Por Giuliana Napolitano | 03/07/2009 - 16:16
Há cerca de dois anos, começou a ganhar força uma tese que dizia que a economia e as bolsas de países emergentes estavam "descolando" dos países ricos - ou seja, que estavam ganhando vida própria e sofrendo menos influência externa. Era o que parecia estar ocorrendo em 2007, quando os mercados de países como Brasil, China e Índia tiveram desempenhos muito superiores aos dos Estados Unidos e da Europa. Alguns exemplos: o Índice Bovespa fechou aquele ano com alta de 44% e o SSE Composite, da China, subiu quase 170%, enquanto o S&P 500, da Bolsa de Nova York, valorizou apenas 3,5% e o FTSE-100, de Londres, ganhou 4%.
Veio a crise de 2008 e a teoria perdeu espaço - na verdade, foi quase ridicularizada por alguns economistas e profissionais de mercado. Afinal, as previsões de crescimento econômico mudaram para todos os países e houve uma queda generalizada das bolsas no mundo todo - apesar de a origem da crise estar nos Estados Unidos.
Bom, recentemente, a tese do descolamento voltou. Um relatório de Ilan Goldfajn, que agora é economista-chefe do Itaú Unibanco, faz uma análise interessante sobre isso. Diz ele: "Renasce a possibilidade da diferenciação (entre países emergentes e desenvolvidos). As economias emergentes estão liderando a retomada. A China, sob considerável impulso fiscal e monetário, está investindo mais e alavancando o crescimento - seu e da região."
Qual é a importância disso? Para quem investe em ações, esse tipo de análise dá uma pista do que pode influenciar o comportamento da Bovespa. Ok, mas a questão é: até quando dura essa nova fase?
domingo, 5 de julho de 2009
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