quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dólar em alta, impulsionado por temores dos investidores com a Grécia

SÃO PAULO - O dólar comercial opera em alta de 0,50% nesta quinta-feira (16), cotado a R$ 1,6080 na venda. O mercado segue pressionado pelos temores em relação a Grécia, e repercute também a agenda de indicadores norte-americanos desta sessão. Na cena interna, o destaque fica por conta da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

Com a variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 1,77% neste mês de junho, porém uma desvalorização de 3,49% desde o início do ano.

Grécia pressiona investidores
Os investidores continuam apreensivos com a situação na Grécia e a possibilidade de uma reestruturação de dívida na Zona do Euro. A situação interna grega é bastante crítica, com o primeiro-ministro do país, George Papandreou, formando uma nova equipe de governo e pedindo um voto de confiança ao parlamento nesta quinta-feira. Ao mesmo tempo, os protestos populares contra novas medidas de austeridade continuam, e deixam o país paralisado.

Embora a necessidade de que alguma ação seja tomada fique bastante clara, as autoridades da Zona do Euro discordam sobre como um novo pacote de auxílio para a Grécia deve ser formatado. Os ministros de finanças dos países da região desejam que um novo pacote conte com a participação de credores privados da Grécia, enquanto o BCE (Banco Central Europeu) afirma que uma participação involuntária desse tipo de credor consistiria um calote.

Desta forma, a aversão ao risco continua bastante elevada entre os investidores, fato que continua impulsionando a cotação do dólar na comparação com o real e com outras moedas. Há poucos instantes, o euro registrava queda de 0,28%, cotado a US$ 1,4121, e a libra era cotada a US$ 1,6102, baixa de 0,46%.

Indicadores nos EUA surpreendem
A agenda de indicadores econômicos norte-americanos nesta sessão trouxe diversas divulgações, com destaque para os novos números sobre o mercado de trabalho e o mercado imobiliário. O número de pedidos de auxílio desemprego surpreendeu positivamente os analistas na última semana, com 414 mil solicitações, ante expectativa de 421 mil solicitações.

No mercado de imobiliário, o número de início de construção de novas casas e o número de permissões para novas construções também superaram as expectativas dos analistas em maio. No primeiro, foram registrados 560 mil novas construções, frente projeções 540 mil, enquanto no segundo, as permissões alcançaram 612 mil, 64 mil a mais que o esperado.

Mais aperto monetário no Brasil
Na cena doméstica, o destaque desta sessão fica por conta da divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando foi decidido elevar o juro básico do Brasil de 12,00% para 12,25% ao ano.

Segundo o documento, o comitê classifica o ajuste da Selic como “gradual”, o que vem em linha com a ata anterior e abre espaço para novas elevações no juro básico. Além disso, o cenário para a inflação teria melhorado desde o encontro que antecedeu a reunião da semana passada do Copom.


Nenhum comentário: