A Embraer anunciou no final da quinta-feira que assinou um memorando de entendimento com a chinesa CDB Leasing para financiamento e leasing de aeronaves que pode alcançar até US$ 2,2 bilhões nos próximos três anos.
O acordo tem como objetivo aumentar oportunidades de aquisição de aeronaves da Embraer dentro da China e no exterior, focado no desenvolvimento da aviação regional na China, informou a Embraer em comunicado.A CDB Leasing é a maior companhia financeira de leasing mantida pelo China Development Bank, e uma das mais importantes instituições internacionais de financiamento de aviação, afirma a fabricante brasileira de aviões.
O acordo permite à CDB Leasing oferecer financiamento a companhias aéreas e também pode permitir à instituição considerar a compra direta de aeronaves da Embraer para leasing. "Em qualquer um dos casos, a Embraer indicará possíveis clientes para o CDB Leasing", informa a empresa brasileira.
Na quarta-feira (9) o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) informou que ampliará em 2010 pelo segundo ano seguido sua participação no financiamento de vendas de aviões pela Embraer.
Para o próximo ano o presidente-executivo da empresa, Frederico Curado, calcula que o BNDES financiará cerca de 60% dos aviões que forem entregues a clientes no segmento de aviação comercial. Com base nas projeções de receita para o ano que vem --de pouco menos de US$ 5 bilhões, sendo três quintos disso com aviões civis--, chega-se a um total de quase US$ 1,8 bilhão em desembolsos pelo BNDES a clientes da Embraer nos próximos 12 meses.
Curado disse que 2010 será um ano tão ou mais difícil que 2009 para as fabricantes de aviões, com a demanda por novas aeronaves ainda fraca sob efeito da crise econômica global do final de 2008.
"O mercado continua deprimido. As companhias aéreas estão perdendo dinheiro este ano e vão perder no ano que vem. Os sinais de recuperação no exterior são relativamente frágeis", afirmou.''No front interno, no entanto, a receita da Embraer com as vendas no Brasil vai atingir cifra inédita de R$ 500 milhões, representando cerca de 10% do faturamento total da companhia projetado para 2009.
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