A diretoria da Petrobras aprovou ontem os termos finais do acordo de incorporação da Quattor pela Braskem. A palavra final, no entanto, será dada pelo conselho de administração da estatal, que se reúne na manhã de hoje em São Paulo. A operação - que envolve um aporte de capital na Braskem de cerca de R$ 3,5 bilhões, sendo mais da metade vindo da Petrobras, - vai criar uma gigante petroquímica com monopólio sobre a produção de resinas plásticas no País.
Não há ainda muitos detalhes sobre o acordo, que pode ser divulgado ainda hoje, caso seja aprovado pelo conselho da Petrobras. Observadores próximos indicam que a família Geyer - controladora da Unipar, principal acionista da Quattor - receberá um valor de cerca de R$ 800 milhões para sair do negócio. O controle da nova empresa, que está sendo chamada de Nova Braskem, será dividido entre a Petrobras (49%) e a Braskem (51%). Essa configuração foi uma forma de evitar críticas a respeito de uma reestatização do setor.
O mercado esperava o fechamento da operação entre o fim do ano passado e o início deste ano, mas questões como a indicação de cargos para a nova empresa e a participação da Braskem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) emperraram as negociações. A Petrobras chegou a comentar esta semana que pretende ampliar o polo petroquímico do Rio mesmo que ainda não tenha fechado acordos sobre a participação de empresas privadas no empreendimento.
Composto por representantes do governo, como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o conselho de administração da Petrobras se reúne hoje pela primeira vez no ano. A pauta do encontro não é divulgada pela estatal, mas fontes próximas garantem que a incorporação da Quattor pela Braskem será apreciada. Caso aprovada, a operação pode ser divulgada antes da abertura da Bolsa de Valores de São Paulo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário