Por Giuliana Napolitano | 22/07/2009 - 10:43
A equipe de análise de renda variável do Bank of America-Merrill Lynch publicou ontem um relatório com previsões para as bolsas da América Latina. Foram analisados três países - Brasil, Chile e México - e o Brasil aparece na posição mais favorável. Os analistas recomendam investir nas ações do país e esperam uma valorização de 24% para o Índice Bovespa nos próximos 12 meses. Para a bolsa chilena, a alta estimada é de 6%; para a mexicana, de 12%.
Como já escrevi outras vezes, é pouquíssimo provável que qualquer analista acerte em cheio o percentual de valorização de qualquer bolsa. Por que ler esses relatórios então? Porque, muitas vezes, eles traçam um panorama interessante sobre a situação da economia brasileira e da bolsa, que pode ajudar os investidores a tomarem decisões. É o caso desse relatório do Bank of America-Merrill Lynch.
O banco enxerga duas razões principais para otimismo com o Brasil - e as duas tem a ver com a queda da taxa básica de juros da economia, a Selic. São elas:
- Crescimento de 4,5% do PIB, favorecido pela queda dos juros e por algum benefício fiscal dado pelo governo. Se a previsão se confirmar, o Brasil será uma das poucas economias a ter uma expansão maior que 4% em 2010, de acordo com o banco. Isso faria os lucros das empresas brasileiras crescerem 14% no próximo ano.
- Aumento dos investimentos de pessoas físicas e investidores institucionais na bolsa, em razão da queda dos juros, que reduz o retorno das aplicações de renda fixa.
Diante desse cenário, as ações indicadas pelo Bank of America são: AmBev, CCR, Cemig, Itaú, MRV, Petrobras, Redecard, Usiminas e Vale.
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