SÃO PAULO - A Cesp (CESP6) registrou a maior queda do Ibovespa nessa terça-feira (19), recuando 3,52%, para R$ 31,55. Essa desvalorização foi contra o movimento do índice, que por sua vez subiu 0,42%.
As ações da companhia registraram forte queda no final da tarde, após a notícia do discurso do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, na Amcham (Câmara Americana de Comércio Brasil - EUA) ser veículada em parte da imprensa. Até então, as ações oscilavam em queda aproximadamente de 0,5% e depois chegaram a cair até 3,88%, quando em sua mínima eram negociadas a R$ 31,43.
Privatização díficil
Zimmerman afirmou no evento, conforme divulgado pela Agência Estado, de que será muito díficil para os "comercializadores de energia" comprarem usinas baratas e venderem depois, dizendo que o valor gerado pelas concessões de energia não serão apropriados pelos acionistas. O secretário afirmou que essa geração de valor, após a modicidade tarifária, irá para os consumidores.
A decisão acerca da legislação referente às concessões é vital para os planos do Estado de São Paulo, já que este precisa disso para retomar o processo de venda, que já havia sido atrapalhado por essa mesma decisão em 2008 e tem se mantido como um dos principais drivers para as oscilações da companhia, que apresentam alta quando há indicativos da efetuação da operação e queda quando avista a improbabilidade da mesma.
De acordo com as regras atuais de concessão, o governo paulista só poderá vender sua estatal até 2015, antes que as concessões retornem à União. "Elas não são dos acionistas", diz Zimmerman, que acredita que caso São Paulo renove os ativos por mais 30 anos, este venderia a Cesp, o que em sua opinião não beneficiaria os consumidores de energia.
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