Incorporação da MD1 pela Dasa poderá transformar Edson Bueno, controlador da Amil, em principal acionista da empresa.
Maior empresa laboratorial do Brasil, com faturamento de 1,4 bilhão de reais em 2009, a Dasa anunciou na manhã de hoje (30/8) um memorando de entendimentos para a incorporação da MD1, holding dona de 100% dos laboratórios Sérgio Franco, no Rio de Janeiro.
Caso a operação seja aprovada em assembleia, a Dasa vai desembolsar 88,2 milhões de reais para efetuar a incorporação. O restante do pagamento será feito por meio de troca de ações entre os acionistas da MD1 e da Dasa.
A holding MD1 tem como um de seus principais acionistas o empresário Edson Bueno, controlador do grupo Amil. Segundo o relatório do banco Morgan Stanley, ao qual EXAME teve acesso, se o negócio for aprovado pelos acionistas e pelo Cade, Bueno poderá se tornar o principal acionista individual da Dasa, com direito a uma cadeira no conselho de administração.
O valor de mercado da MD1 ultrapassa 1 bilhão de reais. Fontes ligadas à empresa afirmam que as negociações acontecem há cerca de seis meses. A Dasa deve anunciar, ainda em 2010, outra aquisição de menor porte.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Vale é a única que pode declarar guerra de preços com a China, diz Eike
O empresário Eike Batista, presidente do grupo EBX, afirmou que os chineses são grandes investidores no Brasil e que, com eles, "não se pode declarar guerra de preços", em entrevista ao programa Roda Viva na noite de segunda-feira (30).
Na avaliação do oitavo homem mais rico do mundo, segundo a Forbes, somente a Vale pode desafiar a China, como fez ao elevar os preços do minério de ferro, porque para os chineses "falar com a Vale é como falar com o governo".
Para Eike Batista, "mais da metade do CEOs está no lugar errado". "Se somarmos as participações de fundos de pensão na Vale, a participação majoritária é do governo, mas o Roger [Agnelli, presidente da Vale] opera aquilo da cabeça dele", disse.
Quando questionado se o presidente da Vale é seu adversário, Eike negou. "Minha meta hoje é passar os que estão na minha frente. Sou competitivo mesmo. Vejo uma possibilidade gigantesca de consertar coisas no Brasil", completou.
Veja também: Eike Batista revela ter financiado campanhas de Dilma e Serra
Aposentadoria
Segundo Eike Batista, ser o homem mais rico do mundo é uma meta e também consequência de suas realizações. Em 2009, ele contou ter pago R$ 670 milhões ao Imposto de Renda.
Ao ser perguntado se ele estaria disposto a deixar parte da sua fortuna para a caridade, a exemplo de Bill Gates e Warren Buffett, Eike deu uma resposta afirmativa. "Mas existe uma diferença. Eles estão se aposentando, eu estou começando."
Ele não tem planos de se aposentar ainda. "Meu dinheiro é um dinheiro produtivo, está empregando brasileiros pra criar o novo Brasil e sendo investido nas pessoas da minha empresa. Não está parado em banco."
Meio Ambiente
O empresário também procurou explicar que as mineradoras não são vilãs do meio ambiente, mas defendeu que a legislação ambiental deve ser rigorosa. "Nos últimos sete anos, obtivemos 108 licenças ambientais. É rígido, mas que bom que é. Projetos que não cumprem critérios ambiental e social não devem nem existir. Temos que partir do conceito de que vamos buscar o sustentável", afirmou.
Na avaliação do oitavo homem mais rico do mundo, segundo a Forbes, somente a Vale pode desafiar a China, como fez ao elevar os preços do minério de ferro, porque para os chineses "falar com a Vale é como falar com o governo".
Para Eike Batista, "mais da metade do CEOs está no lugar errado". "Se somarmos as participações de fundos de pensão na Vale, a participação majoritária é do governo, mas o Roger [Agnelli, presidente da Vale] opera aquilo da cabeça dele", disse.
Quando questionado se o presidente da Vale é seu adversário, Eike negou. "Minha meta hoje é passar os que estão na minha frente. Sou competitivo mesmo. Vejo uma possibilidade gigantesca de consertar coisas no Brasil", completou.
Veja também: Eike Batista revela ter financiado campanhas de Dilma e Serra
Aposentadoria
Segundo Eike Batista, ser o homem mais rico do mundo é uma meta e também consequência de suas realizações. Em 2009, ele contou ter pago R$ 670 milhões ao Imposto de Renda.
Ao ser perguntado se ele estaria disposto a deixar parte da sua fortuna para a caridade, a exemplo de Bill Gates e Warren Buffett, Eike deu uma resposta afirmativa. "Mas existe uma diferença. Eles estão se aposentando, eu estou começando."
Ele não tem planos de se aposentar ainda. "Meu dinheiro é um dinheiro produtivo, está empregando brasileiros pra criar o novo Brasil e sendo investido nas pessoas da minha empresa. Não está parado em banco."
Meio Ambiente
O empresário também procurou explicar que as mineradoras não são vilãs do meio ambiente, mas defendeu que a legislação ambiental deve ser rigorosa. "Nos últimos sete anos, obtivemos 108 licenças ambientais. É rígido, mas que bom que é. Projetos que não cumprem critérios ambiental e social não devem nem existir. Temos que partir do conceito de que vamos buscar o sustentável", afirmou.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Papéis da Dasa disparam, repercutindo anúncio de aquisição de ativos
As ações da Dasa (DASA3) registram forte alta no pregão desta segunda-feira (30), em meio à recepção positiva do anúncio da aquisição de participações em laboratórios e clínicas de diagnóstico. Neste começo de tarde, os papéis sobem cerca de 6%, próximos de R$ 19,00.
A companhia adquirirá participação indireta nas empresas Pro Echo, CRMI e CDPI por meio da MD1. De acordo com o comunicado ao mercado, "a relação de troca será estabelecida com base no valor econômico da MD1, estimado em 26,36% do capital social da Dasa".
Ademais, a empresa comprará participação direta no capital das companhias por R$ 88,2 milhões, adquirindo participações de 10,0% na Pro Echo, 28,0% na CRMI e 16,5% na CDPI.
A companhia adquirirá participação indireta nas empresas Pro Echo, CRMI e CDPI por meio da MD1. De acordo com o comunicado ao mercado, "a relação de troca será estabelecida com base no valor econômico da MD1, estimado em 26,36% do capital social da Dasa".
Ademais, a empresa comprará participação direta no capital das companhias por R$ 88,2 milhões, adquirindo participações de 10,0% na Pro Echo, 28,0% na CRMI e 16,5% na CDPI.
JBS pode reduzir produção ou vender frigoríficos na Argentina
Em comunicado no último domingo, o JBS disse que irá manter o mercado informado sobre qualquer fato relevante.
O grupo JBS, maior processador global de carne bovina, informou na noite de domingo que estuda reduzir a produção de carne na Argentina ou vender algumas unidades de produção naquele país, em decorrência do cenário de escassez da disponibilidade de gado e restrição das exportações.
No sábado, uma fonte havia afirmado à Reuters que o JBS poderia vender três frigoríficos que possui na Argentina.
Segundo a fonte, que preferiu não se identificar, o anúncio teria sido feito pelo secretário de Comércio Interior argentino, Guillermo Moreno, durante uma reunião que teve na sexta-feira com diretores dos principais frigoríficos do país.
Na ocasião, um porta-voz da companhia preferiu não comentar o assunto mediante consulta da Reuters.
Em documento ao mercado no domingo, o JBS acrescenta que "irá manter o mercado informado sobre qualquer fato relevante".
O grupo JBS, maior processador global de carne bovina, informou na noite de domingo que estuda reduzir a produção de carne na Argentina ou vender algumas unidades de produção naquele país, em decorrência do cenário de escassez da disponibilidade de gado e restrição das exportações.
No sábado, uma fonte havia afirmado à Reuters que o JBS poderia vender três frigoríficos que possui na Argentina.
Segundo a fonte, que preferiu não se identificar, o anúncio teria sido feito pelo secretário de Comércio Interior argentino, Guillermo Moreno, durante uma reunião que teve na sexta-feira com diretores dos principais frigoríficos do país.
Na ocasião, um porta-voz da companhia preferiu não comentar o assunto mediante consulta da Reuters.
Em documento ao mercado no domingo, o JBS acrescenta que "irá manter o mercado informado sobre qualquer fato relevante".
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Bovespa tem maior sequência negativa desde Lehman Brothers
Pela sexta sessão consecutiva bolsa de São Paulo fechou no negativo, com oscilação para baixo de 1,44 %.
Dados menos ruins do que o esperado nos Estados Unidos não dispersaram o temor de que a economia do país esteja voltando à recessão, arrastando as bolsas, inclusive a Bovespa, a novas mínimas em cinco semanas.
O Ibovespa tombou 1,44 por cento, aos 63.867 pontos, encadeando a sexta baixa consecutiva, o que não acontecia desde outubro de 2008, semanas após a quebra do Lehman Brothers. O giro financeiro da sessão foi 5,47 bilhões de reais.
Assim como as bolsas nova-iorquinas, a Bovespa chegou a exibir um repique nas primeiras horas do pregão, logo depois da notícia de que os pedidos de seguro-desemprego nos EUA caíram mais do que as previsões na semana passada.
Com o correr do dia, no entanto, as expectativas passaram a ser balizadas por comentários de que as autoridades econômicas do país podem anunciar em breve mais medidas para tentar sustar o enfraquecimento da economia apontado por uma série de índices nos últimos dias.
Na expectativa do número revisado do PIB norte-americano do segundo trimestre e de declarações que serão feitas pelo chairman do Federal Reserve, após uma reunião com presidentes de bancos centrais de vários países, nesta sexta-feira, investidores preferiram se precaver contra novas surpresas negativas.
"Depois de importantes indicadores que registraram resultados muito abaixo das expectativas, os investidores estão alinhando suas apostas para um cenário mais negativo", disse o analista econômico Gabriel Goulart, da Mercatto Investimentos.
Em Nova York, o índice Dow Jones cedeu 0,74 por cento, para baixo dos 10 mil pontos pela primeira vez desde o início de julho.
Na bolsa paulista, mesmo a recuperação dos preços de commodities, como petróleo e metais, não foi bastante para segurar os papéis das blue chips. O papel preferencial da Petrobras caiu 1,46 por cento, a 25,70 reais.
O mercado passou mais um dia fazendo contas sobre o processo de capitalização da estatal, enquanto fontes do governo e da própria empresa vazavam na imprensa suas preferências sobre o preço do barril que será usado como base de cálculo, girando na faixa de 8 dólares.
No mercado como um todo, entretanto, a preferência do investidor foi por vendas, empurrando para baixo a cotação de 56 das 65 ações do índice. Os destaques negativos foram os setores de siderurgia, construção civil e financeiro.
No ramo imobiliário, MRV Engenharia, a pior do índice, caiu 4,15 por cento, a 14,33 reais. Entre as siderúrgicas, Usiminas foi a líder de perda, com sua ação preferencial retrocedendo 3,26 por cento, a 43,91 reais. Itaú Unibanco puxou a fila no setor bancário, com declínio de 2,49 por cento, a 35,69 reais.
Entre as raras altas do dia figurou Cemig, com avanço de 2,17 por cento, a 27,33 reais.
Dados menos ruins do que o esperado nos Estados Unidos não dispersaram o temor de que a economia do país esteja voltando à recessão, arrastando as bolsas, inclusive a Bovespa, a novas mínimas em cinco semanas.
O Ibovespa tombou 1,44 por cento, aos 63.867 pontos, encadeando a sexta baixa consecutiva, o que não acontecia desde outubro de 2008, semanas após a quebra do Lehman Brothers. O giro financeiro da sessão foi 5,47 bilhões de reais.
Assim como as bolsas nova-iorquinas, a Bovespa chegou a exibir um repique nas primeiras horas do pregão, logo depois da notícia de que os pedidos de seguro-desemprego nos EUA caíram mais do que as previsões na semana passada.
Com o correr do dia, no entanto, as expectativas passaram a ser balizadas por comentários de que as autoridades econômicas do país podem anunciar em breve mais medidas para tentar sustar o enfraquecimento da economia apontado por uma série de índices nos últimos dias.
Na expectativa do número revisado do PIB norte-americano do segundo trimestre e de declarações que serão feitas pelo chairman do Federal Reserve, após uma reunião com presidentes de bancos centrais de vários países, nesta sexta-feira, investidores preferiram se precaver contra novas surpresas negativas.
"Depois de importantes indicadores que registraram resultados muito abaixo das expectativas, os investidores estão alinhando suas apostas para um cenário mais negativo", disse o analista econômico Gabriel Goulart, da Mercatto Investimentos.
Em Nova York, o índice Dow Jones cedeu 0,74 por cento, para baixo dos 10 mil pontos pela primeira vez desde o início de julho.
Na bolsa paulista, mesmo a recuperação dos preços de commodities, como petróleo e metais, não foi bastante para segurar os papéis das blue chips. O papel preferencial da Petrobras caiu 1,46 por cento, a 25,70 reais.
O mercado passou mais um dia fazendo contas sobre o processo de capitalização da estatal, enquanto fontes do governo e da própria empresa vazavam na imprensa suas preferências sobre o preço do barril que será usado como base de cálculo, girando na faixa de 8 dólares.
No mercado como um todo, entretanto, a preferência do investidor foi por vendas, empurrando para baixo a cotação de 56 das 65 ações do índice. Os destaques negativos foram os setores de siderurgia, construção civil e financeiro.
No ramo imobiliário, MRV Engenharia, a pior do índice, caiu 4,15 por cento, a 14,33 reais. Entre as siderúrgicas, Usiminas foi a líder de perda, com sua ação preferencial retrocedendo 3,26 por cento, a 43,91 reais. Itaú Unibanco puxou a fila no setor bancário, com declínio de 2,49 por cento, a 35,69 reais.
Entre as raras altas do dia figurou Cemig, com avanço de 2,17 por cento, a 27,33 reais.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Gol fecha parceria com pernambucana Noar
A companhia Noar iniciou operações em junho com apenas uma aeronave de fabricação tcheca, conhecida por "LET", com capacidade para 19 passageiros.
A Gol fechou uma parceria com a companhia aérea recém-criada Noar, para transportar seus passageiros para algumas cidades do Nordeste não atendidas atualmente. A assessoria de imprensa da Gol confirmou a operação, mas disse que os detalhes sobre o acordo deverão ser divulgados apenas nos próximos dias.
Criada por empresários pernambucanos, entre eles Vicente Jorge Espíndola Rodrigues, Djalma Cintra Júnior e Luiz de França Leite, a Noar recebeu aportes de R$ 40 milhões. A companhia iniciou operações em junho com apenas uma aeronave de fabricação tcheca, conhecida por "LET", com capacidade para 19 passageiros. Atualmente já opera com dois aviões voando de Recife para Maceió, Aracaju e Caruaru (PE).
A partir do dia 30, a Noar começa a voar também para Natal e João Pessoa. A empresa aguarda ainda autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para iniciar voos para Paulo Afonso (BA) e Mossoró (RN). A meta da companhia é ligar cidades de nove Estados do Nordeste até o final de 2011.
A Gol fechou uma parceria com a companhia aérea recém-criada Noar, para transportar seus passageiros para algumas cidades do Nordeste não atendidas atualmente. A assessoria de imprensa da Gol confirmou a operação, mas disse que os detalhes sobre o acordo deverão ser divulgados apenas nos próximos dias.
Criada por empresários pernambucanos, entre eles Vicente Jorge Espíndola Rodrigues, Djalma Cintra Júnior e Luiz de França Leite, a Noar recebeu aportes de R$ 40 milhões. A companhia iniciou operações em junho com apenas uma aeronave de fabricação tcheca, conhecida por "LET", com capacidade para 19 passageiros. Atualmente já opera com dois aviões voando de Recife para Maceió, Aracaju e Caruaru (PE).
A partir do dia 30, a Noar começa a voar também para Natal e João Pessoa. A empresa aguarda ainda autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para iniciar voos para Paulo Afonso (BA) e Mossoró (RN). A meta da companhia é ligar cidades de nove Estados do Nordeste até o final de 2011.
Barril da capitalização deve ficar perto de US$ 8
O encontro em Brasília para definir o preço do barril se estendeu até a noite de ontem, sem nenhuma divulgação oficial após o encerramento.
O preço das reservas de petróleo que serão cedidas à Petrobras pela União no processo de capitalização da companhia ficará em torno de US$ 8 por barril. Essa é a definição que estava sendo acertada ontem em reunião no Planalto, que tinha como objetivo um consenso entre governo e Petrobras em relação aos detalhes da operaçã/.
As ações da companhia, que passaram o dia em baixa, tiveram alta repentina no sistema de negociação conhecido como "after market" após o fim do pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), às 17 horas. O encontro em Brasília se estendeu até a noite de ontem, sem nenhuma divulgação oficial após o encerramento.
Segundo fontes, porém, os participantes do encontro já haviam chegado a um preço no início da tarde. O valor não foi divulgado oficialmente, mas observadores próximos dizem que ficou entre US$ 8,20 e US$ 8,30 - valor intermediário entre as avaliações das certificadoras contratadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pela Petrobras.
No início da noite, as ações da estatal dispararam na Bovespa, em um sinal de que os detalhes seriam anunciados em breve. Depois de fechar o pregão em queda de 0,23%, as ações da companhia subiram 1,76% no after market. As ações da estatal movimentaram R$ 23,1 milhões no after market, mais do que o triplo do movimento do dia anterior.
Se confirmado o valor de US$ 8 por barril, a Petrobras terá de pagar US$ 40 bilhões à União por ter recebido 5 bilhões de barris, no processo conhecido como cessão onerosa. O governo deve usar parte desses recursos para comprar um número de ações equivalente aos 32,2% que detém na estatal.
A sobra poderá ser usada para aquisição de participações minoritárias, caso os minoritários não comprem todas os papéis que serão colocados à sua disposição. A compra das sobras pela União é uma estratégia para ampliar a fatia do governo no capital da estatal.
Além do valor do barril, outro ponto que estava emperrando as negociações seria o volume das reservas contidas na área de Franco, que será utilizada para a cessão onerosa. Por divergências na interpretação dos dados, as consultorias apresentaram laudos tão discrepantes quanto os valores do barril.
O preço das reservas de petróleo que serão cedidas à Petrobras pela União no processo de capitalização da companhia ficará em torno de US$ 8 por barril. Essa é a definição que estava sendo acertada ontem em reunião no Planalto, que tinha como objetivo um consenso entre governo e Petrobras em relação aos detalhes da operaçã/.
As ações da companhia, que passaram o dia em baixa, tiveram alta repentina no sistema de negociação conhecido como "after market" após o fim do pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), às 17 horas. O encontro em Brasília se estendeu até a noite de ontem, sem nenhuma divulgação oficial após o encerramento.
Segundo fontes, porém, os participantes do encontro já haviam chegado a um preço no início da tarde. O valor não foi divulgado oficialmente, mas observadores próximos dizem que ficou entre US$ 8,20 e US$ 8,30 - valor intermediário entre as avaliações das certificadoras contratadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e pela Petrobras.
No início da noite, as ações da estatal dispararam na Bovespa, em um sinal de que os detalhes seriam anunciados em breve. Depois de fechar o pregão em queda de 0,23%, as ações da companhia subiram 1,76% no after market. As ações da estatal movimentaram R$ 23,1 milhões no after market, mais do que o triplo do movimento do dia anterior.
Se confirmado o valor de US$ 8 por barril, a Petrobras terá de pagar US$ 40 bilhões à União por ter recebido 5 bilhões de barris, no processo conhecido como cessão onerosa. O governo deve usar parte desses recursos para comprar um número de ações equivalente aos 32,2% que detém na estatal.
A sobra poderá ser usada para aquisição de participações minoritárias, caso os minoritários não comprem todas os papéis que serão colocados à sua disposição. A compra das sobras pela União é uma estratégia para ampliar a fatia do governo no capital da estatal.
Além do valor do barril, outro ponto que estava emperrando as negociações seria o volume das reservas contidas na área de Franco, que será utilizada para a cessão onerosa. Por divergências na interpretação dos dados, as consultorias apresentaram laudos tão discrepantes quanto os valores do barril.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Divergência entre Petrobras e governo pode atrasar capitalização
A principal divergência entre governo e Petrobras não é mais o valor do preço do barril de petróleo que será usado na capitalização da empresa, mas o cálculo do tamanho das futuras reservas de óleo da União que entrarão no negócio), informa reportagem de Valdo Cruz para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Laudo contratado pela Petrobras aponta volume bem menor de petróleo nas áreas que a União entregará à empresa como sua parte na capitalização da petroleira em relação ao da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
Segundo um técnico, está havendo uma "queda de braço" com a estatal, que terá de fazer um "esforço para avançar nas negociações" sobre a cessão de 5 bilhões de barris de petróleo de propriedade da União.
Clique no link abaixo para ver os dados do Governo vs Petrobras sobre o PRÉ-SAL.
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/788443-divergencia-entre-petrobras-e-governo-pode-atrasar-capitalizacao.shtml
Laudo contratado pela Petrobras aponta volume bem menor de petróleo nas áreas que a União entregará à empresa como sua parte na capitalização da petroleira em relação ao da ANP (Agência Nacional do Petróleo).
Segundo um técnico, está havendo uma "queda de braço" com a estatal, que terá de fazer um "esforço para avançar nas negociações" sobre a cessão de 5 bilhões de barris de petróleo de propriedade da União.
Clique no link abaixo para ver os dados do Governo vs Petrobras sobre o PRÉ-SAL.
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/788443-divergencia-entre-petrobras-e-governo-pode-atrasar-capitalizacao.shtml
A estratégia do Bradesco para atrair os supermilionários
Banco monta parcerias com family offices para conquistar pessoas com patrimônio acima de 30 milhões de reais.
O aumento de renda dos brasileiros, nos últimos anos, não se restringiu apenas às pessoas das classes C e D. Todos deram um passo à frente na pirâmide econômica – inclusive os que já eram ricos. Isso explica porque, de janeiro para cá, o Bradesco Private voltou sua atenção para um grupo bem seleto: os supermilionários, aqueles com um patrimônio acima de 30 milhões de reais.
O banco não abre quantos clientes com esse perfil possui, nem quanto de volume é proveniente deles. Mas, para atrair cada vez mais esse público, o banco está montando, desde o início do ano, parcerias com single ou multifamily offices - empresas privadas que administram fortunas de famílias abonadas. GPS, Turim e Quadrante são algumas dessas companhias que já fecharam com o Bradesco.
Os escritórios fazem a intermediação entre os clientes e o banco, em relação às decisões financeiras que pretendem tomar. Para se ter ideia da importância das family offices para o Bradesco, cerca de 5% das contas abertas pelo private chega por indicação dessas empresas.
Pode parecer pouco em quantidade, mas como cada conta nova significa o ingresso de dezenas de milhões de reais para a carteira do Bradesco, isso faz bastante diferença. Além de mais clientes, as parcerias permitiram que o volume médio aplicado nas contas private subisse para cerca de 6 milhões de reais – o cliente precisa ter, pelo menos, 2 milhões de reais aplicados no Bradesco para ser atendido pelo private.
Meta antecipada
Isso contribuiu para que o banco batesse, em seis meses, a meta prevista para o ano em termos de volume administrado pelo private bank. "Aumentamos o volume gerido dentro do private em 15% até junho, e nosso objetivo agora é crescer outros 15%", diz João Albino, diretor do Bradesco Private, com exclusividade ao site EXAME.
"Por isso, estamos em busca de novas parcerias como essas, além de investir em treinamentos específicos para gestores de contas do segmento", afirma Winkelmann. De acordo com o diretor, a perspectiva é um crescimento da participação destes profissionais na gestão de recursos financeiros de famílias ricas no Brasil.
"O mercado brasileiro seguirá a tendência, o que já acontece nos Estados Unidos e Europa, onde cerca de 40% das famílias muito ricas são assistidas pelas family offices", diz o executivo.
Serviços
"É uma opção a mais para os clientes do private e faz parte de nossa estratégia de oferecer soluções integradas aos clientes, como gestão não financeira, blindagem patrimonial, planejamento sucessório e consultorias tributária e fiscal", afirma o diretor.
A intenção do banco não é deixar de lado os demais clientes do private. "Todos têm atendimento privilegiado, com gerentes responsáveis por poucas contas", diz Winkelmann. "Porém, os clientes com maior volume aplicado exigem ainda mais cuidado, como atendimento domiciliar".
"Muito se fala do crescimento do poder aquisitivo da classe C e D, mas quando se olha de perto a pirâmide, todos os brasileiros deram um passo à frente." E o Bradesco não quer perder o passo.
O aumento de renda dos brasileiros, nos últimos anos, não se restringiu apenas às pessoas das classes C e D. Todos deram um passo à frente na pirâmide econômica – inclusive os que já eram ricos. Isso explica porque, de janeiro para cá, o Bradesco Private voltou sua atenção para um grupo bem seleto: os supermilionários, aqueles com um patrimônio acima de 30 milhões de reais.
O banco não abre quantos clientes com esse perfil possui, nem quanto de volume é proveniente deles. Mas, para atrair cada vez mais esse público, o banco está montando, desde o início do ano, parcerias com single ou multifamily offices - empresas privadas que administram fortunas de famílias abonadas. GPS, Turim e Quadrante são algumas dessas companhias que já fecharam com o Bradesco.
Os escritórios fazem a intermediação entre os clientes e o banco, em relação às decisões financeiras que pretendem tomar. Para se ter ideia da importância das family offices para o Bradesco, cerca de 5% das contas abertas pelo private chega por indicação dessas empresas.
Pode parecer pouco em quantidade, mas como cada conta nova significa o ingresso de dezenas de milhões de reais para a carteira do Bradesco, isso faz bastante diferença. Além de mais clientes, as parcerias permitiram que o volume médio aplicado nas contas private subisse para cerca de 6 milhões de reais – o cliente precisa ter, pelo menos, 2 milhões de reais aplicados no Bradesco para ser atendido pelo private.
Meta antecipada
Isso contribuiu para que o banco batesse, em seis meses, a meta prevista para o ano em termos de volume administrado pelo private bank. "Aumentamos o volume gerido dentro do private em 15% até junho, e nosso objetivo agora é crescer outros 15%", diz João Albino, diretor do Bradesco Private, com exclusividade ao site EXAME.
"Por isso, estamos em busca de novas parcerias como essas, além de investir em treinamentos específicos para gestores de contas do segmento", afirma Winkelmann. De acordo com o diretor, a perspectiva é um crescimento da participação destes profissionais na gestão de recursos financeiros de famílias ricas no Brasil.
"O mercado brasileiro seguirá a tendência, o que já acontece nos Estados Unidos e Europa, onde cerca de 40% das famílias muito ricas são assistidas pelas family offices", diz o executivo.
Serviços
"É uma opção a mais para os clientes do private e faz parte de nossa estratégia de oferecer soluções integradas aos clientes, como gestão não financeira, blindagem patrimonial, planejamento sucessório e consultorias tributária e fiscal", afirma o diretor.
A intenção do banco não é deixar de lado os demais clientes do private. "Todos têm atendimento privilegiado, com gerentes responsáveis por poucas contas", diz Winkelmann. "Porém, os clientes com maior volume aplicado exigem ainda mais cuidado, como atendimento domiciliar".
"Muito se fala do crescimento do poder aquisitivo da classe C e D, mas quando se olha de perto a pirâmide, todos os brasileiros deram um passo à frente." E o Bradesco não quer perder o passo.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Vale nega interesse em comprar canadense Potash
Empresa teria que assumir uma grande dívida para fechar o negócio, o que preocupou os investidores.
A Vale negou, por meio de comunicado à imprensa, os rumores de que estaria interessada em comprar a empresa de fertilizantes canadense Potash Corp. Nesta manhã, a agência de notícias Bloomberg havia informado de que a Vale estaria negociando a aquisição da Potash. Outra interessada seria a chinesa Sinochem.
Na nota, a empresa afirma "que são totalmente infundados os rumores de que teria feito proposta de compra por empresa produtora de fertilizantes ou de que estaria em negociações com o objetivo de fazer uma proposta de compra".
De acordo com os boatos, a Vale e a chinesa Sinochem teriam entrado em contato com a Potash após a oferta hostil de compra feita pela BHP Billiton, no valor de 38,6 bilhões de dólares. Ao rejeitar a oferta da BHP Billiton, a Potash informou que estava negociando algumas alternativas com outros parceiros.
A Potash é a maior produtora de fertilizantes do mundo. No segundo trimestre, faturou 1,4 bilhão de dólares. O negócio faria sentido para a Vale, que já manifestou interesse em crescer fortemente neste mercado. No início do ano, a companhia adquiriu os ativos de fertilizantes da Bunge e da Fosfértil por 3,8 bilhões de dólares.
Se concretizada, a compra da Potash seria a maior transação já realizada pela Vale. O atual recorde cabe à compra da canadense Inco, por 18 bilhões de dólares, em 2006. No passado, a mineradora já tentou adquirir a gigante Xstrata, empresa que também atua no mercado de fertilizantes. O negócio era avaliado em 90 bilhões de dólares.
Os rumores fizeram com que as ações da Vale registrassem queda de cerca de 2%. Entre os motivos, estaria a grande dívida que a empresa teria de assumir caso efetuasse a compra da empresa de fertilizantes.
A Vale negou, por meio de comunicado à imprensa, os rumores de que estaria interessada em comprar a empresa de fertilizantes canadense Potash Corp. Nesta manhã, a agência de notícias Bloomberg havia informado de que a Vale estaria negociando a aquisição da Potash. Outra interessada seria a chinesa Sinochem.
Na nota, a empresa afirma "que são totalmente infundados os rumores de que teria feito proposta de compra por empresa produtora de fertilizantes ou de que estaria em negociações com o objetivo de fazer uma proposta de compra".
De acordo com os boatos, a Vale e a chinesa Sinochem teriam entrado em contato com a Potash após a oferta hostil de compra feita pela BHP Billiton, no valor de 38,6 bilhões de dólares. Ao rejeitar a oferta da BHP Billiton, a Potash informou que estava negociando algumas alternativas com outros parceiros.
A Potash é a maior produtora de fertilizantes do mundo. No segundo trimestre, faturou 1,4 bilhão de dólares. O negócio faria sentido para a Vale, que já manifestou interesse em crescer fortemente neste mercado. No início do ano, a companhia adquiriu os ativos de fertilizantes da Bunge e da Fosfértil por 3,8 bilhões de dólares.
Se concretizada, a compra da Potash seria a maior transação já realizada pela Vale. O atual recorde cabe à compra da canadense Inco, por 18 bilhões de dólares, em 2006. No passado, a mineradora já tentou adquirir a gigante Xstrata, empresa que também atua no mercado de fertilizantes. O negócio era avaliado em 90 bilhões de dólares.
Os rumores fizeram com que as ações da Vale registrassem queda de cerca de 2%. Entre os motivos, estaria a grande dívida que a empresa teria de assumir caso efetuasse a compra da empresa de fertilizantes.
Compra de fatia da OGX por chineses pode gerar dividendos aos acionistas
Negócio deve injetar caixa de 11 bilhões de dólares e apreciar papéis, diz Bradesco Corretora; maior peso no Ibovespa também beneficia OGX.
A iminência de uma transação de altas cifras entre a OGX (OGXP3), petrolífera do empresário Eike Batista, e os chineses da Sinopec (China Petroleum & Chemical) deve se tornar um forte catalisador para os dividendos dos papéis ordinários da companhia. A injeção de recursos da negociação, confirmada pelo presidente da Sinopec na manhã desta segunda-feira (23), é apontada pela Bradesco Corretora como um reforço do desempenho "acima do mercado" (outperform) da ação.
Mesmo sem data ou valores confirmados, o diálogo em torno de uma fatia de 20% de um campo de petróleo em águas nacionais deve ter impacto positivo nos papéis. "De acordo com nossos cálculos, caso a OGX venda parte de seus blocos na Bacia de Campos, isso deverá representar uma injeção de dinheiro de 11 bilhões de dólares. É importante lembrar que parte disso será revertida em dividendos", dizem os analistas Auro Rozembaum e Bruno Varella.
Maior peso no Ibovespa
A corretora reiterou o preço-alvo dos papéis, fixando-o em 29 reais, um potencial de valorização de 42% em relação à cotação de fechamento da última sexta-feira (20). Os cálculos do volume financeiro da negociação consideram a perspectiva potencial da área, de 1,1 bilhão de barris de óleo equivalente, e o valor a ser pago por cada barril de óleo, fixado em 10 dólares.
Outro sinal de otimismo para o papel é o aumento esperado para seu peso na carteira do Ibovespa, já sinalizado nas duas últimas prévias do índice. "A OGX deve aumentar seu peso no índice em mais de 100 pontos-base, indo para 3,57%, o que deverá trazer um fluxo ainda maior desses papéis no mercado".
A iminência de uma transação de altas cifras entre a OGX (OGXP3), petrolífera do empresário Eike Batista, e os chineses da Sinopec (China Petroleum & Chemical) deve se tornar um forte catalisador para os dividendos dos papéis ordinários da companhia. A injeção de recursos da negociação, confirmada pelo presidente da Sinopec na manhã desta segunda-feira (23), é apontada pela Bradesco Corretora como um reforço do desempenho "acima do mercado" (outperform) da ação.
Mesmo sem data ou valores confirmados, o diálogo em torno de uma fatia de 20% de um campo de petróleo em águas nacionais deve ter impacto positivo nos papéis. "De acordo com nossos cálculos, caso a OGX venda parte de seus blocos na Bacia de Campos, isso deverá representar uma injeção de dinheiro de 11 bilhões de dólares. É importante lembrar que parte disso será revertida em dividendos", dizem os analistas Auro Rozembaum e Bruno Varella.
Maior peso no Ibovespa
A corretora reiterou o preço-alvo dos papéis, fixando-o em 29 reais, um potencial de valorização de 42% em relação à cotação de fechamento da última sexta-feira (20). Os cálculos do volume financeiro da negociação consideram a perspectiva potencial da área, de 1,1 bilhão de barris de óleo equivalente, e o valor a ser pago por cada barril de óleo, fixado em 10 dólares.
Outro sinal de otimismo para o papel é o aumento esperado para seu peso na carteira do Ibovespa, já sinalizado nas duas últimas prévias do índice. "A OGX deve aumentar seu peso no índice em mais de 100 pontos-base, indo para 3,57%, o que deverá trazer um fluxo ainda maior desses papéis no mercado".
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
MRV é a melhor aposta entre as incorporadoras brasileiras, diz Deutsche Bank
O Deutsche Bank começou a cobrir as ações de cinco incorporadoras brasileiras. O banco alemão justifica a análise do setor dizendo que há “condições favoráveis da indústria para apoiar o mercado de habitação no Brasil” As principais: o aumento da demanda sustentada por um grande déficit habitacional, o crescimento da renda da população, a melhoria das condições macroeconômicas, disponibilidade de incentivos para todos os segmentos de renda e programas públicos para apoiá-los, como o Minha Casa, Minha Vida – para o banco, esses programas devem continuar depois das eleições, qualquer que seja o vencedor.
As empresas que passaram a ser analisadas são MRV, PDG, Rossi, Gafisa e Cyrela. O analista Esteban Polidura, do Deutsche, recomenda a compra das ações das três primeiras e diz que o papel com maior potencial de valorização é o da MRV. Segundo ele, a expectativa é que a empresa apresente receita líquida de 2,6 bilhões de reais em 2010, um crescimento de 55% em relação ao ano anterior. “O ritmo de crescimento da MRV deverá continuar a superar a média de seus pares, devido ao amplo apoio político para os projetos ligados ao Minha Casa Minha Vida”, diz o banco. Para o Deutsche, o potencial de valorização das ações da MRV é de 40% nos próximos 12 meses, com preço alvo de 21 reais.
A indicação de compra para PDG e Rossi também se deve ao mercado de baixa renda: para o Deutsche, as duas incorporadoras têm conseguido crescer nesse segmento ao mesmo tempo em que aprimoraram a tecnologia de construção em larga escala. Espera-se que a Rossi cresça 39% neste ano e a PDG, 51%. O potencial de valorização dos papeis é 25% e 34%, respectivamente, com preço alvo de 20 reais e 25 reais.
O analista do banco não vê potencial para a Cyrela e para a Gafisa porque, para ele, as empresas não têm conseguido aumentar suas margens de lucro e devem ter crescimento menor nos próximos 12 meses.
As empresas que passaram a ser analisadas são MRV, PDG, Rossi, Gafisa e Cyrela. O analista Esteban Polidura, do Deutsche, recomenda a compra das ações das três primeiras e diz que o papel com maior potencial de valorização é o da MRV. Segundo ele, a expectativa é que a empresa apresente receita líquida de 2,6 bilhões de reais em 2010, um crescimento de 55% em relação ao ano anterior. “O ritmo de crescimento da MRV deverá continuar a superar a média de seus pares, devido ao amplo apoio político para os projetos ligados ao Minha Casa Minha Vida”, diz o banco. Para o Deutsche, o potencial de valorização das ações da MRV é de 40% nos próximos 12 meses, com preço alvo de 21 reais.
A indicação de compra para PDG e Rossi também se deve ao mercado de baixa renda: para o Deutsche, as duas incorporadoras têm conseguido crescer nesse segmento ao mesmo tempo em que aprimoraram a tecnologia de construção em larga escala. Espera-se que a Rossi cresça 39% neste ano e a PDG, 51%. O potencial de valorização dos papeis é 25% e 34%, respectivamente, com preço alvo de 20 reais e 25 reais.
O analista do banco não vê potencial para a Cyrela e para a Gafisa porque, para ele, as empresas não têm conseguido aumentar suas margens de lucro e devem ter crescimento menor nos próximos 12 meses.
Vale e Sinochem abordam Potash para possíveis negociações
A Potash foi abordada pelo grupo chinês Sinochem e pela brasileira Vale em meio à tentativa da empresa canadense de impedir a oferta hostil de US$ 39 bilhões feita pela BHP Billiton, informou a Bloomberg nesta segunda-feira.
Citando uma pessoa próxima ao assunto, a agência afirmou que Sinochem e Vale consultaram o conselho da Potash, maior fornecedora mundial de fertilizantes, no final da semana passada sobre a possibilidade de conversações.
Outras empresas também entraram em contato com o conselho, mas as abordagens podem não chegar a negociações, acrescentou a fonte.
A BHP Billiton, maior mineradora do mundo, lançou uma oferta hostil pela companhia na semana passada, com o prazo até 19 de outubro para que os acionistas da Potash aceitem o que poderia ser a maior aquisição deste ano.
A Potash está aberta a ofertas que superem a feita pela BHP, de US$ 130 dólares, segundo uma fonte disse à agência de notícias Reuters na sexta-feira.
Citando uma pessoa próxima ao assunto, a agência afirmou que Sinochem e Vale consultaram o conselho da Potash, maior fornecedora mundial de fertilizantes, no final da semana passada sobre a possibilidade de conversações.
Outras empresas também entraram em contato com o conselho, mas as abordagens podem não chegar a negociações, acrescentou a fonte.
A BHP Billiton, maior mineradora do mundo, lançou uma oferta hostil pela companhia na semana passada, com o prazo até 19 de outubro para que os acionistas da Potash aceitem o que poderia ser a maior aquisição deste ano.
A Potash está aberta a ofertas que superem a feita pela BHP, de US$ 130 dólares, segundo uma fonte disse à agência de notícias Reuters na sexta-feira.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A febre da bolsa
Para entender quem já investe na bolsa e quem quer começar a aplicar, a BM&F Bovespa encomendou uma pesquisa inédita ao instituto de pesquisa Plano CDE. Entre 12 de julho e 4 de agosto, 600 pessoas foram ouvidas em São Paulo e no Rio de Janeiro. O resultado revelou fatos interessantes sobre a expansão de 2004 a 2009, período em que o número de investidores pessoas físicas pulou de 85 500 para 598 000. Esse movimento foi capitaneado majoritariamente por homens (eles são 75% do total). Hoje o investidor médio brasileiro é casado (60%), está na parte de cima da pirâmide social (59% tem renda superior a 6 000 reais) e foi atraído pela possibilidade de ter uma rentabilidade maior (48%). A pesquisa também lançou luz sobre futuras tendências. Mais de 95% dos que já estão na bolsa dizem que continuarão a investir nos próximos 12 meses e 71% pensam em aumentar o valor investido.
A pesquisa também deixou claro que a bolsa terá, para atingir a meta de chegar a 5 milhões de aplicadores até 2015, que atrair um número maior investidores das classes B e C, famílias com renda entre 2 500 e 6 000 reais. Nesse grupo, 19% consideram investir nos próximos 12 meses (principalmente os homens – 85%) e metade diz ainda ter medo do mercado de ações. Esse público é o alvo da campanha de publicidade que a BM&F Bovespa lança nos próximos dias com a participação do Pelé. Você vai encontrar mais detalhes sobre o processo de popularização da bolsa na matéria de capa de EXAME que chega hoje às bancas.
A pesquisa também deixou claro que a bolsa terá, para atingir a meta de chegar a 5 milhões de aplicadores até 2015, que atrair um número maior investidores das classes B e C, famílias com renda entre 2 500 e 6 000 reais. Nesse grupo, 19% consideram investir nos próximos 12 meses (principalmente os homens – 85%) e metade diz ainda ter medo do mercado de ações. Esse público é o alvo da campanha de publicidade que a BM&F Bovespa lança nos próximos dias com a participação do Pelé. Você vai encontrar mais detalhes sobre o processo de popularização da bolsa na matéria de capa de EXAME que chega hoje às bancas.
