Analistas acreditam que estímulo governamental se manterá centrado na demanda doméstica e terá pouco efeito para países em crise
| 31.03.2009 | 9h35
Portal EXAME -
Quando a crise financeira começou a atingir a economia real, alguns apostaram que os mercados emergentes, em especial o chinês, poderiam manter o planeta em crescimento. Porém, a China ainda não é a locomotiva do mundo, na visão dos analistas do Banc of America Research-Merrill Lynch.
O analista Ricardo Barbieri, que esteve na China na semana passada, afirma em relatório que o crescimento chinês está muito abaixo do verificado nos últimos anos. O Banco Mundial estima que o PIB tenha registrado uma expansão anualizada de apenas 2,5% no quarto trimestre.
Mesmo assim, há sinais de que o país asiático está em situação bem melhor do que as economias mais desenvolvidas.O plano de investimentos em infraestrutura deve agregar cerca de 4,9 pontos percentuais ao PIB deste ano, segundo estimativas também do Banco Mundial.
"Contudo, o impacto de cada ponto adicional no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no resto do mundo provavelmente será menor que o dos últimos anos", afirmou o analista.
Sem poder contar com o aumento da demanda externa, o foco das medidas tomadas pelo governo chinês tem sido a manutenção dos níveis elevados da demanda interna.
O pacote de medidas para a infra-estrutura deve mais do que dobrar o déficit público. Além disso, o governo já reduziu a taxa básica de juros cinco vezes e diminuiu o recolhimento dos depósitos bancários quatro vezes desde o início da crise.
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