terça-feira, 28 de abril de 2009

A gripe suína e os mercados 1/2

Por Cláudio Gradilone | 27/04/2009 - 14:49

O susto do dia nesta segunda-feira, dia 27 de abril, chama-se gripe suína. Consta que ela já matou 22 pessoas no México, e há rumores não confirmados de vítimas nos Estados Unidos, Canadá e Espanha. Como qualquer susto, a gripe suína leva as pessoas a agir em pânico e a tomar decisões incorretas, o que costuma gerar boas oportunidades de investimento no mercado.

Para entender melhor o que é esse problema, nada como passar a manhã conversando com quem entende do assunto. As conversas renderam o seguinte:

- a gripe suína, como qualquer gripe, é uma doença viral. Ou seja, provocada por um vírus. Isso faz toda a diferença.

- os virus são os microorganismos que mudam mais rapidamente. Enquanto você lê este post, algo que deve levar mais ou menos cinco minutos, já devem ter surgido algumas cepas novas de vírus da gripe. Isso vai continuar enquanto houver vida na Terra.

- por isso os virus são tão difíceis de combater: eles não são muito poderosos, mas são incontáveis. Para ficarmos em uma metáfora militar, pense em um general que pudesse mandar milhões e milhões de soldados para a morte todos os dias, continuamente, sem que o seu estoque de tropas diminuísse. Em algum momento, um desses milhões de soldados encontraria uma brecha nas defesas do corpo e faria um estrago. Por isso pegamos gripe no início do outono, quando a umidade aumenta e as temperaturas baixam. Mais frágeis, nossos organismos exibem mais brechas.

Dito isso, o que a gripe suína tem de novidade? Não muito, infelizmente. Nos últimos cinco anos, duas cepas de gripe, a Sars e a gripe aviária, fizeram estragos na Ásia, e esses estragos se espalharam pelo mundo devido à eficiência das empresas de transporte aéreo (onde não tem Infraero, claro).

Essas doenças surgiram a partir de mutações de virus que atacam galinhas e porcos e que passam a atacar humanos. As irrupções de gripe costumam ocorrer em países pobres e com forte base agrícola, onde animais e pessoas costumam dividir os mesmos ambientes.

Como tudo isso pode afetar os mercados? Leia no post abaixo.

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