SÃO PAULO - As ações da Vale (VALE3, VALE5) reagiram mal à notícia de que o governo deve cobrar R$ 4 bilhões em royalties pela exploração de minério de ferro e encerraram o dia com forte queda no pregão. A ação ordinária fechou o dia como a terceira maior baixa dentre os papéis que compõem o Ibovespa, recuando 3,64% cotada a R$ 53,62. Também pressionada, a ação PNA registrou queda de 2,89%, cotada a R$ 47,63, amargando a quarta colocação no campo das perdas.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) exige que a mineradora pague R$ 900 milhões pela exploração de minério no Pará e outros R$ 3 bilhões pela mineração em Minas Gerais. Tanto a Vale quanto o DNPM foram contatados pela InfoMoney, no entanto não foi possível confirmar as informações.
Ajuda de Lobão
Após o anúncio da cobrança, Roger Agnelli, presidente da Vale, decidiu recorrer ao Ministro de Minas e Energias, Edison Lobão, para anular uma decisão que poderia fazer com que a companhia perdesse seus direitos sobre a exploração da mina de Carajás, localizada no Pará. Alegando irregularidade na base de cálculo usada pela mineradora para recolher os royalties de mineração, no dia 25 de fevereiro a superintendência do órgão no Pará abriu processo para cassar a concessão da Vale em Carajás.
O DNPM vê divergências na maneira como a empresa faz o cálculo dos royalties, o que faz com que a Vale recolha o valor sobre suas exportações por um preço abaixo do preço final. Por consequência deste fato, o órgão aplicou uma advertência e três multas à Vale, no intervalo de um ano, como revela despacho de 22 de fevereiro do DNPM, em que foi resolvida a intimação da empresa.
Segundo notícia do jornal, a interferência de Agnelli diretamente em Brasília fez com que a direção nacional do DNPM revogasse no dia 1 de março a abertura do processo, alegando que o “superintendente no Pará não tinha autonomia para a iniciativa”.
Bradespar também recua forte
A Bradespar (BRAP4), holding que detém parte do controle da mineradora Vale, também acompanhou as perdas e fechou o pregão acumulando o segundo pior desempenho do dia dentre os papéis do Ibovespa. As ações PN da empresa recuaram 3,67% e fecharam cotadas a R$ 41,70.
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