SÃO PAULO – Os mercados de ações operam instáveis nesta segunda-feira (9), com os contratos futuros das bolsas norte-americanas em alta, mas os principais mercados europeus em queda, ajustando-se à redução dos ganhos em Wall Street no fim do último pregão, além de incorporarem os novos temores sobre a crise fiscal na Grécia.
Em Nova York, o Nasdaq sobe 0,62%, enquanto que na Europa a queda mais forte é identificada na Espanha, no Ibex 35, de 1,80%.
Na Europa, as atenções nesta segunda se voltam para as notícias de que as autoridades europeias devem reformular o plano de resgate grego, entendendo que o país não será capaz de levantar dinheiro emprestado nos mercados no começo do próximo ano, como está previsto no pacote de socorro de € 110 bilhões no país.
Nos Estados Unidos, não há divulgações importantes para esta segunda-feira entre os indicadores econômicos, mas segundo Miriam Tavares, da AGK Corretora, ainda nesta semana os investidores devem acompanhar os índices de preços (PPI e CPI), além das vendas no varejo, que “tendem a reiterar o cenário de consumo moderado e inflação baixa”.
No Brasil, dados de inflação roubam a cena nesta sessão, bem como o boletim Focus, que mostrou queda na expectativa para a inflação medida pelo IPCA (Índice de preços ao consumidor - Amplo), mas manutenção da mediana das projeções para o crescimento da economia do país e para a taxa Selic anualizada.
Europa em queda com notícia da Grécia
Os principais índices de ações europeus repetem a trajetória negativa dos pregões recentes e registram queda, desta vez pressionados pelas preocupações com a situação da economia na Grécia.
O setor financeiro aparece como destaque de queda. Em Londres, as ações do Barclays recuam 1,28% após o banco ter anunciado que vai usar provisões de £ 1 bilhão para compensar clientes que adquiriram seguros indevidamente. Já em Paris, os papéis do BNP Paribas marcam desvalorização de 2,15% e são acompanhados pelas ações do Société Générale, com queda de 2,07%, e do Crédit Agricole, com queda de 1,99%.
O chefe do banco francês Société Générale, Frédéric Oudéa, disse à CNBC que o setor bancário europeu é capaz de absorver a reestruturação da dívida grega. De acordo com ele, o impacto está sendo superestimado, uma vez que é uma dívida relativamente pequena.
Brasil está de olho na inflação
No Brasil, o pregão fechou positivo na última sessão e, nesta segunda, deve repercutir dados sobre inflação. O IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) mostrou variação de 0,50%, em abril, taxa inferior à registrada em março, de 0,61%.
Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 07 de maio apresentou variação de 1,05%, com aceleração de 0,10 ponto percentual da taxa registrada na última divulgação. Esta foi a maior taxa do IPC-S desde a primeira semana de fevereiro de 2011 (1,16%).
O boletim Focus, do Banco Central, também rouba as atenções nesta segunda. Ele mostrou que o mercado diminuiu a percepção de crescimento da inflação, esperando que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) feche o ano em 6,33%, ante 6,37% aguardados na medição anterior.
Quanto ao PIB (Produto Interno Bruto), houve manutenção pela sexta vez seguida, com a expectativa de que ele cresça 4%. No caso da Selic, o que se espera é que ela feche o ano em 12,50% ao ano, a mesma expectativa da medição anterior.
Japão contraria outras bolsas asiáticas e fecha em queda
A perspectiva de uma possível crise energética, por conta da polêmica com o uso de energia nuclear, fez o índice Nikkei contrariar o movimento positivo observado nas principais bolsas da Ásia e fechar o pregão desta segunda em queda.
Os investidores foram influenciados pelo pedido por parte do primeiro-ministro Naoto Kan de paralisação da usina nuclear de Hamaoka, uma vez que estudos indicaram possibilidade de forte tremor de terra nos próximos 30 anos. As incertezas sobre o impacto desta medida nas empresas que possuem produção na região também levaram os papéis de diversas empresas para o campo negativo.
O pregão na China, por sua vez, foi impulsionado pelas negociações norte-americanas na sexta-feira, que marcaram valorização seguindo o anúncio do relatório mensal de emprego, o qual revelou números melhores que o esperado, com a criação de 244 mil postos de trabalho em abril.
http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/2103977-com+grecia+radar+mercados+operam+instaveis+nesta+segunda
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