segunda-feira, 25 de julho de 2011

Petrobras divulga plano de investimentos no valor de US$ 224,7 bilhões até 2015

SÃO PAULO – A Petrobras (PETR3; PETR4) divulgou seu plano de investimentos para o período de 2011-2015 nessa sexta-feira (22), com capex (custo de capital) total previsto em US$ 224,7 bilhões.

O plano, que fora adiado algumas vezes, tem como destaque uma maior concentração de investimentos no segmento de E&P (exploração e produção), que passa a contar com 57% de todas as verbas previstas para o quadriênio, totalizando US$ 127,5 bilhões, sendo US$ 117,7 bilhões direcionados à essa atividade no Brasil.

Uma fatia de 87% dessa quantia estará focada em novos projetos incluídos no portfólio, como o desenvolvimento das áreas do pré-sal e da cessão onerosa. Outra porção de 95% de todos os investimentos será aplicada no Brasil, totalizando US$ 213,5 bilhões. De acordo com a companhia, a intenção é que a participação do pré-sal na produção nacional passe de 2% em 2011 para 40,5% em 2020.

Crescimento de 0,31%
O novo plano da Petrobras apresenta um crescimento de apenas 0,31% frente ao plano anterior, que englobava os anos de 2010 a 2014, o que deve tranquilizar alguns de seus acionistas privados – preocupados com um maior avanço dos investimentos. O plano até incluiu uma queda nos investimentos projetados para o ano de 2011, que passaram de R$ 93 bilhões para R$ 84,7 bilhões.

A estatal incluiu também no plano um programa de desinvestimentos, no montante de R$ 13,6 bilhões, pretendendo visar uma maior eficiência na gestão dos ativos da companhia.

O plano enxerga a economia brasileira positivamente, prevendo um crescimento vigoroso na demanda de derivados, de 3,8% a 4,5% por ano até 2020, e sua produção deverá continuar “fortemente” ascendente em função do início da sua produção de campos maiores e mais produtivos.

Crescimento de 100%
A companhia também espera duplicar suas reservas provadas até o ano de 2012, e pretende financiar o plano baseado na sua geração de caixa própria, sem emitir novas ações, recorrendo à contratação de novas dívidas. De acordo com a empresa, a necessidade de financiamento líquida deverá ficar entre US$ 7,2 bilhões à US$ 12 bilhões por ano.

O plano, feito com o intuito de preservar as condições de grau de investimento, pretende terminar o período com produção de 3,99 mil barris de petróleo equivalente por dia. A companhia também mantém a meta de alavancagem financeira de 25% a 35% durante esse período, com o limite máximo do indicador dívida líquida/Ebitda (geração operacional de caixa) em até 2,5 vezes.

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