quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Como fugir dos juros altos

Veja quais são os empréstimos mais baratos e adequados a seu perfil entre dez modalidades de crédito bastante comuns para pessoas físicas.

Em geral, quanto mais uma pessoa precisa de um empréstimo, maior serão os juros que os bancos vão cobrar por ele. Afinal, é natural que o cliente que não esteja atolado em dívidas e tenha como comprovar boa capacidade de pagamento possa ter acesso a um crédito mais barato. O que muita gente não sabe, no entanto, é que a escolha da modalidade de crédito correta para determinado objetivo e perfil de cliente pode até ter mais influência na taxa que será paga do que as garantias oferecidas pelo tomador.

O Portal EXAME analisou dez modalidades de crédito bastante comuns entre pessoas físicas. Muitas dessas linhas têm nomes e condições pouco compreensíveis para a população brasileira. A boa notícia é que mesmo quem que não tenha um emprego com carteira assinada ou que não possa comprovar renda pode conseguir um empréstimo sem aceitar pagar os juros superiores a 10% ao mês cobrados pelas empresas cartão de crédito ou financeiras.

Além disso, a queda dos juros básicos da economia brasileira (Selic) para o menor nível histórico derrubou também as taxas bancárias. Segundo a Associação Nacional de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os juros para a pessoa física alcançaram em agosto o menor patamar desde 1995, quando a pesquisa da associação começou a ser realizada. "As taxas de juros das operações de crédito deverão melhorar ainda mais neste segundo semestre", avalia Miguel José Ribeiro, presidente da Anefac, que cita, entre outros motivos, a queda da inadimplência motivada pela recuperação econômica.

Antes de aproveitar as taxas mais atraentes, no entanto, confira abaixo quais são as modalidades de crédito mais baratas e adequadas a seu perfil:

CRÉDITO IMOBILIÁRIO
Como funciona: é necessário fazer um cadastro nas instituições habilitadas com documentos do imóvel. A instituição verifica se o valor do empréstimo é compatível com o imóvel a ser comprado. Pagamento em parcelas fixas.
Onde obter: bancos privados, Caixa Econômica Federal, construtoras e incorporadoras.
Quem tem direito: sem restrições, basta ter o nome limpo
Finalidade: financiamento de casas, apartamentos e imóveis comerciais.
Juro mensal médio: 0,8% (varia de acordo com o valor do imóvel e do prazo de pagamento).
Vantagens: prazos longos, podendo chegar a até 30 anos.
Cuidados: pesquise parcelas e juros entre as instituições. Não comprometa mais do que 25% da renda porque o prazo de pagamento costuma ser longo.

LEASING
Como funciona: alternativa de financiamento a médio ou longo prazo. É uma espécie de aluguel, mas ao final do contrato o consumidor fica com o bem. Esse sistema é bastante usado em compras de veículos, por exemplo. O contrato de leasing estabelece que o veículo ficará em nome do banco até que todas as suas parcelas sejam quitadas. Nesse meio tempo, entretanto, o banco cede ao comprador o direito de utilizar o veículo. O pagamento é feito por meio de um número determinado de prestações mensais.
Onde obter: concessionárias e bancos (para o caso de outros bens).
Finalidade: utilizado, principalmente, para aquisição de automóveis.
Quem tem direito: sem restrições, basta ter o nome limpo.
Juro mensal médio: 2%.
Vantagens: Não há incidência de IOF.
Cuidados: Pode ser cobrada a Taxa de Abertura de Crédito (TAC), taxa de cadastro e seguro do bem. Há também multa com juros no caso de inadimplência e não há rescisão unilateral de contrato.

CRÉDITO CONSIGNADO
Como funciona: as prestações são descontadas diretamente do salário e das pensões recebidas do INSS. A margem consignável, que é o valor máximo da renda a ser comprometida, não pode ultrapassar 30% do valor da aposentadoria ou pensão recebida pelo beneficiário. É dividida em 20% da renda para empréstimos consignados e 10% exclusivamente para o cartão de crédito, com prazo de até 60 meses.
Onde obter: bancos e financeiras.
Quem tem direito: aposentados, pensionistas, funcionários públicos e trabalhadores com carteira assinada de empresas que têm convênios com bancos.
Finalidade: utilizada para aquisição de bens em geral ou para quitar dívidas com cheque especial e cartões de crédito. É comum que o beneficiário faça empréstimo para alguém da família que está com nome sujo.
Juro mensal médio: 2,5%.
Vantagens: baixa taxa de juros, não há consulta ao SPC, não é permitida a cobrança da (TAC)Cuidados: pesquise taxas de juros.


Notícia Retirada do Site: http://portalexame.abril.com.br/financas/como-fugir-juros-altos-500279.html

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