Vale ultrapassa Petrobras e lidera valor de mercado
A Petrobras não é mais a empresa com maior valor de mercado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). De acordo com a Folha de S.Paulo, a petrolífera, que vive grande indefinição do valor do barril de petróleo do pré-sal, foi ultrapassada pela Vale nesta quinta-feira.
O valor total da Petrobras na Bovespa era de US$ 144,62 bilhões, uma variação negativa de 25,94% em 2010, enquanto a Vale passou a valer US$ 145,49 bilhões, alta de 4,9% segundo a Folha. O principal motivo da desvalorização da petrolífera é o possível adiamento de sua bilionária capitalização, que só pode ser realizada após a definição da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre o preço do barril de petróleo do pré-sal.
O valor total da Petrobras na Bovespa era de US$ 144,62 bilhões, uma variação negativa de 25,94% em 2010, enquanto a Vale passou a valer US$ 145,49 bilhões, alta de 4,9% segundo a Folha. O principal motivo da desvalorização da petrolífera é o possível adiamento de sua bilionária capitalização, que só pode ser realizada após a definição da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre o preço do barril de petróleo do pré-sal.
AmBev anuncia fusão com cervejaria na Venezuela
A AmBev e a Cerveceria Regional anunciaram nesta sexta-feira que iniciaram o processo de integração de suas operações na Venezuela. Após a conclusão do negócio, a AmBev deterá 15% da Regional, cuja marca e estrutura logística serão mantidas.
A participação da empresa brasileira, contudo, poderá aumentar para 20% no prazo de quatro anos. Os valores envolvidos no negocio não foram divulgados.
"A operação criará um competidor mais forte e dinâmico na Venezuela, que é o segundo maior mercado consumidor de cerveja da América do Sul. Com a transação, as duas companhias poderão complementar suas abrangências geográficas, além de compartilhar as melhores práticas adotadas por ambas", afirmam as empresas em comunicado.
A operação, que está sujeita a aprovação de órgãos reguladores, deve ser concluída até o final deste ano, segundo as companhias.
Fundada em 1929, a Regional produz as cervejas Regional Light, Regional Draft e Pilsen. A AmBev opera na Venezuela desde 1994, inicialmente sob a marca Brahma, com uma fábrica instalada na cidade de Barquisimeto, no Estado de Lara.
A participação da empresa brasileira, contudo, poderá aumentar para 20% no prazo de quatro anos. Os valores envolvidos no negocio não foram divulgados.
"A operação criará um competidor mais forte e dinâmico na Venezuela, que é o segundo maior mercado consumidor de cerveja da América do Sul. Com a transação, as duas companhias poderão complementar suas abrangências geográficas, além de compartilhar as melhores práticas adotadas por ambas", afirmam as empresas em comunicado.
A operação, que está sujeita a aprovação de órgãos reguladores, deve ser concluída até o final deste ano, segundo as companhias.
Fundada em 1929, a Regional produz as cervejas Regional Light, Regional Draft e Pilsen. A AmBev opera na Venezuela desde 1994, inicialmente sob a marca Brahma, com uma fábrica instalada na cidade de Barquisimeto, no Estado de Lara.
Crise consolida Brasil como 8ª economia mundial
Com base em números oficiais, o jornal econômico espanhol Expansion revelou que o ranking das maiores economias está bastante modificado com a crise global nos últimos dois anos.
A crise espanhola permitiu que o Brasil se firmasse na oitava posição entre as maiores economias do mundo. Com base em números oficiais, o jornal econômico espanhol Expansion revelou que o ranking das maiores economias foi bastante modificado com a crise global nos últimos dois anos.
A China ultrapassou o Japão e agora se tornou a segunda maior economia do mundo. Já o Brasil supera a Espanha e é a oitava potência, em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal. Com base nos números do primeiro semestre, o PIB brasileiro seria de US$ 1,8 trilhão, ante US$ 1,5 trilhão da Espanha. Segundo o jornal, a Espanha chegou a ficar na sétima posição em 2007, quando ainda vivia um boom econômico. Mas, com 20% de desemprego um déficit colossal e uma economia estagnada, perdeu posições.
Já dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), organizados por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, indicam que a ultrapassagem da Espanha pelo Brasil teria acontecido ainda em 2009. Mas a persistência da crise nos países ricos e a rápida recuperação dos emergentes, como o Brasil, fizeram com que a diferença entre os dois países disparasse em 2010.
Em 2009, segundo os dados do FMI, o Brasil, com PIB de US$ 1,57 trilhão, estava na oitava posição do ranking, mas colado na Espanha, que era a nona colocada, com US$ 1,46 trilhão. Já a projeção do FMI para 2010 joga o PIB brasileiro para US$ 1,91 trilhão, bem acima do US$ 1,56 trilhão previsto para a Espanha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A crise espanhola permitiu que o Brasil se firmasse na oitava posição entre as maiores economias do mundo. Com base em números oficiais, o jornal econômico espanhol Expansion revelou que o ranking das maiores economias foi bastante modificado com a crise global nos últimos dois anos.
A China ultrapassou o Japão e agora se tornou a segunda maior economia do mundo. Já o Brasil supera a Espanha e é a oitava potência, em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal. Com base nos números do primeiro semestre, o PIB brasileiro seria de US$ 1,8 trilhão, ante US$ 1,5 trilhão da Espanha. Segundo o jornal, a Espanha chegou a ficar na sétima posição em 2007, quando ainda vivia um boom econômico. Mas, com 20% de desemprego um déficit colossal e uma economia estagnada, perdeu posições.
Já dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), organizados por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, indicam que a ultrapassagem da Espanha pelo Brasil teria acontecido ainda em 2009. Mas a persistência da crise nos países ricos e a rápida recuperação dos emergentes, como o Brasil, fizeram com que a diferença entre os dois países disparasse em 2010.
Em 2009, segundo os dados do FMI, o Brasil, com PIB de US$ 1,57 trilhão, estava na oitava posição do ranking, mas colado na Espanha, que era a nona colocada, com US$ 1,46 trilhão. Já a projeção do FMI para 2010 joga o PIB brasileiro para US$ 1,91 trilhão, bem acima do US$ 1,56 trilhão previsto para a Espanha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
JBS compra Grupo Toledo por 11 milhões de euros
Aquisição da empresa, de receita superior a US$ 50 milhões, foi feita por meio da subsidiária JBS Global.
A JBS-Friboi anunciou hoje (1/08), por meio de comunicado ao mercado, a compra do Grupo Toledo, sediado em Gent, na Bélgica, por 11 milhões de euros. A iniciativa faz parte da estratégia de internacionalização dos negócios da companhia, que obteve lucro de 3,7 milhões de reais no segundo semestre deste ano.
Com receita líquida em torno de 50 milhões de dólares, a empresa belga é especializada em pesquisa, desenvolvimento e venda de produtos cozidos customizados de carne bovina para consumidores finais. O grupo conta com mais de 100 clientes no Oeste Europeu, entre restaurantes, cozinhas industriais e até grandes empresas de alimentos.
A empresa foi fundada há mais de 20 anos pelos sócios Clayton Toledo e Bob Stevens e foi pioneira no desenvolvimento de produtos de carnes por meio de parcerias com empresas processadoras de carne bovina na América do Sul. Como resultado, a exportação dos produtos para a região se multiplicou com o passar dos anos.
"Com a aquisição, ampliaremos as vendas desses produtos, bem como nossa carteira de clientes e itens de valor agregado em nosso portfólio", afirmou Joesley Batista, presidente da JBS-Friboi em comunicado.
A JBS-Friboi anunciou hoje (1/08), por meio de comunicado ao mercado, a compra do Grupo Toledo, sediado em Gent, na Bélgica, por 11 milhões de euros. A iniciativa faz parte da estratégia de internacionalização dos negócios da companhia, que obteve lucro de 3,7 milhões de reais no segundo semestre deste ano.
Com receita líquida em torno de 50 milhões de dólares, a empresa belga é especializada em pesquisa, desenvolvimento e venda de produtos cozidos customizados de carne bovina para consumidores finais. O grupo conta com mais de 100 clientes no Oeste Europeu, entre restaurantes, cozinhas industriais e até grandes empresas de alimentos.
A empresa foi fundada há mais de 20 anos pelos sócios Clayton Toledo e Bob Stevens e foi pioneira no desenvolvimento de produtos de carnes por meio de parcerias com empresas processadoras de carne bovina na América do Sul. Como resultado, a exportação dos produtos para a região se multiplicou com o passar dos anos.
"Com a aquisição, ampliaremos as vendas desses produtos, bem como nossa carteira de clientes e itens de valor agregado em nosso portfólio", afirmou Joesley Batista, presidente da JBS-Friboi em comunicado.
OSX obtém US$420 mi com bancos para 1ª plataforma
A OSX, empresa controlada por Eike Batista que atua em construção e afretamento de unidades de exploração e produção de petróleo, obteve um financiamento de 420 milhões de dólares com um grupo de bancos para a construção da primeira plataforma da OGX.
O prazo do empréstimo será de oito anos e meio, informou à Reuters o diretor financeiro e de relações com o mercado, Roberto Monteiro.
A OSX é a caçula das companhias do grupo EBX, de Eike. A companhia captou quase 3 bilhões de reais com uma oferta inicial na Bovespa neste ano, apesar de inicialmente pretender levantar bem mais do que isso, e tem uma demanda inicial de prover 48 unidades de produção para a OGX, a petroleira do grupo.
"Vamos assinar (a operação com os bancos) aqui no Rio de Janeiro, durante a Marine Money em setembro", disse o executivo, referindo-se à primeira edição brasileira da feira de negócios do setor naval que tradicionalmente era realizada apenas nos EUA e na Noruega.
A operação é liderada pelo norueguês DVB Bank e integrada também pelo ING, Santander, Credit Agricole e ABN.
O valor total da primeira plataforma da OGX, que será instalada na bacia de Campos e tem previsão de chegar ao Brasil em meados de 2011, será de 600 milhões de dólares. A capacidade da unidade é de produzir 100 mil barris diários de petróleo.
"Esta unidade custou menos porque compramos o modelo básico de uma empresa que a construiu e quebrou depois, a Nexus, e mandamos customizar em Cingapura", disse o executivo que ficou 10 anos na companhia de logística ALL antes de entrar para o grupo de Eike.
Já a segunda plataforma da OGX que está em licitação será maior e provavelmente mais cara do que a primeira.
"Ela deve ser feita em um casco de VLCC (very large crude carrier), um dos maiores navios de petróleo", informou o diretor, explicando que a capacidade total vai depender do campo onde a OGX decidirá instalá-la.
Para a segunda unidade, Monteiro está fazendo um levantamento do preço em estaleiros brasileiros e internacionais, para que depois a OGX negocie com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis o patamar de conteúdo nacional que será estipulado.
Ele afirmou que apesar do incentivo do governo brasileiro ao setor, o processo de crescimento da área naval no país é lento e a indústria ainda levará tempo para amadurecer. Uma questão no entanto não deixa dúvidas, segundo Monteiro, "para atingir o conteúdo nacional exigido só com estaleiro no país", afirmou.
O diretor explicou que com os estaleiros no país pelo menos a mão-de-obra já está garantida, e em alguns casos pode corresponder a 55 por cento da contabilização total do conteúdo nacional de uma plataforma.
Local do estaleiro
A empresa no entanto ainda segue na dúvida sobre o local onde construirá o seu estaleiro e aguarda a liberação de licenças ambientais prévias, tanto do Estado de Santa Catarina, onde o processo está mais adiantado, quanto no Rio de Janeiro, local alternativo, cujo pedido de licença foi feito em junho.
"No final do ano vamos sentar e decidir levando em conta o licenciamento ambiental", informou, explicando que aguarda para outubro o licenciamento em Santa Catarina e para dezembro no Rio de Janeiro.
Segundo Monteiro, o problema do impacto da dragagem na comunidade de golfinhos de Santa Catarina, motivo para o atraso da licença, será contornado após estudos feitos por uma empresa vinculada à Universidade Federal de Santa Catarina mostrarem que os golfinhos já estão desaparecendo da área devido à poluição da região.
"O estudo mostra que os golfinhos caíram de 200 para 50 nos últimos 20 anos por causa de poluição. Estamos propondo ao Instituto Chico Mendes (ICMbio) investir para reduzir essa poluição", informou.
O prazo do empréstimo será de oito anos e meio, informou à Reuters o diretor financeiro e de relações com o mercado, Roberto Monteiro.
A OSX é a caçula das companhias do grupo EBX, de Eike. A companhia captou quase 3 bilhões de reais com uma oferta inicial na Bovespa neste ano, apesar de inicialmente pretender levantar bem mais do que isso, e tem uma demanda inicial de prover 48 unidades de produção para a OGX, a petroleira do grupo.
"Vamos assinar (a operação com os bancos) aqui no Rio de Janeiro, durante a Marine Money em setembro", disse o executivo, referindo-se à primeira edição brasileira da feira de negócios do setor naval que tradicionalmente era realizada apenas nos EUA e na Noruega.
A operação é liderada pelo norueguês DVB Bank e integrada também pelo ING, Santander, Credit Agricole e ABN.
O valor total da primeira plataforma da OGX, que será instalada na bacia de Campos e tem previsão de chegar ao Brasil em meados de 2011, será de 600 milhões de dólares. A capacidade da unidade é de produzir 100 mil barris diários de petróleo.
"Esta unidade custou menos porque compramos o modelo básico de uma empresa que a construiu e quebrou depois, a Nexus, e mandamos customizar em Cingapura", disse o executivo que ficou 10 anos na companhia de logística ALL antes de entrar para o grupo de Eike.
Já a segunda plataforma da OGX que está em licitação será maior e provavelmente mais cara do que a primeira.
"Ela deve ser feita em um casco de VLCC (very large crude carrier), um dos maiores navios de petróleo", informou o diretor, explicando que a capacidade total vai depender do campo onde a OGX decidirá instalá-la.
Para a segunda unidade, Monteiro está fazendo um levantamento do preço em estaleiros brasileiros e internacionais, para que depois a OGX negocie com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis o patamar de conteúdo nacional que será estipulado.
Ele afirmou que apesar do incentivo do governo brasileiro ao setor, o processo de crescimento da área naval no país é lento e a indústria ainda levará tempo para amadurecer. Uma questão no entanto não deixa dúvidas, segundo Monteiro, "para atingir o conteúdo nacional exigido só com estaleiro no país", afirmou.
O diretor explicou que com os estaleiros no país pelo menos a mão-de-obra já está garantida, e em alguns casos pode corresponder a 55 por cento da contabilização total do conteúdo nacional de uma plataforma.
Local do estaleiro
A empresa no entanto ainda segue na dúvida sobre o local onde construirá o seu estaleiro e aguarda a liberação de licenças ambientais prévias, tanto do Estado de Santa Catarina, onde o processo está mais adiantado, quanto no Rio de Janeiro, local alternativo, cujo pedido de licença foi feito em junho.
"No final do ano vamos sentar e decidir levando em conta o licenciamento ambiental", informou, explicando que aguarda para outubro o licenciamento em Santa Catarina e para dezembro no Rio de Janeiro.
Segundo Monteiro, o problema do impacto da dragagem na comunidade de golfinhos de Santa Catarina, motivo para o atraso da licença, será contornado após estudos feitos por uma empresa vinculada à Universidade Federal de Santa Catarina mostrarem que os golfinhos já estão desaparecendo da área devido à poluição da região.
"O estudo mostra que os golfinhos caíram de 200 para 50 nos últimos 20 anos por causa de poluição. Estamos propondo ao Instituto Chico Mendes (ICMbio) investir para reduzir essa poluição", informou.
BB anuncia acordo para ter participação na Odontoprev
Parceria envolve estudos em torno da criação de uma empresa com participação da BB Seguros e da Odontoprev.
O Banco do Brasil anunciou nesta quinta-feira um acordo para ter uma fatia no capital da Odontoprev, ingressando no ramo odontológico de seguros.
Em comunicado, o BB informou que a parceria envolve estudos em torno da criação de uma empresa com participação de 75 por cento do capital total (49,99 por cento das ações ordinárias e 100 por cento das preferenciais) da BB Seguros e de 25 por cento do capital total (50,01 por cento das ações ordinárias) da Odontoprev.
Os estudos prevêem ainda que a BB Seguros participará indiretamente de uma holding a ser constituída pelo banco e por outros dois acionistas relevantes da empresa de odontologia --Bradesco e ZNT Participações-- com 10 por cento do capital total da Odontoprev.
"Os mesmos estudos contemplam a disponibilização, em caráter de exclusividade, dos canais de distribuição do BB para a comercialização dos produtos do ramo odontológico, provenientes da parceria estratégica, pelo prazo de 10 anos, bem como a contratação de planos odontológicos aos colaboradores e dependentes do Banco do Brasil", segundo o BB.
O Banco do Brasil anunciou nesta quinta-feira um acordo para ter uma fatia no capital da Odontoprev, ingressando no ramo odontológico de seguros.
Em comunicado, o BB informou que a parceria envolve estudos em torno da criação de uma empresa com participação de 75 por cento do capital total (49,99 por cento das ações ordinárias e 100 por cento das preferenciais) da BB Seguros e de 25 por cento do capital total (50,01 por cento das ações ordinárias) da Odontoprev.
Os estudos prevêem ainda que a BB Seguros participará indiretamente de uma holding a ser constituída pelo banco e por outros dois acionistas relevantes da empresa de odontologia --Bradesco e ZNT Participações-- com 10 por cento do capital total da Odontoprev.
"Os mesmos estudos contemplam a disponibilização, em caráter de exclusividade, dos canais de distribuição do BB para a comercialização dos produtos do ramo odontológico, provenientes da parceria estratégica, pelo prazo de 10 anos, bem como a contratação de planos odontológicos aos colaboradores e dependentes do Banco do Brasil", segundo o BB.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Petrobras deve perfurar mais 6 poços no pré-sal este ano
A estatal contará com a chegada de mais três sondas, o que elevará para 13 o número de equipamentos operando no pré-sal de Santos.
A Petrobras deve perfurar mais seis poços na região do pré-sal da Bacia de Santos até o final do ano, informou hoje o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Almir Barbassa, em teleconferência com analistas.
Sem dar maiores detalhes de quais serão as áreas perfuradas, ele disse que, com estes, serão 16 poços perfurados na região em 2010. "Isso é mais do que tudo o que havia se furado antes", disse.
Para cumprir este objetivo, a estatal contará com a chegada de mais três sondas, o que elevará para 13 o número de equipamentos operando no pré-sal de Santos. A Petrobras também está em processo de contratação de oito cascos, ressaltou Barbassa, que vão operar naquela região.
Até o final do ano o bloco de Tupi deve ser declarado campo produtor, com operação comercial. "Só aí teremos a contabilização das reservas provadas na região", disse, lembrando que o projeto-piloto vai produzir 120 mil barris diários.
Por entrar em operação apenas no quarto trimestre, o piloto vai contribuir pouco para que a companhia alcance a média diária de produção de 2,1 milhões de barris por dia em 2010. Porém, ele afirmou que a meta será cumprida com o aumento da produção em unidades que iniciaram operação no ano passado.
De acordo com perspectivas da área de Exploração e Produção da estatal, 290 mil barris devem ser acrescentados à sua produção média diária por conta de plataformas que entraram em operação em 2009, mas ainda não atingiram capacidade máxima. O gerente geral de Estratégia e Gestão de Portfólio, Hugo Repsold, afirmou que este aumento deverá ocorrer a partir do final de 2010.
Repsold negou que a companhia esteja em ritmo lento de aumento de produção para privilegiar a exploração do pré-sal. Segundo ele, "não há restrições, nem de recursos, nem de investimentos". "Estamos limitados apenas pela dificuldade de ancoragem das sondas que vão perfurar novos poços para serem ligados às plataformas. Não seria seguro colocar vários equipamentos de sondas muito próximos. É de total interesse da companhia acelerar o máximo possível o aumento de produção destes campos", disse.
Plano
A Petrobras vai reavaliar o seu Plano de Investimentos tão logo seja concluído o processo de capitalização. Na teleconferência, Barbassa disse que serão somados ao planejamento a exploração e desenvolvimento da área que a companhia vai receber do governo por meio da cessão onerosa.
"Como a cessão ainda não ocorreu, não temos maiores detalhes, mas certamente vamos incluir os 5 bilhões de barris no plano", disse, descartando a possibilidade de haver uma substituição ou deslocamento de projetos por conta desta inclusão. Para o período entre 2010 e 2014, o plano prevê investimentos US$ 224 bilhões.
