segunda-feira, 27 de julho de 2009

Até a indústria automobilística já dá sinais de retomada

Para o Banc of America-Merrill Lynch, montadoras já dão sinais de melhora em países emergentes - e até mesmo nos EUA e Europa
| 23.07.2009 | 8h45

Portal EXAME -
Desde a eclosão da crise global em setembro de 2008, a indústria automobilística mundial foi o segmento mais afetado pela escassez de crédito. As vendas despencaram em praticamente todos os países. Fora do sistema financeiro, o maior símbolo da crise foi a derrocada da General Motors, que chegou a pedir uma breve concordata. A empresa enfrentava dificuldades desde 2005, mas a concordata era considerada uma medida extrema para uma corporação que já foi símbolo de prosperidade econômica. Outras montadoras - como a Chrysler, a Ford e até mesmo a competente Toyota - anunciaram perdas bilionárias nos últimos meses. Especialistas, no entanto, já começam a ver a luz no fim do túnel.

Em estudo realizado pelo Banc of America Securities-Merrill Lynch, analistas afirmam que a retomada da indústria automobilística será reflexo da reestruturação das economias desenvolvidas. Nos Estados Unidos, a crise fez com que as montadoras pedissem ajuda ao governo para manter suas operações. A GM, por exemplo, até então a maior montadora do mundo, enxugou as operações, demitiu milhares de funcionários, fechou fábricas e vendeu unidades inteiras. A expectativa é de que a produção só retome os patamares pré-crise ao final de 2010.

Durante o ápice da crise, as vendas também caíram nos países emergentes, mas registraram uma forte recuperação recentemente. Os analistas do banco afirmam que 2010 vai marcar a retomada dos mercados emergentes e a China vai tomar o lugar dos Estados Unidos como o maior mercado automobilístico em número de veículos.

O relatório afirma que a recessão global será seguida por um período de um crescimento econômico mais lento do que o registrado nas últimas duas décadas. Além de políticas de incentivo dos governos, a corretora acredita que o setor automotivo também dependerá de inovações tecnológicas que favoreçam o consumo de mais veículos. "Um avanço na autonomia dos veículos, por exemplo, poderia impulsionar a demanda e a produção nos próximos anos", diz a Merrill Lynch.

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