segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mercado prevê inflação acima do teto da meta em 2011

O mercado financeiro passou a prever o descumprimento da meta de inflação neste ano, após a redução dos juros e a alta do dólar, mostrou o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. O prognóstico para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011 subiu de 6,46% na semana anterior para 6,52%.

Fonte: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/10-noticias-para-lidar-com-os-mercados-nesta-segunda-feira-49?page=2&slug_name=10-noticias-para-lidar-com-os-mercados-nesta-segunda-feira-49

Crise do euro pode causar aperto de crédito, diz Soros

A crise atual é mais séria do que a de 2008 e as dificuldades com a dívida soberana na Europa podem levar a uma retração fiscal global e também a um aperto de crédito, disse o bilionário investidor George Soros. O magnata dos fundos hedge disse que a seriedade da crise atual se deve ao fato da Zona do Euro não ter autoridade legal institucionalizada para lidar com os problemas do bloco.

Fonte: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/10-noticias-para-lidar-com-os-mercados-nesta-segunda-feira-49

Mercados: bolsas sobem à espera de solução rápida para Grécia.

As bolsas na Europa e os índices futuros de Wall Street avançam diante da cobrança feita por ministros das finanças e presidentes de bancos centrais aos líderes europeus, com o objetivo de intensificarem os esforços para conter a crise da região. O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, lembrou no domingo que a crise da dívida europeia e a possível consequência dela para o setor bancário é o “maior risco que desafia a economia global hoje”. A expectativa de que a crise pode se agravar provoca a queda nos preços das commodities.

Bolsas da Ásia recuam com pessimismo em relação a dívida na Europa

SÃO PAULO – Em um dia de pessimismo quanto a uma resolução para a crise da dívida na Zona do Euro, os principais índices acionários da Ásia terminaram o pregão desta segunda-feira (26) em queda.

O benchmark Nikkei, que acompanha as negociações da Bolsa de Tóquio, encerrou em queda de 2,17%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, fechou em baixa de 1,48%, ao passo que o Shanghai Composite, da Bolsa de Xangai, recuou 1,64%.

Fim do feriado
Após um feriado que durou três dias, os investidores em Tóquio aproveitaram o pregão para se livrar de posições acionárias mantidas durante a paralisação, repercutindo as perdas acumuladas por Wall Street no período. Enquanto Angela Merkel, chanceler alemã, pedia uma expansão dos poderes do fundo europeu de resgate para evitar o calote da Grécia, o mercado se mostrou cético quanto a uma solução.

Com a queda do preço das commodities, ações de empresas ligadas à produção se desvalorizaram. Os papéis da Mitsui Mining & Smelting recuaram 6,25% ao fim do dia, enquanto os da Mitsui & Co., que foca no comércio exterior, tiveram queda de 0,55% em seus ativos. No setor financeiro, o pior desempenho ficou com os do Shinsei Bank, com baixa de 4,88%.

No entanto, com uma retração de 12,3%, os da Nippon Electric Glass, que fabrica vidros para telas de LCD, se destacam, refletindo a queda nas projeções de lucro para o primeiro semestre fiscal – entre abril e setembro – por causa da baixa demanda pelo mundo por produtos em geral.


Fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2217478-bolsas+asia+recuam+com+pessimismo+relacao+divida+europa

terça-feira, 9 de agosto de 2011

ALL registra lucro líquido de R$ 185,6 milhões, alta de 19,9% sobre 2T10

SÃO PAULO - A ALL Logística (ALLL3) divulgou na manhã desta terça-feira (9) um crescimento de 19,9% do lucro líquido na comparação com o mesmo período do ano anterior, aos R$ 185,6 milhões.

Segundo a companhia, tal desempenho é explicado pela elevação do volume ferroviário no Brasil, o qual cresceu 9,6% no trimestre. Conforme o diretor-presidente da companhia, Paulo Basílio, escreve em relatório de divulgação do resultado, tal incremento permitiu "fortes ganhos de participação de mercado no segmento de commodities agrícolas e uma melhora na produtividade do nosso material rodante, que aumentou a capacidade total de transporte em nossa malha ferroviária".

Segundo o balanço da empresa, o Ebitda referente ao segmento de commodities agrícolas registrou um avanço de 47,5%, aos R$ 361,5 milhões. Enquanto isso, a linha produtos industriais marcou alta de 2,5% e a serviços rodoviários, decréscimo de 0,1%.

Deste modo, considerando-se apenas a ALL Operações Ferroviárias e Rodoviárias, o lucro líquido foi de R$ 182,4 milhões, um salto de 19,2% na comparação trimestral. Já a Brado Logística - em seu primeiro trimestre de fase operacional - marcou um salto de 78,2% no lucro líquido, aos R$ 3,2 milhões.

Ganhos de produtividade
Por fim, Basílio ressalta que, apesar das taxas de juros e despesas financeiras mais elevadas, o trimestre também foi marcado por ganhos de produtividade e de participação de mercado no negócio ferroviário, além de melhorias no fluxo de caixa, o qual foi impulsionado pelo crescimento do Ebitda e por menores necessidades de capital de giro, e pela criação da Ritmo Logística.

Queda das bolsas não abala EBX, diz Eike

São Paulo - O bilionário Eike Batista disse na segunda-feira que o seu grupo EBX, que atua nos setores de energia, mineração e transporte, continua sólido e possui um caixa "abundante" para realizar seus investimentos, apesar da queda no valor das suas ações nos últimos dias.

Eike, homem mais rico do Brasil e oitavo do mundo, afirmou que as empresas do grupo EBX estão sendo punidas por investidores porque a maior parte delas ainda está no estágio de implantação, sem gerar faturamento.

O grupo EBX tem cinco empresas operando na Bovespa, e o valor somado delas diminuiu cerca de 7,3 bilhões de reais na segunda-feira, quando o índice caiu 8,08 por cento. Foi a maior queda desde 22 de outubro de 2008.

Eike, dono de mais de dois terços das ações da EBX, disse que está encarando os prejuízos com naturalidade. A EBX e suas subsidiárias têm 11,5 bilhões de dólares em caixa, afirmou ele numa entrevista telefônica, e devem começar a produzir petróleo e eletricidade até o final do ano.

"Não há nada que eu possa fazer a respeito do fato de estarmos pré-operacionais", disse Eike. "Mas, embora ainda não tenhamos produção, não somos exatamente uma empresa júnior, e pretendemos levar nossos investimentos adiante."

As empresas do grupo EBX, que devem investir 15,5 bilhões de dólares em 2011 e 2012, estiveram entre as maiores baixas registradas na Bovespa. A OGX teve queda de 16,3 por cento, com forte volume de ações negociadas. Em uma semana, essa empresa, que representa mais de dois terços da capitalização de mercado do grupo, perdeu quase um terço do seu valor.

A LLX, de logística, registrou baixa de 14,6 por cento, enquanto a MMX Mineração e Metálicos, voltada para a produção de minério de ferro, teve queda de 9,7 por cento.

Mantega diz que mercado perdeu confiança na recuperação global

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta segunda-feira que, se houver um agravamento na guerra cambial, o Brasil terá de tomar mais medidas para impedir que a economia brasileira seja "atacada". Além disso, ele afirmou que o governo tem como fornecer crédito ao mercado interno caso as fontes externas sequem.

"Temos reservas fiscal e monetária muito maiores do que tínhamos (na crise de 2008), então, um ataque cambial não vai haver aqui", disse Mantega a jornalistas após participar de reunião de coordenação com presidente Dilma Rousseff. "Já temos alguns instrumentos para controlar o câmbio se houver algun exagero...nós vamos atuar nos derivativos com mais força, como já estamos começando a atuar."

"Se faltar crédito para o comércio internacional, nós vamos usar as reservas (internacionais). Se faltar crédito no mercado interno, nós temos os bancos privados e públicos", disse, acrescentando que se os Estados Unidos decidirem fazer outro programa de "quatitative easing", seria ruim para o Brasil.

O ministro reconheceu que o Brasil não está imune à crise internacional e que haverá consequências, mas salientou que o país está melhor preparado.

"O Brasil está preparado, mas não está imune... E aí nós temos de estar prontos para reagir e não deixar que a economia brasileira seja afetada", afirmou o ministro.

Força-tarefa para acalmar mercados

Mantega disse ainda que os mercados perderam a confiança na recuperação na economia mundial e que há avaliações de que ela poderia até mesmo caminhar para uma recessão. O ministro criticou ainda os líderes europeus pela demora na resolução de seus problemas fiscais internos.

Segundo o ministro, apesar do rebaixamento do rating dos Estados Unidos pela Standard & Poor's, de "AAA" para "AA+" na sexta-feira, os mercados continuam fugindo para a segurança financeira, o que explica a forte queda da bolsa brasileira nesta tarde . Ou seja, para os títulos públicos norte-americanos, conhecidos como Treasuries.

"Confio na solidez da moeda norte-americana. É claro que eles têm de resolver vários problemas. O principal é a recuperação econômica", afirmou ele.

Os comentários de Mantega foram os últimos de uma espécie de força-tarefa do governo para acalmar os mercados nesta segunda-feira. No início da tarde, a presidente Dilma Rousseff garantiu que o país tem reservas fortes, bancos robustos e um mercado interno forte, condições importantes para enfrentar a crise.

Em entrevista à Reuters, o diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Aldo Mendes, também fez coro ao afirmar que descartava uma disparada do dólar e um aperto no crédito como ocorreu em 2008.

Já o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Coporativos do BC, Luiz Awazu Pereira, disse a jornalistas que o governo está tratando a turbulência internacional com "sangue frio".

Moody's justifica manutenção da nota 'AAA' dos EUA

A agência de avaliação financeira Moody's fez uma análise nesta segunda-feira da magnitude da crise americana - considerando o dólar, a gestão do endividamento e a situação do debate político - para justificar sua decisão de continuar classificando a nota da dívida do país em "AAA", a melhor possível.

"Apesar de as perspectivas econômicas de curto prazo ainda mostrarem uma certa debilidade, cremos que no longo prazo ela voltará a ser favorável para muitas outras economias desenvolvidas. Isso oferece uma base sólida às finanças públicas" dos Estados Unidos, explicou a Moody's em um comunicado.

A agência também recorda "o efeito mundial da queda do dólar, que estimula uma maior demanda para os ativos lastreados em dólares, entre os quais figuram as obrigações do Tesouro dos Estados Unidos".

A Moody's também disse que a dívida dos Estados Unidos não é incontrolável e que a aprovação no Congresso do aumento do limite do endividamento no dia 2 de agosto é um "passo dado numa boa direção, o da redução do déficit".

No dia 2 de agosto, a Moody's mudou de "estável" para "negativa" a perspectiva da nota dos Estados Unidos.

Bolsas da Ásia despencam mas se recuperam no fim do pregão

Cingapura - As bolsas de valores asiáticas tombaram nesta terça-feira, com investidores buscando se adaptar a uma rápida redução das previsões para o crescimento econômico global e dos Estados Unidos, mas os índices se recuperaram após as mínimas do dia.

Os principais índices da região despencaram no início do pregão. Os mercados de Wall Street perderam mais de 6 por cento na segunda-feira, o primeiro dia de operações desde o histórico rebaixamento do rating "AAA" dos EUA pela Standard & Poor's.

Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 1,68 por cento, tendo chegado a uma depreciação de 4 por cento.

O índice MSCI da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caía 2,46 por cento às 8h10 (horário de Brasília), após queda de mais de 6 por cento antes.

A bolsa da Austráia teve a recuperação mais dramática, passando de declínio de 5 por cento para encerrar em alta de 1,22 por cento. Em Taiwan, compras realizadas por fundos de pensão estatais ajudaram a reduzir as perdas iniciais e o mercado terminou em queda de 0,79 por cento.

"Nem na crise financeira global nós vimos essa volatilidade extraordinária", disse Justin Gallagher, diretor de vendas do RBS em Sydney.

Operadores relataram cobertura de posições vendidas antes do anúncio de política monetária do Federal Reserve, mais tarde, como um fator por trás da recuperação na Ásia, assim como a caça a ações baratas.

Dados da China divulgados nesta terça-feira não conseguiram dar alívio ao investidor, mostrando a inflação ao consumidor perto dos maiores níveis em três anos.

O índice de Seul chegou a desabar 10 por cento, mas encerrou em queda de 3,6 por cento. A economia da Coreia do Sul, especialmente vulnerável aos fluxos globais de capital, foi fortemente impactada em 2008.

Em Hong Kong, o mercado perdeu 2,8 por cento, recuperando-se após declínio de mais de 7 por cento.

O índice referencial de Xangai perdeu 0,03 por cento e Cingapura encerrou em baixa de 3,70 por cento.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Bolsas da Ásia caem com rebaixamento dos EUA

Tóquio - Os mercados asiáticos iniciaram a semana em queda ainda mais acentuada do que a registrada na sexta-feira. Os investidores elevaram o nível de pessimismo depois do rebaixamento da nota de risco dos Estados Unidos e com a continuidade da crise da dívida europeia.

Este foi o caso de Hong Kong, onde a Bolsa estendeu as perdas pelo quinto pregão consecutivo. O índice Hang Seng caiu 2,2% e encerrou aos 20.490,57 pontos.

Na China, as Bolsas tiveram a pior pontuação em mais de um ano, com as preocupações de que as turbulências globais poderão atingir fortemente o país asiático. O índice Xangai Composto caiu 3,8% e terminou aos 2.526,82 pontos, o pior fechamento desde julho de 2010 e maior queda diária porcentual desde novembro. O índice Shenzhen Composto baixou 4,4% e encerrou aos 1.113,37 pontos.

O iuane se valorizou em relação ao dólar, após o rebaixamento da nota dos EUA. Isso fez com que o Banco Central chinês rebaixasse a taxa de paridade central dólar-iuane para o seu recorde histórico (de 6,4451 iuanes para 6,4305 iuanes). No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,4360 iuanes, abaixo do fechamento de sexta-feira, que foi de 6,4404 iuanes - a moeda chinesa se valorizou 6% em relação à unidade dos EUA desde junho de 2010.

A Bolsa de Taipé, em Taiwan, também fechou na menor pontuação desde julho de 2010. O índice Taiwan Weighted cedeu 3,82% e terminou aos 7.552,80 pontos.

Na Coreia do Sul, a Bolsa de Seul apresentou queda pelo quinto pregão seguido, na menor pontuação em quase dez meses, com agressivas vendas por parte de investidores de varejo. O índice Kospi recuou 3,82% e terminou aos 1.869,45 pontos, o pior fechamento desde 19 de outubro de 2010 - o índice acumula perdas de 14% nas últimas cinco sessões.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, teve a pior queda em dois anos. O índice S&P/ASX 200 baixou 2,9% e encerrou aos 3.986,1 pontos.

Em Manila, a Bolsa das Filipinas encerrou também em forte queda. O índice PSE caiu 2,40% e terminou aos 4.331,24 pontos, com todos os subíndices em declínio.

A Bolsa de Cingapura teve forte baixa, seguindo os fracos desempenhos dos mercados regionais. O índice Straits Times caiu pela quinta sessão, perdendo 3,7% e fechando aos 2.884,00 pontos - maior baixa em 13 meses.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 1,8% e fechou aos 3.850,26 pontos, com vendas de blue chips por investidores estrangeiros.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, cedeu 1,4% e fechou aos 1.078,19 pontos, seguindo as perdas nos mercados regionais.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 1,8% e fechou aos 1.496,99 pontos, menor nível desde 17 de março. As informações são da Dow Jones.

Bolsas da Europa voltam a cair por temor com EUA

Paris - As bolsas de valores da Europa voltavam a registrar forte queda nesta segunda-feira e o índice de blue chips recuava pelo 11o pregão seguido, com o rebaixamento da nota da dívida dos Estados Unidos alimentando temores de que a maior economia do mundo possa entrar em uma nova recessão.

A compra de bônus italianos e espanhóis pelo Banco Central Europeu (BCE) --medida para impedir o espalhamento da crise de dívida da zona do euro-- limitava os declínios dos mercados.

O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações no continente, operava em queda de 1,99 por cento, a 955,59 pontos, às 8h08 (horário de Brasília). O índice de blue-chips da zona do euro Euro STOXX 50 perdia 1,06 por cento, aos 2.349 pontos.

O índice Thomson Reuters de bancos de países europeus periféricos --que desabou 14 por cento na semana passada-- subia 1,9 por cento. As ações do Banco Popolare avançavam 4,4 por cento e as do Banco Santander se apreciavam em 3,2 por cento.

O índice de volatilidade Euro STOXX 50, principal medida do nervosismo do investidor, subia 9 por cento, atingindo o maior nível dos últimos 14 meses e denotando uma crescente aversão a risco nos mercados.

As ações cíclicas eram novamente abatidas, com destaque para os setores industrial e de mineração, por temores sobre o impacto do rebaixamento dos EUA sobre o crescimento econômico global.

Os papéis da Rio Tinto perdiam 4,5 por cento, os da Siemens recuavam 2,5 por cento e os da EADS tombavam 5,7 por cento.

Moody's: EUA ainda precisam de mais cortes de déficit

Nova York - A agência de classificação de risco Moody's reiterou nesta segunda-feira o alerta de que pode reduzir a nota dos Estados Unidos antes de 2013 se as perspectivas fiscais ou econômicas do país enfraquecerem significativamente.

A agência acrescentou, no entanto, acreditar que o novo acordo de dívida de Washington pode reduzir o déficit antes disso.

"Para que o rating AAA seja mantido, nós iremos procurar novas medidas que resultem em uma relação dívida federal sobre PIB, por exemplo, atingindo o pico não distante do nível projetado em 2012 ou perto de 75 por cento até meados da década, e declinando a partir de então no longo prazo", disse Steven Hess, analista da Moody's, em nota.

"O acordo (de dívida) da semana passada sugere que um acordo que cumpra esse critério até o começo de 2013 será desafiador, dada a polarização política, mas não impossível."

CVC entra com pedido de registro de companhia na CVM

São Paulo - A CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens entrou com pedido de registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ainda não foi registrado na autarquia o pedido de oferta inicial de ações (IPO), mas são conhecidos no mercado os planos da empresa, uma das maiores operadoras de turismo do País, de abrir o capital, que datam de antes de o fundo de private equity norte-americano Carlyle adquirir o controle da companhia, em janeiro do ano passado.

Caso a oferta se concretize, este será o segundo IPO de uma empresa brasileira que recebeu investimentos do Carlyle. A primeira foi a Qualicorp, que mesmo em meio a um cenário pouco favorável à captação de recursos via emissão de ações, conseguiu captar R$ 1,085 bilhão com sua oferta.

Em abril, portanto antes da piora do cenário econômico global, o diretor do Carlyle no Brasil, Fernando Borges, comentou, em conversa com jornalistas, que o investidor está bem mais seletivo com IPOs, mas avaliou que havia espaço "para bons ativos".

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Principais notícias: Investidores pressionam para Petrobras sair de leilão

SÃO PAULO – Associações de classe e investidores de energia elétrica reivindicam ao Ministério de Minas e Energia que a Petrobras (PETR3, PETR4) seja excluída do leilão de energia A-3, destinado ao fornecimento de eletricidade em 2014.

A justificativa apresentada foi as mudanças das regras impostas pela estatal, que participará da disputa como investidora e fornecedora de gás para termelétricas.

A notícia é um dos principais destaques da imprensa nesta sexta-feira (6). Veja também as demais manchetes referentes à economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:

O Estado de S. Paulo
B1 - Mercado global revive tensões de 2008;
B6 - Brasil está preparado, diz equipe econômica;
B9 - Pressão pode excluir Petrobras de leilão.

Valor Econômico
B4 - Casino fatura € 1 bi na web e vai lançar shopping virtual;
B4 - TAM conclui auditoria para avaliar 31% da Trip;
C1 - Crise corrói confiança e derruba mercados;
D3 - Vendas da Gerdau cresce, mas custos em alta derrubam lucro;
D9 - Multiplus amplia lucro em 250% no trimestre.

Folha de S. Paulo
Mercado - Teles terão de aumentar velocidade da web.

O Globo
Economia - Lojas Americanas fecha 2º tri com lucro de R$ 43,4 milhões.

Mercado está reprecificando a bolsa com os temores de recessão nos EUA e Europa

SÃO PAULO – A forte queda do Ibovespa nesta quinta-feira (4) - com variação negativa de 5,72%, o índice bateu sua mínima desde 17 de julho de 2009 - pode ter sido reflexo do pessimismo dos investidores em relação à verdadeira situação dos Estados Unidos e também dos países da Zona do Euro, com os problemas de âmbito fiscal dessas economias ficando cada vez mais perceptíveis, o que acaba diminuindo o otimismo dos investidores em manterem posições em mercados de alto risco, como a bolsa.

“O mercado está muito pessimista”, disse Luis Otávio de Souza Leal, economista do Banco ABC Brasil, taxativo sobre o assunto. “As intervenções do Banco Central japonês e a continuidade do programa de compra de ativos pelo Banco Central europeu mostraram um aumento nas chances de recessão nas economias centrais”, afirma o economista.

Para Leal, isso tem gerado uma onda de reprecificação dos ativos dentro das bolsas de todo o planeta, deixando evidente que essa queda brusca não foi exclusividade do Ibovespa. Na Argentina, o Merval, principal índice de ações da bolsa local, recuou 6,01%. Já dentre os desenvolvidos, as bolsas europeias chegaram a seu quinto dia seguido de queda, enquanto nos EUA o Dow Jones teve sua maior queda diária desde dezembro de 2008.

Crise nos EUA preocupou
Já André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, lembra da forte crise política vivida nos Estados Unidos essa semana por conta do impasse sobre a elevação do teto da dívida. “A elevação do teto da dívida teve um custo severo e os EUA estão sem incentivos fiscais”, afirmou Perfeito.

Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, destacou ainda que a "radicalização do processo" de elevação do teto da dívida, que sempre foi muito simples, acabou assuntando os investidores. Nesse cenário, a bolsa brasileira acaba sofrendo bastante, tendo em vista sua forte relação com o setor externo.

Exposição ao setor externo prejudica bolsa
Além disso, boa parte da liquidez da bolsa brasileira está concentrada em empresas com forte exposição internacional, lembram os especialistas. “As ações mais importantes aqui, como Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3; VALE5) dependem muito da economia externa”, afirma Perfeito.

“Nossos papéis estão muito concentrados em empresas que sofrem com essa chance de recessão”, lembra Leal, chamando a atenção também para o conjunto da bolsa. “Somos muito concentrados em commodities, bancos, que sofrem com as medidas do Banco Central, e em consumo, que podem ser atingidas por uma recessão no crédito.”, completa o economista do ABC Brasil.

Leite concorda com Perfeito e Leal, mas lembra que a situação é natural de crises. “A exposição da bolsa brasileira ao setor externo é muito grande. E quando a coisa aperta, eles tiram daqui”, afirma o professor, lembrando sua crença de que que os próximos dois anos serão marcados por incertezas no mercado.

Bolsas europeias operam em queda

Londres -As principais Bolsas da Europa registravam quedas na manhã desta sexta-feira, após os resultados ruins registrados na quinta-feira, atribuídos pelos investidores às inquietantes perspectivas da economia mundial e à crise da dívida na Europa.

O índice Dax de Frankfurt registrava queda de 1,37%, o Footsie-100 de Londres perdia 1,75% e o CAC 40 de Paris 0,20%.

Milão perdia 0,47% e Madri, que chegou a registrar leve alta, operava em queda de 0,18%.

Itália anuncia crescimento de 0,3% no 2º trimestre

Milão -A economia italiana registrou no segundo trimestre um crescimento de 0,3%, uma alta em relação ao período anterior, quando teve alta de 0,1%, informou o instituto de estatísticas ISTAT.

O dado confirma as expectativas dos economistas consultados pela agência Dow Jones Newswires.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% no primeiro trimestre, uma alta considerada modesta na comparação com o 1,5% da Alemanha e até mesmo do 0,9% da França.

O aumento em ritmo anual alcançou 0,8% no segundo trimestre, segundo o ISTAT.

O crescimento no segundo trimestre se deve a "uma redução do valor agregado da agricultura e a um aumento do valor agregado da indústria e dos serviços", destacou o instituto de estadísticas.

Para todo o ano de 2011, o governo de Silvio Berlusconi prevê um crescimento de 1,1%.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Aversão ao risco se intensifica nesta quinta-feira e bolsas desabam

SÃO PAULO – Os principais mercados acionários ao redor do globo registram forte queda nesta quinta-feira (4), diante do forte clima de aversão ao risco por parte dos investidores que se intensificou nos últimos dias.

Por volta das 13h, o Ibovespa registrava retração de 5,81%, enquanto os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P 500, nos EUA, caiam2,75%, 3,31% e 3,09%, respectivamente. A Europa não é exceção e o índice FTSE 100, de Londres, cai 3,43%, do mesmo modo que o CAC 40 e o DAX, na França e Alemanha, respectivamente, se retraem em 3,90% e em 3,40%, respectivamente.

Os principais mercados acionários registram, em sua maioria, trajetória negativa desde a semana anterior, quando a agenda era marcada pelo impasse político norte-americano para elevar o teto da dívida pública, bem como as incertezas quanto à economia europeia. Nem mesmo a confirmação de algumas agências de rating apontando que manterão a nota da maior economia mundial em Aaa altera o humor dos investidores.

Nesta manhã, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, anunciou um programa para injetar mais liquidez nos bancos do continente.

Quarto pregão consecutivo em baixa
Por aqui, o Ibovespa segue para a quarta sessão consecutiva no campo negativo. Neste período, o índice registrou uma retração considerável, uma vez que a pontuação de fechamento do índice no último pregão em alta era de 58.823 pontos, frente aos 52.762 pontos no momento.

Por fim, "também causa apreensão a possibilidade de novo gatilho técnico de exercício de venda do Ibovespa ao atingir 55.300 pontos", alerta em relatório Marco Melo, head de análise da Ágora Corretora.

Ações em forte queda
Entre as ações do índice Bovespa cujas cotações despencam, destacam-se as da MMX (MMXM3), da LLX (LLXL3) e da Duratex (DTEX3), em retração de 14,42%, 13,75% e 11,43%, respectivamente. Nenhuma ação do Ibovespa registra valorização.

http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2174577-aversao+risco+intensifica+nesta+quinta+feira+bolsas+desabam

Cyrela anuncia renovação de programa de recompra de ações

SÃO PAULO – A Cyrela (CYRE3) informou nesta quinta-feira (4) um novo programa de recompra de ações pelo prazo de um ano, limitado a até 10% das ações ordinárias em circulação no mercado, ou ao valor de R$ 75 milhões.

Segundo comunicado pela empresa, o programa prevê a “aplicação de forma eficiente dos recursos disponíveis da companhia” e leva em consideração a expectativa de rentabilidade a médio e longo prazo.

Cyrela recompra 3,8 milhões de ações
A companhia já adota tal política, uma vez que no mesmo documento anunciou o encerramento do programa de recompra anunciado em agosto do ano anterior. No período em questão, foram adquiridas 3,81 milhões de ações ordinárias, as quais são mantidas em tesouraria para, posteriormente, serem canceladas ou alienadas.

Quase metade dos europeus acredita que pior da crise está por vir

Bruxelas - Cerca de 47% dos cidadãos da União Europeia (UE) acredita que o pior do impacto da crise econômica no emprego ainda está por vir, contra 43% que considera o contrário, indica a última pesquisa do Eurobarômetro.

Publicada nesta quinta-feira pela Comissão Europeia, a pesquisa revela que "o otimismo" na opinião pública nos 27 estados-membros da UE volta, porque desde a primavera de 2009 há menos cidadãos que veem o futuro ainda mais negro que o presente.

Na Espanha, 53% dos entrevistados entre seis e 26 de maio sustenta que o mercado de trabalho ainda não percebeu o impacto mais negativo da crise e que, portanto, vai piorar, o que representa cinco pontos percentuais menos que na pesquisa de outono de 2010.

Cerca 40% afirma que a partir de agora só virão melhores tempos para os trabalhadores, o que representa cinco pontos percentuais mais que no outono passado.

O Eurobarômetro mostra que há amplas diferenças na percepção dos estados-membros da UE. A maioria dos cidadãos em 14 países-membros acredita que o ponto máximo da crise já foi alcançado, especialmente na Dinamarca (68%), Estônia (64%) e Áustria (62%).

A opinião contrária a sustentam outros 13 países, principalmente em Portugal (80%), Grécia (78%), Chipre (63%), Reino Unido (61%) e Irlanda (60%).

Tanto Portugal quanto a Grécia e Irlanda foram resgatados ou estão sendo assistidos pela UE.

Ibovespa em mais um dia de cão cai 6%; nenhuma ação em alta

São Paulo - O Ibovespa vive um dia de cão e lembra a fase mais aguda da crise financeira de 2008. O principal índice de ações da bolsa brasileira, na mínima do dia, chegou a cair 6,04%, para os 52.628 pontos. Confira na tabela abaixo o desempenho dos papéis às 13h20.

As bolsas americanas também estão em forte queda. O índice Dow Jones, o mais acompanhado de Wall Street, chegou a atingir a mínima de 11.527 pontos, a 3,2%. Nenhuma ação está em alta. Os índices Nasdaq e o S&P500 também tombam.

O ouro, considerado um ativo seguro em momentos de tensão, chegou ao recorde de 1.684 dólares a onça em NY. O contrato para setembro do barril de petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) recua 3,99%, a US$ 88,26 o barril. Mais cedo, o contrato atingiu US$ 87,93, o menor nível desde o final de fevereiro.

Na Europa, as principais bolsas da região também caem forte. O índice CAC 40, da bolsa de Paris, cai 3,9%. Na Alemanha, o DAX 30 recua 2,15%. Na Inglaterra, o FTSE100 despenca 3,43%. Na Espanha, a queda do IBEX35 chegou a 3,89%. Em Portugal, o PSI20 perdeu 3,26% e, na Itália, o MIB caiu 3,21%.

Após o medo sobre a possibilidade de um calote da dívida americana por conta de uma disputa política no Congresso, o mercado voltou o foco para o que perturba os economistas e os investidores desde 2008, que é o ritmo de recuperação da economia global.

Recuperação global

A maior crise financeira desde Grande Recessão levou alguns países europeus a gastar mais do que poderiam para conter as cicatrizes deixadas pelas economias enfraquecidas. Agora, chegou a hora de pagar a conta, e ela está mais alta porque o custo de novos financiamentos saltou.

O mercado especula que após a Grécia e a Irlanda, Itália e Portugal sejam os próximos dominós a cair na região da Zona do Euro, o que atrasaria ainda mais a recuperação do continente e, de quebra, de todo o mundo.

Novo estímulo?

Nos Estados Unidos a situação não é diferente. Após uma rodada de salvamento dos bancos e duas de afrouxamento monetário (chamadas de Quantitative Easing, nas versões 1 e 2), a expectativa agora é pela 3ª versão. O QE3 seria nada mais do religar as máquinas de imprimir dólares.

Foi essa esperança que fez as bolsas do país subirem na última hora do pregão ontem, enquanto o mundo todo estava em baixa. Mas a realidade bateu na porta mais uma vez. Nada foi anunciado pelo Banco Central americano (Federal Reserve) e nem pelo Tesouro do país.

Hoje o Departamento de Trabalho americano divulgou que o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana foi melhor do que as expectativas do mercado, mas ainda não suficientes para animar os investidores.

A grande espera é pelo Relatório de Emprego, que trará um panorama detalhado sobre o mercado de trabalho americano e que será publicado amanhã. A expectativa é de uma criação de 84 mil vagas no mês de julho. A taxa de desemprego está em 9,2%.

Na semana passada, a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no segundo trimestre decepcionou o mercado. O país cresceu 1,3% no período, abaixo do 1,8% esperado pelos economistas. O resultado do primeiro trimestre foi ainda revisado para baixo, de 1,9% para apenas 0,4%.

Dow Jones tomba com temor sobre economia global

São Paulo – As bolsas americanas estão em forte queda nesta quinta-feira (4). O índice Dow Jones, o mais acompanhado de Wall Street, chegou a atingir a mínima de 11.527 pontos, a 3,2%. Nenhuma ação está em alta. Os índices Nasdaq e o S&P500 também tombam.

Após o medo sobre a possibilidade de um calote da dívida americana por conta de uma disputa política no Congresso, o mercado voltou o foco para o que perturba os economistas e os investidores desde 2008, que é o ritmo de recuperação da economia global.

A maior crise financeira desde Grande Recessão levou alguns países europeus a gastar mais do que poderiam para conter as cicatrizes deixadas pelas economias enfraquecidas. Agora, chegou a hora de pagar a conta, e ela está mais alta porque o custo de novos financiamentos saltou.

O mercado especula que após a Grécia e a Irlanda, Itália e Portugal sejam os próximos dominós a cair na região da Zona do Euro, o que atrasaria ainda mais a recuperação do continente e, de quebra, de todo o mundo.

EUA

Nos Estados Unidos a situação não é diferente. Após uma rodada de salvamento dos bancos e duas de afrouxamento monetário (chamadas de Quantitative Easing, nas versões 1 e 2), a expectativa agora é pela 3ª versão. O QE3 seria nada mais do que religar as máquinas de imprimir dólares.

Foi essa esperança que fez as bolsas do país subirem na última hora do pregão ontem, enquanto o mundo todo estava em baixa. Mas a realidade bateu na porta mais uma vez. Nada foi anunciado pelo Banco Central americano (Federal Reserve) e nem pelo Tesouro do país.

Hoje o Departamento de Trabalho americano divulgou que o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana foi melhor do que as expectativas do mercado, mas ainda não foi o suficiente para animar os investidores.

A grande espera é pelo Relatório de Emprego, que trará um panorama detalhado sobre o mercado de trabalho americano e que será publicado amanhã. A expectativa é de uma criação de 84 mil vagas no mês de julho. A taxa de desemprego deve ficar em 9,2%.

Na semana passada, a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no segundo trimestre decepcionou o mercado. O país cresceu 1,3% no período, abaixo do 1,8% esperado pelos economistas. O resultado do primeiro trimestre foi ainda revisado para baixo, de 1,9% para apenas 0,4%.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Câmara dos EUA aprova aumento de teto da dívida

São Paulo - Por 269 votos a favor, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira o aumento do teto da dívida do país. A medida, que pode impedir que os Estados Unidos decretem calote pela primeira vez em sua história, recebeu 161 contrários. O projeto também deve passar pelo Senado nesta terça-feira em horário ainda indefinido.

O plano conjunto feito por líderes democratas e republicanos, com o apoio de Barack Obama, aumenta em 2,4 trilhões de dóláres o limite de endividamento do país. A previsão é que o valor seja suficiente para o país pagar todos os seus compromissos até 2013. A medida também prevê cortes de quase 2,7 trilhões de dóláres no déficit público nos próximos 10 anos.

No Senado, o plano precisará do apoio de pelo menos 60 deputados para ser aceito. O aumento do teto da dívida americana deve ainda ser sancionado pelo presidente Barack Obama até a meia-noite desta terça-feira para impedir que o país declare calote e tenha sua nota rebaixada pelas agências de risco.

Lucro da Usiminas tomba, mas fica dentro do esperado

A maior produtora de aços planos do Brasil, Usiminas apresentou um resultado de segundo trimestre em linha com o esperado pelo mercado, apesar do tombo de 62% no lucro líquido na comparação com o mesmo período de 2010.

A companhia, mais impactada pela crise que vive o setor de aço mundial em meio ao excesso de oferta, fraqueza do dólar e alta contínua nos custos com matérias-primas, encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 157 milhões contra ganho de R$ 415 milhões um ano antes.

Enquanto isso, a média de expectativas de oito analistas consultados pela Reuters previa lucro líquido de R$ 161,7 milhões para a Usiminas.

Na comparação com o primeiro trimestre, um dos piores resultados da empresa nos últimos anos, em que o lucro foi de ligeiros R$ 16 milhões, a empresa apresentou números melhores, com redução de custos e aumento de margens de lucro.

Apesar da melhora no resultado sobre o primeiro trimestre, quando a empresa ainda sentia efeitos de descontos de preços aplicados em 2010 em meio à forte competição contra aço importado, a Usiminas cita no segundo trimestre uma desaceleração da economia brasileira, para onde passou a dedicar mais seus esforços de vendas nos últimos meses.

"No segundo trimestre, os principais indicadores evoluíram apontando um movimento de desaceleração que parece ter-se generalizado entre os setores da economia (...) Contudo, as expectativas de melhoria dos negócios nos próximos meses sustentam um cenário de moderado otimismo", comenta a Usiminas no balanço.

Em termos operacionais, o Ebitda (geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) fechou o segundo trimestre em R$ 365 milhões, queda de 58% na comparação anual, mas alta de 8% sobre os três primeiros meses de 2011.

Analistas esperavam uma geração de caixa de R$ 354,1 milhões, em média. A margem, que caiu de 24,3% um ano antes para 12,1% no três meses encerrados em junho, ficou acima dos 10,6% esperados.

Por unidade de negócio, todas as aéreas da empresa apresentaram evolução sobre o primeiro trimestre. A margem de siderurgia cresceu de 4% para 7% e a de mineração subiu de 65% para 68%.

A companhia produziu um volume de 1,858 milhão de toneladas de aço bruto, crescimento de 4% sobre o primeiro trimestre, mas queda de mesma proporção sobre um ano antes. Enquanto isso, as vendas somaram 1,583 milhão de toneladas, estável sobre o primeiro trimestre mas abaixo dos 1,821 milhões do segundo trimestre de 2010.

A Usiminas teve um custo de produtos vendidos 6% menor que no primeiro trimestre, apoiada em redução de uso de serviços de terceiros a quem teve de recorrer nos três primeiros meses do ano em meio às fortes chuvas que atingiram os Estados do Sudeste no período e que obrigaram contratações de esquemas alternativos de transporte.

Programa de reformas grego é "impressionante" e poderá tirar país da crise, diz OCDE

SÃO PAULO - O progresso do programa de reformas do governo grego pode levar o país à melhoria do nível de vida, ao crescimento econômico e à criação de emprego, classificado ainda como "impressionante" pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) ao apresentar nesta terça-feira (2), em Atenas, um relatório acerca da Grécia.

Além disto, a OCDE apontou que o progresso do programa pode contribuir para a redução da dívida do país em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) para níveis sustentáveis, além de permitir que a Grécia vença a crise da dívida, que ameaça sua permanência na Zona do Euro.

"As reformas realizadas durante o ano passado são impressionantes. Com maior competitividade, estamos vendo os primeiros sinais de que o tão necessário ajuste macroeconômico está gradualmente acontecendo ", apontou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria.

No último dia 21 de julho, os líderes europeus concordaram com um novo programa de resgate à Grécia no valor de € 109 bilhões, sendo que € 50 bilhões frutos de iniciativa privada. O plano - que também inclui corte nos juros pagos pelo país - objetiva cobrir todas as necessidades de financiamento gregas, e pretende unir não só a comunidade do continente como também o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o setor privado para apoiar o país, que se vê incapaz de honrar suas dívidas, com implicações tanto políticas quanto mercadológicas.

Dívida grega poderá cair 60% em duas décadas
De acordo com o estudo da OCDE, pressupondo que estas estas reformas sejam plenamente implementadas, a dívida da Grécia em relação ao PIB deverá apresentar um pico em 2013 e cair abaixo de 60% em 20 anos.

Ainda assim, avisa a OCDE, “a chave do sucesso está na implementação das reformas” que terá de ser “irrepreensível”. Admitindo ainda que vai ser preciso que o governo consiga fazer um exercício delicado, como provar aos mercados sua determinação em reduzir a dívida, mas também convencer a população de que os sacrifícios pedidos hoje são necessários para uma economia mais sólida no futuro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Petrobras conclui aquisição da Gás Brasiliano

São Paulo - A Petrobras informou que concluiu a aquisição das ações da Gás Brasiliano Distribuidora com a ENI International B.V. pelo valor de 250 milhões de dólares. O anúncio da operação foi feito no dia 27 de maio.

A posição financeira da GBD indica um adicional de capital de giro de cerca de 21 milhões de dólares. Assim, a Gaspetro transferirá à ENI International B.V. o valor de 271 milhões de dólares, sujeito, ainda, a um ajuste referente ao capital de giro.

A GBD possui a concessão das atividades de distribuição de gás natural na região noroeste do estado de São Paulo, em uma área que cobre 375 municípios e atende a demanda industrial, comercial, residencial e do setor de transportes da região.

O contrato de concessão teve inicio em dezembro de 1999 com duração de 30 anos e pode ser estendido por mais 20 anos. Em 2010, a rede de distribuição da companhia alcançou 750 quilômetros e o volume de vendas foi de aproximadamente 650 mil metros cúbicos de gás por dia.

Definição sobre teto da dívida dos EUA retira pressão e mercado respira aliviado

SÃO PAULO - "Um acordo sobre o teto da dívida dos EUA foi finalmente alcançado durante o final de semana por republicanos e democratas". Sem dúvida alguma, a notícia celebrada por Allan von Mehren, analista do Danske Bank, será a principal referência do mercado nesta segunda-feira (1).

Em linhas gerais, os congressistas norte-americanos devem aprovar nas próximas horas um projeto que prevê a elevação em US$ 1 trilhão do limite do endividamento acompanhado por outros US$ 1 trilhão em cortes orçamentários. Em seguida, ambos os partidos já devem começar a discutir uma extensão do projeto, promovendo US$ 1,4 trilhão adicionais ao teto da dívida e outros US$ 1,8 trilhão em cortes no orçamento.

Como resultado, o alívio deixa espaço para as principais bolsas internacionais já recuperarem parte das perdas acumuladas nesta manhã. Em Wall Street, os principais índices de contratos futuros já indicam abertura com ganhos ao redor de 1,3%.

À espera das agências de rating
Entretanto, apesar do visível reflexo positivo, algumas questões não devem ser esquecidas. Os títulos da dívida da maior economia do planeta, que servem como referência de segurança máxima para os investidores, corre o risco real de ter sua nota de rating cortada nos próximos dias.

"Nós ainda vemos mais de 50% de chances de redução da nota de rating", afirma Mehren, uma vez que agências como a Standard & Poor's previam cortes mais profundos nos gastos do governo.

Obama enfraquecido?
Além disso, recomenda-se acompanhar de perto como se dará o jogo de forças na política norte-americana daqui para frente, pois, para muitos, o Tea Party - ala mais conservadora do partido republicano e principal grupo de oposição - saiu como maior vitorioso do conturbado processo de negociações. Basicamente, o corte de gastos da máquina pública representa bases doutrinárias dos republicanos.

Na outra ponta, o presidente Barack Obama e o partido democrata terão de digerir o fato de não terem conseguido incluir se quer uma linha no projeto prevendo a elevação de impostos, e consequentemente, de arrecadação.

Sob um prisma mais amplo, os mercados devem reagir positivamente ao longo do dia, porém, é certo que muitos ainda aguardam um veredicto final das agências de rating para fortalecer o viés positivo.

Por aqui, o clima não deve ser diferente, e como de praxe nos últimos dias, investidores importam o noticiário externo e combinam-no com a agenda de resultados corporativos trimestrais, com destaque para Duratex (DTEX3) e Klabin (KLBN4).

Principais notícias: Obama anuncia acordo sobre dívida dos EUA

SÃO PAULO – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na noite do último domingo (31) um acordo com líderes republicanos e democratas sobre o aumento do teto da dívida pública do país, que tem como objetivo evitar um possível calote as suas obrigações financeiras.

A notícia é um dos principais destaques da imprensa nesta segunda-feira (1). Veja também as demais manchetes referentes à economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:

O Estado de S. Paulo
B1 - Partidos fecharam acordo, diz Obama;
B7 - Contra a crise da dívida, os EUA têm uma opção: crescer.

Valor Econômico
D3 - Guerra de preço prejudica cenário para aéreas;
D3 - Apesar de câmbio, Embraer prevê segundo semestre mais favorável;
D4 - Analistas apostam em união de Dasa e MD1 sem restrições.

Folha de S. Paulo
Mercado - HSBC cortará 10 mil, diz 'Financial Times'.

O Globo
Economia - Parlamentares dos EUA votarão nesta 2a acordo sobre dívida;
Economia - Acordo para elevar o limite de endividamento não agrada americanos.

Petrobras conclui perfuração do terceiro poço em Guará, no pré-sal da Bacia de Santos

SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3; PETR4) concluiu a perfuração do segundo poço de extensão na área de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos e foi perfurado a 5,7 quilômetros do poço pioneiro da região.

O poço, que recebeu o apelido de Guará Sul está a uma profundidade de 2.156 metros e a 315 km do litoral do estado de São Paulo, sendo o terceiro nessa região.

As análises preliminares da estatal mostram boas condições do reservatório e sua continuidade lateral, constatando que o petróleo corre entre os dois poços, indicando boa perspectiva de produção para a região acumulada.

A Petrobras acredita na existência de petróleo leve, e testes de formação ainda irão avaliar a produtividade do reservatório. A estatal opera o consórcio para exploração do bloco e possui 45% de participação, enquanto BG Group possui 30% e a Repsol Sinopec Brasil, 25%.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Produção de aço da China irá desacelerar no 2o semestre,diz Cisa

XANGAI, 29 de julho (Reuters) - O crescimento da produção siderúrgica da China pode desacelerar no segundo semestre deste ano, uma vez que a fraca demanda por produtos planos verá pouca melhora, afirmou o presidente da associação que reúne as usinas do país.

A demanda por produtos de aços planos, usados em automóveis máquinas e equipamentos e eletrodomésticos, verá um pequeno crescimento na segunda metade do ano, resultando em uma expansão mais lenta na comparação com o primeiro semestre, afirmou Zhu Jimin, presidente da Associação de Ferro e Aço da China (Cisa), em uma reunião interna da entidade.

Os comentários de Zhu foram publicados pelo site da Cisa nesta sexta-feira.

A produção total de aço bruto da China continuou em níveis recordes nos últimos meses, com uma média de produção diária de mais de 1,9 milhão de toneladas este ano, ante 1,7 milhão em 2010. A demanda por aços longos usados em construção civil continua forte, enquanto o país promove campanha para construir milhões de moradias populares.

O consumo aparente de vergalhões cresceu 11,4 por cento no primeiro semestre de 2011 sobre o mesmo período do ano passado, enquanto o de tiras subiu apenas 3,7 por cento.

Zhu afirmou ainda que as usinas integrantes da Cisa viram suas margens de vendas caírem 0,40 ponto percentual sobre um ano antes, para 3,14 por cento no primeiro semestre.

(Por Ruby Lian e Fayen Wong)

Republicanos adiam votação no Congresso sobre dívida dos EUA

Washington - Parlamentares do Partido Republicano adiaram para mais tarde nesta quinta-feira a votação na Câmara dos Deputados sobre um projeto de curto prazo para elevar em 900 bilhões de dólares o teto do endividamento do país.

Um assessor da líder democrata na Casa, Nancy Pelosi, disse que o deputado Steny Hoyer, seu colega de legenda, contou a membros do Partido Democrata que os republicanos decidiram adiar a votação.

Os republicanos estão buscando apoio para a aprovação do plano, mas se espera uma votação muito apertada.

A razão para o adiamento da votação, que inicialmente se esperava que fosse realizada no início da noite, não ficou clara de imediato, mas o presidente da Câmara, John Boehner, tem se esforçado para obter apoio para sua proposta.

Um assessor republicano disse que o projeto será votado ainda nesta quinta-feira.

Gol reduz previsão de margem operacional para 2011

São Paulo - A Gol anunciou na noite desta quinta-feira que reduziu sua previsão de margem operacional para 2011, uma vez que custos maiores de combustíveis e despesas com investimentos em pessoal devem impactar o lucro.

Em comunicado ao mercado, a Gol afirmou que estava diminuindo sua projeção para o lucro antes de juros e impostos (Ebit, na sigla em inglês), ou margem operacional, de uma faixa de 6,5 e 10 por cento para 1 e 4 por cento.

Embora tenha elevado sua previsão de crescimento da demanda doméstica de 10 a 15 por cento para 12 a 18 por cento, a expansão na oferta de assentos no mercado cresceu 14,4 por cento no primeiro semestre do ano.

"A companhia adotou uma estratégia prudente em termos de adição de capacidade", afirmou a empresa no documento.

A Gol disse que seus números revisados para 2011 levaram em conta os preços mais elevados dos combustíveis, que responderam por 40 por cento do total de custos da companhia nos primeiros seis meses do ano.

A companhia também citou custos adicionais com a contratação de 395 copilotos em fase de treinamento para garantir os planos futuros de crescimento sustentável.

A Gol também irá encerrar suas operações de voos fretados com as seis aeronaves Boeing 767, e a devolução antecipada de três aviões desse modelo acarretou despesas adicionais.

Na quinta-feira, a ação da Gol fechou em queda de 1,5 por cento, a 15,31 reais. O Ibovespa, que reúne as principais ações brasileiras, subiu 0,72 por cento.

Fusão entre Dasa e MD1 deve ser suspensa pelo Cade, diz jornal

São Paulo - O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai suspender a fusão entre a Diagnósticos da América (Dasa) e a MD1 Diagnósticos, segundo reportagem do jornal Valor Econômico publicada nesta quinta-feira (28). O Cade está preocupado com a diminuição da concorrência que a união das duas empresas pode gerar no setor, concentrando 55% do mercado de diagnósticos laboratoriais.

Segundo o jornal, as empresas podem assinar um acordo para manter a separação de suas estruturas ou podem deixar que os conselheiros do Cade decidam os termos da fusão. No entanto, se nenhuma das providências forem tomadas, o órgão antitruste pode determinar medida cautelar e suspender a operação de união.

As duas empresas, segundo o Valor, estão integrando as suas operações há seis meses, o que tornaria a separação das empresas mais difícil quando a suspensão da fusão for oficializada.

O MD1 tem como controlador o empresário Edson Godoy Bueno, que administra a rede de planos de saúde Amil. Bueno, segundo o jornal, acredita que a Amil pode crescer com o laboratório Dasa, oferecendo melhores preços aos seus clientes.

Lucro da Embraer sobe 51,2% no 2º trimestre, para R$ 153,8 mi

São Paulo - A Embraer registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 153,8 milhões no segundo trimestre do ano, crescimento de 51,2% ante os R$ 101,7 milhões registrados no mesmo período de 2010. No ano, a empresa acumula lucro de R$ 328,1 milhões.

