quarta-feira, 6 de abril de 2011

Investidores minimizam intervenção estatal na Vale

Rio de Janeiro - A saída do presidente-executivo da Vale é um claro exemplo da crescente intervenção estatal na maior economia da América Latina, mas os investidores parecem estar ávidos demais por se unirem ao boom mundial das commodities para se preocuparem excessivamente com isso.

O governo da presidente Dilma Rousseff usou a influência do Estado como importante acionista da Vale para pressionar por um novo executivo para o cargo, como resposta às críticas de que a empresa não estava fazendo o suficiente para estimular a economia no país.

Mas os investidores estão se acostumando a uma maior presença do Estado nos mercados emergentes e ainda veem a economia em expansão e o arrojado setor de commodities do Brasil como motivos para deixar de lado a presença do governo.

"Acho que estão fazendo barulho demais sobre a substituição do presidente-executivo da Vale porque isso não altera nenhuma das razões macro para se investir no Brasil", disse Marc Fogassa, gerente associado da Hedgefort Capital Management em Pasadena, na Califórnia, Estados Unidos.

As ações da Vale subiram 0,12 por cento, passando a 48,30 reais na terça-feira.

Nos últimos anos, o governo brasileiro tem ampliado sua presença na regulamentação da economia por meio de novas normas no setor petrolífero, de restrições à compra de terras por estrangeiros e uma proposta para endurecer as leis de mineração.

O governo tem assumido um papel ativo na condução das políticas da Petrobras. Deu impulso à oferta de ações de 70 bilhões de dólares, o que provocou protestos de acionistas minoritários, e tem insistido em que a companhia petrolífera estatal compre equipamentos de fabricantes nacionais.

Mas no Brasil, os encargos da intervenção estatal vêm com um claro benefício: acesso a imensos depósitos de recursos naturais, tais como petróleo e ferro, num momento em que o preço das commodities continua em ascensão.

Confira a matéria completa em http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/investidores-minimizam-intervencao-estatal-na-vale--2

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