sexta-feira, 1 de julho de 2011

Em leve alta, índices de ações da Europa são novamente impulsionados pela Grécia

SÃO PAULO - Os principais índices de ações da Europa registram mais um pregão no campo positivo nesta sexta-feira (1), novamente impulsionadas pela melhora da avaliação do mercado sobre a crise na Grécia. Os investidores também ficam atentos aos indicadores econômicos norte-americanos.

Entre as ações, o setor financeiro mais uma vez aparece entre os principais destaques positivos do pregão, ainda repercutindo os últimos desdobramentos na Grécia.

Assim, no pregão de Londres, as ações do Barclays registram alta de 2,20% e são acompanhadas pelos papéis do RBS, com alta de 2,89%, do HSBC, com alta de 1,60%, do Standard Chartered, com alta de 2,32%, e do Lloyds, com valorização de 2,65%. Os papéis dessa última instituição também ganham força por conta dos planos de reestruturação anunciados na véspera.

Em Frankfurt, as ações do Commerzbank avançam 2,46% e as do Deutsche Bank, 1,04%. Ao mesmo tempo, em Paris, os papéis do BNP Paribas sobem 1,30% e os do Société Générale marcam alta de 1,72%. Os bancos franceses e alemães concordaram em prolongar o prazo de pagamento de títulos da dívida grega, no esforço para ajudar o país a sair da crise.

Montadoras recuam

Na outra ponta, entre os principais destaques de queda, figuram as ações de companhias do setor automobilístico. Continuando em Paris, os papéis da Renault recuam 0,60% e são seguidos pelas ações da Peugeot, que registram queda de 0,86%.

Ambas as companhias são pressionadas por dados que apontaram para uma expressiva queda no número de novos carros registrados no mês de junho na França. Na bolsa de Frankfurt, as ações da BMW caem 1,51% e em Milão os papéis da Fiat marcam desvalorização de 0,66%.

Economia

Passada a aprovação dos pacotes de medidas de austeridade no parlamento grego, o mercado agora acompanha a corrida da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) para garantirem o fornecimento de novos auxílios financeiros para a Grécia.

Com os recursos aprovados até o momento, os gregos conseguem saldar suas dívidas apenas até agosto. Neste final de semana, os ministros de finanças da região reúnem-se para discutirem o assunto.

Por fim, os investidores também ficam atentos a agenda de indicadores econômicos norte-americanos, que traz nesta sessão dados sobre a confiança do consumidor e produção industrial em junho.

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