Rio de Janeiro, 26 jul (EFE).- O novo plano de investimentos da Petrobras inclui os recursos necessários para terminar a refinaria binacional com a venezuelana PDVSA, em caso de esta última desistir do projeto, disseram nesta terça-feira fontes da companhia.
"Se PDVSA sair do projeto, não estaremos impedidos de implementar. Já consta dentro do novo plano de negócios que Petrobras assuma 100% desse investimento", disse em entrevista à Efe o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa.
A Refinaria Abreu e Lima está em construção no complexo portuário de Suape, próximo a Recife, capital de Pernambuco, e Petrobras já executou pouco mais de um terço das obras.
Barbassa esclareceu que a Petrobras espera que a PDVSA não deixe a associação, mas trabalha com critérios "conservadores" que o fizeram reservar em seu plano de negócios o dinheiro necessário para garantir a conclusão da refinaria em caso disso ocorrer.
"Nos recursos aprovados está prevista essa possibilidade (que a outra parte desista), mas se PDVSA participa teremos uma sobra de recursos que poderemos dirigir outros projetos", afirmou Barbassa.
O projeto binacional prevê investimento de R$ 26 bilhões em refinaria com capacidade para processar 230 mil barris diários de petróleo a partir de 2013 e na qual Petrobras terá 60% e PDVSA 40%.
O plano de negócios da Petrobras para o período 2011-2015, aprovado na sexta-feira pelo Conselho de Administração da empresa, prevê investimentos de US$ 224,700 bilhões no período de cinco anos, dos quais US$ 35,400 bilhões serão para ampliação do parque de refino.
"Esses recursos incluem 100% do investimento necessário para que a Petrobras construa só (a refinaria), que é o que estamos fazendo", disse Barbassa ao lembrar que a companhia petrolífera venezuelana até agora não apresentou nada para a obra.
O diretor de abastecimento de Petrobras, Paulo Roberto Costa, reiterou na segunda-feira em entrevista coletiva que PDVSA tem prazo até agosto para definir prosseguirá ou não no projeto.
Costa lembrou que Petrobras executou só 35% das obras. A refinaria está sendo construída com empréstimo de R$ 10 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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