e compra sua produção. "Para cada hectare que plantamos, fomentamos 2 de outros produtores", diz Grobocopatel, presidente da companhia. É do financiamento de produtores, apoio técnico, logística e armazenagem que sai a maior parte das receitas. O restante vem da comercialização de grãos. Os produtores podem se associar à empresa antes do plantio, na colheita ou apenas na hora de vender a produção. "Foi esse modelo flexível que ajudou a Los Grobo a crescer rapidamente no Brasil", diz José Carlos Hausknecht, um dos sócios da consultoria paulista MBAgro.
O embrião do atual modelo surgiu em 1989, quando Grobocopatel, aos 26 anos e já formado em engenharia agronômica, começou a consultar livros para melhorar a gestão da empresa de seu pai, filho de imigrantes judeus nascidos no que hoje é a Moldova.
Em vez de ler as obras clássicas voltadas para o mundo dos negócios, Grobocopatel se sentiu atraído pelos livros de Manuel Castells, o sociólogo espanhol que desenvolveu a teoria da sociedade em rede. Grobocopatel viu que não iria longe se seguisse o modelo do pai, baseado na aquisição de terras - os valores necessários seriam muito altos. Por isso, investiu na ideia de ser o elo de uma rede de produtores independentes. Em meados da década de 80, a empresa tinha apenas quatro funcionários e faturava menos de 3 milhões de dólares. Hoje são 900 funcionários e receita de 800 milhões de dólares projetada para 2009.
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Sem-terra milionário - Parte 3
Apesar do crescimento até agora, o grande teste da Los Grobo serão os próximos anos no Brasil. No prazo de um ano, a meta é que o mercado brasileiro passe a responder por mais de 50% das receitas. O pano de fundo dessa movimentação é o sonho de se tornar um gigante regional. Por enquanto, as operações brasileiras estão concentradas na região do "Mapito", como é chamada a junção dos estados de Maranhão, Piauí e Tocantins. "Foi uma questão de prioridade", diz Sá, vice-presidente da Los Grobo. "Como era uma nova fronteira, se demorássemos iríamos perder as melhores chances." Depois do Mapito, a companhia quer ir para Mato Grosso e, de lá, descerá para o Sudeste e o Sul.
No Brasil, são raros os casos de empresas locais que fazem o meio-de-campo entre os produtores e as grandes exportadoras - a francesa Louis Dreyfus e as americanas ADM, Bunge, Cargill e Monsanto. São essas companhias que financiam os produtores. Em razão da crise, elas estão reduzindo o financiamento para os produtores e, com isso, a Los Grobo está aproveitando o vácuo para crescer. "Quando a parte mais aguda da crise passar, o ambiente voltará a ficar mais concorrido", diz André Pessoa, diretor da Agroconsult. Além disso, a Los Grobo está acostumada a operar na Argentina, país de solo mais fértil. Por aqui, é preciso investir mais no início da produção. Financiar o gasto inicial só faz sentido se houver um contrato de longo prazo com o fazendeiro. Mas o próprio Grobocopatel reconhece que o produtor brasileiro não costuma aceitar vínculos longos. Mais do que produzir, seu desafio é provar que o modelo vitorioso na Argentina também dá certo por aqui.
No Brasil, são raros os casos de empresas locais que fazem o meio-de-campo entre os produtores e as grandes exportadoras - a francesa Louis Dreyfus e as americanas ADM, Bunge, Cargill e Monsanto. São essas companhias que financiam os produtores. Em razão da crise, elas estão reduzindo o financiamento para os produtores e, com isso, a Los Grobo está aproveitando o vácuo para crescer. "Quando a parte mais aguda da crise passar, o ambiente voltará a ficar mais concorrido", diz André Pessoa, diretor da Agroconsult. Além disso, a Los Grobo está acostumada a operar na Argentina, país de solo mais fértil. Por aqui, é preciso investir mais no início da produção. Financiar o gasto inicial só faz sentido se houver um contrato de longo prazo com o fazendeiro. Mas o próprio Grobocopatel reconhece que o produtor brasileiro não costuma aceitar vínculos longos. Mais do que produzir, seu desafio é provar que o modelo vitorioso na Argentina também dá certo por aqui.
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Sem-terra milionário - Parte 3
Bradesco
Inadimplência e crédito menor a empresas reduzem lucro do Bradesco
A instituição financeira teve um lucro de 1,724 bilhão no primeiro trimestre, uma baixa de 9,6%
| 04.05.2009 | 15h33
Portal EXAME -
Os dois fatores preponderantes para a queda de 9,6% no lucro líquido do banco Bradesco no primeiro trimestre foram o crescimento da inadimplência e a redução da carteira de crédito das grandes empresas. A taxa de inadimplência subiu de 3,5% no primeiro trimestre de 2008 para 4,3% agora. Já a carteira de crédito a corporações cresceu de 83,2 bilhões de reais para 81,8 bilhões. Com isso, lucro caiu para 1,723 bilhão de rais.