Indagado sobre os rumores de que a Petrobras estaria negociando a redução do conteúdo nacional na área da cessão onerosa para poder acelerar a exploração e desenvolvimento destes barris, Barbassa desconversou: "Nós ainda estamos negociando a cessão onerosa, então seria prematuro tratar deste assunto no momento", disse, sem negar, contudo, a possibilidade. "No momento adequado vamos reavaliar estas questões à vista das novas discussões e ver o todo. Não tem como dizer mais nada agora", disse.
A Petrobras deve perfurar mais seis poços na região do pré-sal da Bacia de Santos até o final do ano, informou hoje o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Almir Barbassa, em teleconferência com analistas.
Sem dar maiores detalhes de quais serão as áreas perfuradas, ele disse que, com estes, serão 16 poços perfurados na região em 2010. "Isso é mais do que tudo o que havia se furado antes", disse.
Para cumprir este objetivo, a estatal contará com a chegada de mais três sondas, o que elevará para 13 o número de equipamentos operando no pré-sal de Santos. A Petrobras também está em processo de contratação de oito cascos, ressaltou Barbassa, que vão operar naquela região.
Até o final do ano o bloco de Tupi deve ser declarado campo produtor, com operação comercial. "Só aí teremos a contabilização das reservas provadas na região", disse, lembrando que o projeto-piloto vai produzir 120 mil barris diários.
Por entrar em operação apenas no quarto trimestre, o piloto vai contribuir pouco para que a companhia alcance a média diária de produção de 2,1 milhões de barris por dia em 2010. Porém, ele afirmou que a meta será cumprida com o aumento da produção em unidades que iniciaram operação no ano passado.
De acordo com perspectivas da área de Exploração e Produção da estatal, 290 mil barris devem ser acrescentados à sua produção média diária por conta de plataformas que entraram em operação em 2009, mas ainda não atingiram capacidade máxima. O gerente geral de Estratégia e Gestão de Portfólio, Hugo Repsold, afirmou que este aumento deverá ocorrer a partir do final de 2010.
Repsold negou que a companhia esteja em ritmo lento de aumento de produção para privilegiar a exploração do pré-sal. Segundo ele, "não há restrições, nem de recursos, nem de investimentos". "Estamos limitados apenas pela dificuldade de ancoragem das sondas que vão perfurar novos poços para serem ligados às plataformas. Não seria seguro colocar vários equipamentos de sondas muito próximos. É de total interesse da companhia acelerar o máximo possível o aumento de produção destes campos", disse.
Plano
A Petrobras vai reavaliar o seu Plano de Investimentos tão logo seja concluído o processo de capitalização. Na teleconferência, Barbassa disse que serão somados ao planejamento a exploração e desenvolvimento da área que a companhia vai receber do governo por meio da cessão onerosa.
"Como a cessão ainda não ocorreu, não temos maiores detalhes, mas certamente vamos incluir os 5 bilhões de barris no plano", disse, descartando a possibilidade de haver uma substituição ou deslocamento de projetos por conta desta inclusão. Para o período entre 2010 e 2014, o plano prevê investimentos US$ 224 bilhões.
Indagado sobre os rumores de que a Petrobras estaria negociando a redução do conteúdo nacional na área da cessão onerosa para poder acelerar a exploração e desenvolvimento destes barris, Barbassa desconversou: "Nós ainda estamos negociando a cessão onerosa, então seria prematuro tratar deste assunto no momento", disse, sem negar, contudo, a possibilidade. "No momento adequado vamos reavaliar estas questões à vista das novas discussões e ver o todo. Não tem como dizer mais nada agora", disse.
Fusão Itaú Unibanco já mostra resultados, diz presidente
A fusão do Itaú com o Unibanco começa a mostrar resultados, de acordo com o presidente do banco, Roberto Setubal. "Já passamos pela fase mais difícil da fusão. Agora estamos prontos para levantar voo", disse hoje em reunião promovida pela Apimec.
"Estamos com as turbinas prontas, mas temos que ir com cuidado, por causa do tamanho da empresa", afirmou Setubal. O Itaú Unibanco tem 110 mil funcionários e R$ 651,6 bilhões em ativos.
A média de migração é de 150 agências do Unibanco para a base do Itaú por mês. A previsão de término para o processo é no final de outubro. Segundo Setubal, as mudanças nas agências são feitas durante o final de semana e existem hoje 456 funcionários do Itaú dedicados somente a essa tarefa.
A cada fase da migração das agências, o banco foi aprendendo e reduzindo o volume de reclamações, destaca seu presidente. Era uma média de 40 queixas por mil clientes, que caiu para 1,6.
Toda a parte voltada para clientes deve ter a integração concluída até o final do ano. "Fizemos um mega esforço interno", disse Setubal. Alguns ajustes de sistemas devem ser concluídos em 2011.
"Estamos com as turbinas prontas, mas temos que ir com cuidado, por causa do tamanho da empresa", afirmou Setubal. O Itaú Unibanco tem 110 mil funcionários e R$ 651,6 bilhões em ativos.
A média de migração é de 150 agências do Unibanco para a base do Itaú por mês. A previsão de término para o processo é no final de outubro. Segundo Setubal, as mudanças nas agências são feitas durante o final de semana e existem hoje 456 funcionários do Itaú dedicados somente a essa tarefa.
A cada fase da migração das agências, o banco foi aprendendo e reduzindo o volume de reclamações, destaca seu presidente. Era uma média de 40 queixas por mil clientes, que caiu para 1,6.
Toda a parte voltada para clientes deve ter a integração concluída até o final do ano. "Fizemos um mega esforço interno", disse Setubal. Alguns ajustes de sistemas devem ser concluídos em 2011.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Eletrobras compra energia livre de Belo Monte para financiamento
A Eletrobras confirmou nesta terça-feira que garantiu a compra da energia destinada ao mercado livre da usina hidrelétrica de Belo Monte como forma de garantir que sejam fechados os contratos de financiamento para a obra.
As definições sobre o financiamento para a usina localizada no rio Xingu (PA), que deverá entrar em operação no final de 2014, poderão ser divulgadas ainda em agosto, segundo o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado.
"A gente realmente já garantiu a compra de energia... É uma operação normal e pretendemos colocar essa energia no mercado", afirmou o executivo em teleconferência com analistas sobre o resultado da Eletrobras do segundo trimestre de 2010.
A Eletrobras faz parte do consórcio Norte Energia, que venceu o leilão da concessão de Belo Monte em 20 de abril com uma tarifa de 78 reais por megawatt-hora (MWh), deságio de 6 por cento ante o teto estipulado pelo governo de 83 reais.
A Eletrobras possui 18 sócios e ainda existe a possibilidade da entrada de novos parceiros no consórcio. A holding Eletrobras e suas controladas Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e Eletronorte têm juntas 49,98 por cento do grupo Norte Energia.
Leilões
A Eletrobras estará presente em leilões futuros de geração de energia, garantiu Casado, como o de fontes alternativas e de reserva previstos para o final de agosto.
"A nossa estratégia de investimento é participar da agregação física do mercado, participando (dos leilões) em toda a extensão. Em todos os leilões, participamos de praticamente todos os lotes", disse o diretor de Relações com Investidores da companhia.
Segundo ele, a empresa não venceu em nenhum dos lotes do último leilão de geração, em 30 de junho, porque "o leilão não cobriu nosso custo de capital próprio, não remuneraria o acionista".
A Eletrobras fez uma avaliação interna, disse Casado, para as usinas de Colíder (MT) e Ferreira Gomes (AP). "Mas as usinas não chegavam ao custo do capital que a gente vende (energia) para o mercado", disse.
A Copel ficou com a usina de Colíder, enquanto a Alupar venceu para Ferreira Gomes. A Triunfo, por sua vez, venceu o leilão para a hidrelétrica de Garibaldi (SC).
As definições sobre o financiamento para a usina localizada no rio Xingu (PA), que deverá entrar em operação no final de 2014, poderão ser divulgadas ainda em agosto, segundo o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobras, Armando Casado.
"A gente realmente já garantiu a compra de energia... É uma operação normal e pretendemos colocar essa energia no mercado", afirmou o executivo em teleconferência com analistas sobre o resultado da Eletrobras do segundo trimestre de 2010.
A Eletrobras faz parte do consórcio Norte Energia, que venceu o leilão da concessão de Belo Monte em 20 de abril com uma tarifa de 78 reais por megawatt-hora (MWh), deságio de 6 por cento ante o teto estipulado pelo governo de 83 reais.
A Eletrobras possui 18 sócios e ainda existe a possibilidade da entrada de novos parceiros no consórcio. A holding Eletrobras e suas controladas Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e Eletronorte têm juntas 49,98 por cento do grupo Norte Energia.
Leilões
A Eletrobras estará presente em leilões futuros de geração de energia, garantiu Casado, como o de fontes alternativas e de reserva previstos para o final de agosto.
"A nossa estratégia de investimento é participar da agregação física do mercado, participando (dos leilões) em toda a extensão. Em todos os leilões, participamos de praticamente todos os lotes", disse o diretor de Relações com Investidores da companhia.
Segundo ele, a empresa não venceu em nenhum dos lotes do último leilão de geração, em 30 de junho, porque "o leilão não cobriu nosso custo de capital próprio, não remuneraria o acionista".
A Eletrobras fez uma avaliação interna, disse Casado, para as usinas de Colíder (MT) e Ferreira Gomes (AP). "Mas as usinas não chegavam ao custo do capital que a gente vende (energia) para o mercado", disse.
A Copel ficou com a usina de Colíder, enquanto a Alupar venceu para Ferreira Gomes. A Triunfo, por sua vez, venceu o leilão para a hidrelétrica de Garibaldi (SC).
OGX confirma potencial de 15 trilhões de pés cúbicos na Parnaíba
A petrolífera OGX confirmou hoje que as reservas descobertas na semana passada na bacia de Parnaíba têm um potencial de 15 trilhões de pés cúbicos de gás natural, segundo comunicado divulgado hoje pela empresa.
Este volume poderia atender cerca de 30% da demanda de gás do Brasil, que em junho foi de aproximadamente 49,7 milhões de metros cúbicos diários, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).
A dimensão da descoberta motivou a revisão dos planos de prospecção na região da OGX, que vai perfurar 15 poços, em vez dos sete que havia previsto, e vai intensificar os estudos geológicos.
Incluindo os novos estudos, a OGX pretende investir entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões, diz a nota.
O bloco de exploração onde se encontrou a reserva de hidrocarbonetos é operado pela OGX, que é dona de 70% da concessão, em associação com a Petra Energia, que possui os 30% restantes.
A OGX, propriedade do bilionário Eike Batista, tem sete concessões nesta região, onde na semana passada se tinha limitado a anunciar um "altíssimo potencial" de gás, o que havia despertado as especulações do mercado.
Esta descoberta foi considerada de grande importância não só pelo grande volume das reservas, mas por abrir "uma nova fronteira exploratória", informou a empresa na semana passada.
Este volume poderia atender cerca de 30% da demanda de gás do Brasil, que em junho foi de aproximadamente 49,7 milhões de metros cúbicos diários, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás).
A dimensão da descoberta motivou a revisão dos planos de prospecção na região da OGX, que vai perfurar 15 poços, em vez dos sete que havia previsto, e vai intensificar os estudos geológicos.
Incluindo os novos estudos, a OGX pretende investir entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões, diz a nota.
O bloco de exploração onde se encontrou a reserva de hidrocarbonetos é operado pela OGX, que é dona de 70% da concessão, em associação com a Petra Energia, que possui os 30% restantes.
A OGX, propriedade do bilionário Eike Batista, tem sete concessões nesta região, onde na semana passada se tinha limitado a anunciar um "altíssimo potencial" de gás, o que havia despertado as especulações do mercado.
Esta descoberta foi considerada de grande importância não só pelo grande volume das reservas, mas por abrir "uma nova fronteira exploratória", informou a empresa na semana passada.
Embora cargos de comando tenham ficado para a família Amaro, LAN terá poder para dar a palavra final
A distribuição de poder da LATAM, resultado da fusão das companhias aéreas TAM e da chilena LAN, já mostra na mão de quem estará o controle da nova empresa. O CEO e vice-presidente executivo da LATAM será Enrique Cueto, atual presidente da LAN. Maurício Rolim, atual vice-presidente da administração da TAM, será o presidente do Conselho Administrativo da LATAM.
Essa divisão se dá porque a LAN deterá, na nova companhia, 79,6% das ações ordinárias do grupo - portanto, com poder de voto sobre as decisões. A TAM ficou com os outros 20,4% das ações, garante uma fonte ligada à companhia brasileira. O motivo da compra da brasileira pela chilena, por meio de troca de ações, é simples, diz a fonte: o caixa da LAN é maior que o da TAM.
"Essa divisão caracteriza que quem mandará nas operações da holding é a família Cueto, dona da LAN", afirma a fonte. "O cargo que será ocupado por Maurício é mais institucional que estratégico, uma maneira de mostrar que as empresa estão alinhadas, porém deixando claro quem manda".
O arranjo é semelhante ao proposto pela associação de outras duas gigantes - o Pão de Açúcar e a Casas Bahia. Michael Klein será o presidente do conselho de administração da nova Globex, e seu filho, Raphael, de 32 anos, será o presidente executivo. Na época, a avaliação dos especialistas era de que a distribuição de poder seria apenas formal, já que Abílio Diniz, o dono do Pão de Açúcar, deteria a maioria dos assentos do conselho - e mandaria na prática. O acordo acabou revisto por exigência dos Klein, a fim de conseguirem melhores condições na associação.
Velhos conhecidos
Ainda é cedo para dizer se a distribuição de poder dentro da LATAM vai desagradar a família Amaro. De concreto, sabe-se que as relações entre os Cueto e os brasileiros são antigas e bem amistosas.
Elas remontam à época do fundador da TAM, Rolim Amaro, quando a empresa comprou suas primeiras aeronaves Airbus. A aquisição teria sido feita pelas duas empresas juntas, para barganhar um melhor preço pelos aviões. Desde então, unir as companhias virou uma obsessão para Amaro. "Entre idas e vindas de negociações, muito tempo se passou", conta a fonte.
André Esteves, CEO do BTG Pactual e atual conselheiro da TAM, foi o grande negociador da compra, bem como Marco Bologna, presidente do conselho de administração da companhia, afirmou uma pessoa próxima às companhias.
"Não sei quanto Esteves possui dos 20,4% de ações na LATAM, mas imagino que ele deve ter ganhado uma boa comissão por ter alinhado os interesses das companhias nas negociações", disse o executivo.
Essa divisão se dá porque a LAN deterá, na nova companhia, 79,6% das ações ordinárias do grupo - portanto, com poder de voto sobre as decisões. A TAM ficou com os outros 20,4% das ações, garante uma fonte ligada à companhia brasileira. O motivo da compra da brasileira pela chilena, por meio de troca de ações, é simples, diz a fonte: o caixa da LAN é maior que o da TAM.
"Essa divisão caracteriza que quem mandará nas operações da holding é a família Cueto, dona da LAN", afirma a fonte. "O cargo que será ocupado por Maurício é mais institucional que estratégico, uma maneira de mostrar que as empresa estão alinhadas, porém deixando claro quem manda".
O arranjo é semelhante ao proposto pela associação de outras duas gigantes - o Pão de Açúcar e a Casas Bahia. Michael Klein será o presidente do conselho de administração da nova Globex, e seu filho, Raphael, de 32 anos, será o presidente executivo. Na época, a avaliação dos especialistas era de que a distribuição de poder seria apenas formal, já que Abílio Diniz, o dono do Pão de Açúcar, deteria a maioria dos assentos do conselho - e mandaria na prática. O acordo acabou revisto por exigência dos Klein, a fim de conseguirem melhores condições na associação.
Velhos conhecidos
Ainda é cedo para dizer se a distribuição de poder dentro da LATAM vai desagradar a família Amaro. De concreto, sabe-se que as relações entre os Cueto e os brasileiros são antigas e bem amistosas.
Elas remontam à época do fundador da TAM, Rolim Amaro, quando a empresa comprou suas primeiras aeronaves Airbus. A aquisição teria sido feita pelas duas empresas juntas, para barganhar um melhor preço pelos aviões. Desde então, unir as companhias virou uma obsessão para Amaro. "Entre idas e vindas de negociações, muito tempo se passou", conta a fonte.
André Esteves, CEO do BTG Pactual e atual conselheiro da TAM, foi o grande negociador da compra, bem como Marco Bologna, presidente do conselho de administração da companhia, afirmou uma pessoa próxima às companhias.
"Não sei quanto Esteves possui dos 20,4% de ações na LATAM, mas imagino que ele deve ter ganhado uma boa comissão por ter alinhado os interesses das companhias nas negociações", disse o executivo.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Lucro da Petrobras bate recorde semestral de empresas brasileiras
O lucro registrado pela Petrobras (PETR3 e PETR4) no primeiro semestre deste ano é o maior da historia das empresas brasileiras de capital aberto para um primeiro semestre, segundo a consultoria Economatica.
O levantamento analisou os 20 maiores ganhos registrados por empresas brasileiras de capital aberto em um primeiro semestre.
Na última sexta-feira (13), a estatal anunciou que obteve lucro de R$ 16,021 bilhões no primeiro semestre deste ano, 11% maior que o registrado no mesmo período de 2009.
Com esse resultado, a Petrobras, além de liderar o ranking, passa também a ocupar os quatro primeiros lugares no levantamento. Isso graças aos lucros obtidos nos primeiros semestres de 2010, 2008, 2006 e 2009.
Outros balanços
O primeiro semestre deste ano não foi positivo apenas para a Petrobras. Outras empresas brasileiras também obtiveram bons resultados ao longo do período.
Com lucro de R$ 9,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, a Vale (VALE3 e VALE5) ocupa o oitavo lugar no ranking.
O bom desempenho da Vale neste ano, porém, não foi suficiente para ultrapassar o lucro registrado por ela no primeiro semestre de 2007 (R$ 10,9 bilhões), o quinto maior da história para o período.
A Vale, aliás, é a única das cinco empresas que compõem o ranking a não bater recorde de lucro em um primeiro semestre.
O Itaú Unibanco (ITUB4), com o lucro de R$ 6,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, ocupa a 12ª posição no ranking, além de ostentar o maior lucro já registrado por um banco brasileiro de capital aberto para o período.
Outra empresa a constar no ranking é o Banco do Brasil (BBAS3), que nesta segunda-feira (16) divulgou ter obtido seu maior lucro para um primeiro semestre (R$ 5,07 bilhões).
O resultado coloca o BB na 16ª posição no ranking geral e no segundo lugar entre os bancos nacionais.
Em 20º lugar, aparece o Bradesco (BBDC4) com lucro de R$ 4,508 bilhões obtidos no primeiro semestre deste ano, também o maior da história da instituição para o período.
O levantamento analisou os 20 maiores ganhos registrados por empresas brasileiras de capital aberto em um primeiro semestre.
Na última sexta-feira (13), a estatal anunciou que obteve lucro de R$ 16,021 bilhões no primeiro semestre deste ano, 11% maior que o registrado no mesmo período de 2009.
Com esse resultado, a Petrobras, além de liderar o ranking, passa também a ocupar os quatro primeiros lugares no levantamento. Isso graças aos lucros obtidos nos primeiros semestres de 2010, 2008, 2006 e 2009.
Outros balanços
O primeiro semestre deste ano não foi positivo apenas para a Petrobras. Outras empresas brasileiras também obtiveram bons resultados ao longo do período.
Com lucro de R$ 9,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, a Vale (VALE3 e VALE5) ocupa o oitavo lugar no ranking.
O bom desempenho da Vale neste ano, porém, não foi suficiente para ultrapassar o lucro registrado por ela no primeiro semestre de 2007 (R$ 10,9 bilhões), o quinto maior da história para o período.
A Vale, aliás, é a única das cinco empresas que compõem o ranking a não bater recorde de lucro em um primeiro semestre.
O Itaú Unibanco (ITUB4), com o lucro de R$ 6,4 bilhões no primeiro semestre deste ano, ocupa a 12ª posição no ranking, além de ostentar o maior lucro já registrado por um banco brasileiro de capital aberto para o período.
Outra empresa a constar no ranking é o Banco do Brasil (BBAS3), que nesta segunda-feira (16) divulgou ter obtido seu maior lucro para um primeiro semestre (R$ 5,07 bilhões).
O resultado coloca o BB na 16ª posição no ranking geral e no segundo lugar entre os bancos nacionais.
Em 20º lugar, aparece o Bradesco (BBDC4) com lucro de R$ 4,508 bilhões obtidos no primeiro semestre deste ano, também o maior da história da instituição para o período.
CVM avalia alta das ações da TAM antes do anúncio de acordo com a LAN
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está analisando a oscilação de preços das ações da TAM nos momentos que precederam o anúncio do acordo com a chilena LAN.
