quarta-feira, 20 de julho de 2011

Petróleo avança, refletindo agenda e plano de redução do déficit norte-americano

SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em alta nessa terça-feira (19), refletindo a agenda econômica e o plano de redução do déficit norte-americano, além da queda do dólar frente às principais moedas internacionais.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 117,06 nesse pregão, alta de 0,93% em relação ao último fechamento. Já nos EUA, o contrato com vencimento em agosto, que terá seu último dia de negociação na próxima sessão, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 97,50 por barril, configurando um avanço de 1,64% frente ao fechamento anterior.

Uma desvalorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de alta sobre os preços do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços das matérias-primas são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a elevar sua exposição neste mercado.

Dívida norte-americana
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concordou com o plano proposto por um grupo de seis senadores norte-americanos para reduzir o déficit orçamentário do país em US$ 4 trilhões no prazo de 10 anos.

Essa notícia trouxe alívio aos mercados, preocupados com o endividamento da maior economia mundial, diminuindo o sentimento de aversão ao risco e aumentando o grau de confiança com a atividade econômica do país, o que eleva as necessidades da matéria-prima no segundo país que mais a consome.

A questão da dívida norte-americana preocupa e as três principais agências de classificação de risco – Moody’s, S&P e Fitch – já sinalizaram com a possibilidade de cortar o rating de dívida soberana do país.

Agenda
Nos EUA, foi divulgado o Housing Starts, que mede o número de casas em início de construção no país, e registrou 629 mil no resultado anualizado de junho, superando os 570 mil imóveis esperados.

O órgão também publicou o Building Permits, número de autorizações para construção de novas casas nos EUA e serve como sinalizador do nível de atividade econômica do país. Em junho,o índice foi melhor do que as expectativas, ficando em 624 permissões, frente às 609 previstas pelo mercado.

Esses números também trazem um certo alívio ao mercado, também preocupado com a retomada da economia nos Estados Unidos, onde o setor imobiliário continua sendo uma das grandes preocupações.

Opep divulga reservas
A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) divulgou dados relativos às reservas de cada um de seus membros em 2010, onde pode-se constatar que a Venezuela tornou-se a maior possuidora de petróleo ainda não explorado, tomando o lugar da Arábia Saudita, que não apresentou crescimento das mesmas.

Irã e Iraque também mostraram crescimento em suas reservas, colaborando para que a organização visse que a quantidade percentual de suas reservas, frente às reservas mundiais, pulasse de 79,6% em 2009 para 81,3%. O mercado se preocupa com a estabilidade política desses países, a maioria com ditaduras no poder, como a própria Venezuela e a Arábia Saudita.

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