A receita líquida caiu 10,9%, para R$ 2,168 bilhões, ante R$ 2,435 bilhão de abril a junho de 2010. No primeiro semestre, a receita líquida acumula R$ 3,925 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) atingiu R$ 250,3 milhões no segundo trimestre, queda de 15,9% ante os R$ 297,7 milhões apurados no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda caiu de 12,2% no segundo trimestre de 2010 para 11,5% em 2011. No ano, o Ebitda soma R$ 510,1 milhões.

As entregas da Embraer no segundo trimestre deste ano totalizaram 48 aeronaves, 25 jatos comerciais e 23 jatos executivos. Em 30 de junho de 2011, a carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) totalizava US$ 15,8 bilhões. No mesmo período do ano passado o número de entregas tinha sido de 69 aeronaves e o backlog somava US$ 15,2 bilhões.

Com relação ao futuro, as principais expectativas dizem respeito à decisão da companhia americana Delta de renovar sua frota de jatos regionais, o que deve gerar uma encomenda de 100 novos aviões. O anúncio é esperado para outubro. Além disso, a decisão recente da Boeing de remotorizar seus aviões do modelo 737, na busca de menor consumo de combustível, ao invés de desenvolver um avião completamente novo, agora transfere para a Embraer a expectativa do que fazer no futuro com sua linha de e-jets. A Embraer estava aguardando o anúncio da Boeing para decidir o que fazer. A Airbus já havia comunicado no final do ano passado sua opção de modernizar os motores dos seus aviões.

Previsões

A Embraer anunciou, também nesta quinta, revisão nas suas estimativas para este ano. Segundo a empresa, a estimativa de receita líquida, que era de US$ 5,6 bilhões, agora foi revista para US$ 5,8 bilhões. Com isso, a companhia passou a prever o resultado e a margem operacional de US$ 465 milhões e 8%, respectivamente, ante os US$ 420 milhões e 7,5% anteriormente estimados.

Pacote cambial desorienta mercado

O pacote cambial focado no mercado de derivativos causou surpresa e desorientação no sistema financeiro. E a decisão do Ministério da Fazenda, anunciada ontem, de adiar para 5 de outubro o recolhimento do IOF sobre as posições vendidas em derivativos cambiais era o mínimo que o governo poderia fazer para permitir que o mercado tenha tecnicamente condições de cumprir as novas determinações. A postergação do recolhimento, embora a cobrança tenha entrado em vigor ontem, foi um pleito feito ao governo por instituições financeiras em reunião na quarta com integrantes da equipe econômica.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Gol e TAM caem com receio que alta de petróleo afete lucros

São Paulo - A Gol Linhas Aéreas Inteligentes SA e a Tam SA caem pela primeira vez em três sessões após o Credit Suisse Group AG dizer que o aumento no preço do petróleo pode reduzir os lucros das companhias aéreas.

Às 13h53, a Gol caía 1,7 por cento, para R$ 16,72, enquanto os papéis da Tam estavam em queda de 1,3 por cento para R$ 33,85. No mesmo horário, o índice Ibovespa operava em baixa de 0,04 por cento.

“Vemos as empresas fortemente afetadas pelo aumento no preço do petróleo”, escreveu Luiz Otavio Campos, analista do Credit Suisse, em relatório com data de ontem. “O real fortalecido está ajudando a compensar o impacto nos custos, mas não o suficiente para sustentar margens em níveis similares aos de 2010.”

O preço de petróleo subiu por quatro semanas consecutivas e tem alta de 25 por cento em um ano. Os contratos para entrega em setembro chegaram a cair 1,4 por cento na New York Mercantile Exchange hoje. O real acumula alta de 50 por cento desde o final de 2008, o maior ganho entre 25 moedas de mercados emergentes acompanhadas pela Bloomberg.

Mantega deve anunciar hoje mais uma medida cambial

Brasília - Depois de uma queda mais acentuada do dólar, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve anunciar mais uma medida cambial para enfrentar o problema da valorização do real. O anúncio deve ser feito ainda na manhã de hoje, segundo apurou a Agência Estado.

Desde o início da semana, Mantega tem demonstrado desconforto com o maior recuo da moeda norte-americana e sinalizado a possibilidade de adoção de novas medidas. Na reunião de ontem do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro afirmou que medidas cambiais combinadas com ações na área comercial seriam adotadas no Brasil para combater os efeitos de desvalorizações cambiais "artificiais" de moedas estrangeiras. Ele chegou a dizer que não iria deixar a guerra cambial derrotar o País.

Na segunda-feira, em evento em São Paulo, Mantega também ameaçou com novas medidas. Desde o início do ano, quando o governo intensificou o arsenal de ações para combater a queda do dólar, o padrão do ministro, antes de agir, tem sido sempre o de fazer alertas para depois divulgar medidas efetivas. Esse padrão de Mantega tem sido criticado por levar a antecipação de fluxos e movimentos especulativos, reforçando a tendência que supostamente o governo quer combater.

O Banco Central (BC) já se mostra bem mais agressivo, comprando moeda no mercado à vista, fazendo leilões no mercado à termo e ontem realizou pesquisa de demanda para realização de swap cambial reverso, cujo resultado será divulgado hoje de manhã. O BC evitou dizer se o movimento com swap visa a rolar vencimentos ou se representa uma intervenção independente do fato de que no início do próximo mês vencem US$ 1,3 bilhão em contratos de swap reverso.

Uma das preocupações do governo é com os desdobramentos em torno do impasse sobre a ampliação do teto de endividamento dos Estados Unidos. Uma das hipóteses é que, para compensar a limitação para se endividar, os americanos façam um ajuste fiscal recessivo que leve à manutenção de taxas de juros muito baixas, que estimulem ainda mais a migração de recursos para países emergentes, como o Brasil.

Por que a própria Petrobras diz que não dá para investir mais

São Paulo - A capacidade de a Petrobras investir bateu no teto. E não por causa de seu limite de endividamento, ou da falta de oferta de recursos. O problema, agora, é prático: esperar que os projetos em curso amadureçam, junto com os fornecedores brasileiros, de cuja capacidade o mercado desconfia.

“A revisão do plano de investimentos é uma questão de escala”, afirmou José Sergio Gabrielli em entrevista a EXAME.com, da qual também participou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. A empresa vai investir 224,7 bilhões de dólares entre 2011 e 2015, praticamente o mesmo do previsto no plano anterior. Os executivos também falaram do plano de desinvestimento de 13,6 bilhões de dólares. Leia, a seguir, os principais trechos da conversa:

EXAME.com - Alguns projetos da Petrobras sofreram forte pressão política. É possível dizer que a revisão do plano de investimentos é também o momento em que a empresa está colocando as coisas nos seus devidos lugares?
José Sergio Gabrielli – Não acho. A revisão é o resultado do amadurecimento que tivemos. Nos últimos oito anos, a Petrobras dobrou o volume de investimentos a cada dois anos. Por volta de 2002, a companhia investia 5 bilhões de dólares por ano. Nós investimos 70 bilhões de dólares há um ou dois anos. É um crescimento absolutamente extraordinário. Então, a revisão é uma questão de escala, de capacidade de entrega de projetos.

EXAME.com - Mas alguns dos projetos que estão sendo postergados, como a refinaria premium do Maranhão, geraram muita controvérsia...
Gabrielli – Se você pegar a demanda do Nordeste, Norte e Centro-Oeste, nós temos, hoje, um déficit diário de 464.000 barris de derivados. Se você pegar o Sudeste, a demanda e a oferta são equilibradas. Por isso, o investimento nessas regiões precisa ser feito. Não tem jeito. O problema é que nós, agora, concluímos o processo de redesign desta refinaria para reduzir custos e padronizar o projeto. Teremos um projeto menos customizado. Isso atrasou o início da obra, para que tenhamos, na fase de execução, um projeto de menor custo.

Drogasil e Droga Raia confirmam negociações para fusão

SÃO PAULO - A Drogasil (DROG3) e a Droga Raia (RAIA3) comunicaram ao mercado na noite da última terça-feira (26) que mantêm negociações visando a realização de uma operação de fusão, confirmando as especulações de mercado.

No último pregão, os papéis de ambas dispararam, repercutindo os rumores de que as duas redes de drogaria listadas na BM&F Bovespa iriam se juntar.

Rumores
As ações da Drogasil avançaram 10,23%, cotadas a R$ 11,85, enquanto os papéis da Droga Raia avançaram 4,17%, cotados a R$ 27,71. Além da forte valorização, o volume movimentado por ambos ativos também mostrou-se bastante acima da média.

De acordo com fato relevante, as empresas "vêm mantendo tratativas para a realização de uma associação (...), contemplando a reunião da totalidade de seus acionistas em uma única companhia, listada no Novo mercado da BM&F Bovespa".

Condições
As empresas ainda informaram que estudam alternativas para estruturar a operação, bem como um acordo que regule os termos e as condições para concretização da oferta.

"Drogasil e Raia manterão o mercado informado sobre a evolução das tratativas ora em curso", afirmou a nota das empresas. Por fim, as empresas informaram que seus controladores estão atualmente engajados na negociação de um acordo de acionistas.

Principais notícias: Petrobras prevê retorno de até 25% em investimentos

SÃO PAULO – O presidente da Petrobras (PETR3, PETR4), José Gabrielli, afirmou na última terça-feira (26) que os novos projetos de exploração e produção da estatal, que vão de 2011 a 2015, têm taxas de retorno “extremamente atraentes”.

Segundo as projeções de Gabrielli, no caso de o barril de petróleo ficar na faixa de US$ 80, a rentabilidade será de 20%. Se o custo atingir a casa dos US$ 95 o barril, o retorno chegará a 25%.

http://www.infomoney.com.br/economia-e-politica/noticia/2093039-principais+noticias+petrobras+preve+retorno+ate+investimentos

terça-feira, 26 de julho de 2011

Mundial é lição para investidores entenderem os riscos de operar small caps

SÃO PAULO – O mercado acionário às vezes consegue iludir os seus investidores, levando-os a tomar decisões que muitas vezes irracionais, agindo quase que por impulso. O sonho de enriquecer através de small caps, ações de empresas menores e que, em algumas vezes, registram uma valorização estratosférica, pode se tornar um pesadelo para aqueles menos cuidadosos, que se vêem posicionados fortemente nesse papéis carregados de forte volatilidade.

O recente caso da Mundial (MNDL3, MNDL4) é um exemplo disso: após subir mais de 1.000% em pouco mais de três meses, os papéis dessa companhia acumularam perdas de mais de 80% em apenas três dias. Há quem tenha ganho dinheiro com essa operação, é verdade, mas também há muitos outros que montaram suas posições por volta da semana passada, quando as ações PN eram negociadas na faixa dos R$ 5,00. No pregão da última segunda-feira (25), esses mesmos papéis fecharam a R$ 0,82.


Mundial é exemplo e lição
Para Silvio Hilgert, diretor acadêmico da XP Investimentos o ocorrido com a Mundial é uma oportunidade de aprendizado para os investidores, que assim devem aprender a ter parcimônia na hora de montar posições em ações tão voláteis. “Essas situações são até interessantes para que as pessoas tenham consciência, usando-as como lições”, ressaltando o valor pedagógico de que uma operação errada pode gerar no investidor, além de sua crença que outros episódios como esses voltarão a acontecer.

Já Leandro Martins, analista-chefe da Walpiries Corretora e professor do Seu Consultor Financeiro, acredita que a Mundial era fadada a esse movimento, considerando que investir nesses ativos era uma espécie de aventura. “A empresa passava por muitas notícias boas, reestruturação de dívida, rumores de aquisição, era fora de normal. Tudo que tem um movimento muito abrupto, o investidor tem que desconfiar”, chama a atenção Martins, que recomenda, nesses casos, migrar para ações com movimentação mais comum.

“Tudo que sobe muito rápido, também desce muito rápido e às vezes o investidor não tem nem a oportunidade de 'stoppar' (sair do papel antes de perder quantidades indesejadas)”, lembra Martins.

Atenção aos fundamentos é essencial
Contudo, Antonio Montiel, responsável pela parte educacional da UM Investimentos, lembra que no caso da Mundial, a empresa tinha alguns bons fundamentos, e que isso fez com que a especulação fosse desenfreada. “A questão fundamental é que se confundiu as duas coisas, tentaram justificar a especulação através da fundamentalista, mas ninguém parou para ver qual era o real valor da companhia”, explica Montiel.

Ele inclusive chama a atenção para o valor patrimonial, um indicativo do preço excessivo que a ação estava sendo negociada. “O valor patrimonial atualmente é R$ 0,32 e a ação chegou a valer mais de R$ 5,00. Tava na cara de que tinha algo errado, nenhuma ação pode valer mais que 800 vezes o seu valor patrimonial”, exalta o diretor da UM Educacional.

Hilgert lembra que não havia fundamentos que justificassem a alta – que chegou a ser superior a 1.500% nas ações preferenciais da companhia e a 2.000% nas ações ordinárias. “Se analisassem os fundamentos, viriam que era totalmente irreal, analisando os números, veriam a insustentabilidade da operação, que não fazia sentido nenhum”, diz o diretor da XP Educação.

Martins também chama a atenção para o volume "fora do normal" apresentado pelas ações da Mundial, que por muitos pregões figurou entre os cinco maiores giros financeiros da bolsa brasileira, ficando na frente até das ações ordinárias de Petrobras (PETR3) e Vale (VALE3). “É pro investidor desconfiar”, complementa o analista chefe da Walpires.

Saber que existem esses riscos é a solução
Para evitar que o investidor seja vítima de um movimento como o da Mundial nos últimos dias, Martins recomenda muito estudo sobre o mercado. “O investidor tem que aprender sobre o risco”, afirma Martins. “Ele perde grande parte de seu capital e não volta para bolsa, ou se endivida tentando aproveitar da situação, o que é ainda pior”, complementa.

Por sua vez, Montiel, chama a atenção para o perfil dos investidores desse tipo de papel, que possuem altas e quedas muito atreladas a movimentos especulativos. “Tem que ter o perfil agressivo para se posicionar, um investidor de longo prazo querer se aproveitar disso é um problema”, lembra, chamando a atenção para a falta de estratégia aparente de alguns investidores, que por muitas vezes se deixam levar pela ilusão de enriquecimento fácil na bolsa.

Hilgert também chama a atenção para o "efeito manada" que é gerado em momentos de muita euforia dos investidores. “Há movimentos gerados por boatos e acabam sendo seguidos por cada vez mais gente, o que acaba inflando o preço de maneira injustificada”, lembra.

Como operar esse tipo de ação?
Mesmo com o perigo de um caso da Mundial, Hilbert não recomenda evitar completamente esse tipo de operação. “Não diria para não comprar papéis de small caps, mas para ter cuidado, pois o risco é grande”. Ele chega a afirmar que muito do movimento é fruto de um exagero. “Muitas vezes as pessoas são levadas pelo ganho fácil, principalmente os pequenos investidores, sem estratégia”.

Já Montiel chama a atenção para a diversificação necessária nas carteiras de cada investidor para mitigar os riscos, não colocando todo o capital em uma ação desse tipo. Martins concorda com essa estratégia, mas também destaca a importância de se investir em ações com bons fundamentos e histórico de liquidez favorável, para evitar pulos excessivos nos preços dos papéis, como foi o caso da Mundial.

“Até papéis com maior liquidez, como a BM&F Bovespa (BVMF3) já chegaram a cair 8% em um dia e ações como a Mundial chegam a subir 30% ou cair 30% em um dia”, afirma Martins. Isso ficou evidente no próprio pregão desta segunda-feira (25), em que as ações PN da Mundial fecharam com alta de 18,84%, após chegarem a cair 26,09% no intraday.

Diante dessa forte volatilidade, Martins argumenta que o ideal mesmo seria evitar esse tipo de papel. “É diferente de uma empresa que sobe 3% por dia”, lembrando de ações que se mostraram mais estáveis no processo de crescimento, como a Hering (HGTX3), que até 2008 era tida como uma small cap com pouca expressividade, mas acumulou fortes e sólidas altas em 2009 (+287,68%), 2010 (+183,26%) e 2011 (+21,84%, até o dia 25 de julho).

Em meio a todas essas recomendações, Hilbert dá um simples conselho para o investidor que, mesmo assim, deseja operar com esse papel: "vá devagar, o risco é grande", conclui o diretor acadêmico da XP.


Petrobras prevê recursos para assumir parte da venezuelana PDVSA em refinaria

Rio de Janeiro, 26 jul (EFE).- O novo plano de investimentos da Petrobras inclui os recursos necessários para terminar a refinaria binacional com a venezuelana PDVSA, em caso de esta última desistir do projeto, disseram nesta terça-feira fontes da companhia.

"Se PDVSA sair do projeto, não estaremos impedidos de implementar. Já consta dentro do novo plano de negócios que Petrobras assuma 100% desse investimento", disse em entrevista à Efe o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa.

A Refinaria Abreu e Lima está em construção no complexo portuário de Suape, próximo a Recife, capital de Pernambuco, e Petrobras já executou pouco mais de um terço das obras.

Barbassa esclareceu que a Petrobras espera que a PDVSA não deixe a associação, mas trabalha com critérios "conservadores" que o fizeram reservar em seu plano de negócios o dinheiro necessário para garantir a conclusão da refinaria em caso disso ocorrer.

"Nos recursos aprovados está prevista essa possibilidade (que a outra parte desista), mas se PDVSA participa teremos uma sobra de recursos que poderemos dirigir outros projetos", afirmou Barbassa.

O projeto binacional prevê investimento de R$ 26 bilhões em refinaria com capacidade para processar 230 mil barris diários de petróleo a partir de 2013 e na qual Petrobras terá 60% e PDVSA 40%.

O plano de negócios da Petrobras para o período 2011-2015, aprovado na sexta-feira pelo Conselho de Administração da empresa, prevê investimentos de US$ 224,700 bilhões no período de cinco anos, dos quais US$ 35,400 bilhões serão para ampliação do parque de refino.

"Esses recursos incluem 100% do investimento necessário para que a Petrobras construa só (a refinaria), que é o que estamos fazendo", disse Barbassa ao lembrar que a companhia petrolífera venezuelana até agora não apresentou nada para a obra.

O diretor de abastecimento de Petrobras, Paulo Roberto Costa, reiterou na segunda-feira em entrevista coletiva que PDVSA tem prazo até agosto para definir prosseguirá ou não no projeto.

Costa lembrou que Petrobras executou só 35% das obras. A refinaria está sendo construída com empréstimo de R$ 10 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Principais notícias: Petrobras vai vender blocos em áreas exploratórias

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3, PETR4) vai vender blocos em áreas exploratórias de petróleo e participações em empresas que controla. As ações serão realizadas no sentido de seguir com a estratégia de desinvestimento anunciada no novo plano de negócio (2011-2015).

Além disso, a estatal decidiu adiar um projeto de refino e providenciar a melhoria na gestão do capital de giro, para ampliar o retorno dos seus ativos financeiros.

A notícia é um dos principais destaques da imprensa nesta terça-feira (26). Veja também as demais manchetes referentes à economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:

O Estado de S. Paulo
B1 - Obama faz novo apelo, mas oposição diz que não dará ‘cheque em branco’;
B4 - Moody’s reduz nota de crédito da Grécia;
B7 - Petrobras vai adiar projeto de refino.

Valor Econômico
C8 - ING deve vender fatia na SulAmérica;
D3 - Plano da Petrobras recebe críticas;
D9 - Pão de Açúcar registra aumento de lucro e receita.

Folha de S. Paulo
Mercado - Oi promete internet sem fio em orelhão;
Mercado - Sem reajuste, Petrobras adia projetos e faz vendas;
Mercado - Lucro do Pão de Açúcar sobe 64% e fecha 2º trimestre em R$ 91 mi.

O Globo
Economia - Pão de Açúcar encerra 2o trimestre com lucro de R$ 91 milhões;
Economia - Na TV, Obama diz que país está perigosamente próximo de uma moratória da dívida.

BRF coloca unidades industriais à venda

São Paulo - Desde que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou com inúmeras restrições a fusão entre Perdigão e Sadia, a Brasil Foods (BRF), companhia que agrega as duas marcas, tem estudado maneiras de cumprir o Termo de Compromisso de Desempenho (TCD).

Para dar continuidade ao acordo, a companhia anunciou que colocará à venda as unidades industriais de São Gonçalo dos Campos (BA), Bom Retiro do Sul (RS), Lages (SC), Salto Veloso (SC); Duque de Caxias (RJ), Santa Cruz do Sul (RS), Três Passos (RS) e Brasília (DF), todas serão vendidas integralmente.

Já os parques fabris de Carambeí (PR) e Várzea Grande (MT) e Valinhos (SP) terão parte de seus ativos negociados.

Os ativos da companhia que serão posto à venda ou terão a operação suspensa respondem por cerca de 3 bilhões de reais do faturamento da companhia, tendo como base o faturamento da companhia no ano passado, mais de 22,6 bilhões de reais.

Além das indústrias, a BRF terá também que alienar algumas marcas do grupo e suspender temporariamente alguns produtos da Perdigão.

Lucros da Ford em baixa no segundo trimestre

NOVA YORK, EUA, 26 Jul 2011 (AFP) -A montadora americana Ford superou as expectativas nesta terça-feira ao publicar um lucro em baixa de 8% no segundo trimestre, a 2,4 bilhões de dólares, para um volume de negócios em alta de 13%.

O grupo registrou um lucro de 65 centavos por ação fora os elementos excepcionais, enquanto os analistas previam 60 centavos.

O volume de negócios aumentou 13%, a 35,5 bilhões, também acima das previsões de Wall Street, que o situavam em 31,59 bilhões.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Obama se opõe a acordo de curto prazo sobre dívida

Washington - O presidente dos EUA, Barack Obama, reiterou sua oposição a um acordo para aumentar o endividamento dos EUA a "curto prazo" durante a reunião que manteve ontem à noite na Casa Branca com os líderes democratas do Congresso. Obama recebeu o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, e a líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

O encontro, convocado às 19h de ontem (de Brasília), no Salão Oval, começou alguns minutos antes do previsto e terminou às 20h04 (de Brasília), informou a Casa Branca, que não deu mais detalhes sobre a reunião.

No encontro, o presidente recebeu informações sobre o andamento das negociações que ocorriam no Capitólio, segundo um funcionário do governo. "Os líderes democratas e o presidente reiteraram sua oposição a um aumento da dívida a curto prazo", disse a fonte.

Reid estaria trabalhando em uma nova proposta, que contemplaria uma redução da dívida em US$ 2,5 trilhões e não incluiria elevação de impostos até 2013, segundo a rede de televisão CNN, que citou uma fonte do partido democrata envolvida nas negociações.

Por sua vez, o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, manteve uma nova teleconferência com membros de seu partido, após advertir em entrevista que caso não se chegue a um acordo com os democratas, continuará se empenhando "por sua conta". Segundo o diário "The Hill", Boehner estaria finalizando seu plano para discuti-lo com os membros de seu partido hoje, em uma reunião a portas fechadas, e submetê-lo à votação na quarta-feira.

O tempo corre contra democratas e republicanos para chegarem a um acordo sobre o aumento da dívida norte-americana. Se não houver um acordo antes do dia 2 de agosto, o Tesouro dos EUA advertiu o governo federal que não terá fundos para honrar todas as suas obrigações e deverá declarar a suspensão parcial de pagamentos. As informações são da Dow Jones.

OGX encontra óleo na Bacia de Campos e gás na Bacia do Parnaíba

A OGX Petróleo & Gás Participações, petrolífera controlada pelo bilionário Eike Batista, encontrou óleo em um poço da Bacia de Campos, segundo a ANP. A OGX, com sede no Rio de Janeiro, ainda não determinou se a decoberta do poço 4OGX45DRJS, no bloco C-M-499, poderá ser desenvolvida comercialmente, informa reportagem da Bloomberg. A OGX também encontrou gás natural em um poço terrestre do bloco PN-T-68 da Bacia do Parnaíba. A OGX possui 70% do bloco, enquanto a Petra Energia tem os 30% restantes.

Mundial perde mais de 85% de valor de mercado em apenas três pregões

SÃO PAULO - As ações da Mundial (MNDL3, MNDL4) passaram por mais um dia extremamente negativo na bolsa brasileira, figurando nesta sexta-feira (22) entre as ações mais desvalorizadas da BM&F Bovespa pelo terceiro pregão consecutivo. Assim como nos dois pregões anteriores, a bolsa tem suspendido constantemente as negociações com os ativos da companhia para tentar arrefecer os níveis de volatilidade.

Mas a instabilidade imperou nas negociações desses ativos. As ações ordináras da Mundial fecharam o pregão a R$ 0,94 - mínima do intraday -, cotação 76,38% menor que o fechamento anterior (R$ 3,98). Os papéis preferenciais também fecharam na mínima do dia, de R$ 0,69, indicando queda de 63,68% ante o fechamento da véspera, quando valiam R$ 1,90.

Por fim, os papéis da Hercules (HETA4), empresa coligada do Grupo Mundial fecharam a R$ 1,00, indicando desvalorização de 32,89% frente o fechamento anterior. No intraday, essas ações chegaram a valer R$ 0,94, o que indicava uma queda de 36,91%.

Quedas de mais de 85% em apenas três dias
Diante das fortes quedas já relatadas na quarta-feira (20) e quinta-feira (21), as ações preferenciais da Mundial passaram de R$ 5,11 (fechamento de terça-feira, dia 19) para R$ 0,69, indicando uma desvalorização acumulada de 86,50%. No mesmo período, as ações ON passaram de R$ 7,01 para R$ 0,94, uma queda de 86,59%. Os ativos da Hercules, por sua vez, foram de R$ 3,95 para R$ 1,00 - variação negativa de 74,68%.

Vale lembrar que até terça-feira os papéis da Mundial lideravam com folga as maiores altas da bolsa brasileira no acumulado do ano, com as ações PN subindo 1.651,20% até aquela data, enquanto os ativos ON relatavam valorização de 2.799,09%. Com essas quedas, a valorização desses dois papéis atualmente é de 136,46% e 288,75%, respectivamente.

Por fim, as ações da Hercules, que subiam 777,78% no ano até terça-feira agora registram ganhos anuais de 122,22%.

Fim do rali?

Desde meados de abril, a Mundial tem ganhado espaço no noticiário corporativo por conta do processo de reposicionamento da empresa no mercado de capitais, com a migração para o Novo Mercado e a reestruturação de suas dívidas, o que provocou uma disparada nas cotações da ação e também um forte aumento na base de acionistas da empresa. Já na última segunda-feira (18), a companhia fechou um acordo para nova captação de recursos com um fundo de investimento.

Contudo, por conta da valorização superior a 1.000% dessas ações, há quem já enxergasse no mercado que o papel estava bem precificado, o que poderia acabar limitando novas altas mais abruptas dos ativos da Mundial.

CVM tem acompanhado as ações da Mundial desde abril em busca de ilegalidades

SÃO PAULO – O movimento atípico das ações da Mundial (MNDL3, MNDL4) nesse ano tem chamado a atenção não apenas dos investidores, mas também das autoridades do mercado brasileiro. Procurado pelo Portal InfoMoney, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) afirmou que está acompanhando o movimento desses papéis desde abril em busca de qualquer ilegalidade envolvendo a manipulação dos preços dos papéis.

A autarquia afirma que, caso encontre qualquer ilegalidade com o mercado de capitais, irá aplicar penalidades administrativas a todos os responsáveis, “sem prejuízo de eventuais repercussões dos fatos também nos campos civil e criminal”.

Movimento atípico
Desde meados de abril, as ações da Mundial começaram a apresentar um movimento atípico, acumulando fortes valorizações e figurando entre as ações de maior volume financeiro em alguns pregões, deixando para trás importantes blue chips como as ações ordinárias de Petrobras (PETR3) e Vale (VALE3). Até a última terça-feira (19), as ações ON e PN da companhia somavam ganhos de 2.799,09% e 1.651,20%, respectivamente.

Contudo, nos últimos três pregões, os papéis da Mundial passaram por um momento de forte desvalorização, com ambas ações chegando a perder mais de 85% de valor de mercado no acumulado entre os dias 20 e 22 de julho.

Petrobras divulga plano de investimentos no valor de US$ 224,7 bilhões até 2015

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3; PETR4) divulgou seu plano de investimentos para o período de 2011-2015 nessa sexta-feira (22), com capex (custo de capital) total previsto em US$ 224,7 bilhões.

O plano, que fora adiado algumas vezes, tem como destaque uma maior concentração de investimentos no segmento de E&P (exploração e produção), que passa a contar com 57% de todas as verbas previstas para o quadriênio, totalizando US$ 127,5 bilhões, sendo US$ 117,7 bilhões direcionados à essa atividade no Brasil.

Uma fatia de 87% dessa quantia estará focada em novos projetos incluídos no portfólio, como o desenvolvimento das áreas do pré-sal e da cessão onerosa. Outra porção de 95% de todos os investimentos será aplicada no Brasil, totalizando US$ 213,5 bilhões. De acordo com a companhia, a intenção é que a participação do pré-sal na produção nacional passe de 2% em 2011 para 40,5% em 2020.

Crescimento de 0,31%
O novo plano da Petrobras apresenta um crescimento de apenas 0,31% frente ao plano anterior, que englobava os anos de 2010 a 2014, o que deve tranquilizar alguns de seus acionistas privados – preocupados com um maior avanço dos investimentos. O plano até incluiu uma queda nos investimentos projetados para o ano de 2011, que passaram de R$ 93 bilhões para R$ 84,7 bilhões.

A estatal incluiu também no plano um programa de desinvestimentos, no montante de R$ 13,6 bilhões, pretendendo visar uma maior eficiência na gestão dos ativos da companhia.

O plano enxerga a economia brasileira positivamente, prevendo um crescimento vigoroso na demanda de derivados, de 3,8% a 4,5% por ano até 2020, e sua produção deverá continuar “fortemente” ascendente em função do início da sua produção de campos maiores e mais produtivos.

Crescimento de 100%
A companhia também espera duplicar suas reservas provadas até o ano de 2012, e pretende financiar o plano baseado na sua geração de caixa própria, sem emitir novas ações, recorrendo à contratação de novas dívidas. De acordo com a empresa, a necessidade de financiamento líquida deverá ficar entre US$ 7,2 bilhões à US$ 12 bilhões por ano.

O plano, feito com o intuito de preservar as condições de grau de investimento, pretende terminar o período com produção de 3,99 mil barris de petróleo equivalente por dia. A companhia também mantém a meta de alavancagem financeira de 25% a 35% durante esse período, com o limite máximo do indicador dívida líquida/Ebitda (geração operacional de caixa) em até 2,5 vezes.