A presidente da autarquia, Maria Helena Santana, disse se tratar de um procedimento padrão. "Toda oscilação que precede a divulgação de uma informação relevante é sempre seguida de uma análise da CVM", afirmou.
A CVM vai pedir à companhia aérea informações sobre os envolvidos nas negociações e também solicitará à Bovespa dados sobre os investidores que operaram o papel. No entanto, é provável que nenhum resultado da investigação saia neste ano. "Geralmente, não divulgamos no mesmo ano. Fazer a investigação rápido demais não é saudável porque podemos ser levados pelo clamor público", observou.
Sobre recentes casos de vazamento de informação de negociações, a presidente da CVM não acredita ser necessário mudar regras, apenas atuar de forma mais eficiente na apuração dos fatos. "Com as investigações, mandamos a mensagem de que não compensa negociar com informação privilegiada. A CVM tem se mostrado mais eficiente, mais efetiva na apuração dos fatos."
A presidente da autarquia, Maria Helena Santana, disse se tratar de um procedimento padrão. "Toda oscilação que precede a divulgação de uma informação relevante é sempre seguida de uma análise da CVM", afirmou.
A CVM vai pedir à companhia aérea informações sobre os envolvidos nas negociações e também solicitará à Bovespa dados sobre os investidores que operaram o papel. No entanto, é provável que nenhum resultado da investigação saia neste ano. "Geralmente, não divulgamos no mesmo ano. Fazer a investigação rápido demais não é saudável porque podemos ser levados pelo clamor público", observou.
Sobre recentes casos de vazamento de informação de negociações, a presidente da CVM não acredita ser necessário mudar regras, apenas atuar de forma mais eficiente na apuração dos fatos. "Com as investigações, mandamos a mensagem de que não compensa negociar com informação privilegiada. A CVM tem se mostrado mais eficiente, mais efetiva na apuração dos fatos."
Crescimento da Eurozona no 2º trimestre supera o dos EUA
Dados mostram crescimento de 1% no período, acima do que esperavam analistas.
O crescimento da Eurozona superou no segundo trimestre ao dos de Estados Unidos, a 1%, graças principalmente a uma forte aceleração da atividade na Alemanha, segundo dados divulgados nesta sexta-feira que permitem atenuar o pessimismo sobre a recuperação econômica mundial.
Em uma semana marcada pela queda das bolsas mundiais em consequência das preocupações com os sinais de desaceleração demonstrados, principalmente, pela economia americana, a Europa surpreendeu positivamente os analistas com o maior crescimento trimestral em quatro anos.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos 16 países que integram a Eurozona progrediu entre abril e maio 1%, acima do 0,7% previsto pelos analistas entrevistados pela agência Dow Jones Newswires e um aumento considerável em relação ao 0,2% registrado no primeiro trimestre, segundo a agência Eurostat.
O crescimento da Eurozona superou assim o registrado entre abril e junho pelos Estados Unidos, país que teve uma alta de 0,6% do PIB, depois do crescimento de 0,9% entre janeiro e março.
Por trás da forte recuperação está, sobretudo, o desempenho da Alemanha, principal economia da zona euro, que no mesmo período registrou um crescimento de 2,2% do PIB, o maior desde a reunificação do país em 1990.
"A Alemanha está se desgarrando do resto dos países da região", destacou o economista Carsten Brzeski, do grubo bancário ING.
Os dados divulgados pelos países confirmaram nesta sexta-feira que a recuperação econômica na zona euro é generalizada, com exceção da Grécia, cuja recessão se agravou entre abril e junho, com um retrocesso de 1,5% do PIB.
A atividade na França e Espanha progrediu respectivamente 0,6% e 0,2%.
Comparado com o segundo trimestre de 2009, o PIB da zona euro avançou 1,7%.
Para o conjunto dos 27 países que integram a União Europeia (UE), o PIB também avançou 1% em relação ao trimestre anterior e 1,7% em ritmo anual.
À margem da zona euro, a economia britânica pisou no acelerador e progrediu 1,1% entre abril e junho, contra 0,3% no primeiro trimestre.
Alguns analistas advertiram, no entanto, contra qualquer triunfalismo.
"Temos que ver se o bom desempenho do núcleo da Europa vai se propagar à periferia ou se a periferia arrastará o núcleo à baixa", opina Chris Williamson, economista da Markit.
Williamson fez assim uma referência ao desempenho desigual entre Alemanha e França, que lideram com vigor a recuperação, e os países mediterrâneos como Grécia, Espanha e Portugal, cujas economias e finanças públicas se debilitaram a tal ponto que provoca o temor dos mercados pela solvência a médio prazo.
Para os analistas, a Europa ainda sente as sequelas deixadas pela crise de 2008-2009, a pior desde a Segunda Guerra Mundial, que resultou em um primeiro semestre de 2010 marcado por déficits públicos abismais.
"A recuperação é dependente das exportações das principais economias, que não vão demorar a desacelerar", afirmou Jennifer McKeown, economista da Capital Economics.
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Eurostat, a Eurozona registrou em junho um excedente comercial de 2,4 bilhões de euros, após um forte déficit de 3,3 bilhões de euros em maio.
As previsões de McKeown são especialmente sombrias para os países da "periferia", que "continuarão sofrendo com a austeridade orçamentária adotada pelos governos para corrigir seus déficits públicos e continuarão ou retornarão à recessão".
O crescimento da Eurozona superou no segundo trimestre ao dos de Estados Unidos, a 1%, graças principalmente a uma forte aceleração da atividade na Alemanha, segundo dados divulgados nesta sexta-feira que permitem atenuar o pessimismo sobre a recuperação econômica mundial.
Em uma semana marcada pela queda das bolsas mundiais em consequência das preocupações com os sinais de desaceleração demonstrados, principalmente, pela economia americana, a Europa surpreendeu positivamente os analistas com o maior crescimento trimestral em quatro anos.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos 16 países que integram a Eurozona progrediu entre abril e maio 1%, acima do 0,7% previsto pelos analistas entrevistados pela agência Dow Jones Newswires e um aumento considerável em relação ao 0,2% registrado no primeiro trimestre, segundo a agência Eurostat.
O crescimento da Eurozona superou assim o registrado entre abril e junho pelos Estados Unidos, país que teve uma alta de 0,6% do PIB, depois do crescimento de 0,9% entre janeiro e março.
Por trás da forte recuperação está, sobretudo, o desempenho da Alemanha, principal economia da zona euro, que no mesmo período registrou um crescimento de 2,2% do PIB, o maior desde a reunificação do país em 1990.
"A Alemanha está se desgarrando do resto dos países da região", destacou o economista Carsten Brzeski, do grubo bancário ING.
Os dados divulgados pelos países confirmaram nesta sexta-feira que a recuperação econômica na zona euro é generalizada, com exceção da Grécia, cuja recessão se agravou entre abril e junho, com um retrocesso de 1,5% do PIB.
A atividade na França e Espanha progrediu respectivamente 0,6% e 0,2%.
Comparado com o segundo trimestre de 2009, o PIB da zona euro avançou 1,7%.
Para o conjunto dos 27 países que integram a União Europeia (UE), o PIB também avançou 1% em relação ao trimestre anterior e 1,7% em ritmo anual.
À margem da zona euro, a economia britânica pisou no acelerador e progrediu 1,1% entre abril e junho, contra 0,3% no primeiro trimestre.
Alguns analistas advertiram, no entanto, contra qualquer triunfalismo.
"Temos que ver se o bom desempenho do núcleo da Europa vai se propagar à periferia ou se a periferia arrastará o núcleo à baixa", opina Chris Williamson, economista da Markit.
Williamson fez assim uma referência ao desempenho desigual entre Alemanha e França, que lideram com vigor a recuperação, e os países mediterrâneos como Grécia, Espanha e Portugal, cujas economias e finanças públicas se debilitaram a tal ponto que provoca o temor dos mercados pela solvência a médio prazo.
Para os analistas, a Europa ainda sente as sequelas deixadas pela crise de 2008-2009, a pior desde a Segunda Guerra Mundial, que resultou em um primeiro semestre de 2010 marcado por déficits públicos abismais.
"A recuperação é dependente das exportações das principais economias, que não vão demorar a desacelerar", afirmou Jennifer McKeown, economista da Capital Economics.
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Eurostat, a Eurozona registrou em junho um excedente comercial de 2,4 bilhões de euros, após um forte déficit de 3,3 bilhões de euros em maio.
As previsões de McKeown são especialmente sombrias para os países da "periferia", que "continuarão sofrendo com a austeridade orçamentária adotada pelos governos para corrigir seus déficits públicos e continuarão ou retornarão à recessão".
Petrobras avança em exploração na Bacia do Solimões
Duas décadas após o início da produção no campo de Urucu, em meio à Floresta Amazônica, a exploração de petróleo na Bacia do Solimões, no Amazonas, entra em uma segunda onda de investimentos. O movimento foi iniciado este ano, com a Petrobras, que já tem duas descobertas na região e, ao contrário da primeira fase exploratória, terá a participação de companhias privadas que arremataram concessões em leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
A Petrobras mantém quatro sondas de perfuração de poços atuando na região e, no início do ano que vem, o consórcio formado por HRT e Petra Energia recebe sua primeira sonda, que deve começar a perfurar no primeiro trimestre. As perspectivas de descobertas são animadoras, segundo os envolvidos no esforço - apenas a HRT estima reservas de 1,5 bilhão de barris. A Petrobras, por sua vez, pode ter encontrado na região o maior campo terrestre do País.
Nenhuma das empresas fala sobre o assunto, alegando impedimentos provocados pelo período de silêncio que precede emissão de ações na Bolsa . Fontes do setor, porém, indicam que a descoberta no bloco SOL-T-171, da Petrobras, tem reservas de 180 milhões de barris. O volume é pequeno, se comparado aos bilhões de barris do pré-sal, mas é um petróleo de excelente qualidade, com grande valor de mercado.
A Petrobras já conseguiu aprovar na ANP um plano de desenvolvimento para o SOL-T-171, que deve incluir a perfuração de novos poços. A concessão fica próxima a Urucu e já estaria produzindo, segundo fontes, a título de teste de longa duração. Dados da agência apontam que a estatal conseguiu reverter um declínio natural da produção na região, atingindo, em junho, a média de 55,2 mil barris por dia, a maior para aquele mês desde o ano de 2005.
Além dessa descoberta, a estatal anunciou na semana passada ter encontrado gás na concessão SOL-T-150, que fica no traçado do gasoduto que liga Urucu a Manaus, inaugurado em novembro do ano passado. A Petrobras tem ainda duas reservas antigas na região, não desenvolvidas, que formam o polo Juruá-Araracanga, prontas para entrar em produção. A última informação da empresa indicava que as áreas seriam inauguradas em 2012. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A Petrobras mantém quatro sondas de perfuração de poços atuando na região e, no início do ano que vem, o consórcio formado por HRT e Petra Energia recebe sua primeira sonda, que deve começar a perfurar no primeiro trimestre. As perspectivas de descobertas são animadoras, segundo os envolvidos no esforço - apenas a HRT estima reservas de 1,5 bilhão de barris. A Petrobras, por sua vez, pode ter encontrado na região o maior campo terrestre do País.
Nenhuma das empresas fala sobre o assunto, alegando impedimentos provocados pelo período de silêncio que precede emissão de ações na Bolsa . Fontes do setor, porém, indicam que a descoberta no bloco SOL-T-171, da Petrobras, tem reservas de 180 milhões de barris. O volume é pequeno, se comparado aos bilhões de barris do pré-sal, mas é um petróleo de excelente qualidade, com grande valor de mercado.
A Petrobras já conseguiu aprovar na ANP um plano de desenvolvimento para o SOL-T-171, que deve incluir a perfuração de novos poços. A concessão fica próxima a Urucu e já estaria produzindo, segundo fontes, a título de teste de longa duração. Dados da agência apontam que a estatal conseguiu reverter um declínio natural da produção na região, atingindo, em junho, a média de 55,2 mil barris por dia, a maior para aquele mês desde o ano de 2005.
Além dessa descoberta, a estatal anunciou na semana passada ter encontrado gás na concessão SOL-T-150, que fica no traçado do gasoduto que liga Urucu a Manaus, inaugurado em novembro do ano passado. A Petrobras tem ainda duas reservas antigas na região, não desenvolvidas, que formam o polo Juruá-Araracanga, prontas para entrar em produção. A última informação da empresa indicava que as áreas seriam inauguradas em 2012. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
LATAM Airlines Group S.A. valerá US$ 14,5 bilhões
A companhia aérea nascida da fusão entre a TAM e a LAN responderá por 6% do transporte aéreo mundial.
A LATAM Airlines Group S.A., companhia aérea nascida da fusão entre a TAM e a LAN, terá valor de mercado de aproximadamente 14,5 bilhões de dólares, e responderá por 6% do transporte aéreo mundial, estimaram diretores da empresa chilena neste sábado.
"Se o preço atual for estimado sem a sinergia, (o valor chega a) cerca de 11,5 bilhões de dólares (...). Agora, acreditamos que os 400 milhões de dólares anuais de sinergias que temos alcançam um valor de 3 bilhões adicionais", o que resulta em14,5 bilhões de dólares, disse Enrique Cueto, diretor executivo da LAN.
Cueto assumirá como o principal diretor da LATAM, enquanto Mauricio Rolim Amaro, atual vice-presidente da diretoria da TAM, será presidente da diretoria da LATAM.
O diretor da LAN deu entrevistas junto com o irmão e gerente geral da empresa, Ignacio Cueto, aos jornais El Mercurio e La Tercera, para as edições deste sábado. A dupla explicou que, em matéria de patrimônio acionário, a LATAM está entre o terceiro e o quarto lugar entre as companhias aéreas do mundo.
"Atualmente, contamos com mais de 230 aviões (LAN e TAM), e temos pedidos para mais 200 aeronaves. Estamos falando dos próximos cinco anos. Vamos duplicar (a empresa) em cinco anos, o que significa que estamos olhando para muito mais crescimento e oportunidades para as pessoas", destacou Enrique Cueto.
Segundo o diretor executivo da companhia chilena, a LATAM terá em sua folha de pagamento cerca de 40.000 funcionários. "Esta é uma associação na qual mais de dois terços dos benefícios serão alcançados por meio de melhorias ligadas à conectividade e a novos negócios", acrescentou.
Ainda de acordo com Enrique Cueto, a fusão era necessária para consolidar a liderança mundial.
"Se alguém quer sobreviver e estar entre os grandes, é preciso ter um certo tamanho. E se alguém quer ser uma das 10 melhores companhias aéreas do mundo, é preciso ser muito importante. Na América Latina, éramos muito importantes, mas nos faltava metade da América Latina", afirmou.
Ignacio Cueto, por sua vez, estimou que a nova empresa criada pela fusão será responsável por 6% do transporte aéreo mundial.
"Cerca de 6% da aviação do mundo está na América Latina. Nós tínhamos acesso a apenas 3%, porque os outros 3% ficam no Brasil. O que vamos fazer unindo a LAN com a TAM não poderia ser feito de maneira independente. Isso é o maior passo que já demos na história da companhia", declarou.
As duas companhias aéreas, que fecharam 2009 com 8 bilhões de dólares (6,2 bilhões de euros) em lucros, anunciaram na sexta-feira um acordo de fusão do qual sairá a maior empresa do setor na América Latina.
Uma vez confirmado o acordo - o que deve ocorrer dentro de dois ou três meses -, a LATAM atuará como uma sociedade matriz, coordenando as atividades de todas as empresas do grupo.
A LATAM Airlines Group S.A., companhia aérea nascida da fusão entre a TAM e a LAN, terá valor de mercado de aproximadamente 14,5 bilhões de dólares, e responderá por 6% do transporte aéreo mundial, estimaram diretores da empresa chilena neste sábado.
"Se o preço atual for estimado sem a sinergia, (o valor chega a) cerca de 11,5 bilhões de dólares (...). Agora, acreditamos que os 400 milhões de dólares anuais de sinergias que temos alcançam um valor de 3 bilhões adicionais", o que resulta em14,5 bilhões de dólares, disse Enrique Cueto, diretor executivo da LAN.
Cueto assumirá como o principal diretor da LATAM, enquanto Mauricio Rolim Amaro, atual vice-presidente da diretoria da TAM, será presidente da diretoria da LATAM.
O diretor da LAN deu entrevistas junto com o irmão e gerente geral da empresa, Ignacio Cueto, aos jornais El Mercurio e La Tercera, para as edições deste sábado. A dupla explicou que, em matéria de patrimônio acionário, a LATAM está entre o terceiro e o quarto lugar entre as companhias aéreas do mundo.
"Atualmente, contamos com mais de 230 aviões (LAN e TAM), e temos pedidos para mais 200 aeronaves. Estamos falando dos próximos cinco anos. Vamos duplicar (a empresa) em cinco anos, o que significa que estamos olhando para muito mais crescimento e oportunidades para as pessoas", destacou Enrique Cueto.
Segundo o diretor executivo da companhia chilena, a LATAM terá em sua folha de pagamento cerca de 40.000 funcionários. "Esta é uma associação na qual mais de dois terços dos benefícios serão alcançados por meio de melhorias ligadas à conectividade e a novos negócios", acrescentou.
Ainda de acordo com Enrique Cueto, a fusão era necessária para consolidar a liderança mundial.
"Se alguém quer sobreviver e estar entre os grandes, é preciso ter um certo tamanho. E se alguém quer ser uma das 10 melhores companhias aéreas do mundo, é preciso ser muito importante. Na América Latina, éramos muito importantes, mas nos faltava metade da América Latina", afirmou.
Ignacio Cueto, por sua vez, estimou que a nova empresa criada pela fusão será responsável por 6% do transporte aéreo mundial.
"Cerca de 6% da aviação do mundo está na América Latina. Nós tínhamos acesso a apenas 3%, porque os outros 3% ficam no Brasil. O que vamos fazer unindo a LAN com a TAM não poderia ser feito de maneira independente. Isso é o maior passo que já demos na história da companhia", declarou.
As duas companhias aéreas, que fecharam 2009 com 8 bilhões de dólares (6,2 bilhões de euros) em lucros, anunciaram na sexta-feira um acordo de fusão do qual sairá a maior empresa do setor na América Latina.
Uma vez confirmado o acordo - o que deve ocorrer dentro de dois ou três meses -, a LATAM atuará como uma sociedade matriz, coordenando as atividades de todas as empresas do grupo.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Eike quer fazer da MMX uma "quase Vale" com 130 mi t de minério
Eike afirmou que o grupo EBX tem toda a logística suficiente para se pensar em um crescimento desse porte.
O empresário Eike Batista quer agregar sócios à sua empresa de mineração MMX da mesma forma que a Vale fez ao atrair a Mitsui pra o seu capital em 2003.
Falando em construir uma "quase Vale" nos próximos anos, Eike afirmou que está buscando "grandes players" para o seu negócio, com idéia de produzir 130 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
"Não estamos querendo vender a MMX como saiu errado na mídia por aí. Queremos fazer crescer a MMX e para isso vamos agregar outros parceiros para fazer uma companhia maior", disse o empresário durante teleconferência com jornalistas.
A MMX é formada pelos sistemas Sudeste, em Minas Gerais, e Corumbá, em Mato Grosso do Sul. A capacidade instalada de produção atual é de 10,8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, sendo 8,7 milhões no Sistema Sudeste e 2,1 milhões no Sistema Corumbá.
A companhia tem planos de investir para expandir a sua capacidade de produção para 33,7 milhões de toneladas (Sistema Sudeste) até 2015. O empresário não estipulou prazo para a companhia atingir 130 milhões de produção.
Eike afirmou que o grupo EBX tem toda a logística suficiente para se pensar em um crescimento desse porte, destacando os dois portos que estão sendo construídos pela empresa e que terão capacidade para exportar mais de 200 milhões de toneladas.
"Parte disso é da Anglo, mas a logística é nossa", disse o executivo, destacando que o Brasil está prestes a modificar as regras para acesso às ferrovias do país, o que também vai facilitar a operação da MMX.
O empresário Eike Batista quer agregar sócios à sua empresa de mineração MMX da mesma forma que a Vale fez ao atrair a Mitsui pra o seu capital em 2003.
Falando em construir uma "quase Vale" nos próximos anos, Eike afirmou que está buscando "grandes players" para o seu negócio, com idéia de produzir 130 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
"Não estamos querendo vender a MMX como saiu errado na mídia por aí. Queremos fazer crescer a MMX e para isso vamos agregar outros parceiros para fazer uma companhia maior", disse o empresário durante teleconferência com jornalistas.
A MMX é formada pelos sistemas Sudeste, em Minas Gerais, e Corumbá, em Mato Grosso do Sul. A capacidade instalada de produção atual é de 10,8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, sendo 8,7 milhões no Sistema Sudeste e 2,1 milhões no Sistema Corumbá.
