sexta-feira, 10 de junho de 2011

Petróleo fecha em alta refletindo temores sobre escassez da commodity

SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo terminaram a quinta-feira (9) em alta, tanto em Londres quanto em Nova York, refletindo temores sobre a escassez da commodity, os números norte-americanos e a situação geopolítica do Oriente Médio e Norte da África.

Com isso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 119,57 no pregão desta quinta-feira, alta de 1,55% em relação ao último fechamento. Já nos EUA, o contrato com vencimento em julho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 101,93 por barril, configurando um avanço de 1,18% frente ao fechamento anterior.

OPEP e Líbia

A falta de decisão na reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) a respeito das cotas de produção global de petróleo não impediu a Arábia Saudita, que capitaneava a tentativa de aumentá-las, de afirmar que irá elevar sua produção da commodity.

Estimativas da própria organização estimam um déficit na produção de 2 milhões de barris diários no terceiro trimestre de 2011, e de 1,5 milhões por dia no quarto trimestre.

Já os rebeldes líbios afirmaram sua intenção de retomar a produção de petróleo no país, em uma conferência entre países árabes e potências ocidentais, em Abu Dhabi. Mais de US$ 1,1 bilhão foi prometido em ajuda para eles, que participavam de uma audiência pra discutir o futuro do país conforme os bombardeios da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se intensificam na capital, Trípoli. É válido lembrar que a interrupção da produção Líbia fez com que mais de 1 milhão de barris diários não mais fossem ofertados ao mercado.

Estados Unidos

Na agenda norte-americana destaque para o Initial Claims, que mede o número de novos pedidos de auxílio desemprego, que desapontou ao registrar 427 mil novas solicitações na última semana, ante os 423 mil previstos. Também foi divulgado por lá a balança comercial norte-americana de abril, registrando um déficit de US$ 43,7 bilhões, menor que o esperado.

Já o os níveis de estoques no atacado avançaram 0,8% em abril, ficando 0,1 ponto percentual aquém do previsto.

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