A queda na carteira de crédito a pessoas jurídicas foi a primeira após 17 trimestres consecutivos de alta. O desafio do banco agora é tentar compensar as perdas e se equilibrar até o quatro trimestre deste ano, período em que se espera uma redução da inadimplência.
Segundo o vice-presidente do Bradesco, Milton Vargas, a expectativa é de que entre agosto e setembro aconteça um pico de inadimplência (inclui atrasos superiores a 90 dias), registrando 4,9%. No entanto, a partir dessa data, espera-se uma queda consistente dos atrasos juntamente com os juros. O efeito da crise trouxe muitas dificuldades e fez com que as empresas e pessoas físicas não cumprissem seus compromissos, mas isso não é algo estrutural. Nós já anunciávamos essa tendência, afirmou Vargas.
A instituição financeira teve um lucro de 1,724 bilhão no primeiro trimestre, uma baixa de 9,6%
| 04.05.2009 | 15h33
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Os dois fatores preponderantes para a queda de 9,6% no lucro líquido do banco Bradesco no primeiro trimestre foram o crescimento da inadimplência e a redução da carteira de crédito das grandes empresas. A taxa de inadimplência subiu de 3,5% no primeiro trimestre de 2008 para 4,3% agora. Já a carteira de crédito a corporações cresceu de 83,2 bilhões de reais para 81,8 bilhões. Com isso, lucro caiu para 1,723 bilhão de rais.
A queda na carteira de crédito a pessoas jurídicas foi a primeira após 17 trimestres consecutivos de alta. O desafio do banco agora é tentar compensar as perdas e se equilibrar até o quatro trimestre deste ano, período em que se espera uma redução da inadimplência.
Segundo o vice-presidente do Bradesco, Milton Vargas, a expectativa é de que entre agosto e setembro aconteça um pico de inadimplência (inclui atrasos superiores a 90 dias), registrando 4,9%. No entanto, a partir dessa data, espera-se uma queda consistente dos atrasos juntamente com os juros. O efeito da crise trouxe muitas dificuldades e fez com que as empresas e pessoas físicas não cumprissem seus compromissos, mas isso não é algo estrutural. Nós já anunciávamos essa tendência, afirmou Vargas.
50.000 pontos
Nos 50 mil pontos, não há quem não questione a sobriedade da bolsa
Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
04/05/09 - 19h00
InfoMoney
SÃO PAULO - Nos 50 mil pontos, a bolsa já acumula quase 70% de alta desde seu "fundo do poço", em outubro do ano passado; um dos melhores desempenhos do mundo. Mas o que resta para a bolsa brasileira depois desta marca impressionante?
Quanto mais se acumula ganhos, mais aumenta a pressão pela realização. Esta semana parecia ideal para a correção, com muitos investidores apostando no ajuste em Wall Street devido ao volume mais tímido de negócios que as bolsas norte-americanas assistiam nos últimos dias.
Pelo gap em relação à abertura dos mercados externos na sexta-feira, pela evolução da epidemia de gripe suína no final de semana, todas as atenções se voltavam para este início de semana, que surpreendeu. Por aqui, a bolsa não enfrenta este "problema" de volume citado para Wall Street. Pelo contrário, parece mais sólida e com motivos mais consistentes para subir que a maioria das bolsas internacionais; por isso o volume recorde da segunda-feira, por isso um dos melhores desempenhos do mundo.
Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
04/05/09 - 19h00
InfoMoney
SÃO PAULO - Nos 50 mil pontos, a bolsa já acumula quase 70% de alta desde seu "fundo do poço", em outubro do ano passado; um dos melhores desempenhos do mundo. Mas o que resta para a bolsa brasileira depois desta marca impressionante?
Quanto mais se acumula ganhos, mais aumenta a pressão pela realização. Esta semana parecia ideal para a correção, com muitos investidores apostando no ajuste em Wall Street devido ao volume mais tímido de negócios que as bolsas norte-americanas assistiam nos últimos dias.
Pelo gap em relação à abertura dos mercados externos na sexta-feira, pela evolução da epidemia de gripe suína no final de semana, todas as atenções se voltavam para este início de semana, que surpreendeu. Por aqui, a bolsa não enfrenta este "problema" de volume citado para Wall Street. Pelo contrário, parece mais sólida e com motivos mais consistentes para subir que a maioria das bolsas internacionais; por isso o volume recorde da segunda-feira, por isso um dos melhores desempenhos do mundo.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Lucro do Bradesco cai 9,6% no 1º tri, para R$ 1,72 bilhão
O Bradesco anunciou nesta segunda-feira lucro líquido trimestral menor, impactado por um aumento de provisões para empréstimos de difícil recuperação e crescimento menor da carteira de crédito. O segundo maior banco privado do País teve lucro de R$ 1,723 bilhão no primeiro trimestre, queda de 9,6% em relação ao resultado ajustado obtido um ano antes.