A companhia tem planos de investir para expandir a sua capacidade de produção para 33,7 milhões de toneladas (Sistema Sudeste) até 2015. O empresário não estipulou prazo para a companhia atingir 130 milhões de produção.
Eike afirmou que o grupo EBX tem toda a logística suficiente para se pensar em um crescimento desse porte, destacando os dois portos que estão sendo construídos pela empresa e que terão capacidade para exportar mais de 200 milhões de toneladas.
"Parte disso é da Anglo, mas a logística é nossa", disse o executivo, destacando que o Brasil está prestes a modificar as regras para acesso às ferrovias do país, o que também vai facilitar a operação da MMX.
Governo decide futuro do pré-sal até o dia 31
Entre as decisões já tomadas pela União, está a entrega de 5 bilhões de barris de petróleo à Petrobras.
Nas próximas duas semanas, o governo vai tomar duas decisões cruciais em relação ao pré-sal: definir o preço do barril de petróleo que servirá para calcular o valor da capitalização da Petrobras e fixar o nível de nacionalização de equipamentos para a exploração e para a produção na área. Essas informações constarão do contrato que o governo assina com a estatal até 31 de agosto.
Para fortalecer o caixa da Petrobras e dar-lhe condições de investir na exploração do pré-sal, a União concordou em entregar à companhia 5 bilhões de barris de petróleo. O preço do barril está sendo calculado por duas certificadoras, uma contratada pela estatal e outra pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). "Elas não devem chegar a coisas muito diferentes", disse o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. "No mundo inteiro, fala-se que o preço vai ficar entre US$ 5 e US$ 10."
A expectativa é de que a ANP receba o cálculo no dia 19. O preço do barril será discutido em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a ser realizada "três ou quatro dias depois". A definição do índice de nacionalização é aguardada com expectativa pela indústria brasileira, principalmente após os rumores de que a Petrobras estaria defendendo a contratação de apenas 35% de conteúdo local. Segundo Zimmermann, a Petrobras não apresentou essa proposta. "Ela quer que se trabalhe num patamar factível." Que patamar é esse, é algo que ainda está em discussão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Nas próximas duas semanas, o governo vai tomar duas decisões cruciais em relação ao pré-sal: definir o preço do barril de petróleo que servirá para calcular o valor da capitalização da Petrobras e fixar o nível de nacionalização de equipamentos para a exploração e para a produção na área. Essas informações constarão do contrato que o governo assina com a estatal até 31 de agosto.
Para fortalecer o caixa da Petrobras e dar-lhe condições de investir na exploração do pré-sal, a União concordou em entregar à companhia 5 bilhões de barris de petróleo. O preço do barril está sendo calculado por duas certificadoras, uma contratada pela estatal e outra pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). "Elas não devem chegar a coisas muito diferentes", disse o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann. "No mundo inteiro, fala-se que o preço vai ficar entre US$ 5 e US$ 10."
A expectativa é de que a ANP receba o cálculo no dia 19. O preço do barril será discutido em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a ser realizada "três ou quatro dias depois". A definição do índice de nacionalização é aguardada com expectativa pela indústria brasileira, principalmente após os rumores de que a Petrobras estaria defendendo a contratação de apenas 35% de conteúdo local. Segundo Zimmermann, a Petrobras não apresentou essa proposta. "Ela quer que se trabalhe num patamar factível." Que patamar é esse, é algo que ainda está em discussão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
CSN investirá R$ 1,3 bilhão na Transnordestina
Objetivo é fazer com que a empresa tenha autosuficiência em logística. Conclusão do projeto está prevista para 2012.
O vice-presidente financeiro da CSN, Paulo Penido Marques, afirmou hoje (11/08) durante a teleconferência de resultados que a companhia investirá cerca de 1,3 bilhão de reais este ano na construção da ferrovia Nova Transnordestina.
O valor equivale a mais de um terço do total que será investido pela companhia este ano, de 3,4 bilhões - o que comprova quanto o projeto é importante para a CSN hoje. De acordo com o executivo, 535 milhões de reais já foram aportados na ferrovia no primeiro semestre. A previsão é de que a obra seja concluída em 2012.
"Nosso custo por quilometro é um dos menores do mundo - nosso cuidado com a execução é muito grande", afirmou Marques. "Estamos com a toda fixação e trilhos praticamente prontas e, até o final de 2012, devemos operar essa linha nova e, ai sim, começar a obter ganhos com ela".
Avaliada em 4,5 bilhões de reais, a Nova Transnordestina foi idealizada por Benjamin Steinbruch, cujas empresas CSN e Taquari controlam a Cia. Ferroviária do Nordeste. Além das duas empresas privadas, boa parte dos recursos envolvidos no projeto virá do Finor (Fundo de Investimento do Nordeste) e do FDNE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste). Esses fundos, administrados pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), participam com recursos que serão transformados em participação acionária.
Para a CSN, a importância do projeto está no ganho de logística que a empresa ganhará quando concluído a obra. A ferrovia terá capacidade para transportar 30 milhões de toneladas de carga por ano. No total, terá 1.728 quilômetros de extensão - 955 são compartilhados com a Transnordestina Logística. A malha passará por diversas cidades de Pernambuco e Piauí e facilitará a entrega de materiais nos portes de Suape e Pecém.
"Nossa intenção com os investimentos na Transnordestina, além dos portos e participação na MRS, é fazer da CSN uma empresa de mineração autosuficiente em logística, com a integração dos meios que usamos para fazer entregas aos clientes", disse Marques.
O vice-presidente financeiro da CSN, Paulo Penido Marques, afirmou hoje (11/08) durante a teleconferência de resultados que a companhia investirá cerca de 1,3 bilhão de reais este ano na construção da ferrovia Nova Transnordestina.
O valor equivale a mais de um terço do total que será investido pela companhia este ano, de 3,4 bilhões - o que comprova quanto o projeto é importante para a CSN hoje. De acordo com o executivo, 535 milhões de reais já foram aportados na ferrovia no primeiro semestre. A previsão é de que a obra seja concluída em 2012.
"Nosso custo por quilometro é um dos menores do mundo - nosso cuidado com a execução é muito grande", afirmou Marques. "Estamos com a toda fixação e trilhos praticamente prontas e, até o final de 2012, devemos operar essa linha nova e, ai sim, começar a obter ganhos com ela".
Avaliada em 4,5 bilhões de reais, a Nova Transnordestina foi idealizada por Benjamin Steinbruch, cujas empresas CSN e Taquari controlam a Cia. Ferroviária do Nordeste. Além das duas empresas privadas, boa parte dos recursos envolvidos no projeto virá do Finor (Fundo de Investimento do Nordeste) e do FDNE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste). Esses fundos, administrados pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), participam com recursos que serão transformados em participação acionária.
Para a CSN, a importância do projeto está no ganho de logística que a empresa ganhará quando concluído a obra. A ferrovia terá capacidade para transportar 30 milhões de toneladas de carga por ano. No total, terá 1.728 quilômetros de extensão - 955 são compartilhados com a Transnordestina Logística. A malha passará por diversas cidades de Pernambuco e Piauí e facilitará a entrega de materiais nos portes de Suape e Pecém.
"Nossa intenção com os investimentos na Transnordestina, além dos portos e participação na MRS, é fazer da CSN uma empresa de mineração autosuficiente em logística, com a integração dos meios que usamos para fazer entregas aos clientes", disse Marques.
Analistas apostam em novo ciclo de alta da Bolsa
Recuperação nos negócios até o fim do semestre pode levar os mercados de volta à rota do recorde de 73.516 pontos.
Depois de um primeiro semestre engatado na marcha lenta, a bolsa brasileira pode estar prestes a começar um novo ciclo de recuperação nos negócios até o final do ano. O sentimento econômico favorável e a diminuição da aversão a risco já trazem de volta um velho e saudoso conhecido dos mercados: o fluxo de capital estrangeiro retorna com força ao país e, para o mercado de ações, o bom timing no reencontro pode ser traduzido como crescimento em futuro próximo.
Em estudo divulgado nesta semana pelo banco de investimentos JP Morgan sobre o Brasil, a forte retomada dos investimentos estrangeiros é apontada como gatilho de uma recuperação iminente na renda variável. A tendência tem sinais claros: o mês de julho se despediu com crescimento de 10,8% dos negócios em bolsa, catapultados justamente pelo maior nível de investimento estrangeiro no mercado desde 2009, quando a entrada deste capital foi tarifada via IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). “Se os fluxos estrangeiros se consolidarem, os mercados brasileiros podem facilmente bater sua alta histórica de 73.516 pontos”, dizem os analistas. O marco foi alcançado em março de 2008, algumas semanas depois do grau de investimento conquistado no índice da S&P.
Não apenas um julho forte, mas os investimentos pujantes no começo de agosto (com mais de um bilhão de reais em dinheiro estrangeiro negociados nos quatro primeiros pregões do mês) corroboram o novo esboço, diz o relatório. Até o final do ano também estarão fora do caminho pontos de incerteza no calendário nacional, como as eleições e a capitalização da Petrobras. “O cenário é provável, especialmente se não houver surpresas relativas na área global, e pode ser um catalisador chave para as ações até o fim do ano”, aposta o estudo.
Bolsa barata
A nova cartografia do terreno econômico, que desenha o Brasil como espaço estável de crescimento enquanto os sinais globais apontam para baixo, é apontada pelos analistas Emy Shayo Cherman, Ben Laidler, Brian Chase e Vinay Joseph como a chance de equalizar a atratividade do mercado nacional e a paradoxal fraqueza recente nos investimentos estrangeiros. De fato, a relação preço/lucro do mercados brasileiro é barata como poucas: é ainda expressada por um dígito (9,3 vezes), contra 12,9 x do México e 11x da China, ficando apenas atrás da Rússia (6,1 x) entre os emergentes.
A pechincha não combina com a tímida fatia que coube ao Brasil no fluxo de investimento estrangeiro em mercados emergentes no primeiro semestre deste ano - apenas 2,5% em 2010, equivalente a 30 bilhões de dólares, montante bem mais baixo que a fatia de 15,6% registrada no mesmo período de 2009, com 64,4 bilhões de dólares. Para o JP Morgan, é vez dos investidores se darem conta das vantagens brasileiras. “Os mercados não tinham convicção no Brasil, mesmo ele sendo barato entre os emergentes. Este é o momento de retomada na injeção destes recursos”.
Depois de um primeiro semestre engatado na marcha lenta, a bolsa brasileira pode estar prestes a começar um novo ciclo de recuperação nos negócios até o final do ano. O sentimento econômico favorável e a diminuição da aversão a risco já trazem de volta um velho e saudoso conhecido dos mercados: o fluxo de capital estrangeiro retorna com força ao país e, para o mercado de ações, o bom timing no reencontro pode ser traduzido como crescimento em futuro próximo.
Em estudo divulgado nesta semana pelo banco de investimentos JP Morgan sobre o Brasil, a forte retomada dos investimentos estrangeiros é apontada como gatilho de uma recuperação iminente na renda variável. A tendência tem sinais claros: o mês de julho se despediu com crescimento de 10,8% dos negócios em bolsa, catapultados justamente pelo maior nível de investimento estrangeiro no mercado desde 2009, quando a entrada deste capital foi tarifada via IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). “Se os fluxos estrangeiros se consolidarem, os mercados brasileiros podem facilmente bater sua alta histórica de 73.516 pontos”, dizem os analistas. O marco foi alcançado em março de 2008, algumas semanas depois do grau de investimento conquistado no índice da S&P.
Não apenas um julho forte, mas os investimentos pujantes no começo de agosto (com mais de um bilhão de reais em dinheiro estrangeiro negociados nos quatro primeiros pregões do mês) corroboram o novo esboço, diz o relatório. Até o final do ano também estarão fora do caminho pontos de incerteza no calendário nacional, como as eleições e a capitalização da Petrobras. “O cenário é provável, especialmente se não houver surpresas relativas na área global, e pode ser um catalisador chave para as ações até o fim do ano”, aposta o estudo.
Bolsa barata
A nova cartografia do terreno econômico, que desenha o Brasil como espaço estável de crescimento enquanto os sinais globais apontam para baixo, é apontada pelos analistas Emy Shayo Cherman, Ben Laidler, Brian Chase e Vinay Joseph como a chance de equalizar a atratividade do mercado nacional e a paradoxal fraqueza recente nos investimentos estrangeiros. De fato, a relação preço/lucro do mercados brasileiro é barata como poucas: é ainda expressada por um dígito (9,3 vezes), contra 12,9 x do México e 11x da China, ficando apenas atrás da Rússia (6,1 x) entre os emergentes.
A pechincha não combina com a tímida fatia que coube ao Brasil no fluxo de investimento estrangeiro em mercados emergentes no primeiro semestre deste ano - apenas 2,5% em 2010, equivalente a 30 bilhões de dólares, montante bem mais baixo que a fatia de 15,6% registrada no mesmo período de 2009, com 64,4 bilhões de dólares. Para o JP Morgan, é vez dos investidores se darem conta das vantagens brasileiras. “Os mercados não tinham convicção no Brasil, mesmo ele sendo barato entre os emergentes. Este é o momento de retomada na injeção destes recursos”.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
MMX compra mineradora por US$ 50,8 milhões
GVA Mineração, a nova controlada, detém 13,4 milhões de toneladas de minério de ferro.
A MMX, fundada pelo empresário Eike Batista, concluiu a compra de 60% da GVA Mineração por 50,8 milhões de dólares. A aquisição será feita por meio de uma controlada da MMX, a AVG Mineração. A AVG já detinha 40% do capital da GVA.
De acordo com comunicado ao mercado no início da noite desta terça-feira (10/8), o pagamento será feito em 78 parcelas mensais, com início em setembro deste ano. As parcelas serão reajustadas com base na variação do preço do minério de ferro a partir de abril de 2012.
A transação aumenta o estoque de minério da MMX, num momento em que os analistas mostram-se preocupados com a capacidade da empresa de honrar seus compromissos. Um exemplo é o contrato assinado com a siderúrgica chinesa Wuhan Steel no ano passado, que prevê fornecimento de minério por 30 anos. O problema é que, para cumpri-lo, a MMX conta com minas arrendadas, cujo contrato é de 20 anos.
A GVA possui 13,4 milhões de toneladas de minério de ferro parcialmente processados, localizados na região de Serra Azul, no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais. Esse material vai elevar a capacidade produtiva da MMX em 1,3 milhão de toneladas de minério por ano. A capacidade adicional de processamento será entregue em 2011, com efeito na produção a partir de 2012.
No comunicado, a MMX também destaca que o negócio vai reduzir seu custo médio de produção, já que o material adquirido junto com a GVA já é parcialmente processado.
A MMX, fundada pelo empresário Eike Batista, concluiu a compra de 60% da GVA Mineração por 50,8 milhões de dólares. A aquisição será feita por meio de uma controlada da MMX, a AVG Mineração. A AVG já detinha 40% do capital da GVA.
De acordo com comunicado ao mercado no início da noite desta terça-feira (10/8), o pagamento será feito em 78 parcelas mensais, com início em setembro deste ano. As parcelas serão reajustadas com base na variação do preço do minério de ferro a partir de abril de 2012.
A transação aumenta o estoque de minério da MMX, num momento em que os analistas mostram-se preocupados com a capacidade da empresa de honrar seus compromissos. Um exemplo é o contrato assinado com a siderúrgica chinesa Wuhan Steel no ano passado, que prevê fornecimento de minério por 30 anos. O problema é que, para cumpri-lo, a MMX conta com minas arrendadas, cujo contrato é de 20 anos.
A GVA possui 13,4 milhões de toneladas de minério de ferro parcialmente processados, localizados na região de Serra Azul, no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais. Esse material vai elevar a capacidade produtiva da MMX em 1,3 milhão de toneladas de minério por ano. A capacidade adicional de processamento será entregue em 2011, com efeito na produção a partir de 2012.
No comunicado, a MMX também destaca que o negócio vai reduzir seu custo médio de produção, já que o material adquirido junto com a GVA já é parcialmente processado.
Gol comenta os resultados do 2º trimestre
Apesar do aumento de 8,9% em decolagens, companhia teve prejuízo de R$51,9 milhões.
Os resultados da companhia aérea Gol no segundo trimestre deixaram a desejar. No período, considerado pelo setor como o mais fraco do ano, a Gol registrou prejuízo líquido de 51,9 milhões de reais. A companhia afirma que o resultado se deve às despesas com o término do processo de renovação da frota e à variação cambial.
Na comparação trimestral, a companhia teve 353,7 milhões de reais de lucro no ano passado, beneficiada justamente pela variação cambial. No primeiro trimestre deste ano, os resultados também foram melhores -- a companhia registrou lucro líquido de 23,9 milhões de reais.
A empresa afirmou que houve um salto de 8,9% no número de decolagens e de 16,6% no tráfego na malha aérea. Esses motivos resultaram numa receita líquida de 1,590 bilhão de reais -- um salto de 14,1%.
O ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) também cresceu, somando 274,2 milhões de reais ante 258,8 milhões de reais no segundo trimestre de 2009. A margem, no entanto, caiu de 18,6% para 17,2% no período.
Os resultados da companhia aérea Gol no segundo trimestre deixaram a desejar. No período, considerado pelo setor como o mais fraco do ano, a Gol registrou prejuízo líquido de 51,9 milhões de reais. A companhia afirma que o resultado se deve às despesas com o término do processo de renovação da frota e à variação cambial.
Na comparação trimestral, a companhia teve 353,7 milhões de reais de lucro no ano passado, beneficiada justamente pela variação cambial. No primeiro trimestre deste ano, os resultados também foram melhores -- a companhia registrou lucro líquido de 23,9 milhões de reais.
A empresa afirmou que houve um salto de 8,9% no número de decolagens e de 16,6% no tráfego na malha aérea. Esses motivos resultaram numa receita líquida de 1,590 bilhão de reais -- um salto de 14,1%.
O ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) também cresceu, somando 274,2 milhões de reais ante 258,8 milhões de reais no segundo trimestre de 2009. A margem, no entanto, caiu de 18,6% para 17,2% no período.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Atraso em obra encarece conta de energia em R$ 1 bi
Cálculo é feito no caso de as termoelétricas que abastecem o Norte do País já estivessem operando com o gás natural do Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, inaugurado em novembro de 2009.
O consumidor brasileiro poderia economizar R$ 1 bilhão na conta de luz se as termoelétricas que abastecem o Norte do País já estivessem operando com o gás natural do Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, inaugurado em novembro de 2009. Além do atraso no cronograma de conversão de algumas usinas (de óleo diesel para gás), a rede de distribuição do combustível não está pronta.
A Região Norte pertence ao sistema isolado e não tem intercâmbio de energia com o resto do País. Apesar disso, qualquer mudança na política energética da região afeta o Brasil inteiro. Hoje, todos os consumidores pagam um valor a mais em sua conta de luz para subsidiar o sistema isolado. Na região, a energia que abastece residências, indústrias e comércio vem de térmicas movidas a óleo combustível ou diesel.
Sem a ajuda do resto do País, os cidadãos do Norte não conseguiriam arcar com o custo elevado da energia. Em 2009, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) paga pelos brasileiros somou R$ 2,4 bilhões. Neste ano, chegará a R$ 4,7 bilhões, por causa de uma mudança feita na legislação, que inclui, além do combustível, a manutenção da usina.
O Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, construído pela Petrobras, pode ser a grande alternativa da região para se livrar dos combustíveis caros e poluentes e, ao mesmo tempo, diminuir o peso do subsídio na conta de energia elétrica.
Mas, por enquanto o empreendimento, de R$ 4,5 bilhões, está à espera de seus principais consumidores: as termoelétricas de Manaus. As usinas com o cronograma atrasado pertencem à Amazonas Energia, do Grupo Eletrobras. São três unidades, com capacidade para mais de 500 megawatts (MW): Aparecida Bloco I, Aparecida Bloco II e Mauá Bloco III. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O consumidor brasileiro poderia economizar R$ 1 bilhão na conta de luz se as termoelétricas que abastecem o Norte do País já estivessem operando com o gás natural do Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, inaugurado em novembro de 2009. Além do atraso no cronograma de conversão de algumas usinas (de óleo diesel para gás), a rede de distribuição do combustível não está pronta.
A Região Norte pertence ao sistema isolado e não tem intercâmbio de energia com o resto do País. Apesar disso, qualquer mudança na política energética da região afeta o Brasil inteiro. Hoje, todos os consumidores pagam um valor a mais em sua conta de luz para subsidiar o sistema isolado. Na região, a energia que abastece residências, indústrias e comércio vem de térmicas movidas a óleo combustível ou diesel.
Sem a ajuda do resto do País, os cidadãos do Norte não conseguiriam arcar com o custo elevado da energia. Em 2009, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) paga pelos brasileiros somou R$ 2,4 bilhões. Neste ano, chegará a R$ 4,7 bilhões, por causa de uma mudança feita na legislação, que inclui, além do combustível, a manutenção da usina.
O Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, construído pela Petrobras, pode ser a grande alternativa da região para se livrar dos combustíveis caros e poluentes e, ao mesmo tempo, diminuir o peso do subsídio na conta de energia elétrica.
Mas, por enquanto o empreendimento, de R$ 4,5 bilhões, está à espera de seus principais consumidores: as termoelétricas de Manaus. As usinas com o cronograma atrasado pertencem à Amazonas Energia, do Grupo Eletrobras. São três unidades, com capacidade para mais de 500 megawatts (MW): Aparecida Bloco I, Aparecida Bloco II e Mauá Bloco III. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A bolsa vai bater o recorde?
A valorização da bolsa nas últimas semanas tem levado alguns analistas a prever que o Ibovespa poderá bater o recorde de maio de 2008 nos próximos meses. Entre o início de julho e ontem, o índice valorizou 11,5% e chegou a 68.272 pontos. “Entramos em um novo ciclo de alta”, diz Paulo Esteves, analista-chefe da Gradual Investimentos. Segundo ele, houve alguma diminuição nos riscos provenientes do exterior: as principais economias européias continuam crescendo e o alto endividamento permanece concentrado em economias periféricas como Grécia e Espanha, as empresas americanas têm apresentado bons resultados e o governo chinês tem adotado medidas “prudentes” para evitar o superaquecimento da economia. Ricardo Tadeu Martins, da Planner Corretora, concorda: “Caiu a aversão a risco dos investidores, estrangeiros e nacionais”, diz ele.
O otimismo, porém, não é unânime. Para Ricardo Amorim, ex-diretor do banco WestLB em Nova York e dono da consultoria Ricam, apesar da calmaria dos últimos dias, os problemas nos países desenvolvidos continuam graves – e de difícil resolução. “É possível que em algum momento neste ano a bolsa ultrapasse as máximas de 2008, mas não acho que retomamos a tendência de alta ainda”, diz ele. “A chance de termos novas correções bruscas ao longo dos próximos meses é muito grande, em meio a notícias ainda ruins do exterior.”
De forma geral, os especialistas acreditam que o investidor que pretende deixar recursos aplicados na bolsa por, no mínimo, 12 meses tem alguma chance de ganhar dinheiro. Operar no curtíssimo prazo, no entanto, continua bastante arriscado, em razão do cenário externo ainda incerto.
O otimismo, porém, não é unânime. Para Ricardo Amorim, ex-diretor do banco WestLB em Nova York e dono da consultoria Ricam, apesar da calmaria dos últimos dias, os problemas nos países desenvolvidos continuam graves – e de difícil resolução. “É possível que em algum momento neste ano a bolsa ultrapasse as máximas de 2008, mas não acho que retomamos a tendência de alta ainda”, diz ele. “A chance de termos novas correções bruscas ao longo dos próximos meses é muito grande, em meio a notícias ainda ruins do exterior.”
De forma geral, os especialistas acreditam que o investidor que pretende deixar recursos aplicados na bolsa por, no mínimo, 12 meses tem alguma chance de ganhar dinheiro. Operar no curtíssimo prazo, no entanto, continua bastante arriscado, em razão do cenário externo ainda incerto.
"Brasil ficará mais dono da Petrobras", diz diretor da ANP
O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, defende que o governo saia "mais dono" da Petrobras após a capitalização da empresa, informa reportagem de Valdo Cruz para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Lima defende ainda que o preço das reservas de petróleo que a União usará na operação seja o "mais alto" possível, porque é "bom para os brasileiros".
O diretor da ANP avalia como "baixo" um preço entre US$ 5 e US$ 6 para o barril de petróleo das reservas que a União cederá à estatal como sua parte no aumento de capital -esse valor é citado por analistas de mercado e criticado internamente pelo governo.
Em entrevista à Folha, ele disse que nem minoritários nem Petrobras podem querer "ganhar" à custa da União pressionando por um preço que não seja "vantagem" para os brasileiros. A ANP contratou a Gaffney, Cline & Associates para avaliar o volume e o valor dos 5 bilhões de barris de petróleo que a União dará à Petrobras na capitalização da empresa. Quanto maior o valor, mais ações poderá adquirir.
Lima defende ainda que o preço das reservas de petróleo que a União usará na operação seja o "mais alto" possível, porque é "bom para os brasileiros".
O diretor da ANP avalia como "baixo" um preço entre US$ 5 e US$ 6 para o barril de petróleo das reservas que a União cederá à estatal como sua parte no aumento de capital -esse valor é citado por analistas de mercado e criticado internamente pelo governo.
Em entrevista à Folha, ele disse que nem minoritários nem Petrobras podem querer "ganhar" à custa da União pressionando por um preço que não seja "vantagem" para os brasileiros. A ANP contratou a Gaffney, Cline & Associates para avaliar o volume e o valor dos 5 bilhões de barris de petróleo que a União dará à Petrobras na capitalização da empresa. Quanto maior o valor, mais ações poderá adquirir.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Hypermarcas compra fabricante de fraldas por R$ 350 milhões
A Hypermarcas anunciou na última sexta-feira um acordo para a aquisição de 100% do capital social da Mabesa e suas subsidiárias, que atuam na fabricação e comercialização de fraldas descartáveis, dentre outros produtos comercializados sob as marcas Cremer-Disney, Plim Plim, Puppet, Affective e outras. O negócio foi estimado em R$ 350 milhões.
De acordo com a consultoria Nielsen, o grupo passa a deter 26% de participação no mercado de fraldas infantis.
"A Mabesa permite que a Hypermarcas assuma a liderança no mercado de fraldas infantis, que tem crescido a taxas de dois dígitos com excelentes perspectivas de médio prazo, com o aumento da renda da população", disse Claudio Bergamo, diretor-executivo da Hypermarcas.
A transação agregará ao grupo um centro industrial localizado em Mogi das Cruzes (SP), ampliando sua capacidade de produção.
A Hypermarcas registrou no segundo trimestre receita líquida de R$ 757,9 milhões e Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 154,5 milhões.
De acordo com a consultoria Nielsen, o grupo passa a deter 26% de participação no mercado de fraldas infantis.
"A Mabesa permite que a Hypermarcas assuma a liderança no mercado de fraldas infantis, que tem crescido a taxas de dois dígitos com excelentes perspectivas de médio prazo, com o aumento da renda da população", disse Claudio Bergamo, diretor-executivo da Hypermarcas.
A transação agregará ao grupo um centro industrial localizado em Mogi das Cruzes (SP), ampliando sua capacidade de produção.
A Hypermarcas registrou no segundo trimestre receita líquida de R$ 757,9 milhões e Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 154,5 milhões.
LLX Logística assina com Codin compra de área no RJ
Empresa do grupo de Eike Batista passa a ser proprietária de 7 mil hectares de um total de 9 mil para a instalação de áreas industriais e comerciais no Distrito Industrial de São João da Barra.
A LLX Logística, empresa do grupo de Eike Batista, assinou com a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e o governo do Estado do Rio de Janeiro documento de promessa de compra relativa a parte dos imóveis do Distrito Industrial de São João da Barra, contíguo ao projeto do "Superporto do Açu".
São cerca de 4,1 mil hectares de áreas dentro do complexo industrial, sendo que, com essa aquisição, a LLX passará a ser proprietária de 7 mil hectares de um total de 9 mil para a instalação de áreas industriais e comerciais.
Conforme comunicado divulgado pela empresa, outros 5,7 mil hectares serão transformados em unidade de preservação ambiental. O valor do investimento não foi revelado. "A LLX e suas subsidiárias pagarão pela promessa de compra e venda valores definidos em avaliações independentes conduzidas pela Codin, sendo que tais valores estão devidamente contemplados no respectivo orçamento de investimentos da LLX Açu Operações Portuárias", registrou a empresa, em comunicado.
A LLX Logística, empresa do grupo de Eike Batista, assinou com a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin) e o governo do Estado do Rio de Janeiro documento de promessa de compra relativa a parte dos imóveis do Distrito Industrial de São João da Barra, contíguo ao projeto do "Superporto do Açu".
São cerca de 4,1 mil hectares de áreas dentro do complexo industrial, sendo que, com essa aquisição, a LLX passará a ser proprietária de 7 mil hectares de um total de 9 mil para a instalação de áreas industriais e comerciais.
Conforme comunicado divulgado pela empresa, outros 5,7 mil hectares serão transformados em unidade de preservação ambiental. O valor do investimento não foi revelado. "A LLX e suas subsidiárias pagarão pela promessa de compra e venda valores definidos em avaliações independentes conduzidas pela Codin, sendo que tais valores estão devidamente contemplados no respectivo orçamento de investimentos da LLX Açu Operações Portuárias", registrou a empresa, em comunicado.
BB e Bradesco vão operar juntos na África
O Banco do Brasil e o Bradesco assinam hoje um acordo para negociar a compra de uma participação na BES África, holding do português Banco Espírito Santo que reúne participações em instituições financeiras africanas. Estão sendo definidos o preço e a fatia dos bancos na holding, mas comenta-se que cada um teria um terço do capital. O anúncio oficial será feito em instantes.
Pessoas próximas à negociação dizem que o objetivo do BB e do Bradesco é ampliar sua participação no financiamento a companhias brasileiras que operam na África – é o caso dos grupos Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht. Por meio da holding, os bancos poderiam comprar outras instituições africanas e montar operações próprias nos países da região. O Banco Espírito Santo é um dos maiores bancos de Portugal, com ativos de cerca de 100 bilhões de dólares.
Hoje, a BES África tem maior presença em Angola e Moçambique. Apesar de pequenas, as economias dos dois países cresceram de forma expressiva nos últimos cinco anos – em Angola, a expansão média foi de 15%; em Moçambique, de 7,5%. Além disso, de forma geral, a atividade bancária nesses países é mais rentável que no Brasil.
Com essa transação, o Bradesco faz sua maior incursão internacional. O BB dá mais um passo em sua estratégia de internacionalização. Em abril, comprou 51% do Patagônia, o sexto maior banco da Argentina, com ativos de 2,6 bilhões de dólares. No mesmo mês, obteve autorização para funcionar como uma instituição financeira nos Estados Unidos – o que, na prática, significa poder abrir agências e comprar um banco no país.
Pessoas próximas à negociação dizem que o objetivo do BB e do Bradesco é ampliar sua participação no financiamento a companhias brasileiras que operam na África – é o caso dos grupos Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht. Por meio da holding, os bancos poderiam comprar outras instituições africanas e montar operações próprias nos países da região. O Banco Espírito Santo é um dos maiores bancos de Portugal, com ativos de cerca de 100 bilhões de dólares.
Hoje, a BES África tem maior presença em Angola e Moçambique. Apesar de pequenas, as economias dos dois países cresceram de forma expressiva nos últimos cinco anos – em Angola, a expansão média foi de 15%; em Moçambique, de 7,5%. Além disso, de forma geral, a atividade bancária nesses países é mais rentável que no Brasil.
Com essa transação, o Bradesco faz sua maior incursão internacional. O BB dá mais um passo em sua estratégia de internacionalização. Em abril, comprou 51% do Patagônia, o sexto maior banco da Argentina, com ativos de 2,6 bilhões de dólares. No mesmo mês, obteve autorização para funcionar como uma instituição financeira nos Estados Unidos – o que, na prática, significa poder abrir agências e comprar um banco no país.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Vale vai criar empresa de fertilizantes listada em bolsa
O presidente da Vale, Roger Agnelli, disse nesta sexta-feira que a companhia vai propor a criação da Vale Fertilizantes com a união dos ativos comprados da Bunge no Brasil e a Fosfertil, que terá ações listadas em bolsa.
O executivo disse que a mina de Bayovar, no Peru, inaugurada na véspera, terá uma terceira etapa de expansão para 7,9 milhões de t, volume que deverá ser atingido até 2015.
O executivo disse que a mina de Bayovar, no Peru, inaugurada na véspera, terá uma terceira etapa de expansão para 7,9 milhões de t, volume que deverá ser atingido até 2015.
Lucro da Lojas Americanas dispara 369% no 2o tri, a R$28,6 mi
A Lojas Americanas informou na noite desta quinta-feira que seu lucro líquido no segundo trimestre saltou 369 por cento, para 28,6 milhões de reais, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu 6,1 milhões de reais.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia totalizou 248,2 milhões de reais no segundo trimestre, um avanço de 20 por cento em relação aos 207 milhões de reais no mesmo intervalo um ano antes.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia totalizou 248,2 milhões de reais no segundo trimestre, um avanço de 20 por cento em relação aos 207 milhões de reais no mesmo intervalo um ano antes.
De volta à Telebrás, técnicos fazem falta à Anatel
Já reativada para gerir o Plano Nacional de Banda Larga, a Telebrás chamou de volta cerca de 60 dos 180 de seus antigos funcionários que estavam a serviço da Anatel.
Grande parte deles são técnicos sêniores de grande experiência.
A falta desse pessoal na agência reguladora pode prejudicar o leilão da chamada banda H, previsto para licenciar telefonia celular 3G até o final do ano.
“É possível que haja prejuízo na qualidade de confecção do edital da banda H”, disse ao blog Ronaldo Sá, diretor da consultoria Orion e ex-presidente da Telebrás.
“Como são profissionais muito experientes, eles têm capacidade de considerar aspectos importantes do cenário futuro do mercado.”
A saída da Anatel será convocar profissionais mais jovens já aprovados em concurso.
Apesar de todo o alvoroço e da pressa do governo em aprovar o PNBL, ele não é tão ambicioso quanto parece. Até 2014, sua meta é investir 3,22 bilhões de reais para levar banda larga a 15 capitais e ao Distrito Federal.
Já os investimentos do setor privado em telefonia móvel e fixa em todo o país devem alcançar 60 bilhões de reais até a metade da década – totalizando 200 bilhões de reais até 2018.
Grande parte deles são técnicos sêniores de grande experiência.
A falta desse pessoal na agência reguladora pode prejudicar o leilão da chamada banda H, previsto para licenciar telefonia celular 3G até o final do ano.
“É possível que haja prejuízo na qualidade de confecção do edital da banda H”, disse ao blog Ronaldo Sá, diretor da consultoria Orion e ex-presidente da Telebrás.
“Como são profissionais muito experientes, eles têm capacidade de considerar aspectos importantes do cenário futuro do mercado.”
A saída da Anatel será convocar profissionais mais jovens já aprovados em concurso.
Apesar de todo o alvoroço e da pressa do governo em aprovar o PNBL, ele não é tão ambicioso quanto parece. Até 2014, sua meta é investir 3,22 bilhões de reais para levar banda larga a 15 capitais e ao Distrito Federal.
Já os investimentos do setor privado em telefonia móvel e fixa em todo o país devem alcançar 60 bilhões de reais até a metade da década – totalizando 200 bilhões de reais até 2018.
Vale vai investir mais US$ 300 milhões no Peru
A Vale anunciou planos para expandir em mais de 50% a produção da mina de fosfato Bayóvar, na província de Sechura, no Peru. O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou que dentro de 18 meses a capacidade instalada passará de 3,9 milhões de toneladas para 5,9 milhões.
A mina já recebeu investimentos de US$ 566 milhões (R$ 992 milhões) e foi inaugurada ontem com a presença do presidente do Peru, Alan García.
A expansão exigirá um aporte adicional de US$ 300 milhões (R$ 552,8 milhões).
A Vale tem 51% do capital votante -a japonesa Mitsui e a americana Mosaic são sócias minoritárias.
A produção da mina será destinada a Peru, Brasil e Ásia, entre outros.
O projeto enfrentou resistência por parte da população local. A mina tem cerca de 500 empregados e há perspectiva de contratações.
García defendeu a exploração da mina e disse que ela representa uma oportunidade de o país se tornar exportador de fertilizantes.
Agnelli afirmou que a mina de Bayóvar marca o início da presença da empresa no país. Citou como possibilidades de interesse as áreas de mineração, energia e logística. Disse que, caso conte com o apoio do presidente para obter gás, poderá produzir fertilizantes no país.
Para a Vale, investir em fertilizantes representa diversificação de produtos. Neste ano, ela comprou 58,6% dos ativos da Fosfertil por US$ 3 bilhões e ativos brasileiros da Bunge nesse segmento por US$ 1,7 bilhão.
De acordo com Marcelo Balloti, analista da área da consultoria Lafis, a entrada da Vale no setor deve contribuir para reduzir as importações no futuro.
Em média, de 2006 a 2009 o Brasil importou 62% do volume de fertilizantes que chegou ao consumidor final. Em alguns produtos específicos, a importação chega a 90%.
Segundo a International Fertilizer Industry Association, a demanda global por fertilizantes deve aumentar 4,8% no período 2010-2011.
PARANAPANEMA
Questionado sobre críticas dos acionistas minoritários quanto ao valor da oferta para a compra da Paranapanema, Agnelli disse que já indicou quanto pretende pagar.
"Se o minoritário não gostou da oferta, ele que não venda. Não precisa ir a jornal para dizer se gosta ou se não gosta", disse.
A mina já recebeu investimentos de US$ 566 milhões (R$ 992 milhões) e foi inaugurada ontem com a presença do presidente do Peru, Alan García.
A expansão exigirá um aporte adicional de US$ 300 milhões (R$ 552,8 milhões).
A Vale tem 51% do capital votante -a japonesa Mitsui e a americana Mosaic são sócias minoritárias.
A produção da mina será destinada a Peru, Brasil e Ásia, entre outros.
O projeto enfrentou resistência por parte da população local. A mina tem cerca de 500 empregados e há perspectiva de contratações.
García defendeu a exploração da mina e disse que ela representa uma oportunidade de o país se tornar exportador de fertilizantes.
Agnelli afirmou que a mina de Bayóvar marca o início da presença da empresa no país. Citou como possibilidades de interesse as áreas de mineração, energia e logística. Disse que, caso conte com o apoio do presidente para obter gás, poderá produzir fertilizantes no país.
Para a Vale, investir em fertilizantes representa diversificação de produtos. Neste ano, ela comprou 58,6% dos ativos da Fosfertil por US$ 3 bilhões e ativos brasileiros da Bunge nesse segmento por US$ 1,7 bilhão.
De acordo com Marcelo Balloti, analista da área da consultoria Lafis, a entrada da Vale no setor deve contribuir para reduzir as importações no futuro.
Em média, de 2006 a 2009 o Brasil importou 62% do volume de fertilizantes que chegou ao consumidor final. Em alguns produtos específicos, a importação chega a 90%.
Segundo a International Fertilizer Industry Association, a demanda global por fertilizantes deve aumentar 4,8% no período 2010-2011.
PARANAPANEMA
Questionado sobre críticas dos acionistas minoritários quanto ao valor da oferta para a compra da Paranapanema, Agnelli disse que já indicou quanto pretende pagar.
"Se o minoritário não gostou da oferta, ele que não venda. Não precisa ir a jornal para dizer se gosta ou se não gosta", disse.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Embratel fará oferta de até R$4,58 bi por ações da Net
A Embratel anunciou nesta quinta-feira que fará uma oferta pública para comprar até 100 por cento das ações preferenciais da maior operadora de TV a cabo do país, a Net, por até 4,58 bilhões de reais.
O anúncio acontece no momento em que o grupo controlado pelo magnata mexicano Carlos Slim consolida suas operações na América Latina em meio ao forte acirramento da competição com a espanhola Telefónica.
A oferta da Embratel, controlada pela Telmex, que por sua vez foi recentemente incluída sob o chapéu da companhia de telefonia celular do grupo de Slim, a América Móvil, se dará a um preço por ação preferencial de 23 reais.
Segundo comunicado da antiga estatal brasileira, a oferta de 23 reais representa um ágio 23,1 por cento sobre a média de preços do papel da Net nos últimos 30 pregões na BM&FBovespa. Na quarta-feira, as ações da operadora de TV a cabo encerraram a 19,99 reais.
O valor da operação será pago à vista e a oferta é intermediada pelo Itaú BBA.
A Embratel já possui 35,8 por cento das ações ordinárias da Net e 5,4 por cento das ações preferenciais. A operadora é dividida entre o grupo Globo, da família Marinho, e Telmex, que possuem, respectivamente, 51 por cento e 49 por cento de participação com direito a voto da GB Empreendimentos e Participações, empresa que controla a Net.
Segundo a Embratel, que oferece também telefonia fixa e serviços de TV paga, a Net tem 48 por cento do mercado de televisão por assinatura do país e 25 por cento do segmento de banda larga, com uma rede que atinge mais de 11,1 milhões de domicílios.
O anúncio acontece no momento em que o grupo controlado pelo magnata mexicano Carlos Slim consolida suas operações na América Latina em meio ao forte acirramento da competição com a espanhola Telefónica.
