Companhia atua em 86 cidades do país e chega ao varejo de SP em 2010.Segundo analista, empresa é líder 'crescimento e rentabilidade' no setor.
A operadora de telecomunicações GVT, com sede em Curitiba, é hoje alvo de disputa acirrada pela espanhola Telefônica e pelo grupo francês Vivendi, que ainda não atua no país. Os acionistas avaliam as propostas desde setembro. Essa briga levou as ações da empresa a uma valorização de cerca de 45% nos últimos três meses, com os investidores correndo atrás dos papéis.
Segundo a analista da Link Corretora Maria Tereza Azevedo, a disputa teve início com uma oferta feita pela Vivendi pelo controle da companhia, a R$ 42 por ação. Um mês depois, a Telefonica entrou na briga, e ofereceu R$ 48. Antes que a Vivendi fizesse a contraproposta esperada, a empresa espanhola aumentou o valor oferecido, na última quinta-feira, para R$ 50,45.
A empresa teve lucro de R$ 57,2 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 14,8 milhões de igual período de 2008. A base total de linhas vendidas está em 2,56 milhões, segundo números de 30 de setembro. A empresa é negociada em bolsa e suas controladoras são os grupos Swarth Investment, dos EUA, e europeia GVT Holland.
"O mercado está precificando essa oferta", explica Maria Tereza. Trocando em miúdos, isso significa que os investidores estão fazendo subir o preço das ações ao correr atrás das mesmas, já esperando vendê-las a R$ 50,45. Entretanto, no fechamento de sexta-feira (6), os papéis da companhia já superaram este patamar, fechando R$ 53,50.
Quem é a GVT
A GVT começou a operar comercialmente em 2000, nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte do país. Atualmente, atende consumidores residenciais e corporativos em 86 cidades distribuídas em 15 estados.
Nos últimos dois anos, a companhia chegou aos mercados de Belo Horizonte, Contagem e Betim, em Minas Gerais; Salvador, na Bahia; além de Vitória e Vila Velha, no Espírito Santo. Nas duas últimas, começou a prestar serviços no primeiro semestre de 2009.
"A GVT hoje é a empresa do setor, entre as de capital aberto, com o maior crescimento e a maior rentabilidade", diz Maria Tereza. "Realmente é um ativo muito interessante, principalmente para quem quer entrar em banda larga. Eles têm uma estrutura muito boa, é uma empresa muito bem gerenciada, com excelentes margens."
Para a Vivendi, a aquisição seria a chance de colocar os pés no Brasil. Mas ela explica que a compra da GVT teria uma uma função estratégica para a Telefonica: "Seria uma oportunidade de sair da região onde está e começar a atuar no resto do país. Mas mais importante seria proteger o mercado de São Paulo da entrada de um novo player (concorrente)", afirma.
Planos
Para 2010, há planos de ampliar a participação nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, onde a companhia atende hoje apenas o mercado corporativo. Segundo a GVT, para a expansão no próximo ano, a empresa vai investir até R$ 850 milhões nos cinco municípios escolhidos no Sudeste e Nordeste.
Ainda sobre apostas da companhia, considerando principalmente a construção de novos acessos de telefonia e banda larga nos novos mercados, a GVT deverá investir R$ 630 milhões em 2009. Neste último trimestre do ano, a empresa está chegando a três novos municípios: Serra, no Espírito Santo; Recife e Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.
Na lista de serviços oferecidos pela GVT estão telefonia fixa, banda larga, internet, um serviço de voz sobre IP (com a marca Vono), além de serviços específicos para as grandes empresas, como o 0800 e internet corporativa.
Os serviços podem ser adquiridos em pacotes ou não, segundo a companhia. A diferença é que, ao escolher pacotes, o comprador pode economizar entre 30% e 50%, segundo a empresa. O VoIP, para o consumidor que não conhece, é um telefone fixo que usa uma tecnologia diferente da tradicional.
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