SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo registraram queda nessa segunda-feira (18), com a crise da dívida na Europa e norte-americanas chamando a atenção dos investidores, que também avaliaram a queda da moeda europeia frente à norte-americana.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 115,98 no pregão desta data, queda de 1,09% em relação ao último fechamento. Já nos EUA, o contrato com vencimento em agosto, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 95,93 por barril, configurando uma queda de 1,35% frente ao fechamento anterior.
Novo mundo em crise...
Em relação à crise norte-americana, chamou a atenção o fato de a agência de classificação de risco Moody's sugerir que o governo do Estados Unidos elimine o limite fixado por lei para o endividamento público, podendo assim reduzir a incerteza entre os investidores.
Além disso, a agência de classificação de risco Fitch anunciou que, se o governo dos EUA não pagar os juros sobre sua dívida, os títulos do Tesouro em questão serão rebaixados para a classificação B+.
Assim sendo, todas as três principais agências de classificação de risco já sinalizaram com um possível rebaixamento do rating norte-americano, aumentando assim a percepção de risco entre os investidores.
...assim como o velho mundo
A Europa ainda reflete o teste de estresse que na última sexta-feira, reprovou oito dos 90 bancos analisados de 21 países da União Europeia, não foi o suficiente para aliviar o mau humor do mercado em relação à crise na dívida no continente europeu, levando o euro à cair frente ao dólar.
Uma valorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de queda sobre os preços do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços das matérias-primas são expressos na divisa, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a reduzir sua exposição neste mercado.
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