A oferta da Embratel, controlada pela Telmex, que por sua vez foi recentemente incluída sob o chapéu da companhia de telefonia celular do grupo de Slim, a América Móvil, se dará a um preço por ação preferencial de 23 reais.
Segundo comunicado da antiga estatal brasileira, a oferta de 23 reais representa um ágio 23,1 por cento sobre a média de preços do papel da Net nos últimos 30 pregões na BM&FBovespa. Na quarta-feira, as ações da operadora de TV a cabo encerraram a 19,99 reais.
O valor da operação será pago à vista e a oferta é intermediada pelo Itaú BBA.
A Embratel já possui 35,8 por cento das ações ordinárias da Net e 5,4 por cento das ações preferenciais. A operadora é dividida entre o grupo Globo, da família Marinho, e Telmex, que possuem, respectivamente, 51 por cento e 49 por cento de participação com direito a voto da GB Empreendimentos e Participações, empresa que controla a Net.
Segundo a Embratel, que oferece também telefonia fixa e serviços de TV paga, a Net tem 48 por cento do mercado de televisão por assinatura do país e 25 por cento do segmento de banda larga, com uma rede que atinge mais de 11,1 milhões de domicílios.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
CCR anuncia aquisição de concessionária SPVias por R$947,2 mi
A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) informou na noite desta terça-feira que assinou um acordo para adquirir 73,45 por cento da Rodovias Integradas do Oeste (SPVias) por 947,2 milhões de reais.
De acordo com comunicado da CCR, sua controlada Companhia de Participações em Concessões (CPC) irá comprar 100 por cento das empresas Holding G4, Vialco e Latinoamericana que, juntas, possuem 54,89 por cento da SPVias.
Ainda, o acordo prevê a aquisição de 18,56 por cento da SPVias detidos pela Planova.
"A conclusão da aquisição ora anunciada representa a concretização de mais uma etapa do Planejamento Estratégico do Grupo CCR, visando o crescimento qualificado e agregação de valor aos acionistas e contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico do Brasil", disse a empresa em comunicado ao mercado.
De acordo com comunicado da CCR, sua controlada Companhia de Participações em Concessões (CPC) irá comprar 100 por cento das empresas Holding G4, Vialco e Latinoamericana que, juntas, possuem 54,89 por cento da SPVias.
Ainda, o acordo prevê a aquisição de 18,56 por cento da SPVias detidos pela Planova.
"A conclusão da aquisição ora anunciada representa a concretização de mais uma etapa do Planejamento Estratégico do Grupo CCR, visando o crescimento qualificado e agregação de valor aos acionistas e contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico do Brasil", disse a empresa em comunicado ao mercado.
Santander comprará 318 agências do Royal Bank of Scotland
O Santander, maior grupo bancário espanhol, comprará 318 agências do britânico Royal Bank of Scotland (RBS), confirmou nesta quarta-feira a RBS em um comunicado.
O preço total da compra se situaria em torno dos 1,65 bilhão de libras esterlinas (cerca de 2,64 bilhões de dólares, 2 bilhões de euros).
Em um comunicado, "o RBS anuncia que chegou a um acordo para vender 318 agências (...) à Santander UK SA com prêmios de 350 milhões de libras", depois do qual indica que seu "valor implícito" atinge 1,3 bilhão de libras.
Os jornais britânicos The Times e Financial Times (FT) haviam anunciado esta compra na terça-feira. O FT havia estimado que o preço seria provavelmente superior a 1 bilhão de libras e inferior a 1,5 bilhão.
O maior grupo bancário espanhol já possui 1.300 agências na Grã-Bretanha depois de ter adquirido sucessivamente o Abbey, em 2004, o Bradford & Bingley, em setembro de 2008, e o Alliance & Leicester, em outubro do mesmo ano.
O preço total da compra se situaria em torno dos 1,65 bilhão de libras esterlinas (cerca de 2,64 bilhões de dólares, 2 bilhões de euros).
Em um comunicado, "o RBS anuncia que chegou a um acordo para vender 318 agências (...) à Santander UK SA com prêmios de 350 milhões de libras", depois do qual indica que seu "valor implícito" atinge 1,3 bilhão de libras.
Os jornais britânicos The Times e Financial Times (FT) haviam anunciado esta compra na terça-feira. O FT havia estimado que o preço seria provavelmente superior a 1 bilhão de libras e inferior a 1,5 bilhão.
O maior grupo bancário espanhol já possui 1.300 agências na Grã-Bretanha depois de ter adquirido sucessivamente o Abbey, em 2004, o Bradford & Bingley, em setembro de 2008, e o Alliance & Leicester, em outubro do mesmo ano.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Eike Batista pode vender sua participação na MMX
De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a Arcelor Mittal e a Cliff Natural Resources estão interessadas no negócio.
O empresário Eike Batista pode vender sua participação na mineradora MMX, do grupo EBX, para outras empresas que atuam no setor. Entre os interessados, estão a indiana Arcelor Mittal e a americana Cliff Natural Resources. A informação foi divulgada nesta terça-feira, pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Eike já teria entregue até o mandato de venda a um banco de investimentos estrangeiro, que estaria com permissão para vasculhar os dados sigilosos da MMX. As negociações estão em curso e ainda não há previsão para que a operação seja concluída.
Citando uma fonte que trabalha para um dos interessados no negócio, a reportagem informa que Eike tentava promover a fusão da MMX com outras mineradoras, como a CSN, Ferrous Resources e Usiminas. Como não conseguiu, o bilionário quer agora vender a MMX.
A intenção de Eike é sair do setor de mineração para concentrar sua atenção na área de petróleo. O grupo EBX controla a OGX, voltada para exploração, e a OSX, que lida com equipamentos e serviços para indústria petroleira.
A reportagem aponta também uma outra razão para o negócio com a MMX. No ano passado, Eike vendeu uma participação de 21,5% da empresa para siderúrgica chinesa Wuham Steel e fechou um contrato com os chineses para fornecer minério extraído de suas jazidas, em Minas Gerais, pelos próximos 20 anos.
O problema é que as minas estão arrendadas até 2021 - quando o contrato com a Wuham Steel vai até 2030 - e Eike estaria correndo atrás para encontrar novas minas. Sem sucesso até agora, Eike estaria disposto a vender a MMX.
A MMX informou que está sempre atenta a oportunidades que sejam de interesse de seus acionistas, mas que não comenta rumores de mercado.
O texto divulgou também a informação de que Eike Batista estaria disposto a vender o porto Sudeste, da LLX Logística, no município de Itaguí, no Rio de Janeiro, mas não traz mais informações sobre o assunto.
De acordo com o texto, Eike já teria entregue até o mandato de venda a um banco de investimentos estrangeiro, que estaria com permissão para vasculhar os dados sigilosos da MMX. As negociações estão em curso e ainda não há previsão para que a operação seja concluída.
Citando uma fonte que trabalha para um dos interessados no negócio, a reportagem informa que Eike tentava promover a fusão da MMX com outras mineradoras, como a CSN, Ferrous Resources e Usiminas. Como não conseguiu, o bilionário quer agora vender a MMX.
A intenção de Eike é sair do setor de mineração para concentrar sua atenção na área de petróleo. O grupo EBX controla a OGX, voltada para exploração, e a OSX, que lida com equipamentos e serviços para indústria petroleira.
A reportagem aponta também uma outra razão para o negócio com a MMX. No ano passado, Eike vendeu uma participação de 21,5% da empresa para siderúrgica chinesa Wuham Steel e fechou um contrato com os chineses para fornecer minério extraído de suas jazidas, em Minas Gerais, pelos próximos 20 anos.
O problema é que as minas estão arrendadas até 2021 - quando o contrato com a Wuham Steel vai até 2030 - e Eike estaria correndo atrás para encontrar novas minas. Sem sucesso até agora, Eike estaria disposto a vender a MMX.
Na reportagem do O Estado de S. Paulo, a MMX informou que está sempre atenta a oportunidades que sejam de interesse de seus acionistas, mas que não comenta rumores de mercado.
O texto divulgou também a informação de que Eike Batista estaria disposto a vender o porto Sudeste, da LLX Logística, no município de Itaguí, no Rio de Janeiro, mas não traz mais informações sobre o assunto.
O empresário Eike Batista pode vender sua participação na mineradora MMX, do grupo EBX, para outras empresas que atuam no setor. Entre os interessados, estão a indiana Arcelor Mittal e a americana Cliff Natural Resources. A informação foi divulgada nesta terça-feira, pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Eike já teria entregue até o mandato de venda a um banco de investimentos estrangeiro, que estaria com permissão para vasculhar os dados sigilosos da MMX. As negociações estão em curso e ainda não há previsão para que a operação seja concluída.
Citando uma fonte que trabalha para um dos interessados no negócio, a reportagem informa que Eike tentava promover a fusão da MMX com outras mineradoras, como a CSN, Ferrous Resources e Usiminas. Como não conseguiu, o bilionário quer agora vender a MMX.
A intenção de Eike é sair do setor de mineração para concentrar sua atenção na área de petróleo. O grupo EBX controla a OGX, voltada para exploração, e a OSX, que lida com equipamentos e serviços para indústria petroleira.
A reportagem aponta também uma outra razão para o negócio com a MMX. No ano passado, Eike vendeu uma participação de 21,5% da empresa para siderúrgica chinesa Wuham Steel e fechou um contrato com os chineses para fornecer minério extraído de suas jazidas, em Minas Gerais, pelos próximos 20 anos.
O problema é que as minas estão arrendadas até 2021 - quando o contrato com a Wuham Steel vai até 2030 - e Eike estaria correndo atrás para encontrar novas minas. Sem sucesso até agora, Eike estaria disposto a vender a MMX.
A MMX informou que está sempre atenta a oportunidades que sejam de interesse de seus acionistas, mas que não comenta rumores de mercado.
O texto divulgou também a informação de que Eike Batista estaria disposto a vender o porto Sudeste, da LLX Logística, no município de Itaguí, no Rio de Janeiro, mas não traz mais informações sobre o assunto.
De acordo com o texto, Eike já teria entregue até o mandato de venda a um banco de investimentos estrangeiro, que estaria com permissão para vasculhar os dados sigilosos da MMX. As negociações estão em curso e ainda não há previsão para que a operação seja concluída.
Citando uma fonte que trabalha para um dos interessados no negócio, a reportagem informa que Eike tentava promover a fusão da MMX com outras mineradoras, como a CSN, Ferrous Resources e Usiminas. Como não conseguiu, o bilionário quer agora vender a MMX.
A intenção de Eike é sair do setor de mineração para concentrar sua atenção na área de petróleo. O grupo EBX controla a OGX, voltada para exploração, e a OSX, que lida com equipamentos e serviços para indústria petroleira.
A reportagem aponta também uma outra razão para o negócio com a MMX. No ano passado, Eike vendeu uma participação de 21,5% da empresa para siderúrgica chinesa Wuham Steel e fechou um contrato com os chineses para fornecer minério extraído de suas jazidas, em Minas Gerais, pelos próximos 20 anos.
O problema é que as minas estão arrendadas até 2021 - quando o contrato com a Wuham Steel vai até 2030 - e Eike estaria correndo atrás para encontrar novas minas. Sem sucesso até agora, Eike estaria disposto a vender a MMX.
Na reportagem do O Estado de S. Paulo, a MMX informou que está sempre atenta a oportunidades que sejam de interesse de seus acionistas, mas que não comenta rumores de mercado.
O texto divulgou também a informação de que Eike Batista estaria disposto a vender o porto Sudeste, da LLX Logística, no município de Itaguí, no Rio de Janeiro, mas não traz mais informações sobre o assunto.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
China supera Japão e é a 2a maior economia do mundo
China caminha para superar também os Estados Unidos e liderar o ranking global.
A China superou o Japão e tornou-se a segunda maior economia do mundo, como resultado de três décadas de crescimento acelerado.
Dependendo do ritmo de alta da taxa de câmbio, a China está no caminho para ultrapassar também os Estados Unidos e ocupar o primeiro lugar por volta de 2025, de acordo com projeções de Banco Mundial, Goldman Sachs e outros.
O país chegou perto de superar o Japão em 2009 e a informação de uma autoridade do governo de que isso foi conquistado agora não é uma surpresa.
"A China já é agora, de fato, a segunda maior economia do mundo", disse Yi Gang, chefe do órgão regulador de câmbio, nesta sexta-feira.
Deixar o Japão para trás pode dar a China o direito de vangloriar-se, mas a renda per capta chinesa, de cerca de 3.800 dólares por ano, é uma fração da japonesa ou norte-americana.
"A China ainda é um país em desenvolvimento, e devemos ter sabedoria suficiente para nos conhecermos", acrescentou Yi, quando questionado se já é hora de o iuan se tornar uma moeda internacional.
Pode ser sustentável?
Espera-se que a economia chinesa tenha crescido 11,1 por cento no primeiro semestre de 2010 na comparação com o mesmo período do ano passado, e provavelmente deve acumular expansão superior a 9 por cento no ano como um todo, de acordo com Yi.
A média anual de crescimento da China tem sido maior que 9,5 por cento desde que o país realizou reformas de mercado em 1978. Mas esse ritmo deve desacelerar com o tempo por uma questão de aritmética, segundo Yi.
Se a China puder ostentar um crescimento nesta década entre 7 e 8 por cento ao ano, ainda será uma forte performance. A questão é se o ritmo pode ser sustentado, afirmou Yi, considerando também as restrições ambientais que o país enfrenta.
Caso a China consiga manter um avanço anual entre 5 e 6 por cento ao ano na década de 2020, o país terá sustentado um rápido crescimento por 50 anos --o que, segundo Yi, seria algo sem precedentes na história.
Em um importente tema, contudo, a China ainda fica para trás: ansiosa para se proteger da volatilidade dos mercados globais, não permite que sua moeda seja livremente comercializada, a não ser para fins de comércio e investimentos estrangeiros diretos.
Yi disse que Pequim não tem um momento certo para tornar o iuan totalmente conversível. "A China é muito grande e seu desenvolvimento é desequilibrado, o que torna esse problema muito mais complicado. É difícil chegar a um consenso sobre isso", disse.
Na mesma linha, a China não tem pressa em transformar o iuan numa moeda global. "Precisamos ser modestos. Se outras pessoas escolhem o iuan como moeda de reserva, não impediremos isso se ocorrer por demanda do mercado. Porém, não nos esforçaremos para promover isso", acrescentou.
A China superou o Japão e tornou-se a segunda maior economia do mundo, como resultado de três décadas de crescimento acelerado.
Dependendo do ritmo de alta da taxa de câmbio, a China está no caminho para ultrapassar também os Estados Unidos e ocupar o primeiro lugar por volta de 2025, de acordo com projeções de Banco Mundial, Goldman Sachs e outros.
O país chegou perto de superar o Japão em 2009 e a informação de uma autoridade do governo de que isso foi conquistado agora não é uma surpresa.
"A China já é agora, de fato, a segunda maior economia do mundo", disse Yi Gang, chefe do órgão regulador de câmbio, nesta sexta-feira.
Deixar o Japão para trás pode dar a China o direito de vangloriar-se, mas a renda per capta chinesa, de cerca de 3.800 dólares por ano, é uma fração da japonesa ou norte-americana.
"A China ainda é um país em desenvolvimento, e devemos ter sabedoria suficiente para nos conhecermos", acrescentou Yi, quando questionado se já é hora de o iuan se tornar uma moeda internacional.
Pode ser sustentável?
Espera-se que a economia chinesa tenha crescido 11,1 por cento no primeiro semestre de 2010 na comparação com o mesmo período do ano passado, e provavelmente deve acumular expansão superior a 9 por cento no ano como um todo, de acordo com Yi.
A média anual de crescimento da China tem sido maior que 9,5 por cento desde que o país realizou reformas de mercado em 1978. Mas esse ritmo deve desacelerar com o tempo por uma questão de aritmética, segundo Yi.
Se a China puder ostentar um crescimento nesta década entre 7 e 8 por cento ao ano, ainda será uma forte performance. A questão é se o ritmo pode ser sustentado, afirmou Yi, considerando também as restrições ambientais que o país enfrenta.
Caso a China consiga manter um avanço anual entre 5 e 6 por cento ao ano na década de 2020, o país terá sustentado um rápido crescimento por 50 anos --o que, segundo Yi, seria algo sem precedentes na história.
Em um importente tema, contudo, a China ainda fica para trás: ansiosa para se proteger da volatilidade dos mercados globais, não permite que sua moeda seja livremente comercializada, a não ser para fins de comércio e investimentos estrangeiros diretos.
Yi disse que Pequim não tem um momento certo para tornar o iuan totalmente conversível. "A China é muito grande e seu desenvolvimento é desequilibrado, o que torna esse problema muito mais complicado. É difícil chegar a um consenso sobre isso", disse.
Na mesma linha, a China não tem pressa em transformar o iuan numa moeda global. "Precisamos ser modestos. Se outras pessoas escolhem o iuan como moeda de reserva, não impediremos isso se ocorrer por demanda do mercado. Porém, não nos esforçaremos para promover isso", acrescentou.
Presidente da Portugal Telecom destaca méritos em venda da Vivo
O presidente-executivo da Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, afirmou que a empresa tem méritos ao ter encontrado uma solução para a brasileira Vivo após a oferta da Telefónica.
A PT anunciou na quarta-feira passada a venda à Telefónica dos 30% que controlava da Vivo por 7,5 bilhões de euros, quase três meses depois que a companhia espanhola fez a primeira oferta, de 6,5 bilhões de euros, número elevado em quatro ocasiões.
O acordo pôs fim a longas negociações que tinham sido interrompidas no dia 16 de julho por causa do veto do Estado português à operação, alegando a defesa de valores estratégicos para o país.
Em entrevista exclusiva ao jornal luso Diário de Notícias, publicada neste domingo, Bava reconheceu que o poder de veto utilizado pelo governo luso permitiu à PT receber um valor mais alto que o oferecido até então (7,15 bilhões de euros).
Bava acrescentou que este tempo extra permitiu que a PT chegasse a um acordo com a Oi para adquirir uma participação de 22,4% e continuar no mercado brasileiro.
"Estamos no Brasil para permanecer 500 anos", assegurou o presidente-executivo da PT, acrescentando que continua sem estar "preocupado com o curto prazo", pois "ao vender a Vivo por 7,5 bilhões de euros e investindo 3,75 bilhões na Oi, ainda fica uma ampla flexibilidade financeira para continuar potencializando nosso projeto empresarial".
Bava também se referiu à relação que terá sua empresa a partir de agora com a Telefónica e assegurou que continuarão com "uma aliança estratégica em desenvolvimento de sinergias e redução de custos", embora "fora do Brasil".
Perguntado se a companhia espanhola continua sendo de confiança para PT após a operação da Vivo, Bava afirmou que "no mundo dos negócios é preciso ser pragmático".
Lembrou que embora a espanhola não continuará no capital da PT, nem vai ter representação em seu Conselho de Administração, há âmbitos nos quais as duas companhias podem seguir colaborando.
A PT anunciou na quarta-feira passada a venda à Telefónica dos 30% que controlava da Vivo por 7,5 bilhões de euros, quase três meses depois que a companhia espanhola fez a primeira oferta, de 6,5 bilhões de euros, número elevado em quatro ocasiões.
O acordo pôs fim a longas negociações que tinham sido interrompidas no dia 16 de julho por causa do veto do Estado português à operação, alegando a defesa de valores estratégicos para o país.
Em entrevista exclusiva ao jornal luso Diário de Notícias, publicada neste domingo, Bava reconheceu que o poder de veto utilizado pelo governo luso permitiu à PT receber um valor mais alto que o oferecido até então (7,15 bilhões de euros).
Bava acrescentou que este tempo extra permitiu que a PT chegasse a um acordo com a Oi para adquirir uma participação de 22,4% e continuar no mercado brasileiro.
"Estamos no Brasil para permanecer 500 anos", assegurou o presidente-executivo da PT, acrescentando que continua sem estar "preocupado com o curto prazo", pois "ao vender a Vivo por 7,5 bilhões de euros e investindo 3,75 bilhões na Oi, ainda fica uma ampla flexibilidade financeira para continuar potencializando nosso projeto empresarial".
Bava também se referiu à relação que terá sua empresa a partir de agora com a Telefónica e assegurou que continuarão com "uma aliança estratégica em desenvolvimento de sinergias e redução de custos", embora "fora do Brasil".
Perguntado se a companhia espanhola continua sendo de confiança para PT após a operação da Vivo, Bava afirmou que "no mundo dos negócios é preciso ser pragmático".
Lembrou que embora a espanhola não continuará no capital da PT, nem vai ter representação em seu Conselho de Administração, há âmbitos nos quais as duas companhias podem seguir colaborando.
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