quarta-feira, 9 de setembro de 2009

As ações que já superaram a crise global

Passado quase um ano desde a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, grande parte das ações negociadas diariamente na Bovespa já recuperou as perdas com a crise financeira global. Segundo dados da Economática, mais de 100 papéis valem atualmente mais que em 12 de setembro de 2008, véspera da quebra do Lehman.

Algumas delas acumularam forte valorização, como é o caso das ações da LLX Logística, do empresário Eike Batista, e da Nossa Caixa, que dobraram de valor no período. Em ambos os casos, a alta foi impulsionada por aquisições. A Nossa Caixa foi comprada em novembro do ano passado pelo Banco do Brasil, que pagou 5,4 bilhões de reais pelo banco paulista. Já a LLX contratou em abril desse ano um assessor financeiro para avaliar a venda de parte da empresa para um investidor estratégico. Desde então, as ações da companhia dispararam mais de 250%.

E, pelos cálculos da corretora Brascan, vão continuar subindo. A instituição estima um potencial de alta de 46% para os papéis da empresa, que poderiam chegar a 8,01 reais. Além da possível venda de parte da companhia, a Brascan destaca a competência da direção da LLX e sua moderna infraestrutura portuária como diferenciais competitivos.

Outra empresa de Eike Batista, a OGX Petróleo, também conferiu aos investidores ganhos polpudos. Desde o início da crise, os acionistas viram suas ações subirem 90%. E, para a corretora Itaú, os ganhos não devem parar por aí. Dias atrás, a instituição elevou sua projeção para as ações da companhia de 1.319 reais para 1.479 reais - o que representa um potencial de alta de 45%. Em entrevista à repórter Giuliana Napolitano, Wayne Kozun, vice-presidente do fundo de pensão canadense Ontario Teachers Pension Plan, um dos 15 maiores fundos de pensão do mundo, disse preferir investir na OGX de Eike Batista que na Petrobras. Kozun justificou sua escolha ao afirmar que o compromisso da empresa privada é com o acionista, enquanto a estatal pode ser usada para fazer política social.

Nenhum comentário: