quarta-feira, 22 de julho de 2009

Com corretagem a R$ 5, Tov salta no ranking de home broker

Corretora sai da 29ª posição em 2008 para o terceiro lugar em 2009 e espera tirar a liderança da Ágora já no ano que vem

Portal EXAME -
Vinte e seis posições. Esse foi o salto que a corretora Tov deu no ranking das maiores corretoras em home broker no último ano. A instituição, que no primeiro semestre de 2008 aparecia no longínquo 29º lugar, agora é a terceira no atendimento a pessoas físicas, atrás somente de Ágora e Bradesco (veja na tabela abaixo).

O crescimento no volume de negócios, que passou de 135,5 milhões de reais em junho de 2008 para 2,7 bilhões de reais no mês passado, foi motivado pela política agressiva de preços da corretora. Há um ano, a Tov baixou para 5 reais sua taxa de corretagem, independentemente do valor da operação, enquanto grande parte da concorrência trabalhava com taxas entre 0,5% e 2% do valor movimentado. "Criamos um novo patamar de preços, que começou a ser seguido por outras corretoras", diz Carlos Fraga, diretor de Negociação Eletrônica da Tov.

O modelo, baseado no ganho pela quantidade de operações, foi possível graças ao aumento no número de pequenos investidores na Bovespa. Entre janeiro de 2007 e o final do ano passado, a quantidade de pessoas físicas aptas a operar ações na bolsa dobrou, ultrapassando a casa de 500.000. "Essa estratégia era inviável alguns anos atrás porque o acesso de pessoas físicas à Bovespa era muito pequeno. Mas, hoje, o cenário é outro", diz Fraga.

Poucos foram os pequenos investidores que deixaram o mercado acionário devido à crise global. Ao final de junho, 521.196 contas estavam ativas, segundo a Bovespa. E, para a Tov, ainda há muito espaço para crescer. A estratégia agora, porém, não é mais baixar preços. "Nós vamos ampliar e melhorar nossos serviços", revela Fraga. O executivo acredita que, no futuro, será possível deixar de cobrar taxa de corretagem dos clientes, a exemplo dos Estados Unidos. "A remuneração da corretora viria dos serviços, não da corretagem", explica. Mas, para isso, é necessário que o mercado se ganhe corpo.

Acreditando nesse potencial, a Tov já se prepara para abrir ao menos 10 novos escritórios por mês até o final do ano. A corretora focará principalmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste do país e em localidades fora das grandes capitais, onde, segundo Fraga, a bolsa ainda não chegou, apesar do forte crescimento econômico dos últimos meses. "Os investidores dessas regiões têm recursos, mas não dispõem de bons serviços. Eles gostam de ir até o escritório e conversar com um especialista", diz Fraga.

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