terça-feira, 29 de setembro de 2009

Como obter um retorno de 1% ao mês com risco baixo

A queda dos juros acabou com a farra dos investimentos com retorno alto e risco baixo; veja três opções que rendem mais que os títulos públicos.

É indiscutível que já era hora de o Brasil ter taxas de juros mais civilizadas. Entre outras benesses, a queda da Selic para um dígito vai favorecer investimentos em infraestrutura, permitir que o setor privado tenha maior acesso a crédito, incentivar os investimentos em bolsa de valores, desenvolver o mercado imobiliário e permitir ao país um maior planejamento de longo prazo.

No entanto, para os poupadores que se acostumaram a obter retornos atraentes com risco baixo em aplicações de renda fixa, a vida ficou bem mais difícil. Hoje, com a Selic em 8,75% ao ano, o rendimento dos títulos públicos pode ser considerado pífio se comparado ao de dez anos atrás. No início de 1999, em seus primeiros dias à frente do Banco Central, o ex-presidente da instituição Arminio Fraga chegou a jogar os juros para 45% ao ano como forma atravessar a crise de confiança enfrentada pelo Brasil logo após a desvalorização do real.

A primeira consequência da redução da Selic deve ser o aumento do apetite por risco. Quem é conservador e se acostumou a ganhar muito dinheiro com aplicações em títulos públicos, provavelmente terá de apostar agora em fundos mais arrojados de renda fixa ou multimercados. Abaixo o Portal EXAME explica algumas alternativas de risco baixo que ainda podem garantir um rendimento de até 1% ao mês. Pode parecer pouco, mas não é. Títulos públicos ou caderneta de poupança pagam ao investidor um retorno inferior a 0,70%.

Às alternativas:
1- Fundos multimercados "low vol": como qualquer multimercado, esses fundos podem aplicar o dinheiro do cotista em diversas classes de ativos. No entanto, os fundos "low vol" prometem ao investidor, muitas vezes em contrato, uma pequena volatilidade ao longo do mês, de no máximo 3%, por exemplo. Isso significa que o ganho ou a perda mensal dessa aplicação não pode ultrapassar esse percentual. Os fundos "low vol" oferecem baixo risco ao investidor porque a maior parte dos recursos fica investida em títulos públicos. Só uma pequena parcela é direcionada a papéis de renda variável, entre eles ações e contratos de opções. Mesmo que o gestor faça uma aposta errada em uma dessas operações, como o resto do patrimônio do fundo estará aplicada em papéis bem mais seguros, a perda será muito pequena.

Por outro lado, se uma pequena operação no mercado de opções for bem-sucedida, a valorização do contrato pode ultrapassar 500%, gerando ao cotista um ganho superior ao do investimento só em títulos públicos.

"Esse produto foi desenvolvido para o investidor que quer risco baixo. Pode ser uma pessoa física acostumada a ganhar com títulos públicos, mas que agora quer dar uma pequena turbinada na aplicação. Também pode ser um fundo de pensão que já direciona boa parte de seus recursos em renda variável e quer deixar o resto em algo levemente mais arriscado que a renda fixa", diz Jacob Weintraub, sócio-gestor da Oren Investimentos. Segundo ele, recentemente o fundo "low vol" da Oren tem conseguido entregar aos cotistas um retorno próximo a 140% do CDI, equivalente a 1% ao mês.

2 - Debêntures: são títulos de dívida privada bastante usados por empresas que querem fazer investimentos. Funcionam da mesma forma que os títulos públicos emitidos pelo governo. O Tesouro Direto, inclusive, é considerado por especialistas uma boa forma de as pessoas físicas darem seus primeiros passos no mercado de renda fixa. O movimento seguinte seria investir em debêntures, que costumam pagar um juro maior que o dos papéis do governo. Em uma emissão em julho, por exemplo, a TAM emitiu debêntures com vencimento em 2013 que pagam um rendimento de 126,5% do CDI. Não é o suficiente neste momento para atingir um retorno de 1% ao mês, mas isso deve acontecer com a provável alta dos juros no próximo ano. Os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2011 negociados na BM&F já superam 10% ao ano. Para os analistas do banco britânico Barclays, o Banco Central deve começar a elevar a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) a partir de julho e projetam um juro de 10,75% em dezembro do próximo ano.

Notícia retirada do site: http://portalexame.abril.uol.com.br/financas/como-obter-retorno-1-ao-mes-risco-baixo-501552.html

Clique no link para ver a notícia completa.

Nenhum comentário: