Falar que o Brasil está se consolidando como uma economia em desenvolvimento é, como diz a tradicional expressão popular, “chover no molhado”. E quem está pronta para se tornar tão popular quanto a expressão é a BM&F Bovespa, mais conhecida como Bolsa de Valores, que vai se firmando como uma alternativa de renda interessante para variadas classes sociais.
Com o crescimento de uma nação, nascem novas tendências de consumo. E, evidentemente, de busca por novas formas de ganhar dinheiro. A Bolsa de Valores não é novidade. As primeiras ações foram instituídas e comercializadas em 1602, pela Companhia Holandesa das Índias Orientais, em Amsterdã. No Brasil, desde o surgimento da Bolsa Livre, em 1890, deu início ao que hoje se transformou na BM&F Bovespa, mercado que movimenta milhões diariamente.
A novidade nesse nicho mercadológico está no envolvimento e na participação de um público diferente. Público que não se limita ao topo da pirâmide social do país. O mercado de capitais, ou a Bolsa de Valores, busca, até 2015, cinco milhões de novos investidores. E para isso, quer atingir todas as classes sociais.
Mas como evoluir dos atuais 598.000 investidores e 464 empresas participantes da BM&F Bovespa? Como buscar novas camadas sociais e capacitar as classes B, C, D e E para a compra e venda de ações? A resposta disso tudo requer uma explicação de como funciona atualmente esse mercado. Depois disso, pode-se entender melhor em que ponto a BM&F Bovespa conseguirá atingir sua meta.
Hoje, o mercado de ações é atendido, em sua maioria, através de agentes autônomos de investimento, que compram e vendem ações para os clientes finais. Neste processo, o cliente sempre paga o custo das ordens, além de mais um percentual para cada operação. Este modelo chama-se “corretagem variável’’. O custo dessa operação é alto e requer do investidor um poder aquisitivo igualmente elevado. Isso faz com que a compra e venda de ações se limite aos investidores das classes A1 e A2, que têm condições de pagar pelo atendimento destes agentes.
Contudo, o que muitas pessoas não sabem é que existe um segundo modelo de operação, tão seguro e rentável quanto o primeiro, só que mais viável, chamado de “corretagem fixa’’. Nesse modelo, o próprio investidor compra e vende ações através do chamado home broker - plataforma on-line onde se executam ordens desse processo. Assim, o cliente arca apenas com o custo da corretagem do papel escolhido.
Prescindindo de um agente, o investidor paga apenas os custos operacionais da operação. Desta forma, possibilita-se o ingresso das classes B1, B2, C1, C2, D e E no mercado de capitais em ações. É claro que neste, como em qualquer outro mercado, é preciso estar bem informado para ganhar dinheiro, ainda mais quando se está sozinho.
Importante: Como todo e qualquer negócio, é preciso estar seguro quanto ao que se está fazendo. Existem empresas capacitadas que ensinam como comprar e vender ações na Bolsa de Valores, com métodos eficazes para que o investidor não precise se dedicar em tempo integral ao monitoramento das operações. O objetivo é alcançar rentabilidades maiores do que o possível por meio de investimentos habituais, como poupança e fundos de investimento.
Nesses cursos, aprende-se que o mercado tem seus riscos, sim, mas também tem grandes oportunidades. O modelo de corretagem fixa se encaixa na relação custo benefício de todas as classes e permite que a Bolsa de Valores brasileira atinja o objetivo de ser livre para o consumo de todos.
O momento atual do Brasil, com as expectativas geradas pela chegada da Copa do Mundo, dos Jogos Olímpicos e, por que não, da descoberta do Pré-Sal, exige um novo pensamento. É preciso estar atento a todo o movimento que envolve esse período de intensas mudanças. Na Bolsa de Valores, a participação cada vez mais efetiva de novas classes sociais comprova a evolução de um mercado que, até pouco tempo, era restrito a um público muito específico. E, ao que tudo indica, não parece ser apenas uma tendência, mas sim a realidade de um novo país.
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