No quarto trimestre do ano passado, o Bradesco teve lucro de R$ 1,6 bilhão, queda de 27% em relação ao quarto trimestre de 2007. "A deterioração do rating de algumas empresas e o atraso no pagamento pelas pessoas físicas nos levaram a aumentar o nível de provisionamento", informa o Bradesco em balanço.
A provisão para devedores duvidosos (PDD) subiu de R$ 1,667 bilhão nos primeiros três meses de 2008 para R$ 2,92 bilhões no trimestre passado. Enquanto isso, o índice de inadimplência total, que vinha se mantendo estável nos trimestres anteriores na faixa de 3,5%, avançou para 4,3%.
"Trabalhamos com um cenário de pequeno crescimento desse índice para os próximos 2 trimestres, estabilizando-se até o final do ano", informa o banco.
No quarto trimestre do ano passado, o Bradesco teve lucro de R$ 1,6 bilhão, queda de 27% em relação ao quarto trimestre de 2007. "A deterioração do rating de algumas empresas e o atraso no pagamento pelas pessoas físicas nos levaram a aumentar o nível de provisionamento", informa o Bradesco em balanço.
A provisão para devedores duvidosos (PDD) subiu de R$ 1,667 bilhão nos primeiros três meses de 2008 para R$ 2,92 bilhões no trimestre passado. Enquanto isso, o índice de inadimplência total, que vinha se mantendo estável nos trimestres anteriores na faixa de 3,5%, avançou para 4,3%.
"Trabalhamos com um cenário de pequeno crescimento desse índice para os próximos 2 trimestres, estabilizando-se até o final do ano", informa o banco.
domingo, 3 de maio de 2009
Bovespa tem 8 semanas de alta e ganha 15,5% em abril
30 de Abril de 2009 | 17:57
Abril foi um mês mais do que favorável à Bovespa. Nem mesmo o risco iminente de um alerta de pandemia pela Organização Mundial da Saúde por causa da gripe suína abateu o ânimo dos investidores em comprar ações. A Bovespa terminou com a maior alta mensal dos últimos anos e fechou oito semanas seguidas no azul. Hoje, voltou a pisar nos 48 mil pontos e ainda pela manhã, com a ajuda dos investidores estrangeiros e, claro, do clima favorável no exterior.
A Bovespa terminou a quinta-feira em alta de 0,13%, aos 47.289,53 pontos. Na mínima do dia, atingiu os 47.235 pontos (+0,02%) e, na máxima, os 48.126 pontos (+1,90%). Em todo o mês de abril, a Bolsa acumulou elevação de 15,55%, a mesma registrada em fevereiro de 2005 e a maior desde então. Também foi o segundo mês seguido no azul. Na semana, subiu 1,10% e, em 2009, acumula elevação de 25,94%. O giro financeiro totalizou R$ 5,409 bilhões.
A volta dos investidores estrangeiros foi fundamental para garantir tal desempenho às bolsas, e o retorno foi pautado na certeza de que a economia doméstica está mais bem preparada para passar por esta crise. Ao desavisado, o comportamento tão robusto para a Bovespa pode parecer que a desaceleração econômica mundial ficou para trás, mas não é bem assim. Tanto que muitos analistas avaliam que a Bovespa estaria "cara" e que uma realização de lucros não está descartada. Segundo alguns, a recuperação deste mês foi uma correção rápida ao tombo registrado no pior momento da crise, quando caiu abaixo dos 30 mil pontos.
Abril foi um mês mais do que favorável à Bovespa. Nem mesmo o risco iminente de um alerta de pandemia pela Organização Mundial da Saúde por causa da gripe suína abateu o ânimo dos investidores em comprar ações. A Bovespa terminou com a maior alta mensal dos últimos anos e fechou oito semanas seguidas no azul. Hoje, voltou a pisar nos 48 mil pontos e ainda pela manhã, com a ajuda dos investidores estrangeiros e, claro, do clima favorável no exterior.
A Bovespa terminou a quinta-feira em alta de 0,13%, aos 47.289,53 pontos. Na mínima do dia, atingiu os 47.235 pontos (+0,02%) e, na máxima, os 48.126 pontos (+1,90%). Em todo o mês de abril, a Bolsa acumulou elevação de 15,55%, a mesma registrada em fevereiro de 2005 e a maior desde então. Também foi o segundo mês seguido no azul. Na semana, subiu 1,10% e, em 2009, acumula elevação de 25,94%. O giro financeiro totalizou R$ 5,409 bilhões.
