segunda-feira, 9 de maio de 2011

Petróleo estende perdas e recua 2,63% em Nova York, com alta do dólar

SÃO PAULO - Os dados do mercado de trabalho norte-americano não foram suficientes para sustentar a recuperação dos contratos futuros de petróleo, que voltaram a fechar em queda nesta sexta-feira (6).

O relatório de emprego dos EUA eliminou parte dos temores de mercado acerca da demanda, já que com um mercado de trabalho mais aquecido, a procura por óleo deve seguir em um patamar elevado. Porém, as incertezas ainda são grandes, o que tem proporcionado uma recuperação nas cotações do óleo, que vinham em trajetória de forte alta. Nos últimos quatro dias, a commodity amargou desvalorização de 12%, o maior declínio desde dezembro de 2008.

O receio em relação à demanda se mostrava cada vez mais frequente, principalmente após o avanço dos estoques de petróleo, sinalizando que a demanda estava resfriada.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 109,13 no pregão desta sexta-feira, baixa de 1,51% em relação ao último fechamento. O contrato com vencimento em junho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 97,18 por barril, configurando uma baixa de 2,63% frente ao fechamento anterior.

Mercado de trabalho nos EUA
Na véspera o petróleo despencou mais de 8% após uma elevação acima das projeções para o número de pedidos de auxílio desemprego, deixando o mercado mais cético em relação ao Employment Report. Porém, parte da dúvida foi dissipada, já que houve abertura de 244 mil postos de trabalho em abril, acima dos 185 mil postos estimados. Já a taxa de desemprego subiu para 9,0%, ficando acima das expectativas do mercado, de 8,8%.

Dólar segura a recuperação
A recuperação do óleo foi bloqueada pelo dólar, que subiu na sessão frente às principais divisas. O ganho do dólar frente ao euro foi de 0,9%, chegando ao maior nível desde 19 de abril.

Após reunião do Banco Central Europeu, o mercado vê uma menor probabilidade de nova alta de juros na zona do euro no curto prazo, o que engatilhou uma correção no mercado de câmbio. O presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, afirmou que os riscos de inflação na zona do euro serão observados atentamente, sinalizando que o BCE poderá esperar para aumentar os juros.

Hora de fazer hegde
O Danske acredita que o valor justo para o Brent seja US$ 110,00, uma vez que o prêmio pago pelo risco político e o componente especulativo começa a arrefecer, e já não está mais nos preços. "Não podemos descartar novas quedas nos próximos dias, mas esperamos que os preços se recuperem nas próximas semanas e retornem para o patamar de US$ 110,00", afirmam os analistas do banco.

Como resultado, o Danske recomenda aos clientes que não tem hedges ligados ao petróleo em 2012 a construção de posicionamento com o preço atual do petróleo, uma vez que a commodity está ligeiramente abaixo de seu preço justo e deve subir no próximo ano. Apesar disso, o banco aponta que ainda há risco de algumas turbulências no mercado internacional nos próximos trimestres.

http://www.infomoney.com.br/commodities/noticia/2103866-petroleo+estende+perdas+recua+nova+york+com+alta+dolar

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