Cemig lidera queda da Bovespa após anúncio de compra da Terna
Preço pago pela companhia e dúvidas sobre como a aquisição será financiada pesam sobre os papéis da Cemig
Portal EXAME -
O mercado não recebeu bem a aquisição da Terna pela Cemig, fechada na madrugada desta sexta-feira (24/4). Há dúvidas sobre como a companhia mineira vai financiar a compra. Além disso, parte dos analistas avalia que o preço pago pela Terna foi elevado. O descontentamento dos investidores é expresso pela forte queda dos papéis da Cemig neste pregão.
Por volta das 12h45, as ações preferenciais da empresa (CMIG4, sem direito a voto) recuavam 3,70%, cotados a 32,81 reais - a maior queda da sessão. No mesmo instante, o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, operava em alta de 1,76%, a 46.608 pontos. Já as units da Terna Participações (TRNA11, composta por duas ações preferenciais e uma ordinária), que serviram de base para o negócio, disparavam 16,80%, cotadas a 36,85 reais.
O valor oferecido pela Cemig aos italianos da Terna SPA, atuais controladores da transmissora de energia brasileira, é de 40,29 reais por unit. Isso equivale a um prêmio de 27,7% sobre os 31,55 reais com que os papéis fecharam a quinta-feira (23/4).
O preço que a Cemig pagará foi considerado alto por alguns analistas. Em relatório reproduzido pela agência de notícias Bloomberg, a corretora Raymond James & Associates declara apoiar a transação, mas afirma que sua primeira impressão é de que o valor da compra foi muito elevado. A Cemig pagará à italiana Terna SPA, atual controladora da companhia, 2,330 bilhões de reais por 65,86% do capital total.
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