sexta-feira, 4 de março de 2011

Direto ao ponto: agenda dos Estados Unidos pode trazer otimismo ao pregão

SÃO PAULO - Ao fim de uma semana que trouxe tanto a melhora nas contratações privadas dos Estados Unidos em fevereiro, quanto a queda nos pedidos de auxílio-desemprego na última semana, a expectativa para o Relatório de Emprego norte-americano, a ser divulgado no pregão desta sexta-feira (4), não poderia ser melhor. A chance de uma forte recuperação no último mês faz com que este seja o principal motor para os ganhos do dia, repetindo o último pregão, enquanto a agenda doméstica segue agitada, com o IPCA (Índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo).

Na véspera, os indicadores positivos sobre a economia norte-americana sustentaram tanto os mercados internacionais quanto o Ibovespa, que fechou em alta de 1,28%, atingindo os 68.145 pontos, maior pontuação desde 26 de janeiro.

Relatório de Emprego e IPCA em pauta
Para o diretor da iCash Investimentos, Salomão Santos, a perspectiva de dados "muito bons" sobre o emprego nos Estados Unidos tendem ofuscar o cenário de crise política na Líbia. "O indicador tende a confirmar que a economia dos Estados Unidos está realmente pegando ritmo, para nortear a sessão", diz.

Com as fortes nevascas de janeiro deixadas de lado, em fevereiro o mercado de trabalho norte-americano tende a surpreender. O consenso de mercado aponta para um aumento de vagas cinco vezes superior aos 36 mil postos privados mostrados no mês anterior, para 185 mil.

Por aqui, grande expectativa pela divulgação do IPCA de fevereiro. Os analistas esperam por um avanço de 0,85% na passagem, próximo do patamar visto em janeiro, ante a desaceleração por parte do segmento de alimentos e transporte.

Destaques setoriais
Sem resultados corporativos de peso e com um volume de negócios reduzido por conta do feriado que se aproxima, o mercado ainda segue atento ao movimento dos commodities. Segundo o diretor da iCash, o crescimento da economia chinesa e norte-americana tende a continuar pressionando os preços do setor. Já o petróleo tende a voltar a recuar levemente, a não ser pela chance de que o presidente da Líbia, Muammar Khadafi, deixar o poder, aponta Salomão Santos.

Além disso, ele acredita em um bom desempenho de papéis ligados ao setor financeiro e de construção civil, que mostraram perdas acentuadas recentemente e tendem a começar a recuperá-las. "Há também a chance de melhora no cenário para a siderurgia, principalmente após o resultado positivo da Gerdau (GGBR4)", diz o analista.

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