A volta dos investidores estrangeiros foi fundamental para garantir tal desempenho às bolsas, e o retorno foi pautado na certeza de que a economia doméstica está mais bem preparada para passar por esta crise. Ao desavisado, o comportamento tão robusto para a Bovespa pode parecer que a desaceleração econômica mundial ficou para trás, mas não é bem assim. Tanto que muitos analistas avaliam que a Bovespa estaria "cara" e que uma realização de lucros não está descartada. Segundo alguns, a recuperação deste mês foi uma correção rápida ao tombo registrado no pior momento da crise, quando caiu abaixo dos 30 mil pontos.
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Lucro da Embraer cai 75% no 1º trimestre a R$ 38,3 mi
30 de Abril de 2009 | 09:05
A fabricante brasileira de aeronaves Embraer anunciou ontem à noite que registrou lucro líquido consolidado de R$ 38,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 74,8% sobre o mesmo período do ano passado. No período, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da companhia recuou 7,9%, para R$ 209,6 milhões.
Já a receita líquida aumentou 14,9% entre os meses de janeiro a março de 2009, totalizando R$ 2,667 bilhões. Segundo a companhia, o avanço se deu, principalmente, por conta da alta de 33% da taxa média de câmbio na comparação entre os períodos. A receita líquida do segmento de aviação comercial representou 75,4% do total das receitas da Embraer nos três primeiros meses deste ano, ante parcela de 69,6% mantida em igual período do ano passado, totalizando R$ 2,011 bilhões.
O segmento de defesa e governo manteve-se praticamente estável, na mesma base de comparação, com parcela de 5,9% da receita, totalizando R$ 156,8 milhões. Com a entrega de dois jatos Legacy 600 e seis Phenom 100 no primeiro trimestre deste ano, comparados a sete entregas de Legacy 600 no mesmo período do ano anterior, a receita do segmento de aviação executiva atingiu R$ 162,3 milhões, representando redução de 46,2% na comparação com o apurado em igual intervalo do ano passado.
Já o segmento de serviços aeronáuticos registrou faturamento de R$ 296,2 milhões de janeiro a março, 34,9% acima do verificado no primeiro trimestre de 2008. Segundo a companhia, a melhora deve-se à oscilação cambial verificada na comparação entre os períodos. Demissões As despesas operacionais da Embraer totalizaram R$ 346,8 milhões no primeiro trimestre de 2009, o que representa um aumento de 17,7% em relação ao apurado em igual intervalo de 2008. Em seu balanço financeiro, a empresa explica que o aumento deve-se basicamente aos gastos extraordinários relativos à dispensa de aproximadamente 4 mil empregados realizada no período.
A fabricante brasileira de aeronaves Embraer anunciou ontem à noite que registrou lucro líquido consolidado de R$ 38,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 74,8% sobre o mesmo período do ano passado. No período, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da companhia recuou 7,9%, para R$ 209,6 milhões.
Já a receita líquida aumentou 14,9% entre os meses de janeiro a março de 2009, totalizando R$ 2,667 bilhões. Segundo a companhia, o avanço se deu, principalmente, por conta da alta de 33% da taxa média de câmbio na comparação entre os períodos. A receita líquida do segmento de aviação comercial representou 75,4% do total das receitas da Embraer nos três primeiros meses deste ano, ante parcela de 69,6% mantida em igual período do ano passado, totalizando R$ 2,011 bilhões.
O segmento de defesa e governo manteve-se praticamente estável, na mesma base de comparação, com parcela de 5,9% da receita, totalizando R$ 156,8 milhões. Com a entrega de dois jatos Legacy 600 e seis Phenom 100 no primeiro trimestre deste ano, comparados a sete entregas de Legacy 600 no mesmo período do ano anterior, a receita do segmento de aviação executiva atingiu R$ 162,3 milhões, representando redução de 46,2% na comparação com o apurado em igual intervalo do ano passado.
Já o segmento de serviços aeronáuticos registrou faturamento de R$ 296,2 milhões de janeiro a março, 34,9% acima do verificado no primeiro trimestre de 2008. Segundo a companhia, a melhora deve-se à oscilação cambial verificada na comparação entre os períodos. Demissões As despesas operacionais da Embraer totalizaram R$ 346,8 milhões no primeiro trimestre de 2009, o que representa um aumento de 17,7% em relação ao apurado em igual intervalo de 2008. Em seu balanço financeiro, a empresa explica que o aumento deve-se basicamente aos gastos extraordinários relativos à dispensa de aproximadamente 4 mil empregados realizada no período.
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