Conhecido como o "Buffett canadense", o presidente do grupo Brookfield conseguiu reforçar o caixa durante a crise mundial. Agora chegou a hora de gastar, e o alvo é o Brasil.
Embora seja um completo desconhecido dos brasileiros, o executivo na foto ao lado mantém uma antiga relação com o Brasil. Desde 2002, quando assumiu o comando mundial da Brookfield Asset Management (ex-Brascan).
O canadense Bruce Flatt esteve no país pelo menos 40 vezes, segundo suas contas. Para conhecer de perto os projetos da empresa no país, já circulou por canteiros de obras no Rio de Janeiro, vistoriou plantações de cana-de-açúcar em São Paulo e sobrevoou hidrelétricas em Minas Gerais. Em sua última visita, Flatt viveu uma experiência inédita. Pouco antes da meia-noite de 10 de novembro, foi surpreendido em São Paulo pelo apagão que atingiu 18 estados enquanto tentava realizar uma teleconferência com seus executivos no Canadá. Horas antes, diante da falta de luz no restaurante onde conversava com a reportagem de EXAME, Flatt reagiu com uma piadinha: "Isso não é luz da Brookfield!" A empresa tem 34 hidrelétricas no Brasil e pretende construir mais cinco a partir do ano que vem.
As novas usinas são parte do plano de Flatt para o Brasil. Dos 90 bilhões de dólares que a Brookfield administra em 15 países, hoje 9 bilhões estão no Brasil. Trata-se de um investimento que, segundo Flatt, deve ser multiplicado por três nos próximos dez anos. "De todos os países do Bric, o Brasil foi onde escolhemos investir", diz.
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