SÃO PAULO - O Ibovespa chegou à última quinta-feira (14) acumulando perdas de 4,19% desde o dia 8 de abril, após cinco sessões seguidas de quedas. O desempenho do índice foi pressionado pelo setor imobiliário e pelas ações da Petrobras (PETR3, PETR4). Lá fora, o clima instável era ditado por investigações de fraudes hipotecárias de grandes bancos norte-americanos e indicadores mistos.
O mercado sentiu também o temor de que a China anunciasse na última madrugada, junto a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto), novas medidas de restrição para tentar combater a inflação. Mesmo com a esperada redução da atividade, o aumento de preços permanece preocupante na aquecida economia do país.
A atividade cresceu 9,7% no primeiro trimestre de 2011 frente ao mesmo período de 2010, enquanto o mercado esperava por expansão de 9,4%. Além do aquecimento da economia, os investidores avaliam a inflação anual ao consumidor de 5,4% em março, maior que a alta de 5,2% indicada pelas projeções de analistas.
Ainda que os dados na China possam minar parte do humor do investidor, o analista técnico da XP Investimentos, Gilberto Coelho, destaca que o ciclo repetitivo de altas e baixas históricas do Ibovespa indica para uma chance de apenas 3,5% de mais um dia de baixas. "O Ibovespa não pode perder mais 1.500 pontos. Com isso chega perto das resistências de 66.000 e 65.500 pontos e pode ir para uma tendência de baixa", diz Coelho.
EUA trazem agenda cheia
Na agenda, Wall Street também ganha destaque, enquanto os indicadores domésticos são escassos. Nos Estados Unidos, serão revelados os núcleos de preços CPI, a sondagem industrial na cidade de Nova York, a produção industrial em março e o índice de confiança do consumidor pela Universidade de Michigan.
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2086714-direto+ponto+dados+china+preocupam+mas+dia+tende+ser+alta
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário