segunda-feira, 9 de maio de 2011

OGX segue pressionada e recua 12,97% na semana, maior queda do Ibovespa

SÃO PAULO - Embora alguns analistas vejam na queda acentuada das ações da OGX Petróleo (OGXP3) uma boa oportunidade de entrada, a pressão sobre elas continua. As ações ON da empresa encerraram mais uma semana com o pior desempenho do Ibovespa, acumulando perdas de 12,97% no entre os dias 2 e 6 de maio.

As ações chegaram a ensaiar uma reação no pregão desta sexta-feira (6), avançando 1,03% e cotadas a R$ 14,70 - o que não foi capaz, contudo, de reverter a tendência que já dura algum tempo.

A baixa também é amplificada pelo recuo das cotações de petróleo. A commodity segue pressionada pela incerteza que envolve a economia norte-americana, sobretudo com o temor de que a demanda não irá se manter em patamar elevado. A recuperação do dólar frente ao euro também estimulou o ajuste do óleo, caminhando para níveis mais baixos. Na véspera, a queda foi acima de 8% e neste pregão, o contrato de Nova York recuou 2,63%.

Estimativas não agradaram
O anúncio dos volumes de recursos líquidos em seus blocos nas bacias de Campos, Parnaíba e Colômbia teve uma repercussão amplamente negativa e no pregão imediatamente posterior ao anúncio, os papéis desabaram 17%. Os efeitos dessa leitura negativa ainda são sentidos, já que o papel vem em trajetória de queda.

A OGX comunicou a descoberta de indícios de hidrocarbonetos em poços de delimitação de Pipeline e Wakiki, o que foi visto como positivo e reduziu parte da pressão baixista em relação às suas ações. Porém as incertezas em relação aos investimentos da empresa continuam.

Revendo estimativas
O mercado também responde às decisões de alguns analistas, que optaram por uma revisão de estimativas para a companhia. O UBS, por exemplo, cortou o preço-alvo para as ações da OGX de R$ 27 para R$ 23 ao final deste ano, o que configura um potencial de valorização de 56,5% em relação ao último fechamento. A recomendação do banco para os papéis da companhia, porém, segue de compra.

A OGX prevê dar início à produção de petróleo no prospecto Waimea entre setembro e outubro, atingindo 40 mil boe (barris de óleo equivalente) diários no final de 2012, o que é menor do que as projeções anteriores, que davam conta do início da produção em agosto e com 60 mil boe diários produzidos no ano que vem. O conjunto dos fatos levou à redução no preço-alvo.

Essa decisão não foi isolada, já que outros bancos de investimento e corretoras se mostraram decepcionados com as estimativas de reserva e cortaram suas recomedações, fazendo com que investidores saíssem pesadamente do papel.

Mercado de Londres
Além disso, a semana trouxe a notícia de que Eike Batista deverá listar as ações de todas as empresas do grupo EBX na bolsa de Londres e a primeira a entrar no mercado londrino será a OGX.

Eike defende a operação como uma forma de expor melhor as ações. E esta melhor exposição ocorreria na bolsa britânica, já que as principais empresas ligadas ao setor de recursos naturais são negociadas por lá, tais como a BHP Billiton e a Rio Tinto.

Outras baixas
Em uma semana em que o Ibovespa caiu 2,59%, também tiveram uma performance ruim os papéis de Marfrig (MRFG3, R$ 14,35, -11,30%), Gerdau (GGBR4, R$ 17,12, -9,42%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 20,94, -8,68%), Usiminas (USIM3, R$ 23,82, -7,67%) e MMX Mineração (MMXM3, R$ 9,35, -7,61%).

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